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Braganรงa Paulista

Sexta

03 Agosto 2012

Nยบ 651 - ano XI jornal@jornaldomeio.com.br

jornal do meio

11 4032-3919


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para pensar

Jornal do Meio 651 Sexta 03 • Agosto • 2012

Expediente

Melhor anular o voto? Mons. Giovanni Barrese

Jornal do Meio Rua Santa Clara, 730 Centro - Bragança Pta. Tel/Fax: (11) 4032-3919 E-mail: jornal@jornaldomeio.com.br Diretor Responsável: Carlos Henrique Picarelli Jornalista Responsável: Carlos Henrique Picarelli (MTB: 61.321/SP)

Tendo analisado, em linhas

chamamos cidade, sociedade. A

possibilidade da resposta criativa,

não podem ser ocasião para criar

gerais, as disposições ne-

estrutura da fé colocará o sentido

solucionadora das necessidades

vencidos e vencedores. Devem

cessárias que devem ter

mais amplo da solidariedade que

vividas pela população. Pelo voto

ser ocasião para se discutir o que

os que se apresentam para cargos

não excluirá os que pensam e agem

se elege um determinado ponto

é melhor para o conjunto dos ci-

eletivos, lidamos agora com uma

diversamente. Cidadania mostra

de vista. Pelo amor ao serviço

dadãos. Alguém poderia dizer que

pergunta que reflete o desencan-

a raiz do dever. Fé moverá a cum-

assumido e a própria comunidade

estamos longe disso e, portanto,

to e o descrédito que campeiam

prir o dever de amar. E política

se é capaz de ir além da própria

não vale a pena votar! Penso que

pela sociedade: “Por que votar?

decente só se faz com o senso do

opinião. Por isso mesmo o exercício

é exatamente o contrario! Vale a

Não muda nada!” “São sempre os

dever e do amor. Dever que leva

do poder político não pode ser

pena votar porque é através do voto

mesmos!” Penso que a resposta

a compreensão da realidade e a

faccioso. Deve sempre expressar o

que iremos purificando o sistema

passos de aperfeiçoamento serão

está fundada sobre o dever pessoal

tomar decisões a favor da vida,

que pensam e desejam parceiros e

em que vivemos. O voto é sempre

dados. E teremos uma realidade

de responsabilidade para com o

da dignidade das pessoas, a cuidar

adversários. Porque todos estão no

oportunidade de depuração. Se a

muito melhor. Votar, portanto, é

destino comum das pessoas que

do meio onde vivem, a preservar

mesmo barco. E se o barco afundar,

gente erra uma vez não precisa errar

um exercício de fé. Porque a fé se

formam a cidade e dos bens que

as realidades que caracterizam

afundam todos! O exercício do voto

a segunda... Ou então tomaremos

expressa nas atitudes. E zelar pelo

constituem o patrimônio de todos.

cada comunidade. Amor que faz

deve levar em conta que estamos

o rumo dos totalitarismos: uns

bem comum é um dos deveres

A omissão sempre favorecerá os

ultrapassar os limites dos que

colocando em mãos de pessoas que

poucos vão impor as suas ideias e

que a fé nos dá. Abrir as portas da

aproveitadores. Porque não terão

pensam igual para abrir-se à

julgamos confiáveis o destino de

só restará obedecer. E já sabemos

dignidade e da vida, do progresso,

adversários. Não terão contesta-

escuta e as provocações dos que

todos. E que a escolha feita atin-

que essa fórmula nunca deu cer-

das oportunidades é colaborar com

ção. Não terão quem lhes refreie

até não acreditam na sinceridade

girá a todos. A discordância dos

to. Temos obrigação de vencer o

a obra criadora de Deus. E o paraíso

a sanha, a ganância. O dever de

das opções... O voto é a chave da

debates, das visões partidárias,

pessimismo e fazer, agora, o que

só acontecerá se nós o realizarmos.

votar tem dupla arquitetura: a da

vida democrática. Somente pela

dos programas devem servir para

for possível. Até conseguirmos

Deus fez a parte dele (e viu que

cidadania e a da fé. A estrutura da

livre expressão da vontade, sedi-

iluminar qual o melhor caminho e

chegar à opção ótima. Que será

era bom, como nos diz o livro do

cidadania recorda que cada pessoa

mentada no debate constante e

quais as melhores pessoas para o

sempre uma utopia. Mas que deve

Gênesis). E hora de fazermos

é parte constitutiva daquilo que

nas escolhas, é que se descobre a

indicarem e realizarem. As eleições

ser perseguida. Porque, ao buscá-la,

a nossa.

As opiniões emitidas em colunas e artigos são de responsabilidade dos autores e não, necessariamente, da direção deste orgão. As colunas: Casa & Reforma, Teen, Informática, Antenado e Comportamento são em parceria com a FOLHA PRESS Esta publicação é encartada no Bragança Jornal Diário às Sextas-Feiras e não pode ser vendida separadamente. Impresso nas gráficas do Bragança Jornal Diário.


