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Braganรงa Paulista

Sexta

16 Novembro 2012

Nยบ 666 - ano XI jornal@jornaldomeio.com.br

jornal do meio

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para pensar

Jornal do Meio 666 Sexta 16 • Novembro • 2012

Expediente

Um lugar para a

Mons. giovanni baresse

Gratuidade

Que vivemos em sociedade consumista não é novidade. A criação de necessidades, mola precursora e impulsionadora desse sistema, é palpável e invasiva. Para quem “zapeia” TV é fácil ter ofertas de infinidade de facilitações para o que não é necessário. Cria-se o “Mas a gente não sabe se um dia vai precisar!” Daí é melhor prevenir! Olhando as revistas semanais de informação (três delas bem conhecidas e de grande circulação) vemos que quase a metade, senão mais, das páginas são dedicadas à propaganda. O poder aquisitivo é o critério usual pelo qual costumamos julgar as pessoas. Você vale pelo que tem. Percebemos que as relações sociais são determinadas pelo poder econômico. Também quando o dinheiro não é ganho de forma lícita! Paradoxo dos paradoxos: nesta semana os bancos espanhóis resolveram não mais acionar as pessoas que não estavam conseguindo pagar os débitos hipotecários de suas residências. Muita gente está desempregada

e não tem recursos para pagar as mensalidades. Com isto o número de suicídios aumentou assustadoramente. Para não arcar com esse peso social os conglomerados do dinheiro resolveram “afrouxar” o laço. Medida inédita: os bancos deixando de ganhar (porque perder nunca perdem!). A justificativa religiosa para o acúmulo da riqueza se baseia na chamada teologia da prosperidade muito presente em determinadas pregações. No Primeiro Testamento bíblico a mentalidade era de que a pessoa rica era abençoada por Deus. Os que não tinham dinheiro e bens não eram abençoados. Os profetas se insurgem contra este modo de ver e que impulsiona certo modo de agir. Mostram que Deus está do lado dos pobres e que a riqueza, muitíssimas vezes, se transforma num ídolo que desvia do caminho da justiça. Diversas páginas bíblicas apresentam a gratuidade como chave para que a desigualdade que gera maioria de necessitados e minorias que tem o supérfluo possa

desembocar numa convivência que dê a todos possibilidade de vida digna. Destaco aqui um trecho do livro dos Reis (1 Rs 17,10-16). Conta-se a epopeia do profeta Elias contra a presença do deus Baal no meio do seu povo. Baal era o deus da chuva, da fertilidade. Seu culto tinha sido introduzido pela rainha fenícia Jezabel. Era um deus sedutor para um povo cujo território era na maior o parte inóspito. Quando chega a grande seca os adivinhos de Baal culpam Elias. Ele deve fugir. Encontra, numa cidadezinha (Sarepta), uma viúva que não tendo mais quer um punhadinho de farinha e um pouco de óleo se prepara para fazer a última refeição com o filho para depois esperar a morte. O profeta lhe pede comida e lhe promete que a gratuidade de seu socorro não ficaria sem resposta. A mulher acode o profeta. Diz o texto bíblico que não mais lhe faltou o necessário. Penso que a lição é facilmente percebida: a disponibilidade e desprender-se do pouco gera solução para um

drama. A lição que se pode tirar para os nossos dias me parece bem clara. A melhor distribuição dos recursos (que não são escassos como a farinha e o óleo da viúva) dará condição para que todo ser humano possa se realizar e viver. Não se trata de desprendimento quixotesco. Trata-se de uma ação política que faça do meio econômico um meio para chegar ao mundo real dos mais pobres. Dando-lhes condição de assumir, com suas forças, o próprio destino. Ações pontuais como Bolsa Família servem para encaminhar situações imediatas. Somente isso, porém, não soluciona a causa da disparidade injusta. Há necessidade de ações que promovam as pessoas na sua qualificação, no seu preparo. Há que se buscar aplainar os caminhos que impedem a ascensão social que não fica limitada só na questão do dinheiro e de bens. Mesmo porque ter dinheiro significa poder comprar uma porção de coisas. Talvez quase tudo. Mas não dá chance de comprar dignidade,

Jornal do Meio Rua Santa Clara, 730 Centro - Bragança Pta. Tel/Fax: (11) 4032-3919 E-mail: jornal@jornaldomeio.com.br Diretor Responsável: Carlos Henrique Picarelli Jornalista Responsável: Carlos Henrique Picarelli (MTB: 61.321/SP)

As opiniões emitidas em colunas e artigos são de responsabilidade dos autores e não, necessariamente, da direção deste orgão. As colunas: Casa & Reforma, Teen, Informática, Antenado e Comportamento são em parceria com a FOLHA PRESS Esta publicação é encartada no Bragança Jornal Diário às Sextas-Feiras e não pode ser vendida separadamente. Impresso nas gráficas do Bragança Jornal Diário.

respeito, competência e, enfim, aquilo que chamamos de valores éticos. A questão da gratuidade se coloca em dimensões individuais e sociais. De cidadãos e de atos de governo. O uso correto do dinheiro público abre o horizonte para que as pessoas tenham educação e possam assumir suas responsabilidades. A gratuidade no sistema econômico se coloca em olhar a pessoa como sujeito e em dar-lhe condições de desenvolvimento. Desafios para os nossos tempos. Quer pela usura de quem tem e gerencia dinheiro, quer pela acomodação dos que só querem receber.


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Enfim, sós

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Em entrevista, Mauricio de Sousa fala do casamento de Mônica e Cebola e de projetos para os personagens

Por RODRIGO LEVINO /folhapress Ilustração Adams Carvalho

Imagine passar a infância aos trancos e barrancos com um amigo que enche a sua paciência (e você sempre revida usando um coelho de pelúcia) e, na adolescência, se descobrir apaixonada por ele. Tem mais: a paixão, até então disfarçada, se transformar num casamentão. Foi o que aconteceu com Mônica e Cebolinha (agora Cebola), personagens do quadrinista Mauricio de Sousa, 76, nesse fim de semana, quando chegou às bancas a 50º edição da versão adolescente da HQ. “Sou um pai levando a filha ao altar, sabe? Desejando tudo de bom, mas com aquela pontinha de angústia. Vai ser difícil superar”, disse Sousa, rindo, ao “Folhateen”. Apesar do cuidado de “pai”, para ele, “o casamento do século” foi o curso natural diante do rumo que a história tomou em maio de 2011, quando os dois trocaram o primeiro beijo. A curiosidade dos leitores na época foi tão grande que a revista atingiu um recorde de vendas que ainda se mantém: 600 mil exemplares. O envolvimento dos dois, no entanto, não agradou a todos. “Teve gente que me escreveu dizendo que eu tinha matado a infância dos leitores”, conta Sousa. A temperatura dessas respostas apaixonadas, em cartas, e-mails, blogs e redes sociais, ele mede com a ajuda de uma equipe de redatores e psicólogos. Juntando tudo, se forma mais ou menos o retrato do que o público espera do enredo. No caso do amor entre a ex-dentuça e o garoto que trocava “erres” por “eles”, a maioria aprovou. Daí para o altar, foi um pulo. Quer dizer, 16 edições. “Mais uma vez será o público que definirá o que deve acontecer a partir de agora”, garante ele. Indagado se o casamento não seria uma solução conservadora, numa época em que adolescentes preferem “ficar” a ter relacio-

namentos sérios, Sousa fala da sintonia com seus leitores. “A maioria deles é conservadora, gosta de saber o que vai acontecer. Parece novela, que a gente sabe como termina, mas continua vendo.”

