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SEMANÁRIO

FUNDADOR: José Barão I DIRETOR: Fernando Reis

Quinta-feira

DE I

MAIOR

EXP ANSÃO EXPANSÃO

16 de junho de 2011 I ANO LV - N.º 2829

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Preço 1,10

DO

ALGAR VE ALGARVE

PORTE PAGO - TAXA PAGA

www.jornaldoalgarve.pt

SUSPENSÃO DOS SÍTIOS E SERVIÇOS PRESTADOS PELA GLOBALGARVE JÁ FOI REGULARIZADA MAS DEIXOU MOSSA

Câmaras recusam ser tratadas como caloteiras A agência que garante o funcionamento dos sítios das câmaras municipais tomou uma medida extrema e suspendeu o serviço, entre os dias 1 e 3 deste mês, a várias autarquias algarvias. A Globalgarve diz que estava "sufocada" com as dívidas, mas os autarcas estão revoltados com uma atitude que classificam "inexplicável", "miserável" e "vergonhosa" P4

ENTREVISTA A ARMANDO VIEIRA PRESIDENTE DA ANAFRE

Extinção de freguesias não resolve problemas do país P3

Turismo algarvio tem produtos bons mas entrou em recessão

"Hospital Central do Algarve vai ser a nossa principal batalha"

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Algarve eliminou 86 parques ilegais de sucata desde 2008 P6

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Centro Histórico de Faro vai ter novos hotéis P 24

RADIS Dr. Jorge Pereira

Agora com TAC - Rx - Ecografia - Mamografia RX Panorâmico Dentário Acordos - Convenções ADSE - SAMS - CGD - PSP - CTT - TELECOM - ADMFA ADMG -MÚTUA PESCADORES - MEDIS SAMS QUADROS - MULTICARE Rua Aug. Carlos Palma n.º 71 r/c e 1.º Esq. - Tel. 281 322 606 em frente à farmácia do Montepio (Tavira)

INSTITUIÇÃO DE APOIO AOS MAIS DESFAVORECIDOS ALERTA PARA ESCALADA DOS SEM-ABRIGO

Número de pessoas que vivem na rua está a aumentar

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JORNAL do ALGARVE

EDITORIAL Insegurança e pobreza

Fernando Reis

A somar ao aumento da criminalidade – Olhão e Quarteira foram os últimos cenários da onda de violência que assola o Algarve – há uma pobreza emergente que atira cada vez mais gente para a rua e famílias para a miséria. Só em Portimão, a avaliar pelos números do Grato – Grupo de Apoio aos Toxicodependentes, o número de sem-abrigo pode ultrapassar as sete dezenas e são já mais de 450 famílias, num total de 1300 pessoas, a recorrer à instituição, que está a “rebentar pelas costuras”. E o drama ainda é maior quando multiplicamos este problema por outras cidades e concelhos do Algarve. A situação assume tamanha proporção, que já começa a não haver condições para se assegurar os apoios sociais mais básicos. As IPSS – Instituições de Solidariedade Social debatem-se com grandes dificuldades - algumas já fecharam a porta - nas autarquias escasseiam os recursos e o cidadão comum, por razões óbvias, vai ajudadndo cada vez menos.

Para além do drama social – a que nenhum de nós pode ficar indiferente – não podemos, ignorar, também, as consequências negativas de toda esta situação para a imagem turística do Algarve, numa altura em que o sector alimentava uma certa expectativa de beneficiar de um aumento de novos fluxos, por via da instabilidade que se vive em alguns destinos turísticos nossos concorrentes, como é o caso de Marrocos, Tunísia e Grécia. O pior que nos podia acontecer é que, a somar à crise do sector da construção, a temporada turística viesse a sofrer, também, um certo abrandamento. A economia algarvia alimenta-se muito desta sazonalidade, quer em termos de negócio quer de trabalho. Impõe-se, por isso, que o novo governo, apesar das medidas de austeridade da troika, tenha a lucidez necessária para combater estes problemas sociais e seja sensível aos apelos dos que pedem um reforço policial para a Região. freisjornaldoalgarve@gmail.com

