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4 de Maio de 2013 edição 669

por Cristiane Maria Bindewald

* Planos disponíveis somente para internet via cabo - Venda e instalação sujeita a viabilidade técnica - Oferta valida até fev/2013.


Jornal do Sudoeste

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São Sebastião do Paraíso-MG e Região 4 de Maio de 2013

Faculdade promove evento artístico-literário No último dia 25/04, alunas do 1º e 3º Períodos de Pedagogia da Faculdade Calafiori, sob a orientação da professora Marília de Souza Neves, realizaram o “I Liter’Arte Calafiori”.

O evento objetivou despertar o gosto das crianças pela leitura e Literatura, através de estratégias diversificadas e da Arte, proporcionado às futuras professoras um contato estreito com as

Honra ao Mérito Professor Carmo Perrone Naves Quis o destino que o meu pai, nobre professor de matemática, fosse homenageado pela Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, através do seu Departamento de Pós Graduação, pelo seu brilhante ex-aluno, emérito catedrático dessa instituição, senhor - Luiz Carlos Paes. Luiz Carlos Paes após a morte do meu pai nos procurou para consultar o acervo do professor Carmo, que colocamos a sua disposição. Após conversarmos sobre a preservação do mesmo e sobre a memória do meu pai, resolvi doar os seus livros à nobre Universidade. Pois além de fonte histórica de pesquisa, os livros seriam cuidados adequadamente, colocados em um arquivo com seu nome e aumentariam o saber de seus alunos sobre a pedagogia da matemática, em um parâmetro com quase um século de atividades didáticas. Os livros foram levados para lá. Assim é a vida! Pensei em doá-los para a nossa cidade, mas não encontrei entre o poder político local, nenhum interesse, e pior ainda não me disponibilizaram sequer o espaço. A gente floresce aonde são plantadas nossas ideias e os livros do meu pai, foram florescer em um espaço muito maior, com ideias em crescente transformação, em um Departamento de Pós Graduação, onde ficarão para sempre, sob sua tutela e sendo, o que é mais importante, vividos, utilizados e reproduzidos. Livros não são para enfeitar paredes, encapados com dorsos de couro e lâminas douradas. Livros são para serem lidos e transformados em pesquisas e ideias, enfim em novos livros. O livro só tem sentido aberto, interagindo com o seu interlocutor. Sentimo-nos honrados com a sábia homenagem a nós prestada pelo Professor Luiz Carlos Paes que brilhantemente representa São Sebastião do Paraíso, nos anais da cultura matemática do Brasil e exterior. Recebemos a Revista – Perspectivas da Educação Matemática, do Programa de Pós-Graduação em Educação Matemática da UFMS, onde na página 29, lemos o artigo: Trajetória de vida de um Educador Matemático Carmo Perrone Naves (19102007). No artigo consta um resumo da vida do meu pai, com foto do mesmo, do Ginásio Paraisense,

atividades didáticas, considerações históricas e acervo bibliográfico. O meu pai era habilitado e possuía registros federais, adquiridos por concurso (na época ainda não haviam sido criadas as Faculdades de Filosofia) em seis disciplinas, o que equivalia a seis diplomas de Licenciatura Plena: Matemática, Física, Ciências Naturais, Geografia, Estatística e Matemática Financeira. Gostaria de ressaltar que meu pai recebeu a Comenda do Instituto Histórico Geográfico, Marechal Cândido Rondon, célebre, honrado e ilustre MatoGrossense. E por razões que não consigo explicar, como se fosse um gesto de agradecimento, uma mão que se estende suavemente para outra em laço de congraçamento, os livros amados e estudados pelo meu pai, foram resplandecer no Mato Grosso do Sul. E a história de um grande homem, partilhando a história de outro grande homem. Ambos despojados das riquezas materiais, mas e fortes e edificantes cérebros com inteligência emocional. Obrigada, Professor Luiz Carlos Paes, por sua excepcional grandeza digna e humana; pelo sensível gesto de reconhecimento intelectual. Agradeço também à Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, que acolheu meu pai na sua história. Hoje, eu também me sinto Mato-Grossense do Sul, pois por duas vezes, fomos homenageados, através desse Estado. Meu pai amava um livro denominado “L’nombre D’or” escrito pelo Matemático Matila Ghika, esse número de ouro transformou-se no arquétipo perfeito da linguagem matemática e aqueceu através dessa homenagem o coração da nossa família. Reconhecidamente, Norma, Margarida, e Johanna Angélica. NORMA APARECIDA PERRONE NAVES, Doutora em Letras Lingüística e Semiótica pela USP (Universidade de São Paulo/SP) Membro do Grupo de Estudos Lingüísticos e Educacionais do Estado de São Paulo. Membro da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência. Membro da Academia Paraisense de Cultura. Membro de Bancas de Teses de Doutorado da USP (São Paulo) e UNESP (Araraquara).

