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Braganรงa Paulista

Sexta 20 Abril 2012

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para pensar

Jornal do Meio 636 Sexta 20 • Abril • 2012

Em virtude das férias do Mons. Giovanni Baresse, a coluna Para Pensar terá a colaboração do Desembargador Miguel Ângelo Brandi Jr.

Expediente

Improbidade. O que é isso ? Desembargador Miguel Ângelo Brandi Júnior

Muito se tem falado e escrito, nos últimos anos, sobre improbidade. Mais especificamente improbidade administrativa. O que é isso ? Diz Aurélio Buarque de Holanda, referência para todos, que probidade deriva do latim probitate, é um substantivo feminino que significa qualidade de probo; integridade de caráter; honradez, pundonor. Doutra banda, define o mesmo Aurélio, que improbidade deriva do latim improbitate, é também substantivo feminino que significa falta de probidade; mau caráter; desonestidade; maldade, perversidade. A inclusão do prefixo “im” faz toda diferença. Qualquer pessoa pode agir com improbidade na vida privada, familiar, social. Mas pode agir com improbidade na vida pública, no trato com a coisa pública. É a chamada improbidade administrativa, tema deste artigo. A Constituição Federal de 1988, estabelece, em seu artigo 37, sobre os princípios que as Administrações Públicas, direta e indireta, de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios devem obedecer. São eles: legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. O § 4º, desse art. 37 refere à improbidade, dispondo assim: “Os atos de improbidade administrativa importarão a suspensão dos direitos políticos, a perda da função pública, a indisponibilidade dos bens e o

ressarcimento ao erário, na forma e gradação previstas em lei, sem prejuízo da ação penal cabível”. Ao cuidar dos “direitos políticos”, a Constituição veda a cassação dos direitos políticos, mas ressalva que a suspensão desses direitos pode se dar em razão de improbidade administrativa, referindo-se ao § 4º, do art. 37. A Lei Federal que cuida do tema é a 8.429, de 2 de junho de 1992. É uma lei curta, enxuta, contendo 25 artigos. Para a importância do tema é mesmo uma lei curta. Vou me ater apenas aos atos de improbidade que a lei estabelece e suas respectivas sanções. É impossível num artigo esgotar toda análise da norma, que já comportou inúmeros livros e teses. São três os grupos de atos considerados de improbidade administrativa: i) os que importam em enriquecimento ilícito (art. 9º); ii) os causam prejuízo ao erário (cofres públicos)- art. 10 e iii) os que atentam contra os princípios da administração pública (art. 11). O art. 9º, diz que constitui ato de improbidade administrativa que importa em enriquecimento ilícito, auferir qualquer tipo de vantagem patrimonial indevida em razão do exercício de cargo, mandato, função, emprego ou atividade nas entidade na Administração Pública, direta ou indireta. Esse artigo contêm doze incisos, com inúmeros atos. Para todos esses casos, a lei estabelece penalidades

rigorosas (art. 12, inciso I): perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio; ressarcimento integral do dano, quando houver; perda da função pública; suspensão dos direitos políticos de 8 a 10 anos; pagamento de multa civil de até 3 vezes o valor do acréscimo patrimonial e proibição de contratar com o Poder Público ou de receber dele, direta ou indiretamente, benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, pelo prazo de 10 anos. O art. 10 da Lei 8.429 estabelece como ato de improbidade administrativa que causa lesão ao erário qualquer ação ou omissão, dolosa ou culposa, que enseje perda patrimonial, desvio, apropriação, malbarateamento ou dilapidação dos bens ou haveres das entidades públicas. Especifica, em seus quinze incisos, várias formas de improbidade. Nestes casos, há prejuízo direto aos cofres públicos. As penalidades são as mesmas do inciso I, do art. 12 da lei, descritas antes. Diminui um pouco: i) o prazo da suspensão dos direitos políticos (de 5 a 8 anos); ii) a multa civil (até 2 vezes o valor do dano) e iii) o prazo para contratar ou obter benefícios Poder Público (5 anos). O art. 11 da Lei 8.429 qualifica como de improbidade administrativa, que atenta contra os princípios da administração pública (aqueles do art. 37 da Constituição a que me referi), qualquer ação ou omissão que viole os deveres de honestidade, imparcialidade, legalidade e lealdade às instituições. Descreve, em seus

sete incisos, várias modalidades específicas. Para esses atos, as penalidades também se repetem, apenas diminuindo um pouco: i) o prazo de suspensão dos direitos políticos (3 a 5 anos); ii) o valor da multa civil (até 100 vezes o valor da remuneração do agente infrator e iii) o prazo para contratar ou obter benefícios do Poder Público (3 anos). Pode não parecer à primeira vista, mas para todos os casos de improbidade, as penalidades são rigorosas. Serão proporcionais à gravidade dos fatos e poderão ser aplicadas isolada ou cumulativamente. E mais: a aplicação das penalidades dessa lei independente da aplicação de sansões penais, civis e administrativas, estabelecidas noutras leis. Uma questão muito importante: estas normas se aplicam a qualquer agente público, servidor ou não, das Administrações Públicas diretas, indiretas ou fundacional, de entidade para cuja criação ou custeio o cofre público haja concorrido ou concorra. Reputa-se agente público, para os fins dessa lei de improbidade, todo aquele que exerce, ainda que transitoriamente ou sem remuneração, por eleição, nomeação, designação, contratação ou qualquer outra forma de investidura ou vínculo, mandato, cargo, emprego ou função nas entidades que já mencionei. Mesmo aos que não sendo agente público se aplicam as regras, desde que a pessoa induza ou concorra

Jornal do Meio Rua Santa Clara, 730 Centro - Bragança Pta. Tel/Fax: (11) 4032-3919 E-mail: jornal@jornaldomeio.com.br Diretor Responsável: Carlos Henrique Picarelli Jornalista Responsável: Carlos Henrique Picarelli (MTB: 61.321/SP)

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para a prática de ato de improbidade ou dele se beneficie sob qualquer forma direta ou indireta. E mais: os atos de improbidade praticados contra o patrimônio de entidade que receba subvenção, benefício ou incentivo fiscal ou creditício, de órgão público, também estão sujeitos às penalidades da Lei 8.429. Ferramentas existem- e são boas ferramentas, para punição dos que atuam com improbidade administrativa. Basta que sejamos eficientes e eficazes na denúncia, na investigação, nos processos e na aplicação das sanções. Todos, de uma maneira ou de outra, podemos e devemos nos comprometer com o combate aos atos de improbidade. É uma forma importantíssima de impedir, inibir e punir atos ímprobos, de agentes públicos, ou não.


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colaboração SHEL ALMEIDA

Como definir um artista bem sucedido? Somente aquele que tem música tocando em rádios, aparece na TV, é conhecido por públicos de todas as idades e classes sociais, pode ser considerado um artista de sucesso? O sucesso depende da exposição excessiva e da divulgação à grande mídia? Ou o sucesso pode ser relativo, vir de outras maneiras, estar ligado a um público mais específico? Três artistas surgidos em Bragança provam que sim, existe sucesso e reconhecimento além da cultura de massa. Com carreiras sólidas, construídas há mais de 10 anos, a banda de hardcore Leptospirose e os músicos Meno Del Picchia e Tatá Aeroplano firmaram-se no cenário independente. O Leptospirose é hoje uma dos grupos de hardcore mais conceituados e admirados por público e crítica do gênero. Meno Del Picchia é instrumentista respeitado e requisitado por artistas de diferentes estilos musicais. Tatá Aeroplano é vocalista e compositor das bandas Cérebro Eletrônico, Jumbo Elektro e Zeroum, é referência para público e crítica.

