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SEMANÁRIO

FUNDADOR: José Barão I DIRETOR: Fernando Reis

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20 de fevereiro de 2014 I ANO LVII - N.º 2969

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Inquilinos indignados com "aumentos brutais" das rendas das casas A situação está a afetar mais de duas centenas e meia de residentes em bairros sociais pertencentes ao IHRU que, na região algarvia, tem fogos arrendados em Vila Real de Santo António, Loulé, Lagoa, Portimão e Lagos. Na cidade pombalina há aumentos, aplicados a famílias carenciadas, que ultrapassam os 1000 por cento. PCP e BE apresentaram, recentemente, projetos para a suspensão dos aumentos até à revisão do atual regime de renda apoiada, mas as propostas foram chumbadas na Assembleia da República P 6/7

Alcoutim apoia diabéticos e paga consultas de psicologia P8

Secundária de VRSA já estreou novas salas de aula

ALBUFEIRA:

Utentes exigem reabertura de serviços públicos de Castro Marim

Centro de saúde num caos por falta de médicos

P 10

Volta ao Algarve está na estrada com pelotão de luxo P 12

P 18

Animais vítimas de maus tratos desaparecem de forma misteriosa Autoridades, associações de animais e Câmara Municipal de Aljezur continuam sem saber o paradeiro dos cães que estavam num canil particular PUB

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REDACÇÃO/ADMINISTRAÇÃO/PUBLICIDADE Tels. 281511955/6/7 - Fax 281511958 e-mail: jornaldoalgarve@gmail.com; ja.portimao@gmail.com Rua Jornal do Algarve, 46 - Apartado 23 8900-315 VILA REAL DE SANTO ANTÓNIO

JA COLABORA NA RECICLA GEM ECICLAGEM O Jornal do Algar Algarvve está a colaborar na reciclagem de papel, reutilizando e utilizando sobras. Desta fforma orma pre ores prettendemos sensibilizar os nossos leit leitores para a luta contra o plástico (utilizado por div er sos jornais e re vistas diver ersos revistas na eexpedição xpedição por correio) e para a necessidade de se def ender o meio ambient e. defender ambiente.

Apresentação da Bolsa de Terras começa em março no Algarve Iniciativa da Direção Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural destina-se a quem terras e não as pode cultivar e a quem quer cultivar e não tem solos de cultivo A Associação In Loco vai realizar um conjunto de encontros para apresentar a iniciativa Bolsa de Terras nas freguesias interiores dos concelhos de Silves, Albufeira, Loulé, S. Brás de Alportel, Faro e Tavira, entre os dias 06 de março e 05 de abril. A Bolsa de Terras foi criada para fomentar a simbiose entre quem tem terras de cultivo e não tem tempo para as cultivar e quem pretende cultivar e não possui solo para o fazer. Trata-se de uma forma de facilitar o acesso à terra, designadamente quando a mesma não seja utilizada, através da identificação e promoção da sua oferta. Funciona através de um sistema informático e de uma rede de entidades de proximidade ao cidadão, de acesso livre e gratuito para os utili-

zadores. A iniciativa é da responsabilidade da Direção Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural. No Algarve, a Associação In Loco é uma das entidades locais responsáveis pelo apoio à adesão por parte dos utilizadores. Os encontros agendados pela In Loco dirigem-se a proprietários interessados em ceder os seus terrenos através de arrendamento, venda ou qualquer outra forma, assim como para quem não tem terra e pretende aceder-lhe para cultivo ou para outros fins produtivos.

Onde participar O concelho de São Brás de Alportel recebe os encontros na Junta de Freguesia, dia 22 de março às 10h00, e no Centro de Convívio de Parises, às

15h00 do dia 05 de abril. Refira-se que esta última é a única sessão marcada para o mês de abril, já que todas as outras decorrem durante o mês de março. Assim, no concelho de Loulé as sessões decorrem nas freguesias de Ameixial (dia 6, 11h00, Junta de Freguesia), Salir (dia 9, 15h00, Centro Brito de Carvalho), S. Sebastião (dia 20, 10h30, Junta de Freguesia), Boliqueime (dia 20, 20h30, Sociedade Recreativa), Querença (dia 21, 14h30, Casa do Povo), Tôr (dia 21, 18h00, Junta de Freguesia), Alte (dia 27, 19h00, Casa do Povo) e Benafim (dia 28, 21h00, sede do SC Benafim). Para Silves estão marcados dois encontros, ambos a 13 de março, nas juntas de freguesia de São Marcos da

