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Bragança Paulista

Sexta 17 Junho 2011

Nº 592 - ano IX jornal@jornaldomeio.com.br

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Para Pensar EXPEDIENTE

Quem é o nosso Deus? MoNS. GIoVANNI BARRESE

Permito-me retomar escrito de algum tempo atrás. Mesmoporquenãosaberiaoque acrescentar. Como que fechando o ciclo pascal, a Igreja celebra, no domingo após Pentecostes, a festa da Santíssima Trindade. Festa que entrou no calendário litúrgico por volta da metade do século XIV. Entrada tardia porque havia - e continua havendo - a convicção que todo domingo é dia da Trindade. Porém, já que a festa existe, vale a pena fazer uma parada e rever a imagem de Deus que fazemos e em que Deus nós acreditamos. Faço parte dos cristãos católicos que receberam a primeira catequese no modo de memorização. Uma das primeiras perguntas do catecismo era: “Quem é Deus?” E toda a criançada (eu com seis anos) respondia: “Deus é um espírito eterno, não criado, perfeitíssimo, criador do céu e da terra!”. Deve haver mais algum adjetivo que, agora, não estou lembrando. Claro que para nós, crianças, a afirmação dizia pouco no sentido da compreensão. A catequista ensinava. A gente

aceitava. Mesmo porque em casa e na catequese havia coerência nas respostas. Tanto os pais como as catequistas mostravam por suas atitudes que acreditavam naquilo que ensinavam. Quando, depois, se dizia que Deus era uno e trino (Pai, Filho e Espírito Santo) éramos colocados diante da palavra mistério. O mistério da Santíssima Trindade. E lá se desdobravam as catequistas a nos explicar como um eram três e três eram um. A tentativa de explicação é a tendência de todos nós. Na história de Santo Agostinho nos é oferecida a chave para crer no mistério trinitário: o mistério não é para ser enfiado em nossas cabeças. Nós é que devemos mergulhar nele. Isso nos é mostrado na experiência singela - construção simbólica trazida até nós - do encontro de Jesus menino com Agostinho numa praia. Ao ver o menino pegando água do mar para colocar num buraquinho Agostinho pergunta o que o menino queria fazer. O garoto responde que queria colocar o mar dentro do

buraquinho. Agostinho fala que isso era impossível. E o menino lhe responde dizendo que ele estava fazendo a mesma coisa: queria colocar o mistério de Deus dentro de sua cabeça. Quando vamos à praia nós entramos no mar e ele nos envolve e nos dá o prazer de vivenciá-lo com multiformes sensações. Ao tentar falar de Deus nós podemos construir imagens que são reflexo daquilo que somos. Por isso surgem imagens de um Deus que castiga, que vigia, que persegue, que se vinga. Quando Jesus Cristo nos revelou que podíamos falar com Deus chamando-o de Abbá - Pai, abre-se a oportunidade de descobrir a face verdadeira de Deus. Um Deus que no Antigo Testamento se apresentara a Moisés como clemente e cheio de compaixão, paciente, misericordioso e fiel, que conserva a misericórdia até a milésima geração, que perdoa culpas, delitos e pecados (Êxodo 34,6). O v.7, que fala do castigo que filhos sofrem por erros dos pais, é a afirmação das consequências que acontecem à inocentes. É a

constatação que a Bíblia faz daquilo que a nossa vida apresenta. Não é desejo nem determinação divina. Nosso Deus, revelado a nós por Jesus Cristo, é uma comunidade de amor que nos chama a participar de sua vida. Um Deus que nos quer introduzir na alegria de sermos seus filhos e filhas. Ao descobrir essa alegria isso nos leva a comunicá-la aos outros. Deus nos ama tanto que, no seu Filho, se tornou um de nós e nunca mais se separou de nós. Deus não tem medo de misturar-se conosco. Ama-nos sempre. Com um amor incansável. O Deus que cremos - Pai, Filho e Espírito Santo - se revela a nós como Amor (1ª João 4,8). E nisto nos revela que só na sua convivência nos realizaremos plenamente. Recordo, novamente, com palavras livres a constatação de Santo Agostinho: “Nosso coração vive inquieto enquanto não repousar em ti”. Só o Deus revelado por e em Jesus Cristo é o Deus libertador. As outras imagens de Deus aprisionam e amedrontam. A missão, nestes tempos que nos levam a buscar os deuses do momento, é

Jornal do Meio Rua Santa Clara, 730 Centro - Bragança Pta. Tel/Fax: (11) 4032-3919 E-mail: jornal@jornaldomeio.com.br Diretor Responsável: Carlos Henrique Picarelli Jornalista Responsável: Carlos Henrique Picarelli (MTB: 61.321/SP)

As opiniões emitidas em colunas e artigos são de responsabilidade dos autores e não, necessariamente, da direção deste orgão. As colunas: Casa & Reforma, Teen, Informática, Antenado e Comportamento são em parceria com a FOLHA PRESS Esta publicação é encartada no Bragança Jornal Diário às Sextas-Feiras e não pode ser vendida separadamente. Impresso nas gráficas do Jornal do Meio Ltda.

o anúncio Daquele que nos criou à sua imagem e semelhança e nos predestinou a ser filhos no Filho (Efésios 1,3ss.). É sempre tempo de encontrá-lo! Encerro esta reflexão, tomando, de novo, a palavra de Santo Agostinho como uma oração que deve estar sempre em nossos lábios e em nosso coração: “Tarde te amei, ó beleza tão antiga e tão nova, tarde te amei! Eis que estavas dentro e eu, fora. E aí te procurava e lançava-me nada belo ante a beleza que tu criaste. Estavas comigo e eu não contigo... Agora anelo por ti. Provei-te, e tenho fome e sede. Tocaste-me e ardi por tua paz”! (Do Livro das Confissões de Santo Agostinho).


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Culinária Italiana Jantar oferece surpresas sobre a Itália

colaboração SHEL ALMEIDA

A Itália, assim com o Brasil, é um do registro é designar as origens de deterpaís de muitos sabores. Cada região minados produtos, cujas características apresenta uma identidade própria, são devidas ao meio geográfico específico. influenciada por características As maçãs do Trentino Alto Adige, base do culturais adquiridas através do tempo. Há “strudel” também recebem a indicação D.O.P. sete anos em Bragança, o casal Giuseppe Fazone e Annarita Pinti, ele da Sicilia e Slow Food ela de Abruzzo, busca fazer conhecer as Giuseppe explica que a intenção do jantar diferenças e particularidades de cada uma é fazer conhecer os vários sabores da Itália. dessas regiões através da culinária. É no “É tão rica a culinária italiana que é um restaurante do casal, Canto Del Gusto, infinito de possibilidades”, diz. Para ele, que os bragantinos têm a oportunidade através do jantar, “é possível conhecer um de experimentar e afinar o paladar com pouco da Itália e suas diferenças.” Assim pratos pouco conhecidos no Brasil, capazes como o Brasil não é apenas São Paulo e Rio de mostrar que o sabor Italiano vai muito de Janeiro, a Itália também é mais do que além da macarronada. A próxima região a os grandes centros e em cada região há uma ser apresentada em jantar, que acontecerá coisa nova a se conhecer, um sabor novo a nos dias 21 e 22 de junho, será a de Trentino se experimentar. “Somos enamorados pela Alto Adige, que fica no cozinha do mundo”, nordeste do país e faz diz Giuseppe. “Gosdivisa com a Áustria de comida É tão rica a culinária tamos e a Suíça, além das bem feita. Comida regiões de Lombardia italiana que é um infinito é um dom de Deus, e Vêneto. É formada de possibilidades é um trabalho de por duas províncias artista”, completa autônomas – Trento Annarita. Ela aproe Bolzano – únicas veita e explica que com poderes legislativos e que não estão a culinária italiana não é sofisticada. “A sujeitas ao poder regional. A singularidade comida italiana vem da cultura caipira, dos local também está presente nos idiomas sabores puros. Hoje se faz refinada, mas falados pela população: italiano, alemão na Itália é muito importante se apegar na e ladino. Enquanto em Trento o italiano tradição.” O que para nós pode ser visto é o dominante, em Bolzano é o inverso. como refinada, para ele é a comida do O ladino é minoria linguística. Trentino dia-a-dia, como no caso do “strudel’, feito Alto Adige faz parte, ainda, de outra região com maçãs. “Aqui no Brasil se usa muito dentro da Europa Central, chamada Tirol, a banana com a comida. No Trentino Alto que engloba também uma parte da Áustria. Adige é a maçã”, explica. Adeptos do “slow food”, o comer devagar e apreciar o sabor dos alimentos, Giuseppe Influência Germânica A história mostra de onde vem a influên- e Annarita buscam trazer aos pratos que cia germânica na culinária da região. Do preparam esta filosofia. O “slow food” século XVI até o fim da I Guerra Mundial, ensina a apreciar a comida, a degustar, Trentino Alto Adige formava, juntamente comer devagar e com prazer. Defende a com a porção setentrional austríaca, um necessidade de informação do consumidor, condado que pertencia à Casa da Habsburgo, protege as identidades culturais ligadas às dinastia européia das mais influentes entre tradições alimentares e gastronômicas, os séculos XIII e XX. A região se manteve protege alimentos e comidas, processos unida à Áustria principalmente pelo fator e técnicas de cultivo e processamentos cultural, mesmo com a população dividi- herdados por tradição. da por diferentes idiomas. Foi durante o movimento do “risorgimento”, que buscou Um pouco mais sobre unificar o país, entre 1815 e 1870, que o “Trentino Alto Adige” Trentino Alto Adige foi anexado à Itália. O Trentino é por excelência uma terra Annarita conta que, para compor o jantar, de encontros. Passagem estratégica nos ela e Giuseppe precisaram de uma grande Alpes desde a Antiguidade. A terra trenpreparação, através de pesquisa da história, tina é marcada pelo milenar encontro da cultura e da culinária da região. “Nós já das culturas alemã e italiana. A região temos idéia do que existe na culinária de da Província Autônoma de Trento se cada região para a qual preparamos um encontra no extremo norte da Itália, em jantar. Mas é preciso se aprofundar.” O trabalho de pesquisa ajuda a selecionar o meio às montanhas Dolomitas, no início que é mais característico da região, já que dos Alpes. Seus vales e montes encantam para cada cidade, há uma influência dife- pelas belezas naturais e pela simpatia rente e algo que a destaque. “Todo lugar e simplicidade de seu povo. A região é recebe influência do ambiente e por isso a porção meridional do Tirol histórico, tem um produto que é melhor”, explica. pois até 1918 permaneceram unidas ao Entre os pratos conhecidamente alemães, Tirol Setentrional (Nordtirol / Osttirol), que Giuseppe faz questão de explicar que hoje na Áustria. Enquanto a língua do fazem parte da culinária trentina está o Trentino é historicamente a italiana, tradicional “strudel” e o “spätzle”. O “stru- a língua do Südtirol é o alemão, assim del” é um doce tirolês (da região de Tirol) como no Tirol austríaco. O Brasil foi um feito com maçãs. O servido no jantar será dos países que mais recebeu imigrantes o de verduras. O “spätzle” , como Annarita tiroleses (de todas as regiões) e o número explica, tem a textura da massa do nhoque de imigrantes saídos da região trentina (ou gnocchi, em italiano), mas é feito com ultrapassa o número de 25 mil. Hoje, espinafre. Entre as iguarias típicas do os descendentes de tiroleses no Brasil Trentino, difíceis de encontrar no Brasil, (diretos e indiretos) já ultrapassam o está o “speck”, também conhecido com número 200 mil. No Brasil, os trentinos “speck Alto Adige”, presunto cru, levemente se estabeleceram principalmente nos defumado, típico do Tirol Meridional, que Estados do Sul e Sudeste. No Estado compreende a província de Bolzano. O de São Paulo a colonização trentina é produto, conforme Annarita conta, tem maior em Piracicaba e região. Denominação de Origem Protegida. Os São Paulo, ABC Paulista, Campinas D.O.P.s são indicações geográficas definidas e região, Jundiaí, Pedreira e demais na legislação da União Européia. A função regiões com menor presença.

