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Dezembro de 2013 - no 18 - Distribuição Gratuita

A alegria multicultural do

Pé de Cerrado Edson Charles: a voz do Guará

A reinvenção do reggae guaraense

Conversa com Carlinhos Nogueira


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Revista do Guarรก


Edição Alcir de Souza (DRT 767/DF) Reportagem: Rafael Souza (DRT 10260/DF) Endereço: EQ 31/33 Ed. Consei, salas 113/114 - Guará II Fone: 3381.4181 Fax: 3381.1614 E-mail: contato@jornaldoguara.com

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Revista do Guará e o Jornal do Guará passaram em 2013 um ano de experimentações. Mudanças discretas, mas importantes, foram feitas tanto na aparência, como no conteúdo dos veículos de comunicação mais tradicionais da cidade. Em busca de manter nossos produtos acessíveis a todos, quando cada vez menos gente tem tempo para se informar, experimentamos outras abordagens. A própria volta da Revista do Guará é resultado dessa busca. Em 2013 abrimos nosso acervo histórico, nos consolidamos nas redes sociais, encontramos formas mais eficientes de entregar nosso conteúdo em sua casa, computador ou celular. Essas experiências serviram para determinar o caminho que trilharemos em 2014. Traremos novidades para a população do Guará poder saber tudo o que lhe interessa. Manter a população informada e prevenida é a nossa contribuição para o desenvolvimento da cidade que tanto amamos. Boa leitura. Alcir de Souza Editor

Site: jornaldoguara.com Facebook: facebook.com/jornaldoguara Tiragem: 8 mil exemplares

NESTA EDIÇÃO

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Impressão: Gráfica Ideal Circulação: Bancas de revistas, comércio, órgãos públicos, consultórios médicos e odontológicos, restaurantes, portarias de edifícios comerciais, lideranças comunitárias e empresariais, autoridades que moram ou interessam ao Guará, Câmara Legislativa, bancada do DF no Congresso Nacional e na Região Administrativa do Guará.

A voz de Edson Charles

14 O som e as cores do Pé de Cerrado

29 um produto

Cursos gratuitos de idiomas no Guará Revista do Guará

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PANORAMA Mais uma manifestação em defesa do Parque do Guará Moradores da cidade que sairam para trabalhar na manhã de 21 de novembro, foram surpreendidos com uma manifestação em defesa do Parque do Guará. Cerca de 40 manifestantes se posicionaram logo após o balão de acesso ao Guará II, portando faixas chamando a atenção para a siuação da área, parcialmente ocupada por chacareiros e sem ser usufruida pela comunidae. Organizada pelo grupo Os Amigos do Parque, a manifestação não interrompeu o trânsito e recebia buzinaços de apoio da maioria dos motoristas que passavam pelo local no momento. Um dos líderes do movimento em defesa do Parque, o radialista Luciano Lima explica que a intenção é conscientizar os moradores para a situação do Parque, “que continua a espera de promessas de

recuperação e regularização. É uma área fantástica que não pode ser usufruida pela comunidade porque é ocupada por invasores ou não oferece infraestrutura adequada”. Um perfil no facebook foi criado para divulgar o Parque e incentivar a comunidade a frequentá-lo e preservá-lo. “Essa página, Amigos do Parque do Guará, foi feita para as pessoas visitarem, tirarem fotos e postarem na rede social. Queremos criar uma espécie de cartão-postal do Parque”, explica Gilvando Cruz, um dos líderes do movimento.

Pró-Vítima no Guará

A Secretaria de Justiça e Cidadania abriu um unidade do programa Pró-Vítima no Guará, na quadra Lúcio Costa. O Pró Vida é destinado ao atendimento das vítimas da violência no Distrito Federal. O núcleo vai atender também aos moradores de Candangolândia, Núcleo Bandeirante, Riacho Fundo I, ParkWay, SIA, Estrutural e Cidade do Automóvel. O novo espaço oferecerá atendimento jurídico, psicológico e social gratuito a vítimas de crimes violentos (são sete tipos de ocorrência: homicídio, latrocínio (e tentativas), estupro, violência doméstica, roubo com restrição de liberdade, violência no trânsito e desaparecimento).

o atendimento A equipe de atendimento realiza, entre outros serviços, visitas domiciliares de acolhimento, acompanhamentos em inquéritos policiais e sessões judiciais, assistência de acusação em júris, audiências em varas especializadas de violência doméstica e de trânsito, sessões psicológicas individuais e de terapia de grupo, intervenções sociais e outras. Atualmente, o programa atende em quatro unidades: na sede da Secretaria de Justiça, na Estação Rodoferroviária; e nos Núcleos Paranoá, Ceilândia e Plano Piloto. São realizados mais de seis mil atendimentos por ano nesses locais. São mais de 6 seis mil atendimentos anualmente, dentre visitas domiciliares, acompanhamentos em inquéritos policiais e sessões judiciais, assistência de acusação em júris, audiências em varas especializadas de violência doméstica e de trânsito, sessões psicológicas individuais e de terapia de grupo, intervenções sociais e outras.

Como é

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Revista do Guará

Apoio aos praticantes de caminhada

Quem faz caminhada ou anda de bicicleta no calçadão do Guará tem a oportunidade de conferir a pressão arterial no Quiosque da Boa Forma, em frente à Administração do Guará, gratuitamente. O posto funciona das 6h30min ás 8h30min às segundas, quartas e sextas; e das 17h às 19h nas terças e quintas.


Novo administrador do Guará a partir de abril

Policarpo é reeleito presidente do PT-DF O deputado federal guaraense Roberto Policarpo foi reeleito para a presidência regional do PT por mais quatro anos. Policarpo liderou as votações em diversas cidades, como em Candangolândia, Gama, Guará, Núcleo Bandeirante, Riacho Fundo I, Riacho Fundo II, Samambaia, Santa Maria, Sobradinho, Taguatinga, São Sebastião, Ceilândia, Planaltina, Recanto das Emas e Paranoá. Policarpo obteve o dobro da votação da segunda colocada, deputada Erika Kokay (3.556 a 1.820). Policarpo nasceu no interior do Rio Grande do Norte, na cidade de Passagem, indo morar em Santo Antonio aos 5 anos de idade. Estudou em Mossoró a partir de 1985 e cursou Agronomia pela Escola Superior de Agricultura de Mossoró (ESAM), onde começou a ter contato com o movimento estudantil. Filiou-se ao Partido dos Trabalhadores em 1986. Em 1990 chegou à Brasília, e escolheu o Guará como lar, onde vive até hoje.

Quatro meses antes da saída do atual administrador regional Carlinhos Nogueira para ser candidato a deputado distrital, a cidade já sabe quem será o seu substituto. O atual ex-comandante do 40 Batalhão da Polícia Militar, Antonio Carlos Santana Freitas, está assumindo a Chefia de Gabinete da Administração e a partir de abril passa a comandar a cidade. Antonio Carlos recebeu o convite do padrinho político do Guará, o deputado distrital e secretário de Justiça e Cidadania, Alírio Neto, por causa do seu perfil de conhecedor da segurança pública, um dos principais problemas da cidade, e pelo fato de ser um conciliador e um “homem de rua”. Nesses quatro meses como chefe do

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Gabinete, Antonio Carlos, baiano de Jequié, 42 anos, pretende se familiarizar com os encargos do administrador e com as outras demandas da cidade antes de assumir o posto principal. Além do convívio com a burocracia interna, o futuro administrador regional pretende ouvir mais a comunidade. “Penso em formar uma espécie de Conselho Comunitário Consultivo, formado pelas lideranças comunitárias, para discutirmos juntos os problemas e as soluções para a cidade. Como gosto de atuar mais na rua, quero ouvir também os moradores e empresários, seja em encontros informais ou através da administração itinerante nas quadras”, planeja.

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PANORAMA Terceiro atentado com fogo contra moradores de rua em quatro meses A cidade está se notabilizando por um crime pouco comum. Em menos de quatro meses, três moradores de rua foram queimados no Guará, sob a marquise de um prédio comercial na QE 7. Na manhã de 6 de novembro, um morador de rua de 24 anos teve o corpo queimado por um adolescente depois de se envolver em uma discussão. No início de agosto, três adolescentes atearam foto em três moradores de rua que dormiam na praça da QE 18 e um deles morreu 20 dias depois. Ainda em

agosto, outro morador de rua sofreu queimaduras depois de ser atacado por um colega no Polo de Moda. No atentado de novembro, o jovem de 17 anos teve 40% do corpo queimado. De acordo com a polícia, o agressor também é menor de idade. Os dois estavam sob efeito de crack e cola, e por volta de 3h, acharam galões de solvente na caçamba de uma obra de construção civil nas proximidades. Depois de atear fogo no colega, o agressor se arrependeu e conseguiu apagar o foto com um cobertor. O acidente foi filmado pelas câmaras de segurança do edifício.

Bicicross

Guaraenses se destacam na Bahia Os guaraenses que integraram a equipe brasiliense foram os grandes destaques da última etapa do Campeonato Brasileiro de Bicicross, em Feira de Santana (Bahia). Wellington Fennes e Marco Túlio Bites Carvalho, campeão e vice-campeão da categoria Cruiser 35 a 39 anos. Outro guaraense, Raynner Brasil, venceu a categoria Cuiser 17 a 24 anos, e o garoto Maycon Machcado (Japão), venceu a categoria Boys, 9 anos. Mas teve mais prêmios para os guaraenses. Caio César Bandeira ficou em 30 lugar na cagoria Boys 14 anos, André Marinho, categoria Boys 15 anos, Rayan Lucas, 40 lugar categoria Boys 15 anos, Stênio Gabriel, 30 lugar categoria Boys 15 anos, Luis Felipe Martins 9º lugar categoria Expert 17/24 anos, Gustavo Henrique , vice-campeão categoria Expert 35/39 anose Marco Túlio Carvalho, vice-campeão categoria Cruiser 35/39 anos.

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Maycon Machado (Japão), campeão categoria Boys 9 anos, entre Wellington e Marco Túlio Carvalho

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Júlio César Mello é o Empresário do ano no Guará Júlio César da Silva Mello é o empresário do ano Guará e recebeu o o prêmio Mérito Empreendedor 2013 da Federação das Associações Comerciais do DF - Faci-DF. Júlio César foi indicado pela Associação Comercial e Industrial do Guará (Facig) por causa do crescimento de suas empresas, compostas pela Mix Distribuidora, Meka Indústria, J.Mello Representações, Sensual Indústria e Karamello Doces, que atuam nos seguimentos de distribuição de produtos de beleza e saúde, alimentação, fabricação de móveis profissionais e representação de multinacionais em outros seguimentos. Nascido em Abaeté (MG), Júlio veio para Brasília com o pai aos dois anos de idade. Cresceu vendo o pai trabalhar com vendas e

representações de empresas de vários tipos de produtos para o varejo. Seu primeiro emprego, aos 14 anos, foi em uma distribuidora de bebidas. Foi bancário e trabalhou em outros ramos do comércio até o dia em que seu pai o aconselhou a trabalhar na área de vendas. Depois de trabalhar em empresas de grande porte, resolveu investir por conta própria. As cinco empresas que compõem o grupo J.Mello empregam hoje mais de 100 funcionários diretos. Depois de superar um período de crise, quando perdeu quase tudo que havia conquistado, Júlio saiu fortalecido, principalmente com experiência do que havia passado. Nos últimos seis anos, adquiriu três das suas empresas.

