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Braganรงa Paulista

Sexta 4 Abril 2014

Nยบ 738 - ano XII jornal@jornaldomeio.com.br

jornal do meio

11 4032-3919


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Para pensar

Jornal do Meio 738 Sexta 4 • Abril • 2014

Honestidade Por Mons. Giovanni Baresse

Expediente Jornal do Meio Rua Santa Clara, 730 Centro - Bragança Pta. Tel/Fax: (11) 4032-3919 E-mail: jornal@jornaldomeio.com.br Diretor Responsável: Carlos Henrique Picarelli Jornalista Responsável: Carlos Henrique Picarelli (MTB: 61.321/SP)

No domingo à noite tive

manchete na primeira página: “PT

texto da carta de São Paulo aos

problema? Se tudo estiver certo,

ocasião de ver um programa

cede alianças nos Estados para

Efésios. Ele escreveu: “Irmãos!

ótimo! Se houve coisa errada que

de entrevistas na televisão

garantir controle de CPI”. Sob a

Outrora éreis trevas, mas agora

se tomem as providências! Só

italiana. Um dos participantes

manchete: “Objetivo é blindar a

sois luz no Senhor. Vivei como

que, em campos que envolvem o

foi o escritor e diretor de teatro

presidente Dilma na investigação

filhos da luz. E o fruto da luz

poder político, as coisas não são

Andrea Camilleri, um senhor de

sobre a compra da refinaria de

chama- se: bondade, justiça,

tão “ad hominem” (tão perto do

mais de 80 anos, bem humorado

Pasadena pela Petrobrás”. A

verdade... Não vos associeis às

raciocínio mais simples). A ma-

e extremamente perspicaz. Uma

matéria se desenvolve na página

obras das trevas, que não levam

nutenção dos sonhos pessoais e

das perguntas que lhe fizeram

A4 sob a ação de que o Palácio do

à nada; antes desmascarai-as...

partidários estará sempre acima

era que apontasse palavras que

Planalto costura acordos políticos

O que essa gente faz em segre-

da verdade e de sua verificação. Às

deveriam sair do vocabulário

e inicia processo de reaproximação

do, tem vergonha até de dizê-

vezes, como é o caso envolvendo

que nos contentamos com as

usual e outras que deveriam fazer

com os peemedebistas a fim de

-lo” (5,8-12). Devemos sempre

a Petrobrás, a dimensão adquire

migalhas que os poderes consti-

parte sempre. As que deveriam ser

manter a base unida na defesa de

partir do pressuposto que todo

um alto teor explosivo que poderia

tuídos nos oferecem. Parece que

excluídas, segundo ele, eram as

Dilma com a iminente criação da

mundo tem direito de plena de-

chegar até ao “impeachment”. Sem

nossa capacidade de reação e

expressões em inglês que, pouco

Comissão Parlamentar de Inqué-

fesa e não deve ser considerado

falar das ondas de reverberação

ação estão embotadas. Estamos

a pouco, estão invadindo a língua

rito para investigar a estatal. E

culpado enquanto a culpa não

que já estão atingindo várias

num ano eleitoral. Possivelmente

de Dante. Entre as que deveriam

se descrevem diversas manobras

for provada. Vale, igualmente, o

pessoas. Impressiona o fato de

o voto seja a última arma que,

estar presentes ele destacou a

para encaixar desejos de políticos

princípio de que quando algum

que funcionários envolvidos na

solitariamente, podemos utilizar.

palavra “onestà” (honestidade).

de todo naipe a fim de assegurar

fato apresenta face duvidosa é

compra da refinaria de Pasade-

Se não conseguimos nos organi-

E fez uma bela colocação na

que a CPI ou não seja instalada

justo buscar esclarecimento. E

na estão sendo exonerados. Por

zar como sociedade pensante e

falta que a palavra (e sua con-

ou não chegue a lugar nenhum.

que nada deve impedir a busca da

que eles e não os mandantes?

agente, vale tentar ser um soli-

cretização) faz no dia a dia. A

Há algum tempo, falando em

verdade. Combinando-se, o que

Se escalões inferiores estão per-

tário Don Quixote, que sonhava

fala de Camilleri me deu motivo

questões políticas, lembrei uma

já afirmei, que não se condena

dendo seus status é lógico que

em derrotar um gigante com seu

para começar a escrever sobre a

velha frase de Delfim Neto quando

antes de dirimidas as dúvidas.

quem os chefia responda pelas

velho pangaré Rocinante e sua

situação que está envolvendo a

participava de um programa de

Num jeito de cidadão comum e

determinações dadas. Diz-se que

lança de madeira. Mas o amor

possível instalação de uma CPI

TV: “Ao político interessa, em

que não desce às imbricações,

somos um povo inerme. Diz-se

por Dulcinéia Del Toboso o levou

no Senado Federal sobre a Petro-

primeiro lugar, o poder. Depois

poderia perguntar: Por que não

que acabamos nos acostumando

adiante! Temos ainda algum

brás. O jornal Estadão traz esta

o resto”. Juntei a isso um breve

se deixa investigar? Qual é o

com as diuturnas falcatruas e

amor pelo Brasil?

As opiniões emitidas em colunas e artigos são de responsabilidade dos autores e não, necessariamente, da direção deste orgão. As colunas: Casa & Reforma, Teen, Informática, Antenado e Comportamento são em parceria com a FOLHA PRESS Esta publicação é encartada no Bragança Jornal Diário às Sextas-Feiras e não pode ser vendida separadamente. Impresso nas gráficas do Bragança Jornal Diário.


