Issuu on Google+

20 de Outubro de 2012 edição 641

Em sodalício da APC, Waldemar Francisco interpretou “Negro” Como parte integrante das comemorações alusivas aos 191 anos de São Sebastião do Paraíso, a Academia Paraisense de Cultura – APC – realizou sessão solene no Teatro Municipal Sebastião Furlan, quarta-feira, 18. Convidado pela APC, o talentoso artista paraisense, Waldemar Francisco de Paula, mostrou sua intimidade com a arte de interpretar. Sua volta ao palco depois de alguns anos de ausência foi,

como disse, oportunidade para colocar na ribalta o que há muito desejava, ou seja, encenar num monólogo, texto contido no livro “Negro”, obra do professor, advogado e escritor, Benedicto Paulo Oliveira, retratando período da escravidão no município paraisense. Esse desejo, Waldemar disse ter manifestado ao autor, tempos atrás, e agora se materializou. Benedicto Paulo faleceu em maio de 2008.

FOTOS: Nelson P. Duarte


Jornal do Sudoeste

página 2

São Sebastião do Paraíso-MG e Região 20 de Outubro de 2012

Pedro Gabriela

Doce Infância Mais um trabalho de Wilian Jackson é sucesso, desta vez, para a criançada, uma homenagem pelo Dia da Criança. Poses, caras e bocas, uma alegria enorme rolou nos estúdios do festejado fotógrafo, onde

pais, avós, famílias inteiras participaram do dia de príncipes e princesinhas, eternizando, assim, aquele momento de criança, o que só acontece com a mágica da fotografia. FOTOS WILIAN JACKSON

Mariana e Carolina

Horóscopo Semanal CAPRICÓRNIO (22/12 A 21/01) Seu regente em Escorpião pede aprofundamento e responsabilidade com suas emoções. O momento é de mudança, mas que começam dentro de você. Agora é hora de olhar com mais atenção às suas amizades. AQUÁRIO (21/01 A 18/02) Neste momento, Júpiter, Lua e Vênus movimentam seu coração e pedem um pouco mais de paciência na solução de problemas trazidos por um romance. Uma pessoa que sempre se mostrou amiga pode começar a querer ser algo mais. PEIXES (19/02 A 19/03) Relacionamentos, especialmente os que dizem respeito ao seu trabalho e à sua vida profissional, estarão mais próximos de você neste período. O momento é ótimo para apresentação de projetos e para contatos comerciais. ÁRIES (20/03 A 20/04) Vênus, Lua e Júpiter movimentam seus projetos de trabalho e acordos de negócios. Uma reunião importante pode ser decisiva e marcar uma fase de reinício. Uma importante viagem pode acontecer neste período. TOURO (21/04 A 20/05) Vênus, Lua e Júpiter movimentam suas finanças, mas fique atento às promessas e mantenha-se com os pés firmes na realidade. No amor, as coisas começam a ficar mais gostosas e leves, especialmente se houver envolvimento com estrangeiros. GÊMEOS (21/05 A 20/06) Vênus, Lua e Júpiter movimentam suas emoções e seus relacionamentos de maneira leve e positiva. É hora de se deixar levar pelo coração e se envolver verdadeiramente com alguém. Relacionamentos familiares em ótimo período. CÂNCER (21/06 A 21/07) Vênus, Lua e Júpiter se encontram e movimentam suas amizades e trabalho. Todos os projetos iniciados nesta fase tendem a dar certo rapidamente. Uma viagem rápida pode trazer surpresas e marcar uma nova fase. LEÃO (22/07 A 22/08) Vênus, Lua e Júpiter movimentam suas amizades, suas finanças e novos contatos com grandes empresas. Nesta fase a possibilidade de firmar novos contratos é muito grande. Novas amizades também podem surgir neste período. VIRGEM (23/08 A 22/09) Vênus, Lua e Júpiter unidos no dia de hoje movimentam suas finanças e sua carreira. Há forte tendência a algumas mudanças em sua vida profissional, que serão apontadas no dia de hoje. Amor em fase de mudanças. LIBRA (23/09 A 22/10) Seu regente, Lua e Júpiter movimentam seus projetos de trabalho, especialmente se estiver envolvido com a comunicação. As amizades também fazem parte deste período. O Sol unido a Saturno pede responsabilidade. ESCORPIÃO (23/10 A 21/11) O Sol se aproxima de Saturno em seu signo e pede maior responsabilidade em tudo o que for feito nesta fase. Vênus, Lua e Júpiter movimentam suas finanças e os investimentos. Os relacionamentos tendem a se aprofundar. SAGITÁRIO (22/11 A 21/12) A Lua em seu signo se une a Vênus e Júpiter e movimenta seus relacionamentos, especialmente os profissionais. O momento é ótimo para a aprovação de novos projetos e também para firmar parcerias e sociedades.

