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Braganรงa Paulista

Sexta

05 Julho 2013

Nยบ 699 - ano XI jornal@jornaldomeio.com.br

jornal do meio

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para pensar

Jornal do Meio 699 Sexta 5 • Julho • 2013

Desconhecimento

e falta de compromisso por Mons. Giovanni Baresse

Pretendia ainda tecer algum comentário sobre as manifestações que estão acontecendo em nosso país. O fato de que senadores e deputados federais votaram rapidamente projetos que estavam engavetados daria uma boa conversa. Creio que, todavia, outros possam fazer isso com maior propriedade. Quero voltar-me para um assunto que me tem atazanado. Volta e meia, diante de alguma exigência que a disciplina da Igreja pede, escuto: “É por isso que as pessoas vão para outras igrejas, por isso que se afastam”! Lembro dois fatos recentes. O primeiro: um casal se apresenta pedindo informações sobre o batizado de duas crianças. Uma de perto de dois anos. Outra com oito. O casal, não casado na Igreja, diz que procurou diversas igrejas e, em algumas, recebeu a negativa direta, sem chance de uma conversa. Afirmou que poderia ter procurado

outra igreja cristã, mas não quis fazer isso. Explico que nenhuma criança, desde que haja alguém que responda por ela como garantidor da educação na Fé, fica sem batismo. A criança com oito anos deveria entrar para a catequese. Os encontros de catequese já tinham começado, mas veríamos com os catequistas como acompanhar a garota. Ofereci-me para conversar com a menina para explicar-lhe a razão de entrar na catequese e, se ela ficasse entristecida por não ser batizada imediatamente, veria com nosso bispo se uma exceção poderia ser aberta. Falei sobre a situação irregular em que o casal se encontrava. Se não houvesse impedimento (e não havia) e se quisesse poderia celebrar o sacramento do matrimônio. Da forma mais simples e discreta que desejasse. Como dar testemunho da importância do batismo e da eucaristia se a fé comunitária não é vivida? O casal me

agradeceu vivamente, mas não voltou! O segundo caso apresenta padrinhos não casados sacramentalmente. Explico aos pais que poderia haver dois caminhos: uma conversa com os padrinhos para ver da possibilidade de que regularizassem a sua situação ou isso não fosse possível ou querido, junto com eles, colocassem mais uma pessoa que tivesse participação normal na vida comunitária. Lembro que hoje a disciplina da Igreja pede que se de ao batizando um padrinho ou uma madrinha. É o mínimo. Três seria abundância. E sempre falo que nesses casos não está em jogo a bondade das pessoas. Está em jogo a sua situação como alguém que se afirma como “cristão católico”. Muitas vezes, mesmo colocando de forma muito clara e fraterna o caminho a seguir, acabo escutando, além das frases acima, a afirmação de que quem sabe seria bom ir a outra igreja e

mentir para conseguir logo resolver a situação! O desconhecimento das razões que envolvem a recepção dos Sacramentos é algo assustador e, sem dúvida, é o causador fundamental da existência dessa excrecência que chamamos de “católico não praticante”. Parece que se vê os sacramentos como uma mercadoria a que se tem direito muito mais por razões que beiram a superstição ou o desejo de um acontecimento social. A dimensão da pertença à comunidade de fé é desconhecida. O dever de amor que a vida sacramental exige é inexistente. Quer-se o batismo pelo batismo! Parece que não se podem esquecer as exigências que Jesus apresenta no Evangelho de Lucas (9,18-24): quem quer seu discípulo deve aprender a não ser o centro do mundo, tomar sua parte na missão do Senhor e segui-lo. A Igreja é dele. Ele deixou Pedro e os demais apóstolos como mestres da Fé

Expediente Jornal do Meio Rua Santa Clara, 730 Centro - Bragança Pta. Tel/Fax: (11) 4032-3919 E-mail: jornal@jornaldomeio.com.br Diretor Responsável: Carlos Henrique Picarelli Jornalista Responsável: Carlos Henrique Picarelli (MTB: 61.321/SP)

As opiniões emitidas em colunas e artigos são de responsabilidade dos autores e não, necessariamente, da direção deste orgão. As colunas: Casa & Reforma, Teen, Informática, Antenado e Comportamento são em parceria com a FOLHA PRESS Esta publicação é encartada no Bragança Jornal Diário às Sextas-Feiras e não pode ser vendida separadamente. Impresso nas gráficas do Bragança Jornal Diário.

(Mateus 16,13-19). Na escuta da Palavra e sob a ação do Espírito Santo o Papa e os Bispos vão atualizando as exigências do seguimento de Jesus. As normas disciplinares não existem a bel prazer dos ministros ordenados. Elas existem para nortear o caminho da Fé. Mas a tentação que se percebe é a exigência dos “direitos” sem a consequência dos “deveres”. Tenho intenção de oferecer algumas reflexões sobre este tema. Espero que ajudem, como informação, a ter clareza sobre o sentido das normas da Igreja de fé católica.


comportamento

Jornal do Meio 699 Sexta 5 • Julho • 2013

Bateu, levou Sucesso das primeiras lutas entre mulheres no maior campeonato de MMA faz empresários e academias subirem as apostas no público feminino

Por MORRIS KACHANI/IARA BIDERMAN /FOLHAPRESS

Este é o ano das mulheres no MMA, modalidade que combina diversas técnicas de luta e movimenta milhões de dólares no mundo. O UFC (Ultimate Fighting Championship, marca avaliada em mais de US$ 1 bilhão) levou neste ano, pela primeira vez, lutadoras ao octógono, o ringue de MMA. No segundo evento com luta feminina, realizado no mês passado, em Las Vegas, o combate de mulheres foi considerado o melhor da noite pelo público e pela crítica. A transmissão gerou US$ 18 milhões só com a venda de pacotes “pay per view”. O público queria saber quem seria a próxima treinadora na 18ª edição do “The Ultimate Fighter”. O reality show, transmitido pelo canal pago Fox Sports, é o celeiro de novos talentos do MMA e nunca antes no programa mulheres tinham sido selecionadas para liderar grupos. A vencedora, a americana Cat Zingano, vai dividir a liderança com Ronda Rousey, campeã da categoria peso-galo. O título foi conquistado em fevereiro, na Califórnia. Com uma chave de braço no primeiro assalto, Rousey venceu a primeira luta feminina de MMA no UFC, maior campeonato da modalidade. Sua oponente, a também americana Liz Carmouche, quase encaixou-lhe no início da luta um “mata-leão” (estrangulamento). Mas, uma vez mais, Ronda mostrou porque não é famosa só pela beleza (ela até já posou nua para a “Revista ESPN”). Ronda se desprendeu da oponente e desferiu nela uma série de socos potentes, não sem antes dar uma paradinha para ajeitar seu top preto.

Bom negócio

O interesse do público feminino pelo MMA vem crescendo há algum tempo. “Mas só agora o UFC se deu conta de que é um bom negócio ter mulher lutando”, diz Kyra Gracie, pentacampeã mundial de jiu-jítsu e, desde o fim de 2012, comentarista de MMA no canal pago SporTV. Quarta geração da família de lutadores Gracie, Kyra afirma que há muito machismo no meio. Até pouco tempo, Dana White, presidente do UFC, declarava que nunca teria mulheres no evento. Hoje pensa em criar mais divisões para o MMA feminino. Mas ainda é difícil para as lutadoras conseguirem patrocínio e, quando conseguem bolsa para treinar, o auxílio é menor do que o dado para os homens, segundo Kyra. O sucesso do MMA entre as mulheres não se limita ao esporte profissional. Aulas da modalidade entraram nas grades das academias e, nas especializadas em lutas, as alunas já não são aquela minoria inexpressiva. Marcelo Caldas, coordenador da Mavors MMA Gym, em São Paulo, conta que, quando a academia foi inaugurada, em 2012, a proporção era de 5 mulheres para 30 homens. Hoje, elas são 54 num total de 115 alunos. A rede de academias Competition abriu horários para treinos de MMA em duas unidades em São Paulo. Nas aulas, que têm entre 15 e 20 alunos, 80% são mulheres. A principal motivação das lutadoras não profissionais é o condicionamento físico, segundo Caldas. A possibilidade de queimar entre 800 e 1.200 calorias por hora e aprender técnicas de defesa pessoal são os grandes atrativos, afirma Kyra Gracie.

