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Jornal do Povo - Rio Negrinho e Região, Edição 546 Sexta-feira, 06 de Julho de 2012

Saúde e Bem Estar

interferindo, por exemplo, no controle do peso, no funcionamento do sistema cardiovascular, nervoso e reprodutor. Por isso, quando essa glândula não funciona bem – acelerando ou retardando esses processos – ocorrem vários danos à saúde. As disfunções: hipotireoidismo e hipertireoidismo “O hipotireoidismo ocorre quando há diminuição da produção dos hormônios tireoidianos e atinge principalmente as mulheres acima de 30 anos. Entre suas cauwww.portalvital.com sas, a mais comum, que corresponde a 90% dos casos, De olho na tireoide é a Tireoidite de Hashimoto, uma doença autoimune Ela lembra uma borboleta e fica na frente da laringe, que ocorre quando o organismo produz anticorpos na região conhecida como gogó, e pesa cerca de 30 que atacam a tireoide”, explica João César de Casgramas. Mas sua importância é enorme: a tireoide é tro, endocrinologista da Universidade Federal de São responsável pela produção dos hormônios que regulam Paulo (Unifesp). Quem tem hipotireoidismo sofre da o metabolismo corporal. Entenda seu funcionamento: A hipófise, uma glândula redução dos batimentos cardíacos, sente-se cansado e sonolento. Pode ocorrer aumento de peso, depressão, localizada no cérebro, libera o hormônio tiroestimulante menstruação irregular e até mesmo alterações da pres(TSH) para incentivar a tireoide a sintetizar o T3 e o T4, são arterial. “Quando diagnosticado, o médico poderá os hormônios tireoidianos que regulam a velocidade do recomendar a reposição do hormônio por meio de medifuncionamento do organismo. São eles que controlam camento”, conta o médico. Já o hipertireoidismo ocorre os processos que ocorrem no interior de cada célula, quando há produção excessiva do hormônio tireoidiano. “Essa disfunção é causada sobretudo pela Doença PICOLÉ de Graves, que se caracwww.coquetel.com.br © Revistas COQUETEL 2012 teriza pela presença de um anticorpo no sangue que estimula a produção excessiva desses hormô-

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Solução

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nios. Mas outros problemas, como nódulos e o uso de medicamentos para emagrecer, podem desregular seu funcionamento”, alerta o endocrinologista. Entre seus sintomas, podemos citar: ansiedade, insônia, aumento da frequência cardíaca, sudorese, taquicardia e perda de peso. Segundo João César, “Depois de diagnosticado, o médico pode indicar medicamentos que bloqueiem a produção excessiva do hormônio ou aplicação de iodo radioativo ou cirurgia”. Para fazer o diagnóstico: “Com um simples exame de sangue, conhecido como dosagem hormonal, é possível verificar a produção dos hormônios TSH, T3 e T4 e avaliar se os níveis estão adequados. Além disso, ele consegue identificar a presença de anticorpos antitireoidianos, que prejudicam o funcionamento da glândula”, explica o endocrinologista. Se houver alguma alteração nos exames laboratoriais, exames complementares como a cintilografia, que consiste em um exame de imagem, faz um mapeamento da glândula e mostra onde ela está trabalhando com menor ou maior intensidade. O ultrassom, por sua vez, detecta a presença de nódulos imperceptíveis no exame clínico, indicando detalhes como aspecto e localização. Estes exames podem fazer parte do seu check up anual, solicitados pelo endocrinologista – ou até mesmo pelo seu ginecologista. “E durante a consulta, lembre-se de relatar ao médico todos os sintomas, para que ele possa fazer uma avaliação completa sobre o funcionamento de sua tireoide”, aconselha João César.

Jornal do Povo - Edição 546 - Dia 06 de Julho de 2012  

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