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Braganรงa Paulista

Sexta

18 Janeiro 2013

Nยบ 675 - ano XI jornal@jornaldomeio.com.br

jornal do meio

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para pensar

Jornal do Meio 675 Sexta 18 • Janeiro • 2013

Expediente

É preciso sonhar e ousar.

É possível realizar

Em virtude das férias do Mons. Giovanni Baresse, a coluna Para Pensar terá a colaboração do Desembargador Miguel Ângelo Brandi Jr. dESEMBARGADOR mIGUEL ÂNGELO bRANDI JR

Escrevi, no artigo anterior, algumas linhas sobre a dificuldade que vejo nas pessoas para um pensamento e comportamento republicanos; algo que nos faça “sair de si mesmo”. Provoquei o leitor a pensar no individualismo e descompromisso que parecem marcar nossos tempos. E faz tempo. Cogitei algumas causas dessa situação, bem como algumas possibilidades de reação. Debruço-me sobre a educação (formal) e o desafio das escolas (de todos os segmentos) serem protagonistas do pensamento e práticas coletivas, socializantes, republicanas mesmo. Difícil imaginar que as escolas (especialmente as Academias, as Faculdades e Universidades) assumam um posicionamento pioneiro nessa direção. E por que acho difícil que assim seja ? Pelo simples fato das escolas estarem no mesmo tecido social problematizado, problematizante e problematizador. Podemos dizer que, por serem espaço de saber, de pensamento, de pesquisa, de pioneirismo cultural, a escola, especialmente a partir dos professores, devem ser o berço das novas idéias, dos arrojos científicos e sociais. Podemos dizer, também, que as escolas, públicas ou privadas, devem ser geridas a partir desses posicionamentos; seus gestores também têm o importante papel de provocarem uma caminhada diferente, criativa, de ruptura com o mesmismo que se tem. Reconheço experiências pioneiras nesse campo. Tanto na educação pública, quanto na privada. Tanto em escolas para os pequeninos, como em escolas

para os já crescidos. O leitor certamente saberá melhor destacar essas pequenas experiências positivas, na direção desta minha provocação. Tive uma breve experiência na educação, tanto lecionando (cursos superiores), quanto dirigindo (escola de ensino fundamental e médio). E isso faz tempo (início a meados da década de 80). As realidades se diversificaram muito de lá para cá. Mas procuro conhecer as realidades que nos cercam e escuto, ouço e vejo, razoavelmente bem, sobre a educação. Certamente minha pequena experiência e meus conhecimentos não me fazem especialista na área. Nem me possibilitam grandes e retumbantes conclusões sobre o papel da educação na sociedade e no atrevimento de novas idéias para essa mesma sociedade. Mas me parece possível lançar alguns lampejos sobre as escolas (lampejos, no sentido de rápidas idéias, segundo Aurélio). O Brasil fez, há séculos, a opção de possibilitar o ensino privado, em todos os níveis da educação. Isso implica dizer que a iniciativa privada pode se estabelecer no ramo educacional. Seja por inspiração religiosa, ideológica, comunitária, economiária (no sentido explorativo, afinal de contas a educação, especialmente a partir dos anos 90, passou a ser um especial “ramo do mercado”). Não vejo que as escolas (privadas) com inspiração econômica, tenham grandes arroubos na direção de uma proposta de forjar alunos críticos e comprometidos com uma ruptura da sociedade que temos, particularmente a ruptura do pensamento individualista e centrado na busca do sucesso, do êxito profissional e

econômico e do prazer, pensamento que marca nosso tempo. E é relativamente simples entender a impossibilidade, ou a dificuldade para que isso aconteça: a “clientela”, a partir dos pais dos pequeninos, não parece buscar uma educação nessa “ousada” direção. Se escola passar um discurso muito ousado, muito diferente no sentido crítico do que temos hoje no tecido social, certamente causará preocupação na “clientela”. E a clientela se afastará da proposta e do estabelecimento. E o sonho dos gestores estará arriscado ou acabado. O leitor certamente lembrará de alguma experiência que deu nisso. O papel “revolucionário” caberia então à educação (e escolas) pública ? Talvez! Mas isso exigiria uma posição estatal firme e ideologicamente clara, o que me parece também muito difícil. O que esperar então ? Uma mudança de rumo da educação a partir de pequenas experiências e iniciativas, no ramo público e no ramo privado. Isso exige arrojo; exige paciência; exige tempo para produzir frutos. Acredito mais na micro atuação e menos na macro intervenção. Penso numa educação cuja matriz inspiradora seja a busca de um aluno crítico e criativo (até aí nenhuma novidade), mas que ouse sonhar, ouse adotar pensamentos e práticas republicanas, comunitárias (para não dizer socializantes, pena de ser confundido com posicionamento ideologicamente socialista). Falo no aluno que seja estimulado- por conhecimentos e conceitos, a pensar comunitariamente a partir das primeiras séries. É, por exemplo, o despertar da consciência para o lixo produzido

na casa, no bairro, na cidade, no País; é a consciência para as boas práticas no trânsito e na mobilidade; é a consciência para o respeito às minorias e aos excluídos sociais. Nas “academias” (escolas superiores), que a proposta seja clara e o tempo todo explicitada, quanto ao profissional que se quer ver graduado; em que e para que ele poderá ser formado; para atuar de que forma e para que tarefas sociais. Que ele não seja graduado apenas para reproduzir o sistema, para consolidar a sociedade excludente e individualista que temos e que nos constituímos. Que ele seja, por exemplo, um advogado que veja o direito como ciência de mitigação dos conflitos, não como mais um ramo economicamente promissor. Que ele seja um profissional da saúde consciente e comprometido com a superação dos problemas da área pública, não apenas um especialista famoso e patrimonialmente bem sucedido; um profissional disposto a arrojar, a comprometer-se com a pesquisa pública e social; não um profissional a mais, que queira estabelecer seu “negócio” num grande centro, num espaço visualmente destacado. Que educação é essa ? Pergunto a mim mesmo. Quem se empenharia em dedicar seu tempo à esse tipo de formação de alunos ? Que diretor, que professor, que auxiliar estaria disposto a romper tudo, a enfrentar desafios quase intransponíveis (como da rebeldia e do pouco interesse de alunos, ou do descompromisso dos pais) ? Que bom que temos muitos educadores que se dedicam exatamente a vencer desafios; a forjar alunos diferentes, gente comprometida com gente, não só com