Leptospirose

ano ele lança o segundo álbum solo, além de mais um com o Druques, banda em que toca guitarra e faz parceria com o irmão Zé Pi, e outro com o trio instrumental Improvisado. “Esses discos já estão gravados. A previsão de lançamento é junho”, conta. No momento Meno está gravando com a dupla de reggae Peixoto e Maxado. “Acho que nós fazemos parte da primeira geração de Bragança que realmente conseguiu dar certo na música”, fala, se referindo também ao Leptospirose e a Tatá Aeroplano. “No meu caso e do Tatá, acabamos tendo que ir pra São Paulo”, comenta. “Acho maravilhoso o Leptos ter conseguido permanecer vivendo aqui”, fala. “É uma pena, mas não tem espaço para a cultura acontecer em Bragança. Um Sesc aqui seria sensacional”, avalia. “O meu sonho é voltar a morar em Bragança, mas como músico, com essa vida corrida que eu tenho, não dá”, fala. E reflete: “Eu tenho essa trajetória como instrumentista. Sou reconhecido dentro do circuito musical, mas não pelo grande público”, fala. “Mas eu não sei se quero ser famoso. Na verdade nem sei se a gente escolhe isso ou acontece. Vi artistas do meu círculo fazendo música de maneira despretensiosa e depois acontecendo”, diz. “A Tulipa Ruiz, por exemplo. Ela participou da primeira gravação do Druques. Hoje ela esta aí”, comenta. “Eu não tenho esse perfil”, compara. “Pra mim, muitos artistas estouram por acaso. É uma coisa que faz parte do inconsciente coletivo, não sei. Não é racional e nem objetivo”, finaliza.

O Leptospirose é formado pelo guitarrista e vocalista Quique Brown, pelo baixista João Guilherme Della Vecchia, e pelo baterista Sérgio Moraes. Para eles, o sucesso que a banda tem entre o público hardcore é o suficiente. “Nós estamos inseridos em um contexto muito restrito”, fala João. “Pra gente é até bom que as pessoas não nos reconheçam na rua. Não é essa a nossa intenção”, fala. “Nós somos Tatá Aeroplano respeitados por grandes figuras do meio, um dos melhores desenhistas do circuito independente, “Ser famoso é uma grande besteira”, fala Tatá. “Hoje em dia, de repente o Daniel Etê, desenha pra alguém é catapultado à gente. Isso é reconhecimenÉ uma pena, mas não tem fama sem absolutamente to,” avalia. “Hoje o Leptos está em sua melhor fase. espaço para a cultura acontecer nenhum conceito artístico”, Tocamos em lugares legais, em Bragança. Um Sesc aqui avalia. “O que me interessa a energia que rola, as podemos escolher os lugares seria sensacional écoisas boas que eu vivo em que queremos tocar,” Meno Del Picchia com a música, como estar conta. No dia da entrevista, aqui no Espírito Santo”. o Leptospirose se preparava para tocar em uma casa de shows na Rua Augusta, A entrevista com Tatá foi feita por telefone. Ele em São Paulo e no dia seguinte tocaria em Rio estava em Vitória para participar do festival Claro, no 3º Tatto Fest. Ontem a banda tocou em anual em homenagem a Sérgio Sampaio, uma Bragança com os italianos do Cripple Bastards. No de suas maiores influências musicais. “Ele era sábado repetirá a parceria, em Recife, no Festival muito lado B e viveu numa época diferente. Hoje Abril Pro Rock, referência no circuito independente. é possível um artista fazer carreira no circuito “Esse tipo de som, independente, vai ser sempre alternativo”, fala. “A internet ajuda e muito, mas marginalizado. Aquela dupla sertaneja que toca não é só isso. Tem que tomar cuidado para não música de raiz também faz parte disso, porque perder a conexão com outros artistas, viver o também está à margem do que a sociedade de tempo, ouvir as pessoas”, avalia. “O momento que massa consume”, analisa Quique. Aliás, a maneira estamos vivendo é muito especial. Artistas em como a música é compartilhada hoje em dia, não uma mesma vibração se encontrando”, comenta, é boa apenas para o artista, mas para o público se referindo ao panorama da MPB atual. Tatá interessado em coisas diferentes do habitual. “É faz parta da efervescência da nova cena paulisesse público que nos interessa”, fala João. “Alguns ta, geração de músicos independentes que têm artistas ainda sonham em estourar, mas não sabem movimentado o cenário cultural brasileiro. “No que existe outro caminho”, comenta. “Quando a nosso meio ninguém quer mostrar carrão. O que gente começou, também tínhamos essa ilusão, a gente tem prazer em mostrar um para o outro mas com o amadurecimento percebemos que não é uma música nova. Essa é o verdadeiro valor é assim. Hoje estamos felizes com o que conquis- da riqueza pra gente”, explica. “Na MPB atual a última coisa que ninguém quer é ostentar”, fala. tamos” conclui. “Estamos numa época muito criativa”, reflete. E Meno Del Picchia Tatá tem dado vazão à sua criatividade. Assim Foi com o baixo que Meno se consolidou como como Meno, está com um álbum solo saindo do músico. “Agora eu estou numa fase em que quero forno, chamado “Cão Sem Dono”. Será lançado na transcender essa coisa do instrumento”, fala. “Meno internet em junho, em CD em julho e os shows é, na verdade, multi-instrumentista, além de can- começarão em Agosto. “Quem curte de verdade tor e compositor. A sua grande qualidade é não se sabe que existem outras possibilidades além prender a um estilo específico, conseguir transitar do maistream”, avalia. “Eu faço música pra facilmente entre o jazz, rock, MPB, samba, pop. Este quem está interessado”, completa.

Fotos de Arquivo Pessoal

“Pra mim, muitos artistas estouram por acaso. É uma coisa que faz parte do inconsciente coletivo, não sei. Não é racional e nem objetivo”, Meno Del Picchia. Fotos de Rodrigo Schimdt

O que me interessa é a energia que rola, as coisas boas que eu vivo com a música”, Tatá Aeroplano Foto de Edu Moraes

Na MPB atual a última coisa que ninguém quer é ostentar” Tatá Aeroplano FOTO: SHEL ALMEIDA

João, Quique e Sérgio, do Leptospirose. “Estamos em nossa melhor fase. Tocamos em lugares legais, podemos escolher os lugares em que queremos tocar”. João.


saúde

Jornal do Meio 636 Sexta 20 • Abril • 2012

Papanicolaou em

homens

Médicos defendem que exame deveria ser mais difundido, especialmente para os homossexuais e portadores de HIV para detectar tumor anal



por MARIANA VERSOLATO/Folhapress

O exame de papanicolaou, feito em mulheres para rastrear câncer do colo do 
útero, deveria deixar de ser algo exclusivamente feminino e ser realizado também em homens, dizem especialistas.
 No Hospital das Clínicas da USP, médicos do ambulatório de proctologia e DSTs vêm fazendo, há cerca de seis anos, o papanicolaou anal em mulheres e homens para detectar lesões causadas por HPV e diagnosticar câncer de ânus precocemente. 
 O papanicolaou anal é pouco conhecido por aqui, mas é muito difundido em outros países, como os EUA. 
“Estamos lutando para as pessoas ficarem sabendo, inclusive os médicos. As pessoas têm que exigir o exame e os médicos precisam dar essa resposta à sociedade”, afirma Fábio Atui, proctologista do ambulatório do HC que participou do congresso Gut Microbiota for Health World Summit, na França. 
 Segundo ele, o tabu sobre o assunto é uma barreira para a maior conscientização sobre o exame. 
 O teste é feito numa população com maior risco de ter a doença, como pessoas com HIV, imunossuprimidos (quem fez um transplante, por exemplo), quem faz sexo anal (homem ou mulher) e pessoas com histórico de lesões genitais por HPV. 



