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MAIO 2010

ANO 9 . N° 102 . Distribuição gratuita e dirigida a síndicos e administradores de condomínios . Região Metropolitana de Florianópolis, Balneário Camboriú e Itapema . MAIO 2010

Soluções para atenuar o barulho A construção civil evoluiu com as tecnologias que tornaram as construções mais leves, sem perder a resistência. Porém, pouco se levou em conta na questão acústica. O resultado é que os ruídos se tornaram os principais causadores de confrontos entre os que vivem em condomínio. Mas nem tudo está perdido: novos conceitos chegaram para garantir conforto acústico. Entre eles a norma de desempenho de edifícios, que entrou em vigor em 12 de maio.

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Justiça decidirá salário dos trabalhadores 03

Prós e contras de contratar moradores 04

Use o gás com segurança 07

Síndico cidadão

Gestores se unem para ajudar a comunidade 08 e 09

Soluções para vencer os vazamentos 16


O Jornal dos Condomínios sempre acreditou no papel do síndico como uma força social, que vai além das fronteiras dos edifícios. Uma liderança que pode melhorar o condomínio onde vive e o seu entorno. Mas para isso a união é imprescindível. Há exemplos de representantes engajados nos Consegs (Conselhos Comunitários de Segurança), alguns fazem parte dos sindicatos do setor e grupos de síndicos, que trabalham em conjunto para encontrar soluções para os principais desafios dos condomínios e da sociedade. Tomando frente em ações de melhorias de praças e avenidas, com recursos próprios ou por meio de pressão ao poder público, que deveriam escutar

mais estas lideranças, que se levantam como vozes cidadãs e representam um importante segmento da sociedade: o grande número de pessoas que vivem em condomínios. Afinal, esses gestores são chamados a resolver todo e qualquer | Em Balneário Camboriú, Jornal dos Condomínios participa da reunião problema em seus condomínios, e vivem do grupo de síndicos na pele os problemas de suas ruas, bairros e cidades. O Jornal dos Condomínios vem acompanhando o despertar dessa consciência que nasce entre os representantes de condomínios e participou de reuniões de grupos de síndicos tanto em Florianópolis quanto em Balneário Camboriú para mostrar seus trabalhos e evidenciar essa | Editora da publicação com Associação dos Amigos da Praça Celso força cidadã. Angela Dal Molin

Ramos

Jornal dos Condomínios (48) 3028 1089 Angela Dal Molin Coord. Administrativa e Editorial jornaldoscondominios@yahoo.com.br Jornalista Responsável Roberta Kremer | SC 2598 JP Comercial Rui Silva (48) 9123 8040 Diagramação: Matronix - (48) 3245-2896 Revisão Chris Royes Schardosim Estagiário Vinicius Koch / Criação Ilustrações Ramon Rodrigues (48) 8431 1503 Impressão GRUPO RBS Tiragem Comprovada Nesta Edição 11.000 exemplares

Estou muito satisfeita com o jornal dos condomínios que recebi no último mês. Gostaria de parabenizá-los. Tenho uma dúvida e gostaria de saná-la com vocês. - É pertinente a cobrança de tarifa mínima de água por unidade condominial? Síndica Aline /Baln. Camboriú - SC

Prezada síndica, Com relação à cobrança de taxa mínima de água por unidade condominial, já se encontra pacificado através de diversos casos julgados no Superior Tribunal de Justiça que “nos condomínios em que o total de água consumida é medido por um único hidrômetro, é ilegal a cobrança de tarifa mínima com base no número de economias, sem considerar o efetivo consumo de água”. Neste caso, a cobrança de taxa mínima por unidade individual se revela ilegal por parte da concessionária, sendo possível ao condomínio pleitear na Justiça a mudança da forma de cobrança e a restituição dos valores que, eventualmente, tenham sido pagos a mais nos últimos 05 (cinco) anos. Atenciosamente, ALBERTO LUÍS CALGARO OAB/SC 18.069 Fábio De Carli & Advogados Associados S/C

Bom dia. Solicito resposta considerando as seguintes informações: porteiro noturno contratado pelo condomínio; 08 anos de vigência do contrato ; nenhuma falta grave anterior; constatação de negligência nas suas atividades por dormir durante seu turno (advertência por escrito); falta não justificado ao trabalho por um dia (advertência por escrito); atrasos no início do turno sem justificativa ao síndico, provocando prorrogação de horário do porteiro diurno (advertência). Existe amparo legal para a dispensa por justa causa? Quais procedimentos legais o condomínio deve adotar para esta dispensa, sem provocar uma disputa jurídica? Qual sua orientação sobre este assunto? Muito obrigado pela sua atenção. Síndico Gentil / Florianópolis

Prezado Síndico, Sobre a questão apresentada, de dispensa por justa causa, posso garantir se tratar de um assunto deveras delicado. Primeiramente, porque o ônus da dispensa por justa causa é do empregador. Isso significa que a matéria de fundo deve ter sido reunida de modo a poder provar o motivo da dispensa para um juiz na causa trabalhista. Outro detalhe é que a dispensa por justa causa normalmente

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torna-se um atrativo a mais para o ingresso no Judiciário, ao contrário do que a maioria dos empregadores pretende. As causas de dispensa por justa causa estão delimitadas na legislação, artigo 482 da CLT, e são taxativas, o que não comporta interpretação extensiva e são: Ato de Improbidade, Incontinência de Conduta ou Mau Procedimento, Negociação Habitual, Condenação Criminal, Desídia, Embriaguez Habitual ou em Serviço, Violação de Segredo da Empresa, Ato de Indisciplina ou de Insubordinação, Abandono de Emprego, Ofensas Físicas, Lesões à Honra e à Boa Fama, Jogos de Azar e Atos Atentatórios à Segurança Nacional. Para que a justa causa se configure é necessária a presença dos seguintes elementos, de forma cumulativa: gravidade, atualidade e imediação. Não pode haver dupla punição (aplicação de advertência e, após, pretender aplicar a justa causa pelo mesmo motivo). Dessa forma, a aplicação de justa causa é assunto que deve ser tratado com muita seriedade e segurança. Na dúvida, demite-se sem justa causa o empregado que não mais vem contentando os proprietários. E, por fim, a maneira mais segura de prevenir ação trabalhista é honrando com os direitos durante a duração do contrato, e guardando os respectivos documentos, sempre orientados por profissionais da área afim, porque o direito de acesso ao Judiciário e de ação é constitucio-

nalmente garantido e não há como ceifá-lo. Atenciosamente, Marina Zipser Granzoto OAB/SC 16.316 / (48) 3228 2300

Circula na Grande Florianópolis, Baln. Camboriú e Itapema Entrega gratuita e dirigida Os artigos publicados com assinatura não traduzem necessariamente a opinião deste jornal.


