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Braganรงa Paulista

Sexta

10 Fevereiro 2012

Nยบ 626 - ano X jornal@jornaldomeio.com.br

jornal do meio

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para pensar

Jornal do Meio 626 Sexta 10 • Fevereiro • 2012

Expediente

Alalá ooo! Mons. Giovanni Barrese

Quando se fala em carnaval sempre se buscam suas origens. Elas são múltiplas e bem variadas. Hoje ficou mais fácil buscar notícias no Google, Wikipedia, etc. Normalmente os historiadores vão buscar a origem do Carnaval nas fontes da nossa civilização. Suas raízes estariam nos ritos de fertilidade e das colheitas celebrados no Egito e no Crescente Fértil. Mais proximamente, na Grécia antiga, o carnaval seria uma expressão nova dirigida a Dionísio, deus do vinho, de algum modo também ligado à vida agrícola. Da Grécia para Roma a festa era feita ao deus Baco (nome latino de Dionísio). Posteriormente a celebração das Saturnais (Saturno, deus do Tempo) tomou totalmente o espaço revestindo-se da festa pela liberdade e igualdade entre as pessoas. Há ainda quem diga que existe certa ligação com a deusa do amor Afrodite (Vênus para os romanos). Uma teoria mais próxima a nós coloca a palavra carnaval na Idade Média surgida, possivelmente, da expressão “carrum navalis”, que designava os barcos adornados

para a festa de Baco-Dionísio. Para outros a origem seria derivada do costume da Igreja católica de preparar a festa da Páscoa com um sinal penitencial. Assinalado um tempo simbólico de quarenta dias, a “quaresma”, os cristãos eram convidados a “deixar a carne” (carne levandas). Fazia-se uma festa que servia de despedida desse alimento. Essa quaresma servia para preparar a celebração que fazia memória do sofrimento e da morte de Cristo até desembocar no glorioso dia da sua Ressurreição. Como se vê há teorias para todos os gostos! Ao falar do Carnaval muito se fala se vale à pena, se é coisa boa, se é elemento forte para incentivar o turismo, se o Poder Público deve subvencionar as Escolas de Samba, se é pecado, etc. Penso que as expressões culturais, festivas fazem parte de nossa vida. Naturalmente que não pode haver aprovação quando a coisa se encaminha para atitudes que não dignificam ninguém. O grande desafio do carnaval dos nossos dias está na exploração sexual e nas diferentes drogas oferecidas. Em muitos lugares

o carnaval tornou-se ocasião para expor o corpo humano para satisfação única e exclusiva do instinto sexual. Os corpos tornam-se objetos do desejo não para serem amados, mas para serem consumidos (para não usar uma expressão chula). Entra-se num clima de “liberou geral” com os excessos do álcool e de outras “mercadorias”. Não existe mal em festejar. Aliás, é necessário festejar. São as festas que nos mostram a beleza que a vida pode ser quando os encontros, os gestos de afeto, as presenças das pessoas fazem experimentar o quanto é bom conviver! O risco está em limitar a “alegria” ao que se possa consumir de humano e de outros “produtos”. Esse tipo de atitude escraviza e destrói. Muita gente exorciza o carnaval pelos seus abusos. E é justo. Creio, todavia, que uma ação educativa de largo espectro poderia redimensionar essa festa dando-lhe ou devolvendo-lhe as características construtivas de momento de confraternização alegre e “spensierata”, como dizem os italianos. Penso que vale a pena ser sonhador! A grande

capacidade que o ser humano tem é a de compreender que pode ser melhor. E aquilo que realiza também. Por que não começar um trabalho de formiga para mudar a tônica do tríduo momístico? Tenho certeza que a maioria dos pais gostaria de ver filhos e filhas inteiros e felizes durante e depois do carnaval. Por que não começar uma valoração diferenciada nos diálogos escolares? Por que não falar daquilo que pode dignificar o viver da alegria, do encontro, da festa, do descanso que o carnaval pode oferecer? Por que não mostrar que não vale a pena de confundir liberdade com libertinagem? Creio que é uma questão de escolha! E é melhor escolher certo! Neste campo há muito que fazer. Mais uma vez o Ministério da Saúde, sob o sofisma de que é melhor prevenir que remediar, lança a campanha “Na empolgação pode rolar de tudo. Só não rola sem camisinha. Tenha sempre a sua!” A tal camisinha será distribuída de graça. Com o seu, o meu, o nosso dinheiro! O Ministério diz que o tratamento das DST, AIDS, etc. é muito mais dispen-

Jornal do Meio Rua Santa Clara, 730 Centro - Bragança Pta. Tel/Fax: (11) 4032-3919 E-mail: jornal@jornaldomeio.com.br Diretor Responsável: Carlos Henrique Picarelli Jornalista Responsável: Carlos Henrique Picarelli (MTB: 61.321/SP)

As opiniões emitidas em colunas e artigos são de responsabilidade dos autores e não, necessariamente, da direção deste orgão. As colunas: Casa & Reforma, Teen, Informática, Antenado e Comportamento são em parceria com a FOLHA PRESS Esta publicação é encartada no Bragança Jornal Diário às Sextas-Feiras e não pode ser vendida separadamente. Impresso nas gráficas do Bragança Jornal Diário.

dioso e será pago também com o dinheiro do contribuinte. Fica mais fácil gastar com camisinha do que com medicamentos e hospitais! No raciocínio raso isto tem sentido. Numa visão mais ampla seria importante que na “empolgação” nunca se tomasse nenhuma decisão ou se usasse gestos (como a relação sexual) que exigem responsabilidade. Parece, contudo, que uma campanha educativa que levasse as pessoas a ter visão mais profunda sobre a sexualidade (independentemente de uma determinada visão religiosa) não interessa muito. Resta esperar que não tenhamos acréscimo de infectados e de filhos da empolgação!