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colaboração SHEL ALMEIDA

A Pastoral da Criança foi criada em da mortalidade infantil e materna, da desnutrição 1982. O início foi em Genebra, na e da violência familiar e levam à inclusão social Suíça, durante uma conversa entre o das famílias, pela democratização do saber”, diz Cardeal Arcebispo de São Paulo, Dom Paulo um texto no site da Pastoral da Criança, escrito Evaristo Arns e o diretor executivo da Unicef, pela própria Dra. Zilda Arns. Longe de ser apenas James Grant, enquanto participavam de uma propaganda, o que a Pastoral faz por muitas famílias é muito mais do que poderiam, se imaginar reunião da ONU. Logo em seguida veio o convite de Dom Paulo que o apoio que recebem do poder público é à irmã, Dra. Zilda Arns, médica pediatra e sa- mínimo, de acordo com Irmã Olga. “A verba vem nitarista, para que fizesse parte do projeto. Ao do Ministério da Saúde e a central nacional faz longo dos 30 anos de atividade, a Pastoral da o repasse às centrais regionais”, conta. “Grande Criança ajudou a mudar a realidade de milhares parte da ajuda que recebemos vem de doações. de crianças em todos os cantos do Brasil e se Muitas vezes os voluntários tiram do próprio tornou referência mundial no combate à fome. bolso”, fala. “Quando se conhece a realidade dá No próximo dia 5 de agosto serão comemorados pra fazer, é só querer. Mas é preciso se propor a os 25 anos de atividades da Pastoral na Diocese conhecer. Nós todos somos responsáveis pela de Bragança Paulista. Aqui o projeto teve início sociedade em que vivemos”, reflete. Entre as graças ao Bispo Dom Antônio Pedro Misiara, à várias histórias que tem para contar, uma faz professora aposentada Zita de Melo Barbosa e à Irmã Olga refletir sobre a importância e a aceiIrmã Lucinda Heiner. Os primeiros voluntários tação do trabalho da Pastoral em comunidades foram capacitados em São Paulo, em 1987. Logo mais carentes de ações do estado. “Certa vez, em Franco da Rocha, em seguida eles próprios um grupo de seminacomeçaram a capacitar É preciso valorizar e amar essas rista foi desenvolver novos voluntários – os líderes,comosãochamados crianças. Fora do amor, da um trabalho junto a comunidade onde dentro do projeto – aqui compreensão e da justiça não é uma a ação de traficantes era mesmo, em Bragança. possível mudar a sociedade intensa. Não conseguiAs primeiras atividades ram entrar. Precisaram da Pastoral na região Irmã Olga Meyer voltar e vestir camisetas aconteceram em cinco da Pastoral. Aí sim, lhes paróquias, nos municípios de Bragança Paulista, Pedra Bela e Franco foi permitida a entrada”, fala. “A nossa missão da Rocha. Atualmente, a Diocese de Bragança não é julgar e nem denunciar ninguém, nosso é responsável pelas atividades da Pastoral da missão é com as crianças”, explica. Não apenas Criança em 32 paróquias, em 14 municípios. as crianças católicas são atendidas pela Pastoral, Atende uma média mensal de 2.960 crianças, assim como nem todos os voluntários são cató2.500 famílias e 200 gestantes, de acordo com licos. “A Pastoral é ecumênica, aberta a todas as a Irmã Olga Meyer, coordenadora local. Só em igrejas” fala Irmã Olga. “É preciso valorizar e amar Bragança, a média mensal é de 434 crianças, essas crianças. Fora do amor, da compreensão 366 famílias e 30 gestantes. “Hoje temos 512 e da justiça não é possível mudar a sociedade”, voluntários multiplicadores, 328 deles líderes diz. “Nosso trabalho é fundamentado na fé, na capacitados e 184 trabalhando como apoio”, conta. gratuidade e na caridade”, diz. “O desenvolveHoje, as paróquias de Bragança Paulista que a mos com base na psicologia, na educação e na Pastoral da Criança atende são Nossa Senhora nutrição”, explica. da Esperança, no Parque dos Estados, Santa Terezinha, São Benedito, Santa Luzia e Coração Caridade Imaculado de Maria, no Cruzeiro. A Pastoral O trabalho da Pastoral é todo desenvolvido da Criança atende, em todo o Brasil, gestantes em comunidades carentes e, muitas vezes, e crianças de 0 a 6 anos. O projeto tem como o acompanhamento chega a ser superior ao foco ensinar às mães o uso do soro oral, assim oferecido pelos órgãos públicos. “A criança é como a importância do pré-natal, do aleitamento acompanhada antes mesmo de nascer”, fala Irmã materno, da vigilância nutricional, da vacinação, Olga. “Reforçamos muito o trabalho em relação do desenvolvimento integral das crianças, e das ao aleitamento materno. Nos 6 primeiros meses relações humanas. A metodologia comunitária nada de água ou chá, só leite no peito”, explica é inspirada no Evangelho, que explica como se Irmã Olga. “Às vezes as avós e as tias dão mais organizariam as pequenas comunidades, a fim trabalho do que as mães”, brinca, se referindo de multiplicar o saber e a solidariedade, baseadas a alguns costumes que passam de geração a na fé e na vida. Assim, o sistema de informação geração. “A campanha ‘dormir de barriga pra implantado, de acordo com o Evangelho, é simples, cima’, por exemplo, foi baseada em estudos de capaz de ser entendido e serve de estímulo aos que é possível reduzir em mais de 70% a morte líderes comunitários voluntários capacitados, súbita de bebês. Mas recebemos resistência até agentes de transformação social. Dessa maneira, mesmo por parte dos médicos”. como é explicado no site da Pastoral da Criança, Irmã Olga se tornou religiosa em 1957 e sempre “milhares de líderes realizam ações básicas, simples atuou na área da saúde, trabalhando até mesmo e baratas de educação e promoção da saúde, fé e como parteira. Coordenou a Pastoral da Criança cidadania, com gestantes e crianças menores de na Diocese da Bragança Paulista entre os anos seis anos de idade, em seu contexto familiar e de 1995 a 2005 e novamente de 2009 até o comunitário”. São ações que “contribuem também momento atual. No caso dela, é uma vida toda para o fortalecimento do tecido social e para a dedicada à caridade. Mas quem quiser ajudar melhoria das políticas públicas, principalmente a fazer diferença, pode dedicar apenas alguns nas áreas da saúde e educação”. Segundo a Irmã momentos. “Qualquer pessoa pode receber Olga, a Pastoral, muitas vezes, “cumpre o papel capacitação para ser voluntária da Pastoral da do Estado”. “Conseguimos entrar até mesmo em Criança, independente da profissão”, explica. pontos críticos. Somos respeitados por todos, “Quem se sentir chamado a prestar esse serviço em todos os lugares que vamos”, fala. às mães e às crianças e a partir desse voluntariado ajudar a melhorar a sociedade, pode entrar em Solidariedade contato conosco”, convida. “Muitas mães que “A educação e o estímulo da solidariedade, que as levaram as crianças para serem acompanhadas famílias e comunidades recebem da Pastoral da pela Pastoral, hoje estão fazendo a capaCriança, têm promovido em toda parte a redução citação para serem líderes também”.

