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Braganรงa Paulista

Sexta

30 Agosto 2013

Nยบ 707 - ano XII jornal@jornaldomeio.com.br

jornal do meio

11 4032-3919


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Para pensar

Jornal do Meio 707 Sexta 30 • Agosto • 2013

Desafios à honestidade política

e à ética médica por Mons. Giovanni Baresse

Falo, em primeiro, de um fato que envolve a ação política: faz algum tempo temos lido e ouvido notícias sobre cartéis. A última “descoberta” fala de conluio entre empresas para a fabricação de trens para metrô, construção de metrô, etc. O cartel é um acerto entre diversas empresas que se apresentam quando da licitação para determinada obra ou prestação de serviços. Elas devem apresentar seus preços. A que apresenta os melhores preços é a escolhida. O que acontece com a cartelização? Os dirigentes se reúnem e acertam quem vai levar. Com isso os preços são superfaturados e sobra dinheiro para propinas: “Ah! Hoje ganho eu, amanhã você”! A mim parece que se passa uma sensação que isso é coisa recente, uma novidade até. Quem está um pouco mais atento, porém, sabe que não é assim. Essa história de acertos entre empresas e, também, entre os agentes políticos é velha. O “toma lá, da cá” (ou, como alguns

fazem, parafraseando São Francisco de Assis, “É dando que se recebe”) é tão vetusto como a chamada mais antiga profissão do mundo! Se se tivesse coragem de colocar às claras o que é dito e conversado em surdina! Quantas pessoas que entraram na ação política acabaram desistindo de continuar porque as coisas só andavam com o “engraxe”! E os que batalham sabem a quantas estão sujeitos. Não há coisa que deva ser feita que ou envolva taxa para deixar fazer ou quanto é a sua parte? Quem de nós não ouve falar dos percentuais? Acompanhamos há tempos a propalada intenção da reforma política. Por que não sai? Essa intenção de “cortar na própria carne” é lembrada, de vez em quando, especialmente quando as coisas esquentam! Como a sociedade vive ao sabor do último escândalo, sempre se conta que a memória é curta e, passados uns dias, surge outra coisa para noticiário. Afinal, quem se lembra da pasta cor-de-rosa, dos

vampiros, das ambulâncias? Segundo: passo a um fato grave que envolve a ética médica. Trata-se de cena apresentada na Rede Globo na novela “Amor à Vida”. Isso me foi relatado. Não tenho acompanhado novelas porque, normalmente, tenho atividades no horário. Chega num pronto socorro, uma moça com hemorragia, fruto de aborto provocado. O médico que ali está se diz católico e afirma que não atenderá uma “pecadora”. Apesar dos pedidos feitos por enfermeira ele não age. A moça morre. Duas coisas são no mínimo estranhas. Primeira: será que num hospital haveria somente um médico? Segunda: Será que um médico, vendo uma paciente em risco, não atenderia? Isso, para mim é completamente irreal! Mas o autor da novela aproveita para fazer uma catequese sobre o direito da mulher em abortar em condições seguras e vai-se para a afirmação que o número de mulheres que morrem por abortos não assistidos

é enorme! A novela mente quando afirma que a objeção de consciência é determinante para deixar alguém sem socorro ou morrer. Mente quanto ao comportamento do médico, qualquer que seja a sua crença. Mente, igualmente, na exasperação quanto à “enormidade” de mulheres que abortam sem condições de assistência médica. É certo quer morrem mulheres que buscam aborteiros, “clínicas, etc.” E é preciso cuidar para que isso não aconteça! O que é permitido ao agente de saúde é recusar-se, por motivo de consciência, a fazer um aborto. É absurdo pensar que um médico deixe alguém morrer porque sua fé diz que socorro não é devido! Se houver um princípio assim deve ser em alguma seita maluca! Creio que, se se deseja provocar debate sobre o assunto, podem-se tomar caminhos mais honestos. É grave colocar pessoas, funções, numa novela sem ter um jeito das pessoas poderem, no momento, contestar! Nós

Expediente Jornal do Meio Rua Santa Clara, 730 Centro - Bragança Pta. Tel/Fax: (11) 4032-3919 E-mail: jornal@jornaldomeio.com.br Diretor Responsável: Carlos Henrique Picarelli Jornalista Responsável: Carlos Henrique Picarelli (MTB: 61.321/SP)

As opiniões emitidas em colunas e artigos são de responsabilidade dos autores e não, necessariamente, da direção deste orgão. As colunas: Casa & Reforma, Teen, Informática, Antenado e Comportamento são em parceria com a FOLHA PRESS Esta publicação é encartada no Bragança Jornal Diário às Sextas-Feiras e não pode ser vendida separadamente. Impresso nas gráficas do Bragança Jornal Diário.

sabemos que ainda vigora, entre nós, o “deu na televisão”! Certas reportagens, certas abordagens entram em nossas casas como se verdades absolutas fossem. O poder da imagem é fascinante e, em muitos casos, se afirma como dogma. Tenho esperança que as organizações que cuidam da vida e da saúde em nosso país se manifestem! E, especialmente os que gostam e tem possibilidades de acompanhar novelas, não deixem de desenvolver o senso crítico. René Descartes, filósofo francês, dizia que o bom senso era a coisa mais bem distribuída na natureza. Ando duvidando disso.


Comportamento

Jornal do Meio 707 Sexta 30 • Agosto • 2013

Equílibrio Por RODOLFO LUCENA /FOLHAPRESS

Conquistar o máximo de resultado com o mínimo de investimento é o sedutor apelo de uma série de exercícios que vem ganhando fama na internet recentemente. Trata-se de um programa desenvolvido por dois especialistas em treinamento do Human Performance Institute, de Orlando (EUA), voltado para quem tem pouco tempo e não está disposto a investir em academia nem em equipamentos de exercício. Depois de analisarem uma série de estudos sobre treinamento e boa forma, Brett Klika e Chris Jordan publicaram na edição de maio/ junho da revista técnica “Health & Fitness Journal” um artigo apresentando um tipo de treinamento de “alta intensidade” com “uso do peso corporal”. Além de explicar a base científica do plano, o estudo propõe combinar exercícios aeróbicos (como corrida no lugar) com exercícios de resistência/força (como flexão de braço). Cada um é realizado por 30 segundos, em alta intensidade (tentando o máximo possível de repetições), e o intervalo de recuperação é de apenas 10 segundos. Noves fora, o pacote todo dura apenas “aproximadamente sete minutos”, conforme o texto descreve. O circuito pode ser repetido duas ou três vezes, dependendo do condicionamento do atleta e do tempo disponível. Foi o que bastou para ser apelidado de “treino científico de 7 minutos” em texto no “New York Times” e, a partir dali, em uma fieira de lugares, do internético “Huffington Post” ao britânico “Daily Mail”, e em publicações especializadas em boa forma. Há vídeos gratuitos mostrando como executar a série e aplicativos com cronômetros digitais para monitorar a execução da tarefa. Não se trata, porém, de uma série para prover força ou resistência específica para um esporte, destacam os autores: “Esse tipo de programa oferece uma boa opção para ajudar pessoas ocupadas a melhorar a saúde e enfrentar o estresse”. Monitorado pela treinadora Vivian Casagrande, 37, mestre em bioquímica do exercício pela Universidade de São Paulo, testei o pacote. Para garantir que eu fizesse os exercícios o mais rápido possível, Casagrande cronometrava as sequências e, nos intervalos, me avisava qual seria o exercício seguinte. A primeira constatação: não é um circuito de apenas sete minutos. O tempo mínimo, no papel, é de sete minutos e 50 segundos, mas basta piscar ou pensar na morte da bezerra para que a transição dure mais que dez segundos. Levei dez minutos e 20 segundos para completar a sequência, sem conseguir uma boa execução. Isso porque a série inclui alguns exercícios unilaterais; devem ser executados uma vez com cada perna, o que aumenta o tempo do circuito. contraindicações Mesmo assim, entrar em forma com um programa de exercícios de menos de 15 minutos que não custa nada é altamente sedutor. Há, porém, diversas contraindicações, como assinalam os criadores do circuito: “É preciso cuidado ao propor treinamento de alta intensidade para pessoas mais velhas ou obesas, candidatos destreinados, com lesões anteriores ou problemas de saúde; os exercícios isométricos não são recomendados para quem tem hipertensão ou problemas cardíacos”. Para Casagrande, os exercícios, “são muito complexos para serem feitos sem orientação

e supervisão”. No teste, por exemplo, tive trabalho para fazer direito o exercício que combina flexão de braço e rotação do corpo. O próprios autores alertam: “Ao tentar fazer tudo da forma mais rápida possível, o aluno corre o risco de fazer os exercícios de forma inadequada, aumentando a chance de lesão”. De um jeito ou de outro terminei a série com os músculos pulsando, o corpo suado e a boa sensação de ter o dever cumprido. Suzana Herculano-Houzel