Jornal do Meio Rua Santa Clara, 730 Centro - Bragança Pta. Tel/Fax: (11) 4032-3919 E-mail: jornal@jornaldomeio.com.br Diretor Responsável: Carlos Henrique Picarelli Jornalista Responsável: Carlos Henrique Picarelli (MTB: 61.321/SP)

As opiniões emitidas em colunas e artigos são de responsabilidade dos autores e não, necessariamente, da direção deste orgão. As colunas: Casa & Reforma, Teen, Informática, Antenado e Comportamento são em parceria com a FOLHA PRESS Esta publicação é encartada no Bragança Jornal Diário às Sextas-Feiras e não pode ser vendida separadamente. Impresso nas gráficas do Bragança Jornal Diário.

negócios e com o “sistema”. Se de um lado parece surreal tudo que escrevo, doutro me alento por saber que tem gente séria, de bem, que se submete a condições desumanas de trabalho, sem estrutura, quase sem esperança; mas que se dedica ao sonho de forjar gente nova, cheia de alegria de viver, disposta a inovar, a lutar por boas causas, a adotar comportamentos diferentes. São educadores que fazem a diferença. Alguns já fizeram a diferença enquanto na ativa; hoje descansam. Mas outros ainda estão por aí, anônimos. A eles- educadores públicos ou privados, sonhadores de qualquer condição (professores, gestores, auxiliares) meu respeito absoluto. Continuo sonhando que a educação (pública ou privada) pode ser assumida como papel protagonista, forjando protagonistas de uma sociedade diferente. Posso e devo sonhar. Vamos, juntos, em busca da realização desse sonho ?


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Jornal do Meio 675 Sexta 18 • Janeiro • 2013

