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Jornal dos

Lagos

EDIÇÃO MENSAL . ANO I - EDIÇÃO 2

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CIDADES

Quais os rumos para a Cidade? Vivenciamos um momento crítico na política da nossa cidade, uma sequência de aumentos e pacotes, em um momento crítico da economia local, reajustes acima da inflação, IPTU

CIDADES

Rio das Ostras: eleitores que não fizeram a biometria obrigatória devem regularizar a situação Os eleitores que não compareceram ao cadastramento biométrico obrigatório em Rio das Ostras, encerrado em 19 de dezembro de 2017, devem marcar atendimento para regularizar a situação. O agendamento pode ser feito pelo site do TRE-RJ (www.tre-rj.jus. br/agendamento) ou por meio do telefone (21) 3436-9000.

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CIDADES

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Roberto Sales disponibiliza recursos para municípios do Noroeste e Região dos Lagos

Atendendo a um pedido dos municípios do Noroeste e Região dos Lagos, o Deputado Roberto Sales (PRB-RJ), disponibilizou recursos para os municípios de Quissamã, Carapebus, Conceição de Macabu, Santa Maria Madalena, Trajano de Morais, Macaé (UFF, UFRJ e IFF), São Sebastião do Alto, Bom Jesus do Itabapoana (reforma do hospital público) e Casimiro de Abreu (reforma do hospital público). Pág. 4

CIDADES

ECONOMIA

CIDADES

Cresce número de consumidores que conseguem limpar o nome, diz SCP Brasil

Educando através da arte Ajudar ao próximo. Adjalmo dos Santos Junior, o professor Juninho, acredita muito nesse conceito. Um rapaz simples, mas com uma ideia visionária. Há 10 anos conduz um projeto de capoeira na cidade de Rio das Ostras. Hoje atende mais de 40 alunos, entre crianças e jovens. Pág. 4

O número de dívidas regularizadas, calculado a partir das exclusões dos registros de inadimplência, cresceu 4,42% no mês de dezembro na comparação com o mesmo período de 2016. Trata-se da primeira alta do indicador para os meses de dezembro desde 2014, quando o crescimento fora de 12,11%. Pág. 6

5º Festival do Pão em Rio das Ostras vai até Abril

O Festival do Pão chega a sua quinta edição com muitos sabores e grandes novidades. Ao todo 16 padarias participantes do 5º FESTIVAL DO PÃO vão concorrer nas categorias pão francês, pão doce, pão salgado recheado assado e bolo. Pág. 3


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EDITORIAL Rio das Ostras em breve respirará novos rumos de liberdade no que tange a política que há mais de 20 anos deixou seu povo aprisionado e nas garras de homens que sugaram as forças e energias dessa cidade rica e que hoje clama por mudanças. A pergunta que abre essa edição do jornal, é a pergunta de todo riostrense, Até Quando? Nos bastidores da política, a preocupação é grande, surgem nomes que para o povo pode significar a luz no fim do túnel, mas também aparecem nomes preocupantes pela pouca experiência e pela falta de fidelização para com o povo que tanto acreditou e o(s) mesmo(s) não soube(ram) trabalhar seus tão sacrificados votos. Nesta segunda edição contamos com o apoio de dois colunistas que integram o time do Jornal dos Lagos, o empresário Marcondes Genro, trazendo um panorama da política nacional e o Drº Zilmar Freitas, psicanalista. Outro assunto que é de deixar qualquer um com água na boca, é o 5º Festival do Pão que este ano traz novidades, como o cupom de desconto que o consumidor poderá usar nos estabelecimentos participantes. Para ter direito ao cupom, basta o cliente consumir produtos acima de R$ 15 nas padarias participantes do festival, vale ressaltar que os cupons não são acumulativos, o festival vai até 10 de abril. Notícia boa vai para os amantes do jazz e blues, o festival já tem data marcada para acontecer na cidade, será entre os dias 31 de maio e 3 de junho. Desejamos que, a partir deste momento, você desfrute de uma degustação informativa e que todo o conteúdo tão minuciosamente selecionado seja, para você, leitor, o estímulo necessário para uma vida abundante. Excelente leitura!

