Page 12

Santana

JD

Macapá-AP, quarta-feira, 07 de março de 2012

B4

Editor: Fabrício Costa - fabriciocosta@jdia.com.br

Cea Santana garante que atraso na entrega de faturas será corrigido Reunião entre a empresa Correios e a direção do órgão garantiu que atraso não ocorrerá mais FOTOS ANDREZA SANCHES

“Anteriormente a entrega dos talões era feita por cerca de 12 funcionários, para atender 25 mil consumidores” disse José Soares. O contrato com os Correios foi firmado por um prazo de dois anos, podendo ser prorrogável

andreza sanches Da Redação

D

esde o início de outubro do ano passado, o serviço de entrega de faturas da Companhia de Eletricidade do Amapá (Cea) em todo o Estado passou serexecutado pela empresa Correios. Em Santana, a companhia buscou alertar a população para que ficasseatenta ao prazo de entrega das contas pelos carteiros, mas o atraso das correspondên-

cias gerou dezenas de reclamações no município. Na última semana, uma reunião entre os representantes das duas empresas garantiu que o problema será corrigido. O gerente da Agência de Eletricidade no município de Santana, José Soares, explicou que desde outubro, na área urbana, os leituristas são responsáveis apenas pela medição dos registros. “O serviço sempre foi terceirizado, com este contrato com Correios, os

funcionários da companhia ficaram responsáveis apenas por coletar informações sobre o consumo dos moradores” informou Soares. Já na área rural as contas continuaram sendo entregues por funcionários da CEA. Mas desde janeiro este serviço tem gerado dezenas de reclamações na Agência em Santana. Em janeiro, cerca de 700 registros foram feitos na Companhia, relacionados ao atraso na entrega da correspondência que informa o valor da

tarifa a ser pago, em muitos casos, moradores sequer receberam o fatura. De acordo com a direção da Companhia no município, o bairro mais afetado foi Vila Amazonas, onde a maioria das residências tiveram suas contas pagas com atraso, porque as faturas nunca chegaram às mãos do consumidor. “Ocorreram problemas como este em quase todos os municípios onde este serviço está disponível. Nosso maior problema foi

em janeiro, já em fevereiro, as reclamações caíram para 400, relacionadas a mesma situação” disse José Soares. O diretor ainda ressaltou que se as faturas que não chegarem às residências, o consumidor deverá solicitar a segunda via no balcão de atendimento da Companhia, para analise e comprovação de que o atraso do pagamento ocorreu em função da não entrega das faturas pela empresa responsável.

A notícia sobre a correção do atraso na entrega da correspondência chamou atenção da dona de casa, Maria Batista, que espera que a empresa passe a entregar o boleto nas residências no prazo hábil, já que suas contas estavam sendo pagas com atraso em função da demora. “Com o atraso na entrega das faturas, eu era obrigada a pagar as contas com multas” completou a moradora.

Município sedia curso de Mediação de Conflitos promovido pelo MP/AP

O

Ministério Público do Estado do Amapá (MP-AP), através do Programa MP Comunitário, está promovendo o curso de Mediação de Conflitos para membros, servidores, estagiários e líderes comunitários do município de Santana. O curso ocorrerá até a próxima sextafeira (9), de 14h as 18h, com carga horária de 20h, na Promotoria de Justiça de Santana, localizada na Av. B-1, 40, Vila Amazonas. A finalidade do curso é capacitar e credenciar mediadores de conflitos, tornando-os um instrumento efetivo de pacificação social, solução e prevenção de litígios, reduzindo à excessiva judicialização dos conflitos de interesses. Segundo o Facilitador Mário Mendonça, “Este curso viabilizará aos participantes o nivelamento e o aperfeiçoamento no uso da

técnica de Mediar conflitos, promovendo um repensar nas estratégias de ação em suas relações de convívio”, afirmou. O Curso de Mediação de Conflitos tem como princípio basilar o estabelecimento do método consensual de solução de conflitos e já capacitou desde 2010, cerca de 900 mediadores comunitários no Estado do Amapá. Foram realizadas ações itinerantes nos municípios de Pacuí, Itaubal, Cutias, Santana e Ilha de Santana. Em Novembro de 2011, o MP Comunitário passou a trabalhar de forma integrada com as Promotorias de Justiça da Infância e Juventude, Cidadania, Meio Ambiente, Defesa da Mulher e Centro de Apoio Operacional da Infância e Juventude. Assim como palestras, atendimentos de Mediação

