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20 de Abril de 2013 edição 667

Crianças paraisenses redescobrem Monteiro Lobato no Dia Nacional do Livro Infantil Cristiane Bindewald

Em 18 de abril é comemorado o Dia Nacional do Livro Infantil, data escolhida para homenagear Monteiro Lobato, aniversariante do dia. Precursor da literatura infantil brasileira, Lobato está eternizado nos personagens de sua obra mais conhecida, o Sítio do Pica Pau Amarelo. Considerando a importância deste dia na vida de leitores brasileiros de muitas gerações, equipe e alunos da Escola Nova prepararam para a data uma tarde repleta de vivências no mundo da leitura, focando principalmente na redescoberta dos personagens clássicos de Lobato. A tarde literária contou com a apresentação de uma paródia composta pelos alunos do 4º e 5º ano, que estavam fantasiados de personagens do autor. Outras turmas apresentaram também poesias de autoria da diretora da escola, Bernardete Aguiar. A palhaça Livroca (Alessandra Secco) prendeu a atenção das crianças, trazendo a leitura de forma divertida, com o auxí-

lio de seu amigo Livrinho, um pequeno galo leitor. As crianças da Educação Infantil passeavam pelo pátio com a sacola do Projeto “Leitura da Sacola Vai e Vem”. Luciane da Silva Francisconi, coordenadora do Infantil, explica que os alunos escolhem textos de variados gêneros literários, levam para casa na segunda e, ao trazer de volta na sexta, recontam sua história. A coordenadora pedagógica do Ensino Fundamental, Adriana de Oliveira Carvalho, explica que o incen-

tivo à leitura é um dos focos da escola. “Caminhamos junto com as famílias, que incentivam a leitura em casa. Aqui, trabalhamos de diversas maneiras, com músicas, paródias, teatro”, comenta. “Hoje, escolhemos o pai da literatura infantil, que as crianças adoram, por isso estão até fantasiadas de personagens de seus livros”, acrescenta. O aluno do 4º ano, Lucas Borges, representou Monteiro Lobato e deu o seu recado: “A leitura é muito importante para aprender a escrever”.


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Jornal do Sudoeste

São Sebastião do Paraíso-MG e Região 20 de Abril de 2013

Após sucesso com poesias, autor paraisense lança seu 1º livro de contos em São Paulo SELEÇÃO BRASILEIRA SUB-19 TREINA FORTE EM PARAÍSO

Com previsão de lançamento na primeira quinzena de junho, o escritor e dramaturgo paraisense Valdir Lima acaba de assinar contrato com o Grupo Scortecci, que lançará uma coletânea de obras de seus principais autores, chamada “Palavras Desavisadas de Tudo”. Entre as páginas do livro, o conto “O Menino e o Pinto”, texto de Valdir que concorre ao 26º Prêmio Internacional de Contos de Araçatuba/SP. Para começo do mês de junho também esta sendo publicada sua primeira obra de contos. Em agosto de 2010, Valdir lançou sei primeiro livro, “Apenas uma Doce Inspiração” (já na 2ª edição), em que declara o seu “eu lírico” através das poesias e onde falou um pouco de sua infância e de sua família. Agora, o autor finaliza “Os Contos que Ninguém me Contava”, onde abusa da comicidade e do erotismo humano para enfatizar o cotidiano deste estilo literário. “Estamos trabalhando as ideias para a capa e as fotos que serão utilizadas, as quais foram feitas no Estúdio Adão Ferreira, na zona sul de São Paulo”, afirma Valdir. Nascido em São Sebastião do

Paraíso em 1978, sendo o caçula entre dez irmãos, Valdir é formado em Contabilidade, Turismo e Hospitalidade, Enfermagem e Letras/Espanhol. Morou um período em Passos e começou a escrever em 1995. Atualmente reside em São Paulo. Responde também pelo espaço “Recanto das Letras”, no portal Universo Online (UOL), onde conheceu Georges Martins, dono da editora CBJE, que o incentivou a publicar seus textos e ao seu blog oficial do blogspot pertencente ao grupo Google. “A poesia nada mais é que a voz da alma do poeta sendo toda a inspiração divina”, enfatiza Valdir, que usa uma das frases do escritor Jorge Amado como uma de suas favoritas: “Basta ter papel, caneta e saber escrever”. Após ser entrevistado no programa “Você no Foco”, pela TV Independência de Passos e lançar a segunda edição de seu livro de poesias na Casa da Cultura aqui em Paraíso, Valdir se diz apaixonado pela literatura, dividindo-se em diversos estilos. A Editora Scortecci, escolhida pelo autor, fará a comercialização da nova obra que também será divulgada na Bienal do Livro em agosto.

A arte como forma de subversão Arrisco-me em dizer, nas entrelinhas de palavras. A verdade que penso, que pode ser mentira olhada de outro lado. Tento escrever folha adentro e por para fora. O artista nada mais é que um ser triste, que consegue através da arte subverter, transformar tristeza em arte. No teatro, quanto mais intenso, mais verdade parece. Mas só os puros são capazes de fazer um borrão tornar uma aclamação. Para o artista não basta ser só triste, tem que ser um crítico social. Não precisa ser formado em uma universidade renomada, necessita ser criativo, revolucionário. É indispensável saber colocar na obra uma análise do social que contribua para mudança, reflexão e melhora. Embora não precisa ser escancarada, declarado, exposto. A arte subjetiva permite a minúcia.

Cabe ao leitor, um olhar atento da obra, com uma capacidade superior de observação e percepção. A obra pode ser escultura, texto, pintura, música, etc. A arte é um signo que representa outro, não é completo ou total, pois como o mistério, não abrange tudo. Cada ser terá sua forma de olhar e observar com cautela. Como a palavra que serve para significar outra, a arte é assim, só serve para significar outra, outra e assim por diante. Cabe a nós mortais usar da arte para subverter. Para fazer critica construtiva e tentar melhorar o contexto em que vivemos. Sabemos que a arte gera o alívio parcial da dor, melhor o sofrimento corroer os livros do que a carne. Padecer de um amor é ter poesias. Iran Maldi