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Edson Charles

A voz do Guará “Eu sempre fui uma pessoa tímida na minha adolescência e gostava de escrever poesias e não tinha coragem de recitar ou mostrar para as pessoas. Como sempre ouvi rádio aprendi que quem sabe ouvir sabe falar melhor e diante disso, acabei como ouvinte, ligando para as rádios para enviar recados, mensagens e minhas poesias. As pessoas gostavam das minhas participações e incentivaram a buscar o rádio para ser locutor. Eu comecei a buscar espaço nos anos 80, quando passava os fins de semana fazendo visitas e teste de locução. Fui reprovado em 18 testes, mas não desanimei.”

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o explicar como se apaixonou pelo mundo do rádio, o guaraense Edson Charles Vieira do Norte deixa claro sua ligação emotiva com a linguagem. Nascido em Brasília em 1967, e morador do Guará desde 1975, Edson é servidor da Câmara Legislativa e, quando não está no plenário cuidando da qualidade da voz dos deputados, está em seu estúdio na Qe 7. Ele é o maior ativista em prol do rádio no Guará. “Como ouvinte, visitei todas as rádios de Brasília. Em algumas redigia textos publicitários ou ajudava, sem compromisso, na operação de áudio, trabalhando infor-

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malmente nas rádios Atlântida FM, Manchete e Rádio Cidade, que hoje já não existem mais”. Do radialismo passional, Edson tornou-se um militante. Lutou pela legalização das rádios comunitárias ou rádios livres, então chamadas de piratas pelo Estado, e pela liberdade de radiodifusão, e conseguiu legalizar algumas delas. No Guará, fundou a Rádio HT9, em 1986, e a FM Radiação, de 1998 a 2001, e participou da fundação de associações, como a Rádio Utopia de Planaltina e a Rádio Serra FM de Cavalcante em Goiás, hoje extinta. Edson prestou assessoria às rádios Paranoá

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FM, Rádio Regional, Rádio Popular de Samambaia, e foi diretor para o Distrito Federal da Associação Brasileira de Rádios Comunitárias. Na FM Radiação fundou o programa de entrevistas Intercâmbio Livre e Tô no Ponto, com o bem sucedido quadro “A Última da Hora”. Na Rádio Paranoá FM, apresentou os programas Alto Astral e É D+, além de passagens pela Rádio Regional FM e Rádio Guará FM. A experiência adquirida em sua peregrinação pelas rádios nos anos 80 e espelhado em radialistas como José Néri, Mário Eugênio, Chico Legal, Luciano Barroso e Edelson Moura, pre-


2006, até fundar a Rádio Guará Web e a Rádio Estúdio em julho de 2009, uma para tratar de assuntos específicos do Guará e outra para divulgar generalidades para o mundo. A transmissão pela internet tem se confirmado como uma tendência. “A Rádio hoje em dia tem perdido muito de seus ouvintes diante do distanciamento entre o locutor e seu ouvinte. Está perdendo sua magia e seu objetivo social, além de faltar de espaço aos novos artistas locais. A Rádio Web hoje em dia oferece muito mais interatividade, fazendo com que seus ouvintes e artistas tenham melhor atendimento” explica Edson Charles.

A Rádio Guará Web

parou Edson Charles para comandar sua própria rádio. Objetivo que passou a perseguir com o fechamento da FM Radiação e da sua saída da rádio Paranoá. A web rádio O rádio já foi o principal meio de comunicação de massa do mundo. A instantaneidade do som transmitido por grandes distâncias e o charme da Era do Rádio perpetuaram a fama do veículo desde a sua fundação no Brasil, há 90 anos. Tendo sobrevivido à popularização da televisão, o rádio agora luta para sobreviver à Era Digital. E reinventar o veículo de comunicação é a resposta dos amantes da radiodifusão, adequando o estilo e a forma de transmissão à contemporaneidade da comunicação digital. “As transformações tecnológicas têm alterado profundamente a história do rádio. Além dos sucessivos avanços, duas rupturas, do ponto de vista da linguagem, marcam a história da radiofonia, justamente por causa da tecnologia. A primeira ruptura foi com o advento da TV; a segunda acontece agora,

com a webradio, que aponta para um novo modelo de radiofonia” esclarece a jornalista Nair Prata. Para ela “os gêneros antigos se reconfiguram nos novos, usando elementos já conhecidos e buscando outros inusitados, como os signos textuais e imagéticos. O suporte internet é ambiente propício para esta transmutação, já que a digitalização permite todo tipo de combinações”. A web radio é a transmissão de áudio pela internet, em tempo real ou gravado. Tem a programação parecida com a radio convencional, mas possibilita o acesso de ouvintes em todo o mundo, sem perda de qualidade de som, e com os meios de interação proporcionados pela internet, como as redes sociais. Em busca dessas novas possibilidades é que Edson Charles partiu para o radialismo digital. A sugestão veio de uma ouvinte sua, que sempre admirou seu trabalho na Paranoá FM e sugeriu “porque você não entra para uma web rádio?”. Edson fez um teste e entrou na Rádio IRC Brasil em 2003, e criou o site do programa Intercâmbio Livre. Posteriormente passou para a Rádio Rox, em 2005, e Rádio Intertop, em

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Fundada em 2009, a Rádio Guará Web nasceu para preencher a lacuna deixada pelas rádios comunitárias fechadas. Convencido do futuro da rádio na internet, Edson Charles pensou em montar uma emissora que falasse exclusivamente da cidade, mas com alcance global. Com a nova estrutura, hoje a rádio Guará Web funciona em rede com a rádio Estúdio. Em 2014 nascerá uma nova programação, criada exclusivamente por pessoas da cidade. Uma parceria entre o Jornal do Guará, editor da Revista do Guará, e a rádio trará em 2014 notícias exclusivas da cidade em um programa semanal. A Rádio Guará Web pode ser ouvida na sua página eletrônica www.radioguaraweb.com.br ou na página do Jornal do Guará (jornaldoguara.com).

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Faculdade Projeção entre as melhores do DF IGC (Índice Geral de Cursos) chega a 4 em Taguatinga e 3 em Ceilândia, Guará e Sobradinho, em uma escala até 5

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Ministério da Educação divulgou no início do mês o resultado dos indicadores de qualidade da educação superior relativos a 2012 para instituições de todo o país. O resultado mostrou que a Universidade de Brasília, líder histórica nos indicadores de qualidade avaliados pelo Ministério da Educação, não está mais sozinha no topo das avaliações oficiais. Os números mostram que as Faculdades Projeção atingiram índices excelentes em todas as suas unidades. As Faculdade Projeção do Guará foi avaliada no Índice Geral de Cursos com conceito 3, numa escala que vai de 1 a 5, mesma nota das unidades do Projeção em Ceilândia e Sobradinho. O índice 3 dá às unidades autonomia para solicitação de abertura de novos cursos. A nota também dispensa as Faculdades Projeção de receberem visitas presenciais de comissões do MEC para fins de recredenciamento ou renovação de reconhecimento, o que ocorre, diante das notas, de forma automática desde que o patamar seja mantido. Na unidade de Taguatinga o IGC chegou a 4, próximo do máximo. Em outro importante indicador, o CPC

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(Conceito Preliminar de Curso), as Faculdades Projeção também alcançaram resultados expressivos. Dos 10 cursos avaliados, 8 receberam conceito 3 – considerado satisfatório pelo MEC - e outros dois chegaram a 4 (próximo do máximo) numa escala que também vai de 1 a 5. “Viramos uma página importante em nossa história de busca incansável pela qualidade do ensino superior. Os números mostram o acerto na adoção de políticas rigorosas de gestão da educação construídas com o esforço elogiável de colaboradores, professores, gestores e lideranças. É uma conquista de todos nós que oferecemos, orgulhosos e com a sensação do dever cumprido, a todos os acadêmicos que confiam em nossa proposta de ensino”, declarou a diretora Catarina Fontoura. O diretor acadêmico da Educação Superior, professor José Sérgio de Jesus também comemorou os resultados: “Sabemos a importância que nossos alunos dão ao Projeção ao escolherem a instituição como meio para realização do sonho da educação superior. Exatamente por isso trabalhamos, em todos os níveis de colaboração, para oferecer uma proposta de ensino que façam jus à confiança em nós depositada”.

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"Com muito orgulho comunicamos que as Faculdades Projeção alcaçaram excelentes resultados nos indicadores de qualidade do MEC. Primeiramente cabe destacar o empenho de todos os gestores, professores e demais colaboradores na melhoria contínua dos nossos serviços, em especial, do processo de ensino e aprendizagem que se realiza em sala de aula.Várias políticas e ações foram implementadas ao longo dos últimos anos, por meio de vultosos investimentos,objetivando estes resultados,que agora, concretamente, temos a satisfação de comemorar. Sem dúvida, todo o esforço coletivo, gerou como fruto indicadores que colocam as Faculdades Projeção no patamar das melhores instituições de educação superior, em nível regional e nacional. Portanto, seja você aluno ou colaborador, sinta-se orgulhoso e tenha a convicção que demos um passo muito importante na perpetuação do Grupo Projeção" Oswaldo Luiz Saenger Presidente do Grupo Projeção


MARK

projetos

Paisagismo

Além dos horizontes do Guará

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Mark Projetos, Arquitetura e Construções nasceu no Guará há 17 anos, mas fincou sua marca em outras regiões do Distrito Federal. Mas é na cidade que continua desenvolvendo a maioria dos seus projetos e obras. A empresa especializou-se em projetos funcionais, econômicos e estéticos, priorizando a ocupação de espaços sem desperdício e com maior conforto, economia de materiais, uso de soluções com o utilização de tendências modernas. De acordo com o arquiteto Marco Aurélio de Oliveira Silva, fundador e presidente da empresa, “captar o que o cliente deseja e conseguir transportar esse desejo para uma construção ou reforma é o grande desafio de qualquer arquiteto e construtor”. Na Mark, segundo ele, “tudo se inicia com uma entrevista, cujo o objetivo é conhecer a vida e a personalidade do proprietário e de sua família no caso de residências ou conhecer a empresa e seus negócios para projetos comerciais. O próximo passo é

transformar o sonho em realidade, com o uso de técnicas disponíveis e da habilidade do profissional, para materializa-lo na forma de projetos unicos e exclusivos”. Outro nicho de mercado explorado pela empresa, é o de imóveis comerciais para locação. A rentabilidade gira em torno de 1% do capital investido, taxa bem superior a maioria das locações no Distrito Federal que gira em torno de 0,3 a 0,5%. Desde sua fundação em 1996, a empresa vem registrando aumento expressivo na quantidade de clientes. Hoje, a Mark já soma mais de 200 mil m2 de área projetada, em Brasilia e em alguns estados brasileiros. A equipe é multidisciplinar e conta com arquitetos, engenheiros e decoradores para uma solução completa. Compromisso e profissionalismo marcam a atuação da empresa ao longo de todos esses anos. Os próximos traços desenham um crescimento natural da empresa, sucesso esse que pretende ultrapassar as fronteiras do DF.

Residencial

Interior

Mark Projetos Ae 04, Lt A, Bl A, entrada B, Sala 113, Ed. Emival Shopping, Guará II. Telefones: 3037 3344 e 3568 4198 markprojetos@gmail.com

Comercial

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Cultura de Pé Pesquisadores da cultura brasileira que resolveram disseminar o seu conhecimento com música e brincadeiras: esse é o Pé de Cerrado. E o mais lúdico dos grupos culturais de Brasília nasceu guaraense.