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colaboração SHEL ALMEIDA

O Índice Geral de Curso (IGC) publicado pelo sustentar essa opinião. De acordo com o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo, em outubro MEC em novembro de 2011 confirmou: a qualidade do ensino no Brasil é deficiente. de 2011 foi realizado o sétimo exame do Cremesp, com Os dados apresentados pelo Ministério da Educação a intenção de avaliar o desempenho dos estudantes indicam que 683 instituições de ensino superior foram do sexto ano das escolas de medicina do Estado. No “reprovadas” por alcançarem notas consideradas insa- entanto, o exame não é obrigatório, como é, o da OAB. tisfatórias, entre 1 e 2 numa escala de 5. Apenas 158 Dos 418 formandos em medicina que compareceram instituições foram tidas como bem avaliadas, com IGC ao exame, 191 foram reprovados, ou seja, 46% deles. 4 ou 5. Ao todo foram avaliadas 2.176 universidades, Desde que o exame passou a ser realizado, em 2005, o índice de reprovação variou entre faculdades e centros universitários. 32% e 61%. O número de particiO ICG é um indicador do MEC que avalia a nota dos alunos no Enade “O nível do ensino no Brasil não é pantes também teve variável, de (Exame Nacional de Desempenho dos melhores, então a Ordem dos 418 em 2011 a 998, em 2005. No de Estudantes), além de indicadores Advogados do Brasil procura, com documento publicado pelo Cremesp, como infraestrutura e qualidade do o exame, conferir o conhecimento há a seguinte nota: “Ao longo de corpo docente. As instituições com dos novos advogados que serão sete anos, 4.821 formandos de notas baixas serão supervisionadas entregues à sociedade” medicina participaram do Exame do Cremesp. Desses, 2.250 (46,6%) pelo governo federal e poderão Dra. Eloísa de Oliveira Zago foram reprovados. Excluindo os dois sofrer penalidades que vão desde o primeiros anos, quando o exame arquivamento de pedido de abertura de novos cursos até o descredenciamento da entidade estava ainda em fase experimental, entre 2007 e junto ao MEC. Para a Presidente da OAB de Bragança 2011 participaram da prova 3.135 candidatos com Paulista, Eloísa de Oliveira Zago, o exame da ordem 1.832 (58.4%) reprovações. Nos últimos cinco anos a tem como objetivo “zelar pelo mínimo de qualidade”. proporção de aprovação foi sempre menor que 60%, “O nível do ensino no Brasil não é dos melhores, en- resultado que mantém uma tendência consistente e tão a Ordem dos Advogados do Brasil procura, com o é considerado insatisfatório e preocupante pelo Creexame, conferir o conhecimento dos novos advogados mesp”. Se o próprio Conselho Regional de Medicina se preocupa com os dados, o que a população pode que serão entregues à sociedade”, fala. esperar? Ainda de acordo com o Cremesp, “o exame não é pré-requisito para a habilitação do médico ao Filtro O exame da OAB serve como uma espécie de filtro na exercício profissional, mas o certificado pode ser hora de avaliar aqueles que realmente estão capacitados útil para currículo”. E para os futuros pacientes a entrar no mercado de trabalho e exercer a profissão. também. As demais Ordens e Conselhos deveriam Segundo Dra. Eloísa, o candidato realiza uma média de seguir o exemplo da OAB e encontrar uma maneira os profissionais que 2 a 3 exames antes de ser aprovado. “São raros os que de avaliar entregam ao país. passam logo de cara. Geralmente vão passar apenas na Faz-se necessário segunda ou terceira tentativa”, fala. O exame da ordem maior rigor em é feito em duas fases. A primeira prova é objetiva, com relação a esses questões de múltipla escolha e a segunda é composta novos profissiopor questões dissertativas e a elaboração de uma peça, nais que chegam, com aplicações práticas. De acordo com Dra. Eloísa, em anos anteriores, de 300 candidatos, apenas 50 passaram para a segunda fase. “Na segunda ainda cai bem mais”, conta. Com isso dá para se ter uma ideia do despreparo da grande maioria dos candidatos. “É fácil para uma faculdade abrir um curso de direito. É relativamente barato se comparado a outros. Precisa apenas de professores e uma biblioteca”. “A OAB monitora os cursos, mas a avaliação é feita pelo MEC”, explica. “O MEC exige um mínimo de professores com mestrado para abrir um novo curso, mas não é o que resolve. É importante que os professores tenham mestrado, mas precisam também saber passar o conhecimento para o aluno. Há uma grande diferença entre a parte acadêmica e a prática”. “O exercício do Direito é muito dinâmico”, avalia. “É uma ilusão acreditar que a faculdade ou o exame da ordem vai deixá-lo preparado para o mercado de trabalho. É preciso acompanhar as mudanças no tribunal, saber avaliar diferentes tipos de processos e recursos. Isso vai muito da habilidade do advogado.”

Rigor

Dra. Eloísa acredita que deveriam existir exames como o da OAB também em outras áreas. “É uma maneira de avaliar o mínimo daqueles profissionais que entrarão no mercado”, fala. Fatos alarmantes relacionados a erros médicos e de profissionais de enfermagem ajudam a

“São raros os que passam logo de cara. Geralmente vão passar apenas na segunda ou terceira tentativa”. - Dra. Eloísa de Oliveira Zago, Presidente da OAB de Bragança Paulista

anualmente, aptos a servir a sociedade, seja qual for a área de atuação. Cabe ao MEC avaliar os novos cursos universitários, mas cabe aos profissionais zelar pelo bem de sua profissão. De acordo com Dra. Eloísa, na hora de ingressar em um curso superior, o aluno deve considerar fatores importantes como a qualificação do corpo docente, consultar o índice de aprovação das faculdades em exames da Ordem, analisar a grade curricular, além de pesquisar por faculdades que tenham melhores avaliações. “A própria OAB indica as faculdades melhor avaliadas.” Para saber quais são, acesse: www.oab.org.br/ Servicos/OabRecomenda

De 108.335 inscritos no Exame da OAB, pouco mais de 26 mil foram aprovados,ou seja 24% sendo que 76 % reprovados no V Exame de Ordem


comportamento

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Amigo virtual

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Sucesso nos anos 1990, o Tamagotchi completa 15 anos trazendo boas lembranças a quem já se dedicou a um bichinho de estimação virtual

por Paula Felix/Folhapress

Sucesso nos anos 1990, o Tamagotchi completa 15 anos trazendo boas lembranças a quem já se dedicou a um bichinho de estimação virtual A estudante Marina Ávila, 14 anos, ainda se recorda do dia em que ganhou o seu primeiro Tamagotchi, bichinho de estimação virtual que fez sucesso nos anos 1990 e que está completando 15 anos. ‘Tinha uma lojinha de conveniência em frente à casa da minha avó que vendia o Tamagotchi, e eu queria muito ter um. Um belo dia, meu pai me deu de presente’, descreve. Ela conta que tinha seis anos e que foi dona de pelo menos cinco bichinhos, pois sempre pedia um novo quando o brinquedo quebrava. E com direito a chantagem emocional. ‘Eu falava: “Se não for um bichinho virtual, vou querer um real’. E ganhava outro’, diverte-se. O Tamagotchi, que teve várias versões e modelos, realiza as mesmas atividades de um animal de estimação real: sente fome e sede, brinca, fica doente, dorme, cresce e morre. No auge do seu sucesso, ele foi responsável por noites em claro para satisfazer as necessidades do bichinho, que apitava ao precisar de alguma coisa. Marina diz que sempre acordava de madrugada para alimentá-lo. ‘Eu chorava quando ele morria’, revela. Psicóloga comportamental, Jéssica Fogaça explica o porquê de o brinquedo ter conquistado tantos adeptos. ‘O que leva as pessoas a gostarem de uma figura virtual que tem necessidades de um ser real é a proximidade com a tecnologia, tão em moda hoje em dia, e o fato de as relações

virtuais serem mais fáceis e menos complexas do que as relações reais’, afirma. Araceli Albino, que é psicóloga e psicanalista, cita os cuidados que devem ser tomados em todas as relações virtuais, especialmente em games. ‘Para que uma relação virtual em jogos seja saudável, ela deve ser tratada de forma natural, sem exageros e sem que a pessoa deixe a realidade para viver um mundo de fantasia. Ela deve distrair no dia a dia, mas nunca paralisar as ações referentes à realidade.’

Contribuição

Renato Ramos, que é gerente educacional na área de tecnologia da Lego Zoom, comenta a importância do bichinho virtual para o mercado de brinquedos. ‘O Tamagotchi foi uma revolução na área dos brinquedos, porque dava a quem não podia a possibilidade de ter um animal de estimação de uma forma virtual, controlado por botões. Era o máximo da tecnologia no momento e deu uma grande contribuição para jogos que surgiram depois.’ Ramos diz que guarda um modelo do bichinho virtual. ‘Eu ainda tenho o meu, e ele funciona bem. Mas, apesar da evolução do Tamagotchi e dos novos modelos, acredito que ele ficou no passado’, avalia. Marina, que teve seu último Tamagotchi aos oito anos, pensa diferente. ‘Depois de me lembrar dele, fiquei com saudade. Até pedi para o meu pai comprar um bichinho virtual para mim.’

foto: Divulgação


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casa & reforma

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Operação

em caixa É hora de quebrar a cabeça para botar ordem na casa e deixar para trás objetos que não são mais úteis

por ROSANGELA DE MOURA/Folhapress

Deixar a casa em ordem é a melhor resolução para quem pretende ganhar espaço e conforto no lar. Saber exatamente onde está cada coisa otimiza o tempo e evita gastos desnecessários. E, como em tudo na vida, o primeiro passo para organizar é deixar para trás o que não serve mais. A regra é separar todos os objetos que não são usados ou estão repetidos e destiná-los à doação ou ao descarte. Para tornar mais prático o exercício de desapego, a organizadora profissional Zetta Casalena indica retirar tudo do armário e considerar qual foi o último dia de uso. Primeira etapa cumprida, é o momento de definir critérios. “O princípio é destinar um

espaço próprio para cada item”, recomenda a organizadora Cristina Papazian. Categorias muito amplas que reúnam tudo podem se tornar um “cantinho da bagunça”. Classificar por função pode resolver o problema: itens usados em reparos, por exemplo, ficam juntos. Quando o armário é grande demais, uma solução é usar caixas. As transparentes de plástico são boa opção para o guarda-roupa, pois não atraem traças e deixam os objetos à vista. As de papel só são indicadas para locais sem umidade, como escritórios.