Serginho participa de solenidade em BH Terça, dia 16, acompanhei o treino da seleção brasileira masculina, sub-19, que se prepara na cidade mineira de São Sebastião do Paraíso e falei com o assistente técnico Jefferson Louis Teixeira: “A preparação acontece em duas etapas e nesta primeira fase, estamos com 18 atletas treinando bem forte, fundamentos, trabalho de defesa e o grupo está correspondendo bem. Já na segunda fase, estamos aguardando atletas que atuam no exterior, onde faremos um cronograma de treinamento, faremos amistosos contra adversários fortes, e definiremos o grupo que irá ao mundial. A seleção está bem e temos uma base que há três anos, vem atuando em suas categorias anteriores e acredito que o Brasil, fará uma grande apresentação neste mundial” Foram palavras do treinador do Ginástico de Belo Horizonte, Jefferson que comandou os trabalhos deste dia. O treinador Demétrius Ferracciú, está dirigindo sua equipe, Limeira nesta reta final no NBB. Nas fotos: treino da seleção sub-19 ***********************************************

PARAÍSO PODERÁ RECEBER COMPETIÇAO INTERNACIONAL LDB E TORNEIO INTERNACIONAL Duas grandes competições de basquete poderão acontecer na Arena Olímpica, ainda no primeiro semestre de 2013. Uma delas seria a Liga de Desenvolvimento de Basquete, LDB, competição que envolve os principais clubes do Brasil tais como o Clube de Regatas Flamengo e o Tijuca Tênis Clube, do Rio de Janeiro, Brasília, Minas Tênis, Joinville, Basquete Ceará, Franca Basquete, Winner Limeira, Baurú, Paulistano e Pinheiros da capital paulista e outros clubes, que poderão vir a São Sebastião do Paraíso para a disputa de duas fases da LDB. Para tanto, o diretor da Liga Nacional, Paulo Bassul, enviou à Secretaria Municipal de Esportes, ofício solicitando as instalações para a realização da competição, que já foi sede desta disputa em 2011, momento que atraiu centenas de visitantes ao município, agitando a economia local. Na ocasião os comerciantes paraisenses celebraram a vinda dos competidores e demais envolvidos, que aumentaram representativamente o movimento em seus estabelecimentos e agora certamente receberão os visitantes de braços abertos, ainda mais em um período de poucas vendas, desde que se confirme a realização do certame. Caso se confirme a cessão do espaço para a disputa da LDB, os jogos seriam no final de junho e início do mês de julho, com 5 jogos diários na Arena Olímpica, abertos ao público gratuitamente. Para isto a LDB solicitou à Prefeitura de Paraíso além da cessão da quadra da Arena, o uso dos alojamentos para uma parte das equipes envolvidas e o refeitório do local, onde os atletas e dirigentes fariam suas refeições. Todos os serviços envolvidos no eventos tais como transporte, alimentação, hospedagem, lavanderia e demais gastos serão contratados de empresas paraisenses, gerando emprego e renda. A direção da LDB aguarda a resposta da prefeitura. Antes disto Paraíso poderá receber uma competição internacional de basquete sub-19, já que a seleção brasileira da categoria, que tem na cidade seu centro de treinamento, irá disputar contra a Argentina e o Uruguai um torneio preparatório no final do mês de maio e a ideia é realizar esta competição em Paraíso evento este que certamente atrairá a atenção da mídia nacional. Para tanto a Confederação Brasileira de Basketball encaminhou ofício à Secretaria Municipal de Esportes solicitando as datas para a realização do torneio.

A convite do secretário de Estado de Desenvolvimento Social, deputado Cássio Soares, semana passada o vereador Sérgio Aparecido Gomes participou de solenidade na Cidade Administrativa, em Belo Horizonte, relativa ao Programa ProMunicípio. Junto ao governador Antonio Anastasia e o senador Aécio Neves e o secretário Cássio, Serginho tomou conhecimento que foram anunciados recursos na ordem de R$ 1,5 milhão para o município de São Sebastião do Paraíso, através do mencionado programa.


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São Sebastião do Paraíso-MG e Região 20 de Abril de 2013

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Nosso sonho é grande Edson José de Souza é presidente da Associação de Coletores de Materiais Recicláveis de Paraíso, a ACOMARP, fundada há quatro anos para preencher a crescente necessidade de se cuidar melhor dos resíduos da cidade. Envolvido com a reciclagem desde os dez anos de idade, Edson luta diariamente para a formação de uma cooperativa de coletores forte e estruturada, voltada para a busca de uma qualidade de vida melhor para os associados, assim como para todo paraisense. Aos 45 anos, o pai de três filhos afirma que jamais pensou em trocar de profissão, pois acredita que todo trabalho honesto é de importância fundamental para a sociedade. Onde você nasceu? Quem são seus pais e como era sua infância? Eu nasci aqui em São Sebastião do Paraíso, mesmo, e meus pais são daqui, também. Meus pais, José Francisco de Souza e Luiza Aparecida de Souza, sempre foram humildes, gente simples. Eu tenho mais três irmãos, porque um faleceu há pouco tempo. A gente nunca teve grandes coisas, mas se divertia muito. Tinha uma vida normal na Vila Formosa. Onde você estudou? Eu só acabei o 1º grau, completo. Estudei na Escola Ana Cândida e no Clóvis Salgado. Quando você começou a trabalhar? Comecei a trabalhar com dez anos de idade, já era envolvido com reciclagem. Meu tio tinha, e tem até hoje, um depósito aqui em Paraíso. Ele veio de Ribeirão Preto e começamos a trabalhar aqui em Paraíso, quando eu tinha essa idade. Como era o trabalho com material reciclado nessa época, a década de 80? Como era feita a coleta nessa época? A gente fazia a mesma coisa que faz hoje. Separava material, enfardava, essas coisas de nossa área de reciclagem. Antigamente, não existiam carrinhos. O material que sobrava do lixão, que era de reciclagem, o pessoal da prefeitura colocava no caminhão de lixo e levavam para o depósito. Não tinha caminhonete, nem nada. E já se pegava em algumas empresas também. Então, não era como hoje. Havia muita gente trabalhando com isso na época? Não, era pouca gente nessa área. O que você ouvia falar sobre ecologia? Nesse tempo, eram poucos que falavam de ecologia. Da reciclagem, mesmo, quase ninguém falava. Fazíamos porque dava lucro e era uma coisa até nova na cidade. Quando essa situação começou a mudar? Aumentando a população e aumentando o lixo, os lixões ficaram muito cheios. Com o lixo pela rua, lixo acumulado pelos terrenos, começou a preocupação com o meio ambiente nessa área de resíduos.