Jornal do Meio 738 Sexta 4 • Abril • 2014

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Jornal do Meio 738 Sexta 4 • Abril • 2014

Por Shel Almeida

Chegada mais uma Festa do Peão, a cidade já começa a se agitar. Os mais entusiastas compram botas, chapéus, camisas xadrez, as indumentárias necessárias para ficar “Traiado”. Festa mais famosa e esperada da cidade, os bragantinos e muitos visitantes de municípios vizinhos aguardam ansiosamente pelo mês de abril, para aproveitar o que talvez seja o maior evento da região. Como Bragança é uma cidade carente de entretenimento, a Festa do Peão é uma das poucas opções que, de alguma forma, suprem a necessidade da população de extravasar e se divertir. No entanto, nem todos comemoram. Para muitos comerciantes, a Festa do Peão é sinônimo de poucas vendas e muita inadimplência. Mesmo que não haja um estudo para comprovar, é perceptível que o mês de abril é um dos que menos atrai o público para o comércio. De acordo com José Álvaro Leme, Presidente do Sincobrag - Sindicato do Comércio Varejista de Bragança Paulista, o comércio recebe influência negativa da Festa do Peão, porque as pessoas reservam o salário do mês para gastar na Festa. “Há uma ligeira reclamação por parte dos lojistas. As pessoas gostam de participar da Festa, e como gastam lá, não gastam aqui no comércio. Por outro lado, a Festa atrai muita gente de fora. Até que ponto essas pessoas vão gastar em Bragança? Para alguns postos de gasolina e restaurantes é uma época boa, para alguns ramos do comércio também, como os que vendem botas e roupas para a Festa. O comércio tradicional não é afetado. Mas se não prejudica, também não tem um acréscimo. Já algumas empresas preferem dar férias aos funcionários nessa época, muitos pedem, inclusive, para poder aproveitar a Festa. Inadimplência acontece também, mas não dá pra saber se é causada por isso. A Festa do Peão é uma atividade que desvia a atenção do povo, que se prepara para gastar lá. É um problema que tem sido levado à Prefeitura e tem havido uma conversa sobre isso, para encontrar uma maneira de agradar a todos, a população, a organização da Festa e o comércio. É uma festa que divulga o nome da cidade, bonita e bem organizada, mas que se tivesse os dias reduzidos afetaria menos o comércio, claro”, fala.

Comércio

Para Hélio Alessandre, proprietário de uma lanchonete na Rua do Mercado, como o comércio dele é diferente da maioria, ele acaba sendo influenciado pelos outros. “Se tem gente na rua eu vendo, se não tem, eu não vendo. Pra mim, não faz muita diferença, porque dependo dos outros comércios para atrair clientes. Mas o pensamento geral sobre a festa é que o dinheiro que é gasto lá vai embora do município, é uma fuga de capital. É como na loteria esportiva, um dinheiro que vai embora e não volta mais, o que é gasto pela população na festa, não é revertido em investimento na cidade”, diz. Para Bianca Camilo, que tem um comércio de artigos femininos, o movimento cai bastante nessa época. “As pessoas deixam de comprar para gastar na festa. Alguns até deixam de pagar, é um mês de bastante inadimplência, para quem vende bota é legal, mas pra maioria dos comerciantes, é um mês de queda nas vendas”, fala. Já para Carla Batista, também comerciante, a influência negativa da Festa do Peão no comércio de Bragança já foi maior. “Antes até se pensava em fechar nessa época, eu já cheguei a fechar uma semana e sair de férias, agora já não dá mais pra fazer isso, alguma coisa está mudando de uns anos pra cá. Antes não se vendia nada quando se aproximava a festa, ano passado melhorou. Mas a atenção ainda está voltada para o Posto de Monta. Esses dias uma cliente pensou em comprar um item, mas preferiu levar um mais barato, para sobrar dinheiro para gastar lá.”, fala. Mesmo com tanto descontentamento por parte dos comerciantes.

Vilã?

A Festa do Peão é a grande vilã? Não. Ela causa impacto no comércio, obviamente, mas Bragança já vem sofrendo com isso há algum tempo, independente da época. Se analisarmos friamente, como pode uma festa de apenas dez dias durante o ano influenciar tanto na economia da cidade, algo esta errado. Bragança não tem investimentos, não temos industrias para geração de empregos, somos uma cidade pobre em entretenimento, nossa vocação turística esta apenas na teoria. Muitos bragantinos preferem ir a cidades como Campinas ou Jundiaí para fazer suas comprar. Os motivos são vários. Bragança não oferece entretenimento nos finais de semana, quem sai da cidade para ir ao cinema, já aproveita para fazer compras no shopping. Além disso, a variedade de artigos que se encontra nas lojas de Bragança não é vasta. Muitas vezes é preciso encomendar algo mais específico, seja um tênis, seja um livro, seja um equipamento digital. Poucos são os funcionários treinados adequadamente para atender o público de forma satisfatória. Bragança ainda mantém os ares de cidade de interior, em que o coloquial é a regra. No entanto, muitos clientes procuram algo além disso, buscam um conhecimento mais técnico e um atendimento mais profissional, por parte das lojas. “O comércio de Bragança não vive dos bragantinos. Grande parte dos clientes vêm do Sul de Minas, principalmente de Extrema. Talvez por isso eu tenha sentido que algo mudou em relação à Festa do Peão, porque as pessoas de fora vêm mais cedo e passam pelo comércio antes de ir para a festa. Falta gerar emprego em Bragança, coisa que Extrema tem de sobra, por isso os bragantinos não gastam aqui, não têm dinheiro. E os que tem, vão gastar fora porque que a cidade não tem atrativo no final de semana. Bragança está virando uma grande cidade dormitório”, analisa Carla. Mas se o comércio bragantino está dependente das pessoas que vêm de Extrema, cidade que está em pleno desenvolvimento, o que acontecerá quando o comércio de lá suprir as necessidades dos moradores locais? É algo para se prestar atenção e começar a criar alternativas, o comércio bragantino precisa se movimentar antes que o prejuízo momentâneo se torne permanente. Outro fator que vem trazendo problemas ao comércio de Bragança, e não é de hoje, diz respeito ao trânsito e às vagas para estacionamento. É de conhecimento geral que muitas pessoas que trabalham no comércio vão de carro para o centro e usam as vagas o dia todo. Vagas que poderiam estar livres para os clientes. Atitudes simples, como caronas ou o uso do transporte público já ajudariam, mas é preciso mais do que isso. Algo precisa ser feito em relação às vagas e principalmente à mobilidade.

os carros, e fica assim até as 5h. Não vão simplesmente embora, ficam gritando, bebendo, rindo alto, até cansarem”, fala. De acordo com Suzana Freitas, alguns chegam a apertar as campainhas das casas, a chutar animais e a vomitar nas calçadas. “A gente acorda com os escândalos na rua, de madrugada. No dia seguinte é que vemos o resultado,

é xixi, vômito, vidro quebrado na porta da casa da gente”, diz. “Sem contar a sujeira que fica perto do Estádio do Municipal, é garrafa no mato, sacola e papel voando na rua, um horror. Falta policiamento no bairro, a segurança fica concentrada em volta dos portões da festa, mas o problema vem todo pra cá”, completa Wadad.

