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Atualidades

Macapá-AP, quarta-feira, 07 de março de 2012

Juliele faz show em homenagem às mulheres no Mercado Central O show é para todas as mulheres mas é dedicado especialmente às que sofrem com a dor do escalpelamento, ainda comum na Amazônia

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epois da temporada do show baile Livre, Leve e Solto e do lançamento do cd Balé de Luz, no ano passado, a cantora Juliele consagra um show às mulheres que podem assisti-lo independente de classe social ou condição financeira, basta querer receber o tributo no ponto mais tradicional de Macapá, o Mercado Central. O show é para todas as mulheres mas é dedicado especialmente às que sofrem com a dor do escalpelamento, ainda comum na Amazônia. No repertório, composições de artistas amapaenses e de outros estados na interpretação de Juliele, no dia 8 de março. O repertório homenageia a mulher do início ao fim sob a direção do Maestro Manoel Cordeiro, e mostra através de composições, o sexo feminino de variadas maneiras sob a ótica de sensíveis autores. Juliele novamente sobe no palco revelando sua musicalidade nortista sem barreira e expressa com talento a essência de cada composição. A inspiração que encanta o público vem da paixão pela música e dedicação ao estudo e aperfeiçoamento em cada show.

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O repertório homenageia a mulher do início ao fim sob a direção do Maestro Manoel Cordeiro

Ela faz o encontro sem preconceito por diversas gerações. Odair José, Evaldo Golveia, Mini-Box Lunar e Luiz Melodia são alguns que já se apresentaram com Juliele. No show para as mulheres, a produção segue a mesma dinâmica que emocionou o público no lançamento do CD. Na ocasião, portadores de síndrome de down fizeram parte do elenco assim

como o jovem negro, militante da causa e dançarino de marabaixo, Yuri Ramos. A intenção é que novamente Yuri se apresente além dos dançarinos da Cia. Agessandro Rego. A direção geral ainda aguarda a confirmação da participação do cantor e compositor Celso Viáfora mas assegura que terá uma atração nacional que tenha uma identificação com a

por exemplo, segundo Miriam Barros, psicóloga clínica e psicodramatista. “Normalmente, os acontecimentos na vida do homem, que o fazem se sentir diminuído ou com baixa autoestima, podem contribuir para a dificuldade de ereção. Questões ligadas à área profissional, como perder o emprego ou se sentir fracassado, colaboram para a impotência, assim como os momentos de muita pressão e ansiedade.” No entanto, por mais que a impotência não tenha a ver com o casal, as parceiras costumam achar que a disfunção é sinônimo de desinteresse sexual ou emocional do homem, como explica Lerner. “Muitas vezes, as mulheres acham que a impotência é sinal de falta de amor. Ela passa a insistir que o homem mostre desempenho, para provar que é apaixonado por ela. No entanto, para ele, não é nada disso e essa atitude só piora a situação”, explica o terapeuta sexual.

da mulher Segundo Theo Lerner, se a mulher for compreensiva e realmente quiser investir na relação, ela pode ter um papel fundamental na melhora do desempenho do parceiro. No entanto, o especialista em assuntos sexuais não recomenda um diálogo sobre o assunto logo de primeira. “Sentar e discutir a relação imediatamente só vai aumentar o problema. Se persistir, aí, sim, é bom chamar o parceiro para uma conversa e incentivá-lo a procurar ajuda”, explica.Lerner ainda afirma que o ponto principal para encontrar uma solução é, por mais simples que pareça, saber que a disfunção existe. “Muitos homens recorrem ao auxilio químico [de remédios que tratam a impotência] e, por muito tempo, conseguem esconder a situação da parceira. Se ela souber que existe o problema, elimina essa situação de o homem ter que fingir que está tudo bem e isso com certeza facilitará o processo de cura”, diz. Um fator bastante co-

idéia do show apolítico e para as mulheres. “Será um show popular, com belas canções e a homenagem à todas as mulheres do Brasil em especial à guerreiras da Amazônia “ disse Juliele. Nenhum músico terá cachê para apresentação. Serviço: Data: 8 de Março Local: Mercado Municipal Hora: 20:00

Editor: Pablo Oliveira - pc.oliveira@jdia.com.br

Dicas de Saúde Gordura trans

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O que ocorreu com a gordura trans dos nossos alimentos?

