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Braganรงa Paulista

Sexta 06 Abril 2012

Nยบ 634 - ano X jornal@jornaldomeio.com.br

jornal do meio

11 4032-3919


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para pensar

Jornal do Meio 634 Sexta 06 • Abril • 2012

Expediente Jornal do Meio Rua Santa Clara, 730 Centro - Bragança Pta. Tel/Fax: (11) 4032-3919

Páscoa!

E-mail: jornal@jornaldomeio.com.br Diretor Responsável: Carlos Henrique Picarelli Jornalista Responsável: Carlos Henrique Picarelli (MTB: 61.321/SP)

Mons. Giovanni Barrese

Vocês devem estar sempre prontos para dar as razões de sua esperança! (1 Pedro 3,15). Esta afirmação de São Pedro é uma das provocações mais instigantes ao testemunho de vida que a Sagrada Escritura nos apresenta. Pedro chama ao testemunho competente, continuado, entusiasta e cheio de esperança. Podemos imaginar isso no ambiente de perseguição do império romano no qual as comunidades cristãs viviam. Como viver a fé com o olhar mergulhado na esperança se a realidade era de tortura, sofrimento, dor, perseguição e morte? Sem dúvida a razão estava alicerçada Naquele que vencera a tortura da cruz e ressuscitara. Estava vivo. Era Senhor e Vencedor. Essa é a fé que a Igreja sempre proclamou. E que proclama. Fé pela qual a Igreja viveu e vive! Sem a ressurreição, sem a vitória sobre a maldade e todas as suas faces não haveria nenhuma esperança e nenhum sentido em

viver (1 Coríntios 15, 12ss.). Por isso é que faz parte da Tradição da Igreja, de sua vida vivida ao longo dos séculos, celebrar a Quaresma e, nela, a Semana Santa. O recordar, o fazer memória dos passos sofridos do Cristo (os Dele inocentes) nos leva a perceber os passos sofridos de todos os seres humanos (os nossos ocasionados por nossos erros ou erros dos outros). As quedas sob a cruz (as Dele por nossa causa) nos recordam nossas quedas (as nossas por nossas fraquezas e limitações). As cusparadas recebidas por Ele recordam as cusparadas que damos ou tomamos (porque Ele só as sofreu). Os xingamentos recebidos por Ele são frutos da ignorância e da ingratidão. Os sofridos por nós (ou dados por nós) acumulam as mesmas causas recheadas dos desejos de vingança, ganância, egoísmo, violência... Houve uma Verônica para aliviar sua dor. Há Verônicas em nossos tempos. Capazes de enfrentar a sanha dos

torturadores. Cruz, cravos, coroa de espinhos, nudez. Marcas do Seu sofrimento. Marcas que se repetem em nossos dias. Uma sepultura. De outros. Apressada. Igual a de tanta gente sem nome. Tudo isto seria somente uma grande tragédia. Revivida a cada ano. Se não houvesse a certeza da Ressurreição. Nós recordamos o caminhar sofrido do Cristo à luz de sua Vitória. Porque o seu caminho é o nosso caminho. E, se temos certeza que a luz da Vida brilha sobre o aparente absurdo de tantas dores, Nele ressuscitado encontramos a força para não desanimar e caminhar na Missão até as últimas consequências. Páscoa, nós todos sabemos, recorda o caminho de libertação que Deus traça para seu povo escravizado. Porque Deus nos criou livres. Se recordamos a Páscoa histórica de Israel, é porque ela é tipo da nova Páscoa: a libertação do pecado, de seus frutos. Sabendo que

a última palavra sobre a nossa vida é sempre a palavra da Vida que Deus nos dá, vamos encontrando forças no Cristo e na sua Igreja para viver com fidelidade a escolha de sermos cristãos. De termos assumido o compromisso de continuar a missão do Senhor: o anúncio da Boa Nova. A verdade da paternidade divina sobre todos. A afirmação da vontade de Deus para que sejamos filhos e filhas. Um dado da fé que nos empurra a nunca desanimar. A ser capazes de enfrentar as estruturas de destruição da dignidade humana. E a proclamar com toda a força a realeza-serviço do Senhor do Universo. Para que a sua glória seja vista na realização do projeto de Amor de Deus sonhado quando da criação do ser humano à sua imagem e semelhança. A obra da criação continua hoje na luta para restituir a todas as pessoas o rosto brilhante de Deus que é Amor. Um rosto que está desfigurado

As opiniões emitidas em colunas e artigos são de responsabilidade dos autores e não, necessariamente, da direção deste orgão. As colunas: Casa & Reforma, Teen, Informática, Antenado e Comportamento são em parceria com a FOLHA PRESS Esta publicação é encartada no Bragança Jornal Diário às Sextas-Feiras e não pode ser vendida separadamente. Impresso nas gráficas do Bragança Jornal Diário.

por tanta maldade e injustiça. Um rosto que devemos limpar. Para essa missão o Senhor nos convoca. E seu apóstolo Pedro nos diz que devemos ser competentes e estar alerta! Ecoando tema e lema da Campanha da Fraternidade deste ano vamos assumir, com maior empenho, a luta pela preservação da vida. Do cuidado e zelo por bons serviços na Saúde Pública. De condições dignas a para todos os profissionais que labutam nessa área. Jesus Cristo venceu a morte! Com Ele nós a venceremos também! Feliz Páscoa a todos!


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Saída Temporária de presos como funciona e quem tem direito colaboração SHEL ALMEIDA

Anualmente, milhares de presos

mesmo comportamento de dentro do Presídio

vez que se noticia que algum preso em saída

de 10 mil presos em saída temporária. “Não há

saem temporariamente da prisão

ou em trabalho externo, já que o direito só é

temporária da prisão não retornou ou, pior,

razão pra ter medo, além do medo normal que

durante a Páscoa. Em 2011 foram

concedido mediante certas condições, sendo

cometeu novo crime nesse período. Segundo

as pessoas teriam no dia-a-dia”, fala. É preciso

cerca de 50 mil em todo o país, 17 mil só

o bom comportamento a mais importante

Dr. Nagashi, o percentual de presos em saída

também que outras questões sejam levantadas,

no Estado de São Paulo. Para 2012, até o

delas. Sem bom comportamento o preso não

temporária que cometem crimes é muito

de acordo com Dr. Nagashi. “Como a sociedade

fechamento desta matéria, a Secretaria de

consegue entrar em regime semi-aberto, o que

baixo, menos de 2%. “Mais de 90% retornam

olha para essas pessoas?”, diz. “Ninguém quer

Administração Penitenciária estadual ainda

o impossibilita de conseguir a autorização para

para a prisão. Para isso é preciso muita força

que presídios sejam construídos próximos à sua

não tinha uma previsão de quantos sairiam

a saída temporária. Durante a saída temporária

de vontade. Quem quer voltar? O simples fato

cidade, ninguém quer os detentos por perto”,

no Estado. Em Bragança serão 78 presos,

o preso não pode freqüentar bares, boates,

de que eles retornam pelas próprias pernas já

fala. “Sempre achei que os modelos menores,

segundo a Vara de Execução Penal do Fórum.