boas práticas pedagógicas, capazes de aguçar o desejo do educando para o inebriante e rico universo literário. O acontecimento, aberto à comunidade paraisense, reuniu, além dos alunos, professores e a equipe da faculdade, pessoas que se interessam pela Arte de modo geral, tecendo comentários elogiosos acerca do que presenciaram. O ambiente, todo decorado conforme o tema escolhido, emocionou o público, o qual teve a oportunidade de assistir a duas peças teatrais, adaptadas para a solenidade, referentes às obras do então homenageado da noite: o escritor Monteiro Lobato, nascido aos 18 de abril de 1882, em Taubaté-SP, e considerado o “Pai da Literatura Infantil” do nosso país. A primeira, “Emília no País da Gramática”, abordou questões relativas à língua portuguesa, chamando a atenção para a forma como se ensina a gramática na escola, tendo no elenco os personagens do Sítio do Picapau Amarelo; a segunda, baseada no conto “Negrinha”, tratou do racismo, ranço da escravidão e da desigualdade social, fazendo uma crítica à forma como os negros eram tratados mesmo após a abolição da escravatura. Além disso, o espaço foi dividido em cantinhos, cada qual destinado a uma maneira de chamar a atenção das crianças para a leitura. Houve o “Varal Literário”, contendo diferentes poesias direcionadas ao público infantil; o “Tapete Literário”, onde os pequenos podiam se assentar e mergulhar nas diversas obras ali expostas; o “Teatro dos Fantoches”, apresentando os personagens de Monteiro Lobato; o “Livromania”, livro gigante no qual as crianças podiam entrar e se deparar com uma incrível surpresa artísticoliterária – que fez chorar crian-

ças e adultos, devido à criatividade e sensibilidade utilizadas para a sua construção – e a presença de grandes escritores, como Ruth Rocha, Ana Maria Machado, Cecília Meireles, Vinícius de Morais, Lygia Bojunga Nunes, Maurício de Sousa e o querido Monteiro Lobato. Segundo a idealizadora do projeto, Marília Neves, todas as atividades apresentadas são possíveis de serem realizadas no recinto escolar, desde que o professor acredite nessas metodologias de ensino e utilize estratégias diversificadas a fim de cativar os alunos para a leitura. “O Liter’Arte é o primeiro de muitos, pois cremos que a Arte seja uma parceira fundamental da educação, pois dinamiza a prática educacional, fortalece a interdisciplinaridade e envolve, sobremaneira, o sujeito da aprendizagem, o aluno.” Para ela, a infância é o período propício para o contato com os livros, mesmo que a criança não saiba ler, e cabe aos pais e à escola, principalmente, oferecer um ambiente que estimule os pequenos a se interessarem pela

mágica, mas complexa, prática de leitura. Já para a diretora da faculdade, Professora Dra Gismar Monteiro Castro Rodrigues, o primeiro Liter’Arte da Faculdade Calafiori representa um marco na história do curso de Peda-

gogia. “Tivemos a oportunidade de voltar à infância com o Sítio do Picapau Amarelo e este retorno nos fez pensar como é bom fazer Arte com Palavras”. Na oportunidade, parabeniza os alunos e à professora Marília, pela iniciativa.

Como anda o XXI?

A música é uma forma de grito, por mudança e revolução. Retrata a realidade, mostrando o que deve mudar. Os problemas sociais, econômicos, a aceitação na sociedade. As diferenças nem sempre compreendidas, a ideia de que personalidades não são iguais. Cultura, em cada estilo musical é fácil identificar, um modo de vida diferente, fazendo de suas experiências o contexto, assim formando grupos, a relação entre eles é saudável, perceber que tem pessoas que passam pelas mesmas situações conforta. As oportunidades aparecem, é necessário saber aproveitar, usar a seu favor, pode mudar uma vida toda. De geração em geração, a música reflete, composição, ritmo, de acordo com o contexto, como o mundo. Dizer que as músicas antigas são melhores é fácil, mas melhores por quê?Melhores? Algo bem representado em músicas eram as cartas, a saudade, a paixão platônica, mas hoje haveria músicas assim? Seria um tanto sem nexo, afinal, a internet é capaz de aproximar pessoas on-line, cartas se enviam com pouca frequência, paixão pla-

tônica, será que ela ainda existe em um espaço onde as pessoas são tão desinibidas? Não é a cara do XXI.É preciso amor pelo que faz, só assim será as entrelinhas que tanto buscam, melhorar a auto-estima de quem a ouve. A música tem uma função além, ou deveria dizer, a função. Proporciona o autoconhecimento, assim mostrando medos e dificuldades, bem como é capaz de trazer a paz de espírito, uma felicidade instantânea. É incrível a maneira como une as pessoas e as sincronizam. As barreiras são quebradas, o motivo é o momento, as diferenças são detalhes despercebidos, enfim, em qualquer época, a música é a voz da alma de qualquer ser humano

