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Alfenas, sábado, 09 de novem bro de 2013

17 PÉROLAS DO CLOVIS CLOV IS PEREIRA, Alfenense e professor em São Paulo-SP

DR. HÉLIO MOREIRA (*) O autor é alfenense, nasceu em Gaspar Lopese reside em Goiânia; é membro da Academia Goiana de Letras; da Academia Goiana de Medicina; Instituto Histórico e Geográfico de Goiás drhm oreira@gmail.com www.heliomo reir a.blogsp ot.com www.academiagoianad elet ras.org

BAÚ LITERÁRIO

Entrevistando um defunto O Dia de Fin ados foi com em or a do com o m a n da a lei do fig ur in o. Mu ita s flores, religiosos de v á rios cr edos 'v enden do o peixe', m a r ret eir os com er cia liza ndo v ela, flor , ch ur r asqu inh o, sor v ete, pipoca , bebida v a ria da , a qu ilo qu e observ a m os n a da t a em que se com em or a o Dia dos Mor tos. A nt es, dia 1 º, foi com em ora do pela ig reja ca tólica , o Dia de T odos os San t os. O v iv en t e qu e prom et eu saldar u m débit o n o 'Dia de Sã o Nu n ca ', o pr a zo foi esse; deix a n do pa ssa r , jur os e corr eçã o m on et ár ia com plicam o já com plicado dev edor e, seg un do filosofia do fin a do tio Onofre, 'Quem pede é por que nã o t em e nã o t en do, com o pa g ar á?' Est an do em v isit a a os pa ren tes e a m ig os, v isitei a reda ção do JL, cu m prim en tei Va ldir Cezá r io, Bor ba , A nder son que esta v am no ba t en te. Ou tr os colabora dor es n ão fora m encont r ados em su a s r esidências: Sa bóia, Wa ldir de Lun a Ca r n eiro e Ilm a . Nã o fa lt a r á oca siã o. Est iv e com pa dr e Hom ero e Dr. Eu clides Ma g alh ã es da Silv eira , pessoas qu e en obrecem o m ist er . Aprov eita ndoo em ba lo, resolv i da r um a cheg ada à cidade dos pés jun t os. Fui com un ica do sobre a inv a sã o de v ân dalos no con dom ín io da t ur m a que pa r tiu dest a pa ra m elh or , no t ra dicion al Cem itério da Saudade, ina ug ur ado em 1 91 3. Visit ei a capela , as alam eda s e out r os pon t os do con dom ín io da tu rm a. Notei u m a pequena desa v ença pr opor ciona da pelos v â n da los qu e, no m eu pont o de v ist a , dev eria m est ar no lu ga r dos m ort os, da ndo sosseg o a os v iv os, aos m ort os, v er da deir os don os do peda ço e a os qu e est ã o com dois ca rt ões am a relos. En tr ev ist ei u m defu nt o qu e g en t ilm ente atendeu m inha ligaçã oa tra v és do celular necrólatr a: - A lô, com qu em falo? Per gu nt ei. - Com o m ora dor da quadra..., esqu eci n úm ero, a ndo com a ca beça 'zu ada'. .., v ou receber v isit a da m inh a ex -m ulher, m in ha sog ra e de a lg un s cr edor es qu e dei o 'ca no', que m an da s? - Sou be qu e n a n oite do dia 1 3 /1 0 , a lg un s v ân dalos fizer am u m a v isita a div ersos condom ínios dest a qu adr a, der ru ba ndo im ag ens, quebr andoo que en con tr av a m pela frente... - Sim , foi um a zorr a t ota l. A cor dei assust ado com pr essão a lt a, t om ei a lg un s com prim idos de 'Propa nolol' que a in da m e r est a v a m , a pr opósit o, r et or na n do a dqu ir a u m a

DEIXE-ME CONTAR ENQUANTO ME LEMBRO!

Anotações no Diário da Santa Tereza Hoje, ant ev ésper a do Na tal de 1 99 5 , lev a n tei m a is cedo do qu e o cost u m e: 7 hor as da m an hã já estav a "in sta lado" n a m in ha ca deira de r ecost ar , coloca da na v ara nda da San ta T ereza. Há um âng ulo em qu e m e colocoque m e per m it e um a v isão pr iv ilegiada da repr esa; m eu ca m po v isu al at ra v essa, in icia lm en t e, os v ã os da s colu n a s da casa e desv ia de v á r ios ca u les de ár v or es est r a t eg ica m en t e loca liza da s n o plan o in clin ado da a la m eda , cont or na u m a escu lt ur a do ar t ista plástico e sobr et udo m eu am igo Xa v ier e se apr ox im a, sem g ra n de dificulda de, da s sua s m argens. Nesta "v ia gem ", v ejo pelo ca m inh o v ár ios ca nt eiros de flor es, dois pequen os lag os ar tificiais, um a pequena , in gên ua, porém eleg ante cascata, além de u m rega to t ort uoso que com u nica u m lag o com o ou t ro. Bem próxim o da ca sa h á um "ta bu leir o" depen du r a do em u m g a lh o de á rv or e; todos os dia s o jar din eiro João, a t en den do m in h as r ecom en da ções, coloca n este com edou ro im pr ov isa do, a lim en tos pa r a cen t en a s de pá ssar os que já se a costu m a ra m com a pen sã o gratuita. Nest e m om en t o, 8 a 1 0 pá ssa r ospr et os fa zem g r a nde a lg a za rr a , ch a m a n do m in h a a t en çã o, pa r ece qu e ag ra decendo m in ha hospita lidade. Se pr ocur o u m pou co m ais n o horizon te, v isu alizo, no ou t r o la do da r epr esa , u m ou t r o pequ en o bosqu e qu e pla nt am os, Décio e eu , h á m a is de cin co an os. Os ba m bu s loca liza dos à s m a rg en s da represa já adqu iriram post uras adu lta s, sua s centena s de g alh os dispu ta m , ent re si, a pr im azia de a lcan ça rem altu ra sm aiores, sobrepu jar em o v izin ho e, por con sequ ên cia , se fa zer em n ota -