Amadores também buscam a modalidade como uma válvula de escape. “E mulher é sempre um pouco mais estressada”, acha Kyra. “Se você está com TPM, é ótimo: usa toda sua energia e joga o estresse em cima da adversária.” Regina Carvalho, 64, passa quatro horas por dia na academia e já experimentou todas as modalidades de luta oferecidas lá. Mãe de três e avó de sete, ela afirma que a aula de MMA é a que mais alivia o estresse. “A parte do treino que mais gosto é a de bater no saco de pancadas.” O treinador Caldas lembra que “não dá para ensinar MMA para alguém que nunca fez arte marcial”. As aulas são baseadas em técnicas e fundamentos de várias lutas tradicionais. É recomendado fazer musculação em paralelo, para evitar lesões. Para atrair o público feminino, Caldas afirma que o importante é manter a academia sempre limpa e cheirosa. O treino é o mesmo para homens e mulheres. Mas elas preferem as lutas em pé, especialmente o muay thai, com menos contato físico.

Do balé à luta

A estudante de economia Ana Beatriz Campos, 24, fez balé por dez anos. “Parei porque engordei demais e desanimei. Mas sentia falta de uma atividade física”, diz. Escolheu as artes marciais por “não ser um simples exercício. Tem uma meta”. Ela levou a flexibilidade e a disciplina do balé para o treino de luta. Ana diz que dança também machuca, mas avalia que o risco de contusões é maior no MMA. Quando começou a frequentar os treinos, há um ano, seus amigos se assustaram. “Mas depois eles acharam bacana. Era diferente uma mulher gostar de luta.” A publicitária Giovana Riggo, 22, diz que prefere a luta à malhação por ter “preguiça de fazer coisas sozinha”. Entre as atividades físicas, a única fixa é o MMA. Seu pai se opõe à prática: “Ele acha que eu vou ficar musculosa, parecendo homem”. Fã de campeonatos desde pequena, quando já acompanhava o Pride, extinto rival do UFC, Giovana assiste às lutas com o namorado e os amigos, em bares.

Pink fight

Competições femininas de MMA no país, como a Pink Fight, cresceram bastante nos últimos cinco anos. Várias cidades brasileiras já receberam lutas com atletas com nomes de guerra como Kaka Naja, Carmen Casca-Grossa, Carol Mutante ou Jessica Bate-Estaca. Ericka Almeida e Vanessa Porto são as mais bem cotadas. Cris Cyborg, que foi detentora do cinturão no campeonato Strikeforce de 2009 a 2011, é o maior nome internacional. Mas, em 2012, um exame antidoping a flagrou. Como acontece em vários esportes de alto rendimento, há muitos casos de doping relatados no MMA feminino, geralmente ligados ao uso de testosterona, hormônio masculino que aumenta a força. A luta feminina, porém, envolve mais técnica do que força. “Você não vê aqueles nocautes horríveis com chutes ou socos sangrentos”, diz Marcelo Alonso, apresentador do canal Combate, emissora oficial do UFC no Brasil. Colaborou César Soto Foto: Eduardo Knapp/Folhapress

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Jornal do Meio 699 Sexta 5 • Julho • 2013

colaboração SHEL ALMEIDA

Quando ouvimos as lembranças não estamos aqui por obrigação. O que pessoais de alguém não podemos tem acabado com muita fazenda, sítio e imaginar que, de alguma forma, chácara hoje em dia é porque os filhos aquelas lembranças podem ter e netos não querem dar continuidade”, se cruzado em algum momento com as fala Alexandre. Dos netos mais velhos nossas próprias lembranças, principal- de Seu Carlos, nenhum quis continuar mente quando essas memórias dizem o trabalho do avô. Alexandre e André respeito a uma época passada ou a cos- ainda não têm filhos, então acham que tumes que já não existem mais. Em uma é muito cedo para saber quem vai ficar cidade ainda pequena como Bragança é no lugar deles. “Meu pai trabalhou até mais comum ainda que essas histórias uns anos atrás. Então a gente ainda tem se cruzem de alguma forma, ou porque muito tempo pra trabalhar também”, os relatos nos remetem a situações que avalia Alexandre. vivemos ou pessoas que conhecemos. Normalmente são as pessoas mais velhas quem carregam as melhoras histórias Entre as muitas histórias de Seu Carlos, e lembranças, justamente por terem uma tem especial ligação com a história do vivido em uma época em que muitos de bairro Curitibanos e, consequentemente, nós nem imaginávamos existir. Por outro com a cidade. “A gente mandava verdura lado, é interessante notar que muitas das pra Santos de trem, o trem passava aqui coisas que lembramos e nos remetem ao na porta. Quando desativaram a linha de passado ainda existem. Muitos hábitos trem, em 1966, largaram os trilhos aí. Em e ofícios continuam exatamente iguais, 1974 eu e um vizinho, seu Paulo, fomos por mais que não nos damos conta disso, pedir permissão pra abrir a estrada. Fomos como o trabalho que acompanha a família nós dois que abrimos essa estrada aqui, Ferreira há três gerações: a agricultura porque não tinha condição de passar. familiar. E é nessa ligação entre se lem- Depois puseram o nome de outra pessoa” brar do passado e manter o passado vivo conta. “Nós começamos esse sítio para o e presente em hábitos e costumes que, nosso sustento e colocávamos os filhos pra ajudar. Tivemos somos capazes de gado aqui também, nos lembrarmos de nossas próprias histó- A vida foi dura mais foi divertida mas era pra criar os filhos. O leite era rias familiares. Quem para nosso próprio nos conta sobre suas Seu Carlos Ferreira consumo, mas minha histórias e lembranesposa também fazia ças é o senhor Carlos Ferreira, de 73 anos. E ele tem muita queijo e quando algum cliente aparecia história para contar! Filho do português pra comprar verdura ela oferecia o queijo Antonio Ferreira, ele nasceu na antiga também. A vida foi dura mais foi divertida. Fazenda Vieira, os irmãos mais velhos Em 1986 conseguimos comprar um motor nasceram em Atibaia, em um sítio onde pra arar a terra, que fazia o serviço de 10 o pai trabalhou. Seu Carlos passou a homens. Aí a coisa começou a melhorar”, infância onde atualmente é a Vila Gatto conta Seu Carlos. Ainda hoje muitos que, na época, era uma área tomada por clientes vão diretamente ao sitio comprar chácaras. Ele se lembra bem da época as verduras fresquinhas, normalmente em que saia pela cidade com um carri- em sextas e sábados. nho vendendo as verduras que a família Além de Alexandre e André, que plantam, plantava, enquanto o irmão trabalhava colhem e fazem tudo o que for preciso no na banca que tinham no Mercado Muni- sítio, assim como fez Seu Carlos, eles aincipal. “Isso foi mais ou menos entre 1950 da contam com a ajuda dos funcionários e 1955. A gente sempre trabalhou com Alfredo de Caio. Em 2010 e 2011, época verduras, meu pai já trabalhava com isso das enchentes que atingiram Bragança, em Atibaia, antes mesmo de eu nascer. os irmãos perderam tudo e precisaram Se for calcular bem, já faz uns 80 anos parar por seis meses. Tiveram que coque minha família trabalha plantando, meçar tudo de novo. “Ficou tudo cheio colhendo e vendendo verduras”, fala, d’água, dava pra pegar peixe aqui na porta”, conta Alexandre. Quando a água orgulhoso. começou a baixar é que eles puderam retomar as atividades dentro do sítio. Hoje quem dá continuidade ao ofício Mas, antes disso, arrendaram um terreno familiar são os filhos Alexandre e André do outro lado da estrada, em lugar alto, Ferreira, responsáveis pelo sítio ontem para não correrem mais o risco de serem cultivam as verduras, no bairro Curitiba- prejudicados pela enchente. “Já teve nos, próximo a antiga estação de trem, e enchente aqui, em1983. Naquela época também pelas bancas que mantêm nas a água chegou até a casa”, lembra Seu feiras em Bragança e Atibaia. De acordo Carlos. Apesar de toda a dificuldade, com Alexandre, a família tem a banca em Alexandre não se imagina fazendo outra Bragança desde 1978, mesma época em coisa. Ele e André comandam o sítio que se mudaram para o sítio onde ele e juntos. A feira em Bragança, as quartas, os irmãos foram criados, o mesmo em é de responsabilidade de Alexandre, enque estão ate hoje. “O terreno aqui era quanto André é responsável pela banca do meu sogro. Ele deu pra gente morar na feira de Atibaia, aos sábados, no bairro e trabalhar. Comecei só com o braço e de Alvinópolis. Eles colhem toda terça e a enxada e uma casa de barro. Nessa sexta e levam verduras fresquinhas para época os meus filhos mais grandinhos a feira, no dia seguinte. Plantam de 15 já ajudavam”, lembra Seu Carlos. Ele e em 15 dias o suficiente para manterem as a esposa Nilza de Oliveira Ferreira, já duas bancas. A maior parte da plantação falecida, tiveram oito filhos, cinco ho- é de alface, mas plantam também brómens e três mulheres. Apenas Alexandre colis, chicória, espinafre, agrião, rúcula, e André quiseram continuar no ofício de couve-flor, repolho, beterraba, entre agricultor. “Os filhos terminavam a escola outros. A maior dificuldade para Seu e iam fazer Senai. Eu ai com a charrete Carlos, hoje, é ficar longe do trabalho. buscar eles na estrada depois da aula. Ele não mora mais no sítio, mas sempre Só depois que comprei uma perua. Os que pode aparece para conferir como as mais velhos foram arrumando emprego coisas estão indo. “Quando eu venho, eu fora e só os mais novos ficaram no sítio, não fico muito porque tenho muita dor na só os dois que quiseram continuar. Eu coluna e nos joelhos, resultados dos anos nunca segurei filho pra ficar na roça, eles que trabalhei na enxada”, fala. “Agora que ficaram porque gostam. Meu pai criou ele começou a aceitar que não dá mais dez filhos na roça e só eu fiquei. Eu criei para trabalhar”, brinca Alexandre. “Mas oito filhos na roça e dois ficaram, eu sai eu ainda trabalho! Quando venho no lucro”, brinca Seu Carlos. “A gente aqui ajudo a amarrar as verduras”, gosta da terra e de trabalhar na terra, diz Seu Carlos.