EXPEDIENTE:

CNPJ 23.989.326/0001-99 Rua Itaperu, 107 Centro - Rio das Ostras/RJ

Quais os rumos para a Cidade?

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ivenciamos um momento crítico na política da nossa cidade, uma sequência de aumentos e pacotes, em um momento crítico da economia local, reajustes acima da inflação, IPTU, energia publica, e ainda as incertezas em relação às categorias de transportes, ambulantes e quiosques. A falta de planejamento e projetos das administrações que não atuaram como gestores, e sim usando a velha política de benefícios para um grupo privilegiado, a falta de projetos para o turismo,

DIRETOR: Adalberto Gomes EDITOR: Francisco B. Espindola MRT 994/61 DIAGRAMAÇÃO: Gilismar Correa

principal atividade econômica da cidade, que perdeu o seu potencial, devido ao grande desperdício dos Royalties do Petróleo que não contemplaram o futuro, trazendo a estagnação da economia, setores como construção civil, turismo e comercio foram os mais afetados, as perdas salariais dos servidores e a falta de incentivo à indústria. Reflexo de 20 anos de uma guerra de processos entre as duas Lideranças políticas da Cidade que se digladiaram e se alto destruíram, suas siglas hoje totalmente manchadas pela ganancia

do poder tentam maquiar ou afastar algumas lideranças envolvidas em escândalos como a lava jato entre outros processos, todo este processo atinge diretamente a população que convive com o aumento da violência e do desemprego, índices expressivos afetam a todos. A falta de novas lideranças aponta para o caos no município, a falta de representatividade no legislativo, onde o executivo exerce o comando sobre a maioria dos Edis, coniventes em sua maioria com a sistemática da máquina e seus vícios. É preciso fortalecer

ASSESSOR JURÍDICO: José Luiz MT - OAB/RJ174491 COMERCIAL: Ronaldo Lima Todos os profissionais listados acima são colaboradores do jornal

a ideia de criação de novas lideranças, com o objetivo de criar e implantar uma politica voltada para o retorno do desenvolvimento da Cidade em todos os sentidos é preciso que a população tenha consciência da importância do voto e elabore de forma rigorosa para eleger candidatos competentes, tanto para o executivo quanto para o legislativo, verdadeiros representantes dos interesses da população, caso contrário, observaremos de pé o fim de uma Cidade estagnada e prostrada aos pés da ganancia e do poder pelo poder.

E-MAIL: jornaldoslagosro@gmail.com

jornaldoslagosro

O JORNAL DOS LAGOS se isenta de qualquer assunto discutido pelos colunistas que não possuem vínculo empregatício com o veículo. Circulação: Rio das Ostras, Casimiro de Abreu, Barra de S. João e Macaé Tiragem: 5.000 exemplares


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CIDADES

Rio das Ostras: eleitores que não fizeram a biometria obrigatória devem regularizar a situação

O

s eleitores que não compareceram ao cadastramento biométrico obrigatório em Rio das Ostras, encerrado em 19 de dezembro de 2017, devem marcar atendimento para regularizar a situação. O agendamento pode ser feito pelo site do TRE-RJ (www.tre-rj. jus.br/agendamento) ou por meio do telefone (21) 3436-9000.

Quem não fizer a biometria até 4 de maio, data de fechamento do cadastro eleitoral, terá o título cancelado e não poderá votar nas próximas eleições, além de ficar sujeito a uma série de impedimentos, como tirar passaporte, prestar concurso público e obter empréstimos em bancos oficiais. A revisão do eleitorado no município teve comparecimento de 71,34%

(66.537) dos 93.263 eleitores. Documentos necessários No momento do atendimento, o eleitor deverá apresentar documento de identidade oficial e um comprovante de residência, como conta de luz, água ou correspondência bancária, desde que emitido até três meses antes da data do atendimento.

Vale lembrar que o comprovante deve estar no nome do próprio requerente, do cônjuge ou de parente até o 2º grau, juntando-se cópia de documento que demonstre o vínculo familiar. Além disso, quem tiver o título de eleitor também deverá levá-lo. No caso de nova inscrição, os eleitores do sexo masculino maiores de 18 anos deverão apresentar, ainda, o comprovante

de quitação militar. Já quem quiser atualizar o nome deve levar um documento que com-

prove a alteração dos dados, como a certidão de casamento, por exemplo.

