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O

SEMANÁRIO

FUNDADOR: José Barão I DIRETOR: Fernando Reis

quinta-feira

NOTA DA DIREÇÃO

Continuidade do Jornal depende da boa cobrança das assinaturas Apesar dos vários e insistentes apelos que temos vindo a fazer, há um significativo número de assinantes que continua com a assinatura do Jornal em dívida. No total, são cerca de 34 mil euros – mais de metade são assinantes que devem apenas 40¤ - de receita não realizada e cujo encaixe é fundamental para a nossa sobrevivência. Sem esta verba, torna-se completamente impossível fazer face a todas as nossas responsabilidades financeiras, incluindo o pagamento de salários. Se gostam efetivamente do Jornal do Algarve e querem que se continue a editar, como acontece ininterruptamente há mais de 55 anos, desde que foi fundado em 30 de Março de 1957, por esse grande jornalista que foi José Barão, não podem deixar de responder a este nosso apelo. Até agora, temos vindo a diligenciar, pacientemente, com o nosso sacrifício pessoal e dos trabalhadores, no sentido da regularização urgente dessas dívidas. No entanto, a partir da próxima semana, por não podermos aguentar mais esta situação e por respeito à maioria dos assinantes que já pagaram a sua assinatura, alguns até por antecipação, o que muito agradecemos, entregaremos essa cobrança ao nosso departamento jurídico. Compreendemos as grandes dificuldades por que todos passamos, como consequência desta bárbara e inqualificável política de austeridade e, por isso mesmo, estamos a dar a possibilidade, a quem deve mais de 40¤, de pagar a sua dívida em prestações. Hoje, mais do que nunca, é importante manter viva a voz da imprensa regional. Não deixem morrer o Jornal do Algarve! A direcção

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31 de outubro de 2013 I ANO LVII - N.º 2953

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REGIÃO SEM EMPREGOS DEIXA DE SER "ELDORADO" PARA ESTRANGEIROS

Imigrantes desistem do Algarve A população estrangeira aumentou quase 60 por cento entre 2001 e 2012, passando de menos de 30 mil para quase 70 mil indivíduos. No entanto, esta tendência começou a inverter-se há cinco anos, com a chegada da crise e a escalada sem precedentes do desemprego na região. O último relatório elaborado pelo SEF dá conta de uma redução significativa da comunidade brasileira e dos países de leste. Tal como milhares de algarvios, o grande drama dos imigrantes é a falta de trabalho...!

P 4e5

NESTE NÚMERO

Filho de castro-marinenses pode tornar-se ministro no Luxemburgo P3

Centro Médico Internacional avança em Vila Real Sto António

Castro Marim vai ter polo incubador de empresas P6

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Paulo Alves promete fazer "tudo para o Olhanense alcançar o sucesso"

Cultura e tradições em destaque no concelho de Alcoutim

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REDACÇÃO/ADMINISTRAÇÃO/PUBLICIDADE Tels. 281511955/6/7 - Fax 281511958 e-mail: jornaldoalgarve@gmail.com; ja.portimao@gmail.com Rua Jornal do Algarve, 46 - Apartado 23 8900-315 VILA REAL DE SANTO ANTÓNIO

EDITORIAL

JA COLABORA NA RECICLA GEM ECICLAGEM O Jornal do Algar Algarvve está a colaborar na reciclagem de papel, reutilizando e utilizando sobras. Desta fforma orma pre ores prettendemos sensibilizar os nossos leit leitores para a luta contra o plástico (utilizado por div er sos jornais e re vistas diver ersos revistas na eexpedição xpedição por correio) e para a necessidade de se def ender o meio ambient e. defender ambiente.

