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18 de Maio de 2013 edição 671

EXPOSIÇÃO DE FOTOS EM HOMENAGEM ÀS MÃES Mantendo a tradição de vários anos, a Telephoto realiza em maio mais uma bela exposição de fotos homenageando as mães paraisenses. A abertura da exposição, numa parceria com o Departamento Municipal de Cultura, aconteceu na noite de sexta (10) na Arena Olímpica João Mambrini. Fotos que passam a emoção e espírito do que é ser Mãe. A mostra se estende até o final do mês no piso um da Arena Olímpica.

Jovanice

Marta

Sandra

Sara

Perciliana Carolina

Maria Aparecida

Dayhana

Aline

Nina Calzavara

Márcia


Jornal do Sudoeste

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Como anda o XXI?

Estudante em Paraíso recebe prêmio do Concurso Internacional de Cartas

Agenor e Ademir representantes dos Correios, o aluno Pedro Henrique Silveira, Eline e Maria Rita

Pedro Henrique Silveira, de 13 anos, aluno do Colégio Crescer, de São Sebastião do Paraíso, foi premiado na etapa estadual do Concurso Internacional de Redação de Cartas, promovido pela União Postal Universal (UPU). Na manhã de quarta-feira (15/05) ele recebeu uma câmera Não é difícil relacionar o Brasil à adolescência, pois está há um longo tempo buscando sua identidade cultural e artística. O resultado disso é um certo menosprezo, por si próprio, o que leva muitos brasileiros trocarem sua identidade cultura, por outra mais estável, mais reconhecida. Assim, abrese pouco espaço na mídia para os jovens talentos, que têm arte de qualidade. Como refúgio, utilizam a web para se manifestar e buscam ser notados. Muitos têm ganhado espaço, como Clarice Falcão, Mallu Magalhães e Tiê, outros como Trupe Chá de Boldo, João Bernardo, Marcelo Camelo, Bárbara Eugênia, Thiago Pethit ainda buscam reconhecimento. Tem os que caíram no esquecimento, como, Júpiter

São Sebastião do Paraíso-MG e Região 18 de Maio de 2013

digital pelo 3.º lugar obtido. A premiação foi no Colégio Crescer que também foi presenteado com impressora multifuncional. Nesta 42.ª edição do concurso estudantes discorreram sobre o tema “Escreva uma carta a alguém para lhe explicar por que a água é um recurso precioso”.

Ademir, o aluno Pedro Henrique e seus pais Darlene e Luciano e seu avô João

Houve a inscrição de 5.151 cartas escritas por estudantes de até 15 anos de mais de 3 mil escolas públicas e particulares em todo o Brasil. Em Minas foram 740 cartas recebidas com mais de 500 escolas participantes. O concurso é composto por quatro etapas: escolar, estadual, nacional e internacional. Os

vencedores da etapa estadual concorrem à fase nacional e o selecionado representará o Brasil na etapa internacional, a ser realizada em Berna, na Suíça. A vencedora nacional deste ano é de Pernambuco: Maírla Marina Ferreira Dias, de Quixaba (330 km de Recife).

Maça, Os Cascavalletes, Bidê ou Balde, entre outros. Como todo adolescente que se preza, o Brasil deve usar a revolução típica da juventude a seu favor, ao inés de cultuar a cultura alheia. Afinal, nossa cultura deve ser o nosso melhor reflexo.

MICHELE CAROLINE LUZ, 14 anos, estudante em São Sebastião do Paraíso

O dia 18 de maio é dedicado aos museus Museus mineiros estão entre os mais visitados do país

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Van Gogh - A noite estrelada Cristiane Bindewald

Cristiane Bindewald

Em todo o mundo, neste sábado (18 de maio), eventos foram ou serão realizados em comemoração ao “Dia Internacional dos Museus”. No Brasil, a data faz parte da 11ª Semana dos Museus, que visa democratizar a prática de visitá-los em todo o país. Neste ano, São Sebastião do Paraíso foi incluída pela primeira vez na programação oficial do Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM), com a exposição fotográfica sobre o trabalhador brasileiro no Museu Histórico Municipal Napoleão Joele. O HÁBITO DE VISITAR MUSEUS

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A urgência dos sonhos

Conhecer a fundo sua cultura e história é fundamental para o desenvolvimento da personalidade de uma nação. No entanto, o hábito de visitar museus não faz parte do cotidiano brasileiro, apenas da vida de pequenos grupos da sociedade. Para que se desperte o interesse de uma camada maior da população, faz-se necessário o desenvolvimento da cultura de valorização da história das cidades e do país desde a educação infantil. Devido ao imenso leque de possibilidades de difusão de cultura proporcionado pelos museus, o trabalho nas escolas poderá ter efeito futuro na criação do hábito, já que as exposições realizadas são resultado de estudos interdisciplinares, realizados por historiadores, antropólogos, arqueólogos, museólogos e educadores.

MUSEUS EM MINAS GERAIS O Estado de Minas Gerais é reconhecido em todo o Brasil por sua importância histórica, por isso atrai muitos turistas que buscam suas cidades históricas, museus e igrejas. Entre os mais visitados do estado, está o Museu da Inconfidência de Ouro Preto, situado na Praça Tiradentes, no prédio da antiga Casa de Câmara e Cadeia de Ouro Preto, local símbolo da opressão colonial. Foi criado após a chegada das cinzas dos inconfidentes mortos no exílio, transferidas da África para o Brasil em 1937. Muito procurado também é o Museu do Ouro, localizado na cidade de Sabará, região do Quadrilátero Ferrífero, que guarda a memória do tempo da mineração do ouro em Minas Gerais. Há também outros tipos de turistas atraídos por museus mineiros, como os que buscam as cidades onde moraram grandes escritores, como o Museu Guimarães Rosa, em Cordisburgo. Há os amantes da arte, atraídos principalmente pela beleza do Museu de Arte Contemporânea de Inhotim, em Brumadinho. As personalidades históricas mineiras são outro chamariz para museus do estado, como o de Cabangu, a 16 km da cidade de Santos Dumont, dedicado à memória do Pai da Aviação. Entre as muitas outras possibilidades de acervo cultural, do Museu de Arte da Pampulha, em Belo Horizonte, ao futuro Museu da Cachaça, em Salinas, os museus mineiros destacamse e merecem um olhar especial.

