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Jornal do Dia

Editora responsável : Pablo oliveira< pc.oliveira@hotmail.com

Macapá-AP, quinta-feira, 14 de abril de 2011

Tropas leais a Gbagbo passam a apoiar Ouattara na Costa do Marfim Os chefes militares que lutaram por Gbagbo incluindo o chefe de equipe, general Philippe Mangou juraram lealdade a Ouattara na ultima terça-feira, um dia depois da captura de Gbagbo. Rebecca Blackwell/AP

Fonte folha.uol.com.br

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presidente da Costa do Marfim, Alassane Ouattara, ganhou o apoio dos chefes do Exército de seu rival derrotado, Laurent Gbagbo, enquanto a União Europeia (UE) e o Banco Mundial prometeram apoio financeiro para ajudar a encerrar as prolongadas divisões no país. Os chefes militares que lutaram por Gbagbo incluindo o chefe de equipe, general Philippe Mangou- juraram lealdade a Ouattaraw, um dia depois da captura de Gbagbo, que se recusava a abandonar o poder após as eleições de novembro. Um assessor de Mangou disse à Reuters que o general pediu a todas as forças de segurança e policiais que apoiassem Ouattara depois de uma reunião na sede da nova presidência, em Abidjã. O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ligou para cumprimentar Ouattara por ele ter assumindo suas funções e ofereceu apoio aos esforços para unir o país e restabelecer a segurança. A UE também pediu para que Ouattara formasse um governo de unidade nacional para ajudar a colocar o país devastado pela guerra de volta nos trilhos e prometeu apoio ao novo governo. O presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, disse em entrevista coletiva que irá se encontrar com autoridades marfinenses nesta semana durante as reuniões do banco e do Fundo Monetário Internacional (FMI), em Washington, para discutir uma maneira de ajudar a Costa do Marfim. O Banco Mundial congelou sua ajuda ao país africano em dezembro. A prisão de Gbagbo en-

cerrou quatro meses de luta pelo poder que deixou mais de mil mortos, mais de um milhão de desabrigados e a economia do país em frangalhos. INVASÃO E PRISÃO Gbagbo foi preso ontem durante uma invasão à sua residência. Participaram da ação as tropas leais ao oposicionista Ouattara, com o apoio de tropas das Nações Unidas e da França, que também mantém uma missão de paz no país. “A missão da ONU na Costa do Marfim confirma que o ex-presidente Laurent Gbagbo se rendeu às forças de Outtara e está sob custódia”, disse o porta-voz da organização, Farhan Haq. Segundo ele, a missão da ONU no país, conhecida como UNOCI, está providenciando “segurança, de acordo com seu mandato”. O enviado da ONU ao país, Youssoufou Bamba, disse que Gbagbo está “vivo e bem” após sua detenção e será levado a julgamento. Gbagbo e sua mulher, Simone, foram levados ao quartel-general

Fumaça sobe depois de disparos em Abidjã; Alassane Ouattara pede paz após prisão de seu rival

de Ouattara, afirmou Anne Ouloto, porta-voz do presidente reconhecido internacionalmente. O presidente estava vivendo em um bunker na residência em Abidjã há cerca de uma semana. Depois de uma década no poder, ele se recusa a sair apesar de as Nações Unidas terem reconhecido o presidente eleito nas eleições de novembro, Alassane Ouattara. Na região comercial de Plateau, testemunhas dizem ter visto soldados franceses se confrontando com seguidores de Gbagbo perto do palácio

presidencial. Gbagbo perdeu o controle do país há cerca de duas semanas, quando partidários de Ouattara tomaram conta do norte e do oeste do país, além de Abdijã. A atual crise marfinense começou depois do segundo turno das eleições presidenciais, em 28 de novembro, quando Gbagbo, presidente da Costa do Marfim desde 2000, se negou a admitir sua derrota frente a Ouattara e a ceder o poder, apesar do forte pressão internacional para que deixe a presidência.

Otan rebate críticas e diz que faz “ótimo trabalho” na Líbia Fonte folha.com

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general da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), Mark van Uhm, saiu em defesa da atuação da aliança na Líbia e garantiu nesta terça-feira que está fazendo “um ótimo trabalho” na proteção dos civis do país. Mais cedo, o chanceler da França, Alain Juppé, criticou a Otan, dizendo que não cumpre “de maneira suficiente” seu papel de comandante da coalizão internacional que atua na Líbia. O chanceler britânico, William Hague, também criticou a aliança e pediu que intensifique seus esforços no país africano. A força foi aprovada em março pelo Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) para impor uma zona de restrição aérea na Líbia e impedir os ataques dos aviões do ditador Muammar Gaddafi contra os rebeldes oposicionistas. Três semanas depois, contudo, a coalizão não conseguiu impedir o

avanço das forças de Gaddafi contra os rebeldes e enfrenta acusações de causar morte de civis e rebeldes. O general holandês Uhm, chefe de operações no quartel-general da Otan para a Europa, rejeitou as críticas e disse que a aliança foi bem sucedida em impor um embargo de armas, patrulhar a zona de restrição aérea e proteger os civis. “Eu acho que, com os recursos que nós temos, estamos fazendo um ótimo trabalho”, disse, acrescentando: “se nós tivéssemos mais meios, poderíamos fazer mais”. INTENSIFICAR Mais cedo, o chanceler britânico, William Hague, disse que a Otan deve intensificar os esforços militares na Líbia para proteger melhor a população civil. “Devemos manter e intensificar nossos esforços dentro da Otan”, declarou Hague, em Luxemburgo, antes de uma reunião com os colegas da União Europeia (UE). “Esta é a razão pela qual o Reino Unido ce-