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Pé de Cerrado nasceu nos corredores da faculdade de artes Dulcina de Moraes, no empenho de montar a trilha sonora do espetáculo “A Pena e a Lei” de Ariano Suassuna. A densa pesquisa necessária para entender os ritmos e estilos das músicas foi o berço da banda, que completa 15 anos em 2014. Em sua primeira formação, toda a banda morava na cidade, entre eles Pablo Ravi e Bruno Ribeiro, até hoje à frente da banda. Hoje, além de Pablo Ravi e Bruno Ribeiro, estão os multi-instrumentistas Bruno Berê, Fernando Fernandes, Pablo Fagundes e Clênio Guimarães. A proposta da pesquisa musical

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alia-se à busca por inovação, criando um repertório amplo de linguagens artísticas. Circo, dança, poesia, religiosidade e teatro se unem criando um espetáculo participativo e colorido, seduzindo o público a cada uma de suas disputadas apresentações.

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“Queríamos criar um trabalho que envolvesse as pessoas através da arte da música, do teatro, da dança e do circo e as convidasse a viver a cultura popular brasileira” explica o guaraense Pablo Ravi. Ele é músico, palhaço, produtor e professor. Ravi foi regente do coral infantil do SESI, em Taguatinga e idealizador de um dos mais bem sucedidos projetos de educação com tribos indígenas de Brasília, ao promover o intercâmbio de culturas entre a tribo Funil-ô de Pernambuco e escolas do DF. O público do Pé de Cerrado é tão diverso como o som da banda. Dos forrozeiros que os acompanham desde o projeto Ensaio Aberto, aos mais eruditos ouvintes. Aliás, foi no Ensaio Aberto que o Pé tornou-se


“A cultura e a religião andam lado a lado, por isso amamos o que fazemos e fazemos de todo o coração como a missão de nossas vidas” referência em música popular no Distrito Federal, ao conquistar público e parceiras importantes. A temporada no clube da AABR aconteceu entre 2002 e 2003, todas as quartas-feiras. O repertório na época trazia o forró tradicional nordestino e as primeiras experimentações abertas a um público maior. É dessa época a parceria com o instrumentista Hermeto Pascoal, que em uma noite invadiu o palco do

Fotos: Pedro Dias

Pé de Cerrado de surpresa, armado de sua flauta transversal. Depois disso, foram inúmeras as parcerias do Pé, como a gravação do Xote dos Sonhos com Dominguinhos, já em seu álbum de estreia. Nesses quinze anos, a trajetória do Pé de Cerrado permeou a história recente da música brasiliense.Com espetáculos moldados para cada projeto, para cada público, o som as banda não encontra fronteiras. Seja com o espetáculo Brasileiradas, reunião de ritmos populares, fruto da extensa pesquisa musical do grupo (são todos pesquisadores acadêmicos da música e do teatro brasileiro), ou com o Viva São João, uma celebração às festas de junho brasileiras, o Pé de Cerrado tem sempre uma novidade a cada show. A curta discografia do grupo esconde a riqueza musical da mais completa trupe candanga. O primeiro disco, batizado com o nome da banda, traz a sonoridade tradicional do Brasil, uma leitura nova de ritmos nordestinos e interioranos. O disco Cultura Candanga é a aproximação do Pé de Cerrado na música contemporânea brasiliense, um mosaico colorido das manifestações culturais do cerrado brasileiro, um encontro da raiz com o hoje. “Acreditamos que a arte cria um ambiente repleto de luz, paz e amor e que isso transforma as pessoas. Para nós, assim como muitas manifestações, a cultura e a religião andam lado a lado, por isso amamos o que fazemos e fazemos de todo o coração como a missão de nossas vidas” completa Ravi.

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Brincantes Agora, é com o trabalho Brincantes, mostrado no DVD esgotado “Brincadeiras de Circo” que o Pé de Cerrado percorre o país. Esse trabalho é uma parceria longeva com a trupe Circo Teatro Artetude, o mais expressivo grupo circense do Distrito Federal. Liderada pelos itinerantes irmãos Saúde, Ankomárcio e Ruiberdan, os palhaços recriam o ambiente do maior espetáculo da terra embalados pelo som do Pé de Cerrado. No palco, no picadeiro ou mesmo em frente a seu ônibus, os palhaços viram músicos e os músicos palhaços, reensinando a cultura do circo, para o deleite dos pequenos. As fotos que ilustram essas páginas e a capa da Revista do Guará são do fotógrafo Pedro Dias na última apresentação do espetáculo “Brincantes” em frente à Casa da Cultura do Guará. O espetáculo nasceu da adaptação do trabalho de pesquisa Brasileiradas para as crianças, o projeto Brasileirinhos. A proposta cresceu e tornou-se tão interativa que foi rebatizada de Brincantes, por propor ao público a participação nas brincadeiras. O que se vê são pais maravilhados por poder fazer com que seus filhos vivenciem suas lembranças de infância. O circo com trilha sonora de catira, samba-pisado, frevo, maracatu, como e ciranda, na visão contemporânea do Pé de Cerrado. dezembro de 2013

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gentequeFAZ Rodrigo Delmasso, morador do Guará, é o presidente regional do PTN-DF. Foi candidato a deputado distrital em 2010 e é o primeiro suplente da coligação. Além de ser um bom administrador é pastor da igreja Sara Nossa Terra. Apresenta um programa de rádio para o segmento evangélica Francisco Saraiva Neto, de família tradicional do Guará no segmento de material de construção, é o novo diretor geral adjunto do Detran-DF. Ele já havia ocupado o posto de Diretor Geral do órgão na gestão Rogério Rosso, antes foi presidente do Sindicato dos Servidores do Detran.

Aderbal Luiz da Silva é um dos mais conhecidos corretores do Distrito Federal, graças a uma agressiva campanha de marketing para divulgação da empresa Ali Imóveis. Habilidoso, tem como clientes nomes fortes do empresariado brasiliense, mesmo tendo sede no Guará.

O engenheiro Rubens Mendes coordena todas as obras que passam pela Administração do Guará. De trato fácil, está sempre disponível para ouvir e apresentar sugestões e tirar dúvidas. Foge do estereótipo das "autoridades" que forma a maioria que ocupa cargo de direção no atual governo. O guaraense Arthur Belchior é um dos destaques do time do Uniceub e da seleção brasileira de basquete. Resolveu investir também numa escolinha de basquete para jovens no Guará. Será uma parceria com o Colégio Rogacionista. A escola começa a funcionar em fevereiro do próximo ano. Alunos de outras escolas também poderão se inscrever.

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Mesmo sendo administradora regional da Estrutural, Socorro Aquino é moradora antiga do Guará. É um dos nomes fortes do PT-DF, ao lado do marido e deputado Roberto Policarpo. Na história da Estrutural foi quem mais conseguiu recursos e investimentos para a região.

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Empresa do Guará facilita o caminho entre o produtor e a mesa Frutas, legumes e hortaliças selecionadas podem ser entregues em casa ou retiradas no novo sacolão da Manassés, na QE 40

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o sair da plantação e chegar à mesa, os legumes e frutas passam por um longo processo. Para garantir o frescor e qualidade, é preciso comprar os alimentos todos os dias. O problema é que na rotina extenuante dos restaurantes nem sempre dá tempo para visitar os melhores produtores e conseguir os vegetais no ponto certo. Para ter a certeza que a refeição preparada ficará no gosto do cliente, os donos de restaurante precisam sair nas primeiras horas do dia e percorrer grandes distâncias para comprar sua matéria-prima com preço justo e qualidade. Pensando em uma solução para os restaurantes e pequenos mercados, os empresários Alessandro Amorim e Cristiano Urbano, imaginaram um modelo de negócio para atender esses clientes cansados de ter de buscar os melhores alimentos para suas cozinhas. Montaram a Manassés, uma distribuidora de alimentos com fornecedores exclusivos e eles mesmos, com experiência no ramo de alimentação, selecionam o produto, buscam e entregam na porta dos estabelecimentos. O dia deles começa às 4h30 da manhã, quando saem de casa, passam no Ceasa para checar os preços dos produtos, e partem para visitar seus produtores. Em cada plantação, negociam diretamen-

te com o produtor o preço e conferem a qualidade dos alimentos. Como as encomendas chegam no dia anterior, sabem exatamente quais alimentos comprar, a quantidade e como os clientes os querem. O tomate, por exemplo, se for utilizado para fazer molho de massas deve ser comprado mais maduro, se for para revenda ou salada, um pouco mais verde. Isso é determinado pelo cliente e levado em consideração na escolha de cada legume ou fruta. O serviço proporciona conforto e economia aos donos de restaurante, já que podem abrir mais tarde, com a garantia de que a lista de compras passada no dia anterior (os pedidos devem ser feitos até as 16h) estará entregue nas primeiras horas da manhã, com preços de atacadista, às vezes menor que os praticados na Ceasa. Com o novo sacolão da Manassés, inaugurado neste mês, a variedade de produtos aumentou, mas agora o cliente pode escooler e levar suas frutas, verduras e hortaliças na hora, direto pra casa ou apra seu restaurante. Para fazer os pedidos, bastas entrar em contato por e-mail ou por telefone.

para empresas. Qualquer família pode receber em casa suas frutas e legumes, selecionados de acordo com seu gosto. O novo produto da Manassés é a Caixa Saudável. Quem não tem tempo de ir ao mercado e gosta de oferecer alimentos frescos à sua família pode fazer uma lista, enviar para a Manassés e receber os produtos em casa. Todos os dias os especialistas da empresa garimpam o Ceasa e os produtores locais em busca das melhores e mais baratas frutas e verduras. De acordo com a lista dos clientes, selecionam os alimentos e entregam. Como a empresa não estoca alimentos, a comida sai direto da plantação para a cozinha das casas. E não é preciso fazer grandes encomendas para ter acesso ao serviço. Pedidos até 30 reais são entregues gratuitamente em todo o Guará. Basta enviar a sua lista de compras no dia anterior.

Conheça a Caixa Saudável Os serviços de entrega de alimentos saudáveis e frescos não são apenas

3382 5281

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Manassés Distribuidora de Alimentos

QE 40 conj. R loja 2 Guará II manassesdistribuidora@gmail.com

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Guará:capitaldoDOMINÓ

Ronaldo Aguiar

Dominó: esporte da mente

O Dominó segue se estruturando, tanto internacionalmente, com a Federação Internacional de Dominó (FID), sediada nos EUA, que está com 14 anos, quanto com a Confederação Brasileira de Dominó (Conbrad), sediada no Guará, com seus três anos de fundação, e as Federações Estaduais Brasileiras (Brasília, São Paulo, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Bahia, Rio de Janeiro etc) . O Brasil já esteve presente em quatro Campeonatos Mundiais de Dominó da FID – Costa Rica, Rússia, Venezuela e Estados Unidos – e também realizou dois Campeonatos Brasileiros de Dominó – Brasília/2012 e Santa Catarina/2013 -, o que demonstra a consolidação desse esporte em conexões competitivas. A Confederação Brasileira de Dominó é afiliada à FID desde 2011 e tem cadeira na sua Diretoria, o que engrandece o Dominó Brasileiro.