dos com m aior fa cilida de. Há a inda o r eflexo das su as im a gens na ág ua clar a, im it andofant asm a sque se m ov im en t a m , sem est a rda lh aço, qua n do a br isa sopr a com gen t ileza a super fície do lençol de ág ua . A esta hor a da m an hã, um zéfiroque v inha da serr a, tr azia n o seu ra st ro um perfum e gen til qu e m eu olfat oident ifica a sua origem - açucen a. T en h o u m liv r o n a s m ã os, por ém , r elut o em a br ir su as pá gina s; recostom e com t ra nquilidade e pregu iça, est ico a s pern a s no sent ido do sol qu e in icia , com seu s r aios, a lam ber a v ar an da. Mom en to de qu ase n osta lg ia ! Recu so-m e a fech a r os olh os e con v er sa r com m in ha s in t rospecções. Não há com o deixa r de v iv er a plenitu de do m om en to de com u nh ão com a n atureza! Con v er so, em silên cio, com m eu bom a m igo Dr . Ur su lin o Leã o; t ent o, pela lem bra n ça da s leit u r as das sua s m a ra v ilhosas crôn icas, fazer um elo de

ligaçã oentr e a San ta Tereza e a sua ador ada Fa zen da Sã o João. Com o eu g ost a r ia de t er o poder de com u nica çã o qu e ele im pr im e aos seus escr it os pa r a poder t r a n sm it ir t oda em oçã o qu e sin t o n a m in h a r ela çã o com a Sa nta Tereza. "A g or a sã o ou t r os pá ssa ros qu e t om am con t a do pá t io. Peg o m eu lu ga r ju nt o a o t a m boril e os a g u ar do. Log o v êm . A m aior ia se ocu lt a n as á rv or es e com eça a ca nt ar . A lg u ns fica m passea ndo n a cu m ieir a do bar r acã o. Os dem a is v oa m da qu i pr a li, best an do. E ex ist em a qu eles qu e a pa r ecem sozin h os. Qu ase n ã o se not a qua n do ch ega m ... (Ursulin o Leã o, Pássa ros n a ta rd e: G r a n d e S e r t ã o, O Pop u la r , 1 1 .02.94)" Egoist ica m ent e m e sint o don o desta n atu reza, as flor es m e fita m e em br ia ga m m eu eg o, os pá ssa ros can t am só pa ra m im , o v ento bala nça asfolha s das á rv or es, pr ocur a n do, por ém , nã o fa zer m u it o ba ru lh o. Ben ditas h ora s na Sa nt a T er eza!

car t ela desse m edicam ent o. A gr a deço; pode ser gen ér ico. Ret or na n do, a lém de qu ebr ar em m u it a coisa e tira r o son o de algu ns colegu in ha s, ainda defeca r am por t odo lado, deixa ndo odor na da a gra dá v el; dev em hav er dev ora do u ru bu a o m olh o pa rdo! Fiqu ei t ra um at iza do, acredite. - O sen hor receber á v isita da ex-m u lh er ..., da sog ra , dos credor es? Seu t im e est á com pleto! - Sim ! Dig o ex-m u lher, dev ido ser n ov a , pouco u so, h er dar ca sa m obiliada , t elev isão, e ga r an h ões é o qu e n ã o falta m . Qua nt o à m in ha sog ra , est a sem pre m e t ir ou o sossego e a g or a, qu a ndo a par ece n o condom ínio dos pés ju nt os, sa i da fren te! Em v ezde rezar ou ora r, reclam a de a lg um as conta s de á gu a, luz e t elefon e qu e deix ei par a a dita cuja sa ldar . Pô, ela v iv eu algu ns an os na s m inha s costa s, qu e cu sta t ir ar a s con t as do 'g an cho?' E o pior : m ete o pau pr a t odo m u ndo de qu e eu deixei 'pa pa g aios' em div er sos botequ in s..., sogr a é fog o! Você tem sogr a? Perg u nt ou . - Nã o, m in ha sog ra faleceu após m eu casam en to. Ponderei. - Vá ter sor te assim n a China ! Jog ue na loteria que cr av ará n oprim eiro pr êm io! Ar gu m en tou. - Sou g ra to pela atenção. V ou in ter rom per a liga çã ocujos pulsos sã o car os, m a s deu pr a en tender. A propósit o, com o é a v ida a pós a m ort e? E a v ida neste condom ínio? Perg un tei. - A v ida após a m ort e é en ig m át ica ! Som os proibidos de com ent ar , senã o ning uém qu er m or rer e com o ficar á o planeta T err a? Dojeito qu e está, t á lot ado. Se t urm a 'e m birr ar ', lot a at é a o ta m po! Por isso, Deu s, à m edida qu e n a sce um , conv oca u m a lev a para dar espa ço senão... Apa reça qu an do pu der e n ã o se esqu eça de t r a zer os com pr im idos de 'Pr opan olol'! Gra to!