Moradores do bairro vizinho a festa, reclamam com os escândalos na rua de madrugada. No dia seguinte o resultado da festa é: xixi, vômito, vidro quebrado na porta das casas.

Comércio é afetado pela Festa do Peão. Mas problemas não se deve apenas a ela: falta de vagas para estacionamento afasta clientes do comércio durante o ano todo.

Entorno da Festa

Talvez os mais prejudicados pela Festa do Peão sejam os moradores dos bairros vizinhos. Mesmo com o barulho, o que mais causa desconforto na época da festa é a falta de cidadania e educação dos frequentadores. As reclamações são as mais variadas: bebedeira, brigas, gritaria, sujeira, depredação de casa e até mesmo maus tratos a animais. De acordo com Wadad Naief Kattar, moradora do Jardim Anchieta, os problemas que os moradores das redondezas precisam enfrentar são diversos. “A começar pela concentração que fazem nas ruas, antes dos shows. As pessoa deixam aos carros estacionados nas ruas do bairro e já começam a beber assim que descem. E ficam falando alto na porta das casas, seja a hora que for. Normalmente começam as 22h e ficam até as 24h. Nesse meio tempo fazem as necessidades na rua, quebram garrafa. Depois quando vão pro show é um sossego. Aí, às 3h da madrugada começa de novo, quando voltam buscar

Comércio bragantino sobrevive graças ao Sul de Minas, em especial à cidade de Extrema. Problema é que a cidade vizinha está em pleno desenvolvimento e logo terá o próprio comércio fortalecido.


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Jornal do Meio 738 Sexta 4 • Abril • 2014

Jipe-robô

USP e Embrapa desenvolvem aparelho para conduzir análises químicas automatizadas em terras agrícolas, protótipo usa técnica similar à que a Nasa aplica em Marte; ideia é facilitar logística de trabalhos de campo Por REINALDO JOSÉ LOPES/ FOLHAPRESS

solo quanto as necessidades nutricionais de

Em essência, esse é o plano da física Dé-

plantas, mapeando esses dados conforme

bora Milori e de seus colegas da Embrapa

viaja pelas fazendas.

Instrumentação e da USP de São Carlos: criar um análogo do “rover” (jipe robótico)

Missão terráquea

Curiosity, dotado do mesmo equipamento

Não seria exagero aplicar uma técnica tão

que a Nasa usa para analisar as rochas

sofisticada a algo aparentemente tão cor-

marcianas em busca de sinais químicos

riqueiro quanto a análise da qualidade do

favoráveis à vida.

solo? Débora explica que o futuro “rover”

Um protótipo em miniatura, medindo menos

poderia melhorar significativamente a

de um metro, já foi testado com sucesso pela

maneira como esse tipo de trabalho é feito.

equipe, carregando uma versão do aparato

“Você pode imaginar um número muito

de análises químicas a laser, cujo objetivo

maior de amostras a um custo mais baixo.

será estudar as propriedades dos solos

Hoje, a coleta de solo é muito mais espaçada

terráqueos daí o interesse da Embrapa em

--você pega duas ou três amostras de uma

desenvolver esse tipo de aparelho. O plano,

propriedade imensa e, de certa forma, faz

agora, é refinar o sistema laser e criar uma

uma média”, conta. “Mas a gente sabe

versão mais robusta do “rover”, capaz de

que o solo não é uma coisa homogênea.

explorar o chão das fazendas.

Obter um retrato dessa heterogeneidade

A tecnologia embarcada no pequeno jipe

é justamente o que preconiza a agricul-

é conhecida como “Libs duplo pulso”.

tura de precisão.”

“Libs” é a sigla inglesa para “espectrosco-

Pesquisadores buscam hoje aumentar

pia por decomposição induzida a laser”,

a produtividade agrícola dando aos

técnica que consiste em lançar um forte

proprietários rurais uma ideia mais de-

pulso de laser sobre uma amostra para

talhada do potencial e das deficiências

investigar do que ela é feita.

de suas terras.

O laser aquece um pedaço do material até ele

Segundo a cientista, a técnica ainda tem

se transformar em plasma, o quarto estado

a vantagem de produzir muito menos re-

da matéria (além dos estados sólido, líquido e

síduos, já que dispensa o preparo químico

gasoso). Parte da amostra vira uma “nuvem”

das amostras para análise, e facilitaria o

de partículas eletricamente carregadas.

trabalho em áreas remotas.

É então que a amostra começa a emitir

“Temos aqui, por exemplo, alguns cole-

luz, permitindo ao aparelho determinar

gas franceses estudando a formação de

quais elementos químicos estão presen-

solos na Amazônia. Hoje em dia, fazer

tes ali e quais são suas concentrações. O

essa análise exige uma logística compli-

resultado sai quase instantaneamente.

cadíssima. Com um aparelho portátil, a

A equipe da Embrapa foi a primeira do país

coisa muda de figura”, diz.

a empregar o Libs duplo pulso, no qual um

“Fazer essa análise é algo que exige uma

segundo pulso de laser aquece ainda mais

logística complicadíssima. Com um aparelho

o plasma criado na primeira “rajada”, o que

portátil, a coisa muda de figura

aumenta a sensibilidade e precisão da técnica.

Se a Nasa mandou um equipamento

A vantagem é que o Libs não exige que

desses para Marte, não vejo por que a

a amostra de solo seja preparada previa-

gente não conseguiria fazer trabalho

mente. “Foi por isso que a Nasa escolheu

de campo com ele aqui .