Foto: arquivo pessoal

Isabel Hernandes é umas das capacitadoras da Pastoral da Criança, assim como Irmã Olga. “A Pastoral é ecumênica”

O incentivo ao aleitamento materno é um dos focos da Pastoral da Criança. “Somente leite no peito nos 6 primeiros meses de vida. Nada de chá ou água”, diz Irmã Olga.

Uma das comunidades atendidas pela Pastoral da Criança em Bragança. Mais de 400 crianças são atendidas mensalmente na cidade.

A missa em comemoração aos 25 anos de atividades da pastoral da criança na diocese de bragança paulista acontecerá no dia 5 de agosto, às 10h, na catedral, e será presidida pelo bispo diocesano dom sérgio aparecido colombo. A sede da pastoral da criança regional fica na rua santa clara, nº 277. O telefone é 4032-4923. O atendimento ao público funciona de terça a sexta, das 13h às 17h.


informática & tecnologia

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Novos rumos Apple e Google anunciam mudanças que vão alterar a forma como você usa mapas no celular

por ALEXANDRE ORRICO /folhapress

A corrida por um dos tesouros mais preciosos do Vale do Silício esquentou com o anúncio de um forte competidor: a Apple também quer o filão dos mapas on-line. Em meio a novos produtos, a empresa mostrou na semana passada em San Francisco as primeiras imagens de seu aplicativo de cartografia e geolocalização para dispositivos móveis. Encerrando uma parceria de cinco anos, o serviço que era fornecido pelo Google será substituído pelo Mapas no iOS 6, a próxima versão do sistema operacional para iPhone e iPad. Rivais no mercado móvel, as duas empresas inauguram outro campo de batalha. O Google é o líder do serviço e, com investimentos de oito anos, detém mais de 70% do mercado nos EUA. Porém, metade das pessoas que acessam mapas do Google tem aparelhos da Apple, segundo o jornal “Wall Street Journal”. A importância da cartografia on-line vai além do uso básico de navegação. O aplicativo é o cenário virtual, na ponta do dedo do usuário, para um universo de possibilidades de comércio local, propagandas e coleta de dados. GOOGLE VOADOR O Google, prevendo o movimento da Apple, se pronunciou uma semana antes, para lembrar que cobre mais de 180 países, além de interiores de aeroportos e shopping centers, com ajuda de aviões próprios, carros e bicicletas. Aproveitou também para anunciar algumas melhorias, como imagens em 3D e funcionamento off-line. Já a Apple mostrou o Flyover, uma ferramenta do serviço de mapas que mostra imagens como se o usuário sobrevoasse o local. Além disso, o assistente virtual Siri, ainda indisponível em português, estará ligado à cartografia on-line para sugerir rotas sem trânsito. Na conferência em San Francisco, o grilo falante da Apple foi questionado se “faltava muito” para chegar a um destino. “Relaxa, faltam 14 minutos”, respondeu o Siri. “É uma solução de mapeamento feita do zero. Nós vamos fazer nossa cartografia. Vamos cobrir o mundo”, disse Scott Forstall, responsável pela área de software da Apple, que em anos recentes adquiriu ao menos três companhias especializadas em mapas e fez parceira com a holandesa TomTom (líder de navegação para veículos). QUEM PAGA A CONTA? O domínio cartográfico do Google começou a ganhar resistência no final de 2011, quando a empresa resolveu estender suas taxas de uso a sites menores, que começaram a procurar alternativas. A principal tem sido o OpenStreetMap, serviço de mapas

ao estilo da Wikipédia, com criação coletiva e 500 mil usuários cadastrados. A rede social Foursquare foi uma das empresas que deixou o Google Maps. Outras também estão se reorganizando. Especula-se que a Nokia passará a responder pelos mapas do Windows Phone 8, o sistema operacional móvel da Microsoft. A jornalista FERNANDA EZABELLA viajou a convite da Apple. Sistemas da apple serão ligados com o facebook Aplicativo da rede fará parte do iOS e será atualizado automaticamente. A Apple deu um grande joinha para o Facebook na semana passada, durante a WWDC 2012, sua conferência para desenvolvedores, ao revelar detalhes de seus novos sistemas operacionais para desktops e aparelhos móveis. Haverá uma “integração profunda” com a rede social, nas palavras de Scott Forstall, responsável pelos programas da firma de Cupertino. Nos dispositivos móveis, a partir do próximo semestre, o aplicativo do Facebook fará parte do sistema e surgirá automaticamente. Uma vez logado, o usuário terá seus contatos como parte da agenda do aparelho, atualizados de acordo, assim como dados do Calendário, como datas de aniversário. Será possível escrever no Facebook usando o assistente de voz Siri e publicar fotos em seu perfil da rede diretamente do aplicativo de imagens do iPhone, iPad ou iPod touch. O navegador Safari e o novo serviço de mapas também estarão integrados. Outra novidade é a chegada do botão “Curtir” nas lojas virtuais da Apple. O Facebook estará habilitado de forma bem parecida no Mountain Lion, novo sistema para notebooks e laptops da empresa, já disponível para download. Mas a integração com a rede social só virá numa atualização do software, sem previsão informada pela Apple. Por meio de um centro de notificações no Mountain Lion, o usuário poderá checar numa única tela a chegada de e-mails, atualizações do Facebook, citações do perfil no Twitter e usar o iMessage -programa de mensagens instantâneas que, antes, só existia no iOS. No Safari, um botão “Share” deixará que o conteúdo da página seja compartilhado facilmente entre seus contatos de redes sociais. Foursquare e Google melhoram seus sistemas de recomendação


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delícias 1001

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Delícia de arroz Um dos cereais mais consumidos

por deborah martin salaroli

Alimento freqüente em toda cada brasileira, o arroz é muito mais que um acompanhamento. Incrementa a refeição, ainda mais se estiver com o feijão-nosso-de-cada-dia. Rico em carboidratos, o arroz é uma importante fonte de energia para nosso organismo. E filosofando um pouco, como dizia Confúcio: “Me perguntas por que compro arroz e flores? Compro arroz para viver e flores para ter algo pelo que viver.”

e no modo de preparo. Ou melhor, ‘estava’... Na panela de pressão tudo fica mais fácil e rápido.