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SMS Carlos Albino

CÂMARA MUNICIPAL DE CASTRO MARIM

Aviso Dr. José Fernandes Estevens, Presidente da Câmara Municipal de Castro Marim, ao abrigo do disposto na alínea v) do n.º 1 do art.º 68.º da Lei n.º 169/99, de 18 de Setembro, alterada pela Lei n.º 5-A/2002, de 11 de Janeiro, e para efeitos do previsto no artigo 149.º do Decreto-Lei n.º 380/99, de 22 de Setembro, alterado e republicado pelo Decreto-Lei n.º 46/2009, de 20 de Fevereiro, torna público que: O período de discussão pública do Plano de Pormenor da Área de Negócios do Sotavento do Algarve terminou sem que tenham sido recebidas quaisquer reclamações, observações ou sugestões. A Câmara Municipal de Castro Marim deliberou, por maioria, na sua reunião extraordinária de 8 de Abril de 2011, aprovar a proposta do Plano de Pormenor da Área de Negócio do Sotavento do Algarve e remeter o processo à Assembleia Municipal. A Assembleia Municipal de Castro Marim, na sua sessão ordinária de 15 de Abril de 2011, aprovou, por maioria, o Plano de Pormenor da Área de Negócios do Sotavento do Algarve. Nos termos da alínea d) do n.º 4 do artigo 148.º do Decreto-Lei n.º 380/99, na sua última redacção, para efeitos de eficácia, foi publicado no Diário da República, 2.ª série, n.º 103 de 27 de Maio de 2011, o Aviso n.º 11754/2011 com a deliberação da Assembleia Municipal na parte da aprovação do Plano, bem como o respectivo regulamento, a planta de implantação e a plenata de condicionantes. Para constar e surtir os devidos efeitos, se publica o presente aviso e outros de igual teor, que vão ser afixados nos lugares públicos do costume e publicitados nos meios de comunicação social, em conformidade com as normas legais aplicáveis. Paços do Município, 1 de Junho de 2011 O Presidente da Câmara, Dr. José Fernandes Estevens (Jornal do Algarve, 16/6/2011)

Medalha de Mérito Turístico - Grau Ouro

VIPRENSA Sociedade Editora do Algarve, Lda. Pessoa Colectiva n.º 501 441 352 Capital Social: 60.000,00 Euros Fernando G. Reis: 50% Maria Luísa A. Travassos: 50% Registo ICS n.º 100969 ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE IMPRENSA

Editora Luísa Travassos Director Fernando Reis Direcção Financeira António Cabrita Redacção Domingos Viegas, José Cruz, Raquel Ponte, Rita Travassos (VRSA); Neto Gomes, Sofia Cavaco Silva (Delegação de Faro); Nuno Couto (Delegação de Portimão) redaccao@jornaldoalgarve.pt

faro@jornaldoalgarve.pt portimao@jornaldoalgarve.pt Colaboradores Almerinda Romeira, Ana Oliveira, Ana Viegas, Ângelo Cruz, António Manuel, António Montes, Arnaldo Casimiro Anica, Caldeira Romão, Carlos Alberto, Domingos Francisco, Eduardo Geraldo, Eduardo Palma, Emiliano Ramos, Fernando Cabrita, Fernando Graça, Hélder Bernardo, Hélder Carrasqueira, Horácio Neves Bacelada, João Paulo Guerreiro, João Xavier, Jorge Costa, José António Pires, José Azevedo, José Manuel Livramento, José Mestre, José Saúde, Júlio Farinha, Luigi Rolla, Luís Santos, Mendes Bota, Miguel Duarte, Miguel Jorge, Rita Pina, Rogério Bastos, Rui Marques, Silva Lucas, Teresa Cristina, Teodomiro Neto

carlos-albino@sapo.pt

Definições e indefinições Afinal o que ficou definido? A nível nacional, ficou definido o governo e o parlamento. Como isto irá ser, mais ou menos, já estava definido e não por braço no ar ou voto nas urnas – teve que ser, e neste teve que ser a grande lição segundo a qual para nada serve a vaidade, a sobranceria, o auto-convencimento e o não querer escutar ninguém, mesmo os que estejam próximos. A nível regional, aí, as indefinições começam: o governo civil que nos últimos anos pouco mais tem sido que uma mordomia a dar ar oficial ao jardim da doca de Faro, acaba ou continua nisso, dando vez a quê de Região e passando a quem da Região? As direções e delegações que por aí andam, algumas apenas no corrupio de despacho para Lisboa, outras com dinheiro apenas para pagar aos funcionários mas sem grande utilidade nem sequer a de intermediário credível, ou mesmo visivelmente para nada a não ser para penacho do titular, isso continua com este mapa, vai para engordar Évora, dar o ar da sua graça a Beja ou ser integrar-se em quê de Região e ficando em que mãos da Região? E o turismo? Vão