Ponto Comercial • Café Centro – R$ 280.000,00 • Loja de Roupa Centro – R$ 30.000,00 • Banca de Jornal (Jd Europa) – R$ 60.000,00 Aluguel • Prédio Comercial Centro – A/C 1.200m ² – R$ 30.000,00 Excelente para agência bancária (35 vagas de estacionamento ) • Prédio comercial Centro - 1500m ² - R$ 19.900,00 Venda • Casa Euroville – Alto padrão – R$ 950.000,00 Aceita imóvel -valor • Casa Ros. de Fátima – Alto padrão – R$ 2.100.000,00 Aceita imóvel –valor • Casa Jd. América - Alto padrão – R$ 750.000,00 Aceita imóvel –valor • Casa Jd. Primavera – R$ 350.000.00 • Apartamento D. Pedro I (Taboão) – R$ 530.000,00 • Apartamento Jd. Nova Bragança – R$ 320.000,00 • Apartamento Piazza de Siena - R$ 850.000,00 (Andar alto em frente ao Clube de Campo) Oportunidade

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Parte móvel da dobradiça Impossibilidade do pássaro dodô

Situada no centro histórico do Música Rio, é a de(pop.) positária do patrimônio documental do Brasil

Pente, em inglês Porto da Índia

Propriedade de fragmentação de cristais

Formato da cantoneira Esperto; sagaz

Ligado, em inglês Ritmo nordestino Época de comercialização do boi-gordo 1.400, em romanos

Entidade infantil da Umbanda

Estou de acordo Que escreve com as 2 mãos

Doutor (abrev.) Ampère (símbolo)

Furacão que afetou Nova York (2011) Especialização em gestão de negócios A tecla “apagar” em calculadoras

Construção no interior da taba Ácido ribonucleico Arte, em latim

Mãe de Páris e Heitor (Lit.)

Planta da vinícola Podem ser disponibilizadas na internet através do Instagram

Registro de fatos históricos (p. ext.)

É melhor do que receber, nas palavras de São Francisco de Assis

O maior continente Prefixo de oposição Ocidental (abrev.) (?) Lins, repórter do programa A abelha “Agora É no seu estágio Tarde” inicial

Coisa alguma Cego e corrediço

Incomoda (o ferimento) Consoante que não antecede “b” e “p”

(?) Cinematográfica, produtora da maioria das chanchadas de Grande Otelo e Oscarito

Instituição financeira do Vaticano (sigla)

Leitor de telas para deficientes visuais

Que se pode separar

BANCO

4

Solução

AB

Libs para examinar tanto a qualidade do

impacto do pouso.”

Expressão usada por Hannah Arendt ao analisar os horrores O exercício do magisdo Holocausto Sufixo de tério “ilhota” A letra da vitória

A

porque não vamos precisar protegê-lo do

O terceiro brasileiro a fazer parte do Hall da Fama do basquete Os humanos, por seus hábitos alimentares

B

Carlos, receba também um GPS e use o

M

Com certeza vai ser menos complexo, até

© Revistas COQUETEL

V

cker e Daniel Magalhães, da USP de São

A A

trabalho de campo com ele aqui na Terra.

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V O R T V A G O O A A R A M B U B A I D A G E N S T N T I O R S O C

“rover”, que está sendo desenvolvido em

que a gente não conseguiria fazer

O N I S A C L I A I Ã R D S A F C D H E C I D E M O I M A D A N T L A I D I S

a técnica”, explica a física. A ideia é que o

to desses para Marte, não vejo por

2/on. 3/ars. 4/comb — orca. 5/safra. 6/hécuba. 8/clivagem. 9/atlântida.

“Se a Nasa mandou um equipamen-


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Reflexão e Práxis

Jornal do Meio 738 Sexta 4 • Abril • 2014

A ideia de Verdade Por pedro marcelo galasso

Nas últimas semanas, a notícia mais

Até que ponto, o poder executivo deve e

corrida. E o caso que envolve a maior

Triste é imaginar que outra comissão será

discutida diz respeito a compra

precisa ser responsabilizado?

estatal brasileira pode influenciar o

criada, novos gastos serão feitos e nada

de uma refinaria de petróleo, nos

Entretanto, a pergunta mais importante

resultado das eleições e este é o grande

resultará de tal circo.

EUA, e sobre a qual surgem inúmeras de-

talvez seja a seguinte – o silêncio do poder

temor do governo e a grande esperança

Enquanto a classe política brasileira

núncias de desvios de verba, atos ilícitos

público sobre o que está acontecendo é a

da oposição.

continuar com sua postura politiquei-

e de relatórios de compra com diversos

resposta que merecemos?

Disso, é lícito pensar que a criação da CPI

ra e interesseira, e que me desculpem

erros e imprecisões. Estes tópicos já são

Como se isto não fosse desgastante, a

será uma tentativa de evitar uma eventual

os chamados políticos profissionais,

estranhos e mostram, de forma clara e

notícia sobre os conchavos e as trocas de

perda de votos para o atual governo. Como

mas as atitudes tomadas nos levam a

incontestável, que a administração e a

favores oferecidos pelo governo federal para

a CPI é uma comissão de investigação do

pensar assim, fatos como a compra da

burocracia brasileira são caracterizadas

garantir o controle sobre a CPI tornam

poder legislativo, com uma série de poderes

refinaria e a formação vexatória da CPI

por um grau de incompetência assustador,

o escândalo ainda maior. Qual a ideia de

e atribuições especiais, é importante tentar

serão comuns e seus desdobramentos

proposital ou não.

Verdade ou qual a vontade de alcançar a

acompanhar o que esta comissão irá adotar

previamente conhecidos.

As declarações da presidente Dilma sobre

verdade dos fatos se a comissão responsá-

como critério para esclarecer os fatos e dar

E, para terminar, não é curioso que na

a compra e o relatório são vexatórias e

vel pela investigação já se inicia com uma

a satisfação necessária sobre uma compra

mesma época dos resultados controver-

mancham sua administração tida como

postura interesseira e politiqueira?

tão mal feita. E insisto, é aterrorizante

sos do Mensalão, tenha sido levantado

impecável e levantam uma questão – quer

Não devemos nos esquecer de um fato

imaginar que os parlamentares terão de

o Propinoduto tucano e, de repente,

dizer que o relatório foi aceito, pura e sim-

que caracteriza e define o calendário

dividir seu tempo com a CPI e as eleições.

ambos os casos tenham sido, conve-

plesmente, sem nenhuma outra referência

político de 2014, as eleições presidenciais

Além disso, os resultados das CPIs ante-

nientemente, esquecidos?