5º Festival do Pão em Rio das Ostras vai até Abril Foto: Ronaldo Lima/Jornal do Lagos

Também será premiada a padaria que tiver o melhor mix de produtos, aparência e higiene. O evento acontece até dia 10. Novidade A grande novidade deste ano é que, além desse grande mix de sabores, quem comprar nas padarias participantes ganhará desconto em outras lojas.

O Festival do Pão chega a sua quinta edição com muitos sabores e grandes no-

vidades. Ao todo 16 padarias participantes do 5º FESTIVAL DO PÃO vão concor-

rer nas categorias pão francês, pão doce, pão salgado recheado assado e bolo.

Como funciona: Comprando acima de R$15 em qualquer uma das padarias participantes, o con-

sumidor receberá um cupom com desconto de 10% para utilizar em diversos estabelecimentos como farmácias, papelarias, restaurantes, entre outros. ATENÇÃO: O DESCONTO NÃO É ACUMULATIVO A informação completa está disponível no site www. riodasostras.rj.gov. br/festivaldopao . Para o morador Glaucio da Silva, o Festival é uma oportunidade para conhecer outras padarias.

“Moro há apenas um ano em Rio das Ostras e preciso conhecer outros lugares bacanas. Será uma ótima oportunidade para experimentar pães e bolos de várias padarias”, contou. Para o empresário Alex Ribeiro, “participar do Festival é muito importante. Dá visibilidade ao estabelecimento, atrai novos clientes, além de agregar mais valor. Ganhamos outros anos e deixamos os troféus à mostra para que todos conheçam a história da qualidade de nossos pães”.

Rio das Ostras Jazz & Blues e selecionado pelo Ministério da Cultura para integrar projeto Reage Rio de Janeiro a Janeiro O Ministério da Cultura selecionou o Rio das Ostras Jazz & Blues Festival para integrar o Programa Reage Rio de Janeiro a Janeiro. Agora o evento pode ter o aporte financeiro de empresas estatais, indicadas pelo Governo Federal. Este ano, o Festival acontecerá em duas etapas. Em Rio das Ostras, a data está confirmada entre os dias 31 de

maio e 3 de junho e no Rio de Janeiro o evento acontece de 7 a 9 de setembro. Todos os shows têm entrada franca. AVALIAÇÃO – Entre os 850 projetos inscritos, apenas 154 passaram pela avaliação socioeconômica que considerou aspectos importantes no impacto turístico. Dentre os escolhidos, apenas 25% são do interior fluminense.

Alguns dos itens atendidos por Rio das Ostras foram os impactos no turismo, na geração de emprego e renda e na inclusão social. Também foi avaliado o retorno sobre o investimento, que verifica a relação entre tributos e investimento público. Os projetos selecionados estão em destaque no site do Programa www.riod e j a n e i ro a j a n e i ro . com.br

Foto: Jorge Ronald

ECONOMIA - No momento em que Rio das Ostras tenta driblar a forte

crise econômica, a busca de novos parceiros torna-se muito importante para

a permanência de bons eventos, como o Festival de Jazz & Blues.


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Educando através da arte

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judar ao próximo. Adjalmo dos Santos Junior, o professor Juninho, acredita muito nesse conceito. Um rapaz simples, mas com uma ideia visionária. Há 10 anos conduz um projeto de capoeira na cidade de Rio das Ostras. Hoje atende mais de 40 alunos, entre crianças e jovens. “Todo dia via muitas crianças na rua, largadas, sem ir para a escola ou jovens já desmotivados. Como alguns bairros da nossa cidade tem muitos pontos de (venda de) droga, é muito fácil

para eles se envolverem. Então logo tomei uma atitude e busquei na capoeira uma forma de atrair esses jovens – explicou o Juninho. O projeto Educando através da arte, começava ali. Um apaixonado pela capoeira, mestre Juninho coloca a luta na vida de crianças e jovens de bairros carente de Rio das Ostras. E quer ajuda-los, do jeito que pode. Hoje, o projeto tem mais de 40 alunos. E não é fácil entrar para as aulas do mestre Juninho. Sempre preocupado com a vida dos alunos fora a capoei-