João Pedro

Isabela

Felipe

Fernanda

A GRANDE ANTÍTESE (*) Ely Vieitez Lisboa

Vida e morte são duas realidades interligadas e inexorá-veis. Início e fim. Os poetas, seres iluminados que possuem antenas especiais, dizem verdades perspicazes. Em famoso dístico, Cassiano Ricardo afirma: “No momento em que se nasce, / já se começa a morrer”. Em uma primeira abordagem pode-se ter ideia de pessimismo. Falso. A assertiva é de uma lógica incontestável. Imaginese a vida como uma porta de entrada. Ao nascer, inicia-se o caminho. Para onde? A segunda porta é indiscutivelmente, a morte, o final. Vereda de uma inexorabilidade insofis-mável. Ora, imagine-se alguém que ame a juventude, a força, o vigor. Em um rasgo de entusiasmo diria: que o tempo pare! Não quero envelhecer! Não há argumento convincente. É uma realidade contínua sem juiz, com regras complexas e contundentes. Hã apenas uma certa lógica: causa e efeito. Colhe-se o que se planta. Insciência completa até a data da viagem derradeira. O que há após a última partida são hipóteses. Ainda aprendendo com os poetas. A grande Cecília Meireles, de aparência angélica e rica sensibilidade, acredita que vale a pena fazer o bem, deixar perfume e belezas, quando se parte. No poema 4º Motivo da Rosa, ela canta a vida e o final, em uma bela receita poética: “Não te aflijas com a pétala que voa: / também é ser, deixar de ser assim. / Rosas verás, só de cinza franzida, / mortas intactas pelo teu jardim. / Eu deixo aroma até nos meus espinhos, / ao longe, o vento vai falando em mim. / E por perder-me é que me vão lembrando, / por desfolhar-me é que não tenho fim”. Só um poeta maior como Cecília Meireles, para tanta sutileza: comparar os seres humanos que morrem com “pétalas que voam”. A velhice – rosas de “cinza franzida, / mortas intactas pelo teu jardim”. Teu jardim e de nenhum outro. A vida é uma caminha-

da inalienável. A metáfora de “aroma”, deixado nos “espinhos” é de grande beleza: o sofrimento é excelso. Ainda realçando o sofrer, CM afirma que o perder-se gerará o valor da lembrança, o “desfolhar” traz como grande prêmio, a imortalidade. Ainda sobre a grande temática da vida e da morte, é famoso o final controverso do poema “Momento num café”, de Manuel Bandeira. Ele descreve um féretro, o esquife passando, o gesto largo e demorado dos vivos, diante do terrível momento. Segue o verso pessimista e amargo: “... a vida é uma agitação feroz e sem finalidade / Que a vida é traição”. Mas é sem dúvida o fecho que destoa das nossas costumeiras certezas: “... saudava a matéria que passava / Liberta para sempre da alma extinta”. Que lição é esta que nos deixa o grande poeta? No final, com a morte, morre a alma e liberta-se a matéria. Ele é adepto da teoria materialista da reciclagem. Não há alma, mas na Natureza, tudo se transforma. Talvez seja por isso que outro grande poeta, Carlos Drummond de Andrade, termina o poema Congresso Internacional do Medo, com uma filosofia idêntica. Sobre os túmulos dos homens, criaturas feitas dos mais diversos medos, “nascerão flores amarelas e medrosas”. Nós, os simples mortais, tememos a morte, alimentamos teorias diferentes. Na nossa complexidade, temos fés que movem montanhas, outras frágeis como a de Pedro. Segundo os Evangelhos, apesar da fraqueza do Apóstolo, o Cristo deixou-lhe a incumbência maior. Na nossa cegueira, titubeantes, tentamos descobrir caminhos. Na eterna procura, os poetas ajudam. Seus poemas são luzes belas, possíveis respostas para nossas eternas perguntas, algumas certezas que alimentam muitas dúvidas. (*)Ely Vieitez Lisboa é escritora. E-mail: elyvieitez@uol.com.br

O tempo “O tempo perguntou pro tempo quanto tempo o tempo tem. O tempo respondeu ao mesmo tempo que o tempo tem tanto tempo, quanto tempo o tempo tem?”

Visto como vilão, atribuímos ao Mister Tempo a responsabilidade pela ausência de muitas atitudes que gostaríamos de tomar, pois alegamos constantemente: “Queria tanto visitar o meu amigo, mas não tenho tempo...” , “ Gostaria de fazer a caridade, porém não tenho Tempo...”, “Não participo de um grupo de estudos porque não tenho Tempo...”, “Não me sobra Tempo nem para conversar com meus filhos...”, “Não tenho Tempo de comer direito, de observar quem passa ao meu lado na calçada, de assistir a um bom filme, de passear, de ler, de me divertir...” “Na verdade, mal tenho Tempo de respirar!” Com tamanha audácia para usarmos argumentos frajutos, passamos a representar o papel de vítimas do destino, que, cruel, massacranos sem piedade. Dessa forma, acabamos por culpabilizar o Tempo pelas nossas desditas, ou mesmo por nossos desejos não realizados. Por que isso ocorre? Pertencentes a uma sociedade marcada pela aparência, temos como paradigma de felicidade as pessoas que possuem dinheiro, fama, beleza e poder. Dessa forma, a ganância alimenta grande parte da população, que, sempre insatisfeita, investe todas as suas energias em prol de uma vaguinha na distinta cadeira do status. Já que a concorrência está acirrada, o lema é: faço o que penso que seja melhor para mim. Assim, muitos são aqueles que preferem a porta larga, pois dá menos trabalho vencer puxando o tapete do outro, seduzir a mulher do melhor amigo, mentir para os pais ou para os filhos, alcançar uma posição de destaque depois de se jogar nos braços do chefinho inescrupuloso... Alegam com ar de superioridade: “ A vida é uma só, portanto, preciso aproveitar o Tempo e garantir o que é meu!” Então. O Tempo segue com o estigma de vilão. Por causa dele, muitos “deixam de” ou “fazem porque”. É até engraçado pensar que, sob essa visão de mundo, tiramos o nosso da reta e jogamos tudo nele: ele é o causador de nossas frustrações, de nossos erros, de nossos sonhos malsucedidos, de nossas dores ou amores não correspondidos. Coitado, gente! O caboclo nem forma tem e fica aí sendo alvo de afirmações descabidas, servindo com argumento para justificar fracasso ou negligência, atuando como protagonista da novela que inventamos e não damos conta de encerrar? Chega, né? Já passou da hora de aliviarmos o Tempo e agirmos com coragem, segurança e discernimento, reconhecendo que somos nós os responsáveis pelo desencadeamento das ações que ocorrem em nossa vida, já que todo efeito tem uma consequência. Deixemos o Tempo transcorrer lindo, leve e solto, pessoal! Aliás, ele merece um descanso depois de carregar o nosso pesado fardo, de ser apontado como o causador de tanta coisa ruim que permeia nossos pensamentos invigilantes e ações incompletas. Mister Tempo, arrependida por ter agido, em certas ocasiões, de forma inescrupulosa, deixo aqui registrado o meu sincero pedido de perdão. A partir de hoje, prometo que farei o possível para atuar de forma consciente, planejando melhor as horas que possuo a fim de realizar minhas tarefas. Quero destinar um pedacinho do senhor à minha família, ao meu trabalho e ao meu lazer. Assim, não precisarei usar desculpinhas baratas, alegando não fazer isso ou aquilo por falta de..., ops, não posso mais usar o nome do senhor em vão, não é mesmo? Pronto! Falei, tá falado!