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Patronais e trabalhadores não entram em acordo

Sindicatos não fecharam convenção e reajuste salarial será decidido na Justiça

| Rogério Manoel Corrêa presidente do SEEF

Diferente do último ano, quando pela primeira vez o setor condominial conseguiu realizar a convenção coletiva de trabalho, agora quem decidirá o reajuste salarial dos funcionários de prédios da Grande Florianópolis será a Justiça, por meio de dissídio coletivo. A tentativa de um acordo foi fracassada. Entre as reivindicações do Seef (Sindicato dos Empregados em Edifícios de Florianópolis) na fase final de negociações estavam reajuste de 10 %, ampliação da licença maternidade de 120 para 180 dias e o direito a vale alimentação no valor de R$ 6 ao dia. Segundo o presidente da entidade, Rogério Manoel Corrêa, o valor do reajuste levou em conta a inflação entre maio de 2009 e abril de 2010 apontado pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), que chegou a 5,49%. Outro fator base foi a lei do salário mínimo estadual, sancionada ano

passado pela Alesc (Assembleia Legislativa de Santa Catarina). A medida fixou o piso dos trabalhadores em edifícios em R$ 679. Atualmente os funcionários têm o piso de R$ 615, menos os zeladores que recebem R$ 785. Mas é importante lembrar que a lei só é aplicada às categorias que não contam com convenção, diferente da realidade da região. De acordo com o Sindiconde (Sindicato dos Condomínios de Santa Catarina), com jurisdição na Capital, São José, Palhoça e Biguaçu, as reivindicações são impraticáveis. “Condomínio não é uma empresa. Não visa lucro, são moradores que pagam os salários. É um pedido de aumento muito alto. Então vai para dissídio”, disse o presidente Alfred Heilmann. O Sindiconde propôs um reajuste salarial de 6%. Sobre o vale alimentação,

o sindicato patronal afirmou que garantisse que todos os prédios pagassem o benefício de R$ 6 diário. O Sindiconde destaca que existem condomínios que pagam até R$ 12, mas não poderia determinar que todos arcassem com o tíquete, “pois seria decretar a falência dos menos abonados. O Sindiconde entende que tal valor deve ser livre para cada condomínio”. Já o presidente do Seef resume que as reivindicações são apenas

medidas para garantir a dignidade do trabalhador. “Um aumento de 6% não alcança nem mesmo o piso regional. O aumento real, fora a inflação, é insignificante. Nesta semana (de 24 a 28 de maio) vamos levar a pauta de reivindicação para a Justiça do Trabalho fazer o dissídio”, informa Rogério. Mesmo se o resultado sair após o final do mês, o dissídio coletivo é retroativo a maio.

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E vivam as diferenças! A questão da acessibilidade está em pauta nas empresas, em projetos urbanísticos e até no desenvolvimento de sites. Admitir, reconhecer e mais ainda, respeitar a condição diferenciada de pessoas com necessidades especiais é mais do que uma obrigação: é uma questão de cidadania. A legislação obriga os cond o m í n i o s a g a ra n t i r e m a acessibilidade dessas pessoas nas áreas comuns, que devem ser transitáveis para uma cadeira de rodas, equipamento funcional também para idosos. Construção de rampas e adaptação de elevadores devem fazer parte do planejamento dos projetos de engenharia ou ainda, das alterações implementadas pelos administradores. Vale a pena salientar que muitos de nós poderemos, a qualquer momento e por ação do acaso – um acidente, por exemplo – precisar utilizar esses recursos. Por força da lei ou por espírito cidadão, é muito bom morar num local onde as diferenças são respeitadas e levadas a sério. É aprimorando nosso olhar para o diferente que crescemos, pois a diversidade garante a tolerância e a flexibilidade necessárias para a cultura de paz. A GoSoft Informática lida com tecnologia. Há 25 anos desenvolve os mais completos softwares para administração de condomínios. E nunca nos esquecemos do nosso objetivo final: sem sombra de dúvidas, contribuir para a qualidade de vida das pessoas que decidem compartilhar seu local de moradia ou de trabalho. De todas as pessoas. Porque sabemos que conviver com o diferente, nos transforma e, é claro, nos faz melhores. Catia Tamanini Diretora


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Vale a pena contratar moradores?

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Síndicos contam suas experiências em lidar com trabalhadores que residem no prédio

ontratar moradores para serem funcionários do condomínio pode ser interessante, afinal não é necessário disponibilizar vale transporte e a pessoa é conhecida, ou seja, de mais confiança. Porém essa prática nem sempre funciona, pois a intimidade pode trazer prejuízos também. Pode ocorrer do empregado não corresponder às responsabilidades a ele atribuídas ou fazer o serviço da forma que bem entende, com a prerrogativa de saber que aquele espaço também é seu. Desavenças envolvendo trabalhadores que vivem no condomínio já chegaram à violência. É o que ocorreu no residencial Coqueiros, na Capital. Assim que o síndico Ailton Fernandes foi eleito para gerenciar o condomínio, há um ano e meio, ele não ficou satisfeito com o trabalho de um dos funcionários do setor administrativo, que era filho de um condômino. “Ele vinha na hora que queria. Misturava assuntos do condomínio com o trabalho. Não respeitava as minhas orientações”, conta. Em uma assembleia, Fernandes pôs em pauta a demissão do empregado. Houve resistência dos familiares e o trabalhador o agrediu na própria reunião. Mesmo com as ameaças, Fernandes não voltou atrás. Demitiu o homem e contratou uma pessoa externa ao prédio. Depois do episódio, “aqui não trabalham mais moradores”, garante o síndico. Há apenas dois meses na função de síndico do Conjunto Habitacional Praia Comprida, em São José, Adelar Espíndola da Rosa passa por situação semelhante. Cinco dos sete trabalhadores vivem no condomínio. “É complicado porque ao mesmo tempo em que são condôminos, são trabalhadores. Acabam comentando sobre o dia a dia dos outros que vivem no condomínio. Têm coisas que precisam ficar no sigilo”, destaca. Para delegar tarefas também não é fácil. Segundo Espíndola da Rosa, têm funcionários que se acham no

direito de fazer o serviço do jeito deles e costumam chegar atrasados. A saída será buscar a terceirização, mas a medida ainda precisa ser aprovada em assembleia.

| Síndico Adelar Espíndola da Rosa

Mas nem todos os condomínios sofrem problemas ao adquirir os serviços de um morador. No residencial Normandie, em Florianópolis, os moradores não estavam satisfeitos

| Síndico Newton Rodrigues

com a limpeza feita por empresa terceirizada. Uma das conselheiras já tinha realizado os serviços gerais do condomínio e fez um bom trabalho. Quando o síndico Newton Rodrigues assumiu, esta moradora foi convidada para retornar à função. “Ela é muito caprichosa, não preciso nem dar as tarefas, pois é proativa e prestativa. Não mede esforços para ajudar o condomínio”, ressalta. Para fazer uma boa escolha de profissional, Rodrigues recomenda verificar se a pessoa é comprometida e responsável. Dessa forma, não tem como dar errado, sendo morador do condomínio ou não.