ra, é rígido nas regras do projeto, que inclui boas notas escolares. - Eles têm que estar indo para à escola, tirando nota boa. Quando se interessam, os pais vêm, preenchem uma autorização e aí o aluno começa. Mas tem que se dedicar e respeitar – disse. Após grande participação em eventos, o mestre Juninho sonha alto. Por meio de seus alunos, quer levar seu nome e a arte da capoeira para fora do país, mas sempre lembrando das suas ideias e origens. – Pretendo formar caSobre o Projeto Hoje a Associação atende mais de 40 alunos entre crianças e adolescentes, as aulas são ministradas em Escolas da Rede Pública em Rio das Ostras, para mais informações o contato do professor Juninho, telefone 22 99893-9556

Roberto Sales disponibiliza recursos para municípios do Noroeste e Região dos Lagos Atendendo a um pedido dos municípios do Noroeste e Região dos Lagos, o Deputado Roberto Sales (PRB-RJ), disponibilizou recursos para os municípios de Quissamã, Carapebus, Conceição de Macabu, Santa Maria Madalena, Trajano de Morais, Macaé (UFF, UFRJ e IFF), São Sebastião do Alto, Bom Jesus do Itabapoana (reforma do hospital público) e Casimiro

de Abreu (reforma do hospital público). Os repasses começarão a ser feitos a partir do mês de junho deste ano. Diante da crise que assolou o estado do Rio de Janeiro, municípios recorrem a medidas emergenciais e contam com o apoio de deputados para sanar crises financeiras. O deputado Roberto Sales destaca a importância da visita nos municípios e faz ques-

tão de acompanhar de perto as dificuldades enfrentadas. No ano passado, o deputado visitou o município de Quissamã, onde destinou emenda parlamentar de R$ 400 mil para a área de saúde. Já em Carapebus, o deputado foi recebido pela prefeita Christiane Cordeiro, que firmou parceria para investimentos nas áreas de saúde, mobilidade urbana e comunicação.


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TECNOLOGIA

Febre mundial, hoverboard chega na Região

O

s Hoverboards estão dominando o planeta. Quem não tem vontade de andar naquela prancha elétrica de duas rodas comandada pelos pés? A fascinação do momento conquistou até os famosos, como Snopp Dog, Justin Bieber, Neymar e Mike Tyson. Com design futurista, é possível controlar tudo com o movimento do próprio corpo, com um giroscópio ajudando a evitar quedas. O hoverboard, apesar de parecer, não é como os skates flutuantes do filme “De Volta para o Futuro”. O aparelho

funciona com um conjunto de motores elétricos e com um par de rodas, que fica em contato com o chão o tempo todo. A melhor forma

d e c o m preender como esse tipo de veículo opera é comparando com um segway, diciclo normalmente utilizado por seguranças em shoppings centers. A dife-

A competitividade dos smartphones

A LG promete surpreender com novidades em monitores este ano de 2018, aprimorando a experiência do consumidor com seus produtos. No último trimestre de cada ano, grandes marcas trabalham para o lançamento na maior feira de tecnologia global, a Consumer Technology Association - CES. São duas as apostas da LG: a nova tela em 4K HDR e um outro display 5K com formato ultrawide.

O primeiro modelo é direcionado ao público que preza por uma boa qualidade de imagem. Suas características são além de 4K, um monitor de 32 polegadas com tecnologia Nano IPS, atingindo 98% de escala de cor P3 e suporte HDR600. O preço ainda não foi divulgado. E pensar que a 20 anos atrás, os televisores continham apenas 3 cores básicas: vermelho, azul e amarelo.

