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Braganรงa Paulista

Sexta 12 Abril 2013

Nยบ 687 - ano XI jornal@jornaldomeio.com.br

jornal do meio

11 4032-3919


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para pensar

Jornal do Meio 687 Sexta 12 • Abril • 2013

Afinal, como

por Mons. Giovanni Baresse

entender o milagre?

Tenho a impressão que os

a sombra dos apóstolos os to-

conclusão que a ação criadora

as curas físicas, aparentemente

leitores não desconhecem

casse e com isso recuperassem

de Deus fez tudo com tantos

espetaculares, como às vezes

Expediente Jornal do Meio Rua Santa Clara, 730 Centro - Bragança Pta. Tel/Fax: (11) 4032-3919 E-mail: jornal@jornaldomeio.com.br Diretor Responsável: Carlos Henrique Picarelli Jornalista Responsável: Carlos Henrique Picarelli (MTB: 61.321/SP)

programações religio-

a saúde. Com isto se afirma a

defeitos que precisa interferir

se apresentam? Embora os

sas que, volta e meia, invocam

continuidade na Igreja nascen-

a todo instante para botar as

responsáveis por sua procla-

a existência de milagres nas

te da mesma missão de Jesus

coisas em ordem. Parece claro

mação apresentem atestados

transmissões de cultos. Alguns

que a tantos curou. O que nos

que isso é um absurdo! Como

que afirmam serem dados por

fatos apresentados, secundados

lembra a ação de Jesus? Sem

entender esses milagres que

médicos, radiografias e outras

por fotos e declarações apre-

dúvida sua atenção àqueles que

estão sempre, diariamente,

prováveis comprovações, falta o

sentadas como comprovação

eram marginalizados. E é do

nas TVs? Parece que podemos

enunciado de todos os serviços

médica, não deixam de causar

conhecimento que a doença e a

caminhar no sentido mais sim-

médicos que foram realizados.

forte impressão. Junta- se a

limitação física eram tidas como

ples da palavra milagre: aquilo

Igualmente faltam as amostras

isso a forte reação emocional.

castigo de pecado e dominação

que é sempre estupendo por-

dos diferentes acompanhamen-

Choro, palmas, incentivos à

do demônio. Jesus tomava como

que reflete a beleza com que

tos terapêuticos. Apresenta-se

proclamação eufórica. Afinal, o

primeira atitude a libertação

o Criador nos dotou. Tudo o

o fato, o desengano médico, e

que realmente acontece nesses

da culpa moral presumida e,

que se faz e acontece é reflexo

afirma-se o milagre. É muito pou-

sem que se leve a sério o que a

fatos milagrosos? Se curas tão

depois, a cura física. Porque o

da Graça divina que permeia a

co. Interesse teria o Magistério

inteligência humana pode alcan-

fantásticas acontecem lá onde

mal moral (o ser considerado

vida e a ação humanas. De tal

da Igreja católica em promover

çar, é algo que fere a Santidade

a medicina tradicional “desen-

possuído pelo demônio) era

forma que na invocação do seu

esse tipo de atitude. Especial-

de Deus. Nega-se que Deus nos

ganou”, por que os organismos

muito maior e devastador que

nome e na certeza do seu amor

mente nestes últimos tempos

tenha dotado de dons capazes de

federais e estaduais de medicina

o sofrimento físico. À Igreja foi

para cada ser humano há uma

onde escândalos abalaram sua

administrar a nossa vida. Afinal

não se pronunciam? Se conta-

confiada a atualização da ação

resposta que caminha pelas

imagem. Por que Magistério da

o milagre existe? Existe uma

mos com uma força dinâmica

de Jesus. Missão que ela deve

sendas da própria natureza

Igreja não enverada por esse ca-

intervenção extraordinária de

que consegue resolver situações

cumprir em nossos dias até a

criada por Deus. Se é verdade

minho? Por que submete todos

Deus nos fatos naturais? Pode

onde a medicina fracassou, por

consumação da história. Como

que uma grande parte dos nos-

os fatos tidos como miraculosos

alguém ser curado superando

que a inércia médica? Valho-me

entender a missão de curar? Lem-

sos males tem sua origem nas

a cuidadosa análise de médicos

qualquer ação médica ou me-

de texto dos Atos dos Apóstolos

bremos o sentido etimológico da

razões psíquicas, emocionais,

e especialistas (também não

dicamentosa, ultrapassando os

(5,12-16) para fundamentar esta

palavra milagre. Significa coisa

é bem verdade que motivados

católicos)? E somente exclu-

prazos que a natureza tem no

tentativa de análise do fenômeno

maravilhosa, extraordinária, fora

em colocar nossa esperança no

ídas todas as razões médicas

desenvolvimento de doenças e

da proliferação de milagres que

do normal. Se é algo que não é

Senhor se encontrem razões

e naturais começa a analisar

na recuperação da saúde? Cer-

estamos assistindo. Diz-se no

comum, mas maravilhoso, não

internas para superar os males

a possibilidade da ação sobre-

tamente sim! Mas quando Deus

texto que as pessoas levavam

é para acontecer a toda hora!

que se somatizaram, que se tor-

natural? Parece que o apelo ao

o quer. Não quando nós

seus doentes para que ao menos

Se assim fosse chegaríamos à

naram físicos. Como entender

sobrenatural, ao miraculoso,

ordenamos!

As opiniões emitidas em colunas e artigos são de responsabilidade dos autores e não, necessariamente, da direção deste orgão. As colunas: Casa & Reforma, Teen, Informática, Antenado e Comportamento são em parceria com a FOLHA PRESS Esta publicação é encartada no Bragança Jornal Diário às Sextas-Feiras e não pode ser vendida separadamente. Impresso nas gráficas do Bragança Jornal Diário.


Jornal do Meio 687 Sexta 12 • Abril • 2013

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Tecnologia a serviço da

beleza Tratamento com radiofrequência traz ótimos resultados contra a flacidez da pele

