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Alfenas, sábado, 09 de novem bro de 2013

3 WALDIR DE LUNA CARNEIRO Teatrólogo

ARQUIVO - Am igos m e procuram e se lem bram de um a grav ação feita por Milton Barros: "Pipico", conto prem iado pela rev ista "Alterosa", ilustrado por Hélio Faria, que Walter Negrão, na TV Globo, transform ou na série "Caso Verdade", com o título de "A Grande Prom essa". O nov elista estev e dois dias em Alfenas e com ele discutim os aspectos da história que foi transm itida de 18 a 22 de outubro de l9 82. No elenco: Ney Sant´Anna (Pipico), Mauro Mendonça (Deputado Rubião), Maria Zilda (Margarida) e m ais um bom elenco. Segundo opiniões foi um a das m elhores histórias da série. O Jornal "O GLOBO", edição de 1 7 de outubro de 82 , anunciav a:- "Muitos são os sonhos de um jov em futebolista do interior. Para qualquer um deles, a cidade grande é a som a de v árias possibilidades: ascensão social, o dinheiro, o reconhecim ento, a fam a. "Pipico" era um grande craque e não tinha m uita v ontade de sair de sua cidade, até a passagem por lá do Deputado Rubião, que acenou-lhe com um contrato em qualquer clube do Rio. O tem po era de eleição e de Copa do Mundo. O jov em esportista tentou a sorte grande. Quem sabe até a seleção? Após m uitas peregrinações ao escritório do parlam entar, que já não se lem brav a m ais da prom essa, com eçou um a decadência progressiv a do jov em . Tentar m ais uma vez ou v oltar derrotado?"Durante algum tem po Souza Filho sugeria a possibilidade de repetir o dram a de "Pipico" na nossa TV, dependendo de um a autorização da Globo. Não conseguim os. NECROLOGIA - O hum orista Dino Segre, italiano, que escrev ia com o "Pitigrilli, cujos liv ros foram bestsellers na década de trinta, anotav a num de seus liv ros: -"Os hom ens ilustres têm um a antecipação do Além na estante dos necrológicos que existe em todas as redações dos jornais. O poeta nacional pode contar com um a página inteira; a grande atriz, com um a coluna; o general com oito linhas - um pouco m ais se participou de um a guerra; o escritor terá três colunas, se for estrangeiro; o nacional, dez linhas; três quartos de página, se ninguém o leu, quando v iv ia; se for um autor popular, a sua sepultura espiritual oscilará entre as dez e o silêncio."

ILMA MANSO VIEIRA - Bacharel em Filosofia mansur@pitnet.com.br

Relembrando o Colégio do Dr. Roque N. Tamburini - P

A RT E 2

Prosseg u indo na s lem br a n ça s dos tem pos do Colégio, cabe falar de algu ns professor es. De alg un s qu e for a m professor es lá a tr á s, dos m eu s irm ã os - e qu e n em sequer con h eci - e de pr ofessor es qu e ajuda ra m n a m inh a for m a ção. Pr ofessores Ca lafior i, A m élio Gom es, Ism a el Leit e do t em po dos m eu s irm ãos e, depois, o pr ofessor Ca r v a lh o (Apríg io de Ca rv alh o Jr .) con hecido e a dm ir a do pelo dom ín io do con h ecim en t o que tin ha da m a t em á tica e do por t u gu ês. Rigor oso, n ã o per doa v a a in disciplin a a lém de colocar a Ét ica acim a de qua lquer ou tr o pr in cípio. Foi u m ex poen te da in telig ên cia do Sul de Minas. Na Pra ça Dr . Em ílio da Silv eir a, ex Pr aça da Ba n deir a, on de ele m orou a v ida toda, está lá o seu bust ocom u m a pla ca de br onze a fir m an do a a dm ira çã o da cida de pelo edu ca dor qu e foi: "1 89 1 - 1 95 3 - Gr ande pelo saber e pelo m u it oque tr an sm itiu às su cessiv as g er ações em 40 an os de fecu n do m a g ist ér io. A gr at idão de Alfena s". Ou tr a m erecedor a de dest aque foi a pr ofessora D. Zizinha (Herm ín ia de Ca rv alho Mgn i). Ensin a v a o Fr an cês com u m a en erg ia, fir m eza e com petên cia qu e fa zia os a lu n os m a is t a len t osos pa r a est e idiom a a pr en der em o seu uso. Sem fala r n a perfeiçã o da spronu ncia s o qu e en ca n t a v a os a lu n os e os en chia de v aidade por est udar a língu a. D. Carm em Tam burin i, ensina v a Ciência , e t r a zia n o doce olh a r de m est r e u m ca rinh o m u it o especia l. Ela t ra nsm itia a r espon sa bilida de de m ã e qu e cuida e n ã o m edia esfor ço pa ra prepa -