Dificuldades

Seu Carlos, a esposa D. Nilza e os filhos mais velhos. Foi com a produção do sítio que eles coseguiram criar os filhos.

O tio Luis Capodeferro também na barraca da família Ferreira. Ofício começou nos anos 30, com Antonio Ferreira.

Continuidade

Além de alface, os Ferreira plantam e vendem pepino, acelga, beterraba, chicória, brócolis, espinafre, entre outros.

Seu Carlos e Alexandre. Ele aprendeu o oficio de agricultor com o pai e ensinou aos filhos.


teen

Jornal do Meio 699 Sexta 5 • Julho • 2013

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Rock 30/20

a 30 Seconds to Mars e Matchbox 20 falam sobre a espera pelos shows no Brasil

Por CARLOS MESSIAS /FOLHAPRESS

Imagine você passar toda a adolescência no seu quarto assistindo a vídeos de shows antológicos das bandas de que mais gosta. Aí, 28 anos depois, está em uma banda bem-sucedida, que já vendeu mais de 10 milhões de discos, e tem a oportunidade de se apresentar num desses festivais com os quais antes fantasiava. O vocalista, guitarrista e ator Jared Leto, líder do 30 Seconds to Mars, está prestes a viver isso na pele, com a aproximação do show da banda no Rock in Rio. “Quando eu era moleque, lembro de ter visto imagens do show do Iron Maiden [no primeiro Rock in Rio, em 1985], fiquei completamente alucinado com a quantidade de gente. Estou muito animado, não posso esperar”, ele diz. O 30 Seconds to Mars se apresenta na Cidade do Rock em 14 de setembro, antes de Florence and the Machine e Muse. Além desse show, que vai marcar a terceira passagem da banda pelo país, Leto diz estar ansioso para reencontrar o público brasileiro. “Todos os shows no Brasil foram lindos. A plateia é sempre espetacular, existe alguma coisa mágica por aí.”

Volta ao cinema

Pode-se dizer que 2013 é ano de Jared Leto tirar o atraso geral. No segundo semestre, ele volta às telas, ao lado de Matthew McConaughey, em “Dallas Buyers Club”.

Depois ter engordado 28 quilos para viver Mark David Chapman, assassino de John Lennon, em “Capítulo 27” (2007), seu penúltimo papel no cinema, ele precisou perder 14 quilos para a nova produção, em que interpreta um transexual HIV positivo. Proporcionalmente ao que o ator e músico recentemente emagreceu, sua banda ganhou em peso. O resultado pode ser conferido em “Love, Lust, Faith and Dreams”, o primeiro disco do 30 Seconds to Mar em quatro anos, que já saiu nos EUA e deve chegar às lojas brasileiras na semana que vem. “A resposta do público está sendo fenomenal, estamos muito animados para tocá-lo ao vivo. É muito legal chegar ao quarto disco e se sentir revigorado, como se fosse um novo começo”, diz Leto. Segundo o cantor, o trabalho foi inspirado por uma briga judicial com a gravadora Virgin, em 2008, que resultou no antecessor “This Is War” (2009), no qual a banda rejeitou a sonoridade “emo” e adotou um rock mais pesado, com elementos eletrônicos. O novo disco segue a mesma linha, com canções de superação, como “Conquistador”. “Esta faixa é sobre perseverança, sobre lutar pelo que você acredita até conquistar o que deseja”, diz Leto, que quer conquistar o Rio.

O Matchbox Twenty, com mais de 30 milhões de discos vendidos, toca no Rock in Rio no dia 20 de setembro, antes de Bon Jovi e Nickelback. A expectativa dessa banda da Flórida para mostrar seu rock encorpado por elementos de pop, folk e country aos brasileiros é grande, como conta o baterista, guitarrista e tecladista Paul Doucette em entrevista à Folha. “Será a nossa estreia no Brasil, e perante milhares de pessoas. O público brasileiro parece ser entusiasmado, e o festival é muito grande. Queremos fazer um show bem pra cima, energético”. Tendo como destaque o cantor Rob Thomas, que já gravou com Carlos

Santana e compôs com Mick Jagger, o Matchbox Twenty lançou em 2012 o quinto álbum, “North”, que atingiu o primeiro lugar na parada americana, fato inédito para o grupo. “Não seguimos modismos e fazemos sempre aquilo de que gostamos, sem concessões. A voz do Rob é facilmente identificável, e isso nos dá muita liberdade para criar. Não imitamos ninguém.” Ele destaca o álbum de estreia da banda, “Yourself Or Someone Like You”, de 1996, que vendeu 10 milhões de cópias. “Esse primeiro disco nos deu uma carreira de presente. Sem ele, certamente não estaríamos conversando agora”, declara Doucette. FotoS: Divulgação

Vem aí uma banda de 30 milhões de álbuns

Fabian chacur colaboração para a folha

Banda americana Matchbox Twenty

Banda americana 30 Seconds to Mars


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Saúde

Jornal do Meio 699 Sexta 5 • Julho • 2013

Animação na UTI Paulo Machado, que vive há 40 anos no HC e teve paralisia infantil, tenta um financiamento coletivo para produzir uma animação 3D sobre as suas aventuras

POR CLÁUDIA COLLUCCI /FOLHAPRESS

Minha mãe morreu dois dias depois que eu nasci. Com um ano e meio, tive paralisia infantil. Vim para o Hospital das Clínicas sem movimento nas pernas e, com o tempo, a paralisia atingiu também meu sistema respiratório. Desde então, dependo do aparelho de respiração artificial para continuar vivo. Aqui no hospital, aprendi a ler e a escrever. Conclui o ensino médio e fiz vários outros cursos de informática e na área de softwares. Lembro-me de quando era pivete, podia andar de cadeira de rodas pelo hospital e visitar meus amigos em outros quartos. Líamos historinhas infantis uns para os outros. Minha capacidade de respiração foi piorando e eu já não podia mais sair da cama. Eu e mais seis amigos, todos com paralisia infantil, fomos transferidos para um quarto [só ele e Eliana Zagui sobreviveram]. Era uma gangue. Eu e a Tânia éramos os líderes e discutíamos muito. O principal motivo era a televisão. Haviam dois aparelhos e a gente ficava competindo pelo volume, pelos programas. Os meninos queriam futebol, as meninas, novela.

Pipas pela janela

Apesar de estarmos presos às camas, a gente inventava brincadeiras que estimulavam a imaginação. Eu, o Pedro e o Anderson tínhamos movimentação nos braços [as meninas não tinham] e fazíamos pipas para brincar e para vender. O Anderson conseguia soltar da janela do quarto. Era engraçado porque não ventava o suficiente. Quando a pipa estava quase subindo, caía. Era muita pipa perdida. Enganchavam nas árvores, ou eram pegas pelos meninos que já ficavam perto do hospital à espera delas. Sempre machucava a mão afiando o bambu com canivete. Aqui no hospital tive muita oportunidade de fazer coisas que qualquer outra criança podia fazer lá fora, como armar arapucas para pegar passarinho no fundo do terraço. A diferença é aqui a gente só pegava pomba. Um dia encontrei um gafanhoto e o amarrei com barbante. Fazia de conta que eu era o Pinóquio e ele o grilo falante. Também ganhava “presentes” dos funcionários. Uma atendente me deu uns tatus-bolas. Outro médico que trabalhava aqui, o doutor Giovani, que eu chamava de pai [Paulo tem pai, mas que raramente o visita], me trouxe duas pererecas, aquelas que dão em rio.