Dirigindo do lado errado

O desafio, na estrada, assim como na vida, é aceitar um novo ponto de vista Estávamos eu e meu marido na Escócia para o TEDGlobal e tínhamos um único dia livre antes do evento. Resolvemos então dar uma volta desde o litoral até o começo das Highlands, aproveitando que nessa época do ano o Sol brilha até depois das 22h. Um único e pequeno porém: lá se dirige “do lado errado” da estrada. O aluguel de um carro com transmissão automática custava o triplo do carro básico, o que acabou enterrando definitivamente a alternativa mais fácil. Mas o que eu queria era mesmo a transmissão manual. Afinal, por que perder a oportunidade de colocar nosso cérebro duplamente à prova: ter que usar a outra mão (e portanto o outro lado do cérebro) para trocar as marchas e ainda ter que dirigir do outro lado da rua? Meu marido se aventurou primeiro, antecipando a visita a destilarias que me colocaria ao volante dali em diante. Enquanto ele dirigia os primeiros minutos usando todo seu acervo de expletivos para expressar o esforço cognitivo de repetir mentalmente “ficar à esquerda, ficar à esquerda”, usar braço e mão esquerdos para fazer movimentos nunca dantes feitos e ainda negociar o GPS comandando intermináveis sequências de rótulas na rua, eu não conseguia parar de rir. Para meu cérebro, estava tudo errado, desde ver meu marido dirigindo no que deveria ser o banco do carona até me ver perto demais da calçada esquerda que ele atropela algumas vezes no caminho. Logo chegou minha vez ao volante, e descobri que usar o outro lado do cérebro para trocar as marchas até que não é problemático. A essa altura, também já tinha entendido a lógica das rótulas e os comandos do GPS (muito educados, por sinal: “por favor, vire à direita”), então eu tinha um problema a menos para resolver. Entrar com o carro na estrada, contudo, faz meu córtex cingulado anterior soar todos os alarmes, como numa piada de português: “Mas são uns loucos, estão todos dirigindo na contramão!”. Quando meu cingulado parou de antecipar a catástrofe e aceitou como a nova realidade dirigir do lado esquerdo da rua, é que me dei conta do verdadeiro desafio de dirigir do outro lado e que explica a atração de meu marido pela calçada. No Brasil, nós nos acostumamos a ver a estrada do seu terço esquerdo atrás do volante. No Reino Unido, o motorista tem que ficar no terço direito da estrada. O desafio, na estrada, assim como na vida, é aceitar um novo ponto de vista. Suzana herculano-houzel, neurocientista, professora da UFRJ, autora do livro “Fique de Bem com o Seu Cérebro” (Editora Sextante) e do blog www.suzanaherculanohouzel.com

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Dupla americana seduz público com treinamento breve e de alta intensidade para manter a forma


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Informe Publicitário

Inaugura em Bragança, na próxi- limão, e mixybar maça verde. Já o “Olhos ma segunda, dia 2 de setembro, o Negros de Salomé” é preparado com Salomé Café Bar. De propriedade Cachaça Salomé Ouro, amora, frambodos amigos Paulinho do Barril e esa, suco de limão e mixybar cramberry. Fábio Brocheta, a ideia de trazer para Entre pratos e petiscos, destacam-se a cidade um conceito diferenciado de a Torre de Frango, o Palmito Recheboteco, surgiu em uma viagem que ado, a Pizza Frita e, principalmente fizeram à Amsterdam, na Holanda. a Mesa Gourmet de queijos e frios de Durante uma visita ao estádio do clube altíssima qualidade, além dos deliciosos de futebol Ajax, conheceram o bar lo- petiscos que dividem as mesas com calizado dentro do clube e chegaram à dezenas de grupos de amigos que se conclusão que ambos tinham o mesmo reúnem para curtirem o clima amigável sonho: montar um bar, na terra natal, e o atendimento amistoso do Salomé que tivesse o esporte como referência. Café Bar. Tudo isso e mais uma cozinha Assim que voltaram à Bragança come- respeitável e de qualidade, com grande çaram a pesquisar sobre o assunto e variedade de pratos e lanches saborosos chegaram até a Rede Salomé, franquia e originais conferem à Rede Salomé o de bares, com sede na cidade de Soro- apelido de Boteco Chique dado pelos caba. “Fomos até a cidade conhecer e seus seletos frequentadores. gostamos muito do estilo. E o bar ainda tem o Salomé Futebol Clube, o que tem tudo a ver com o conceito de esporte Salomé não conquistou apenas Oscar que procurávamos. Cada ambiente do Wilde e Caravaggio, mas o nome tambar tem uma TV e em cada uma delas, bém serviu de inspiração para o bar, que um jogo diferente. É o lugar ideal pra surgiu em Sorocaba em 2005 e hoje já assistir futebol com os amigos. Já esta- se encontra em cidades como Londrina, mos pensando em promoções ligadas às Brasília, Jaú, Campo Grande e Teresirodadas dos campeonatos”, fala Fábio. na, além do ponto na Vila Madalena, A Rede Salomé possui conceito e atmos- em São Paulo. O primeiro Salomé Café fera próprios, que podem ser percebidos Bar surgiu com a transformação de uma em detalhes como as mercearia que existia paredes de tijolos apahá mais de 40 anos, rentes, móveis rústicos, O ambiente do bar remete no Jardim Paulistano, varanda com mesas de aos bares tradicionais de São um dos bairros mais madeira, quadros com Paulo. Alguns amigos já estão elegantes de Sorocaba. figuras em todas as Hoje o Salomé Café Bar paredes e muitas pra- dizendo que é um bar com caracterizou-se como teleiras de madeira com cara de Vila Madalena um Boteco Chique, que uma grande variedade agrada quem curtem o Fábio Brocheta de bebidas destiladas. happy hour, estendendo “Procurávamos um lugar pela noite o prazer de na cidade que fosse mais reservado, de um cardápio de boteco absolutamente esquina e que tivesse fácil estacionamen- único. “O ambiente do bar remete aos to. Encontrei o lugar ideal por acaso, bares tradicionais de São Paulo. Alguns enquanto passava de carro por aqui”, amigos já estão dizendo que é um bar explica Paulinho. com cara de Vila Madalena”, brinca Fábio. O local a que ele se refere é a esquina O que não falta é motivos para conhecer da Rua Conselheiro Rodrigues Alves o Salomé Café Bar, em Bragança. Se quer com a Rua Conciclia Stella Cardoso, comemorar seu aniversário de maneira bem em frente à pracinha do Jardim descontraída, a casa prepara um drink Público e ao prédio do antigo colégio especial pra você. Se quer ter uma tarde São Luis, que está em reforma. “Muitos agradável com os amigos, curtindo futebol conhecidos nos disseram que tivemos na TV e ainda degustando as melhores uma sacada legal, que o lugar é ótimo, marcas de cachaça ou cerveja, o Salomé porque daqui há algum tempo teremos Café Var é o lugar ideal. Se quer ter a o Centro Cultural bem em frente. Não sensação de estar em um bar paulista foi pensando nisso que escolhemos o sem sair de Bragança, o Salomé Café Bar lugar. Sem querer, acabamos apostando também é a opção. “Quisemos trazer na revitalização dessa parte da cidade”, para nossa cidade uma nova opção para fala Fábio. “O que pensamos na hora de a família. O lugar é ideal para curtir um escolher a localização, era tentar criar final de tarde gostoso com os filhos e um novo point na cidade, distantes dos netos. O conceito não é de balada, mas lugares que já estão ficando saturados,” sim de Boteco mesmo, pra bater papo e completa Paulinho. esquecer do tempo em momentos agradáveis”, fala Paulinho.

Conceito

Fábio Brocheta e Paulinho do Barril resolveram trazer o bar para a cidade com a ideia de oferecer aos bragantinos um novo conceito em boteco.

Salomé Café Bar ainda conta com os tradicionais Clube do Whisky, Clube da Vodka e o Clube da Cachaça.