informe Publicitário

Um dos muitos benefí- elas. É preciso esse intervalo para frequência de 27,12 MHz bipolar cios do avanço científico que o organismo desencadeie a no rejuvenescimento do dorso foi poder unir medicina resposta fisiológica necessária das mãos’. Tivemos a ajuda de 12 estética com alta tecnologia. Ao para produção de novas células voluntárias com idade entre 45 e juntar isso com o aumento da estimuladas pela aplicação da 60 anos e o resultado foi excelente. expectativa de vida da população radiofrequência. Mesmo depois Todas tiveram melhora no rejuchega-se a um mercado cada vez do término do tratamento, o venescimento da pele das mãos, mais estabelecido de produtos e estímulo continua por cerca de conforme os dados comprovaram. serviços voltados exclusivamente 3 meses”, explica Dra. Patrícia. Nem mesmo a empresa que criou para a beleza. Inúmeros trata- Apenas profissionais da área o Hooke havia incluído este promentos que existem hoje só são médica e estética, com formação tocolo no manual, o que mostra possíveis graças ao avanço tanto superior e com curso específico a caráter inédito do trabalho.. O da ciência quanto da tecnologia para a operação do aparelho que pudemos perceber é que mais e, principalmente, à aproxima- podem aplicar a radiofrequência. do que a idade, o que influenciou ção de ambas. Mas, até esse De acordo com Dra. Patrícia, no resultado final foi o estilo de vida de cada mulher. Todas mercado possui limitações tiveram melhora na pele, mas que levam tempo para serem superadas, mesmo com a ráO diferencial é que o estímulo algumas mais do que as outras. Mulheres mais velhas tiveram pida expansão da tecnologia de colágeno com o Hooke é resultados melhores do que de ponta. A flacidez da pele interno, enquanto que, em outras mais jovens, devido ao sempre foi considerada uma delas: os métodos manuais e outros tratamentos, em geral, cuidado que já tinham com a os cremes conseguiam resulesse estímulo é externo. pele, anterior ao tratamento. Sabemos que bebida, cigarro e tados satisfatórios, mas ainda Na primeira aplicação já é açúcar influenciam na flacidez restritos. Para um resultado possível perceber a diferença, da pele mais do que a idade,” eficaz apenas o botox era capaz de amenizar as rugas de a pele fica mais viçosa. A diz. Os resultados foram tão expressão. Já para a flacidez radiofreqüência estimula a satisfatórios o trabalho já foi apresentado em diversos conabdominal, dos braços ou das produção de colágeno por meio gressos de medicina estética e coxas, a solução era a cirurgia de ondas eletromagnéticas a Dra. Patrícia foi convidada a plástica. Como alternativa a esses tratamentos surgiu, há com capacidade de penetração palestrar no 7º Congresso Científico Internacional de Estética cerca de 10 anos, uma modalina pele e Cosmetologia – Beauty Fair dade que usa radiofrequência Dra. Patrícia sobre o uso da radiofrequência. de alta potência e que induz “O tratamento estético tem que o aquecimento dos tecidos internos da pele promovendo a a aplicação requer o ajuste de ser aliado a cuidados pessoais e contração do colágeno e a pro- parâmetros para cada pessoa e atividade física. Muitas pessoas dução de fibroblastos. Para esse monitoramento constante duran- se escoram no tratamento. Não tratamento é utilizado o aparelho te a aplicação, dessa forma, não adianta se não se cuidar depois. chamado Hooke, equipamento pode ser operado por técnicos. “A Outras exageram. É preciso de aplicação de radiofrequência aplicação serve para a firmeza da também ter cuidado com o bom utilizado em tratamento médico, pele. O colágeno é como uma mola senso, fazer expectativa em reestético e cosmético com pene- que vai perdendo a elasticidade lação aos resultados dentro da tração profunda ou superficial. A com o passar dos anos. A radio- própria possibilidade”, avalia. “A aplicação pode ser feita tanto na frequência promove uma termo- grande maioria das mulheres que pele do rosto quanto do corpo, em lesão controlada que estimula os procuram o tratamento com raregiões como coxas, abdômen, fibroblastos a produzirem novas diofrequência Hooke querem para glúteos e até mesmo nas mãos. células de colágeno e devolve a melhorar a aparência da pele do Também é possível obter ótimos elasticidade dos já existentes . rosto. O resultado já é perceptível resultados em culotes. Pode ser usado como auxilio no na primeira sessão. Depois da pós-cirúrgico de lipoaspiração e sessão a pessoa pode sair daqui e também no pós-parto. Existem ter uma vida normal, não precisa Em Bragança, a Fisioterapeuta algumas contra-indicações, como de tempo de recuperação. A pele Dermatofuncional Dra. Patrícia para gestantes ou mulheres que fica um pouco avermelhada, mas Borge C. Ishida, possui quase dois pretendem engravidar no período em 20 minutos isso já some, dá anos de experiência com o apa- de 6 meses, para quem teve tu- para ir direto pro trabalho. O rerelho Hooke tendo tratado mais mor recentemente, usuários de comendável é usar protetor solar de cem pessoas neste tempo, hoje marcapasso, entre outros. Todo sempre, é bom também usar um é única a que possui o aparelho tratamento é precedido de uma creme noturno para o rosto e um avaliação. A única parte do corpo hidratante para o corpo. Depois Hooke na cidade. “O diferencial é que o estímulo na qual não faço a aplicação é nas do tratamento recomendo voltar de colágeno com o Hooke é in- mamas, como precaução”, fala pelo menos uma vez por mês para a manutenção com cosméticos terno, enquanto que, em outros Dra. Patrícia. adequados no local”, avalia. tratamentos, em geral, esse estímulo é externo. Na primeira aplicação já é possível perceber Dra. Patrícia tem MBA em Derma- Para saber mais sobre o tratamento a diferença, a pele fica mais viço- tofuncional Estética e Cosmética. com a tecnologia de radiofrequênsa. A radiofrequência estimula a Para o Trabalho de Conclusão de cia Hooke, acesse: www.ibramed. produção de colágeno por meio Curso (TCC) ela desenvolveu, com.br/produtos/hooke/ de ondas eletromagnéticas com em parceria com a Dra. Michele Entre em contato com a Dra. Pacapacidade de penetração da Pereira da Silva, um estudo sobre trícia Borge C. Ishida pelo telefone pele. Para o tratamento são ne- a tecnologia de radiofrequência 7897 -9792/2473-2756 e agende uma cessárias, no mínimo, 6 sessões, Hooke. “O nosso trabalho teve avaliação. Saiba mais em com intervalos de 15 dias entre como tema a ‘Eficácia da radio- www.conteudosaudavel.com

Dra. Patrícia Borge C. Ishida tem treinamento adequado para utilizar o aparelho de radiofrequência Hooke, único em Bragança

A aplicação pode ser feita tanto na pele do rosto quanto na do corpo. Não é feita somente nas mamas.

Dra. Patrícia palestrou no 7º Congresso Científico Internacional de Estética e Cosmetologia Estética-Beauty Fair sobre a eficácia do tratamento com radiofreqüência Hooke

Estímulo

Tratamento

O Hooke é um equipamento de aplicação de radiofreqüência utilizado em tratamento médico, estético e cosmético com penetração profunda ou superficial na pele.


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Jornal do Meio 687 Sexta 12 • Abril • 2013

colaboração SHEL ALMEIDA

Quantas vezes paramos e imagina-

tempo em que nos ajuda, nos atrapalha,

mos o que faríamos se tivéssemos

pois acabamos todos escravos dela. “Um

mais tempo: viajaríamos, ficaríamos

exemplo é o pai que com uma mão está

mais com a família e os amigos, nos aven-

brincando com o filho e com a outra está

turaríamos. Pensamos, imaginamos, mas

digitando no celular. É uma espécie de TOC,

sempre deixamos essas vontades e desejos

as pessoas precisam verificar o celular o

para depois. O hoje nos cobra compromisso,

tempo todo, não param nem quando estão

rotina, responsabilidade, metas a cumprir.

conversando. E as crianças vão percebendo

E os anos vão passando, os desejos vão

isso e acabam se tornando iguais. É aquele

ficando para trás, os familiares e amigos

pensamento de ‘vou deixar o pessoal de

começam a ir embora. Então nos damos

lado porque a prioridade é ter’. Quando

conta do que fizemos com o nosso tempo:

percebem o equívoco disso, já é tarde.

nada. Não rimos nem brincamos com as

Os pais dão coisas aos filhos que eles

crianças, não dissemos aos nossos pais

não pedem e nem precisam. É como se

e irmãos o quanto os amávamos e nem

estivessem pagando, fazendo uma troca

o quanto eram importantes para nós.

pelo o que eles não têm a oferecer, que é

Simplesmente não fizemos, porque não

o tempo”, analisa. Para ele, as melhores

tínhamos tempo, estávamos preocupados

lições de vida vêm dos idosos e das crian-

com o trabalho, com as contas, com os

ças. “A única coisa que eles precisam é de

afazeres, com hora de dormir, a hora de

sua presença, não estão preocupados em

acordar. Para Felipe Gonçalves, professor

bens, em ter. Querem passar um tempo

universitário da USF e FAAT, “a rotina pode

com você, aproveitar o momento. Nós

nos cegar”. Há 8 anos ele concilia a vida

que estamos no meio, não somos mais

acadêmica com o trabalho em empresas.

crianças e ainda não somos idosos, esta-

Observador, aos poucos foi percebendo

mos muito preocupados em correr atrás

o quanto as pessoas são carentes e estão

de alguma coisa que nem sabemos direito

aprisionadas a um ritmo de vida exaustivo.

o que é. É o consumismo, as pessoas não

“Conheço várias histórias de pessoas que

se contentam com o que têm, precisam

eram grandes executivos e empresários,

se comparar com as outras. Se o vizinho

tendo trabalhado em grandes empresas,

trocou de carro, você quer trocar de carro

que junto com a família perceberam que

também. Para os jovens é o celular, todos

simplesmente, se continuasse naquele

querem ter o mais moderno, se não tiverem

ritmo, adentrando as madrugadas, carre-

não se encaixam. São poucas as pessoas

gando problemas do trabalho pelos finais

que não entram nesse esquema”, avalia.

