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Braganรงa Paulista

Sexta

26 Julho 2013

Nยบ 702 - ano XII jornal@jornaldomeio.com.br

jornal do meio

11 4032-3919


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Para pensar

Jornal do Meio 702 Sexta 26 • Julho • 2013

Expediente

Ternura e hospitalidade por Mons. Giovanni Baresse

Precedendo a Jornada Mundial da Juventude, a diocese de Bragança Paulista acolheu diversos grupos de jovens peregrinos. Tive contato com o grupo de 200 jovens franceses, da diocese de Pontoise, na grande Paris. Acompanhei mais de perto o grupo das mais de 1200 moças, vindas de 14 países, ligadas ao Movimento de Schönstatt, que tem seu santuário em Atibaia. Meu primeiro contato com os jovens franceses foi a participação na missa celebrada em rito caldeu, na igreja do Rosário, em Bragança. O rito se assemelha, com suas diferenças, a outros ritos orientais católicos (maronita, melquita, etíope, etc). Minha surpresa foi o idioma: o aramaico, língua que Jesus falou e que era a língua mais usada no seu tempo. Eu julgava que o aramaico já fosse língua extinta. Não o é. No missal há a escrita no aramaico antigo

e no aramaico moderno. E soube que a fé cristã e o rito caldeu são uma forma de manter a identidade dessa parte do povo que teve suas origens no sul do Iraque de hoje, a antiga Babilônia, de onde saiu Abraão em sua peregrinação até chegar à Terra onde Deus lhe daria um filho e o tornaria pai de um povo numeroso como as estrelas do céu (Gênesis 15). Junto com os jovens do rito caldeu estavam outros filhos de diferentes etnias. A maioria refugiados ou filhos de refugiados. Disse um dos padres que os acompanhava que a diocese de Pontoise concentra mais de 100 etnias. Na missa de acolhida, celebrada na Catedral, borbulhava a alegria tanto de quem estava acolhendo como de quem se sentia acolhido e benvindo. Em Atibaia, desde o início do ano, havia o sonho de acolher nas famílias as jovens que viriam de vários países Os membros da co-

munidade foram tomando conhecimento da realização do encontro internacional. Feita ficha, onde constava também, o domínio de alguma língua estrangeira (não seria motivo de exclusão), pouco a pouco as famílias foram oferecendo suas casas. Iniciado o encontro, ainda muitas famílias telefonavam oferecendo hospedagem. No domingo houve a missa de encerramento. Alegria e lágrimas. Constatei a alegria das famílias que acolheram as meninas. A alegria destas pela acolhida. O carinho demonstrado a cada momento. Casais que não queriam que as meninas fossem embora. Elas que também gostariam de ficar. Mas não foi para isso que vieram. Também não foi para isso que foram acolhidas. Havia um motivo maior que fez com que a partida dolorida, fosse vivida na gratuidade. Por uma dessas felizes coincidências a liturgia dominical trazia o ato de hospedagem de

Abraão (Gênesis 18, 1-10) e de Marta e Maria (Evangelho de Lucas 10, 38-42). A atitude de Abraão é recompensada pela promessa do nascimento do filho. Marta e Maria aprendem a lição que qualquer ação, qualquer trabalho, para não cair na azáfama que pode gerar decepção, irritação, cansaço, desânimo, deve partir da escuta da Palavra para que possa ser bem sucedido. O que mais me impressionou, de tudo que pude acompanhar, foi a valorização de abrir as portas da casa e do coração e isso temperado pela ternura do receber. Poderia ser apenas um hospedar educado, cortês. Não foi. Foi um acolher marcado pelo amor. Sem dúvida uma forma perfeita de preparar a Jornada Mundial da Juventude. Com a presença do papa Francisco que exortará os jovens a assumir sua parte no anúncio de Jesus Cristo, tornando-se missionários do nosso tempo. Quando se diz

Jornal do Meio Rua Santa Clara, 730 Centro - Bragança Pta. Tel/Fax: (11) 4032-3919 E-mail: jornal@jornaldomeio.com.br Diretor Responsável: Carlos Henrique Picarelli Jornalista Responsável: Carlos Henrique Picarelli (MTB: 61.321/SP)

As opiniões emitidas em colunas e artigos são de responsabilidade dos autores e não, necessariamente, da direção deste orgão. As colunas: Casa & Reforma, Teen, Informática, Antenado e Comportamento são em parceria com a FOLHA PRESS Esta publicação é encartada no Bragança Jornal Diário às Sextas-Feiras e não pode ser vendida separadamente. Impresso nas gráficas do Bragança Jornal Diário.

que a juventude está perdida e não quer nada sério, esse pessimismo é afastado pela realização do evento no Rio de Janeiro. Penso que tudo o que se viveu poderá ser uma excelente ocasião para renovar o ânimo de nossas comunidades e famílias para não descuidar de dar aos nossos jovens o testemunho da nossa fé e que vale a pena seguir o Senhor e ser sua Igreja. Que a ternura e hospitalidade vividas sejam o alicerce para a construção de uma presença mais efetiva dos jovens na Igreja e na realidade de nossas cidades e do nosso País.


Comportamento

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Eduque você mesmo Cerca de 2 milhões de crianças americanas estão fora da escola: elas têm aulas em casa, com os próprios pais, em geral profissionais urbanos muito bem educados, que criticam o ensino padronizado

Por RAUL JUSTE LORES /FOLHAPRESS

No bairro de Fort Greene, no Brooklyn, em Nova York, 15 crianças de seis famílias aprendem matemática, geografia e educação física enquanto estudam a Copa do Mundo de 2014. O que elas têm de incomum é que nenhuma está matriculada em uma escola. São educadas pelos pais em casa e acabaram criando uma comunidade, em que pais ensinam uma especialidade própria aos filhos dos outros. Hoje, nos EUA, 2 milhões de crianças não frequentam escola. O último censo, de 2007, falava em 1,5 milhão. “No passado, escolarização doméstica era coisa para famílias religiosas, que tinham 12 filhos e não queriam escola laica, ou de ex-hippies. Era algo rural ou suburbano”, diz Brian Ray, presidente do National Home Education Research Institute, um centro de estudos em Washington. “Só na última década tornou-se algo urbano”, diz. Ele estima que 300 mil crianças estejam na categoria de filhas de pais bem educados e urbanos, que acreditam poder fazer melhor que os professores em salas de aula maiores e mais heterogêneas. Com o fenômeno do “faça você mesmo” em alta, que estimula hortas no quintal, cervejas artesanais e uma vida mais orgânica, o eduque você mesmo virou uma opção à educação padronizada. Professor da Universidade Georgetown, em Washington, Paul Elie, 47, decidiu educar os três filhos em casa depois que uma mudança burocrática o impediu de matriculá-los em uma escola pública no bairro vizinho. “As particulares podem cobrar até US$ 40 mil pela anuidade de uma criança de sete anos, o mesmo valor de uma anuidade na faculdade, e, na pública onde meus filhos estavam, tinha uma professora substituta de 23 anos”, reclamou. “Com a flexibilidade nos nos nossos horários de trabalho, decidimos encarar o desafio”, conta o professor à Folha. Ele passa uma hora e meia diária ensinando os filhos, e sua mulher, Lenora, duas horas e meia. Os dois têm dois gêmeos de 10 anos e uma menina de 8 anos. A mãe ensina história, geografia e redação, enquanto o pai dá aulas de matemática e inglês: “Achei na rede o material didático de matemática de Cingapura, muito melhor que o americano, e comprei tudo”, diz o professor.

Provas e tutores

No grupo de famílias que abraçaram a educação caseira junto com Elie, um pai que é cientista ensina ciências às 15 crianças e as leva regularmente ao Museu de História Natural de Nova York. Uma mãe que fala francês ensina o idioma à criançada e não raro eles saem em passeios para aprender a fotografar e a desenhar a cidade. Graças às décadas de pressão de grupos religiosos, a educação em casa é legal nos EUA, mas a regulamentação varia muito entre Estados e até de cidade para cidade. Em geral, os pais devem registrar seus filhos no departamento de “homeschooling” da Secretaria de Educação local, onde receberão uma lista com o currículo mínimo exigido para a idade e sugestões de leituras e materiais. As crianças devem se submeter a provas até três vezes por ano, que checam se estão autorizadas a “passar de ano” pelo sistema tradicional. Alguns pais ensinam todas as disciplinas. Outros focam em suas especialidades e contratam tutores ou usam cursos on-line para matérias mais complicadas. Mas, além da dúvida sobre o talento dos pais para ensinar as crianças e da paciência para aquelas com maior dificuldade de aprendizagem, outra questão normalmente levantada é a falta de socialização que é parte fundamental de uma aula --com suas colaborações, equipes, competições e debates. Por isso, boa parte da nova geração de “homeschoolers” urbanos tem se reunido em associações ou grupos informais para aproveitar o conhecimento dos veteranos, criar aulas com novos especialistas e promover atividades lúdicas. Uma associação de pré-escola caseira em Washington reúne 80 famílias. Quando termina a “educação em casa”? Pode chegar até o fim do equivalente ao ensino médio (2º grau) americano. O professor universitário Paul Elie diz que quer seus filhos na universidade e que o “homeschooling” é uma amostra de uma boa faculdade. “Temos apresentações de especialistas, ensino customizado, conteúdos que variam dia

a dia e ano a ano. Sem tédio e sem notas, com a finalidade de aprender de fato, é esse ambiente ‘universitário’ que meus filhos já identificam como educação.” No Brasil, educação domiciliar está à margem da lei Juliana vines