Eu sei que fazemos coisas que não queremos, mas desfazemos outras tantas mais. Em dias que se arrastam entre afazeres monótonos, levados a cabo apenas por necessidades superficiais, vamos esquecendo um amigo em um canto, um sonho na gaveta, um amor na multidão. Tantas vezes, o tempo, e mais ainda a falta dele, nos faz desfazer o que tanto nos custou para construir. E o que fazer com os cacos,

se o tempo que passou levou com ele o tempo de colar? Se os pedaços espalhados trazem apenas fragmentos de planos que deveriam ser indestrutíveis? Por isso, a necessidade de se acertar os ponteiros. A força para fazer muito e a vontade maior de fazer certo. Por isso, o preço alto pago pelo urgente, pelo inevitável e intransferível. Se o tempo e as chances não voltam, os sonhos são urgentes e não podem ser trocados por necessidades vazias, onde o sentido há muito tempo não encontra morada.


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O melhor da vida é a alegria O carteiro José Aparecido Alves é conhecido pelo entusiasmo com que exerce sua profissão. Há 37 anos na Empresa de Correios e Telégrafos (ECT), José foi testemunha do desenvolvimento de Paraíso, das mudanças nas relações humanas e do aumento da demanda de trabalho com o advento da era de compras por internet. Aos 63 anos, sente-se realizado em sua profissão e vida pessoal, e aconselha: o melhor da vida é a alegria.

das, mudou a forma como as pessoas tratam o carteiro? Mudou muito. Antigamente, a gente chegava nas casas, batia, a pessoa já te conhecia. Ficávamos muito tempo em um lugar só, quase não se trocava de setor. A gente se acostumava com as pessoas. A pessoa te oferecia um café, chamava para entrar. Hoje, atende no interfone, a gente fala que é o carteiro, mas a pessoa ainda vem ressabiada: será que é o carteiro, mesmo? Antigamente, a gente vivia mais com o povão, tinha mais conhecimento com as pessoas. Hoje, os carteiros não ficam muito tempo no mesmo setor, estão sempre fazendo um rodízio. Então, o povo não se acostuma com o carteiro.

Como começou sua história nos Correios? Meu irmão trabalhava na Telemig e pedi para ele que me avisasse se aparecesse alguma coisa em alguma empresa. Ele tinha amizade com o Tadeu, que trabalhou no correio como telegrafista. Eles me falaram que havia um concurso. Foi em março, mais ou menos. Fui à Campanha (MG), onde era a sede de nossa diretoria. Fiz a prova com mais três pessoas. Fui aprovado em primeiro e entrei para o correio em 26 de abril de 1976. O que significava para você entrar para os Correios? Era legal, porque eu trabalhava em armazém de café, por quatro anos. Já tinha trabalhado antes em um armazém de bebidas, depois entrei no de café. O serviço era pesado, tinha que trabalhar até quase dez horas da noite, fazendo hora extra. Eu queria ganhar um salário melhor. Foi uma boa, melhorou muito a minha vida. Eu falo para a turma, e é verdade, que a melhor coisa que fiz em minha vida foi entrar no correio. Já gostava de andar de bike, pensei: agora, é só festa. Em que bairro você começou a exercer a profissão de carteiro? Naquele tempo, nós éramos três carteiros: eu, o Roberto Antônio Domingo e o Valdir Peixoto. O Valdir tinha um problema renal e sempre estava afastado do serviço. Então, eu brinco com a turma: vocês têm vinte carteiros agora, no nosso tempo éramos dois. Um fazia do Banco do Estado para baixo, e o outro do Banco do Estado para cima. Só que a cidade não era essa coisa que é hoje. Nossa cidade aumentou muito. Nós trabalhamos por muito tempo fazendo a cidade inteira em dois carteiros. Qual é sua área atualmente? Eu trabalho internamente até às dez horas. Depois, saio com o rapaz da Kombi terceirizada, porque ele não pode entregar SEDEX sozinho. Trabalho com ele das dez às onze e meia. Depois das 13h30, entregamos encomendas na área central até três e meia, que é meu horário de serviço na rua.

O tipo de entrega mudou muito? Sim, mudou muito. Quando iniciei no serviço havia no máximo umas trinta cartas registradas, não havia o SEDEX, que foi implantado depois. No começo, havia dia em que a gente saia com cinco ou seis cartas registradas. Hoje, o carteiro sai para uma rua com no mínimo setenta, oitenta cartas registradas.

Você já entregou algo muito estranho?

As cartas escritas à mão ainda existem? Existem, mas muito pouco. A maioria é de pessoas mais simples, que não têm internet. Mas podemos contar as cartas que a gente pensa: é carta, mesmo. A maioria do nosso serviço é SEDEX, encomenda. Carta, mesmo, muito pouco. Você se lembra de um acontecimento marcante, como entregar carta de amor, por exemplo? Lembro-me de uma menina que trabalhou lá na Casa Brasil, a Lúcia Helena. Ela tinha um namorado em Campinas e toda semana vinha carta para ela. Depois de uns quinze anos, encontrei com ela no mercado Tonin. Ela falou: olha aí, você é culpad8o, olha meu marido aqui. Eu falei que ficava feliz por ter contribuído para isso. Você se lembra de acontecimentos engraçados? Eu sempre brinco também com a turma sobre uma vez que fui entregar carta em uma casa, bati e a mãe perguntou quem era. O filho respondeu: não, mãe, não é ninguém não, é o carteiro. E o carteiro não é ninguém? (risos) Os cachorros atacam mesmo os carteiros?

Eu continuo carteiro, mesmo. Não mudei e não vou mudar nunca. Colocaram um “agente de serviços de correio”, mas eu falei: não, meu negócio é ser carteiro. Desde o começo: carteiro. E aposentado como carteiro.

