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Braganรงa Paulista

Sexta

8 Fevereiro 2013

Nยบ 678 - ano XI jornal@jornaldomeio.com.br

jornal do meio

11 4032-3919


2

para pensar

Jornal do Meio 678 Sexta 8 • Fevereiro • 2013

Expediente

Croce e delizia...

Da democracia

Jornal do Meio Rua Santa Clara, 730 Centro - Bragança Pta. Tel/Fax: (11) 4032-3919 E-mail: jornal@jornaldomeio.com.br Diretor Responsável: Carlos Henrique Picarelli Jornalista Responsável: Carlos Henrique Picarelli (MTB: 61.321/SP)

MONS. GIOVANNI BARESSE

Na ópera “La traviata” de

amar e não sei o que é esse forte

cos os que defendem a ideia de

não se estabelece valem sempre

Giuseppe Verdi há um dueto

desejo. Eu sou franca, ingênua;

um “governo de força”! As raízes

a interrogação, a conversa, a

entre Alfredo e Violetta,

você deve procurar outra; não

mortíferas do nazi-fascismo não

conciliação, os conchavos. Não

dois personagens centrais. Vou

será difícil me esquecer!” Por

estão totalmente mortas. E a ten-

nego que seja difícil aceitar a

recordar a letra. Canta Alfredo: “

que a lembrança desse dueto?

tação de um salvador da Pátria

escolha de pessoas sobre quem

Um dì, felice, eterea mi balenaste

Lendo jornais e vendo noticiário

sempre viceja. Mesmo porque

pairam dúvidas quanto à lisura

innante, e dal quel dì tremante

de TV sobre os fatos políticos

gostamos de achar alguém que

e a honestidade. Mas é melhor

vissi d’ignoto amor. Di quell’amor

destes tempos pós-eleitorais em

resolva os problemas que nos

ver a situação na sua crueza e

ch’è palpito dell’universo intero,

nossos municípios e da disputa

afetam sem que seja necessário

daí partir para ações efetivas

misterioso, altero, croce e deli-

de cartas marcadas no Senado

tomar atitude. A cruz e delícia

de correção daquilo que se julga

da sociedade. Além do mais, é

zia al cor!” Responde Violetta:

e na Câmara Federal surgiu-me

da democracia estão colocadas

errado, inadequado. Seria muito

importante sempre estar alerta

“ Ah, se ciò è ver, fuggetemi...

a parte final da declaração de

na base da participação de cada

ruim alguém se arvorar em dono

para que o exercício do poder não

Solo amistade io v’offro; amar

Alfredo: “Cruz e delícia”! Juntei

pessoa nos caminhos a serem

da verdade e da melhor opinião.

se deixe envolver pela pretensão

non so, né sofro um cosi eroico

a isso uma visão sobre a demo-

seguidos. Vi em nossas realidades

A democracia é delícia porque

de saber o que é melhor sem

ardore. Io sono franca, ingenua;

cracia. E resolvi oferecer uma

municipais as surpresas que as

deve refletir o que é melhor para

ouvir o conjunto social. Ou sério,

altra cercar dovete; non arduo

aproximação à forma democrá-

eleições provocaram. Também os

todos. É cruz porque para che-

também, o propósito de cercear

troverete dimenticarmi allor!”

tica de gerir interesses múltiplos

recursos apresentados por quem

gar ao bem comum será preciso

e limitar a vozes dissonantes. A

Traduzo livremente. Alfredo se

integrando-os no caminho do

se julgou vencido de forma não

remover pedras... Para que seja

cruz da democracia é saber con-

declara: “Um dia feliz, etérea você

bem comum. Sempre se diz que

correta. Vemos os caminhos que

delícia plena é necessário um

viver com o diverso. Sem que nos

apareceu e, daquele dia em dian-

a democracia é a melhor forma de

a democracia nos oferece. O “jus

espírito participativo. A tendên-

esqueçamos que nós podemos ser

te vivi um amor extremado. Um

governo que temos, embora não

esperneandi” é sempre garantido.

cia é ficar numa crítica chorosa,

os diversos... A delícia está no fato

amor que é palpitação de todo o

seja perfeita. Isso, todavia, nem

Não gostamos dele quando ele

inconsequente, que nunca “pega

de que podemos nos expressar

universo, misterioso, maravilho-

sempre encontra unanimidade.

não é a nosso favor! A beleza da

o touro à unha”! A choraminga-

e agir conforme nossa consciên-

so, cruz e delícia ao coração”! A

Não é desconhecida – aqui entre

democracia, na sua imperfeição, é

ção diante de desejos pessoais

cia, buscando livremente nossos

resposta de Violetta: “Ah! Se isso

nós – a veia saudosa de que “no

que é sempre possível externar o

não atendidos é constante. Nos

caminhos. Cruz e delicia: o doce

é verdadeiro, fuja de mim... Só

tempo dos militares a situação

que se pensa e agir em conformi-

falta o empenho pela solução dos

e o amargo da convivência

posso oferecer amizade. Não sei

era muito melhor!” Não são pou-

dade. Enquanto o convencimento

problemas que atingem o todo

humana!

As opiniões emitidas em colunas e artigos são de responsabilidade dos autores e não, necessariamente, da direção deste orgão. As colunas: Casa & Reforma, Teen, Informática, Antenado e Comportamento são em parceria com a FOLHA PRESS Esta publicação é encartada no Bragança Jornal Diário às Sextas-Feiras e não pode ser vendida separadamente. Impresso nas gráficas do Bragança Jornal Diário.


comportamento

Jornal do Meio 678 Sexta 8 • Fevereiro • 2013

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Barbie também constrói Lançamento que junta a boneca a blocos para construir inspira debate sobre descompasso entre brinquedos e mudanças sociais

Por JULIANA CUNHA/folhapress

Um brinquedo que chegou ao mercado americano vem sendo alardeado como a grande mudança no nicho. Antes, Barbies eram para meninas e blocos de construir, para meninos. Mas, pela primeira vez em 50 anos de Barbie, a Mattel associou um kit de construção à boneca mais perua do globo. É que os pais andam mais presentes na vida dos filhos e as meninas estão sendo estimuladas a usarem brinquedos que desenvolvam desde cedo suas capacidades matemáticas e científicas. A linha da Barbie que constrói seria reflexo da mudança no papel paterno e de outras revoluções sócio-econômicas, no discurso da indústria. “Papais podem muito bem participar dessa brincadeira; de outra forma, eles se sentiriam fora de seu território”, explicou a psicóloga Maureen O’Brien, que deu consultoria ao desenvolvimento do produto. O novo brinquedo se ajusta ao mais recente Censo feito nos EUA, que mostrou o aumento no número de homens responsáveis por cuidar dos filhos enquanto as mães trabalham fora e no número de pais que passam mais tempo com os filhos do que qualquer outro adulto --mãe incluída. De olho na mudança, a Mattel, unida à canadense Mega Brands, acaba de colocar nas prateleiras dos EUA o kit “Barbie Build’n Style” (construção e estilo), com o objetivo de atrair pais e filhas. Sim, a Barbie agora constrói, mas não que tenha abandonado seu mundo rosa para virar engenheira: seus blocos são encontrados nas “opções” de sempre: piscina, casa de luxo, loja de roupas...O kit deve chegar ao Brasil no segundo semestre de 2013. Construção para meninas está em alta. A linha “Friends”, da Lego, lançada nos EUA em janeiro e voltada às garotas, nasceu de um pedido direto de mães e crianças. O brinquedo, também tratado como inovador pela mídia e pelo comércio, foi desenvolvido em quatro anos, conforme o diretor de operações da empresa dinamarquesa no Brasil, Robério Esteves. “A linha traz meninas urbanas, com profissões e personalidades diferentes. O objetivo é mostrar que elas se projetam hoje em suas mães, mulheres modernas e ativas profissionalmente”, diz. Segundo Esteves, a Lego “sempre insistiu na busca do desenvolvimento do raciocínio lógico, da coordenação motora e da criatividade”. Os blocos da série, à venda no Brasil, permitem a construção de salão de beleza, cafeteria, campo de equitação e laboratório, entre outros. “Discurso da cegonha” Enquanto duas gigantes da indústria sinalizam a tentativa de acompanhar as recentes transformações vividas por seu público, alguns pais e especialistas acham que o conservadorismo nesse mercado segue intocado. “As inovações não passam de reflexo da nossa cultura de excessos. Nunca houve tanto brinquedo inútil”, opina a designer Anne Rammi, mãe de dois meninos. “A indústria de brinquedos não está preocupada em oferecer produtos com responsabilidade social”, diz Anne, 32. Ela ilustra a visão de outras mães de sua geração, ativas na internet, às vezes com blogs temáticos, que apontam defasagem entre sua realidade familiar e os brinquedos --sempre divididos entre carros e heróis “deles”, bonecas e panelinhas “delas”. Quem é do ramo não concorda com essa percepção. “Não há defasagem entre a sociedade e a produção, até porque se eu não me antecipar ao que a criança vai querer, eu vou perder mercado”, diz Synésio Batista da Costa, presidente da Abrinq, que reúne fabricantes brasileiros “Há 3.000 designers brasileiros independentes que criam para 523 fábricas --e eles não estão defasados.” Brinquedos podem ser conceitualmente interessantes desde que vendam. Costa dá o exemplo da boneca grávida lançada no início dos anos 1990, um fracasso. “Esquecemos de perguntar à mãe se ela estaria disposta a explicar à filha de seis anos como uma mulher fica grávida. No Brasil, ainda predomina o discurso da cegonha.

