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Produtores gradeiam cebolas em São José do Rio Pardo Aproximadamente 400 mil sacas são gradeadas. Prejuízo da safra é de R$ 13 milhões. Com a supersafra de cebola, os produtores rurais de São José do Rio Pardo (SP) não conseguiram o preço ideal e acabaram gradeando o equivalente a 400 mil sacas. O prejuízo é de cerca de R$ 13 milhões. No sítio do agricultor Luiz Antônio Marinho, metade da produção de 12 hectares foi perdida. A saca de 45 quilos, vendida a R$ 30,00 no ano passado, alcançou apenas R$ 6,00 neste ano. Para ele, foi uma das piores safras dos últimos anos, já que perdeu mais de R$ 400 mil. “Tem que continuar plantando e tentando. Eu já ganhei muito dinheiro com a cebola, quem sabe Deus ajuda e eu volto a ganhar de novo”, disse. Ao todo, 30% da produção do município terão o mesmo destino. A previsão inicial era uma safra de 60 mil toneladas, mas só 42 mil foram comercializadas. Por causa do excesso de oferta, o preço caiu e o valor que o produtor recebe pela saca não compensava colher e beneficiar a cebola.

30% da produção de cebola de São José do Rio Pardo será destruída Foto: Oscar Herculano Jr/ EPTV

Outras regiões tradicionais de cebola

eliminar para não ter mais prejuízo,

na Bahia e em Minas Gerais também

porque já teve o do custo dela. Se fos-

tiveram uma supersafra.

se colher, ia ter mais prejuízo ainda”,

O produtor Claudinei Minussi plantou 25 hectares. Das 25 mil sacas que

relatou. Prejuízo

pretendia colher, só retirou 18 mil e o

O chefe da casa da Agricultura, Ro-

restante foi destruído. “Nós decidimos

drigo Vieira de Morais, disse que o ano

foi negativo. “O total de 400 mil sacas foram perdidas na terra. Outras 400 mil sacas foram vendidas a baixo preço de custo. Somando o que foi arado na terra, mais o que foi colhido abaixo do preço de custo, deu um prejuízo aproximado de R$ 13 milhões”, afirmou. Alternativas Se depender dos produtores rurais de São José do Rio Pardo, a supersafra de cebola não vai se repetir. O novo plantio só vai ser feito em março, mas já é um consenso entre eles que a área plantada vai diminuir. “Todo mundo decidiu que vai diminuir a planta em 10%”, disse o agricultor Ariovaldo Orfei. Enquanto o momento do plantio não chega, os produtores tentam recuperar parte do prejuízo. Orfei optou pelo milho e semeou 20 hectares. “O milho está sendo plantado agora e ele vai ser colhido no mês de março, ai volta com cebola no lugar do milho”, explicou. (Fonte: G1)

Edição 52 - Dezembro 2013  
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