Eu tentava pegar, e elas pulavam. Foi aquela histeria generalizada na UTI. Em 1992, pensei o que poderia ter para produzir, criar alguma coisa. Foi quando escrevi uma carta para uma empresa pedindo a doação de um computador. Comecei a estudar informática sozinho. Era um modelo MSX, bem limitado. Em 1994, ganhei meu primeiro PC. No início, era aterrorizador, eu vivia quebrando o computador. A coisa melhorou depois que os hospital deixou os técnicos de informática à disposição para me ajudar. Hoje eu monto computadores. Tenho meu segundo PC montado. A partir de 2004, lutei, também sozinho, para me profissionalizar na área de 3D. Em 2011, achei que eu precisava de um curso para trabalhar com computação gráfica. Fui atrás do Senac, e o professor veio até o hospital. Desde então, comecei a alimentar a esperança de um dia me envolver profissionalmente com a sétima arte. Adoro cinema, meu ídolo é Charles Chaplin (1889-1977).

Histórias

Foi aí que pensei numa animação com deficientes físicos. Mas não sabia se isso despertaria o interesse das pessoas. Foi então vendo as animações com personagens deficientes feitas por um estúdio britânico de que eu gosto [Aardman Animations, especializado em animações stop-motion], que fez a “Fuga das Galinhas”, que pensei estar no caminho certo. Pensei que as minhas aventuras e dos meus amigos aqui dentro do hospital já dariam um bom roteiro para uma série animada. Ao colocar as histórias das nossas vidas, minha ideia é que as crianças possam assistir e aprender que o deficiente, numa cadeira de rodas, não é tão diferente assim. As histórias também contam sobre passeios que fiz ao Playcenter, ao circo, por exemplo. Já roteirizei cinco histórias. Meu objetivo é finalizar a primeira temporada com 13 roteiros. Cada episódio tem 12 minutos. Se o vento continuar soprando, outras temporadas virão. E se as pessoas gostarem, nada impede que um dia vire um longa metragem. A ideia com o Catarse é que as pessoas compartilhem ideias sobre o projeto e deem uma força. Uma árvore para crescer precisa ser regada. A árvore em questão não é de uma só pessoa. A ideia foi minha, mas o projeto da animação pertence a todos.

Brasil testa pomada contra leishmaniose Terapia teve bons efeitos em animais e pode diminuir efeitos colaterais de injeções atuais Giuliana miranda enviada especial a ipojuca* Pesquisadores brasileiros apostam em uma pomada para substituir as dolorosas injeções do tratamento contra a leishmaniose, doença que afeta 2 milhões de pessoas por ano no mundo. O estudo ainda está restrito a roedores, mas os primeiros testes com humanos não devem demorar. Nas experiências, o produto teve sucesso contra as lesões típicas da enfermidade. “Estamos avançando”, afirmo Bartira Rossi , do Instituto de Biofísica Carlos Chagas da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), responsável pelo trabalho. A pesquisadora entusiasmou a plateia do 5º World Leish, o Congresso Mundial de Leishmaniose, que reuniu em Pernambuco os maiores especialistas da área. Além de mais conveniente e menos dolorosa, a substituição das injeções por uma pomada também deve diminuir os severos efeitos colaterais da medicação atual, que vão desde náuseas e dores até toxicidade hepática. A pomada usa um remédio que já é usado

no tratamento da leishmaniose, o Glucantime. A Sanofi, farmacêutica que fabrica o medicamento, está patrocinando o estudo brasileiro e se diz otimista com os resultados. Em conversa com a imprensa, Robert Sebbag, vice-presidente de Acesso a Medicamentos da empresa, já fala do projeto como opção de tratamento real no futuro. “Mas, é claro, ainda está muito cedo para dizer quando isso vai acontecer”, diz ele. Anteriormente restrita a zonas rurais, a leishmaniose vem avançando sobre as áreas urbanas e seus arredores. Ela pode ser causada por várias espécies de protozoários do gênero Leishmania. Ele é transmitido ao homem por mosquito flebótomo, mais conhecido como birigui ou mosquito-palha. Nas áreas urbanas, os cães são as maiores fontes de infecção. Ao contrário do Aedes aegypti, que transmite a dengue, “não é fácil localizar os criadouros dos flebótomos”, diz Sinval Pinto Brandão Filho, cientista da Fiocruz-PE e presidente do congresso. Há casos da doença em todo o Brasil, mas a maioria está no Norte e Nordeste.

A jornalista Giuliana miranda viajou a convite da Sanofi

foto: Joel Silva/Folhapress

O paciente Paulo Henrique Machado, um dos moradores fixos do Hospital das Clínicas, que está criando uma série animada de televisão em seu leito, foto de detalhes de ond evive no hopsital


Mão na Massa

Jornal do Meio 699 Sexta 5 • Julho • 2013

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Arte no dia-a-dia Por Martha Vaz

As férias estão chegando e Bragança está repleta de arte. Na Casa das Mangueiras tem curso de férias com oficinas integradas. Na Fazenda Serrinha tem o Festival de Arte, onde já me inscrevi para fazer curso de artes visuais com Carlos Fajardo e depois de expressão corporal com Sandro Borelli. No ano passado, também no Festival de Arte Serrinha, fiz oficina de vídeo-dança com Lu Brites e Beto Brant. Foi uma experiência deliciosa e entendi como é importante essa iniciativa, de compartilhar com artistas tão experientes, para o desenvolvimento do próprio trabalho Desta experiência surgiu um filme que o Diretor colocou Vimeo e ficará eternamente na internet: Modo Ave. Foi incrível ver como as ideias borbulhavam e o grupo ia absorvendo e construindo um universo de pura arte. Tivemos um grupo de música, os Mustaches e os Apaches, que andavam

surealisticamente para cima e para baixo simplesmente com um baixo,uma sanfona, e flauta tocando em todas as cenas. A Lu e Beto conseguiram envolver o grupo numa chama criativa constante.Era madrugada, era aurora, era anoitecer. O importante era executar idéia e movimentos em cena !!! Vejo Bragança entrando num novo estímulo cultural , agora não mais movimentos isolados . Outro dia tive a honra de ser convidada para participar da Edith Cultura, junto com um monte de gente legal como empresários que querem apoiar, como artistas que já estão nesta busca há muito tempo como o Fabio Delduque da Serrinha e o Carlão do Busca que agitam o Festival de Arte Serrinha. Com essas ações, queremos trazer a arte para o dia- a- dia das pessoas, trazendo qualidade na percepção da realidade e de si mesmo, educar, cuidar e transformar!

Já estão abertas as inscrições para o Miss Comerciária 2013 Já estão abertas as inscrições para o Miss Comerciária Paulista 2013- Etapa Bragança Paulista. Comerciárias de Bragança e das demais cidades que o SindComerciários abrange podem fazer suas inscrições na sede e subsede do Sindicato, até o dia 10 de julho. O Miss Comerciária está programado para ocorrer no dia 7 de setembro, no Clube de Regatas Bandeirantes. No evento, serão escolhidas: Miss Comerciária, que ganhará R$ 1 mil e uma viagem; o 2º lugar, que levará uma TV 42’ e R$ 700,00; e a Miss Simpatia, que terá uma final de semana no Centro de Lazer dos Comerciários, na Praia Grande, com acompanhante, além de R$ 400,00. Podem participar comerciárias que: tiverem 18 anos de idade completos no momento da inscrição; ter celebrado contrato de trabalho com empresa comercial, atacadista ou varejista há, no mínimo, quatro meses em empresas do comércio, contados retroativamente da data da inscrição até a data do Concurso Miss Comerciária Paulista 2013; não estar grávida; ser cidadã brasileira há, no mínimo 12 meses, antes da data de realização do Concurso Miss Comerciária 2013; não ter nada que a desabone moralmente; se responsabilizar, em caso de classificação, por se apresentar no dia, hora e local definidos pela organização do evento Vale ressaltar que a comerciária que vencer a etapa de Bragança Paulista também disputará o título estadual com as outras misses

que vencerão em suas respectivas cidades. Este é o terceiro ano consecutivo que o SindComerciários de Bragança Paulista realiza o evento. As comerciárias selecionadas após as inscrições passarão por um treinamento, receberão noção de passarela, postura, pose, simpatia, requisitos que são levados em conta na hora do julgamento. Para mais informações entre em contato com o SindComerciários: (11) 4033.7028; recepcao@ sindcomerciarios.com.br. Profissão: Comerciário! Para quem ainda não sabe, desde o dia 15 de março, comerciário passou a ser profissão. Com isso, vários direitos foram incorporados à categoria, entre eles: - Registro de Comerciário na carteira Profissional - Jornada de trabalho de 8 horas diárias e 44 horas semanais - Admissão de jornada de 6 horas para o trabalho realizado em turnos de revezamento, sendo vedada a utilização do mesmo empregado em mais de um turno. -Manutenção da fixação dos pisos salariais por meio de Convenção ou acordo. - Programas e ações de educação, formação e qualificação profissional. - Instituição do 30 de Outubro como o Dia do Comerciário. Sindicato continua na orientação aos comerciários de como prevenir lesões no trabalho Pensando em diminuir a incidência de lesões provocadas por esforços repetitivos (LER) sobre os