ou foi apresentado de forma indevida?

e então fica fácil entender que as moti-

riores nos levam a crer que esta será mais

Enfim, como escrito acima, os conchavos

Todas as condições e implicações da com-

vações políticas sejam mais importantes

um show midiático e um palco de trocas de

e os interesses partidários substituem a

pra e suas reais possibilidades de ganhos

que a descoberta e a verdade dos fatos,

acusações que não irão colaborar em nada

ideia da Verdade na política brasileira.

e de benefícios foram consideradas? Qual

pois a classe política tem como única

com a melhora da sociedade brasileira e

o controle da verba destinada à compra?

preocupação o resultado das eleições,

que terá um final já conhecido e esperado,

Pedro Marcelo Galasso - Cientista político,

Como tantos casos de desvios de verbas

os índices das intenções de votos e

ou seja, farão um barulho muito grande

professor e escritor.

aparecem na compra de uma refinaria?

os benefícios colhidos ao longo desta

e representarão seu papel mais comum.

E-mail: p.m.galasso@gmail.com

Casos e Causos

Juro que é verdade Por Marcus Valle

JURO QUE É VERDADE CXVI

do nosso cabo eleitoral, que disse:

Nos anos 80, na época das eleições, havia muitos comícios. Era uma tre-

SEU NICOLA... EU VOU CONTINUAR ANDANDO COM VOCÊS.

menda confusão e improvisação, e obviamente ocorriam muitas gafes...

Entramos numa casa comercial onde havia umas 15 pessoas, conversamos com

falava-se muita besteira.

todos, e ao sair o Nicola novamente despediu-se de todos dando as mãos, e de

Num comício na zona rural, bairro da Mãe dos Homens, Nicola Cortez, candidato

novo, disse “até logo” ao nosso cabo eleitoral.

a prefeito, discursava de improviso e eu atrás dele.

Dai... eu disse ao ouvido do Nicola, que aquilo estava ficando chato, que ele já havia

Ele diz:

confundido o cara duas vezes, e nós íamos perder o cabo eleitoral.

- O HOMEM DO LADO DE LÁ NÃO ENGANA MAIS NINGUÉM.... NEM CAIPIRA

Nicola disse:

ACREDITA NELE.

“ É MUITA GENTE... EU CONFUNDI, MAS AGORA NÃO ERRO MAIS... MAR-

Como estávamos no sítio, fiquei assustado e exclamei:

QUEI A CAMISA LISTRADA DELE.

PUTA QUE PARIU NICOLA... ESTAMOS NA ZONA RURAL. Ele tentou consertar e disse:

JURO QUE É VERDADE CXIX

- SE BEM QUE OS CAIPIRAS DE HOJE SÃO MUITO INTELIGENTES.

1985, meus cabelos estavam rareando, e um amigo me deu a brilhante ideia de fazer INTERLACE, que segundo ele, o ator do 007, havia feito com sucesso. Fui para

JURO QUE É VERDADE CXVII

Campinas com duas amigas, e ansioso que sou, deixei a critério da esteticista da

Sempre gostei de passar trotes telefônicos. Uma das minhas vítimas prediletas era

clínica, a escolha do modelo (que na verdade é uma peruca que amarram e fixam

o casal Aguirre. Sempre eu ligava e me identificava como um figurão da política.

na cabeça). Achei que seria uma coisa discreta e de bom gosto. Paguei 500 dólares

As vezes eu conseguia enganar....outras vezes ...não. Um dia eu estava tranquilo

na época, e sem ver o que seria feito, marquei de colocar a PRÓTESE numa sexta

no escritório quando a esposa do Aguirre me ligou furiosa. Ele era presidente do

feira às 6 horas da tarde. Eu era o último cliente da semana. A esteticista era fã do

PSDB local. Ela me disse:

Edson Celulari, ator da Globo, e disse que eu tinha olhos verdes e ela havia estu-

VOCÊ É UM PALHAÇO.....Eu não entendi nada e ela me explicou: O GOVERNA-

dado um modelo pra mim. Quando ela colocou o interlace, e eu olhei no espelho,

DOR FRANCO MONTORO LIGOU AQUI EM CASA, EU ACHEI QUE ERA VOCÊ

fiquei transtornado. Ela colocou um cabelão em mim com topete igual ao do ELVIS

E XINGUEI ELE.

PRESLEY. Eu queria tirar na hora, mas ela me convenceu que eu iria acostumar. Sai da clínica com o topetão, me sentindo ridículo. Fiquei transtornado, e não

JURO QUE É VERDADE CXVIII

voltei para Bragança, pois se viesse, a turma iria me matar, de tanto tirar sarro.

Em 1982 eu era candidato a vereador na chapa Nicola Cortez (prefeito) e Agu-

Até segunda feira fiquei escondido em Campinas. Na segunda de manhã, eu fui o

irre (vice).

primeiro a chegar na clínica, e mandei arrancar a peruca ridícula. De Bragança,

O Aguirre conseguiu um excelente cabo eleitoral que morava no bairro do Cruzeiro

só as duas garotas que me acompanharam até a clínica testemunharam meu ca-

e iria nos acompanhar em visita a vários locais.

belão de ELVIS deprimido. Uma delas chegou a pedir pra tirar uma foto. Respondi

Entramos na primeira casa, conversamos com uma família numerosa. Ao sair, o

diplomaticamente: NÃO...VAI Á PUTA QUE PARIU.... NÃO SOU BICHO DE ZO-

Nicola despediu-se de todos “dando a mão” um a um, e por engano despediu-se

OLÓGICO PARA SE FOTOGRAFAR.