Do caos à ordem Confira dicas de especialistas e produtos para arrumar a casa e vire um profissional da

organização residencial Organização pode ser uma característica individual, mas não é preciso dom para colocar a casa em ordem. O importante, afirma a organizadora Sandra Pina, é atentar aos hábitos cotidianos e criar uma rotina que evite a formação da bagunça. As estratégias de profissionais, como a maneira de dobrar a roupa, podem ser aprendidas na sala de aula. O curso de oito horas custa R$ 498 na OZ! (www.organizesuavida. com.br). Quem tem dificuldades pode contratar um especialista do ramo. A diária varia entre R$ 400 e R$ 1 .200.

Prazer em ler: A biblioteca é o prolongamento da sala de estar, O arranjo dos livros também decora o Ambiente.Na estante os livros ficam divididos por assunto e em ordem alfabética, apesar de estarem dispostos de maneira informal. Mantendo o controle : TV, DVD e Arcondicionado da sala ficam às ordens do usuários com suporte de quatro nichos, que custa R$ 29,90 na lojaoz.com.br

Cozinha alimentos devem ser disposto na prateleira por prazo de validade; cestas de palha são úteis e decorativas. A retangular (35x45 cm) custa R$ 65 na utilplast.com À beira do fogo para deixar os temperos à mão um prato giratório custa R$ 258,00 na oren. webtorelw.com.br

Documento não basta colocar na gaveta: os papéis devem estar separados em pastas

Dentro do ármario as roupas devem ser ordenadas conforme o uso. As utilizadas durante a semana estão próximas à entrada, separadas por cor. Cabides específicos para calças, camisas e bermudas evitam o amassado

Miudezas roupas íntimas e meias compartilham o espaço. Divisórias de gaveta da ornare.com.br por R$ 135


Seus Direitos e Dever

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O despertar da consciência política por gustavo antônio de moraes montagnana/gabriela de moraes montagnana

No ano que se inicia um episódio fundamental para a sobrevivência da democracia ocorrerá no Brasil. Em cada um dos municípios que compõe esta federação ocorrerá a eleição de candidatos a cargos de Prefeito e Vereador. A participação do povo no processo eleitoral corresponde ao exercício do poder de sufrágio. Segundo o cientista político Paulo Bonavides, sufrágio é o “poder que se reconhece a certo número de pessoas (o corpo de cidadãos) de participar direta ou indiretamente na soberania, isto é, na gerência da vida pública”. O sufrágio, no Brasil, é verificado, mais comumente, através do voto. O voto é o poderoso instrumento de materialização do sufrágio. E certo que em uma democracia participativa, modelo de democracia adotado pela República Federativa do Brasil, o povo exerce a soberania popular não só elegendo representantes políticos, mas também participando de forma direta da vida do Estado, por meio do referendo, plebiscito e iniciativa popular de lei. É o regime democrático, adotado pela Constituição Federal deste país, responsável por conferir aos seus cidadãos o poder de escolher, legitimamente, pessoas para representá-los na condução da vida pública.

Na Busca da compreensão do conteúdo da democracia, para além do conhecido conceito consagrado, em 1863, pelo presidente Abraham Lincoln, em seu famoso discurso de Gettysburg, segundo o qual a democracia seria “o governo do povo, pelo povo e para povo”, o cientista político Roberto Dahl indica cinco critérios fundamentais, para a caracterização de um regime democrático: 1- a participação efetiva de todos os membros da comunidade, que devem ter oportunidades iguais e efetivas para expressar suas opiniões; 2- a igualdade de votos seguindo a lógica de que todas as pessoas devem ter o mesmo valor e importância em um processo democrático; 3- o entendimento esclarecido, a partir do qual a consciência cidadã deverá ser despertada; 4- o controle do programa de planejamento, segundo o qual os membros da comunidade devem ter a oportunidade de decidir as prioridades politicas e ter acesso, de forma transparente, a informações acerca do orçamento público; 5- a inclusão de adultos, fundamentada na concepção de sufrágio universal, de forma a evitar exclusões despropositadas de pessoas do processo político. Um regime político fundamentado na ampla participação popular, na igualdade política, na transparência e no desenvolvimento do espírito

crítico do povo. Visando despertar a consciência cidadã e o espírito crítico do povo, a partir desta edição, neste democrático espaço, serão expostas e esclarecidas todas as regras que envolvem e regem o processo eleitoral. Este magnífico regime de governo, como nenhum outro, preserva, de forma verdadeiramente eficaz, o respeito à diversidade, às particularidades individuais, às minorias, à liberdade de opinião, sexual e de crença e a igualdade. O pressuposto de que o indivíduo, como ser moral e racional, é o melhor juiz do seu próprio interesse, é o grande trunfo do regime político democrático. Desta forma, deve-se partir da premissa de que o cidadão é ser livre para votar e deve estar afastado de qualquer interferência externa, especialmente econômica, ao manifestar a sua vontade. Nas palavras do Assessor-Chefe de Articulação Parlamentar do Tribunal Superior Eleitoral, Octávio Augusto da Silva Orzari, “um regime, para ser plenamente democrático, não pode expor a normalidade e a legitimidade do processo de escolha de representantes à influência do poder econômico de modo a desequilibrar o pleito ou sujeitar os votantes a pressões ou arbítrios”. Para que esta se torne uma realidade ao lado de escolhas conscientes, se faz imprescindível

que cheguem ao conhecimento dos cidadãos as regras que regem o antes, o durante e o depois da disputa eleitoral e do período do mandato representativo. Corroborando os ensinamentos de Jaime Barreiro Neto, pode-se dizer que a legitimidade do regime político democrático reside na autoridade do povo e na consagração não só dos direitos das maiorias, mas também das minorias, sendo o mesmo regime um instrumento para a consecução de valores essenciais à preservação da própria existência da humanidade, fundado em três princípios basilares: a supremacia popular, a preservação da liberdade e a igualdade de direitos. A consolidação de todos os efeitos positivos da democracia, garantindo ao cidadão o correto uso dos instrumentos aptos à reger a vida política dos entes federativos e a soberania popular, depende única e tão somente da vontade do povo, titular do poder. Será por meio da informação, poderoso instrumento de emancipação, que se pretende seja essa vontade despertada. Até a próxima! Gabriela de Moraes Montagnana Gustavo Antonio de Moraes Montagnana Advogados

antenado

Biografias retratam

mulheres de líderes Para as autoras, obras ajudam a compreender personagens como Karl Marx e Hitler a partir da visão das biografadas

por RICARDO MIOTO/Folhapress

Há uma nova moda no mercado editorial americano: biografias de mulheres de personagens históricos. Só nos últimos quatro meses, foram lançadas obras sobre Jenny Marx (mulher de Karl Marx), Eva Braun (Adolf Hitler), Jacqueline Kennedy (John Kennedy) e Maria Bolena, que conseguiu a proeza de ser amante tanto do rei Henrique 8º, da Inglaterra, quanto do rei Francisco 1º, da França. “É uma moda recente. Talvez tenha acontecido um esgotamento das grandes biografias e decidiu-se partir para as mulheres”, diz Otávio Costa, editor-assistente da Companhia das Letras. Ele cuidou da publicação de “Eva Braun - A Vida com Hitler” no Brasil. O livro, uma tradução do alemão, saiu antes por aqui do que nos EUA. É a única das obras citadas acima que já foi publicada no país. As autoras dos livros sobre Jenny, Eva e Maria Bolena deram o mesmo argumento para a Reportagemt em defesa da importância histórica dos seus trabalhos: só é possível conhecer de fato a personalidade desses personagens históricos entendendo como eles tratavam as suas mulheres, dizem.