Happy Hour

Já em seu slogan, o Salomé Café Bar tem o “novo conceito em Boteco”, como marca. E isso se mostra também no jeito especial de curtir o happy hour. Entre os destaques do cardápio de bebidas estão as destiladas, entre elas uma ampla carta de cachaças contendo mais de 350 rótulos das principais marcas do Brasil. Além disso, o cliente encontra também as principais marcas de cervejas nacionais e importadas servidas em baldes com gelo. E o Salomé Café Bar ainda conta com os tradicionais Clube do Whisky, Clube da Vodka e o Clube da Cachaça. Para fazer parte, basta o cliente adquirir uma garrafa da bebida de sua preferência. Com isso, ele recebe um cartão com o número de sócio e a garrafa receberá o mesmo número. Sempre que estiver no Salomé Café Bar, basta apresentar o cartão e a garrafa lhe será servida imediatamente. “Para quem não bebe, temos também os drinks sem álcool. E ainda temos os drinks especiais da rede, preparados com Cachaça Salomé”conta Fábio. O “Dança de Salomé”, por exemplo, é preparado com Cachaça Salomé Prata, kiwi, suco de

A abertura do Salomé Café Bar em Bragança acontece na próxima segunda, dia 2 de setembro, às 18h. O horário de funcionamento do boteco é de terça a sexta, a partir das 17h e sábado, domingos e feriados, a partir das 15h.

Salomé Café Bar conta com uma ampla carta de cachaças contendo mais de 350 rótulos das principais marcas do Brasil.

Endereço: R. Conselheiro Rodrigues Alves, 199 – Telefone: 11 2473 – 6692 Email: bragancapaulista@ salomebar.com.br Facebook: Salomé Café Bar Bragança Paulista www.salomebar.com.br/ www.seunovoconceitoemboteco.com.br

Tijolos aparentes, móveis rústicos, quadros com figuras e varanda dão ao Salomé Café Bar uma atmosfera própria.


saúde

Jornal do Meio 707 Sexta 30 • Agosto • 2013

Brasil aprova

nova droga biológica contra o lúpus

No Brasil, cerca de 200 mil pessoas têm a doença; novo tratamento custa mais de R$ 50 mil ao ano Por DHIEGO MAIA RICARDO MANINI /FOLHAPRESS

O primeiro medicamento desenvolvido em mais de 50 anos para tratar especificamente pessoas com lúpus chegou ao mercado brasileiro neste mês. A droga, batizada de Benlysta, é uma proteína que combate o processo responsável por levar o corpo do paciente a atacar as próprias células de defesa. O tratamento é caro. Cada infusão da droga, administrada por injeção intravenosa, custa R$ 3.800 para alguém com até 60 kg. Só no primeiro ano do tratamento, é preciso desembolsar R$ 57 mil pelas 15 doses previstas, mas o custo pode ser maior, de acordo com o peso do paciente, segundo a fabricante GSK. O tratamento existente hoje, à base do anti-inflamatório cortisona, não custa mais do que R$ 2.000 ao ano. A droga também é distribuída pela rede pública de saúde. Estima-se que o Brasil tenha 200 mil pessoas com lúpus. Por ano, mais de mil casos são diagnosticados. Segundo o Ministério da Saúde, em 2012, a doença levou à internação 4.475 pessoas. As mulheres são as mais afetadas. Em cada grupo de dez doentes, nove são mulheres em idade reprodutiva.

Novo tratamento

O lúpus é uma doença autoimune. Morton Scheinberg, reumatologista que coordenou parte dos testes clínicos da nova droga no Hospital Abreu Sodré, explica que os linfócitos B, células de defesa, produzem anticorpos que atacam o organismo das pessoas que têm a doença. O lúpus mais “leve” causa artrite, fadiga, perda de cabelo e problemas na pele. Em fase moderada, a doença leva a uma queda no número de plaquetas e glóbulos brancos no sangue. Casos graves acometem os rins e o sistema nervoso central, causando desde dores de cabeça até convulsões e paralisia. O novo remédio, que também é um tipo de anticorpo, dificulta o amadurecimento dos linfócitos B para reduzir seu ataque aos tecidos saudáveis do organismo. Segundo Roger Levy, professor da Uerj (Universidade Estadual do Rio de Janeiro) e pesquisador que avaliou o Benlysta no Brasil, os efeitos

adversos da cortisona aparecem com o tempo. “Anos de uso podem causar diabetes, hipertensão, aumento de peso, queda de cabelo e necrose nos ossos”, afirma. A nova droga, porém, não é isenta de efeitos colaterais, incluindo infecções graves, náuseas, diarreias e febre. De acordo com o reumatologista Luiz Coelho Andrade, da Unifesp, o Benlysta não vai substituir o tratamento existente. “O uso deverá ser complementar ao tratamento convencional.” O médico nota avanços no tratamento da doença. “Há 40 anos, mais da metade das pessoas com lúpus morria. Hoje, quando o paciente descobre que tem a doença, dizemos que ele vai levar uma vida normal, apesar de eventuais complicações.” A FDA (agência reguladora de fármacos nos EUA) autorizou a venda do Benlysta após oito anos de pesquisa. Os estudos foram feitos em 31 países, incluindo o Brasil. A GSK diz que pretende comercializar o medicamento também na versão para injeção subcutânea em três anos. Colaborou Débora Mismetti Dhiego Maia e Ricardo Manini participam

do 1º Programa de Treinamento em Ciência e Saúde, que tem patrocínio institucional da Pfizer ‘Não tinha força nempara abrir a

pasta de dente’. A consultora de moda Astrid Sekkel, 48, tem lúpus há seis anos e participou dos testes da nova droga aprovada para o tratamento da doença. “Comecei a perceber manchas arroxeadas na perna, dores nas articulações da mão e um cansaço muito grande. Fui ao dermatologista e ele disse que era uma picada de bicho. Tratei um ano como alergia e não melhorava. A primeira reumatologista que procurei me disse que a doença era uma ‘morte silenciosa’. Saí do consultório apavorada, chorando. Então decidi procurar uma segunda opinião. O médico me ofereceu para entrar no estudo clínico. Muita gente próxima foi contra, porque você corre os riscos de ser a cobaia. Mas pensei que se o remédio não servisse para mim, poderia servir para outras pessoas. Cada pessoa do teste reagiu de um jeito. Algumas ficaram enjoadas. Eu tinha sonolência no dia em que aplicava o remédio, mas acordava ótima. As dores articulares pararam. Antes, não conseguia abrir a pasta de dente de manhã. Você fica absolutamente dependente. Hoje estou levando uma vida normal, faço pilates. Acordo sem dizer ‘ai’.” Foto: Danilo Verpa/Folhapress

Retrato de Astrid Sekkel, 48. A consultora demoda Astrid Sekkel, que faz o tratamento.

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informática & tecnologia

Jornal do Meio 707 Sexta 30 • Agosto • 2013

À sombra dos gigantes Alternativas a serviços on-line de empresas como Apple, Facebook e Google crescem após revelação de programa de vigilância dos EUA

Por RAFAEL CAPANEMA /FOLHAPRESS

Depois da revelação da existência do Prism, programa que permite à NSA (Agência Nacional de Segurança dos EUA) acessar os dados dos usuários de empresas como Apple, Google e Facebook, o buscador DuckDuckGo (duckduckgo.com), que foca a privacidade, viu sua média de pesquisas diárias quase dobrar, de 1,7 milhão para 3 milhões. O temor de alguns usuários de que suas atividades on-line sejam monitoradas fez crescer também o interesse pelo Tor Browser Bundle (tor project.org), que permite navegar na web de forma anônima. O software é usado pelo próprio Edward Snowden, o ex-analista de inteligência que tornou público o programa de vigilância dos EUA. Surgiram ainda sites que apontam alternativas de buscador, navegador, e-mail, mensageiro instantâneo e outros serviços que prometem não monitorar seus usuários. O mais notável deles é o prism-break. org (referência à série americana “Prison Break”; fuga da prisão, em tradução livre), que teve 640 mil visitas desde a sua criação, há cerca de um mês. Para o criador do site, o designer Peng Zhong, a maioria das pessoas é dependente do Google e do Facebook a ponto de pensar ser impossível substituir seus serviços. De fato, não é confortável trocar produtos estabelecidos há anos, mantidos por equipes gigantes de empresas ricas, por alternativas mais modestas, não raro mais lentas e menos completas. “No entanto, espero que as pessoas percebam que o Prism não é uma brecha ordinária de privacidade. Aqueles que entendem que todas as palavras que digitam no Facebook ou dizem no Skype podem ser gravadas permanentemente pela NSA certamente buscarão criptografar sua comunicação”, diz Zhong. Na semana passada, empresas de tecnologia pediram mais transparência sobre a coleta de dados em uma carta aberta a Barack Obama. É preciso ter disposição para escapar dos gigantes . Serviços alternativos podem ser mais lentos e menos completos. Apesar disso, criador de site que lista substitutos diz que não teve grandes dificuldades até agora . Há um preço a pagar pela privacidade: o Tor Browser Bundle, que permite navegar na web de forma anônima, é mais lento e pode ser incompatível com alguns sites, e o buscador DuckDuckGo, que promete não monitorar seus usuários, não é otimizado para a língua portuguesa e nem busca de imagens tem. Para quem não costuma lidar com informações tão bombásticas quanto Edward Snowden, que revelou o Prism, ou Bradley Manning, que vazou documentos confidenciais do Exército dos EUA pelo WikiLeaks,