comerciários de Bragança Paulista e região, o SindComerciários continua levando até os comerciários palestras, com o auxilio de uma fisioterapeuta, que esclarecem dúvidas e apresentam exercícios que ajudam evitar estas lesões. Comerciários do Magazine Luiza de Bragança e Atibaia, da Marisa e Loja Cem já tiveram a palestra da fisioterapeuta Claudia Silva, e conheceram uma série de exercícios de alongamento, que fazem parte da Ginástica Laboral, que reduz a sensação de fadiga durante a jornada. De acordo com a fisioterapeuta, se os exercícios forem feitos regularmente, o trabalhador terá uma melhor qualidade de vida, pois há o gerenciamento das tensões e dos erros de postura ocorridos no ambiente de trabalho e que provocam LER. Depoimentos “A palestra ensinou que temos que nos policiar mais sobre nossa postura durante o trabalho e que podem até prejudicar nosso rendimento”, destacou o gerente Alexandre Freire. “Passo muito tempo digitando e as vezes é inevitável não sentir dores, por isso devemos sempre incorporar no nosso dia a dia estes exercícios”, relatou a caixa Luciana Chagas. “Creio que ao longo do dia de trabalho vamos sentir o quanto foi benéfico fazer alongamento”, disse o vendedor Hugo Altran. Para o presidente do SindComerciários, João Peres Fuentes, a palestra faz parte das ações que o sindicato vem incorporando, com o objetivo de melhorar a

qualidade de vida e proteção à integridade física do comerciário. I Festival de Poesia dos Comerciários A Federação dos Empregados no Comércio do Estado de São Paulo (Fecomerciários) está com inscrições abertas para I Festival de Poesia. O tema do concurso é “Profissão Comerciário” e a participação é exclusiva aos trabalhadores no comércio e práticos de farmácia. De acordo com a Fecomerciários, o objetivo é descobrir novos talentos e promover a literatura brasileira. O prêmio será de R$ 3 mil ao primeiro colocado, R$ 2 mil ao segundo e R$ 1 mil para o terceiro. Para se inscrever, o participante deve ir ao SindComerciários de Bragança Paulista ou em suas subsedes. Os trabalhos serão aceitos até às 17h00 do dia 30 de agosto. Mais informações nos sites www.fecomerciarios.org.br e www. sindcomerciarios.com.br Convênios: Confira os últimos convênios feitos pelo SindComerciários, que garantem descontos aos comerciários: Flytour Viagens (descontos de 5 a 15%) Colégio Pequenos Passos (oferece descontos especiais) Nutricionista Marina Scanferla (desconto de 25%) Confira a lista completa no site: www.sindcomerciarios. com.br . Envie sugestões de estabelecimentos que você gostaria que o SindComerciários fizesse parcerias. Mande email para imprensa@sindcomerciarios.com.br


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Reflexão e Práxis

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Educação

Por pedro marcelo galasso

e sociedade brasileira

A capacidade de ficarmos perplexos com a injustiça social tem diminuído bastante, pois se tornou cotidiano a visão de crianças fora das escolas, de idosos com subempregos em rodoviárias ou com as pessoas que vivem nas ruas. O que pode estar ocorrendo é que estejamos passando por um momento no qual é normal desconsiderar ou esquecer o sofrimento alheio e que ocorre com as pessoas das mais diversas camadas sociais. As escolas públicas, por exemplo, se tornaram centros de aglomeração de problemas sociais que são desvinculados das suas raízes sociais e são, injustamente, transferidos para a escola. E quando a escola não dá a resposta esperada, toda a responsabilidade por este “fracasso” recai sobre ela. Na prática isso se expressa na construção de uma escola em local onde não há pavimentação, saneamento básico e onde a grande maioria das famílias não possui sequer condições de comprar o material para que a criança possa frequentar as aulas. Este fato é mais extremo dentro da

realidade das escolas públicas sem, no entanto, ser o único caso extremo da nossa sociedade. Em uma sociedade de extremos, como a nossa, é mais fácil se criar a ilusão de que a construção de uma escola, no sentido meramente material, vá resolver os problemas de desigualdades sociais que vivenciamos. A escola se transforma em uma construção que perde o seu caráter de construção de conhecimento ao ser tida, tão somente, como um prédio, por vezes, distante das pessoas as quais ele deve atender. Este prédio surge como uma imposição incoerente e sem um conteúdo que prenda os alunos e a comunidade à sua dinâmica de funcionamento. Talvez a mudança na visão de educação passe pela oposição contra a crescente homogeneização imposta pela educação distante das pessoas e que não considera as necessidades locais que são diversas dentro das cidades, pois se pensarmos na realidade de Bragança Paulista será possível identificar que as regiões que a compõem apresentam características

particulares e que não são contempladas pelo sistema educacional público, seja ele estadual ou municipal. O que é preciso entender é que vemos a realidade de maneiras diferenciadas apesar da sociedade nos mostrar e nos pré-determinar uma única visão de mundo, como podemos ver nos meios de comunicação que justificam, por exemplo, o recente evento esportivo no Brasil dizendo que temos carências sim, mas que o evento esportivo traria um pouco de alegria ao país e que serviria de incentivo para a construção de um país melhor. É possível defender tal teoria? Sim. É possível afirmar que isto irá ocorrer? Não. Qual é, portanto, a verdade? Ela existe pronta e acabada ou deve ser construída? A resposta óbvia para alguns, é confusa para tantos outros. Não podemos nos esquecer que a homogeneização e seus rótulos limitam não só a nossa maneira de ver o mundo, mas limitam também a nossa identificação pessoal e coletiva frente as demais pessoas. Além disso, uma questão complicada

permanece. Como criar um quadro educacional que permita ao aluo pensar criticamente sem fazer com que ele pense segundo as opiniões dos professores, ou seja, como impedir que os alunos sejam levados a pensar como querem as pessoas responsáveis pela institucionalização dos quadros educacionais? A única forma seria a abertura de canais discussões que ouvissem os setores envolvidos. A necessidade de ouvir os professores, os alunos e a comunidade pode ser uma forma de ampliar o debate e criar um quadro real de mudanças e que pode ser aplicado nos demais setores sociais. O momento oportuno, para muitos, já foi criado para que a conversão da ação comunitária, presente nas manifestações, em uma associação racional de interesses possa se tornar um fato legítimo e constitucional. Pedro Marcelo Galasso - cientista político, professor e escritor. E-mail: p.m.galasso@gmail.com

Nossas Escolhas

Pensamento e Atitude por Felipe Gonçalves

Uma vez, um homem foi ao encontro de um grande Mestre e disse que era muito infeliz e triste. E perguntou ao Mestre o que poderia fazer por ele. O Mestre lhe perguntou: “Você fez alguma gentileza para alguém hoje?” O homem ficou confuso achando que o Mestre não tinha entendido a extensão e intensidade de seu sofrimento. E repetiu a mesma pergunta um pouco mais alta para ter certeza que ele tinha entendido sua pergunta. Mas, o Mestre, sem hesitação, falou novamente: “Você fez alguma gentileza para alguém hoje?” Dessa maneira esse Mestre lhe deu um ensinamento muito importante: “Se você puder fazer algo gentil, algo atencioso, algo benéfico para outras pessoas, isso imediatamente lhe trará alegria”. Mas é preciso entender que ninguém, nem nenhuma coisa ou lugar tem poder sobre nós, pois somente nós somos os pensadores em nossa própria mente. Nós criamos nossa realidade e nossas experiências com nossos pensamentos. Não devemos culpar nossos pais ou professores por nos terem transmitido crenças negativas desde pequenos, eles devem ter feito o melhor que puderam com o que lhes foi ensinado quando eram crianças,

eles não podiam nos ensinar algo que não conheciam. Procure refletir sobre suas atitudes, perceba quantas vezes reclama por dia, perceba que esse seu hábito de reclamar traz irritação, tira sua alegria e a harmonia do ambiente. Observe como a alegria vive longe da desarmonia. Quem vive sem aceitação, com desejos frustrados, e raiva acumulada, colhe o fruto da depressão. Comece primeiro disciplinando esse hábito de falar reclamando e, depois de algum tempo, comece a mudar também seus pensamentos, descobrindo o lado positivo das coisas e desenvolvendo mais tolerância com você, com os outros, com os acontecimentos. Mesmo que não saiba como perdoar ou não queira, só o fato de dizer que está disposto a perdoar dá início ao processo do perdão e da cura. Mentalize essas afirmações várias vezes ao dia: “Eu o (a) perdoo e o (a) liberto”; “Eu o (a) perdoo e você me perdoa”; “Eu e você somos um só perante Deus e oro sinceramente pela sua felicidade”. Entenda que ao orar para que o outro seja feliz, você se liberta da raiva, do ódio e das mágoas. E essa liberação cura seu corpo e sua alma. No ‘agora” estão as chaves para as mudanças positivas com o poder do perdão e o desenvolvimento da