SPASSU da Elegância

Jornal do Meio 738 Sexta 4 • Abril • 2014

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Casando no Outono Por Ana Carolina Serafim e Nazaré Brajão

A estação de Outono é ótima para

massas com molhos mais sofisticados

celebração do casamento pois o

e carnes. Outra opção são alimentos

clima já está mais ameno e não

ricos em vitaminas, como abacate,

incomoda tanto. Nesta altura os dias ficam

laranja, rúcula, agrião, repolho e abó-

menores e mais aconchegantes, mas o

bora, pois são essenciais nessa época

bom tempo reina da mesma forma. Hoje

do ano. Para os salgadinhos, prefira

trouxemos algumas ideias de como esse

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Mobilidade

com vigor BMW C 600 une dinâmica e conforto para enfrentar bem cidade ou estrada por Héctor Mañón/AutoCosmos.com/Auto Press

Pelo motor maior que o de uma scooter comum, a BMW C 600 Sport permite ao piloto deixar o tráfego urbano para trás e enfrentar estradas sem qualquer problema. Ainda assim, a maxiscooter da marca alemã é mais focada no uso urbano. Por isso, incorpora soluções bastante práticas. O powertrain, formado por dois cilindros em linha 647 cm³, que entrega 60 cv a 7.500 rpm e 48 kgfm de torque a 6 mil rpm, é acoplado a um câmbio CVT, com embreagem centrífuga a seco. O piloto não precisa se preocupar em fazer mudanças manualmente: basta acelerar e frear. A suspensão dianteira é um garfo invertido, enquanto a traseira é um único braço oscilante. O conjunto oferece conforto e dá boa segurança em altas velocidade. Ainda mais por calçarem pneus de 15 polegadas, tamanho mais adequado para enfrentar irregularidade. Como é tradição em todas as motocicletas da marca, a C600 tem freios a disco – dois na frente, um atrás –, gerenciado por um sistema antibloqueio, ABS. A scooter da BMW foi mesmo pensada para valorizar o conforto. Ela mede 2,16 metrosde comprimento, 81 cm de altura no assento e 88 cm de largura, com espelhos, e o tanque de combustível recebe 20 litros no total – 4 na reserva –, o que corresponde a uma autonomia entre 300 e 350 km. Isso porque a BMW aponta um consumo médio de 18 km/l. Este número é alto para o padrão de duas rodas, mas esperado numa maxiscooter tão equipada e completa, que pesa nada menos que 249 kg. Vários detalhes realmente fazem da C 600 uma scooter superior. Caso, por exemplo, do pára-brisa ajustável em três posições, computador de bordo, porta-objetos abaixo do guidão e um engenhoso sistema que expande a área sob o assento – batizado de FlexCase pela marca. A capacidade do guarda-volumes pode ser aumentada com a liberação da base do compartimento, deslocando o fundo até encostar na roda

traseira. Dessa forma, há espaço para dois capacetes fechados e mais alguns objetos. Por segurança, quando está expandido, a moto não entra em funcionamento. No Brasil, a C 600 provavelmente chega ao mercado ainda no primeiro semestre deste ano – foi mostrada no Salão Duas Rodas –, com preço próximo aos R$ 40 mil. E mesmo que venha razoavelmente completa, a BMW deve trazer, como em outros países, uma série de acessórios e equipamentos de conforto opcionais – muitos presentes no modelo testado. Casos do assento e punhos aquecidos, escapamento esportivo, alarme, luzes diurnas de led, suporte para GPS, top case, bolsa central – colocada entre as pernas –, mata-cachorro e carregador USB, entre outros. Inclusive uma proteção à prova d’água para as pernas. Em conjunto com o escudo da scooter, dá até para enfrentar a chuva sem se molhar.

Impressões ao pilotar

Cidade do México/México – A primeira coisa que chama a atenção na BMW C 600 Sport é o tamanho, digno da definição maxiscooter. Depois disso, se destaca o guidão, bastante recuado e afastado da roda. Por fim, impressiona o peso, de quase 250 kg, digno de uma motocicleta custom. Apesar destas características parecerem atrapalhar a vida do piloto, é fácil se acostumar a manuseá-la. De uma vez habituado, torna-se um veículo muito gratificante. A C 600 é muito eficiente em aceleração, frenagem e curvas. E esta capacidade se une à versatilidade de um motor potente, que a torna divertida tanto na cidade quanto na estrada. Ou seja: a C 600 cumpre sua dupla função sem fazer concessões. É claro que os pneus consideravelmente menores do que os de uma motocicleta é uma desvantagem quando o pavimento é irregular. Mas ganha em conveniência, pelos práticos e generosos porta-objetos, como sob o banco ou no painel, e em segurança, pela proteção que o escudo

frontal oferece. Mesmo sendo uma BMW, a qualidade de alguns plásticos não é muito convincente. Mas a proposta da scooter deve atrair quem procura a dirigibilidade e a dinâmica de uma moto com a praticidade e o conforto de uma scooter.

Ficha técnica

BMW C 600 Sport Motor: A gasolina, quatro tempos, 647 cm³, dois cilindros, quatro válvulas por cilindro, comando duplo no cabeçote. Injeção eletrônica multiponto sequencial e acelerador eletrônico. Câmbio: Transmissão continuamente variável – CVT –, com embreagem centrífuga e transmissão imersa em óleo. Potência máxima: 60 cv a 7.500 rpm. Torque máximo: 6,7 kgfm a 6 mil rpm. Diâmetro e curso: 79 mm X 66 mm. Taxa

de compressão: 11,6:1. Suspensão: Dianteira com garfo telescópico invertido com 115 mm de curso. Traseira com monobraço oscilante, amortecedor e mola helicoidal também com 115 mm de curso. Pneus: 120/70 R15 na frente e 160/60 R15 atrás. Freios: Dianteiro com disco duplo e traseiro disco simples, com ABS. Dimensões: 2,16 metros de comprimento total, 0,88 m de largura, 1,38 m de altura, 1,59 m de distância entre-eixos e 0,81 m de altura do assento. Peso a seco: 249 kg. Tanque do combustível: 20 litros. Produção: Spandau, Alemanha. Lançamento mundial: 2012. Lançamento no Brasil: 2014. Preço na Alemanha: 11.200 euros (R$ 36 mil). Preço no Brasil (previsão): R$ 40 mil. Fotos: Divulgação


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Mudança de rotina por AUGUSTO PALADINO/autopress

A Renault se

Foto: Divulgação

prepara para apresentar, na segunda quinzena de março, o novo furgão Kangoo. O modelo, que já é vendido no mercado argentino, onde é fabricado, traz no visual a nova identidade estética da marca, presente no Clio e no Logan. As principais alterações são na dianteira, que ganha grade e para-choques redesenhados. Atualmente, o Kangoo é vendido em apenas uma configuração de motor, a 1.6 litro flex. Porta lateral corrediça, direção hidráulica e a r- c o n d i c i o n a d o são os principais opcionais.