Joge Botelho é o novo presidente da AMAL Fernando Reis

Basta de austeridade! Infelizmente, para além das funções de director, à semelhança do que acontece na generalidade da imprensa regional, temos, também, funções administrativas e financeiras, que nos ocupam tempo e, muito particularmente, na atual conjuntura em que vivemos, nos tiram a tranquilidade necessária para a habitual reflexão, que marca a posição editorial do jornal. Este tem sido o motivo do nosso silêncio. Contudo, apesar de, para nossa infelicidade, continuarmos a sentir na pele a mesma política de austeridade e os consequentes constrangimentos que nos mantêm inquietos e preocupados, decidimos que, a partir de hoje, procuraremos fazer ouvir a nossa voz, com a maior regularidade possível. O tema desta semana, não pode ser outro senão a perspectiva de um maior empobrecimento das famílias e das empresas, em função do que se prevê, no próximo orçamento orçamento de Estado. Aquilo que nos espera para 2014 é mais do mesmo. Mais e maior austeridade. Mais desemprego. Mais falências. Mais pobreza e mais miséria. E enquanto sentimos na pele o drama desta política que está a destruir o país, o governo de uma forma cínica e hipócrita, continua a querer convencernos que não há outro caminho e, agora, a proclamar até o fim da recessão. Enquanto se insisir nesta política ultra-liberal, em que nem sequer já as elites do PSD e do CDS acreditam, não haverá nem crescimento nem controle do déficit. Depois de ter dito que em 2014 já não haverias mais cortes, o governo prepara-se para baixar, ainda mais, os vencimentos da função pública e cortar nas reformas e pensões. Está-se a esfolar os funcionários públicos e os mais pobres, quando o que se tinha prometido era cortar, principalmente, nas gorduras do Estado. Aliás, ao contrário das previsões do Governo, a despesa com os consumos intermédios do Estado vai ser, no final deste ano, mais 400 milhões de euros do que tinha sido previsto no primeiro orçamento rectificativo. E esta é que é para nós a grande questão. Estamos a fazer sacrifícios para quê? A verdade é que, apesar da enorme carga de impostos e de uma feroz austeridade, o Governo não consegue cumprir as metas do déficit, que este ano deverá rondar os 5,9% do PIB. Depois de tantos e enormes sacrifícios, o que temos é uma taxa de desemprego (16,5%) que é a quinta mais elevada da União Europeia, uma dívida pública que está nos 131,3% do PIB, mais cortes no rendimento das famílias, que já não aguentam mais e uma aumento da idade da reforma para os 66 anos. Para além de um programa cautelar que virá, depois da troika e que implicará ainda mais austeridade. Em democracia, a legitimidade resulta do voto popular. Ora o que se verifica, depois da grande derrota eleitoral do PSD nas últimas autárquicas, é que este Governo já não tem legitimidade para governar e já se devia ter demitido ou sido demitido pelo presidente da República.

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O autarca de Tavira será coadjuvado pelo também socialista José Amarelinho (Aljezur) e pelo social-democrata Rui André (Monchique). António Eusébio, antigo autarca de S. Brás, vai assumir as funções de secretário permanente O socialista Jorge Botelho, presidente da Câmara Municipal de Tavira, foi eleito esta segunda-feira como novo presidente da Comunidade Intermunicipal do Algarve – AMAL, substituíndo naquele cargo o social-democrata Macário Correia. Botelho vai ter como vogais o também socialista José Amarelinho, presidente da Câmara Municial de Aljezur, e o social-democrata Rui André, presidente da Câmara Municipal de Monchique. Esta troca na presidência da AMAL aconteceu na sequência dos resultados das últi-

mas eleições autárquicas, em que o PS conseguiu a maioria das câmaras algarvias (10), contra cinco do PSD e uma da CDU. O novo estatuto das comunidades intermunicipais, aprovado em setembro deste ano, veio reforçar as competências daquelas entidades, nomeadamente no âmbito de alguns poderes que pertenciam aos antigos Governos Civis. Além destas alterações, a nova legislação também veio criar a figura do secretário intermunicipal, que terá funções executivas. O escolhido foi António Eusébio, an-

tigo presidente da Câmara Municipal de São Brás de Alportel e atual líder dos socialistas algarvios, que, e de acordo com a nova legislação, passará a trabalhar a tempo inteiro na AMAL. António Eusébio deverá ser acompanhado por dois vogais, cuja eleição não foi possível esta segunda-feira. A lei exige unanimidade e esta não aconteceu na votação, já que houve um voto em branco. A eleição dos nomes que irão acompanhar António Eusébio ficou adiada para a próxima segunda-feira. D.V.