autoaceitação e autoaprovação. Esteja disposto e decidido a abandonar a crença que não merece ser feliz no amor ou na profissão. Em vez disso, afirme para si mesmo: “Sou competente”; “Tenho sucesso no meu trabalho”; “Sou digno de amor”; “ Mereço amar e ser amado”; “Acredito no amor”. Ao pensar assim, você atrairá pessoas amorosas para sua vida e expressarás mais amor pelos outros. Não podemos mudar muitos fatos e acontecimentos, porque tudo que nos acontece é nossa colheita, porém podemos controlar nossa atitude. Em vez de tentar determinar quais as experiências você terá ou tentar controlar os outros, você controla como as experiências lhe afetarão. Esse é um grande controle, um grande poder que você conquista. Depende de nós se estamos alegres ou irritados. Estas são coisas que realmente podemos controlar. Geralmente, não compreendemos que podemos controlar nosso humor. Pensamos que isto depende dos fatores externos, do que nos acontece ou de como nos tratam. Precisamos nos libertar da ilusão de culpar as coisas ou os outros pela nossa infelicidade e ou momentos ruins. Nenhuma pessoa ou coisa tem o poder de nos afetar a menos que permitamos que isto afete nosso pensamento ou influencie

nossa atitude. Faça uma contemplação e reflita sobre suas atitudes: 1ª) Como permito que as palavras das pessoas me afetem? 2ª) Fiquei remoendo sobre as palavras desagradáveis ou coisas que me fizeram? 3ª) Guardo mágoas e ressentimentos em minha mente? 4ª) Alimento pensamentos negativos sobre as pessoas e acontecimentos? Ou procuro ver o lado bom das pessoas e coisas? 5ª) Fico reclamando e lastimando sobre o que me acontece; culpando os outros e os acontecimentos? Ou aprendo com o que me acontece? 6ª) Eu me culpo por não ter realizado todas as minhas metas? Eu me sinto frustrado por não ter conseguido conquistar o que planejei? Ou aceito com serenidade minhas limitações e desafios? Não podemos controlar o que acontece para nós, mas podemos controlar o que acontece em nós. E o que acontece em nós é o que determinanossaexperiência.Entenda essa verdade, mude sua atitude e transforme-se para melhor. Experimente como é bom acordar de manhã, sentindo-se restaurado, sorrir para si mesmo no espelho, dar um bom dia a você mesmo e assim aplicar-se a seus afazeres diários, sentindo-se contente por mais um

dia.O modo que acordamos de manhã e a nossa atitude interna fazem a diferença em nosso humor, na saúde e de como nosso dia será. É de vital importância estar sempre atentos quando os pensamentos negativos começam e imediatamente cortá-los na raiz, substituindo-os por bons pensamentos. Mentalize o que se deseja alcançar e não alimente em sua mente o que não deseja. Entenda que depende de você vencer ou perder, depende somente de você, de seus pensamentos e emoções ser feliz ou infeliz. Você tem escolhas, portanto escolha ser seu amigo. Alguém comentou com William James, filósofo e psicólogo americano: “Você é a única pessoa feliz que conheço. Tem sempre um sorriso nos lábios, mesmo em face às maiores dificuldades.” E, William James respondeu: “Eu não vivo sorrindo porque sou feliz. Eu sou feliz porque vivo sorrindo”. Tenha uma boa vida ! Felipe Gonçalves Graduado em Química, MBA em Supply Chain, Especialização em Desenvolvimento de Líderes, Mestrando em Engenharia Química, Profissional Corporativo e Professor Universitário. E-mail: felipe.goncalves@usf.edu.br


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SPASSU da Elegância

Black Tie:

Por Ana Carolina Serafim e Nazaré Brajão

Hora do Smoking

Um convite que exige traje BLACK TIE pode ser uma roubada se você não estiver preparado. Já pensou se o seu chefe resolve comemorar algo e te convida? Se isso acontecer, mantenha a calma e corra para a Spassu Plaza, uma loja especializada em trajes. Nós iremos lhe ajudar a encontrar o traje certo; com suas medidas. Black tie = smoking = paletó preto com um botão, com lapela de cetim e calça preta. A camisa deve ser branca a rigor impecável e, se usar colete não use a faixa na cintura. A gravata é do estilo borboleta preta. Recomendamos que o sapato para

usar com esse traje tenha formas alongadas, devem ser pretos e de couro ou verniz, e eles podem ter cadarços ou não. Seguindo estas dicas, você estará elegante e com certeza vai arrasar no evento! Não se esqueça de vir conferir nossos trajes, com alta qualidade e bom gosto. Mande suas sugestões para nosso e-mail, spassuplazanoivas@yahoo. com.br Podemos auxiliá-los em suas dúvidas! Acesse nosso Facebook: Spassu Plaza. Ou se preferir, venha conhecer nossa loja, estaremos prontas para atendê-los.

Ian Joseph Somerhalder

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Foi com grande alegria que fotografei o ensaio pré-wedding desse

lindo casal. Amanda e Guilherme, duas pessoas incrivelmente amáveis e divertidas. O ensaio aconteceu no lago do condomínio Palavras da Vida em Atibaia, um lugar maravilhosamente lindo que nos permite cenários incríveis, sem contar com o casal super apaixonado se entregando inteiramente para fazermos essas fotos maravilhosas. Em breve estarão nesta coluna com as fotos do casamento onde poderemos testemunhas toda alegria e o amor deste casal. Enfim, mais um dia incrível.

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Prestes a chegar ao Brasil, Chevrolet Tracker enfrenta futuros rivais Ford EcoSport e Renault Duster

por Rubén Hoyo do AutoCosmos/México/Auto Press

O segmento de utilitários compactos, inaugurado e dominado pelo Ford EcoSport, é hoje um dos que mais se expande. Não só no volume de vendas mas também nas ofertas. Basta ver a ofensiva de produtos prometidos para os próximos anos. Caso de Peugeot 2008 e modelos lançados a partir dos conceitos como o Honda Urban SUV Concept, Volkswagen Taigun e o Fiat 500X. Antes disso, entretanto, a Chevrolet vai entrar forte com o Tracker, chamado de Trax em outros mercados. Todos para participar de uma briga hoje polarizada pelo renovado Ford EcoSport e pelo Renault Duster. O fenômeno dos SUVs compactos tem lógica. Estes veículos com aparência de jipe são vistos pelos consumidores como mais seguros – em virtude da sua posição elevada de direção –, estão na moda e agregam status social. Qualquer que seja a razão, as vendas crescem a toque de caixa em todos lugares. A característica principal desses utilitários é que partilham a plataforma com veículos compactos. O Chevrolet Tracker, por exemplo, usa a base do Sonic. Já o EcoSport é feito sobre o New Fiesta e o Duster compartilha a plataforma do Sandero. O Tracker, o próximo a entrar na briga, chega ao Brasil no segundo semestre desse ano. Por aqui, a Chevrolet deve oferecer o SUV nas versões LT e LTZ e equipar com o motor 1.6 litro de 120 cv e 16,3 kgfm do Sonic ou um 1.8 litro de 140 cv e 17,8 kgfm conhecido do Cruze. As opções de transmissão englobam uma manual de cinco velocidades ou uma automática de seis. Na questão tecnológica, o modelo topo de linha vem bastante equipado: seis air bags, sistema de entretenimento My Link com tela sensível ao toque de sete polegadas,

controle de tração e rodas de 17 polegadas. A princípio, o veículo só deve ter tração dianteira. Uma versão 4X4 deve aparecer em um futuro próximo. Já o Duster, lançado em 2011 no Brasil, foi – e ainda é – a principal ameaça ao reinado do EcoSport. No mercado nacional, o utilitário francês tem duas opções de motorização. A primeira é o 1.6 16V, com câmbio de cinco marchas, capaz de gerar 115 cv de potência e 15,5 kgfm de torque com etanol. Ele equipa as três versões básicas: a 1.6 16V, a Expression e a Dynamique . A outra é a 2.0 16V que entrega 142 cv de potência e 20,9 kgfm de torque. O Renault Duster oferece opções de câmbio automático de quatro relações e tração integral. Tecnologicamente, o Duster vem bem equipado em suas versões mais caras com ABS, sistema NAV, que apresenta tela sensível ao toque de sete polegadas, e rádio com conexão USB/iPod, Bluetooth e auxiliar e vários detalhes de acabamento. O preço parte dos iniciais R$ 50.900 até chegar a R$ 65.760 da versão Tech Road. Para continuar na liderança do segmento, a Ford lançou a nova geração do EcoSport no ano passado. Com profundas mudanças visuais e de equipamentos, o utilitário se manteve no topo de mais vendidos do Brasil. Os motores são os mesmos da geração antiga: 1.6 Sigma de 115 cv a 5.500 rpm e 15,9 kgfm de torque a 4.750 giros e o 2.0 Duratec 147 cv a 6.250 rpm e os 19,7 kgfm a 6.250 rpm. O novo Eco começou a vida como um carro manual, mas ganhou uma moderna transmissão automatizada de dupla embreagem. Nos equipamentos, o utilitário da Ford traz na versão topo, ar-condicionado digital, rádio/CD/MP3/ Aux com sistema SYNC, faróis com led, controles de estabilidade e de tração, assistente de partida em ladeiras, airbags

frontais, laterais e de cortina, bancos de couro, keyless. Pela ampla gama de dispositivos, os preços do carro variam entre R$ 53.490 e R$ 70.890.