a mudança de hábitos pode parecer um esforço grande demais. Mas Peng Zhong, criador do site prism-break.org, que lista alternativas aos serviços envolvidos no programa de vigilância Prism, diz que não teve problemas com os substitutos que adotou. Além de abandonar o sistema operacional OS X, da Apple, em prol do Linux, trocou a busca do Google pelo Startpage, o Chrome pelo Firefox, o Dropbox pelo Git Annex Assistant, o Hangouts (antigo Gtalk) pelo Adium com OTR (Off-the-Record Messaging) e o Skype pelo Jitsi. “Para a maioria das pessoas, o Facebook vai ser o app mais difícil de remover. Como você vai pedir ao seu eventual empregador que o adicione na rede social que você mesmo hospeda? E um novo amigo? Não há uma resposta fácil”, diz Zhong. A empresária Luiza Voll, 30, desativou sua conta no Facebook em janeiro, antes da revelação do Prism.

“As questões de privacidade não colaboraram com a minha saída”, diz. “Sempre tive consciência de que o que compartilhava ali podia ser compartilhado com o mundo todo, inclusive com o Obama.” Ela diz que o que mais a incomodou sobre o Prism foi o envolvimento do Gmail e do Skype. Apesar disso, não procurou substitutos, “simplesmente por não saber da existência de alternativas boas o suficiente.” Empresa financiada pelo Google tem o DNA de mais de 300 mil pessoas. A 23andMe, empresa que vende serviços de sequenciamento genético e que já recebeu cerca de US$ 10 milhões do Google, guarda dados dos genes de mais de 300 mil pessoas, segundo seu próprio site (23andme.com). Aberta em 2006 pelas biólogas Anne Wojcicki mulher do cofundador do Google Sergey Brin e Linda Avey, a companhia oferece o “mapeamento” de genes por US$ 99. Em concorrentes, o serviço pode passar de US$ 1.000.

Quem contrata a empresa recebe, pelo correio, um recipiente para depositar sua saliva. Em seguida, envia-o de volta. Os resultados chegam em até seis semanas. O exame promete, entre outras coisas, identificar a propensão do indivíduo a uma série de doenças ou até achar parentes desconhecidos pelo mundo. Recentemente, o procedimento ganhou atenção da imprensa. A atriz Angelina Jolie anunciou ter retirado os seios depois de descobrir, por meio de um exame similar, que tinha grandes chances de desenvolver câncer de mama. Quando o sistema de vigilância digital da Agência Nacional de Segurança dos EUA foi exposto, a 23andMe foi alvo da desconfiança de usuários do Twitter preocupados com a privacidade de seu patrimônio genético. Ao jornal, a empresa disse que só repassa dados com consentimento explícito dos clientes, “a não ser nos casos em que é obrigada por lei”.


Mão na Massa

Por Martha Vaz

Criatividade aprendendo a usar

Educação através do sensível nos remete a lidar com o ser humano e suas emoções, percepções, imaginação e intuição. Hoje em particular vamos falar sobre o ato de criação. O que é esse ato criativo? É um estado de mobilização interior, caracterizando-se pela presença ativa da mente. Não dá para separar mente e pensamento do sensível: intuição, criação, percepção e emoção. “A intuição possibilita a apropriação do conhecimento, ampliando repertórios tanto do ponto de vista da cognição como do sensível” – Ostrower O processo criativo exige ausência de padrões, mas não uma ausência espiritual. Ao criarmos, ativamos corpo e mente como um todo, que pensa e sente e por isso imagina cria e produz. A criação exige concentração intensa, e neste processo a mente é ativada e consequentemente

todo o ser responde aos estímulos sensíveis. Essa trajetória nos leva a pensar que a educação lida não só com os aspectos cognitivos como também com os sensíveis. Entre intuição e razão não existe isolamento e não se desenvolvem de forma fragmentada. Quando intuímos alguma coisa, não necessariamente fazemos uso de configurações ou palavras. Os cientistas e artistas não sabem explicar logicamente como chegaram a tais resultados em suas descobertas. As ciências e as artes se unem, pois os caminhos de descobertas e criações são intuitivos. O ato de criação é solitário e corajoso e é isso que o professor deve incentivar. O professor aberto à vida, sem preconceitos e receptivo a novas experiências terá condições de criar possibilidades para favorecer o ato criativo aos alunos. O ato de criar é

uma entrega, é a presença total naquilo que se faz. O professor atento não deveria tolher ou gerar insegurança neste momento tão profundo. O inicio do processo de criação leva à inquietude e tensão. Exige coragem em se jogar a um mar de incertezas e questionamentos. O artista educador, sensível a este momento, conduz sem criticar ou danificar esse material etéreo que surge num contexto de emoções e de representação mental. O respeito e a sensibilidade deste educador neste momento vai ser de grande contribuição. Pode mudar a forma de o aluno ver o mundo e de se perceber como pessoa. No meu trabalho como arte-educadora e artista privilegio esta atitude, e compartilho com todos os meu parceiros na Casa das Mangueiras. Venham conferir!

Jornal do Meio 707 Sexta 30 • Agosto • 2013

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Reflexão e Práxis

Jornal do Meio 707 Sexta 30 • Agosto • 2013

O papel da mulher

na sociedade contemporânea, parte 1 Por pedro marcelo galasso

A mulher é pensada sempre sob uma ótica imanentemente masculina e masculinizada, uma vez que o referencial injusto e impreciso que permeia nossa visão sobre as mulheres é o homem e a sociedade construída para ele. Habitualmente, a mulher é pensada segundo os parâmetros que idealizamos para as figuras masculinas. Assim, todas as vezes que alguma mulher se destaca socialmente ou surpreende o homem, o imaginário coletivo masculinizado a compara com outros homens ou diminui os feitos e realizações dela, dando o crédito que seria dela à alguma figura masculina que a “antecede” e, quando estes artifícios falham, questiona-se o quanto destas realizações não são conquistas sexuais de favores para justificar sua atuação confirmando uma provável “falta capacidade ou de atributos” femininos ligados ao intelecto; ou assistimos à diminuição das mulheres quando a sua sexualidade é questionada ou posta “fora de padrão” o que, por vezes, nem mesmo existe, e

que na imensa maioria das vezes não tem ligação com o que é feito ou produzido pelas mulheres. A reflexão inicial deste texto é traçar algumas ideias sobre as mulheres a partir do final do século XIX até o início do século XXI e, posteriormente, refletir sobre o quanto o próprio papel feminino está efetivamente construído. Uma das mudanças mais importantes da segunda metade do século XX é representada pelos novos papéis que as mulheres, particularmente as casadas, assumem. Curiosamente, não estamos falando da participação da mulher no mercado de trabalho, pois ao contrário da visão comum esta participação já era forte no final do século XIX, em setores predominantemente feminizados, como centrais telefônicas, profissões assistenciais, secretariado, ou seja, mostrando que a sua participação já era considerável no setor terciário. Portanto, com o aumento do setor terciário, centrado na oferta dos serviços e ligado a expansão do capitalismo financeiro, a participação feminina também cresceu.