Autarcas do Baixo Guadiana criticam o Governo devido às promessas de desassoreamento do rio Obra foi prometida para este ano, mas continua sem se concretizar. Autarcas estão fartos de promessas e querem que os trabalhos avancem de uma vez por todas O presidente da Comissão de Coordenação e Desevolvimento Regional (CCDR) do Algarve, David Santos, garantiu no início de janeiro que as obras de desassoreamento do rio Guadiana começariam, e estariam concluídas, ainda este ano e apontou mesmo o mês de abril como “uma data aceitável para o início dos trabalhos”. Mas, nove meses depois, ainda não há prespetivas de quando os trabalhos poderão começar. Na altura, o presidente da CCDR Algarve admitiu que “não é um assunto fácil”, mas também explicou que já havia duas candidaturas a fundos comunitários aprovadas, uma para o desassoreamento do rio e outra para o desassoreamento da foz. “Há algumas dificuldades ambientais para o fazer até ao Pomarão, mas até Alcoutim penso que podemos chegar sem qualquer problema”, garantiu David Santos durante a cerimónia de constituição da Eurocidade do Guadiana, no início deste ano. O presidente da CCDR Algarve explicou que era preciso sentar à mesma mesa as autoridades ambientais dos dois países, de forma a encontrar um entendimento. “Ainda ninguém conseguiu fazer isto, mas eu tenho mesmo que o fazer porque me comprometi”, referiu na altura David Santos, frisando que o desassoreamento do Guadiana era uma das prioridades e um dos projetos “mais emblemáticos” do Plano de Ação para a Cooperação Transfronteiriça (PACT-A3) da Eurorregião AlgarveAlentejo-Andaluzia, que também é presidida pelo responsável máximo da CCDR Algarve. Agora, David Santos diz que as questões ambientais já foram ultrapassadas e que falta apenas um parecer da comissão internacional de limites luso-espanhola para que a obra possa

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avançar. No entanto, os autarcas do Baixo Guadiana criticam os sucessivos adiamentos e as promessas que continuam a não ter resultados práticos no terreno. “Acho que é uma vergonha o que se está a passar, porque isto devia estar feito há 20 anos e há 20 anos que ouço falar na dragagem do rio. O Governo e a CCDR o que têm é que fazer e deixar de dizer que vão fazer, porque a história do ir fazer já ouço há muitos anos, dos governos todos, dos partidos todos”, afirmou esta semana Francisco Amaral, presidente da Câmara Municipal de Castro Marim, em declarações à Lusa. O presidente da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António, Luís Gomes, espera que “seja de vez e se passe das promessas à prática”. “Todos nós precisamos que haja desassoreamento da barra do Guadiana, porque nós não podemos ter o rio com este potencial e esteja prisioneiros há mais de três décadas do assoreamento da barra. Acho que de uma vez por todas é preciso deixar as palavras e passar aos atos”, afirmou o autarca vilarealense. “Espero, e este Governo ficaria na História, se de uma vez por todas fosse sério e assumisse os compromissos que fez em sede de programa eleitoral”, acrescentou Luís Gomes. O recém-eleito presidente da Câmara de Alcoutim, Osvaldo Gonçalves, também em declarações à Lusa, congratulou-se com a possibilidade de a obra avançar e responder a uma aspiração antiga das populações, proporcionando “a melhoria das condições de navegação e de segurança das inúmeras embarcações de recreio” no rio.

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