embriagar-se, envolver-se em brigas, andar

diz muita coisa,” analisa. “Se avaliarmos 10

mais antigos, de cidades de interior como

De acordo com o que explica o Dr. Nagashi

armado, ou praticar qualquer outro ato que

mil pessoas que nunca cometeram crimes e

Bragança, são os que funcionam”. Mesmo aqui,

Furukawa, advogado, ex- Juiz Corregedor e

seja falta grave, como, por exemplo, a prática

compararmos com 10 mil detentos em saída

que tem a chamada, “cadeia modelo”, já passou

ex-Secretário da Administração Penitenciária

de delitos. Ele deve limitar-se a sair do Presídio

temporária, o percentual de novos crimes será

por momentos de tensão, como rebeliões e

do Estado de São Paulo, a saída temporária

e permanecer na residência da família, sain-

o mesmo para ambos os grupos”, explica. Ou

fugas. “Isso foi na década de 90. Há mais de 15

não é um benefício, mas sim um direito

do somente para atividades indispensáveis,

seja, o número de crimes cometidos por uma

anos que a cadeia de Bragança não tem mais

do detento. “Por lei, todo preso em regime

como trabalhar, ou procurar atendimento

população comum de 10 mil habitantes será

problemas assim. Houve um empenho

semi-aberto tem direito, desde que cumpra

médico. Para conseguir a autorização para

o mesmo se comparados com uma população

para que isso acontecesse”, conclui.

alguns requisitos”, fala. Os termos benefício

a saída temporária é preciso também que

ou indulto, usados erroneamente neste caso,

o preso tenha cumprido o mínimo de 1/6

dão a idéia de generosidade, algo que pode

(um sexto) da pena, se for primário, e 1/4

ser concedido de acordo com a boa vontade

(um quarto), se reincidente, de acordo com a

de alguém. Na verdade, o preso que cumprir

Art. 123 da Lei de Execução Penal 7210/84.

as determinações da lei pode exigir o direito.

Não há uma maneira subjetiva de o juiz

Prevista no Art. 122 da Lei de Execução

avaliar cada caso, levando em consideração

Penal 7210/84, a autorização para a saída

características pessoais de cada preso, por

temporária de detentos que cumprem pena

exemplo. Todas as avaliações são feitas de

em regime semi-aberto, pode acontecer em

maneira objetiva e igual para todos, através de

casos de visita à família; freqüência em cursos,

dados que comprovem ou não que o detento

ou participação em atividades que concorram

corresponde aos pré-requisitos determinados

para o retorno ao convívio social, como o

por lei. Se ele tem bom comportamento e

trabalho. Segundo Dr. Nagashi, alguns juízes preferem conceder a saída temporária em ocasiões pessoais, levando em consideração a individu-

“Mais de 90% retornam para a prisão. Para isso é preciso muita força de vontade. Quem quer voltar? O simples fato de que eles retornam pelas próprias pernas quer dizer muita coisa.”

alidade de cada detento.

Dr. Nagashi Furukawa

cumpriu parte de sua pena, mesmo que seja reincidente, terá o direito, independente do crime cometido. “Nem todos os que estão em regime semi-aberto cometeram crimes leves. Alguns

“Pode ser no aniversário do próprio preso ou de algum familiar, por

podem ter cometido crimes mais graves, já

exemplo,” explica. Mas, na maioria dos casos,

terem cumprido o tempo estabelecido de

os juízes preferem conceder as autorizações

regime fechado e, por lei, terem o direito de

para todos aqueles que preencherem os pré-

estar em regime semi-aberto,” explica Dr.

-requisitos em um mesmo momento, em

Nagashi.

datas pré- estabelecidas. “Cada preso tem direito a cinco saídas temporárias por ano.

Sociedade

Geralmente acontecem na Páscoa, Dia das

No entanto, a grande questão em relação

Mães, Dia dos Pais, Finados e Natal,” fala.

à saída temporária de presos diz respeito

“Cada uma dessas saídas pode durar até o

à segurança da população. É realmente

máximo de sete dias,” completa.

prudente que saiam? Que, com apenas 1/6

Retorno O preso em saída temporária deve manter o

de pena cumprida em regime fechado, possam entrar em regime semi-aberto? Essas perguntas voltam a ser debatidas toda a

“Há mais de 15 anos que a cadeia de Bragança não tem mais problemas assim. Houve um empenho para que isso acontecesse”. Dr. Nagashi Furukawa


teen

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Estagiários, uni-vos!

Com ajuda de padroeiro, estudantes pedem melhores salários e condições de trabalho

por BRUNO ROMANI/Folhapress

Estagiários, joguem suas mãos para o céu. Surgiu na Itália um santo para sua proteção: são Precário, padroeiro de quem está no primeiro capítulo da carreira. A imagem sacra de um moleque ajoelhado, rogando por dinheiro, transporte e comida (além de amor, que ninguém é de ferro), foi criada por estudantes italianos e já é conhecida em vários países da Europa. No Reino Unido, imagens do santo enfeitaram um protesto realizado em dezembro passado em frente ao Parlamento britânico e, há duas semanas, um levante em Paris, quando 4.000 estagiários foram reclamar direitos na avenida Champs-Élysées. Os “stagieres” franceses marcharam de máscara para evitar que seus chefes os reconhecessem. Pediam em cartazes: “Pague pelo menos o almoço!”, “Tratem-nos com educação!” e “Não faço faculdade de tirar xerox!”. “Precisamos nos organizar como categoria e fundar um sindicato”, diz Liège, 21, uma das organizadoras da passeata parisiense. Sim, porque estagiário, mais do que um aprendiz, passou

a ser uma categoria profissional para grupos de trabalhadores e objeto de estudo acadêmico. “São pessoas que, teoricamente, nem estão na mesma profissão, só no mesmo momento. Mas, como se sentem exploradas, acabam formando uma categoria”, diz o economista Rudolph Beich, da Universidade de Munique, na Alemanha. “Acontece muito de ser só mão de obra qualificada que as empresas contratam por quase nada. Em alguns lugares, por nada mesmo. Se as condições são precárias, é natural que eles lutem por direitos”, opina a socióloga do trabalho Madalene Schionne, da universidade francesa Sorbonne.

Salário de relógio Entre os países em que se pode contratar um estudante de graça, está a França, com 800 mil estagiários. Para Ross Pearlman, repórter da revista “Time” que acompanha a carreira de estagiários nos Estados Unidos, “o estágio tem um quê de escravidão, mas é mais sutil, porque conseguiram nos convencer de que precisamos

dele para deslanchar a carreira”, disse ao “Folhateen”. Na Alemanha, um grupo chamado Robin Hood Gang, de Hamburgo, veste-se de super-herói, saqueia caviar e champanhe de supermercados e os distribui entre estagiários. “É uma forma de compensação”, explica, por e-mail, um dos líderes, que se autodenomina Santa Guevara, uma mistura de Papai Noel com Che Guevara. “Afinal de contas, os patrões querem que a gente viva de quê? De ar?”, reclama Santa.

Hora de marchar De acordo com a Associação Brasileira de Estágios, existe 1 milhão de estagiários -há quem chame “escraviários”no país, número três vezes maior que o de dentistas. A articulação da categoria, no entanto, é inexistente. Na opinião de Pearlman, “os jovens têm dificuldade de pensar como trabalhadores, pois ainda estudam”. Quem sabe agora, que os movimentos de reivindicação começaram na Europa, uma espécie de “Primavera dos Estagiários” se alastre pelo mundo e chegue ao Brasil.