Oitocentas famílias fazem educação em casa no Brasil, segundo a Associação Nacional de Educação Domiciliar. Há dois anos, eram 400 registros. “Não sabemos se houve crescimento ou se mais gente veio a público”, diz Alexandre Magno Moreira, diretor jurídico da associação. A lei brasileira não trata da educação domiciliar, o que dá margem a interpretações. A Constituição diz que educação é dever do Estado e da família; para a Lei de Diretrizes e Bases e o Estatuto da Criança, os pais devem matricular os filhos na escola. “O mesmo artigo da Carta é usado para defender o ensino em casa e para dizer que é inconstitucional”, diz Luciane Barbosa, doutoranda em educação na USP. No entendimento do Superior Tribunal de Justiça, educação domiciliar é inconstitucional. Seis famílias já foram processadas pela prática, e, uma delas, condenada a pagar multa. Mas já há parecer favorável a uma família. “Temos base legal para defender a prática”, diz Moreira, que é professor de direito. Hoje em trâmite na Câmara dos Deputados, o projeto de lei 3.179/2012 , do deputado federal Lincoln Portela (PR), faz a Lei de Diretrizes e Bases admitir a educação domiciliar com acompanhamento do Estado. “Há ‘homeschool’ em 60 países. É um direito dos pais”, diz Portela. Para Maria Celi Vasconcelos, pós-doutora em educação, é muito cedo. “A universalidade da educação é recente. A desescolarização ainda é vista sob suspeita”, diz ela, que é professora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. “As últimas políticas públicas vão no sentido de aumentar a permanência de crianças na escola”, lembra. O sociólogo André de Holanda pesquisou 62 famílias brasileiras que educam em casa. A maioria (90%) diz que sua motivação é dar uma educação melhor que a escola; 75% acham que a socialização na escola é prejudicial e 60% têm motivos religiosos. Algumas dessas razões levaram Samuel Silva, 42, executivo, a decidir não matricular seus cinco filhos no colégio. “Eles podem render mais se forem tutoreados por nós.” A família segue um currículo americano com os dois filhos mais velhos, de nove e sete anos. O material vem dos EUA e é complementado com textos em português. “Meus filhos me perguntam se vão para a escola um dia. Um dia podemos achar que eles estão prontos”, diz o pai. E se esse dia não chegar e os filhos precisarem de certificados para entrar na faculdade? “Podem fazer supletivo. Há alternativas.” Silva não teme problemas legais e rebate as críticas da falta de socialização. “É escola em casa, não é monastério. Meus filhos têm amigos, fazem futebol, coral na igreja.” Para Barbosa, a socialização na escola também é questionável. “A escola seleciona o tipo de socialização. Há colégios de ricos, de pobres. Há contato com o ‘diferente’, mas um diferente igual”, diz.

No Brasil, as crianças continuam sem ir à escola, mas a família teve que se adaptar ao fato de ser exceção. “A jornada ficou muito mais solitária”, diz Nadine, que tem formação em ciências políticas e é de origem egípcia. “Morávamos em Los Angeles, fazíamos parte de uma rede de 700 famílias que praticavam educação em casa. Toda semana havia encontros em parques da cidade. As crianças ficavam juntas, compartilhavam experiências. Aqui isso não existe”, conta. A solução para seguir com a educação domiciliar foi matricular as crianças em muitas aulas. “Faço tênis, violão e arco e flecha”, diz Alan, que já chegou a passar uma semana em uma escola, só para conhecer. “Não gostei. Tem muito ‘faz isso, faz aquilo’. É tudo muito coordenado, tem hora para fazer as coisas.” Foi sua mãe quem programou a visita. Karine foi conhecer um colégio por três dias. Também não gostou. “A opção está aberta para eles se tiverem curiosidade. É uma escolha mais deles do que minha. Entendemos que a opinião da criança deve ser respeitada e tem o mesmo valor que a opinião do adulto.” Quando começou a educação em casa, a família tentou comprar métodos com apostilas. Durou seis meses. “Não dava certo. Naturalmente saímos do currículo”, diz a mãe. Nadine e o marido, que é engenheiro e brasileiro, quase não ocupam o papel de professores. As crianças aprendem lendo, pesquisando na internet e a partir de experiências práticas. Em um restaurante, por exemplo, uma delas pergunta como é calculada a gorjeta do garçom. Então os pais explicam. A maioria dos conhecidos da família nunca ouviu falar em ensino domiciliar. “Perguntam: quando eles vão para a escola? Como se dissessem ‘Chega, vocês moram no Brasil’.” Eles dizem não se incomodar. “Para nossa família vale a pena, mas sei que não é para todo mundo.” “Foi meu filho que pediu para sair da escola’ Empreendedor social, nômade, vegetariano, superdotado, minichef de cozinha e palestrante. É assim que Biel Baum, 11, se define em uma rede social. Filho de Sabrina Campos, 32, “empreendedora social em série”, ele é “unschooler”: não vai à escola desde os oito anos, é educado de forma livre pela mãe. Não faltaram tentativas. “Ele passou por muitas escolas. De colégio de elite em São Paulo à escola pública no interior. Eram os mesmos problemas”, diz Sabrina. “Sofria

bullying. Não se adaptava.” Até que Biel disse à mãe que não queria mais ir à escola. “Não estranhei, mas pedi tempo para me preparar.” Na época, eles moravam em Barcelona. Por um ano, Sabrina fez um “desmame”: matriculou o filho em uma escola americana à distância. Hoje, ele não é ligado a nenhuma instituição. Sabrina segue o próprio método para ensinar os filhos: além de Biel, Raquel, 4, e David, 2. “Biel trabalha com projetos. Se não sei algo, vamos buscar juntos. Mobilizei tutores no mundo todo. Ele faz de cursos on-line em universidades a aulas de gastronomia. Sua produção é rica, já tem convite de universidades.” Os resultados fizeram com que o pai de Biel aceitasse melhor o fato de o filho não ir à escola. “Ele se preocupou no começo, mas agora vê que tem coisa boa acontecendo.” Sabrina hoje é casada com o catalão Rafael Megías. Há um ano a família faz intercâmbio de casas. Nesse tempo, moraram em seis cidades no Brasil. “Vamos dar uma parada. A Raquelzinha pediu para ter o próprio quarto”, conta a mãe, já adiantando que o intervalo é só até o fim do ano. “Em 2014 vamos para Granada [na Espanha].” Filhos de “mãe tigre’ vão mal nos estudos Fazer marcação cerrada para que os filhos tirem notas altas e ganhem competiç��es pode ter efeitos contrários e resultar em baixo desempenho escolar, segundo pesquisa da Universidade do Texas em Austin (EUA). O estudo avaliou o que ficou conhecido como método “mãe tigre”, depois do livro “Grito de Guerra da Mãe Tigre”, lançado em 2011 nos EUA, escrito por Amy Chua, descendente de chineses. No best-seller, Chua conta as estratégias usadas por famílias chinesas para criar filhos bem-sucedidos --entre elas, proibi-los de ver TV, jogar no computador ou brincar na casa dos amigos e exigir que sempre tirem nota dez. A pesquisa acompanhou por oito anos 444 famílias asiático-americanas e identificou quatro perfis de pais: dos mais aos menos severos. Os filhos de “pais tigre” foram associados a menores notas e níveis de escolaridade mais baixos, sintomas depressivos e menor senso de obrigação familiar, segundo a pesquisa. Os filhos também se sentiam mais distantes dos pais em comparação aos de outros perfis familiares. O estudo foi publicado em março na revista “Asian American Journal of Psychology”. Foto: Lluis Bernat/Arquivo Pessoal

Referência infantil

A pesquisadora enxerga na mobilização desses pais a necessidade de repensar a instituição de ensino. “Tudo mudou na sociedade, menos a escola. Eles têm razão nas críticas”, afirma. “Mas, apesar dos problemas, a escola é uma referência para a infância no Brasil e esses questionamentos poderiam ser usados para mudar a instituição. Se esses pais superengajados estivessem dentro da escola, ela seria diferente.” Vasconcelos pesquisou famílias brasileiras e portuguesas para seu pós-doutorado e diz não ser possível classificar a educação domiciliar. “Há famílias com bons resultados, mas não significa que o ‘homeschool’ é um sistema de qualidade.” Isso porque não há um só método, há milhares. Cada família tem um. “Aqui a jornada é muito mais solitária’ Quando se mudaram dos EUA para o Brasil, há dois anos, Nadine Toppozada, 39, e Jean Trapenard, 48, precisaram mudar também o jeito de educar os dois filhos. Karine e Alan, hoje com dez e 12 anos, nunca foram à escola e são “unschoolers”, palavra que define adeptos de uma educação ainda mais livre que o “homeschooling”. Aqui, ninguém segue manuais ou apostilas.

A empreendedora social Sabrina Campos com seu marido, Rafael Velasco Megías, e seus filhos Gabriel, Raquel e David, em sua casa, em Barcelona Foto: VIctor Moriyama/Folhapress

Nadine e seu marido, Jean Pierre Trappenard, educam os dois filhos, Alan, 12, e Karine, 10. As crianças nunca foram a escola e gostam de estudar em casa. A mãe acompanha o estudo e as crianças fazem muitas atividades extra, como violão, tênis e artes.