por Cristiane Maria Bindewald

A criação da associação foi positiva para todos os coletores? Foi. Antes, o pessoal que tinha condições, dos depósitos, abusava de preços e condições de trabalho. Desde a fundação da associação, muita coisa melhorou. A gente conseguiu equipamento, local. O serviço do catador de recicláveis foi mais valorizado. A população pensa em vocês? As pessoas se preocupam em entregar o material lavado, sem resíduos de alimentos? Pensa, sim. Tem pessoas que juntam o material em casa e ligam, porque às vezes a gente não busca, esquece. Eles ligam cobrando. Então, acho que muitos se preocupam. Tem muitas pessoas também que põe o material na rua, separado. As pessoas começaram a se preocupar, sim, com os recicláveis. As pessoas se preocupam em entregar o material lavado, sem resíduos de alimentos? Por que essa atitude beneficia vocês? Alguns lavam o material, outros misturam. O material lavado vai para a reciclagem já limpo e vai conseguir preço melhor. Já está limpo, sem risco de contaminação, de bactérias. É melhor para nós. Como é um dia de trabalho na ACOMARP? É apertado. Desde as sete e meia da manhã, o pessoal sai para a rua, coletando com o caminhão. Tem o pessoal que sai com o carrinho. Outros estão lá dentro, separando, enfardando. Então, é bem movimentada a área da reciclagem. Quanto associados trabalham na ACOMARP atualmente? As famílias estão envolvidas?

Também há dificuldades, se não tiver maquinários bons. Na comercialização, tem a espera para poder vender também. Se você consegue arrumar mercado certo para o lugar certo, você consegue preço melhor. Vocês têm planos de realizar mais atividades dentro da ACO MARP? Sim, tem o pensamento de montar uma marcenaria, aproveitar as madeiras. Sonho que a ACOMARP se torne uma cooperativa, que esteja ali não com quinze pessoas, mais com quarenta, ali dentro, trabalhando, coletando na rua, tendo um bom salário, condições de vida melhores. Se a gente montar uma marcenaria, mais pessoas vão trabalhar nessa área. Seria três ou quatro maquinários, a gente recolhendo os restos de madeira e trabalhando com artesanato nessas madeiras. Uma coisa muito boa, as madeiras seriam recuperadas, não estaria indo para o aterro, nem queimando. Como estão vivendo atualmente as famílias da ACOMARP?

A gente não ganha o suficiente, não é um salário muito bom, mas a gente crê que dá para sobreviver. Tem aquele ditado: antes o pouco com Deus do que muito com Quando aconteceu o diabo. Deus tem coessa mudança em Paraílocado as mãos. A asso? “Sonho que a ACOMARP se torne sociação está passando por uma situação difíOs carrinhos começauma cooperativa, que esteja ali não cil, agora, na renovação ram de uns quinze anos prá com quinze pessoas, mais com desse contrato. Mas eu cá. A população foi aderinespero que as autoridaquarenta, ali dentro, trabalhando, do, pensando no meio amdes vejam o bem que biente. Como dava dinheicoletando na rua, tendo um bom estes coletores fazem ro, muitos passaram a recosalário, condições de vida melhores.” para a cidade, que a polher material reciclável. As pulação também esteja próprias lojas começaram a nos ajudando, que o prefeito juntar e teve épocas em que o preço do material estava muito bom. tivo) é filha de um compadre, padri- e a Câmara de Vereadores estejam nos Então, incentivou a área empresarial nho de meu filho, que também cata ajudando, para poder resolver esse de recicláveis. recicláveis na rua. Já faz muito tem- problema o mais rápido, para não papo que são envolvidos com isso, tam- rar. Em vez de a gente parar, crescer, ir pra frente. Paraíso ser levada pra Quando o poder público passou bém. frente como exemplo, como a associa se preocupar mais com esse tema? Sua esposa, Lucimeire, é a vice- ação já é hoje. Eu queria pedir a força Realmente, quem começou a fazer presidente da ACOMARP. Você a dos gestores que estão aí, hoje, para isso foi a última gestão, foi quando conheceu dentro do meio da não se esquecer de nós, olhar para nós e nos apoiar, porque a associação tem essa área de meio ambiente e reciclagem? pessoas competentes, responsáveis e recicláveis realmente funcionou. A ACOMARP teve muito apoio. Sim, foi. Ela já morava no João honestas trabalhando ali. O que a genXXIII, onde a gente mora até hoje, e te faz é muito importante. Como surgiu a ACOMARP? frequentava muito a casa de uma seQuando você não está na associnhora, onde eu comprava latinha de A ACOMARP surgiu porque o alumínio e panela. Foi lá que conheci ação, como é sua vida, o que você poder público precisava de uma asso- a Lucimeire. Ela já participava da co- gosta de fazer? ciação, pelas leis. Através de associa- leta de material, também. Eu saio da associação depois das ções e de trabalhos com o meio ambiente, a prefeitura recebe o ICMS ecoQuais as dificuldades atuais de 18 horas. É hora de ir para casa. Goslógico. Houve essa vontade de criar vocês dos coletores de material to muito dessa parte de religião, de teologia. Gosto muito, leio muito a associações, foi quando me chama- reciclável? Bíblia. ram, e muitas outras pessoas que coletavam material. E fizeram a primeiFalta apoio do governo. O goverQual a importância de Deus ra reunião para fundar uma associa- no cobra imposto, mas acho que deção em Paraíso. via isentar. Se o meio ambiente está para você? passando por um problema muito Deus é tudo na vida da gente, Ele Os coletores já estavam unidos? grande, deveria isentar os impostos nessa área. Porque aumentaria mais o nos criou, estamos aqui. Temos todas Não, eu tinha um depósito, com serviço e o meio ambiente ficaria mais as coisas para nós, mas infelizmente vinte pessoas que trabalhavam para limpo. O governo cobra imposto procuramos obstáculos na vida. Mas mim. Todo dia, os carrinhos saíam igual, cobra 12 % para mandar uma Ele é tudo para nós, Ele é perfeito. para a rua e voltavam cheios, mas cada carga para outro estado. Então, acho Basta a gente crer n´Ele e fazer as um ia para o seu lado. que na parte do meio ambiente pode- coisas certas, que Ele nos ajudará. As ria ceder um imposto mais barato. pessoas honestas não ficam perecenHoje, estamos em quinze, a maioria costuma ser com a família toda. Da minha família, sou eu e minha esposa. A Juliana (assistente administra-

do, Deus ajuda. A maioria dos associados mora no bairro João XXIII. Frequentemente, ouve-se falar de problemas que os moradores enfrentam. Há o lado bom de se viver nesse bairro? O que está faltando? Tem coisa boa, também. Nós moramos ali há mais de quinze anos, minha esposa nasceu lá. A pessoa que procura rolo vai achar rolo em qualquer lugar. Lá também tem muita gente que trabalha, luta e é honesto. É assim em todo bairro. Nossos filhos, por exemplo, graças a Deus, nenhum foi para o lado errado. E as dificuldades são como em qualquer outro bairro. A gente precisava de esporte, ter a quadra coberta lá, arrumar a quadra para o esporte, fazer uma coisa caprichada. Você tem consciência da importância do papel dos coletores na sociedade atual? Sim. O nosso papel é muito importante para a sociedade, porque poucas pessoas querem fazer esse tipo de serviço, acham sujo, mas é importante ter os recicladores. E poucos querem, mas é muito importante para nossas famílias e para a sociedade, também. Se surgisse uma oportunidade, você gostaria de exercer outra profissão?