Raro 


O câncer de ânus, apesar de raro (1,5 caso em 100 mil pessoas), tem se tornado mais frequente. Um dos fatores é a sobrevida maior de pacientes com HIV, que têm maior risco de desenvolver lesões pré-cancerosas. Uma proteína do HIV estimula a expressão do HPV. 
“Mudanças sexuais nas últimas décadas tornaram a transmissão de HPV mais intensa”, diz Luisa Villa, professora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.
 Por causa da maior exposição ao vírus, a doença é mais comum entre homens homossexuais, diz Caio Nahas, proctologista do HC. 
“Mas só o contato com áreas infectadas, com os dedos, pode passar o vírus. Não é surpreendente que pessoas que nunca fizeram sexo anal tenham lesões”, diz Villa. 
 Como o risco de câncer, nesses casos, é bem menor, o exame não precisa ser feito em homens héteros sem HIV, segundo Atui. O proctologista diz que quem tem uma lesão por HPV pode ter câncer anal, mas não dá para afirmar que ao tratar a lesão evita-se o câncer. 
 “Mas quem tiver a lesão vai ser visto de perto e o diagnóstico do câncer será precoce. O exame se justifica por isso.” 
 Villa afirma, porém, que não há pesquisas suficientes para dizer que o papanicolaou é um exame de rastreamento desse tipo de câncer. 
“Ainda precisamos de estudos para confirmar que o teste é uma ferramenta preventiva como é o papanicolaou para a mulher.” 
 A jornalista MARIANA VERSOLATO viajou a convite do Gut Microbiota for Health World Summit 


 Cresce vacinação contra HPV em mulheres mais velhas 



 Na bula, a vacina contra o HPV é recomendada até os 26 anos. Mas cresce o número de médicos que recomendam a imunização para mulheres que passaram dessa idade. 
Na última terça-feira, o Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo, promoveu um simpósio com especialistas do Brasil e do exterior para discutir o tema.
 “O ideal é que se vacine por volta dos dez anos. Mas eu recomendaria em qualquer idade. Estudos mostram que a vacina funciona em mulheres até os 44 anos”, disse o médico Darron Brown, da Universidade Yale (EUA). 
 O uso “off label” (diferente do recomendado na bula) já está tão difundido que aparece nos sites e materiais de divulgação de clínicas. 
Mas a vacinação de mulheres mais velhas levanta um debate: pacientes que já tiveram contato com o HPV devem ser imunizadas? 
 “Temos visto que a vacinação após a infeção vale a pena. A mulher que foi contaminada com um tipo de HPV ainda pode ser protegida contra os outros”, afirma a médica Adriana Campaner, da Santa Casa de São Paulo.


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ilustração: folhapress

Pioneira 
a Austrália adotou a vacina em 2007. Em palestra em São Paulo, Basil Donovan, da Universidade de Nova Gales do Sul, de Sidney, disse que a prevalência de câncer do colo do útero em mulheres jovens caiu mais de 10% nos últimos anos. 
 Segundo ele, ocorreu o fenômeno chamado “efeito de manada”. Só as meninas foram vacinadas, mas isso ajudou a barrar a circulação do vírus entre os homens heterossexuais, o que, por sua vez, reduziu a contaminação das mulheres não vacinadas. 
 A imunização, feita em três doses, não é oferecida pelo SUS -- o Ministério da Saúde ainda não incluiu a vacina no calendário oficial do país. Na rede particular, ela custa em torno de R$ 900.


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informática & tecnologia

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Sua próxima carteira

Acordos entre grandes empresas fazem decolar a tecnologia que permite fazer pagamentos usando o celular como cartão

por ROBERTO DIAS /Folhapress

Deixe em casa os cartões de crédito e débito, as notas e moedas e o talão de cheques. Pegue apenas o celular. A próxima revolução da telefonia deve mudar a forma como pagamos as contas. Uma corrida frenética une fabricantes de aparelhos, teles, bancos, operadoras de cartão e desenvolvedoras de chips para fazer do celular (também) a sua carteira. Esse foi um tema central do Mobile World Congress, maior evento do setor de telefonia, realizado na última semana em Barcelona. Diferentes tecnologias impulsionam a corrida. A estrela, já não tão nova, se chama NFC (“near field communication”, na sigla em inglês). É uma transmissão de dados sem fio que funciona ao aproximar o celular do terminal de cobrança. Um processo parecido com o que ocorre hoje com os cartões, mas não é necessário contato. As novidades nesse front se acumulam. A Vodafone, gigante global da telefonia, vai oferecer serviços de cobrança com NFC em cinco países europeus, numa parceria com a Visa. A Visa que, por sua vez, se uniu à Samsung para colocar nas ruas de Londres, nos Jogos Olímpicos deste ano, um sistema de pagamento via celular que vai funcionar até no transporte público. Nos EUA, o Google lançou, em setembro passado, a Google Wallet, no celular Nexus S, da Samsung, com cartões da MasterCard. Em breve, modelos da LG terão o serviço. Ainda no mercado americano, um grupo chamado Isis, união das operadoras AT&T, Verizon e T-Mobile, lançará neste ano sua própria carteira para celular. Com tantos atores de áreas tão diferentes para agrupar, fica fácil entender por que a revolução demorou a deslanchar -já se vão mais de seis anos desde que a revista “Economist” publicou reportagem sobre o NFC sob o título “Num futuro muito em breve”. A GSMA, associação de operadoras e fabricantes de celulares, acredita que o “muito em breve” chegou. Estima que nos próximos três anos será vendido 1,5 bilhão de celulares com tecnologia NFC, o que equivale a um quarto do total de linhas existentes hoje no mundo.

E o brasil?