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informática & tecnologia

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Nova versão

Windows Phone

Segundo site especializado, upgrade fará o sistema operacional funcionar com quatro resoluções de tela

por BRUNO ROMANI/Folhapress

O Windows Phone 7 ainda é um novato no mercado, mas a próxima geração do sistema operacional móvel da Microsoft já está sendo preparada, mirando acirrar a competição com o Android, do Google, e com o iOS, da Apple. As informações sobre o que seria o Windows Phone 8 surgiram no início deste mês no site “Pocketnow”, que afirma ter tido acesso a um vídeo no qual Joe Belfiore, gerente de Windows Phone, revela as melhorias do sistema. Na nova versão, o WP relaxaria requerimentos técnicos impostos pela Microsoft aos fabricantes de smartphones. O sistema funcionaria com quatro tipos de resolução de tela (hoje só funciona com um) e rodaria com processadores com mais de um núcleo e em aparelhos com entrada para cartão microSD. “Isso é uma tentativa de ampliar a participação em um mercado com novas categorias de aparelhos, como smartphones, tablets e até PCs”, diz Bruno Freitas, analista da consultoria IDC. Também apareceriam na nova plataforma suporte a NFC, que permite pagamentos on-line por aproximação, e controle de consumo de dados e energia por meio de um aplicativo nativo -ferramentas já conhecidas de usuários do Android. A Microsoft não confirma as informações e a veracidade do vídeo.

Integração

Segundo o “Pocketnow”, o WP 8 vai usar o mesmo sistema central (ou kernel) do Windows 8, a próxima versão do sistema para PCs. Isso significa que eles serão tão próximos que aplicativos criados para um poderão ser facilmente adaptados ao outro. “Isso vai ajudar desenvolvedores a criar aplicativos que funcionam no desktop e em dispositivos móveis, o que poderia aumentar o número de apps para Windows Phone. A falta de aplicativos é uma das causas do fracasso do WP até agora”, diz Rob Sanfilipo, da consultoria Directions on Microsoft. Se confirmada a informação, a integração entre desktops e aparelhos móveis deverá ser um dos atrativos da plataforma, já que nem Google nem Apple fazem isso isso com os sistemas móveis Android e o iOS.

Tecpédia

Aplicativo nativo Aplicativo instalado localmente e feito para rodar no ambiente (como telefone celular) em que está sendo executado. A calculadora do iPhone, por exemplo, é um app nativo.

Kernel Componente central do sistema operacional que faz a ponte entre os aplicativos e o hardware, gerenciando os recursos da máquina. Nfc Sigla que significa Near Field Communication (Comunicação de Campo Próximo, em tradução livre), padrão

tecnológico que permite a conectividade sem fio em curtas distâncias entre aparelhos, algo parecido com o que faz o Bluetooth. Núcleo de processador Uma pequena pastilha de silício contendo milhões de transistores que funcionam como unidades que leem e executam as instruções dadas pelos aplicativos. Folhapress


casa & reforma

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Próximo ao metrô Levantamento aponta residenciais de um, dois e três quartos por até R$ 250 mil e distância de 1 km do metrô por CAMILA RODRIGUES/Folhapress

Não é promessa de vendedor. A Folha foi a campo com a tarefa de encontrar residenciais a, no máximo, 1 km de estação de metrô e com limite de preço de R$ 250 mil. No entorno das quatro linhas --a 5-lilás foi excluída do levantamento por não estar ligada ao restante da malha--, as “pérolas” são, em geral, apartamentos com mais de 20 anos e área entre 45 m e 70 m . As unidades nem sempre têm vaga de garagem e normalmente prescindem de área de lazer. Não é fácil encontrar. Nessa busca, é preciso paciência para ligar em muitas imobiliárias e agilidade para fechar o negócio, pois a frase “já foi vendido” é ouvida à exaustão. Quem não tem tempo disponível para a maratona pode contatar uma consultoria imobiliária, como fez o catarinense Helder Sérgio Hedler. Assim conseguiu comprar seu apartamento de dois quartos (49 m), com vaga e área de lazer a poucos metros da estação Conceição (zona sul) por R$ 250 mil. Linhas azul, vermelha e verde reúnem melhores oportunidades Imóveis com preço de econômico e próximos ao metrô chegam a ser vendidos sem anúncio Caçar unidades com porteiros e deixar corretores avisados são estratégias usadas para achar bom negócio Estar próximo ao metrô valoriza o imóvel, essa é uma máxima dos corretores. O teto escolhido de R$ 250 mil não é baixo, mas é o limite que o mercado imobiliário paulistano usa para unidades de padrão econômico. Em regiões periféricas, é possível encontrar novos sob esse limite de preço --nem sempre tão próximos à estação de metrô. Em Itaquera (zona leste), a média do dois-quartos novo no distrito é de R$ 147,5 mil, segundo a consultoria imobiliária Geoimovel.

Quanto mais central o bairro e melhor a estrutura, maiores os preços. No Sacomã (zona sul), o preço médio do apartamento de mesma tipologia é de R$ 249,4 mil. No distrito do Carrão (zona leste), a média de um dois-quartos é de R$ 242 mil. No entanto, o levantamento de usados feito pela Folha encontrou uma unidade próxima ao metrô por R$ 235 mil.

Descobertas Na busca em áreas mais visadas, bons negócios apareceram em imóveis com mais de dez anos e em ruas sem caráter residencial. Perto da estação Paraíso, um apartamento de 55 m custa R$ 230 mil. Um achado, se comparado aos novos: no distrito, o dois-quartos custa em média R$ 555 mil. Ao lado da estação Santana (zona norte) o dois-quartos (65 m ) sai por R$ 210 mil. Nas imediações da estação Trianon-Masp, o distrito da Bela Vista guarda unidades menores. O um-dormitório sai por R$ 200 mil. oportunidade Manter olhos atentos e corretores e porteiros avisados é a melhor dica para quem inicia a caça do imóvel com preço e localização ideal. “Às vezes não preciso nem anunciar porque tem cliente na fila”, afirma o corretor Fernando Tomé. Quando o imóvel precisa de reforma, o cliente consegue margem para negociar o preço --mas, antes de formular a proposta, é preciso avaliar o custo da obra necessária. Para quem já aluga, uma estratégia é tentar adquirir o imóvel locado. O ator André Del Corso, 40, fez uma proposta em outubro pelo estúdio que alugava. Fechou o negócio por R$ 250 mil perto da estação Trianon-Masp. Foto: Robson Ventura/Folhapress


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delícias 1001

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Sobremesas para a Páscoa Escolha a sua!

por deborah martin salaroli

Para a grande maioria das pessoas, Páscoa é sinônimo de chocolate. E os ovos, tão tradicionais nesta época do ano, chegam a preços absurdos. Então, por que não preparar a sobremesa do domingo para a reunião com toda a família? Encontre aqui a sua delícia... e tenha Páscoa de amor, invista na fraternidade, lute por um mundo melhor, vivencie a solidariedade!

1 lata de creme de leite 1 tablete de meio amargo picado 3 claras 3 colheres (sopa) de açúcar

de altura. Para o recheio, misture bem 2 latas de leite condensado, 2 e ½ medidas (da lata) de leite e 200ml de leite de coco. Reserve 2 xícaras dessa mistura (será a calda do bolo!!!). No restante, junte 3 e ½ colheres (sopa) de amido de milho e 150g de coco ralado. Leve ao fogo baixo, mexendo sempre, até obter um creme. Espere esfriar. Divida a massa assada do bolo em três partes. (Se quiser, coloque no freezer por 20 min. para não esfarelar ao cortar.) Coloque uma parte no prato de servir, regue com parte da mistura acima reservada. Cubra com um pouco do creme. Coloque a outra parte do bolo, regue novamente com a mistura reservada. Espalhe o restante do creme sobre essa parte do bolo. Regue a última parte da massa do bolo e coloque por cima das outras partes recheadas.

Coloque o creme de leite em um recipiente refratário e leve ao microondas por cerca de 1 minuto em potência alta, mexendo na metade do tempo. Retire do microondas, junte um tablete de chocolate picado e volte ao microondas por cerca de 30 segundos em potência alta. Mexa até obter um creme homogêneo. Bata as claras em neve firme. Adicione aos poucos o açúcar. Misture levemente ao creme de chocolate. Coloque em taças e leve à geladeira por cerca de 3 horas. Decore com cerejas.