rença entre os dois modelos é que no hoverboard não há uma barra central, usada para dar mais estabilidade e facilitar a condução do equipamento. Assim, o equilíbrio no hoverboard é mantido por um conjunto de

sensores, que lê a inclinação do corpo do usuário para interpretar seus comandos. Se você se inclina para a frente, a placa eletrônica interpreta que você deseja que os moto-

res movam a prancha para a frente. Se o corpo vai para trás, o movimento é de ré. Para vi-

rar, o procedimento

é

bem

simples e intuitivo: para ir para a direita, o condutor deve fazer pressão com o lado esquerdo do corpo. Isso vai fazer com que o conjunto giroscópio-placa eletrônica façam com que a roda esquerda acelere e a direita diminua de velocidade, fazendo a curva para a direita. Elétricos, os hoverboards funcionam à bateria e, na maioria dos casos, prometem au-

tonomia de até duas horas de uso. Quanto custa Apesar do enorme sucesso do veículo nos Estados Unidos, já é possível encontrar alguns hoverboards sendo vendidos no mercado brasileiro. Atualmente na Região dos Lagos, a RR Cell em Rio das Ostras, vende o aparelho por R$ 1.790,00, hoje disponível em diversas cores. É perigoso? Assim como um segway, uma bicicleta, um patins e um skate, é necessário que o usuário dedique um período de adaptação e aprendizado para dominar o hoverboard e prevenir acidentes.

O avanço do sinal digital Os antenados em tecnologia criam boas expetativas quanto a melhoria do sinal digital: o 5G deve vir ai! Embora alguns lugares ainda não

peguem o 4G, pesquisadores e executivos já trabalham no desenvolvimento e aprovam o padrão de hardware para o 5G.

Durante um encontro em Lisboa, os padrões de especificação técnica foram definidos para equipamentos e redes em 5G.

A previsão é que até junho de 2018 seja definido os padrões de substituição do 4G LTE e em 2019, os primeiros uso do 5G devem acontecer.


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ECONOMIA

Saiba quem pode receber o benefício assistencial LOAS

A

Previdência Social mantém um grupo de benefícios assistenciais a idosos com mais de 65 anos e pessoas que tenham deficiência, desde que a renda familiar, em ambos os casos, seja menor que ¼ do salário mínimo. Trata-se do Benefício de Prestação Continuada da Lei Orgânica da Assistência Social (BPC/Loas), no valor de um salário mínimo. Para ter direito ao benefício não é necessário ter contribuído para a Previdência. Para requerer o BPC/Loas, o cidadão deve agendar o atendimento por meio da Central de Atendimento 135 ou pelo site da Previdência Social.

No caso do benefício para os idosos, além do critério da idade (mais de 65 anos) e da renda (familiar inferior a ¼ do mínimo), o idoso deve ser de nacionalidade brasileira ou portuguesa, morar no Brasil e não receber qualquer outro benefício da Seguridade Social ou de outro regime, inclusive o se-

guro-desemprego. As exceções são os benefícios da assistência médica e a pensão especial de natureza indenizatória, que podem ser acumulados. Deficientes – Tem direito ao benefício os deficientes que têm impedimentos de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, que, de alguma forma, impedem

a participação plena na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas. A concessão do BPC para deficientes depende de avaliação da perícia médica do INSS. O requerente deve ser de nacionalidade brasileira ou portuguesa, morar no Brasil e não receber qualquer outro benefício da Seguridade Social ou de outro regime, inclusive o seguro-desemprego. As exceções são os benefícios da assistência médica e a pensão especial de natureza indenizatória, que podem ser acumulados. Para conferir a lista de documentos que os idosos e deficientes devem apresentar no dia do atendimento, acesse o site da Previdência.

Cresce número de consumidores que conseguem limpar o nome, diz SPC Brasil O número de dívidas regularizadas, calculado a partir das exclusões dos registros de inadimplência, cresceu 4,42% no mês de dezembro na comparação com o mesmo período de 2016. Trata-se da primeira alta do indicador para os meses de dezembro desde 2014, quando o crescimento fora de 12,11%. Os dados fazem parte do novo Indicador de Recuperação de Crédito lançado hoje pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), que permitirá acompanhar em todas as regiões, a evolução do número de consumidores brasileiros que deixam os cadastros de inadimplentes após

pagamento da dívida pendente. A pesquisa ainda revela que na comparação com novembro de 2017, o número de dívidas quitadas apresentou uma alta de 38% no mês de dezembro, influenciada, principalmente, pelas campanhas de recuperação de crédito e também pela injeção de capital extra na economia por meio do 13º salário e demais bonificações do período. Os brasileiros costumam limpar o nome também para voltar ao mercado de consumo, segundo o SPC Brasil. Em novembro de 2017 frente a outubro, o indicador também já havia apresentado uma alta elevada, de 11,98%, após três meses seguidos de retração. Entre as dívidas que foram regulari-