Fora de brincadeira, isso é uma coisa que eu não entendo por quê. Na rua, se tem um cachorro deitado, passam cinco, seis pessoas, e está tudo normal. Apareceu um carteiro, o cachorro já olha, arrepia, começa a rosnar. Não sei o que eles têm contra o uniforme de carteiro. Só pode ser o uniforme. Antes, o uniforme era como uma farda da polícia, bege, e os cachorros já não iam com a nossa cara. Acho que é um trauma dos cachorros contra carteiro.

Acho bom, há uma música que gosto muito, aquela Pombo Correio. Acho muito bonita. Essa é uma das músicas que achei mais legais sobre correio. Sempre que ouço, lembro de quando comecei. No começo é difícil, a gente conhece a cidade, mas não sabe a sequência de numeração. O rapaz que me ensinou saiu comigo por dois dias, depois fui sozinho para a rua. Eu separava as ruas Pimenta, Placidino, Pinto Ribeiro. Depois, fazia as travessas. Chegava de tarde em casa e quase não estava mais aguentando a perna. Depois que se pega a nume-

Não acaba nada, só aumenta. Com a internet, só aumentou o serviço do correio. O povo vai comprar e a maioria das entregas é o correio quem faz. A tendência é só aumentar o serviço dos Correios. Quando eu entrei, a gente recebia uma mala de cartas, com dois, três quilos de cartas registradas e cinco a dez cartas simples. Hoje, se recebe de meia tonelada pra mais de cartas, diariamente. Entre cartas e encomendas, a carga dá uma média de 500, 600 a 1000 quilos, todo dia.

ração certa fica mais fácil, mas no começo a gente não sabe, foi um pouco difícil. Depois melhorou, e muito.

Como chama seu cargo agora?

Existem muitas músicas e poesias falando sobre o carteiro. O que você acha disso?

Você acha que a profissão de carteiro pode acabar nessa era digital?

por Cristiane Maria Bindewald

Qual é sua história familiar? Meu pai, José Manoel, trabalhou no armazém de café até se aposentar. Antes, trabalhou em roça, depois viemos para a cidade, quando eu ainda era menino. Você imagina como era o serviço na década de 70. Trabalhava sem registrar ou não trabalhava. Minha mãe é Anedina Alves Manoel, e nós somos quatro irmãos: o José Mauricio, da Lutel, a Marilza, que

“Eu falo para a turma, e é verdade, que a melhor coisa que fiz em minha vida foi entrar no correio. Já gostava de andar de bike, pensei: agora, é só festa.” mora na roça, e a Sirlei, que é professora no Campos do Amaral. Que escola você frequentou em Paraíso? Eu terminei o Clóvis Salgado, até a 8ª série. Depois, fiz o Colégio Comercial São Sebastião, a “Escola do Padre”, sou formado em contabilidade, mas nunca exerci. E parei por aí, mesmo. Você formou sua própria família? Eu me casei em 78 e tenho três filhos. Minha esposa é a Rita Beatriz. O irmão dela, o Tadeu, trabalhava no correio. Nós nos conhecemos estudando no Clóvis Salgado, e depois fiquei sabendo que ela era irmã do rapaz que trabalha com a gente. Namoramos uns dois anos, nos casamos em dezembro de 78 e estamos juntos até hoje. Tenho três filhos, o mais velho, Luiz Antônio, tem 33 anos, o Rafael, de 27, trabalha na Matsuda, e a Gabriele, que trabalha no Bom Trabalho e está fazendo enfermagem na FECOM. Você faz questão que seus filhos estudem? Sim, acho muito legal. O Luiz Antônio está em Campinas, trabalha na Embratel, é ioiz Ant na Matsuda,formado em Ciências da Computação. Começou na UNIFRAN e terminou em Campinas. No ano passado, veio e falou: pai, olha o diploma que vim trazer para o senhor. Eu fico muito feliz por ter contribuído com isso. Fora da vida profissional, o que você gosta de fazer? Nós temos uma turma que faz caminhada. Domingo, nós vamos para Santa Rita de Cássia, são 48 quilômetros. Vamos sair no sábado, andar a noite inteira. É a turma do Messias, o mercadinho da Vila Helena. Sempre fazemos caminhadas. Por que vocês fazem estas caminhadas? Um pouco é por religião. A mulher de nosso colega

Orlando estava doente e ele fez uma promessa. Conversou com a gente, disse que precisava ir à Cássia e combinamos de ir juntos. Já fazíamos caminhada para a Guardinha, para a Queimada Velha e, agora, tem mais outra caminhada que vai para Água Limpa, para a Igreja São Pedro. Estamos sempre andando junto. O carteiro está preparado para esta caminhada ou ela exige muito mais preparação? Não, eu acredito que a maioria está preparada. Você não tem que chegar daqui a uma hora ou duas. Nós saímos daqui oito e meia da noite, andamos a noite inteira, tem café no caminho. Toma um café, come um pão, bebe-se uma água. A turma vai andando, conversando, conta umas histórias, e chega lá. O mais difícil é quando chegamos, mesmo. Em Cássia há uma avenida com uns coqueiros. A gente começa a contar aqueles coqueiros, vai andando, e parece que aquela avenida não acaba. E depois ainda tem uma subida para chegar à igreja. Tem que ter muita fé, mesmo. Qual é a sua fé? Eu sou católico, praticante, vou sempre para a igreja. Todo domingo vou à Igreja São Judas Tadeu, eu tenho muita fé em São Judas. Todo domingo, levo meu pai junto comigo. Ele tem 84 anos e também gosta de São Judas Tadeu. A gente tem que ter alguma fé, em alguma coisa. Se você não tiver fé, nada vai pra frente. Eu levanto cedo, faço uma oração, peço a Deus tudo para aquele dia dar certo. Na hora em que deito, agradeço. Peço sempre para o dia em que estou trabalhando, para que seja um dia profícuo. Nós temos que trabalhar com amor ao que fazemos, também. Se você não tiver amor, vontade, e gostar do que você faz, pode ter a melhor profissão do mundo, que não vai resolver. Não vai se sentir bem com você mesmo. Entrei no correio, que foi muito bom, e minha fé sempre me ajudou