Folhetim E é como uma novelinha que o autor vê o futuro dos suas principais criações. “Minha ideia é criar um novo folhetim em que os personagens cresçam junto com o leitor”, conta. A meta do novo projeto é atingir leitores no começo da vida adulta. Adequações às questões dessa fase como trabalho, faculdade e relacionamentos serão o mote das tramas. Evolução que ele tem realizado aos poucos, desde o começo da versão adolescente do quadrinho. Cebolinha virou Cebola, e, com ajuda da fonoaudiologia, agora só troca “erres” por “eles” quando está nervoso -o que não é raro. Sansão, o coelhinho azul de Mônica, já não resolve as diferenças entre os dois. O diálogo é que freia o ciúme. A edição comemorativa que está nas bancas capricha nas reviravoltas. Até que o casamento aconteça, haja briga, reconciliação e muito trabalho com os preparativos da festa. sempre com a ajuda dos amigos (Cascão, Magali etc.). Com humor, Sousa soltou nos diálogos referências à infância do casal e a episódios de quando não sabiam o tanto de amor que sentiam um pelo outro. Enquanto a vida dos dois se desenrola na versão crescidinha da revista, a infantil segue a mil. Atualmente, as revistinhas da “Turma da Mônica” são vendidas em 44 países, traduzidas para 15 idiomas. “Ano que vem, a personagem (Mônica) completa 50 anos de sua criação e estamos preparando uma festa de arromba”, diz o autor.

É de esperar coisa grande. Só a edição com o casamento tem 132 páginas.

Bodas em quadrinho Outros casamentos de personagens clássicos de HQs 1965 Reed Richards e Sue Storm Primeiro casamento do gênero, a festa do Sr. e da Sra. Fantástico quase foi estragada por uma invasão de vilões 1977 Kit Walker (Fantasma) e Diana Palmer Filha de uma família de alta sociedade, Diana abandona o mundo civilizado e vai viver com o Fantasma nas selvas de Bengala 1986 Bruce Banner (Hulk) e Betty Ross Como o casamento do Fantástico, a festa de Banner e Betty por pouco não deixa de acontecer, ao virar alvo do principal vilão do herói

1987 Peter Parker e Mary Jane Watson Após inúmeros desencontros, o Homem Aranha e Mary Jane Watson assumem a paixão e se casam em uma edição especial 1994 Scott Summers e Jean Grey Para a surpresa de quem acompanhou um dos namoros mais turbulentos das HQs, Summers e Jean, de “X-Men”, se casam com grande festa 1996 Clark Kent e Lois Lane Depois de terminar o noivado com Kent, Lois muda de país. Por pouco tempo. De volta, invade a redação do “Planeta Diário” vestida de noiva e pede o Super-Homem em casamento 2012 Jean-Paul Beaubier e Kyle Jinadu Em junho deste ano, o mutante Estrela Polar casou com Kyle Jinadu, sendo o primeiro casamento gay da história dos quadrinhos


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colaboração SHEL ALMEIDA

O empreendedor social é aquele que arborizada, mais florida. Suas ações sempre reconhece os problemas de determi- foram voltadas aos alunos de escolas públicas nada comunidade e encontra meios em especial, difundindo princípios de ética, para resolvê-los ou, ao menos, diminuí-los. Ele cidadania e meio ambiente”, destacou Maria é um empreendedor diferente do tradicional, Cristina. “Ela não era ‘ecomodista’. Sempre foi que visa o lucro. O que o ele pretende é au- envolvida com a terra, muito antes de se falar mentar o retorno social e fomentar mudanças. em preservação do meio ambiente”, declara O empreendedor social é aquele que enxerga a filha Leilah Stéfani Carlini, que recebeu a possibilidade e esperança onde ninguém vê. homenagem do Coletivo Socioambiental em Foi pensando em oferecer reconhecimento nome de D. Helô. “Ela foi a primeira mulher a àqueles que ‘fazem a diferença’ que o Cole- ingressar no curso de agronomia da Faculdade tivo Socioambiental decidiu, pela primeira de Viçosa. Só não concluiu o curso pelo assédio vez, homenagear pessoas que se destacaram que sofria”, conta. “A razão da vida dela era em trabalhos socioambientais voluntários a natureza”, completa. “Essa homenagem é na comunidade bragantina, pessoas que são uma satisfação por saber que o pensamento empreendedoras sociais. A comemoração de vida da minha mãe foi reconhecido por aconteceu durante o IV Cine Debate, evento outros, além da família”, conclui. promovido anualmente pelo Coletivo Socio- O envolvimento também faz parte da vida de ambiental e que tem a intenção de ampliar os João Fabiano de Godoy Silva. Há 25 anos ele conhecimentos a respeito do meio ambiente integra o movimento escoteiro. Atualmente é por meio de cultura e reflexão. “Como o tema Diretor Presidente do 18º Distrito Escoteiro, deste ano era ‘O que te move’ resolvemos ho- composto por grupos de Atibaia, Socorro, menagear pessoas Pinhalzinho e de que se moveram, Bragança . João que fizeram alguma Resolvemos homenagear pessoas que é, ainda, um dos coisa para mudar e dise moveram, que fizeram alguma coisa fundadores a realidade, seja retor administrapara mudar a realidade, seja porque tivo do GEBRAPA porque estavam incomodados com estavam incomodados com algo ou (Grupo Escoteiro algo ou porque se Bragança Paulista). porque se apaixonaram por algo Entre os projetos apaixonaram por algo”, explica Maria que coordena no Maria Cristina Cr istina Muñoz grupo estão os de Franco, coordemeio ambiente, nadora do Coletivo Socioambiental e da Sala artesanato e de inclusão de jovens. “Pra mim Verde Pindorama. “Várias pessoas mereciam foi uma surpresa a homenagem do Coletivo o prêmio. Optamos por destacar aquelas que Socioambiental. Fico muito feliz, pois esse tinham o viés socioambiental em suas ativida- reconhecimento representa o trabalho de des”, diz. “Esperamos que o prêmio funcione todos os adultos do GEBRAPA”, fala. “Minha como estímulo e reconhecimento”, completa. idéia sempre foi fazer um grupo escoteiro Os homenageados foram Heloísa de Lócio e diferenciado, que pudesse atender jovens de Silva Stéfani (in memorium), João Fabiano todas as classes sociais e também promover a de Godoy Silva e Célia de Lima, a Celinha. inclusão de jovens com síndrome de down, entre Quem acompanha as edições semanais do outros e, principalmente, que dentro da sede Jornal do Meio certamente se recordará de escoteira tivesse cursos para melhor qualificar Celinha, que foi matéria de capa duas vezes. os jovens bragantinos,” explica. “Minha força A primeira, em abril de 2011, contou sobre a motivadora é a boa base familiar que recebi. festa de Páscoa que Célia prepara anualmente Cada dia levanto com a idéia de retribuir aos para as crianças do bairro onde vive, o Toró. jovens o que as pessoas que passaram por A segunda, em março de 2012, contou sobre minha vida fizeram por mim”, conclui. a biblioteca comunitária que Célia está montando em sua casa. “Foi através da reportagem do Jornal do Meio que ficamos sabendo do Celinha vem transformando os lugares por trabalho da Célia”, contou Fernanda Gutierrez onde passa há sete anos. É impossível conversar Batista, do Coletivo Socioambiental. Assim com ela sem se sentir tocada pelo entusiasmo como o coletivo, o Jornal do Meio procura, de com que fala das ações que promove junto as alguma forma, ajudar a trazer reconhecimento criança do Toró e Torozinho. “Não existe nada àquelas pessoas que fazem a diferença, pois para a gente amar mais no mundo do que as são essas pessoas que conseguem mudar o crianças”, fala. “Tento proporcionar a essas mundo. Foi assim com Celinha. crianças pelo menos alguns momentos felizes”, diz. Todo o trabalho de Célia é feita com a ajuda de doações. Na Páscoa, ela arrecada doces, no Todas as pessoas podem realizar mudanças Natal, brinquedos e durante o resto do ano, positivas. Qualquer um pode ser um empre- livros. “Coloco todo o carinho que tenho ali, endedor social, basta se conscientizar do seu nos doces e nos brinquedos que dou a elas,” fala. poder de transformação, pois é dessa forma “Meu foco agora é a biblioteca comunitária e as que se modifica o mundo. Se pretendemos criar crianças do Torozinho”, conta. “Agora no Natal um mundo melhor para todos, todos devemos vou levar para cada uma delas um panetone, fazer parte da ação. É preciso envolvimento, um brinquedo e um livro”, diz. “Quero ir de seja em questões ambientais, culturais ou casa em casa pra cadastrar as famílias. Algumas sociais. Cada um pode promover mudanças crianças são deficientes e não conseguem ir aos poucos, alterando o que está ao redor, até onde faço a festa, aí vou conhecê-las pra começando com a própria casa, depois com saber que tipo de brinquedo devo dar a elas”, a rua, o bairro, a cidade e assim por diante. explica. “Para as famílias mais carentes quero Foi esse envolvimento que fez parte da vida ver se consigo também dar uma cesta básica de D. Heloísa de Lócio e Silva Stéfani, mais porque não adianta eu dar brinquedo pra elas conhecida como D. Helô. Ela foi umas das se estão com fome”, analisa. “A homenagem é primeiras pessoas em Bragança a se preocupar um incentivo, fiquei muito feliz. Quero agora com questões socioambientais, sendo uma das é continuar com esse meu trabalho,” diz. Asvoluntárias do extinto Grupo Eco, pioneiro sim como todo empreendedor social, Celinha na defesa do meio ambiente na cidade. “Ela acredita que é possível. E é essa crença sempre lutou por uma cidade mais limpa, mais que transforma o que faz em realidade.