de semana, iria no mínimo ficar doente, ou como ocorre em alguns casos, simples-

Tempo

mente ter um infarto”, conta. Para Felipe,

Talvez um dos maiores problemas causado

é preciso ter uma visão bem clara do que

pela falta de tempo generalizada é que as

está acontecendo para conseguirmos

pessoas não se ouvem mais, não prestam

dizer “não” àquilo que nos consome. “É

mais atenção no outro. Provavelmente

necessário muitas vezes nos afastarmos

seja essa a carência a qual Felipe se refere.

completamente de nossa rotina usual, para

“Meus alunos vêm me pedir opinião, sobre

conseguir ver do que realmente precisamos.

os mais diversos assuntos, porque não tem

O que certamente é muito menos do que

com quem se abrir. E eu ouço e dou minha

imaginamos”, avalia.

opinião. E então eles se surpreendem, por-

Ter

Felipe Gonçalves é professor universitário e escreve textos reflexivos sobre como as pessoas usam mal o tempo e não se realizam como indivíduos.

que, de fato, eu estava ouvindo. O que falta hoje é sensibilidade, as pessoas se cobram

Felipe explica que a experiência como pro-

demais. Fazer uma gentileza, por mínima

fessor o fez perceber o quanto as pessoas

que seja, pode fazer diferença na vida da

se espelham no mínimo de referência que

outra pessoa. As pessoas são movidas para a

têm. Mesmo tendo alunos da mesma faixa

felicidade, mas não são felizes. Têm empregos

etária ou mais velhos, sempre é solicita-

que não gostam, alcançam postos elevados,

do como conselheiro, nos mais diversos

mas nem sabe se precisam daquilo, fazem

assuntos. “As pessoas me olham com

o que a sociedade exige que elas façam,

admiração por ser jovem - tenho 33 anos

para se enquadrar. Quando você encontra

- e já ser professor há algum tempo. Além

algum conhecido e pergunta como ele está

disso, me casei cedo, tenho uma filha de 12

a resposta é sempre a mesma: ‘correria’. As

anos e um filho de 5, e continuo com meu

pessoas estão sempre correndo tanto que

trabalho em empresas. Eu luto para não

nem tem tempo para falar sobre si. A palavra

ser contaminado. Com o tempo comecei

correria já virou um jargão”, brinca. O que

a fazer reflexões e a escrever sobre isso.

Felipe recomenda é que as pessoas parem um

Antes das provas apresento um texto

pouco e reflitam. “Fique em silencio alguns

meu aos alunos e eles gostam bastante.

minutos, sozinho. Pare para pensar no que

Tenho me dedicado a escrever e falar sobre

você realmente quer e escreva, faça uma lista.

esse assunto, em como as pessoas usam

Pode ser rever os amigos de infância, andar

mal o tempo, não conseguem conciliar a

de trem, pular de asa delta. Trace planos e

vida profissional com a pessoal, não se

vá atrás disso. Já que nos cobramos tanto

realizam como indivíduos. Minha ideia é

para cumprir metas, se cobre para fazer o

criar um blog para publicar esses textos”,

que você quer, se cobre por coisas

fala. Para Felipe, a tecnologia, ao mesmo

positivas”, conclui.

Mesmo nos momentos em que poderiam estar junto da família, muitos acabam utilizando deste tempo para continuar trabalhando


Seu sorriso COM saúde

Jornal do Meio 687 Sexta 12 • Abril • 2013

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Periodontite uma

doença silenciosa

informe publicitário

A maioria das pessoas sabe que a doença periodontal existe, já ouviu falar alguma vez sobre ela, mas não sabem exatamente como se manifesta, se realmente o paciente tem esta doença, qual é a relação dela com outras doenças sistêmicas, quais são os cuidados necessários após o tratamento periodontal e como evitá-la. Eu ouço muito frases como: “eu perdi os meus dentes por que estavam mole”, ou ainda “o meu problema é genético, minha família inteira já perdeu seus dentes” ou “eu tenho ‘tendência’ para acumular mais ‘placa bacteriana’ do que as outras pessoas...” A doença periodontal é uma doença crônica, que atinge os tecidos de sustentação dos dentes (osso alveolar, ligamento periodontal e cemento). Esta doença está presente na maioria da população adulta em maior ou menor intensidade. No início da doença temos a gengivite, tema muito falado em propagandas de creme dental, a gengivite se dá pela higienização bucal deficiente, técnicas erradas de escovação e pelo mau uso do fio dental. A escovação errônea resulta em acúmulo de biofilme dental (popularmente conhecido como placa bacteriana), e leva à inflamação da gengiva, que por sua vez provoca um sangramento que indica ao paciente que “algo” está errado, este é o primeiro sinal de alerta. Quando não tratada, a gengivite evolui para a periodontite, causando perda destas estruturas de suporte dos dentes. Para saber se o paciente tem ou não doença periodontal, é necessário que seu dentista o examine com freqüência, o indicado é a cada 06 meses. O Periodontista irá realizar o exame clínico juntamente com a sondagem periodontal para mapear e traçar o perfil da doença, seguido de documentação radiográfica para fechar o diagnóstico e

realizar o plano de tratamento. Mais do que isso. Você sabia que a periodontite pode estar relacionada ao surgimento ou agravamento de outras doenças? Sim, isso mesmo! Atualmente este tema é abordado como Medicina Periodontal. As doenças periodontais podem influenciar na saúde do organismo como um todo, afetando diretamente ou contribuindo para o desenvolvimento de enfermidades em outros órgãos. De forma mais clara, o organismo, buscando defender-se da doença bucal, produz uma resposta inflamatória que gera o aumento sistêmico de alguns componentes e torna o indivíduo mais suscetível a outras doenças. As mais comuns são: partos prematuros (pois na inflamação tem-se o aumento da circulação sanguínea e de mediadores inflamatórios que podem induzir à contração uterina), doenças cardiovasculares (infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral - da mesma forma a inflamação gengival aumenta o risco a estas doenças, pois se torna uma “porta de entrada” às bactérias, já que o sulco gengival é a ponte entre o meio externo, boca, e o meio interno, circulação sanguínea), e diabetes mellitus (a inflamação em um paciente diabético é mais severa e aumenta significativamente a glicemia deste paciente). O Tratamento periodontal não apenas normaliza a saúde bucal, como controla significativamente e evita o aparecimento de outras doenças gerais. Por ser a periodontite uma doença silenciosa, o paciente não sabe os riscos que está sofrendo. Fique atento ao escovar seus dentes, um sangramento já é o primeiro sinal de que você precisa procurar um dentista. Dra. Mariana Martin Ramos Leme Especialista em Periodontia CRO/SP: 82.984

COM - Centro Odontológico Martins Dra. Luciana Leme Martins Kabbabe CRO/SP 80.173 Dra. Mariana Martins Ramos Leme CRO/SP 82.984 Dra. Maria Fátima Martins Claro CRO/SP 18.374 Dr. Luis Fernando Ferrari Bellasalma CRO/SP 37.320 Dr. André Henrique Possebom CRO/SP 94.138

Dra. Juliana Marcondes Reis CRO/SP 70.526 Dra. Helen Cristina R. Ribeiro CRO/SP 83.113 DR. Luis Alexandre Thomaz CRO/SP 42.905 Praça Raul Leme, 200 – salas 45/46/49 Edifício Centro Liberal. Telefones: 11 4034 – 4430 ou 11 4034 – 1984