Quando olhamos os alimentos industrializados nos supermercados nós temos a impressão de que ganhamos a batalha contra ela. A gordura trans hidrogenada realmente não está mais lá e todos os rótulos se gabam disso com grande ênfase. “Zero gordura trans”. Isso ocorreu após uma determinação da Anvisa para que os valores dessa gordura fossem discriminados nos rótulos. Não houve a necessidade de se regular ou proibir o uso da mesma. Foi a informação dos efeitos deletérios dessa gordura às pessoas em geral que atuou como um sensor para a rejeição dos alimentos ricos em gordura trans. Isso, por si só garantiu que a indústria freasse a mão pesada no uso desse ingrediente. Infelizmente não conhecemos a extensão da determinação da Anvisa em nossa saúde, pois padarias, bares, lanchonetes e restaurantes não sofreram qualquer interferência em suas atividades culinárias no uso da gordura hidrogenada. Isso certamente faz com que o efeito protetor da medida seja muito menor, pois não basta que as bolachas recheadas estejam livres de gordura hidrogenada se o pão doce da padaria continua a usá-la com a mesma liberdade de antes. Nos Estados Unidos, houve grande comemoração no início de mês de fevereiro, quando saiu a última pesquisa revelando uma redução de cerca de 58% nos níveis sanguíneos da gordura hidrogenada em adultos caucasianos. Toda expectativa traz a certeza de que o engajamento da população, indústria de alimentos e redes de restaurantes e lanchonetes responderam ao apelo do governo restringindo o uso da gordura hidrogenada em todos os segmentos relacionados à produção e comercialização de alimentos. Atualmente, várias grandes cidades americanas, incluindo Nova York, baniram a gordura hidrogenada de seus cardápios. Os efeitos dessa medida, garantem os estudiosos e idealizadores do programa americano, poderão ser aferidos nos próximos anos, com a redução de milhares de casos de infartos do miocárdio e mortes prematuras anualmente. Isso serve como estímulo para que as metas para o futuro sejam ainda mais arrojadas no sentido de garantir a estabilidade das mudanças e ainda ampliar seu campo de atuação.

Impotência não é sinônimo de falta de amor; saiba como lidar com a disfunção do parceiro

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asos de impotência sexual são bastante comuns. No Brasil, segundo o urologista Carlos Bezerra, membro da SBU (Sociedade Brasileira de Urologia), de 45% a 50% dos homens acima de 18 anos sofrem a disfunção em algum grau (mínimo, moderado ou grave). Seja por causa da chegada da idade ou de problemas psicológicos, como depressão e nervosismo, muitas mulheres têm de lidar com a questão. E, segundo terapeutas sexuais, o papel delas pode ser fundamental na cura ou melhora do problema. Conforme afirma o sexólogo Theo Lerner, nos homens abaixo dos 50 anos, “as principais causas da impotência são de fundo emocional e causadas pela ansiedade, impedindo a ereção”. O psicólogo ainda explica que, normalmente, o homem impotente nem sempre está preocupado com questões que envolvem o seu comportamento sexual ou desempenho na cama. A inquietação pode ser causada pelo trabalho,

Atitudes positivas

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Usando máscara para proteger nariz quebrado, Kobe Bryant foi o cestinha dos Lakers

mum, que pode indicar a impotência, é a falta de interesse sexual do homem que, envergonhado, passa a evitar o sexo. Paciência, por parte da mulher, também é fundamental no processo, diz a psicóloga Miriam Barros. “Compreendendo o lado do parceiro e se ele concordar, ela pode falar sobre o tema, mas de uma forma respeitosa. Quando for conversar, tem de tocar no assunto com muito cuidado, para que o homem não se sinta humilhado, pois é a masculinidade dele

que está em jogo.” Ajuda profissional Se o homem perceber que o problema realmente saiu de controle e não é algo temporário, o ideal é procurar ajuda especializada. Segundo o urologista Carlos Bezerra, por mais que a maioria das causas da impotência seja de fundo psicológico, em primeiro lugar, é preciso procurar um médico. O especialista vai obter o diagnóstico, descobrir se o motivo é psicológico ou físico e encaminhar o

paciente para o tratamento mais adequado. Se for encaminhado para um terapeuta, dependendo da participação do paciente, os tratamentos não costumam ser demorados. “Além da conversa com o psicólogo, a terapia sexual reúne um conjunto de técnicas e exercícios que o especialista propõe para as pessoas fazerem em casa. Essas atividades ajudam a diminuir a ansiedade e fazem com que os homens voltem a ter controle sobre a ereção.

Jornal do Dia 07/03/2012  

Jornal do Dia 07/03/2012