colaboração SHEL ALMEIDA Foto: cindia M

O Brasil deve muito de sua multi- Geralmente eu me apresento e vou embora culturalidade aos imigrantes, vindos logo depois para não existir chance de qualquer dos mais diversos lugares do mundo. aproximação equivocada”, fala. Para os árabes, Algumas culturas deixaram traços mais dança e música estão fortemente relacionadas, evidentes na comida, língua e manifestações a dança é parte integrante da música. Ambas artísticas, que foram transportadas para o fazem parte do dia-a-dia no mundo árabe, as dia-a-dia dos brasileiros, como a italiana ou pessoas se encontram, tocam e dançam como a portuguesa. Outras, mesmo com o grande parte do cotidiano. “As dançarinas são partes número de imigrantes no país, foram pouco da orquestra. Quem assiste uma apresentação disseminadas, como é o caso da cultura árabe. vê a música no meu corpo, cada som é interEstima-se que cerca de 15 milhões de brasileiros pretado no corpo da dançarina em forma de possuam ascendência árabe, movimento”, afirma Dalila. vindos do Líbano, em maioria, A música árabe, assim como ou da Síria, Egito, Marrocos, As dançarinas são partes a brasileira é muito rica e diPalestina, Iraque e Jordânia. da orquestra. Quem assiste versificada. Portanto a dança Mesmo assim, tudo o que se se adapta para cada ritmo e uma apresentação vê a as dançarinas precisam de relaciona ao Oriente ainda é considerado exótico no país. música no meu corpo, conhecimento adquirido para A manifestação cultural mais quais os movimentos cada som é interpretado saber conhecida dos povos árabes, adequados para cada um não só no Brasil, é a dança no corpo da dançarina em deles. “Em competições, os do ventre. Por aqui, o que forma de movimento juízes colocam a música e a ajudou a divulgar o estilo foi dançarina precisa acompanhar a novela “O Clone”, exibida sem saber o que vem”, conta. Dalila El Amira em 2001. Antes vista apenas Os ritmos mudam durante a em filmes, agora a dança do ventre é ensina apresentação e a dançarina tem que improvisar, em academias e acessível a todas as mulheres o que torna a apresentação mais complicada, que se propuserem a experimentar. Vista na mas também revela o nível de conhecimento Europa pela primeira vez em 1889, a dança da dançarina. “Nas competições a principal do ventre foi trazida à Paris por artistas de dificuldade é superar os próprios limites e não rua argelinos que se apresentaram na Mos- competir com outra dançarina, porque cada tra Mundial da cidade. Em 1893 a dança foi corpo responde à dança de uma maneira e cada apresentada em Chicago. No Brasil, a dança dançarina imprime sua personalidade na dança”, do ventre, limitava-se a poucos restaurantes explica. “Os homens também dançam a música como forma de entretenimento à colônia árabe, mas a versão masculina é outra coisa, árabe de São Paulo, na década de 1980. Até bem diferente da dança do ventre. Quando o que Jorge Sabongi decidiu criar a casa Chá casal dança junto é muito bonito, é como um Khan El Khalili, local que hoje é conhecido por flerte”, conta. difundir a dança do ventre e a cultura árabe Vantagens de modo geral. Quem nos conta mais sobre as curiosidades e características da dança do A dança do ventre traz muitas vantagens a ventre é a professora de dança e coreógrafa quem se propõe a praticar. De acordo com Dalila El Amira, que faz apresentações pelo Dalila, em relação ao corpo, a dança do ventre país, além de ensinar as bragantinas as inú- ajuda a queimar calorias, tonifica e enrijece meras possibilidade que o estilo proporciona. a musculatura do abdômen, pernas, braços, costas e glúteos, aumenta e ativa a circulação Dança sanguínea, proporciona reeducação postural, “A dança do ventre é pura técnica. E muito aumenta a flexibilidade e a resistência física, estudo”, explica Dalila. Ela, que vivencia o desenvolve a coordenação motora e melhora estilo há seis anos, diz que ainda tem muito o eixo de equilíbrio. Já em relação à estética, a que aprender. “As pessoas se iludem um pou- dança do ventre cria estímulo para dietas sauco em relação à dança do ventre. Imaginam dáveis e desenvolve a capacidade de ressaltar que é só mexer o quadril, que em um mês os pontos interessantes e atenuar os menos saberão dançar, não é assim”, fala. Mesmo favorecidos, trazendo o bem estar com o prósendo professora, Dalila também continua prio corpo. “Qualquer mulher pode praticar a sendo aluna. Sua professora é Lulu Sabongi, dança do ventre. Não importa se é magra, se um dos maiores nomes da dança do ventre é gordinha, se é idosa, se é criança. A dança no Brasil, com 22 anos de experiência. “Perto ajuda cada uma a se descobrir”. Para praticar dela eu não sei nada”, brinca. Para Dalila o a dança do ventre não é preciso se encaixar ao maior equívoco dos ocidentais em relação à um padrão pré-estabelecido. O essencial é se dança do ventre é confundir a sensualidade aceitar, a dança estimula a própria valorização, natural do estilo com sexualidade. “É uma é ela que se encaixa a cada corpo e não ao condança sensual, mexe com o feminino, não usa trário. “A dança do ventre é muito técnica e com apenas o quadril, mas o corpo todo”, diz. “O o tempo cada dançarina aprende a descobrir problema é que algumas pessoas usam a dança a si mesma dentro da técnica”, explica Dalila. de forma errada, ultrapassam alguns limites “Tenho aluna que começou super tímida, que que acabam distorcendo a essência da dança falava comigo com a cabeça baixa, e que hoje do ventre, que é da alegria e festa”, fala. Essa faz apresentação solo”, conta. No aspecto psidistorção ficou bem evidente quando Dalila foi cológico a maior vantagem da dança do ventre contratada para se apresentar em um hotel. é desenvolvimento imediato da auto-estima. “Era uma reunião de empresa e a platéia era A mulher passa a observar e perceber que tem formada por funcionários. Quando entrei, diversas qualidades que talvez nunca tenham sido eles começaram a falar e não paravam. Ouvi trabalhadas. “A dança do ventre aflora a feminilidade cada coisa! Precisei parar e pedir para que se tornando a mulher mais sensual sem ser vulgar”, calassem. Dancei apenas uma música e encer- fala Dalila. Além disso, promove a aceitação de rei apresentação, não havia condição”, conta. si mesmo, estimula a criatividade e desenvolve a Além de ter sido uma grande falta de respeito agilidade mental tanto na música quanto nos mopor parte da platéia, ainda foi um grande de- vimentos. A dança do ventre também trabalha sentendimento por parte da organização do a percepção sensorial, que cria a sensibilização evento acreditar que a dança do ventre é uma na mulher, de forma que sua leitura musical é forma de entretenimento para homens. “Não decodificada através de movimentos precisos existe isso, não existe olhar para a platéia em que a colocam em contato com seu tom sedutor, é uma apresentação de dança. interior e as próprias emoções.

Para os árabes, dança e música estão fortemente relacionadas, a dança é parte integrante da música

Dalila El Amira é professora e coreógrafa de dança do ventre há 6 anos. “A dança do ventre é pura técnica. E muito estudo”. Foto: cindia M

“Qualquer mulher pode praticar a dança do ventre. Não importa se é magra, se é gordinha, se é idosa, se é criança. A dança ajuda cada uma a se descobrir”.


Delícias 1001

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Petiscos em reunião animada Por deborah martin salaroli

Que tal aproveitar o fim de semana e este período de férias para juntar os amigos numa reunião informal e divertida? Hoje apresento sugestões de petiscos para beliscar enquanto o bate-papo rola solto.

Shimeji Você já ouviu falar em ‘shimeji’? Trata-se de um cogumelo comestível (é claro!) e riquíssimo em vitamina B12. Já tinha provado antes em restaurantes, mas não imaginava que era tão fácil de preparar. Arregacei as mangas e mãos à obra. Derreti numa panela 1 colher cheia de manteiga e refoguei 1 dente de alho fatiado. Lavei o shimeji (uma bandeijinha - 300g), rasguei em pedacinhos e levei também à panela, sempre em fogo baixo. Juntei 2 colheres de molho inglês (pode ser shoyo, mas o sabor muda completamente) e ½ xícara de suco de manga (ou outro). Deixei cozinhar por 5 minutos, acrescentei 1 colher de requeijão (ou creme de leite; ou nada mais), mexi bem e servi ainda quente, mas pode ser servido frio se desejar, com torradas e pãezinhos como aperitivo.