O mesmo não pode ser afirmado quando pensamos os setores primário e secundário da economia, estes ainda dominados pela presença masculina. Ainda assim, as mulheres estavam presentes em indústrias de tecidos e roupas, já em declínio no início do século XX. É importante também ressaltar que a participação da mulher variou de país para país, épocas diversas e atividades consideradas. No entanto, a distinção não é significativa se nos atermos ao fato de que as mulheres sempre ocupavam posições subalternas, seja nas empresas públicas ou privadas e sempre, curiosamente, sindicalizadas, especialmente nos serviços públicos e sociais. As mudanças no papel feminino ganhavam força após a Segunda Guerra Mundial quando o seu acesso ao ensino superior ganha uma força até então desconhecida. Nos EUA, na década de 80 do século XX, as mulheres correspondiam a quase a metade dos estudantes universitários. O fator mais curioso sobre os movimentos feministas é exatamente esta

conjugação de participação das mulheres casadas no mercado de trabalho e sua participação cada vez maior na educação superior, principalmente a partir dos anos 60, do século XX. As mulheres até esta década haviam conquistado, em algumas regiões do mundo, direito ao voto e alguma eunomia no que se refere aos direitos civis, o que fez o movimento feminista ficasse enfraquecido entre o início do século XX e a década de 50 do mesmo século. Nos EUA, as elites femininas educadas e politizadas, típicas da classe média, começaram uma luta por direitos mais expressivos e por uma efetiva participação no que se refere a aprovação e elaboração de políticas de direitos civis, já na década de 60, mas só alcançaram força na década de 80, impondo a adoção de termos, como por exemplo gênero, quando nos referíamos as questões de ordem sexual e trabalhista. Pedro Marcelo Galasso - cientista político, professor e escritor. E-mail: p.m.galasso@gmail.com

Manual para tímidos

antenado

Por RAFAEL RONCATO /folhapress

O quadrinista carioca Bruno Maron, 34, se considera um tímido. Quem vê suas tiras publicadas no “Folhateen” ou no blog Dinâmica de Bruto, não imagina que por trás daqueles desenhos sujos, distorcidos e “toscos” como ele mesmo define combinados com a crítica ácida sobre o comportamento “grotesco” de nosso cotidiano, há alguém que evita os holofotes. Mesmo assim, ele faz questão de frisar e exemplificar a própria timidez e a de outras tantas pessoas ao lançar seu primeiro livro por uma editora, o “Manual de Sobrevivência dos Tímidos”. “Nos quadrinhos, gosto de falar sobre vários aspectos do comportamento humano, sem salientar nenhum específico em detrimento de outros. O livro é sobre um assunto, demandou um esforço maior para pesquisar, até porque as pessoas não gostam muito de falar sobre a própria timidez”, conta Maron. No lugar dos garranchos espinhosos pelos quais o autor é conhecido, o “manual” traz os famosos bonequinhos das cartelas de emergência de avião guiando o leitor através de diversas sugestões para dar ao tímido uma vida menos sociável e mais próxima do isolamento completo. “Acho que um assunto tão universal como timidez casava muito bem com esse tipo de desenho, que além de ser universal, também transmite o horror das situações de vergonha tímida”, afirma. Mesmo não sendo um livro de quadrinhos, pontua-se nele um humor influenciado por Laerte, Glauco e Angeli, grandes

referências na vida de Maron. Por mais que o “Manual de Sobrevivência dos Tímidos” seja uma novidade editorial, o livro em si parece ter sofrido um ataque de timidez: foram dez anos para a publicação ver a luz do dia. A ideia surgiu em 2001, bem antes da incursão do autor pelos quadrinhos, numa fase que ele se encontrava com dois amigos para criar “projetos que iriam salvar suas vidas” uma desculpa para falarem besteira. Entre um papo e outro, todos concluíram serem tímidos e usarem infinitas táticas e falcatruas para a fuga do contato social ou simplesmente disfarçar a timidez. “Aí veio a fagulha. Fiz o manual como projeto final da faculdade de design, mas foi tudo apressado. Quando me formei, tive a intuição de que aquela ideia poderia ter sido mais bem aproveitada. Entendi que não tinha maturidade para tocar aquilo, faltava repertório visual, literário e humorístico para não passar vergonha. Dez anos se passaram, eu não amadureci, mas mesmo assim lancei o livro.”

Advertência

O aviso logo no início do manual é claro: “Lamento, mas este não é um livro de autoajuda”. Através da conhecida verborragia nos quadrinhos, Maron não busca fazer um guia prático para tornar a pessoa tímida o extrovertido da última semana ou um sucesso de público e crítica. Para ele, o tema é pouco explorado no humor, o que se tornou um prato cheio

para quem pratica a ironia e o sarcasmo com naturalidade. Entre tantos exemplos expostos no livro, como “inadequose”, ensaios psíquicos e urina travada, alguns foram retirados de experiências pessoais para tornar a piada ainda mais real. “Parto do princípio de que para sacanear o mundo você tem que ter a decência de se sacanear primeiro”, diz. “Quando você é honesto consigo mesmo e constata que boa parte da timidez é vaidade em excesso, cai uma máscara e surge a possibilidade de zombar de si. Rir de si mesmo é um antídoto maravilhoso para aniquilar a timidez, mas ao mesmo tempo serve como um recurso canalha para mascarar uma vaidade tão monstruosa que precisa ser golpeada incessantemente para não se tornar um tumor”, explica. Mas será que de alguma forma o livro serviu para ele melhorar a própria timidez? “Escrever esse livro foi terapêutico, porém não me atreveria a dizer que isso melhorou a minha timidez. Acho que no fundo só ampliou o meu leque de mutretas pra disfarçar a minha condição”, diz Maron. “Subir num carro alegórico

e ficar sambando (usando apenas um tapa-sexo) seria uma atitude muito mais transformadora.” Manual de sobrevivência dos tímidos Autor: Bruno Maron Editora: Lote 42 Quanto: R$ 39,90 (128 págs.) Foto: Rafael Roncato/Folhapress

O quadrinista Bruno Maron


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Começa a contagem regressiva

para o Mcdia feliz

Bragança Paulista e Atibaia estão em contagem regressiva para o último sábado do mês de agosto, 31, quando será realizado o McDia Feliz, maior campanha em prol de crianças e adolescentes com câncer no Brasil. Além de despertar a atenção de toda a sociedade e sensibilizá-la para a maior causa de morte por doença entre crianças e jovens de cinco a 19 anos, a campanha coordenada nacionalmente pelo Instituto Ronald McDonald, visa captar recursos e concentrar esforços em projetos locais, regionais e nacionais a fim de contribuir para o aumento dos índices de cura do câncer infantojuvenil. Esta será a 25ª edição da campanha que, anualmente, beneficia mais de 30 mil crianças, adolescentes e seus familiares. Ao longo dos últimos 23 anos, os recursos obtidos com o McDia Feliz têm viabilizado a implantação de unidades de internação, ambulatórios, salas de quimioterapia, casas de apoio e unidades de transplante de medula óssea, entre outros projetos em benefício de crianças e adolescentes com câncer. Para o empresário Cláudio Costa, franqueado McDonald’s em Indaiatuba, o McDia Feliz se tornou uma tradição, com amplo apoio da população local. “O McDia Feliz fomenta uma rede de voluntários e estimula o espírito solidário para um objetivo comum, o de arrecadar fundos para o tratamento do câncer infantojuvenil”, explica Costa.

Programação do McDonald’ Bragança Paulista

Para mobilizar a população no sába-

SPASSU da Elegância

do, dia 31, o McDonald’s de Bragança Paulista preparou varias atrações de dança e música. Veja a programação completa: 11:00 hs – A partir deste horário : - Som com o Dj Igor da DISCO SOM; - Animação com Nando Fagundes; - Cama Elástica Brink Fest; 14:00hs - Projeto Dança e Cidadania: - Grupo Melhor Idade. - Flash Mob - Break Street - Ginástica com a Gi e Bel - Grupo de Dança Sem Limites (ADEF - Associação dos Deficientes Físicos de Bragança Paulista) A ADEF é uma associação civil de Utilidade Pública, filantrópica e sem fins lucrativos, que desde 1998 tem como principal objetivo, auxiliar e apoiar as pessoas portadoras de deficiências visando sua plena inclusão social e possibilitando o exercício da sua cidadania. 16:00hs – Companhia de Dança Letícia Turella 17:00hs – Pedro Carvalho – Voz e Violão

McDia Feliz em Bragança Paulista e na Região

Além de Bragança paulista, a Casa Ronald McDonald Campinas e o Centro Infantil Boldrini serão beneficiados com a venda de tíquetes antecipados, produtos promocionais com a marca McDia Feliz e sanduíches Big Mac nos restaurantes de Campinas, Piracicaba, Hortolândia, Mogi Guaçu, Vinhedo, Atibaia, Valinhos, Indaiatuba, Paulínia (SP) e Poços de Caldas (MG). A arrecadação neste ano pela campanha será aplicada para a manutenção

da Casa. “O McDia Feliz representa 50% da nossa renda para os gastos mensais e é muito importante para a casa a campanha”, conta a presidente da Casa Ronald McDonald Campinas, Carmen Buratto. O Boldrini irá destinar os recursos no Projeto Básico/Executivo para o prédio de laboratórios de pesquisa do Hospital.