Para a cobertura, leve ao fogo para engrossar: 1 xícara de açúcar 1 xícara de chocolate em pó 2 colheres de manteiga 1 colher (bem cheia) de maizena - ou 2 rasas 2 xícaras de leite Use a cobertura ainda quente sobre o bolo e jogue chocolate em lascas ou granulado por cima.

Bolo Prestígio

Cassata de creme e chocolate

Mousse de chocolate fofíssimo

6 ovos 2 xícaras de açúcar 3 xícaras de farinha de trigo 1 xícara de chocolate em pó 200 ml de água 100 ml de óleo 1 colher (sopa) de fermento em pó Misture os ingredientes secos, reserve. Bata as claras em neve firme, sem parar de bater coloque as gemas, bata e acrescente o açúcar. Bata muito bem. Despeje a água e óleo fervente (é isso mesmo: fervente) sobre a mistura e mexa bem. Desligue a batedeira e acrescente esse creme batido com os ingredientes secos, misture bem, mexendo delicadamente. Asse em fôrma untada e enfarinhada e em forno médio até corar. Tamanho da minha fôrma redonda: 25cm de diâmetro x 6cm

Leve ao fogo, mexendo sempre até engrossar: 1 ½ lata de leite condensado 2 colheres de amido de milho 3 gemas 1 litro de leite Coloque numa travessa ou em taças individuais. Passe bolacha maisena rapidamente por uma misturinha de ½ xícara de leite adoçado com açúcar e arrume sobre o creme. (Eu usei menos de 1 pacote, apenas o suficiente para cobrir o pirex) Em separado, ferva 1 caixinha de creme de leite, 2 colheres de achocolatado, 1 colher de manteiga e o leite que sobrou da bolacha. Jogue por cima das bolachas. Bata as 3 claras em neve com 6 colheres de açúcar e, depois de em ponto suspiro, acrescente ½ caixinha de creme de leite. Coloque sobre o creme. Polvilhe chocolate ralado ou em pó. Sirva bem gelado.

A receita do Nhoque Profissional da semana passada é originalmente de Cynthia Goetz (receitasdacyn.blogspot.com).Na próxima semana temos mais um encontro marcado. Espero por você. Beijo-delícia Deborah Deborah Martin Salaroli, amante da culinária e a tem como passatempo por influência da avó paterna desde criança. Desde abril de 2010, é criadora e autora do blog www.delicias1001.com.br recheado somente de receitas testadas e aprovadas. Alguma sugestão ou dúvida? Mande um e-mail para delicias1001@uol.com.br

antenado

História do samba no Rio Nova edição de livro de 1974 foi revista e atualizada; conversas com Cartola e Ismael Silva são destaques

por MARCUS PRETO /Folhapress

“Um motivo de constrangimento é ver meus próprios erros repetidos em jornais e livros”, diz, no prefácio da nova edição de “Escolas de Samba do Rio de Janeiro”, seu autor, Sérgio Cabral. Com o subtítulo (agora extirpado) “o quê, quem, quando, como e por quê”, o livro foi lançado originalmente em 1974. E, desde então, é obra de referência sobre o tema. A nova versão corrige muitos desses “erros”. E amplia o espectro temporal, incluindo lista com todas as escolas vencedoras nos Carnavais -de 1932 ao ano passado. As correções dizem respeito sobretudo a essa lista. “Você não pode imaginar como foi difícil levantar essa lista, na ocasião. Não existia quase nada escrito sobre os desfiles”, diz Cabral à Folha. “Só com o passar dos anos vi que as informações que colhi ali estavam erradas.” A narrativa parte do primeiro registro conhecido da palavra “samba”, escrito em 1838 por frei Miguel do Sacramento Lopes Gama (1791-1852) na revista pernambucana “Carapuceiro”, definindo “vários tipos de música e dança introduzidos pelos negros escravos no Brasil”. Esmiúça, a seguir, a origem do Deixa Falar, primeiro bloco carnavalesco da história, criado em 1928 pelo compositor fluminense Ismael Silva (1905-1978), entre outros. É a raiz de todas as agremiações que estavam por vir. O desfile inaugural das escolas aconteceria em 1932, a partir de uma ideia do jornalista Mário Filho (1908-1966), irmão de Nelson Rodrigues. Dono do jornal “Mundo Sportivo”, Mário inventou a competição sambista para suprir a falta de notícia nas entressafras dos campeonatos de futebol. Na estreia, desfilaram apenas quatro: Estação Primeira (hoje, Mangueira), Vai Como Pode (Portela), Para o Ano Sai Melhor (Estácio de Sá) e Unidos da Tijuca.

Atualização

“Escolas de Samba...” ganhou atualização em 1996, quando

foi reeditado pela primeira vez. Entraram novos capítulos, enfocando o pós-1974: o Carnaval “de Joãosinho Trinta, das vedetes, dos bicheiros” e, a partir de 1984, do Sambódromo da Marquês de Sapucaí, no Rio. Cabral diz não ter interesse em atualizar a pesquisa ao Carnaval dos dias atuais porque, “desde 1996, pouca coisa mudou” nesse cenário. “A tendência de escola de samba que se mantém é a de ‘O Maior Espetáculo da Terra’”, afirma. “A estrela não é mais o sambista, como antes. A estrela agora é a parte visual, as alegorias, as fantasias. E as vedetes, os artistas.” O Carnaval mais artesanal era muito superior ao industrializado de hoje? “É preciso tomar cuidado com essa afirmação, não há campo mais fértil para o saudosismo do que o Carnaval”, desvia. “Não há quem não diga que ‘Carnaval bom era o do meu tempo’. Mas, com o tempo, concluí que as pessoas não têm saudade do Carnaval, mas de seus 18 anos.”

Foto: Acervo UH/Folhapress

Pingue-pongue

O livro vai além das escolas, dedicando mais de 200 páginas a entrevistas com alguns dos compositores mais relevantes da primeira metade da década passada. Nomes como Ismael Silva, Cartola, Carlos Cachaça, Alvaiade, Bide, Mano Décio da Viola, Aniceto Menezes, Raul Marques, Duduca, Dona Ivone Lara, Candeia, Mestre Marçal e Zé Kéti. “São entrevistas feitas em períodos diferentes. Vi que ali estavam representadas todas as épocas das escolas de samba”, diz. “Essas conversas, por elas mesmas, contam a história do Carnaval.” Escolas de samba do rio de janeiro Autor: Sérgio Cabral Editora: Lazuli/ Editora Nacional Quanto: R$ 50 (496 págs.)