México 2014 De 14 a 21 de setembro de 2014, será a vez do Mundial na Cidade do México, capital daquele belíssimo país, também apaixonado pelo Dominó. A Conbrad convida você a vir participar conosco desse grande evento internacional de Dominó. Acesse o site www.conbrad.org.br.

Entrevista com o atleta campeão Wagner Santos

O

guaraense Wagner Santos é o líder do Ranking Brasileiro de Dominó (RDB) da Conbrad. Ele, que em 2012, havia alcançado apenas a 13ª posição do I Campeonato Nacional, acumulou mais pontos neste ano, no sul do país, vencendo todas as nove partidas disputadas, invictas, e, agora, está na primeira colocação do Ranking Nacional. Nesta entrevista, ele conta sobre o programa Dominó na Escola e sobre o progresso da modalidade como atividade esportiva.

Campeonatos brasileiros

Na sua opinião, quais os benefícios do Dominó para as pessoas, especialmente para as crianças? Wagner Santos - O Dominó proporciona união e socialização entre os indivíduos, desenvolve a concentração e a memorização dos jovens e crianças, melhorando o lado de raciocínio lógico e da matemática deles, retarda os problemas dos males de Alzheimer e Parkinson entre os adultos, além de os tirar da solidão, tão comum

Em 2012, foi realizado o I Campeonato Brasileiro de Dominó Oficial por Duplas da Conbrad, no Hotel Nacional, em Brasília. Os campeões foram Jacson Borba Martins e Carlos Antonio Martins Santos (Tony), atletas da Federação Brasiliense de Dominó (Febrad). Em outubro de 2013, foi a vez do II Campeonato Brasileiro de Dominó, agora promovido no Hotel Castelmar, em Florianópolis, Santa Catarina. Os troféus de vencedores ficaram, mais uma vez, com dois atletas brasilienses: Wagner Rodrigues dos Santos e João Carlos da Silva. Wagner é morador do Guará e João Carlos, de Águas Claras. A dupla ganhou, além de troféus, uma moto 0 km.

Você é o atleta brasileiro de melhor performance em eventos mundiais de Dominó. Fale-nos sobre a sua experiência internacional. WS - Eu já participei de três campeonatos mundiais promovidos pela Federação Internacional de Dominó, onde me vejo como campeão só em estar presente nesses eventos, que são maravilhosos e que todo apaixonado pelo Dominó deveria também participar conosco. O Brasil dispõe de inúmeros atletas em condições de ser campeões nacionais e internacionais. É uma experiência muito valiosa, tanto pelo lado do esporte, como pela cultura dos países e conhecimento de

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novos amigos espalhados pelo mundo. E a qual a sua participação em eventos brasileiros? Sabemos que você é o atual líder do Ranking Brasileiro de Dominó. WS– O João Carlos participou do Mundial em Orlando, nos Estados Unidos, e é um amigo e parceiro muito especial e foi fundamental para a conquista do II Brasileiro, em Santa Catarina, onde vencemos todas as partidas e ganhamos uma moto como prêmio. Eu já participei de torneios de Dominó em São Paulo, onde fiquei em segundo lugar, já estivemos em eventos na Bahia, Santa Catarina e em Brasília, entre outros estados. O Brasil está se motivando mais pelo Dominó organizado e competitivo. Precisamos de mais incentivos e participação dos aficionados por esse esporte. Ainda há um longo caminho a percorrer, mudar alguma visão negativa e preconceituosa que ainda pode-se ter sobre o Dominó e passá-lo a ver como um esporte da mente, saudável e necessário ao desenvolvimento humano. Que mensagem você deixa para essa nova geração? WS- É preciso que alcancemos com mais eficiência os jovens e apresentá-los os grandes benefícios que o Dominó oferece, que é o distanciamento das drogas, a busca de novos conhecimentos e aprendizados para se evoluir, desenvolver o lado cognitivo e até mesmo espiritual, com foco nas coisas boas que nos são apresentadas. Deixo aqui uma dica: Pratique Dominó, seus neurônios agradecem. Desejamos, em nome das entidades de Dominó, um Feliz Natal e um próspero 2014 para todos vocês.


pioneirosdoGuará

Ivo Joaquim de Souza

Cheguei ao Guará em 1969, mas comecei a trabalhar para fazer pontos (no mutirão de construção do Guará as casas eram entregues a quem conseguisse mais pontos trabalhando) em dezembro de 68. Em 69 recebi a casa e mudei. A casa não estava nem terminada, mas a pressa de todo mundo era de mudar logo. Só que não tinha nada aqui no Guará, só tinha mato e ninguém queria vir pra cá de jeito nenhum. Eu cheguei a Brasília em 1968 e tive muitas oportunidades, podia hoje estar bem de vida. Trabalhei de 1965 a 1972 só mexendo com o cinturão verde do Distrito Federal e tive oportunidade de pegar várias chácaras pra mim. Ganhei lote, banca na Feira do Guará, duas bancas na Feira dos Importados e recusei tudo. Na minha cabeça serviço era serviço. Muita gente me chamava de bobo. Morava na Candangolândia e vinha a pé pra cá pra fazer pontos. Chegava cedo e saia mais ou menos meia-noite uma hora da manhã. Quando era seis horas eu já estava aqui de novo. Tínhamos um prazo de 45 dias para entregar 14 casas. Eu trabalhava na Novacap. No meu caso que era na QE 05 conjuntos A, B e C, já não tinha quase ninguém pra ajudar no mutirão, então muito de nós tivemos que pagar gente para construir as casas. Peguei o restinho do mutirão.

O Governo dava todo o material e a mão-de-obra ficava por conta de nós mesmos. Eu lembro que fiquei responsável por todo material, tijolo, cimento, brita, areia. No nosso conjunto aconteceu isso, duas pessoas tinham o terreno, mas não queria trabalhar, então tinham que sair. Aí comecei a ser ruim. Mas, eu tinha que fazer isso, eu tinha a responsabilidade de entregar as casas. Eu peguei a minha casa dia 13 de dezembro, dia de Santa Luzia. Ninguém queria trabalhar e eu disse: vamos todo mundo trabalhar. Nesse dia deu um temporal e derrubou oito casas, foi um Deus nos acuda, mas levantamos tudo de novo. Eu conheci o Guará quando cheguei a Brasília em 1958. Isso aqui era a coisa mais linda. Tinha seriema, tinha ema... A água do córrego parecia um cristal. A água que a gente bebia na Candanga saia daqui, da reserva. Quando vim pra cá eu já era casado, tinha dois filhos já e minha caçula nasceu aqui. Foram todos criados aqui. O que marcou foi a alegria de ter recebido minha casa e o sofrimento que eu passei para construí-la. É a minha casa! Isso me marcou muito porque

eu sofri, carreguei material para os outros lá da QE 09 para fazer 780 pontos. Eu até tinha experiência com esse tipo de serviço, porque fui criado em roça, pegando no pesado. A casa tinha apenas parede, era coberta em cima e o piso grosso, não tinha nada de acabamento. Aos poucos cada um ia fazendo o acabamento. Eu tinha um lote no Lago Sul, na QI 07, um lote de 800 metros, e vendi pra reformar minha casa no Guará. Eu achava que o lote lá não ia valorizar nada e vendi por 2 milhões e meio que não valia nada, nem 2 mil hoje. Eu gostaria de ver nosso Parque do Guará sendo usado como foi planejado. Infelizmente estão acabando com o nosso parque. Pelo que eu estou vendo nós nunca vamos poder desfrutar desse parque. O calçamento também, principalmente dessa parte aqui de baixo, deve ser reestruturado e a limpeza também deve ser reforçada. Hoje eu tenho minha aposentadoria, minha casa e meus filhos criados. E hoje crio meu neto. Fui feliz e continuo sendo feliz aqui no Guará”.

A Revista do Guará publica em cada edição o depoimento de um pioneiro da cidade sobre os primeiros anos do Guará. Os depoimentos são registros informais da nossa história, colhidos pela repórter Janaína Xavier, e que em breve serão reunidos em um único volume. Se você conhece alguém que participou da história do Guará, nos escreva.

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sonsDAQUI

Renato Menguele

Grande guerreiro

Cadê a cadeira?

Pessoas ligadas à Administração do Guará até hoje não arrumaram a cadeira de rodas elétrica do nosso querido fomentador cultural Ricardo Retz (foto). A cadeira comprada com parte do cachê de várias bandas de rock da cidade durante o projeto Alcatéia. A cadeira foi para o conserto e nunca mais voltou. Cadê a cadeira?

Novo velho

Uma grande personalidade de nossa cidade é o Bruno Formiga. O cara construiu um estúdio na casa do pai (Raimundo Formiga) e por lá passam a maioria das bandas undergrounds do Guará. Formiga também fomenta nossa cena, participando dos eventos, seja com seu equipamento ou com sua experiência de anos no ramo. O Estúdio Formiguero conta com um cast de aproximadamente 20 bandas, essencialmente do Guará e regiões próximas. Contato: 84222788 ou 81275250.

Eu indico: Banda Profans

Do “novo velho” gerente de cultura do Guará, sempre ouvi o nome, mas nunca o que fez de diferente na nossa cidade. Qual o nome dele mesmo? Se não fossem os próprios artistas da cidade pra se articular não sei o que seria da nossa cena local.

Verdadeiros Guararenses

Queria enaltecer os queridos amigos do Caravana da Musica, Julimar Santos , Nader Arar, Ricardo Retz e Afrânio por fazerem um evento de qualidade e com conceito. Envolvendo várias classes artísticas da cidade e mostrando, pra quem tá começando na produção, que se quiser fazer é só ter garra, perseverança, contatos e força de vontade. Caras, vocês vão longe.

Formada em 12 de Julho de 2003 com intuito de fazer hardcore, o nome Profanos surge como significado da irreverência e alegria das letras sarcásticas, inspirada em suas influência como Raimundos, Mamonas Assassinas e Nirvana. Em 2012, a banda Profanos mudou seu nome para Profans sem perder sua identidade e suas características. No mesmo ano, a banda gravou do seu primeiro albúm demo “Fim de Tarde”, uma produção independente, com uma pitada de humor e uma pegada mais reggae. Veja mais em http://www.profans.com.br/.

A demotape d’Os Cabeloduro Esse disco fez parte de um período da minha vida (meados de 93 eu acho) onde eu ainda buscava uma afirmação ideológica, daí vem um amigo de escola com uma demotape com essa capa fenomenal e pergunta se eu já tinha ouvido Os Cabeloduro. Eu disse “não”, mas quando eu ouvi pirei, enlouqueci com tanta veracidade e até hoje carrego o som no meu mp3 player. Vida longa Rapaziada. A banda continua em atividade, é uma das maiores representantes do rock guaraense.

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Nova Raiz

reinventa o reggae do Guará

Em novembro a banda Nova Raíz completou dois anos de vida. O pouco tempo de existência é compensado pela bagagem dos seus integrantes. A experiência dos músicos já coloca a Nova Raiz entre as principais bandas de reggae do país, segundo sites especializados. A banda é formada por Bruno Xavier (vocal/baixista), Rodney Silveira (guitarra), Marcelo Pahl (Bateria) e Herik Marcos (teclados). Em março a banda lançou lançou seu 1º álbum intitulado “Desapego”, e no mês passado lançou o single “Fazer o Bem” em parceria com o produtor musical eslovaco Duhan OrtoDogz. Em entrevista ao colunista de música da Revista do Guará, Renato Menguele, os músicos falam do novo projeto.