Renault Kangoo


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Dente por dente por AUGUSTO PALADINO/autopress

A Koenigsegg, marca sueca de superesportivos, impresionou os visitantes do Salão de Genebra com o One:1. O nome – um por um – é uma referência à relação peso/potência do carro. São impressionantes 1.341 cv para 1.341 kg. Toda essa força é gerada por um motor V8 de 5.0 litros turbo e enviada para eixo traseiro. E os números superlativos continuam no desempenho. A medida nem é feita com aceleração zero a 100 km/h. O Koenigsegg One:1 demora menos de 20 segundos para sair da imobilidade e atingir impressionantes 400 km/h. Segundo a marca, a velocidade máxima é de 440 km/h. A fabricante não revelou o preço, mas apenas seis exemplares serão produzidos. Isso impede que o One:1 entre para o “Guinnes”, pois o livro dos recordes exige que o modelo tenha a produção de, pelo menos, 30 unidades.

Foto: Divulgação

Koenigsegg-one


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Imagem sofisticada do C4 Lounge anima as vendas da Citroën entre os sedãs médios por Márcio Maio/Auto Press

A concorrência entre os sedãs médios é das mais acirradas no mercado brasileiro. Foi exatamente para recuperar a boa fatia que tinha neste segmento que a Citroën lançou, em agosto último, o C4 Lounge. Na época, sua função era reconquistar as vendas do antecessor C4 Pallas nos áureos tempos das 1.200 unidades mensais, no final da década passada, e ainda acrescentar 25% ao total. A realidade, porém, teima em desmentir projeções. O sedã da marca francesa tem cumprido a média de 900 emplacamentos por mês. Melhor que as 500 unidades do antecessor no fim de vida, mas longe das 1.500 previstas. Do total entregue até agora, 57% tem motorização 2.0 16V. Em toda a linha, a versão Tendance responde por 49%, a top Exclusive responde por outros 49% e para a básica Origine sobram apenas 2%. Esse desequilíbrio entre as versões, a favor das mais luxuosas, tem um bom motivo: os modelos Citroën são vistos no Brasil como sofisticados. Foi essa imagem, inclusive, que sustentou o mercado para o extinto Pallas. Nesse ponto, o Lounge cumpre muito bem o papel sucessório, com a vantagem de ter um desenho bem mais equilibrado. No total, o modelo atual é 15 cm menor, mas mantém a mesma distância entre-eixos, de 2,71 metros. A frente ostenta a identidade visual global da marca usada atualmente, com grade emoldurada por frisos cromados que desenham, ao centro, os “chevrons” do logotipo da Citroën. Vincos bem pronunciados no capô e nas laterais empregam ao carro um toque mais agressivo e, ao mesmo tempo, imponente. Na frente, luzes diurnas de led formam um “L”, enquanto a traseira ostenta lanternas bipartidas com filetes de leds ligadas por um friso cromado. Tudo bem requintado. Assim como o exterior, o interior do C4 Lounge também chama atenção pela beleza. O painel de todas as suas versões traz um material emborrachado similar usado no luxuoso hatch premium DS4. Mas além da estética refinada e do acabamento esmerado, faltam motivações tecnológicas para elevar o valor do carro a quase R$ 70 mil. Há apenas dois airbags frontais e o rádio, apesar de contar com CD player, MP3 e Bluetooth, tem um aspecto simples demais, sem muito charme. Destaca-se o ar-condicionado dual zone com saídas traseiras. O motor é o robusto 2.0 16V flex que animava o Pallas e que empurra a versão Allure do sedã Peugeot 408. O propulsor entrega 143 cv abastecido com gasolina e 151 cv com etanol no tanque. E tem seu torque máximo em 20,2 kgfm e 21,7 kgfm com gasolina e etanol a 4 mil rpm. O trem de força se completa com a transmissão manual de cinco ou automática de seis marchas, bem superior à utilizada no C4 Pallas, que tinha apenas quatro velocidades. Sem opcionais disponíveis, o C4 Lounge Tendance Auto 6 tem preço de R$ 68.990. O francês encontra como principais concorrentes justamente os conterrâneos, em função da proximidade de preços. O 408 Allure automático custa R$ 67.990, enquanto o Renault Fluence sai a R$ 69.899 na versão Dynamique 2.0 CVT. Mesmo assim, a liderança no segmento de sedãs médios ainda está nas mãos de Honda Civic e Toyota Corolla, que têm preços bem mais elevados e motores mais fracos. Na sequência do ranking, vem o Chevrolet Cruze – nas três primeiras posições estão os sedãs médios “made in Brazil”.

Ponto a ponto

Desempenho – Os 143/151 cv com gasolina e etanol gerados pelo motor 2.0 se mostram justos na hora de mover os 1.489 kg do C4 Lounge. A aceleração de zero a 100 km/h ocorre em bons 9,6 segundos (8,9 s na versão com câmbio manual) e a velocidade máxima é de 208 km/h. As arrancadas são bem eficientes, mas as retomadas nem tanto. Mesmo pequeno, há um “delay” perceptível entre as pisadas no acelerador e as respostas do câmbio que aparece principalmente nas ultrapassagens. Nota 7. Estabilidade – A suspensão do C4 Lounge é firme e gerencia bem os movimentos da carroceria. Mesmo sem controle eletrônico de estabilidade, o carro não decepciona nas curvas quando está em velocidade de cruzeiro. O conjunto eficiente transmite segurança na estrada. Nota 8.