Rio de Janeiro, 1964: mulheres desfilam na ala das Baianas da escola de samba Portela, no Rio de Janeiro


comportamento

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Peso não é documento

Elas comem o que querem, mas não se descuidam da saúde; sem se importar por estarem acima do peso, as mulheres gordinhas ganham espaço na TV e nas passarelas e mostram que têm autoestima para dar e vender por Folhapress

‘Quem foi que disse que tem de ser magra para ser formosa?’ A frase, um verso da canção ‘Coisa Bonita (Gordinha)’, do cantor Roberto Carlos, resume bem o pensamento de mulheres como Renata Poskus Vaz, 30 anos, empresária e diretora do Fashion Weekend Plus Size. Com 86 kg distribuídos em 1,72 m, ela é bem resolvida com o seu peso e as suas formas curvilíneas. Deixou para trás as neuras da adolescência _quando engordou, desistiu de ser bailarina e passou a se esconder em casa, com vergonha do próprio corpo_ para virar defensora ferrenha de que, para ser feliz, é preciso se gostar. Foi pensando assim que Renata criou, em 2009, um evento chamado Dia de Modelo, que reúne mulheres que vestem tamanho grande para uma sessão de fotos em estúdio, com uma equipe de profissionais de moda e beleza dirigida por ela. ‘Eu fiz isso para mim. Vi que não tinha foto sozinha, que estava sempre escondida atrás de alguém. Com o tempo, isso foi mudando. Passei a gostar de mim, e a minha autoestima melhorou’, relembra. No caso de Renata, o clique para se aceitar veio após uma pesquisa sobre o crescente mercado ‘plus size’. ‘Um dia, pensei: “Eu vivo tomando remédio, faço um monte de dietas, só fico trancada e não adianta nada’. Aí, em vez de lutar contra o meu peso, fui ver se dava para ser feliz como sou. Vi que existia a carreira de modelo “plus size’, comecei a fazer trabalhos, conheci lojas legais, conversei com outras meninas bem resolvidas.’ Bem-sucedida, ela comemora o bom momento e diz acreditar que o preconceito está diminuindo porque ‘as gordinhas pararam de se esconder’. Mais cheinha desde criança, Dani Bonani, 30 anos, já fez incontáveis dietas e chegou a emagrecer 20 kg há alguns anos. Apesar disso, a ‘stylist’, que diz não se pesar, revela que jamais duvidou de sua beleza. ‘Quando eu era mais nova, era mais difícil de lidar com esse assunto, porque adolescente é inseguro’, fala. ‘É claro que já quis ser magra, mas, sendo adulta, você descobre que a beleza está ligada não só à aparência, que é importante, sim, mas também à inteligência, ao bom humor, ao caráter’, lista.

Autoestima em alta

Para a psicóloga Miriam Barros, especialista em terapia familiar, psicodrama e ‘coaching’, a visibilidade que o mercado ‘plus size’ ganhou nos últimos anos ajuda a melhorar a autoestima de quem está acima do peso e até a diminuir o preconceito. Vale lembrar que a discussão sobre o assunto já está até na novela das sete da Globo, ‘Aquele Beijo’, que tem entre os personagens uma modelo GG, Marieta, vivida pela atriz Renata Celidônio, 34 anos. ‘O preconceito está sendo quebrado aos poucos. Há três anos, não víamos a valorização da mulher que é um pouco mais cheinha. Hoje, acho que isso está mudando, e a tendência é que mude mais, mesmo que, por enquanto, ainda predomine aquele corpo magrinho na mídia’, opina Miriam. Com 1,73 m de altura e 96 kg, Carolina Raposo Incutto, 28 anos, parece concordar com a psicóloga. A sargento da Aeronáutica e modelo ‘plus size’ afirma estar cada vez mais fácil desassociar beleza de magreza. ‘Com toda a repercussão de desfiles, o espaço da modelo Fluvia Lacerda, que é nossa top internacional GG, e até com a novela abordando o assunto, está mais evidente que a beleza vai além da balança. Que tanto a menina magra quanto a gorda têm o seu espaço’, defende. Conquistar ou não seu lugar depende muito mais de si mesmo do que se imagina, seja para assumir o seu peso e ser feliz ou para decidir que

quer emagrecer. A psicóloga Cynthia Boscovich explica que se sentir bem está diretamente ligado ao fato de se aceitar do jeito que é ou de como está. ‘O primeiro passo é valorizar o que a pessoa tem de melhor. Pode ser que seja um bom papo, a profissão ou algumas características físicas. As pessoas sempre associam sensualidade à questão sexual, mas nem sempre é assim. É preciso colocar o valor que se tem e o que cada mulher considera melhor em si mesma’, avalia. ‘Se a pessoa se aceita como é, estará preparada para as críticas e se sentirá mais segura. Caso isso não aconteça, é importante que busque uma condição que poderá deixá-la melhor, como a ajuda de uma psicoterapia’ acrescenta. No ar em ‘Aquele Beijo’, Renata não conta quanto pesa nem sob tortura e aconselha as gordinhas a refletirem sobre o que querem. ‘Se você não está bem com seu corpo e sofre, faça algo para mudar urgente. Todo o mundo é capaz de se transformar’, fala a atriz. ‘Agora, se você está de bem com o que tem e com quem é, e só sofre de vez em quando com comentários preconceituosos, deixe o preconceito entrar por um ouvido e sair pelo outro’, acrescenta. A atriz ainda confessa que, desde os três anos, luta contra o peso, mas que, só recentemente, conseguiu entender e aceitar o seu tipo físico. A atenção que a novela dá às gordinhas a agrada, e ela elogia o autor Miguel Falabella. ‘Ele conseguiu abordar o assunto de forma leve, fazendo com que muitas pessoas começassem a rever os seus conceitos ou até mesmo expressassem publicamente as suas preferências.’ Renata assume, porém, que, assim que ‘Aquele Beijo’ chegar ao fim, vai ‘fechar a boca e cair forte na atividade física com muita disciplina’. ‘Mas sei que, mesmo emagrecendo, jamais deixarei de ser “plus’.’

Fotos: Julia Chequer/Folhapress

A produtora de moda Daniela Bonani, em seu prédio, na zona oeste da cidade. Matéria especial da Revista da Hora, do jornal Agora São Paulo, mostra as gordinhas sexys.

Saudáveis

Estar acima do peso é constantemente associado a não ser uma pessoa saudável. Alfredo Halpern, endocrinologista, criador e professor do grupo de obesidade e síndrome metabólica do Hospital das Clínicas, diz que nem sempre é assim e que gordinhos podem, sim, ser saudáveis. ‘Nem todas as pessoas com excesso de peso têm alguma doença. Dá para ser saudável e ter todas as taxas normais’, fala. ‘Mas é preciso checar se não há mesmo algum problema associado à obesidade, como pressão alta. Se o açúcar, os triglicérides e o colesterol, principalmente o ruim, estão altos. Se tiver tudo isso normal, não emagreça. Pode ser, sim, um gordinho feliz’, acrescenta. A modelo Simone Fiuza, 25 anos, tem 1,71 m, 92 kg e não se descuida. ‘Saúde sempre em primeiro lugar. Engordo facilmente, portanto tento seguir uma alimentação balanceada, rica em frutas e em legumes. Bebo rigorosamente pelo menos dois litros de água por dia’, conta. ‘Sempre fui uma gordinha muito ativa. Na época do colégio, participava de todas as atividades físicas e, até hoje, procuro manter uma rotina de exercícios. No momento, pratico natação e pilates. Sem contar as consultas e exames médicos a cada seis meses’, completa. O comportamento adotado por Simone é o recomendado pelo endocrinologista Frederico Marchisotti, do Lavoisier Medicina Diagnóstica, que avisa que a frequência com que cada pessoa deva ir ao médico e fazer exames de rotina varia de caso para caso. ‘Essa frequência é determinada pelo histórico pessoal e familiar de doenças, além da idade. Para obesos, porém, é importante, principalmente, monitorar glicose, colesterol e triglicérides’, estabelece. Com 88 kg distribuídos em 1,68 m, Carla Manso, 25 anos, empresária e modelo, também é adepta de um estilo de vida saudável, mas confessa que não passa vontade. ‘Graças a

Carolina Lages, Miss Simpatia Plus Size, na Livraria da Vila, do shopping Higienopolis. Deus, nunca tive nenhum problema. Bebo dois litros de água por dia, pois faz bem para a pele, e acho que meu organismo funciona melhor. Não consumo fritura nem açúcar todos os dias e como muita verdura e fruta. Mas amo rodízio, gosto de comer em grande quantidade’, revela. Leonardo Tucci, endocrinologista da Clínica Essere, destaca que só o fato de estar acima do peso deve servir como um alerta, já que a obesidade pode levar a outras doenças. ‘O risco futuro existe. O mais importante é que a pessoa passe por uma avaliação médica’, explica. ‘A gente sabe que, independentemente de qualquer coisa, uma pessoa obesa tem risco maior de desenvolver algumas doenças cardiovasculares ou diabetes, hipertensão.’