muito. Para mim, a igreja católica é muito boa, embora eu diga que toda religião é boa, desde que você esteja indo lá para orar e praticar o bem com as pessoas. Assim, estamos de bem com vida e está tudo muito bom. O carteiro conhece bem a cidade. Quais as principais mudanças que você viu acontecer em Paraíso nestes quase 40 anos de profissão? Paraíso era uma coisa antes do Waldir Marcolini, e é outra depois. A maioria das ruas era de chão batido. A prefeitura era onde atualmente é o Edifício Colinas, em um casarão velho. O Waldir fez a nova prefeitura, fez a rodoviária e esses bairros novos todos. Hoje, a maioria das ruas são todas com calçamento, na esquina há placas. Antes, não tinha nada disso. O São Judas, mesmo, quando começou, era só o Armazém Nossa Senhora da Guia. A gente deixava cartas lá e o rapaz distribuía para nós, porque não tinha placa em lugar nenhum da rua. A cidade era assim. Com Waldir, nossa cidade melhorou muito. Existe algum bairro onde ainda é difícil entregar correspondência? Ainda há um pedaço, lá no Jardim das Hortências, que é meio complicado, porque há lugares onde ainda é chão batido. Mas a maioria dos bairros está com calçamento e com identificação. Nestas quase quatro déca-

Uma vez veio um esqueleto pelo correio, mas não chegamos a entregar. A mulher morreu não sei onde, já tinha sido enterrada, e família queria trazer os restos mortais dela pra cá. Mandaram, com o correio sabendo, avisado do que era. Você sente saudades de algum tempo? Saudade a gente sempre tem de alguma coisa, dos amigos que já se foram. Eu morei muito tempo na Vila Helena, a gente tinha uma turminha. Naquele tempo, quando ali onde é o Jardim Bernadete era só campo, mato. No fim de semana, a gente ia ao cinema, ia para a praça. Dez horas da noite acabava o movimento da cidade. Não havia essa vida de hoje. Eu tenho saudades disso: do cinema, nossa festa era assistir filme de cowboy, filme italiano. Tenho saudades desse tempo de rapaz. Valeu a pena ter dedicado boa parte de sua vida aos Correios? Valeu, e muito. O que tenho hoje, casa, carro, foi conseguido com o trabalho nos Correios. E os meus meninos estão estudando, graças ao que recebo. Como eu falo, depois de minha família, o correio para mim é tudo. Todos que o conhecem comentam sua alegria contagiante. O que o motiva a ser assim? Eu acho que chorar as mágoas não vai adiantar nada. A melhor coisa que a gente tem é nossa alegria. Estando alegre, você chega, cumprimenta uma pessoa que está meio desanimada, conversa um pouco, ela fica melhor. E rir não faz mal pra ninguém. Sorria sempre, é a melhor coisa que tem.


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FOTOS: Wilian Jackson e Joel

MILENA Milena Maria Soares Bonacini de Carvalho, comemorou seus 15 anos numa animadíssima festa toda decorada no Sesi, no dia 03 de maio. Cardápio requintado para atender a todos os convidados, familiares e amigos. E esse momento tão importante na vida de uma debutante teve muita animação. Milena é filha de Weligton Bonacini de Carvalho e Michele Gonçalves Soares, irmã de Wellington Jr e Felipe.

MARIA CLARA

e nâncio Duart Maria Clara Ve

Mais que especiais os cumprimentos deste colunista a aniversariante do próximo dia 21, Maria Clara Venâncio Duarte que de uma simpatia contagiante completa seus 12 anos. Sempre desejando felicidades plenas, sucesso em sua vida pessoal e profissional, ela que é estudante do sétimo ano do ensino fundamental do Colégio Objetivo. Filha de Rogério Alexandre Duarte e Sandra Mara Venâncio Duarte.

FOTOS: Wilian Jackson


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15 ANOS DE BEATRIZ CANTIERI ALMEIDA Os 15 anos de Beatriz Cantieri Almeida, filha de Fátima Cantieri Almeida e Ricardo Almeida, foi comemorado no sábado, (11/ 05), numa festa reservada para amigos e familiares, onde a linda Bia com toda sua simpatia elegância recebeu seus convidados no Espaço 88. Vestida num lindo e deslumbrante longo rosa da marca colezione assinado pela estilista Maria Olímpia, Beatriz valsou com seu pai, logo após os casais, em seguida os avós e demais casais valsaram. Parabéns Bia, que essa data tão importante em sua vida fique marcada pra sempre em lindas e eternas recordações.

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Alunos do Curso de Cabeleireiro do SENAC de São Sebastião do Paraíso realizaram na noite de sextafeira, 10 de maio, o 1º Desfile de Penteados. O evento aconteceu no Teatro Municipal Sebastião Furlan e o público foi composto por alunos do SENAC e familiares, instrutores, empresários da área de beleza e dentre outros. Várias empresas patrocinaram o evento. Houve cobertura pelo Jornal do Sudoeste por este colunista e TV Sudoeste.