Hitler paquerador

A historiadora alemã Heike Görtemaker, por exemplo, narra um Hitler paquerador ao conhecer a garota loira de 17 anos que trabalhava no estúdio onde ele se deixava fotografar. Líder de um partido em ascensão, ele visi-

tava o local para convidá-la para passeios de Mercedes e para reclamar que vivia cercado demais por homens. Eles começaram um romance, e Hitler enrolou Braun por 16 anos. Dizia não poder se casar por ter já ser casado “com o povo alemão” e mantinha o relacionamento em segredo. Por outro lado, Braun se sentia livre o suficiente para dar broncas em Hitler por atrasos e para pedir a ele que ficasse quieto quando a conversa estava incomodando. Karl Marx também levou anos para se casar, mas por outro motivo. O pai de Jenny, moça bonita de família aristocrática, achava que o rapaz não tinha condições financeiras de dar uma vida confortável para ela. E não tinha mesmo. Depois de ter um relacionamento secreto por sete anos com Jenny, eles finalmente conseguiram se casar. Ela trocou o conforto de uma família de elite por uma vida pobre com Karl. O episódio mais notável de “luta de classes” na vida de Marx ocorreu quando ele engravidou a empregada e não assumiu o filho bastardo. Já o livro sobre Jacqueline Kennedy não traz muitas revelações sobre o seu relacionamento com o marido, notório mulherengo.

históricos. Algumas figuras, como a marquesa de Santos, amante de Dom Pedro 1º, já inspiraram livros, mas os best-sellers recentes sobre história (como os livros de Laurentino Gomes, ou Leandro Narloch) não se concentram nesse aspecto. Love and Capital Autora Mary Gabriel Editora Little, Brown & Company Quanto us$ 16,99 (e-book) Eva Braun: A Vida com Hitler

Autora Heike Görtemaker Tradução Luiz de Araújo Editora Companhia das Letras Quanto r$ 51 Jacqueline Kennedy: Historic conversations on life with John F. Kennedy Autora Caroline Kennedy e Michael Beschloss Editora Hyperion Quanto us$ 11,90 (e-book) Mary Boleyn Autora Alison Weir Editora Ballantine Books Quanto us$ 14,59 Foto: Jacques Lowe/REuters /folhapress

Brasileiras

No Brasil, existem poucas obras sobre a vida amorosa e sexual de grandes personagens

Jacqueline e seu marido, John F. Kennedy, tomam café em Boston durante a campanha presidencial, em 1959


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teen

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Peneira para músicos De rejeição em rejeição, jovens que querem ser músicos têm rotina dolorosa por RICARDO MIOTO/folha Press Foto: Moacyr Lopes Júnior/Folhapress

O jovem músico Lucas Bernardo, 16 com seu violino, ao treinar em um das salas da EMESP Tom Jobim, no centro de Sao Paulo

Funciona como as “peneiras” dos times de futebol: adolescentes sofrem para demonstrar mais talento do que os concorrentes nos poucos minutos que terão para se apresentar aos “jurados”. A diferença é que, em vez de chuteiras, Gabriel Takano Lui, 15, chega carregando um contrabaixo maior do que ele. Com pais músicos, ele toca desde os seis anos, treina oito horas por dia e já fez mais de dez audições. Em uma delas, entrou para a Orquestra Jovem do Estado de São Paulo. Há duas semanas, ele participou de uma banca para pleitear uma bolsa de estudos na Alemanha. “No exterior é mais seguro. Aqui no Brasil vivem dizendo que as orquestras vão acabar...” O resultado sai apenas em março. No ano passado, nenhum instrumentista brasileiro foi selecionado. A peregrinação de jovens como Gabriel, de audição em audição, virou até tema de documentário. “Prova de Artista” foi lançado no fim de novembro pelo diretor José Joffily, 66. “Quando comecei a filmar, a ideia nem era fechar o foco nas audições. Mas então vi como elas são tensas. A audição é, de certa forma, como um matadouro: o jovem indo em direção ao abate, sabendo que, de cada dez candidatos, somente um será selecionado, se for”, diz ele. “Esses músicos são todos muito nômades, ficam pesquisando na internet em qual canto do mundo vai ter uma audição e vão tentando.” Foi exatamente o caso da canadense Yuri Sinto-Girouard, 26, que toca viola. Aos 23, ela veio ao Brasil tentar uma vaga na Osesp (a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, a principal do país). “Fui recusada. Eu não tinha maturidade suficiente. Faz parte.” Não foi o fim do mundo: hoje, ela está na Academia da Filarmônica de Berlim, uma das principais orquestras do mundo. O feito dela é digno de nota. Sabine Lovatelli, presidente do Mozarteum Brasileiro, organização que promove espetáculos e trás grandes músicos estrangeiros para dar aulas a brasileiros, fez as contas. Ela estima que de cada mil jovens que participam dessas aulas, apenas um será selecionado para estudar em uma grande orquestra como a de Berlim. “As audições são bem cruéis. Nem todo mundo está preparado para abrir o coração e tocar na frente de gente que nunca viu. Pode ser injusto, pode pegar o jovem em um dia ruim...” Ainda assim, as audições permitem que jovens músicos de famílias pouco abastadas tenham oportunidade de viver melhor do que seus pais. Foi uma audição que levou Wellington Rebouças Guimarães a entrar na Orquestra Experimental de Repertório. Aos 20 anos, ele recebe cerca de R$ 2 mil por mês para tocar violino. “Ganho mais do que meu pai, que é segurança”, diz. Antes, foi também através de uma seleção que ele pôde estudar na Escola de Música do Estado de São Paulo, que é gratuita. É o caminho que Lucas Bernardo, 16, também quer trilhar. Filho de caminhoneiro, ele começou a tocar violino na igreja aos nove anos. Agora, também tenta uma bolsa de música clássica na Alemanha. Os amigos admiram o esforço, mas têm gostos um pouco diferentes. “Lá na Penha [zona leste], onde eu moro, o pessoal gosta mais mesmo é de tocar punk rock”, ri.


informática & tecnologia

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Taiwan corre atrás do

mercado de tablets

Empresas do país, outrora poderosas com seus notebooks e netbooks, agora tentam entrar no filão do iPad

por RAFAEL CAPANEMA/Folhapress

Se entre 2008 e 2009 os rumos da indústria de computação eram ditados por uma empresa taiwanesa, pioneira na então emergente categoria dos netbooks, hoje as principais companhias de tecnologia do país asiático seguem o caminho aberto pela Apple, produzindo tablets que tentam se diferenciar do líder do mercado, o iPad. As tabuletas com tela sensível ao toque estão ganhando espaço às custas dos laptops ultraportáteis e baratos, introduzidos em 2007 pela Asus -no segundo trimestre deste ano, a produção mundial de tablets superou a de netbooks pela primeira vez, de acordo com a empresa de pesquisa ABI Research. A diretora de marketing da Asus, Cecilia Huang Fu, não esconde a inspiração dos tablets da companhia. “Admiramos a Apple, nossa concorrente. O iPad é um produto muito inovador, quase perfeito. Quando ele surgiu, desistimos dos nossos protótipos e começamos a segui-lo como modelo”, afirma. Apesar da influência explícita, os tablets da Asus são bem diferentes do iPad -talvez a própria Apple reconheça isso, já que até agora não processou a empresa taiwanesa por plágio, como fez com a coreana Samsung. O tablet mais ousado da Asus é o PadFone, engenhoca apresentada em maio pela empresa na feira de tecnologia Computex, em Taipé, capital de Taiwan. O PadFone é um smartphone com tela de quatro polegadas e Android que pode ser acoplado a um aparelho em forma de tablet. O “cérebro” fica no celular, o que elimina a necessidade de transferir dados de um dispositivo para o outro. No início do mês, a Asus apresentou mais um tablet com Android, o Eee Pad Transformer Prime, que pode ser acoplado a um teclado, vendido separadamente, tomando a forma de laptop tradicional.