As empresas veem uma chance clara de lançar no Brasil celulares capazes de substituir os cartões e enxergam também um grande caminho de inclusão bancária, já que 40% da população não tem conta corrente. A Visa diz conversar com teles brasileiras para implementar a tecnologia, mas não dá prazo. A vantagem é que já há uma base grande instalada de aparelhos e cartões com chip. “Dar o passo para o celular é mais fácil a partir daí”, diz Rodrigo Meirelles, diretor da Visa para pagamentos móveis na América Latina. O xadrez passa pelo governo. O Ministério das Comunicações defende que o dinheiro que girar nos celulares esteja atrelado a uma conta bancária -algo que será discutido com o Banco Central ainda neste mês. Dados dos clientes ficam protegidos, dizem empresas Fabricantes defendem que a tecnologia NFC é segura, mas já foram identificadas fragilidades no sistema

No mês passado, especialistas em segurança apontaram falhas no serviço do Google que usa o NFC A dúvida mais óbvia e recorrente quanto aos pagamentos por celular diz respeito à segurança da tecnologia. Defensores do NFC afirmam que ele é diferente do Wi-Fi porque exige proximidade para estabelecer contato -o que indicaria um desejo de completar a transação. Mas e se alguém aproveitar um show, por exemplo, para tentar furtar seus dados? Não há perigo, diz quem vende essa tecnologia. As informações financeiras ficam num elemento protegido do cartão do celular, só acessível com o aparelho ligado e após digitada a senha. E se levarem o celular? É exatamente igual a roubarem seu cartão de crédito e seu telefone, afirma o lado pró-NFC, que recomenda tomar as mesmas atitudes cabíveis nesses casos.

Brechas

Nada disso, porém, afasta de vez os temores sobre o sistema, que ganharam força no mês passado, quando duas falhas no Google Wallet, serviço que faz pagamentos via NFC, foram descobertas. Em 8 de fevereiro, a empresa de segurança Zvelo anunciou que terceiros poderiam descobrir o código numérico que autoriza as transações do Google Wallet. Bastaria o telefone cair em mãos erradas. Porém, isso só era possível em aparelhos em que foi feito o “root”, processo que permite acesso a recursos do sistema operacional normalmente limitados ou bloqueados para o usuário final. O Google respondeu dizendo que não indica instalar o Google Wallet em celulares que passaram por “root”. Um dia após o anúncio da primeira falha, o blog The Smartphone Champ postou um vídeo no qual mostrava mais um problema com o serviço, que afetava todos os seus usuários. Ao explorar a falha, terceiros poderiam ter acesso aos créditos pré-pagos ligados ao aparelho. O Google solucionou a falha, e, em blog da empresa, Osama Bedier, vice-presidente da divisão responsável pelo Google Wallet, afirmou que o serviço é seguro.

ricos passarão por uma mudança cultural já presente em muitos lugares pobres. Enxergar o celular como uma carteira é uma realidade na África. O salto aconteceu porque era mais fácil expandir os meios de pagamento numa base já instalada (os celulares) do que investir em outra (um sistema bancário). Na falta óbvia do NFC, a tecnologia que impulsionou os celulares africanos foi o velho e bom SMS, ainda que de forma criptografada e algumas vezes “disfarçado” em telas mais amigáveis. “Quando existe uma falta muito grande de infraestrutura, as novas tecnologias acabam avançando muito mais rapidamente”, diz Khalid Fellatti, da Western Union. Códigos simples indicam as ordens bancárias, como depósitos e transferências. O esquema permite, por exemplo, que as pessoas não guardem dinheiro em casa nem tenham que vencer longas distâncias até os bancos. O país onde esse tipo de serviço mais se desenvolveu é o Quênia, com mais de 20 milhões de correntistas móveis. Mas espera-se que a Nigéria assuma logo mais a primeira posição. O boom de carteiras na África criou vários casos de sucesso empresarial, como a M-Pesa, companhia que domina o serviço no Quênia, da MTN, que fez o mesmo em Uganda, e a sul-africana Fundamo, que acabou comprada pela Visa. Fotos: EFE/Toni Albir

Vulnerabilidade

Não há sinais de ataques de hackers a aparelhos com NFC, mas em teoria eles são possíveis. Na última conferência de segurança NinjaCon, Collin Mulliner, pesquisador da Universidade de Berlim, injetou um malware em um celular com NFC ao aproximá-lo de outro telefone. Concorrentes do NFC exploram, no discurso, essa fragilidade. “As pessoas não querem colocar um cartão de crédito num aparelho móvel. E não querem que isso fique armazenado ali, porque têm medo”, diz John Donahoe, presidente do eBay, dona do PayPal, empresa de pagamentos pela internet que usa outras tecnologias. “Vai demorar anos (e não meses) até você ver o NFC sendo usado largamente por varejistas”, complementa. Na África, milhões de pessoas usam SMS para pagamentos A ironia da história dos pagamentos moveis é que os países

O celular NFC e software da Visa


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Mão na massa Aprenda fazer massa caseira e molhos

por deborah martin salaroli

Muita gente pensa que fazer macarrão em casa é uma loucura, uma insanidade! Na verdade, aprendi essa receita de massa caseira com minha mãe, que faz até hoje com uma facilidade incrível. Por que comprar pronta? O sabor é incomparável! Mãos a obra... Para cada 100g de trigo, use 1 ovo inteiro. Não coloque sal, água, ... nada mais. Só acrescente para cada massada 1 colher (sopa) de óleo comum. Amasse bem até obter uma massa lisa e dura. Adicione mais farinha, caso haja necessidade. Cubra com um plástico para não secar. Deixe descansar na geladeira por 30 minutos ao menos. Isso ajudará na hora de abri-la. Use um cilindro de abrir massas para fazer o macarrão. Passe um pedaço (envolva em trigo sempre) no cilindro no nº 1 (o mais largo) por várias vezes, até começar a escutar bolhas de massa explodindo. Então, vá aumentando os números até chegar na espessura desejada (eu cilindro até o nº 7 - gosto de massa meio grossinha!) Corte no formato desejado e enfarinhe bem para não grudar. Não economize na farinha! Depois de pronta, coloque muita água para ferver com um fio de óleo e sal. Mexa de vez em quando para não grudar. Em 7 a 9 minutos já estará cozida... Agora é só colocar o molho escolhido e mangiare! Buon appetito! Dica: Cada receita com 2 ovos serve bem 3 pessoas (ou 2 gulosas). Molho ao sugo vapt-vupt Para este molho é só derreter numa panela 3 colheres cheias de manteiga e refogar 2 ou 3 dentes de alho picadinhos (não moer!). Depois acrescenta 1 lata de molho de tomates (eu pico grosseiramente 8 tomates que estão inteiros). Acerto o sal, os temperos, coloco folhas de um bom galho de manjericão. Mexeu, ferveu, misturou no macarrão já cozido, parmesão e comeu!!! E o melhor: todo mundo jura que é feito de tomate fresquinho, direto da horta!

Quer mais moleza?

Molho com tomatinho cereja Refogue numa panela pequena 2 dentes de alho em filetes em 2 colheres de margarina, acrescente 200g de tomatinhos cereja cortados em 4, 1 xícara de folhas de manjericão, sal a gosto, pimenta do reino e deixe ferver por 10 minutos. Molho branco Refogue 1 cebola ralada em 3 colheres de margarina. Acrescente 500ml de creme de leite fresco, 250ml de leite integral, 3 colheres (rasas) de amido de milho e 1 tablete de caldo de galinha e mexa até engrossar. Se o molho ficar muito espesso, adicione mais leite. Acerte o sal. Acrescente uma pitada de noz moscada ralada na hora.

Junte ao macarrão já cozido.