Transformação

O foco do trabalho de Célia são as crianças do bairro do Torozinho. “Não existe nada para a gente amar mais no mundo do que as crianças”.

João faz parte do movimento escoteiro há 25 anos. “Cada dia levanto com a idéia de retribuir aos jovens o que as pessoas que passaram por minha vida fizeram por mim”

Envolvimento

Ações do Coletivo Sociambiental. Qualquer um pode ser empreendedor social, basta estar ciente do seu poder de transformação


Delícias 1001

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Sobremesas

práticas e fáceis Por deborah martin salaroli Fotos: Delícias 1001

Sem tempo para cozinhar? Você deseja fazer uma sobremesa para aquela ocasião especial, mas não sabe o que fazer? Hoje em dia queremos receitas simples, algo que não nos dê muito trabalho e que agrade o paladar de todos. Então confira estas receitas de sobremesas fáceis de fazer.

Pavê de chocolate vapt vupt

Uma sobremesa rápida, simples e que sujasse apenas uma tigela... Foi assim que eu cheguei a essa receita. Estava com pressa (como sempre) na cozinha, tinha ‘visita’ para o almoço e precisava de uma delícia usando apenas os ingredientes que tinha à minha disposição. Abri meu velho e bom caderno de receitas e encontrei esse pavê de chocolate. Batizei de ‘vapt vupt’ pela rapidez da coisa. Poderia ser também ‘the flash’, ‘pá pum’, ‘rapidão’, ...alguma outra sugestão? Misturei numa tigela: 2 latas de creme de leite sem o soro 1 lata de leite condensado 1 xícara de chocolate em pó (não use achocolatado) Numa travessa, montei em camadas bolacha maizena (ou Maria) umedecida em leite adoçado, creme de chocolate e chocolate branco picado grosseiramente. Repeti essas mesmas camadas até que finalizei com o creme. Polvilhei chocolate granulado por cima. Mantive na geladeira até o momento de servir. Umas 2 horas já são suficientes. E deu nisso aí... Veja só a foto!

Manjar com calda de vinho

Manjar é uma sobremesa deliciosa, mas acertar o ponto do amido de milho não é fácil não: se colocar muito, fica duro; se pôr pouco, ninguém consegue cortar e tem que comer com a colher. Essa receita dá exatinha! Ele fica firme, mas macio. Não preciso dizer mais nada, porque é sucesso na certa. Esta receita ganhei de minha irmã, que sempre faz e acerta como ninguém.E para acompanhar, esta calda de vinho e uvas passas dá um toque especial à delícia. Comecei pela calda. Fiz (rapidamente) assim: Derreti numa panela 1 xícara de açúcar com 1 pauzinho de canela em pau e 5 cravos da índia. Assim que estava em ponto de caramelo bem claro, joguei para dentro uns 250ml de vinho tinto (que estava encostado na geladeira) e uns 100g de uvas passas. Em fogo baixo, deixei tudo se dissolver e esperei que esfriasse para utilizá-lo, finalmente. Para o manjar, levei ao fogo, numa panela grande: 1 litro de leite integral 1 lata de leite condensado 4 colheres (sopa cheia) de amido de milho

1 vidro de leite de coco (200ml) 3 colheres de coco ralado (pode ser o seco de pacotinho) Mexi sempre até engrossar. Cozinhei bem por uns 10 minutos. Coloquei numa forma molhada com água e levei à geladeira por 8 horas. Outra sugestão de calda de ameixas... Deixe 200g ameixa preta seca de molho em 3 xícaras de água por 1 hora. Numa panela, derreter 2 xícaras de açúcar em ponto de caramelo. Misturar a água da ameixa e por último as ameixas. Deixa no fogo médio por 10 min. para engrossar.

Doce de aletria

Sempre que eu vou ao Mercadão em SP ‘preciso’ comer um pedaço deste doce numa tenda árabe, cheia de sobremesas com nomes impronunciáveis. Aprendi aletria com uma amiga e agora passo a vocês. Fiz assim: Peguei 1 (500g) pacote de macarrão cabelo de anjo (bem fininho) e reservei uns 3 ninhos (achei muito!!! - Guarde esse tanto para uma sopinha.) Esfarelei levemente e joguei dentro de uma panela bem larga com 200g de margarina. Fritei bem até dourar. Coloquei numa travessa um pouco mais da metade do macarrão. Recheei com uma mistura feita com 400g de ricota fresca amassada com um garfo, 1 lata de leite condensado e 1 xícara de nozes picadas grosseiramente. Completei com outra camada do restante do macarrão, cobri com papel alumínio e levei ao forno 180ºC por 20 minutos. Enquanto isso, fiz uma calda com 3 xícaras de açúcar, 2 xícaras de água e um pouco de nozes. Levei ao fogo bem baixinho, mexendo de vez em quando. Assim que acabou o tempo de assar, joguei essa calda por cima. Levei à geladeira e servi no dia seguinte. Detalhe: Pode ser usada uma travessa maior, que deixará o doce mais fino, ou menos (como eu fiz), deixando-o mais alto. Vai de gosto. Devo confessar que deveria ter feito numa maior. Deve ficar mais úmido por dentro.