A volta da canetinha

Também de Taiwan, a HTC oferece atualmente só um modelo de tablet, o Flyer, que roda sistema Android e se diferencia do iPad pela tela menor -tem sete polegadas, ante 9,7 do aparelho da Apple- e pela inclusão de uma caneta digital, acessório comum nos tablets pré-iPad e execrado por Steve Jobs. “Se você vir uma [caneta] stylus, quer dizer que estragaram”, afirmou o cofundador da Apple em abril de 2010. Além de servir para desenhar, a caneta pode ser usada para acrescentar anotações manuscritas a um site e enviá-las para um amigo, emulando a antiga experiência de recortar revistas. Outro aspecto do Flyer inspirado por objetos tradicionais é o peso, de 420 gramas. “Em pesquisas com consumidores, descobrimos que o peso ideal de um tablet seria o de um livro em brochura, e trabalhamos para chegar a esse valor”, conta John Wang, chefe de marketing da HTC. Já a Acer aposta em tablets com tamanhos de tela diferente, oferecendo modelos de sete e de 10,1 polegadas.

A empresa acrescentou poucas camadas próprias aos aparelhos, o que deixa seus tablets bem próximos à experiência “pura” do sistema. Além dos modelos com Android, a Acer produz tablets com Windows. Previsto para 2012, o Windows 8, que mescla as interfaces de tablet e de computador tradicional, é visto pelo presidente da Acer, Jim Wong, como uma “mudança de paradigma”.

Ainda distante

Se quiserem superar a Apple, tais empresas têm um longo caminho a percorrer. A Apple vendeu até hoje 25 milhões de iPads no mundo todo, cerca de 10 milhões deles nos EUA. Segundo a consultoria NPD, entre janeiro e outubro, todos os fabricantes de tablet juntos, excluindo a Apple, comercializaram nos EUA apenas 1,2 milhão de unidades. O jornalista RAFAEL CAPANEMA viajou a convite da Taitra (Taiwan Trade Center do Brasil) Notebooks ultrafinos são a nova aposta Com pouco mais de um centímetro de espessura e um quilo de peso, os esbeltos ultrabooks são a principal aposta das empresas de tecnologia na seara da computação tradicional. Assim como os agonizantes netbooks, eles são bastante compactos, não vêm com leitor de CD e DVD e geralmente têm armazenamento em SSD (drive de estado sólido), que proporciona ganhos de velocidade e durabilidade. No preço e na performance, porém, as diferenças são enormes: os ultrabooks custam mais que o dobro dos netbooks, mas, em compensação, têm poder de processamento muito superior, equivalente ao de laptops tradicionais. Nos EUA, os preços-base dos ultrabooks, que costumam ter tela de 11 ou 13 polegadas, giram em torno de US$ 900. O primeiro ultrabook do mundo foi produzido por uma empresa de Taiwan, a Acer. Custando a partir de US$ 899 nos EUA, o Aspire S3 chega ao Brasil com preço inicial de R$ 2.799. Neste mês, também começa a ser vendido no Brasil o ultrabook da taiwanesa Asus, o Zenbook, com preço inicial de R$ 3.999. A categoria foi idealizada pela Intel como uma resposta ao agora popular MacBook Air, da Apple. Introduzido em 2008, o Air foi recebido inicialmente com ressalvas. Com preço inicial de US$ 1.799 nos EUA, ele foi visto como artigo de luxo, já que não tinha leitor de CD e DVD, vinha com apenas uma entrada USB e carecia de conexões tradicionais. Desde então, porém, o preço do Air despencou para a partir de US$ 999 nos EUA

(no Brasil, de R$ 6.499 para R$ 2.999), e o aparelho virou o notebook mais vendido da Apple. “Prevejo que o preço inicial dos ultrabooks caia para US$ 799 em 2012 e para US$ 499 em 2013”, afirma o presidente da Acer, Jim Wong. Wong acredita ainda que, daqui a dois anos, 90% dos notebooks terão menos de uma polegada de espessura. A Intel estima que, até o fim de 2012, sejam introduzidos 60 modelos de ultrabook por 11 empresas.(RC) Primeiro tablet com novo Android custa só US$ 99 Já está à venda, nos EUA, o primeiro tablet com a versão mais recente do Android, o Ice Cream Sandwich. Mas esqueça as principais fabricantes da plataforma, como Motorola e Samsung: o aparelho Novo7 é criação da chinesa Ainol. E, para se diferenciar da concorrência, não basta apenas o sistema. A empresa anunciou que o aparelho custará US$ 99 (cerca de R$ 180). Em busca de eliminar o ceticismo de um aparelho chinês de baixo custo no mercado americano, a Ainol foi atrás de Andy Rubin, vice-presidente da área móvel do Google e um dos principais mentores do Android. “Estou contente em ver a entrada do Android 4.0 no mercado de tablets. Tablets de baixo custo e alta performance são uma grande vitória para os consumidores e uma forte ilustração de como a abertura do Android leva a inovação e competição para o benefício de todos”, afirmou Rubin em nota. O novo sistema operacional do Google mistura elementos da versão para tablet com a versão para smartphones e promete unificar de vez o fragmentado Android. Quando o assunto é configuração, no entanto, o Novo7 fica para trás da concorrência: tela de 7 polegadas, 4 Gbytes de espaço interno, câmera de 2 Mpixels e processador de 1 GHz baseado na arquitetura MIPS. Foto: DIVulgação


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Foi com muita alegria que fotografei o casamento desse lindo casal: Keroline e Márcio. Foi um dia muito gostoso até porque Márcio é um querido amigo e Keroline é um amor de pessoa. O casamento aconteceu na cidade de Toledo em Minas Gerais num começo de tarde agradavelmente ensolarado. O making of da Keroline aconteceu na nova casa do casal onde estava acompanhada pela mãe e algumas amigas tudo num clima de muita descontração. E como Keroline ficou linda de noiva. A cerimônia aconteceu na Igreja Matriz de São José impecavelmente decorada para a ocasião. A entrada da Keroline foi linda! Outro momento muito bacana foi a entrada das avós, uma levando a bíblia e a outra a imagem da Sagrada Família. A cerimônia foi emocionante e encantou a todos os presentes. Depois dos juramentos onde o casal prometeu amor e fidelidade para toda a vida

um lindo casalzinho de crianças conduziu as alianças até o altar. O casal trocou as alianças sob os olhares emocionados dos pais. Foi lindo! Após os cumprimentos dos pais e padrinhos o casal passou pela nave da igreja num clima muito descontraído sob os aplausos dos convidados e, ao final do corredor, uma chuva de pétalas de rosas selava os votos de muitas alegrias na nova vida. Depois seguimos até o salão de festas onde o casal ofereceu uma deliciosa recepção com muitos comes e bebes tudo com muito bom gosto. Os dois cuidaram de cada detalhe tudo com um carinho especial para eternizar esse grande momento na vida deles. Foi uma festa tão gostosa que parecia que não tinha fim. Enfim, mais um dia que guardo com muito carinho.