Não, acho que seria difícil eu abandonar o barco, porque a gente gosta mesmo (voz embargada). Nosso negócio é estar sempre pra frente, mesmo. Não ter só vinte, mas cinquenta pessoas trabalhando nessa área. Que a gente consiga uma indústria e que seja enorme. Nosso sonho é grande. Que a associação cresça, se torne uma cooperativa, e que todo mundo tenha uma condição de vida melhor. Hoje, eu não tenho outros planos a não ser esse: lutar até o fim, para que tudo dê certo, tudo no seu lugar. Quantos filhos você tem? Três filhos, o Bruno, o Túlio e o Eric, de 17, 15 e 13 anos. O que você sonha para os teus meninos? Eu sonho o melhor. Que eles estudem e sejam honestos. Consigam ser alguém na vida, mas sejam honestos, trabalhadores e defensores da natureza, como nós somos. Que talvez eles entrem nessa área também, porque tem várias classificações na área do meio ambiente. Poderiam ser técnico do meio ambiente, engenheiro ambiental. Que eles continuem esse trabalho nosso, talvez trabalhando lá na associação, também. Por que não? Na área administrativa, operacional, em projetos, qualquer um. Todo trabalho é importante, quando é honesto.


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VI GAROTO E GAROTA ESTUDANTIL DA E.E. BENEDITO FERREIRA CALAFIORI

Categoria Ensino médio 2º Lauro e Larissa, 1º lugar Luciana e 3º lugar Hygor Mais do que um concurso de beleza, o VI Garoto e Garota Estudantil, promovido pela E.E.Benedito Ferreira Calafiori realizado no sábado (13/04), representou um momento de socialização entre alunos, pais, professores e comunidade escolar. O evento contou com a colaboração espontânea dos professores de Educação Física para promover ações que incrementam a prática educativa, objetivando o lazer, a aquisição de material esportivo, o custeio das despesas com alimentação dos alunos que participam do LEMG (Jogos Estudantis de Minas Gerais), além da promoção da autoestima e da autoconfiança dos alunos. Animado pela Banda os INCENDIÁRIOS, o Quintal Bar ficou pequeno para tanta beleza e animação. O resultado foi um sucesso e

2º lugar adulto Larissa Carvalho e Lauro

superou as expectativas. Vestindo a camisa do Ditão, desfilaram pela passarela lindos garotos e garotas, porém o mais bonito de se ver foi o compromisso de todos com a escola, e a participação de muitos familiares. CANDIDATOS VENCEDORES DO VI GAROTO E GAROTA ESTUDANTIL ENSINO FUNDAMENTAL: FEMININO 1º Gabrielle Eliza Ortigosdo Paula 2 º Yara Roberta de Abreu Oliveira 3º Leticia Zague MASCULINO:

Ana Carla, Gisa e Caio

1º Breno Fabricio Bicego Menezes Andrade 2º Eduardo Oliveira de Paulo 3º Gustavo Henrique Rosa ENSINO MÉDIO FEMININO 1º Luciana Aparecida Silva Paula 2º Larissa Carvalho Miranda 3º Bruna Borges Hebling MASCULINO 1º Douglas Modesto Eugênio 2º Lauro Urias de souza 3º Hygor Corsi Miranda

Douglas 1º Lugar adulto

Desfile adulto 2º Lugar Lauro e Luciana 1º. lugar

No desfile 3º Lugar adulto Hygor e Bruna Borges Categoria Ensino médio 3º lugar Hygor e Bruna Borges.JPG

1º lugar ensino médio Luciana Ap Silva Paula entre diretor Alípio e vice-diretora Luciana

Douglas 1º lugar categoria adulto do Ensino médio e Alípio Mumic

Participantes do concurso

Jurados

No desfile Larissa Carvalho categoria adulto 2º lugar

Desfile e concurso

Público presente

Categoria Ensino Fundamental 3º lugar 3º Gustavo e Letícia, 2º lugar Eduardo e Yara e 1º lugar Breno e Gabrielle


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TROTE SOLIDÁRIO E FESTA DO BIXO CEDUC E LIBERTAS - FACULDADES INTEGRADAS

Alunos do CEDUC

O trote solidário é um projeto social realizado há nove anos. Um grupo de professores inseriu o Trote Solidário, com a finalidade de ajudar instituições carentes da comunidade. Após algumas pesquisas, verificou-se que algumas instituições tinham um consumo anual, bem elevado, de fraldas descartáveis, e que, muitas vezes, era necessário dividir uma fralda ao meio para atender a demanda das pessoas carentes. Tem ação solidária da Libertas com a sociedade paraisense, ajudando duas entidades de âmbito regional: APAE e Grupo de Voluntários Arco-Íris. Com o objetivo de educar e formar os calouros para o exercício da cidadania e da responsabilidade social, por meio dos preceitos éticos, fundamentados nos direitos humanos e na equidade social. Além de integrar os calouros com os veteranos. As turmas ingressantes têm durante um mês a oportunidade de recolher o máximo possível de fraldas (infantis e geriátricas). Algumas turmas devidamente uniformizadas realizam coletas na frente de pontos comerciais de grande movimento em São Sebastião do Paraíso e cidades vizinhas. Outras ações de arrecadação são realizadas para levantamento monetário que são revertidas em fraldas. O ápice da campanha foi o “pedágio”, realizado no dia 11 de abril de 2013, nos principais semáforos da cidade onde os alunos com camisetas do trote abordaram os veículos e pedestres solicitando sua contribuição em prol da causa. Depois do pedágio, o “Diretório Acadêmico 20 de janeiro” realizou a tão aguardada festa do “Bixo”, que já está incrustada no calendário festivo de São Sebastião do Paraíso. Na semana que vem a quantidade de fraudas distribuídas as entidades.