Arroz branco básico

Proporção entre arroz e água: Para cada xícara de arroz integral cru, coloque 2 xícaras (cheias) de água fervente.

Muita gente me pergunta como preparar aquele arroz soltinho e bem saboroso. Não tem erro. Bem explicadinho... Lavo com delicadeza, sem esfregar, 2 xícaras (chá) de arroz e deixo escorrer por 30 minutos. Fervo 3 ½ xícaras de água em separado. Numa panela larga, refogo ½ cebola ralada em 2 colheres de óleo. Não deixo queimar, para o arroz ficar bem branquinho, mexendo sempre. Jogo todo arroz cru com 1 colher (sobremesa) de sal. Continuo mexendo por uns 5 minutos, até que esteja bem sequinho. Despejo toda a água dentro e deixo cozinhar em fogo médio com a panela semi-tampada. Quando ele já está quase seco, abaixo a chama do fogão e deixo lá por mais alguns minutinhos. Para saber se já está pronto, eu coloco uma colher limpa até o fundo da panela e sinto se ela sai limpa. Então, tampo a panela de vez, desligo o fogo e deixo descansar por 20 minutos. Depois desse tempo, mexo o arroz com um garfo para soltar os grãos e sirvo imediatamente. Dicas: 1- Para cada xícara de arroz cru, eu coloco 2 xícaras mal-cheias de água fervente. Muita água empapa o arroz. 2- A cebola pode ser substituída por alho espremido ou picado. 3- Temperos como manjericão, páprica ou salsinha casam muito bem com arroz. Coloco-os junto com a água para mudar seu sabor. 4- Cada xícara de arroz cru serve bem 3 pessoas.

Arroz integral vapt vupt

Todo mundo sabe o quanto o arroz integral, ou melhor, tudo que é integral é muuuuuuuito mais saudável. O arroz neste caso mantém as suas qualidades nutritivas, energéticas e vitais do grão, pois ele está completo. É rico em fibras, proteínas, minerais e vitaminas do complexo B. Mas o grande impasse está no tempo de cozimento

fotos: delícias 1001

Na sua panela, frite cebola ou alho ou seu tempero preferido com o arroz integral. Então coloque água fervente sal e feche a panela. Fogo sempre baixíssimo. Assim que começar a apitar, marque 8 minutos. Então, depois desse tempo, desligue o fogo e espere acabar a pressão para abrir a panela. Já está pronto!

Arroz de forno enformado

Arroz de forno me lembra aproveitamento. E este aqui é bem recheado, fugindo um pouco da muçarela e presunto tradicionais. Refogue 2 xícaras de arroz do modo tradicional em óleo, cebola e alho, coloque 2 xícaras de água para cozinhar (como orientado acima em ‘arroz básico’). Em separado, misture numa tigelinha 2 colheres (sopa) de creme de leite sem soro, 3 colheres (sopa) de queijo parmesão ralado, 1 gema de ovo e ¼ copo de leite. Junte ao arroz que deve ainda estar quente. Para o recheio, tempere 250g de camarões médio frescos e limpos com gotas de caldo de limão e uma pitada de sal. Refogue rapidamente numa panela em 2 colheres de azeite. Fora do fogo, misture ao camarão 2 tomates sem pele e sem sementes, 1 cebola pequena picada ou ralada, 1 dente de alho amassado, pimenta a gosto, cheiro verde picado, 100 g de azeitonas verdes picadas, ½ lata de ervilhas, ½ vidro de palmito e 1 ovo cozido e fatiado. Montagem: Unte uma forma com buraco com margarina e polvilhe com farinha de rosca. Coloque a metade do arroz, o recheio, a outra metade e leve ao forno médio de 25 a 30 minutos. Desenforme e sirva. Dica: Este arroz pode ser preparado com antecedência e ser levado ao forno momentos antes de servir. Até a próxima! Deborah Deborah Martin Salaroli, amante da culinária e a tem como passatempo por influência da avó paterna desde criança. Desde abril de 2010, é criadora e autora do blog www. delicias1001.com.br recheado somente de receitas testadas e aprovadas. Alguma sugestão ou dúvida? Mande um e-mail para delicias1001@uol.com.br

arroz integral

arroz


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seus direitos e dever

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Debates eleitorais por gustavo antônio de moraes montagnana/gabriela de moraes montagnana

Comunicação política “é o espaço (público) no qual se intercambiam os discursos contraditórios dos três atores que tem a legitimidade de expressar-se publicamente sobre a política: os políticos, os jornalistas e a opinião pública.” (DOMINIQUE WOLTON, 1989). Levando em consideração o conceito acima, pode-se afirmar que o horário eleitoral obrigatório, da maneira como é usado, não deixa o cidadão brasileiro sentir a sua falta quando acaba. Não obstante seja uma alternativa importante para assegurar oportunidades mais equânimes aos candidatos, tem sido pouco usado para aprofundar o debate que mais merece a atenção dos eleitores: os problemas do Estado e as propostas para resolve-los. Diz-se que são nos grandes centros ou capitais, em que as campanhas têm outra dimensão, que a comunicação de massas tem um papel mediador predominante, afirmando que as eleições locais são menos influenciadas pela estrutura de mídia. Isto porque, nesses casos, a circulação de informação se faz por meio do contato direto, dos comícios e das visitas às casas dos eleitores e às comunidades. Os temas em geral não são técnicos, e se situam muito próximos das preocupações mais imediatas dos eleitores. Dizem respeito à escola dos filhos, às praças e parques, à relação com a economia local, à saúde, à cultura. Ora, as eleições são um momento mágico. Não somente pela decisão final de escolha dos mandatários dos cargos que representarão a população, mas também por forçar todos os brasileiros a discutir, ainda que minimamente, os problemas do país e as possíveis soluções para resolvê-los. Por esta razão, faz-se imprescindível que a comunicação

política seja levada à efeito sempre e de forma satisfatória, seja nas disputas aos cargos politicos dos grandes centros ou locais. Nos debates eleitorias, realizados durante as eleições, os temas que são pautados, as demandas que são apresentadas pela sociedade, são tão ou mais importantes que as pessoas escolhidas como representantes. Os debates e compromissos assumidos perante o público afetam as posições que esses representantes tomarão em seu mandato. Nesta ocasião, os candidatos são, verdadeiramente, apresentados aos cidadãos, sendo o momento propício para avaliação da postura e da coerência das suas idéias e declarações. O AI-5, de 13 de dezembro de1968, suspendeu as garantias da Constituição de 67 e ampliou os poderes ditatoriais do presidente da República, permitindo-lhe, em 1968, decretar o recesso do Congresso Nacional.