A banda é formada por músico que tocavam juntos no Guará nos anos 90, como a cidade influenciou vocês? Bruno Xavier – Minha historia musical começou em 98 quando a gente fundou o Jah Live aqui no Guará. Aliás, a banda toda é do Guará, e pouco antes de morar aqui eu já via que a cidade respirava reggae a muito tempo, desde década de 70 e início de 80. Principalmente com o Sindicato do Reggae. Essa galera já tem a influencia forte na cidade, tanto que hoje com a nossa banda Nova Raiz a maior força que a gente tem é no Guará. Toda nossa história começou aqui. Aquele velho esquema, primeiro conquista sua casa, depois a do vizinho seu vizinho, depois sua rua... Bruno Xavier – Principalmente na época que não tinha internet, a gente pegava fita e gravava com um brother e quando não um amigo viajava e trazia algo importado. Todo mundo queria copiar pra conhecer, porque o acesso era bem mais lento, gravávamos uma coisa que passava na TV ou mesmo na rádio... E eu lembro que em 97, na data da morte do Bob Marley, a Rádio Cultura fez um especial com um show de Bob Marley em 80 na Alemanha. Eu nunca havia escutado aquele

material, coloquei duas fitas e gravei o show todo. Aquilo para mim era uma relíquia e era assim que tínhamos acesso às novidades. Zé - Dentro do Guará musicalmente começou em 2002 pra 2003 quando eu conheci uma galera da QE 34 que na época não tinha nome, mas era o começo do Levitas (banda de reggae guaraense). Foi quando conheci o Bruno e recebi o convite dele pra tocar no Jah Live, no que foi a ultima formação da banda. Desde então a gente criou uma afinidade forte e estamos juntos até hoje, acreditando no trabalho conjunto. Para mim ele é um dos melhores músicos não apenas aqui de Brasília mas do Brasil inteiro, e é do Guará! Vocês tocaram neste ano junto com The Gladiators, no Teatro de Arena no Guará. Como foi o show? Bruno - Nós aceitamos o convite do Sindicato do Reggae, a proposta era um grande show, gratuito para a comunidade, no Teatro de Arena. Acabou virando a estreia do Nova Raiz. Aproveitamos que o disco “Desapego” estava pronto desde março, tudo disponível na internet gratuitamente. Depois disso, parece que as coisas caminharam pra ocorrer da melhor forma porque conseguimos estrear esse

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trabalho na nossa cidade, num evento histórico, com uma banda da Jamaica, que é a maior representante do reggae no mundo. Então, pra gente foi um marco. Não só para o Guará mas também para a banda, pros músicos individualmente... E como foi a reação do público guaraense? Bruno – A gente sempre tem recebido muita energia positiva por causa desse novo trabalho. Quando a gente lança já espera que nossos amigos próximos, que sempre estiveram com a gente desde o início da historia, e eles já esperam uma novidade, uma musica nova, saber o que está acontecendo com a banda. Eles nos dão esse retorno e vamos assimilando e tentando trabalhar da melhor forma.

Para ouvir a Nova Raiz

facebook.com/bandanovaraiz soundcloud.com/novaraiz-reggaeband youtube.com/bandanovaraiz dezembro de 2013

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Adoce sua vida! Lilá e Fernanda decidiram compartilhar com todos o que apenas os mais próximos conheciam: um incrível talento para preparar docinhos e sobremesas.

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s doces são a melhor parte da festa. E o sucesso de uma comemoração está atrelado diretamente à qualidade das guloseimas. Tem até gente que vai só para comer quitutes, pouco importa o motivo da festa. Presentes em quase todas as cozinhas brasileiras, os doces fazem parte de nossa tradição. E pensando em preservar e melhorar esses costume que as amigas Lilá Amaral e Fernanda Schimidt se juntaram na mesma cozinha. Agora a Lananda é uma promissora e elogiada produtora de docinhos artesanais e sobremesas no Guará. Lananda é a junção de dois nomes: “La” de Lilá e “Nanda” de Fernanda. As duas começaram a fazer doces para complemento de suas rendas, cada uma com o que mais tem intimidade na cozinha: Fernanda com trufas e bombons e Lilá com brigadeiros e docinhos de festa tradicionais. Em um almoço para colocarem o

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papo em dia, as duas servidoras públicas decidiram montar uma cozinha em conjunto para atender a seus clientes. Um local apenas para se dedicarem exclusivamente ao trabalho que mais as motivavam. Pediram demissão de seus empregos e fundaram a Lananda Doces, hoje com uma carta de clientes consolidada e com festas agendadas até o final do próximo ano. O sucesso, segundo as sócias, é a tradição aliada com o cuidado no preparo. “Um bom doce é um doce fresquinho, feito na panela mesmo, sem conservantes. É a mesma receita daquele doce que a mulher faz quando a TPM ataca no domingo” explica Lilá. Para elas o doce tem uma relação emotiva com as

pessoas. “Um bom doce deixa o gosto guardado na memória. Quando você deseja comer um doce, aquele é o primeiro que você lembra”. Mesmo com sabores exóticos e requintados, como os doces de milho, gengibre ou mesmo de vinho, os campeões de venda são os tradicionais: brigadeiro, beijinho de coco, casadinho e brigadeiro de limão siciliano. Para elas, mesmo em um doce tão popular como o brigadeiro, o preparo faz muita diferença. “Um bom brigadeiro é aquele que não é tão doce, tem a massa fresquinha e o chocolate na medida certa. Não pode ter o aspecto congelado, com a massa cristalizada”. Os doces da Lananda são vendidos aos centos, ou em pedidos especiais, para festas e eventos. Os preços pariam de R$ 45 o cento dos docinhos mais tradicionais enrolados a R$ 180 reais o cento dos os doces especiais de colher.

Lananda Doces

contato@lanandadoces.com.br

9143 0690 8400 0862 Revista do Guará


Ideação

Rafael Lobo

Calçadão do Guará: será que estamos fazendo a pergunta certa? O Guará é uma das principais cidades do Distrito Federal e destaca-se por ser um importante polo esportivo e cultural. Em 1986, a cidade ganhou a sua primeira “calçada de caminhada”, dez anos mais tarde o Calçadão, feito de pedra portuguesa e construído artesanalmente por presidiários, fazendo com que a antiga calçada se tornasse a primeira ciclovia da cidade. Ao longo desses dezessete anos desde sua construção, a cidade cresceu, o número de moradores e carros aumentou, ocasionando diversas consequências e gerando novas demandas para a cidade. Muitos equipamentos públicos permanecem do mesmo jeito, sem manutenção ou utilização, e o calçadão é um bom exemplo disso. O problema já foi apresentado por diversos veículos de mídia e houve, inclusive, uma audiência pública para discutir o assunto. Há quem defenda a preservação do calçadão de pedra portuguesa, por se tratar de um patrimônio da cidade, e quem queira a total substituição da estrutura original. De acordo com as últimas notícias, já está prevista a substituição das pedras portuguesas por um asfalto, mais durável e confortável aos pedestres, sendo que as pedras serão utilizadas em outros pontos da cidade, como praças e prédios públicos, obra com um custo aproximado de 2 milhões de reais. Remoção das pedras portuguesas ou não? Será que estamos fazendo a pergunta certa sobre o Calçadão? O empreendedor e fundador da Ford, Henry Ford, que ao ser questionado se havia realizado uma pesquisa com seus consumidores sobre o que eles queriam, ele respondeu: “Se tivesse feito o que meus clientes pediam teria construído uma carruagem com mais cavalos ao invés do modelo T.” O que se quer dizer é que, a pergunta errada pode resultar em uma respos-

ta errada. Muitas vezes, o cidadão, em seu senso comum, não é capaz de encontrar soluções inovadoras. Se perguntarmos aos frequentadores do calçadão se a estrutura de pedra portuguesa está adequada para a pratica de atividades físicas e se seria necessária a substituição das pedras, a resposta às duas questões será obviamente “sim”. Ora, a pista está totalmente sem manutenção, com buracos, pedras soltas, inclinações indevidas, sem acessibilidade, trechos sem calça-

da, entre diversos outros problemas. Porém, essas perguntas não são as mais adequadas. Logo, se trocarmos a pergunta para “O que vocês precisam para uma prática de corrida adequada?”, provavelmente a resposta será: um lugar confortável, seguro, pista mais larga, piso adequado e iluminação noturna. No entanto, o atual Calçadão, ainda que estivesse bem mantido, tem alguns pontos desfavoráveis, como: é estreito; o piso é adequado apenas para a caminhada; em diversos pontos, ele está rente à pista principal; há transeuntes que o usam sem fins es-

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portivos; há trânsito de pessoas passeando com animais; pontos de ônibus; muitas entradas de quadras, gerando a interrupção do ritmo; iluminação inadequada para pedestres; absorção de monóxido de carbono emitidos pelos veículos; entre outros. Ou seja, o calçadão é para pedestres, e não para esportistas. O custo da obra de substituição das pedras portuguesas por asfalto é suficiente para reformarmos a atual calçada de pedras e ainda criarmos um novo local para corredores e ciclistas, totalmente planejado, com um percurso agradável, com exploração do paisagismo, banheiros, área de apoio, bancos de descanso, praça de leitura, praça de aeromodelismo e praça de esportes radicais, garantindo o acesso, o conforto e a segurança a todos. Além de ser mais uma alternativa contra a especulação do espaço pelo mercado imobiliário, a ideia promoverá a revitalização do Centro Administrativo, Vivencial e Esportivo – CAVE, integrando os equipamentos urbanos já instalados às novas pistas de cooper e ciclismo construídas ao seu redor. Ou seja, com o mesmo investimento, pode-se manter o charme das pedras portuguesas e revitalizar um outro espaço tradicional da cidade, adequando-o aos esportistas. Isso é plenamente viável! As pistas contariam com três percursos: o menor(1), com 1.275m; o médio, com 4.300m(2); e o maior, com 5.100m(3). Mesmo que fosse viabilizado apenas o menor percurso, já seria um ganho considerável para a população. Como podemos ver, é possível fazer muito com pouco, basta fazermos a pergunta mais adequada e responder com soluções inteligentes. Rafael Lôbo, nascido e criado no Guará, empreendedor, karateca, pós-graduando em Gestão de Negócios pelo Ibmec. dezembro de 2013

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conversacomoAdministrador

Começa o quarto ano de gestão O empresário guaraense Carlinhos Nogueira vai conquistar no próximo ano uma marca raríssima entre os gestores das regiões administrativas do Distrito Federal: permanecerá no cargo durante toda gestão de um governador. Ele deve continuar até abril, quando se afastará para ser candidato a uma cadeira na Câmara Legislativa. Nesta entrevista ele revela os assunto que mais o preocupam e seus planos para 2014 na Administração do Guará. Como tem sido cuidar da cidade nos últimos três anos? Carlos Nogueira – Um prazer e um desafio. Nosso compromisso, desde que assumimos em 2011, tem sido contribuir para transformar a cidade em um local cada vez melhor para se viver e morar. Quais os maiores desafios enfrentados nesse período? CN – Por conta do crescimento populacional da cidade, a Administração enfrenta problemas diversos, principalmente na área de limpeza urbana e de trânsito. Como assim? CN - No caso da limpeza, mesmo com o apoio do SLU, infelizmente uma minoria não respeita o horário da coleta e joga o lixo e entulhos em locais impróprios, obrigando funcionários da Administração a fazer a coleta, dificultando a gestão do serviço. Há também os carroceiros... CN – É uma situação delicada. São pais de família que precisam trabalhar, mas não podem jogar entulho em qualquer área que encontram pela frente. Junto com a Coordenadoria das Cidades e a Sedest, temos cadastrados e mostramos sobre o descarte correto dos entulhos. É possível desativar as áreas de transbordo? CN - Quando assumimos existiam diversos lixões espalhados pela cidade. Só para citar alguns, tinha o da QE 08 até a 18, o da QE 09, o da QE 40 e o da QE 21. Hoje temos dois. O próximo ao 4º BPM e o da QE 38. Não é o ideal,