Molho de linguiça Frite em 1 colher de óleo ½ kg de linguiça de lombo ou pernil em pedaços ou rodelas. Então jogue para dentro da panela 1 cebola ralada, depois 1 kg de tomate batido no liquidificador (e peneirado), 1 cubo de caldo de carne, 6 folhas de manjericão inteiras e deixe cozinhar em fogo baixo, até engrossar levemente. Acerte o tempero do molho, cozinhe a massa e junte tudo. Molho de sálvia Aqueça numa panela ¼ xícara (chá) de azeite e 2 colheres de manteiga, adicione 2 dentes de alho em lâminas e deixe dourar. Acrescente 1 pitada de sal e 6 folhas de sálvia picadas (ou mais, se preferir). Desligue o fogo e use na massa já cozida. Polvilhe queijo ralado a gosto. Na próxima semana temos mais um encontro marcado. Espero por você. Beijo-delícia Deborah Deborah Martin Salaroli, amante da culinária e a tem como passatempo por influência da avó paterna desde criança. Desde abril de 2010, é criadora e autora do blog www. delicias1001.com.br recheado somente de receitas testadas e aprovadas. Alguma sugestão ou dúvida? Mande um e-mail para delicias1001@uol.com.br


seus direitos e dever

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Tripartição de funções por gustavo antônio de moraes montagnana/gabriela de moraes montagnana

Levando em consideração o atual momento político pelo qual a passa a sociedade brasileira, prestes a eleger novos governantes e parlamentares municipais e, ainda, o resultado do recente julgamento pelo Supremo Tribunal Federal da ADPF que pretendeu obter posicionamento daquele Tribunal sobre o aborto de feto anencéfalo, mister se faz uma reflexão. Tem se tornado recorrente a intervenção do STF no cenário político nacional. Raros são os dias em que as decisões do Tribunal não se tornam manchete dos principais jornais brasileiros, seja no caderno de política, economia, legislação, polícia e eventualmente nas páginas de ciências, educação e cultura. Conforme bem destaca Oscar Vilhena Vieira, Professor de Direito Constitucional da Escola de Direito da Fundação Getúlio Vargas, em artigo intitulado “ SUPREMOCRACIA”, “a cada habeas corpus polêmico, o Supremo torna-se mais presente na vida das pessoas; a cada julgamento de uma Ação Direita de Inconstitucionalidade, pelo plenário do Supremo, acompanhado por milhões de pessoas pela “TV Justiça” ou pela internet, um maior número de brasileiros vai se acostumando ao fato de que questões cruciais de natureza política, moral ou mesmo econômicas são decididas por um tribunal, composto por onze pessoas, para as quais jamais votaram e a partir de uma linguagem de difícil compreensão, para quem não é versado em direito”. A expansão da autoridade do STF, para muitos, é decorrência da retração do sistema representativo e de sua incapacidade de cumprir as promessas de justiça e igualdade, inerentes ao ideal democrático e incorporadas nas constituições contemporâneas. Recorre-se ao judiciário como guardião último dos ideais democráticos. O que gera, evidentemente, uma situação paradoxal, pois, ao buscar suprir as lacunas deixadas pelo sistema representativo, o judiciário apenas contribui para a ampliação da própria crise de autoridade da democracia, segundo as lições do jurista francês Antoine Garapon. A ação que procurou discutir a possibilidade de aborto de feto anencefálico, teve como fundamento o fato de que a proibição

afronta os preceitos dos artigos 1º, IV (dignidade da pessoa humana); 5º, II (princípio da legalidade, liberdade e autonomia da vontade); 6º, caput, e 196 (direito à saúde), todos da CF. Por maioria, a ação foi julgada procedente e com isso o Tribunal autorizou o aborto nos casos em que resta constatada a ausência de cérebro do feto, interpretando conforme a Constituíção Federal a norma penal que tipifica como crime a conduta do aborto, editada na década de 40. Não há como se negar que, mais uma vez, o Tribunal agiu positivamente, subvertendo a sua verdadeira função de legislador negativo. Cada vez mais comumumente estas questões batem às portas do Judiciário, após frustradas tentativas de que a adequação da lei à realidade social fosse levada à cabo pelo Poder, constitucionalmente, criado para isso, o Legislativo, legitimo representante dos reclamos sociais. Como salientou em seu voto o Ministro Ricardo Lewandovski, “caso o desejasse, o Congresso Nacional, intérprete último da vontade soberana do povo, considerando o instrumental científico que se acha há anos sob o domínio dos obstetras, poderia ter alterado a legislação criminal vigente para incluir o aborto de fetos anencéfalos, dentre as hipóteses de interrupção da gravidez isenta de punição. Mas até o presente momento, os parlamentares, legítimos representantes da soberania popular, houveram por bem manter intacta a lei penal no tocante ao aborto, em particular quanto às duas únicas hipóteses nas quais se admite a interferência externa no curso regular da gestação, sem que a mãe ou um terceiro sejam apenados”. Nas palvras de Luis Roberto Barroso “deveras, foi ao Poder Legislativo, que tem o batismo da representação popular e não o Judiciário, que a Constituição conferiu a função de criar o direito positivo e reger as relações sociais”. Ora, desta tarefa não pode se afastar o Poder Legislativo, devendo o povo, verdadeiro titular do poder, cobrar referida atuação. Há quem traga à lume para tentar explicar esse novo panorama politico-social, o argumento da fragilidade dos demais

poderes. Ressaltam que os tribunais constituiriam um meio mais confiável para garantir a segurança jurídica, estabilidade e previsibilidade do que legisladores democráticos, premidos por demandas “populistas” e necessariamente pouco eficientes, de uma perspectiva econômica. O orgumento revela um comportamento passivo e cordato, que não pode ser aceito por uma sociedade democrática, que tem o direito e o dever de exigir que os seus representantes exerçam a fução legislativa à contento, com o fim regular a vida social, de acordo com as evoluções que ela experimenta, de forma relevante, possibilitanto um amplo debate entre os mais diversos setores da sociedade. Vereadores, Deputados e Senadores tomam o compromisso de desempenhar da melhor forma o encargo que lhes é imposto com a diplomação. E o fazem livremente, mediante remuneração. É chegada a hora de que se fomente o debate sobre o ineficiente papel do Legislativo e que se exija uma pronta e adequada atuação destes importantes atores do regime democrático, o que permitirá que o princípio da separação do poderes ou da tripartição das funções (executiva, legislativa e judiciária), ainda que sob a vertente do Estado Social, seja observado. “Não que o sujeito deva sair falando da democracia ou espalhando-a por ai, mas sim entender que se trata precisamente de uma coisa muito delicada, feita de pequenos e frágeis mecanismos e práticas”. (Timothy Snyder) “As democracias se corroem bem depressa. Elas se correm porque a maioria das pessoas não se preocupam muito com elas.” (Tony Judt). Porém, ainda temos esperança, pois como observa com sua pena privilegiada o imortal Rui Barbosa, “o Brasil não é ‘isso’. É ‘isso’. O Brasil, senhores, sois vós. O Brasil é esta Assembléia. O Brasil é este comício imenso, de almas livres.” Até a próxima! Gabriela de Moraes Montagnana Gustavo Antonio de Moraes Montagnana Advogados