A gente não pode ir contra a cultura da mãe brasileira.” Não quer dizer que não haja inovação. “O lançamento das bonecas negras foi um sucesso, hoje estão estabelecidas no mercado, assim como os brinquedos para crianças especiais. Lançamos há pouco bonecas que têm assaduras e podem ser curadas. Isso mexe na sociedade infantil”, enumera o empresário. Uma característica histórica do setor de brinquedos é a escassez de opções “lúdico-educativas”, diz Sandra Mara Corazza, doutora em educação e professora na Universidade Federal do Rio Grande do Sul e na universidade Lumière Lyon 2, na França. “O mundo dos brinquedos é atrasado, limitado e simplificador; embora haja mudanças, ele não acompanha o que vivemos”, diz Corazza. Para Lais Fontenelle, psicóloga do Instituto Alana (dedicado a projetos sobre o universo infantil), o problema não é a distância entre o que as prateleiras oferecem e o que a criança vive. Ela critica o procedimento da indústria de tentar prever ou inventar demandas. “Desde sempre pais conseguiram brincar com suas filhas sem precisar de blocos de construção cor-de-rosa da Barbie”, afirma. Em meio à multiplicidade de opiniões e opções --a estimativa é de que sejam vendidos 4.500 modelos de brinquedos no país neste ano--, a questão é saber quais elementos ajudam a compor o presente ideal. “As crianças precisam de pouco para se divertir; o bom brinquedo é o que não vem tão pronto”, diz Fontenelle. Anne Rammi, que tem um site (www.mamatraca.com.br) sobre maternidade, pensa da mesma forma: “Brinquedos simples e duráveis são capazes de suprir as necessidades de entretenimento e desenvolvimento de cognição. As coisas que eram criativas e interessantes há 50 anos continuam as mesmas. O resto é invenção para fazer a gente gastar”. O presidente da Abrinq contesta: “Criança não gosta de coisa velha; quem gosta de coisa velha é acadêmico e psicólogo. Criança, não.” Já a educadora Corazza considera que o grau de antiguidade, o material e as visões de mundo associadas a um brinquedo não falam mais alto do que a atitude dos pais. “O adulto deve assumir a responsabilidade ética de tornar o brinquedo mais criador. Implica estabelecer entre adultos, crianças e brinquedos uma relação que vá além dos limites de cada um.” “Cada sociedade tem o brinquedo que merece”, afirma a educadora. “Para fugir dos brinquedos bobos, temos de deixar de tratar a infância de maneira boba, parar de adultizar a infância, enquanto o mundo adulto é infantilizado eternamente.” Com o “New York Times” Depoimento: Indústria apenas espelha nossos preconceitos Quando tinha uns dois anos, meu filho adorava brincar com vassouras. Resolvi procurar uma de brinquedo para ele não sair mais pela casa com aquele cabo de madeira enorme ameaçando objetos de decoração e pessoas. Dei uma volta por lojas, mas só encontrava vassouras, rodos e pás de lixo cor-de-rosa. No máximo, lilás. Por que não fazem kits do lar mais neutros?, eu me perguntava. Desisti e comprei um rosa e lilás, vinha até com baldinho. Ele adorou e se divertiu horrores limpando a casa. Essa história hoje me faz refletir sobre duas questões. Em primeiro lugar, a indústria ainda está longe de fugir de preconceitos e estereótipos. Pode até existir uma Barbie construtora, mas um Ken passando roupas... jamais (seria a confirmação que faltava de que ele é gay). Mas a principal reflexão, para mim, é a de que essa indústria de brinquedos é apenas um espelho de nós mesmos, claro, porque seu objetivo é vender. Afinal, qual era o problema de eu comprar logo a vassoura rosa para meu filho? Ela tinha que ser azul?! Quem está parado no tempo é a indústria ou somos nós?

Foto: Divulgação

kit Barbie Construção e Estilo, lançado nos EUA, a menina monta essa casa de luxo foto:divulgação

Meninas já podem criar de cafeterias a laboratórios com os blocos da linha “Amigas”, da Lego, à venda no Brasil