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Diretor e professores

Diretório Acadêmico xx de Janeiro


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MEDICINA INTEGRATIVA Uma nova abordagem, chamada medicina integrativa, tem conquistado espaço em instituições de pesquisa, hospitais, unidades de saúde e consultórios médicos, devido à ênfase na capacidade inata de recuperação do nosso organismo. Em outras palavras, isso significa dizer que somos capazes de participar ativamente do nosso processo de cura, apesar de não sermos educados para saber disso. A cura não vem de fora, mas de dentro - remédios, tratamentos e cirurgias são necessários para auxiliar e acelerar essa recuperação, mas não são tudo nem podem fazer todo o trabalho sozinho. O estresse emocional pode contribuir para o surgimento de uma doença psicossomática, por exemplo. Um quadro depressivo muitas vezes mina o batalhão de defesa do corpo. “Quando o sofrimento não pode expressar-se pelo pranto, ele faz chorarem os outros órgãos.” Disse William Motsloy. A MEDICINA INTEGRATIVA tem sido aliada à medicina tradicional que conhecemos e não substitui a prescrição médica e uso de medicamentos, porém, integra em suas propostas terapias que beneficiam os pacientes. Através de um staff profissional e capacitado proporciona tratamentos modernos, tais como nutrição funcional, massagens terapêuticas, e a TERAPIA FAMILIAR SISTÊMICA que trata questões de família, doenças psicossomáticas, traumas e bloqueios. “A associação mais forte encontrada entre fatores psicológicos e condições físicas foi com a DEPRESSÃO” Descrita por alguns autores como o “flagelo moderno”, a depressão vem se expandindo apesar de todos os esforços médicos e das novas drogas para combatê-la. A depressão deve ser encarada como uma complexa doença, que afeta o indivíduo como um todo, ou seja, mente - corpo - espírito. Quando a boca cala... O corpo fala! • O resfriado escorre quando o corpo não chora. • A dor de garganta entope quando não é possível comunicar as aflições. • O estômago arde quando as raivas não conseguem sair. • O diabetes invade quando a solidão dói. • O corpo engorda quando a insatisfação aperta. • A dor de cabeça deprime quando as duvidas aumentam. • O coração desiste quando o sentido da vida parece terminar. • A alergia aparece quando o perfeccionismo fica intolerável. • As unhas quebram quando as defesas ficam ameaçadas. • O peito aperta quando o orgulho escraviza. • A pressão sobe quando o medo aprisiona. • As neuroses paralisam quando a criança interna tiraniza. • A febre esquenta quando as defesas detonam as fronteiras da imunidade Ruancarlo Maldi Borges é Terapeuta Familiar Sistêmico (que trata de questões onde eventos familiares de antepassados influenciam muito atitudes presentes parecendo ocorrer uma repetição de fatos, bem como traumas e bloqueios emocionais). A procura por tratamento nesta área aumentou muito como também problemas de relacionamentos, inseguranças, medos e fobias, droga dependências químicas, depressão e pensamentos de suicídio. Através da TERAPIA FAMILIAR SISTÊMICA, uma revolução em tratamentos emocionais se obtém respostas a tais fatos sendo algo OBJETIVO: Entre Terapeuta e paciente apenas e numa consulta detecta-se o ponto de origem que promovem tais pensamentos e até doenças psicossomáticas. Em pouco tempo de tratamento sem prescrição de medicamentos, sem hipnose, sem regressão de vidas passadas os resultados são significativos. Sofrer é inevitável, continuar sofrendo é uma opção. BUSQUE AJUDA.

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Jornal do Sudoeste

DE AMOR & ÓDIO (*) Ely Vieitez Lisboa

Os dois sentimentos são parentes. Eles se interdependem, têm até analogias. Ambos são de Eros e não de Tânatos, ligados à vida, contrários à morte. Têm características essenciais: o dinamismo, o fogo, o movimento. Sua ausência sabe a morte, denuncia ociosidade, frio, estaticidade, tudo que é antônimo de vida. Ora, para se amar e/ou odiar (aditiva e alternativa sim, visto que os dois sentimentos se inter-relacionam) há que se ter o ente amado que passa a ser odiado, ou vice-versa. Muitas vezes, um alavanca o outro, um degenera no outro e, rarissimamente, o segundo transubstancia-se, de maneira excelsa, no primeiro. É quando se dá a vitória do bem, da virtude e da cordura. Em frase famosa, falando da dificuldade de comunicação entre os seres humanos, Sartre denuncia: “L’enfer sont les autres” (O inferno são os outros). A tendência primeira, em uma análise superficial, é pensar que o filósofo afirma a necessidade humana de colocar-se a culpa no próximo. Na realidade, sempre foi grande preocupação do Existencialismo comprovar em obras famosas, como “O Muro” (de Sartre), o “Estrangeiro” e o “Mito de Sísifo” (de Camus) e em quase todas grandes obras de Clarice Lispector, que os homens são estranhos ao seu mundo, não entendem o que os cerca, morrem com a sensação de estranheza e vazio, sem respostas para as eternas perguntas. Na realidade, o inferno é o outro. O paraíso também. Os dois sentimentos maiores alicerçam-se sempre em um binômio: ama-se o outro, ou odeia-se a alguém. Talvez se possa elucidar a grande problemática, dando uma rastreada pelos diversos Complexos, estudados na Psiquiatria. Todos se baseiam nas duas faces bifrontes, atração/rejeição, amor/ódio. No complexo de Caim é o amor e o ódio fraterno que levam à morte; uma criatura caímica é a que tem inveja, monstro verde que distorce, muda, envenena. Édipo, síndrome mais conhecida, é o ódio pelo pai e o amor desordenado pela mãe; o mundo todo conhece a trágica história do filho de Jocasta