Correspondentes Angel Rebollo (Huelva), António Sustelo (Bélgica) Paginação electrónica Irene Salvador, Lídia Palma, Ana Reis Publicidade e Marketing Filomena Reis,

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Alzira Correia, ja.portimao@gmail.com Dep. Assinantes Ana Mendes assinantes@jornaldoalgarve.pt Publicidade, Redacção, Composição, Administração Rua Jornal do Algarve, 46 Apartado 23 8900 Vila Real de Santo António Telefs. 281 511 955 / 56 / 57 Telefax: 281 511 958 jornaldoalgarve@hotmail.com

os proventos captados no Algarve continuar a financiar direta ou indiretamente o que não tem nada a ver com a Região, nem sequer diretamente o País mas outras regiões e entidades de outras regiões que mais não fazem que denegrir o Algarve sem que podem, competir com o Algarve como se tivesse que haver competição entre quem financia e quem é financiado? E como vão ser estes deputados que o Algarve elegeu, aparentemente que são 5 da coligação (4 do PSD, mais um da paralaxe do CDS) e 4 aparentemente da oposição descoligada entre si, além da descoligação dentro de cada partido (2 do PS, a do PCP e 1 do BE) mas que não será difícil perceber que dos 9, uma pequena maioria que não quantificar para que a constatação de curriculum não se transforme ou seja entendida como ofensa, tem o coração no corpo e a cabeça na alma? Belos tempos aí vêm. Flagrante mapa: Sempre quero ver o que vai acontecer se mexerem no mapa com o melhor dos concelhos a ir para baixo e o pior das freguesias a vir ao de cima…É que uma coisa é o mapa geo-político, outra o mapa mental.

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ALGARVE VAI ACOLHER O PRÓXIMO CONGRESSO DA ANAFRE

Extinção de freguesias não resolve problemas do país O presidente da Associação Nacional de Freguesias (ANAFRE), Armando Vieira, esteve no Algarve para presenciar a inauguração da sede da Junta de Freguesia de São Brás de Alportel. Em entrevista ao Jornal do Algarve, falou sobre os motivos porque diz que não teme uma reorganização administrativa e assume-se contra a extinção das juntas de freguesia > SOFIA CAVACO SILVA Jornal do Algarve – Assistiu à inauguração da nova sede da Junta de Freguesia de São Brás de Alport-el, uma cerimónia que contou com a presença de muitos residentes que não se alhearam a este momento. Este cenário prova a importância que as populações dão às juntas de freguesia? Armando Vieira – Sim. Foi assim aqui e é assim em todo o país. A junta de freguesia é a administração pública e o Estado próximos dos cidadãos. Se falarmos do edifício democrático e de todos os órgãos e áreas da administração pública do Estado que o compõem, nós [juntas de freguesia] somos o alicerce desse edifício. Se o alicerce é forte, o edifício segura-se... No nosso país, acho que está consolidado o edifício democrático assente neste alicerce que são as freguesias.

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Somos campeões da racionalidade dos recursos públicos

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J.A. – Muitas vezes os presidentes de juntas de Ffreguesia reivindicam mais meios e recursos... A.V. – As freguesias portuguesas, desde que se deu início ao período democrático, em 1976, nunca foram devidamente consideradas. Fomos tratados de forma indigna e nem sequer foi respeitada a Constituição da República nem a Carta Europeia da Autonomia Local. Recordo que a Constituição estabelece que as autarquias, sejam elas municípios ou freguesias, têm de ter os recursos necessários para funcionarem com dignidade e nós nunca tivemos. Não fora o auxílio da Câmara Municipal de São Brás de Alportel, no caso desta obra inaugurada, e a junta de freguesia só por si não conseguiria resolver os problemas nem ter umas instalações com esta dignidade. É um caminho que tem vindo a ser feito mas que urge resolver. J.A. – O que falta fazer neste domínio? A.V. – Falta clarificar o processo das competências e nem sequer precisamos de ser criativos ou originais! Basta seguir os bons exemplos que existem nos outros países. Falta-nos clarificar de uma vez por todas o que é claramente competên-