MICHELE CAROLINE LUZ, 14 anos, estudante em São Sebastião do Paraíso


São Sebastião do Paraíso-MG e Região 4 de Maio de 2013

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Nosso patrão é o povo A história de Norma da Silva Machado caminha ao lado da história da Guarda Municipal de São Sebastião do Paraíso, na qual ingressou em 1989, ano da formação, e aposentou-se no dia 1º de janeiro deste ano. Nestes 24 anos, viu sua vida de lutas pessoais progredir, assim como se concretizar o sonho de ver a Guarda Municipal estruturada. Atualmente, aos 57 anos, a paraisense de coração dedica-se em sua inabalável alegria à criação das netas, acreditando que Deus está sempre ao seu lado. Sua vida é marcada por muitas lutas. Como começa sua história? Eu nasci em São Vicente, São Paulo, e fui criada em Mogi Mirim. Quando era adolescente, voltamos para São Vicente, depois retornamos para Mogi Mirim. Minha infância foi muito boa, meu pai tinha uma chácara muito grande em Mogi Mirim. A gente sempre foi criado com muita fartura. Depois que meu pai faleceu, eu trabalhava na fábrica de tênis Rainha, prestei concurso para telefonista da Telesp e passei. Foi lá que conheci meu ex-marido. O trabalho na fábrica de tênis foi seu primeiro emprego? Não, eu trabalho desde os doze anos. Primeiro, na vizinha. Depois, trabalhei em padaria, mercado. Quando voltamos para Mogi Mirim, entrei na Rainha, a fábrica de tênis. Você conheceu seu ex-marido na Telesp. Como foi essa história? Eu estava com 24 anos. Conheci meu ex-marido em Campinas, porque lá em Mogi Mirim eles nos transferiram, quando era DDD. Nós casamos em Campinas, depois voltamos para Mogi Mirim. Como ele ficou desempregado e não arrumava mais emprego, eu caí na besteira de pedir demissão da Telesp. Eu já tinha minha filha mais velha, a Carolina, que trabalha no Correio. Você veio para Paraíso nessa época? Por quê? Ele veio trabalhar em uma firma para o lado de Minas e me trouxe pra Paraíso. Ele me deixou na casa da tia dele, a tia Divina, que o criou, pois os pais tinham morrido. Ele nos deixou na casa dela. Eu, minha menina mais velha, meu menino do meio, o Carlos Henrique, e foi embora. Nunca me pagou pensão. Cheguei a ir atrás dele em Goiás, e engravidei de minha caçula, a Claudia. Ele me trouxe pra cá e foi embora, de novo. Apesar dos meus meninos não terem um pai presente, tiveram duas mães, porque a tia Divina era solteira e era outra mãe para mim e para meus filhos. Como você criou seus filhos? No começo, não tinha como trabalhar, porque estava grávida e, depois, eles estavam pequenos. Então, eu terminei o Magistério e, no outro ano, comecei a dar aula em um prézinho no Verona. Pra dizer a verdade, nem sei como consegui criar meus filhos. Houve época em que eu não tinha dinheiro para comprar uma pipoca para eles (entre lágrimas), comprar um sapato, sabe. Saía com eles e via meu menino do meio com aquele olharzinho de vontade... Fiquei com isso até hoje. Se eu estiver comendo alguma coisa e uma criança ver, dou para ela. Quando estava na Guarda Municipal, na porta de escola, e via uma criança chupando picolé e outra querendo, pegava dinheiro meu e comprava. Isso nos machuca muito. É duro você ver isso acontecendo com seu filho. Mas, às vezes, quando o sapato de minha filha estava furado, eu falava: meu Deus, como vou comprar outro sapato, se não tenho dinheiro? De repente, batia alguém na porta e falava: Norma, você quer esse sapato para você? Para mim, tudo isso era Deus. Ele nun-

por Cristiane Maria Bindewald

ca me desamparou, em nenhum momento. A tia Divina ganhava um salário e a gente tinha o básico. Depois, comecei a dar aula, na época na Fundação Educar. Comprava leite, pão, uns poucos quilos de carne e passe para trabalhar. Para mim, já era grande coisa, pois estava ajudando. Como foi sua entrada na Guarda Municipal? Quando houve o concurso, em 1989, liguei para minha mãe contente, dizendo que iria fazer o concurso. Ela riu e falou: você não tem altura. Geralmente, para Guarda, Polícia, precisa ter altura. Eu tenho 1 metro e 49. Não era nem 1 metro e meio! Mas fui fazer assim mesmo. Naquele dia, acordei cedo e fui prestar o concurso. Passei em tudo e fiquei contente. Quando o Coronel Fressatti colocou todo mundo em forma no Teatro, olhou para mim e falou: espera aí, minha filha, você não tem altura. Eles se esqueceram de por altura no edital! Era uma coisa também que pedi muito para Deus. Toda a noite, eu pedia tanto para Deus um emprego. E para mim foi Ele quem me deu, pois eles se esqueceram até de por a altura no edital. Eu já estava lá dentro!

aprendemos que nosso patrão é o povo. Quem devemos tratar bem é o povo, pois nosso trabalho não é o da Polícia. Eu gosto de estar no meio do povo, conversando com todo mundo. O povo valoriza a Guarda Municipal? Sempre fui tratada com educação. Só uma vez, quando estava com 22 anos de Guarda, tive que chamar a Polícia por um cara que me desrespeitou no Pronto Socorro. Ainda falei para ele: você me respeita, porque sou uma matriarca, sou avó. Além de seus três filhos, você cria seus netos também? Sim, e também peguei um menino para criar, o João, que está com dezoito anos. Chamaram para apadrinhar, depois levei para casa, e quis ficar com ele. Crio minhas netas, filhas de minha filha mais nova. A Gabriele, de 11 anos, a Tatiane, de 9 anos, e a Maria Clara, com 7 anos. Elas moram comigo. Você pediu a palavra no evento de comemoração de 28 anos do SOS Criança para falar sobre a importância da instituição na vida de suas netas. Com elas chegaram lá?