Sobre o Instituto Ronald McDonald e programas

O Instituto Ronald McDonald é uma instituição sem fins lucrativos cuja missão é promover a saúde e a qualidade de vida de crianças e adolescentes com câncer. Para isso, a organização desenvolve e coordena Programas - Diagnóstico Precoce, Atenção Integral e Casas Ronald McDonald - que possibilitam o diagnóstico precoce, encaminhamento adequado e atendimento integral e de qualidade para os jovens pacientes e seus familiares. As principais fontes de arrecadação do Instituto Ronald McDonald são o McDia Feliz – maior e mais abrangente campanha nacional no combate ao câncer infantojuvenil – e a Campanha dos Cofrinhos, iniciativa que conta com a doação de trocos dos clientes dos restaurantes McDonald’s. Com mais de dez anos de atuação, o Instituto Ronald McDonald articula diferentes agentes da causa e destina de recursos a projetos de construção e reforma de casas de apoio e unidades médicas, compra de equipamentos e veículos, capacitação profissional e apoio psicossocial a pacientes e familiares, entre muitos outros. Saiba mais sobre as fontes de arrecadação, os programas

e as instituições beneficiadas em www.instituto-ronald.org.br.

Sobre o Programa Casa Ronald McDonald no Brasil

O Programa Casa Ronald McDonald é uma iniciativa global criada pela Ronald McDonald House Charities, sistema internacional presente em mais de 50 países. O objetivo do programa é oferecer mais qualidade de vida e bem-estar às crianças e adolescentes. No Brasil o programa é coordenado pelo Instituto Ronald McDonald e conta atualmente com cinco unidades nas cidades do Rio de Janeiro (RJ), São Paulo, Santo André, Campinas (SP) e Belém (PA). As Casas Ronald McDonald oferecem hospedagem, alimentação, transporte e suporte psicossocial para os pequenos pacientes com câncer e seus familiares que, devido ao tratamento, encontram-se longe das suas cidades. A unidade do Rio de Janeiro foi a primeira Casa Ronald McDonald da América Latina, inaugurada em 1994. Já as demais instalações brasileiras foram implantadas em 2007 nas cidades de São Paulo e Santo André (SP), em 2010 em Campinas (SP) e em 2012 em Belém (PA).

McDia Feliz em Bragança e Atibaia Dia 31 de Agosto, a partir das 11:00hs McDonald’s Bragança: Lago do Taboão McDonald’s Atibaia: Lucas Nogueira Garcez


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Foi com muita alegria que fotografei o casamento desse lindo casal: Nicolle e Herik. Uma noite muito especial onde testemunhei mais uma família começando. Nicolle é uma pessoa muito divertida e fez do making of uma verdadeira festa de família. Ela se arrumou na sua belíssima casa e estava acompanhada pelos pais, irmã e os avós. Uma corujisse só! Enquanto isso Herik, um doce de pessoa, aguardava ansiosamente na igreja a chegada da noiva. A cerimônia aconteceu na cidade de Atibaia e foi lindamente tocante onde todos os convidados se emocionaram com o casal. Os votos dos noivos foi um acontecimento à parte. Contaram a história de como se conheceram e o quanto se amam. Na sequência trocaram as alianças num clima muito romântico. Na saída muitos aplausos e votos de muitas felicidades. Enquanto os convidados seguiam para o salão de festas do Clube Recreativo em Atibaia, aproveitamos e fomos até o Hotel Bourbon Resort para fazermos algumas fotos. O cenário estava lindo e, somando com a alegria do casal, o resultado foram essas lindas fotos. Depois seguimos para a festa onde os noivos receberam os cumprimentos dos seus amigos e familiares com muita alegria e descontração. Mais um dia inesquecível pra mim.


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Nova geração do Fusion Hybrid apresenta ao Brasil as novidades da Ford em tecnologia híbrida por LUIZ HUMBERTO MONTEIRO PEREIRA/autoPress

Quando apresentou no Brasil a versão híbrida da primeira geração do Fusion, no final de 2010, a Ford decidiu direcionar o produto para as chamadas “vendas corporativas” – frotistas, altos executivos, etc. Já na segunda geração da versão do sedã que combina uma motorização à gasolina e outra elétrica, o foco é outro. O consumidor final de classe alta, preferencialmente os “formadores de opinião”, são o alvo do novo modelo, que chega ao mercado nacional esse mês. Altos escalões do Governo Federal e de alguns governos estaduais já confirmaram interesse. A intenção é que a boa imagem proporcionada pelas modernas tecnologias ecológicas do novo híbrido “contaminem” o restante da linha e ajudem a embalar as vendas da marca por aqui. Segundo dados do Inmetro, o estreante faz médias de 16,8 km/l na cidade e 16,9 km/l na estrada. O que, além da classificação “A” nos critérios de consumo da entidade, rendem ao Fusion Hybrid um belíssimo marketing: é o carro mais econômico do Brasil. Em tempos onde a sustentabilidade virou lugar-comum nos discursos das empresas do setor, poder exibir um desempenho desses em suas peças publicitárias é mesmo um achado. O novo sedã híbrido chega ao Brasil na configuração “top” Titanium com tração dianteira, por R$ 124.900. Longe de ser barato, o valor é competitivo em relação aos outros híbridos disponíveis no país – o Toyota Prius, bem mais despojado, sai por R$ 120.830, e o Lexus CF200h sai por R$ 149 mil. E também permite ao sedã “ecologicamente correto” da Ford tentar “beliscar” consumidores das versões mais básicas das marcas de luxo alemãs – Mercedes-Benz C180, Audi A4 e BMW 320 –, todos em faixa de preços similar. O novo Fusion Hybrid completa a linha do sedã, junto com os modelos 2.0 EcoBoost e 2.5 Flex. O grande atrativo do modelo obviamente é a motorização híbrida. No motor à combustão, a Ford continua a usar em seu híbrido o ciclo Atkinson, em vez do tradicional ciclo Otto – segundo a marca, há melhor aproveitamento da força da explosão. Em relação à geração anterior, o propulsor a gasolina sofreu um “downsizing”: era um 2.5 litros e agora é um 2.0. A redução diminuiu também a alíquota de imposto do modelo, o que ajudou a segurar o preço – quando foi lançada, em 2010, a primeira geração custava R$ 133.900. Em termos de desempenho, a potência e o torque caíram São 145 cv de potência e torque de 18,05 kgfm, contra 158 cv e 19 kgfm do motor 2.5 anterior. Em conjunto, trabalha o motor elétrico de 88 kW – 120 cv –, alimentado por uma bateria de íons de lítio, 23 kg mais leve que a de níquel da geração anterior – uma redução de 35% no peso. Juntas, as unidades propulsoras produzem agora uma potência máxima combinada de 190 cv. Trabalham associadas a um câmbio CVT – continuamente variável. O sistema de ar-condicionado é suprido pelo motor elétrico, para aliviar o propulsor a combustão. E o sistema Kers ainda regenera cerca de 95% da energia cinética gerada na frenagem do veículo. Na atual geração, o carro consegue chegar aos 100 km/h usando somente o motor elétrico – no modelo anterior, a partir dos 75 km/h o propulsor a combustão já entrava em ação. O novo Fusion Hybrid chega bem servido de equipamentos. Vem com oito airbags, ABS com EBD, sistema de entretenimento Sync, sistema MyFord Touch com GPS integrado, controles eletrônicos de tração e estabilidade, sensores de ponto cego, sensor de estacionamento e sistema de estacionamento automático Park Assist, piloto automático adaptativo, sistema de permanência em faixa, de chuva e crepuscular e ainda ar-condicionado de duas zonas, teto solar elétrico e bancos com regulagem elétrica em 10 posições e memória. Traz também um painel com informações como nível de carga da bateria do sistema híbrido, dados de consumo e indicações da eficiência da forma de conduzir. A Ford reluta em admitir suas expectativas de vendas para a versão híbrida do novo Fusion. Mas os executivos da marca deixam escapar que o novo Hybrid talvez possa representar 10% das vendas da versão topo de linha – o que daria cerca de 40 das 400 unidades mensais do Titanium AWD vendidas atualmente. O que já seria uma evolução em relação à geração híbrida anterior, que não superou a média de uma dúzia de unidades mensais em seus dois anos e meio no

mercado brasileiro. Para dar visibilidade ao produto, a Ford planeja investir em ações de marketing e “test drives”. Tudo para que os tais “formadores de opinião” possam conhecer de perto o Fusion Hybrid.