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colaboração SHEL ALMEIDA

sobrevivência, mas, também, um atestado de qualidade. Se antigamente havia o monopólio em relação a alguns itens, hoje o mesmo tipo de produto pode ser encontrado nas mais diversas marcas e variedades. E para fazer a diferença e atrair o consumidor, a qualidade não pode ser apenas aclamada, mas também comprovada. No que diz respeito aos alimentos quem atesta essa qualidade são órgãos como a Vigilância Sanitária. Para as carnes e demais produtos de origem animal são três os órgãos que regulamentam a inspeção e prezam pela qualidade dos produtos: o SIF – Serviço de Inspeção Federal, o SISP – Serviço de Inspeção Estadual, no caso de São Paulo, e os SIM – Serviço de Inspeção Municipal, em Bragança. Mas, por traz de tudo isso, há um profissional que pouca gente conhece e que influencia diariamente nossa alimentação e bem estar: o Médico Veterinário Higienista. De acordo com Leonardo Godoi Paes, profissional da área, as regras em relação aos cuidados com os produtos de origem animal que chegam até o consumidor existem desde 1952 e a primeira turma de veterinários do país se formou para trabalhar justamente com esse tipo de inspeção.

o acondicionamento na câmara fria, entre outros”, fala. “Se não fossem os Médicos Veterinários Higienistas não haveria exportação de carne no país. Eles são os fiscais que atuam no cumprimento de normas e regras”, diz.

E o consumidor?

Como explica Leonardo, as normas do SIM servem para proteger o consumidor, determinando a boa procedência ou não dos produtos de origem animal que chegam até a mesa. E a função dele, como Médico Veterinário Higienista que atua diretamente com os estabelecimentos, é garantir que essa qualidade seja comprovada. “A minha função é garantir que as normas sejam seguidas”, fala. Leonardo explica também, que as regras estabelecidas pelo órgão municipal não trazem benefícios apenas ao consumidor, mas também ao produtor. “As normas ajudam os pequenos produtores que querem se legalizar, determinam a qualidade da pequena produção”. Além disso, ter um veterinário atuando diretamente para o cumprimento dos normas, garante ao estabelecimento qualquer isenção em relação do produto depois que saiu do açougue. “Muita gente tem o costume de ir direto ao açougue quando chega ao supermercado e depois ir fazer as outras compras Enquanto isso a carne está descongelando dentro do Diferente do que a maioria das pessoas carrinho. Aí a pessoa deixa a compra possa imaginar, existe sim um tipo de no carro e faz algumas paradas antes veterinário que trabalha com “animal de chegar em casa. O correto é deixar morto”. É o Médico Veterinário Higie- para comprar a carne por último e ir nista quem vai atestar a qualidade direto pra casa e colocar no congelada carne, leite, ovos, pescado, mel e dor. E quando for descongelar se for outros produtos de origem animal que deixar de um dia para o outro, deixar chega até o consumidor. “Essa função na geladeira mesmo, mas fora do só existe por conta do ser humano, congelador, nunca fora da geladeira. para cuidar da saúde do consumidor”, Se não tem tempo para isso, o ideal é descongelar no afirma Leonardo, que microondas. Grande tem especialização Esse profissional sempre existiu parte dos problemas em ‘Tecnologia de Produtos de Origem na área industrial. A inovação é relativos a saúde que Animal’ e em ‘Hi- que agora ele também atua junto o consumidor por giene e Inspeção de a estabelecimentos pequenos, ter está diretamente ligado ao manuseio Produtos de Origem Animal’ e mestrado como açougues e supermercados e ao preparo doméstico”, explica. Ou em ‘Produção AniLeonardo Godoi Paes seja: não adianta mal’ e é consultor o consumidor dar em empresas que produzem, armazenam, transportam preferência aos estabelecimentos que e comercializam produtos de origem prezam pela qualidade, manuseio e animal, como laticínios, frigoríficos, tratamento dos produtos se em casa supermercados e açougues. Desde 2007 ele não agir da mesma maneira. “É o SIM de Bragança Paulista atua para preciso atenção também no local onde ajustar normas técnicas de produção, a carne será manuseada. O ideal é a manipulação e comercialização de bancada de inox, que é mais fácil de produtos que tenham origem animal. higienizar. Mas mesmo quando não Baseado nos princípios de higiene, há essa bancada, a higienização é sanidade e qualidade, o serviço visa fundamental, para não haver contagarantir que o município forneça minação cruzada. Outra dica é nunca alimentos de alta qualidade e segu- manipular a carne crua junto com a ros para o consumo. Leonardo atua temperada, porque a durabilidade diretamente com os estabelecimen- dessa carne vai mudar também. Se tos, fazendo com que cada um deles a validade dela era de dois dias, vai se ajustem as regras determinadas cair pra um, por exemplo. É não é pelo SIM. “Em estabelecimentos que recomendável usar tábua de madeiapenas vendem produtos de origem ra, porque esse material conserva animal é opcional que se tenha Médi- resíduos, é mais difícil de fazer uma co Veterinário Higienista. Já para os higienização eficiente. O ideal é a que fabricam é obrigatório”, explica tábua de vidro ou polietileno” fala. Leonardo. “Esse profissional sempre E para os estabelecimentos, ele aviexistiu na área industrial. A inovação sa: “é importante que o profissional é que agora ele também atua junto a seja da área. Não adianta o produtor estabelecimentos pequenos. É mais procurar por um médico veterinário um preocupação com o consumidor, que não seja higienista, que não o veterinário dentro dos açougues e tem essa especialização”. supermercados atua como os olhos do consumidor. É dele a responsabiPara saber quais estabelecimentos tem o lidade pela orientação e treinamento certificado de inspeção do SIM, ligue para de funcionários, desde o recebimento Secretaria Municipal de Desenvolvimento da carne até o manuseio, passando pela procedência dos produtos, a e Agronegócios: 4603 – 9949. data de validade, a temperatura, o caminhão no qual foi transportado,

O Médico Veterinário Higienista Leonardo de Godoi Paes atesta a qualidade dos produtos que saem dos açougues e chega até o consumidor

Veterinário que trabalha com carne?

“A minha função é garantir que as normas sejam seguidas”, diz Leonardo

Para saber se o estabelecimento passou pela inspeção do SIM, procure pelo Certificado.

Em estabelecimentos que vendem produtos de origem animal é opcional que se tenha Médico Veterinário Higienista. Já para os que fabricam é obrigatório.


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A dona da cidade

Série ‘Instrumentos Mortais’, de Cassandra Clare, começa a chegar ao cinema e segue trilha da saga ‘Crepúsculo’ Por JOANA CUNHA/FOLHAPRESS

Logo depois dos atentados de 11 de Setembro, em 2001, Cassandra Clare, 39, desembarcava em uma Nova York dramática, “cheia de histórias” nas quais a escritora ainda iniciante se inspirava. O salário que recebia em revistas de entretenimento e tabloides, entretanto, a pagava apenas para digitar fofocas sobre Britney Spears, Paris Hilton e Angelina Jolie. “Eu queria manifestar melhor meus sentimentos. A cidade era especial, tinha muitas pessoas se ajudando”, disse Clare à Folha. Anos depois, conseguiu se expressar como best-seller para adolescentes pós “Harry Potter” e “Crepúsculo”. Clare já vendeu mais de 16 milhões de livros no mundo, e sua série “Os Instrumentos Mortais” será transformada em filmes. “Cidade dos Ossos” é o primeiro, com estreia no dia 23 de agosto, nos Estados Unidos e no Brasil. O potencial mercadológico chamou a atenção do grupo editorial Record dono do selo Galera, responsável pela publicação no Brasil--, que intensificou a campanha nas redes sociais, de olho na “ótima oportunidade para divulgação, pois cinema tem visibilidade grande”, segundo Bruno Zolotar, diretor de marketing do grupo. “As adaptações dos livros para cinema já estão confirmadas. E isso, certamente, vai se reverter em vendas”, diz Ana Lima, editora-executiva da Galera, que estima as vendas da série no Brasil em 180 mil exemplares. O projeto da editora inclui a produção de capítulos para distribuição em cinemas, bottons, propaganda em ônibus, metrô, cinemas e TV, tudo para se beneficiar da demanda estimulada pelo filme sobre Clary.

Numa discoteca de Nova York, a jovem testemunha um assassinato cometido por autores invisíveis. O cenário nova-iorquino serve de pano de fundo à saga dos caçadores de sombras, guerreiros que têm sangue de anjo e caçam demônios.

Vem aí o sexto livro

Depois de lançados no Brasil “Cidade dos Ossos”, “Cidade das Cinzas”, “Cidade de Vidro” e “Cidade dos Anjos Caídos”, o quinto volume, “Cidade das Almas Perdidas”, acaba de chegar às livrarias do país, enquanto o mercado americano aguarda o sexto. A expectativa em torno do filme cresce diante do investimento em um elenco experiente. A heroína Clary é interpretada pela novata Lily Collins, mas ela divide a tela com gente conhecida. Além de Lena Headey (da série “Terminator”) e Jonathan Rhys Meyers (de “Tudors”), o filme traz Jamie Campbell Bower em sua terceira franquia teen. Antes, ele participou de três filmes da saga “Crepúsculo” e de dois de “Harry Potter”. Autora evita ler livros do mesmo gênero. Antes de começar a escrever “Cidade dos Ossos”, em 2004, Cassandra Clare chamou a atenção de editores experimentando “fanfiction” (gênero em que se imaginam tramas alternativas para personagens já famosos). O caminho não é incomum entre autores best-sellers. Os primeiros passos de E.L. James, do blockbuster “Cinquenta Tons de Cinza”, também foram as “fanfics”. “Gosto de ver que a fanfic’ está em progresso. Eu não consigo ver o futuro, mas acho que existe uma nova discussão sobre originalidade começando em torno disso.” Ela também diz ter suas receitas para

preservar o ineditismo num mercado adolescente tão saturado de jovens casais, vampiros e penumbras malditas. “Comparações são inevitáveis. Algumas partes dos livros abordam questões semelhantes, como o jovem dividido sobre quem ele quer ser. Procuro não ler muitos dos livros nessa linha para que o meu trabalho seja único.” Assim como os vampiros que ela idealiza, Clare conta que vara madrugadas para cumprir uma rotina árdua, de produção elevada, que ela mesma se impõe. “Procuro trabalhar muito. Estudei mito-

logia. Meu pai sempre foi fascinado por mitologia grega e me ensinou.” Filha de americanos, Clare nasceu em Teerã. A rotina de professor do pai a levou a morar em países como França e Suíça. “Vivíamos viajando, e eu sempre carregava um livro”, lembra. Os relatos sobre Cassandra, irmã de Jane Austen, que ela reverencia, inspiraram a criação do pseudônimo de Clare. “Mas foi só isso”, diverte-se, ao esclarecer que sua pretensão não é a de imprimir em seus personagens qualquer traço da literatura de Austen. Foto: Divulgação