Para o síndico não ir contra as leis, deve ter conhecimento de que é “uma relação jurídica entre empregado e empregador, onde ambos são titulares de direitos e deveres recíprocos, com princípios e regras regulamentadas pelo Direito do Trabalho”, observa Gerent. Se for preciso dar alguma penalidade ao funcionário, o advogado lembra que o poder de punição do empregador “não deve se distanciar do princípio da boa fé e proporcionalidade, para que se alcance o fim pedagógico perseguido. O empregador tem a obrigação não só contratual,

mas social de respeitar os direitos do trabalhador”, destaca. Se o condomínio sofrer muitos problemas com empregados moradores e quiser delimitar a contratação para pessoal exclusivamente externo ao prédio, a possibilidade é constar a decisão no seu regramento. “O condomínio pode restringir, ou não, a contratação de condôminos como empregados do prédio, desde que haja previsibilidade de suas obrigações e deveres e características do trabalho realizado em convenção ou regimento interno”, observa.

O que diz a lei Não existem empecilhos legais para a contratação de moradores para ocupar funções como porteiro e pessoal de serviços gerais em condomínio. É o que aponta o diretor geral da Asat/SC (Academia Superior da Advocacia Trabalhista), Allexsandre Gerent. Segundo ele, o síndico tem poder de admitir e demitir, fixando as atribuições. “O serviço necessariamente tem de ser subordinado, qual seja, o empregado não tem autonomia para escolher a maneira como realizará o trabalho, estando sujeito às determinações do empregador”, explica.

Vigência ou não da Lei de Condomínio Com a entrada em vigor do Código Civil em 2002, este passou a tratar acerca do agora chamado “condomínio edilício” através dos artigos 1.331 a 1.358. Porém, mesmo nos dias atuais, muitas pessoas permanecem na dúvida se a Lei de Condomínio (Lei n.º 4.591/64) continua valendo ou não. Uma pequena parte dos juristas, ao contrário do meu entendimento, declaram que estão revogados integralmente todos os 27 primeiros artigos da Lei de Condomínios, já que o Código Civil trata de todos os assuntos que antes estavam na citada lei. Neste sentido entendem os renomados juristas Pedro Elias Avvad, J. Nascimento Franco, Sílvio de Salvo Venosa, Fábio Ulhôa Coelho, Américo Izidoro Angélico, entre outros. Todavia, uma outra parte dos juristas que escrevem sobre o tema condominial entende que permanecem em vigor partes da Lei de Condomínio, haja vista que o Código Civil não trouxe a especificação expressa de revogação da citada lei e, também, porque os assuntos do “novo” Código Civil não estão conflitando com a lei anterior. Fazem parte desta turma de juristas Washington de Barros Monteiro, Thelma Araújo Esteves Fraga e Cleyson de Moraes Mello, Antônio José Ferreira Carvalho, Carlos Alberto Dabus Maluf, Luiz Edson Fachin, César Fiúza, Silvio Rodrigues, entre outros. De minha parte, nobre leitor, entendo conforme o parágrafo anterior e friso que continuam em vigor os seguintes artigos da Lei de Condomínio: § 2º do Art. 10 (100% de quorum para alteração de fachada); Art. 23 (obrigatoriedade de criação do Conselho Consultivo); § 2º do Art. 24 (oito dias para divulgação aos moradores daquilo que foi deliberado na assembléia) e; § 4º do Art. 24 (possibilidade do voto do inquilino nos assuntos que não envolvam despesas extraordinárias). Todos os demais assuntos devem ser tratados pelo Código Civil. Walter João Jorge Jr., Síndico, Empresário, Bacharel em Direito, Diretor Jurídico da Pereira Jorge Contabilidade Ltda.


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Use o gás com segurança

PONTO DE VISTA

As Procurações em assembléias Condominiais Segundo o artigo 653 do Código Civil, “opera-se o mandato quando alguém recebe de outrem poderes para, em seu nome, praticar atos ou administrar interesses. A procuração é o instrumento do mandato”. Nas assembléias gerais de condomínios, sempre aparece alguém com procuração e a apresenta no momento em que assina o Livro de Presenças. E existe muitas dúvidas sobre esse tipo de procuração, sendo a mais comum, se ela precisa ter a firma reconhecida ou não. A procuração deve sempre ser outorgada por um condômino (proprietário promitente comprador ou cessionário de direitos relativos às unidades autônomas), a qualquer pessoa capaz de direitos e deveres na ordem civil, não importando se é condômino ou não. Pode ser outorgada por instrumento particular ou público e deve conter a qualificação do outorgante e do outorgado, o objetivo e a extensão dos poderes conferidos (representar o condômino em uma única assembléia ou em várias, por tempo indeterminado, para votar determinada matéria ou todos os assuntos constantes da Ordem do Dia, etc.) e, no final, o local, data e assinatura. A assinatura não precisa ser reconhecida, salvo se a convenção exigir. Se mais tarde descobrirem que era falsa, pode-se anular a assembléia ou a deliberação em que a procuração foi utilizada, desde que o voto importe em alteração da decisão assemblear. A convenção também poderá limitar o número de procurações que alguém poderá ter (e é recomendável que assim seja) para evitar abusos. O síndico não poderá usar procurações de outros condôminos para votar em assuntos que lhe digam respeito. Por exemplo, não poderá

aprovar suas próprias contas. A procuração cessa, como prevê o artigo 682 do Código Civil, com a sua revogação ou renúncia, com a morte ou interdição de uma das partes, pela mudança de estado que inabilite o mandante a conferir os poderes ou o mandatário para os exercer, pelo término do prazo (se ela foi outorgada com prazo determinado) ou pela conclusão do negócio (se foi outorgada para uma única, ou para determinadas assembléias). O Jurista J. Nascimento Franco, no seu livro “Condomínio”, publicado pela Editora Revista dos Tribunais, faz importantes observações a respeito da procuração, que merecem serem transcritas: “Outra medida salutar é a proibição de ser constituído procurador o síndico ou membro do Conselho Consultivo, bem como seus parentes próximos. Igualmente deve ser vetada pela convenção, ou de qualquer modo evitada, a outorga da procuração a empregado do condomínio, pois, como subordinado de todos os co-proprietários, sua presença representando um condômino quebra o princípio de hierarquia, que o impede de deliberar contra seu empregador (o condomínio) em caso de conflito com seu mandante, assim como qualquer matéria referente às relações com os empregados submetida à Assembléia. Inúmera hipóteses idênticas podem ocorrer, mas apenas essas já são suficientes para realçar a inconveniência de se outorgar procuração a empregado do edifício para representar o mandante na Assembléia Geral”. Daphnis Citti de Lauro, advogado, é autor do livro “Condomínio: Conheça Seus Problemas” / e-mail: dclauro@aasp.org. br e www.declauro.com.br Artigos para esta coluna: 2.700 caracteres jornaldoscondominios@yahoo.com.br