LUCIANA SIQUEIRA CARVALHO Professora de pintura ateliê ‘Fisarte’ blog: lumaosquefa zem.blogspot.com

Necessário vos é nascer de novo Nós fica m os m a is cr ist ã os n a m edida em qu e n os a pr ofu ndam os no conh ecim ent o das coisa s de Deus. No Ev an gelho de Joã o, cap. 3 , na rr a o encon tr o de Jesu s com Nicodem os. Lá, Jesu s ex plica a Nicodem os qu e er a m estr e e conh ecedor da pa la v r a qu e o Ev an g elh o pr ecisa v a ser r ecebido com o cora çã o e n ã o som en t e sob a lu z da r a zão. E Jesus lh e diz: "Necessá r io v os é n a scer de n ov o". E Nicodem os perg un ta : Com o eu sen do v elho, posso v olta r a o v ent r e de m inh a m ãe? Jesu s ex plica que "Necessár io v os é n a scer da á g ua e do espír it o". Qua ndo a in da bem pequena o am or de Deus cheg ou em m in ha v ida pela s m ã os dos m eu s pa is, pelo cu ida do e pa ciên cia qu e tinha m com igo, por qu e sem pre fui perm ea da por u m a sen sibilida de à flor da pele, e h oje v ejo qu e nã o er a pr ópr io som en t e da infâ n cia ou a dolescên cia, porqu e a t é h oje sou assim , e eu sofro e ch oro... e o A m or de Deus con tin ua ch eg an do at é m im por todos qu e m e cerca m , m a s qu e m e am am . Às v ezes, um olh ar , um a car in ha de at en çã o, u m cu idado... um car in ho, ou qua ndo pr ecisam de m im . Deu s m e a m a de m an eira ext r aordin ár ia e assim Ele segu e costu ran do m eus dias, t ra nsfor m a ndo m inh a hum an ida de. O olha r at en to dessas pessoas m e dá forças, m e m ot iv a e, com isso, t en h o a cer t eza qu e Deu s a g e em m in h a v ida diut ur na m ent e, em todas a s circun st ância s em que eu pr e-

ciso m e rein v en tar pra ser m elh or , "nascer de n ov o" da ág ua e do espír it o. Jesu sera u m r ev olu cion ário do seu tem po, m ultiplica v a os pã es, an da v a com os m a rg in a liza dos, cur av a os doent es, a nim a v a os desa nim a dos, olh av a pa ra os m iserá v eis e lhes dizia o qu an to era m im port an tes. Já com Nicodem os seu diá log o foi difer ent e, por qu e ele era u m conh ecedor da pa la v r a. Com ele, Jesu s ultr apassou o m u ro da s palav ra s. A ssim tem de ser conosco, qua ndo escu ta m os u m "Am o V ocê", que se for v erda deiro n os m ost r a qu e nã o esta m os sós, v a i além da spalav r as, t ra nscen de o m u ndo g ra m at ical e m erg ulha n o in fin it o do sen tim ent o. Porqu e se v ocê pr ecisa r desse a m or , ele precisa ser ca paz de: cuida r de v ocê, t oler a r seu s em bu rr ecim en tos, en t en der seu can saço, te deixa r em paz qu a ndo v ocê qu iser o silên cio com o com pa nh ia ... O m istér io da t ot a lida de da s pa lav r as, lev a u m t em po par a ir se desdobr an do. A m ar é liber da de e pa r a ser liv r e eu preciso n ascer de n ov o t odos os dia s. Deu s pr ecisa n os liber t ar dia ria m ent e porqu e no dia em qu e n os sen t ir m os pr on t os, esta r em os sen do escr a v os de n ós m esm os. Se o Deu s que eu a m o e m e a m a t a m bém nã o m odifica r quem eu sou , o m u ndo est á socializa ndo a s escra v idões em mim. Qu e v ocê per m ita qu e Deu s t e fa ça n ov o t odos os dia s, par a ser de fat o liv r e e feliz.

EDIÇÃO COMPLETA - JORNAL DOS LAGOS - 09 DE NOVEMBRO 2013  

*Presidente da FETA é agraciada com medalha Ordem do Mérito Legislativo; *Corrêa acelera para o título europeu; *Movimento pede soluções par...

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