Pave de chocolate e bolachas

calda de uva

Deborah Deborah martin salaroli, amante da culinária e a tem como passatempo por influência da avó paterna desde criança. Desde abril de 2010, é criadora e autora do blog www.Delicias1001. Com.Br recheado somente de receitas testadas e aprovadas. Alguma sugestão ou dúvida? Mande um e-mail para Delicias1001@uol.com.br

Doce de aletria


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comportamento

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Mendigos de Buda Sem dinheiro, alimentos ou objetos pessoais, zen-budistas e simpatizantes participam de retiro de rua em São Paulo, experiência que inclui dormir no chão, dividir refeições com desabrigados e aprender a pedir

por ALESSANDRA KORMANN /FOLHAPRESS

Feriado de Sete de Setembro. Sol, céu azul, mais de 30’C. Dois milhões de carros deixam a capital. Um grupo de 23 pessoas, entre empresários, estudantes e profissionais liberais, começa outra viagem, bem diferente. O destino deles é o centro de São Paulo, em cujas ruas vão morar por quatro dias e três noites, dividindo o espaço com os sem-teto da região. “Já viajei muito, já estive no Japão, na Índia, no Nepal, mas esse é o lugar mais longe para onde já fui”, afirma a artista plástica Leonor Fridman, 49, horas antes de o retiro de rua começar. Criado pelo mestre budista Bernie Glassman, fundador da ordem Zen Peacemakers (leia à pág.6), o evento acontece há 17 anos em cidades como Nova York, Boston, Denver, Paris e Zurique. No ano passado, foi realizado o primeiro da América Latina, em São Paulo, onde é organizado pela Comunidade Zen Budista do Brasil. De acordo com o mestre Genro Gauntt, um dos coordenadores, o propósito é “despertar para a inteireza e a unidade da vida”. Numa livre tentativa de tradução, a ideia é perceber que todos estão conectados, que um depende do outro no mundo. “Não é um passeio. É uma experiência de estar na rua, olhando os invisíveis”, diz a designer Adriana Muniz Retamal, 40, que saiu de Uberlândia para fazer o retiro. “Espero com isso ter uma compreensão maior da realidade. É mais seguro nos fecharmos em casa e no trabalho, sem contato com esse lado mais punk da vida.” A preparação começa meses antes, com a primeira lição prática de humildade: pedir doações para passagens e hospedagem dos mestres que coordenarão o retiro. Cada participante deve arrecadar R$ 400, que não podem vir de recursos pessoais. O que sobra vai para os sem-teto. Não é permitido levar quase nada nesse exercício: só a roupa do corpo, em camadas que podem ser retiradas ou sobrepostas; remédios de uso contínuo, se for o caso; capa de chuva; uma garrafa de água, para reabastecer onde for possível; uma mochila; e o bilhete de metrô para a volta. Nada de celular ou escova de dente. Para se misturar mais facilmente aos sem-teto, os participantes são orientados a ficar dias sem lavar o cabelo e sem se barbear.

Castanhas e damascos

“Como sou vegetariana e faço uma dieta com micronutrientes, eu tinha colocado na mochila uvas-passas, castanhas-do-pará e damascos, com medo de ter hipoglicemia. Enquadrei esses alimentos na categoria de remédio (é permitido levar). Também tinha álcool em gel”, conta Leonor. “Mas aí me dei conta de que eu iria ficar muito confortável, então tirei tudo.” O grupo não tem um roteiro predefinido, só algumas práticas diárias de meditação e rodas de conselho em que todos trocam experiências. O lugar para dormir é a rua propriamente dita. Nada de albergues, para não tirar o lugar dos mendigos “reais”. A alimentação deve vir de doações (em dinheiro ou espécie) ou ser obtida nos projetos públicos e de organizações sociais e religiosas que atendem a população de rua. A empresária Mônica Toledo Silva, que não revela a idade (“Ainda não me desapeguei do medo de envelhecer”), diz estar ansiosa. “Parece que estou indo a um reality show, desses em que a pessoa fica um tempo no mato ou numa ilha comendo lesmas. Sendo sincera, o que me moveu não foi a espiritualidade, mas sim a curiosidade, a aventura de viver na rua. Tinha até um casamento para ir em Ibiza no feriado, mas nem pensei em desistir.” Durante o retiro, o marido de Mônica, o médico Jorge Ethel Filho, 64, andava pelas ruas do centro na esperança de encontrá-la -em vão. “Estou preocupado se eles vão achar banheiro, como vão se arranjar. Mas vai ser uma experiência e tanto para ela.”

Playboys de papelão

O grupo dormiu as três noites no centro antigo de São Paulo, ao relento, sobre papelão. Todos bem juntos, para fugir do frio. Alguns sem-teto resistiram à nova companhia. “Nos chamaram de ‘playboys de papelão’”, disse a designer Adriana Muniz. Outro xingou: “Vocês são um bando de fracassados, mais fracassados do que nós”, contou ela. Mas, segundo essa participante,

surgiram também muitos solidários: “Foram luzes no nosso caminho. Um dos que nos chamou de ‘playboys’ acabou nos levando comida”. Na volta da experiência, vários participantes relataram que alguns moradores de rua cederam ao grupo zen a própria comida e os melhores lugares para dormir. “Nunca me senti tão protegida, tão livre. A rua é abundante, nada faltou. Todos os meus medos ruíram. Comi muito bem, frutas, saladas. Nunca me imaginei comendo sob um viaduto; um dia provei ali o feijão mais delicioso da vida. Numa noite, um morador de rua nos trouxe salada fresquinha, paçoquinhas, sanduíches”, conta Leonor. “Senti muito forte a interdependência de todas as coisas. Tenho gratidão por ter tido o privilégio de estar ali e não em uma praia ou qualquer resort do mundo.” A empresária Mônica teve sensação parecida. “Quando eu estava lá, não era mais um reality show, não era mais uma aventura. Era estar igual a todo o resto, sem pena, sem culpa. Com a força da sangha [grupo], despertei uma parte de mim que não enxerga ‘eu e os outros’, mas sim o todo.” Para Duda Groisman, 42, que há três anos era vice-presidente de multinacional e largou tudo para tocar projetos sociais, o retiro serviu para confirmar o acerto da sua escolha: “Hoje ninguém compra o meu tempo por dinheiro nenhum. É preciso respeitar o tempo em que as coisas acontecem, e o presente é sempre o melhor lugar em que eu posso estar”. O músico Léo Rodrigues, 28, concorda. “Moradores de rua nos dão a presença: você fala, eles escutam com atenção, olham no olho. Na rua, é preciso pensar em uma coisa de cada vez, onde achar comida, papelão para dormir etc. É algo que a sociedade não costuma dar, estamos sempre fazendo várias coisas ao mesmo tempo. É muito libertador viver o presente.” A dificuldade para dormir que ele teve foi aprendizado, diz. “O chão é frio, duro. Não tinha nada para usar de travesseiro. Acordei torto. A noite ficou muito mais longa. Mas, por mais longa que fosse, uma hora amanhecia. Isso deu mais paz para esperar. Não importa o tamanho do desespero, uma hora acaba.”