Visando ao controle sobre o eleitorado e sobre o Congresso Nacional, a Lei Falcão (Lei nº 6.339/76) restringiu a propaganda eleitoral, impedindo o debate político nos meios de comunicação. Felizmente, atualmente, o país se encontra sob a égide de um regime democrático, no qual o debate politico se traduz, sem sombra de dúvidas, como mais um dos seus instrumentos de democratização do espaço publico e, também por esta razão, deve ser incentivado. Não há como se negar que os debates eleitorais travados entre os candidatos durante o períiodo de propaganda eleitoral traduzem-se em um importantíssimo mecanismo de controle dos cidadãos sobre as propostas de governo por

cada um apresentadas, sem se falar na incrível possibilidade de avaliar o comportamento daqueles que concorrem aos cargos em disputa, em um ambiente de pressão. A Lei das Eleições, em seu art. 46, faculta a transmissão de debates eleitorais, relativos as eleições mojoritárias e proporcionais, por emissoras de rádio e televisão. Dispõe a aludida lei que nos debates entre os candidatos para o cargo de prefeito deve ser garantida a presença de todos os candidatos, sendo permitida, entretanto, debates eleitorais com grupos de, no mínimo, três candidatos. No caso dos debates que envolvam candidatos ao cargo de vereador, estes deverão ser organizados de modo a assegurar a presença de número equivalente de candidatos de todos os partidos ou coligações concorrentes, podendo desdobrar-se em mais de um dia. Neste caso, é vedada a presença de um mesmo candidato à eleição proporcional em mais de um debate da mesma emissora. Ao contrário da propaganda eleitoral obrigatória, não está a mídia obrigada a transmitir debates eleitorais, contudo, importante se faz que a audiência manifeste o intersse em assisti-los, com o fim de que seja beneficada com a comunicação política eficiente, seja nas grandes ou nas pequenas unidades da federação. Quem sai ganhando é a democracia. Até a próxima! Gabriela de Moraes Montagnana Gustavo Antonio de Moraes Montagnana Advogados


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comportamento

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O prazer sai da gaveta

Com diferentes formatos e novas estratégias de venda, os massageadores eróticos atraem um número cada vez maior de consumidoras

por NOELLY RUSSO/FOLHAPRESS

Os vibradores, antes restritos a poucos modelos e reservados a lugares escondidos e lojas de reputação duvidosa, deixaram a clandestinidade. Como cosméticos ou potes herméticos para comida, os massageadores e outros apetrechos eróticos são vendidos por consultoras que atendem em domicílio. “A venda de porta em porta é um fenômeno brasileiro. Temos 85 mil consultoras que vendem esses produtos”, diz Paula Aguiar, presidente da Abeme (Associação Brasileira das Empresas do Mercado Erótico e Sensual). Segundo a associação, as vendas cresceram cerca de 18% no último ano -embora não se saiba exatamente o que isso significa, porque o setor não costuma divulgar os números fechados. Mas a percepção de que o cenário está mudando aparece em outros lugares, como consultórios de psicólogos. “As mulheres estão perdendo a vergonha e buscam mais formas de intensificar seu prazer”, diz a psicanalista Regina Navarro Lins. A maior procura também é constatada por Eliane Pessini, que há 11 anos vende produtos eróticos de porta em porta e vê cada vez mais interessadas nas palestras e workshops que dá pelo país. Para a antropóloga e colunista da Folha Mirian Goldenberg, depois que os produtos eróticos ganharam visibilidade em seriados, como “Sex and the City”, o uso de vibradores passou a se expandir e a se legitimar. “Antes, você tinha que ir escondida a uma loja feia. Agora, pode comprar em butique, com vendedoras que vão em casa, pela internet. E a compra ganhou um valor, mostra que a consumidora é uma mulher moderna, independente”, diz Goldenberg. E também mais voltada ao seu próprio prazer. “Primeiro, mulher não podia gostar de sexo. Depois, só gostava se fosse ‘com amor’. Agora, já tem pesquisa com mulheres assumindo que gostam de sexo pelo prazer, com ou sem amor”, diz Navarro Lins. A auxiliar administrativa Danielle Quintale, 30, é um exemplo dessa mulher mais à vontade na busca pelo prazer. Foi dela a ideia de comprar um estimulador de clitóris para usar com o marido. “Tive que explicar com calma que o vibrador me ajuda a ter mais prazer no sexo. No começo, meu marido estranhou, mas nós, mulheres, temos de pensar em nós, não?” O mercado também pensa. Hoje, mais de 200 modelos de massageadores íntimos são vendidos no país, entre nacionais e importados, como os da marca suíça Lelo. A empresa investe em peças de luxo, algumas com acabamento em ouro de 18 quilates. Tanto glamour e visibilidade têm seu lado negativo: no final do mês passado, um modelo da Lelo, o Yva (na foto acima), virou manchete ao ser roubado de uma loja luxuosa, em Brasília.