Em um dos chamados Complexos, o mais expressivo para se estudar o binômio sedução/ recusa é o de Empédocles. O filósofo grego de Agrigento, com o amor e o ódio de sua atração mórbida pelo abismo, precipita-se na cratera do Etna; o vulcão só devolve uma de suas sandálias. O que se aprende com essas breves reflexões? O ser humano luta, desde sempre, com seus mais diversos ódios, cognominados de racismo, xenofobia, aversão, repulsa, antipatia, incompreensão, incompatibilidade, desunião, desarmonia, não aceitação e incomunicabilidade. Desde priscas eras, o homem é refém desses vícios nefastos. Guerras sangrentas, genocídios, até em nome de Deus, nações diversas, de raças várias, sempre alimentaram a trágica díade Amor x Ódio. Não há terapêutica, nem solução mágica para resolver a questão complexa. Ora, sabe-se que, para grandes problemas, não existem soluções fáceis. Diante do exposto, poder-se-iam aventar hipóteses a longo prazo, algumas talvez utópicas: medidas sociais, psicopedagógicas e/ou artístico-filosóficas. Corro o risco, no entanto, de ser tachada de simplista. Ouso citar alguns exemplos expressivos, um da Sétima Arte, outros do dia-a-dia, da vida, da Natureza, que enfatizam o antídoto contra tais males intrínsecos da raça humana. O filme belo, meio filosófico “Inimigo Meu”, mostra dois seres totalmente diferentes, um humano e um alien; depois de lutas acirradas, tornam-se amigos fraternos, inseparáveis, capazes de dar a vida um pelo outro. No mundo animal veem-se lições e exemplos de altruísmo ou de inimigos ferrenhos aceitarem-se, adotarem-se, coabitando docemente. O exemplo pitoresco entre os pássaros: a fêmea do tico-tico choca e alimenta os filhotes do negro chupim, ave instintivamente canalha. Os homens, todavia, fazem ouvidos moucos para essas mensagens sábias. Continuam na sanha perversa para provar, talvez, sua pretensa racionalidade. (*)Ely Vieitez Lisboa é escritora. elyvieitez@uol.com.br

São Sebastião do Paraíso-MG e Região 20 de Abril de 2013

JUSTIÇA ERROS DE TRÂNSITO O cidadão é na vida privada o que faz no trânsito, mas também é fato que ao volante ele exacerba todas as suas fantasias, frustrações e defeitos. Ou seja, piora suas deficiências quando acelera ou pisa na embreagem. Pra começo de conversa, acha que é uma vantagem enorme chegar na frente dos outros e ultrapassar outros veículos, como se estivesse apostando corrida ou disputando Renato Zouain um GP de Fórmula 1. Também não gosta de ser ultrapassado por outro veículo menos possante, e abomina quando quem anda mais rápido é uma mulher. As belas representantes do sexo frágil, aliás, dão exemplo de falta de educação quando vão buscar filhos na escola e estacionam em filas duplas e até mesmo triplas aguardando os seus pimpolhos. Exteriorizamos nosso nervosismo buzinando e xingando, como se estivéssemos indo a algum lugar importantíssimo e não pudéssemos esperar a nossa vez. Mais o pior de tudo, o mais asqueroso, o que demonstra que a espécie humana é realmente uma tentativa frustrada de produzir seres pensantes e sensíveis, é quando o motorista protagoniza um acidente com vítimas e foge. Aí não estamos falando somente de falta de educação, mas de uma covardia criminosa. O STF E OS PRAZOS Já é espantoso que os réus mensaleiros estejam aguardando o “trânsito em julgado” da sentença que os condenou no STF para, finalmente, cumprirem pena. Não satisfeitos, nossos ministros da mais alta corte de justiça do país ainda inovam: aumentam o prazo recursal para os réus que ainda não se defenderam. Ou seja, além de permitir recursos onde não mais os há, porque quem julgou já é a instância judiciária máxima, ainda dilatam os prazos recursais que são regulados por leis em vigor e que não dizem desta dilação. É como implorar por recursos inexistentes, retardando a eficácia do processo. Disse para um ex-aluno meu, dia desses, que posso estar enganado, mas não acredito que veremos José Genoíno, Zé Dirceu e João Paulo Cunha presos. Marcos Valério vai acompanhar os passos do inconfidente Tiradentes e será o único enforcado. Será? TERRORISMO Não adianta aos Estados Unidos procurarem no mundo árabe as causas do terrorismo que novamente os aflige. O terror não está além de suas fronteiras, mas sim no seio da sociedade mais capitalista do mundo. São os americanos que fabricaram o terror, ao brindarem sua hegemonia militar brincando de policiar o planeta. Imiscuíram-se em guerras que não são suas e interferem no eterno conflito entre judeus e muçulmanos, fincando sua bandeira invasiva no oriente médio por conta do petróleo ali existente. O terrorismo é um ato monstruoso e nada o justifica, mas devem ser combatidas, primeiro, suas causas. Jogar bombas não aniquila o inimigo, apenas o faz se esconder e reorganizar-se para voltar dez anos depois. GRILO Sempre considerei a Polícia Civil dos estados uma instituição que precisaria ser repaginada e arejada após a Constituição, e não o foi. Não que seja ineficiente. Muito antes pelo contrário, em Minas Gerais dá conta do recado, e na maior parte das vezes o faz muito bem. O problema é institucional. Suas atribuições, sua hierarquia interna e mesmo a esfera de sua atuação é que precisam ser corrigidas e redirecionadas. Apesar desse panorama, dá gosto ver grandes policiais civis desempenhando bem suas funções. Um desses caras é o Dr. Heli Geraldo de Andrade, o popular “Grilo”, delegado regional em Araxá. Simples e comunicativo, é brilhante investigador de homicídios intrincados e outros crimes misteriosos. Aumentou a autoestima de seus pares e servidores e alavancou a Delegacia local a uma efetividade memorável e até então nunca vista. A população que se vale de seus préstimos muito lhe deve e não se cansa de, com justiça, aplaudi-lo. É claro que há os descontentes, e quem lida com repressão, punição e castigo, como policiais, juízes e promotores, tem que se acostumar com umas e outras minorias que se opõem à dura aplicação da lei. Dependendo da minoria, é até bom sinal que não goste e se oponha. Renato Zupo, Juiz de Direito na comarca de Araxá

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São Sebastião do Paraíso-MG e Região 20 de Abril de 2013

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Bodas de Diamante Foi na chácara do filho José Borges Duarte, que o estimado casal Sebastião Borges e Teresa Duarte Borges comemorou entre familiares e amigos, sábado (6/4), Bodas de Diamante, sessenta anos de matrimônio.