Retiro de rua zen

Serviço

O próximo retiro de rua está previsto para 7/9/2013. Informações zendobrasil@gmail.com ou pelos sites http://zendobrasil.org.br e www.monjacoen.com.br.

Mendigos de Buda

O ‘bad boy’ do zen Fundador de uma ordem zen-budista socialmente engajada, o mestre Bernie Glassman sacode a calmaria pondo a mão na massa, dando emprego a excluídos e meditando em campos de concentração O renomado mestre budista chega para a entrevista, em um hotel de São Paulo, e diz que prefere conversar lá fora. Não para ficar perto da natureza, e sim para fumar seu charuto. “Sou o ‘bad boy’ do zen”, avisa Bernie Glassman. Americano, engenheiro aeronáutico doutorado em matemática pela Universidade da Califórnia, Glassman é reconhecido mesmo por ter criado o budismo “socialmente engajado”. Fundou a ordem Zen Peacemakers e inventou os retiros de rua, como o que acaba de ocorrer em São Paulo. A prática remete ao próprio Buda, que levava monges num treino matinal de mendicância pela Índia. Glassman, 73, foge do estereótipo de líder espiritual. Não é só o charuto ou o look meio hippie. Ele criou e gere um negócio que fatura hoje US$ 7 milhões por ano. A padaria Greyston foi aberta há 30 anos em Yonkers, Nova York, região com altos índices de violência. Só foi criada para dar empregos a uma população de sem-teto e usuários de drogas. Hoje, fornece para alguns dos melhores restaurantes e hotéis de Nova York. “Nós não contratamos pessoas para fazer brownies; nós fazemos brownies para contratar pessoas”, diz o mestre. O lucro mantém a fundação Greyston Mandala, que engloba projetos de habitação, saúde, creches etc. e atende 2.000 famílias/ano. O trabalho social dele não para aí. Atua como “clown” em campos de refugiados e faz retiros nos antigos campos de concentração de Auschwitz-Birkenau, na Polônia.

Leonor Fridman,49 direita da foto, artista Plástica fla da experiência durante o retiro de rua no templo budista no Pacaembu Palestra de participantes de retiro de ruas de budistas. o monge americano Genro Rochi (esq) e a Monja Coen

No pátio do colégio a primeira parada dos membros concentração de 3 horas e depois a ação da comunidade zen budista do templo Taikozan Tenzui Zenji, de São Paulo, em conjunto com o Zen Peacemakers realizaram o 2º Retiro de Rua direita com caixas de papelão encontrada e lixeira para passar a primeira noite no centro da capital paulista.


olho vivo - dicas de segurança

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Idosos x tranquilidade

por VALMIR ARISTIDES

para a família

É muito comum verificarmos que nossos velhinhos oferecem resistência em morar junto conosco , normalmente por não desejarem trazer incômodos para a família. Tem também aqueles que aceitam morar conosco, mas acabam por não participar dos passeios e viagens da família , e ficam sozinhos em casa . O resultado é que, de qualquer maneira, a família não consegue relaxar e o subconciente sempre está ligado na constante pergunta : Será que está tudo bem com os meus velhinhos ???? A primeira providência (prática, inclusive) é deixarmos um celular com eles para que eles possam ligar para os familiares pedindo socorro , porém, nem sempre o idoso tempo para discar ou achar o celular dentro da casa. Outro problema é que a maioria dos idosos têm grande dificuldade de manipulação e operação destes aparelhos. Todavia já existem empresas de monitoramento que desenvolveram softwares específicos para transformar aparelhos celulares em tambem em botões de emergência. Outra alternativa, são os botões de emergência sem fio. Um dos maiores orgulhos que carrego na minha carreira profissional ‘a frente da diretoria de operações de empresa de segurança eletrônica e monitoramento , é o fato de que, por várias vezes termos podido ajudar muitos idosos que se encontravam em situações de simples dificuldade ou até emergência médica grave . Trata-se de um botão, que, se acionado, a empresa receberá o sinal de emergência. Pouca gente conhece a existência deste tipo de serviço , o qual empresas de monitoramento de alarmes podem ajudar de maneira muito decisiva na hora de detectar uma emergência que esteja acontecendo com um familiar idoso . Vou relatar alguns casos ocorridos para que todos tenham a dimensão do diferencial que um simples botão de emergência monitorado pode ajudar nas situações inesperadas do dia a dia: Certa vez chegou na base de operações do monitoramento, a solicitação de apoio de emergência onde o idoso havia caído no chão e não conseguia se movimentar até o telefone. Portanto, sua primeira

providência foi acionar o minúsculo botão transmissor sem fio de monitoramento , o qual é recomendado portar sempre pendurado no pescoço durante todo dia, e ao dormir, deixá-lo na cabeceira da cama . Houve também outro idoso que solicitou ajuda, inclusive porque o box de vidro do banheiro havia quebrado. Mas a ocorrência que mais nos permitiu sentir o quanto podemos ser úteis de maneira decisiva , foi quando um idoso que ja tinha o perfil clínico de cardíaco (e a familia havia saido em viagem) , teve um princípio de enfarto e, ao sentir-se mal, o idoso levou imediatamente a mão ao peito e acionou o botão de emergência pendurado em seu pescoço e em seguida desmaiou. Neste momento a empresa recebeu a informação na tela do monitor já com todas as informações de cadastro do idoso ,permitindo saber imediatamente o contato do medico responsável, parentes , tipo sanguíneo ,alérgico a quais medicamentos,hospital que mantém convênio , portador de quais doenças tais como diabetes,hipertensão etc. Etc.. Enquanto isso uma viatura da empresa já se deslocava para o local afim de confirmar a veracidade e necessidade de atendimento para, se necessário, chamar o resgate . Chegando no local a residência estava trancada e em absoluto silêncio . O que fazer nesta hora????? ....Aguardar contato com algum parente????,,,Solicitar a policia para arrombar a porta ???? Nesta hora a adrenalina está a mil e o sentido de ajuda humana se sobrepõe ‘as regras e riscos e a equipe de atendimento arrombou a porta e deparou-se com o idoso desmaiado na residência. Após avaliar não se tratar de acidente e decidir em acionar os orgãos responsaveis e aguardar sua chegada , a equipe optou por levar o idoso até o hospital, o qual já estava de sobre-aviso juntamente com o médico, os quais foram alertados através da central de monitoramento. O resumo desta historia é que, talvez por tamanha rapidez desta operação , o idoso foi socorrido e medicado a tempo de salvar sua vida. A maior gratificação deste trabalho foi receber os agradecimentos emocionados dos familiares pela pronta resposta e atitudes tomadas , pois neste caso em específico corremos o risco por tirar do local o cidadão, em lugar de chamar equipe especializada e própria para

este tipo de situação. Mas o que prevaleceu no momento foi o ato incondicional que todo cidadão toma quando se confronta com a necessidade de oferecer ajuda imediata a outro cidadão e não tem tempo para decidir . Já tivemos caso onde o porteiro de um condomínio foi acometido de enfarto e o botão de emergência estava guardado dentro da gaveta na mesa da portaria. Os equipamentos necessários para este tipo de serviço são relativamente baratos e o valor da prestação de serviço tambem é muito baixa principalmente por se tratar de uma ferramenta e não uma solução para o salvamento da vida . O fato é que gera um enorme conforto para a família poder dispor de quaisquer mecanismos que nos deixem mais tranquilos em relação aos entes queridos. Obviamente é por demais importante escolher muito bem a empresa de monitoramente para este tipo de serviço , certificando-se de que a empresa realmente disponha de tecnologia e funcionários suficientes para estarem alertas 24 horas mesmo. Esta é o tipo de escolha onde não dá para pensar daquela maneira descomprometida e enganosa que muito se observa quando as pessoas vão contratar alarmes com monitoramento , do tipo : ¨ a empresa pode até não ser muito boa mas é barato e basta colocar um monte de plaquinhas de segurança na fachada ¨ Até a proxima Valmir aristides, consultor de segurança e fundador da eco sistema eletrônico ltda- empresa especializada em tecnologias e soluções em segurança. Formado em eletrônica sendo que sempre atuou na área técnica nas empresas ibm – international business machines e itt- international telegraphs & telecomunications. Fundador / presidente da reb -pm rede de emergência bragantina na policia militar. Atuou por 2 anos como diretor do spc- serviço de proteção ao credito na câmara de dirigentes lojistas de bragança paulista (cdl)