Prazer líquido

As marcas mais populares estão apostando nos modelos disfarçados, que imitam a forma de pincel de blush, batom ou máscara para cílios. Outra inovação são os “vibradores líquidos”, que, em contato com a mucosa da vagina, dão choquinhos no clitóris. Recomenda-se escolher uma marca que tenha a aprovação da vigilância sanitária e, antes de usar, testar na boca, na parte interna do lábio. Os modelos que estimulam o clitóris e dispensam a penetração estão entre os mais vendidos, diz Daniel Passos, proprietário da Loja do Prazer, que vende pela internet. Para Passos, a evolução na tecnologia e no design deixa as mulheres mais confortáveis com o uso dos vibradores. Elas são as

maiores compradoras dos produtos eróticos, mas alguns homens já procuram os massageadores para usar com a parceira. É o caso de José Wellington de Oliveira Salatiel, 22, comerciário. “Comprei um para minha namorada. Ela não entendeu nada no começo, mas fui conversando e hoje faz parte da nossa relação. Eu acho supersexy vê-la usando”, conta Salatiel, que diz ter superado o tradicional receio masculino de ser “substituído” pelo vibrador. O medo é comum entre os homens, diz Navarro Lins. “Muitos acham que elas usam o vibrador porque eles não dão conta do recado. Mas, se a mulher estimula o clitóris com o aparelho enquanto está sendo penetrada, vai ter um orgasmo muito superior.” Uso de vibradores é recomendado por ginecologista “O uso do vibrador, além de não ter contraindicação, é autorizado e recomendado”, diz a ginecologista Elsa Gay, coordenadora do Ambulatório de Sexologia do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo. Segundo ela, o uso de massageadores é “perfeitamente aceitável para ajudar a mulher a encontrar prazer com ou sem companheiro”. Para a terapeuta tântrica Samvara Subagui, do espaço Metamorfose, os estimuladores podem levar a mulher a um estado de êxtase.

“Muitas nunca tiveram a experiência de sentir prazer extremo. O clitóris tem milhares de terminações nervosas. Sabendo como estimulá-lo e usando o vibrador como apoio, é possível levar a pessoa a um estado alterado de consciência.” De acordo com a terapeuta, os vibradores são usados nas técnicas de massagem oferecidas no local, o tantra. “É uma terapia que ajuda as pessoas a reencontrarem o prazer. O prazer e a alegria são fundamentais para uma vida saudável. Nossa técnica é diferente de uma massagem erótica, não tem a ver com relação sexual, é uma experiência diferente”, diz. Tipos Samvara explica que os vibradores usados são do tipo cápsula, para o estímulo do clitóris. De acordo com Elsa Gay, não há receita sobre qual seria o melhor modelo de massageador íntimo. “Cada mulher conhece seu corpo e sabe o que proporciona mais prazer, qual a intensidade do estímulo, o tipo de movimento e a frequência.” A ginecologista lembra que é preciso ter cuidado com a higiene do objeto: lavar sempre com água e sabão depois de usar. foto:divulgação


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Esse lindo garotinho é o Henrique, filho dos meus amigos Everton

No final da sessão chegaram os avós e algumas tias do Henrique e

e Elaine. Estive fotografando o nascimento desta linda família

ele logo já foi pulando no colo de todo mundo. Em breve ele estará

desde o casamento dos dois. Por isso me senti muito à vontade o

completando um ano de vida e seus pais, transbordando de tanta

que rendeu lindas fotos. Sem contar que Henrique é um menino

felicidade, não escondem todo o amor e carinho pelo Henrique. Mais

de sorriso fácil e de olhos expressivos. Henrique pegou amizade

um dia muito gostoso que passei com meus amigos e que guardo

muito fácil comigo, veio no meu colo várias vezes. Muito simpático

com muito carinho.

esse menino! A família torcedora do São Paulo F. C. fez questão de fotografar todos uniformizados com a camisa do time do coração.


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por Igor Macário/Auto Press Fotos: Igor Macário/Carta Z Notícias

Mexer no produto que mais vende é sempre complicado. Para não errar na mão, a Volkswagen decidiu arriscar o mínimo possível. A primeira alteração nos compactos Gol e Voyage foi exageradamente modesta, quase quatro anos após o lançamento da terceira geração – chamada generosamente de G5 pela marca foi um tanto modesta. Pouco mais que um visual levemente repaginado para harmonizar os modelos com a identidade atual da marca. Além disso, apenas alguns itens que eram opcionais passaram a ser de série, como trava centralizada, vidros dianteiros elétricos, abertura interna do porta-malas e conta-giros no painel. A ideia da Volkswagen não foi além de impedir o envelhecimento de sua linha de compactos. Não chega a ser uma preparação especial para um acirramento da briga no segmento – principalmente com a chegada dos novos compactos da Chevrolet, da Hyundai e da Toyota. Mesmo sutil a alteração consumiu dois anos de estudos. No final, as linhas não diferem das de Fox e Jetta – que também se parecem com diversos outros modelos da fabricante alemã. A frente tem novos faróis, com contornos mais retos e desenho interno mais rebuscado. A lanterna traseira assumiu os traços do Polo europeu, com lanternas mais quadradas e as luzes dispostas em filetes. A traseira do Voyage também ganhou novas lanternas, idênticas às do Jetta e Passat. As luzes invadem a tampa do porta-malas e estão mais horizontalizadas. Sob o capô, o trem de força não muda. No entanto, o motor 1.0 passou por algumas modificações para ficar mais econômico. Tanto que mudou o sobrenome de VHC para TEC – de very high compression em inglês para tecnologia para economia de combustível, em português mesmo. Segundo a Volkswagen, válvulas e pistões ficaram mais leves e têm produzem menor atrito. Além disso, uma nova programação eletrônica faz o torque em torno de 3 mil giros ficar 3% maior. Nada disso, porém, alterou os valores de potência e torque máximos, 76 cv a 5.250 rpm e 10,6 a 3.850 giros. Os modelos 1.0 podem ainda receber o pacote Bluemotion, que inclui alguns recursos para consumo das versões homônimas, como pneus de baixa resistência e grade aerodinâmcia – exatamente como no Fox e no Polo. Já o motor 1.6 continua exatamente o mesmo, com 106 cv e 15,6 kgfm com combustível vegetal. O câmbio, de cinco marchas, pode ser manual ou o automatizado I-Motion. Por dentro, as mudanças são ainda mais sutis. As versões topo, Gol Power e Voyage Comfortline, tiveram o comutador de faróis Fotos: aaa