Novas diretrizes para casamentos na Igreja Matriz São Judas Tadeu Novas normas para casamentos foram enviadas pela Diocese de Guaxupé para todas as 85 Paróquias. O Padre Gilgar, da Paróquia São Judas Tadeu, esclarece-nos que para os casamentos já marcados para 2013 não há nenhuma alteração. Para os demais: Decoração: Horário para montagem : não há alteração, sendo que a retirada deve ser logo após a cerimônia. Tapete: pode usar. Arranjos de flores: Apenas no altar até no máximo 4 arranjos, em locais estipulados pela Igreja. Música: O equipamento de som da Igreja pode ser usado, desde que para CD. Música ao vivo, com som à parte. Estilos musicais: Religiosas e MPB(dependendo da letra). Não são permitidas músicas internacionais. Entradas: De acordo com o roteiro, conversado com o Padre com antecedência. Padrinhos:Até 8 casais de cada lado, ficando nos bancos. Damas: Até 3 no total, podendo ser damas, pajens, ou adultos (avós, irmãos). Pais: Podem ficar no altar ou nos bancos. 1a. Leitura: Pode ser feita por familiares ou padrinhos, seguindo orientação do Padre. Se os noivos optarem por uma entrada para a Bíblia, está será antes da 1ª. Leitura e sem exceder ao número estipulado de damas para toda a cerimônia. Comunhão: Haverá comunhão estando os noivos preparados com a Confissão. Portas: Poderá abrir e fechar até a entrada da noiva. Após permanecerá aberta. As portas serão abertas no horário estipulado para o casamento sem atraso. Jogar arroz: Não é permitido jogar no interior e nem na porta da Igreja, quer seja arroz, confetes ou pétalas. Entrevista com o Padre: 3 meses antes do casamento. O primeiro passo ao marcar o casamento deve ser procurar a Igreja, verificar a data e tomar conhecimento das normas da Igreja. O Padre Gilgar está à disposição para quaisquer esclarecimentos aos noivos com agendamento através do telefone 3531.5098. Agradecemos ao Padre Gilgar a gentileza de nos receber, e salientamos que cabe aos profissionais contratados para o evento, se adequarem e cumprirem as normas estabelecidas e passadas aos noivos.

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Horóscopo Semanal CAPRICÓRNIO (22/12 a 21/01) Sol e Marte começam a caminhar através de Touro e o amor fica mais sério e compromissado. Todo namoro que começar neste período chega carregado de responsabilidades. O relacionamento com filhos também fica mais sério. AQUÁRIO (21/01 a 18/02) Sol e Marte começam a caminhar através de Touro e questões relacionadas à sua casa se tornam mais importantes. O momento envolve emoções mais profundas, que certamente vem à tona. Um de seus pais vai precisar de você. PEIXES (19/02 a 19/03) Sol e Marte começam a caminhar através de Touro e beneficia tudo o que se relaciona à comunicação. O momento é ótimo para viajar, especialmente a negócios e também para firmar e assinar novos contratos. ÁRIES (20/03 a 20/04) Sol e Marte começam a caminhar através de Touro e, unidos a Vênus, beneficiam ainda mais suas finanças e tudo que se refere aos seus investimentos. O momento é perfeito para assinatura de contratos e fechamento de negócios. TOURO (21/04 a 20/05) Sol e Marte começam a caminhar através de seu signo e as energias se tornam altamente favoráveis para você. Unidos a Vênus, seu regente, eles trazem benefícios, aumentam a entrada de dinheiro e movimentam o amor. GÊMEOS (21/05 a 20/06) Sol e Marte começam a caminhar através de Touro e, unidos a Vênus, tornam você ainda mais vulnerável à queda de sua energia vital. Cuide-se. Nesta fase você estará mais fechado e refletindo sobra escolhas feitas no passado. CÂNCER (21/06 a 21/07) Sol e Marte começam a caminhar através de Touro e, unidos a Vênus, vão movimentar intensamente sua vida social. Novas amizades podem surgir nesta fase e certamente as antigas serão renovadas. Um amor pode surgir entre os amigos. LEÃO (22/07 a 22/08) Sol e Marte começam suas caminhadas através de Touro e, unidos a Vênus no mesmo signo, vão beneficiar diretamente sua vida profissional. Um projeto de trabalho começa a dar frutos. A fase é de sucesso e reconhecimento. VIRGEM (23/08 a 22/09) Sol e Marte começam a caminhar através de Touro e, unidos a Vênus, vão beneficiar os projetos que envolvem viagens e estudos superiores. O momento é ótimo para elaborar novos projetos profissionais. Fé e otimismo renovados. LIBRA (23/09 a 22/10) Sol e Marte começam a caminhar através de Touro e beneficiam diretamente suas emoções. No entanto, conforme os dias passam, em um tenso aspecto com Saturno, eles trazem exigências e necessidade de algumas mudanças. ESCORPIÃO (23/10 a 21/11) Sol e Marte começam a caminhar através de Touro e, unidos a Vênus, movimentam ainda mais seus relacionamentos. A fase pode exigir questionamentos importantes e decisões no setor. Um namoro pode ficar mais sério. SAGITÁRIO (22/11 a 21/12) Sol e Marte começam a caminhar através de Touro e trazem ainda mais compromissos de trabalho. Intensidade e exigências ainda maiores chegam até você. Cuide de sua saúde, pois o estresse pode ser grande neste período.

Jamal Regina e Joseph Nasser mudam de idade neste sábado, dia 20. Filhos da professora Elaine Novais Nasser e Michel Nasser. Rafael Stefani Duarte Rezende completa seis anos no dia 24. Filho de Sheila Stefani Duarte Rezende e Ricardo Rezende. Ana Flor Pádua Martins filha da jornalista Ana Paula Horta, assessora de comunicação da Câmara Municipal de Paraíso “assopra velinhas” dia 26.

SUZANNE Suzanne Bícego Villas Boas , comemorou, em grande estilo os seus 15 anos, sábado 13 de abril. É filha do estimado casal Dr. Márcio Villas Boas e Dra. Elcimar Bícego Vilas Boas, irmã de Henrique Bícego Vilas Boas. A festa de Suzanne reuniu familiares, amigos e inúmeros convidados. Os registros de fotos e filmagens foram da Mult clip, com Pedro Delfante e sua equipe.

Ainda é tempo para cumprimentarmos o prezado Valdir Donizete do Prado, que junto à sua esposa Lourdinha e a filha Maira comemorou natalício, dia 16. A analista educacional, Mirian Sandes Diniz, esposa do repórter Ralph Diniz recebeu cumprimentos no dia 19. Aniversariantes Domingo, 21, Bárbara Zumerle Saullo Vasconcelos, João Antonio Bonacini Oliveira. Dia 23 Nyvea Moura Almeida. Dia 26 Camilo Melles.