Primeiras impressões

Itu/SP - Ao apertar o botão de partida, o único sinal de que o Fusion Hybrid já está ligado é uma luz verde em forma de carrinho no canto do quadro de instrumentos. Nada de ruídos ou vibrações. O termo “lúdico” é frequentemente usado para definir alguns automóveis, que buscam instigar a “porção criança” que existe em qualquer adulto. Mas poucos merecem tanto esse adjetivo quanto o Fusion Hybrid. O modo como a efetividade da propulsão elétrica é demonstrada no painel dos híbridos da Ford é inusitado. Como já ocorria no Hybrid anterior, quanto mais a eletricidade move o carro e poupa o motor a combustão, simpáticas folhinhas vão surgindo em um mostrador. O resultado lembra de forma inequívoca a “interface” dos “videogames”. O “efeito psicológico” desse sugestivo gráfico é curioso. Depois de um certo tempo ao volante, mesmo o mais “pé pesado” dos pilotos inexoravelmente acaba aprendendo a exercitar a leveza do pé direito, só para ver a simpática folhagem “brotar” no mostrador. Ou seja, além de lúdico, o Fusion híbrido acaba sendo didático. Ensina que há outras maneiras de se divertir com um carro sem exigir que ele se comporte como um foguete. E que economizar combustível também pode ser divertido, além de racional. Ludicidade, didatismo e racionalidade são atributos louváveis. Mas quem entra em um sedã como o Fusion exige também boas doses de emoção. E, dinamicamente, o sedã híbrido da Ford não faz feio. Mesmo no modo elétrico, onde agora é possível atingir até 100 km/h, acelera com vontade e sem vacilações ou “engasgadas”. E quando atinge as faixas de giro mais altas, o motor elétrico ainda complementa a ação do propulsor a gasolina, como num “booster”. A Ford fala em uma aceleração de zero a 100 km/h em 9,3 segundos. No conjunto da obra, o Fusion Hybrid se mostra um sedã confortável, equilibrado e ágil. No decorrer das acelerações fortes e exigentes retomadas protocolares em uma avaliação dinâmica de automóvel, as folhinhas praticamente desaparecem no painel. Mas basta acionar o freio para que as ramagens voltem a surgir, mostrando que o sistema de recuperação de energia cinética aumenta a automomia do propulsor elétrico. Assim, instintivamente o motorista retoma um modo mais “civilizado” de guiar, só para ver as “danadas” se multiplicarem novamente. Ao deixar o volante do Fusion Hybrid, surge um “efeito colateral”: dirigir carros comuns perde um pouco da graça. A engenharia, o design e o marketing da Ford criaram um problema para a concorrência.

tipo cortina e para os joelhos. Peso: 1.650 kg em ordem de marcha. Capacidade do porta-malas: 392 litros. Tanque de combustível: 53 litros. Produção: Hermosillo, México. Lançamento mundial: 2012. Itens de série: Direção elétrica, rodas de alumínio de 18 polegadas, bancos dianteiros com ajustes elétricos, freio de estacionamento elétrico, painel de instrumentos

com duas telas de 4,2 polegadas, sistema de entretenimento com tela central de oito polegadas, GPS, faróis de neblina, ABS com EBD, assistente de partida em rampa, oito airbags, retrovisor interno eletrocrômico, ar-condicionado automático, sensor de estacionamento traseiro com câmara de ré e controles de estabilidade e tração. Preço: R$ 124.900. Foto: Luiz Humberto Monteiro Pereira/Carta Z Notícias

Foto: Luiz Humberto Monteiro Pereira/Carta Z Notícias

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Foto: Luiz Humberto Monteiro Pereira/Carta Z Notícias

Ficha técnica

Ford Fusion Hybrid Titanium Motor a combustão: A gasolina dianteiro, Ciclo Atkinson, transversal, 1.999 cm³, quatro cilindros em linha, quatro válvulas por cilindro. Comando duplo de válvulas no cabeçote, com sistema variável de abertura das válvulas de admissão. Injeção eletrônica e acelerador eletrônico. Motor elétrico: 88 kW – 120 cv –, alimentado por baterias de íons de lítio. Transmissão: Câmbio automático continuamente variável do tipo CVT. Tração dianteira. Oferece controle eletrônico de tração. Potência máxima combinada: 190 cv disponível; 145 cv a 6 mil rpm no motor com gasolina e 88 kW (120 cv) no motor elétrico. Torque máximo: 18,05 kgfm a 4.250 rpm. Diâmetro e curso: 87,5 mm x 83,1. Taxa de compressão: 12,3:1. Suspensão: Dianteira independente com braços longos e curtos, barra estabilizadora, amortecedores pressurizados e molas helicoidais. Traseira independente tipo multilink com barra estabilizadora, amortecedores pressurizados e molas helicoidais. Oferece controle eletrônico de estabilidade. Freios: Discos na frente e atrás com sistema regenerativo, ABS e EBD. Pneus: P235/45 R18 Carroceria: Sedã com quatro portas e cinco lugares. Com 4,87 metros de comprimento, 1,85 m de largura, 1,49 m de altura e 2,85 m de entre-eixos. Oferece oito airbags: dois frontais, dois laterais dianteiros, dois do

Foto: divulgação


veículos eículos

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Fôlego sem fim por Augusto Paladino/autopress

Mesmo após 10 anos de mercado, o Lamborghini Gallardo continua a ganhar versões especiais. O menor carro da fabricante italiana homenageia a recém-criada divisão de corridas da marca. O Gallardo LP 570-4 Squadra Corse traz algumas inovações usadas nos bólidos de competição. Caso do imenso aerofólio traseiro, do capô removível de fibra de carbono e de outros apliques do material para uma maior redução de peso. No final, o esportivo de 1.340 kg – 70 kg a menos que um Gallardo normal – e 570 acelera de zero a 100 km/h em 3,4 segundos e atinge 320 km/h.

Foto: Divulgação

Lamborghini Gallardo LP 570-4 Squadra Corse


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Notícias

automotivas por Augusto Paladino/autopress

É mas não é – A volta do Volkswagen Santana ao mercado brasileiro está próximo. Não será, porém, uma versão brasileira do Passat, como aconteceu com o modelo dos anos 1980. O sedã será um compacto de tamanho avantajado, que usará a mesma plataforma do Voyage, só que alongada – ele terá 4,47 metros de comprimento e 2,60 m de entre-eixos. O novo Santana vai ser feito em São Bernardo do Campo, em São Paulo, na área da fábrica que ficará vaga com a extinção da Kombi, no final do ano. O novo Santana deve começar a ser vendido no primeiro trimestre de 2014, a partir de R$ 45 mil e disputar mercado com Chevrolet Cobalt, Nissan Versa e Fiat Grand Siena. Conectado – A minivan Chevrolet Spin ganhou um ingrediente a mais em seu recheio. O carro, que acumula média mensal de 3.134 unidades vendidas em 2013, passa

a contar com o sistema de entretenimento MyLink como item de série na versão topo da linha, a LTZ – o equipamento fica disponível também na intermediária LT como opcional. Além da função multimídia, a central também espelha aplicativos de celular e serve ainda como monitor para possível câmara de ré. O modelo também passou por leves alterações na relação da transmissão manual – a primeira e segunda marchas ficaram mais curtas. Versão japonesa – A Nissan confirmou para a segunda quinzena de agosto a estreia do Terrano, utilitário compacto feito na base do Renault/Dacia Duster. Nenhuma imagem oficial do carro foi mostrada, mas a aliança franco-nipônica garantiu que o modelo terá detalhes capazes de diferenciá-lo do utilitário de origem romena. Também não foram reveladas informações sobre o conjunto mecânico, mas o Terrano deverá ser equipado com um motor a gasolina de