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Foi com grande alegria que fotografei essa sessão pré-wedding

belíssimos cenários para tornar a composição mais agradável

desse lindo casal: Inessa e Marcos. Um casal extremamente

ainda. Sem contar a beleza dos lindos olhos claros do casal

simpático que se entregaram de uma forma muito romântica

deixando as fotos maravilhosamente belas. Se você quiser pode

para este trabalho. A Sessão” Pré-Wedding” é uma produção

assistir o making of deste trabalho no Vimeo através do link:

fotográfica do casal que eu faço uns dias antes do casamento. É uma forma muito agradável de alinharmos a personalidade fotográfica de cada um para fazermos um lindo trabalho no Grande Dia deles. A sessão foi feita no Lago da Palavra da Vida em Atibaia. Um lugar incrível onde a natureza nos premia com

http://vimeo.com/40472804


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2º veículos e variedades

Caderno

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por Igor Macário e Rodrigo Machado/AUTO PRESS

A Fiat conseguiu de novo. Desbancou o Volkswagen Gol da liderança do mercado nacional de carros e colocou o Uno na frente pela terceira vez na história do modelo. O resultado marcante aconteceu em março deste ano, e se juntou aos meses de fevereiro e dezembro de 2011 como os períodos que o subcompacto italiano foi mais vendido que o modelo da fabricante alemã. E o sucesso do Uno está na cara. Ou melhor, nas muitas caras do carro. Enquanto a Volks oferece o Gol em apenas uma proposta – a aventureira Rallye vende bem pouco –, a Fiat diversifica. No total, são cinco diferentes variantes para o modelo, que passam pela esportiva Sporting e chegam até a mais recente, a ecológica Economy. Além disso, o carro tem uma “aura” jovial e bem-humorada, com muitas opções de personalização, o que o torna bem mais atrativo. Longe da seriedade alemã, por exemplo. Ou seja, o Uno abrange um grande espectro de consumidores com os gostos mais variados. Ao menos por enquanto, os compradores “verdes” não têm ido às concessionárias com tanta vontade. A Fiat declara que apenas 7% dos Uno vendidos são da configuração Economy. Mas, em números absolutos, a história fica mais interessante. Afinal, a porcentagem representa um total de cerca 1.400 unidades mensais. Quando é feita a comparação direta com o Gol em números de vendas, a importância das diversas versões aparece ainda mais. A diferença entre os dois em 2012 é de apenas 495 carros – até março. Ou seja, qualquer impulso para um dos lados é fundamental para definir a liderança. Vale lembrar que tanto Uno como Gol continuam com suas gerações antigas à venda e os números de emplacamentos são somados no ranking da Fenabrave. Para trazer a proposta ecológica para um carro de alcance popular, a Fiat preferiu usar um motor mais forte que um 1.0 – que precisa ser usado em giros muito altos para ter um desempenho aceitável. E, para isso, deixou o 1.4 Evo – de 88 cv e 12,5 kgfm – mais manso. A central eletrônica do motor foi modificada para beneficiar o consumo. O sistema cut-off – que corta a injeção de combustível quando o carro está engatado e em desaceleração e usado em todos os motores com injeção eletrônica – também foi recalibrado para entrar em ação com mais rapidez, sem comprometer a dirigibilidade. A relação final do câmbio também mudou e agora está 9% mais longa – apesar de a quinta marcha ser mais curta , o que deixa o motor trabalhando sempre em rotações mais baixas. O carro ficou 10 mm mais baixo para melhorar a resistência ao ar e o conjunto de suspensão teve molas e amortecedores revistos para manter o Fotos: Jorge Rodrigues Jorge/Carta Z Notícias

comportamento dinâmico da linha. No total, a Fiat declara que tudo isso diminui o consumo de combustível em 10% a 15%, mesmo que o peso declarado do carro seja exatamente o mesmo da versão Attractive, em que a Economy se baseia. Para manter o preço da nova configuração R$ 1 mil mais barato do que a Attractive, a Fiat tirou da lista de itens de série diversos itens de conforto, como apoio do pé, comando interno dos retrovisores e volante com regulagem de altura, por exemplo. Portanto, a lista de equipamentos traz apenas o básico. Para deixar o Uno “verde” com os itens essenciais – ar, direção e vidros elétricos –, é preciso desembolsar R$ 34.666. De um jeito ou de outro, é o automóvel ecológico mais barato à venda no Brasil. E de quebra, atualmente é o carro mais vendido do ano.

Ponto a ponto

Desempenho – O 1.4 8V de 88 cv é bem melhor que o 1.0 litro que equipa as versões mais baratas do Uno, no entanto, o desempenho ainda deixa a desejar. A Fiat afirma que o Uno Economy acelera de zero a 100 km/h em apenas 10,8 segundos quando abastecido com etanol, mas as arrancadas são um tanto morosas e mesmo o torque máximo – 12,5 kgfm – chegando a medianas 3.500 rotações, parece aquém do esperado, mesmo para um 1.4. Além disso, apesar de ter recebido melhorias em relação às primeiras unidades, o propulsor ainda é áspero em altas rotações. Nota 6. Estabilidade – O Uno contorna curvas sem pregar sustos no motorista. A suspensão usa o tradicional arranjo McPherson na dianteira com barra de torção atrás e garante comportamento neutro na maior parte das situações. Saídas de frente em curvas de baixa velocidade são facilmente contornáveis, mas há uma desconfortável oscilação dianteira em velocidades mais altas – herança da primeira geração do Palio. Ao menos, o acerto mais macio da suspensão deixa passar poucas imperfeições do solo para os ocupantes. Nota 7. Interatividade – Nenhum mistério na utilização do Uno Economy. O interior tem soluções inteligentes, com botões grandes e bem localizados. Os comandos são leves e de fácil utilização, e apenas o conta-giros diminuto tem a visualização prejudicada. Os botões do som são pequenos e de qualidade duvidosa, assim como a qualidade do sistema. A visibilidade é boa por todas as janelas. Nota 8. Consumo – O Fiat Uno Economy registrou médias de 11,6 km/l em estrada e 8,5 km/l na cidade com gasolina. A Fiat fala em 14,7 km/l e 11,3 km/l respectivamente. O InMetro conseguiu 8,7 km/l na cidade e 10,4 km/l na estrada. Nota 7.