faleitafalado2010@hotmail.com


Jornal do Sudoeste

São Sebastião do Paraíso-MG e Região 20 de Outubro de 2012

página 3

Sem amor, não se faz educação A professora Norma Sant´Ana Rezende foi homenageada na sessão solene da Academia Paraisense de Cultura, ao lado de importantes colegas de profissão, na semana em que se comemorou o Dia do Professor. Com uma história marcada pela vocação pedagógica, a educadora emociona-se ao recordar as marcas que deixou na vida de tantos alunos. Através da experiência de mais de quarenta anos de Magistério, Norma compreendeu que o bom mestre é aquele que faz com que cada ser descubra em si mesmo o seu próprio guia. Ser professor é uma vocação. Como a senhora viveu esta vocação em sua vida? Eu sou de uma família de educadores. As minhas tias e a minha mãe foram educadoras. Eu sinto-me muito feliz em ser educadora, até hoje, apesar de ter aposentado. Eu comecei a minha carreira na zona rural, na Escola da Fazenda Olaria, no município de Pratápolis. Eu viajava todos os dias de trem, pela Mogiana, para lecionar. A senhora nasceu em Paraíso? Não, eu nasci em São Tomás de Aquino. Nós viemos para Paraíso porque, na época, não havia ginásio em São Tomás, apenas o primário. Viemos com toda a família para estudar. Eu fiz o ginásio e o curso Normal no Colégio Paula Frassinetti, com as irmãs.

por Cristiane Maria Bindewald

E a senhora sabe esta poesia até hoje? Eu uso sempre, quando há alguma festa. Quando Padre Eliseu veio pra cá, recitei pra ele. No aniversário da Silvia e da Silvana, que são minhas amigas, também. Há quem já ouviu mais de uma vez. Como era este seu avô, pai de sua mãe? Eu lembro-me que o vovô era muito bom. Tudo o que os filhos queriam, ele fazia. Ele era comerciante e educou todos os filhos no comércio. O tio

Fui à Pratápolis, entreguei a sala, vim quietinha e comecei na Delegacia. Em 1972, a Vera Maria Rezende Pimenta assumiu a Delegacia. Eu fui para a Escola São José, onde fiquei por dois anos. Depois, a Vera me nomeou para dirigir a Escola Estadual Comendador João Alves Figueiredo, na Vila Mariana. Fiquei mais dois anos, até que a Vera me chamou para a Delegacia, de novo, onde fiquei até me aposentar. Quando se aposentou, a senhora parou de lecionar? já

“Eu acho que o professor nasce com o dom de saber educar, porque há pessoas que acham que educação é entrar para uma sala de aula, como outro trabalho qualquer. Mas há muita coisa envolvida: amor, vontade, vocação”.

E como era trabalhar na zona rural de Pratápolis? Eu formei-me em 63 e, em fevereiro de 64, comecei a lecionar na Fazenda Olaria, com uma turma multiseriada. Não havia uma professora para 1ª, 2ª, 3ª e 4ª. Eram poucos alunos e não formavam uma turma. Então, eu aprendi com a Helena Antipoff, em Belo Horizonte, na fazenda do Rosário, como trabalhar com a classe multiseriada. Trabalhávamos com as três turmas. Contávamos uma história para todos, por exemplo. A 2ª, 3ª e 4ª séries podiam fazer uma redação, enquanto eu alfabetizava a 1ª série. Era um trabalho muito bonito. O trabalho em sala funcionava bem? Funcionava, pois as crianças da zona rural são mais dóceis. Sem desfazer das crianças da cidade, mas parece que, na zona rural, a escola era tudo para aquelas crianças. Isso ajuda muito. E eu fazia assim: combinava que quem melhorasse durante a semana, eu traria na sexta-feira para Paraíso. Ficaria sábado e domingo levaria na matinê. Eu trazia sempre três alunos. Meu irmão, Fernando, os levava na matinê. Com isso, eles melhoravam. Conte-nos sobre sua mãe e suas tias educadoras. Eu tinha a Tia Nitinha, que era irmã do vovô, a tia Santinha, a tia Marta, que hoje é carmelita, e a mamãe, Idelma Franklin Rezende. Lembro-me de quando eu estava na 2ª série, lá em São Tomás. Havia auditórios maravilhosos e o vovô, Humberto Sant´Ana, pai da mamãe, levou o piano para o Grupo. Minha tia Marta tocava. Havia os bailados de tamanquinhos, os bailados de Portugal, umas festas lindas. Lembro-me de nós, sentadas, eu, mamãe e Tia Nitinha. Ela que falou que queria me dar uma poesia. Eu falei que queria uma poesia muito alegre. E nós fizemos a seguinte poesia: Dona Alegria Dona Alegria anda por aqui. Levantou cedinho, tomou seu banho e correndo foi ao jardim. Colheu rosas, miosótis, violetas, cravos e jasmins. E toda atrevidinha, foi entrando sem pedir licença e dizendo: essa casa é toda minha, eu aqui sou rainha. E sabe por que a Dona Alegria, toda atrevidinha, entra sem pedir licença? Porque hoje é dia do professor.