ra r seus alun os. Ten ho por ela um agr adec im en t o e speci a l. Pr of . Rom eu V en tu reli, pr ofessor de Geog ra fia, t ra zia em seu sem bla n te u m a ser en idade im en sa . Mu it o qu er ido e o m a is idoso. D. Zin ica (Mar ia da Con ceiçã o Car v alho) foi ou t ra qu e m ar cou a lgu m a s gera ções. Lecion av a Geom etr ia e além do dom ínio que tinha da disciplina conseg uia con qu ist a r os a lu nos pela su a sim pat ia, doçura e sentidoh um an o. Ela n ã o se lim it a v a a ser a pr ofessor a de cer t a á rea do conh ecim en to. Ia a lém . Seu n om e é r esg at ado n as com em ora ções da cida de, especia lm en t e com o Hino a Alfena s, de su a aut oria. Hoje ele é ca nt ado nos ev en tos m a is sig nifica tiv os e qu an do o Cora l Hilda Fon seca se a pr esen t a , ca n t a sem pr e o Hin o a Alfena s. Ela era a figu r a en t usia sm a da que, por oca siã o de fest a s, selecion a v a os m elh or es a lu nos pa r a ca n t a r, decla m ar , discu rsa r, desfilar e os t r eina v a , en sa iav a e orient av a na direção do que dev ia ser feit o. E os r esu lt a dos er a m sem pr e excelent es. Er a D. Zinica ju nt ocom u m a com issão for m a da por alun os que or g an iza v am a s bela s festa s de form a tu ra . Ela pr epar av a o or ador e todos os det alhes, in clusiv e o ba ile. A s solenida des de for m a tu r a era m m ar cada s por dois ev en t os inesqu ecív eis. Pr im eiro v inha à ent reg a de cert ifica dos rea lizada n o im ponen t e Cin e A lfena s. T odos os a lun os v est idos a rig or . A m es a c ober t a de flor es e enr iqu ecida com a pr esen ça do Reitor

do Colég io, Pr ofessor es e a u t or ida des da cidade, conv ida dos e fam iliar es dos a lun os. Mom en to m u ito especia l qu e ficou m a rcado em ca da for m a ndo. Na a ber t u r a do ev en t o n o Cin e A lfen a s, a pós os discu r sos da s a u t or idades, ouv ía m os an siosos, o or ador da t ur m a que discur sa v a em n om e de todos os form a ndos. Mom en to de m u it a aleg ria na en tr eg a dos diplom a s. À n oit e, um ba ile de g a la n o sa lã o n obr e do Clube XV de Nov em br o, frequen t ado pela elit e de A lfena s. Er a D. Zin ica com a com issã o dos for m a dos qu e pr epar a v a o sa lã o com r equ in t e p a r a r e c e be r os c on v i da d os. O Pa ra n in fo er a o con v ida do de h onr a , escolhido pelos a lu n os. Er a sem pre u m persona gem de desta qu e de um gr an de cen t ro de ensino. D.Zin ica en sa ia v a a v alsa qu e ser ia da nça da , em pr im eir o m om ent o, com o Para ninfo e um a alun a que se dest aca v a no cu rso e qu e fosse a m elh or na da nça (pesinh o de v alsa). A V alsa Vien ense enchia o salã o e a a lu n a escolh ida com o seu pr im eir o v estido de ba ile, m uit o r odado, g ar bosa, len tam ente cam inhav a pelosalão ao en con t r o do Pa r a n in fo, e da nça v a m com o nos sa lões im per ia is da nobr eza do pa ssado. E o ba ile só t er m in a v a qu a n do os prim eiros r a ios do sol ilum ina v a m n o h or izon te. Com o é bom v olt ar a o passa do, v olt ar à t r adição, v olta r à h ist ór ia qu e foi nossa. Esta m os resg at an do os an os 5 0.