Valorize-se

Cuidar da beleza também é importante. Dani

Bonani revela o seu segredo: ‘Não é porque você está acima do peso que não vai cuidar do cabelo, da pele, usar uma roupa mais bonita. Tem de descobrir o seu ponto forte e evidenciá-lo. Se olhar no espelho e se curtir, conhecer-se. Porque o maior preconceito é o seu com você mesmo’. Sentir-se bonita acaba tendo reflexo na maneira como você se relaciona com o mundo. Carolina Lages, 30 anos, revela que já passou por períodos em que esteve mais magra e não se sentia sexy. Hoje, a atriz, modelo, dançarina e estudante de psicologia ostenta com orgulho os seus 95 kg em 1,70 m. ‘Você estar sexy é, em primeiro lugar, estar bem de cabeça. Ao se sentir sensual, deixará isso transparecer, e as pessoas ao redor vão sentir isso junto com você.’ (Tariana Hackradt)


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Foi com imensa alegria que fotografei o casamento desse lindo

mônia civil fazermos algumas fotos. Fizemos as fotos numa pequena

casal: Rafael e Suellen. Foi um dia muito especial porque já foto-

queda d’água debaixo de uma ponte. Um lugar menos provável para

grafei Rafael quando pequeno: fotografei o batizado e o primeiro

fotografar um casal de noivos. E não é que ficaram lindas as fotos?

aniversário e, agora, 24 anos depois, tive o privilégio de registrar

Divertimos muito e demos muitas risadas na produção das fotos.

mais esse momento especial na vida dele.

Mas o que realmente me chamou atenção é a soma da união desse

Suellen é um encanto de pessoa. No making of deu pra perceber

lindo casal mais a disponibilidade e ousadia em permitir realizar um

que se tratava da realização de um sonho. Rafael por sua vez tam-

trabalho que resultará num álbum e vídeo de casamento sem igual.

bém estava ansioso para o grande dia que enfim chegara numa

Com certeza mais um dia inesquecível pra mim.

linda manhã de sábado. Aproveitamos o dia maravilhoso e ensolarado para depois da ceri-


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2º veículos e variedades

Caderno

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Toyota Camry

Toyota traz para o Brasil a versão do Camry destinada à Rússia, que ganha em requinte mas é caro

por Eduardo Rocha/AUTO PRESS

A Toyota age de forma “cirúrgica” no Brasil. Atua em nichos bem específicos, sempre de olho nas particularidades e, claro, na rentabilidade de cada operação. Em geral, o papel dos modelos oferecidos no mercado nacional é brigar pela liderança nos respectivos segmentos. A exceção é o Camry. O sedã médio-grande, que chega este mês ao Brasil em uma versão completamente renovada, não tem a menor obrigação de apresentar um bom desempenho de vendas. Mas, ainda assim, tem uma função estratégica: atender executivos de empresas que querem ver seus diretores circulando em modelos japoneses. Além, é claro, de possíveis fãs da marca. Mas seja por amor ou por negócio, os motivos devem ser fortes. Isso porque o novo Camry chega com um preço bem salgado: R$ 161 mil. Em parte, o exagero de preço se deve à adição de 30% ao cálculo do IPI. Mas isso não explica tudo. Antes mesmo da nova alíquota, o Camry era um automóvel caro. A geração anterior saiu de cena com a tabela apontando acima de R$ 130 mil. Não é à toa que em seis anos de mercado vendeu 3.400 unidades, em média, menos de 50 por mês – ou um para cada três pontos de venda da marca. Nessa chamada sétima geração, no entanto, a Toyota acredita que vai obter uma performance melhor. Algo entre 80 e 100 unidades por mês. Para alterar esta receptividade, a marca decidiu trocar a versão vendida nos Estados Unidos e pela enviada para na Rússia. Este Camry, bem mais requintado, é semelhante ao vendido no próprio Japão, mas com o volante à esquerda e a frente com design modificado. A elevação do nível de luxo no interior, com o uso de materiais sofisticados, vem acompanhado de uma ambientação clássica. Nos consoles, no volante e nas portas há apliques de paineis de madeira. Toda a parte superior do tablier, parte do volante e os bancos são forrados em couro. E mesmo quando o revestimento é em plástico, é sempre de boa qualidade e de toque agradável. Como a função assumida é ser um carro para executivos, os bancos traseiros são reclináveis eletricamente e no apoio de braços há um controle para o sistema de som e do ar-condicionado tri-zone, com ajuste de temperatura individualizado Fotos: Eduardo Rocha/Carta Z Notícias

para a parte de trás. Há, também uma cortina escamoteável para cobrir a vigia traseira. Ali, o espaço para os joelhos foi ampliado em 4,6 cm, mesmo com a manutenção do entre-eixos de 2,77 metros – a Toyota define o modelo como sétima geração, mas a plataforma foi apenas “evoluída”. Externamente, o design valoriza também um perfil mais clássico, conservador até. As linhas buscam valorizar a ideia de solidez, com a grade “pesada” e toda cromada, os para-lamas projetados e o capô elevado. Nas lateral, a linha de cintura alta e o ressalto em curva em torno da roda dianteira também tornam o visual mais encorpado. A grossa coluna traseira “morre” próximo à borda do terceiro volume, que é alto e também reforça a impressão de robustez do sedã. Apesar do ganho em requinte, o conteúdo não é capaz de destacar o Camry entre os sedãs médio-grandes vendidos no Brasil. O propulsor do Camry é o mesmo V6 que já equipava a geração lançada em 2006. Trata-se de um eficiente 3.5 V6 com 24 válvulas com abertura variável na admissão e no escape, chamado de VVT-i. Ele rende 277 cv de potência a 6.200 giros, 35,3 kgfm de torque a 4.700 e é gerenciado por um câmbio automático de seis marchas com modo sequencial. Não fica tão distante do que é oferecido por modelos topo de linha de outras marcas, Ford Fusion e Honda Accord – que têm, respectivamente, 243 cv e 278 cv. Em relação à tecnologia, os rivais também oferecem controle dinâmicos semelhantes, como ABS com EBD e controles de estabilidade e tração – o Fusion tem ainda uma versão com tração integral. Nesse confronto, a maior distância acaba sendo mesmo no preço. O Camry custa 60% mais que os R$ 99.560 do mexicano Fusion V6 AWD e 12% mais que os R$ 144 mil do japonês Accord. Os números refletem isso. Enquanto o Fusion vendeu 800 unidades por mês, o Camry emplaca 50 e o Accord, já meio cansado, apenas 20.