Clélio é médico, o tio Geraldo é advogado, foi promotor em Caldas, tia Marta é carmelita, e a mamãe e a tia Santinha são professoras. Como seus pais se conheceram? O papai, Geraldo Benedito Rezende, era daqui de Paraíso e foi gerenciar a Casa Santos, que era do Francisco Santos Júnior, onde hoje está a Lojas Cem. Ele abriu uma filial em São Tomás e deu a gerência para o papai, que fez um bom trabalho. Papai foi pra lá e conheceu a mamãe. Casaram-se e tiveram o Chico, que é o meu irmão mais velho, já falecido, eu, o Fábio e o Fernando. O que a senhora sente ao lembrar-se de seu irmão, Francisco Sant´Ana Rezende, o Chico. Fale-nos um pouco sobre ele. Sinto muita saudade, muita. O Chico foi para Belo Horizonte com 17 anos e lutou muito, sem dinheiro. Sofreu muito, passou fome. Ainda não tinha feito jornalismo e conseguiu trabalhar no jornal Estado de Minas. Começou como contínuo e, depois, conseguiu carteira. Foi também juiz classista do Trabalho, foi vogal. Trabalhou no Jornal do Brasil, no Minas Gerais, foi repórter, redator e editor de polícia do Estado de Minas. Recebeu o Prêmio Esso de Jornalismo. Ele era muito dedicado ao trabalho, criativo, atento e observador. Sinto muita saudade dele. De que forma a senhora acredita na vida e em Deus? Sem Deus, nós não somos nada. Ele está sempre ao nosso lado, na hora das aflições, dos sofrimentos. Está sempre ao nosso lado, dando colo pra gente. Eu sou de uma família católica apostólica romana, tenho muitas tias freiras, há padres na família, como o Padre Cleiton, lá de Aparecida. Nós somos uma família muito religiosa, de bons princípios. Depois de lecionar na zona rural, como continua sua vida de educadora? Eu fiquei sete anos na Fazenda Olaria, na Escola Municipal Pratápolis, sete anos servindo ao Labão. Quando a Delegacia Regional de Ensino veio pra Paraíso, que hoje é a Superintendência Regional de Ensino, a Dona Ibrantina Amaral foi a primeira delegada. Ela fez uma lista grande das pessoas com quem ela queria trabalhar. A Cyrene Amaral veio em minha casa, em um sábado, e me falou que eu estava na lista. Isso foi em outubro de 1970. Achei muito bom poder vir para a cidade.

Não parei. Fui convidada para trabalhar no Objetivo, em 1991. Fui a pioneira, a primeira coordenadora pedagógica. Os diretores são os donos, que moram em São Paulo. Antes, onde é o Objetivo, era a Escola de Comércio. Lembro que o prédio estava em estado ruim, os tacos estavam saindo e, hoje, a escola está linda. Fui à prefeitura, no tempo do Lair, que nos ajudava. O difícil foi começar. Em 1992, começou a funcionar o 2º grau do Objetivo. Em 93, já havia o 1º e o 2º graus. Em 1994, eu saí, devido à questões pessoais. A Cleure, irmã do Sr. Ailton Sillos, convidou-me para trabalhar na supervisão de 1ª à 4ª séries, no Coronel José Cândido e eu não perdi tempo, fui. Tenho muito amizade

um doce, já a Vera é mais enérgica, cobrava, mas dava. Lembro-me de um exemplo. Um dia, eu e uma turma fomos para São Tomás. Eu trabalhava direto nas escolas da prefeitura. A Selma, minha colega, pediu-me para ir ao Olegário Maciel e ver a turma

“Entendi que sem amor, não se faz educação. O amor gera compromisso. Para ser bom mestre não é preciso fazer seguidores ou discípulos, nem mesmo possuir cortejos ou comitivas, mas simplesmente fazer com que cada ser descubra em si mesmo o seu próprio guia”. com ela, uma amizade sincera. Fiquei em 94 e, em 95, eu quis dar uma descansada. Foi quando a Ruth Corsi, que era diretora do Paula Frassinetti, veio convidar-me para trabalhar na biblioteca. E eu aceitei. Fiquei um ano na biblioteca, gostei do trabalho, mas não tinha compromisso e saí, quando a Ruth deixou a direção. Neste ano, a Maria Luiza convidou-me para trabalhar na Secretaria de Educação, na época em que o Mauro Zanin era secretário de Educação. Fiquei de 2001 até 2005, como supervisora, acompanhando a pré-escola. Fizemos tanta coisa boa, cursos de formação de professores, como o PCN. Tenho álbuns lindos que os alunos fizeram nos cursos. Como foi trabalhar com a Dona Ibrantina Amaral e com a Vera Maria Rezende Pimenta? Foi ótimo. A Dona Ibrantina era