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deu aviões adicionais capazes de atacar objetivos terrestres que ameacem a população civil líbia”,

China frustra Brasil e nega apoio à vaga no Conselho de Segurança Fonte folha.uol.com.br

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Brasil novamente não obteve o respaldo chinês a vaga permanente no Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas). Em um comunicado conjunto durante a visita da presidente Dilma Rousseff ao país, Pequim limitou-se a apoiar “a aspiração brasileira de vir a desempenhar papel mais proeminente nas Nações Unidas”. Trata-se de posição semelhante à adotada há cerca de um ano, quando o dirigente máximo da China, Hu Jintao, visitou o Brasil. No comunicado assinado com o então presidente Lula, falou-se em “compreensão e apoio” a papel maior do Brasil na ONU. A China, um dos cinco membros permanentes do CS, mantém o discurso de que a reforma da ONU tem de ser mais ampla e consensual. Na prática, trabalha contra as candidaturas de Japão e Índia, países com quem mantém disputas históricas e que são aliados do Brasil no G4 grupo que inclui a Alemanha e busca ascender no CS. Sobre direitos humanos, o item 23 do comunicado disse que os dois países “fortalecerão consultas bilaterais” e “promoverão o intercâmbio de experiências e boas práticas”, mas sem elaborar. O tema voltou a ser tratado no item 25: fala-se em “promover o desenvolvimento, a democracia, os direitos humanos e a justiça social”. “Eu queria dizer, encerrando, que nós tivemos a mesma manifestação sobre direitos humanos que tivemos com os EUA”, afirmou Dilma, em rápida

entrevista coletiva ontem à noite. “Todos os países têm problemas de direitos humanos. Nós temos problemas de direitos humanos, todos têm. A nossa posição sobre direitos humanos, nessa questão, está expressa na nota conjunta”, disse a presidente. Dilma terminou a entrevista em seguida, recusando-se a responder a uma pergunta da Folha sobre o assunto. Orientada pelo Itamaraty, a presidente não fez até agora declarações sobre a atual onda de repressão chinesa contra dissidentes políticos. A ofensiva, lançada em meados de fevereiro, reflete o temor do governo de que as manifestações pró-democracia no mundo árabe inspirem atos parecidos na China. O caso mais recente foi no dia 3, quando o reputado artista Ai Weiwei foi preso no aeroporto de Pequim ao embarcar para Hong Kong. Três dias depois, ele foi acusado de crimes econômicos. A prisão tem provocado vários protestos. ECONOMIA DE MERCADO A China voltou a cobrar a ratificação de que o país é economia de mercado, como assinado pelo então presidente Lula num memorando de entendimento, em 2004. “A parte brasileira reafirmou o compromisso de tratar de forma expedita a questão do reconhecimento da China como economia de mercado”, diz o comunicado. O reconhecimento da China como economia de mercado sofre forte resistência do setor empresarial brasileiro, que acusa os chineses de concorrência desleal em vários produtos.

Pela segunda vez no ano, Cristina tem queda repentina de pressão

declarou Hague, que estimulou outros países membros da aliança a fazer o mesmo.

Cristina Kirchner discursa em comício em Buenos Aires; queda de pressão pode cancelar viagem ao México

Rebelde grita aos colegas para que não fujam depois de disparos nos arredores de Ajdabiya

Rebelde “escreve” líbia em árabe com cartuchos de bala, durante um período sem confrontos em Ajdabiya

Fonte folha.uol.com.br presidente Cristina Kirchner suspendeu todas as suas atividades, na tarde de ontem, após ter uma queda repentina de pressão. Segundo o corpo médico da Casa Rosada, ela ficará em repouso, por 24 horas. Além de sugerir uma dieta à presidente, que tem 58 anos, os médicos recomendaram que ela suspenda a viagem que iniciaria hoje ao México. O governo não confirmou se a visita será adiada. Cristina Kirchner, viúva do ex-presidente Néstor

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Kirchner (morto em outubro de 2010 por um infarto fulminante), está em repouso na Quinta de Olivos, a residência oficial da Presidência nos arredores de Buenos Aires. É a segunda vez no ano que ela sofre com uma baixa repentina de pressão. Em janeiro, quando a temperatura de Buenos Aires chegou a 40 graus, ela sentiu o mesmo mal-estar --ontem, a temperatura estava agradável. Em janeiro de 2009, e também por problemas relacionados ao calor do verão argentino, a mandatária suspendeu suas atividades por mal-estar.

jdia 14 04 2011  

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