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O síndico deve garantir a manutenção e inspeção do produto, pois se o sistema for mal cuidado, o condomínio estará em perigo

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eja na central ou no aquecedor de água, os cuidados com o GLP (Gás Liquefeito de Petróleo), conhecido como gás de cozinha, são indispensáveis. O síndico deve garantir a manutenção e inspeção, pois se o sistema for mal cuidado, o condomínio estará em perigo devido a maior facilidade de ocorrer vazamentos. A escolha de uma empresa que apresente qualidade na prestação de serviços trará mais sossego ao gestor condominial e às famílias que moram no prédio. É preciso vistoriar periodicamente as tubulações, locais de armazenamento, reguladores de pressão e válvulas de bloqueio. As conexões merecem observação especial, pois são os locais onde mais ocorrem vazamentos. Se houver ferrugem aparente deve ser contratada uma empresa especializada em manutenção. É importante não utilizar veda roscas e não tapar as adequações ambientais. Ao contratar uma empresa para fornecimento e manutenção da central de gás, o diretor da Tubo Gás, situada em São José, Cristovão Antônio Goedert, recomenda aos síndicos que verifiquem se a organização tem registro junto ao Crea (Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura) e conta com engenheiro responsável. “Dessa forma, caso ocorra algum sinistro poderá reclamar ao conselho, que tomará suas providências”, explica. Também

é importante exigir uma relação de clientes para consulta dos serviços prestados e abastecer com companhias que prestam assistência técnica 24 horas. Assim, se houver vazamentos, o síndico pode acionar o serviço imediatamente. Entre os cuidados com a central de gás, Goedert alerta que não pode ser armazenado com outros produtos. “Tem pessoas que costumam usar a central como depósito e guardam até tinta, um produto inflamável que aumenta os riscos de incêndio. Outro objetivo de deixar o espaço livre é evitar obstruções para fechar o registro em caso de emergência”, descreve. Os botijões de gás de 13 quilos são um perigo dentro dos apartamentos. Mesmo que não seja obrigatória a central de gás em condomínio, muitos prédios antigos ainda utilizam essa forma de abastecimento. Nesse caso, Goedert salienta que é preciso verificar a validade do regulador e da mangueira e sempre comprar botijão com boa aparência. “Se estiver com um aspecto de muito usado e enferrujado pode estar com problemas de corrosão e causar vazamento que ponham em risco o condomínio”, observa. Os aquecedores de água a gás também merecem atenção. Conforme os manuais de instruções de fabricantes e as normas da ABNT (Associação Brasileira de Normas

Técnicas), deve ser feita manutenção preventiva rigorosa a cada 12 meses para aquecedores com acendimento automático e a cada seis meses para os que têm chama piloto (acendimento manual). De acordo com o gerente técnico da empresa Aquecelares Aquecedores, Marcos Aurélio Pereira, a manutenção é necessária porque o aparelho perde o lubrificante no êmbolo por causa da passagem da água. “Entre as medidas, tem que ser colocada uma graxa para não romper a sua borracha. Sem manutenção, pode romper a saída da água quente”, explica. Pereira lembra que é obrigatório o aquecedor ficar na área de serviço para garantir a segurança dos moradores. A falta de manutenção pode travar a válvula de gás e o aparelho ficar ligado. “Então começa a derreter a câmara de combustão, o equipamento não vai desligar e continuará funcionando, podendo pegar fogo”, explica. “É mais seguro e econômico do que o chuveiro elétrico, mas tem que seguir as regras. Em hipótese alguma se deve deixar papel, pano ou detergente embaixo ou próximo ao aparelho, sob risco de incêndio”, acrescenta.


ESPECIAL

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Síndico cidadã | Em Balneário Camboriú, grupo de síndicos começou a se reunir este ano

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er síndico pode ultrapassar as fronteiras do condomínio e ir além, em um trabalho de cidadania na busca por melhorar o entorno de onde vivem os moradores do prédio que administra. Tanto em Florianópolis quanto em Balneário Camboriú há gestores condominiais que perceberam que podem muito mais e se lançaram no papel de lideranças comunitárias, unindo forças em grupos de síndicos. O que buscam? Desde alcançar maior segurança para a sua região até a revitalização de praças. Na Capital, a Associação

de Moradores e Amigos da Praça Celso Ramos, fundada em 2007, hoje conta com a participação de 23 condomínios. Uniram-se para melhorar a praça, com 11.803 m², localizada na avenida Beira-mar Norte. A falta de manutenção trazia riscos para quem usava o espaço. No local onde fica o parquinho infantil, por exemplo, se formava uma piscina de água suja da chuva, com perigo de contaminação pelas fezes de animais e urina de rato. Após três anos de negociações, no ano passado a prefeitura realizou a reforma da primeira parte, equivalen-

| Síndico Homero Franco, presidente da Associação de Moradores e Amigos da Praça Celso Ramos

| Newton de Carvalho “Buscamos pensar coletivamente como cidadãos”

te a um terço do total. Um investimento de R$ 145 mil. Agora em maio, o prefeito Dário Berger está para assinar o edital da segunda parte da obra. Serão colocados três quiosques para revistarias e

sede da associação. Também serão instalados banheiros. “Nosso objetivo era revitalizar a praça, mas a partir das reuniões encontramos outras demandas, como problemas de segurança e a

Adelante, Empresa pioneira no ramo de cobrança de taxas de condomínio na grande Florianópolis, comemora 19 anos ao lado dos síndicos. Uma empresa reconhecida no mercado pelos serviços prestados com excelência ao setor condominial. Ao longo desse tempo, a empresa foi agraciada com diversos prêmios, dentre os quais vale destacar o da Qualidade Catarinense 2008/2009 na categoria Estadual – Cobranças de Condomínio. Em 2008, a organização também foi condecorada com o troféu Top de Marcas na região da Grande Florianópolis. Assim, no fechar de mais um ano de atividades agradece aos amigos, clientes e parceiros que, durante toda a jornada, acreditaram no nosso trabalho.

necessidade de socializar os moradores “, diz o presidente da associação, Homero Franco, síndico do condomínio Gramado dei Fiori. O exsíndico do residencial Ipuã, Newton de Carvalho, observa que justamente será a praça que ajudará a unir os moradores da região. “A ideia é fazer shows, trazer orquestras e teatro ao local. Buscamos aqui pensar coletivamente como cidadãos”, comenta. Os gestores condominiais também ajudaram a salvar a praça da insegurança. Lá ocorria tráfico de drogas e assaltos. “Instalamos cinco

câmeras de vigilância, que o próprio grupo mantém com a mensalidade dos associados”, conta o síndico do condomínio Genéve Lousanne, Lúcio Diniz. A associação também focou na busca de soluções em conjunto para problemas em comum nos condomínios. “Trocamos experiências e negociamos produtos e serviços com empresas que querem fornecer para todos com um preço melhor do que os praticados no mercado. No caso do gás, já conseguimos um bom desconto”, revela o síndico do condomínio Ville de France, Jandir Ambrosi.