Anéis de cebola Haja cebola... Como é bom se afogar no aperitivo, antes do almoço. Essa cebola, acompanhamento típico de lanches, ficou demais! Agora um detalhe: se você não gosta de cebola, não deixe de provar porque até o mais enjoado dos humanos come, repete e mais que aprova! Fácil, fácil! Bati no liquidificador: 1 ovo ½ xícara de leite

½ colher (sopa) rasa de açúcar ½ colher (sopa) de sal 1 pitada de páprica doce ou picante ¾ xícara de farinha de trigo 2 colheres (sopa) de amido de milho ½ colher (sopa) de fermento químico Fatiei 1 cebola bem grande ou 2 pequenas em rodelas com 1 cm de espessura. Aqueci óleo de milho numa frigideira de boca larga. Esperei estar bem quente. Mergulhei cada anel de cebola na mistura e fritei lado a lado, sem deixar grudar. Depois de dourados, retirei os anéis, escorri bem e provei!!! Ficaram super sequinhos. Com uma cervejinha ou com um lanche.... hummmm! Me conta, me conta!!!

Casquinha de siri Esta é uma das entradas mais populares da praia, mas nem espero estar perto do mar para preparar. A combinação de temperos mais o gratinado dão um charme todo especial a esta receita. De vez em quando, não resisto a esta delícia. Preparei o recheio no dia anterior e montei na casquinha só momentos antes de servir. Misturei o caldo de 2 limões com ½ xícara de água, pimenta do reino e sal. Juntei ½ kg de carne de siri (descongelei conforme as instruções do pacote) e deixei descansar por 1 hora. Refoguei numa panela 2 colheres de margarina, 1 cebola média ralada, 2 dentes de alho e 4 tomates sem pele e sem sementes picados. Em seguida, adicionei a carne de siri escorrida mais o miolo de 1 pão francês embebido em ½ copo de leite, salsinha

e cebolinha. Deixei cozinhar por 10 minutos, mexendo de vez em quando.. Adicionei 1 vidro de leite de coco, 1 colher de farinha de trigo dissolvido no leite (em que o pão foi embebido) e 1 colher de parmesão. Não parei de mexer. Depois de bem cozido, acrescentei 3 gemas levemente batidas e já retirei do fogo. Recheei as conchas, pincelei com gema, polvilhe com uma mistura de farinha de rosca e parmesão ralado. Levei ao forno para dourar. Deborah Deborah Martin Salaroli, amante da culinária e a tem como passatempo por influência da avó paterna desde criança. Desde abril de 2010, é criadora e autora do blog www.delicias1001. com.br recheado somente de receitas testadas e aprovadas. Alguma sugestão ou dúvida? Mande um e-mail para delicias1001@uol.com.br Queridos amigos Tenho o prazer de divulgar o ‘nascimento’ do “Delícias 1001 Gastronomia criativa, eventos especiais”, que tem como idéia inovar, com novos pratos e opções de serviço criados a partir da culinária habitual, mesclando sabores, aromas e apresentação inusitada. Opção ideal para quem deseja reunir e surpreender pessoas com praticidade e elegância, em cardápios personalizados, cada evento é elaborado de acordo com seu perfil, sugerindo um menu criativo e sofisticado, ousado e saudável. Para organizar um evento com comidinhas diferentes em casa, é só me chamar (99401.7003). Fotos: Delícias 1001

Shimeji

onion rings

casquinha de siri


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olho vivo - dicas de segurança

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Como agem os

Ladrões nas lojas Por valmir aristides

Achei importante passar informações e contar casos que já vivenciei ao longo destes 22 anos em Bragança Pta e Região, na área de segurança. No caso de lojas, onde a maioria utiliza portas de aço de enrolar, a primeira preocupação é nunca esquecer de colocar aquele cilindro com miolo no meio da porta, onde deverá ser travado na lingueta que fica no piso. Este procedimento é importante, pois durante a madrugada os ladrões têm a paciência de ir de porta em porta de cada loja e as forçam e balançam para detectar se está travada com o cilindro ou não. Se não estiver, o ladrão mais forte (geralmente o ladrão adulto) levanta e entorta a porta alguns centímetros, largura suficiente para o outro ladrão (invariavelmente menor de idade e magro) entre pelo vão e vá rastejando até o caixa da loja para furtar os trocados, normalmente deixados de um dia para o outro e suficiente para que os ladrões possam adquirir as malditas pedrinhas de crack. O detalhe de entrar e sair rastejando se dá pelo fato de que a grande maioria dos sensores de detecção de movimento do alarme são instalados de maneira a não cobrir a superfície do piso, a título de não detectar animais rasteiros como ratos, gatos, etc... Portanto, é bastante conveniente que você faça um teste de detecção dos sensores do seu alarme e os ajuste para detecção, o mais próximo possível do piso, a fim de não permitir que uma pessoa, mesmo de porte pequeno, possa se movimentar sem ser detectado. Existe no mercado sensores que podem ficar diretamente apontados desde o piso até a altura de 2:10m e desprezam o corpo de até 20 kg. (Difícil vai ser achar um ladrão com menos de 20kg de massa.) Outra modalidade de ação dos ladrões é durante o dia, em pleno movimento do horário comercial, onde eles adentram o local e começam a identificar onde estão os sensores do alarme. Após identificá-los, eles passam a aguardar o momento em que ninguém esteja olhando e viram o sensor para a parede, justamente para que o mesmo não possa detectar o movimento no salão da loja. Pronto.... agora é só aguardar a loja fechar e escolher o horário da noite ou madrugada, onde o centro da cidade fica deserto, e é só escolher entrar ou pelo telhado, ou pela porta da frente, ou até pelo quintal e porta dos fundos, pois o alarme já deixou de ser problema para eles . Por isso é fundamental que você tenha a preocupação e disciplina

