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Jornal do Povo - Rio Negrinho e Região, Edição 546 Sexta-feira, 06 de Julho de 2012

delegado, responsável pela investigação. Segundo ele, a repercussão que o caso ganhou assustou a universitária. Na primeira versão apresentada à polícia, Susan alegou ter sido sequestrada por três homens em um veículo. Durante a confissão, ela contou que passou o tempo do falso sequestro hospedada na casa de um amigo. A jovem, no entanto, diz que esta pessoa e o casal que a levou para casa não têm participação na farsa. Tudo teria sido planejado pela estudante.

Após explosão, Federal do Paraná fecha laboratórios do curso de farmácia

Especialistas: baixo desempenho em concursos é fruto de formação ruim O governo do Rio Grande do Sul divulgou que mais de 90% dos candidatos a uma das quase 10 mil vagas na rede pública estadual haviam sido reprovados no concurso do magistério, sendo que uma em cada quatro seleções para professores realizadas entre 2011 e 2012 naquele Estado terminou sem nenhum aprovado. Os dois processos, que diferem pelos cargos, salários e nível de atuação dos docentes, remetem a uma realidade: o baixo desempenho também é reflexo de uma formação ruim, segundo especialistas, afirmam que, o exame foi bem elaborado, mas o nível de complexidade não é o vilão. A prova não estava difícil para o cargo que um professor deve ocupar, o resultado apontou problemas próprios da formação acadêmica. Assim, muitos cursos de licenciatura não valorizam as disciplinas voltadas à pedagogia, a dar aula. É preciso instrumentalizar alunos e professores para que compreendam a importância dessas disciplinas. Uma coisa é entender matemática, outra coisa é dar aula de matemática. Muitos sabem o conteúdo, mas não sabem ministrá-lo. Para controlar a qualidade de ensino e a preparação dos recém-formados, poderia ocorrer um processo de certificação, equivalente ao exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para os bacharéis em Direito. O que já ocorre em vários países, o futuro professor precisa passar em uma prova ao final da sua formação para poder exercer a docência. Alguns estudos mostram que a criação desse mecanismo tem impacto positivo sobre a qualidade do ensino.

Baixa escolaridade

O resultado do exame gaúcho serve como termômetro para o desempenho dos professores em escala nacional. Além dos problemas próprios da fase acadêmica, o baixo nível de escolaridade, também se mostra um importante indicador. De acordo com dados de 2010 do Ministério da Educação, dos pouco mais de 2 milhões de professores da educação básica, cerca de 620 mil não têm ensino superior.

Indicadores de educação no Brasil são piores na região amazônica

Caso seja aprovado no Congresso e sancionado, não vai faltar destino para o percentual de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) a serem investidos na educação. A Amazônia brasileira amarga indicadores ainda mais perversos que o resto do País no setor. A taxa de analfabetismo no Acre, por exemplo, é dobro da brasileira, contabilizando quase 17 iletrados no universo de 100 pessoas. Os dados, de 2007, foram divulgados nesta semana em uma série especial sobre a região feita pela Agência Pública. Todos os Estados da região se encontram abaixo da nota média do Brasil no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) da primeira etapa do Ensino Fundamental (da 1ª a 4ª série). O mesmo cenário, com exceção do Acre, se repete na segunda parte até a 8ª série do ensino fundamental. Os índices preocupantes revelam que a qualidade da educação não está sintonizada com o crescimento econômico da região, que conta com Rondônia e Roraima entre os Estados que mais crescem no País.

Por não entregar TCC, estudante forja o próprio sequestro

Uma estudante universitária de 22 anos, que teria sido sequestrada em Belém (PA), confessou que o seu suposto crime foi inventado por ela. De acordo com a Polícia Civil, Susan Paola Fadel Correia forjou o próprio sequestro por não ter finalizado o trabalho de conclusão de curso (TCC) em tempo hábil. Ela não queria aborrecer a mãe porque, no semestre passado, havia sido reprovada na universidade pelo mesmo motivo, contou o

O prédio que abriga os 25 laboratórios do curso de farmácia da UFPR (Universidade Federal do Paraná) teve de ser fechado, para que a Polícia Federal realizasse uma perícia para apurar as causas da explosão seguida de incêndio que em cerca de dez minutos destruiu uma das unidades, no sábado (30). Apesar de o resultado da perícia ainda não ter sido divulgado, o chefe do Departamento de Farmácia da UFPR, afirma que é provável que o incêndio que destruiu o Laboratório de Farmacognosia, que pesquisava plantas medicinais, tenha sido causado por uma falha no sistema elétrico.

Estudante de 16 anos premeditou assassinato de diretor de escola em MS

O estudante de 16 anos, que se entregou, premeditou a morte do diretor da escola onde estudava, em Casa Verde, distrito de Nova Andradina (300 km de Campo Grande), conforme relato do delegado da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul. Em depoimento, que durou perto de oito horas, o adolescente afirmou ter comprado o revólver duas semanas antes do assassinato, já com o desejo de matar a vítima. O aluno revelou que não sabia nem sequer o nome do diretor da Escola Municipal Luiz Cláudio Josué, onde estudava o professor Delmiro Salvione Bonin, 55. Bonin foi morto no pátio da escola, quinta-feira (28). Ele já ia embora, mas desceu do ônibus para pegar algo na secretaria e, no meio do caminho, foi baleado pelo rapaz. O adolescente contou ao delegado que ficou furioso com o diretor por ter dito a ele que “não tinha jeito”. A irmã do menino cumpre pena por matar uma mulher e, o pai, é foragido também por homicídio, segundo a Polícia Militar local.