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Reflexão e Práxis

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Desenvolvimento

desigual e ecologia. Por pedro marcelo galasso

Quando pensamos as questões relacionadas ao lixo, como a sua produção ou tratamento, não o relacionamos com as questões que o pré-definem, tais como o passado histórico de cada região ou seu grau de desenvolvimento. Desconsideramos que o desenvolvimento sócio-econômico ocorre de forma descontínua e não simultânea e, além disso, que este desenvolvimento possui um sentido diverso entre os países ricos, chamados de pós-industriais, e os demais que ainda tentam se afirmar como países industriais. O que se perde neste contexto é que a ideia de desenvolvimento intrinsecamente ligada à industrialização já se tornou obsoleta. Então, questões como a busca por um crescimento industrial médio de 3% ao ano provocaria efeitos diversos entre países como a Alemanha e a Bolívia. E, além disso, os países devem destruir a escada que lhes permitiu alcançar um dado grau de desenvolvimento. Portanto,

todo esse desnível econômico mundial se repete, com a mesma força, nos bairros, nas cidades, regiões e países. Talvez por isso, a discussão sobre algo tão prosaico, mais ainda complexo, como o lixo deva ser pensada dentro desta lógica de desnível econômico entre os países ricos e os pobres; em outros termos, entre os países do Norte – “ordeiros” e os países do Sul – “caóticos”, como propõe Elmar Altvater. É a partir destas considerações que podemos entender que a facilidade de ações no Norte é mais presente nesta região, o que não significa dizer que, primeiro, tal discussão não possa ser feita no Sul, segundo, que estas facilidades não possam ser aqui criadas, e terceiro, que toda a criação do caos ou da entropia ocorra especialmente no Sul o que exime da culpa os países do Norte. Segundo Altvater, as desigualdades econômicas, e também aquelas ligadas ao nosso cotidiano como o lixo, irão permanecer porque vivemos em uma sociedade de

elevado consumo energético e material; na qual existe a necessidade de dispositivos energéticos e de transformação eficientes e que possam substituir os combustíveis fosseis; e um mundo se baseia na prática de vida europeia-estadunidense que, simplesmente, não pode ser estendida a todos os habitantes do planeta. Agora se pensarmos na questão do lixo, é fácil imaginar que o descaso com o seu tratamento reflete a condição de desigualdade que enfrentamos, simplesmente, por estarmos na região meridional do planeta ou, se preferir, por sermos o lado mais fraco no conjunto de forças econômicas e sociais que regem a lógica de acumulação de capital, de produção industrial e de lixo. Então, pensar o lixo como uma responsabilidade exclusiva dos países do Sul ou como algo privado e relacionado aos domicílios e as ações das pessoas é desviar o tema de uma questão que envolve o meio-ambiente de todo o planeta, a produção de detritos e

de lixo industrial produzido pelos ricos países do Norte. A metáfora do lixo ilustra o quão desigual é nossa sociedade, pois tão preocupante quanto o lixo, em seu sentido estrito, é a condição de vida daqueles que vivem do e no lixo. Neste sentido as ações promovidas pelas cooperativas de reciclagem ou pelas Ongs que procuram gerar renda com os produtos recicláveis são um meio necessário, quando não o único, para que famílias inteiras tentem garantir sua sobrevivência. Entretanto, isto tendeu a se tornar uma necessidade permanente ou “a” solução, enquanto deveria ser somente um paliativo ou um expediente temporário para estas pessoas ou famílias. A pergunta que fica é: até quando? Pedro Marcelo Galasso – cientista político, professor e escritor. E-mail: p.m.galasso@gmail.com

Delícias 1001

Comidas Árabes (parte 2) Por deborah martin salaroli

A culinária árabe tem raízes pra lá de milenares. A região foi o berço da civilização e das primeiras tradições culinárias que se mesclaram em uma cozinha que cultivou um verdadeiro respeito por suas tradições. Na falta de carne, ganham destaque os grãos, como o trigo, a lentilha, a ervilha, o grão-de-bico e o arroz. Muito apreciados também são as verduras e os legumes recheados e em conserva, os quibes e esfihas, as frutas secas e a coalhada.

Coalhada seca

Adoro preparar coalhada, sei que é super saudável e acompanhada de torrada, pão árabe ou qualquer prato árabe, não tem pra ninguém. Peguei 1 litro de leite e levei ferver. Deixei amornar até a temperatura em que eu pudesse manter um dedo dentro do leite sem me queimar. Então, misturei 1 potinho de iogurte comprado, do tipo ‘consistência firme’. Mexi bem, fechei a tigela com plástico filme e deixei descansar por uma noite, dentro do forno (desligado, é claro). No outro dia, adicionei 1 colher (sobremesa) rasa de sal, mexi e joguei tudo dentro de um saco de pano que tenho, mas pode ser usado também um pano de prato grande ou uma fraldinha (nova!!!). Amarrei bem e pendurei na torneira da pia da cozinha para pingar todo o soro. Após umas 3 horas, verifiquei a textura da coalhada e retirei do saco. Levei à geladeira esperando pelo momento de servir. Caso haja necessidade, o soro pode demorar

mais tempo para escorrer. Tudo depende da consistência que se deseja.

Fotos: Delícias 1001

Arroz com aletria

Pensando em pratos árabes, nada melhor que esse arroz com aletria (macarrão cabelo de anjo): rápido, de fácil preparo, leve e acompanha bem as demais delícias: esfiha, charutinho de repolho, tabule, quibe... Hum! Coloquei numa panela um fio de óleo de milho e 2 ninhos de aletria esmagados grosseiramente. Fritei bem, mexendo sempre, até que o macarrão dourasse. Então, juntei 2 dentes de alho esmagados e 2 xícaras de arroz cru. Refoguei por mais alguns minutos e adicionei 3 xícaras de água fervente, sal e uma pitada de pimenta síria. Abaixei a chama do fogão e deixei que tudo cozinhasse. Assim que secou toda a água, tampei a panela e deixei que tudo terminasse somente com seu calor. Depois de uns 20 a 30 minutos de descanso, já estava pronto.

Arroz com aletria

Deborah Deborah Martin Salaroli, amante da culinária e a tem como passatempo por influência da avó paterna desde criança. Desde abril de 2010, é criadora e autora do blog www.delicias1001.com.br recheado somente de receitas testadas e aprovadas. Alguma sugestão ou dúvida? Mande um e-mail para delicias1001@uol.com.br

Coalhada


comportamento

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Terapia colorida Filme ressuscita tratamento que inclui sexo entre paciente e terapeuta; decadente e controverso, método criado por Master e Johnson ainda é praticado nos EUA

Por IARA BIDERMAN/FOLHAPRESS

A pessoa tem um problema sexual e vai fazer terapia para tentar resolver. Um dia, o psicólogo propõe a ela algo mais prático: sessões com um “terapeuta sexual substituto”, profissional que vai para a cama com o paciente. Pouco difundida, essa técnica do sexo explícito começa a ser mais conhecida. O motivo é o filme “As Sessões”, que estreou aqui na sexta. Premiado no Festival Sundance de Cinema de 2012, o longa fez de Helen Hunt candidata ao Oscar de melhor atriz coadjuvante de 2013. Hunt interpreta Cheryl Cohen Greene (leia entrevista à pág. 5) durante terapia sexual com o poeta Mark O’Brien (John Hawkes), paralítico. Aproveitando o sucesso do filme, Greene lança seu livro “As Sessões: Minha Vida como Terapeuta do Sexo” (BestSeller, 280 págs., R$ 29,90), em que conta sua história e a de vários outros clientes, além de O’Brien. Virgem aos 38 anos, O’Brien acaba aprendendo com Greene a manter suas ereções espontâneas, a penetrar uma mulher (ela) e a levá-la ao orgasmo. Essa modalidade terapêutica foi criada nos anos 1960/1970 pelo casal de sexólogos americanos William Master e Virgínia Johnson, os primeiros a preconizar um tratamento exclusivamente sexual. “Eles passaram a tratar dificuldades sexuais com terapia comportamental, usando as terapeutas substitutas para ‘treinar’ o paciente a fazer sexo”, diz a psiquiatra Carmita Abdo, coordenadora do programa de estudos de sexualidade da USP. Após a revolução sexual, surgiram outras técnicas, e a do substituto sexual não ficou entre as mais valorizadas.