O casal Giuseppe e Annarita busca fazer conhecer as diferenças e particularidades de cada uma dessas regiões através da culinária

Restaurante Italiano preparas jantares típicos de cada região da Itália

O cardápio traz comidas típicas da região de Trentino Alto Adige

Informações sobre o jantar:

Dias 21 e 22 de junho, a partir das 19h30. (Reservas apenas para o dia 21, dia 22 com reservas esgotadas) Preço: R$ 90 por pessoa (Sorteio de um fim de semana para um casal na Fazenda Dona Carolina.) Durante o jantar também haverá vinhos típicos da região de Trentino Alto Adige, como Terri De San Leonardo e Alois Lageder. Canto Del Gusto Ristorante Tel: 4033- 7444 Email: reservas@cantodelgusto.com.br Endereço: AV. Tancredo Neves, 456 (Norte/Sul) Res. Da Ilhas – Bragança Paulista/SP


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Casa & Reforma

Acompanhamento de obra Acompanhamento inclui vídeos na rede e SMS no celular 



por MARIA APARECIDA SILVA/Folhapress

Com os frequentes atrasos na entrega de imóvel adquirido na planta (em fase de projeto), construtoras e incorporadoras têm se preocupado mais em informar ao comprador, durante a construção, em que pé estão as obras do empreendimento. 
Para acompanhar a edificação, o melhor caminho é o virtual. Os sites das empresas mapeiam os trabalhos no canteiro por meio de fotos, gráficos e vídeos. Visitas presenciais devem ser agendadas e nem sempre são permitidas, a não ser quando o imóvel fica pronto e é feita a inspeção para receber as chaves. 
No caso de construtoras focadas em lançamentos de alto e médio padrões, como Cyrela, Gafisa e Tecnisa, geralmente a página eletrônica principal possui a opção “Acompanhe a sua obra”, de consulta aberta a qualquer usuário. O conteúdo costuma ser atualizado mensalmente. Informações sobre a etapa em que se encontra a construção também são fornecidas por SMS, e-mail e telefone. 
Em projetos de apartamentos mais baratos, o acompanhamento em geral é restrito aos compradores das unidades. Na MRV, é necessário fazer um cadastro na área de relacionamento com o cliente para ver fotos atualizadas a cada três meses. A Tenda ainda não tem acompanhamento on-line, mas promete lançá-lo em junho. 
Porém, algumas informações publicadas nos sites, como datas de previsão de entrega e quanto de cada etapa da obra foi concluído, nem sempre correspondem à realidade “”mas servem como prova em processos judiciais. 




Tecnologia é arma contra atraso na obra 





União entre novas tecnologias e investimento em qualificação profissional é a aposta da construção civil para reduzir atrasos de entrega de imóveis adquiridos na planta, dizem especialistas. 
“O setor busca ferramentas para aumentar a produtividade, o que diminui os custos e o tempo gasto [nas obras]”, considera Odair Senra, vice-presidente do SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo). 
Uma das tendências é a argamassa projetada, que substitui a aplicação convencional do

Foto: Zé Carlos Barretta/Folhapress

Sistema de argamassa projetada substitui a velha pá de pedreiro para agilizar a obra

reboco, com pá de pedreiro. Pela nova técnica, o produto é lançado na parede por ar compressor, corrigindo imperfeições e reduzindo custos de material e pessoal. 
Usar formas de alumínio para reduzir pela metade o tempo gasto na obra é a aposta de Gafisa e Tenda. O novo sistema consiste na montagem de moldes, preenchidos com concreto andar por andar, do térreo à cobertura. 
A Direcional Engenharia, que mantém um departamento para cuidar de novas tecnologias, implantou o uso de laje treliçada com isopor, um modelo que diminui a necessidade de escoramento (metálico ou de madeira) em até 20% e acelera o

processo. 
A agilização às vezes começa já na fase de projeto do empreendimento. A incorporadora YOU, inc. utiliza um software de gestão de projetos, o Projet, para coordenar separadamente cada fase da obra e cobrar as finalizações, informa Eduardo Muszkat, diretor da incorporadora. 
Living, MRV e Brookfield já usam estruturas pré-moldadas que permitem a construção de uma torre de três andares em 90 dias. A Rossi investe em paredes de concreto, lajes acabadas, escadas, baldrames e muros de fechamentos de obras que são pré-fabricados e transportados para os canteiros. 
 Foto: Alessandro Shinoda/Folhapress

O gerente financeiro Luiz Gustavo Armani, 33, vê o reflexo da obra de seu apartamento na tela do computador. Ele acompanha o andamento da construção pelo computador


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Comportamento

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Elas não querem filhos por GUILHERME GENESTRETI Folhapress

Crianças já ficam fora dos planos de 14% das mulheres, que não veem mais a conciliação da carreira e da maternidade como obrigação

problema é a permanência, é ser definitivo. Tenho facilidade com responsabilidade, mas é falta de vocação. Meu instinto maternal é mais com o social do que com uma criança que tem que ser minha. 
A mulher pode praticar a maternidade com várias pessoas em diversas situações. 
Meu trabalho tem um peso social, algo voltado à comunidade. É minha forma de ser. Não concentrei em um filho. 
Tenho a consciência de que estou perdendo o mundo que é ser mãe. Eu achei que podia ser feliz, realizada, sem ter feito essa opção. 
Tem mulher que não tem vocação e acaba tendo filho. É muito mais difícil optar por não ter do que optar por ter (quem tem diz que segue a lei da vida, que está fazendo igual a todo mundo). Conheço várias mulheres que têm o filho como fardo. 
Já me senti pressionada. Eu tenho quase 55, com 30 todas as minhas amigas tinham filho. Às vezes nem é muito claro, a pressão é subliminar. 
Eu acho que é uma posição como qualquer outra, não é egoísmo. Existem inúmeras mães que são egoístas. Hoje, acho que esse assunto deveria ser mais questionado pelas pessoas. 
Nunca fraquejei. Eu já me questionei, sim, para ter certeza de que não me arrependeria depois. Hoje eu nem penso. Falo sempre: ‘Fiz a opção correta’.” 

Maria Regina Vieira Pinto, 54, produtora cultural 


- ‘Não quero dividir meu tempo com uma criança’ 

“Estou convicta de que não quero filho. Não me vejo abrindo mão do tempo, dos meus amigos, para ter filho. 
O mundo está diferente de quando a gente era criança. 
Não me vejo numa cidade grande com um bebê “”é impossível encaixar a agenda da criança nessa agitação. 
Aos seis anos, eu ia sozinha à padaria e à locadora de vídeo. Criança sozinha hoje é sinal de displicência dos pais. 
Pode parecer fútil, mas eu me sinto bem com o corpo que tenho. Não me vejo engordando por nove meses e abrindo mão do meu tempo para me dedicar a Ou isso ou aquilo 
 O desafio de conciliar uma carreira de sucesso um filho. 
Não me importo quando dizem que com a maternidade não atrai mais as mulheres, é egoísmo. Eu não iria querer criar filho de um diz Paula Silva. 
Filhas da geração de mães mul- jeito ‘meia-boca’. 
Meu atual namorado tem um titarefas, jovens de 25 a 35 anos não querem ser filho de três anos. Acho ótimo. Assim ele não heroínas. “Elas reconhecem que não precisam cobra de mim e eu acabo tendo contato só na ser boas em tudo, então preferem optar.” 
Para parte divertida. Amo meu enteado, mas é bom a psicóloga Ida Kublikowski, professora da ter uma mãe para devolver depois. 
As mulheres PUC-SP, existe uma cobrança cada vez maior mais velhas dizem: ‘o relógio bate, na sua idade pela mãe e profissional perfeitas. 
“Houve uma eu já tinha três’. Meus pais falam o contrário: idealização da maternidade. É assustadora a ‘filho dá mesmo trabalho’.” 