Como foi a

“Amo Paraíso, amo todos de Paraíso. Desde que vim para cá, me receberam muito bem. Quando me perguntam onde nasci, acho estranho, porque eu me acho paraisense.” vida dentro da Guarda Municipal? Na época, o Coronel Fressatti falava que quem passasse na prova do curso em 1º lugar iria ser comandante do agrupamento. Eu só queria o trabalho, pois eu me senti rica. Já podia comprar tudo o que quisesse de comida para meus filhos, podia dar presente de Natal. Estava muito feliz, mesmo. Quando se passaram seis meses, a moça que comandava as meninas saiu. Eles me chamaram e fui ser comandante de agrupamento. Nem bater à máquina eu sabia! Mas aprendi muito com o Coronel. Você escrevia um texto, ele chegava, achava ruim e jogava fora. Eu saía dali chorando, mas voltava e fazia um texto que não sabia que dentro de mim estava a capacidade. Aprendi muito com ele, tanto é que quando muitos prefeitos quiseram derrubar a Guarda, ninguém conseguiu acabar com a gente. Nós conseguimos nos segurar sozinhos. Você sentiu-se valorizada por seu trabalho? Nós lutamos muito pela Guarda, mas acho que não fomos valorizados. Não estou falando por causa de cargo. Muitas vezes, te menosprezam, porque você está velha, está gorda. Mas nós

Um dia, eu estava trabalhando do cemitério e a Dona Ruth (Corsi) falou para eu colocar o João na aula de música do SOS, mas ele já tinha passado da idade. No dia da minha folga, fui e matriculei a Gabriele. Depois, foi a Tatiane e a Maria Clara. Até minha outra netinha está lá. Como a Dona Ruth fala, a música é uma coisa que sai da alma. Uma pessoa que se envolve com essas coisas bonitas não se envolve com drogas, não fica fazendo bagunça na rua. Graças a Deus, elas têm música, inglês, alemão, italiano, artes visuais. E a Gabriele está tocando que é uma beleza! Para mim, isso é uma coisa de Deus, porque está tirando as crianças da rua. A Dona Ruth é uma grande educadora. Eu vejo que ela coloca o dinheiro dela para comprar lanche, leva bolo. Ela está aposentada, podia estar apenas viajando para onde quisesse, mas é uma educadora, gosta das crianças. Os meninos do meu bairro estão quase todos lá. Nenhum deles gosta de faltar à aula. Você acredita que o que fazemos retorna da mesma forma para nós? Lembrase de um episódio em que a ação de uma pessoa mudou seu dia? Eu trato as pessoas como

“Quando eu ganhei minhas férias prêmio, em setembro, olhava para as crianças no Alice Naves e até chorava. Quando eu era mais nova, atravessava as crianças como se fossem meus filhos. Hoje em dia, como se fossem meus netos. Eu fazia com prazer, podia estar com o maior problema em casa, mas na rua não tinha problema nenhum. Estava sempre alegre, contente.” gosto de ser tratada. Se eu falar com educação, só se a pessoa for muito revoltada, mal educada, vai me tratar mal. Um dia, um inspetor falou que eu era incompetente, porque no meu horário de trabalho eu não chamava apoio, resolvia tudo sozinha. Ele quis dizer que eu dava muita trela para o povo. Fui trabalhar tão arrasada, tão triste, pensando que eu não era nada, mesmo. Estava fazendo Guarda em frente à escola, um senhor atravessou a rua de onde estava, veio até mim e falou tanta coisa bonita, coisas de Deus, e na hora já levantou meu astral. Pensei: o importante é o povo gostar da gente.

podia estar com o maior problema em casa, mas na rua não tinha problema nenhum. Estava sempre alegre, contente.

Como foi sua aposentadoria no dia 1º de janeiro deste ano?

O que nós sonhávamos para a Guarda em 1989, quando entrava prefeito e esperávamos por viatura, por aumento do efetivo, se concretizou.

Minhas maiores alegrias foram quando me formei no Magistério, quando entrei na Guarda e quando me aposentei, mas eu pensei que não iria conseguir. Quando eu ganhei minhas férias prêmio, em setembro, eu olhava para as crianças no Alice Naves e até chorava. Quando eu era mais nova, atravessava as crianças como se fossem meus filhos. Hoje em dia, como se fossem meus netos. Eu fazia com prazer,

eu me acho paraisense. Você segue alguma religião?

“Eu só queria o trabalho, pois eu me senti rica. Já podia comprar tudo o que quisesse de comida para meus filhos, podia dar presente de Natal. Estava muito feliz, mesmo.”

O que você viu acontecer nestes 24 anos de Guarda Municipal?

Por que você ficou definitivamente em Paraíso? Desde a primeira vez que vim visitar Paraíso, já amei. Eu ando por Paraíso e acho todo mundo lindo. Não vejo uma pessoa feia. Amo Paraíso, amo todos de Paraíso. Desde que vim para cá, me receberam muito bem. Quando me perguntam onde nasci, acho estranho, porque

Eu já fui à Igreja Católica, Evangélica, Centro Espírita, mas até hoje nenhuma conseguiu me levar. Eu gosto de todas, mas para mim o importante é Deus, é Jesus. Acho que temos que ajudar os outros, fazer caridade, e ter Deus acima de tudo. O que a vida te ensinou através de todos os teus sofrimentos? Para mim, parece que passou tão rápido. Contei coisas, porque passei por isso, mas parece que nem vejo mais sofrimento. Acho que sempre temos que ter Deus na frente. Ele sempre está ao nosso lado. A gente se preocupa, muitas vezes, à toa. Deus sempre está ao teu lado para te amparar, te guiar.


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O CASAMENTO LARISS MICHELATO E JULIANO Z

Sob as bênçãos do padre Rodrigo Pap administradores de empresa, Larissa Miche Juliano Zani casaram-se na Igreja Matriz de Sebastião na sexta-feira (19/04) numa lin emocionante cerimônia religiosa as vinte e trinta Logo após, houve a recepção dos convidad Espaço 88. Os noivos curtiram lua de mel em Sa no Chile. Larissa é filha de Eduardo José de So Marly Aparecida Michelato de Souza, e Juliano de Álvaro Zani e Elza Fernandes Zani. Aos amigos um forte abraço sempre desejando muitas felicidades.

