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8 de maio de 2014 I ANO LVII - N.º 2980

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Unidades de saúde em rutura

O pior ano de sempre para a construção civil P4

Dificuldades financeiras impedem ajuda aos mais pobres P 10

António Rosa Mendes homenageado no Dia da Cidade de VRSA P 13 Sons do Atlântico de regresso a Lagoa

Os serviços de urgência básicos de Loulé, Albufeira e Vila Real de Santo António estão com falta de médicos, enfermeiros e até de material há mais de um ano. A denúncia é feita por sindicatos e utentes, salientando que esta situação está a piorar de mês para mês, provoca "consequências graves" e tem "implicações no socorro da população". O caso mais grave passa-se em Loulé, onde um movimento de cidadãos ameaça sair à rua e ocupar o centro de saúde até que a falta de médicos seja resolvida

P 24 P 14

EMPRESAS APOSTAM NO MODO DE PRODUÇÃO ECOLÓGICO

Terra de Maio de volta a Castro Marim P 17

Primeiro mexilhão 'bio' da Península é algarvio

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SINDICATOS E UTENTES ALERTAM PARA "GRAVES PROBLEMAS" NOS SERVIÇOS DE URGÊNCIA BÁSICA

Unidades de saúde em rutura há mais de um ano Os serviços de urgência básicos de Loulé, Albufeira e Vila Real de Santo António estão com falta de médicos, enfermeiros e até de material há mais de um ano. A denúncia é feita por sindicatos e utentes, salientando que esta situação está a piorar de mês para mês, provoca "consequências graves" e tem "implicações no socorro da população". O caso mais grave passa-se em Loulé, onde um movimento de cidadãos ameaça sair à rua e ocupar o centro de saúde até que a falta de médicos seja resolvida > NUNO COUTO Os utentes que recorrem aos serviços de urgência básicos (SUB) de Loulé, Albufeira e Vila Real de Santo António começam a perder a paciência com os constantes atrasos e falhas na prestação de cuidados de saúde. Em Loulé, onde existe uma grave carência de médicos e enfermeiros há mais de um ano, o movimento de cidadãos em defesa dos serviços de saúde anunciou, no início desta semana, que vai voltar a sair à rua com a intenção de “ocupar o centro de saúde até que a situação esteja resolvida”. “Sem médicos não há serviço de urgência digno desse nome. Este movimento de cidadãos considera injustificável e inaceitável a falta de médicos nas urgências básicas de um concelho com dezenas de milhares de habitantes e considera absolutamente inacreditável o processo de atribuição de responsabilidades e

de passa culpas na responsabilidade por esta situação entre o presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar do Algarve e dos responsáveis máximos da ARS Algarve”, frisa o movimento, que a 3 de agosto de 2012 organizou uma manifestação contra o encerramento das urgências de Loulé que juntou centenas de pessoas.

Problemas agravam-se de mês para mês No início desta semana, a delegação regional do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) também veio denunciar, mais uma vez, a situação de “rutura” em que se encontram os serviços de urgência básicos da região. “Os SUB de Vila Real de Santo António, Loulé e Albufeira continuam 'terra de ninguém'. Nem a ARS Algarve nem o Centro Hospitalar do Algarve querem assumir a responsabilidade”, acusa o sindicato, referindo que “este impasse provoca

A falta de médicos e enfermeiros está a afetar cada vez mais o funcionamento dos serviços de urgência básicos (SUB) da região

consequências graves na gestão dos recursos humanos e materiais, com implicações no socorro da população”. O SEP também alerta que a situação mais grave acontece em Loulé. “A dificuldade em fazer as escalas dos enfermeiros tem vindo a agravar-se de mês para mês. Caso não seja possível garantir os três enfermeiros por turno, duas situações podem acontecer: a inoperacionalidade da ambulância SIV ou a permanência de apenas um enfermeiro, abai-

xo do limite legal (pelo menos dois em permanência)”, denuncia o sindicato. As queixas estendem-se ainda aos mapas de pessoal dos SUB, que preveem 16 enfermeiros em cada serviço. Porém, “nenhum tem os 16”. “Em Loulé, em 2009, trabalhavam 14 e atualmente estão apenas 9. Os enfermeiros estão esgotados. Trabalham 14/ /15 dias seguidos fazendo, muitas vezes, 16 horas por dia. Realizam cerca de 900 horas extra por mês (o que

equivale a seis enfermeiros)”, protesta o movimento sindical. Ainda de acordo com o SEP, “existem dias em que só está um médico quer em Loulé, quer em Albufeira, e no dia 1 e 2 de maio não houve médico em Loulé. Quanto a assistentes operacionais são apenas três quer em Loulé, quer em Albufeira, e quatro em VRSA para fazer turnos de 24h/24h”. Por tudo isto, o sindicato alerta que “os ritmos de trabalho agravado pela falta dos

restantes profissionais põem em risco a saúde dos enfermeiros e a dos doentes”. Entretanto, o SEP tem agendada para esta quinta-feira, dia 8, uma reunião com a ARS onde espera que seja encontrada uma solução definitiva para este problema que se arrasta há mais de um ano. O sindicato também já pediu uma reunião à Região de Turismo do Algarve, já que pondera ainda “denunciar esta situação internacionalmente”.

Luís Gomes reeleito presidente do PSD/Algarve Luis Gomes foi reeleito presidente do PSD/Algarve no passado sábado, em eleições que tiveram lugar em todas as secções do partido na região, tendo obtido mais de 90% dos votos. Após dois mandatos à frente da estrutura distrital do PSD, o também presidente da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António merece pela terceira vez consecutiva a confiança dos militantes do PSD na região. Consigo seguem os dois vice-presidentes que o tem acompanhado nos seus mandatos, David Santos e José Inácio, bem como Bruno Inácio, como secretário distrital, e Miguel Madeira, como tesoureiro.

Adicionalmente foram eleitos todos os restantes órgãos distritais, nomeadamente a Mesa da Assembleia Distrital do PSD, que continuará a ser liderada por Desidério Silva, o Conselho de Jurisdição Distrital, que reelegeu Gilberto de Sousa, e a Comissão Distrital de Auditoria Financeira, que volta a ser liderada pela deputada Elsa Cordeiro. Paralelamente foram eleitos os delegados à Assembleia Distrital. Para Luis Gomes, este é “um resultado natural, mas que muito nos honra e motiva para os próximos dois anos. Vai ser um mandato intenso que irá passar pelas eleições legislativas e presidenciais. O PSD tem que estar pronto para apre-

sentar as melhores soluções para aos algarvios e merecer a sua confiança. É essa nossa obrigação”. “Temos procurado fazer política de forma responsável mas nunca nos detivemos a denunciar aquilo que consideramos ser ataques ao Algarve e ao seu desenvolvimento. Por isso mesmo temos procurado exercer uma magistratura de influência junto do governo e dos seus responsáveis. A região continua com problemas por resolver e queremos acreditar que o novo ciclo politico que agora se abre com a saída da Troika de Portugal pode alavancar essas resoluções.”, acrescntou Luís Gomes.

Jornal do Algarve  

Edição nº2980 | 8 Maio 2014

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