diariamente, antes de fechar a loja, observar se os sensores estão em posição de detecção de movimento nos ambientes da sua loja . Observe atentamente se existem pessoas, a princípio, um grupinho inocente (até pode ser), sentado naquele degrauzinho que sobra quando a porta da loja está fechada, namorando, tocando um violão ou para um bate-papo. Tome cuidado, pois muitos usam deste procedimento para poder arrombar as travas das portas e, enquanto sentados ali, não despertarão suspeitas . Outra facilidade que o centro da cidade oferece é o fato de existirem algumas construções antigas e normalmente sem lajes de concreto, que permitem o fácil acesso através do forro. É comum aparecerem telhas quebradas, pois a garotada da ¨pesada¨ nem precisa pular de um prédio para outro. Os telhados, na maioria, são unidos e permitem inclusive uma fuga mais confortável, pois se descobertos, eles fogem por cima. Neste caso, só cercando o quarteirão que é possível saber em que ponto eles vão descer. É recomendável que se faça uma grade de ferro na portinha do alçapão, normalmente existente nas construções mais antigas . Cola Super Bonder na fechadura: Esta é maneira que os ladrões se utilizam durante o horário comercial, normalmente em escritórios e consultórios onde eles dão um “jeitinho”, desapercebidamente, de injetar a cola transparente no miolo da fechadura a fim de que o comerciante não consiga trancar as portas internas do estabelecimento, propiciando que, ‘a noite, ele possa arrombar apenas a porta principal (porque as outras portas já estarão abertas e a ação será muito mais rápida e silenciosa). Se você perceber que a chave não está entrando no miolo, fique alerta, pois seu estabelecimento fatalmente foi escolhido como a próxima vítima. Alarme que vive disparando: Este é o prato predileto dos ladrões que habitam as madrugadas em nossa cidade, pois eles vão mapeando aqueles estabelecimentos em que sempre o alarme dispara, e ficam à espreita, observando se aparece alguma viatura de empresa de segurança, ou o proprietário, ou alguém responsável. Se isso não acontece, é só arrombar e entrar, mesmo com o alarme disparando, pois a vizinhança já estará acostumada com os constantes disparos do alarme e não vão estranhar a barulheira. Portanto não deixe de dar manutenção no seu sistema de segurança, sempre que ele tiver algum mau funcionamento .

Desligar a energia: Alguns casos de furtos, onde o alarme não disparou, foram motivados pelo simples desligamento do disjuntor que fica no padrão de entrada da energia no lado externo do imóvel. Os ladrões desligam o disjuntor no sábado, por exemplo, após a loja fechar e no domingo de madrugada (onde já houve tempo suficiente para a bateria do alarme descarregar) eles invadem a loja sem maiores dificuldades, através de um pé de cabra e uma lanterna. De vez em quando peça para um profissional de segurança fazer um teste na bateria do seu sistema de alarme, pois a vida útil de uma bateria de alarme é de 1 ano e após esse tempo a bateria começa a não armazenar carga suficiente ou deixa de abastecer o sistema com a corrente elétrica necessária. As pessoas tendem a confiar demasiadamente no alarme e esquecem que tudo que funciona 24h energizado, necessita de manutenção periódica. Hoje em dia é dificil encontrar um estabelecimento que não tenha um alarme com serviço de monitoramento. Isto porque as pessoas querem e precisam de segurança aliada a um mínimo de preocupações, e se possível, bem baratinho. Mas é ai que pode morar o perigo, pois se você não for exigente e não cobrar da prestadora de serviço os cuidados de manutenção rápida e comprovação do envio de plantonista sempre que seu alarme disparar, você estará entrando na fila da próxima vitima e o baratinho pode ficar duramente caro. Não tenha vergonha de cobrar, independente do quanto você gasta, com a segurança do seu patrimônio, e seja exigente e cauteloso nas contratações, pois não existe ninguém mais preocupado com os seus bens do que você mesmo. Na próxima matéria falarei sobre como os ladrões costumam agir nas residências em nossa região... Valmir Aristides, consultor de segurança e fundador da Eco Sistema Eletrônico Ltda- Empresa especializada em tecnologias e soluções em segurança. Formado em Eletrônica, tendo atuado na área técnica nas Empresas IBM-International Business Machines e ITT-International Telegraphs & Telecomunications, foi o Fundador-Presidente da REB-PM - Rede de Emergência Bragantina na Polícia Militar e atuou por 2 anos como Diretor do SPC – Serviço de Proteção ao Crédito na Câmara de Dirigentes Lojistas de Bragança Paulista (CDL).


comportamento

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Hormônio à flor da pele Criados para evitar gravidez e suspender a menstruação, implantes hormonais são valorizados por efeitos colaterais como perda de peso, redução de celulite e ganho de músculos Por THAIS BILENKY/folhapress

Implantes hormonais usados para contracepção e supressão da menstruação sempre foram controversos. Agora, que têm sido procurados para fins estéticos, estão mais controversos ainda. Mais de um milhão dessas drogas foram aplicadas no Brasil em 2011, segundo o endocrinologista Elsimar Coutinho, 82, precursor da técnica. Ele calcula que a procura tenha dobrado em dez anos. O aumento esperado para 2012 é de 20%. “Primeiro, você desincha. Depois, dá uma secada, perde celulite, ganha músculo, seu corpo fica duro e a textura da pele, mais firme”, descreve a modelo Talytha Pugliesi. Ela atribui o milagre ao implante à base de progesterona colocado há três anos. Pugliesi, 30, viu a medida do seu quadril cair de 91 para 88 centímetros. De quebra, o canudo enfiado sob sua pele a livrou da menstruação.