Jade Hahn, 28, quantidade de exames e de cuidados que cercam advogada 


- ‘Império do bebê afasta mulheres a gravidez.” 
As exigências profissionais também da maternidade’ Apesar da queda nas taxas de aumentaram. “Muitas pessoas não conseguem fecundidade, a maternidade nunca esteve tão lidar com as duas coisas e, quando lidam, acabam valorizada, afirma a filósofa francesa Elisabeth priorizando alguma delas.” 
A socióloga Eliane Badinter, 67. 
No livro “O Conflito”, que acaba Gonçalves, professora da Universidade Federal de ser lançado no Brasil, ela mostra como as de Goiás, pesquisou mulheres sem filhos em seu mães voltaram a ser submetidas ao “império doutorado. Segundo ela, a situação ainda está do bebê”. 
Elas devem amamentar “”sob a pena mal resolvida “”e vai ficar assim por um bom de serem culpadas pela doença do filho””, lavar tempo. 
“Mulheres que não têm filhos ainda fraldas para não agredir o meio ambiente e fazer são tachadas de egoístas e infantis, mas quem papinhas sem conservantes. 
À reportagem a decide ficar em casa também é mal vista. Uma filósofa fala como a tirania da supermãe pode coisa é certa: a maioria das mulheres não quer espantar as mulheres. 


 parar de trabalhar, não quer perder a liberdade.” Reportagem - Não ter filhos é uma escolha individualista? 
 Elisabeth Badinter - Não. É mais um sentiTempo, tempo, tempo Ter ou não ter filhos pode ser uma escolha. Mas mento de responsabilidade enorme que implica não é uma decisão simples. 
A publicitária Lúcia sacrifícios. Há uma espécie de ideologia da boa Leão, 40, não pensa em engravidar, mas não mãe que tem que dar tudo ao seu filho “”seu tem muita certeza disso. “Não estou convicta. tempo, seu leite e sua energia. A mulher pensa: A vida me levou a isso. Deixei o tempo passar “Se for para ser uma boa mãe, devo sacrificar e agora não cabe uma criança em casa.” 
Para a minhas ambições. Como não sou capaz de psicanalista Luci Helena Baraldo Mansur, autora fazer isso, prefiro não ter filhos”. 

 do livro “Sem Filhos: A Mulher Singular no Ser mãe pode ser considerado uma irresPlural” (Casa do Psicólogo, 167 págs., R$ 30), a ponsabilidade? 
 não maternidade requer muita reflexão. 
“Mes- A sociedade interroga a mulher que não mo quando é bem fundamentada, pode gerar quer ter filhos, mas não faz o mesmo com as frustações no futuro.” 
A terapeuta familiar mulheres que os têm sem pensar e medir as Flávia Stockler ressalta que a decisão tem prós consequências. Elas têm filhos da mesma forma e contras. 
“A mulher perde a experiência única que temos vontade de comer um bombom. de ser mãe, mas pode exercer esse papel com Elas são irresponsáveis ou perversas. Não há sobrinhos, primos e até animais de estimação.”


 nenhuma objeção da sociedade, porque ter - ‘Já me questionei, mas sei que fiz a filhos é natural. 

 As que decidem ter filhos pensam em parar opção correta’ 

 “Sou uma ‘não mãe’ convicta. É uma opção. de trabalhar? 
 Quando eu tinha 21 anos, posso ter pensado Estamos em crise econômica na França. O que era bonitinho ser mãe, mas passou. Foi trabalho é duro e há diferenças salariais entre por opção, não foi por inércia. 
A última vez mulheres e homens. Muitas mulheres pensam: em que eu pensei nisso foi aos 42 anos. Foi “Vou dedicar dois ou três anos da minha vida quando eu tomei a decisão definitiva. Nunca para ser uma boa mãe e ter um filho intelitive um arrependimento. 
Eu amo criança. O gente, bem nutrido, feliz, equilibrado”. É um Cada vez mais mulheres decidem não ter filhos. E não há Dia das Mães nem pressão familiar que as façam mudar de ideia. 
Nos últimos 50 anos, a média de filhos por mulher no Brasil caiu de 6,1 para 1,9. Muitas só diminuíram o número de herdeiros, mas uma grande parte decidiu voluntariamente ficar para tia. 
Segundo o demógrafo José Eustáquio Alves, pesquisador da Escola Nacional de Ciências Estatísticas do IBGE, sempre houve uma porcentagem de mulheres sem filhos. 
Eram as chamadas solteironas ou aquelas que tinham problemas para engravidar, em torno de 10% da população. “Hoje, estima-se que 14% não são mães.” 
Esse crescimento aconteceu na última década, motivado por razões que vão muito além da popularização da pílula anticoncepcional. 
As antropólogas Paula Pinto e Silva e Maíra Bühler, da consultoria Pletora, pesquisaram esses motivos entre 120 mulheres de 25 a 35 anos. 
De acordo com elas, a maternidade deixou de ser vista como uma obrigação. Passou a ser uma escolha. 
“Tinha-se a ideia de que ser mãe era uma função biológica, um dever. Isso não deixava outra opção. Agora, as mulheres sabem que podem ter outros papeis sociais.” 
Elas querem estudar, trabalhar, viajar, casar, ser tia ou madrasta. E muitas pensam que um filho pode atrapalhar os planos. 
A ilustradora Ila Roberta de Oliveira, 29, nunca quis engravidar, muito menos agora que está juntando dinheiro para comprar um apartamento. “Uma criança atrapalharia a minha rotina.” 
Ila está casada há dois anos e, apesar de ainda ser jovem, não acha que vai mudar de ideia. 
“As pessoas sempre perguntam: quando vem o bebê? Ninguém quer saber como vai a carreira”, conta, sem as-sustar-se com a pressão. 
“Gosto de crianças, mas, com o mundo do jeito que está, é difícil pensar nisso. Acho que fiquei tão responsável que não quero ser mãe.” 


Foto: Daniel Marenco/Folhapress

Jade Hahn, 28, advogada e professora de inglês. Jade acha que filhos atrapalhariam a sua rotina, que já é lotada (dividida entre o escritório e as aulas). Ela diz:“Eu sou egoísta porque não quero dividir o meu tempo com uma criança. Não me vejo abrindo mão do meu tempo para dedicar a um filho. É diferente de se dedicar a um pai, aum namorado que já é autossuficiente. Eu reconheço que é egoísmo”

objetivo nobre. Esse é um novo movimento que vemos no mundo, e vem do fato de que vivemos numa economia muito cruel. 

 O que se pode esperar da geração que hoje tem 25, 30 anos? 
 Elas tiveram mães feministas e dizem, como eu dizia: “Não serei como a minha mãe”. Na minha época, isso queria dizer trabalhar e não viver do salário do marido. Hoje, as jovens pensam que suas mães queriam tudo “”trabalho, independência, filhos e marido”” e, no fim das contas, o pai

delas trocou a mãe por uma mulher mais jovem, ela tem dupla jornada e está sempre estressada.

 Valorizar a maternidade cada vez mais é uma tendência? 
 É difícil prever. Há movimentos nos países desenvolvidos para colocar novamente a maternidade no centro da vida feminina, mas há movimentos de mulheres que decidem não ter filhos, em países como Japão, Alemanha, Itália e Espanha. Isso porque a obrigação de ser uma boa mãe está cada vez mais presente. 




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Informática

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&

Tecnologia

Imagem e ação

Aparentemente ultrapassado, GIF animado, formato popular nos anos 1990, ganha vida nova no Tumblr e na mão de artistas

por RAFAEL CAPANEMA/Folhapress

Foto: Divulgação/Jamie Beck

Uma animação que geralmente se repete indefinidamente, com suporte a apenas 256 cores e sem som: assim, meio antiquado, é o GIF animado, que se popularizou em meados dos anos 1990, nos primórdios da internet comercial. 
 A despeito dessas limitações, o formato vem ganhando vida nova na internet principalmente graças ao Tumblr (tumblr.com), espécie de mistura entre blog e Twitter, que recebe, em média, 3 milhões de pageviews por mês, mais do que o dobro dos 
blogs hospedados na madura plataforma WordPress, de acordo com a QuantCast. 
Embora o formato seja frequentemente usado para eternizar cômicos incidentes domésticos e para satirizar artistas pop e fenômenos internéticos, seu apelo não se limita ao caráter tosco ou humorístico. Nas mãos de profissionais como Aaron Meyers e da fotógrafa de moda Jamie Beck, ganha status de arte. 
Beck produziu uma série de belas imagens em movimento em forma de GIF animado, parte delas com a modelo Coco Rocha. Já Meyers usou milhares dessas animações para compor uma instalação artística.