Primeiras impressões

São Roque/SP – O Camry que chega agora no Brasil é o oposto de um carro de imagem. Na verdade, uma das funções do modelo é não

chamar muito a atenção. E as linhas familiares e bem características nos modelos Toyota nos últimos anos podem fazer parecer que o carro é uma espécie de “Gran Corolla”. A marca resiste à tentação de criar formas e volumes sinuosos e ousados – que depois de um tempo ficam parecendo um senhor de cabelo laranja. O usuário imaginado pela Toyota para o Camry é um executivo entre 45 e 60 anos, que prefere passar desapercebido no trânsito. A discrição externa é completada por um interior em estilo clássico. Ali, o banco de trás é bem valorizado. Há saídas independentes de ar-condicionado e um pequeno console incrustado no apoio de braços central permite o controle sobre o som. O enscosto também é eletricamente reclinável e há um generoso espaço para as pernas e para a cabeça. Para completar o ambiente de voo em classe executiva, ao toque de um botão, uma persiana cobre a vigia traseira para filtrar a luz externa. O Camry tem bons predicados dinâmicos. O motor despeja seus 277 cv de potência nas rodas dianteiras sem apresentar buracos na hora de acelerar ou retomar. O câmbio de seis marchas mostra um escalonamento capaz de colocar sempre os giros em um regime com muito torque disponivel. A direção elétrica também tem o peso correto para cada situação. Mas o privilégio direcionado à fileira de trás acaba dando a tônica do carro, em detrimento de quem está ao volante. Em nome do conforto, o Camry filtra tudo. Tanto a irregularidade do piso quanto as próprias reações. Ou seja: é meio “anestesiado”. As marchas podem até ser trocadas manualmente, desde que se manipule diretamente a alavanca de câmbio pois não há paddle shift. E até pela potência e torque, é fácil arrancar um desempenho mais feroz do sedã da Toyota. Mas o próprio comportamento do carro “empana” quaisquer pretensões esportivas. É até difícil imaginá-lo em uma situação em que os controles de estabilidade e tração sejam chamados a agir. Afinal, a ideia é mesmo fazer do Camry um carro senhorial. Tanto que a lista de equipamentos e recursos do sedã da Toyota dirigido ao motorista não é tão extensa. Inclui câmara de ré, sensores de chuva e de estacionamento, regulagem elé-

trica de banco e volante, uma tela de LCD de 7”, faróis bi-xênon direcionais e ar-condicionado “three zone”, entre outros. Somente o básico para a categoria.

Ficha técnica

Toyota Camry XLE V6 Motor: A gasolina, dianteiro, transversal, 3.456 cm³, com seis cilindros em V, quatro válvulas por cilindro e sistema de abertura variável na admissão e no escape. Injeção eletrônica multiponto. Transmissão: Câmbio automático com seis marchas à frente e uma a ré com opção por trocas manuais. Tração dianteira. Oferece controle de tração. Potência máxima: 277 cv a 6.200 rpm. Aceleração 0-100 km/h: 11,4 segundos. Velocidade máxima: 180 km/h. Torque máximo: 35,3 kgfm à 4.700 rpm. Diâmetro e curso: 94,0 mm X 83,0 mm. Taxa de compressão: 10,5:1 Suspensão: Dianteira independente do tipo McPherson, com molas helicoidais, amortecedores hidráulicos e pressurizados e barra estabilizadora. Traseira independente com braços duplos, amortecedores hidráulicos e barra estabilizadora. Pneus: 215/50 R17. Freios: Dianteiros por discos ventilados e traseiros por discos sólidos. ABS de série. Carroceria: Sedã em monobloco com quatro portas e cinco lugares. Com 4,81 metros de comprimento, 1,82 m de largura, 1,48 m de altura e 2,77 m de distância entre-eixos. Oferece airbags frontais, laterais e de cabeça de série. Peso: 1.540 kg com 560 kg de carga útil. Capacidade do porta-malas: 504 litros Tanque de combustível: 70 litros. Produção: Toyota, Japão. Lançamento no Brasil: 2012. Itens de série: Ar-condicionado automático de três zonas, direção hidráulica, ABS, ESP, airbags frontais, laterais e de cabeça, controlador de velocidade de cruzeiro, rádio/CD/ MP3/USB com tela de LCD de 7 polegadas, retrovisores elétricos, vidros elétricos, bancos dianteiros com regulagens elétricas, desembaçador traseiro.


veículos

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Notícias

automotivas por Augusto Paladino /AUTO PRESS Foto: Divulgação

Dois volumes- A Chevrolet ainda

baixo dos panos”, o chamado “recall branco”.

não deu uma palavra oficial, mas

Crescimento programado – A Volvo Cars,

o Cruze hatch já está pronto para

atualmente sob o comando da chinesa Geely,

ser entregue nas concessionárias da marca.

demonstrou interesse em construir mais

O modelo deve estar à venda em maio. A

uma fábrica fora da Europa. As novas insta-

maior novidade será um teto solar já visto

lações deverão ser construídas nos Estados

em algumas unidades, além de versões com

Unidos ou no México, para descentralizar

apelo mais esportivo. O modelo existe na

a produção e fazer com que a marca sueca

Europa desde 2011 e seu desenho não será

escape das oscilações do mercado europeu.

alterado para o mercado brasileiro. Sob o

A manobra deve propiciar o crescimento da

capô, o mesmo 1.8 litro Ecotec de 140 cv

Volvo na China, já empurrado pelo investi-

do Cruze sedã.

mento de 8,5 bilhões de euros – quase R$

Tanque da discórdia – A Ford está em maus

20,5 bilhões – no aumento da capacidade

lençóis com um grupo de consumidores

produtiva das atuais fábricas. A criação de

norte-americanos. Eles entraram com uma

uma fábrica fora da zona do euro ajudará a

ação na Justiça alegando que a marca escon-

marca a atingir a meta de produzir 120 mil

origem está na união entre a Volkswagen e

da marca. Até então, a BMW estava no

deu um defeito no tanque de combustível

carros por ano até 2020.

a FAW, outra chinesa. O Lavida elétrico terá

páreo para incorporar a fabricante italiana

das picapes F-150 fabricadas entre 1999 e

Sopa de letrinhas – A Volkswagen criou mais

um motor com cerca de 122 cv capaz de levar

à Motorrad, seu braço de duas rodas. Apesar

2008. O revestimento interno da peça pode

uma marca de veículos elétricos na China.

o modelo até os 125 km/h.

de abaixo do esperado, o valor oferecido

se soltar aos poucos e entupir as tubulações,

Agora, a Tianyue deverá fabricar um carro

Duas argolas – A Audi continua de olho na

pela Audi já seria suficiente para pagar as

o que pode provocar engasgos no motor e até

elétrico baseado no Lavida, um sedã exclu-

Ducati. Agora, a marca alemã fez uma nova

dívidas da Ducati – que superam em 70% o

a parada total do carro. Segundo o processo,

sivo do mercado chinês. A Tianyue – criada

oferta de 850 milhões de euros pelo grupo

faturamento anual bruto. Segundo o portal

a Ford sabia do problema e chegou a alertar

a partir da joint venture entre a alemã e a

italiano, muito abaixo do 1,2 bilhão de euros

italiano Info Motori, as negociações

os concessionários para uma solução “por

chinesa SAIC – irá concorrer com a Kaili, cuja

– R$ 2,8 bilhões – pedidos pelo controlador

deverão ser concluídas em abril.

Chevrolet Cruze Hatch

Plástica leve por Augusto Paladino /AUTO PRESS

A Kia fez o primeiro ajuste no visual do Sorento. O SUV perdeu um pouco do ar insosso e agora ostenta partes cromadas no exterior e no chamado “nariz de tigre” da grade frontal. A mudança marca a metade do ciclo de vida da segunda geração do utilitário, mostrada em 2009. As versões mais caras passam a trazer rodas de 18 polegadas cromadas – bem ao gosto norte-americano – e leds diurnos, obrigatórios na Europa. Os motores continuam os mesmos, com um 2.4 litros de 174 cv e um V6 de 3.5 litros e 278 cv, ambos a gasolina. A Kia ainda não informa quando o Sorento 2013 chegará às concessionárias brasileiras.