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antenado

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Crítica biografia Confusa, autobiografia de Neil Young se perde em miudezas

por ANDRÉ BARCINSKI/FOLHAPRESS Foto: REUTERS/Neil Hall

Dizem que todo crítico de música é um músico frustrado. “Neil Young - A Autobiografia” prova que a recíproca pode ser verdadeira: até um artista genial como Young pode ser um jornalista musical de qualidade duvidosa. O livro, que acaba de sair no Brasil, traz passagens inspiradas, mas é confuso, prolixo e pouco informativo. Para começar, Young optou por escrever sua história de forma não cronológica, em capítulos (são 68!) que viajam no tempo. Mas nem assim ele consegue se limitar a um determinado período. Um capítulo pode começar falando de sua infância no Canadá, dar um salto de 20 anos no tempo para tratar de sua obsessão por miniaturas de trens, e terminar com a descrição da gravação de um disco nos anos 2000. É muita informação. Young não parece muito preocupado em explicar ao leitor quem são as pessoas sobre as quais está falando. Figuras importantes em sua vida -familiares, músicos, produtores, empresários- surgem e somem da narrativa, muitas vezes sem uma descrição elucidativa para o leitor. Passagens fundamentais de sua carreira são contadas de forma superficial. A impressão é de que Young fez um diário, depois jogou todas as páginas no chão e colou-as no livro, sem nenhuma ordem. Para os fãs, que já conhecem sua vida e obra, o livro traz passagens muito interessantes. Sua relação com a família -ele tem dois filhos com paralisia cerebral-

é contada de maneira tocante, assim como o amor pelo pai, um famoso autor e jornalista canadense. Mas, para quem deseja conhecer mais sobre a carreira de Neil Young, a autobiografia não é o melhor lugar para começar. Ele pouco fala da gravação de seus discos e passa superficialmente pelas lendárias brigas que teve com o grupo Buffalo Springfield e com Crosby, Stills & Nash. Em vez disso, o cantor e compositor dedica tempo demais falando de trens miniaturizados, de seu amor por carros velhos e de seu desgosto pela qualidade sofrível de MP3 e de música digital. Em alguns trechos, a tradução do livro não ajuda. A “Archives”, uma monumental série de relançamentos de obras raras ou inéditas, foi traduzida por “projeto de arquivos”, o que deixa o leitor boiando. O melhor livro sobre Neil Young ainda é “Shakey”, de Jimmy McDonough, inédito no Brasil. O próprio Young colaborou com o autor por anos, para no fim processá-lo e tentar impedir a publicação. Se depender de Young -e de sua autobiografia- ele ainda continuará sendo um mistério para muitos. NEIL YOUNG - A AUTOBIOGRAFIA AUTOR Neil Young EDITORA Globo Livros TRADUÇÃO Renato Rezende e Helena Londres QUANTO R$ 49,90 (408 págs.) AVALIAÇÃO regular

Banda de rock Buffalo Springfield


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Foi com grande alegria que fotografei o

incrivelmente lindas. Aproveitamos

ensaio pré-wedding desse lindo casal.

para filmar o making of do ensaio o

Mariana e Gustav. Um casal muito es-

que rendeu um clipe muito bonito para

pecial com uma história de superação e

exibir no dia do casamento deles. Enfim,

amor à vida que chega a contagiar todos

espero que curtam as fotos e em breve os

que se aproximam deles. Foi um dia

dois estarão abrilhantando novamente

muito agradável e nos divertimos mui-

esta coluna com as fotos do casamento

tos. Os dois são apaixonados e tem uma

deles. Abraços

sintonia maravilhosa e somando com o lindo cenário, renderam fotos


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Caderno

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por Eduardo Rocha/Auto Press

Nos últimos 12 meses, a General Motors passou por um processo de intensa renovação de sua gama no Brasil. Começou com a chegada do Chevrolet Cruze em outubro de 2011, passou por S-10, Spin e Sonic. Enquanto isso, a fábrica da montadora em Gravataí, onde produz os compactos Celta e Prisma, encarava uma gigantesca obra. O resultado foi a ampliação da capacidade de produção em 150 mil unidade por ano – no total, passa a ser de 380 mil unidades/ano. A modernização da linha, da imagem da marca e o aumento das linhas produtivas desembocam agora no Chevrolet Onix. Na teoria, o Onix substituiu o Corsa hatch, modelo que vende cerca de 2,2 mil carros por mês. Na prática, porém, a missão do novo compacto é representar um crescimento real da participação da marca. O novo compacto da GM tem o objetivo de atingir, nos próximos seis meses, 12 mil vendas mensais – atualmente, o modelo mais vendido da marca é o Celta, com uma média de vendas de 11,5 mil unidades por mês. Ou seja: o Onix não é a cereja do bolo. É a própria massa, com que a GM pretende encorpar sua posição no mercado brasileiro e bater as 800 mil unidades anuais. Para fazer tudo isso acontecer, a GM procurou se calçar. Criou um produto de design mais arrojado que os de seus mais recentes lançamentos, caprichou no acabamento interno, usou a mesma plataforma de Spin e Cobalt, que é moderna e tem dimensões generosas, e ainda procurou rechear o carro com vários itens de tecnologia, como o MyLink, um sistema com conexões Bluetooth, USB ou cabo PS1 para mídia e que transfere várias funções de um smartphone para o monitor touch screen de 7 polegadas no console central. Este sistema não está disponível no modelo básico, LS, que custa “cabalísticos” R$ 29.990. Em compensação, a versão de entrada já chega com ABS, airbags frontais e direção hidráulica de série. E mesmo que estes itens de segurança passem a ser obrigatórios a partir de 2014, a inclusão deles melhora a relação custo/benefício em relação aos rivais diretos. A GM aponta