Origens 


Quem se aventura na internet há mais de dez anos deve se lembrar de GIFs animados clássicos, como o do bebê dançarino, o da placa ‘em construção’ para sites em desenvolvimento e do site Hampster Dance (hampster 
dance. com), em que um exército de roedores dança incessantemente. 
Hoje, boa parte dos GIFs animados de sucesso surge no caótico fórum de imagens 4chan, se espalha no Tumblr e vai parar no Know Your Meme (knowyourmeme. com), repositório de fenômenos humorísticos da internet adquirido recentemente pela Cheezburger Network, lar de sites como o I Can Has Cheezburger?, que reúne imagens engraçadas de gatinhos. 
Graças à sua simplicidade, o GIF animado consegue sobreviver em meio a tecnologias mais sofisticadas, como o Flash, da Adobe, usado em sites como o YouTube, e o HTML5, novo padrão para desenvolvimento de sites. 



Premiação 


O atual prestígio do velho GIF animado ficou evidente no braço digital da tradicional premiação Video Music Awards, da MTV, o O Music Awards, que incluiu a categoria GIF animado favorito. 
A vencedora do prêmio na primeira edição, realizada em 28 de abril, foi a cantora Nicki Minaj. 
Num GIF animado retirado de um de seus videoclipes, em que aparece mascando chiclete, ela superou grandes nomes da música pop, como Lady Gaga, Justin Bieber, Rihanna, Katy Perry e a novata Rebecca Black, surgida na internet (veja o vencedor e todos os concorrentes em bit.ly/ premiogif). 
Nesta edição, saiba mais sobre a origem do formato e conheça o trabalho de Jamie Beck e de outros artistas que o adotam. Você aprende ainda a criar seus GIFs e conhece sites estrelados por eles. 




Casal usa formato para traçar caminho entre cinema e foto





A fotógrafa de Nova York Jamie Beck e seu noivo, o designer Kevin Burg, deram ao Universo do GIF animado um status artístico. Nas fotos produzidas pelo casal, as imagens ganham detalhes em “looping”. 
As repetições podem ser sutis, como o movimento discreto de um cabelo balançando ao vento. Ou ainda beirando o bizarro, conforme a repetição se torna mais evidente em gestos largos, caso de um braço que se movimenta, quase eterno para cima e para baixo na foto. 
A ideia de Burg e Jamie é usar a técnica, chamada por eles de “cinemagraph”, para surpreender e dar vida às imagens estáticas. Os efeitos são variados. Pode ser um táxi amarelo passando no reflexo do vidro de uma cafeteria de Nova York ou o pingente de uma carteira, que se move deli-

GIF animado produzido por Jamie Beck Foto: Reprodução

cadamente. 
“Procuramos um nome para este tipo de foto que fosse mais apropriado do que chamar apenas de GIF, o que seria essencialmente só um formato de arquivo”, explica Burg em entrevista à reportagem por e-mail. 
“Começamos o trabalho no Tumblr e esse formato conseguiu renascer recentemente por causa da facilidade de compartilhamento lá. Além disso, tem a vantagem de ser compatível com todos os navegadores.” 
Eles buscaram raízes gregas e latinas até encontrar uma palavra para batizar a “invenção” do movimento das imagens, que fogem da tosquice e não têm intenção de fazer graça -como boa parte dos GIFs compartilhados por usuários do Tumblr. 



Cinema e foto 


Para diferenciar, então, resolveram criar um novo nome e testaram as opções lexicais entre os amigos. O “cinemagraph” pegou. “Achamos que o nome articula bem a ideia do aspecto de meio caminho entre a fotografia e o cinema”, explica Burg. 
Eles usam um processo manual para fazer as fotos. “É similar à técnica de efeitos visuais em filmes, mas numa escala muito menor”, conta. 
Decidem juntos qual parte vai se mexer , de acordo com o que querem transmitir a quem olha. “A mente humana tem diversas formas de perceber o que está em volta, às vezes olhando diretamente para um objeto e ignorando o que está bem na sua frente. 
Achamos que nossas imagens têm potencial para congelar e descongelar a noção de tempo; forçamos o foco em uma parte da imagem e ignoramos o resto.” 
A inspiração vem dos livros de fotografia que abarrotam o apartamento que eles dividem e das visitas semanais que fazem ao MoMa, o museu de arte moderna de Nova York, “para ver a arte por meio da história”. 
As “cinemagraphs” apareceram pela primeira vez durante a cobertura de moda feita por eles da Semana de Moda de Nova York, em

Tela do serviço GIF Ninja, para criação de GIFs animados Foto: Reprodução Foto: Divulgação/Jamie Beck

fevereiro.” Achamos que lá havia um grande potencial para novas formas de mostrar o conceito por meio da nossa forma de criar imagens”, diz Burg. 
“O mundo da moda tem muito entusiasmo e paixão e estamos constantemente inspirados por ele.” Desde então, as imagens podem ser vistas em fromme-toyou. tumblr.com.

Frame de GIF animado de bebê dançando, popular na internet nos anos 1990


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Telhados claros diminuem a carga térmica das construções É difícil imaginar que ao pintar o telhado da sua casa de branco você pode economizar energia e, ainda, diminuir os efeitos do aquecimento global. A medida é de fato benéfica, mas, segundo especialistas não justificam a criação de uma lei que obrigue todos os moradores de São Paulo a adotá-la. Em tramitação na Câmara Municipal, a “lei do telhado branco” é um projeto do deputado Antonio Goulart, que se baseou em um dos pontos da campanha One Degree Less (Um Grau a Menos). Lançada em 2008 pela organização nãogovernamental GBC Brasil, que atua na área de certificação de construções sustentáveis, a iniciativa tem como objetivo divulgar práticas que diminuam a carga térmica das construções. A consequência imediata dessas práticas é a economia da energia gasta com condicionadores de ar, mas estudos realizados pela instituição comprovam que os efeitos das chamadas ilhas de calor, que estão entre os maiores problemas ambientais das metrópoles, também podem ser amenizados desta forma. De acordo com Felipe Faria, gerente de relações governamentais e institucionais da ONG, a cobertura branca atua nesse sentido, à medida que reflete de 70% a 80% da energia solar que incide nas construções. “Mas pintar o telhado de branco é apenas uma das formas de se resfriar a construção”, destaca. “Ele não precisa ser branco, mas reflexivo”, reforça Vanderley John, professor da Escola Politécnica da USP e membro do Conselho Brasileiro de Construção Sustentável. Assim, materiais como telhas metálicas não pintadas (de alumínio ou galvanizadas), telhas claras em geral e mantas de isolamento térmico podem ser empregados para se obter as mesmas vantagens. O problema da tinta – seja ela branca ou de outra cor clara – é que sua capacidade reflexiva se mantém por pouquíssimo tempo, especial-

mente em superfícies quase horizontais. Dessa forma, se a lei do telhado branco for aprovada, sua eficácia dependerá de pinturas frequentes, o que torna seus benefícios ambientais questionáveis. “Limpar periodicamente o telhado também não parece ser muito viável, já que requer muito trabalho, além de acesso fácil e seguro”, afirma John.

Alternativa verde

Além de resfriar as casas, o teto verde diminui a poluição do ar e o risco de enchentes Com objetivos comuns aos do telhado branco, o teto verde também entrou na pauta da Câmara de São Paulo. O projeto de lei, que está sendo desenvolvido pela vereadora Sandra Tadeu, pretende estimular a utilização do recurso por meio de incentivos, a exemplo do que já vem sendo feito em metrópoles como Tóquio, Nova York e Cidade do México. “O telhado verde é uma solução de longo prazo”, afirma João Feijó, presidente da Associação Telhado Verde. Ele explica que a absorção da água da chuva pela vegetação, além de resfriar as casas e edifícios, torna a cidade mais permeável, ajudando a evitar enchentes. Feijó explica que a solução é extremamente benéfica para São Paulo também porque se trata de uma cidade onde quase não há mais espaço para novas praças. “E o verde é a única forma de se transformar o gás carbônico em oxigênio, melhorando a qualidade desse ar tão poluído”, conclui. Ótimo! E para nós do interior, será que essa moda pegará? Bom é difícil afirmar e só o tempo é que nos mostrará, mas que o planeta agradecerá e nossos netos também! Fonte: IG-SP


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Ingredientes:

Crepessuzette

peneirada 1 colher (café) de sal Óleo para untar Massa Molho 1 ¼ xícara (chá) de leite ½ xícara (chá) de margarina 2 ovos 1 colher (sopa) de margarina derretida ½ xícara (chá) de açúcar ½ xícara (chá) de suco de laranja 1 colher (sopa) de licor de laranja 1 ½ xícara (chá) de farinha de trigo 1 colher (sopa) de suco de limão 2 colheres (sopa) de licor de laranja ¼ xícara (chá) de conhaque Modo de Preparo:

aqueça-a. Coloque uma concha da massa do crepe na frigideira de forma que fique uma camada fina. Frite até a borda ficar levemente dourada. Virea e doure a outra parte. Repita a operação até que a massa termine. Em seguida, dobre cada crepe em quatro partes,formando um triângulo. Reserve.

Molho Prepare o molho em uma frigideira ou em uma panela grande. Leve ao fogo brando a margarina, o açúcar, o suco de laranja e de limão e mexa até derreter. Junte o licor de laranja e os crepes. Cozinhe por 3 minutos e vire de lado. Despeje o conhaque, acenda a mistura com um fósforo e deixe flambar.