Jornal do Sudoeste

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Ao pé da orelha, com Pais e Professores MOTIVAÇÃO COMO BUSCÁ-LA? Hoje quero falar de um assunto importante. Você está motivado para ensinar seus alunos? E os alunos estão motivados para aprenderem? Como os pais e professores podem utilizar técnicas para motivar alunos na sala de aula e melhorar o processo da aprendizagem? E como os alunos poderão atingir esta motivação? São perguntas que vem de encontro com o que vemos em sala de aula. O baixo rendimento dos alunos vem preocupando todos que estão envolvidos com a Educação, seja diretamente ou indiretamente, e a grande preocupação dos pais e professores está em como motivar alunos em sala de aula. Já temos a certeza de que a Educação é a principal via de acesso a um padrão econômico mais confortável e que os diplomas trazem uma série de benefícios e enriquecem uma pessoa em diversos sentidos e muitos deles nos levam a carreiras de remunerações interessantes. Porém, vemos que o acesso a estes diplomas é disputado por muita gente, em vestibulares cada vez mais concorridos, com a relação de candidato/vaga ultrapassando proporções de 100 candidatos par a cada vaga. Mas, este pensamento, é bem coerente para nós adultos, porque para uma criança e um adolescente este assunto é chato e sem importância. Falar do futuro, de bons empregos, de estabilidade financeira para crianças e adolescentes é ter na carinha deles diversas caretas, e os mesmos não deixam de mostrar que não estão nem um pouco preocupados com este chamado "futuro". O que eles querem é badalação, brincadeiras, falar de amizades do facebook, ficar conectados o tempo todo com o mundo virtual. A maioria dos professores não são treinados para falar com alunos sobre mercado de trabalho, sobre motivação, não é culpa deles, a culpa pode estar na metodologia de ensino que não prevê esse tipo de aprendizagem. O que acaba servindo como motivador é um discurso bem mais compreensível do tipo "estude senão você repete no final do ano e as coisas vão se complicar por aqui". Alguns pais pintam cenários terríveis do tipo "imagine-se repetindo o ano e ficar na mesma série rodeado de crianças menores, enquanto seus amigos vão para séries superiores e zombam de você". Para resumir, posso afirmar que hoje, em outras palavras, estudar é uma obrigação, um duro fardo para ser carregado por anos e anos. E a escola, aquele prédio parecido com uma prisão, onde o aluno fica encarcerado por horas todos os dias. Com uma percepção dessas não é de surpreender que muitos alunos tenham enorme dificuldade em aprender. Pais e professores precisam aprender a serem grandes

motivadores de seus filhos e alunos. O segredo para estudar com eficiência está em gostar do ato de estudar. Ninguém dá o melhor de si para atender uma obrigação. Nosso melhor esforço é sempre para superar desafios. Essa é a primeira grande lição que nossos filhos devem receber. O aprendizado é uma experiência mágica, transformadora e prazerosa. Lembro-me de quando tentava decifrar as letras misteriosas e quando tudo começou a ter sentido pra mim. Conseguia enfim ler. Aquilo pra mim foi uma coisa impagável. Consegui, através dos estudos, compreender muitas coisas que até então não entendia e compreendia. É importante tentar mostrar à criança o enorme valor do que está sendo conquistado, exatamente para que despertemos nela o desejo de seguir aprendendo e ampliando seus horizontes. Precisamos aprender a identificar nos hábitos e gostos de nossos filhos ou alunos “ganchos” que podem servir como forças motivadoras. Um jovem aficionado por rock, por exemplo, pode ser facilmente estimulado a aprender o idioma de suas canções preferidas. Um apaixonado por esportes pode ter mais facilidade em se interessar em aprender mais sobre o funcionamento do corpo humano. Jogos de computador também oferecem ganchos interessantes, muitos deles são ambientados em momentos específicos da história humana, como a antiguidade, os tempos medievais ou um grande conflito como a Segunda Guerra Mundial que oferecem um cenário ideal para aprender história e geografia. Hoje são muito comuns grupos de jovens que gostam de se vesti r como guerreiros ou como cavaleiros medievais, são divertimentos que oferecem um ambiente muito rico para aprendizado cultural. Para finalizar digo que Educação está muito além de passar conteúdo com giz e quadro negro. É preciso identificar os "ganchos" para que possamos cada vez mais ter mais e mais alunos no mesmo barco para aprender. Em uma sala de aula de 40 alunos deve-se tentar trabalhar para 40 e não para 5.

(*)Waldomiro Waldevino Peixoto

Coletânea de crônicas e contos testemunhais de Jugurta de Carvalho Lisboa, FUNPEC Editora, textos de simplicidade, clareza e espontaneidade incomuns. Situações e finais abruptos mais sugerem que explicitam e resultam em estilo ágil e cinematográfico. JCL é regionalista de conteúdo autêntico. Suas estórias são mini-inventários de valores, usos e costumes típicos de certa região de Minas: crianças, jovens, adultos ou idosos feitos do mesmo barro, curados no mesmo amálgama, vasos intercomunicantes entrelaçados pelos mesmos códigos. Narrativas urbanas, a exemplo do Rio de Janeiro, com tônus narrativo de peripécias ocorridas em meios rurais. Em Burros sem Rabo, temos o narrador e o amigo Joca a distribuir sopão para carentes, nas ruas chuvosas da cidade grande: “Lá fora aquela chu-vinha manhosa e aqui dentro, confortavelmente, com cafezinho quente e pão de queijo saído do forno...”. O ambiente é urbano, mas a alma do narrador continua mineira, evidenciada pelos códigos “cafezinho quente e pão de queijo”. Mais à frente: “O olhar dos pais traduziam a expectativa da nossa chegada. Após um dia de andanças, os burros sem rabo, apelido maldoso atribuído a esses trapos humanos, puxavam suas carroças desde muito cedo...”. A atribuição do termo ‘burros’, associado a ‘carroças’ revela um código de linguagem oriundo de ambientes rurais que nos remetem certeiros ao interior de Minas. Há um regionalismo de linguagem e outro de conteúdo. No segundo se encontra a escritura de JCL: registro de flora, fauna, culinária, festas, costumes religiosos, hábitos cotidianos de uma dada região que se responsabilizam pela cor local. “Era hábito tradicional os donos das casas prepararem uma mesa com bolos e outros quitutes acompanhados de chá, café, refrigerantes e, às vezes, até bebidas alcoólicas aos presentes. Outra tradição...” (De Castiçal,