de pré. Dar uma olhadinha no manejo de classe, na frequência, no trabalho de sala. Terminei meu trabalho da prefeitura e fui ao Olegário. Falei com a diretora, fui à sala, a professora era muito ajeitada, com bom manejo de classe, a frequência era ótima. Quando chegávamos, a Vera reunia todo mundo e queria saber o que cada um fez no município. Na minha vez, falei que havia feito tudo o que era da prefeitura, certinho, mas que fui também ao Olegário, a pedido da Selma, o que não era conta do meu rosário. E a Vera falou: o Rosário inteiro é nosso. A senhora trabalhou na Secretaria de Educação quando o prefeito Mauro Zanin era o secretário de Educação. Como a senhora vê a educação que a gestão atual está deixando? Maravilhosa! A Maria Luiza é uma grande pedagoga. Tão

doce! Nós somos do mesmo dia, 25 de agosto, e do mesmo ano. Eu brinco com ela que vou olhar no meu registro pra ver quem é a mais velha. Este é o legado que esta gestão está deixando: a educação melhorou muito. Na homenagem da Academia Paraisense de Cultura aos professores, nós vimos o encontro de muitos educadores que marcaram a vida de muitos paraisenses. Como foi para a senhora receber essa homenagem? Para mim foi excelente. Eu encontrei muitos colegas da minha turma, de 63, do Magistério. Encontrei a Maria Luiza, a Madalena Preto, a Arlete, a Nilma filha do Lalado. Para mim foi uma hora de saudade. O Wander, que foi homenageado, foi meu namorado, o Chiquito foi meu namorado. Eu não era namoradeira, foram namorados que nunca peguei na mão. O Wander casou-se e teve três filhos: o Wandinho, o Reginho e o Flavinho. Eu lembro-me de uma história bonita. A Regina Marta, esposa dele, ensinava os meninos a rezar: “Santo Anjo do Senhor, meu zeloso e guardador, se a ti me confiou à piedade divina, sempre me rege, me guarde, me governe, me ilumine. Amém”. Um dia, o Wandinho disse: “Uai, mãe, você vai rezar “sempre me rege” e não fala “sempre me Wander”? Que graça! A Cyrene, que estava lá, foi minha delegada. A Francisca também foi. Olha, essa homenagem foi a hora da saudade pra mim. O que os professores que se formam atualmente podem aprender com essa geração

de educadores? No nosso tempo, quando começamos a lecionar, o mundo era outro, não existiam drogas. Eu acho que todas as professoras têm boa vontade, mas existem umas que não têm o dom para ser educadora. Entram para trabalhar, mas não têm aquele amor. Por exemplo, quando eu comecei a lecionar lá na Olaria, havia a Dona Isaura Pedroso, de Pratápolis, que era leiga. Ela dava aquela aula bem feita, aprendi muito com essa leiga. Ela veio a Paraíso, certa vez, para dar uma aula no Coronel, que precisava ser cronometrada. Ela terminou na hora certinha e os meninos falavam: ah, fica mais. Leiga! Eu acho que o professor já nasce com o dom de saber educar, porque há pessoas que acham que educação é entrar para uma sala de aula, como outro trabalho qualquer. Mas há muita coisa envolvida: amor, vontade, vocação. Uma outra história, como exemplo: eu trazia os meninos, no final de semana, para a matinê. Um dia, a mamãe havia feito macarronada, com azeitonas, e um aluno, o Leonar, falou: Dona Norma, eu não vou querer essas frutinhas, não. Eu disse: “Não se chama frutinha, chama-se azeitona e dá em uma árvore que se chama oliveira. Você nunca comeu. Pega uma para você ver como é gostosa”. E ele comeu e achou bom, mesmo. São essas coisinhas que muitos professores de hoje não fazem. Não entram no mundo do aluno, para ver o que ele quer. A senhora citou educadoras, colegas de trabalho, que marcaram sua vida. Quem são elas e que lições vocês aprenderam e ensinaram, trabalhando em conjunto? A Dona Ibrantina Amaral, a Vera Maria Rezende Pimenta, a Alcira Soares Milograna, a Cyrene Amaral Coimbra e a Francisca Mumic de Paula. Com cada uma aprendi lições de vida e de educadora. Entendi que sem amor, não se faz educação. O amor gera compromisso. Para ser bom mestre não é preciso fazer seguidores ou discípulos, nem mesmo possuir cortejos ou comitivas, mas simplesmente fazer com que cada ser descubra em si mesmo o seu próprio guia. Toda criança capaz de brincar e brigar é capaz de aprender. Basta que a escola seja capaz de ensinar.


Jornal do Sudoeste

página 4 4 página São Sebastião do Paraíso-MG e Região - 20 de Outubro de 2012

São Sebastião do Paraíso-MG e Região 20 de Outubro de 2012

ANIVERSÁRIO EM GRANDE ESTILO HELITA GENEROSO Em grande estilo foi comemorado o aniversário de Helita Silva Aguiar Generoso, no sábado (11/10), no Bistrô. No ensejo também foi comemorado aniversário de casamento de Helita com o promotor de justiça Dr. Rômulo Aguiar Generoso numa animadíssima festa Black or White, onde todos entraram no clima e se vestiram a caráter. E o estilo rústico do local contou com uma decoração magnífica, agradou aos olhos de quem pode estar compartilhando esse momento tão especial. Além da simpatia do casal a banda Abaixo de Zero animou a festa e levou todos a pista de dança, familiares e amigos que compartilharam momento único ao lado do casal. Deliciosas e requintas comidas de buteco foram servidas, como, saladas, salgados, patês, doces e muito mais, nessa festa que foi muito bem preparada pela aniversariante. Especiais cumprimentos desta coluna.