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mas é o que podemos fazer até a instalação dos ecopontos. A cidade cresce mais do que deveria ou é um ritmo natural? CN – Cresceu acima do esperado. No entanto, não tirou da cidade esse ar bucólico, que é refletido nas rodadas de dominó nas praças, no calçadão cheio de praticantes de caminhada, nos centros de convivência do idoso, nos pecs, nas quadras poliesportivas e campos de futebol sintéticos, nos parques infantis. É graças a essa gama de equipamentos públicos que o Guará é uma cidade boa para se viver e morar. Como contornar os problemas criados pelo crescimento da cidade? CN – Continuar investindo em infraestrutura e mantendo os espaços públicos em condições de uso pelo cidadão. É importante que a comunidade esteja atenta e participe também da luta para que os gabaritos dos prédios tenham a altura adequada. Da parte da Regional continuaremos trabalhando para o início da duplicação da via entre o Guará e o Núcleo Bandeirante e outras obras de infraestrutura sejam feitas no Lúcio Costa e no SOF Sul. A ocupação de área pública desordenada por quiosques tem trazido muitos desconfortos ao guaraense, principalmente aos empresários. Existe uma forma de abrandar o problema? CN – É verdade que temos tido abusos. Mas quero deixar bem claro, na minha gestão, nenhum quiosque novo foi autorizado. Inclusive porque uma lei em vigor impede que qualquer ad-

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ministração regional libere autorização para quiosque novo. O que acontece, algumas vezes, é a Coordenadoria das Cidades, órgão responsável pela emissão do termo de ocupação, pedir para que a Administração realoque um quiosque em outro lugar. Ao fazermos a transferência passa a impressão de que é quiosque novo. E os quiosques fechados? CN - Temos alguns quiosques fechados e já oficiamos a Coordenadoria das Cidades para que tome as providências. Depois que recebermos as autorizações vamos retirá-los dos locais. Sua gestão tem investido na ocupação de áreas verdes com equipamentos de esporte e lazer. É uma estratégia para combater problemas sociais? CN – Também. Uma das estratégias para o combate ao consumo de drogas é a prevenção. Vemos no esporte e lazer uma forma saudável de afastarmos crianças, jovens e adolescentes das drogas, essa desgraça que tanto mal tem trazido para nossa sociedade. Mas não é só isso. Uma das particularidades do Guará é a relação que a maioria dos moradores tem com o estar de bem com a vida, de levar uma vida saudável. Por isso a razão de investirmos tanto em equipamentos de esporte e lazer. O recapeamento das principais vias terminou. Há previsão para a troca do asfalto interno das quadras? CN – Sim. A Administração já entregou para a Secretaria de Obras um pedido, para 2014, de asfalto novo


para as quadras internas. São 270 km de ruas que precisam ser asfaltadas ou recapeadas. Na sua opinião, quando o Parque do Guará será plenamente utilizado pela população? CN – Se fala muito no Parque do Guará, mas acredito que a maioria da população ainda não o descobriu. Tem uma parte dele que tem parque infantil, quadras poliesportivas e de futevôlei, pec, pista de caminhada e áreas de lazer e recreação que está disponível para o público. Essa parte está pronta e deve ser aproveitada pela comunidade. A outra área, que compreende a maioria do parque, está em processo de definição da poligonal. Essa é uma questão de Governo. Passa pelo Ibram, que é o responsável pelo parque, Ministério Público, Administração, entidades ambientais, chacareiros e o morador do Guará. As discussões estão avançadas e acredito em uma solução próxima. Quais investimentos necessários no Polo de Modas para melhorar as condições de trabalho aos empresários do setor? CN – Com o apoio da Novacap, estamos construindo a Praça da Moda, uma antiga reivindicação do setor, Alguns estacionamentos também foram criados, embora saibamos da necessidade de mais, bem como iluminação e sinalização de trânsito. Essas demandas, inclusive, já estão com os pedidos formulados tanto na CEB quanto no Detran. O problema é que o polo teve sua concepção original desvirtuado. Para minimizar os estragos existentes, cabe a todos nós definirmos novas regras para o setor e a oportunidade está na Lei de Uso e Ocupação do Solo, a Luos. Já que o senhor falou na Luos, ela resolve os principais problemas do Guará? CN – Todos não, mas ajuda a não criarmos outros. O problema da proposta é que ninguém sabe na verdade

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do que se trata e como ela vai afetar o dia a dia do cidadão. Quando ela foi debatida no Guará, diversos assuntos foram abordados e a maioria não é contemplada pela lei. Aqueles que foram vão ser analisados pelos técnicos da Câmara Legislativa e cabe a todos nós acompanhar e defender aquilo que vai trazer benefício para a cidade e o morador. Qual a sua opinião sobre a eleição para administrador regional? CN – O assunto é complexo. Se o eleito for um adversário político do governador, que tem a chave do cofre, como a cidade fica? Quem conhece o funcionamento das regiões administrativas sabe que ela depende de duas fontes principais: emendas orçamentárias e investimentos do Governo. Orçamento próprio é ínfimo, não dá para fazer muita coisa. Ser eleito não significa que a pessoa vai fazer uma boa gestão. Temos visto exemplos de prefeitos e governadores eleitos que não corresponderam às expectativas. Como fica no caso do administrador? Ele é destituído do cargo para o qual foi eleito democraticamente? Eu defendo um

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maior debate sobre a questão antes do martelo ser batido. Quais os planos da Administração para 2014? CN – Com o apoio do governador Agnelo e do vice Fillippeli, nosso compromisso continua o mesmo: garantir melhor qualidade de vida para o morador e sua família. Nesses três anos investimos na construção de galerias de águas pluviais e calçadas, instalamos de bocas de lobos, asfaltamento, ampliação do sistema de iluminação pública, e outras obras de infraestrutura necessárias para a nossa cidade. A cultura, o esporte e a área social também foram contemplados com investimentos, a exemplo da nova Casa da Cultura e do Teatro de Arena. Para 2014, a Regional continua com o compromisso de promover o bem estar coletivo, insistindo a construção do nosso hospital, de uma UPA, de uma biblioteca pública e de um posto do Na Hora. Esse é, talvez, o maior legado que será deixado para as gerações futuras não só da cidade, mas de toda a região. Uma qualidade de vida para o morador e sua família que veio para ficar.


natocadoLOBO

Luciano Lima

Guará é uma potência no bicicross A última etapa do Campeonato Brasileiro de Bicicross realizada em Feira de Santana, Bahia, comprovou a força do Distrito Federal no esporte e, em especial, do Guará. A maioria esmagadora dos atletas brasilienses que subiram ao pódio era da cidade satélite que tem como símbolo o Lobo. Confira o resultado dos guaraenses: Maicon Moriy Abe (Japão) - Primeiro Colocado na categoria Boys 9 anos; André Marinho Tavares - Terceiro colocado na categoria Boys 15 anos; Stênio Gabriel Paz - Terceiro Colocado na categoria Boys 16 anos; David Ricardo - Primeiro colocado na categoria Elite Master; Gustavo Henrique - Segundo Colocado na categoria Man 35 a 39 anos; Rainer Farias- Primeiro colocado na categoria Criser 17 a 24 anos; Welligton Fernandes - Primeiro Colocado na categoria Cruiser 35 a 39 anos; Marco Túlio Bites - Segundo Colocado na categoria Cruiser 35 a 39 anos. A Equipe Extrema Brasília, formada pelos atletas do Guará, foi a primeira colocada geral por equipes. O Distrito Federal foi o terceiro colocado geral por Estado.

Parque do Guará é nosso I O Parque Ecológico Ezechias Heringer, ou simplesmente Parque do Guará, está sendo aos poucos descoberto pela comunidade guaraense. A área vivencial e a coopervia estão recebendo todos os dias centenas de pessoas que antes frequentavam o Parque da Cidade. Nos finais de semana, as quadras de futsal, futvôlei e basquete, o parque infantil e o Ponto de Encontro Comunitário (PEC) estão sempre ocupados. Nas redes sociais, os grupos "Amigos do Parque do Guará" e "Peladeiros do Parque do Guará" estão fazendo uma grande campanha intitulada "É preciso ocupar para conhecer e aprender a preservar". O Parque do Guará é Nosso!

Parque do Guará é nosso II Apesar de toda a fiscalização da comunidade do Guará, as invasões na área do Parque do Guará só crescem. Na reserva biológica do parque existe até uma vila de moradores. Enquanto isso, os guaraenses esperam a urgente definição da área do Parque Ecológico Ezechias Heringer. Espero que não seja tarde!

Eleição para administrador regional A ideia de eleição para Administrador Regional é muito interessante. É fato que as administrações regionais, em sua grande maioria, não prestam serviços de qualidade e o atendimento ao público é horrível. Mas antes de falarmos em eleição é preciso mudar conceitos, comportamentos e posturas maléficas para a gestão pública. Não adianta eleger um administrador sem autonomia financeira e administrativa. A bagunça só vai mudar de modelo e de mão. Mas o principal é realizar concursos para as administrações regionais. Hoje existem estruturas com 100% de cargos comissionados. Administrações Regionais com pelo menos 40% de concursados resolveria metade dos problemas.

Doar vida até os 69 anos O Ministério da Saúde ampliou a idade máxima de doação de sangue para 69 anos. Antes da portaria do MS, a faixa etária para doação era de 16 a 67 anos. Hoje são coletadas no Brasil 3,6 milhões de bolsas de sangue por ano, o que corresponde ao índice de 1,8% do parâmetro estabelecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Saiba como ser um doador de vidas no site www.fhb.df.gov.br

Papo firme na rádio Acompanhe toda terça-feira, das 20h às 22h, o programa Papó Firme na Rádio Federal, considerada uma das melhores rádios web do Brasil. Entrevistas com artistas locais e nacionais, debates sobre os principais problemas do Distrito Federal, campanhas de responsabilidade social e muita música durante duas horas em um dos mais consagrados programas de rádio do Distrito Federal. Acesse www.radiofederal.com.br

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passeiopeloGUARÁ

Joel Alves

Pequenos jardins

U

ma prática que tem se acentuado entre os moradores do Guará é a criação e manutenção de jardins pelos próprios moradores, nas esquinas e na frente das residências. Esta prática tem incentivado outras várias famílias a realizar esta terapia que maravilha os transeuntes. Moradores como a Eunice, Neto, D. Maria, seu Antonio e Veralice. Quanto mais os moradores seguirem está prática, mais bonita e arborizada ficará nossa cidade. O Governo deveria incentivar mais ainda. A dona Eunice, esposa do advogado Neto, moradores da QE 26, conta que no início existia um matagal e acumulava muita sujeira. Eles resolveram capinar tudo e construir no local um jardim, o que inibiria as pessoas de colocar lixo. A iniciativa deu certo e hoje dá gosto passar por lá e apreciar a bela vegetação. O jardim localizado no final do Conjunto B da QE 24, ao lado da Igreja Batista Filadélfia, já há algum tempo vem produzindo as mais diversas flores e é comum todas as manhãs ver, a minha vizinha, Veralice, com o regador e uma enxada, cuidando das plantas. Ela disse que é uma terapia e faz isso com prazer, mas reclama de algumas pessoas que danificam o espaço. O seu Antonio e dona Maria formam um casal de idosos que cuidam com muito carinho um belo jardim que fica na QE 24, no final do conjunto do comércio local. Criados na roça, eles trouxeram muitas ervas medicinais e a comunidade sempre que precisa recorre ao Jardim da dona Maria. Seu Antonio conta que uma das coisas que o motivaram a criar o Jardim foi a incidência de muitos usuários de drogas que ficavam perto do muro de sua casa e quando a polícia chegava, jogavam as drogas para dentro de seu lote. Além de cuidar do seu jardim, ele capina a grama e limpa o local com o amigo e vizinho, Sandoval que mora na casa do fundo, no outro conjunto.