transferido para o painel e a adotaram alavancas de seta e de limpador de para-brisa idênticas às do Jetta. O rádio também foi mudado e os comandos do ar-condicionado ganharam botões melhor acabados. De resto, a forma e a disposição geral dos comandos não sofre alterações. Os preços também se mantiveram nos mesmos patamares. O Gol 1.0 parte dos R$ 27.990 e o Voyage, dos R$ 29.990. Com motor 1.6, vão a R$ 31.890 e R$ 34.590, respectivamente. No topo, o Gol sai a R$ 38.290 e o Voyage a R$ 40.890. O câmbio automatizado I-Motion acrescenta R$ 2.600 nas configurações com motor 1.6. Primeiras impressões Florianópolis/Santa Catarina – Ainda que nenhuma mudança na linha Gol tenha sido profunda, as pequenas alterações promovidas realmente tornam o convívio com o carro um pouco mais agradável. O rádio tem botões e display maiores. A mudança do comando dos faróis para o painel já era esperada, uma vez que o modelo brasileiro vai aos poucos assumindo um “padrão alemão”. A mudança no visual fez bem ao Gol. O carro ganhou um ar mais contemporâneo e próximo aos Volkswagen europeus. A traseira curta do hatch manteve o “jeitão” esportivo, mas ganhou em elegância. Já o Voyage segue com o perfil esbelto, mas as novas lanternas destoam um pouco na traseira, que exibia linhas mais limpas. Ao menos, as belas rodas de 16 polegadas, opcionais para os Gol Power e Voyage Comfortline, dão um toque de esportividade. Circulando pelas ruas da capital catarinense, é difícil notar os tais 3% de torque extra em rotações baixas e médias. O motor 1.0 – agora com o sobrenome TEC – continua relativamente esperto, sempre considerando sua pequena capacidade cúbica. Mas não há milagre: tanto Gol quanto Voyage exigem paciência em subidas e ultrapassagens. Ao menos, o propulsor aceita bem giros mais altos e responde com bastante suavidade. Em velocidade de cruzeiro, o nível de ruído é baixo e o câmbio tem escalonamento correto para aproveitar o máximo dos 76 cv do pequenino motor. Com o propulsor 1.6, os modelos aceleram com razoavel desenvoltura, embalados pelo câmbio manual de cinco marchas e ótimos engates. A grosso modo, é o mesmo carro já conhecido desde 2008. Mas as pequenas modificações melhoram bastante a impressão geral dos modelos. Gol e Voyage mantêm a postura de “pau-pra-toda-obra”. E, ao menos nas versões topo, começam a oferecer mimos antes restritos a modelos maiores.

Novo Gol

Novo Voyage

Interior do novo VW


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Notícia

automotivas por Augusto Paladino/autopress

Só pelo racional – Para tentar dar algum apelo ao Tiida sedã, a Nissan continua em sua estratégia de, em vez de reduzir o preço, incluir equipamentos. Depois de airbags e ABS, agora a marca cria uma nova versão equipada com câmbio automático de quatro velocidades. O modelo já está sendo vendido por R$ 46.290, R$ 3.900 a mais que o manual de cinco marchas. O Tiida sedã é equipado com o motor 1.8 de 126 cv e já vem com direção elétrica, trio elétrico, ar-condicionado, rádio/CD/ MP3, rodas de liga leve de 15 polegadas, airbag duplo e ABS com EBD. Parafina de série – A Peugeot realiza pela terceira vez a parceria com a grife de surfe Quiksilver para criar uma versão de seu compacto. A diferença é que desta vez não se trata de uma série especial. A fabricante francesa afirma que o novo 207 Quiksilver passa a ser uma configuração oficial do modelo. Isso não garante, porém, longevidade ao modelo, já que o sucessor 208 chega no início do ano que vem e deve eliminar as versões mais caras do 207. O Quiksilver custa R$ 42.490 e traz um kit estético que inclui com teto-solar, teto adesivado em black piano, faróis máscara negra, rodas de liga leve de 15 polegadas, volante de couro, bancos esportivos, pedaleiras e soleira de alumínio, saída de escapamento cromada, além de adesivos

referentes à versão. O motor é o antigo 1.6 16V de 113 cv. Segundo da turma – Depois do Audi A3, foi a vez da Seat mostrar o seu modelo feito na nova plataforma MQB do Grupo Volkswagen. Nos próximos anos ela vai ser base de diversos novos modelos com tração dianteira e motor transversal, inclusive o VW Golf VII, que será mostrado no Salão de Paris. Assim como a Audi, o escolhido pela Seat também foi um hatch médio, o Leon. Agora em sua terceira geração, o dois volumes também estreia uma nova identidade visual da marca espanhola, com linhas agressivas e carroceria cheia de vincos. A modernidade também é acompanhada pela gama de motores. Todos os disponíveis terão injeção direta de combustível e turbocompressor. As potências variam entre 86 e 184 cv. Sueco veloz – A Volvo quer dar um apelo de esportividade para sua linha. É que depois de apresentar o conceito do S60 Polestar, versão mais potente do sedã médio, alguns executivos da marca admitiram que o modelo pode realmente entrar em produção. Entretanto, a produção seria altamente limitada já que o investimento em variações mais nervosas de seus veículos não é uma das prioridades da Volvo. Com um motor 3.0 turbo de 500 cv, o S60 Polestar seria uma ameaça real ao trio hoje formado por BMW M3, Mercedes-Benz C63 AMG e Audi RS4.


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Tecnologia e estilo por Augusto Paladino/autopress

O melhor dos sonhos – A versão de produção ainda está longe de ser apresentada, mas a BMW já pode comemorar a boa recepção do conceito i8 no mundo. O esportivo híbrido foi o grande vencedor da 11ª edição do prêmio de melhor conceito do ano, feito por jornalistas norteamericanos. Além do desenho futurista, a alta tecnologia do trem de força foi elogiada, que combina um motor a gasolina de três cilindros de 220 cv para o eixo dianteiro com um elétrico para o traseiro. A combinação dos dois faz o veículo chegar aos 100 km/h em menos de 5 segundos. O modelo de rua do i8 deve chegar às lojas apenas em 2014. Estilo ao vento – A Aston Martin divulgou as primeiras informações oficiais sobre a versão conversível do V12 Vantage, o seu modelo mais rápido. O Roadster tem teto de tecido e estrutura reforçada para lidar com a perda do teto. Além de barras transversais sob o capô, a suspensão recebeu novos ajustes e os amortecedores ganhou novas molas. O motor é o mesmo V12 de 5.9 litros com 517 cv e 58,1 kgfm de torque. A transmissão pode ser automática ou manual, sempre com seis velocidades. Apesar dos 80 kg extras em relação ao cupê, o V12 Roadster é apenas 0,3 segundos mais lento na aceleração de zero a 100 km/h. Ele cumpre a marca em 4,5 segundos e atinge a máxima de 306 km/h.