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colaboração SHEL ALMEIDA

A nova terceira idade transformou o nunca havia se imaginado desfilando. Foi para que antes era uma etapa de descanso levar a neta e acabou sendo influenciada tame repouso em uma etapa ativa e de re- bém. “Elas me pegaram no embalo e eu acabei descobertas, tanto no sentido familiar indo junto. Já são 13 anos.”, conta, se referindo quanto no profissional. É uma nova concepção às demais colegas da ala das baianas. Foi assim do envelhecimento, já que, libertos de obrigações, também com Vilma Nogueira, 56 anos, baiana há os idosos podem dedicar-se a atividades que 14. “Meus filhos faziam parte da Fanfacali e dali permaneceram em segundo plano em outras eles foram pra Dragão. Eu comecei a freqüentar épocas da vida. A terceira idade atual aproveita a escola para acompanhá-los e também quis o tempo para conhecer novas pessoas e experi- fazer parte”. “Hoje meu filho é o 1º Mestre Sala mentar novas experiências. Exemplo disso é a da Dragão”, orgulha-se. Realeza Imperial, única escola de samba da terceira idade em Bragança Paulista. Para Francine Pereira, responsável pelo grupo de terceira idade O casal Francisca e Vicente Cordeiro, de 60 e 65 Reviver e idealizadora da Realeza Imperial, hoje anos, respectivamente, faz parte da Realeza há os idosos podem aproveitar o que não lhes foi quatro anos. Ele foi convidado por Luiza para permitido quando eram jovens. “A maioria dos ser Mestre Sala e a esposa para ser destaque de integrantes da escola é mulher. Quando eram carro. Assim como outros componentes da escola, jovens tinha muito aquela coisa do machismo, ajudam na confecção das fantasias. Assim como os maridos não as deixavam desfilar”, fala. “São muitos outros, o casal também fazia parte do bem mais mulheres porque muitas ficam viúvas Grupo Reviver. “Eu fiquei assustado com o cone também porque elas procuram mais oportuni- vite no começo, porque ser Mestre Sala é muita dades”, analisa. “Elas iam pra a Dragão Imperial responsabilidade e eu não tinha experiência. Mas pra acompanhar filhos ou netos e acabavam encarei”, conta Vicente. “Gostamos muito do ajudando no ateliê. Aos poucos a escola foi se convite e viemos na hora”, completa Francisca. reestruturando e foi abrindo mais espaço para Ana Ferreira, 58 anos, também começou a parelas”, diz. A Realeza Imperial tem parceria com ticipar da escola junto com o marido Hélio. Os a Dragão Imperial, mas é uma escola de samba dois são destaques da escola e saem na avenida independente e com diretoria própria. Foi a com um bugue. “As nossas fantasias são especiais. segunda escola de samba de Este ano a escola falará do Amor terceira idade do Brasil a se sairemos de noivos, com Agora, na idade em que eo nós filiar à Liga das Escolas de bugue enfeitado como carro Samba. Luiza Closel, 61 naos, a gente está, desfilar não de recém-casados”, conta. “O 1º porta-bandeira, conta sobre é adesivado com o nome é mais pagar mico. A bugue o início. “A Realeza Imperial da Realeza e já virou marca da foi fundada em 25/10/2008. É gente não tem mais que escola nos desfiles”, fala. “Agora, resultado de um projeto do idade em que a gente está, ficar embaixo do palco, na Grupo Reviver em parceria desfilar não é mais pagar mico. assistindo. A gente tem A gente não tem mais que ficar com a Dragão Imperial. O objetivo da Francine e de outros do palco, assistindo. A é que estar no palco, embaixo componentes do grupo era gente tem é que estar no palco, sendo aplaudido sendo aplaudido”, reflete. “Nesses reunir foliões da melhor idade que gostavam de carnaval”. O anos de Realeza a gente já perdeu Carnaval de 2013 será o quinto integrante. Mas muitas também já Ana Ferreira da escola. A Realeza Imperial curaram depressão aqui”, afirma. entra na avenida no domingo, dia 10 de fevereiro, Wilma Rosa Almeida, 69 anos, é mais uma que às 22h10. “São cerca de 250 componentes, sendo desfila com o companheiro. Ela é o namorado José 160 idosos, entre 57 e 85 anos”, fala Francine. Manuel Jardim formam o 2º casal de Mestre Sala “Ainda usamos a estrutura da Dragão, como os e Porta Bandeira. “Eu sempre gostei de dançar, músicos da bateria. Mas, pelo que conseguimos desde menina. Eu ia em bailes de carnaval, mas até agora, a conseqüência é que a escola venha nunca tinha desfilado em uma escola”, diz. “Hoje a ser formada apenas por membros da terceira desfilo na Realeza e na Dragão, mas comecei com idade”, analisa. a Realeza”, fala. Terezinha da Silva, 73 anos, faz parte da comissão de frente da escola. Pra ela foi um grande desafio porque não tinha experiência “Muitos que desfilam na Realeza também des- anterior com dança. “Foi difícil no começo, mas o filam na Dragão. Mas temos também vários coreógrafo, o Tutu, irmão da Fran, é muito bom”, componentes que fazem parte de outras esco- conta. “Minha família vem de São Paulo só pra las”, conta Francine. “A Realeza é uma escola me ver na avenida. Meus netos já ligaram pra de samba para a terceira idade e a idéia sempre avisar”, fala. Maria de Lourdes Andrade, 69 anos, é foi agregar todos, independente de qual seja sua enfática em afirmar o quanto gosta de participar: escola do coração”, explica. “A preocupação, “os quatro anos que desfilo com a Realeza foram quando convido pessoas de outras escolas, os mais deliciosos da minha vida”. “Na primeira é terem de desfilar de azul e rosa. Mas não é vez você pensa se irá conseguir. Depois que vocês obrigatório. Podem desfilar com as cores da esquece. Quando você entra na avenida você se escola de onde vieram, sem problema”, avisa. transforma, não vê ninguém. Esses quatro dias “Não somos incluídos em nenhum grupo e não pra mim são sagrados”, diz. “Enquanto as minhas participamos da competição. Desfilamos apenas pernas estiveram agüentando eu desfilo”, completa pela alegria do desfile”, diz. Uma das preocupa- Terezinha. Para a Presidente Anna Pereira, 64 ções de Francine, ao criar a escola, foi trazer de anos, a Realeza é um sonho que virou realidade. volta à avenida alguns sambistas tradicionais “E muitos outros sonhos estão esperando para da história do carnaval bragantino. “Quisemos serem realizados. Por isso realize o melhor de resgatar essas pessoas que já não participava todos, viva a vida investindo em novas amizamais do carnaval”, explica. “Conseguimos trazer des e no amor, nossos maiores tesouros”, diz. E o Carlão Merlin e o Serjão Razera, que foram manda um recado a outras pessoas da 3º idade: intérpretes do Unidos do Lavapés, o Mestre “Você é especial… Venha fazer parte da Claudinho da Cuíca, da Acadêmicos da Vila e o família Realeza Imperial!” João Faquir, também do Lavapés”, conta. Uma das componentes mais divertidas e queridas da Quer desfilar junto com a Realeza Imperial? Realeza Imperial é Sra. Edna Aparecida Silva, Ainda dá tempo! Francine avisa que os idosos a Vó Chica, de 81 anos.. Integrante da ala das interessados podem entrar em contato pelo número Baianas da Dragão há 15 anos, desfila com as baiana da Realeza desde o início da escola. Para 9-8449 – 3152. “A pessoa pode vir com a própria ela, uma das experiências mais emocionantes foi fantasia, temos uma ala só para quem não faz desfilar junto com as baianas da Gaviões da Fiel parte da escola mas também quer desfilar. Se não no Sambódromo em São Paulo. “Achavam que a tiver fantasia também não tem problema, a gente gente não ia dar conta, porque lá a avenida é bem arruma uma ”. mais comprida. Mas terminou a desfile e eu ainda fiquei rodando. Vieram até falar pra mim que já O desfile da Realeza Imperial acontece no podia parar porque já tinha acabado”, diverte-se. Domingo, dia 10, às 22h10. A Sra. Neusa Aparecida Ciriso, 66 anos, diz que

Aplausos

Luiza e Vicente, 1º casal de Mestre Sala e Porta Bandeira. “Fiquei assustado no começo, porque não tinha experiência, mas encarei”, diz Vicente.

“A maioria dos integrantes da escola é mulher. Quando eram jovens tinha muito aquela coisa do machismo, os maridos não as deixavam desfilar”

Tradição

Vó Chica, Francine, Luiza e a presidente Anna Pereira. “A Realeza é uma sonho que virou realidade”, diz Anna.

Integrantes da Realeza Imperial no ateliê. “Muitas gente já curou depressão aqui”.


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olho vivo - dicas de segurança

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Saiba as obrigações de um

Por valmir aristides

serviço de monitoramento

Fique atento em valorizar seu dinheiro e aprenda a exigir aquilo que você contrata. É muito comum as pessoas acharem que basta colocar uma plaquinha na fachada informando “local monitorado ou protegido 24 horas”, que estará espantando os ladrões. Muitas pessoas não dão importância e não exigem o máximo pela segurança e acabam por serem usadas e porque não dizer, enganadas, justamente por não serem exigentes. A falta de exigência se dá pela simples falta de conhecimento sobre o que se está contratando, e neste caso, o que sempre prevalecerá será “o barato”. Daqui para frente os leitores poderão ter conhecimento de tudo que um monitoramento tem que fazer para poder lhe servir 24H durante o ano todo, com margem de erro perto de ZERO, independente de ser barato, pois o que interessa é a responsabilidade aliada ao profissionalismo com seriedade e transparência. Seguem abaixo algumas perguntas mais freqüentes sobre o que contratante deverá observar para garantir e exigir um bom Monitoramento 24 horas: Se eu esquecer o alarme desligado vocês ligam o alarme por mim e me avisam? Imagine que você viajando e seu alarme foi esquecido desligado e o monitoramento não liga o seu alarme remotamente e nem lhe avisa. Dessa forma, o seu patrimônio ficará desprotegido o tempo em que estiver fora. Se eu for trabalhar até mais tarde do que o normal, o monitoramento vai me procurar para saber o porquê que eu estou fora do horário da minha rotina e até que horaS pretendo ficar no local? Imagine você até mais tarde no local porque está dominado por ladrões e ninguém para lhe dar a oportunidade de sinalizar

por socorro. Se alguém não autorizado a entrar na minha casa ou comÉrcio em horários e datas pré determinadas, vocês vão detectar e me avisar? Imagine uma empregada doméstica entrando na sua casa em dias e horários não autorizados e sabe-se lá junto com quem, ou um funcionário não autorizado visitando seu comércio sem o seu conhecimento. Se o alarme disparar vocês vão deixar a sirene berrando a noite inteira fazendo meus vizinhos me odiarem? Imagine que pior do que deixar a sirene berrando, é não mandar representante no local para verificar o seu sistema, e esta é uma obrigação que não pode falhar em nenhuma hipótese, pois se você não tiver como certificar o que realmente foram verificar, obviamente você está tão iludido quanto ao seu monitoramento, e é o seu dinheiro e às vezes, até a sua vida que está em risco. Se o meu sistema de segurança falhar a comunicação com o monitoramento através da minha linha telefônica, vocês vão continuar me monitorando mesmo assim? Imagine que se todo o monitoramento se comunica pela sua linha telefônica e o ladrão cortar sua linha ou a linha apresentar defeito, o seu monitoramento será imediatamente interrompido e normalmente só darão falta da linha após 12 horas da interrupção. Imagine o que se pode fazer com seu patrimônio em todo este tempo. Se faltar linha TELEFÔNICA, vocês colocam uma segunda via de comunicação para que não tenhamos esta grave vulnerabilidade? Imagine que aumentando o número de equipamentos para lhe proteger, acaba-se por encarecer o orçamento e torna-se muito mais difícil vender o serviço. Se cortarem a energia vocês ficam sabendo