Laura, Cinthia, Larissa, Juliano e Geovana (Maria Izabel, Bethânia) (na frente)

Marly, Larissa, Juliano e Eduardo

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Larissa, Joel e Juliano

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O CASAMENTO LARISSA MICHELATO E JULIANO ZANI Sob as bênçãos do padre Rodrigo Pappi, os administradores de empresa, Larissa Michelato e Juliano Zani casaram-se na Igreja Matriz de São Sebastião na sexta-feira (19/04) numa linda e emocionante cerimônia religiosa as vinte e trinta horas. Logo após, houve a recepção dos convidados no Espaço 88. Os noivos curtiram lua de mel em Santiago no Chile. Larissa é filha de Eduardo José de Souza e Marly Aparecida Michelato de Souza, e Juliano filho de Álvaro Zani e Elza Fernandes Zani. Aos meus amigos um forte abraço sempre desejando-lhes muitas felicidades.

Francisco, Eduardo, Humberto, Jamil, Álvaro, Patrik, Aldo, Gilson, Jeovani, Eduardo, Giovani, Adriano, José Roberto, Danilo, Juliano, Júlio, Rodrigo,

Larissa, Joel e Juliano

Larissa, Antonella e Juliano

Glaucia, Marry, Elza, Lidiane, Patricia, Larissa, Berenice, Michele, Daiane, Nathália, Tamara, Marly, Aracy, Izabel, Livia, Thaís, Mariana e Laura

Juliano, Edgar e Larissa

Jeovani, Patricia, Juliano e Adriano

Álvaro, Juliano e Elza

7 ANOS DE JOEL NA BALADA NO SUDOESTE E lá se foram 7 anos em 2013, parece conta de mentiroso, más não é.... Isto é verdade nua e crua, Joel nas baladas, Joel nos casamentos, Joel parabenizando os aniversariantes, Joel fazendo homenagens, Joel sempre junto a sua galera! Joel,,Joel,,e Joel na balada agora há sete anos. Nestes 7 anos, não quero escrever muito, mas sim lembrar e relembrar a tudo e a todos. Terminando, agradeço aos meus patrocinadores, amigos, família, a direção e a galera sempre badalando com o Joel ....


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TERAPIA FAMILIAR SISTÊMICA Cada vez mais aumenta o número de pessoas que buscam ajuda através da Terapia e uma das modalidades que tem crescido é a Terapia Familiar Sistêmica. Ela trata questões do indivíduo em sua família bem como a própria família inserida na sociedade. TRAUMAS oriundos do convívio familiar geram diversos BLOQUEIOS dificultando e até impedindo uma vida plena. O que é interessante é constatar repetições de atitudes de antepassados no individuo. É aquela velha frase: “tal pai, tal filho”; “esse puxou àquela pessoa”. Comprometendo e afetando relacionamentos, acionando droga dependências químicas, gerando depressão e pensamentos de suicídio, pânico, nervosismo e raiva externados àqueles entes queridos, fazendo sofrer quem menos merecia. O pior é quando essas ações culminam em separações, divórcios, afetando muito os filhos que, lamentavelmente tendem a repetir tais padrões assimilados no convívio familiar. Mas há tratamento. Ele é objetivo, onde numa consulta podem-se detectar eventos que desencadeiam tais atitudes. Rápido, entre 4 a 12 sessões. Acessível. Qualquer preconceito em relação a fazer Terapia é coisa do passado. Antigamente era atribuída “pra quem era louco” e pessoas desinformadas diziam que “eu não sou doido”. Se por acaso ainda tem quem diga é porque não conhece seus benefícios. Hoje o lado emocional tem sido acolhido com seriedade e respeito. Faz parte da Medicina Integrativa que colaboram com médicos, tratamentos medicamentosos, pacientes com câncer inclusive que tem procurado ajuda emocional. Ruancarlo Maldi Borges é Terapeuta Familiar Sistêmico e possui há mais de 20 anos conhecimentos na área, em constantes atualizações de cursos e ferramentas modernas para ajudar quem precisa. Atende em várias cidades e estados do Brasil. O Tratamento é sem prescrição de medicamentos, sem hipnose, sem regressão de vidas passadas e os resultados são significativos. O uso de medicamentos prescritos por médicos são respeitados e não é solicitada sua interrupção. Sofrer é inevitável, continuar sofrendo é uma opção. BUSQUE AJUDA.

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OS CONCEITOS E SEUS MISTÈRIOS (*) Ely Vieitez Lisboa