Questões éticas

“Do ponto de vista teórico é interessante, mas na prática incide em uma série de questões. É fácil de executar? Não. É eficiente? Não temos dados. E levanta muitas dúvidas éticas”, diz Abdo. “Sexo entre terapeuta e paciente ocorre mais do que imaginamos. É danoso: a pessoa depositou confiança no profissional e fica à mercê dele. É quebra de contrato”, diz Araceli Albino, presidente do Sindicato dos Psicanalistas do Estado de São Paulo. O CFP (Conselho Federal de Psicologia) veda relação sexual entre terapeuta e paciente. Nos EUA, o trabalho do substituto sexual é legal, desde que indicado e supervisionado pelo profissional de psicologia que conduz a terapia verbal com o cliente. A relação “terceirizada” teria vantagens. Para Abdo, se a terapia com o substituto sexual for bem conduzida, poderá evitar que o paciente fique dependente do terapeuta e prepará-lo para fazer sexo satisfatório com outros. “Se a terapia sexual com o substituto for escolha do paciente e ele continuar a terapia verbal, vai conhecer melhor seu corpo sem deixar de trabalhar o psiquismo. O avanço pode ser maior do que ficar só falando”, diz Albino. O método é “temerário” para Aluízio Lopes de Brito, secretário de ética do CFP: “Tirar bloqueios sexuais é bom, mas desperta um mundo de emoções na pessoa e ela terá que lidar com isso”. Homens virgens demais de 40 são o maior público Em 2013, a única associação do mundo a reunir “sex surrogates” (parceiros sexuais substitu-

tos) faz 40 anos com os mesmos desafios do passado: defender e explicar essa profissão tão peculiar. A International Professional Surrogates Association (IPSA), com sede em Los Angeles, tem 50 profissionais, mais da metade mulheres. Os clientes são na maioria virgens de 40 a 60 anos. “Ao longo das décadas, houve uma mudança no entendimento do trabalho, mas ainda há muita confusão”, disse a educadora sexual Vena Blanchard, presidente da IPSA. “Não é tudo sobre sexo. Boa parte dos que nos procuram não entende o toque, não sabe experimentar essa sensação e tem muito medo.” Outros pacientes dessa terapia são vítimas de abusos ou têm disfunções (vaginismo, ejaculação precoce) e não contam com parceiros. Blanchard comanda a formação profissional, que custa o equivalente a R$ 6 mil e inclui curso de cem horas. Depois, há estágio pago com cliente real, supervisionado por um veterano e o terapeuta responsável. Em 2012, a IPSA certificou quatro pessoas. A procura cresceu após o filme “As Sessões”, que estreou nos EUA em outubro. Há mais gente interessada em virar parceiro substituto, diz Blanchard, que critica algumas cenas, como quando a terapeuta (Helen Hunt) encontra o paciente (John Hawkes) pela primeira vez.”É incomum o profissional sair tirando a roupa minutos após conhecer o paciente. Não acontece. O cliente ficaria aterrorizado.” A IPSA foi fundada em 1973, três anos após os pesquisadores americanos Master e Johnson inventarem a terapia do parceiro sexual substituto. Em cinco anos, o grupo ganhou código de ética e padrões de treinamento. Clínica contrata prostitutas para seus pacientes Uma casa de repouso do sul da Inglaterra manteve por anos um programa de “visitas especiais” a seus pacientes, idosos com alguma deficiência física que escolheram envelhecer em paz à beira do canal da Mancha. O plano ia bem até o fim do mês passado, quando uma ex-funcionária do asilo disse a um jornal local que as “visitadoras”, na verdade, são prostitutas contratadas para fazer sexo com os internos. A história, que lembra o livro “Pantaleão e as Visitadoras”, de Mario Vargas Llosa, dividiu a pequena cidade de Eastbourne, virou tema de CPI na Câmara local e deu início a um debate na imprensa: a terapia sexual é eficaz para deficientes ou uma prática moralmente condenável? Para a direção da Chaseley Trust, a clínica que gerou a polêmica, a resposta certa é a primeira. Em nota, disse que o acesso ao sexo é um direito dos seus pacientes. “Estamos conscientes dos direitos das pessoas com deficiência. Se um indivíduo expressa o desejo de ter um relacionamento físico e nós podemos ajudá-lo de forma legal e segura, vamos fazê-lo”, disse a diretora Sue Wyatt. A administração da cidade afirmou que a prática “não é bem-vinda” e que os idosos internados na casa de repouso são “vulneráveis” e sujeitos a “exploração e abusos”. Em Londres, a ONG Outsiders defende a terapia sexual desde o fim dos anos 1970. Sua fundadora, Tutty Owens, disse à Folha que pagar por sexo não é crime no país. Ela acusou os críticos de discriminar os deficientes físicos.”O tratamento com terapia sexual dá resultados. Os deficientes aprendem que também podem

Foto: Reprodução

Helen Hunt como a terapeuta Cheryl Greene e John Hawkes como o paciente vítima de poliomielite na cena em que ela goza; o filme“As Sessões”ganhou o grande prêmio de público do Festival Sundance de Cinema ter e dar prazer a outras pessoas.” Ela contou que já ajudou mulheres deficientes a ter o primeiro orgasmo depois dos 50. “É uma descoberta.” “Tive relações com mais de 900 pacientes’ A terapeuta Cheryl Cohen explica a diferença entre o seu ofício e a prostituição A terapeuta que inspirou a personagem de Helen Hunt no filme “As Sessões” vive em Berkeley, na Califórnia, com o marido, um ex-paciente. Aos 68, Cheryl Cohen Greene continua o trabalho que iniciou há 30 anos: atender clientes com impotência, ejaculação precoce ou limitações que dificultam o sexo. Em seu livro, “As Sessões: Minha Vida como Terapeuta do Sexo”, que chega esta semana às livrarias brasileiras, ela conta que teve mais de 900 parceiros sexuais. À Reportagem, Greene diz como ajuda seus clientes e como entrou na profissão, que muitos consideram prostituição. “Ir a uma prostituta é como ir a um restaurante, escolher no cardápio e ser servido pelos funcionários, que esperam que você volte. Ter sessões com a terapeuta sexual substituta é como ir a uma escola de culinária: você descobre onde achar ingredientes, aprende receitas e sai fazendo pratos por conta própria.” Reportagem - Como você se tornou “terapeuta sexual substituta?” Cherryl Cohen Greene “’ No início dos anos 1970 eu morava na Califórnia, no centro da revolução de costumes nos EUA. Ganhava um dinheiro como modelo-vivo, posando nua, quando soube desse trabalho. Conversei com meu marido na época. Vivíamos um casamento aberto, eu já tinha tido vários parceiros sexuais e ele também. Ele apoiou minha decisão. O que é preciso fazer para ser esse tipo de terapeuta? Um curso. Tem quem ache que só por ser bonita e ter tido muitos parceiros pode oferecer o tratamento. Mas ajudamos pessoas que têm dificuldades --não conseguem ter ereção ou orgasmo, nunca fizeram sexo. Precisam de alguém aberto, amoroso e sensível em quem confiem para aprender a superar. Como é feito o trabalho? São oito sessões, em cada uma há experiências diferentes, não só sexuais. Ajudo a pessoa a relaxar. Ao tocar um cliente pela primeira vez não quero que pense na ereção. O ponto é