Tecnologia – Não há como exigir muito de um compacto de entrada. Por dentro, apenas o rádio com CD e entradas para iPod e USB merecem destaque. Airbags frontais e freios com ABS e EBD são opcionais. Nota 6. Conforto – O modelo é relativamente confortável, os revestimentos são agradáveis e há espaço suficiente para quatro adultos de estatura mediana. As quatro portas facilitam o entra e sai, mas o isolamento acústico, previsivelmente, deixa a desejar. É necessário elevar o tom de voz com o carro acima dos 100 km/h, e torna o carro algo cansativo em viagens longas. A suspensão mais macia dá sua contrapartida no conforto maior dos passageiros, que sofrem menos com buracos e ondulações. Nota 7. Habitabilidade – A Fiat encheu o Uno de porta-objetos, que poderiam ser mais úteis. Os vãos das portas, por exemplo, são estreitos demais, ainda que tenham espaços definidos para garrafas de até 1,5 litro. As formas quadradas da carroceria ajudam na acomodação de todos, e o porta-malas está na média do segmento, com 270 litros facilmente acessíveis pela tampa traseira. Nota 8. Acabamento – É onde o modelo mais mostra suas origens. Os plásticos são muito simples e há rebarbas aparentes. Até a pequena faixa de tecido nas portas é opcional. Ao menos, o interior é funcional e os encaixes não fazem barulho mesmo sobre pavimentos ruins. O console no teto é feito de um material de aspecto muito pobre. Nota 7. Design – Com quase dois anos de mercado, as linhas do Uno ainda se destacam nas ruas e dentro do segmento, já que foi uma das últimas novidades entre os compactos de entrada – depois dele apenas o Nissan March foi lançado. O visual remete ao novo Panda europeu e dá um ar “alegre” ao pequeno hatch. Nota 8. Custo/beneficio – O lançamento do Uno Economy criou um problema para a Fiat na gama do modelo. Por R$ 30.190, ele é exatos R$ 1 mil mais barato que a versão Attractive, e pelo desconto, perdeu itens como o console de teto e computador de bordo. Ainda que quando mais equipado a diferença diminua bastante – menos de R$ 200 com todos os opcionais –, o Economy ainda adiciona pneus com menor resistência à rolagem, que prometem maior economia de combustível. A nova versão equipada com itens básicos, como ar-condicionado, direção hidráulica e vidros elétricos, custa R$ 34.666, enquanto a Attractive vai a R$ 35.372. O Uno com motor 1.4 acaba não tendo concorrentes diretos, já que é o único da faixa mais simples a contar com um motor maior. Em termos de preço, apenas o Chevrolet Corsa, em fim de carreira, entrega motor 1.4 com Nota 8.

Total – O Fiat Uno Economy 1.4 somou 74 pontos em 100 possíveis.

Impressões ao dirigir

Origem humilde Concebido para ser um carro de entrada, o Uno não nega sua vocação “popular” mesmo nas versões mais caras. A simplicidade no acabamento, assim como a magra lista de equipamentos de série – até o ar quente é cobrado à parte –, denunciam logo que se trata de um modelo “básico”. O visual é o mesmo de todas as outras versões, salvo Sporting e Way que têm adereços estéticos de acordo com suas pretensões esportivas e aventureiras, respectivamente. Portanto, nenhuma surpresa, nem por fora e nem por dentro, ao se aproximar de um Uno Economy. O motor 1.4 litro de 88 cv com etanol, já bastante conhecido, tem respostas bem mais mansas que o esperado. Mesmo leve – apenas 925 kg –, o Uno custa a deslanchar. Na cidade, há até algum fôlego extra, principalmente se comparado ao motor 1.0 da própria Fiat. Mas na estrada a situação é um tanto complicada. Ultrapassagens ainda exigem cálculo, reduções de marcha e pé embaixo para extrair o máximo do pequeno propulsor. Além disso, ele gira áspero e parece não gostar de rotações mais elevadas, justamente onde está a potência máxima. Se ao menos a contrapartida fosse o consumo comedido, como prometido pela Fiat para a versão, ele seria uma proposta até interessante, com até 14,7 km/l na estrada. Entretanto, as médias ficaram bem abaixo disso – mal chegaram a 12 km/l com etanol em 900 km em rodovias. O Uno não é um carro extremamente confortável, mas ainda assim dá a seus ocupantes alguma comodidade. O diferencial foi alongado para a versão Economy, o que se traduz em rotações mais baixas em velocidades de cruzeiro e, portanto, menos barulho a bordo. A unidade avaliada contava com um revestimento aveludado – opcional conjugado a itens como encosto de cabeça central traseiro e regulagem de altura do banco do motorista – agradável ao toque e que dá um ar menos básico ao modelo. A Fiat queria que o viés ecológico fosse o maior atrativo do Uno Economy. Entretanto, a real vantagem da versão acaba sendo o preço R$ 1 mil abaixo da Attractive 1.4, que oferece o exatamente o mesmo conjunto – salvo o pouco útil console no teto, herdado da minivan Idea, de série no Uno mais caro. E a nova versão ainda agrega pneus de baixa resistência à rolagem de série, que deveriam contribuir para a melhor eficiência do modelo, e mantém a boa robustez já conhecida do Uno.


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por Eduardo Rocha/AUTO PRESS Fotos: Luiza Dantas/Carta Z Notícias

Ao decidir importar a a Honda queria o melhor de dois mundos: popularidade e prestígio. A ideia era aproveitar o monopólio que mantém no mercado mercado brasileiro para apresentar o lado mais tecnológico da marca – como é conhecida, por exemplo, na Europa. Mas nesse cabo de guerra, entre a fabricante de motos de baixa cilindrada e a de marca com engenharia altamente sofisticada, vence a primeira imagem. A VFR 1200F até consegue marcar presença no segmento de motos de Sport Touring, que tem números muito tímidos. Em exatos 12 meses – foi lançada em abril do ano passado –, a Honda emplacou 160 unidades, ou pouco mais de uma dúzia por mês. É pouco. A projeção inicial era vender 240 unidades nesse período. De qualquer forma, representa mais de 50% desse segmento, que gira em torno de 300 unidades por ano. A rival direta é a linha K1300, da BMW, que vendeu em todo o ano passado 111 unidades. As pequenas vendas desse gênero de motocicletas no Brasil se explicam pelas condições das estradas brasileilras. São motos pensadas para grandes viagens em rodovias em boas condições – situação pouco encontrável no país. O preço também não ajuda muito, pois elas custam em torno de R$ 70 mil. É caro, mas não fica tão distante do pedido por motos superesportivas, que têm um mercado 10 vezes maior – o segmento emplaca mais de 3 mil unidades por ano. Apesar de também exigirem estradas de boa qualidade, esses modelos atraem mais consumidores exatamente por serem talhadas para trajetos mais curtos. Funcionam como brinquedo de fim-de-semana. Já a VFR tem atributos menos explícitos e bem mais requintados. A começar pelo fato de ser a primeira motocicleta do mundo que usa um sistema de dupla embreagem com câmbio automatizado. Isso eliminou o manete de embreagem e o pedal de marchas. Na função, entram dois botões no lado esquerdo do comando no guidão, um sobe as marchas e outro reduz. No lado esquerdo, entra um freio de estacionamento. O sistema passa a ser necessário pois sempre que o motor é desligado, o câmbio vai para em neutro. Não dá para “segurar” a moto engrenada. Por ser pensada para viagens longas, a posição de dirigir é mais natural, menos deitada que nas superesportivas. O que não impede que o motor possa falar alto no modelo. Trata-se de um quatro cilindros em V a 76º, quatro tempos, arrefecido a líquido, com 1.237 cm³, com 172,7 cv de potência máxima a 10 mil rpm e 13,2 kgfm de torque a 8.250 rpm. A força do propulsor é transferida à roda traseira através de um eixo cardã, que gira no interior do monobraço da suspensão, que fica do lado esquerdo. No lado direito foi instalado o cano de descarga, que é bem curto, com saída dupla. E como a ideia era apostar na imagem de tecnologia, a Honda desenvolveu para o modelo um visual bem característico, com uma carenagem chamada “double layer”, que realmente dá a impressão de ser feita em duas camada. Este design deixa a VFR 1200F parecendo um protótipo, daqueles

apresentados em Salões de Motocicletas. Nada mais apropriado para uma moto que ser vender a imagem de futurista.