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Cursos gratuitos de línguas no Guará

Escola oferece vagas para alunos da rede pública

Por Naiara Xavier

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or falta de recursos financeiros, muitos estudantes deixam de fazer um curso de linguas que tanto desejam. Por falta de informações também. O que nem todos sabem é que no Guará uma escola pública oferece cursos gratuitas de inglês, francês e espanhol para alunos matriculados na rede pública de ensino. O Centro Interescolar de Línguas do Guará (CILG), que funciona na QE 7 do Guará, em frente ao Supermercados Veredas e atrás do McDonald´s, faz parte a estrutura da Secretaria de Estado da Educação e Regional de Ensino do Guará está com matrículas abertas nos três cursos. São quase 2.800 alunos atendidos pela escola no Guará. Além de ensinar a lingua, os cursos do CILG contribuir para o desenvolvimento de competências, acesso ao mundo do trabalho e a formação para o exercício da cidadania. “Poderia ficar horas falando da importância de falar outra língua, mas, resumindo, diria que é importante para ingressar e ter sucesso no mercado de trabalho e também é essencial para tecnologia de informação, entre inúmeras outras vantagens”, diz Adriana Lopes, diretora da escola. O CILG atende dois currículos: espe-

Alunos das escolas públicas podem se inscrever ao fim de cada ano pra aulas de línguas estrangeiras.

A diretora Adriana Lopes, a vice-diretora Sara Costa e o professor de espanhol Keller Nonato: planejamento cuidadoso de cada atividade do CilG

cífico e pleno. Específico é para alunos do Ensino Médio e da Educação de Jovens e Adultos, com progressão semestral. O pleno atende alunos do Ensino Fundamental a partir da 5ª série/6º ano, com progressão semestral. São duas aulas semanais para os níveis básico e intermediário e três aulas semanais para o nível avançado. Cada sala de aula dispõe de data-show, internet, televisão, enfim, materiais de alta tecnologia para auxiliar no aprendizado. As turmas são de no máximo 20 alunos o que viabiliza o alcance dos objetivos e a qualidade de ensino -aprendizagem. Além disso, os professores desenvolvem com os alunos projetos para cada nível no laboratório de informática. Alunos da rede pública a partir da 5ª série/6º ano podem se inscrever através do site: www.se.df.gov.br e optar por um dos três idiomas oferecidos. De acordo com Keller Nonato, professor de espanhol, nem todas as vagas são preenchidas, mesmo sendo cursos gratuitos. “Brasília sem Fronteiras” Os 126 alunos aprovados no pro-

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grama Brasília sem Fronteiras embarcaram no dia 28 de outubro para Washington (EUA). Eles fizeram um curso de Inovação com Imersão em Cultura e História Americana durante quatro semanas, na Universidade de Georgetown. Todos os alunos são oriundos dos Centros Interescolares de Línguas (CILs). 662 estudantes matriculados se inscreveram no programa, mas apenas 391 realizaram a prova para o intercâmbio. O CILG foi o que mais aprovou proporcionalmente, levando 14 alunos para o intercâmbio. Em 2014, a meta do GDF é selecionar 1,9 mil pessoas para estudarem nos Estados Unidos, Canadá, Alemanha, Espanha, Nova Zelândia e Cingapura, entre outros possíveis destinos, também pelo programa "Brasília Sem Fronteiras".

CIL Guará QE 07 Lote Q Área Especial 3901-4436 / 3901-3697 sec.cil.gua@gmail.com www.cilguara.com.br dezembro de 2013

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Tratamento de beleza com conforto A

mulher consome um bom tempo cuidando da beleza e nem sempre com conforto. A espera pelo tratamento da pele, do cabelo e das unhas às vezes é desgastante porque provoca impaciência e fome. Quando pensaram em criar um salão de beleza, as sócias Adelaide Silveira Carneiro e Elcina Mayer Carneiro, imaginaram transformar esses momentos de espera em algo agradável para suas clientes. Daí surgiu a ideia de trazer o conceito de salão de beleza

completo e junto um serviço de bar, com direito a lanche. Sucesso em alguns países da Europa e cada vez mais difundido na China, o snail bar esthetic center ainda é inédito no Guará e provavelmente no Distrito Federal. Além dos tradicionais serviços de corte e química de cabelo, penteado e maquiagem, unhas, o Cenarium oferece também estética facial e corporal e depilação. Enquanto cuida da beleza, a cliente do Cenarium pode consumir drinks, incluindo espumantes, café, suco e sanduiches naturais. Outra novidade é a esmalteria, com variada quantidade e qualidade de esmaltes das marcas Chanel, Dior, Opi, Diamond, Instadri, Revlon e Le Verns, e unhas de fibra de vidro e gel. A estética facial vai desde a limpeza de pele a recuperação de pequenas sequelas da acne, o Equipe da Cenarium e o deputado Alírio Neto no dia da rejuvenescimento e a despigmeninauguração do nail bar. tação, feita por profissionais qua-

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Adelaide e Elcina criam um novo espaço de beleza, para oferecer uma experiência única a suas clientes

lificadas. E, para relaxar, a massagem corporal, que pode ser usada também para tratamentos estético.

Cléber Monteiro, Alírio Neto e a delegada Débora Menezes foram conhecer o novo espaço de beleza

Cenarium Nail Bar QE 19 em frente à praça - Guará II 3042 1020 - 8282 2039 Funciona de segunda a sábado das 8h às 19h


pensandoacidade

Hilma Amaral

O Guará e as Lições do Plano Diretor Local

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m nenhum momento da história urbanística do Distrito Federal ocorreram modificações tão drásticas quanto as proporcionadas pela implantação dos Planos Diretores locais e, em especial, pelo Plano Diretor do Guará (PDL). A elaboração de qualquer norma urbanística pressupõe a observância a uma metodologia que inclui a consulta à população local e o respeito às característica físico-espaciais, culturais, econômicas e sociais de determinado núcleo urbano. A partir destes princípios, devem ser avaliados os aspectos positivos e negativos inerentes à localidade em estudo, verificando-se os elementos normativos ou introduzidos pela população que resultaram favoráveis ou desfavoráveis em relação à cidade. O PDL, em detrimento do que pressupõe a aplicação desta metodologia, instalou-se no Guará como um instrumento alheio às características históricas deste núcleo urbano, permitindo mudanças de destinação inusitadas, além das propaladas alturas excessivas de edificações. Estas alterações obtiveram o aval da população local. Um tipo de modificação de uso e atividade despertou especial atenção – a transformação de lotes antes exclusivamente residenciais unifamiliares em unidades que poderiam ser comerciais e institucionais, abrangendo a totalidade das edificações neles erguidas. Estes foram os lotes classificados pelo PDL como R2. As unidades imobiliárias assim beneficiadas pelo PDL estão localizadas ao longo de vias de maior fluxo de veículos, por demandarem localidades que não apenas a vizinhança imediata. Diante deste novo cenário, a edificação, antes exclusivamente residencial unifamiliar, tornou-se uma espécie de “corpo estranho” no contexto onde se insere. Considerando a localização destes lotes, que podem estar de ambos os lados da via local que dá acesso a ve-

ículos aos conjuntos residenciais, dependendo do tipo de atividade neles presente, o ato circular em direção às habitações tornou-se seriamente prejudicado. Casos foram relatados dando notícia sobre veículos de carga que obstruíam a entrada da via. Além desse inconveniente, outro, de mesma seriedade, chegou ao nosso conhecimento – os pavimentos da edificação foram alugados para atividades diferentes. Não faltaram placas de “aluga-se” fixadas neste tipo de local. O PDL impedia, claramente, que lotes antes residenciais unifamiliares tivessem, cada qual, mais de um ocupante. Portanto, a aprovação destes projetos voltou-se nesta direção. Mas os desvios cometidos posteriormente, quando da efetiva ocupação,delineou divergência nas intenções. O resultado desta inobservância revela-se no acúmulo de veículos nos acessos às residências, demandando vias com capacidades bem superiores às oferecidas, além da necessidade de estacionamentos públicos compatíveis com o necessário. Providência que o PDL sequer exigiu para os lotes R2. A proposta contida na Lei de Uso e Ocupação do Solo (LUOS) para os lotes antes exclusivamente residenciais unifamiliares dividiu estas unidades em três possibilidades, de acordo com as respectivas localizações: Lotes RO1 - internos aos conjuntos, são residenciais em caráter obrigatório, mas admitem outras atividades, desde que restritas ao âmbito doméstico e não causem incômodos à vizinhança; lotes RO2 - frontais às ruas de maior movimento e às praças são, igualmente, residenciais em caráter obrigatório, mas admitem outras atividades de maior fluxo de pessoas, ocupando todo o pavimento térreo; e lotes CSIIR1NO: Também localizados nas áreas dos antigos R2, na orla do Guará II, podem conter atividades comerciais, de serviços, institucionais, industriais e residenciais, admitindo o uso habitacional coletivo.