imediatamente? Imagine o monitoramento não sabendo que os ladrões cortaram a energia do seu patrimônio e só estão aguardando a bateria do alarme chegar a zero e fazerem um rapa geral no local. Se houver um arrombamento no meu patrimônio, vocês vão para o local imediatamente e tomam as atitudes junto Às autoridades me representando até a minha chegada no local? Imagine que não são raros os casos onde o local invadido fica horas e horas todo exposto até a chegada de alguém do monitoramento. Se houver arrombamento eu terei um relatório fiel do horário do arrombamento e horário da chegada da equipe ao local para que eu tenha certeza que fui atendida de fato? Imagine que nestas situações pode-se montar em qualquer computador qualquer relatório tirando ou colocando informações, mas o que pouca gente sabe é que todas as informações ficam armazenadas no sistema de alarme do patrimônio. Portanto, nos casos de desconfiança de negligência ou descumprimento do contrato de prestação de serviços, a primeira atitude é desligar a linha telefônica da central do alarme para que ninguém remotamente possa apagar os dados registrados e solicitar a coleta dos dados da memória do alarme, para as autoridades policiais. Todos os sistemas de alarmes próprios para monitoramento, armazenam as informações na central do alarme que fica no seu patrimônio. Se o meu alarme der defeito vocês ficam sabendo ou eu tenho que reclamar? Imagine que se o monitoramento cumpre com suas obrigações corretamente, dificilmente você terá que reclamar pelo

conserto e você ficará surpreso em receber rapidamente técnicos à sua porta pedindo autorização para consertar anomalias detectadas pelo monitoramento. Afinal de contas o monitoramento tem que saber o que ocorre com o sistema e mantê-lo funcionando para que o local possa estar protegido. Se o ladrão arrombar o meu quarto vocês irão saber? Imagine que todos os ambientes do patrimônio (exceto banheiros), devem ser equipados com sensores, pois o ladrão esperto estuda os locais que deseja atacar e nesta hora tudo que tiver no quarto vai valer a pena e o pior de tudo isso é que ele pode estar escondido no quarto com o alarme mesmo ligado, só aguardando a chegada de vocês dentro da casa. Pouco se avisa sobre isto, pois quanto mais sensores, mais caro e mais difícil de vender. Aproveito para me colocar à disposição através do email deste jornal, pois recebo pedidos de elaboração de matérias sobre vários assuntos na área de segurança, onde as pessoas carecem de acesso as informações. Até a próxima! Valmir Aristides, consultor de segurança e fundador da Eco Sistema Eletrônico LtdaEmpresa especializada em tecnologias e soluções em segurança. Formado em Eletrônica, tendo atuado na área técnica nas Empresas IBM-International Business Machines e ITT-International Telegraphs & Telecomunications, foi o Fundador-Presidente da REB-PM - Rede de Emergência Bragantina na Polícia Militar e atuou por 2 anos como Diretor do SPC – Serviço de Proteção ao Crédito na Câmara de Dirigentes Lojistas de Bragança Paulista (CDL).

saúde

Autópsia virtual

Projeto da USP examinará corpos sembisturi, usando tomografia avançada e outros aparelhos para aumentar precisão de testes e beneficiar pacientes vivos

por CLÁUDIA COLLUCCI /folhapress

Exames de tomografia, raio-X, ultrassom e ressonância magnética em cadáveres vão ajudar a responder a questões sobre cuidados com a saúde dos vivos, de acordo com pesquisadores da Faculdade de Medicina da USP. O programa de imagem na sala de autópsia envolve 17 departamentos da faculdade e deve receber US$ 10 milhões, somando recursos da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) e da própria USP, além de uma parceria com um fabricante de aparelhos. O plano é realizar autópsias virtuais em mil corpos examinados no Serviço de Verificação de Óbitos. Paulo Saldiva, professor de patologia na Faculdade de Medicina da USP e especialista em poluição atmosférica, diz que os resultados da autópsia comum, feita com cortes e análise física dos órgãos, e a da virtual, realizada por meio de exames, serão postos lado a lado. “A qualidade da informação fornecida pelos dois métodos será comparada.” A primeira finalidade do projeto é gerar conhecimento para ensino e pesquisa, mas há outros objetivos de médio e longo prazo. Um deles é aumentar a adesão às autópsias. Uma família que negaria o exame invasivo pode ter mais chances de aprovar a autópsia digital. E hospitais que hoje não realizam autópsias poderiam passar a fazer exames pós-morte não invasivos. “Sai o bisturi para todos os casos e entra o tomógrafo e o raio-X”, diz Saldiva. O

exame também pode incluir a realização de biópsias --a retirada de amostras de tecido para confirmar diagnósticos. Outro objetivo é avaliar novas tecnologias de exame, que poderão ser testadas nos cadáveres. Será possível saber a dose de radiação ou o campo magnético máximo que pode ser usado em uma pessoa viva. Também pode ser avaliada a qualidade de diferentes exames para o diagnóstico de câncer de mama ou próstata, por exemplo, e estudar se a adoção de um novo equipamento vai fazer diferença no cuidado com os pacientes.

Máquina nova

Em cerca de dois anos, o projeto da USP deve receber uma nova máquina de ressonância magnética, muito mais potente do que as presentes hoje nos hospitais. O aparelho será usado nos cadáveres, e esses testes vão ajudar a avaliar a segurança de seu uso nos vivos. Tornar os exames de imagem feitos para fins diagnósticos em pessoas vivas mais precisos também é uma meta do grupo a longo prazo, como explica o médico Edson Amaro Jr., professor associado do Departamento de Radiologia da Faculdade de Medicina da USP. Uma das formas de fazer isso é usar os dados das autópsias comuns e das digitais para investigar a correlação entre as imagens e a análise dos tecidos, isto é, fazer uma ligação direta entre o que aparece no exame e o que está acontecendo no corpo. Hoje, é comum que testes de imagem cheguem com um resultado dúbio: há uma mancha no filme, e o médico não

sabe se aquilo pode ser um tumor ou não ser nada. Como pode não ser recomendável ou mesmo viável retirar uma amostra de tecido para realizar um diagnóstico, resta ao paciente esperar e repetir o teste depois. “Dependendo da pessoa, isso é uma fonte de angústia. Ao receber um laudo dizendo que você tem algo no seu coração, mas que os médicos não sabem o que é, o paciente não vai entender que isso é um problema de especificidade. Vai achar que tem algo grave, vai procurar no ‘doutor Google’ “, diz Amaro. Testes de imagem para detecção de Alzheimer, por exemplo, podem se tornar mais precisos por meio dos estudos com cadáveres. Para o radiologista, não há lugar melhor do que a Faculdade de Medicina para esse tipo de estudo. “Este é o maior centro de autópsia do mundo, com cerca de 15 mil realizadas por ano.”


Seu sorriso COM saúde

informe publicitário

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Clareamento dental

O verão esta aí, com corpos bronzeados, e nada melhor do que um belo sorriso para se destacar no meio da multidão! Um sorriso branco sempre chama a atenção de todos, e nos passa sempre a impressão de uma pessoa bem cuidada e com saúde “de ferro”. Mas você não tem dentes brancos? Calma, não se desespere! Existe uma solução, e ela está mais próxima do que você imagina. Essa solução se chama clareamento dental. Mas muita cautela, pois estamos falando de clareamento e não branqueamento dental, este último é realizado com facetas de porcelana e será abordado em outra oportunidade. O principal objetivo do clareamento dental é devolver a cor natural dos dentes, ou seja, é a remoção de todas as impurezas e manchamentos acumulados no dente e conseqüentemente a devolução da cor “original” dos dentes, de quando eles começaram a erupcionar na boca. Cada pessoa tem uma cor natural dos dentes que, na sua grande maioria, é diferente. Então os dentes brancos padrões “capa de revista” pode não ser sempre atingido por você! A remoção das manchas e impurezas acontece através da reação química do gel clareador que esta em contato com os dentes. Este gel contém hidrogênio que é o responsável pela remoção das manchas. Ele entra no íntimo do dente, quebra as impurezas e libera-as para que o dente fique mais “claro”. Existem duas maneiras de se realizar o clareamento dental: no consultório, diretamente sob o controle de um cirurgião-

-dentista, ou em casa, com a supervisão do cirurgião-dentista. O clareamento realizado em consultório (recebe este nome) sob controle do cirurgião-dentista utiliza um gel clareador que é mais concentrado, permanecendo em contato com o dente por um período de 50 minutos no máximo. Neste tipo de clareamento pode ser utilizado o laser que acelera a reação química do gel clareador. Já o clareamento realizado em casa, (ou caseiro) com supervisão, utiliza-se um gel clareador que é menos concentrado e portanto, sua permanência na boca através de uma moldeira individualizada para cada paciente pode ser maior, de 1 a 4 horas, dependendo do tipo de gel clareador. O mais importante é estar sempre sob a supervisão de um profissional qualificado que, de acordo com suas expectativas, condições bucais e depois de um exame clínico bem realizado irá indicar o tipo de clareamento mais adequado a você. Em ambos os clareamentos, é realizado na consulta inicial uma tomada de cor de todos os dentes envolvidos no tratamento através de uma escala cor, e conforme o tratamento for avançando, novas consultas de controle serão realizadas onde novamente será realizada esta tomada de cor na qual verificamos a mudança ocorrida na coloração dos dentes. Procure um profissional com periodicidade, faça uma avaliação clínica e inicie seu clareamento!!! Dra. André Henrique Possebom CROSP 94.138 Especialista em Dentística Restauradora e Estética Dental