Impressões ao dirigir

Cidade do México/México – O conjunto mêcanico do Tracker – motor 1.8 de 140 cv e 17,8 kgfm – é eficiente, mas as respostas são lentas na aceleração e em baixas rotações. Quanto à qualidade de rolagem, o Tracker é o melhor do comparativo, com o isolamento acústico mais eficiente e conforto ao rodar. A qualidade dos materiais e o acabamento também são melhores que seus concorrentes. A versão LTZ, que traz seis airbags, controle de tração, sistema My Link com tela sensível ao toque e rodas de 18 polegadas, se mostra a melhor escolha a partir do ponto de vista de produto. Mesmo com o preço ligeiramente elevado, o utilitário da Chevrolet é o mais competente do trio. O Duster é um veículo criado pela subsidiária de baixo custo da Renault, a Dacia, que existe para atender mercados emergentes da Europa. No Mercosul, ele foi “rebatizado” com o emblema da marca francesa e já acumula boa dose de sucesso. Isso explica os plásticos ásperos, mesmos botões e controles utilizados no Clio de segunda geração – ainda produzido na Argentina – e outros detalhes que reivindicam o Duster como um carro de pretensões acessíveis. Atrás do volante, o Duster acelera um pouco mais rápido que seus concorrentes na versão com câmbio manual. Isso se dá em virtude da melhor relação peso-potência. Porém, o rodar é o menos refinado dos três, com muitos ruídos e vibrações, e é o que tem a direção menos precisa. A Ford trabalhou duro para fazer desta nova geração do EcoSport um produto

global e não aquele que atende somente às necessidades da América Latina. Prova disso é que o design interior e exterior está em sintonia com as tendências atuais da marca. Mecanicamente o utilitário usa o mesmo motor 2.0 litros de seus antecessor com 146 cv de potência e 18,9 kgfm de torque gerenciado por uma transmissão manual de cinco velocidades ou automatizada Powershift de seis relações e duas embreagens. O carro da Ford é o mais potente e também o mais pesado. Por isso é menos “animado” que o Duster, porém, mais ágil que o Tracker. O EcoSport é mais refinado e um pouco mais silencioso que seu concorrente francês, assim como a qualidade dos plásticos e do acabamento. Mas quando comparado com o veículo da marca americana, o ousado design interior pode causar estranheza. O grande “vilão” do EcoSport, no entanto, é a qualidade construtiva. Feito na Bahia, o utilitário brasileiro tem encaixes poucos precisos e algumas peças soltas. Ou seja, apesar de serem de um mesmo segmento, Duster, Tracker e EcoSport diferem muito em proposta. O Renault é o mais barato e tem aspecto mais rústico. Tem também o melhor trem de força, principalmente com o câmbio manual. O EcoSport tem o pacote mais moderno, com equipamentos refinados como controle de estabilidade, por exemplo. Mas a construção brasileira fica devendo em qualidade. Se a comparação for simplesmente pelo produto, o Tracker feito no México leva a melhor. Traz um motor razoável, bom acabamento, lista de equipamentos completa e qualidade ao rodar. O preço, no entanto, joga contra. Oferece menos que os rivais, mas tem preço igual ao do EcoSport e 10% maior que o Duster.


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Chevrolet Tracker Motor: A gasolina, dianteiro, transversal, 1.796 cm³, com quatro cilindros em linha, quatro válvulas por cilindro, comando variável nas válvulas de admissão e escape e duto de admissão de dupla geometria. Acelerador eletrônico e injeção eletrônica multiponto sequencial. Transmissão: Câmbio automático de seis marchas à frente e uma a ré. Tração dianteira. Oferece controle de tração. Potência máxima: 140 cv a 6.300 rpm. Torque máximo: 17,8 kgfm a 3.800 rpm. Diâmetro e curso: 80,5 mm X 88,2 mm. Taxa de compressão: 10,0:1. Suspensão: Dianteira independente do tipo McPherson, com molas helicoidais,

amortecedores a gás e barra estabilizadora. Traseira com barra de torção, com molas helicoidais e amortecedores a gás. Pneus: 215/55 R18. Freios: Discos ventilados na frente e sólidos atrás. Oferece ABS com EBD. Carroceria: Utilitário esportivo em monobloco com quatro portas e cinco lugares. Com 4,28 metros de comprimento, 1,77 m de largura, 1,64 m de altura e 2,54 m de distância entre-eixos. Oferece airbags frontais, laterais e de cortina de série. Peso: 1.447 kg. Capacidade do porta-malas: 532 litros. Tanque de combustível: 53 litros. Produção: San Luís Potosí, México.

Ford EcoSport 2.0 Motor: Gasolina e etanol, dianteiro, transversal, 1.999 cm³, quatro cilindros em linha, duplo comando no cabeçote, quatro válvulas por cilindro e comando variável de válvulas na admissão. Injeção eletrônica multiponto sequencial e acelerador eletrônico. Transmissão: Câmbio manual de cinco marchas à frente e uma a ré. Tração dianteira, com controle eletrônico a partir da versão Freestyle. Potência máxima: 141 cv e 147 cv com gasolina e etanol a 6.250 rpm. Torque máximo: 18,9 kgfm e 19,7 kgfm com gasolina e etanol a 4.250 rpm. Diâmetro e curso: Motor 2.0: 87,5 mm X 83,1 mm com taxa de compressão de 10,8:1. Aceleração 0-100 km/h: Motor 2.0: 10,8 e 10,5 segundos com gasolina e etanol. Velocidade máxima: 180 km/h limitada eletronicamente. Suspensão: Dianteira

independente do tipo McPherson, com braços inferiores, barra estabilizadora, amortecedores hidráulicos pressurizados e molas com compensação de carga lateral. Traseira semi-independente com eixo de torção, amortecedores hidráulicos pressurizados com molas helicoidais. Controle eletrônico de estabilidade. Pneus: 205/60 R16. Freios: Discos ventilados na frente, tambores atrás e ABS de série. Carroceria: Utilitário esportivo em monobloco com quatro portas e cinco lugares. Com 4,23 metros de comprimento, 1,76 m de largura, 1,67 m de altura e 2,52 m de distância entre-eixos. Airbags frontais, laterais e de cortina. Peso: 1.297 kg. Capacidade do porta-malas: 362 litros. Tanque de combustível: 52 litros. Produção: Camaçari, Bahia.

Renault Duster 2.0 16V Motor: A gasolina e etanol, dianteiro, transversal, 1.998 cm³, com quatro cilindros em linha, quatro válvulas por cilindro, comando duplo no cabeçote. Acelerador eletrônico e injeção eletrônica multiponto sequencial. Transmissão: Câmbio manual de cinco marchas à frente e uma a ré. Tração dianteira. Não oferece controle eletrônico de tração. Potência máxima: 138 cv e 142 cv com gasolina e etanol a 5.500 rpm. Aceleração: 0-100 km/h: 11,1 e 10,4 segundos com gasolina e etanol. Velocidade máxima: 178 km/h e 181 km/h com gasolina e etanol. Torque máximo: 19,7 kgfm e 20,9 kgfm com gasolina e etanol a 3.750 rpm. Diâmetro e curso: 82,7 mm X 93,0 mm. Taxa de compressão: 11,2:1. Suspensão: Dianteira do tipo McPherson com amortecedores

hidráulicos telescópicos, triângulos inferiores e molas helicoidais. Traseira semiindependente com barra estabilizadora, molas helicoidais e amortecedores hidráulicos telescópicos verticais. Não possui controle eletrônico de estabilidade. Pneus: 215/65 R16. Freios: Discos ventilados na frente e tambores atrás. Oferece ABS. Carroceria: SUV em monobloco com quatro portas e cinco lugares. Com 4,31 metros de comprimento, 1,82 m de largura, 1,69 m de altura e 2,67 m de entre-eixos. Oferece airbag duplo frontal. Peso: 1.353 kg. Capacidade do porta-malas: 400 litros. Tanque de combustível: 50 litros. Produção: São José dos Pinhais, Paraná.