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Preocupante será o fluxo de veículos que resultará desta possibilidade. Enfim, lotes residenciais nos termos previstos antes do PDL serão apenas uma lembrança de como foi o Guará em determinada época. Não podemos pretender a estagnação deste núcleo urbano, retendo modificações que o adaptariam aos novos momentos de sua história. Mas algumas questões devem ser objeto de análise: O sistema viário suportará o fluxo de veículos, já que não foi alterado para receber estas novas funções? Qual a profundidade do impacto sobre os serviços de fornecimento de energia elétrica e água, além da coleta de esgotos? Mesmo que sejam previstas vagas para veículos internas aos lotes, serão suficientes para atender a demanda que será instalada, ou as frentes dos lotes residenciais serão obstruídas? A carga e a descarga de produtos ocorrerão internamente aos lotes ou em vias públicas? No Guará existem exemplos negativos sob esta função. Enfim, muitas são as questões a serem discutidas pela comunidade, independentemente de localização de lotes e das vantagens atribuídas aos proprietários beneficiados pelas mudanças. O que concede valorização a determinados imóveis pode subtrair vantagens de muitos outros. O mais significativo é o impacto sobre o modo de viver de toda uma coletividade, respeitados os seus valores culturais e históricos, elementos que fundamentam a sua identidade. dezembro de 2013

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Palhoça

O sabor da tradição

O restaurante mais antigo a servir carne-de-sol em Brasília continua a ser referência na cozinha e no salão

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imenso salão do Palhoça guarda muitas histórias. Palco de centenas de reuniões de empresas, partidos políticos, grandes comemorações e eventos culturais, o restaurante é o maior e mais antigo do Guará. Sua localização estratégica cria um ambiente de fácil acesso e ao mesmo tempo reservado e a amplitude do seu salão permite que vários eventos aconteçam ao mesmo tempo na casa. Desde 1978 o Palhoça serve a sua carne-de-sol e outros pratos que encantam pela primazia no preparo e no respeito à tradição. O segredo é a mão de Maria Lourdes, que chefia a cozinha desde a sua inauguração. Ela supervisiona desde o corte da carne, o processo de maturação até a checagem do tempero antes de ir à mesa. Esse cuidado não fica apenas na cozinha. Ela e os sócios Jorge Gustavo e Givanaldo Cunha estão sempre presentes, cuidando do atendimento, da administração e da qualidade do serviço do restaurante. Os pratos vêm em porções generosas e separadas, para servir até três pessoas. A carne-de-sol é acompanhada de arroz, feijão de corda, paçoca, mandioca, queijo do sertão e manteiga do sertão. A Galinha à Cabidela, um guisado

de frango enriquecido com o sangue do animal, muito popular no interior do Brasil, é também um dos pratos mais populares. No cardápio ainda há a Dourada ao Molho, servida com arroz, feijão e pirão, e outras opções de comidas típicas. Sem dúvida, o prato que mais encanta os frequentadores, pelo cuidado no preparo é a Buchada de Cabrito. Conhecida por ser uma receita de difícil preparo, exigindo muito habilidade do cozinheiro ao dosar o tempero, a buchada do Palhoça sempre recebeu elogios e é servida diariamente. O restaurante é notório por ser local de grandes reuniões, principalmente políticas. Foi palco de anúncios de alian-

Carne-de-sol, buchada de cabrito e a dourada ao molho, pratos tradicionais conquistam o paladar do guaraense há 35 anos

ças eleitorais, celebrações de vitórias nas urnas, reuniões de partidos e as mais diversas comemorações. O Palhoça reserva mesas e monta cardápios especiais para atender eventos no seu salão, localizado no setor de Postos e Motéis, com acesso pela pista ao lado da QE 46, passando pelo antigo clube do Grêmio.

Palhoça Carne-de-sol

O amplo salão para 600 pessoas é local favorito de políticos e empresarios para reuniões com seus apoiadores. A agilidade na cozinha e o atendimento diferenciado garante o conforto de grandes grupos, como os reunidos pelo deputado licenciado Alírio Neto.

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SPM Sul Conj. H Lote 3

3301 1295


falandosobreVINHO Júlio Neves Comprei um vinho pelo rótulo!

Fim de Ano x Espumantes Brasileiros

Um rótulo curioso, bonito, elegante e inteligente, na qual conta uma lenda. Foi assim que este vinho me escolheu….Leyendas de Familia, Chardonnay Reserva, 2012, Valle do Maule, Chile, produtor Casa Donoso. Não conhecia o vinho, comprei pela minha obsessão a rótulos inteligentes, que normalmente refletem a alma do produtor e nesse caso não foi diferente. O enólogo Rafael Tirado produziu esse branco em perfeito harmonia com a madeira. De cor amarelo limão, aromas não enjoativos a pêra, maracujá e abacaxi, com uma boca carnuda, amanteigada, longa e de peso. Vinho que combina com peixe ou frango ao molho, pratos de carne branca mais potentes, que por um acaso nesse dia foi harmonizado perfeitamente com postas de pescada amarela marinhada com sumo de limão, ao molho, com temperos presentes de coentro e leite de coco. Encontrado na Adega do Supermercado Dona de Casa na QE 30, por R$ 35,90.

Se aproximando o fim de ano, me faz pensar em festas, comemorações e claro espumantes. Pensando nisso resolvi fazer uma lista pessoal dos meus prediletos espumantes nacionais de 2013. A lista, em ordem de preço (médio de mercado) crescente, tem o objetivo de ajudar o consumidor na hora de sua decisão.

Sozo Brut - Sozo - Preço médio R$ 30 Perini Champanoise - Perini - Preço médio R$ 35 Brut Chardonnay 2011 - Aracuri - Preço médio R$ 40 Gran Legado Brut Charmat - Preço médio R$ 45 Pizzato Brut - Pizzato - Preço médio R$ 50 Lírica Brut - Hermann - Preço médio R$ 55 Speciale Brut - Maximo Boschi - Preço médio R$ 80 Brut 130 - Casa Valduga - Preço médio R$ 85 Bueno Cuvée Prestige - Miolo - Preço médio R$ 90 Habitat Brut - Don Bonifácio - Preço médio R$ 300

O vinho pode combater pedras no rim Pesquisas nos Estados Unidos e na Itália, demonstram que ingerir bebidas do tipo vinho branco e tinto pode diminuir o disco de ter pedras nos rim. Cerca de 194 mil pacientes que nunca haviam sofrido do problema, tiveram seus hábitos estudados por especialistas. A equipe concluiu que as bebidas associadas ao baixo risco de aparecimento de pedras no rim são a cerveja, vinho branco, café e o vinho tinto. E os grandes vilões são refrigerantes e bebidas adoçadas artificialmente. Na Inglaterra estudos demonstram que pessoas que bebem uma taça de vinho por dia tem uma redução de 59% de risco de formação da primeira pedra. O Dr. Gary Curham, autor do estudo, diz: “A urina fica mais diluída, significando um maior fluxo com aumento da secreção de hormônios antidiuréticos.” O estudo ainda mostra que o ácido tartárico, encontrado no vinho é capaz de desmanchar os cálculos de oxalato de cálcio das vias urinárias.

Vinho do Mês

Azeite extravirgem: uma fraude! A Proteste, Associação de Consumidores, testou 19 marcas de azeite extravirgem e verificou que quatro têm indícios de fraude contra o consumidor. Na análise sensorial, apenas oito apresentaram qualidade de extravirgem, sete foram classificados como virgem e quatro não podem sequer serem considerados azeites, Figueira da Foz, Tradição, Quinta d’Aldeia e Vila Real, são uma mistura de óleos. Quem quiser saber mais sobre o teste, segue o link da Associação de Consumidores: http://www.proteste.org.br

Espanhol de Rioja, 100 % tempranillo, Antaño Gran Seleccíon apresenta um estilo moderno e equilibrado, mostra frutas vermelhas maduras e especiarias tipo baunilha e caramelo. Na boca seu corpo é delicado, destacando os seus taninos já bem maduros. Vinho de uma relação preço e qualidade surpreendente que recomendo. Harmoniza perfeitamente com pizzas, carnes vermelhas e macarronada ao molho vermelho. Encontrado na Adega do Supermercado Dona de Casa e no restaurante Don Mano Pizzaria na QI 27, por um preço de R$ 48,00.

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vivernoGUARÁ

Rafael Souza

A falácia da democracia

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ifícil começar esta coluna criticando a democracia. Alguém vai se lembrar da frase célebre de Churchill na Casa dos Comuns: “A democracia é a pior forma de governo, salvo todas as demais experimentadas de tempos em tempos”. De fato, neste 2013 quase acabado, o que vimos é a ineficiência da representatividade. E não pretendo argumentar sobre a falta de credibilidade dos partidos políticos ou as causas e efeitos das belas manifestações do meio do ano. Olho apenas para as tentativas de decisões democráticas tomadas dentro de nossa cidade. Olho o funcionamento dos conselhos, associações, prefeituras comunitárias e da discussão em torno da possível eleição para administrador regional. Nas últimas duas décadas no Distrito Federal, principalmente após o governo Cristovam Buarque, uma série de instrumentos foram criados para consultar a população sobre os caminhos do Estado. Surgiram fóruns e conselhos para quase todo o tipo de assunto. Para o orçamento, para a segurança pública, para a cultura, para a saúde, para o meio ambiente e outros. Mas, antes disso, sempre existiram pessoas em cada quadra, prédio ou região que defendiam a vizinhança com mais afinco. Com o tempo foram nascendo associação de moradores, as populares “prefeituras comunitárias”. Agora, o assunto em voga é a possibilidde de se escolher o administrador da cidade no voto. Em 2012, um novo colegiado foi eleito em nossa cidade para elaborar o orçamento participativo., com o dever

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exclusivo de ajudar a apontar onde o dinheiro público deveria ser investido. Depois de dezenas de reuniões e audiências públicas, uma lista de prioridades foi encaminhada ao Governo do Distrito Federal. Mais uma vez três itens encabeçavam a lista: o Hospital do Guará, o Parque Ezechias Heringer e uma biblioteca pública decente. Acabou o ano e nem um Real foi gasto em qualquer um desses itens. O mesmo já havia acontecido no ano anterior. A exemplo do Orçamento Participativo, as outras instâncias se viram amarradas pela falta de interesse real do Estado em seu funcionamento. Os conselhos de saúde, segurança, cultura e outros, mesmo com cidadãos conscientes e esforçados, de maioria bem intencionada, também viram o resultado de suas deliberações guardadas em uma gaveta por aí. Nem mesmo os responsáveis pela elaboração da proposta cobram do governo a sua aplicação . Agora, a discussão gira em torno da eleição de administrador regional. Como o Jornal do Guará tem noticiado freqüentemente, são diversas as frentes para alcançar o direito ao sufrágio. Há uma proposta em análise no Senado Federal, duas propostas de regulamentação da Lei Orgânica do DF na Câmara Legislativa e ações judiciais propostas pelo Ministério Público exigindo que o pleito seja realizado como indica a legislação vigente. O problema, como bem alerta o poeta Areoaldo D’Paula, é que a eleição de administrador cria mais problemas para as cidades de Brasília que soluções. A democracia brasileira é

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equilibrada em poderes independentes e colaborativos. Como eleger um representante do poder executivo sem equivalente legislativo ou judiciário? E como instalar os três poderes em cidades que não são bairros, nem municípios, e sim mais uma das magníficas exceções do Distrito Federal? Do debate nos bares da cidade, o que mais me preocupa é o processo de escolha do novo administrador. Uma das propostas sugere que os líderes comunitários façam a escolha através de um conselho formado exclusivamente para isso. A dificuldade é que os cidadãos do Guará já não reconhecem os seus autoproclamados líderes comunitários como seus representantes. E a culpa é dos próprios líderes, que usaram as prefeituras comunitárias mais em serviço próprio do que de seus vizinhos. Imagino que, se esta proposta for sancionada, surgirão associações de moradores em todas as esquinas da cidade. Todos querendo o direito de negociar seu voto. A busca por despartidarizar as administrações regionais não passa pela eleição de representantes, mas pelo caminho contrário: a delegação das decisões administrativas aos técnicos. É preciso impedir que o órgão público que administra toda uma cidade seja composto quase que exclusivamente por cabos eleitorais. Com os servidores concursados alijados das decisões e à mercê da maré política. Assim, com um corpo dedicado apenas a pensar a cidade, será possível de fato planejar o Guará a longo prazo e não apenas alegrar o deputado padrinho até as próximas eleições.


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