Dúvidas dos leitores

Leitor, vamos hoje ver mais algumas dicas de concordância e do correto uso do acento indicativo da crase. Bom proveito. 1. “A gente VAI ou VAMOS assistir aos jogos da seleção”? Ou “a gente vai assistir” ou, melhor ainda, “nós vamos assistir”. O uso da expressão “a gente” em substituição ao pronome “nós” é uma característica da fala coloquial brasileira. E a concordância deve ser feita na terceira pessoa do singular: “a gente vai”. Em textos que exijam uma linguagem mais cuidada, devemos evitar a expressão “a gente”. O melhor mesmo é usar sempre o pronome “nós”. Aí, não tem erro e não há perigo de derrota: “nós vamos assistir aos jogos da seleção” Crase sem crise Vendeu a ou à vista? Se alguém “vendeu a vista“, deve ter vendido “o panorama ou o olho” (a vista = objeto direto). O desespero era tanto que um vendeu o carro, o outro vendeu o rim e esse vendeu a vista. Se não era nada disso que você queria dizer, então a resposta é outra: “vendeu à vista“, e não a prazo (à vista = adjunto adverbial de modo). Observe que nesse caso não se aplica o “macete” da substituição do feminino pelo masculino (à vista > a prazo). Por causa disso, há muita polêmica e algumas divergências entre escritores, jornalistas, gramáticos e professores.

Frases e pensamentos da semana "Aprovada entre as dez melhores colocadas no curso de engenharia"

É com grande alegria que gostaria de parabenizar a competência, o talento e o brilhantismo revelados pela minha filha Vanessa, participante e aprovada no vestibular entre as dez melhores da UDESC no curso de ENGENHARIA DE PRODUÇÃO E SISTEMAS, revestindo de pleno êxito o seu esforço e dedicação aos estudos.

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Como educadora comprometida com a formação humana e transmissora de conhecimento dos nossos educandos, sentimo-me gratificada e orgulhosa pela aprovação. Na oportunidade, gostaria de agradecer aos companheiros do Rotary Clube Rio Negrinho e Colégio Cenecista São José, que muito contribuíram para esta conquista, através do projeto BOM ALUNO, em prática há vários anos na cidade de Rio Negrinho. Não percam seus ideais, nem a motivação que os levou na idealização do projeto deste projeto. Que o Deus Providência continue abençoando e engrandecendo seus esforços!

DICA DE LIVRO Biblioteca Pública Municipal Dr. Helládio Olsen Veiga ESTAÇÃO CATARINA O TREM PASSOU POR AQUI Autor: Fátima Venutti Editora: Nova Letra O livro “Estação Catarina: o trem passou por aqui”, organizado por Fátima Venutti traz a saudade e a paixão de infância daqueles que em momentos de sua vida conviveram diariamente com as locomotivas, como daqueles que ansiosamente sonharam e esperaram pela sua única viagem com estas que consideravam fantásticas máquinas. Viagens que inundaram o sonho de meninos e meninas embalados pelos filmes norte-americanos de faroeste e pelo mistério que movia a fumegante máquina, assim, com a curiosidade e ansiedade de criança sentavam-se ao trem à espera da aventura. Mesmo em SUS momentos mais pitorescos as lembranças aqui relatadas revelam o gosto da aventura, momentos nostálgicos desses adultos-meninos, felizes ao embarcar no gigantesco trem. Nas palavras desses escritores a saudade mistura-se à incompreensão pela desativação da EFSC. Acreditava-se que o trem já tinha cumprido o seu papel, afinal a mata às suas margens já havia sido devastada, a guerra contra os caboclos da região do Contestado fora vitoriosa, a colonização estava sedimentada, os trilhos em sua imobilidade já não representavam a prosperidade e o mesmo discurso do progresso que antes trouxera o trem, agora o silenciava. E o sonho de infância é povoado de caminhões e asfalto. Este livro, ao revelar as memórias destes escritores nos possibilita compartilhar um pouco desse passado, dessas aventuras, dessa saudade. Torna-se um importante registro para a história, visto as estações, trilhos, vagões e locomotivas aos poucos irem desaparecendo, presentes apenas em alguns museus, um mundo distante para aqueles que não viveram esse momento. Assim, o registro desta memória é a possibilidade de reflexão sobre a história. E nos permite uma breve viagem na Maria-Fumaça daqueles que conviveram em seu cotidiano com o apito e o fumegar da locomotiva. Esta é mais uma dica de livro da Biblioteca Pública Municipal Dr.º Helládio Olsen Veiga , associe-se e resgate as lembranças que formaram a nossa identidade e a história de nossa terra, lendo!

Jornal do Povo - Edição 546 - Dia 06 de Julho de 2012  

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