Cruz e Opa). “Na cidade onde morava, em quase todos os quintais, existiam pés de manga, laranja, tangerina, pitanga, carambola...” (Um Tiro no Escuro) David Olson nos ensina que, na Literatura Ocidental, a evolução da linguagem tem três fases: a primeira, mais primitiva, predominantemente metafórica; a segunda, geradora de tensão entre a metáfora e o denotativo; a terceira, quando surge o escritor descritivo: “Só nesta fase, os textos passam a ser instrumentos de representação apropriados para a ciência, a filosofia e a história.” (O Mundo no Papel, Ática, SP, 1997, p. 171). Aqui encontramos JCL; é na ordem direta das construções e na linguagem denotativa que ele constrói sua narrativa. Encontramos momentos de beleza sublime, puro prazer estético, com simplicidade de linguagem e belas metáforas fundidas: “O romper da aurora traz consigo toda uma magia que me desperta para o renascer cotidiano. Começa a sinfonia matinal. O silêncio é quebrado pela alvorada dos sabiás, bem-te-vis, joões-de-barro, coleirinhas, pombos, enfim, cada qual com sua melodia própria formando o conjunto de partituras da grande peça musical.” (Os Pássaros Entendem). Porém, há pérolas literárias como em Vida de Garimpeiro, onde encontramos belo e originalíssimo anacoluto: “A empolgação, de tão grande, não via o dia passar”, expressão sintaticamente ilógica, com termos deslocados e subentendidos. Quem não via o dia passar, empolgado, na estória, era o garoto que seguia com seu pai e com o agregado para o garimpo! Há muito a dizer sobre este Baú, mas é preciso respeitar a lição de Lobato, parafraseando a sábia Vovó Benta: não tiremos o prazer das descobertas durante a leitura. Esse é nosso convite ao leitor! (*)A escritora Ely Vieitez Lisboa cedeu hoje o espaço para o escritor, poeta e crítico literário Waldomiro W. Peixoto.

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PROFESSOR MARCELO MORAIS

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Três Fontes Era sexta-feira, arrumara as malas e partira. Encontrava-se na rodovia, já podia sentir o cheiro de relva molhada. Essa sensação do olfato que relaxa a alma, que afrouxa e reduz os pensamentos, deixa-os em calaria. Precisava prestar atenção no transito, no tráfego excessivo, que ainda não permitia o abrandamento por completo. Observar a natureza, a paisagem, o cheiro de mato tratava de vir em forma de obrigação. Esfregava no rosto repetidas vezes como brisa suave em movimento. O ar atmosférico afrontava e vinha contra o movimento que o carro percorria. Era prazerosa aquela sensação que motivava ainda mais, que movia no desejo de chegar logo. O destino aguardava com sol, água fresca, sombra debaixo das arvores que cresceram ao logo do tempo, livres. A natureza se fazia presente. A água cris-

DO FUNDO DO BAÚ

talina da piscina era trocada semanalmente devido a fontes de água que tinha naquele maravilhoso lugar. Havia uma piscina em especial que tinha pedras no fundo e fonte de água natural, mantendo-a sempre com água nova, renovada. Assim foi o final feliz de uma semana, de descanso, calmaria e tranquilidade. Longe do movimento da cidade. Acompanhado do cheiro de mato, água natural e coisas que só a natureza oferece como bonificação a poucos privilegiados que sabem apreciar. Ivan Maldi. Psicólogo Especialista em Psicanálise. Membro do Grupo de Estudos e Pesquisa Científica em Psicanálise e Análise do Discurso - Lingüística pela Universidade de Franca e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.

São Sebastião do Paraíso-MG e Região 18 de Maio de 2013

JUSTIÇA GUERRA NA TV Assisti a duas reportagens semelhantes, no mesmo dia e tratando de policiais. Na primeira, um militar foi assustar um colega, fingindo assaltá-lo (brincadeira besta), e foi recebido a tiros. Na segunda, policiais paulistas foram acusados de executar um ladrão em fuga após um assalto e uma troca de tiros durante a perseguição. Com o bandido já rendido, e ao que consta das imagens, pedindo desRenato Zouain culpas e ferido, foi ainda assim alvejado e morto por mera maldade dos homens da lei. O recado das duas notícias é evidente, conforme me pus a pensar: estamos em guerra e o estado de ânimos de ambas as partes, bandidos e mocinhos, atingiu uma ferocidade e uma adrenalina nunca dantes imaginada. Muito embora as novelas e os jornais e o governo não gostem de dizê-lo, somos dos países mais violentos do mundo. Morre mais gente por dia no Rio de Janeiro ou em São Paulo, vítima de crimes, do que no Iraque ou no Afeganistão. Não acreditam? Perguntem a um médico intensivista do SUS de uma grande cidade. Perguntemlhe quantos baleados atende por semana e quantos óbitos violentos declara por mês. O número é absurdo e maior que em muitas guerras. POLICIAIS MORTOS Só em um país com um complexo medo de fardas, com uma fobia por militares e por ordem como o nosso, a morte de policiais executados pelo crime organizado passa desapercebida. Ou melhor: querem logo justificar a atuação violenta dos narcotraficantes, e há tolos que relincham que os criminosos agiram assim porque aprenderam a ser violentos com a própria polícia. Há neste comentário um enorme absurdo, porque policiais podem ser violentos em nome do Estado, enquanto os bandidos transgridem a lei quando usam da violência. Obviamente que é a análise da conveniência diante da situação de conflito que tornará a força policial legítima ou não, mas isso já é outra história. O importante é esclarecer para aqueles poucos que leem a esta coluna que, em sendo a polícia o Estado, quando policiais são mortos o recado do crime organizado é um só: somos os mais fortes, e matamos até aqueles que podem revidar. Portanto, leitor amigo, antes de sair em passeatas pelo desarmamento ou bradar contra os excessos da polícia, lembre-se que poderíamos estar bem pior, muito pior, se não fosse nossa organização política que nos protege enquanto nação, legitimando o uso da força. A FORÇA PÚBLICA O cidadão brasileiro não simpatiza com quem o fiscaliza. Como passamos mais de vinte anos em um regime militar e dito “ditatorial”, com a abertura democrática e o retorno do direito ao voto tomamos um porre de liberdade e achamos que podemos tudo. Percebo isto nitidamente nos alunos que tive, nos réus que julgo, nas pessoas que conheço. Ora me reclamam que foram multados, ou que pararam em blitz de trânsito, ou que a polícia prendeu um conhecido ou parente “só” porque estava fumando um baseado. Vão pentear macacos! Se as forças públicas nada fazem, são criticadas porque não justificam os impostos pagos. Se fazem, são arbitrárias. Em uma cidadezinha em que trabalhei fui aplaudido pela população, de início, como um bom juiz rigoroso e linha dura. Os aplausos, no entanto, só duraram até que fossem enquadrados uma meia dúzia de filhinhos de papai e de coronéis daquelas bandas, arruaceiros que dirigiam bêbados e davam tiros para o alto com o aval dos familiares poderosos. Bastou que os punisse para que uns e outros passassem a me considerar arbitrário e injusto, “rigoroso demais”. É uma verdadeira metáfora da mentalidade ainda arcaica de nossa burguesia, que louva a pimenta nos olhos do outro e aplaude quando o filho do vizinho é preso. Quando é o filho da gente que vai preso, a justiça vira opressão e a eficiência vira arbitrariedade. A INDÚSTRIA DA MISÉRIA O maldito motivo pelo qual nada é feito de efetivo para estancar a violência brasileira é muito mais óbvio do que pode parecer: tem muita gente que lucra com a desgraça alheia. Há uma indústria da miséria no país, que fustiga e incentiva não somente a fome nordestina, mas também o crime organizado, a proliferação das drogas e o morticínio no trânsito. Tem gente que ganha muito dinheiro e muitos votos com isso, acredite se quiser. Renato Zupo, Juiz de Direito na comarca de Araxá.