Foto: Divulgação

Kia Sorento


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seus direitos e dever

Condições de elegibilidade por gustavo antônio de moraes montagnana/gabriela de moraes montagnana

Nas palavras de do Ilustre Doutrinador José Afonso da Silva “goza de elegibilidade todo cidadão que preencha as condições exigidas para concorrer a um mandato eletivo, consistindo a mesma “no direito de postular a designação pelos eleitores a um mandato político no Legislativo ou no Executivo” Para que alguém possa concorrer a algum cargo eletivo é necessário que preencha alguns requisitos, denominados condições de elegibilidade, e, também, que não incida em alguma hipótese de inelegibilidade, que constitue impedimento à capacidade eleitoral passiva, bem como que não incorra em alguma situação de incompatibilidade. Uma vez preenchidos estes pressupostos terá o cidadão garantido, após o competente registro de sua candidatura, o direito de ser votado Sendo assim, pode-se afirmar que nem todo aquele que elege (o eleitor) é elegível, mas tão somente alguns cidadãos que preencham todos os requisites de elegibilidade. Considera-se que a elegibilidade exprime uma segunda faceta da democracia, dela não gozando, por exemplo, o analfabeto, sendo que apenas os brasileiros natos, maiores de 35 anos, gozam em sua plenitude deste direito, podendo ser eleitos para qualquer cargo, inclusive para Presidente da República e Vice, bem como para o Senado Federal. As condições de elegibilidade previstas nos

incisos I a VI, do artigo 14, § 3°, da CF/88, são: I - a nacionalidade brasileira; II - o pleno exercício dos direitos políticos; III - o alistamento eleitoral; IV - o domicílio eleitoral na circunscrição; V - a filiação partidária; VI - a idade mínima de: a) trinta e cinco anos para Presidente e Vice-Presidente da República e Senador; b) trinta anos para Governador e Vice-Governador de Estado e do Distrito Federal; c) vinte e um anos para Deputado Federal, Deputado Estadual ou Distrital, Prefeito, Vice-Prefeito e juiz de paz; d) dezoito anos para Vereador. Cumpre observar que o cidadão deve preencher todas estas condições caso queira concorrer ao pleito eleitoral; falhando em uma condição encontrar-se-á automaticamente inelegível Declara a Constituição que somente os nacionais (cidadãos da nação brasileira) são elegíveis, sendo que os cargos de Presidente e Vice-Presidente da República são privativos de brasileiro nato (art. 12, § 3º) e os demais cargos eletivos podem ser disputados e ocupados também por brasileiros naturalizados (art. 12, II). O cidadão deve estar em pleno gozo dos direitos políticos, não tendo incorrido em causas de perda ou suspensão desses direitos. Segundo a doutrina, a perda de direitos políticos, que significa a privação definitiva desses direitos, ocorre nas hipóteses de cancelamento da naturalização por sentença transitado em julgado

e de incapacidade civil absoluta , obedecido sempre o devido processo legal, com decreto de sentença judicial transitada em julgado. Já a suspensão de direitos políticos é uma privação temporária desses direitos e ocorre nos casos de condenação criminal transitada em julgado, enquanto durarem seus efeitos e recusa de cumprimento de obrigação a todos imposta, como o é a de ser jurado nos crimes dolosos contra a vida, por exemplo. Para o brasileiro ser eleitor é preciso que ele se aliste e, para ele ser elegível, é preciso que ele já seja eleitor. O cidadão para ser candidatar a um cargo eletivo, deve, ainda, ter domicílio eleitoral na circunscrição por onde pretende se candidatar pelo prazo mínimo de um (01) ano antes do pleito No Brasil não se admite a candidatura avulsa, vale dizer, só pode ser candidato a cargo público eletivo o cidadão brasileiro que esteja regularmente filiado a um partido politico. Assim, a cidadania passiva pressupõe, também, a filiação partidária, que deve estar deferida até, no mínimo, um ano antes do pleito. De fato, cada partido pode prever, em seus estatutos, prazo maior que o de um ano de filiação para o filiado poder se candidatar; nunca, porém, menos. Existem exceções ao prazo mínimo de 01 ano de filiação partidária antes das eleições. A primeira exceção diz respeito à candidatura

de militar da ativa a cargo público eletivo. Ao servidor militar na ativa é defeso a filiação partidária. Assim, pretendendo o mesmo concorrer a eleições deverá lançar seu nome na convenção do partido a que pretenda filiar-se e, caso venha a ser indicado, aí então é que promoverá sua filiação, ao tempo em que terá se afastado do cargo ocupado no prazo legal de desincompatibilização A segunda exceção diz respeito aos Magistrados, aos membros dos Tribunais de Contas e ao Ministério Público, que estão dispensados de cumprir o prazo anual de filiação, caso venham a ser indicados na convenção, quando então promoverão sua filiação para perfarzer-se o registro da candidatura, mas devem exonerar-se do cargo que ocupam seis meses antes das eleições. Finalmente, para concorrer a cargos públicos eletivos o cidadão deverá ainda observar como condição constitucional a idade mínima exigida para o cargo pleiteado, nos termos aludidos. A verificação dessa idade será feita levando-se em conta a data da posse no respectivo cargo. Isso equivale a afirmar que pode um menor, de 17 anos de idade, candidatar-se a Vereador, bastando que na data da posse (1º de janeiro) conte com 18 anos de idade completos. Até a próxima! Gabriela de Moraes Montagnana Gustavo Antonio de Moraes Montagnana Advogados


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Guarda compartilhada por Augusto Paladino /AUTO PRESS

Muito aguardado

Foto: Divulgação

pelos entusiastas da Subaru, o BRZ enfim começou a ser produzido no Japão. O modelo, projetado desde 2008 em conjunto com a Toyota, reúne motor Boxer e tração traseira num conjunto pequeno e ágil. Ele também será vendido com o nome Toyota GT 86. E, para o mercado norte-americano, ganhará insígnias Scion FR-S. O início da produção do esportivo foi marcada por uma festa com a presença dos chefões de Toyota e Subaru, Akio Toyoda e Yasyuki Yoshinaga, respectivamente. Ambos declararam a satisfação das marcas pela concretização do projeto em conjunto.

Subaru BRZ


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Talismã oriental por Augusto Paladino /AUTO PRESS

A Renault vai voltar a apostar em sedãs grandes, com o novo Talisman – o nome vem de um conceito esportivo apresentado em 2001. O modelo será construído sobre a base do Samsung SM7, apresentado no fim de 2011. A Renault é dona da fabricante sul-coreana desde 2000 e utiliza alguns projetos de Seul para basear alguns de seus modelos destinados a países emergentes, assim como faz com a romena Dacia. O desenho será pouco alterado, o que significa que o carro terá porte imponente mas também traços pouco europeus. O Talisman deverá ser l a nç ad o e m a b r i l no Salão de Pequim com motores de quatro e seis cilindros da Nissan – com quem a Renault mantém uma rentável aliança – e potências entre 190 cv e 260 cv.

Foto: Divulgação

Renault Talisman


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Para tiozão por Augusto Paladino /AUTO PRESS

A Hyundai já começou a vender no Brasil seu maior sedã, o Genesis. O modelo custa R$ 220 mil na única configuração que será oferecida – as opções se limitam às cores, branca, preta ou prata. Com ele, a Hyundai sonha conquistar compradores de Audi A6, Mercedes-Benz Classe E e BMW Série 5, todos com preços acima dos R$ 300 mil. O motor é um 3.8 litros V6 de 290 cv, que envia força às rodas traseiras por um moderno câmbio automático de oito marchas. A lista de equipamentos é vasta, com uma central multimídia para CDs e DVDs – além das entradas USB e para iPods –, câmara de ré, e os sistemas de segurança, como oito airbags, freios com ABS e controle de estabilidade.

Foto: Divulgação

Hyundai Genesis


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