Lily Collins em cena do filme “City of Bones”


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Antenado

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Foucault viu

neoliberalismo como o novo Segundo professor de sociologia francês, o filósofo enxergou elementos positivos em teorias neoliberais

Por CASSIANO ELEK MACHADO/FOLHAPRESS

O caminho de Michel Foucault até o palco no qual proferia suas aulas, no Collège de France, não era fácil. O filósofo francês tinha que, literalmente, saltar sobre as pessoas que se aglomeravam na arena da prestigiada escola de ensino superior em Paris. Projetado para 300 pessoas, o espaço nunca tinha menos de 500 ouvintes. Mas Foucault (1926-1984) não era de se assustar com caminhos difíceis. No período no qual lecionou no Collège de France, entre 1971 e 1984, quando morreu, ele já era um dos mais célebres, mas também um dos mais polêmicos intelectuais do país. Poucas vezes, porém, Foucault causou tanto burburinho quanto no seminário que ministrou entre 10 de janeiro e 4 de abril de 1979. Consagrado como pensador icônico da esquerda francesa, se propunha, quarta-feira após quarta-feira, a dissecar um tema indigesto para os espectros ideológicos “canhotos”: o neoliberalismo. “E se Foucault, no fim da vida, estivesse virando um liberal?”, foi a questão que reverberou de bate-pronto nas universidades mundo afora. No ano passado, um jovem sociólogo e filósofo conterrâneo de Foucault resolveu enfrentar a velha pergunta. Também pelo rumo difícil. Em “A Última Lição de Michel Foucault” (Fayard, 2012), agora lançado no Brasil, pela editora Três Estrelas (do Grupo Folha), Geoffroy de Lagasnerie, 32, se debruça sobre o fascínio do intelectual com alguns aspectos neoliberais. “Foucault não denuncia o neoliberalismo. Ele não adere à percepção espontânea dessa tradição como algo negativo”, opina Lagasnerie, em entrevista por e-mail à Folha. “Ao revés, ele pensa que há algo de positivo no neoliberalismo.” O autor compara o movimento de Foucault a uma manobra intelectual de um dos pensadores mais admirados (e, depois, mais criticados) por ele: Karl Marx. Segundo Lagasnerie, Foucault evoca um

“espírito idêntico” ao de Marx quando este atacou a relação dos socialistas alemães com o capitalismo, no texto “Crítica do Programa de Gotha” (1875). “Ele tenta entender o que o neoliberalismo produz, teoricamente e politicamente, e quais são seus efeitos, da mesma forma que Marx fez com o capitalismo.” De outra parte, o autor de “A Última Lição de...” sustenta que é justamente para tentar se afastar de Marx, em meados dos anos 1970, que Foucault chegou aos liberais e neoliberais.

Antimarxista

“Foucault talvez tenha sido um dos pensadores mais antimarxistas e anticomunistas da França ao longo desta década”, diz à Folha. “Isso não significa, claro, que ele tenha tido alguma proximidade com a direita. Mas queria inventar, criar, imaginar como poderia ser uma teoria e uma prática radical não-marxista.” Foucault estaria particularmente interessado nos novos sentidos que neoliberais como o economista austríaco Friedrich Hayek (1899-1992) deram a conceitos como Estado, dominação, minorias e sociedade. Para o professor, “o conceito central da abordagem neoliberal não é, como se costuma pensar, o de liberdade. É o de pluralidade”. “O neoliberalismo desenha uma imagem de um mundo essencialmente desorganizado, um mundo sem centro, sem nenhuma unidade, sem coerência e significado. Em outras palavras, nenhuma sociedade.” Lagasnerie considera que o insight mais importante de Foucault no seminário de 1979, chamado “Nascimento da Biopolítica” (há versão em livro publicada no Brasil pela Martins Editora) diz respeito à relação estabelecida por ele entre o neoliberalismo e o pensamento crítico. “O pensamento neoliberal não tenta legitimar o Estado ou a soberania política, como a filosofia política ou a teoria do contrato social. Pelo contrário, elabora uma nova questão política: por que é necessário o governo?”

Professor de sociologia no Institut d’Études Politiques de Paris (Sciences-Po), e autor de outros três livros, Lagasnerie afirma que seu livro foi recebido raivosamente por estudiosos (“felizmente não todos”) de Foucault. “Leram meu livro como se fosse a favor’ do neoliberalismo e se quisesse ter sustentado que Foucault poderia ter sido neoliberal. É um erro”, expressa. “Para entender os interesses de Foucault no neoliberalismo é necessário deixar de lado a questão a favor’ ou contra’ o liberalismo, assim como a visão de que o neoliberalismo seja conservador. Os textos de Foucault são estranhos e desafiadores precisamente porque não batem com nossas expectativas.”

Crítica Ensaio

Autor recorre a ícone da esquerda para defender que ela se reinvente Patrícia campos mello

Que um intelectual de esquerda resolva investigar desapaixonadamente o neoliberalismo parece ultrajante. Que esse intelectual seja Michel Foucault, ícone da esquerda radical, é heresia. Em “A Última Lição de Michel Foucault”, Geoffroy de Lagasnerie mostra como Foucault dedicou seus derradeiros anos a tentar entender, sem preconceitos, os fundamentos do execrado neoliberalismo no curso “Nascimento da Biopolítica” (1979). Foucault tentou desconstruir clichês da esquerda em seus ataques ao neoliberalismo, colocando-se no lugar de autores neoliberais como Friedrich Hayek, Milton Friedman e Gary Becker. Argumentou que o neoliberalismo não era uma teoria reacionária e que o “mercadismo” tinha um aspecto revolucionário, que queria subverter a ordem existente. No mercadismo, diz Foucault, “nenhuma autoridade particular é reconhecida. Ela subordina-se à avaliação utilitarista. Não é dotada de valor em si mesma, mas apenas se os seus ganhos forem superiores a seus custos --de maneira que a própria ideia de obediência, de respeito à autoridade, não

faz sentido no arcabouço neoliberal”.

Emancipação

Não que Foucault defenda os resultados e alvos do neoliberalismo --como acabar com o estado do bem-estar social. Mas reconhece méritos em uma teoria que questiona o Estado na sua atual forma. Para Lagasnerie, “há alguma coisa de emancipador, de crítico que se elabora e também se instaura através do neoliberalismo”. Isso porque o neoliberalismo conseguiu se emancipar “do pensamento de Estado”, “não vai, como os revolucionários e teóricos do iluminismo, pensar em termos de direito, legitimidade, contrato... e sim avaliar a lei do ponto de vista de sua utilidade ou inutilidade”. O autor argumenta que a esquerda se vê em lugar invertido hoje: vê a nossa sociedade e forma de governo como os positivos e o neoliberalismo como a ameaça de destruição dessa civilização. “Hoje nos vemos confrontados com a necessidade de reinventar a esquerda.” A denúncia ao neoliberalismo embotou a capacidade de raciocínio das esquerdas. Ainda mais agudamente após a crise financeira de 2008, em que o crescimento incontido e não regulado de instrumentos financeiros levou à bancarrota de países e pessoas. Tornou-se difícil ter uma visão não maniqueísta diante da lógica “comunidade e ação do Estado” para cuidar de distribuição de riqueza e maximização do bem comum versus o “mercado impessoal e frio” concentrando renda. “É urgente nos livrarmos dessas matrizes analíticas com que normalmente abordamos o neoliberalismo.” Para Lagasnerie, Foucault não “virou a casaca”. Mas, ao mergulhar no pensamento liberal, aproveitou para repensar dogmas da esquerda. A última lição de michel foucault Autor: Geoffroy de Lagasnerie Tradução: André Telles Editora: Três Estrelas Quanto: R$ 29,90 (168 págs.) Avaliação: bom


Mão na Massa

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Nova grade

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de cursos da Casa das Mangueiras Por Martha Vaz

Semanapassadaeu fui de Festival de Arte Serrinha. Que privilégio é ter acesso a tantos mestres e artistas Eu fiz a oficina do Carlos Fajardo, “construção de discursos visuais contemporâneos com o uso de fotografia”. Bragança não tem cinema, mais tem os maiores mestres da arte contemporânea brasileira em seu território, tomando busca vida! E a Casa das Mangueiras também vem trazer um pouco de arte na vida da cidade, e a ideia é que isso aconteça durante o semestre todo. Poder frequentar um ateliê de arte, uma vez por semana, faz parte da formação cultural das crianças, e do desenvolvimento do adulto. As oficinas integradas de yoga e cerâmica para crianças de 8 a 12 anos continuarão toda segunda, das 9h às 11h, devido ao grande sucesso do curso de férias.