São Sebastião do Paraíso-MG e Região 18 de Maio de 2013

Jornal do Sudoeste

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O ENLACE DE

Sara e Thayran

ANIVERSARIANTES Dia 21 Daiane Paim, esposa de Dr. Ricardo Paim. Dia 23 Cauã, filho de Larissa Duarte e Ivan José Amorim. Dra. Maria de Fátima Stefani Duarte muda de idade no dia 23. A coluna lhe antecipa votos de felicidades. Elza Sillos recebe cumprimentos neste domingo (19). É esposa do engenheiro Ailton Sillos, dinâmico presidente da ACISSP. Ana Luísa Domingues Martins comemora mais um ano de vida neste domingo. Filha de Kellen Pimenta Domingues Martins e Dr. Rogério Calçado Martins. Sara Cristina Lourenço Dias e Thayran Gonçalves da Silva se casaram, sábado, 11 de maio no Salão do Santa Terra Eventos , em uma cerimônia presidida pelo reverendo João Batista Pereira, da Igreja Presbiteriana. Sara é filha de Raquel Cristina Barreto Dias e José Lourenço Dias. Thayran é filho de Luciene Gonçalves da Silva e Valdemar Pereira Lopes. Após a cerimônia, recepcionaram os convidados numa confraternização que reuniu familiares e amigos. Os registros de fotos e filmagens deste momento único foram da Mult clip, com Pedro Delfante e equipe, presente nos melhores momentos.

15 Anos de Beatriz Cantieri Almeida A lindíssima Bia, filha de Fátima Cantieri e Ricardo de Moura Almeida, comemorou seus 15 anos no Espaço 88, dia 11/05. A decoração em preto e grená, com flores em tons de rosa, de Italian Decorações, compôs um ambiente requintado. No primeiro salão, os convidados foram recepcionados e houve o cerimonial com a participação de sua irmã Isadora, avós maternos Étore e Inah Cantieri , avós paternos Nívea e Gilberto de Almeida, o padrinho Ruy Negrão e sua esposa Karen, e a madrinha Maria Ignês Almeida. Após a valsa e os parabéns, a balada começou no segundo salão, seguindo muito animada por toda a noite, ao som do DJ Colombo, que também cuidou da iluminação especial. O cardápio do Buffet Italian, doces de Susi Chocolates aliados aos coquetéis de Wega Bartenders, agradaram a todos os presentes. Os vestidos de Bia foram da Collezione (Franca) e ela teve sua beleza realçada por Ronald Oliver. À despedida, os convidados receberam lindos e deliciosos cupcakes também de Susi Chocolates. Os registros das imagens da inesquecível festa foram de Wilian Jackson e equipe. Parabenizamos Bia pelo aniversário e agradecemos a toda a família a confiança em nosso trabalho, em especial a Inah Cantieri.

O ENLACE DE

Letícia e Daniel

Momentos inesquecíveis requerem cuidados especiais... Conte com nossos serviços para o sucesso de seu evento.

RG Eventos Assessoria e Cerimonial

Horóscopo Semanal CAPRICÓRNIO (22/12 a 21/01) Não se deixe levar por provocações em seu relacionamento afetivo, pois isso pode levar a discussões sem sentido. O momento é ótimo para investir novas energias em seus projetos de trabalho. Melhora na relação com colegas. AQUÁRIO (21/01 a 18/02) O momento continua ótimo para sair e se divertir com amigos ou com seu amor. Caso ainda esteja só, fique atento, pois o Universo prepara um novo romance para você. Uma nova e interessante pessoa está no seu caminho. PEIXES (19/02 a 19/03) Você está mais fechado e introspectivo, preferindo ficar em sua casa a enfrentar os burburinhos sociais. De fato a energia doméstica está muito favorável. Aproveite para estar entre os seus, ler um bom livro e ouvir suas músicas preferidas. ÁRIES (20/03 a 20/04) A Lua em Leão mexe com seu coração, trazendo o amor para primeiro plano neste dia. Paixão e companheirismo, com uma pincelada de acolhimento, fazem parte de seu dia. O momento também continua favorável para os acordos de negócios. TOURO (21/04 a 20/05) Suas finanças passam por um ótimo momento e você deve aproveitar para rever seus investimentos. Novos investimentos serão muito bem vindos neste período que dura mais de quatro semanas. Fique atento às oportunidades. GÊMEOS (21/05 a 20/06) A fase traz ótimas novidades que podem envolver vários setores de sua vida. Uma boa notícia relacionada ao amor ou a um amigo pode chegar. As finanças também passam por um ótimo momento de mais entradas. CÂNCER (21/06 a 21/07) O momento é ótimo para rever questões relacionadas ao seu passado, especialmente as que ainda mexem com suas emoções. Um amor pode voltar e mexer novamente com você. Ótimo momento para a saúde. LEÃO (22/07 a 22/08) O momento envolve sua carreira e sua vida social de uma maneira mais intensa. Um contato com uma grande empresa, clube ou instituição feito anteriormente, pode começar a dar os resultados esperados. VIRGEM (23/08 a 22/09) O momento é ótimo para focar em sua carreira. Fique atento, pois novas oportunidades surgirão durante, pelo menos, as próximas quatro semanas. O sucesso, o reconhecimento e a maior visibilidade são as promessas desta fase. LIBRA (23/09 a 22/10) Não deixe de fazer planos nesta fase que dura mais de quatro semanas, pois a possibilidade de eles se concretizarem rapidamente é muito grande, especialmente os relacionados a viagens e estudos. ESCORPIÃO (23/10 a 21/11) Um relacionamento especial passa por um período de aprofundamento e você reconhece suas verdadeiras necessidades emocionais. Dia ótimo e produtivo para colocar em ordem seus projetos de trabalho. SAGITÁRIO (22/11 a 21/12) Seus relacionamentos ganham um novo colorido, tanto os de amizade, quanto os de trabalho e os afetivos. Com uma vida social mais agitada tudo em seu entorno ganha um novo movimento. A fase é ótima para começar um namoro.