Berinjela à moda das Bodas da Tereza e Sebastião Receita de Maria Angélica Candiano • INGREDIENTES: 5 berinjelas grandes 1 cebola grande 1 pimentão verde e 1 vermelho 5 dentes de alho, grandes 150 gr de azeitonas picadas Meio copo de vinagre Meio copo de óleo Sal, pimenta doa reino (a gosto) 1maço de hortelã, 1cheiro verde (salsa e cebolinha) 1 maço de manjericão • PREPARO: Cortar as berinjelas em rodelas; as rodelas em tiras; picar a cebola, azeitona e pimentões, em pedacinhos pequenos. Misturar estes ingredientes, temperar com o óleo, sal e vinagre. Colocar no forno até cozinhar, tendo o cuidado de deixar até chegar somente no óleo. Mexer enquanto cozinha. Reserva. Molho para misturar à berinjela Colocar no liquidificador meio copo de azeite de oliva, meio copo de vinagre, todas as folhas do hortelã, a cebolinha, salsa (picadas) e o manjericão (folhas e flores), os dentes de alho amassados, sal e pimenta do reino. Depois de bem batido, colocar este molho verde sobre a berinjela cozida. Mexer e bom apetite. Se caso o molho verde for muito, tirar um pouco para ser aproveitado depois.

Dr. Joel Cintra Borges Médico-veterinário - CRMV-MG 0343 Exames de brucelose e tuberculose, toques, partos, vacinações, clínica e cirurgia. CÃES E GATOS: ATENDIMENTO A DOMICÍLIO. CONSULTÓRIO: Rua da Bahia, 19 - Jardim Independência FONES: 3531-4549 e 9975-4549 SÃO SEBASTIÃO DO PARAÍSO - MG


Jornal do Sudoeste

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Psicoletrando Josimara Neves, psicóloga e escritora Marília Neves, professora e escritora Contato: psicoletrandojm@gmail.com Blog: http://psicoletrandocomvoce.blogspot.com/

PARTE - II Conversando sobre transexualidade e infância No último dia 07/04, a reportagem, exibida pelo Fantástico/ Rede Globo, sobre a garota transexual, Coy, de apenas seis anos, suscitou comentários e muitas dúvidas entre pais, educadores, psicólogos, médicos e outras pessoas que direta ou indiretamente lidam com o público infantil. De acordo com o programa, a criança transexual – que é biologicamente menino, mas usa roupas femininas e se comporta tal uma menina – foi proibida de usar o banheiro feminino numa escola dos EUA, fato que levou os pais de Coy a recorrerem à Justiça, acusando o colégio de discriminação. Diante desse cenário, pedimos licença para invadir sua casa, leitor amigo, e dialogar sobre algumas questões relativas ao tema. Para explicar o caso, alguns pais argumentam assim: • “O transexual é doente. Portanto, precisa de remédios para se curar.” Na nossa concepção, doentes são as pessoas que passam o tempo todo preocupadas com a vida alheia, que emitem juízos de valor, supervalorizando as palavras “certo” e “errado” e deixam de olhar para si próprias. A sociedade é cruel com aqueles cuja diferença no mundo grita, uma vez que faltam à significativa parcela da população entendimento e explicação referentes às exceções das regras. Sendo assim, em detrimento da falta de aceitação da coletividade, torna-se necessário a muitos transexuais – vítimas de preconceito e de discriminações diversas – o acompanhamento psicoterapêutico, o que ocorre, também, com os heterossexuais, os homossexuais, os depressivos, os anoréxicos, os toxicômanos, enfim, com qualquer um de nós que, por alguma razão, busque minimamente ser compreendido e se compreender. •

“O transexual é exemplo de imoralidade e promiscuidade.” Imorais são aqueles que corrompem, que praticam bullying, que roubam, que traem, que machucam o próximo com palavras ignóbeis e atitudes covardes; promíscuos são todos que seguem à risca a música do grupo “Tribalhistas” : Eu sou de ninguém/Eu sou de todo mundo e todo mundo é meu também”, que possuem vários parceiros sexuais sem comprometimento afetivo, que praticam o sexo com quantos quiserem, na hora que bem entenderem e com quantos desejarem.

• “Minha religião condena a transexualidade. Por isso, sou contra o transexual.” Pensamos que a religião seja uma forma de nos ligarmos ao Poder Maior. Logo, ela deve esclarecer, auxiliar, consolar; não recriminar ou condenar, posto que todos somos imperfeitos, temos vícios, defeitos, manias, más tendências. Assim, a melhor religião é a prática do respeito, da aceitação das diferenças, a vivência da caridade pura e as ações no bem. Então: Qual a idade certa para falar de sexo com os filhos, com os alunos? Depende do contexto, da faixa etária, das necessidades deles. Se houver urgência, o assunto deverá ser discutido, sempre pensando em adequar o vocabulário ao universo deles, usar exemplos ou comparações relevantes e não prolongar muito na discussão – a não ser que haja precisão. No exemplo apresentado no início do texto, é extremamente complexo emitir algum parecer ou fazer determinada análise. Cabenos, apenas, afirmar que essa criança precisa ser respeitada, ouvida, orientada e amada – da mesma forma que as demais – já que a chamada “inclusão” remete ao conjunto amplo das diferenças explícitas ou não. DICA Experimente comparar a transexualidade com os diferentes brinquedos que as crianças têm. Exemplo: Diga à criança que existem bonecas loiras, ruivas, negras; jogos de modelos diversos, mas, mesmo assim, eles possuem uma função em comum: brincar e, consequentemente, alegrá-las. Assim também são as pessoas. Cada uma tem um formato de corpo, um peso, um estilo de se vestir, uma preferência artístico-musical e ama outras pessoas com as quais se identificam, de quem gostam muito e por quem sentem carinho. Por isso, é preciso que todas se respeitem, que respeitem os gostos diferentes que cada um de nós temos, já que somos únicos – não existe ninguém igual. *Transexualidade: refere-se à condição do indivíduo que possui uma identidade de gênero diferente da designada ao nascimento, tendo o desejo de viver e ser aceito como sendo do sexo oposto. Usualmente, os homens e as mulheres transexuais apresentam uma sensação de desconforto ou impropriedade de seu próprio sexo anatômico e desejam fazer uma transição de seu sexo de nascimento para o sexo oposto (sexo-alvo) com alguma ajuda médica (terapia de reatribuição de gênero) para seu corpo [...] http://pt.wikipedia.org/wiki/Transexualidade

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São Sebastião do Paraíso-MG e Região 20 de Abril de 2013


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