‘Chip’ fashion Outra adepta é a modelo Thaís Rumpel, 17. Ela foi orientada pela agência a ir à clínica do célebre ginecologista Malcolm Montgomery, pupilo de Coutinho. A “new face” chegou ao consultório com 62 quilos. Recebeu um tubo de elcometrina (à base de progesterona). Quatro meses depois, estava quatro quilos mais leve. “Muitas meninas põem o ‘chip’ e emagrecem. A metade das modelos usa. Com os hormônios desorganizados, eu engordava muito”, diz ela, cuja medida de quadril pulou de 98 para 93 centímetros. A agência não só indicou o tratamento à garota como adiantou os R$ 3.500 do custo, que a modelo terá de quitar depois de juntar dinheiro. A diretora da agência Elo, Renata Rodrigues, confirma ser comum o envio de profissionais para colocação de implantes: “Se a modelo se queixa de ganho de peso ou menstruação, a gente faz o procedimento, leva ao doutor Malcolm, faz todos os exames”.

Voz de travesti O tratamento pode causar efeitos colaterais como perda de cabelo, alteração na libido e mudança na voz. “Meu irmão fala que tenho voz de travesti”, diz

Pugliesi. O implante que ela usa tem testosterona. A atriz e modelo Letícia Birkheuer, 34, aderiu ao método aos 23 anos, para se livrar das cólicas, diz. Depois de oito anos, tirou o implante para ter filho e há cinco meses o recolocou. Ela engravidou quatro meses após a retirada. Ganhou 22 quilos na gestação. Seis meses após o parto, voltou à forma. Birkheuer diz que o implante a ajuda a manter os seus 65 quilos. “Até pelo fato de não inchar. E reduz muito a celulite, impressionante.” O implante é um tubinho de silicone com três centímetros de comprimento por um milímetro de diâmetro. Dentro há um mix de hormônios feito sob medida, segundo médicos que o prescrevem. É aplicado com uma espécie de injeção e anestesia local. Elcometrina é o nome de um dos mais usados. À base de progesterona, bloqueia a menstruação, reduz TPM, cólicas, enxaquecas e risco de endometriose, diz Montgomery. Dura uns seis meses. Segundo ele, ainda “acaba com o sobe e desce hormonal” e anula o efeito do estrogênio em alta, que retém líquido. “A angústia da fome diminui, os pacientes acabam perdendo peso”, diz ele. Mas a elcometrina reduz a libido. Por isso, é comum que o ginecologista associe testosterona à fórmula. Outro implante popular é a gestrinona, também à base de progesterona. É esse o tal que promete reduzir celulite e aumentar massa muscular. Mas causa acne e pode abrir o apetite, ao menos nos meses iniciais, de adaptação. Há ainda implantes à base de estrogênio e testosterona, manipulados para atingir o interesse do paciente.

Faltam estudos Especialistas questionam esse uso de implantes. O Conselho Regional de Medicina de SP alerta para efeitos colaterais e a sociedade dos endocrinologistas diz não haver bons estudos sobre a eficácia (leia ao lado). “Tenho 500 trabalhos científicos publicados em revistas médicas de peso”, rebate Elsimar Coutinho. Seu estudo mais recente foi publicado em setembro de 2006 na revista “Contraception”. Coutinho diz que a busca desses implantes

para melhorar a estética é “surpreendente”. Ele frisa que a terapia é parte de um programa de anticoncepcionais de efeito prolongado. “A pessoa valoriza mais o efeito colateral do que o resto, isso é comum.” Montgomery diz que só aplica implantes em pacientes com indicações médicas como puberdade precoce, menstruação volumosa, enxaqueca, cólica, endometriose, mioma ou menopausa. As doses de hormônio dos implantes são menores que as de pílulas anticoncepcionais, porque não passam pelo sistema digestivo, diz Coutinho. Um implante anual tem cerca de 300 miligramas. O cálculo da dose é individualizado. São considerados índice de massa corporal do paciente, idade, hábitos etc. A entidade dos endocrinologistas aceita como uma vantagem do implante o hormônio não ser processado pelo fígado. Mas aponta que há o risco de ser preciso tirar o implante com urgência. “Uma paciente usava implante com dose alta de estrogênio. Teve câncer de mama e não tinha como reduzir rapidamente a liberação do hormônio”, diz a médica Dolores Pardini, da entidade. Coutinho e Montgomery dizem que tiram o tubo no ato. O governo não aprova a comercialização de implantes de gestrinona e elcometrina e alguns tipos de testosterona. A venda é vetada, mas o material para fabricá-los, não. Médicos que receitam os implantes usam os manipulados na farmácia do centro de pesquisa criado pelo próprio Coutinho. O custo de um implante varia de R$ 700 a R$ 3.000. Entidades médicas criticam uso de implante para fins estéticos O uso de implantes hormonais para fins estéticos não é recomendado pelo Conselho Regional de Medicina de São Paulo, informa a endocrinologista Ieda Therezinha Verreschi, membro da entidade. “O conselho não apoia o uso de hormônio em implante para melhorar o aspecto físico. [Esse tratamento] só aumenta a musculatura, ‘desfeminiliza’ e cria pelo. Fica um ‘monstri-