zadas no mês de dezembro, 45% são relativas a pendências com bancos, como dívidas no cartão de crédito, empréstimos, financiamentos e seguros. O segundo tipo de dívida que foi colocada em dia é com concessionárias de serviços básicos como água e luz, que representaram 21% do total das dívidas recuperadas no período. Veja dicas do SPC para regular dívidas: • I d e n t i f i q u e o tamanho da dívida: consumidor deve calcular exatamente o quanto deve. Se não souber ao certo, o recomendável é procurar os credores para descobrir; • Analise o quanto pode pagar por mês: saber o

quanto possui para negociar é fundamental ao discutir a dívida com o credor. Se o valor não for suficiente, vender algum bem ou procurar renda extra por meio de ‘bicos’ pode ser uma alernativa; • Aprenda a priorizar: as dívidas que possuem maiores taxa de juros deve e que implicam corte de serviços em caso de não pagamento devem ser priorizadas; • Negocie o valor da dívida de forma realista: assim como consumidor tem interesse em regularizar sua situação, o credor também quer reaver uma pendência. Por isso, vale a pena tentar negociar. Mas o consumidor só deve propor um acordo que ele consiga cumprir;

Foco na POLÍTICA Marcondes Genro

Congresso ignora eleitores ao desconhecer projetos com apoio popular Plenário do Senado, que pode ver o número de parlamentares cair de 81 para 54 caso proposta avance. O Congresso Nacional não tem dado muita atenção ao que pensam os eleitores. Ou, pelo menos, aos mais de 5 milhões deles que se manifestaram no Portal E-Cidadania, do Senado Federal. Prova disso é que as propostas com mais sinalização favorável no site – para reduzir o número de parlamentares nas casas legislativas e acabar com o auxílio-moradia de políticos e magistrados – nem sequer entraram em discussão no ano 2017. No topo das propostas está a de emenda à Constituição (PEC 106/15) que reduz o número de senadores em um terço e o de deputados federais em 25%. A matéria, que teve 1,7 milhão de apoiamentos, está parada com o relator Romero Jucá (PMDB-RR) desde março, na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado. Pelo texto de autoria do senador Tião Viana (PT-AC), o número de deputados federais cairia de 513 para 385 e o de senadores, de 81 para 54. O principal ganho seria a redução dos gastos públicos. Só de salário, cada um dos parlamentares custa aos cofres públicos R$ 33.763 por mês. Eles fazem jus ainda ao cotão parlamentar, que varia de R$ 30,7 mil a R$ 45,6 mil mensais para reembolso de despesas para pagar os funcionários comissionados do gabinete cada um tem direito a mais R$ 101,9 mil. Num cálculo simples, se a proposta fosse aprovada, a redução de 155 parlamentares representaria uma economia de pelo menos R$ 25,7 milhões por mês para os cofres públicos. A ideia de acabar com o auxílio-moradia para parlamentares e magistrados tem mais de 700 mil adesões, mas, apesar do apoio, também não foi para frente. Atualmente, além dos salários de R$ 33,7 mil, juízes, desembargadores, deputados e senadores recebem quase R$ 5 mil para pagar pela moradia, mesmo aqueles que têm casa própria. O clamor popular e diz que a vantagem “nada mais é, nos dias atuais, do que uma espécie de fraude e de ampliação irregular dos gastos públicos, bem como de aumento de privilégios daqueles agentes públicos, que já têm remuneração muito acima da dos brasileiros comuns”.