Como os seres humanos são tão complexos, seus conceitos não poderiam ser diferentes. Até mesmo as palavras, na Comunicação, mudam de sentido com o tempo, algumas até desaparecem. Hoje, alguém poderia mandar uma pessoa calar-se, fazer silêncio, dizendo-lhe “Caluda!”? Ou exprimir espanto e admiração, falando: “Cáspite”? Quem se lembra do sentido primeiro do termo “formidável”, usando-o como sinônimo de enorme, imenso, que dá medo? Assim também são os conceitos. Um dia desses, brincando com alguém de quase oitenta anos, que vai publicar seu primeiro livro, eu lhe disse: “Oh, meu escritor bissexto!”. Ele estranhou. Disse-lhe eu então que era aquele que escrevia apenas um livro. Temos exemplos famosos. Aníbal Machado levou mais de vinte anos escrevendo o romance João Ternura. Sentindo que a morte se aproximava e estando o livro pronto, pediu ao seu amigo Carlos Drummond de Andrade, que tomasse conta de sua obra. E Drummond assim o fez. Um ano após a morte de Aníbal Machado, em 1965, João Ternura foi publicado e tornou-se uma obra famosa na Literatura Brasileira. Durante muito tempo usei a expressão “escritor bissexto”, despreocupada, até que recentemente fiquei sabendo que Manuel Bandeira, por modéstia e humildade poética, às vezes dizia que ele era um Poeta Bissexto, isto é, que só fazia um poema, quando a inspiração vinha... Ora, então podemos dizer que Clarice Lispector é uma Poetisa Bissexta. Famosíssima por seus romances, a escritora bra-

sileira mais traduzida no mundo, ela, de vez em quando fazia um poema. Lembrei-me de um fato literário pitoresco. Guimarães Rosa escreveu um livro de poemas, Magma. Apesar de obra premiada, ela foi praticamente banida da bibliografia do nosso Mago de Cordisburgo, um dos maiores escritores brasileiros, o romancista que criou uma linguagem nova, um mundo mágico inigualável. Como poeta, ele era apenas bom. Mas como o autor memorável do Grande Sertão: Veredas ou de Sagarana, ele é único. Guimarães Rosa é, pois, um poeta bissexto. Outra observação interessante: em Literatura, na realidade, há autores que não têm predileção pelo gênero da prosa ou do verso. O primeiro requer mais lucidez, realce de argumentos, criação de núcleos narrativos, tipos de discurso, personagens. O segundo é muita inspiração, sensibilidade, estado de alma, linguagem figurada. Mas está longe de se ter uma definição exata, de haver limites entre os dois gêneros. E aí está a obra magnífica de Maria Carpi, que consegue ser grande na prosa e no verso. Em qualquer gênero, há que se ter TALENTO, uma dose de criatividade, de sensibilidade, conhecimento rico da língua na qual o autor se expressa. Alguém dirá: há outras coisas a se discutir, como por que se escreve, o papel da inspiração e do conhecimento profundo das PALAVRAS, até onde há realidade e/ou ficção no que se escreve. Mas isto é assunto para outro artigo. Não. Para um livro. (*) Ely Vieitez Lisboa é escritora. E-mail: elyvieitez@uol.com.br

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JUSTIÇA MALTHUS Thomas R.Malthus foi o pai da demografia econômica contemporânea, ao criar a teoria do necessário e indispensável controle da natalidade entre os povos mais desenvolvidos. Para Malthus, viveríamos em um caos demográfico sem o necessário controle do nascimento de nossas crianças, porque a produção mundial de alimentos, bens e serviços, nunca acompanha o número de habitanRenato Zouain tes de maneira proporcional. Ou seja, sempre há mais crianças nascendo do que comida no prato. Com a tendência atualíssima de se aumentar a expectativa de vida, também há mais idosos que não produzem o seu sustento. A matemática, como se vê, é simples. Aliás, já era simples na época de Malthus, em pleno Século 18: idosos e crianças não produzem o próprio sustento e por isto são mantidos pela população economicamente ativa adulta. Quando há mais gente improdutiva do que gente produzindo, falta alimento para todas as bocas. É o que está acontecendo. Não percebemos isso com tanta contundência por conta de um governo e uma economia assistencialistas ao extremo, que dão aos mais necessitados todos os tipos de bens e serviços, mas a um custo exorbitante que cai na conta (e na carga tributária) de todos nós. INJUSTIÇADO Malthus foi profundamente injustiçado em seu tempo, e até hoje. Deturparam sua teoria ao ponto de considerá-lo pai da eugenia que acabou redundando no nazismo. Eugenia, para quem não sabe, é uma espécie de depuração biológica das raças, em que devem ser extirpados e eliminados todos aqueles que não têm condições de crescer e permanecer saudáveis e se reproduzir e gerar herdeiros também repletos de saúde. Algo que os espartanos faziam antes de Cristo, e que Hitler engendrou com sua tola teoria da raça ariana perfeita. Malthus sempre esteve bem longe dessa baboseira toda. Não falava em eliminar pessoas, mas sim em impedir que nascessem através de um controle da natalidade eficiente, como fazem hoje os países de primeiro mundo. Justamente lá, onde os velhinhos vivem mais, há necessidade de se conter o nascimento de crianças, porque não há previdência social que dê conta de alimentar um número proporcionalmente enorme de cidadãos inativos. Desde aquela época, já se conhecia a equação Malthusiana que considerava o crescimento demográfico (de pessoas) sempre em escala geométrica, multiplicando-se os cidadãos pela face da terra, enquanto a produção de alimentos se dá em simples escala aritmética, de tal forma que somente haverá comida para todos quando estes “todos” forem em menor número. NÃO APRENDERAM A LIÇÃO A teoria de Malthus é antiga, mas não lhe aprenderam a lição, principalmente na América Latina. Enquanto os casais chineses e escandinavos tem um filho, no máximo dois, nas favelas brasileiras as meninas engravidam na primeira menstruação e antes dos trinta anos estão no terceiro ou quarto filho, obviamente de pais diferentes. Conversei com meu bom amigo, o Dr. House de Araxá, que me garantiu que não dá para esterilizar as donas via SUS antes dos vinte e oito anos, aproximadamente. Nessa idade, já tem mulher de baixa renda que é avó. Sabem quem é que vai cuidar de seus filhos e netos? Olhe à sua volta... GOVERNO DE PARIDEIRAS Como não é civilizado matar nossos velhinhos, ou incentivar o suicídio, ou simplesmente deixarmos os pobres morrerem à míngua, devemos fazer com que nasçam menos crianças. É o óbvio ululante, certo? A nossa Presidenta não pensa assim, e criou um incentivo financeiro para as jovens mamães de baixa renda, um valor por filho, um valor por barriga. Vai ter muita adolescente mantendo boca de fumo com suas barrigadas, isso até que surja mais uma besteira federal: inseminação artificial para pessoas de baixa renda. Tudo às nossas custas. Isso não é pensar no povo, é iludir o povo para se perpetuar no poder. Os pobrezinhos que estão nascendo sem pais e sem país, sem renda e sem educação, serão eleitores em um futuro próximo. A finalidade da proliferação da natalidade, ao invés de seu controle, é igualar a todos em uma mesma miséria, controlados pela ignorância e pela fome. Renato Zupo, Juiz de Direito na comarca de Araxá