de conflitos, acompanhamento técnico de assistente social, orientação jurídica, o curso de mediação de conflitos passou a ser trabalhado também nas Escolas, objetivando diminuir o índice de conflito escolar. Curriculum do Facilitador O curso de Mediação de Conflitos é ministrado pelo servidor Mário Mendonça, doutorando em Direito, mestre em Gestão de Negócios, Especialista em Metodologia do Ensino Superior, administrador; bacharel em Direito; pedagogo; vice-coordenador do Curso de Secretariado Executivo da UNIFAP; professor de cursos de graduação e pós-graduação; gerente técnico do Instituto de Projetos e Pesquisa da Amazônia- IPA; consultor e palestrante de cursos. (Ascom/MPE)

O Curso de Mediação tem como princípio basilar o estabelecimento do método consensual de solução de conflitos

Faltade infraestrutura do Delta do Matapi preocupa moradores andreza sanches Da Redação

A

comunidade do Delta do Matapi, distante dos bairros centrais de Santana, nos últimos anos tem se caracterizado pela simplicidade e carência de infraestrutura. Na área, não há água tratada, energia de qualidade e as passarelas de madeira estão prestes a desabar. O cenário do abandono tem revelado o descaso do poder público com o local e preocupado moradores. O bairro está localizado as margens do Rio Matapi, mas o encanto do lugar se perde em meio às dificuldades enfrentadas pelas famílias que residem ali. Problemasde infraestrutura são visíveis, por lá não há água tratada, para tomar banho, cozinhar alimentos,ou cuidar das tarefas domésticas, moradores utilizam água do rio, para consumir são obriga-

dos a pegar o liquido nas fábricas de gelo e palmito, localizados próximo à comunidade. A dona de casa, Dilma da Silva, conta que muitas vezes é preciso atravessar o rio e caminhar longas distancias pelas pontes, carregando baldes e garrafas para apanhar água tratada. “Nossas crianças volta e meia estão doentes, são problemas de saúde que surgem por causa da água contaminada. Quem ainda tem condições, utiliza uma bomba para puxar água do rio” declarou à moradora. No Delta do Matapi, na maioria dos trechos, o percurso é feito apenas através de passarelas. Mas para utilizá-las é preciso coragem, moradores têm convivido com a precariedade das pontes, que estão quebradas e ameaçam cair. “Tem que ter habilidade e coragem, a ponte balança o tempo inteiro. Diversas vezes a Associação do bair-

ro já solicitou reforma, mas até agora foi feito” disse o estudante Sarney Picanço. Acidentes com crianças e idosos são frequentes, tudo porque as passarelas deterioradas pela ação do tempo apresentam dezenas de buracos ao longo da extensão. O autônomo Nazareno Chapeleta, conta que é preciso redobrar atenção com os menores. “ Não há local para brincar, mesmo já acostumadas a andar nas pontes, acabam se desequilibrando e caindo” relatou o morador. Segundo o presidente da Associação de Moradores do bairro Delta, Raimundo Delta, os problemas já foram apresentados para as autoridades, mas nunca foram priorizados. “As passarelas e a falta de água, tem sido as principais dificuldades da comunidade. A expectativa é órgãos públicos se sensibilizem com a situação e passem

FOTOS ANDREZA SANCHES

Comunidade sofre com o abandono. Falta de infraestrutura das passarelas e falta de água (destaque), são os principais problemas enfrentados pelos moradores do bairro Delta do Matapi

a olhar com mais atenção o bairro” declarou o representante dos moradores. Vale ressaltar que em setembro de 2010, a Prefeitura de Santana entregou 35 casas populares

no Delta do Matapi. As casas, construídas com recursos do Governo Federal e contrapartida do município, foram resultados da Fábrica de Projetos da Prefeitura,

aprovado pelo Ministério da Cidade. O convênio contemplou famílias que em 2005 ocuparam irregularmente a área. Após a entrega o local ficou esquecido.

Jornal do Dia 07/03/2012  

Jornal do Dia 07/03/2012