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Notícias

automotivas por Augusto Paladino/autopress

Registro – A linha Livina 2014 chega com uma daquelas mudanças que só são feitas para marcar a passagem do ano/modelo. No caso, a grade ganhou um novo desenho, parecida com a da picape Frontier. A oferta da gama também mudou. Agora a Livina de topo passa a ser a X-Gear, enquanto na Gran Livina continua com a SL. Os modelos recebem de série câmbio automático, ar-condicionado digital, chave presencial, bancos e volante de couro e faróis de neblina. A linha parte de R$ 44.190, para a Livina 1.6 manual, e vai até R$ 59.390, para a Grand Livina 1.8 SL automático. Aquém da conta – No papel, o Volkswagen XL1 impressiona muito pela média de consumo de combustível prometida pela fabricante: 111 km/l. Na prática, no entanto, o resultado não foi bem esse. Com o testemunho de um grupo de jornalistas, convidado para avaliar o modelo, o veículo esquisitinho fez “apenas” 68 km/l, segundo a revista alemã “Automobile”. Muito abaixo do prometido pela marca. Super RAM – A RAM apresentou uma versão especial da picape 1500 Power Wagon decorada com a temática do Superman. O modelo é fruto de uma parceria entre a marca norte-americana e a DC Entertainment para promover o novo longa do herói, “Superman – O Homen de Aço”, que estreia neste mês nos Estados Unidos e em julho no Brasil. O modelo, que não entrará em produção, ostenta rodas de liga leve de 17 polegadas, teto em preto brilhante, grade frontal com filetes vermelhos e logotipos do Superman espalhados pelo carro. O único exemplar feito será leiloado posteriormente. Missão elétrica – A norte-americana Mission Motorcycles apresentou uma supermoto elétrica que faz de zero a 100 km/h em apenas 3 segundos. Oferecida em duas versões – R e RS, de edição limitada –, a moto pode vir com três pacotes de baterias, de 12 kWh, 15 kWh e 17 kWh, que correspondem a autonomias de 168 km, 192 km e 224 km, respectivamente. A potência da esportiva é de 163 cv, com torque de 16,63 kgfm. A velocidade máxima é de 240 km/h.

Fotos: Divulgação

Bolsa insegura – A BMW deu início a uma campanha de recall de 502 unidades do Série 3 – fabricados entre dezembro de 2001 e março de 2003 – por um problema no módulo do airbag do passageiro. Em caso de colisão frontal, a bolsa de ar pode não abrir adequadamente e causar danos físicos e materiais aos ocupantes e a terceiros. O risco de incêndio foi descartado. As versões afetadas são: 320i, 325i, 325Ci, 330i, 330Ci, 330 SMG Motorsport e M3 Coupé. A lista dos chassis envolvidos pode ser encontrada no site da BMW. A caminho – A Chevrolet já havia mostrado, no último Salão de São Paulo, o Onix equipado com transmissão automática. Agora o modelo está confirmado para a segunda quinzena de julho. O câmbio, de seis marchas, estará disponível apenas na versão LTZ 1.4 e é o mesmo que equipa o Cobalt, Cruze, Spin e Sonic. Feito na mesma linha em Gravataí, Rio Grande do Sul, o sedã Prisma também será beneficiado com a introdução da transmissão. Jipinho japonês – A Nissan e a Renault já dividem o mesmo teto e devem começar a partilhar também o utilitário Duster. A versão da marca japonesa terá como alvo os mercados onde a dupla Renault e Dacia não têm tradição, principalmente no Oriente. Segundo a publicação “Autocar”, da Índia, um dos países onde o jipinho nipônico deverá ser comercializado, a Nissan vai resgatar o nome Terrano e alinhar o acabamento externo ao seu estilo. O interior deverá ser mantido. Retorno gradual – As pobres marcas de luxo sofreram com o super IPI para importados em 2012. Foi o caso da Porsche, cujas vendas no Brasil caíram vertiginosamente. A fabricante alemã saiu de um recorde nos cinco primeiros meses de 2011, com 487 vendas, para um desastre no mesmo período de 2012, com 157 emplacamentos. Este ano, depois de aderir ao Inovar-Auto, a história mudou rapidamente. Nos mesmos cinco meses de 2013, novo recorde: 497 novos Porsche ganharam garagens no Brasil. E este desempenho deve melhorar nos próximos anos, com a chegada do utilitário Macan e do sedã Pajun, novos modelos “de entrada” da marca.

Nissan Livina 2014

RAM 1500 Power Wagon SuperMan

Volkswagen XL1


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Trio da esperança Yamaha aposta no poder de sedução do motor de três cilindros da MT-09

por RODRIGO MACHADO/Auto Press

Em outubro último, durante o Salão de Colônia de 2012, a Yamaha botou a mão na consciência. Admitiu que não estava criando produtos interessantes e que grande parte da culpa de ter perdido vendas nos últimos anos era sua mesmo. Durante o mesmo evento, no entanto, deu a prévia do que seria o começo da virada do jogo. Na época, eram apenas teasers de um novo motor de três cilindros. Agora, aparece o produto final disto. A MT-09, uma naked de 850 cc, voltada para o mercado europeu e que a própria marca admite que é um dos seus principais lançamentos em muito tempo. A ideia é entrar no segmento de médio-grande porte, que cresceu mesmo durante a grave crise que atinge a indústria europeia. A MT-09 une elementos de naked e de motard e tem a mira apontada principalmente para as fabricantes europeias. Modelos como Ducati Monster, BMW F800 R e MV Agusta Rivale 800 são óbvios concorrentes para a Yamaha. E as premissas iniciais do modelo japonês são bem interessantes. A estrela é o motor, que faz a sua estreia na MT-09 e deve ser amplamente utilizado pela marca nos próximos anos. A decisão de apontar para um propulsor de três cilindros passou diretamente pela situação atual do mercado europeu. Segundo a Yamaha, esta configuração de motor permite uma boa resposta de desempenho aliado à usabilidade nas grandes cidades. Feito todo de alumínio, o foco da equipe de engenheiros foi na forte entrega de torque. Com duplo comando no cabeçote, quatro válvulas por cilindro e injeção eletrônica, ele desenvolve 115 cv a 10 mil rpm e 8,6 kgfm a 8.500 rpm. A força é gerida por um sistema eletrônico que dá três ajustes para o acelerador: um

mais permissivo, outro que libera toda a potência e um terceiro para uso em pisos molhados. O chassi também é inédito e não foi derivado de nenhum modelo existente na gama da empresa. A proposta, mais uma vez, foi criar uma moto ágil e com facilidade de manobrar no trânsito urbano. O quadro também é todo produzido em alumínio e se beneficia do tamanho do motor para ter uma arquitetura que privilegia as dimensões mais compactas. As suspensões – invertida na frente e monoamortecida atrás – são ajustáveis. O uso dos materiais mais leves faz a MT-09 ter 171 kg, um dos menores pesos da categoria. A estratégia da Yamaha de apostar em um modelo de média-alta cilindrada é no mínimo curiosa. Não pelo segmento em si, que de fato acumula boas vendas no mundo todo, mas porque no recente ano de 2010, a marca lançou a FZ8, uma naked com motor de 780 cc – só que de quatro cilindros – e proposta bastante semelhante. A comparação dela com a MT-09, aliás, é inevitável. A própria Yamaha o fez na apresentação do novo modelo. Segundo a fabricante, o motor com um cilindro a menos é mais compacto e por isso economiza 10 kg em relação à FZ8. Outros 10 kg são poupados no quadro mais moderno. Além disso, a nova moto é mais potente. A antiga gera 105 cv e 8,3 kgfm de torque. A MT-09 ainda não teve preços confirmados, mas já especula-se que a Yamaha adotará uma estratégia de mercado bem agressiva. Enquanto as rivais custam por volta de 9 mil e 10 mil euros, o modelo da marca japonesa ficaria na faixa dos 8.500. Em tempos bicudos, vale tudo na tentativa de reconquistar a confiança e o interesse do consumidor.

Fotos: Divulgação


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Ladeira acima por Augusto Paladino/autopress

O novo Land RoverRange Rover Sport – apresentado no Salão de Nova Iorque – estabeleceu um novo recorde na tradicional subida de montanha de Pikes Peak, no estado norte-americano do Colorado. Ele é o SUV feito em série e original na fábrica que completou mais rapidamente os 19,9 km com 156 curvas do percurso com o tempo de 12 min 35 s 61. A média de velocidade foi de 95,2 km/h. O modelo é equipado com o motor V8 Supercharged que desenvolve 510 cv de potência. A única alteração foi a instalação de uma gaiola no interior e cintos de competição por questões de segurança.

Foto: Divulgação

Land Rover Range Rover Sport Pikes Peak


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699 Edição 05.07.2013