Interatividade – Os comandos essenciais são bem posicionados e têm leitura clara. O volante multifuncional chama atenção pelo tamanho exagerado, mas não chega a prejudicar a direção. Até passa a impressão de se tratar de um carro com proporções maiores que as reais. Nota 7. Consumo – O InMetro classificou o Citroën C4 Lounge Tendance com câmbio automático como “D” tanto em sua categoria quanto na listagem geral, com média de 5,7 km/l e 8,3 km/l na cidade com etanol e gasolina e 7,9 km/l e 11,2 km/l com etanol e gasolina em ciclo rodoviário. Nota 5. Conforto – O carro é bastante silencioso, mesmo em velocidade mais altas. A suspensão, apesar de firme, absorve razoavelmente os impactos provocados pela baixa qualidade das vias nacionais. Os bancos até são agradáveis para viagens longas, mas o lugar para o quinto passageiro não é dos mais ergonômicos. Nota 8. Tecnologia – O C4 Lounge é feito sobre a plataforma da segunda geração do C4 hatch francês, lançado na Europa em 2010. Trata-se de uma evolução da base usada no primeiro C4 e ainda é razoavelmente moderna. Já o motor é robusto, porém antigo – já nem é utilizado na Europa. Além disso, não há maiores recursos tecnológicos no modelo. Nota 7. Habitabilidade – Com portas grandes e bom ângulo de abertura, a entrada no sedã é fácil mesmo para ocupantes acima de 1,85 m. O espaço interno é generoso e o porta-malas tem boa capacidade de 450 litros. Falta uma quantidade maior de porta-objetos. O espaço abaixo do apoia-braço dianteiro é pequeno, assim como o localizado à frente do câmbio. Nota 8. Acabamento – A cabine causa boa impressão. O painel é revestido com material emborrachado e o tecido das portas tem um toque suave. Os materiais plásticos usados também transmitem a sensação de qualidade. Há uma certa atmosfera de requinte no interior. Nota 8. Design – Os vincos acentuados do capô transmitem uma imagem imponente à visão frontal do C4 Lounge, assim como os laterais inseridos nas caixas de rodas traseiras. A grade dianteira é harmoniosa, com frisos cromados de um farol a outro que formam os “chevrons” da Citroën, e a traseira, também de bom gosto, foge do lugar-comum. Mas é no desenho do perfil que mora a elegância do sedã francês, com sua muscultaura muito bem entalhada. Um conjunto que chama atenção nas ruas. Nota 9. Custo/benefício – Na farta disputa do mercado de sedãs médios, o C4 Lounge Tendance tem uma lista de equipamentos que não chega a impressionar, mas também não decepciona. E sai das concessionárias por R$ 68.990. Um Peugeot 408 com o mesmo conjunto mecânico é ligeiramente mais barato, por R$ 67.990, enquanto o terceiro franco-argentino do segmento, o Renault Fluence, vai a R$ 69.899 na versão Dynamique 2.0 CVT, com seis airbags. Na Toyota, um Corolla custa cerca de R$ 9 mil a mais, diferença que em um Honda Civic, cai para R$ 6 mil. Nota 7. Total – O Citroën C4 Lounge 2.0 Auto6 Tendance somou 74 pontos em 100 possíveis.

Impressões ao dirigir

O Citroën C4 Lounge chama a atenção nas ruas. Entre os sedãs médios, é um dos que mais esbanja beleza por onde passa. E o mesmo pode se dizer de sua cabine, que recebe um revestimento emborrachado luxuoso. Mesmo o volante de grandes dimensões, que causa certo estranhamento à primeira vista, tem seu charme. E não prejudica a busca pela melhor ergonomia em função da eficiente regulagem de altura e profundidade. O motor 2.0 litros surpreende nas arrancadas, mas não é tão bom nas retomadas. Principalmente por conta de uima certa lentidão do câmbio automático. O tempo entre a solicitação no pedal do acelerador e a resposta do trem de força é longo. No uso urbano, essa lentidão nem é tão perceptível, mas no ambiente rodoviário causa incômodo. Impressiona o bom isolamento acústico do veículo: pouco se escuta do propulsor, de ruídos aerodinâmicos e arrasto dos pneus dentro da cabine. O C4 Lounge tem detalhes que valorizam a vida a bordo. Caso do ar-condicionado

automático, que é dual zone e conta com saídas traseiras, o que torna a climatização de todo o interior mais eficiente. O espaço interno é bom para quatro passageiros viajarem. O quinto passageiro, além de sofrer com um aperto na área de ombros, enfrenta um encosto mal desenhado – já que na verdade é o apoio de braços rebatido. Pelo menos a suspensão, apesar de firme, filtra razoavelmente as irregularidades do piso, tão familiares aos motoristas brasileiros.

Ficha técnica

Citroën C4 Lounge 2.0 Auto6 Tendance Motor 2.0: A gasolina e etanol, dianteiro, transversal, 1.199 cm³, quatro cilindros em linha, com quatro válvulas por cilindro. Injeção eletrônica multiponto e acelerador eletrônico. Transmissão: Câmbio automático de seis marchas à frente e uma a ré. Tração dianteira. Potência máxima: 143 cv e 151 cv com gasolina e etanol a 5.250 rpm. Aceleração 0-100 km/h: 9,6 segundos. Velocidade máxima: 208 km/h. Torque máximo: 20,2 kgfm e 21,7 kgfm com gasolina e etanol a 4 mil. Diâmetro e curso: 77,0 mm x 78,9 mm. Taxa de compressão: 10,5:1. Suspensão: Dianteira tipo Pseudo McPher-

son, independente, molas helicoidais, amortecedores hidráulicos telescópicos e barra estabilizadora. Traseira de travessa deformável, molas helicoidais, amortecedores hidráulicos telescópicos e barra estabilizadora. Não possui controle de estabilidade. Pneus: 225/45 R17. Freios: Discos ventilados na frente e sólidos atrás. Oferece ABS com EDB. Carroceria: Sedã em monobloco, com quatro portas e cinco lugares. 4,62 metros de comprimento, 1,79 m de largura, 1,50 m de altura e 2,71 m de entre-eixos. Oferece airbags frontais. Peso: 1.414 kg em ordem de marcha. Capacidade do porta-malas: 450 litros. Tanque de combustível: 60 litros. Produção: El Palomar, Argentina. Lançamento no Brasil: 2013. Itens de série: ar-condicionado automático dual zone com saídas traseiras, volante multifuncional, computador de bordo, freios ABS com EBD, trio elétrico, airbags frontais, faróis de neblina, direção eletro-hidráulica, rádio/CD/MP3/ Bluetooth, sensores de estacionamento traseiro, crepuscular e de chuva, retrovisor interno eletrocrômico e coluna de direção ajustável em altura e profundidade. Preço: R$ 68.990. Fotos: Luiza Dantas/Carta Z Notícias


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