COM - Centro Odontológico Martins Dra. Luciana Leme Martins Kabbabe CRO/SP 80.173 Dra. Mariana Martins Ramos Leme CRO/SP 82.984 Dra. Maria Fátima Martins Claro CRO/SP 18.374 Dr. Luis Fernando Ferrari Bellasalma CRO/SP 37.320 Dra. André Henrique Possebom CROSP 94.138

Dra. Juliana Marcondes Reis CRO/SP 70.526 Dra. Helen Cristina R. Ribeiro CRO/SP 83.113 DR. Luis Alexandre Thomaz CRO/SP 42.905 Praça Raul Leme, 200 – salas 45/46/49 Edifício Centro Liberal. Telefones: 11 4034 – 4430 ou 11 4034 – 1984


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Delícias 1001

Jornal do Meio 678 Sexta 8 • Fevereiro • 2013

Carnaval saudável Por deborah martin salaroli

As receitas de hoje são especiais

Sanduba de pernil

influência da avó paterna desde criança.

para o carnaval, pensando em

Quando sobra pernil ou qualquer outra

Desde abril de 2010, é criadora e

agradar tanto os foliões quanto

carne suína assada, a festa começa! Todo

autora do blog www.delicias1001.

aqueles que preferem passar a folia do

mundo adora um ‘sandubex’ de pernil

com.br recheado somente de

momo descansando. Para acompanhar

à noite, no lanche da noite.

receitas testadas e aprovadas.

a maior festa popular do Brasil, sucos e

Fatio a carne assada e reservo.

Alguma sugestão ou dúvida?

drinques criativos que combinam com

Numa panela grande, coloco um fio de

Mande um e-mail para

lanche rápido e saudável. Muita fruta,

óleo com bastante cebola fatiada ou

delicias1001@uol.com.br

alimentação leve, hidratação reforçada e

em rodelas. Frito até que murchem e

moderação no consumo de álcool: estas

acrescento uns 3 tomates maduros sem

Queridos amigos

são as principais dicas para o feriado

pele picados. Dependendo da quanti-

Tenho o prazer de divulgar o

que chegou!

dade de pernil, coloco mais um pouco

‘nascimento’ do

Suco de frutas e água de coco

ou incremento com molho de tomate

- Gastronomia criativa, eventos es-

Tomar suco no verão dá uma sensação

pronto.

peciais”, que tem como idéia inovar,

de frescor e de saciedade. Agora, se no

Deixo ferver um pouco e jogo a carne

com novos pratos e opções de serviço

suco houver água de coco melhor, pois

dentro, em fogo baixo sempre.

criados a partir da culinária habitual,

contribui para a hidratação e para a

Tampo a panela e espero que os sabores

mesclando sabores, aromas e apresen-

reposição de sais minerais perdidos na

se misturem...

tação inusitada.

transpiração.

Finalizo com cheiro-verde picadinho.

Opção ideal para quem deseja reunir e

Este aqui eu criei com o que tinha em

Vai pro pão na mesma hora (ou não)...

surpreender pessoas com praticidade e

casa mesmo: morangos e abacaxi con-

Se gostar, uma salada de alface tira o

elegância, em cardápios personalizados,

gelados e goiaba vermelha fresca.

peso da consciência!

cada evento é elaborado de acordo com

Bati no liquidificador 4 morangos in-

E que lanche delicioso e completo!

seu perfil, sugerindo um menu criativo

teiros, 4 cubos de abacaxi, 1/2 goiaba e

Fotos: Delícias 1001

“Delícias 1001

e sofisticado, ousado e saudável.

250 ml de água de coco gelada.

Deborah

Para organizar um evento com comidi-

Servi imediatamente para não perder

Deborah Martin Salaroli, amante da

nhas diferentes em casa, é só me

os nutrientes e vitaminas.

culinária e a tem como passatempo por

chamar (99401.7003).Deborah

teen

Desventuras amorosas Justin Halpern, que fez fama falando do pai no Twitter, lança livro sobre desventuras amorosas

por RODRIGO LEVINO /folhapress

Para muita gente, voltar a morar com os pais depois de adulto pode significar menos liberdade e privacidade. Em resumo, um retrocesso. Justin Halpern, 32, transformou isso em sucesso. Em 2008, depois de tomar um fora da namorada, ele voltou a San Diego, na Califórnia, e foi dividir a casa com o pai, Samuel, 77, um radiologista aposentado e extremamente mal-humorado. Convivendo com o “coroa”, lá estava Halpern novamente em contato com os comentários mais absurdos proferidos sobre qualquer assunto -inclusive a vida do filho. Foi daí que surgiu o perfil @shitmydadsays (as bobagens que meu pai fala) no Twitter, onde Halpern passou a reproduzir as chateações diárias de Samuel. Entre elas, coisas nada sutis como: “Filho, deixe que as mulheres descubram por que não querem transar com você. Não faça isso por elas”. Em um mês o perfil alcançou 100 mil seguidores. Hoje, são mais de 3 milhões. As situações caseiras e cômicas viraram livro (“Meu Pai Fala Cada M*rda”) e uma série de TV exibida pela rede CBS, nos Estados Unidos. Agora, outra vez com a ajuda do pai, Halpern, que escreve para a revista americana “Maxim”, volta à tona com novo livro. Em “Sou um Desastre com as Mulheres”, lançado recentemente no Brasil, o escritor fala de amor. Mais precisamente de tudo o que deu

Foto: Divulgação

errado para ele nesse sentido. “Anunciei que pediria a namorada em casamento e ouvi do meu pai que eu deveria tirar um dia de folga e pensar a respeito de todos os meus relacionamentos”, disse ele à Folha. Halpern fez isso e bateu em um iceberg de desastres amorosos, em especial na adolescência. “Não acho que as mulheres sejam complicadas. Todos nós somos. E, basicamente, relacionamentos se resumem a pessoas querendo fazer coisas diferentes sem saber como dizer isso de forma clara”, opina. Não é o que pensa Samuel. Para ele, casar, por exemplo, significa “escolher uma pessoa enquanto você poderia ser feliz com outras 150 milhões”. Halpern ri e recomenda correr riscos. “Não devemos ter medo de cometer erros. As coisas podem ser dolorosas, embaraçosas, mas no fim a gente sempre acha alguém para aquele momento. As dores a gente transforma em riso.”

Justin Halpern

Nova era

Nerd assumido, Halpern foge do culto a esse grupo, alimentado por séries como “The Big Bang Theory”, que recolocou socialmente as pessoas antes tidas como apenas “estranhas”. “Acho uma tremenda bobagem um nerd abraçar isso de: ‘Ah, agora estamos no topo! Nos vingamos do mundo!’. Cara, só cale a boca e faça a sua parte”, alerta. Para ele, essa glamorização é uma tendência que logo se esgotará.

“A internet criou um mundo mais sarcástico, menos sincero. Odeio isso.” E foi justamente a sinceridade do pai que garantiu o sucesso de Halpern. “Ele nunca ligou para a opinião das pessoas nem se importava quando eu gravava as nossas conversas e repetia as suas reflexões no Twitter”, conta. Hoje, morando com Amanda, a namorada, ele diz ter fortalecido a

amizade com o pai no período que deveria ter sido um inferno. Samuel continua afiado. Segundo Halpern, “não fica uma semana sem ligar para reclamar de algo”. Ou melhor, de tudo. O perfil no Twitter segue bombando. Sou um desastre com as mulheres Autor Justin Halpern Editora Sextante Tradução Livia de Almeira Quanto R$ 19,90


informática & tecnologia

Smart lixo

Jornal do Meio 678 Sexta 8 • Fevereiro • 2013

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Vai trocar de computador? O que vai fazer com o equipamento antigo? Conheça centros de recuperação que transformam eletrônicos velhos em máquinas novas para projetos de inclusão digital

Por YURI GONZAGA /folhapress Foto: Victor Moriyama/Folhapress

A temporada de compras de fim

Um dos principais centros de recupera-

de ano carrega consigo uma ques-

ção de computadores da capital, a ONG

tão incômoda: o que fazer com

Oxigênio tem uma proposta semelhante

os eletrônicos que serão substituídos?