MAIO 2010 NOTÍCIAS DE BALNEÁRIO CAMBORIÚ | ITAPEMA

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Gestores condominiais se reúnem em busca de melhorias para a região onde vivem

Cuidados com a gripe A em condomínios Em Balneário Camboriú tramita na Câmara projeto de lei que obriga prédios a oferecer álcool em gel

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| Associação dos Amigos da Praça Celso Ramos consegue reformar o espaço público

“Juntos somos mais fortes” Um grupo de 15 síndicos começou a se reunir em Balneário Camboriú este ano. Ao contrário dos Amigos da Praça Celso Ramos, na Capital, o objetivo era trocar experiências para melhorar a gestão dos condomínios e se foi introduzindo a busca para melhorias da região. O processo foi inverso, mas a cidadania não fugiu à regra. As reuniões são realizadas mensalmente, no condomínio Atlântico Shopping, no centro da cidade. “Discutimos coisas do cotidiano, como lidar com funcionários, manutenção e economia de água e luz. Trocamos experiência para nos munir de informações necessárias para resolver os problemas da melhor maneira possível”, conta o síndico do condomínio sede do encontro, Mário Amaral de Andrade. Próximo ao prédio está a praça da Bíblia. Segundo Amaral, a prefeitura abandonou o

| Síndico Mário Amaral de Andrade

| Síndico Nelson Santos

espaço, que se tornou local de baderna. “Vamos falar com o poder público para colocar policiamento e fazer manutenção. Caso não seja realizado o pedido, tentaremos adotar a praça”, afirma. O síndico do edifício João Sandri, Nelson Santos, conta que outra frente do grupo é lutar para que seja instalada uma sinaleira na esquina entre a avenida Brasil e a rua 511. “O fluxo de pessoas é grande no local. Toda hora é temeroso

atravessar ali. Há três anos a comunidade solicita o equipamento, já entregamos até abaixo assinado com mais de 1.500 assinaturas. Prometeram e não fizeram”, reclama. Agora o grupo está elaborando um ofício para entregar ao prefeito Edson Piriquito (PMDB) para solicitar a sinaleira. “Juntos somos mais fortes para agir frente às necessidades da comunidade e pressionar o poder público em responder nossos requerimentos de melhorias para a região.”, destaca Amaral.

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esmo com parte da população sendo imunizada contra a Gripe A, os cuidados para evitar o contágio pela doença não podem parar. É uma responsabilidade de todos e nos condomínios existem medidas básicas para garantir que a influenza não atinja os moradores. Deixar o ambiente arejado, com as janelas abertas, e manter a limpeza está entre as ações necessárias. A colocação de dispenser com álcool em gel nos locais de grande circulação, como o hall do edifício, também é importante. Tanto que em Balneário Camboriú tramita na Câmara de Vereadores um projeto de lei que obriga prédios públicos e privados a instalarem equipamentos

com o produto. O projeto de lei 0112/2009, apresentado por quatro vereadores, entre eles João Olindino Koeddermann, o Dão, estabelece a colocação de aparelhos com álcool em gel definitivamente nos edifícios, assim como shoppings, igrejas e estádios de futebol, não apenas nos períodos de maior circulação do vírus, mas durante todo o ano. A coordenadora do Serviço de Imunização da Vigilância Epidemiológica de Balneário Camboriú, Eliones Mazo, considera uma boa medida. “No ano passado, restaurantes e farmácias tinham álcool em gel e foi bem aceito pela população, que aderiu ao uso da substância”, lembra a enfermeira. Eliones salienta que em condomínios é preciso tomar

cuidado com a higienização, deixando o prédio sempre bem limpo. As assembleias e outras reuniões devem ser feitas em locais amplos e arejados. A coordenadora aponta que a etiqueta da tosse está mantida para este ano, com o uso de lenços descartáveis para cobrir nariz e boca ao espirrar ou tossir e lavar as mãos com frequência, além de se evitar lugares de grande aglomeração de pessoas. Mas o síndico também pode fazer seu papel social e colocar nos murais cartazes com a etiqueta da tosse, que podem ser confeccionados no próprio condomínio ou entrar em contato com a Vigilância Epidemiológica para pedir o fornecimento do material. O telefone é (47) 3363-4170.


INFORME COMERCIAL

Qualidade, economia e segurança para os elevadores de seu prédio Com 35 anos de mercado, a Consesc & Nacional Elevadores revende equipamentos novos, faz manutenção e retrofit É senso comum que os elevadores facilitam o dia a dia de quem mora em condomínio. Para garantir o bom desempenho desses equipamentos não é tão simples, é preciso constantes inspeções e consertos. A certeza de que a manutenção é realizada com qualidade e segurança vem da escolha de uma empresa idônea e reconhecida no mercado. Na Grande Florianópolis, o síndico pode contar com a Consesc e Nacional Elevadores, uma empresa com 35 anos de experiência no segmento. A Consesc trabalha com variadas marcas e modelos de elevadores, também revende elevadores novos e presta serviço de assistência técnica 24 horas, manutenção corretiva e pre-

ventiva mensal. Possui frota de veículos, oficina própria, almoxarifado de peças e técnicos altamente treinados. Uma das suas especialidades é a modernização do equipamento. A melhoria gera mais conforto, sofisticação, economia de consumo de energia elétrica em até 50%, nivelamento mais preciso e paradas com maior suavidade. Entre os prédios que a empresa já fez o retrofit nos aparelhos estão: o da Eletrosul, Condomínio Ilha do Sol e Alesc (Assembleia Legislativa de Santa Catarina), entre outros. Em busca de prestar sempre o melhor serviço, a Consesc oferece apólice de seguro contra acidentes, que cobre tanto usuários quanto a equipe

técnica. A aplicação da norma técnica 15.597/2008 da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), que estabelece regras para o uso do equipamento, é recomendada e executada pela empresa. Entre as regras estão a necessidade de possuir informações em braille, luz de emergência na cabina e aparelhos de segurança como barreiras infravermelho nos elevadores de portas automáticas para não fechar enquanto tem alguém em frente às portas quando na entrada e saída das cabines dos elevadores. A Consesc e Nacional Elevadores está a sua disposição para poder lhe ajudar no que for preciso referente a elevadores.