Com este Colunista

Aniversariante Helita Generoso

Sobrinhos Hélio Antonio, Joao Pedro, Ana Clara, Maria Luiza, José Hélio e amiguinho Miguel

Carlão e Karina

Helita e Dr Rômulo

Mãe Márcia

Promotor Dr Rômulo, esposa Helita e empresário e ex-vice prefeito Sérgio Merize

Paulinho, Thamires, Renata, Elias e Miguel

Dr Marco Cesar e esposa Daniele

Helita e sua família – cunhado Luiz Antonio, irmã Fatinha, sobrinho João Pedro, mãe Marcia, sobrinha Valentina e irmã Hélia Márcia

Irmã Maria José e Mario Luiz

Dulcineia e José Luiz Curió

Miguel Victor e Neria Raquel

Com o filho João Gabriel

Helita com seu irmão Alex, cunhada Jucimara e sobrinhos Marcela e João Pedro

Elaine e Beto

Edvan, Angelina, Taty, João Carlos e Geórgia

Cinira

Helita entre amigos Jucelino, Helton, Deivid, Uillian, Georgia, Taty, Luiz Carlos, Angelina

DISK ENTREGA: 3531-5813 SALGADOS - PANQUECAS - CREPES - SUCOS DOCES - CUPCAKES - PÃO DE QUEIJO

VENHA NOS CONHECER!! Rua Dr. Placidino Brigagão, 1.284 - Centro ANEXO A CULTURA INGLESA

Jaqueline, Guilherme, Lécio, Vanessa e Vania

Leila, Neco, Roberta e Guilherme


São Sebastião do Paraíso-MG e Região 20 de Outubro de 2012

RANDE ESTILO EROSO

Jornal do Sudoeste

página 5 São Sebastião do Paraíso-MG e Região - 20 de Outubro de 2012

VIVIANE ALÍPIO Celebrou mais um ano de vida no primeiro dia deste mês, e junto ao esposo RODRIGO FARIA recebeu amigos que foram cumprimentá-la.

Com este Colunista

Aniversariante Helita Generoso

Com o filho João Gabriel

Cinira

Leila, Neco, Roberta e Guilherme

COLCHÕES DE MOLAS E ESPUMAS, CONJUNTO BOX E TRAVESSEIROS EM ATÉ 10X SEM JUROS RUA DR. PLACIDINO BRIGAGÃO, 1.151 FONE: (35) 3531-4603


página 6

Jornal do Sudoeste

São Sebastião do Paraíso-MG e Região 20 de Outubro de 2012

“O cão é a virtude que, não podendo fazer-se homem, se fez animal” Victor Hugo

Companhia? Quem será fiel à nós? Amor? Quem vai nos amar exatamente como somos? Dizem por aí que o cachorro é o melhor amigo do homem, não vejo amizade mais bonita. É impossível que exista tanta pureza em uma amizade assim como é a de um homem e seu cão. Eles sempre estarão conosco, serão fieis até depois do fim. Um cachorro não liga se você é alto ou baixo, gordo ou magro, não importa sua cor, não importa se é rico ou pobre, tudo o que quer é passar a vida ao lado de seu dono e no final do dia comer uma boa ração e tomar água. Você pode ser até um completo idiota que as vezes tenta bancar de legal, mas ainda assim ele irá amar quem você é, vai mostrar o quanto é especial. Os cachorros têm isso, conseguem nos mostrar qualidades que muitas vezes estavam escondidas, dão vida a tais sentimentos, sabem bem nos fazer enxergar o que é uma amizade verdadeira.

Serão eternamente fieis a nós, não importa pessoas e muito menos o tempo. Nada e nem ninguém será capaz de mudar o sentimento deles. Através de nossos cachorros podemos até mesmo conhecer pessoas, eles nos aproximam e criam laços de compaixão, quem sabe até grandes amizades... Dê valor ao seu cãozinho, este grande companheiro, cuide bem de quem te faz sentir especial.

MICHELE CAROLINE LUZ, 14 anos, estudante em São Sebastião do Paraíso

Conversando com Viviane Alario Ah... Como eu queria... Neste Dia das Crianças que passou, houve imprevisto, tumulto e indecisões. Aliás, como sempre há na vida das pessoas: umas vezes mais outras menos, às vezes tudo ao mesmo tempo, e às vezes, um tempão sem imprevistos. Mas quando temos que decidir, resolver, tomar atitude... Ah, como eu queria voltar a ser apenas filha... Porque quando somos apenas filhos, não temos ideia do que é responsabilidade, mas responsabilidade de verdade! Daquela que só nós, agora adultos, podemos resolver. Quando somos apenas filhos, podemos correr para os braços dos pais e apenas ficar lá. Nessa hora, esquecemos de tudo. Todas as dores, todos os medos... Quando somos apenas filhos, os nossos maiores medos são, talvez, de monstros imaginários. Aí basta correr para a cama dos pais. Ou gritar, e tudo passa. Nossas dores terminam assim que o sono começa! Quando somos apenas filhos, podemos fingir que não

fizemos arte, não batemos no irmão e, até mesmo, que comemos tudo. Falamos que obedecemos direitinho o que nos foi pedido. E nossos pais fingem que acreditam. Nessa hora, não tem maldade, não tem enganação. Tem somente pai protegendo filho. Quando crescemos temos que fazer contas, e quantas contas! Temos que decidir o que é melhor para os filhos, temos que saber como fazer opções, tomar decisões, escolher caminhos. Ai... Ufa!!!! É muito! Demais! Sem contar que nunca, jamais dormimos novamente e tão profundamente como dormimos quando crianças. Não é por menos que dizem ser o sono dos anjos. Da inocência. Ah, como eu queria ter alguém pra “passar a bola”, estender as contas, comer o que alguém fez sem nos perguntar: O que eu faço pro almoço? Deixar que façam as escolhas por nós. Seria bom. Mas acontece que a partir do momento que crescemos, nossas responsabilidades crescem junto. Que crueldade! É... Mas a vida é cruel! Crescemos e como prê-