fazer com que se conheça e se abra ao prazer. Há protocolo dessa terapia? Sim. Foi desenvolvido pelo casal Master e Johnson. Trabalhamos com um terapeuta convencional, que não tem contato físico com o paciente (prefiro chamar de cliente). É o terapeuta convencional que nos indica. Após a sessão, fazemos um relatório para esse terapeuta. Na primeira sessão ensino o cliente a relaxar e massageio seu corpo inteiro. Na seguinte, o cliente me massageia e eu o conduzo, mostrando do que gosto ou não. Depois vem o exercício com o espelho, a pessoa se olha nua. Daí começam carícias mais íntimas, ensino a manter a ereção por mais tempo, a penetrar uma mulher de forma mais prazerosa para ela. Como você encara o sexo sem envolvimento afetivo? Tudo o que é consensual entre adultos é válido. O lindo do meu trabalho é que você não precisa se apaixonar, mas tem que se tornar íntimo da pessoa e respeitá-la. E é lindo saber que 85% conseguem uma vida sexual satisfatória depois das sessões. Como evita que o cliente se apaixone por você? Conto detalhes da minha vida privada a ele, digo que sou casada e feliz. Isso já diminui as expectativas. E se você se apaixonar? Já aconteceu. Estou casada com ele há 32 anos. Bob me procurou depois que terminaram as sessões. Na segunda vez que saímos já fizemos sexo fora do “consultório”. O que ele acha desse trabalho? Eu nem me apaixonaria se ele não aprovasse o que faço. Quando lhe perguntam, ele diz que sabe o que fiz por ele e o que posso fazer para melhorar a vida de outros. É outro casamento aberto? Não. O amor é uma coisa, o trabalho é outra. Guio o cliente, ensino. Faz parte da terapia eu mesma ter orgasmo. Muitos precisam saber que são capazes de fazer isso. Para mim, termina ali. Você ainda trabalha? Tenho três clientes. Quando comecei, atendia dez por semana. Vivemos uma onda conservadora, há menos gente fazendo. Espero que com o filme e o livro mais gente se interesse pelo trabalho.


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Foi com muita alegria que fotografei o casa-

mento desse lindo casal: Fabiana e Alessandro. Um casal extremamente simpático que fez questão de preparar tudo com muito carinho e dedicação. Também me senti muito à vontade porque já havia fotografado o casamento da irmã da Fabiana. O making of da Fabiana aconteceu no Art’n Noivas onde o estilista Lulu caprichou em todos os detalhes da noiva. Aliás, a Fabiana ficou linda de noiva! A cerimônia aconteceu na Catedral de Bragança impecavelmente decorada com colunas em madeira com um cubo transparente bem no meio delas com pequeninas flores e logo acima um

grande arranjo com flores brancas e velas. Lá Alessandro estava rodeado pelos pais e padrinhos enquanto esperava a chegada da Fabiana. A entrada da Fabiana foi emocionante porque ela foi conduzida pela mãe. A cerimônia foi presidida pelo Padre Jeferson, especialmente convidado pelo casal, que aproveitou do seu dom da oratória para encantar todos os presentes. Após jurarem amor pra vida toda, o casal esperou a entrada das alianças trazidas pela irmã do Alessandro e pela linda sobrinha do casal. Logo depois dos cumprimentos, o casal saiu pela nave da igreja num clima muito descontraído. Na sequência aproveitamos para tirar algumas fotos pela cidade enquanto os convidados se-

guiam para o enorme salão de festas do Clube de Regatas Bandeirantes onde o casal ofereceu uma linda recepção. Aliás, a recepção merece um comentário à parte: Primeiramente porque o casal entrou no salão com a linda motocicleta do Alessandro arrancando aplausos e os gritos dos convidados. E segundo porque uma banda maravilhosa alegrou a festa todo o tempo sempre com a pista lotada. Todos os amigos e

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familiares presentes estavam felizes com a união desse lindo casal e pude testemunhar como esse casal é querido! Os dois aproveitaram a festa até o final tudo com muita alegria e bom gosto! Mai um dia que guardo com muito carinho no meu coração.


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por Rodrigo Machado/Auto Press

Desde que cismou que também pode ser marca de luxo, a Volkswagen já teve duas investidas entre os veículos premium. Com o sedã Phaeton, o resultado não foi nada satisfatório. Com o utilitário esportivo Touareg, contudo, a história é bem mais feliz. Não que ele seja um sucesso absoluto de vendas, mas foi suficiente bem para se tornar uma espécie de vitrine de tecnologia e sofisticação da Volks. Para valorizar ainda mais o seu produto, a fabricante alemã passou a oferecer no fim do ano passado o pacote de equipamentos R-Line para o Touareg, com motor V8 de 4.2 litros e 360 cv, que realça uma veia esportiva do utilitário. Entretanto, à medida que o visual fica mais atraente, a etiqueta de preços se torna menos entusiasmante. Vendido completo a quase R$ 360 mil, ele entra na faixa de preços dominada por Mercedes, BMW, Land Rover, Audi e Porsche. Briga complicada, com modelos já sedimentados no segmento de luxo. O problema não chega a ser o recheio ou o que o modelo da Volks pode fazer. Em uma comparação direta, o Touareg chega a ser mais equipado e potente que alguns rivais premium de preço semelhante. O mais importante neste segmento, no entanto, é o requinte que o carro “exala”. Uma percepção de sofisticação que a marca Volkswagen sempre tentou imprimir em seus carros, mas nunca atingiu o nível dos compatriotas. Em resumo, pode ser difícil optar por ter um VW na garagem enquanto se pode escolher um BMW, Mercedes, Porsche ou Audi. Tipo de dilema que a versão V6 do Touareg não sofre tanto. Como seu preço é inferior aos SUVs das marcas premium de mesmo porte, o Touareg V6 não chega a ser um real rival para eles, já que não há uma efetiva competição entre os modelos. O Touareg R-Line compartilha peças com dois de seus principais rivais. A plataforma é a PL71, mesma usada pelo Audi Q7 e pelo Porsche Cayenne, duas marcas que compõem o Grupo Volkswagen. O trem de força também vem dos “companheiros”. O motor V8 4.2 FSI foi desenvolvido pela Audi no meio da última década e chega a equipar até o superesportivo R8. No Touareg, ele desenvolve 360 cv a 6.800 rpm e 45,4 kgfm a 3.500 giros. Já a transmissão automática de 8 marchas, com dupla embreagem e opção de trocas sequenciais na manopla ou através de borboletas atrás do volante, é feita pela alemã ZF e usada em outros modelos à venda atualmente – inclusive no Q7. O conjunto consegue levar o utilitário da Volkswagen da imobilidade até os 100 km/h em 6,5 segundos e à velocidade máxima de 245 km/h. A lista de equipamentos também mostra que o utilitário da Volkswagen não fica devendo a ninguém. Os itens de série trazem apenas o obrigatório no segmento, como seis airbags, sistema de entretenimento com GPS, bancos com ajuste elétrico, ar-condicionado de quatro zonas, faróis de xenônio direcionais, acabamento interno com detalhes em alumínio, suspensão pneu-

mática, entre outros. Com isso, o Touareg V8 custa R$ 308.190. Com o pacote R-Line, que adiciona para-choques maiores, rodas de 20 polegadas e detalhes estéticos mais esportivos, o preço sobe em R$ 13.785. Mas é nos opcionais que o SUV mais se destaca. Lá estão itens como o controle de cruzeiro adaptativo, teto solar panorâmico, sistema de som premium da Dynaudio e quatro câmaras auxiliares para manobras. Todo completo, o Touareg R-Line vai a R$ 358.240. Tal valor pode ser difícil de justificar para quem vem atrás de um logo VW – normalmente associado a produtos automotivos populares e não a modelos sofisticados. E que ainda tem um visual muito semelhante a veículos que custam dez vezes menos – como o Gol ou o Fox, por exemplo. Detalhes que talvez ajudem a explicar desempenho comercial um tanto tímido do Touareg. As vendas neste segmento no Brasil, evidentemente, não alcançam altos volumes, pois o foco é o reforço da imagem de cada marca e a rentabilidade de cada unidade vendida. E o grande destaque é o Porsche Cayenne, que lidera com 96 unidades vendidas nos dois primeiros meses do ano. O Touareg, com 29 emplacamentos – quase uma unidade vendida por dia –, vem bem atrás. Mas ao menos supera os “compatriotas” BMW X5 e Audi Q7, que tem vendas bem mais restritas – 10 e 6 unidades, respectivamente.