Teatro MAIO 2010 socializa moradores O projeto Arte em Condomínio reuniu moradores de mais um residencial na Capital. Desta vez o Costa do Sol Residence, no bairro João Paulo, em Florianópolis, abriu seu salão de festas para a peça teatral “Com Domínio Emocional”, do Grupo Galpão. O tema trata da relação entre síndico e moradores de forma bem humorada, que animou desde as crianças aos idosos. O síndico Rafael Irani da Silva, que soube do projeto por uma reportagem do Jornal dos Condomínios, resolveu contratar o espetáculo para socializar os moradores do prédio que tem apenas um ano. E deu certo.

Mais informações para apresentações do teatro em seu condomínio pelos telefones 3024 9143 / 9132 6458 / 8468 8828.

| Síndico Rafael Irani da Silva com os atores da peça

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Quando a insegurança está dentro dos condomínios Síndico deve ficar atento para ocorrência de tráfico de drogas e violência doméstica no prédio Equipamentos de vigilância, como sistema CFTV (Circuito Fechado de Televisão), cercas elétricas e controle de acesso são medidas que ajudam a evitar a invasão de ladrões, mas não garantem total segurança do condomínio. Nem sempre a criminalidade vem de fora. Os condomínios não estão livres de ter em seu espaço tráfico de drogas feito pelos próprios moradores e violência doméstica. Para evitar esse tipo de problema, o síndico deve estar de olhos abertos e buscar apoio da Polícia Militar. Um dos maiores condomínios da Capital, o Argus, em Coqueiros, já teve que vencer o comércio de entorpecentes. Na área que conta com 544 apartamentos e cerca de 2.000 moradores, o síndico Alberto Mercio Costa, considera o conjunto habitacional como um bairro. “É uma grande comunidade. Tem gente de tudo quanto é tipo”, explica.

Segundo Costa, o condomínio já foi muito violento, principalmente porque havia um controle de acesso menos eficaz. Agora estão fazendo uma reforma no portão principal para ter maior controle de quem entra e sai. Costa disse que se aproximou do Conseg (Conselho Comunitário de Segurança) do local e participa das reuniões mensais. Ele discute com outros líderes comunitários e policiais soluções para o problema de segurança na região. “Buscamos sempre estar em diálogo com o posto da PM próximo do condomínio. Qualquer suspeita, alertamos os policiais, que nos ajudam muito”, expõe. No condomínio Granville, o subsíndico Joel de Castro, que é presidente do Conseg do bairro Trindade, na Capital, lembra que quando assumiu a gestão do residencial detectou um ponto de drogas dentro

da área comum. “Dei uma de general. Disse para os rapazes de fora do condomínio, suspeitos de participar do comércio ilegal, que só poderiam entrar no condomínio com ordem por escrito dos moradores. Avisei aos que moravam aqui que se eu pegasse eles escondidos nos cantos chamaria a PM”, conta o gestor do condomínio de 442 apartamentos. São em torno 1.800 moradores. “No condomínio já ocorreu agressão entre um casal, mas já chamei a polícia. Após as medidas, nunca mais tive problemas. Sempre autorizamos a PM entrar no prédio para fazer alguma ronda. Nos apartamentos, só podem entrar com ordem judicial, a não ser que aconteça um ato de violência”, explica Castro. O major Geronimo Jorge da Silva, do Copom (Central de Operações da Polícia Militar), recomenda que em qualquer situação de violência

| Joel de Castro subsíndico do condomínio Granville e presidente do Conseg do bairro Trindade na Capital

ou suspeita de criminalidade, o síndico deve ligar para o número de emergência (190) ou o 08001717. Também pode procurar o posto policial mais próximo. “É importante ter um bom relacionamento com a polícia local, convidar os agentes para conhecerem o condomínio e os moradores. Outra ação é participar das reuniões do Conseg, pois

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é importante para o síndico estar bem encaminhados sobre ações de segurança”, aconselha. O major destaca que os porteiros têm que ser orientados para não tentar impedir a entrada dos policiais nos condomínios. Mesmo sendo um espaço privado, “o dever de zelar pela segurança do coletivo sempre prevalece”, ressalta.

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Soluções para atenuar o barulho Novos conceitos de construção visam diminuir o problema de ruídos, como a norma de desempenho, que entrou em vigor este mês

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construção civil evoluiu com as tecnologias que tornaram as construções mais leves, sem perder a resistência. Paredes mais finas e lajes pré-moldadas possibilitaram a elevação de prédios mais rapidamente e com custos mais baratos. Porém, pouco se levou em conta na questão acústica. O resultado é que os ruídos, causados por atitudes corriqueiras, como o barulho do morador caminhando no andar de cima ou dando a descarga no banheiro até as discussões e choros de criança se tornaram os principais causadores de confrontos entre os que vivem em condomínio. Mas o setor atualmente se atentou a essa defasagem e vem

criando novos conceitos para garantir conforto acústico. Entre eles está a Norma Brasileira de Desempenho de Edifícios (NBR 15.575, Partes 1 a 6), da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), que entrou em vigor em 12 de maio. As construtoras têm até novembro para se adequar a ela. Segundo o superintendente da ABNT CB 02 – Comitê Brasileiro da Construção Civil –, Carlos Borges, a principal diferença desta nova regra em relação a quase mil normas brasileiras existentes é que essa determina um desempenho mínimo para obtenção de um resultado, sem levar em conta a forma para ser atingida. O que vale é o desempenho esperado.

“A norma cobra desempenho acústico nas novas construções, o que implica numa série de pequenas ações e cuidados que devem ser contemplados no projeto e na construção de um prédio”, explica Carlos Borges, que também é vice-presidente de Tecnologia e Qualidade do Secovi/SP (Sindicato da Habitação de São Paulo). Espessura maior da parede e da laje entre as unidades, cuidados para evitar fuga de som de um apartamento para o outro e selamento de portas constam como itens que podem ser aplicados na construção para acabar com o problema. Borges observa que a norma 15.575 aponta métodos de ava-

liação para medir o desempenho por meio de ensaios locais e simulações computadorizadas. “É pensar o comportamento em uso ao longo de uma vida útil, que deve ultrapassar 40 anos, já no momento do projeto”, esclarece. A norma pode ser uma base para a realização de reformas. “É uma referência técnica para conhecer o desempenho de um prédio já construído, pois a NBR 15.575 define os ensaios que podem ser feitos para essa verificação. Mas é importante afirmar que nesses casos não podem ser cobradas melhorias dos construtores do prédio, pois ela ainda não estava em validade”, explica Borges. O superintendente da ABNT CB 02 lembra que um dos benefícios da nova norma é elencar

todos os agentes responsáveis pelo desempenho da construção, desde os fornecedores, projetistas, construtores e os síndicos – que devem seguir corretamente as recomendações de manutenção corretiva e preventiva.