mio para a maturidade, ganhamos horas a menos de sono, menos brincadeira e mais trabalho, e muitas, muitas decisões! Mas olha, até aí faz parte, a vida é assim mesmo. O que não nos contam é que com tudo isso vem também as dores da vida! Os prazeres, as satisfações, as alegrias a gente sabe. Mas as dores não são contadas. Talvez, na tentativa de nos deixar mais felizes um pouco. Até elas chegarem. E por dores eu falo de um filho com dor física, moral, das pessoas que maltratam ou simplesmente respondem para alguém da família. As dores de um desemprego, de um amor que se foi, de um emprego perdido, um lar desfeito. Ai, como dói... Se fôssemos ainda crianças, bastava dormir e tudo parecia mágico, nem tínhamos ideia da verdadeira situação. Não éramos nós quem tomávamos as decisões. Ah, como eu queria...

Lions

VIVIANE ALARIO www.vivianealario.com.br http://www.facebook.com/ blogvivianealario

Rua José Osias de Sillos, 590 Fone: (35) 8823-3016

“Nós servimos há 40 anos em São Sebastião do Paraíso”

Dia do Professor “Nossa gratidão àqueles que fizeram do magistério um ideal, mesclando a arte de ensinar com o dom da convivência, tornando-se nossos amigos e transmitindo suas experiências que grandemente ajudaram na nossa formação.” Recebam o nosso abraço Leonistico. e essa linda oração. Oração do Professor Antonio Pedro Schlindwein Dai-me, Senhor, o dom de ensinar, Dai-me esta graça que vem do amor. Mas, antes do ensinar, Senhor, Dai-me o dom de aprender. Aprender a ensinar Aprender o amor de ensinar Que o meu ensinar seja simples, humano e alegre, como o amor. Que eu persevere mais no aprender do que no ensinar. Que minha sabedoria ilumine e não apenas brilhe. Que o meu saber não domine ninguém, mas leve à verdade. Que meus conhecimentos não produzam orgulho, mas cresçam e se abasteçam da humildade. Que minhas palavras não firam

e nem sejam dissimuladas, mas animem as faces de quem procura a luz. Que a minha voz nunca assuste, que seja a pregação da esperança. Que eu aprenda que quem não me entende precisa ainda mais de mim, E que nunca lhe destine a presunção de ser melhor. Dai-me, Senhor, também a sabedoria do desaprender, Para que eu possa trazer o novo, a esperança, E não ser um perpetuador das desilusões. Dai-me, Senhor, a sabedoria do aprender. Deixai-me ensinar para distribuir a sabedoria do amor. Outubro: Mês das Domadoras “Para que elas Senhor, tenham como a maior força o bem a melhor casa o lar, a coleção mais rica boas ações, o melhor livro a bíblia, o melhor sentimento o amor, e o melhor dos amigos: Deus...” Homenagem do Lions Clube de São Sebastião do Paraíso a vocês Domadoras, Companheiras e Paladinas.


São Sebastião do Paraíso-MG e Região 20 de Outubro de 2012

Jornal do Sudoeste

página 7

ALFREDO ALBIERI Reuniu familiares e amigos semana passada em comemoração ao seu aniversário. A coluna renova votos de felicidades ao prezado Alfredo, representante do Consulado Italiano em São Sebastião do Paraíso.

Elisa e Tarcísio

O casamento dos sonhos se fez realidade, dia 06 de outubro de 2012, em Guaranésia. Elisa e Tarcísio uniram-se em matrimônio na Igreja Matriz de Santa Bárbara, em belíssima cerimônia sob execuções musicais do Grupo de Cordas Oliveira(Franca). Elisa é filha de Antonio Heluany Filho e Raquel de Marco Heluany(Guaranésia) e Tarcísio filho de Emílio Carlos Machado Porto e Maria Augusta Lemos Reis(Passos). As damas, pajens e demoiselles deram um charme especial ao evento. A noiva deslumbrante, em belíssimo vestido da Collezione, teve sua beleza realçada por Enderson di Castro(Passos). Após a cerimônia religiosa o civil foi realizado no coreto da Praça em um cenário cinematográfico. O salão de festas Estação 33, foi completamente modificado com suntuosa decoração de Robson Lemos(Brasília). O cardápio e serviços foram do Buffet Santa Santa, doces de Elaine Mello Chocolatier(Passos) e o bolo de Ângela(Guaxupé). O som e iluminação ficaram a cargo da M2 Produções(Passos). Integrantes da Escola de Samba Passense fizeram animada apresentação, sendo mais um item diferenciado do evento. Os registros das imagens foram: Filmagem: MartinSom (Guaranésia) e Fotografia: Álvaro Martins e equipe(Ribeirão Preto). Parabenizamos os noivos e familiares e agradecemos a confiança em nossos serviços. A dedicação da noiva e de sua mãe Raquel a todos os detalhes fizeram a diferença para o sucesso do evento.

Momentos inesquecíveis requerem cuidados especiais...

Conte com nossos serviços para o sucesso de seu evento.