Daniel Motta Martins e Letícia Terlone Alves se uniram em matrimonio no sábado, 11 de maio de 2013 ás 20:30h na Bela Igreja Matriz de São Sebastião, com celebração do Padre Rodrigo Papi. Bela decoração, música da melhor qualidade, emoção deram o tom para uma cerimonia inesquecível deram o tom para uma cerimonia inesquecível. Logo após a celebração os noivos recepcionaram os convidados para uma festa de confraternização no Clube dos Médicos. Daniel é filho de Aylson Roberto Martins e Ivani Aparecida Motta Martins, e os pais da noiva Letícia, Célio Alves e Marlene Rosa Terlone Alves. Os registros foram da Mult clip , com Pedro Delfante e equipe

Dr. Joel Cintra Borges Médico-veterinário - CRMV-MG 0343 Exames de brucelose e tuberculose, toques, partos, vacinações, clínica e cirurgia. CÃES E GATOS: ATENDIMENTO A DOMICÍLIO. CONSULTÓRIO: Rua da Bahia, 19 - Jardim Independência FONES: 3531-4549 e 9975-4549 SÃO SEBASTIÃO DO PARAÍSO - MG


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Psicoletrando De quem é a responsabilidade?* Josimara Neves, psicóloga e escritora Marília Neves, professora e escritora Contato: psicoletrandojm@gmail.com Blog: http://psicoletrandocomvoce.blogspot.com/

Vivemos numa época em que as mudanças externas ocorrem em tempo veloz a ponto de não conseguirmos acompanhálas no momento em que acontecem. A vida em si ficou automatizada, também nossos comportamentos, inclusive a forma pela qual nos relacionamos. Apesar de as transformações externas serem muitas, ainda sim, são mais fáceis do que aquelas que persistem no interior de cada um de nós. Geralmente, existe resistência ao novo por medo do desconhecido. Talvez isso explique, porém não justifique, o fato de diversos profissionais continuarem fazendo sempre da mesma forma, embora essa não seja a mais adequada. Na área da Educação, vemos professores mal remunerados, frustrados com a profissão, cansados pela demanda e pelo desgaste emocional oriundos dos problemas enfrentados e, com isso, acabam por se permitirem ser menos do que são, ou melhor, do que poderiam vir a ser. Profissionais que deixam de marcar presença na vida de seus alunos por receberem pouco e achar que ainda fazem muito equiparado ao que ganham. Diante de tal cenário, o que fazer? A quem responsabilizar? Seria o caso de achar o responsável ou começar a agir? Gritar com o aluno, “transmitir” conteúdos equivocados, deixar de se aperfeiçoar e de buscar aprimoramento, desistir de fazer algo diferente, de apostar na educação do nosso país resolverá a situação? Certamente que não! É o que acontece não só na esfera educacional, mas na vida, quando se perde o encantamento, a motivação, o entusiasmo e os objetivos que nos impulsionam conduzindo-nos à ação, a qualidade diminui, as razões iniciais desaparecem e, junto à insatisfação pessoal, surgem hematomas na alma: insônia, enxaqueca, problemas gastrointestinais, ansiedade exacerbada, aumento ou perda de peso, tristeza etc. Esses, negligenciados pelas pessoas, transformam-se em doenças psicossomáticas que alteram, sobremaneira, a qualidade de vida estendendo-se às relações interpessoais. Logo, a dimensão profissional invade a vida do indivíduo como um todo: o casamento começa a fracassar, os filhos a darem problemas, as cobranças surgem de forma que o conflito inicial – má remuneração – passa a ser pequeno perto da avalanche que se formou. E agora: de quem é a responsabilidade? O intuito de tal questionamento é trazer a reflexão de que para viver não existem segredos, mas regras, e uma delas é: aprender a cuidar de si e a se amar em primeiro lugar – não importa se você nomeie isso de princípio ou mandamento, o essencial é colocar em prática. Para isso, não é necessário dinheiro, mas conscientização e atitude. Professores e professoras, educadores de forma em geral, aprendam a se valorizar e lembrem-se: não é porque o Estado, o Município e, mesmo, o País, não lhes ofertam o devido valor que vocês não possam fazer isso por si mesmos. O peso que a remuneração mensal tem é ínfimo perto do grande valor que devemos nos dar! Pensem nisso e tomem atitude, pois, do contrário, correrão o risco de achar que valem pouco e isso sim é que, verdadeiramente, diminui-os. * ERRATA: Na edição anterior, o título desse texto não foi mencionado. Portanto, julgamos por bem repetir o texto adequadamente.

* Planos disponíveis somente para internet via cabo - Venda e instalação sujeita a viabilidade técnica - Oferta valida até fev/2013.

São Sebastião do Paraíso-MG e Região 18 de Maio de 2013

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