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2º veículos e variedades

Caderno

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Lavanderia e cozinha: cada um no seu espaço Cheiro de comida e roupa limpa definitivamente não combinam. Confira soluções para separar estes dois ambientes Em diversas casas e apartamentos, por falta de espaço ou mesmo por um projeto despojado, é comum a lavanderia ficar junto à cozinha, como uma extensão da mesma. A posição destes dois ambientes é assim decidida porque, muitas vezes, a iluminação da cozinha é proporcionada pela janela da lavanderia. Esta união conflitante, no entanto, acarreta em alguns problemas diários. A cozinha é um pólo gerador de vapor, gordura e odores, enquanto a lavanderia, um local de limpeza, lavagem e secagem de roupas. São ambientes com função de serviços, mas incompatíveis de serem usados ao mesmo tempo sem que algum bloqueio impeça o vapor e gordura de colidirem com a roupa molhada e perfumada. Nos casos dos dois ambientes serem unidos, vale a pena buscar algumas soluções para a sua casa. Equipar a cozinha com uma coifa e proteger a lavanderia com alguma barreira física, como uma divisória ou um painel, podem impedir que suas roupas retenham o odor de comida e a casa tenha aparência bagunçada. Lembrando sempre da necessidade de luz e ventilação dos recintos, cito algumas possibilidades de separação da cozinha da lavanderia: Porta de vidro e alumínio: Com a vantagem do custo baixo essa solução permite ter uma veneziana fixa na parte superior da porta ou até uma pequena janela que possa abrir e fechar regulando a entrada de ar. Esta solução convencional pode ser incrementada com algum adesivo que minimize a visão da roupa pendurada, mas permita a passagem da luz. Painel de madeira e vidro: Dá um aspecto elegante ao ambiente. A espessura do painel fica em função do tamanho do vão e do travamento. Você pode enfatizar divisões na horizontal ou na vertical ou uma composição entre ambas. Requer cuidados para não danificar a madeira ao lavar o piso. Treliça: Pode ser encontrada pronta em alguns materiais, como madeira ou alumínio, em tamanhos específicos. Nestes casos, é necessário fazer algumas adaptações como, por exemplo, confeccionar uma moldura que dê sustentação à peça e ajuste as dimensões à necessidade. Tijolo de vidro com ventilação: Fácil de limpar e com possibilidade de ventilação em algumas peças, o tijolo de vidro tem boa opção de modelos. A espessura varia de 5 a 10 cm. Requer planejamento de acordo com o vão a ser vedado. Verifique se há necessidade de travamento e assentamento cuidadoso, com massa, o que significa alguma sujeira na colocação. Elemento vazado de concreto: Oferece opções de modelos e espessuras, variando entre 6 e 10 cm. Como no caso do

tijolo de vidro, por ser pré-fabricado, requer planejamento de acordo com o vão a ser vedado. Verifique entre os tamanhos disponíveis, qual a peça que melhor se adapta ao espaço que se quer fechar e a área que deverá ficar aberta. Existem peças apropriadas para receber vidro internamente com possibilidade

de movimento – abrir e fechar. Elemento vazado de cerâmica: Com opções de modelos e desenhos, pode ser esmaltado e ter cor. A situação é semelhante a do elemento vazado de concreto, requer planejamento. Fonte: IG-SP


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Sacolas Ecológicas Os supermercados de nossa cidade não oferecem mais as famosas sacolinhas plásticas, a não ser que você pague alguns centavos por cada uma. Essa mudança de rotina na vida das pessoas tem causado muita polêmica, afinal, o que fazer com as mercadorias adquiridas quando nos esquecemos de levar um meio correto para transportá-las? Muitos acham um desaforo pagar por algo que anteriormente estava com valor embutido no custo dos produtos. Outros acham que para reduzir o impacto do descarte dos sacos plásticos no meio ambiente vale qualquer esforço. Enquanto aguardamos o desdobramento dessa história, é bom ter à mão uma sacola reutilizável para não passar apertado. E que tal se ela ainda for exclusiva e com a sua cara?

Bom demais, não é mesmo?Temos em nossa loja, reforçadas sacolas de algodão natural que já vem prontinhas só para ser customizadas ao seu gosto. Aplique desenhos divertidos, laçarotes, florzinhas, brilhos ou lantejoulas. Escreva frases legais, trechos de poemas ou letras de música com canetinhas especiais para tecido. Pregue botões divertidos ou coloque broches/bótons que você já tem em sua casa. Aproveite a situação para deixar a criatividade vir à tona. Transforme o que a princípio pode estar ser uma coisa chata em uma descontraída brincadeira. E vamos em frente, minha gente, que o ano está só começando! Está interessada em colocar alguma dessas ideias em prática ou então fazer algum outro

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Dê um toque pessoal ao imóvel mobiliado 16 dicas simples para deixar o flat ou o apartamento alugado com a sua cara Um bom projeto de decoração é aquele que consegue, por meio de móveis e acessórios, refletir o perfil dos moradores. Parece uma tarefa simples quando o imóvel está vazio e a organização é feita pessoalmente por quem irá ocupar a casa. Porém, quando se trata de um imóvel previamente mobiliado, deixá-lo com a nossa personalidade torna-se um desafio. Segundo o diretor-geral de vendas da imobiliária Coelho da Fonseca, Fernando Sita, nos últimos dois anos, a procura por imóveis mobiliados cresceu 50% na cidade de São Paulo, estimulada principalmente por funcionários de multinacionais transferidos para o Brasil. “Outro grande público são profissionais que vêm com regularidade à capital e não gostam de ficar em flats”, afirma o diretor. 1- Procure modificar a disposição dos móveis. Trocá-los de lugar já é uma forma de dar um novo visual ao lar. 2- Veja a possibilidade de personalizar os móveis. Muitas vezes eles podem ser antigos e precisam de uma modernização. Se os proprietários estiverem de acordo, pinte-os, faça pátina ou troque os puxadores. 3- Caso os proprietários sejam contrários a mudanças, invista em algo mais simples, como colocar mantas ou capas nos sofás e nas poltronas. 4- Outra forma de dar uma boa repaginada no ambiente é decorá-lo com objetos e acessórios coloridos e que dêem vida ao lar. 5- Pendure quadros de artistas que você goste. Se não quiser furar as paredes, encoste-os no chão.

6- Espalhe porta-retratos com fotos da família e dos amigos, além de objetos trazidos de viagens. 7- Para alegrar a casa, coloque vasos com flores e plantas espalhados por todos os ambientes. 8- Invista em adesivos decorativos, como uma frase na parede ou um desenho divertido na geladeira ou no boxe do banheiro. Mas certifique-se que poderá ser retirado sem causar estragos. 9- Coloque papéis de parede divertidos nos cômodos da casa. Lembre-se de tirá-lo antes de entregar o imóvel. 10- Se não for possível mudar o estofado dos sofás, invista em capas e almofadas. 11- Coloque luminárias diferentes na sala e nos quartos. Esses detalhes ajudam a dar personalidade aos ambientes. 12- Invista em aromatizadores com perfumes que tenham a ver com a sua personalidade. Se forem em formato de velas, podem também servir como um acessório de decoração. 13- Enfeite a mesa de jantar com flores e frutas, garrafas de vidro ou peças de cristal. 14- Se houver uma estante ou uma mesa de centro na sala, guarde um canto para colocar livros que tenham a ver com você e sua família. 15- Uma demão de tinta pode garantir um novo ar na casa. Se possível, escolha uma parede para ganhar uma nova cor que combinará com a decoração e o seu estilo. 16- Pendure uma lousa ou quadro de cortiça grande na cozinha para anotar receitas, contas a pagar e recados.

tipo de trabalho manual? Venha em nossa loja para ver por onde começar: completo estoque de linhas, lãs, tintas, tecidos e aviamentos em geral; máquina de costura Janome à pronta entrega e com preços especiais; cursos de diversas técnicas artesanais e sempre uma boa dica para por a mão na massa. Ainda temos vagas disponíveis para os cursos de fevereiro: patchwork com a professora Marília Salomão, às segundas feiras; tricô, crochê e bordados com a professora Helena Luisa, as quartas ou sextas feiras. Para mais informações, ligue para 11 4033-9955. Um grande abraço. Márcia Lima Palamim Casa Odinete