RG Eventos Assessoria e Cerimonial

APc por Abaetê Ary

AcAdemiA PArAisense de culturA

ANIVERSARIANTES APC HOMEGEIA PROFESSORES DE PARAÍSO Vinte e oito professores que ajudaram a construir a Educação em Paraíso foram objeto de homenagem prestada pela APC na quartafeira, 17. O evento, que contou com a presença de acadêmicos e amigos e familiares dos reverenciados, se deu no Teatro Municipal Sebastião Furlan. Merecida, acima de tudo, a festa fez parte dos festejos aniversários de nossa cidade. A parte musical esteve a cargo do Coral Paula Frassineti. Coroando a solenidade, Valdemar Francisco retratou, em magnífica performance de cinco quadros, a caminhada entre a escravatura e a liberdade, baseada no livro Negro do saudoso ex-acadêmico honorário, Dr. Benedicto Paulo de Oliveira. REVITALIZAÇÃO DA CASA DA CULTURA Na próxima quarta-feira, 24, a Prefeitura reinaugurará a Exposição de Fotos Antigas de Paraíso com imagens que retratam os 191 anos de existência de Paraíso. Na mesma oportunidade serão descerradas duas placas de bronze, a primeira referente à indicação daquele logradouro municipal, antiga estação da Cia. Mogiana de Estradas de Ferro, como Patrimônio Histórico da cidade; a segunda que homenageará nosso saudoso acadêmico Antônio Carlos Pinheiro Alcântara com cujo nome o imóvel será batizado. A APC e seus membros prestigiarão o evento, que se realizará a partir das 20h.

¾ ¾ ¾

191º ANIVERSÁRIO DA CIDADE - PROGRAMAÇÃO CULTURAL DA SEMANA Apresentação da Orquestra de Cordas SOS Criança, terçafeira, 23, às 20h no Teatro Municipal Sebastião Furlan. Inauguração da Exposição Permanente de fotos antigas “Paraíso 191 anos”, a partir das 20h da quarta-feira, 24, na Casa da Cultura. Peça teatral Quem tem... tem medo, sexta-feira, 26, às 20h30, no Teatro Municipal Sebastião Furlan.

EFEMÉRIDES CULTURAIS DA SEMANA Ontem, 20/outubro – Falecimento (1570) de João de Barros, por muitos considerado o primeiro historiador português. Hoje, 21/outubro – Dom Pedro II funda (1838) o Instituto Histórico e Geográfico do Brasil. Amanhã, 22/outubro – Nasce (1811) o compositor erudito romântico húngaro, Franz Liszt. Dia 23/outubro – Alberto Santos Dumont realiza (1906) voo a dois metros do solo com o 14-Bis, considerada a primeira vez que uma aeronave desliza utilizando apenas suas próprias forças. Dia 24/outubro – Nascimento (1836) de Ramalho Ortigão, escritor português. Dia 25/outubro – Nascimento dos compositores Johann Strauss Filho (1825), o austríaco autor da conhecida valsa Danúbio Azul, e Georges Bizet (1838), o francês criador de Carmen, a mais popular ópera do mundo. Dia 26/outubro – Centenário de nascimento de Don Siegel, diretor de cinema norte-americano, criador de Vampiros das Almas (classificado entre os três melhores filmes de terror de todos os tempos) e parceiro de Clint Eastwood na série do personagem Dirty Harry. TEMA DA SEMANA PARA NOSSA ESPERANÇA: “Não há mal que sempre dure e não há mal que bem não traga” (provérbios portugueses).

Domingo dia 21 Dr. Delson Scarano Neto, a jornalista Nádia Bícego, assessora de comunicação do secretário Cássio Soares. Dia 23 Tereza Lina. Dia 24 os gêmeos Thiago e Mariana, filhos de Carlos Roberto e Regina Célia. Ronaldo Rodrigo, filho de Sebastião Tadeu Ribeiro e Marlene Ribeiro. Vitória Candiani Alvarenga. Dia 25 Adalberto Ozelim. Lívia Maria Xavier Pereira, Marcos Nicolini. Dia 26 Sra. Geralda Gusmão Duarte, o deputado Geraldo Thadeu, e o juiz de direito Dr. Laércio Gallati.

Nádia Bicego, aniversariante neste domingo dia 21. Ela é assessora de imprensa do Secretário do Desenvolvimento Social Cássio Soares. Trabalha na Cidade Administrativa em Belo Horizonte


página 8

Jornal do Sudoeste

São Sebastião do Paraíso-MG e Região 20 de Outubro de 2012

Livros Estarrecedora a narrativa do livro recém-lançado “Mata ! O Major Curió e as Guerrilhas no Araguaia”. O autor, Leonencio Nossa, , repórter do jornal O Estado de São Paulo, esteve com Sebastião Rodrigues de Moura ao longo de dez anos, entrevistando o militar. O livro nos traz à memória nomes de tristes recordações do golpe de estado de 1964. Médici, Geisel, Figueiredo, entre outros. Entre nós, surge o nome de uma entrevistada, Dona Antonieta Símaro Campos, mulher admirável, relatando a delação de seu marido, o Peba, pelo Monsenhor Man-cini, durante o golpe e sua prisão.

Curió confessa sua participação na execução de alguns dos militantes do PCdoB na região do Bico do Papagaio, no encontro dos Estados do Tocantins, Pará e Maranhão, onde reinou durante muito tempo em Serra Pelada, e como prefeito em Curionópolis. Mais de sessenta guerrilheiros morreram no conflito e os locais onde os corpos foram enterrados são desconhecidos. Alguns como relatado no livro, tiveram as cabeças decepadas. Posteriormente os restos mortais também foram exumados e levados para outros locais por soldados do Exército. As famílias ainda aguardam a entrega dos corpos e a abertura Elizabet A. Pelicano dos arquivos.


1350823443