Nas terças, das 9h às 10h30, teremos aula de Design - Reciclando Ideias, com Caio Alves. A proposta é trabalhar materiais reciclados treinando um novo olhar sobre os objetos que nos cercam. Serão ensinadas diferentes técnicas para a realização do projeto como marcenaria, decoupage, pintura e desenho, resultando em luminárias, porta trecos, porta retratos, carros etc. Nas quartas, teremos aula de cerâmica às 18h30 e de yoga às 20h, com Rosiane Belardo. Às quintas das, 9h30 às 11h, vou fazer um trabalho de artes voltado para crianças nas faixa de 5 a 7 anos, com pinturas grandes, argila e construção de historias. Durante a tarde teremos oficinas para adolescentes. Esta é a grade de aulas da Casa das Mangueiras. Espero poder suprir as necessidades de vocês.


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Reflexão e Práxis

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Demagogia Política Por pedro marcelo galasso

Há um problema no universo político que assombra as sociedades - a distância entre a teoria política e a prática política, ou seja, a distância entre o que é defendido como a boa Política e aquilo que realizamos ao longo de nossa vida prática. Esta distância por si só é prejudicial para o nosso cotidiano e se torna um problema ainda maior quando algumas pessoas usam da má fé para criar o que chamamos de Demagogia. A Demagogia é uma prática política baseada em princípios irracionais e confusos que surgem no interior das massas que, por definição, são sempre alvo de manipulação das classes políticas e dos meios de comunicação, não por acaso chamados de meios de comunicação de massas. O papel desta prática é desviar a participação política dos problemas mais importantes, reais e necessários, que aparecem nos quadros sociais e sempre sustentada pelas inúmeras promessas ou frases de efeito utilizadas pelos políticos, pelas instituições e pelas propagandas. Para vislumbrar os problemas oriundos desta prática basta que nos lembremos do famoso “rouba, mas faz” que se tornou um critério de escolha dos eleitores que acreditam que a

defesa desta postura torna o político menos danoso e mais “honesto”, pois a afirmação da prática corruptiva é aceitável e comum. A violência das instituições também é defendida e recomendada em inúmeros casos como já defendido pelo presidente Washington Luís que afirmava que as questões sociais eram questões de polícia. Vale a pena refletir no sentido da frase anterior. Se as questões sociais são transferidas para a esfera policial fica justificada a ação violenta dos aparatos repressivos do Estado contra, por exemplo, uma manifestação de professores, como é comum nas greves e nas reivindicações que ocorrem na cidade de São Paulo. O demagogo atua quando tira proveito de uma situação particular utilizando uma oratória que parece sintetizar os desejos populares e consegue personalizar as discussões, atraindo para a sua pessoa a responsabilidade pela condução do movimento. Apresentando respostas prontas e acabadas parece interpretar os desejos imediatos das massas para aumentar a sua área de influência política, econômica e social que se somadas a um carisma natural e uma boa oratória potencializam a sua capacida-

de de influência. Basta imaginar o poder avassalador dos meios de comunicação de massa capaz de deturpar opiniões e impor um modo único de pensar. É curioso pensar o seguinte – por mais incoerente que seja a proposta do demagogo ela sempre é pautada nos problemas existentes, mas que são abordados, de forma grosseira e parcial, para atender a interesses pessoais ou de grupos políticos que têm um maior acesso as estruturas do poder político e uma maior capacidade econômica. Como dizia Aristóteles, a Demagogia é forma corrompida ou degenerada de se fazer a Política na pólis justamente por tirar do cidadão a possibilidade de debater as questões partindo daquilo que elas possuem de mais verdadeiro. Ao deturpar o universo político, o demagogo impede o acesso claro e mediatizado às questões ligadas a pólis. Além disso, o demagogo governa de forma despótica com o apoio popular e da multidão, mas, sempre, manipulando-os. Ou, quando atende aos interesses das camadas superiores, o demagogo tem como função primordial refrear os impulsos populares confundindo e manipulando as opiniões, levando-nos a pensar em questões secundárias ou pouco

importantes desviando nossa atenção segundo os desejos dos mais poderosos. Quando pensamos no que foi exposto acima é plausível afirmar que não vivemos em uma sociedade liberal ou democrática. Vivemos em um universo demagógico que trata a Política de forma pouco séria e que desvia nossas atenções das mais variadas formas. Um exemplo disso foi a repercussão da morte do desconhecido Mc em Campinas. É evidente que a morte de uma pessoa é um fato triste para toda a família e para os amigos do MC, mas elevar a sua morte como algo significativo para todo o país ou citar as letras de suas músicas como forma de poesia ou como expressão musical brasileira é, no mínimo, um exagero. Entretanto, segundo a lógica exposta acima um fato irrelevante ganha grande exposição. Enfim, a Demagogia sintetiza e explica muito sobre a forma de se fazer política e sejamos francos e honestos – os cidadãos bragantinos entendem muito bem como essa forma política funciona. Pedro Marcelo Galasso - cientista político, professor e escritor. E-mail: p.m.galasso@gmail.com

Nossas Escolhas

Como as redes sociais

podem acabar com sua carreira por Felipe Gonçalves

O seu perfil no Facebook pode ser um ótimo meio de expressar suas idéias, mostrar sua personalidade e encontrar pessoas com interesses parecidos. Mas, da próxima vez em que colocar mais fotos em seu álbum ou fizer comentários na página de um amigo, lembre-se que pode estar prejudicando sua carreira. Pelo menos, é isso o que diz um estudo feito no mundo inteiro pela Eurocom Worldwide. Segundo os pesquisadores, um em cada cinco chefes já rejeitou possíveis candidatos a vagas de emprego por causa de seus perfis na rede social. O tablóide britânico Daily Mail cita o caso da professora Ashley Payne, que foi demitida do seu trabalho em uma escola na Geórgia após ter postado fotos em que aparecia bebendo cerveja e por escrever palavrões em seu Facebook. A ex-professora conta que suas fotos foram vistas pelo pai de um aluno, que mandou uma mensagem para a escola. A diretoria disse que a página de Ashley na rede social promovia o consumo de álcool e continha profanações. Ela agora trava uma batalha judicial contra a instituição de ensino e pede para voltar a ensinar. “Eu só quero voltar a dar aulas, mesmo que não seja naquela escola”, diz.

Os benefícios de se utilizar as mídias sociais para apoiar não só o ingresso e recolocação no mercado de trabalho, mas também para alavancar um negócio, produto ou serviço de algum empreendimento próprio, incluem em primeiro lugar, o potencial de se atingir um público muito maior do que por meio de e-mails e outros meios tradicionais, como anúncios de jornal. Tudo que postamos são declarações públicas que revelam nossos pensamentos, nossos valores, nossos interesses, nossa personalidade e precisamos cuidar para minimizar os problemas inevitáveis de má interpretação. Segue algumas dicas de como manter o perfil profissional nas redes sociais de forma positiva e construir desta forma o seu marketing: 1. Ao se associar a uma rede social voltada para o mundo corporativo, como o LinkedIN, fale de assuntos estritamente profissional, evite falar da sua vida pessoal. 2. Em redes sociais ou profissionais coloque sempre fotos saudáveis. Fotos de momento com a família, viagens e festas são bem vindas. As fotos mais sensuais devem ser evitadas. 3. Nas redes profissionais, sempre que for adicionar um “amigo” seja sempre claro de onde o conhece e porque quer que ele faça parte de

suas conexões. 4. Evite pedir emprego nas redes sociais. Isso demonstra desespero, o que pode te cortar de um possível processo seletivo. 5. Seja cauteloso, e se possível, evite dar opiniões muito radicais. Participar de grupos nada saudáveis, como discriminação ou violência também deve ser evitado. 6. Preserve sua imagem. Postar no Facebook que você pegou o ônibus, depois postar que agora sentou, depois postar que viu uma andorinha pela janela, além de monótono não é nada construtivo. Caso você ache isso muito interessante, atente-se a privacidade, e selecione apenas amigos muito próximos e que não se importam que você narre cada passo do seu dia. 7. Procure sempre postar algo útil, para que possa trocar informações com outras pessoas interessantes. Por exemplo, se você gosta de comer bem, é interessante sempre compartilhar restaurantes agradáveis que você conhecer. Isso deixará seu perfil mais construtivo e informativo. 8. Falar mal de outras pessoas, de empresas as quais já trabalhou e de ex chefe, além de falta de educação é de extremo mau gosto. Evite ceder à tentação, pois esse pecado mortal certamente irá te eliminar de qualquer processo seletivo. 9. Evite frases clichês do tipo “Falar

de mim é fácil, difícil é ser eu”, “Sua inveja faz a minha fama” dentre outras frases desse gênero. Isso fará você passar um ar de superioridade, além do que, pode ofender de forma gratuita outras pessoas. 10. Evite repassar correntes, promoções ou compartilhar todo post que você lê. Além de cansativo, você passa a impressão de ser uma pessoa de fácil manipulação e pouco criativo. 11. Desabafar nas redes sociais também pode ser um tiro no pé. Informações como “estou de ressaca” ou “não gosto de trabalhar” devem ser ditas ao seu amigo, por telefone ou pessoalmente. Nunca nas redes sociais! 12. Evite o “internetês”. Mesmo que na internet, escreva de forma clara e concisa. 13. Publique links interessantes e inteligentes. Isso fará de você uma pessoa bem informada. 14. Caso tenha conta no Twitter ou Facebook e outra no LinkedIN, opte por não associar as redes pessoais à profissionais, ou pelo menos tenha cautela. Afinal, tudo o que você publicar em uma, automaticamente aparecerá na outra, além de cansativo para quem faz parte do seu circulo de amizade em ambas as redes, você corre o risco de, por algum descuido, ter algo muito pessoal publicado no LinkedIN.