Massa Coloque no liquidificador o leite, os ovos, a margarina, o licor de laranja, a farinha de trigo e o sal. Bata até misturar os ingredientes. Despeje em uma tigela, cubra com uma tampa e deixe descansar por 40 minutos. Passado este tempo, pincele Tempo de preparo: um pouco de óleo mais de uma hora em uma frigideira e Rendimento: 10 porções

Opinião Bragança Decor Mais, mais e mais. Novidades é o que queremos! Nessa semana temos uma importante matéria que nos traz novidades ecológicas para os telhados. Já na coluna dicas úteis Leandro Claro comenta a importância de se precaver com o tempo seco e com as reações alérgicas. O espaço mais saúde onde João Carlos Montagnani nos escreve sobre reflexologia podal. O bom gourmet estréia com um prato super simples de fazer, mas delicioso de se degustar é claro! Esperamos que gostem de tudo e gostaríamos de deixar o espaço aberto para as críticas, comentários e sugestões. Tudo de bom!


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Vestindo a cama

Depois de um longo dia de trabalho, nada como se deitar em uma cama aconchegante. E a escolha certa da roupa de cama pode torná-la ainda mais atrativa, além de incrementar a decoração do quarto. Na opinião de diversos decoradores, estampas florais e matizes (combinação de cores) suaves de verde, bege, rosa e azul estão em alta. Sempre permeadas de muito branco, além da vibração alegre do amarelo, do laranja e do vermelho, e a personalidade marcante do roxo, disse. Para evitar erros na composição do visual do dormitório, confira sete dicas simples: 1)Cores escuras normalmente são deixadas de lado, porque podem não causar a esperada sensação de aconchego; 2)Estampa floral confere romantismo ao quarto. De maneira geral, meninos e jovens do sexo masculino costumam preferir roupa de cama com grafismo. Casais tendem a optar

por peças mais claras e neutras. Tons escuros, como cinza-chumbo e até preto, proporcionam ar masculino. Os itens mais pedidos por mulheres são claros e com alguns detalhes; 3)Se o quarto conta com papel de parede estampado e chamativo, é melhor neutralizar na cama para evitar excesso de informação. Prefira opções claras e lisas; 4)É interessante apostar em colchas de piquê e matelassê, que não saem de moda; 5)A roupa de cama deve ter a mesma gama de tons do restante da decoração. Se quiser investir em peças com detalhes, que tal optar por algo semelhante à estampa do papel de parede ou a qualquer outro item marcante do quarto?; 6)Porta-travesseiros e composições com almofadas (podem ser três, por exemplo: uma grande, uma média e uma pequena) dão um toque a mais às camas; 7)Os tecidos mais recomendados são os 100% algodão e o tercal. Quanto mais fios, melhor.

O inverno aumenta reações alérgicas

O inverno está chegando e junto com ele o frio. Nessa estação também notamos o ar mais seco, tornando a pele mais áspera e o surgimento de incômodos e irritações nas vias aéreas. De acordo com especialistas, o inverno e o tempo seco diminuem as defesas e secreções das vias aéreas, tornando-as mais vulneráveis aos alérgenos, que são todas as substâncias capazes de desencadear uma reação alérgica. Com o frio, a dispersão de poluentes do ar fica prejudicada, devido à inversão térmica, facilitando assim a inalação de substâncias que causam alergias. A poeira domiciliar é mais prejudicial, pois é constituída de descamações de pele humana, pêlos de animais, penas, ácaros, detritos de insetos, bolores, mofos, ceras, inseticidas e outras substâncias de uso caseiro. Formada diariamente, a poeira quanto mais velha mais alergia produz. Nota-se também, nessa época, a preferência das pessoas por lugares mais fechados, aglomerados, o que facilita o contato com alérgenos. Pesquisas indicam que aproximadamente 25% da população brasileira sofrem com algum tipo de alergia, as mais comuns são: asma (bronquite alérgica ou bronquite asmática), rinite alérgica e as alergias cutâneas. Quando sabemos a origem da alergia, por exemplo, uma alergia alimentar, fazemos uma dieta que não contenha tal alimento. Quando o alérgeno esta no ar, como poeiras e fungos, podemos tentar diminuir o contato com os

mesmos, realizando o que chamamos de controle ambiental, que consiste em cuidados para diminuir o contato com essas substâncias no ambiente domiciliar, como por exemplo, manter a residência ventilada, dormir em quarto arejado, usar diariamente aspirador de pó ou pano úmido em toda residência, principalmente nos locais em que permaneça por mais tempo. Outra dica é revestir o travesseiro e o colchão com tecido impermeabilizado para este fim. Pesquisas afirmam que um item da casa que acumula muito alérgeno, são as cortinas. Recomenda-se a troca das cortinas de algodão por persianas de alumínio, PVC e/ou tecidos sintéticos. Estabelecida na cidade de Atibaia, a TOLDOS QUATRO ESTAÇÕES, possui uma linha de persianas que atende a essas especificações, aliando requinte e beleza aos produtos. A empresa também conta com uma completa linha de cortinas enroláveis, que são indicadas para proteção contra vento, algo muito comum nessa época do ano. Para saber mais acesse: www.toldosquatroestacoes.com.br. A alergia é crônica e cada indivíduo pode ser alérgico a coisas diferentes. As pessoas com estes sintomas devem procurar um médico para avaliação e identificação do alérgeno através da história clínica, exame físico, exames laboratoriais específicos e testes de contatos. Por Leandro Claro, proprietário da empresa TOLDOS QUATRO ESTAÇÕES Fonte: Internet


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Reflexologia

Reflexologia em grego, logos significa conhecimento, estudo. A reflexologia é, portanto, o estudo dos reflexos. É também a técnica de aplicação de pressões específicas nos chamados pontos reflexos nas mãos e nos pés. Esses pontos são áreas do corpo que tem ligação com determinados órgãos, sistemas e estados emocionais. corretamente estimulados, eles enviam e recebem informações dos órgãos a que estão ligados, restabelecendo assim o equilíbrio do organismo. Uma obra de engenharia e uma construção artística. Foi assim que um dos maiores gênios da humanidade, o italiano Leonardo da Vinciautor de obras-primas como Mona Lisa, descreveu os pés. Ele tinha toda razão: originalmente projetados para transportar um quarto do peso do corpo cada um, os pés tiveram de se adaptar a carregar a metade quando o homem passou a caminhar com a coluna ereta.

Considerando seu tamanho em relação ao peso que suportam, os pés são estruturas impressionantes. Sua “construção”, por assim dizer, é igualmente notável. Pés e mãos têm o mesmo número de ossos , e juntos eles representam nada menos do que a metade dos ossos do corpo todo. Cuidar bem dos pés é muito importante, pois segundo a reflexologia 80% dos adultos deverão ao longo da vida desenvolver problemas nos pés, aos quais estão relacionadas a áreas problemáticas no corpo. Assim, adotar a aplicação de reflexologia nos seus pés é começar a melhorar a saúde e manter longe as doenças. Uma dica importante é sempre que possível fazer um escalda pés e nunca deixar os pés frios. Cuide bem dos seus pés e estará cuidando bem de sua saúde! João Carlos Montagnani Terapeuta Naturopata CNT – 11.208/SP


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Teen

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Poucos em

movimento

Movimento estudantil é levado adiante por uma minoria que atrasa a formatura em nome da militância por DIOGO BERCITO/Folhapress Foto: Adriano Vizoni/Folhapress

“indústria de carteirinhas de estudantes” como fonte de renda 

 Ubes 
União Brasileira de Estudantes Secundaristas 
www.une.org.br 
Fundada em 1948 
Presidente: Yann Evanovick (ubespresidencia@gmail.com), 20, filiado ao PC do B 

Upes 
União Paulista de Estudantes Secundaristas 
Não tem site 
Fundada em 1948 
Presidente: Tarcísio Boaventura (presidente.upes@gmail. com), 22, filiado ao PC do B 

 Poligremia 
União dos grêmios de colégios paulistanos 
Não tem site 
Fundado em 2010 
Sem líder. 
Contato geral: poligremia@gmail.com 




Por onde andam? 

 Alguns dos ex-presidentes da UNE 



Manifestante durante passeata na Avenida Paulista contra o aumento da tarifa de ônibus

O movimento estudantil, que levou 200 mil jovens às ruas em 1992 para pedir a saída do presidente Fernando Collor, hoje sofre por... falta de estudantes. 
Cerca de 5% dos alunos do país se envolvem com as entidades. Boa parte diz sequer ter interesse. “Nem sempre é a maioria que toma as decisões, porque nem sempre a maioria participa dos debates”, diz Clara Saraiva, 24, líder da Ane. 
Ela está entre os líderes estudantis ligados a partidos que, fora das salas de aula, têm pouca representatividade (como o PC do B e o PSTU), esses jovens levam uma vida diferente da maioria dos colegas. 
O presidente da UNE, Augusto Chagas, 29, faz faculdade há dez anos. Tarcísio Boaventura, líder dos estudantes de ensino médio de SP, tem 22 e está no cursinho. Ambos optaram por atrasar a graduação e depender dos pais para complementar a ajuda de custo recebida (na UNE, cerca de R$ 2.000). 
Clara, aluna de serviço social na UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), quer se mudar para São Paulo, sede da Anel. Deve trancar ou transferir o curso. 
“Meus pais ficavam bem preocupados em eu não conseguir me graduar. Hoje me admiram, pois não fico apática diante de injustiças.” 
Nas entidades, tanto a situação quanto a oposição são de esquerda. Como de costume, esquerdas que não se entendem. O PSTU, por exemplo, critica o PC do B, que lidera a UNE, por receber dinheiro federal. 
Se falta participação de estudantes, dinheiro há. A UNE recebe R$ 2,5 milhões do governo federal ao ano, além de R$ 2,7 milhões emitindo carteirinhas (aquelas para pagar meia entrada). Para Augusto, é “obrigação do poder público apoiar os estudantes”. 
Ele

deixará de ser líder da UNE neste ano e diz que agora quer se formar -faz sistemas da informação na USP, mas começou a graduação na Unesp. Augusto discorda de que esteja demorando muito para pegar o diploma. 
“Tive experiências além da sala de aula, a militância foi uma segunda faculdade.” Não cogita deixar o que chama de “luta”: “Você passa a acreditar em certas coisas. É difícil abrir mão da militância.” 