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Estar em si Será que você sabe realmente quem você é? Muitas vezes estamos dando o melhor de nós, mas não estamos satisfeitos com o que conseguimos. Isso acontece porque quando não nos conhecemos interiormente, o melhor de nós é muito pobre, muito vazio. Muita gente olha para os filhos, esposa, bens materiais e acha que a resposta está neles. Quando isso acontece, sua imagem perde a referência, você vira personagem da vida alheia. Começamos a inventar desculpas para nossas impossibilidades. Você começa a estar em si quando percebe que tudo na sua vida depende de você, sua felicidade, sua emoção e sua razão. Estar em si é encontrar paz nos momentos difíceis da vida, é silenciar num momento de incompreensão do outro. É aceitar e compreender a visão de vida de cada pessoa, entender que todos somos iguais sim, mas com pontos de vista e escolhas diferentes. Estar em si é não ter medo de demonstrar emoção, de chorar quando sentir vontade, com medo que as pessoas achem que você é fraco. É sentir na alma a decepção, mas ter a consciência de que o mundo não acabou. É entender que cada experiência é uma nova lição. É aprender a curtir ao máximo as pessoas que amamos, pois a perda é inevitável. É ter a humildade para reconhecer os erros, e a sabedoria para crescer com eles. É não cobrar atitude de pessoas que você sabe que não estão preparadas para tal. É dar uma chance a si mesmo em cada novo desafio, e entender que desafios são degraus de subida e não barreiras que devem ser derrubadas. É entender que o fracasso não existe, mas sim, que você aprendeu que aquela maneira de agir não funciona. Quem está em si mesmo ama livremente, sem cobranças, protegendo suavemente, sem

esperar nada do outro, a não ser sua felicidade. Quem está em si mesmo, sabe que antes de amar o outro, precisa amar-se. É saber que não são os outros que lhe magoam, mas sim, que você se “deixa magoar”. É prosseguir sempre, é crescer sempre, é aprender sempre, tendo a humildade suficiente para enxergar e respeitar as diferenças de comportamentos daqueles que não estão no mesmo caminho. É saber que apesar de tudo, apesar da hipocrisia de muitos, apesar do medo de amar e ser amado, apesar de muitos prenderem seus sentimentos mais puros em nome da moral e bons costumes, apesar de todas as ilusões que as pessoas enfrentam e vivem, a vida vale a pena sim. Estar em si mesmo é ter a real convicção da própria vida, da vida das pessoas, do amor que esta envolta dos corações deprimidos procurando uma brecha para brilhar sua Luz e ascender para um novo mundo. O seu mundo! Fonte Uol minha vida

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Como conservar suas toalhas por mais tempo Dicas para manter e conservar suas toalhas com aspecto de novas. Quem não gosta de ter as toalhas sempre macias, como novas? Seria excelente, mas com o tempo, depois de muito lavar parece que ela vai ficando “dura”, “seca”. Seguem dicas para conservar as toalhas como novas, por muito mais tempo. • Lave a toalha antes de usar. • Ao manusear toalhas de tecido felpudo, evite utilizar relógios, anéis ou outro objeto que possa puxar fios da toalha. • Caso por algum motivo ocorra de puxar fio de uma toalha felpuda, corte-o rente à altura das outras laçadas para evitar que aumente a extensão do fio puxado. • É comum na primeira lavagem soltar tinta das toalhas, por este motivo cores escuras devem ser lavadas separadamente. • Evite expor as peças por longo período ao sol, isso fará com que ocorra um desbotamento natural da cor. • Quando úmidas, mantenha as peças bem abertas para evitar a proliferação de fungos e bactérias, se isto ocorrer haverá o aparecimento de manchas de difícil remoção (mofo), nunca guarde o produto se não estiver completamente seco. • Artigos em algodão tendem a encolher e soltar penugem na primeira lavagem, característica natural da fibra de algodão, isto deixara de ocorrer depois da segunda ou terceira lavação. • Se for utilizar uma toalha em veludo para se secar, utilize sempre o lado que contém

felpa, pois o veludo não tem característica de boa absorção, o veludo é para dar uma aparência de beleza à peça. • Não exagere no uso de amaciante durante a lavação, quanto mais utilizar amaciante, mais a toalha perderá poder de absorção. • Não use o vapor do ferro ao passar sua toalha, a umidade do vapor penetra nas felpas e ao guardá-las podem atrair mofo e cheiro desagradável. • Cuidados com a máquina de lavar: Não use muito sabão em pó, não coloque roupas em excesso,não misture as toalhas com outras roupas que possam puxar as felpas. Fonte: organizesuavida.com.br


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Bravo T-Jet

Apesar do bom desempenho, versão T-Jet não estimula a tímida performance de vendas do Fiat Bravo por Rodrigo Machado/AUTO PRESS

Na essência, versões esportivas de carros de passeio servem para valorizar a imagem de agressividade e luxo de um modelo. Em suma, funcionam melhor no marketing do que nas vendas. Para o Fiat Bravo T-Jet, essa teoria esbarra na representatividade do hatch médio. Lançado por aqui em 2010, ele ainda não deslanchou nas vendas e mantém a média de mil unidades mensais. Ou seja, a configuração T-Jet oferece uma imagem mais agresssiva para um carro que tem pouca imagem nas ruas. Talvez até antecipando isso, a marca italiana mudou a estratégia de preços da versão em relação ao Punto T-Jet, hatch que recebe o mesmo conjunto dinâmico. No médio, a versão T-Jet custa R$ 68.950. São R$ 5.470 a mais que a Absolute manual – a diferença diminui para R$ 2.470 quando se equipa o Absolute com o câmbio Dualogic –, a que vem logo abaixo. No Punto T-Jet, o preço de R$ 63.630 é R$ 14.130 maior que a versão imediatamente inferior. Isso significa que, no Bravo, a T-Jet consegue fisgar alguns clientes que chegam nas revendas com um dinheiro a mais no bolso e que buscam mais exclusividade. No modelo menor, a imensa discrepância de valores inibe tal mobilidade. Como era de se esperar, isso influencia diretamente o share de vendas. O Bravo T-Jet representa 10% do mix de vendas do modelo. É uma percentagem alta quando comparado com outras versões esportivas de modelos de passeio, que costumam rodear os 5%. Com as contas feitas, são cerca de 100 unidades do T-Jet que saem das concessionárias por mês. O desempenho faz a diferença a favor do Bravo T-Jet, resultado do bom conjunto dinâmico instalado pela Fiat no médio. O motor é o 1.4 T-Jet que oferece 152 cv de potência a 5.500 rpm e 21,1 kgfm de torque entre 2.250 e 4.500 rotações e bebe só gasolina. Com a função Overbooster ativada, o torque sobe para 23,0 kgfm em um pico nas 3 mil rotações e a curva da potência é ligeiramente modificada. O câmbio também é novo. É um manual com seis velocidades feito na Itália, muito mais preciso que os outros da marca italiana no Brasil. Por ser uma versão topo de linha, o Bravo T-Jet também já vem bem completinho. Destaque para os itens de segurança: airbag duplo, ABS, controle de estabilidade e de tração são de série. Ele ainda vem com ar-condicionado dual zone, rádio/ CD/MP3/USB/Bluetooth, rodas de liga leve de 17 polegadas e banco do motorista com regulagem de altura. Já a lista de opcionais é quase tão extensa quanto. Estão lá airbags laterais, de cortina e para o joelho do motorista, GPS com tela de 6,5 polegadas, teto solar, bancos revestidos parcialmente em couro, entre outros. Equipado como estava o modelo testado, o preço sobe para R$ 85.937. Aí, não existe bom desempenho nem visual bonito que ajudem a acelerar as vendas.