15. Seja seletivo nas suas redes – Quantidade de redes não é qualidade. Para que participar de redes sociais que não sejam relevantes? O ideal é focar nas principais redes onde seus amigos e interesses estão localizados. 16. Determine horários – O problema não é o uso, mas os excessos. Utilize seus horários antes ou após o expediente e seu horário de almoço caso queira acessar as redes no trabalho para fins pessoais. 17. Rede social não quer dizer tempo real – Não sinta-se obrigado a responder uma mensagem na mesma hora que a pessoa te enviou. Se fosse urgente de verdade, ela encontraria outra forma de falar com você. 18. A vida existe lá fora - Não é porque a vida social é cada vez mais digital que você vai se esconder atrás de um computador em seus relacionamentos. É preciso reservar um tempo para estar junto com os amigos e família presencialmente! Tenha uma boa vida ! Felipe Gonçalves Graduado em Química, MBA em Supply Chain, Especialização em Desenvolvimento de Líderes, Mestrando em Engenharia Química, Profissional Corporativo e Professor Universitário. E-mail: felipe.goncalves@usf.edu.br

TAI CHI CHUAN SAÚDE FÍSICA, MENTAL E EMOCIONAL É notório nos dias de hoje, a aceitação da unicidade do ser. Significa dizer que corpo e mente são partes de um todo, complexo, organizado e funcional. Em outras palavras, mente e corpo não podem ser entendidos separadamente, possuem características próprias, mas agem de forma sistêmica. Ou seja, tudo que acontece com meu corpo influencia minha mente e vice-versa, tudo que acontece no âmbito psíquico (mental/emocional) influencia meu corpo simultaneamente. A prática regular do Tai Chi Chuan tem o benefício de trazer de volta este equilíbrio, desenvolvendo e integrando todas os aspectos do Ser Humano. O praticante desta arte tem a oportunidade de entrar em contato com seu corpo, com seus movimentos, com sua respiração, com sua energia, com suas sensações, com seu estado emocional e com seu estado mental trazendo equilíbrio e harmonia. Praticá-lo é integrar, terapia, meditação e exercicio numa única atividade Na China esta arte está em toda a parte; nos parques, nos hospitais e clínicas, nos templos, empresas e fábricas. Pela manhã os parques das cidades enchem-se de pessoas a praticar Tai Chi Chuan e Chi Kung O Tai-Chi Chuan é uma arte marcial chinesa com uma longa tradição e é conhecido como um dos mais importantes exercícios terapêuticos internacionais. De maneira lenta e circular, promove in-

úmeros benefícios aos músculos, ossos, tendões, sistema cardiovascular e ao sistema nervoso. Estudos realizados por médicos americanos, afirmam que de todas as artes terapêuticas, físicas e mentais, o Tai Chi Chuan é o mais suave e o mais fácil de ser aprendido. A prática de uma atividade física regular é indicada para pessoas de todas as idades. Seja através de uma ação preventiva ou terapêutica. Tai-Chi Chuan Educação, manutenção e resgate da Saúde e da Qualidade de Vida por meio do aprendizado do Taijiquan

Aulas de: 6/8 a 28/11 - Terças e quintas-feiras: Turma 1 - 9h às 10h e Turma 2 - 10h às 11h investimento:1 parcela de R$ 60,00 Inscrições até: 31/07 Para se inscrever: http://www.usf.edu.br/extensao/cursos/FreeComponent3136content19839.shtml Curso Extensão Universitária USF Prof. Marcelo Martinelli É um hábil professor com alta competência na arte, tendo sido sucessivamente campeão paulista, brasileiro e sul americano..E oitavo lugar no mundial na modalidade de Tai Chi Chuan. O Marcelo é discípulo do Gran-Mestre Chan, Kowk Wai, autoridade de artes marciais chinesas no Brasil, tendo ele sido convidado a participar do Conselho da Confederação Pan Americana de Kung-fu e Taijiquan. É formado em Educação – Física com mestrado em Psicologia.


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SPASSU da Elegância

As mães dos noivos

Por Ana Carolina Serafim e Nazaré Brajão

merecem brilhar!

O casamento dos filhos é uma data muito especial. Por ser um momento que será lembrado e registrado para sempre, as mães dos noivos ficam nervosas demais e podem sentir dificuldade na hora de escolher o modelo de vestido ideal para a ocasião. Não é necessário impor regras diferentes para a mãe do noivo e da noiva. As duas possuem o mesmo direito de brilhar na festa. É interessante que elas conversem e escolham vestidos no mesmo grau de importância e cores que não briguem entre si. As mães são figuras essenciais do casamento e precisam aparecer muito bonitas, mas devem se enfeitar com bom senso para não chamarem mais atenção do que a noiva. As mães devem estar elegantes e confortáveis, respeitando sempre a própria idade, o que ajudará a selecionar o vestido certo para você! Uma boa idéia é as mães dos noivos convidarem a noiva para uma conversa, para saber como será o vestido dela. A idéia é não competir no altar. O modelo das mães deve ser bem

diferente do da noiva. Devem fugir do preto e de tons muito claros como bege, manteiga ou nude, pois quando bater o flash, eles podem parecer brancos! Já o tecido pode ser um tecido encorpado como zibeline ou tafetá ou um tecido leve como crepe e musseline, dependendo do horário da cerimônia. As mães que estão com tudo em cima, podem usar um leve decote mas se desejarem usar uma echarpe para deixar o vestido mais discreto, é muito bem vindo! Mande suas sugestões para nosso e-mail, spassuplazanoivas@yahoo. com.br Podemos auxiliá-los em suas dúvidas! Acesse nosso Facebook: Spassu Plaza. Ou se preferir, venha conhecer nossa loja, estaremos prontas para atendê-los.

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Foi com imensa alegria que fotografei o casamento

desse lindo casal: Amanda e Guilherme. Um casal muito querido pelos amigos e muito carinhosos com todos. A cerimônia aconteceu no belíssimo buffet Sítio Vale do Sol em Atibaia num final de tarde maravilhoso. A cerimônia foi presidida por três pastores amigos do casal e que acompanharam de perto todo o relacionamento do casal. Inclusive um deles é quem foi o “cupido” do casal. Muito bacana isso! A cerimônia foi maravilhosa num lindo espaço aberto e todo gramado um corredor com “tapete” de pétalas de flores coloridas e, ao final, um lindo gazebo onde o casal e os pastores ficaram. Tudo muito simples, porém sofisticadamente lindo. Duas lindas crianças, sobrinhos do noivo, trouxeram as alianças e após os votos o casal trocou as alianças num clima muito romântico. Na saída o Pastor Mendes apresentou o novo casal à comunidade e saíram pelo corredor ovacionado pelos amigos e familiares. Na sequência seguimos para uma tenda enorme em forma de circo na cor branca onde o casal ofereceu um maravilhoso jantar e onde eles receberam todo o carinho e os votos de muitas felicidades para toda a vida. Mais um dia muito especial.


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Mercedes reestiliza Classe E, que adota visual mais moderno, novo motor e mais tecnologia

por EDUARDO ROCHA/autoPress

Nas marcas generalistas, um face-lift é a forma menos onerosa de dar fôlego a um carro. E, na maioria das vezes, o marketing aproveita a mudança, mesmo que seja apenas um simples redesenho de grade, para classificar o resultado como “nova geração”. Já entre marcas de luxo, a briga requer um pouco mais de esforço. Como a disputa entra no campo do requinte e da tecnologia, as montadoras às vezes nem mexem tanto no carro por fora, mas aproveitam a ocasião para, no mínimo, acrescentar em seu modelo recursos já oferecidos pelos rivais. No caso da remodelação da Classe E, a Mercedes decidiu não só atualizar a tecnologia como também apresentar alguns novos recursos e adotar um visual que marcasse muito bem esta nova fase da sua linha média-grande. O sedã Classe E chega neste mês de julho às concessionárias brasileiras apenas na versão Avantgarde e explicita a preocupação da Mercedes em rejuvenescer a marca, mesmo através de seu modelo mais clássico. O visual frontal foi bem modernizado e deu ao carro um estilo mais esportivo, como no hatch Classe A e no cupê SLS. O Classe E perdeu a característica grade do radiador em forma de grelha cromada. Agora é mais protuberante, no estilo “bocão” – com um ou dois frisos horizontais em torno da estrela da marca, dependendo da versão. Os faróis duplos, que eram separados, agora estão integrados sob uma só sobrelente de policarbonato. Para completar, parachoque e capô ganham vincos mais marcados, com linhas fluidas, que dão um ar mais agressivo ao conjunto. Na traseira, as novidades são mais sutis. Se resumem ao parachoque mais robusto e à nova distribuição das luzes na lanterna traseira. Com pequenas diferenças, as versões cupê e conversível, que chegam em agosto, acompanham as mudanças. No interior, as discretas novidades vão na contramão da jovialidade externa e buscaram ressaltar o lado mais requintado do modelo. Caso do relógio, quadrado e analógico, instalado entre as saídas de ar no console central. O conjunto de instrumentos e o monitor multimídia, no console central, foram ligeiramente redesenhados. Os acabamentos dependem diretamente versão. Na “de entrada” E250, que custa R$ 229.900 na versão sedã e R$ 239.900 na cupê, os revestimentos de bancos e portas são em couro sintético e os acabamentos do painel traz detalhes em alumínio texturizado. Na versão de topo, a E350, que custa R$ 284.900, o couro é natural e os acabamentos são em folha de rádica. As cores preto e cinza disponíveis para os revestimentos do painel podem ser combinadas com couro preto, cinza ou creme. Na versão conversível E350, que custa R$ 299.900, o couro pode ser também na cor vermelha. É na parte de tecnologia, no entanto, que as marcas premium brigam de verdade. Nesse aspecto, o Classe E apresenta algumas inovações interessantes. Caso do farol totalmente em led, com sistema que dirige o facho de luz de modo a não ofuscar veículos em sentido contrário. Há também o sistema active parking assist, que não só estaciona o carro em vagas paralelas ou a 90º como é capaz de também retirá-lo sozinho depois. Outro recurso novo é o direct steer, que muda a relação entre o ângulo do volante e do esterçamento das rodas de acordo com a velocidade. Em baixa, as rodas reagem mais ao giro do volante, o que facilita o contorno de esquinas e manobras de estacionamento. Em alta, a roda reage menos, o que permite correções de trajetória com maior precisão. O propulsor 3.5 litros V6 do E350 não sofreu alterações. Manteve os mesmos 306 cv de potência e 37,8 kgfm de torque. Mas, no caso da versão E250, há novidades sob o capô. Sai o motor 1.8 turbo de 204 cv de potência e 31 kgfm de torque e entra o 2.0 turbo de 211 cv e 35,7 kgfm. Em um segmento duelado palmo a palmo com Série 5 da BMW – cada uma vende entre 25 e 30 unidades mensais de seus médios-grandes –, qualquer detalhe pode fazer diferença. E a Mercedes acredita que possa emplacar até 70 unidades mensais do rejuvenescido Classe E.