104 cv e ter ainda duas versões diesel de 85 e 110 cv. A Nissan ainda não tem qualquer previsão de trazer o carro para o Brasil. Destinos opostos – O Subaru BRZ – feito em parceria com a Toyota e que também deu origem ao GT86 – vai ganhar uma versão apimentada. Preparado pela STI, preparadora oficial da Subaru, o cupê ainda não teve reveladas informações oficiais nem dados técnicos, mas deve manter o motor boxer com quatro cilindros opostos de 2.0 litros. No entanto, os atuais 197 cv subirão para 235 cv de potência. Enquanto isso, a Toyota descartou a hipóteses de produzir uma variante conversível e outra com motor turbo de seu GT86. De acordo com seus executivos, os custos da produção não seriam cobertos pelos pequenos volumes de venda. Rapidez elétrica – Quando se fala em carros elétricos, imagina-se um processo

produtivo muito mais complexo que o de carros “normais”. Não no caso do BMW i3. Segundo a fabricante alemã, o recém-lançado modelo “verde” é produzido em metade do tempo consumido por um carro convencional, como o Série 3, por exemplo. O i3 tem boa parte de sua estrutura composta por fibra de carbono e alumínio, materias de maior maleabilidade que os utilizados em um processo fabril tradicional. Desce mais – De acordo com dados da Fenabrave, a federação brasileira dos concessionários, o mercado nacional de motocicletas continua em baixa em 2013. Em julho, foram vendidas 134.202 motos, uma queda de 3,08% em relação ao mesmo mês do ano passado. No acumulado, são 882.453 de 2013 contra 987.080 do ano passado, uma retração de 10,6%. Ao menos, julho representou uma alta de 7,35% em relação a junho. Fotos: Divulgação

Volkswagen Santana


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Suzuki instala freios ABS na Hayabusa 2013 para manter seus 197 cv sob controle por CARLO VALENTE DO INFOMOTOR/AutoPress

Quando a Suzuki lançou a GSX-R 1300 Hayabusa, em 1999, apresentou uma proposta extrema sob todos os pontos de vista. Esteticamente, apostou em um desenho agressivo e robusto. Mas a característica mais marcante não podia ser vista. Estava nos números do motor, um quatro cilindros de 1.340 cc, capaz de gerar 197 cv de potência. A versão 2013 da moto não muda absolutamente nada nessas prerrogativas. A Hayabusa continua capaz de superar os 300 km/h. Porém, fica mais eficiente na hora de parar. A sport-touring passa a contar com freios ABS, inéditos na linha até então. Recurso, aliás, que já era oferecido pela rival Kawasaki ZZ-R 1400. O nome da supermoto da Suzuki é inspirado em um falcão peregrino do Japão. O hayabusa está entre as aves mais rápidas e chega aos 300 km/h em voo. A capacidade de ultrapassar essa velocidade deu à Hayabusa o título de moto produzida em série mais rápida do mundo na época. Tudo isso graças à brutalidade dos 197,2 cv de potência, que são entregues às 9.500 rpm e ao torque de 15,8 kgfm, disponível aos 7.500 giros. Por isso a necessidade de encontrar maneiras de “domar” toda a agressividade da sport-touring. Uma delas é o sistema de mapeamento do motor, que oferece três modos diferentes. Chamados de “A”, “B” e “C”, aplicam-se a variados estilos de pilotagem. O primeiro entrega toda a potência, sem qualquer controle de tração. Indicado, obviamente, a condutores mais experientes. O segundo oferece uma distribuição mais suave da força da moto. E o último, indicado para pistas molhadas, por exemplo, proporciona redução drástica do poder de fogo da Hayabusa. A outra maneira foi introduzida apenas na versão 2013. O novo sistema de frenagem incorpora ABS de série. O conjunto é reforçado por pinças monobloco Brembo – as mesmas utilizadas na superesportiva GSX-R 1000 – acopladas a um disco de 310 milímetros. A distância entre-eixos de 1,48 metro é outro fator que ajuda a domesticar toda a cavalaria distribuída pelo motor. A ciclística conta com chassi de alumínio e suspensão com garfo invertido na frente e, na traseira, um monoamortecedor com braço oscilante e articulação progressiva, ambos totalmente ajustáveis. Já o design não apresenta alterações significativas. É basicamente o mesmo desde a apresentação da segunda – e atual – geração, mostrada em 2008. Ostenta robusta carenagem, com formas linhas arredondadas que dão aspecto de fluidez. As cavidades ovais que alojam as luzes indicadoras de direção frontais abrigam também as entradas de ar do motor. Os grafismos, com o nome Hayabusa em ideogramas japoneses, continuam. Toda a potência da moto condiz também com o o poder aquisitivo necessário para pilotar uma Hayabusa. Na Itália, a moto da Suzuki custa 15.500 euros, o equivalente a R$ 47 mil. No Brasil, ainda não há previsão para a vinda da versão com ABS. Quando chegar, deverá acrescentar cerca de R$ 3 mil aos R$ 56 mil cobrados pelo modelo nas concessionárias da marca.

Primeiras impressões Roma/Itália – O aspecto agressivo, ampliado muito pela a enorme carenagem, transforma a Hayabusa em algo desafiador. E, de fato, conduzir algo que ultrapassa os 300 km/h sobre duas rodas é um desafio. Porém, ao montar a moto, a posição do guidão e a baixa altura do assento em relação ao solo oferecem uma sensação de controle capaz de atenuar o efeito causado pelo contato visual. Mas é só o conta-giros começar a subir que tudo muda e ela volta a ser aquele animal feroz – e, principalmente, veloz. As dimensões avantajadas, obviamente, não ajudam a encarar o trânsito. Mas o chassi mais leve e a precisão do guidão ajudam a melhorar nas manobras. Assim como a suspensão, cujo ajuste garante mais firmeza. Porém, ao encontrar buracos, não é raro sentir o curso do amortecedor chegar ao limite. Percebe-se claramente que a Hayabusa não é uma moto para brincadeiras. Uma simples torcida no acelerador e ela dá um impulso de tirar o fôlego já aos 4 mil rpm, enquanto aos 7 mil giros a moto se move com tamanha violência que faz necessário manter o punho direito bem atento. A contrapartida é que o conjunto de frenagem é extremamente competente. O comportamento do sistema ABS é realmente irrepreensível, mesmo quando se escolhe o modo “A” de gerenciamento do motor. A estabilidade da sport-touring também impressiona. Esportividade à parte, trata-se também de uma moto confortável, o que favorece o turismo – com ressalva apenas para a posição do guidão, inclinada demais para esse tipo de aplicação. Ao menos a posição do passageiro é agradável, algo que permite, sem problemas, desfrutar a Hayabusa a dois.

Ficha técnica

Suzuki GSX-R 1300 Hayabusa Motor: A gasolina, quatro tempos, quatro cilindros, quatro válvulas por cilindro, 1.340 cm³, duplo comando no cabeçote e arrefecimento a ar. Injeção eletrônica. Câmbio: Manual de seis marchas. Potência máxima: 197 cv a 9.500 rpm. Torque máximo: 15,8 kgfm a 7.500 rpm Diâmetro e curso: 79,0 mm x 64,0 mm. Taxa de compressão: 12,5:1. Suspensão: Dianteira garfo telescópico invertid0 com 43 mm de curso, com regulagens de compressão, retorno e pré-carga da mola. Traseira com monoamortecedor a gás, braço oscilante e articulação progressiva com regulagem de retorno, compressão e pré-carga da mola. Pneus: 120/70 R17 na frente e 190/590 R17 atrás. Freios: Disco duplo de 320 mm na frente e disco de 240 mm atrás. Oferece ABS de série. Dimensões: 2,19 metros de comprimento total, 0,73 m de largura, 1,16 m de altura, 1,48 m de distância entre-eixos e 0,80 m de altura do assento. Peso: 220 kg. Tanque do combustível: 21 litros. Produção: Toyokawa, Japão Lançamento: 2013. Preço na Europa: 15.500 euros, o equivalente a R$ 47 mil. Preço estimado no Brasil: R$ 59 mil.

Fotos: Divulgação


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Bem curtido por Augusto Paladino/autopress

A sinergia com as re des sociais realmente está na moda no mundo automotivo. Tanto é que, para comemorar 5 milhões de “curtidas” em sua fanpage no Facebook, a Porsche pediu aos seguidores para propor um 911 especial. Depois de analisar as propostas, a marca alemã criou a versão especial do cupê conforme as especificações dos internautas. O 911 Carrera 4S ganhou pintura azul metálica, kit aerodinâmico, rodas de 20 polegadas, escapamento esportivo e um aerofólio traseiro. Já o interior tem as soleiras das portas iluminadas e acabamentos em alumínio escovado. A parte mecânica segue com o 3.8 turbo de 400 cv de potência e 44,9 kgfm de torque.

Foto: Divulgação

Porsche 911 5M


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