nho’ a criatura. É quase que uma medicação para uma fantasia”, diz. A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia tem posição semelhante. “Não existem, até o momento, estudos com rigor científico que confiram credibilidade à prática”, afirma Dolores Pardini, presidente eleita do departamento de endocrinologia feminina e andrologia. De acordo com Ieda Verreschi, a progesterona não ajuda a emagrecer, pelo contrário. “É um hormônio anabolizante, aumenta a massa muscular com a incorporação de aminoácidos no organismo. Misturar testosterona e/ou estrogênio piora. A maioria que usa engorda.” Segundo a endocrinologista, a progesterona é também um anestésico central e pode ter efeito tranquilizante. “Mas é muito discreto e não é isso que vai melhorar a angústia, a TPM”, acrescenta. Ela conta um caso de uma paciente que usava implante de progesterona para parar de menstruar e teve alterações no ritmo de sono, “cochilava durante o dia e ficava acordada durante a noite”. “Ela precisou parar de dirigir e teve um ganho de peso imenso. É uma reposta individual, não dá para generalizar [os efeitos].” Sobre a promessa de acabar com a celulite, Verreschi afirma que não existe um tratamento hormonal com esse efeito. “A gordura revestindo o corpo feminino tende a fazer celulite. Não é botando progesterona ou testosterona que vai diminuir.” registro vencido A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) não aprova a comercialização de gestrinona, elcometrina e alguns tipos de testosterona em implantes. Segundo a assessoria de imprensa da agência, esses produtos tiveram registros, mas a documentação caducou há pelo menos dez anos. A Covisa (Coordenação de Vigilância em Saúde) de São Paulo, após ser procurada pela reportagem, localizou estabelecimentos que comercializam o produto irregularmente. Até o fechamento desta edição, um deles, cujo nome não foi informado, foi autuado, mas poderá recorrer.


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Caderno

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Foi com muita alegria que fotografei o casamento da Milena com Fernan-

muito romântico.

do. Um casal pra lá de descolado! Impressionante como um completa o

Depois dos cumprimentos dos pais e padrinhos os dois passaram pela

outro. São duas pessoas de sorriso fácil e extremamente de bom humor.

nave da Igreja numa descontração contagiante. Depois aproveitamos para

É impossível ficar perto deles sem dar boas risadas.

dar uma voltinha e fazer mais algumas fotos. Na sequencia seguimos até

O making of da Milena aconteceu no Art’n Noivas onde o Lulu e a sua

o Bufet do Casa Buona onde o casal ofereceu uma linda recepção com

equipe deixaram ela linda de noiva.

muito carinho para os convidados. A festa entrou madrugada a dentro

A cerimônia religiosa foi na Catedral que estava impecavelmente decorada

com muita descontração e alegria, o casal rodeado pelos amigos, apro-

com flores de tons branco e vermelho o que a deixava mais bonita ainda.

veitaram até o último momento. Mais um dia inesquecível!

Quem presidiu a cerimônia foi o querido Pe. Marcelo que, com muito carinho, conduziu as palavras emocionando a todos. Após prometerem amor e fidelidade pra toda vida os dois trocaram as alianças num clima


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por Rodrigo Machado/Auto Press foto: divulgação

A cada ano o mercado brasileiro fica mais competitivo, atraindo novas marcas, todas de olha na sua fatia do bolo. Mas como os segmentos são basicamente os mesmos, a saída para as empresas é procurar lacunas estratégicas e diferenciações mercadológicas para seus modelos. No caso do ano de 2013, aparentemente a maioria dos novos veículos lançados vai focar na tecnologia embarcada para conquistar o consumidor. O que prova que, aos poucos, o Brasil mostra que tem massa crítica para ter automóveis mais modernos. Coisa típica dos mercados mais maduros. Boa parte desses novos modelos será fabricada no Brasil, principalmente por conta dos estímulos tributários à produção local promovido pelo programa governamental Inovar-Auto. A Peugeot, por exemplo, chega com um produto recém lançado na Europa. A marca francesa vai lançar em abril o 208, compacto que foi apresentado mundialmente no primeiro trimestre deste ano. A produção será em Porto Real, no Rio de Janeiro, onde também já é feito o Citroën C3, carro com quem ele compartilha a plataforma. Os motores também devem ser iguais aos do C3. Espera-se, portanto, um 1.5 de 93 cv e um 1.6 de 122 cv. O diferencial do 208 deve ser a lista de equipamentos, mais recheada e com direito a sistema de entretenimento com tela sensível ao toque. Outro que vai ganhar cidadania brasileira é o New Fiesta. A Ford vai fabricar o modelo no Brasil a partir de 2013 e pretende diversificar a linha com versões mais simples e mais baratas. Uma das grandes dúvidas para 2013 é em relação à sétima geração do Volkswagen Golf. O médio foi apresentado na Europa no Salão de Paris e já foi especulado diversas vezes para chegar ao Brasil. Ele viria para – finalmente – aposentar o Golf de quarta geração, ainda à venda por aqui em uma versão com alguns “facelifts”. Uma das possibilidades é que ele seja feito em São José dos Pinhais, no Paraná, e seja vendido com motor 1.4 turbo e câmbio de dupla embreagem nas versões mais caras. A produção do novo Golf em solo nacional pode até abrir espaço para a fabricação do novo Audi A3 no Brasil. Os dois modelos compartilham diversos elementos e a Audi já até afirmou que pretende voltar a fazer carros no Brasil. De qualquer maneira, a nova geração do A3 será importada a partir de fevereiro. Além de Volkswagen, Hyundai, Ford e Citroën devem dar atenção ao segmento de hatches médios no ano que vem. A fabricante coreana vai iniciar as importações da segunda geração do i30 já em janeiro. E com preços bem mais salgados. Mais equipado, o novo i30 vai custar cerca de R$ 70 mil e vai ser equipado com o motor 1.6 flex de