Primeiras impressões

Campos do Jordão/SP - Difícil levar fé que um motor 2.0, mesmo turbinado, vá pro-

porcionar o vigor necessário para mover um Mercedes de 1.700 kg e 4,88 metros de comprimento. No caso de marcas premium como Mercedes, BMW, Volvo ou Lexus, os movimentos devem ser elegantes, sem acusar esforço. De fato, o E250 não tem sobra de potência para alcançar altas velocidades em curtíssimos espaços de tempo nem torque capaz de afundar o corpo dos ocupantes no encosto do banco. Mas o motor 2.0 turbo se mostrou capaz de manter uma dinâmica bastante prazeirosa. E esse comportamento, na verdade, está bem de acordo com a proposta sóbria do modelo - apesar do aspecto agressivo da nova frente. Por dentro, o Classe E capricha no design e na ergonomia. Os bancos dianteiros praticamente abraçam os ocupantes. E é tudo elétrico. O sistema start/stop funciona de forma discreta e seu liga-desliga não perturba muito. A não ser pelo controle de mudança de estações do rádio – que segue uma lógica que só um engenheiro alemão é capaz de desvendar –, os demais comandos são razoavelmente amigáveis. O trajeto de avaliação incluiu trechos urbanos engarrafados (a saída foi da cidade de São Paulo), rodovias modernas, “plantações” de quebra-molas e ainda área urbana com pavimento bastante precário. Em todos ele, o Classe E se comportou com dignidade externa e generosidade interna. O compromisso da suspensão entre conforto e estabilidade é muitíssimo bem dosado. E não precisou recorrer a qualquer um de seus diversos sistemas eletrônicos de controle dinâmico. Os acertos mecânicos se mostraram mais que suficienteS para um equilíbrio impressionante.

Ficha técnica

Mercedes Classe E 250 (Cupê) Motor: Gasolina, dianteiro, transversal, 1.991 cm³, com quatro cilindros em linha, quatro válvulas por cilindro e duplo comando do cabeçote. Injeção direta e acelerador eletrônico. Transmissão: Automática de sete velocidades. Tração traseira. Potência máxima: 211 cv a 5.500 rpm. Aceleração 0-100 km/h: 7,4 segundos. Velocidade máxima: 243 km/h. Torque máximo: 35,6 kgfm entre 1.200 rpm e 4 mil rpm. Diâmetro e curso: 82.0 mm x 85.0 mm. Taxa de compressão: 9.3:1. Suspensão: Dianteira double-wishbone, com molas helicoidais e barra estabilizadora transversal. Traseira do tipo multilink, com molas helicoidais e barra estabilizadora transversal. Oferece controle eletrônico de estabilidade. Pneus: 245/45 R17. Freios: Discos ventilados na frente e atrás. Carroceria: Sedã em monobloco com quatro portas e cinco lugares (cupê em monobloco com duas portas e quatro lugares). Com 4,87 metros de comprimento, 2,07 m de largura, 1,47 m de altura e 2,87 m de distância entre-eixos. Oferece airbags frontais, laterais e de cortina de série. Peso: 1.680 kg. Capacidade do porta-malas: 540 litros. Tanque de combustível: 80 litros. Produção: Sindelfingen, Alemanha. Lançamento: 2013. Itens de série: Ar-condicionado automático, estofamento em couro, bancos elétricos com memória, computador de bordo, direção elétrica, trio elétrico, luzes diurnas em led, farol alto adaptativo, volante com regulagem de altura e profundidade, ESP, ABS, EBD, teto solar elétrico, sistema Start & Stop, rodas de liga leve de 17 polegadas, airbags frontais, laterais e de cortina, sistema de entretenimento, rádio/MP3/USB/ iPod/AUX/Bluetooth, câmera de ré. Preço: R$ 229.900 (239.900).

Ficha técnica

Mercedes Classe E 350 (Cabrio) Motor: Gasolina, dianteiro, transversal, 3.498 cm³, com seis cilindros em V, quatro válvulas por cilindro e duplo comando do cabeçote. Injeção direta e acelerador eletrônico. Transmissão: Automática de sete velocidades. Tração traseira. Potência máxima: 306 cv a 6.500 rpm. Aceleração 0-100 km/h: 6,3 segundos. Velocidade máxima: 250 km/h. Torque máximo: 37,7 kgfm entre 3.500 rpm e 5.250 rpm.

Diâmetro e curso: 92.9 mm x 86.0 mm. Taxa de compressão: 10.7:1. Suspensão: Dianteira double-wishbone, com molas helicoidais e barra estabilizadora transversal. Traseira do tipo multilink, com molas helicoidais e barra estabilizadora transversal. Oferece controle eletrônico de estabilidade. Pneus: 245/40 R18 na frente e 265/35 R18 atrás. Freios: Discos ventilados na frente e atrás. Carroceria: Sedã em monobloco com quatro portas e cinco lugares (conversível em monobloco com duas portas e quatro). Com 4,88 metros de comprimento, 2,07 m de largura, 1,47 m de altura e 2,87 m de distância entre-eixos. Oferece airbags frontais, laterais e de cortina de série. Peso: 1805 kg. Capacidade do porta-malas: 540 litros. Tanque de combustível: 80 litros. Produção: Sindelfingen, Alemanha.

Lançamento: 2013. Itens de série: Ar-condicionado automático, estofamento em couro natural, bancos elétricos com memória, computador de bordo, direção elétrica, trio elétrico, faróis totalmente em led, luzes diurnas, farol alto adaptativo, banco e volante com regulagem elétrica e memória, ESP, ABS, EBD, teto solar elétrico, sistema Start/Stop, rodas AMG de 18 polegadas, acabamento em madeira, airbags frontais, laterais e de cortina, sistema de entretenimento, rádio/MP3/ USB/iPod/AUX/Bluetooth, sistema de entretenimento traseiro, porta-malas com acionamento elétrico câmera de ré. No Cabrio: sistema de aquecimento de pescoço, defletor de ar acima do pára-brisa, aquecimento dos bancos e suspensão com ajuste de rigidez manual Dynamic handling. Preço: R$ 284.900 (R$ 299.900). Fotos: Eduardo Rocha/Carta Z Notícias


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Foto: Pablo Bucci/auto press

Ponto a ponto por Augusto Paladino/autopress

Foto: Divulgação

Aos poucos a Fiat completa sua linha 2014. Agora é a vez do Punto. Sem mudanças estéticas, as novidades são a incorporação do ar-condicionado e chave telecomando como itens de série na versão Attractive 1.4 e o sistema DNA – do T-Jet e que muda as repostas de acelerador e direção nos modos Dinâmico, Normal e Autonomia – na versão Sporting 1.8. O modelo parte de R$ 40.590, no Attractive 1.4 16V, e chega aos R$ 57.490 do T- Jet 1.4 16V. Antes, ele saía de R$ 39.610 e atingia R$ 57.610.

Fiat Punto 2014

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Mais nervoso por Augusto Paladino/autopress

O Nissan March já tem uma versão “esportivada” à venda no mercado nacional, a SR, que adiciona apenas elementos estéticos. Agora, a marca lança no Japão a variante Nismodocompacto, personalizada por sua preparadora oficial. Além do visual – ainda mais caprichado –, a nova configuração tem de fatoalgumasmudanças que melhoram o comportamento dinâmico do hatch, como suspensão mais rígida, freios maiores.