| Carlos Borges, superintendente da ABNT CB 02 Comitê Brasileiro da Construção Civil

Normas definem níveis mínimos de conforto acústico A NBR 15.575 avalia os sistemas construtivos para que sejam respeitados níveis mínimos de desempenho nas construções, entre eles o acústico. Mas o grau de ruídos aceitáveis é determinado por duas outras normas, que estão em vigor desde 2008, e, portanto, são totalmente aplicáveis aos condomínios já existentes. A NBR 10.151 aponta os níveis de ruídos toleráveis nas áreas externas às edificações para garantir o conforto da comunidade, dependendo do período do dia. Em áreas estritamente residenciais o ruído não pode passar de 50 decibéis durante o dia e 45 à noite. Já nas áreas mistas com predominância residencial é de 55 dB (dia) e 50 dB (noite), mista com vocação comercial 60 dB (dia) e 50 dB (noite), e mista com predominância recreativa 65 dB (dia) e 55 dB (noite). A norma que delimita os ruídos

internos dos apartamentos é a NBR 10.152. Nela estão apontados o grau de conforto acústico para os diferentes ambientes da casa de acordo com o seu uso. Nos quartos o nível ideal é de 35 dB e o limite aceitável é de 45 dB. Na sala de estar é 40 dB e 50 dB, respectivamente. O professor do curso de arquitetura da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), Wilson Jesus da Cunha Silveira, lembra que apesar de serem credenciadas pelo Inmetro (Instituto Brasileiro de Normas Técnicas) as normas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) não têm força de lei. “Para serem obrigatórias precisam ser publicadas gratuitamente. Nas universidades são ensinadas, pois as normas técnicas são parâmetros importantes. Em outros países, como França e Espanha, está disponível gratuitamente na internet”, explica.

Salão de festas com tratamento acústico O momento de alegria de parte dos moradores no salão de festa pode se tornar um estorvo para a tranquilidade de outros. Normalmente o espaço não é

planejado com material de isolamento acústico. Para possibilitar que a área seja mais bem aproveitada, os condomínios vêm readequando seus salões com a


MAIO 2010 utilização de janelas acústicas e outros itens que evitam a propagação dos ruídos. No residencial Harolso Perdeneiras, no Centro da Capital, o salão de festas, com mais de

| Vitor Litwinczik, doutor em acústica e vibrações pela UFSC

20 anos, precisava de uma reforma. O síndico Yamandu Eduardo Martorell aproveitou para propor um tratamento acústico. “Resolvemos investir no projeto e não ficar mais limitados a fes-

| Síndico Yamandu Eduardo Martorell

tas de crianças”, disse. Martorell conta que o ruído reverberava não só no apartamento que fica em cima do salão, mas nas paredes de todo o prédio. “Tinha sempre um desgaste, porque vinham reclamações e eu tinha que interferir e até proibir a festa”, revela. A decisão foi tomada em assembleia especifica para o tema. Como é obra útil, o quorum necessário é de maioria dos condôminos. De acordo com o engenheiro civil responsável pela obra, o doutor em acústica e vibrações pela UFSC Vitor Litwinczik, o ideal é pensar o projeto de acústica antes da construção. Mas o condomínio pode diminuir o problema de barulho com o uso de materiais que atenuam a propagação do som.

No caso do condomínio Haroldo Perdeneiras “estamos colocando gesso acartonado no teto, janelas de vidro acústico e porta com antecâmara. A intenção é atingir a norma 151, que nesse tipo de região limita o nível de ruído em 50 dB à noite”, explica Litwinczik. As janelas de vidros duplos podem ser instaladas sem retirar a que já existe, sem envolver modificações de fachada nem grandes reformas. Segundo Litwinczik, na instalação também se deve ter cuidado com o tipo de esquadria, quanto mais maciça e larga for, mais vedação oferece. Outro produto que pode ser usado é o isolamento para piso, que minimiza principalmente o barulho do toc toc dos sapatos.

ovos, água e garrafas PET. “Pode até ter ocorrido de um morador irritado ter jogado algo por não conseguir dormir. Mas são vários condomínios na localidade, não sei se foi alguém do nosso”, observa Silva. Quando o ruído é externo e atrapalha a vida de mais de um morador, o advogado Costa recomenda que entrem com uma ação coletiva ou o próprio condomínio, desde que a medida seja aprovada

em assembleia. Se o problema for interno, o advogado recomenda que seja reclamado ao síndico. Ele deve notificar. Se não houver melhorias, a multa deve seguir. Se ainda não houver resultados, o reclamante pode entrar com ação indenizatória no Juizado Especial Civil. “Não recomendo o síndico entrar com ação, o lesado (condômino) é quem tem que entrar com o processo”.

Quando o problema para na Justiça As desavenças devido ao barulho excessivo têm chegado com frequência aos tribunais e a jurisprudência vem dando ganho de causa para os que reclamam da falta de sossego. Isso porque atualmente a poluição sonora é vista como um problema de saúde pública, inimiga da qualidade de vida. O advogado Eduardo Pereira da Costa, que é síndico do condomínio Maria Bittencourt, em Balneário Camboriú, lembra de um caso que ocorreu em Blumenau. “No caso de barulho externo, defendi ação de moradores de um condomínio novo contra um clube com mais de 100 anos por causa de barulho de festas. A Justiça obrigou o estabelecimento a fazer o tratamento acústico”. O ruído de botequins é o que tira o sono de moradores de seis condomínios ao redor da Praça

João Higino Pio, em Balneário Camboriú. Dois bares no térreo do edifício Lafayette abrem às 19h e “funcionam, muitas vezes, até as 6h. Colocam cadeiras para fora da sala e servem ali”, conta o síndico do próprio prédio, Diomar Silva. Ele já conversou com os proprietários para determinar regras para o aluguel das salas, mas nada adiantou. A única saída foi entrar com ação contra os estabelecimentos, mas o processo ainda está em trâmite. “Queremos que depois das 22h atendam somente dentro do local, com portas fechadas e, se necessário, que façam tratamento acústico”, solicita Silva. O inusitado é que o condomínio também virou alvo dos bares. Frequentadores entraram com processo contra o prédio, alegando que os condôminos arremessavam

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Responsabilidade do síndico O síndico deve assumir seu papel de fiscalizador no prédio, caso contrário, quem incomoda toma conta da situação e os que querem sossego continuam sendo prejudicados. Uma moradora do condomínio da Capital, que não quis se identificar, sofre com o barulho das crianças do vizinho de cima. “Ele tem três filhos entre 9 e 14 anos. Arrastam móveis, jogam bola dentro de casa e, apesar de eu ter avisado o condomínio do problema, o síndico não fez nada. Ninguém quer se indispor”, reclama. O conselheiro do edifício Rio Reno, Diógenes Bartolomeu, que já foi síndico, diz que o gestor condominial tem que cobrar disciplina dos barulhentos. Segundo o representante do condomínio no bairro Jardim Albatroz, em Florianópolis, as reformas são outro foco de ruídos. “Em residenciais tem que ser feita a obra no horário comercial. Tem que avisar os vizinhos para se preparar e dizer quanto tempo vai demorar. Também é uma obrigação informar ao síndico”, aponta.