128 cv que é usado pelo HB20. Já a Ford e Citroën vão continuar investindo em suas fábricas argentinas para as novas gerações de Focus e C4. O Ford deve manter o motor 2.0 Duratec em algumas versões, mas terá um 1.6 Ecoboost nas configurações mais caras. Já o C4 vai apostar em um desenho mais elegante e com menos curvas do que o atual. Também está prevista uma variante com motor 1.6 THP ainda para 2013. Outra marca que aposta nos médios é a Nissan. A fabricante japonesa vai importar do México a nova geração do Sentra, sedã que ficou mais elegante e ganhou alta dose de conforto a bordo. Ainda entre os sedãs médios, a Honda vai lançar versões do Civic com o mesmo motor 2.0 do CR-V ainda em janeiro. Os hatches premium também terão espaço em 2013. Além do Audi A3, a Mercedes vai importar a nova geração do Classe A. O modelo está mais esportivo, com linhas inspiradas e motores turbo para deixar o comportamenteo ainda mais “nervoso”. A Volvo também renova o seu concorrente na briga. A marca sueca aposenta o C30 e apresenta o versátil V40. Com carroceria no estilo Sportback, com mais espaço para bagagens, o carro se destaca também pela alta dose de segurança embarcada. Há até airbag para pedestres, que é acionado em caso de atropelamentos. Depois de ter sido a marca mais “novidadeira” de 2012, a Chevrolet vai continuar em 2013 com a mesma estratégia. Mas, além das novas gerações de modelos já presentes no mercado, a marca norte-americana vai se aventurar em novos segmentos. Um deles é o de utilitários compactos. A venda do Tracker no Brasil já está confirmada, para disputar mercado com o Ford EcoSport e o Renault Duster. O modelo será importado do México e deve receber o motor 1.8 de 140 cv igual ao do Cruze. O extremo superior do mercado não será esquecido. A Land Rover prepara para o início do ano o lançamento da nova geração do Range Rover Vogue. Com ainda mais tecnologia embarcada, visual renovado e uma redução de peso de mais de 400 kg em relação ao modelo anterior, dependendo da versão. O jipão chega na faixa dos R$ 500 mil. O ano que vem também deve marcar um retorno bem esperado. A Fiat ainda não dá como certo, mas a volta da Alfa Romeo ao Brasil é bem provável para 2013. Os carros da fabricante italiana seriam vendidos nas concessionárias da Chrysler, integrante do Grupo Fiat. O mais cotado para ser vendido aqui é o MiTo, compacto feito na plataforma do Punto europeu – mais moderno que o brasileiro, com direito a suspensão traseira multilink – e que tem sob o capô o moderno motor 1.4 MultiAir.

Citroën C4 foto: divulgação

Alfa Romeo MiTo Luiz Humberto Monteiro Pereira/Carta Z Notícias

Land Rover Range Rover foto: divulgação

Mercedes Benz Classe A


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Notícias

automotivas por Augusto Paladino/autopress

Para depois da Copa – A futura sétima geração do Impala já foi apresentada pela Chevrolet faz tempo. Mas a chegada do modelo ao mercado norte-americano ainda vai demorar. A própria fabricante avisou que a produção do sedã só vai acontecer no segundo semestre de 2014. Ele será feito na fábrica de Oshawa, no Canadá, que faz atualmente a sexta geração do modelo. O novo Impala foi o primeiro carro que quebrou com a atual identidade visual da Chevrolet e não traz a grade dianteira bipartida. No ritmo da “black music” – A Chrysler se aliou à tradicional gravadora Motown para criar uma versão especial do sedã 300C, denominada Motown Edition. O carro traz detalhes exclusivos, como rodas de 20 polegadas, apliques cromados no exterior e de madeira no interior, além de bancos revestidos em couro branco. Outro destaque é o sistema de som feito pela empresa Beats e que já vem com 100 músicas de artistas consagrados pela Motown, como Marvin Gaye, Stevie Wonder, Jackson Five e Diana Ross, por exemplo. A sede da Chrysler fica na cidade de Auburn Hills, na região metropolitana de Detroit. A Motown foi fundada em Detroit, no final dos anos 50. Foco no luxo – A Ford vai voltar a “dar atenção” à Lincoln, sua divisão de modelos de luxo. A gigante norte-americana diz que está criando um recomeço para a marca e que os novos carros vão ter qualidade na construção, estilo e alta tecnologia embarcada. O primeiro veículo desta nova fase da Lincoln é o

MKZ, sedã feito na plataforma do Ford Fusion. Ele pode ter sob o capô motores de 240 e 300 cv e ainda vai contar com uma variante híbrida. Híbridos na moda – A Lexus atingiu a marca de meio milhão de veículos híbridos comercializados. O número surgiu sete anos depois de introduzir o primeiro modelo do tipo em sua gama, o utilitário RX400h. O mais vendido é exatamente o RX que já teve 249 mil unidades emplacadas. O segundo é o hatch CT200h, que usa a base do Toyota Prius, com 122 mil exemplares vendidos. Hoje a linha híbrida da Lexus é composta dos sedãs GS, LS, HS e ES, além é claro do RX e do CT. Direitos iguais – As mulheres, que sempre buscam a igualdade de direitos em relação aos homens, passarão a receber tratamento igualitário no que diz respeito ao seguro de automóveis. A Comunidade Europeia decidiu acabar com as diferenças entre gêneros em qualquer relação comercial. Evidentemente, isso chegou aos valores pagos nas apólices de seguros. A medida, que já está em vigor, aumentou o preço para as condutoras enquanto reduziu a tarifa para os homens até que se alcançasse o meio termo. O único fator que será levado em consideração será a idade, já que estudos confirmam que os jovens se envolvem em muito mais acidentes que os mais velhos. Ao que se saiba, até o momento nenhuma associação europeia de jovens encaminhou o seu prostesto.


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