Ponto a ponto

Desempenho – Sem nenhuma alteração mecânica em relação ao Touareg V8 tradicional, o R-Line é um SUV extremamente rápido. O V8 de 4.2 litros e 360 cv faz um excelente trabalho para catapultar as mais de duas toneladas do Touareg. Em baixos giros até falta um pouco de ânimo para o utilitário, mas basta atingir rotações médias que o torque de 45 kgfm surge em sua totalidade e faz o carro acelerar com determinação. A transmissão de oito marchas é outra que merece elogios pela suavidade e velocidade. O zero a 100 km/h é feito em 6,5 segundos, marca mais que respeitável para um veículo deste porte. Nota 9. Estabilidade – O Touareg R-Line tem um surpreendente bom acerto considerando suas dimensões e peso. O carro ainda tem um sistema que deixa o conjunto mais esportivo, com ajustes mais rígidos da suspensão, mas que não chegam a fazer tanta diferença assim. Destaque também para os imensos pneus 275/45 R20 que são responsáveis por boa parte da tarefa de manter o SUV em trajetória. Nota 9. Interatividade – Como qualquer carro topo de linha e cheio de equipamentos de conforto e entretenimento, o Touareg é lotado de botões. Porém, o funcionamento geral do carro é até bem simples. O sistema de som/GPS tem funcionamento intuitivo e projeta diversas informações também na tela posicionada entre os instrumentos. No console central ficam as teclas que mudam os parâmetros e altura da suspensão para trajetos off-road e modos mais esportivos, todos bem auto-explicativos. A visibilidade

é boa, ainda mais com a ajuda das câmaras que mapeiam tudo que acontece ao redor do SUV e ajudam a estacionar o grande utilitário. Nota 10. Consumo – O V8 do Touareg tem “sede”. O computador de bordo marcou média de 6,5 km/l de gasolina. O InMetro não realizou medições do SUV. Nota 5. Tecnologia – A segunda geração da Touareg usa a mesma plataforma do primeiro modelo, de 2002, mas ainda mantém ótimos níveis de rigidez e espaço interno. O motor V8 foi desenvolvido primariamente pela Audi e é um dos destaques, assim como a transmissão da ZF. Por se tratar de uma versão topo de linha, o R-Line vem muito bem equipado de fábrica. Nota 9. Conforto – As rodas grandes e de perfil fino não contribuem muito para o conforto ao rodar. A suspensão, por outro lado, tem calibragem correta e absorve boa parte dos solavancos. O interior é bem espaçoso, com bancos extremamente confortáveis e ergonômicos. O isolamento acústico é excelente e praticamente deixa o motorista alheio aos sons do mundo externo. Nota 9. Habitabilidade – A Touareg é um carro alto, mas não há grandes mistérios para entrar e sair dele. Por dentro, é tudo bem localizado e há bastante espaço para guardar objetos pessoais, principalmente sob o apoio de braço. O porta-malas leva 520 litros e tem acesso simples. Nota 8. Acabamento – Apesar do desenho um tanto banal, o acabamento do Touareg R-Line é dos melhores. Há couro de boa qualidade espalhado pela cabine, além de alumínio e outros materiais agradáveis ao toque. Os bancos também têm belo acabamento e são muito confortáveis. Nota 9. Design – A Touareg é imponente de se olhar. Isso é inegável. O problema é que tem aquele mesmo desenho difundido – e até “manjado” – em outros inúmeros carros da Volkswagen. E falta de exclusividade no estilo é algo que certamente depõe contra um carro de mais de R$ 300 mil. Nota 6. Custo/beneficio – Numa análise meramente matemática, o Touareg V8 até se sai bem na comparação com os concorrentes. Na mesma faixa de preço, Audi Q7, Porsche Cayenne, BMW X5 e Mercedes-Benz ML têm motores de seis cilindros, contra o V8 da Volkswagen. O Touareg também é muito bem equipado e não deixa a desejar em relação aos rivais. O problema é que nesta faixa de preços geralmente também se procura exclusividade e status, atributos que a marca Volkswagen tem dificuldades para oferecer. Outro lado negativo da versão é o preço dos apliques estéticos que diferenciam a versão R-Line. Só os apliques de para-choque, rodas maiores e bancos mais esportivos adicionam quase R$ 14 mil à conta final. Nota 4. Total – O Volkswagen Touareg R-Line somou 78 pontos em 100 possíveis.

Impressões ao dirigir

Não é preciso muito tempo ao volante para perceber que o Touareg é um Volkswagen

diferente. Nem tanto no quesito estético, já que o visual – mais uma vez – parece apenas uma releitura das onipresentes linhas retas espalhadas pela fabricante em toda sua gama. Mas sim na parte dinâmica. O trem de força é realmente impecável. O motor V8 4.2 faz um excelente trabalho na inglória tarefa de tirar mais de duas toneladas da inércia. Em baixas há até alguma “preguiça”, mas quando se pisa fundo e os giros rapidamente superam os 3 mil rpm, o torque máximo aparece e cola os ocupantes nos confortáveis bancos de couro. É até surpreendente ver como o nada delicado SUV ganha velocidade tão rapidamente. Ponto também para a ótima transmissão de oito marchas feita pela ZF. As trocas são extremamente suaves e, na maioria das vezes, imperceptíveis. Um utilitário alto, largo e pesado pode deixar a desejar na hora das curvas. Mas é exatamente o oposto do que se vê na prática. O Touareg faz jus aos apliques aerodinâmicos da carroceria que dão uma faceta mais invocada ao modelo. A suspensão tem molas pneumáticas que mudam de rigidez conforme a necessidade. No modo esportivo, é claro, elas ficam mais duras na tentativa de suavizar as inevitáveis rolagens de carroceria. Há até alguma diferença no jeito como o SUV se apoia nas mudanças de direção, porém nada marcante. O ajuste normal já é acima da média – muito por causa dos imensos pneus 275/45 que colam no asfalto. O interior traz uma pitada do que se vê em quase toda a linha da Volks, mas elevada ao máximo. O volante, por exemplo, é espantosamente semelhante ao que está disponível até no Gol. O mesmo acontece com o painel de instrumentos, que exibe uma disposição bem simples. O resto, contudo, compensa. O modelo exibe um belíssimo acabamento, com couro, alumínio e materiais emborrachados. A oferta de equipamentos de conforto também é boa. O sistema de entretenimento com GPS é completo e simples de ser usado. Existem ainda botões para controlar a altura da suspensão e a sua rigidez, todos também bem intuitivos. O Touareg é um carro grande, mas a tecnologia ajuda ao motorista se “virar” nas apertadas ruas das cidades. Como opcional, o utilitário pode vir com quatro câmaras espalhadas pela carroceria que projetam as suas imagens na tela central. Na hora de estacionar, elas simulam uma visão superior do carro e facilitam bastante ao saber onde estão os limites do SUV. Na hora de superar um cruzamento, é possível usar as imagens das câmaras laterais para melhorar a visualização. Ainda há sensores de ponto cego que ajudam nas conversões de faixa. Quando chego o momento de encarar uma estrada, o auxílio vem na forma do controle de cruzeiro adaptativo, que acelera e freia automaticamente o Touareg de acordo com o fluxo do trânsito. Pitadas estratégicas da “boa e velha” moderna tecnologia germânica Fotos: Jorge Rodrigues Jorge/Carta Z Notícias


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Notícias

automotiva por Augusto Paladino/autopress

Números redondos – A Chevrolet não tem o que reclamar do Cobalt. O modelo lançado há um ano e meio acumulou ótimos números de mercado no Brasil e atingiu recentemente a marca de 100 mil unidades produzidas, uma média de 5,5 mil unidades mensais. Atualmente, é o 16º carro mais vendido no país. Outra fabricante que comemora um número marcante de seu produto é a Volkswagen. A marca alemã fabricou a milionésima unidade do Tiguan, seu utilitário médio. Produzido desde 2007, o SUV deve ganhar nova geração no ano que vem. Oferta de peso – A MAN Latin America iniciou as vendas do extrapesado TGX 6X2 “made in Brazil”. O modelo, destinado às aplicações rodoviárias de médias e longas distâncias, atende a uma ampla gama de segmentos como basculante, carga seca, container, frigorífico, baú e tanque, entre outros. O cavalo mecânico é equipado com o motor MAN D2676 de seis cilindros em linha e 12,4 litros com

440 cv de potência e torque de 224,3 kgfm. Ascensão – A quarta geração do Renault Clio já é o segundo modelo mais vendido da Europa. O hatch teve 43,7 mil unidades comercializadas, um aumento de 16,8% e está atrás apenas do Volkswagen Golf. O modelo alemão teve 63,3 mil emplacamentos, queda de 9,1%. Os dados são da Jato Dynamics e avaliam o resultado dos dois primeiros meses do ano em relação a 2012. A terceira posição ficou com o Volkswagen Polo, com 40,4 mil licenciamentos e queda de 19,7%. Ainda de olho – O Grupo Volkswagen continua a procura de maneiras de se tornar o maior vendedor de carros até 2018. E uma das maneiras de fazer isso é comprando novas marcas. O CEO da empresa, Martin Winterkorn declarou que não está de olho em nenhuma fabricante específica, mas que existem oportunidades que não se pode deixar escapar. Um dos objetivos declarados da VW é a Alfa Romeo, marca italiana integrante do Grupo Fiat.