à do C3RCO, mas muito mais tempo de

É uma pergunta de 495 mil toneladas

estrada e capacidade de recondicionar

-esse é o peso total do lixo que o país

máquinas. Fundada em 1988, doou a Te-

deve gerar em 2012 pelo descarte de

lecentros dos governos estadual e federal

computadores, celulares, TVs e outros

os 3.000 computadores que recuperou só

aparelhos pequenos.

em setembro.

Dados preliminares de um estudo enco-

Para comparar, o Cedir (Centro de

mendado pelo governo federal ao qual

Descarte e Reúso de Resíduos de In-

a Folha teve acesso mostram que esse

formática) da USP, referência no Brasil,

número deve crescer em 80% até 2016

encaminha a projetos sociais e escolas

-para 892 mil toneladas.

públicas 200 computadores por ano. O

Quem quiser reduzir um pouco esse

centro, após período de reformas, volta

peso pode doar aquele PC velho e ainda

a aceitar doações hoje.

ajudar um projeto social. Opções para

A Abre (Associação Brasileira de Re-

isso não faltam.

distribuição de Excedentes) recebe

Um exemplo recente é o C3RCO (c3rco.

qualquer tipo de eletrônico e envia os

org.br), parceria entre a Prefeitura de

aparelhos que ainda funcionam a uma

Osasco e a ONG Sampa.org. Iniciado no

das 85 instituições sem fins lucrativos

segundo semestre deste ano em Osasco,

de seu cadastro. A associação também

ele aproveita computadores doados e

aceita equipamentos pifados -que são

oferece formação técnica em informática

reciclados.

a 60 jovens com idade de 16 a 21 anos e

Lei aumenta demanda de empresa por

baixa renda familiar.

reciclagem

Além de oficinas culturais, que envol-

Desde a implementação da PNRS

vem atividades de estudo de música, os

(Política Nacional dos Resíduos Só-

alunos do projeto recebem uma bolsa

lidos), em 2010, fabricantes vêm se

de R$ 286 para fazer 16 horas semanais

mostrando mais preocupados em dar

Herbert Mascarenhas, da Abree (As-

responsáveis.”

de aulas de software e de montagem e

um fim ecologicamente responsável aos

sociação Brasileira de Reciclagem de

Mina de cobre

manutenção de PCs.

equipamentos eletrônicos que geram,

Eletroeletrônicos e Eletrodomésticos),

Mesmo que metais preaciosos represen-

As máquinas recondicionadas pelo pro-

segundo profissionais da área ouvidos

que tem como parceiras AOC, Panasonic

tem uma fração pequena (há 0,00001%

jeto -que recolhe as doações nos bairros

pela Folha.

e Philips, concorda que houve aumento

de ouro no material recebido, em média,

paulistanos limítrofes e nos municípios

José Cristovam, diretor da Vertas,

na procura. “É hoje uma área bastante

segundo a Vertas), a quantidade de co-

vizinhos- são destinadas a salas de acesso

recicladora de eletrônicos situada em

assediada. Tenho recebido muito mais

bre que é aproveitada após processos

gratuito da cidade.

Mauá (SP), diz que passou a receber

consultas sobre a gestão do processo.”

manuais e automatizados de separação

“O que não é aproveitado é encaminha-

um número maior de consultas e de

Pontos de coleta

torna o negócio lucrativo, mesmo para

do a empresas recicladoras”, diz Carlo

produtos desde que a lei passou a valer.

Estudo feito a pedido do governo fe-

as pequenas empresas.

Fabiano Leite, coordenador.

Com ela, os fabricantes foram obrigados

deral mostra que, se as 150 maiores

“Depois que começamos a desmontar

Para Edigelson Menezes Ferreira, 20, um

a dividir a responsabilidade dos resíduos

cidades do país receberem a estrutura

eletrônicos, praticamente acordamos”, diz

dos alunos do C3RCO, as aulas serviram

que geram com os revendedores e têm

necessária, como pontos de coleta, dois

Walison Borges da Silva, da Coopamare,

para canalizar um interesse antigo. “Eu

até 2014 para se adaptar às novas regras.

terços do “e-lixo” brasileiro terão sua

cooperativa de catadores localizada no

já mexia em

Dell, HP, Itautec, Nokia, Motorola e Po-

reutilização viabilizada.

bairro de Pinheiros (São Paulo).

computadores, mas era de qualquer

sitivo dispõem de programas próprios

Mas isso não significa que é o Estado

Silva diz que, depois de fazer um curso

jeito. Agora quero abrir a minha própria

de coleta de produtos no país.

quem vai agir nesse sentido. “A responsa-

sobre reciclagem desse tipo de material

empresa de reciclagem”, diz.

Maria Tereza Carvalho, diretora do

bilidade é compartilhada por fabricantes,

(leia texto abaixo), ele pôde multipli-

Oxigenados

Cedir (Centro de Descarte e Reúso de

importadores e comerciantes”, diz Zilda

car por 13 o valor de venda dos lotes

O C3RCO não é o único centro de reci-

Resíduos de Informática), da USP, diz

Veloso, gerente de resíduos perigosos

de computadores processados pela

clagem com preocupações sociais -há

haver uma “demanda reprimida” pela

do Ministério do Meio Ambiente. “Se

empresa. (Yuri gonzaga)

pelo menos dez projetos similares em

reciclagem. “Muita gente me procura

prefeituras instalarem pontos de coleta,

USP ensina a 62 cooperativas como

São Paulo e região.

para montar seu próprio centro.”

por exemplo, poderão cobrar desses

reaproveitar eletrônicos

Lixo Eletrônico


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Reflexão e Práxis

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Por pedro marcelo galasso

Santa Maria, Estado e mídia

Cabe ao Estado garantir a integridade dos cidadãos e regulamentar as suas ações, não controlá-las ou mesmo censurá-las, cumprindo sua função de fiscalização e de agente regulador das práticas sociais. É bem verdade que a morosidade e a confusão destas ações facilitam as práticas que burlam as leis, criando, por vezes, uma rede de propinas e de compra de favores, tais como os alvarás de funcionamento para os mais diversos tipos de atividades. A tragédia ocorrida em Santa Maria, RS, apenas explicita o que é notório e, infelizmente, comum em incontáveis municípios brasileiros e em um número inimaginável de estabelecimentos parecidos ou não com a casa noturna que ganhou a posição de destaque nos meios de comunicação por conta de um incêndio que explicita a lógica acima. Além da tristeza e da perda das famílias e dos amigos que são irreparáveis, as declarações das autoridades políticas são sintomáticas, ou seja, nenhuma das autoridades responsáveis assume

o seu papel após o ocorrido e um jogo de transmissão de culpa teve início logo após a tragédia, o que, na verdade, é prática comum e já esperada. Entretanto, as maiores atrocidades foram vistas a o longo das coberturas propagandísticas e irresponsáveis das emissoras de televisão. Imagens dos parentes eram misturadas as cenas dos corpos, perguntas ofensivas e absurdas eram feitas aos que tentavam ajudar ou mesmo entender o que havia ocorrido, especulações e acusações pautadas em boatos e a reconstituição do que ocorreu dentro da boate realizada por uma emissora de grande audiência, foram notícia durante toda a semana. O que se viu revela uma busca incessante por altos índices de audiência sem pudor ou respeito, pois o mais importante é prender a atenção dos telespectadores e lhes oferecer um circo que beira a insanidade. A posição apelativa e não jornalística tem se tornado comum e aparece não só em coberturas de fatos como o incêndio

em Santa Maria, mas surge como regra com apresentadores que vociferam suas opiniões que são, na maioria das vezes, tomadas como “verdades”. Fica claro que existe uma tendência de alguns segmentos jornalísticos abandonarem a responsabilidade e a imparcialidade que deveriam nortear a divulgação de notícias, para a adoção de uma postura tipicamente populista. E para justificar esta visão, é preciso apresentar as características que presentes na cobertura desta tragédia. A simplificação do que ocorreu, através de imagens chocantes e perguntas inapropriadas, supera a busca e a verificação das informações e, além disso, quanto mais rápida a resposta dos meios de comunicação, melhor, o que cria uma comoção que em nada ajuda a esclarecer as verdadeiras razões da tragédia. Uma limitação das ideias apresentadas também é importante, pois se pretende tão somente prender a atenção do público e garantir uma boa audiência e, por isso, a repetição constante das mesmas ideias, cenas e temas é reforçada. Graças