Serra (10h30) e de São Bartolomeu de Messines (18h00). A única sessão agendada para o concelho de Albufeira acontece às 19h00 de 7 de março, na Junta de Fregusia de Paderne. No município de Faro os encontros decorrem nas freguesias de Santa Bárbara de Nexe (dia 20, 15h00, Jun-

ta de Freguesia), Conceição (dia 29, 16h00, Junta de Freguesia) e Estoi (dia 29, 18h30, Casa do Povo). Estão ainda marcados dois encontros para o concelho de Tavira, que decorrerão nas juntas de freguesia de Santa Catarina da Fonte do Bispo (dia 11, 10h00) e de Cachopo (dia 27, 10h30).

PORTIMÃO FOI PALCO DE AUDIÇÃO PÚBLICA SOBRE INCÊNDIOS FLORESTAIS

Miguel Freitas defende sistema de prevenção de riscos e proteção civil sustentável O deputado socialista Miguel Freitas promoveu esta segunda-feira, em Portimão, uma audição pública sobre “Incêndios Florestais – todos os ângulos de um desígnio”. O parlamentar foi escolhido como relator do grupo de trabalho para a análise da problemática dos incêndios florestais, constituído no âmbito da Assembleia da República. Para a presidente da Câmara de Portimão, Isilda Gomes, “é urgente uma clarificação das diferentes responsabilidades em matéria de proteção civil, sob pena de se continuar a assistir a uma desresponsabilização do estado central em relação a estas matérias, assim como é preciso encontrar uma autoridade regional que assuma a coordenação política que desapareceu com os governadores civis”. Na mesma linha, Rui André, presidente da Câmara de Monchique, considera necessário haver “uma clarificação de quem paga o quê e quem faz o quê”, realçando a importância do estabelecimento de acordos e de parcerias com as entidades locais (associação de caçadores, escuteiros, empresas, etc.) como forma de ir de encontro ao problema dos incêndios florestais. Para os técnicos florestais Sobral de

Almeida (GTF das Terras do Infante) e Jorge Albuquerque (Associação de Produtores Florestais da Serra do Caldeirão), para além da infraestruturação do território em matéria de defesa da floresta contra incêndios, sua manutenção e financiamento, o ordenamento florestal e a melhoria da rentabilidade do proprietário florestal são fatores críticos de sucesso nesta matéria.

"Voluntariado está a escassear" Já o comandante do corpo de bombeiros de Loulé, Irlandino Santos, considera importante criar

sinergias entre todos, alertando para o facto de o voluntariado estar a escassear e no futuro não podemos esperar “que o socorro da população esteja dependente do toque da sirene e que o voluntário deixe o seu posto de trabalho para ir socorrer um acidente de viação ou uma casa a arder”. Para Jorge Botelho, presidente da Câmara de Tavira e da AMAL – Comunidade Intermunicipal do Algarve, “a proteção civil é uma missão prioritária, sendo fundamental que o financiamento das equipas de sapadores florestais não esteja dependente de candidaturas anuais e que as autarquias

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não tenham que suportar o IVA na contratualização de serviços no âmbito de projetos financiados para faixas de gestão de combustíveis”. Segundo o tenente-coronel Antunes, da GNR, deve-se continuar a apostar nas equipas de sapadores florestais, pois estes são a guarda avançada da própria GNR, devendo repensar-se a responsabilidade de quem garante a manutenção e os vigilantes dos postos de vigia. O comandante Vaz Pinto, comandante operacional distrital de operações de socorro da Autoridade Nacional de Proteção Civil, enfatizou a necessidade crucial e fundamental de se proceder a uma clarificação generalizada em matéria de proteção civil e dos seus agentes. No final, Miguel Freitas disse que esta audição cumpriu os objetivos definidos, destacando “a necessidade de tornar sustentável o sistema de prevenção de riscos e proteção civil, com o financiamento dos corpos de bombeiros a carecer de um enquadramento legal e a necessidade de regulamentar a taxa municipal de proteção civil”.

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