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Aniversariantes Sábado, 4, Júlia Oliveira Pannaci. Domingo, 5, José Reinaldo Magalhães, Francisco de Paula e Silva (Chiquito), Ana Maria Saullo Vasconcelos. Dia 6 Gelson Abrão (Cantoria), André Luiz Bozelli. Dia 7 Professora Maria Rita de Melo, Áurea Zampieri Montaldi. Dia 8 Dr. José Antônio de Faria, Juiz de Direito aposentado. Dia 9 Terezinha (esposa de Marcos Duarte), Neusa Gusmão Duarte.

Sapatos para o casamento. Após a escolha do vestido de noiva, é hora de comprar os sapatos. A barra do vestido deve ser marcada com o calçado que usará no casamento para evitar pequenos dissabores. O mercado oferece muitas opções. Algumas noivas preferem o branco tradicional e outras preferem um toque moderno e jovial usando coloridos, combinando com o buquê. Os sapatos raramente aparecem e para guardar para sempre a lembrança desta escolha, é preciso fotografar. Para não ficar esquecido coloque na lista de fotos e entregue ao seu fotógrafo. Antes de efetivar a compra, é bom verificar se há algum detalhe ou aplique no calçado que possa ficar preso ao vestido. Isto impedirá que caminhe normalmente e precisará de ajuda para desembaraçar e algumas vezes a solução é cortar o aplique. O que é um detalhe bonito, pode vir a ser um problema. Caminhando alguns metros com os sapatos e o vestido, evitará transtornos. Qualquer que seja a escolha, brancos ou coloridos, fechados ou abertos, altos ou baixos, o mais importante é o conforto. Use os sapatos por algumas horas nas semanas que antecedem o casamento. Ajudará a ficar mais confortável e conforto é a base da elegância.

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NATHALIA GOULART ESTÉTICA E BEM ESTAR Nathalia Goulart (Cabeleireira) e Mariana Vergani ( Estética e Acupuntura Auricular), promoveram no sábado, (27/04), coquetel em seu espaço “ Nathalia Goulart Estética e Bem Estar”. Trouxeram o técnico Luciano Medeiros, profissional da Aneethun para um tratamento Vip a suas clientes e amigos. O endereço é na Pimenta de Pádua, 1418 – Centro – Tel: 3531-3263.

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Horóscopo Semanal CAPRICÓRNIO (22/12 a 21/01) A Lua se une a Netuno e você pode ficar um pouco confuso, mais emocional do que racional. Procure dar importância à sua intuição no dia de hoje. Use sua criatividade para solucionar problemas de trabalho. Melhora no relacionamento afetivo. AQUÁRIO (21/01 a 18/02) A Lua se une a Netuno e você deve tomar bastante cuidado com novos investimentos, pois pode haver perda. Não se envolva em novos negócios nos próximos dias e não assine nenhum contrato importante. PEIXES (19/02 a 19/03) A Lua se une a Netuno em seu signo e você fica ainda mais sensível e com as emoções à flor da pele. O romantismo toma conta de você, mas deve tomar cuidado para não cair em armadilhas como a ilusão ou as confusões. ÁRIES (20/03 a 20/04) A Lua se une a Netuno em Peixes e você fica com as emoções à flor da pele. Você pode sentir-se confuso e mais frágil hoje. Caso isso aconteça, busque certa reclusão e proteção junto aos seus. O passado pode incomodar. TOURO (21/04 a 20/05) A Lua se une a Netuno no dia de hoje e pode trazer alguma confusão com relação a um projeto ou um trabalho em equipe em andamento. As dificuldades continuam e sua saúde também pode estar passando por um momento delicado. GÊMEOS (21/05 a 20/06) A Lua se une a Netuno e sua carreira é mobilizada. Uma pequena confusão ou engano pode preocupar você. Tranquilize-se. Você continua fechado e introspectivo, na sua, sem nenhuma vontade de burburinhos sociais. CÂNCER (21/06 a 21/07) Seu regente, a Lua, se une a Netuno e você fica ainda mais sensível e com as emoções à flor da pele. A tensão que Saturno provoca em questões relacionadas à sua vida social ou amizades continua. Mantenha o equilíbrio. LEÃO (22/07 a 22/08) A Lua se une a Netuno e suas emoções ficam à flor da pele. Tente manter a calma e não permita que confusões mentais tomem conta de você. Saturno continua exigindo organização e método, especialmente em questões que envolvem seu trabalho. VIRGEM (23/08 a 22/09) A Lua se une a Netuno e você fica mais romântico do que nunca. Não se deixe levar por fantasias destrutivas de ciúme e controle. Ame simplesmente. Caso um projeto esteja dando problemas, espere somente mais alguns dias. LIBRA (23/09 a 22/10) A Lua se une a Netuno e um pequeno problema ou confusão no trabalho não deve tirar seu equilíbrio. Tente não controlar nenhuma mudança que venha ocorrendo em sua vida. Deixe as coisas acontecerem naturalmente. ESCORPIÃO (23/10 a 21/11) A Lua se une a Netuno em Peixes e você fica com as emoções à flor da pele. O amor romântico toma conta de você. Aproveite o dia com seu amor. Relacionamentos continuam sendo o foco principal de sua vida. SAGITÁRIO (22/11 a 21/12) A Lua se une Netuno e você fica mais fechado em seu mundo. Emoções importantes que você viveu no passado podem incomodar. O trabalho continua exigindo de você. Procure dar mais atenção à sua saúde.