como principais adversários os compactos mais recentes, como Toyota Etios e Hyundai HB20, e o líder Volkswagen Gol – que, como todo líder, é quem tem mais para perder. Como a intenção da GM é produzir o Onix em larga escala, há poucas variações nos conteúdos. A topo de linha, LTZ, chega sempre completa e custa R$ 41.990. A versão intermediária LT é a única que tem lista de opcionais – que contém apenas ar-condicionado e o sistema MyLink – e que pode receber tanto o motor 1.0 quanto o 1.4. A LT custa iniciais R$ 31.690 no 1.0 e R$ 35.290 no 1.4. O ar e o MyLink adicionam cerca de R$ 3.300 ao modelo. A pintura metálica acrescenta outros R$ 850 em qualquer versão. Os propulsores 1.0 e 1.4 da GM passaram por uma boa modernização para entrar no cofre de motor do Onix. Os trabalhos mais importantes visaram a redução de atritos e de peso das peças móveis. Os pistões passam agora por um processo de polimento, que possibilitou o uso de anéis de segmento de apenas 1 milímetro de espessura. O volante do motor também emagreceu em quase 1 kg e o eixo de comando, antes sólido, agora é tubular, o que representou uma redução de 700 gramas. As bobinas passam a ser individuais, conhecidas como “crayon”. A transmissão manual de cinco velocidades, a mesma do Cobalt, também passou por alterações, para se adequar ao tamanho e peso do Onix. Isso ainda prepara o hatch para receber uma transmissão automática de seis marchas, semelhante a do Cobalt, no início de 2013. Com as mudanças, o propulsor também foi rebatizado: deixa de ser o Econoflex e passa a se chamar SPE/4. A sigla de estilo científico significa Smart Performance Economy 4 cylinders, algo como “inteligência de desempenho e economia 4 cilindros”. Os resultados foram melhores com o uso de etanol. No 1.0, potência passou de 77 e 78 cv para 78 e 80 cv, com gasolina e etanol. No 1.4, a diferença é maior. Passou de 95 e 97 cv para 98 e 106 cv, com gasolina e etanol. Neste propulsor, o torque também teve um ganho significativo, de quase 7%, com o uso de etanol: passou de 13,0 para 13,9 kgfm. E o ponto máximo agora ocorre

a 4.800 giros, 400 rpm mais abaixo do que no Econoflex. Primeiras impressões Bento Gonçalves/RS – A General Motors tem grandes ambições para o Chevrolet Onix. Exatamente por isso, tentou cobrir todos os flancos na hora de criar o compacto. Partiu de uma plataforma moderna, a chamada GSV – de “global small vehicles” ou pequenos veículos globais –, que tem rigidez 50% maior que a do Celta. Mas além da função estrutural, ela tem dimensões generosas em todos os sentidos: altura, largura e entre-eixos. A posição mais verticalizada dos ocupantes otimiza o bom entre-eixos e resulta em um habitáculo espaçoso e confortável. E ainda recebe o auxílio do correto isolamento acústico. Outra diferença importante nas versões do Onix é na vida a bordo. A começar por itens como computador de bordo, ar-condicionado e o sistema de entretenimento MyLink, só disponíveis em versões superiores. Mas, segundo as pesquisas das montadoras, o item mais valorizado pelos consumidores brasileiros é a estética. E nesse ponto, o novo carro da Chevrolet foi um acerto. As boas medidas serviram de área de manobra para os designers da GM, que conseguiram um efeito muito interessante: o Onix parece menor do que é. Os vincos, a musculatura e as angulações da carroceria não denunciam os 3,93 metros de comprimento. O resultado é simpático e dá ao modelo um aspecto mais esportivo e jovial. Os conjuntos óticos também foram bem trabalhados. Os dianteiros, mais afilados que em outros modelos da marca, dão um ar agressivo à frente. Na traseira, as lanternas lembram as do Cruze hatch, principalmente pela área que invade a lateral do modelo. O equilíbrio das linhas harmoniza bem com o comportamento dinâmico do modelo. A suspensão é bem ajustada e tem uma sintonia fina entre a rigidez para enfrentar as curvas com a boa capacidade de filtrar irregularidades. No asfalto, o modelo mostra um comportamento bastante neutro, sem adernar nos trechos sinuosos ou flutuar nas retas. Nesse caso, os pneus de baixa resistência à rolagem não prejudicam a dinâmica no uso “civilizado”. Já na terra,

o excesso de rigidez na banda de rodagem desse tipo de pneu torna a direção muito “arisca”. O ganho de potência e torque é bem perceptível no Onix, mas ficam mais evidentes na motorização 1.4. Com ela, o compacto ganha velocidade rapidamente, tem retomadas razoáveis e, em condução normal, não exige muitas trocas de marcha. Para arrancar um comportamento mais esportivo, porém é preciso trabalhar um pouco mais e rodar em giros mais altos – mas nem aí o ruído do motor incomoda quem está no habitáculo. Com a motorização 1.0, o Onix passa a ser em mais pacato e sempre acusa o golpe de enfrentar um aclive ou de ser preciso uma retomada para uma ultrapassagem, por exemplo. Ficha técnica Chevrolet OnixMotor 1.0: Flex, dianteiro, transversal, 999 cm³, quatro cilindros em linha, duas válvulas por cilindro e comando simples no cabeçote. Injeção multiponto sequencial e acelerador eletrônico. Potência máxima: 80 e 78 cv a 6.400 rpm com etanol e gasolina.Torque máximo: 9,8 e 9,5 kgfm a 5.200 rpm com etanol e gasolina. Aceleração de 0 a 100 km/h: 13,3 e 13,7 segundos com etanol e gasolina. Velocidade máxima: 167 e 162 km/h com etanol e gasolina. Diâmetro e curso: 71,1 mm X 62,9 mm. Taxa de compressão: 12,6:1. Pneus: 175/70 R14 (LS) e 185/70 R14 (LT). Peso: 1.012 kg.Motor 1.4: Flex, dianteiro, transversal, 1.389 cm³, quatro cilindros em linha, duas válvulas por cilindro e comando simples no cabeçote. Injeção multiponto sequencial e acelerador eletrônico. Potência máxima: 106 e 98 cv a 6 mil rpm com etanol e gasolina. Torque máximo: 13,9 e 12,9 kgfm a 4.800 rpm com etanol e gasolina. Aceleração de 0 a 100 km/h: 10,0 e 10,6 segundos com etanol e gasolina. Velocidade máxima: 180 km/h com etanol e gasolina.Diâmetro e curso: 77,6 mm X 73,4 mm. Taxa de compressão: 12,4:1. Pneus: 185/65 R15 (LT e LTZ). Fotos: Eduardo Rocha/Carta Z Notícias


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por por Carlo Valente-do InfoMotori.com/Itália

Normalmente, as maiores inovações tecnológicas empregadas nas novas motocicletas vêm diretamente das pistas de corrida, oriundas das motos mais esportivas de cada fabricante. No entanto, a Yamaha resolveu dar um “upgrade” eletrônico logo em sua maior sport tourer, a FJR 1300 – um modelo que a marca nipônica ainda não oferece no Brasil. Ela recebeu ajustes estéticos e tecnologia vinda da XT1200Z Super Ténéré. Com dez anos de mercado e cerca de 100 mil unidades vendidas em todo o mundo, a renovada FJR volta a ser uma opção válida na fatia mais cara do mercado de duas rodas. O visual nem foi tão mexido assim: apenas alguns retoques. O nariz ficou mais “pontudo”, dando um ar mais agressivo à moto. Luzes de posição e direção passaram a ser de led, uma atual tendência. O redesenho de painéis laterais e parabrisas foi além do ganho estético – eles são mais funcionais. A lateral nova diminui o fluxo de ar nas pernas dos ocupantes, enquanto o para-brisa melhora a aerodinâmica da moto e protege mais piloto e passageiro das intempéries. A peça de policarbonato ainda tem regulagem elétrica com amplitude de bons 13 cm. O motor de 1.298 cm³ ganhou potência e agora chega aos 146 cv a 8 mil giros. O torque é de 14 kgfm a 7 mil. Vindo da Super Ténéré, o D-Mode possibilita a escolha de dois modos de condução: Touring e Sport. Eles ajustam a programação eletrônica do motor para entregar força de acordo com o desejado. ABS e controle de tração são ligados ou desligados por um botão de fácil acesso, para que possam ser rapidamente religados pelo piloto em casos extremos. O câmbio é manual ou automático, ambos de cinco marchas. Para ajudar em viagens mais longas – uma das aptidões da FJR –, a moto traz controlador de velocidade de cruzeiro. Além disso, a versão AS ainda tem câmbio automático e suspensão eletronicamente ajustável. É claro que tecnologia tem seu preço. A FJR 1300 mais simples vendida na Europa sai por 17.690 euros – cerca de R$ 47 mil. Com câmbio automático, disponível apenas em 2013, o preço se eleva para 19.900 euros – R$ 52.200. A Yamaha não oferece a FJR 1300 no Brasil.