Foto: Divulgação

BMW i8 Concept

Aston Martin V12 Vantage Roadster


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por Carlo Valente do InfoMotori.com/Itália Auto Press

Junte duas rodas, dois cilindros e uma estrutura mecânica simples. Essa é uma básica descrição da nova V7, modelo de entrada da fabricante italiana Moto Guzzi. Ela foi renovada na virada do ano, mas manteve o que existia de positivo na sua antecessora. Em um mercado cada vez mais caracterizado por motos potentes e de cilindradas maiores, os 750 cc e 50 cv da V7 são até paradoxais. Mas a proposta da Guzzi é convencer exatamente que algo que em um primeiro momento parece o mínimo, é mais que suficiente. Na renovação da linha V7, as principais alterações foram no motor. As tomadas de ar do propulsor foram aumentadas para garantir que a curva de torque ficasse mais plana. Assim, o V2 de 744 cc refrigerado a ar desenvolve 50 cv a 6.200 rpm e 6,11 kgfm de torque a reduzidas 2.800 rotações. A transmissão manual de cinco marchas se manteve. A Guzzi também fez modificações para deixar a moto mais leve. Saiu de 181 kg para 179 kg principalmente com a adoção de rodas de alumínio. A gama 2012 da V7 traz três versões estéticas diferentes: Special, Stone e Racer. A primeira conta com pintura de dois tons em vermelho e branco ou amarelo e preto. A Stone é toda pintada em preto fosco, inclusive as rodas. Já a Racer é lotada de cromado e com detalhes estéticos remetentes a modelos de corrida. Na Itália, a mais barata é a Stone, vendida a 7.990 euros. A Special vai a 8.390 euros e a Racing chega a 9.350 euros. Respectivamente R$ 19,7 mil, R$ 20,7 mil e R$ 23 mil. A Moto Guzzi é uma das fabricantes mais clássicas de motocicletas da Itália. A marca foi fundada em 1921 por dois pilotos e um mecânico da aeronáutica italiana no pós-Segunda Guerra Mundial. Ela ficou conhecida pelo motor de cilindro único horizontal de 500 cm³, configuração que esteve em todas as motocicletas Guzzi por 45 anos. Eram motos feitas à mão, cuja assinatura do mecânico responsável ia em cada motor. O período entre 1967 e 1973 foi marcado pela estatização da marca e pela criação de modelos mais simples e com motor V-Twin de dois cilindros a 90°, radicalmente diferente dos utilizados até então. Em 1974, a marca passou às mãos da De Tomaso, fabricante dos famosos esportivos – onde ficou até os anos 2000. Nesse período, a marca retomou a rentabilidade e se firmou como marca clássica. Desde 2004, a Guzzi pertence à também italiana Piaggio.

Impressões ao pilotar

Mandello del Lario/Itália – A Guzzi V7 Special certamente é uma moto confortável. A altura do solo faz a tarefa de subir na motocicleta fácil e o assento com enchimento em gel é bastante conveniente. A posição de pilotagem, com o corpo ligeiramente inclinado para frente e as mãos apoiadas no largo guidão deixam o piloto muito à vontade e quase não cansa com o passar

das horas. O único inconveniente é a falta de ajuste da alavanca de embreagem, que pode ficar um pouco longe demais para alguns pilotos. Os instrumentos são simples e de fácil leitura, mas não possui um simples marcador de combustível. A autonomia de mais de 500 km pode tornar difícil lembrar do último abastecimento. Embreagem e câmbio são muito suaves e a V7 se mostra uma moto muito simples de usar no dia a dia. No entanto, a Guzzi V7 é para ser usada com calma. Apesar de bastante ágil, ela não gosta de ser levada aos limites – a 6 mil rotações o motor já acusa excessos do piloto. Ao menos, boa parte do torque está disponível em regimes mais baixos, que permitem saídas de curva decididas. Os freios também não permitem excessos. A roda traseira trava com alguma facilidade e na dianteira um pouco mais de força de frenagem seria bem-vinda. Mas, a suspensão absorve bem os solavancos e torna a condução bem agradável. Já a V7 Racer traz os mesmos predicados dinâmicos e mecânicos, vestidos numa roupagem ainda mais interessante. Ela é definitivamente mais voltada a uma pilotagem esportiva, portanto, mais difícil de ser usada diariamente. A posição de pilotagem é um pouco melhor, mas os comandos são razoavelmente mais pesados. No entanto, ela deixa bem claro que a escolha entre as configurações da V7 é uma mera questão de gosto.

Ficha técnica

Motor: A gasolina, quatro tempos, 744 cm³, dois cilindros em V em 90º, quatro válvulas por cilindro e comando de válvulas no cabeçote. Injeção eletrônica multiponto e refrigeração a ar. Câmbio: Manual de cinco marchas e transmissão por eixo cardã. Potência máxima: 50 cv a 6.200 rpm. Torque máximo: 6,1 kgfm a 2.800 rpm Diâmetro e curso: 80 mm x 74 mm. Suspensão: Dianteira com garfo telescópico pressurizado e ajustável com 130 mm de curso. Traseira com braço oscilante em liga-leve com 2 amortecedores, pré-carga ajustável e 109 mm de curso. Pneus: 110/90 R18 na frente e 130/80 R17 atrás. Freios: Dianteiro com disco simples de 320 mm de diâmetro com pinça de quatro pistões. Traseiro simples com 260 mm de diâmetro com pinça de pistão duplo. Oferece ABS de série com EBD. Dimensões: 2,18 metros de comprimento total, 0,79 m de largura, 1,11 m de altura, 1,59 m de distância entre-eixos e 0,80 m de altura do assento. Peso: 179 kg. Tanque do combustível: 22 litros. Produção: Mandello del Lario, Itália. Preço na Europa: 8.390 euros, o equivalente a R$ 21 mil.

Fotos:Divulgação


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