UNE e Ubes querem ir às ruas em agosto

 A UNE e a Ubes prometem organizar protestos neste ano. Em agosto, vão convocar estudantes às ruas por um novo Plano Nacional da Educação. 
A ideia é pressionar para que ele garanta 10% do PIB para a educação -hoje esse valor é de cerca de 5%. As entidades pedem também que 50% da riqueza do pré-sal sejam destinados ao ensino. 
Em São Paulo, quem recentemente chamou a atenção protestando, porém, foi uma organização estudantil menos famosa. 
Não chegou a ser um “Fora Collor”, mas o Movimento Passe Livre, que existe desde 2005, conseguiu organizar desde janeiro mais de uma dezena de passeatas (com centenas de pessoas) contra o aumento da tarifa do ônibus de R$ 2,70 para R$ 3. 
O MPL diz ser apartidário, ao contrário das entidades tradicionais. (DB) 




Conheça as entidades estudantis 



UNE 
União Nacional de Estudantes 
www.une.org. br 
Fundada em 1937 
Presidente: Augusto Chagas (presidenciaune@gmail.com), 29, filiado ao PC do B 

É a entidade mais tradicional do movimento estudantil brasileiro. Teve participação decisiva durante a ditadura militar e levou jovens para as ruas para pedir a saída do então presidente Fernando Collor, em 1992 

 Anel 
Assembleia Nacional de Estudantes - Livre 
www. anelonline.org 
Fundada em 2009 
Coordenadora-geral: Clara Saraiva (clarasaraiva. anel@gmail.com), 24, filiada ao PSTU 

A Anel surge como uma dissidência da UNE, liderada por militantes do PSTU. A principal crítica feita por essa oposição é que a UNE tem tido relação Os senadores Lindberg Farias (PT-RJ) e Fernando Collor (PTB-AL) conversam após a eleição dos demais boa demais com o governo integrantes da Mesa Diretora, no plenário do Senado Federal, no Congresso Nacional, em Brasília -além de operar a chamada

Foto: aaa

José Serra 
(de 1963 a 1964) 
Ex-governador de São Paulo e candidato a presidente em 2002 e 2010 

Honestino Guimarães 
(de 1971 a 1973) 
Foi preso e morto pela ditadura 

Aldo Rebelo 
(de 1980 a 1981) 
Hoje é deputado federal pelo PC do B 

Lindberg Farias 
(de 1992 a 1993) 
Liderou as manifestações pelo impeachment de Fernando Collor em 1992. Hoje é senador pelo PT do Rio de Janeiro 

Orlando Silva 
(de 1995 a 1997) 
Hoje é ministro do Esporte. Sua pasta abriga Wadson Ribeiro (presidente de 1999 a 2001, que é Secretário Nacional de Esporte Educacional) e Ricardo Cappelli (presidente de 1997 a 1999, coordenador do programa da Lei de Incentivo ao Esporte) 

Gustavo Lemos Petta 
(de 2003 a 2007) 
Não conseguiu se eleger deputado federal pelo PC do B no ano passado -na época, declarou ao TSE ainda não ter se formado.


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Seus Direitos e Deveres

GUSTAVo ANTÔNIo DE MoRAES MoNTAGNANA/ GABRIELA DE MoRAES MoNTAGNANA

Muito se tem discutido a respeito da “falência” do sistema penitenciário brasileiro. Alega-se que o Código Penal e a Lei de Execução Penal são ineficientes, devendo ser revistos. O que se vê é a cultura brasileira de se resolver problemas sociais com a alteração de leis. Deixa-se de lado o fato de que muitas das leis nacionais possuem grande eficiência quando colocadas devidamente em prática, estando o problema, em verdade, na forma como são aplicadas e não em seu redação ou dispositivos. Sem dúvida, aos governantes, é mais fácil colocar a culpa nas leis, pela ineficiência de um serviço público, como é o de garantir a segurança da população, ao invés de reconhecer que a falha encontra-se na sua execução. Por esse motivo, mister se faz conhecer as normas que regem a vida social de um país, para que a cobrança realizada pelos detentores do poder, o povo, recaia sobre os verdadeiros responsáveis, representantes do Poder Legislativo, responsável pela elaboração do texto legislativo, ou representantes dos Poderes Executivo e Judiciário, responsáveis por colocar em prática as suas disposições. Os aludidos Diplomas Normativos são, sem dúvida, um desses exemplos. Trata-se de um complexo de normas voltadas a repressão e prevenção de crimes, que regulam como se dará a aplicação e cumprimento das penas impostas aos condenados. E pode-se afirmar, se corretamente executados, não haveria motivo para se falaria em deficiência no sistema penitenciário brasileiro. As penas são aplicadas ao indivíduo como sanção pela prática de um crime, com o propósito de proteger os interesses mais importantes da sociedade. O seu fim é apenas impedir que o réu cause novos danos aos seus concidadãos e dissuadir os outros de fazer o mesmo. É com base nessas finalidades que o Código Penal, bem como a Lei de Execução Penal foram elaborados. O autor de uma infração penal deve receber especial atenção do Estado, atenção esta que se traduz na correta e eficiente aplicação da pena. O que não se há de admitir é a aplicação pura e simples desse poderoso instrumento de pacificação social, sem que se objetive dar concretude às suas finalidades. O Código Penal adotou expressamente as seguintes espécies de penas: privativas de liberdade, restritiva de direitos e multa. O sistema de penas privativas de liberdade há tempos é alvo de críticas pelos estudiosos, em-

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O Sistema Punitivo

bora, a população, de forma geral, acredite ser a forma mais eficiente de punir os criminosos. O ordenamento jurídico penal brasileiro conhece três modalidades de pena privativa de liberdade, quais sejam: reclusão, detenção e prisão simples. Nas palavras do ilustre jurista Mirabete “é praticamente impossível a ressocialização do homem que se encontra preso, quando vive em uma comunidade cujos valores são totalmente distintos daqueles que, em liberdade, deverá obedecer” (MIRABETE, 1996, p. 249). Diante da falência da pena privativa de liberdade, que não atende aos anseios de ressocialização, a tendência moderna é procurar substitutivos penais para essa sanção, ao menos no que se relacione com os crimes menos graves e aos criminosos cujo encarceramento não é aconselhável. O questionamento a respeito da liberdade tem levado penalistas de numerosos países a uma procura mundial de soluções alternativas para os infratores que não ponham em risco a paz e a segurança da sociedade”. As penas restritivas de direito, cumprem esse papel, substitutivas das penas de prisão, dividem-se em: prestação pecuniária, prestação inominada, perda de bens e valores, prestação de serviços à comunidade ou a entidades públicas, interdição temporária de direitos e limitação de fim de semana. A aplicação destas penas sofre muitas críticas da população, que entende se tratar de reprimendas “leves”, devendo os “bandidos” serem punidos de forma mais severa, o que corresponde à privação de seu liberdade. Sem dúvida esta é uma conclusão simplista demais para a solução de um problema de extrema importância. O artigo 59 do Código assumiu expressamente um duplo sentido para a pena: retribuição e prevenção. Diz textualmente: “O juiz, atendendo à culpabilidade..., estabelecerá, conforme seja necessário e suficiente para a reprovação e prevenção do crime: as penas aplicáveis dentre as cominadas...”. Por sua vez, o artigo 1º da Lei de Execução Penal, sublinha que “A execução penal tem por objetivo efetivar as disposições de sentença ou decisão criminal e proporcionar condições para a harmônica integração social do condenado ou do internado”. É certo, que não se pode negar a função meramente simbólica da pena, consubstanciada na função política de legitimação do poder de Estado. O que não se pode fazer é aplicar a pena sim-

ROBERTO VINICIUS VALLE F.I. torna público que recebeu da CETESB a Licença Prévia e de Instalação N° 60000463 para COMÉRCIO VAREJISTA DE COMBUSTÍVEIS E LUBRIFICANTES sito à RUA JOSÉ DOMINGUES, 669, TABOÃO, BRAGANÇA PAULISTA.