a esta forma de veiculação vemos o baixo nível da mensagem que se direciona para um público heterogêneo e, infelizmente, quanto mais ampla a mensagem menor a sua qualidade e sua verdade. A partir disso, as mesmas mensagens são apresentadas de forma incessante levando a saturação do assunto que perde gradativamente sua importância em um quadro de opiniões parciais que ganham ares de verdades absolutas para serem substituídas por outro evento propagandístico promovido pelos meios de comunicação. Disto tudo, fica a pergunta – a falta de responsabilidade do Estado na prevenção de tragédias como esta, a exposição abusiva e inconsequente dos envolvidos e as opiniões parciais dos meios de comunicação de massa fazem jus ao sofrimento daqueles que perderam seus filhos e seus amigos? Pedro Marcelo Galasso – cientista político, professor e escritor. E-mail: p.m.galasso@gmail.com

antenado

O pioneiro da mídia

Livro sobre fundador de “O Globo” mostra que ele investiu em cinema em 1917, publicou Lima Barreto e apadrinhou Pixinguinha

por CASSIANO ELEK MACHADO/folhapress

Os meninos jornaleiros mal tinham se acostumado a gritar “Extra! Extra!, leia em ‘O Globo’...” quando o fundador do jornal morreu de um ataque cardíaco em sua casa, no Rio, em 1925. Irineu Marinho tinha 49 anos e havia lançado a primeira edição do matutino 24 dias antes. O desfecho é conhecido: Roberto, o primogênito de Marinho, tomaria as rédeas do jornal e criaria o maior conglomerado de mídia do país. Mas poucos conhecem a trajetória do homem que começou esta história. “Irineu Marinho - Imprensa e Cidade”, livro recém-lançado, recupera com esmero a vida do patriarca global. Historiadora e socióloga de extenso currículo Lattes, a autora Maria Alice Rezende de Carvalho realiza no livro um trabalho híbrido entre a biografia e a história social. Tomando como fio condutor a carreira de Marinho, ela narra, sem muitas delongas, algumas das grandes transformações na sociedade brasileira no início do século 20: começo tumultuado de República, fim da escravidão, transformações urbanísticas no Rio e assim por diante. Foi nesse quadro que começou a surgir no Rio de Janeiro uma imprensa de alcance popular, fenômeno no qual Irineu

Marinho veio a exercer importante papel. Niteroiense, filho de família classe média baixa de imigrantes portugueses, ele começou no jornalismo aos 15 anos, como suplente de revisor. Tomava a barca e ia ao Rio bater na porta do “Diário de Notícias”, que tinha como diretor um dos grandes homens da época, o jurista Rui Barbosa. Muitas barcas depois, encaixou-se noutro jornal emergente, a “Gazeta de Notícias”, onde foi de revisor a diretor em seis anos. Em 1911, aos 35 anos, fundou o jornal “A Noite”, que representaria um marco no jornalismo brasileiro. “O novo jornal foi em busca do leitor comum, adaptou a ele sua linguagem e temática, ampliou a presença de reportagens”, anota o historiador José Murilo de Carvalho, na introdução do livro. O diário dava resultados do jogo do bicho, promovia concursos de beleza, abria espaço para matérias policiais. Tal como fazia no jornal, seguindo a tendência da imprensa americana, Marinho apostava no negócio do entretenimento fora dele. Ainda que sem grande sucesso, criou uma produtora de cinema em 1917, a Veritas Film, que teve vida curta, mas que lançou filmes como o pioneiro thriller “A Quadrilha do Esqueleto”, que inclui

uma cena de fuga nos cabos do bondinho do Pão de Açúcar. Também fundou a editora de livros Empresa de Romances Populares, que publicou Lima Barreto. E apadrinhou Os Oito Batutas, conjunto em que brilhava Pixinguinha. Mas nem tudo era entretenimento. Pela postura muitas vezes oposicionista do jornal, foi perseguido por Hermes da Fonseca, preso por Epitácio Pessoa e partiu para o autoexílio sob a presidência de Artur Bernardes. Em 1922, por suspeita de simpatia pelo tenentismo, foi detido e levado à Ilha das Cobras, onde ficou por quatro meses. Mais adiante, com a saúde fragilizada, foi passar temporada, com a mulher, Dona Chica, e os seis filhos, na Europa. Enquanto isso, em trama complexa e pouco clara, perdeu o controle do jornal. Ao resolver lançar um novo diário, promoveu uma enquete: o nome escolhido, “Correio da Noite”, já estava registrado. Teve de adotar o nome do segundo colocado nas pesquisas. Assim nasceria “O Globo”. Irineu marinho - imprensa e cidade Autora Maria Alice Rezende de Carvalho Editora Globo Livros Quanto R$ 48 (232 págs.)


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Foi com muita alegria que fotografei o casamento desse jovem casal: Mariana e Robson. Foi um dia muito agradável porque testemunhei a realização de um sonho dos dois. Mariana é uma pessoa adorável e Robson é um cara extremamente carinhoso. O making of da Mariana aconteceu no Salão do Ray acompanhada pela irmã e a mãe. Um carinho todo especial que a família presenteou Mariana. A cerimônia aconteceu na Igreja Santa Terezinha impecavelmente decorada e cheia de convidados. Quem presidiu a cerimônia foi o Pe. João Hélio, primo do Robson que fez uma linda e emocionante oratória. Após os votos de amor e fidelidade o casal trocou as alianças num clima muito emocionante. Logo após os cumprimentos dos pais e padrinhos o casal saiu pelo corredor com um largo sorriso no rosto marcando a felicidade do sonho realizado. Na sequencia saímos para fazer algumas fotos do casal pela cidade e depois seguimos para o salão de festas do IEST onde o casal ofereceu uma linda recepção para todos os convidados e familiares. A festa entrou madrugada à dentro num clima de muita descontração e alegria. Mais um momento que guardo com muito carinho no meu coração.


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por Rodrigo Machado/Auto Press

O ano de 2012 foi de reestruturação para a General Motors do Brasil. Foram diversos novos lançamentos, sempre focados em modernizar o “lineup” da Chevrolet. E foi dessa forma que a GM conseguiu bons números de vendas – alguns com rapidez surpreendente, como Spin e Onix. Este ano, no entanto, projeto é de consolidação. E é neste cenário que o Malibu se enquadra. A nova geração do sedã médio-grande, que chega ao Brasil no segundo semestre, teve uma espécie de pré-estreia em Detroit, antes da abertura do Salão. O novo Malibu chega para tentar reproduzir no Brasil uma antiga briga travada em território norte-americano, com o Ford Fusion. Só que abaixo do Equador as armas da Chevrolet devem ser diferentes. Para começar, o Malibu é penalizado com impostos de importação, que o Fusion escapa por ser produzido no México, país com o qual o Brasil tem acordo alfandegário. Para ganhar alguma competitividade, a GM vai importar apenas uma versão, contra as três do Fusion. E a versão mais provável de ser importada é que tem motor 2.5. O motor é um Ecotec de 2.5 litros aspirado de 197 cv a 6.300 rpm e saudáveis 26,4 kgfm de torque a 4.400 rotações. No mercado norte-americano ainda há opções de um 2.0 turbo de 259 cv e ainda um híbrido que junta o antigo 2.4 usado pela geração antiga do Malibu no Brasil aliado a um pequeno propulsor elétrico. No total, são 182 cv. A transmissão, bem no estilo norte-americano, só pode ser automática – com seis velocidades. O novo Malibu é montado na plataforma Epsilon II da GM. Ela foi inaugurada em 2008 pelo Opel Insignia – que substituiu o Vectra por lá – e teve desenvolvimento todo na Alemanha, sede da subsidiária europeia da GM. Além do menor número de versões, outra maneira que o Malibu tenta se diferenciar do rival Fusion é na estética. A GM, ao contrário da Ford, optou por linhas mais clássicas, sem ousadias: o Malibu tem um conjunto bastante harmônico. A grade bipartida com colméias ainda está lá, mas existem diversas novidades. É o caso do caimento acentuado da linha do vidro traseiro e das lanternas posteriores inspiradas no esportivo Camaro. Ainda não há qualquer estimativa de preços por parte da GM, mas com o IPI voltando gradativamente, é esperado que o novo modelo se situe na mesma faixa do anterior, em torno dos R$ 100 mil. A ideia da Chevrolet é conquistar exatamente pelo estilo e comportamento sóbrio do carro. E abastecer os consumidores fiéis da marca – que não são poucos.