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Por: Drº Zilmar Freitas

Saúde Mental

Pensando sobre o suicidio a luz da psicanalise

T

emos sido informados pela imprensa em geral, de que casos de suicídio entre líderes religiosos têm ocorrido periodicamente. Com o avançar dos anos, a mídia, cada vez mais, publica histórias de perdas irreparáveis de líderes religiosos. Tais fatos, acredito que estão sinalizando para todos nós, que alguma coisa esteja errada e precisa ser corrigida. Então, vamos refletir um pouco sobre o tema. O Instituto Francis Schaeffer de Desenvolvimento de Liderança Eclesiástica (FASICLD – Francis A. Schaeffer Institute of Church Leadership Development) juntamente com o Instituto Fuller, inciaram em 1989 uma pesquisa com líderes religiosos (pastores) americanos e o resultado foi preocupante. “70% dos líderes religiosos lutam constantemente contra a depressão, 71% se dizem esgotados, 80% acreditam que o ministério de liderança religiosa afetou negativamente suas famílias e 70% dizem não ter um amigo próximo”. O suicídio é um fenômeno de enorme complexidade e há uma grande dificuldade em conhecer os determinantes de tal ato. A palavra suicídio é originária da expressão latina sui caedare que significa matarse, e sua primeira utilização data de 1717 (Ferreira, O suicídio, 2008). Embora haja um número considerável de estudos sobre o tema, ainda há muitos pontos obscuros, que precisam ser elucidados, além disso, o fato de alguém escolher dar fim à própria vida é algo que elicia nos humanos muitos

sentimentos desagradáveis, o que pode ser observado na dificuldade ao longo da história de se nomear adequadamente este ato, denotando o desconforto que este tema nos provoca (Meleiro, Teng e Wang, 2004). Segundo a Organização mundial da saúde (OMS) o suicídio é a 2° maior causa de mortalidade entre jovens de 15 à 29 anos e o Brasil já se encontra na 8° posição entre os países com maior incidência de suicídio. Rocha et. al (2007) chamam a atenção para o baixo número de estudos publicados sobre o tema no Brasil, apesar de sua relevância. Meleiro et. al. (2004) alertam para a importância do estudo do suicídio por parte dos profissionais de saúde mental, ao destacarem que cerca de metade dos psiquiatras e 20% dos psicoterapeutas perdem algum paciente ao longo do tratamento em função de suicídio, e embora saibamos não ser possível a prevenção de todos os casos, a morte de um paciente devido ao suicídio é um evento doloroso não só para os familiares, mas também para o profissional responsável. Talvez o ápice da falta de recursos para lidar com o sofrimento se afigure no ato suicida. Acredito que a psicanálise, sendo uma disciplina que desde seus primórdios, tem se ocupado dos problemas que dizem respeito à condição humana, tentando entender as causas do sofrimento à luz dos fenômenos psíquicos, pode nos oferecer grandes contribuições à compreensão desse fenômeno. Durkheim (O suicídio, 1973, p. 11) define o suicídio como “ato

de desespero de um indivíduo a quem a vida já não interessa” e “todo caso de morte que resulta direta ou indiretamente de um ato positivo ou negativo praticado pela própria vítima”. Ele acredita que se trata de um ato social. Vindo ao encontro dessa ideia, Freud (2010a) acredita que o sadismo (desejo de punição do indivíduo contra si mesmo) proveniente do estado de melancolia cause uma inclinação ao suicídio. A melancolia se manifesta na falta de interesse pelo mundo exterior e perda de autoestima “O quadro desse delírio de pequenez, é completado com insônia, recusa de alimentação e uma psicologicamente notável superação do instinto que faz todo vivente se apegar à vida. (FREUD, 2010a, p. 130) Ainda corroborando essas ideias, Cassorla (Considerações sobre o suicídio. 1991) afirma que o suicídio ocorre como consequência de vários fatores que se acumularam na vida de uma pessoa, e que de modo geral o indivíduo que põe fim à própria vida tenta fugir de um sofrimento insuportável e imagina que a saída é a morte. A causa mais comum noticiada para o suicídio de líderes religiosos tem sido a depressão associada a esgotamento físico e mental e, ainda, a solidão ou o isolamento por falta de amigos, as altas expectativas e cobranças do meio eclesiástico podem afetar a vida de um líder religioso. Para a instituição, muitas vezes, um líder religioso não pode estar estafado; caso esteja isso pode revelar que não