MÔNICA NAVES BARCELOS

Farmacêutica Bioquímica Mestrado - Univ ersidade Federal de Lav ras (UFLA) monicanav esbarcelos@y ahoo.com.br

A IGNORÂNCIA - Quando surgiu o liv ro policial e de av enturas, cham ado "O Código da Vinci", dois jornalistas de Minas, de certo renom e, se desm ancharam em elogios, pois para eles ali estav a um a nov a descoberta da pólv ora, ou seja, Jesus tinha se casado e ninguém sabia, nem Marcos, nem Mateus, nem João, nem Lucas. Os ilustres escrev inhadores nunca tinham ouv ido falar em exegese, que é, com o todos sabem , o conjunto de m étodos de interpretação com os quais são estudados as Escrituras para descobrir sua história e sua m ensagem . Os dois jornalistas em barcaram na canoa furada de Dan Brown que nada tem de culto, pois não é historia dor, não dev e sabe r heb raic o, ne m gre go, nem aram a ico e nem latim ; é u m professor de ing lês e ficcionista que esperav a ir na cola de Frederick Forsyth, Robert Ludrun, Ian Flem ing, cam peões de best-sellers, e conseguiu. Aqui nos lem bram os de Oscar Wilde na peça "A im portância de ser prudente." Lá pelas tantas diz um personagem que a ignorância pode parecer um a fruta exótica, m as se a tocarm os, ela apodrece. Goethe ia além : "Não há nada m ais terrív el que a ignorância ativ a."

O ABC da Hepatite: algumas considerações! Ao participar de um ev ento relacionado à saúde, m uitas pessoas m e questionaram sobre hepatite: O que é hepatite? Quais os tipos? Com o se adquire? Quais os sinais e sintom as? Com o prev enir? Como é o tratamento? A curiosidade da população é o m otiv o pelo qual abordo o assunto esta sem ana. O que é hepatite? A hepatite consiste em um a inflam ação das células do fígado. As células hepáticas são "atacadas" por v írus. Todav ia, a inflam ação pode tam bém decorrer do uso de drogas, com o o álcool. Quais os tipos? A hepatite pode ser classificada em A, B e C. Quais os sinais e sintom as? Sinal básico é a pele am arelada. Isso ocorre dev ido ao ac úm ulo de uma su bst â nc i a c h a m a da bilirrubina. Além disso, outros incluem perda da v ontade de se alim entar, sensação de fraqueza e cansaço, urina e fezes apresentam -se com

cores diferentes das norm ais (urina escura/fezes clar as). Porém , estes sinais e sintom as podem não aparecer. Portanto, cuidado! Aspecto que considero im portante destacar é com relação à grav idade da patologia. A hepatite pode se agrav ar e tornar-se um a cirrose. A cirrose prov oca a fal ên ci a do órg ão, re su lt an do e m consequências drásticas para nossa saúde: afeta nossa digestão, afeta a farm acocinética, ou seja, o cam inho dos m edicam entos em nosso corpo etc. Com o prev enir? A prevenção atrav és da v acinação faz parte do nosso calendário no caso de Hepatite A e B. Entretanto, para

o v írus que prov oca a Hepatite C ainda não há! Com o é o tratam ento? Quando a hepati te é diagnosticada, podem ser prescritos m edicam entos que im pedem a m ultiplicação do v írus causador. Para finalizar, as dicas são: *Se há o diagnóstico de hepatite (A, B ou C), conv erse com o seu m édico antes de realizar qualquer atividade física! *Atenção especial dev e ser dada às m anicures! Um "bife" tirado e que sangrou pode contam inar o alicate. A dica é fazer as unhas com pessoas de sua confiança ou lev ar seus próprios m ateriais!

EDIÇÃO COMPLETA - JORNAL DOS LAGOS - 09 DE NOVEMBRO 2013  

*Presidente da FETA é agraciada com medalha Ordem do Mérito Legislativo; *Corrêa acelera para o título europeu; *Movimento pede soluções par...

EDIÇÃO COMPLETA - JORNAL DOS LAGOS - 09 DE NOVEMBRO 2013  

*Presidente da FETA é agraciada com medalha Ordem do Mérito Legislativo; *Corrêa acelera para o título europeu; *Movimento pede soluções par...

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