Primeiras impressões

Detroit/Estados Unidos – Achar uma conexão entre o Malibu antigo e o novo é uma tarefa ingrata. Enquanto a geração anterior do sedã tinha um visual pouco inspirado, o atual é muito mais interessante. É definitivamente um passo à frente para a Chevrolet. Mesmo que mantenha a identidade estética da marca, o modelo agora agrada e tem o potencial de conquistar clientes que prezem mais o conservadorismo. A diferença entre os dois continua no interior. Além de um visual mais atraente, a nova geração do Malibu tem materiais de boa qualidade espalhados por toda a cabine. Na unidade testada, o acabamento em couro no painel era em um tom de marrom que impressionou bastante. Os plásticos são revestidos com um material emborrachado que suaviza o toque. O que

destoa são os apliques de plástico imitando madeira – detalhe que deve ficar de fora dos modelos importados para o Brasil. De qualquer forma, é uma cabine muito mais agradável que da geração antiga. O sistema de entretenimento é outro destaque. Tem funcionamento simples, teclas fixas que controlam diversas funções e ainda conta com uma tela de sete polegadas sensível ao toque. Para melhorar a funcionalidade do interior, o monitor é escamoteável e esconde um espaçoso e útil porta-objetos. A dirigibilidade é o aspecto em que o novo Malibu mais se aproxima de seu antecessor. A versão avaliada estava equipada com um motor 2.5 aspirado de 197 cv e uma transmissão automática de seis velocidades. E, o funcionamento do conjunto é bem no estilo dos sedãs norte-americanos: calmo e suave. Se o motorista pisar fundo, há torque e potência para dar agilidade ao médio-grande, mas a melhor maneira de se comandar o Malibu é de forma tranqüila. A transmissão é bem escalonada, apesar de não primar por passagens extremamente rápidas. Há até a opção de fazer trocas manuais, mas os botões para efetuá-las são posicionados na parte superior da alavanca de câmbio, o que não instiga muito o seu acionamento.

Ficha Técnica

Chevrolet Malibu LTZ 2.5 Motor: A gasolina, dianteiro, transversal, 2.457 cm³, quatro cilindros em linha, quatro válvulas por cilindro e duplo comando de válvulas do cabeçote. Injeção direta de combustível e acelerador eletrônico. Transmissão: Câmbio automatizado de cinco velocidades à frente e uma a ré. Tração traseira. Oferece controle eletrônico de tração. Potência máxima: 197 cv a 6.300 rpm. Aceleração 0-100 km/h: 8,4 segundos. Velocidade máxima: 220 km/h. Torque máximo: 19,4 kgfm a 4.400 rpm. Diâmetro e curso: 88,0 mm x 100,8 mm. Taxa de compressão: 11,3:1. Suspensão: Dianteira independente do tipo McPherson, molas helicoidais, amortecedores hidráulicos e barra estabilizadora. Traseira independente do tipo four link, com molas helicoidais, amortecedores hidráulicos e barra estabilizadora. Oferece controle eletrônico de estabilidade de série. Pneus: 235/50 R18. Freios: Discos ventilados na frente e sólidos atrás. Oferece ABS com EBD. Carroceria: Sedã em monobloco, com quatro portas e cinco lugares. Com 4,86 metros de comprimento, 1,85 m de largura, 1,46 m de altura e 2,73 m de entre-eixos. Oferece airbags frontais, laterais, de cortina e de joelhos nos bancos frontais de série. Peso: 1.539 kg. Capacidade do porta-malas: 545 litros. Tanque de combustível: 73 litros. Produção: Detroit, Estados Unidos. Lançamento mundial: 2013. Itens de série: Ar-condicionado, vidros e travas elétricos, direção elétrica, freios ABS, controle de estabilidade, airbags frontais, laterais, de cortina e de joelhos nos bancos frontais, controle de estabilidade ESP, desembaçador traseiro, alarme com comando à distância, rádio/CD/MP3/iPod/ USB/Bluetooth com tela sensível ao toque de 7 polegadas, leds de iluminação diurna, espelhos elétricos. Preço nos Estados Unidos: US$ 22.805, equivalente a R$ 46.430. Preço previsto para o Brasil: Em torno de R$ 100 mil.

Fotos: Rodrigo Machado/Carta Z Notícias


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veículos

Jornal do Meio 678 Sexta 8 • Fevereiro • 2013

Notícias

automotivas

por Augusto Paladino/autopress

Limão europeu – A Land Rover lançou uma edição especial para o Evoque, a “Sicillian Yellow”, e agendou chegada ao Brasil para o segundo semestre. O destaque da série está na pintura amarela/dourada da carroceria e nos detalhes em preto no teto. No interior, a combinação das duas cores continua, com amarelo nas costuras do bancos em detalhes na porta e console. Há ainda a possibilidade de inversão das cores externas, com a carroceria preta e o teto amarelo. No Reino Unido, o Land Rover Range Rover Sicillian Yellow custará 44 mil libras –ou R$ 143 mil. No Brasil, deve chegar pelo dobro disso. Nova aposta – A Renault vai mostrar em Genebra, em fevereiro na Suíça, o crossover Captur, apoosta da montadora francesa para o segmento de SUV compacto. O modelo será feito sobre a plataforma do Clio europeu, de quarta geração, e mira nos bem-sucedidos Nissan Juke, Opel Mokka e, futuramente, Ford EcoSport. Os motores serão os mesmos do Clio: um três cilindros 0.9 litro turbo a gasolina de 90 cv e outro 1.5 litro turbodiesel, também com 90 cv. As chances de o modelo vir para o Brasil são nulas, já que a marca briga no segmento por aqui com o Duster. No retrovisor – A norte-americana Hennessey pegou um Lotus Elise, envenenou até onde pôde e bateu o recorde mundial de aceleração. O Hennessey Venon GT cumpriu o zero a 300 km/h em impressionantes 13,6 segundos. A marca superou o resultado obtido pelo Koenigsseg Agera R, que cumpriu a façanha em 14,4 segundos. O Venon GT tem sob o capô um robusto V8 biturbo de 7.0 litros, com 1.261 cv de potência.

A multiplicação do Golf – A Volkswagen já deu largada no desenvolvimento do Golf CC, com previsão de lançamento para 2015 na Europa. A intenção da fabricante é tornar o carro concorrente direto do Mercedes CLA entre os cupês de quatro portas. O carro será montado na plataforma MQB – a mesma usada na sétima geração do médio alemão – e chegará ao mercado nas versões 1.4 turbo e 2.0 turbodiesel. Além do novo Golf Cupê, a Volkswagen apresentará em 2015 a clássica versão GTI. Mais do mesmo – A Ferrari não quer abrir mão de sua imagem superesportiva. Enquanto Bentley, Lamborghini e Aston Martin se aventuram em segmentos de maior volume, como o de SUVs ou sedãs, a marca italiana vai se manter fiel aos cupês. O próximo movimento da Ferrari é lançar em Genebra, em março, o substituto da Enzo, que pretende batizar de F-150 – coisa que dificilmente conseguirá, já que a Ford tem uma picape com esse nome. Ele será híbrido, com um motor elétrico de 100 cv e outro V12 de 6.3 litros com mais de 750 cv. Fusão total – No futuro, Fiat e Chrysler serão uma só. Quem afirma é Sergio Marchionne, chefão do conglomerado italiano que controla o grupo norte-americano. O mandatário garante que esse projeto será mantido mesmo se a Chrysler fizer uma IPO – oferta pública inicial de ações –, como espera o fundo de pensão do sindicato dos trabalhadores automotivos de lá, que é acionista minoritária da fabricante. A entidade tem o direito de fazer a exigência devido a um acordo de 2009. Marchionne deixou a entender que a Fiat deve aumentar ainda mais sua participação na Chrysler.


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por Augusto Paladino/autopress

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A Toyota entrou na segunda fase de produção do Etios, que acontece na fábrica de Sorocaba, interior de São Paulo. A intenção é alcançar em 2013 a 70 mil veículos do compacto. Para cumprir a meta, a fabricante japonesa contratou 620 novos funcionários, que terão o desafio de dobrar a fabricação diária, passando de 150 para 300 unidades. De setembro a dezembro de 2012 foram produzidos pouco mais de 10 mil unidades do Etios, número 7% maior que a previsão inicial da companhia, que girava na casa das 9,5 mil. Investimento verde – A Honda vai abrir os cofres para colocar no mercado norte-america o Accord Hybrid, previsto para o segundo semestre deste ano. Serão injetados cerca de US$ 23 milhões para uma expansão na unidade de Marysville, no estado de Ohio. O investimento vai exigir a contratação de 50 trabalhadores e o novo espaço terá 900 m². O Accord Hybrid será o terceiro modelo híbrido construído pela Honda nos Estados Unidos – a marca já fabrica o Civic Hybrid e o Acura ILX Hybrid.

Foto: Divulgação

Toyota Etios


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