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Psicoletrando Josimara Neves, psicóloga e escritora Marília Neves, professora e escritora Contato: psicoletrandojm@gmail.com Blog: http://psicoletrandocomvoce.blogspot.com/

Escola: fábrica de robôs? “Mais importante que treinar um aluno é oferecer-lhe condições de construir seus conhecimentos, mergulhar nas práticas de escrita e leitura, ser capaz de fazer cálculos e resolver situações-problema, dando vazão a toda a sua criatividade peculiar...” Marília Neves Analisando a conjuntura educacional, verificamos que ainda existem muitas escolas que se alimentam pura e simplesmente da educação bancária. Presas somente ao livro didático e/ou a apostilas infindáveis, despejam o conteúdo nos alunos “cérebro abaixo”. Não se importam, contudo, se os educandos gostam ou não dessa metodologia, se têm prazer em estudar, se aprendem verdadeiramente. Vale é vencer o planejamento, mostrar os cadernos recheados de exercícios aos pais, passar uma quantidade exorbitante de deveres para serem feitos em casa – os quais requerem, muitas vezes, auxílio de um adulto a fim de serem concluídos, tamanha a complexidade apresentada – elaborar avaliações baseadas em escolas particulares renomadas, cursinhos pré-vestibulares e até mesmo em questões retiradas de vestibulares conceituados, cobrando dos alunos definições e atividades bem diferentes das que “ensina” – somente para se gabarem, alegando que são exigentes, quando, na verdade, projetam uma aula que nunca foram capazes de ministrar. Diante dessa realidade, propomos as seguintes reflexões: * Escola serve para quê? * Quem é o sujeito da aprendizagem? *Qual o papel do professor? *Que estratégias o professor utiliza em suas aulas a fim de propiciar uma aprendizagem significativa? *Por que os professores passam tarefas de casa? Quem deve fazê-las: o aluno ou os pais dele? Para nós, a escola é um âmbito onde o aluno – sujeito da aprendizagem – constrói seus conhecimentos mediante vivências e experiências compartilhadas, cabendo, então, ao professor a tarefa de mediar, facilitar esse percurso palmilhado pelo discente, através de estratégias diversificadas, aulas baseadas na real necessidade de cada turma, devidamente planejadas, tendo a preocupação constante com o avanço individual dos educandos. Os deveres de casa, sob esse prisma, devem ser “dosados” e servem para complementar, fixar os conteúdos trabalhados em sala de aula, e aos alunos cabe a tarefa de realizá-los. Infelizmente, temos notado que a compulsão por quantidade, em detrimento da qualidade, tem se expandido no recinto escolar. É comum presenciarmos a ansiedade dos professores e alunos, vivendo um estresse advindo da mecanização do conhecimento. “– Meu filho precisa ser o melhor da sala!” – exclamam os pais superexigentes. “– Nossa escola tem de ser a mais bem conceituada!” – afirma a diretora autoritária. “ – Eu preciso tirar a nota máxima em todas as matérias, ser o escolhido para liderar o time de futebol, falar inglês, espanhol e francês, ir à natação, ao judô, à aula de teclado, de violão, de guitarra...” – desabafam os alunos afoitos e superpressionados. Eis a equação que se constata: ESCOLA = fábrica de robôs = alunADOS amestrADOS, frustrADOS, alienADOS, desestruturADOS, cansADOS!

Portanto: *É preciso olhar a educação com mais carinho e responsabilidade. *Escola é lugar de alegria – não de opressão – , devendo promover o bem-estar dos alunos e de toda a equipe que com eles trabalha. *Para ser professor não basta estudar, aperfeiçoar-se; é preciso gostar do que faz, ter perfil, saber lidar com crianças, adolescentes, jovens ou adultos – dependendo do nível em que se trabalha. *Aluno não é uma marionete; é sujeito pensante, autor da sua própria história. *Professor é o leão que encoraja o aluno a avançar constantemente, incentivando-o a superar as dificuldades e alcançar seus objetivos. *Família é o suporte emocional basilar do aluno. Família + aluno + professor + equipe escolar = EDUCAÇÃO DE QUALIDADE. “Quando a educação de qualidade se tornar prioridade no nosso país, veremos quão diferente se tornará o bichohomem. Assim, teremos professores valorizados, alunos interessados e escola transformada”. ( Marília Neves )

São Sebastião do Paraíso-MG e Região 4 de Maio de 2013


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