cia da freguesia e o que é competência do município e que recursos é que são alocados a cada um destes níveis. Importa perceber que antigamente as juntas de freguesia tinham uma atitude passiva que consistia em passar um documento ou um atestado de residência ou gerir alguns cemitérios. Hoje, as juntas de freguesia têm uma atitude pró-ativa e o cidadão está próximo da sua junta de freguesia. Aliás, mesmo quando se trata de uma situação em que a junta de freguesia não tem competência, o cidadão não quer saber disso e quer ver o seu problema resolvido. Esta postura dos cidadãos e o acesso fácil aos autarcas de junta de jreguesia, que não é tão comum aos autarcas de município, originaram um conjunto de obrigações de prestações de serviços às comunidades para as quais as freguesias não têm competência ou para as quais não têm recursos. Nós somos campeões da racionalidade na gestão de recursos públicos. J.A. – Porquê? A.V. – Primeiro porque as freguesias não estão endividadas. Em segundo lugar, existem estudos que apontam que a relação custo-benefício é de um para quatro, ou seja, cada euro entregue às juntas de freguesia tem um retorno de quatro euros em

serviços à comunidade. Além disso, importa lembrar que as freguesias representam 0,10 por cento do Orçamento de Estado. Não tem expressão.

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Sou favorável a uma reorganização administrativa que dignifique a instituição freguesia sem perda de identidade

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J.A. – Apesar de campeões de racionalidade e de dizer que utilizam poucos recursos do Orçamento de Estado, está agora em discussão a reorganização territorial e a extinção de freguesias... A.V. - Fala-se da extinção de freguesias e o projeto do PS aponta para a extinção de cerca de mil freguesias. Falei sobre essa questão ao secretário de Estado e perguntei-lhe o que significam essas freguesias e o que é se pretende... Ninguém sabe. Fala-se, é moda! Essas mil freguesias pesam no Orçamento de Estado 0,4 por cento. É por aqui que passa a resolução dos problemas do país? Não é de todo! Mas passa, isso sim, a resolução de muitos problemas dos cida-

dãos que as freguesias resolvem! J.A. – Também há muitos presidentes de juntas cujas remunerações são praticamente simbólicas... A.V. – A esmagadora maioria dos presidentes de junta não são remunerados. Só 10 por cento é que exercem funções no regime de permanência e com remuneração a tempo inteiro ou a meio tempo. Todos os outros recebem uma remuneração simbólica para as despesas, que muitas vezes não chega para pagar o combustível que gastam durante o mês e muitos desses ainda deixam esse dinheiro na tesouraria da freguesia para fazerem coisas para a terra. J.A. – Se o novo Governo avançar com a extinção de freguesias, o que é que se perde e o que é que muda? A.V. – Desde logo perdem as comunidades. O Presidente da República referiu, no seu discurso do Dia de Portugal, a questão do repovoamento e defesa do interior. Já se andaram a encerrar escolas e extensões dos serviços de saúde e se sair agora a junta de freguesia... o que é que fica? Nada! Se queremos um movimento de repovoamento e dinamização da nossa atividade económica nomeadamente na agricultura, isso quer dizer que a junta de reguesia continua a ter valor, para não dizer que tem mais valor do que nunca. J.A. – Caso se confirme essa reorganização territorial e a extinção de freguesias como é que isso vai funcionar em termos da identidade das populações? A.V. – Posso dizer que sou favorável a uma reorganização administrativa mas com o objetivo de dignificar a instituição freguesia sem perda de identidade. Nunca aceitaremos que seja eliminada uma identidade. Quando se fala de extinção, recusamos. Reorganizar tendo em vista dar uma escala maior, dar maior conteúdo e mais competências, recursos e mais responsabilidades é um caminho que dignifica a freguesia. Agora, não aceitamos que seja a identidade de qualquer freguesia. Defendo há muito anos que cada freguesia pode eleger o seu representante num órgão executivo que gere um espaço mais largo. Isto relativamente a pequenas comunidades. É preciso também ter em conta que uma agregação não pode ser feita a régua e esquadro e cada caso é um caso, cada região é uma região específica. Isto tem de ser muito bem explicado ao povo.

VOZ DO POVO

Concorda com a extinção de algumas freguesias? Bruno Mendes estudante Não creio que essa medida seja muito positiva, nem sequer que tenha grandes efeitos práticos. Se querem mesmo começar a poupar dinheiro, há outros gastos que podiam cortar em primeiro lugar, como as viagens dos deputados e os carros de alta cilindrada.