Ponto a ponto

Desempenho – É o maior apelo desta versão do Bravo. E o médio se dá muito bem nesse quesito. Os 152 cv do motor e principalmente o torque de 21,1 kgfm entre 2.250 e 4.500 rpm deixam o hatch bem esperto. E quando o Overbooster é ativado e o torque sobe para 23 kgfm – a potência se mantém, mas chega em rotações menores –, o T-Jet atinge o seu melhor desempenho. Com ele ativado, o zero a 100 km/h fica na faixa dos 9 segundos. Outro ponto positivo do Bravo T-Jet é o

câmbio manual de seis marchas. Importado da Itália, é o melhor câmbio que a marca italiana oferece no Brasil, com engates curtos e precisos. Nota 9. Estabilidade – O Bravo é um carro bom de curvas. E a versão T-Jet melhora tudo isso. Com uma suspensão mais rígida, o hatch da Fiat apoia muito bem no chão, mantendo boa aderência em quase toda situação. Nessa versão, o carro ainda dispõe de controle de estabilidade, para corrigir a trajetória em caso de exageros. Nas retas, até a faixa dos 160 km/h, o carro se mostrou muito preciso. Nota 9. Interatividade – Os comandos são muito intuitivos e facilitam a vida a bordo do Bravo. O banco do motorista e a coluna de direção têm ajustes verticais e horizontais, o que facilita a tarefa de achar a melhor posição de dirigir. O câmbio tem engates precisos, mas ligeiramente ásperos. Já o rádio, até tem boas funções, mas o seu funcionamento é confuso demais. Além disso, a direção elétrica parece neutralizar muito as ações do motorista. Um pecado quando a proposta é ser um esportivo. Nota 7. Consumo – O Bravo T-Jet marcou uma média de 8,7 km/l de gasolina em circuito misto. O Inmetro ainda não tem medições da versão específica. Nota 6. Tecnologia – O motor com turbo rende ótima potência para um propulsor de apenas 1.4 litro. A plataforma é uma evolução da que era usada no antigo Stilo, portanto, mais moderna. Destaque também para a lista de equipamentos, bem completa, com airbag duplo, ABS e controle de estabilidade de série. Nota 8. Conforto – A suspensão mais rigida nessa versão faz com que o rodar do Bravo T-Jet não seja dos mais suaves. As pancadas são passadas para o interior sem muita cerimônia e chacoalham a cabine. A roda de 17 polegadas, calçadas com pneus de perfil baixo, ajudam nessa rigidez. O espaço interno é apenas decente. Quatro adultos e uma criança viajam com boa dose de conforto. Nota 6. Habitabilidade – O interior do Bravo é espaçoso e entrar e sair do carro não é um grande problema. Atrás, o caimento do teto traz alguma dificuldade para os ocupantes maiores. Existe uma boa oferta de porta-objetos na cabine. O porta-malas leva 400 litros, mas tem a boca muito estreita, o que dificulta o seu uso. Nota 7. Acabamento – Grande parte do painel é revestida por um material de ótima qualidade, emborrachado e que tenta lembrar o visual da fibra de carbono. O console central ganha um plástico rígido de boa qualidade e bem encaixado. A versão T-Jet adiciona detalhes interessantes por dentro, como as costuras vermelhas e as pedaleiras esportivas. Nota 8. Design – O Bravo já é um carro muito bonito. Com linhas harmoniosas e suaves, é um hatch médio que se impõe e chama a atenção pelo visual. A configuração esportiva aumenta esse efeito. As rodas de 17 polegadas e o imenso teto solar que estava na versão testada são bons argumentos a favor do hatch e deixam o desenho bem mais agressivo. Nota 8. Custo/beneficio – Dentro da linha do Bravo, a versão T-Jet até faz algum sentido no ponto de vista financeiro. Afinal, custa R$ 2.470 a mais que a Absolute Dualogic e R$ 5.470 a mais que a variante com câmbio manual. E por isso, adi-

FotoS: Jorge Rodrigues Jorge/FOLHAPRESS

Fiat Bravo T-Jet

ciona um comportamento bem esportivo, acabamento melhorado e visual inspirado. Além disso, não tem muitos concorrentes na linha dos esportivos – e o principal rival está “dentro de casa”. É o Punto T-Jet que, com o mesmo conjunto mecânico, custa R$ 5.320 a menos. Nota 7. Total – O Fiat Bravo T-Jet somou 75 pontos em 100 possíveis.

Impressões ao dirigir

Basicamente, o Bravo é um carro muito agradável de dirigir. Estabilidade elogiável, motorização forte e interior bem acabado fazem dele um dos bons hatches médios do mercado. E quando se adiciona a essa mistura um comportamento mais esportivo, o resultado é bem divertido. Com um conjunto mecânico mais apurado, ele se torna ótimo no uso cotidiano e também em pistas livres. Como em todo modelo “nervoso” que se preze, o destaque fica sob o capô. Está o elogiável motor T-Jet com 1.4 litro e turbocompressor. Quem faz a conexão dele com as rodas dianteiras é uma transmissão manual de seis marchas importada da Itália. E o casamento dos dois é muito feliz. Com engates precisos – embora ásperos –, o câmbio extrai o melhor do propulsor. Como a maioria dos

turbinados, o torque máximo aparece em baixas rotações e continua pleno até quase a faixa de potência máxima. O resultado disso são acelerações vigorosas e retomadas animadoras. E fica melhor quando o botão Overbooster é pressionado, já que o torque sobe mais um pouco. Chega até ser divertido tentar sair do sinal com a função ativada e o controle de tração desligado sem cantar pneu. A versão T-Jet ainda adiciona mais diversão ao Bravo nas curvas. A suspensão é endurecida e fica mais rígida. Com isso, o carro cola no chão, mesmo nas mudanças de direção. A sensação de segurança é ótima. Em retas, o carro também fica “pregado” ao chão. O lado negativo é que a direção é pouco direta pela assistência elétrica um tanto excessiva, que diminui um pouco a comunicação com as rodas. No interior, as mudanças da versão T-Jet foram mais pontuais. São todas estéticas e servem para dar um apelo extra de esportividade. Caso das costuras dos bancos e do volante pintadas de vermelho, assim como os berrantes cintos de segurança, na mesma cor, enquanto as pedaleiras são de aço escovado. No resto, continua o acabamento que já agrada bastante no Bravo, com materiais de boa textura e bem encaixados.


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por Augusto Paladino /AUTO PRESS

Com um novo Corvette a caminho, a Chevrolet começa a celebrar o fim da produção do modelo atual. Para isso, criou o 427 Convertible Collector Edition, o Corvette conversível mais potente já fabricado. O esportivo trocou o V8 de 6.2 litros e 430 cv por outro de 7.0 litros e 505 cv. O conjunto – que também incorporou o eixo traseiro da versão Z06 e amortecedores magnéticos – é capaz de levar o modelo de zero a 100 km/h em menos de 4 segundos. Por fora, uma pintura especial branca com faixas prateadas cobre a carroceria.

Saideira Foto: Divulgação

Chevrolet Corvette 427 Convertible Collector Edition


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Alegria de chinês por Augusto Paladino/AUTO PRESS

O Buick Excelle foi o carro mais vendido na China em 2011. O modelo conseguiu aumentar suas vendas em 14% em relação a 2010 – e chegar às 253.514 unidades emplacadas. Ele assumiu o lugar ocupado até então pelo sedã F3 – com desenho idêntico ao antigo Corolla –, da chinesa BYD, líder em 2009 e 2010, que amargou quedas de até 30% e só conseguiu a décima colocação em 2011. O Excelle é uma versão da primeira geração do Daewoo Lacetti – que já evoluiu e hoje é gêmeo do Chevrolet Cruze. O segundo colocado foi o Volkswagen Lavida, sedã criado especialmente para o mercado chinês, que vendeu 247.475 unidades ao longo do ano passado

Foto: Divulgação

Buick Excelle


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Edição 10.02.2012

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