tem capacidade para cuidar de sua própria alma ou mesmo que não tem lido a Bíblia suficientemente ou até que vive uma espiritualidade decadente. Na verdade, tudo isso são pressões enormes sobre os ombros de um ser humano. A psicanálise deixa bem claro em sua teoria que “Viver implica sentir prazer e dor”. A ciência médica, bem como as terapias alternativas, hoje em dia, nos propõe alívio para qualquer dor física, principalmente através do desenvolvimento e o progresso da psicossomática. Quanto à dor psíquica, aquela angústia inerente às nossas perdas, frustrações, escolhas, imperfeições e limitações, a natureza nos dotou do sono para não termos que enfrentar a realidade o tempo todo, sendo que o sonhar nos ajuda a organizar e dar sentido às experiências prazerosas, enigmáticas ou dolorosas vividas durante o dia. Mesmo acordados não precisamos estar o tempo todo em contato com a realidade, podemos fantasiar, ou seja “sonhar acordado”. O suicídio acaba sendo para o indivíduo um sono sem sonhos do qual não se acorda jamais. Por isso também, a psicanalise afirma que o ato suicida não é voluntário, uma vez que outro caminho para a dor e a miséria não é visto. Desde então se conclui que o suicida não quer morrer, mas sim dar um fim a “dor psíquica”. Por quê isso acontece? Porque a capacidade para lidar com estes afetos dolorosos sem que o Eu se desagregue é extremamente variável entre as pessoas e também na mesma

pessoa ao longo da vida. Cada um comete o ato suicida por razões singulares: Vingança, raiva, autopunição, culpa, desesperança, vergonha, humilhação, inferioridade são estados afetivos comumente narrados pelas pessoas com ideias suicidas, mas sob estes subjazem outros que no momento não estão acessíveis à percepção da pessoa. Esses afetos vão se tornando intoleráveis, as ideias suicidas vão aparecendo, preparações para o ato começam a ser construídas e em determinado momento o controle egóico entra em falência e o ato ocorre. A psicanálise nos ensina que em todo evento psíquico há conflito, há dois lados: no caso do suicida é entre a vontade de matar o corpo e a vontade de sobreviver. O suicida espera que vá existir um “estado de não sofrimento”, quando na realidade não existirá “estado” nenhum, apenas um puro corpo morto. A lógica do suicida não é a lógica comum, mas para este faz todo o sentido. A pessoa deve ser levada a sério em suas ideias. Quanto antes estas forem identificadas maior é a possibilidade de ajudar a pessoa a se reconciliar com seu lado que quer sobreviver, dando significados que tornem suportáveis a dor de viver nesse mundo que ela quer deixar e, quem sabe, modificar sua convicção suicida. A partir daí, a prevenção procura o reconhecimento de práticas efetivas de intervenção como redutoras da mortalidade e da incidência de comportamentos suicidas. O psicoterapeuta precisa conciliar a im-

potência e onipotência, assumindo sua potência no processo psicoterapêutico a clientes que manifestam comportamento suicida. É necessário considerar o grau de letalidade e sofrimento psíquico, explorando os fatores de risco e proteção, investigando motivações para que o cliente possa se sentir vivo e assumir sua responsabilidade existencial. Além disso, o profissional que se dispõe a trabalhar com o comportamento suicida deve considerar que o trabalho deve ser interdisciplinar, ou seja, não se trabalha sozinho na lida do comportamento suicida, pois cada profissional agregará esforços para os cuidados daquele que não encontra mais sentido para continuar vivo. Partindo da premissa de que a pessoa não deseje a morte, mas viver de outra maneira, há de se destacar um último aspecto importante: a disponibilidade do psicoterapeuta, no sentido de colocar sua habilidade técnica à disposição e direcionar essa habilidade para dispor de amor, ternura, acolhimento e compaixão pelo ser humano que compartilha seu sofrimento provocado pelas adversidades que a vida lhe apresenta. A disponibilidade não representa garantia para salvar vidas, no entanto, demonstrar para qualquer um que ele é compreendido como outro diferente e humano faz diferença. O toque acontece somente entre humanos e, dessa maneira, a disponibilidade afetiva quanto ao cuidado pode oferecer a sensação de alívio para a solidão existencial e acalanto para o desespero.


Jornal dos lagos Edição 2  

Notícias de Rio das Ostras e região.

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