Impressões ao pilotar Conforto garantido Madri/Espanha – Logo nos primeiros quilômetros de pilotagem, a FJR agrada bastante pelo conforto. O assento é baixo e mesmo pesando 280 kg, a motocicleta é extremamente fácil de manobrar. O centro de gravidade rebaixado ajuda muito e ela é capaz de contornar curvas fechadas sem drama. O para-brisa operado eletricamente e os manetes aquecidos são um inegável ganho em dias frios. Os comandos são bem localizados e de fácil assimilação. À esquerda do painel fica um bloco com botões

grandes de acionamento do controlador de velocidade de cruzeiro, computador de bordo e faróis, tudo com funcionamento bastante intuitivo. Em movimento, o modo Touring de condução melhora o consumo de combustível em troca de respostas mais “mansas” do propulsor. O mapeamento Sport deixa a FJR mais “acordada”, onde ela ganha velocidade com mais rapidez e consistência. O câmbio tem somente cinco marchas, o que faz falta particularmente na estrada, mas ainda assim é possível viajar em velocidade de cruzeiro sem desconforto. O motor trabalha com suavidade e não torna o trabalho em alta rotação incômodo para os ocupantes. A suspensão tem ótimo acerto para o uso na cidade, com boa capacidade de absorção das irregularidades. Ainda assim, a moto é bem estável em velocidades maiores. A frente é “grudada” no chão e transmite segurança. Até é possível endurecer o conjunto dianteiro, com uma alanvanca na lateral do garfo, que tira a suavidade da configuração normal – mas não convém esperar um comportamento propriamente esportivo. Para qualquer eventualidade, o ABS e controle de tração – com funcionamento bastante discreto – estão de prontidão para solucionar qualquer “estripulia” do piloto. Como boa Touring que se preze, há muito espaço para bagagens. Há um generoso compartimento sob o assento e ainda há um outro alçapão na lateral da moto que só pode ser aberto com a chave na ignição. Além disso, a FJR pode receber baús laterais.

Ficha técnica Yamaha FJR 1300 Motor: A gasolina, quatro tempos, 1.298 cm³, quatro cilindros em linha, duplo comando e quatro válvulas por cilindro. Injeção eletrônica multiponto sequencial e refrigeração a água. Câmbio: Manual de cinco marchas e transmissão por corrente e controle eletrônico de tração de série. Potência máxima: 146 cv a 8 mil rpm. Torque máximo: 14,1 kgfm a 7 mil rpm Diâmetro e curso: 79,0 mm x 66,2 mm. Suspensão: Dianteira com garfo telescópico de alumínio pressurizado e ajustável, com 135 mm de curso. Traseira com braço único de alumínio e amortecedor pressurizado e mola com ajuste de pré-carga e 125 mm de curso. Pneus: 120/70 R17 na frente e 180/55 R17 atrás. Freios: Dianteiro com discos duplos de 320 mm de diâmetro com pinça de dois pistões. Traseiro simples com 282 mm de diâmetro com pinça de pistão duplo. Oferece ABS de série com EBD. Dimensões: 2,23 metros de comprimento total, 0,75 m de largura, 1,32 m de altura, 1,54 m de distância entre-eixos e 0,80 m de altura do assento. Peso: 289 kg.Tanque do combustível: 25 litros. Produção: Shizuoka, Japão. Preço na Europa: 17.690 euros, o equivalente a R$ 47 mil.

Fotos: Divulgação


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Notícias

automotivas por Augusto Paladino/autopress

Brinquedão – A Chevrolet preparou uma versão especial do Camaro para o SEMA, salão de veículos personalizados que acontece nos Estados Unidos no final de outubro. A marca norte-americana enfeitou o esportivo no estilo das miniaturas Hot Wheels, com direito a pintura azul, rodas com linhas vermelhas e logos da empresa espalhadas pela carroceria. O pacote de personalização vai chegar às concessionárias em 2013 ao preço de US$ 7 mil, cerca de R$ 14 mil. Tapa tradicional – Com pouco mais de três anos no mercado mundial, a Kia promove o primeiro face-lift no Cadenza, seu sedã grande. As alterações se limitam praticamente à dianteira e o assemelham com o Quoris, o novo modelo topo de linha da marca. O capô foi redesenhado, assim como os faróis e a grade. O motor continua o V6 de 290 cv capaz de acelerar até 100 km/h em 7,2 segundos. Estrela de cinema – A Volkswagen irá prestar uma homenagem ao lendário Herbie, personagem de quatro rodas do filme “Se Meu Fusca Falasse”, dos estúdios Walt Disney. O novo Beetle – que volta a se chamar Fusca no Brasil – terá uma série especial com a mesma pintura do simpático carro, cuja versão por enquanto será vendida apenas na Espanha. A Edition 53 traz as conhecidas faixas vermelha e azul sobre a carroceria branca e o número 53 grifado. As rodas também têm desenho retrô, em alusão ao primeiro Fusca. O motor será sempre o 2.0 turbo de 200 cv com câmbio DSG de dupla embreagem e seis marchas.

Sem perdão – A estagnação do mercado europeu vai obrigar a Ford a demitir 13% de seus funcionários no continente. Serão 6.200 funcionários desempregados originários das fábricas de Genk, na Bélgica, e de Southampton, na Inglaterra. De acordo com a própria Ford, a crise na Europa vai gerar uma perda combinada de US$ 3 bilhões entre 2012 e 2013. Requentado – Na tentativa de dar apelo à variante cupê do Série 3, que ainda está na geração antiga, a BMW relançou a série especial Frozen Edition para a M3. A versão já havia sido vendida em 2012 com produção limitada a 20 unidades. Agora, serão 150 exemplares. Os diferenciais são todos estéticos: rodas de 19 polegadas, pintura fosca, capô em fibra de carbono e interior combinando com o exterior. O motor continua o V8 de 414 cv Básico chique – A Audi completou a gama do A4 no Brasil com a introdução da versão Attractive, a mais barata da linha. O sedã parte dos R$ 118.900 e traz o mesmo motor 2.0 turbo dos outros mais caros, mas com potência menor. Ele tem 180 cv, enquanto os demais têm 211 cv. Mesmo sendo o mais simples, ele é bem equipado, com itens importantes como banco do motorista com ajustes elétricos, controlador de velocidade de cruzeiro e revestimento em couro. Como opcional, apenas o MMI Plus, que adiciona o navegador por GPS e comandos de voz ao sistema de entretenimento.


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Edição 16.11.2012

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