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por por Michael Figueredo/Auto Press

A Suzuki Burgman não é uma moto nova. A scooter foi apresentada em 1998, inicialmente apenas no Japão, e tinha o objetivo de subir na garupa do sucesso de modelos como a Honda Helix e a Yamaha Majesty. A primeira versão tinha 400 cc. Em seguida, outras variantes foram criadas, como a de 650 cc. Nesta configuração, a motocicleta chegou ao mercado europeu dez anos atrás e, desde então, registra bons números – só na Itália, por exemplo, já vendeu mais de 83 mil unidades em uma década. Para manter a força na Europa, a Suzuki promoveu um facelift na moto e no ano passado, durante o Salão de Colônia, na Alemanha, revelou a renovada Burgman 650. Mecanicamente, praticamente nada novo. A marca apostou no visual, que ficou ainda mais requintado. O plano da Suzuki é bastante claro com a nova Burgman: dar sequência aos bons resultados obtidos na Europa. Tanto que entregou o projeto nas mãos de Yoshinori Kohinata, responsável pelas linhas da Hayabusa, de 2008, e da Gladius, de 2009. O designer se inspirou no mundo automotivo europeu e deixou a moto mais robusta. Porém, para não perder a sofisticação do visual, adotou alguns elementos, como faróis maiores e luzes de posição traseiras em leds. O painel de instrumentos foi outro ponto influenciado pelos carros e combina mostradores analógicos – como o velocímetro e o conta-giros – e digitais – como o computador de bordo. O cano do escapamento também foi renovado, mas manteve a tradicional ponta triangular da marca de Hamamatsu. Na mecânica, a Suzuki preferiu mexer pouco. Para mover os 275 kg da Burgman 650, a marca manteve o motor de 638 cc, com transmissão CVT controlada eletronicamente. O bicilíndrico conta com três modos de condução – automático, com as opções “power” e “drive”, e manual. Porém, a fabricante fez algumas alterações para, por exemplo, reduzir o consumo de combustível. De acordo com a Suzuki, a nova Burgman 650 consome 15% menos que a versão anterior e já está em conformidade com as novas normas de controle de emissões de poluentes da Europa. O propulsor consegue gerar 55 cv de potência máxima, entregue às 7 mil rpm. O torque máximo, de 6,3 kgfm, é alcançado aos 6.400 giros. Se as prestações mecânicas ficaram praticamente intactas, a nova Burgman 650 carrega o luxo como maior argumento de vendas. A Suzuki ampliou todos os compartimentos, inclusive o localizado atrás do escudo dianteiro, para melhorar a capacidade de carga. O encosto para a garupa foi redesenhado e o banco do piloto continua entre os maiores do mercado. Os freios ABS, mais leves que os da versão anterior, são da Bosch. No campo tecnológico, a fabricante introduziu o sistema EcoDrive, que dá indicações para o condutor obter o menor consumo. A Suzuki oferece ainda uma versão topo da Burgman, chamada de Executive, que conta com punhos, bancos e encostos – do piloto e do passageiro – aquecidos. Apesar do sucesso no mercado europeu, no Brasil, a maxi-scooter, ainda na versão sem o facelift que chega agora ao mercado europeu, não vai tão bem. Em 2012, foram 94 unidades emplacadas. Neste ano, entre janeiro e fevereiro, apenas uma moto foi comercializada. O

mercado brasileiro de motocicletas atravessa uma crise geral e o preço – entre R$ 38 mil e R$ 40 mil – atrapalha. Na Europa, a nova Suzuki Burgman 650 produzida na Espanha é comercializada por 9.900 euros – o equivalente a R$ 25.500 – em sua versão de entrada e 10.500 euros – cerca de R$ 27.100 – na variante topo.

Impressões ao pilotar

Roma/Itália – A Suzuki Burgman 650 é uma moto que poderia facilmente aparecer em comitivas presidenciais ou de outras autoridades, tamanha sua imponência e elegância. E de perto ela continua a chamar a atenção. Não dá para simplesmente sentar na scooter e começar a pilotar. São muitos dispositivos que aguçam a curiosidade. No entanto, o conforto do assento convida para levá-la rapidamente para seu ambiente natural: o trânsito urbano. E a moto impressiona pela facilidade nas manobras, apesar do tamanho e do peso. Na estrada, surgem boas oportunidades para avaliar as possibilidades de mapeamento do motor. O modo automático deixa a Burgman mais “calma”. No entanto, no manual, é possível fazer com que o propulsor fique muito mais animado. Na hora de parar, também não há problemas. O sistema de frenagem é bastante adequado para o tamanho e o peso da scooter. E o ABS é um aliado poderoso em qualquer situação, mesmo em freadas emergenciais. Um ponto negativo que merece nota é a quantidade de botões na esquerda do guidão. No caso da Burgman, todo o aparato tecnológico pode se transformar em um vilão. São dezenas de comandos que desviam a atenção do condutor, seja para acionar o para-brisa elétrico, ou o aquecedor dos punhos. O ideal é estudar – bastante – as posições antes de sair. Porém, a scooter continua cumprindo sua premissa de sempre. Embora com um olhar mais contemporâneo e refinado, a Burgman mantém a vocação para a praticidade e o conforto.

Ficha técnica

Motor: A gasolina, quatro tempos, refrigeração líquida, 638 cm³, dois cilindros em V, duas válvulas por cilindro, injeção eletrônica. Transmissão: Automática do tipo CVT. Potência máxima: 55 cv a 7 mil rpm. Torque máximo: 6,3 kgfm a 6.400 rpm Diâmetro e curso: 75,7 mm X 71,3 mm. Taxa de compressão: 11,2:1. Suspensão: Garfo telescópico invertido com amortecimento hidráulico e mola helicoidal na frente e balança articulada do tipo link de monoamortecimento hidráulico, mola helicoidal e ajuste de pré-carga da mola atrás.. Pneus: 120/70 R 15” na frente e 160/60 R 14” atrás. Freios: Disco duplo na frente e disco atrás. Dimensões: 2,26 metros de comprimento total, 0,81 m de largura, 1,59 m de distância entre-eixos e 0,75 m de altura do assento. Peso seco: 275 kg. Tanque do combustível: 15 litros. Capacidade de carga: 50 litros. Produção: Liñares, Espanha. Lançamento mundial: 2013. Preço: 9.900 euros, equivalente a R$ 25.500. O modelo com o facelift não é oferecido no Brasil.

Fotos: Divulgação


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Ford em festa por Augusto Paladino/autopress Foto: Divulgação

A novela da produção do New Fiesta no Brasil está perto de terminar. A fabricante norte-americana marcou para o dia 25 de março a produção da primeira unidade do hatch na fábrica de São Bernardo do Campo. A marca, inclusive, já divulgou uma imagem do compacto. Mas que não ajudou a esclarecer muita coisa, já que é, na verdade, a mesma usada pela Ford norte-americana háalgumtempo

Ford New Fiesta Brasileiro


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