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Nissan March Nismo


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Jornal do Meio 702 Sexta 26 • Julho • 2013

Variações sobre duas rodas Versão GT da BMW F800 é testada na Noruega e tem o mercado brasileiro na alça de mira

por MICHAEL FIGUEREDO/AutoPress/

O ano passado foi bom para a BMW Motorrad no Brasil. A marca atua no segmento premium, longe do famigerado miolo de mercado das motos de baixa cilindrada, e por isso anda na contramão do setor – fechou com números positivos. Isso foi determinante para que a fabricante alemã passasse a enxergar o país como um pólo estratégico. Tanto que todo modelo lançado no exterior logo é cogitado por aqui. É o caso da F800 GT, apresentada no Salão de Milão de 2012 e dada praticamente como certa no país ainda em 2013. A motocicleta gran turismo é a sucessora da F800 ST e será mais uma arma da BMW para aproveitar o aumento da capacidade de compra do consumidor brasileiro. Para isso, argumentos não faltam à F800 GT. A começar pelo motor, um bicilíndrico de 798 cc, com quatro válvulas por cilindro e arrefecimento líquido, capaz de entregar 90 cv de potência a 8 mil rpm. Isso deixa a motocicleta, de 213 quilos em ordem de marcha, com 2,3 kg/cv de relação peso/potência. Esses dados, aliados ao torque de 8,7 kgfm a 5.600 rpm e à transmissão de seis velocidades, fazem a touring ultrapassar os 200 km/h – segundo a própria BMW, que não informa a máxima exata. A F800 GT ainda conta com um dispositivo eletrônico que reduz a potência para 48 cv e a deixa mais dócil. Com isso, fica mais acessível a pilotos menos experientes e também atende a restrições legais de alguns países. Para frear, tem na frente um disco duplo flutuante de quatro pistões, enquanto a traseira usa um único disco de um pistão. E como em todas as BMW, o ABS é de série. A gran turismo é montada sobre um chassi de alumínio que, segundo a BMW, foi determinante para o baixo peso da moto. A suspensão traz, na dianteira, o costumeiro garfo telescópico, de 43 mm de diâmetro, e na traseira um monobraço em liga de alumínio, com pré-carga de mola ajustável. Características que, de acordo com a fabricante, garantem que a F800 GT cumpra sua proposta principal, que é rodar em estradas pavimentadas. A suspensão ainda é ajustável, com um dispositivo opcional chamado ESA, sigla em inglês para ajuste eletrônico de suspensão. O mecanismo, controlado por um botão, adapta o amortecedor traseiro às condições da estrada. A F800 GT adota um estilo “clean”. O design agrega algumas características que a aproximam de outra GT da marca, a K1600. A carenagem integral e o formato do monobraço da roda traseira são dois pontos que aproximam, visualmente, os dois modelos. Além disso, o para-brisa ressalta o estilo estradeiro da moto, que é oferecida nas cores laranja, cinza grafite e branca. Como é comum no segmento, a BMW F800 GT oferece alguns itens para facilitar a vida do piloto. Um deles é a regulagem do assento, que permite três alturas distintas. Há ainda opcionais como o controle de tração, kit de malas laterais e bagageiro traseiro. A lista

de equipamentos adicionais conta ainda com descanso central, punhos aquecidos e navegador. Opções que elevam consideravelmente o preço inicial de 10.900 euros, o equivalente a R$ 31.500. Apesar de estar entre os modelos cotados para desembarcar no Brasil – onde seria montada em Manaus –, a BMW não se pronunciou oficialmente em relação à chegada da F800 GT. Mas a sinergia do modelo com as já “brasileiras” F800 GS e F800 R não deixa muita margem para dúvidas.

Impressões ao pilotar

por Carlo Valente - InfoMotori/Itália exclusivo para Auto Press

Cabo Norte/Noruega – Obviamente, como em qualquer teste, o primeiro contato é o visual. E este já foi bastante positivo e só fez crescer a expectativa. Sobre uma bela F800 GT laranja, os primeiros quilômetros na cidade revelaram uma confortável posição de pilotagem, ligeiramente inclinada para a frente. A postura não sobrecarrega a coluna do motociclista e toda a distribuição de peso da moto é bem feita, o que facilita na maioria das manobras. A combinação motor-transmissão trabalha sem incertezas – sem mencionar o eficiente sistema de frenagem e o ABS, que ampliam a sensação de segurança. Fora da cidade, logo se percebe a função da carenagem, que dissipa o vento, além do para-brisa, que desvia bem a água da chuva – como ocorrueu durante o teste. É também na estrada que aparece um ponto negativo do motor. A trepidação é acima do esperado, sobretudo nas manoplas. Nada exagerado, mas algo que se torna bastante incômodo em uma longa jornada. Já fora da autoestrada, em uma subida sinuosa e estreita, a F800 GT elevou seu desempenho, conforto e estabilidade. E se já agradava no trecho plano, impressionou ainda mais. Em uma pegada mais decidida, o nível de diversão nas curvas aumenta. Mas aí a trepidação volta a incomodar. Na viagem pela Noruega até Cabo Norte, o relaxamento predominou quase o tempo inteiro. E o consumo de combustível chamou a atenção. A estradeira da BMW fez a boa média de 25 km/l, mesmo sem ter sido “poupada” em momento algum.

Ficha técnica

BMW F800 GT Motor: Gasolina, quatro tempos, 798 cm³, dois cilindros em linha, quatro válvulas por cilindro, comando duplo no cabeçote e injeção eletrônica. Câmbio: Mecânico de seis marchas com transmissão por corrente. Potência máxima: 90 cv a 8 mil rpm. Torque máximo: 8,7 kgfm a 5.600 rpm. Diâmetro e curso: 82,0 mm × 75,6 mm. Taxa de compressão: 12,0:1 Suspensão: Garfo telescópico de 43 mm com 125 mm de curso na frente. Traseira monobraço com pré-carga de mola ajustável e curso de 125 mm.

Pneus: 120/70 R17 na frente e 180/60 R17 atrás. Freios: Disco duplo de 320 mm na frente e disco simples de 265 mm na traseira. Dimensões: 2,15 metros de comprimento total, 0,90 m de largura, 1,24 m de altura, 1,51 m de distância entre-eixos e 0,80 m de altura do assento.

Peso: 213 kg. Tanque do combustível: 15 litros. Produção: Munique, Alemanha. Lançamento mundial: 2012. Preço na Europa: 10.900 euros, o equivalente a R$ 31.500. Preço estimado no Brasil: R$ 40 mil. Fotos: Divulgação


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Notícias

automotivas por AUGUSTO PALADINO/autopress

Em escala maior – Três meses depois da apresentação da minivan C4 Picasso, a Citroën mostrou a sua versão “esticada”, a Grand C4 Picasso, com espaço para sete pessoas. O modelo familiar mantém a dianteira com faróis divididos e aspecto “modernoso”. Atrás, as diferenças são maiores. O Grand C4 traz as lanternas em formato de “C”. Assim como a variante de cinco lugares, a minivan usa a nova plataforma modular EMP2. A produção começa na Espanha no final de julho e ainda não se sabe quando o novo modelo chega ao Brasil. Assoprando velas – O icônico Chevrolet Corvette acaba de completar 60 anos de vida. Para marcar a data, a GM criou uma edição especial, limitada a 500 unidades do esportivo. Chamada de Première Edition, a versão tem pintura azul especial, rodas cromadas, teto e apliques internos de fibra de carbono, além de uma placa numerada na cabine. O trem de força é o mesmo, mas com algumas alterações. Trata-se do V8 de 6.2 litros, mas com potência aumentada em 10 cv – agora tem 460 cv – pelo uso de um escapamento melhor. Com isso, o zero a 100 km/h é cumprido em 3,8 segundos. De estreia – A Mercedes está criando um hábito de lançar versões de estreia com preparação da AMG, sua preparadora oficial. Foi assim com o A45 AMG e agora com sua versão sedã, o CLA 45 AMG que também recebe a variante Edition 1. A edição traz apenas mudanças estéticas, como rodas de 19 polegadas, apliques aerodinâmicos, pintura especial na carroceria e outros detalhes. A estrela do carro, o motor 2.0 turbo de impressionantes 360 cv e 45,8 kgfm se mantém inalterado. Tequila de valor – A General Motors confirmou recentemente um

Fotos: Divulgação

investimento de US$ 691 milhões – cerca de R$ 1,5 bilhão – nas suas três fábricas no México. A maior parte, US$ 349 milhões, será destinada ao complexo na cidade de Silao para a produção de uma nova transmissão automática de oito velocidades. Outro aporte de US$ 211 milhões está previsto para a expansão das operações da empresa em San Luís de Potosí e US$ 131 milhões restantes para fabricar mais uma caixa de câmbio em Toluca, esta provavelmente com seis marchas. A GM não informou as datas de início das obras. Amigos do concessionário – A Honda é famosa por não dar dor de cabeça a seus clientes. Mas anda dificultando a vida de quem comprou um Fit entre 2004 e 2008. Recentemente, o modelo passou por um recall para reparar uma infiltração de água no interruptor dos vidros elétricos. A empresa japonesa anuncia outra chamada para verificar a mesma falha. E pior. Avisa que esta será apenas uma medida preventiva e que uma peça definitiva está sendo desenvolvida para acabar de vez com o problema. Ou seja, os 186 mil Fit envolvidos vão ter de passar por um terceiro recall em breve.

Mercedes-Benz CLA 45 AMG Edition

Japonês limpo – A Toyota ainda não revelou detalhes sobre o carro movido a hidrogênio que pretende lançar em 2015. Mas as primeiras informações começam a surgir à medida que se aproxima o Salão de Tóquio, que acontecerá em novembro deste ano. O carro será mostrado no evento e terá como base o conceito FCV-R, revelado no mesmo motorshow, em 2011. E, segundo a agência Bloomberg, a fabricante japonesa pode apresentar já em 2014 o sedã com modelo 2015 para os Estados Unidos. De acordo com o vice-presidente da marca nipônica, Chris Hostetter, o modelo custaria em torno de US$ 50 mil e teria mais de 480 quilômetros de autonomia.

Chevrolet Corvette Premiere

Citroën Grand C4 Picasso


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Abalo sísmico por Augusto Paladino/autopress

A Ford deu uma dose extra de esportividade à linha da F-150 com a adição da versão Tremor. Além de elementos estéticos para a versão, como adesivos especiais, e da distância entre-eixos encurtada, a novidade é o motor turbo Ecoboost, oferecido pela primeira vez na configuração duas portas. O propulsor é um V6 de 3.5 litros, com 365 cv de potência e 57,8 kgfm de torque. O modelo tem itens de série como bloqueio eletrônico do diferencial e sistema de som com tela sensível ao toque e HD interno e chega ao mercado norte-americano ainda em 2013.

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F-150 Tremor


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702 Edição 26.07.2013