Impressões ao dirigir

Se fosse um personagem, a VFR 1200F estaria em um filme épico. A Sport Touring da Honda foi talhada para aventuras grandiosas, de preferência com enormes distâncias. Não é do seu feitio trajetos comezinhos, como ir de casa para o trabalho, ainda mais com tráfeco pesado. No trânsito urbano, inclusive, é onde a VFR mostra suas principais limitações. A frente baixa e larga alinha os retrovisores da moto com os da maioria dos carros, o que dificulta um bocado passar no “corredor”. Mas pior que isso é a ausência de embreagem, muito sentida em manobras de baixa velocidade, situação em que a moto dá pequenos trancos ao reduzir as marchas. Com isso, o piloto perde o controle fino dos movimentos – quando o veículo está muito lento, é normal recorrer à embreagem para suavizar as reações. Em vias de trânsito livre ou, melhor ainda, em ambiente rodoviário, a VFR facilita tanto os passeios mais contemplativos quanto os “tiros” em busca de performance. O sistema de transmissão exige poucos minutos para ser assimilado. A posição de pilotar também encoraja quem pretende ficar horas a fio sobre duas rodas. A carenagem desvia eficientemente o fluxo de ar e cria uma área protegida, aconchegante até, para o piloto. A painel é completo e tem interface agradável. Os comandos são bem suaves e o acabamento e materiais utilizados são de primeira linha. A VFR harmoniza esportividade, luxo e tecnologia. Mas talvez seja sofisticada demais para as primitivas estradas brasileiras.

Ficha técnica

Honda VFR 1200F Motor: A gasolina, quatro tempos, 1.237 cm³, quatro cilindros em “V”, quatro válvulas por cilindro e comando simples no cabeçote. Injeção eletrônica multiponto sequencial. Câmbio: Automatizada de dupla embreagem de seis marchas com transmissão por eixo cardã. Potência máxima: 172,7 cv a 10 mil rpm. Torque máximo: 13,2 kgfm a 8.750 rpm Diâmetro e curso: 81 mm X 60 mm. Taxa de compressão: 12,0:1 Suspensão: Dianteira com garfo telescópico invertido e ajuste de pré carga da mola com 120 mm de curso. Traseira monoamortecida, com amortecedor a gás com ajuste de pré-carga e curso de 130 mm. Pneus: 120/70 R17 na frente e 190/55 R17 atrás. Freios: Disco duplo flutuante de 320 mm na frente e disco simples de 276 mm atrás. Oferece ABS de série Dimensões: 2,24 metros de comprimento total, 0,74 m de largura, 1,22 m de altura, 1,54 m de distância entre-eixos e 0,81 m de altura do assento. Peso: 264 kg. Tanque do combustível: 18,5 litros. Produção: Kumamoto, Japão. Lançamento mundial: 2010. Lançamento no Brasil: 2011. Preço: R$ 69.900.


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Em menor escala por Augusto Paladino/AUTO PRESS

A Ford confirmou a produção do novo Fusion no México, lugar onde já é feita a atual geração do sedã médio-grande da marca. Para isso, serão investidos US$ 1,3 bilhão na fábrica de Hermosillo a partir de 2013. A maior parte das unidades deve ter os Estados Unidos – onde será lançado no fim do ano – como destino final, e é certo que o carro também será importado para o Brasil. Mas em número bem menor de unidades em comparação com a atual geração. O novo acordo comercial entre os dois países impõe um sistema de cotas que limita as exportações mexicanas.

Foto: Divulgação

Ford Fusion


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Banho de loja por Augusto Paladino/AUTO PRESS Foto: Divulgação

A terceira geração do ML já tem data para chegar ao mercado nacional. O renovado utilitário esportivo da Mercedes-Benz será lançado no Brasil em agosto deste ano. O modelo foi apresentado mundialmente no Salão de Frankfurt do ano passado, em setembro, e recebeu um visual completamente novo. Além disso, o SUV ficou mais equipado, com itens como acesso a internet e um melhor acabamento, com direito até a cobertura

Mercedes-Benz ML

de madeira no interior.

Notícias

Automotivas por Augusto Paladino/AUTO PRESS

Chamada mínima – A Honda do Brasil convocou um recall de apenas 165 unidades do utilitário CR-V. As unidades produzidas entre 2002 e 2004 podem ter um problema na fiação dos faróis baixos, o que pode ocasionar apagamento ou não acendimento do equipamento. Todos os exemplares são importados do Japão e, de acordo com a fabricante, nenhum acidente foi registrado por causa da falha. O atendimento aos clientes do CR-V começa a partir do 16 de abril. Recall dos grandes – A Nissan convocou um recall para a picape Frontier e o SUV Pathfinder fabricados entre 2006 e 2009. Segundo a marca, a chamada é para verificar o chicote de acionamento elétrico do banco do motorista. Ele poderia não funcionar ou ser acionado de maneira involuntária, mudando a posição de dirigir do condutor. A Nissan aproveitou para avisar que nenhum acidente foi registrado por conta do problema. Precoce – A mudança do acordo comercial entre Brasil e México fez a Nissan alterar o cronograma da nova fábrica de Resende. Antes, a expectativa era que a produção de veículos na unidade só começasse em 2014, mas o novo regime – agora baseado em cotas – fez com que a marca antecipasse os planos. O próprio presidente mundial da Renault Nissan, o brasileiro Carlos Ghosn, declarou que a fábrica deve começar a fazer carros “bem antes do planejado”. Serão US$ 1,4 bilhão investidos na nova unidade industrial, que terá capacidade para fazer 200 mil veículos/ano. Motivação tributária – O novo IPI para carros importados de fora do eixo Mercosul e do México fez a Chery se apressar com a sua fábrica que está sendo erguida

em Jacareí, no interior de São Paulo. A previsão inicial era começar a produção daqui a dois anos. Entretanto, duramente afetada com a medida do governo nacional, a marca chinesa deve começar a montar carros no Brasil no fim do ano que vem. Até lá, a Chery pretende que o governo mude a regra da cobrança do IPI, amenizando quem está em processo de construção de indústrias em solo nacional. Octanagem em alta – Do lado financeiro, ter um carro no Brasil não é dos negócios mais inteligentes. Afinal, o preço do automóvel já é bem caro quando comparado a outros países – inclusive do próprio Mercosul. Além disso, uma recente reportagem da Agência Brasil informou que a gasolina brasileira é 50% mais cara que a vendida nos Estados Unidos, por exemplo. O galão de 3,8 litros é comercializado lá por US$ 4 em média – algo em torno de R$ 7 –, enquanto aqui, a mesma quantidade de combustível vale US$ 6 – ou R$ 11. Estrelas velozes – Para crescer é preciso vender. E para vender é preciso produzir. Com essa óbvia lógica em mente, a Mercedes pretende reduzir o tempo de fabricação dos seus modelos – e, consequentemente, fazer mais carros. A marca alemã quer diminuir em cerca de 30% o tempo que um Mercedes demora para ser feito, das atuais 43 para 30 horas. Para conseguir isso, a empresa irá reduzir o número de plataformas de veículos até 2015, o que vai simplficar o processo de produção. Ao mesmo tempo, a ideia é diversificar a linha, criando novos produtos.


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Edição 20.04.2012