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Vencendo os vazamentos Na busca de soluções, síndicos encontraram serviços que prometem resolver com precisão o problema Um dos problemas que trazem mais dor de cabeça para o síndico em condomínio são os vazamentos, que além dos prejuízos na conta da água, desperdiçam um bem precioso da natureza e geram os famosos quebra-quebras nos consertos de encanamentos e outros aparelhos hidráulicos. Um defeito difícil de ser detectado. Para evitar grandes estragos, os síndicos devem ter atenção total ao consumo pelo hidrômetro. Também existem serviços que prometem resolver os defeitos com precisão, como o caça vazamentos e a colocação de válvulas redutoras de pressão. No condomínio Maria Carolina, em Florianópolis, a síndica Cristiane Fonseca Kogut resolveu contratar o trabalho de um profissional de caça vazamentos após um dos quatro blocos aumentar a conta da água de R$ 2.000 em fevereiro para R$ 4.840 e R$ 5.250 em março e abril, respectivamente. O serviço consiste em verificar no sistema hidráulico onde há

vazamentos com o auxílio de um aparelho eletrônico, chamado de geofone, que aponta o local exato, sem necessitar quebrar paredes e pisos. No residencial Maria Carolina, os blocos A e B foram analisados, já que tinham interligação. No total, 32 apartamentos foram vistoriados e suas áreas comuns. Primeiramente foi feito o exame na tubulação de incêndio, mas não foram detectados problemas. Foi então que a síndica resolveu pedir a vistoria para os apartamentos e descobriu que a soma de vazamen-

periódica, mas “os moradores não entendem que um pequeno vazamento no apartamento dele, somado com o dos outros vizinhos pode gerar um grande prejuízo para todos. O mais barato é sempre a prevenção.”, diz. Marcelo Norette, de uma empresa de caça vazamentos, explica que com a ajuda de aparelhos, se localiza o ponto exato do vazamento e depois é feito o reparo, com o mínimo de “quebradeiras“ possível. Após o conserto é verificado

novamente para ter certeza que o problema foi resolvido. “Às vezes o cliente pensa que é apenas um vazamento, mas podem ter outros”, observa. Até em piscinas é possível constatar o vazamento com ajuda de aparelhos. “Depois fazemos o reparo. Trocamos os azulejos embaixo da água, com uma resina especial subaquática”, conta.

Válvulas redutoras de pressão são obrigatórias

| Síndica Cristiane Fonseca Kogut

De olho no hidrômetro Os vazamentos podem surgir por diversos motivos, inclusive com trepidações produzidas por bate estacas da construção de um prédio vizinho do condomínio. É o que ocorreu no residencial Laranjeiras, na Capital. No edifício, a vibração forçou a estrutura e rachou o cano que ficava embaixo do piso da garagem. O problema foi detectado rapidamente porque a síndica Jaci Paulina Pogere costuma averiguar quase que diariamente o hidrômetro e percebeu que o consumo tinha aumentado exageradamente. Se ela não tivesse essa prática, o prejuízo poderia ser bem maior. “A gente só via escorrer a água para o terreno do vizinho e o hidrô-

tos nas caixas acopladas dos vasos sanitários e registros de gavetas do banheiro e cozinha, além de torneiras que não paravam de pingar é que estavam elevando a conta de água. “O condomínio arcou com a despesa do caça vazamentos e os condôminos com a correção dos problemas hidráulicos. Fornecemos a empresa de mão de obra e cobramos por meio da taxa condominial dos que tiveram que realizar as manutenções. Se apenas notificássemos, muitos iam deixar para fazer depois e não resolveríamos o caso”, explica Cristiane, que é gestora do condomínio Maria Carolina há apenas um mês. Cristiane lembra que esses aparelhos, como a caixa acoplada, necessitam de manutenção

metro que marcava um consumo alto. Chamamos um encanador, que, com o auxílio da planta do condomínio, procurou o vazamento. Demorou três dias para descobrir onde ficava o local exato”, descreve a síndica. Naquele mês a conta teve o valor triplicado. Como o problema foi gerado devido à nova construção, e seria trabalhoso provar isso na Justiça, a síndica fez um relatório e levou à Casan. “Expliquei o que aconteceu e mandaram um fiscal analisar. Negociei e consegui um desconto grande. Na época tiraram o valor da taxa de esgoto”, lembra. Ainda assim, pagaram uma conta no valor aproximado de duas taxas mensais.

O síndico do edifício Haroldo Pederneiras, Yamandu Eduardo Martorell, sofreu na pele com o excesso de vazamentos pela falta de válvulas redutoras de pressão, item obrigatório em prédios com mais de oito andares. Entre 2008 e 2009 foram gastos R$ 15.000 com reparos hidráulicos. “Já houve problemas graves, que geraram prejuízos enormes. Um deles foi a inundação de um apartamento, que teve de ser todo reformado, além de ter afetado outras duas unidades e o elevador, pois a água correu pelo poço do equipamento”, conta o gestor condominial.

Com a colocação do aparelho, nunca mais teve problemas de vazamento, mas até detectar a falha, percorreuse um longo caminho. O dispositivo estava previsto no projeto hidráulico, mas não foi instalado. “Comecei pesquisando e os técnicos da área me informaram que era problema de pressão”, explica o síndico. As válvulas redutoras de pressão são necessárias em prédios de mais de 40 metros de altura, ou seja, cerca de oito andares, como determina a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) na regra NBR 5626/1998. Segundo Martorell, a água tanto

parada quanto circulando causa pressão, chegam às torneiras dos primeiros andarem com muita força, o que contribui para gerar vazamentos e desperdício de água. Com a instalação do dispositivo nas prumadas das tubulações, a pressão da água é controlada e uniformizada. “Faz um ano que instalamos e nunca mais tivemos vazamentos. Acabaram aqueles sintomas de pressão alta. Ao abrir a torneira, agora sai um volume normal de água, que trouxe até redução no consumo. O mais importante é que acabaram aquelas obras para reparos de vazamentos”, lembra.


Jornal dos Condomínios