plesmente como forma de reprimir as condutas ilícitas praticadas pelo sujeito sem se atentar para o fato de que após o seu cumprimento ele voltará ao convívio social. A Constituição Federal, em seu artigo 5o, inciso XLVI, prestigiou e inseriu dentre as garantias fundamentais, o princípio da individualização da pena. É da essência desse fundamental princípio o reconhecimento de que toda pessoa natural é um verdadeiro microcosmo. Individualizar a pena nada mais é do que retribuir o mal concreto do crime, com o mal concreto da pena, na concreta personalidade do criminoso. O princípio alcança a cominação abstrata da pena pelo legislador, à aplicação concreta pelo juiz sentenciante e a execução da pena, visando atingir as finalidades geral e individual da pena. A individualização legislativa é operada pelo legislador quando comina a pena abstrata, de acordo com a maior ou menor gravidade do delito. A lei deve prever a espécie e quantidade de pena. A individualização judicial é efetuada pelo magistrado quando, na sentença, impõe a pena concreta ao réu, dosando-a com base nos critérios previstos no art. 59 do Código Penal. A individualização executiva é concretizada na fase de execução da pena, quando se confere para cada condenado um tratamento específico dentro dos estabelecimentos prisionais. Assim, de acordo com o inciso XLIX do artigo 5o da Constituição Federal “é assegurado aos presos o respeito à integridade física e moral”. O inciso XLVIII do aludido artigo 5o prevê que o cumprimento da pena se dará em estabelecimentos distintos, atendendo a natureza do delito, a idade e o sexo do apenado. E no inciso L, asseguram-se as presidiárias “condições para que possam permanecer com seus filhos durante o período de amamentação”. Tratar o autor de um crime de forma individualizada não significa aceitar como normal a conduta ilícita por ele perpetrada, mas ao contrário, corresponde a conferir possibilidades concretas de ressocialização e consequentemente garantir uma sociedade pacífica, à medida que os condenados logram a liberdade. E é isso que procura fazer a legislação que trata do assunto. Destarte, por respeito ao princípio da humanidade - considerado sinônimo do princípio da individualização -, o ser humano, agente de um crime, deverá ser reabilitado e, paulatinamente submeter-se a um processo de reinserção social. Pode-se afirmar, categoricamente, que o indivíduo que comete um crime merece uma atenção

especial do Estado. No momento de cumprimento da pena, inicia-se um processo de ressocialização, melhor dizendo de reabilitação. O Estado não quer e não pode ter uma pessoa presa pelo resto da vida, assim como querem alguns mais radicalistas, pois, numa reflexão superficial, qual seria a vantagem em manter um sujeito do qual não se poderá esperar nenhum rendimento para sociedade, e por outro lado, aumentar o sofrimento e a amargura de uma pessoa na qual fora imposta uma pena perpétua. A Lei de Execução Penal surge para regulamentar o procedimento de cumprimento da pena, adotando o sistema progressivo, auxiliando na busca pela ressocialização. A lei prevê que o condenado, observando alguns requisitos de caráter objetivo e subjetivo, poderá progredir no regime de cumprimento da pena. Assim, estabelecido o regime de cumprimento, decorrido 1/6 do seu total, e possuindo méritos para obter a progressão, poderá o condenado avançar para um regime menos rigoroso. Umbilicalmente ligada à própria pena, a progressividade do regime acena ao condenado com melhores dias, incentiva-o à correção de rumo e, portanto, a empreender um comportamento penitenciário voltado à ordem, ao mérito e a futura inserção no meio social e familiar e da vida normal que tem direito um ser humano O Brasil é um país de desigualdades. É de se refletir, um país que possui tantas riquezas, ainda assim, existirem tantas desigualdades que, por conseqüência, aumentam os índices de violência e crimes. A banalização do legislador em crimininalizar fatos não impede a sua proliferação, porquanto, cabe ao Direito Administrativo Penal prover meios de prevenção a essas condutas, aliado a uma atuação conjunta com a sociedade. O direito penal não pode ser instrumento de punição à classe desprovida de recursos, e sim visar o ideal de JUSTIÇA. O direito penal deve ser racional, nas palavras do Professor René Ariel Dotti, (DOTTI, p. 132) “a pena deve ser considerada como a última reação do Estado contra o crime” e continua, “o magistrado deve sentir a pena em sua realidade”. Ainda que uma ou outra pessoa descumpra ou viole alguma ou algumas das regras do regime em que está cumprindo a pena, isto não pode servir de alicerce para destruição de todo um sistema que, a par de refletir um direito penal mais humanitário que tem o homem como fim em si mesmo como corolário do Estado de direito.

ROBERTO VINICIUS VALLE torna público que recebeu da CETESB a Renovação da Licença de Operação N° 60002509 , válida até 11/06/2016, para COMÉRCIO VAREJISTA DE COMBUSTÍVEIS PARA VEÍCULOS AUTOMOTORES à AV. ANTÔNIO PIRES PIMENTEL, 2520, TABOÃO, BRAGANÇA PAULISTA.


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Antenado

Crítica Contos Estilo de ‘Jogos de Azar’ se destaca ante crítica política

por ALCIR PÉCoRA/FoLHAPRES

José Cardoso Pires (1925-1998), escritor, jornalista e ativista político antissalazarista, é autor célebre em Portugal. No Brasil, teve o destino comum dos autores portugueses contemporâneos. Dir-se-ia que as aves que aqui gorjeiam e as que gorjeiam por lá não costumam permutar os pátrios galhos. Há exceções, como José Saramago e António Lobo Antunes _este último sabidamente protegido de Cardoso Pires. Já hoje, para apresentar o mestre, tem-se de falar do discípulo. ‘Jogos de Azar’ (1963) é uma coletânea de contos extraída de seus dois primeiros livros: ‘Os Caminheiros e Outros Contos’ (1949) e ‘Histórias de Amor’ (1952). São nove ‘histórias de desocupados’, isto é, narrativas tipológicas de perdedores, ‘pequenos falhados’ e ‘condenados a tropeços’ por efeito dos ‘caprichos’ de governantes que lhes retiram ‘autoridade cívica’ e os deixam sem meios objetivos de ‘exercício das capacidades do homem’. A cartilha é antiga sem desfigurar os contos. Falam de um comboio em que vão três presos e seus sete guardas, entretidos em trocar gabolices e ocultar temores. Descrevem o serão no qual o pai violento e beberrão chega tarde e agride o filho aproveitador, ambos vivendo à custa das mulheres da casa, com a saúde já perdida na costura para fora e na lida doméstica. A caminhada ao sol de dois homens, sendo que

Foto: divulgAção

um deles, cego e violeiro, mal sabe que está sendo levado para venda no negócio da mendicância; o marido que lê um romance de amor na cama, enquanto a mulher reclama de coisas práticas e da falta de conversa entre eles. Há ainda o caso do negro que leva três homens para se aproveitar da menina de 15 anos que se entrega a ele; o relato de um acidente de trabalho na construção de uma rodovia, que suspende por alguns instantes as preocupações de um operário com a mulher em vias de dar à luz. O encontro dos amantes num hotel, no qual a mulher se diz habituada a viver de ódio e de pena; as horas tensas passadas entre a sogra que reza e a nora que espera a hora do parto, enquanto o atraso do futuro pai faz lembrar as recentes prisões de operários em greve.

Neorrealismo

Enfim, há um conto mais longo sobre uma jovem prostituta, precocemente morta, que mastigava fósforos e era mordida pela avó cega. Não é preciso dizer mais para que se perceba por que Cardoso Pires é dado como autor do ‘neorrealismo’ português. Seus autores se reconheciam em torno do valor da denúncia social e política, baseado num modelo de representação realista. A Cardoso Pires, porém, não raro lhe percebem rasgos surrealistas, como despontam no caso da rapariga dos fósforos. Lendo agora

O escritor português José Cardoso Pires, na varanda de sua casa, em Lisboa

os contos, nem vem isso especialmente ao caso, nem ressalta a mensagem política. O melhor que apresenta são as credenciais do estilista, que não raro incorporam o jargão malandro da cidade. Talvez seja o primeiro neorrealista urbano, mas não há dúvida de que é escritor íntimo do seu instrumento.

ALCIR PÉCORA é professor de teoria literária na Unicamp. JOGOS DE AZAR AUTOR José Cardoso Pires EDITORA Bertrand QUANTO R$ 29 (240 págs.) AVALIAÇÃO bom

Jodinaldo Ubiracy de Azevedo Pinheiro - há 17 anos na Sabesp

Onde você vê obras, a Sabesp vê qualidade de vida. Se você passar de dia ou à noite pela Avenida Imigrantes, esquina com a Avenida Europa, ou pela Rua José Gomes da Rocha Leal vai encontrar obra da Sabesp. Tem obras por toda parte. Tudo isso para levar mais água tratada e rede de esgoto até a porta da sua casa. A coleta de esgoto preserva o meio ambiente e evita uma série de doenças, principalmente entre as crianças. Mas enquanto as obras não ficam prontas, contamos com a sua compreensão. Já, já tudo isso acaba, o esgoto vai embora e a saúde fica. É a Sabesp e a Prefeitura de Bragança Paulista construindo uma cidade melhor para todos. Sabesp. A vida tratada com respeito.


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Sexta 17 • Junho • 2011 Jornal do Meio 592

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PROCLAMAS DE CASAMENTO - CARTÓRIO DE REGISTRO CIVIL DAS PESSOAS NATURAIS DE BRAGANÇA PAULISTA - Rua Cel. Leme, 448 - Tel: 11 4033-2119

REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL ESTADO DE SÃO PAULO Cidade de Bragança Paulista

Bel. Sidemar Juliano - Oficial do Serviço de Registro Civil das Pessoas Naturais desta cidade e Comarca de Bragança Paulista, faz saber que do dia 1 a 7 de junho de 2011 foram autuados em cartório os seguintes Proclamas de Casamento:

Protocolo: 858/2011 - FÁBIO TADEU MONJARDIM e CAMILA REZENDE MOREIRA. Ele piloto de avião, solteiro, natural de Promissão-SP, nascido no dia 15/09/1974, res. e dom. à Alameda Figueira, nº 71, Residencial Florestas de São Vicente, Santa Luzia - Bragança Paulista, filho de JOSÉ VASCONCELLOS MONJARDIM e de TEREZA GOUVEIRA MONJARDIM. Ela agente de aeroporto, solteira, natural de Lajinha-MG, nascida no dia 01/02/1983, res. e dom. à Rua Tapuirama, nº 447, apartamento 303, Oswaldo Rezende – Uberlândia(MG), filha de ARIDALTON DE SOUZA MOREIRA e de NAZÍRIA NARA REZENDE MOREIRA Protocolo: 825/2011 - FERNANDO MEIRA LIMA e FERNANDA MARTINS RODRIGUES. Ele vigilante, solteiro, natural de São Paulo-SP, nascido no dia 30/03/1982, res. e dom. à Rua Benedito Augusto de Carvalho, 350, Henedina Cortez - Bragança Paulista, filho de VICENTE SILVEIRA LIMA e de MARIA IZABEL MEIRA LIMA. Ela do lar, divorciada, natural de Bragança Paulista-SP, nascida no dia 18/05/1984, res. e dom. à Rua Benedito Augusto de Carvalho, 350, Henedina Cortez - Bragança Paulista, filha de ANTONIO RODRIGUES JUNIOR e de MARIA JOSÉ MARTINS Protocolo: 826/2011 - FABRÍCIO DONIZETE DA SILVA e SIMONE ERICA LUIZ. Ele jardineiro, solteiro, natural de Bragança Paulista-SP, nascido no dia 27/08/1979, res. e dom. à Avenida Antonio Pierotti, 362, Jardim Águas Claras - Bragança Paulista, filho de SEBASTIÃO HENRIQUE DA SILVA e de TEREZINHA APARECIDA DE SOUZA. Ela do lar, solteira, natural de Bragança Paulista-SP, nascida no dia 29/04/1988, res. e dom. no Sítio São Rafael, Bairro Menin - Bragança Paulista, filha de BENEDITO LUIZ e de NEUSA BARBOSA DA CUNHA LUIZ Protocolo: 827/2011 - GUILHERME ALVARES DA CUNHA e MAYARA DE GODOY OLIVEIRA. Ele ferramenteiro, solteiro, natural de Bragança Paulista-SP, nascido no dia 08/11/1990, res. e dom. à Rua Primavera, 111, Vila Motta – Bragança Paulista, filho de ANTONIO SÉRGIO DA CUNHA e de RENATA ALVARES DA CUNHA. Ela recepcionista, solteira, natural de Bragança Paulista-SP, nascida no dia 05/06/1991, res. e dom. à Rua São Francisco, 85, Cruzeiro - Bragança Paulista, filha de EUGÊNIO APARECIDO OLIVEIRA e de CLAUDAIR MENDES DE GODOY OLIVEIRA Protocolo: 828/2011 - RODRIGO GONÇALVES DE OLIVEIRA e MAÍCE NOGUEIRA. Ele produtor gráfico, solteiro, natural de Bragança Paulista-SP, nascido no dia 11/12/1982, res. e dom. à Rua Coronel Afonso Ferreira, 233, Vila Municipal - Bragança Paulista, filho de JOSÉ MARCELO XIMENES DE OLIVEIRA e de REGINA APARECIDA GONÇALVES DE OLIVEIRA. Ela professora, solteira, natural de Bragança Paulista-SP, nascida no dia 23/02/1983, res. e dom. à Rua Santa Clara, 820, Centro - Bragança Paulista, filha de EUGENIO BENEDITO NOGUEIRA e de MÁRCIA LIGIA FORTI NOGUEIRA Protocolo: 829/2011 - WANDERLEY LAURIANO DE LIMA FILHO e LARISSA NATALI CABRERA. Ele mecânico, solteiro, natural de Bragança Paulista-SP, nascido no dia 11/12/1985, res. e dom. à Rua da Fraternidade, nº 213, Vila Batista - Bragança Paulista, filho de WANDERLEY LAURIANO DE LIMA e de VERA LÚCIA DE OLIVEIRA LIMA. Ela do lar, solteira, natural de Bragança Paulista-SP, nascida no dia 20/12/1990, res. e dom. à Rua da Fraternidade, nº 213, Vila Batista - Bragança Paulista, filha de FRANCISCO MAOEL CABRERA e de MARIA HELENA PEREIRA CABRERA Protocolo: 830/2011 - CAIO CESAR VILLAÇA e RAQUEL SERRANO ALI. Ele estudante, solteiro, natural de Bragança Paulista-SP, nascido no dia 05/10/1988, res. e dom. à Avenida Joanópolis, 507, Altos de Bragança – Bragança Paulista, filho de ARAKEN JOSÉ VILLAÇA e de MÁRCIA LUZIA PADOVAN VILLAÇA. Ela empresária, solteira, natural de São Paulo-SP, nascida no dia 07/07/1985, res. e dom. à Rua Liubliana, 50, Residencial Euroville – Bragança Paulista, filha de ANTONIO ROBERTO ALI e de ELIANA FERREIRA SERRANO ALI Protocolo: 833/2011 - WELLINGTON CORNETTO RIZZARDI e GRAZIELLI ARANHA DE OLIVEIRA. Ele eletricista de manutenção, solteiro, natural de Bragança Paulista-SP, nascido no dia 15/01/1982, res. e dom. à Rua Raul Rodrigues de Siqueira, 244, Santa Luzia - Bragança Paulista, filho de ARÍ TADEU RIZZARDI e de ROSE CORNETTO RIZZARDI. Ela operadora de máquina, solteira, natural de São Paulo-SP, nascida no dia 24/10/1977, res. e dom. à Rua Mauro de Próspero, 500, Bloco 58,

Apartamento 36, Residencial das Ilhas - Bragança Paulista, filha de JOÃO CARLOS DE OLIVEIRA e de MARIA INÊS ARANHA DE OLIVEIRA Protocolo: 840/2011 - JOSÉ FERNANDO DOS SANTOS e MARLI TELES DE MORAIS. Ele pedreiro, solteiro, natural de Bragança Paulista-SP, nascido no dia 28/10/1973, res. e dom. à Rua Adele Pagetti, 278, Cidade Planejada I – Bragança Paulista, filho de LAZARO GOMES DOS SANTOS e de JANAINA PINTO DOS SANTOS. Ela manicure, solteira, natural de São Paulo-SP, nascida no dia 08/02/1975, res. e dom. à Rua Adele Pagetti, 278, Cidade Planejada I – Bragança Paulista, filha de JOSÉ JAIR RODRIGUES DE MORAIS e de MARIA DE LURDES TELES DE MORAIS Protocolo: 841/2011 - EDGARD ALVES SILVA e VANESSA CRISTINA MORETTI. Ele administrador de empresas, solteiro, natural de São Paulo-SP, nascido no dia 17/09/1970, res. e dom. à Rua das Rosas, 52, Jardim das Palmeiras – Bragança Paulista, filho de RUBENS ALVES SILVA e de YOLANDA SILVA. Ela advogada, solteira, natural de Guararapes-SP, nascida no dia 09/11/1978, res. e dom. à Rua Tiradentes, 273, Jardim Califórnia – Bragança Paulista, filha de ANTONIO MORETTI e de MARIA APARECIDA ROQUE MORETTI Protocolo: 859/2011 - JUNIOR HUMBERTO DE OLIVEIRA e QUETILIN DA SILVA BESSA. Ele supervisor de serviços gerais, divorciado, natural de Bragança Paulista-SP, nascido no dia 01/01/1979, res. e dom. à Rua Angelo Luiz Colli, 32, Bairro Lavapés – Bragança Paulista, filho de ALVARO HUMBERTO DE OLIVEIRA e de MARGARETH PAZETO DA CUNHA OLIVEIRA. Ela do lar, solteira, natural de Itapeva-SP, nascida no dia 30/04/1985, res. e dom. à Rua Afonso Ferreira Lopes, 2.415, Curitibanos – Bragança Paulista, filha de JOSÉ CARLOS DE ALMEIDA BESSA e de ELISABETE DE JESUS SILVA BESSA Protocolo: 860/2011 - DAVI GUILHERME PEREIRA PAIVA e ISABELA DE ALMEIDA MORAIS. Ele digitador, solteiro, natural de Registro-SP, nascido no dia 05/06/1990, res. e dom. à Alameda Suiça, 41, Jardim Europa - Bragança Paulista, filho de WILLIANS ALVES PAIVA e de CÉLIA MARIA PEREIRA PAIVA. Ela recepcionista, solteira, natural de Bragança Paulista-SP, nascida no dia 13/04/1989, res. e dom. à Rua Malva, 93, Apartamento 06, Centro – Bragança Paulista, filha de JOSÉ RAFAEL DE MORAIS e de SERGIA DE ALMEIDA MACIEL MORAIS Protocolo: 864/2011 - WILLIAM RODRIGO DE FARIAS e JAQUELINE DAS NEVES. Ele tosador, solteiro, natural de Bragança Paulista-SP, nascido no dia 26/03/1989, res. e dom. à Rua Candido de Oliveira Preto, 89, Jardim São Caetano - Bragança Paulista, filho de ANTONIO ROVILSON DE FARIAS e de MARIA DE FÁTIMA PORTÃO FARIAS. Ela estudante, solteira, natural de São Paulo-SP, nascida no dia 18/02/1994, res. e dom. na zona rural, Bairro Areal - Pinhalzinho, filha de MILTON DAS NEVES e de SUZANA APARECIDA CARDOSO DAS NEVES Protocolo: 865/2011 - GUILHERME GESUATTO e KATIA CRISTINA DA SILVA. Ele advogado, solteiro, natural de Bragança Paulista-SP, nascido no dia 05/04/1973, res. e dom. à Rua Coronel João Leme, 774, Centro - Bragança Paulista, filho de JOSÉ ROBERTO GESUATTO e de MARIA ANGELICA DE ARAUJO BRAGA GESUATTO. Ela bióloga, solteira, natural de São Paulo-SP, nascida no dia 27/05/1975, res. e dom. à Avenida São Vicente de Paula, 106, Jardim Recreio - Bragança Paulista, filha de BENEDITO TEODORO DA SILVA e de HERMENEGILDA MENDES CARDOSO DA SILVA

Bragança Paulista, 7 de junho de 2011 Sidemar Juliano – Oficial SERVIÇOS, CONSULTAS E INFORMAÇÕES: visite nossa página na Internet: www.cartoriobraganca.com.br


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