Jorge Oliveira, diretor hoteleiro Em certos distritos e concelhos seria justificável, porque têm demasiadas freguesias e muito poucos habitantes. Se for feito com pés e cabeça, acho que a extinção de algumas freguesias pode vir a reduzir custos nestes tempos de crise, em que a contenção é a palavra de ordem. O grande problema dos governos em Portugal é que se preocupam demais em aumentar os impostos e estão nas tintas para a redução das despesas.

Acúrcio Pereira desempregado Não concordo porque as juntas de freguesia fazem parte da comunidade e principalmente as pessoas mais velhas precisam do apoio que as juntas dão. Além disso, atualmente são muito mais ativas do que eram.

Adão Félix gestor de empresas Sim. Acho que para o país se tornar mais económico podemos reduzir nessa área. Temos concelhos que têm 30 a 40 freguesias, muitas vezes algumas delas com 500 a 600 pessoas. Apesar de ter consciência que esta redução representa uma diminuição de empregos, penso que em termos económicos nacionais pode ser interessante.


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O bloqueio dos sítios e do correio eletrónico revoltou as autarquias que ainda não tinham pago

SUSPENSÃO DOS SÍTIOS E SERVIÇOS PRESTADOS PELA GLOBALGARVE JÁ FOI REGULARIZADA MAS DEIXOU MOSSA

Câmaras recusam ser tratadas como caloteiras A agência que garante o funcionamento dos sítios das câmaras municipais tomou uma medida extrema e suspendeu o serviço, entre os dias 1 e 3 deste mês, a várias autarquias algarvias. A Globalgarve diz que estava "sufocada"

com as dívidas, mas os autarcas estão revoltados com uma atitude que classificam "inexplicável", "miserável" e "vergonhosa"

> NUNO COUTO

Frisando que a dívida do município - “entretanto já regularizada” - era de oito mil dos 400 mil euros que a Globalgarve reclamava de todas as câmaras, o autarca lamentou ter tido conhecimento da situação através da comunicação social. “Faz lembrar os comerciantes que metiam os nomes dos devedores nas montras das lojas, para envergonhar publicamente as pessoas”, comparou, explicando que o atraso do pagamento era de seis meses. Segundo Rui André, a suspensão dos serviços prestados pela Globalgarve ao município de Monchique só não teve consequências graves porque era feriado municipal e a câmara estava fechada. “Seria um grande problema ao nível da faturação eletrónica e dos emails se ficássemos um dia sem funcionar por causa dessa atitude”, explicou, desabafando que “a relação da

As câmaras municipais algarvias afetadas pelo corte de serviços nas páginas oficiais, correio eletrónico e consulta de processos na internet, entre os dias 1 e 3 deste mês, estão revoltadas com a Globalgarve. Por alegada falta de pagamento, a agência regional decidiu suspender temporariamente os serviços prestados às câmaras de Albufeira, Castro Marim, Lagos, Monchique, Portimão, Silves e Vila Real de Santo António. A atitude não caiu nada bem entre os autarcas algarvios, que admitem dívidas, “mas muito mais reduzidas do que aquelas que foram tornadas públicas”, na ordem dos 400 mil euros no total. José Estevens, presidente da câmara de Castro Marim, foi um dos mais duros na resposta à Globalgarve, conside-

rando a suspensão dos serviços no âmbito do Projeto Algarve Digital uma decisão “estranha, inexplicável, angustiante, miserável e revoltante”. “O município estava apenas com um atraso de 60 dias no pagamento, o que, nos tempos de crise que correm, para a maioria dos agentes económicos tornou-se prática usual”, criticou o autarca, numa carta dirigida aos responsáveis da Globalgarve, no dia seguinte à suspensão do sítio da autarquia. “Já foi processado o pagamento e emitido o cheque que põe cobro a tamanha vergonha”, disse ainda o presidente da câmara de Castro Marim, colocando em causa a solidariedade da Globalgarve neste caso, depois de a instituição ter ficado “com as calças na mão, aquando do não reembolso dos montantes consumidos por essa agência no âmbito da candidatura Algarve

Digital, por num ato de suprema incompetência, não terem feito observar as regras de publicitação dos contratos públicos”.

Câmaras são acionistas da Globalgarve Os autarcas lembram que a Globalgarve tem uma estrutura onde fazem parte 55 acionistas, entre entidades públicas, associações empresariais, empresas de âmbito regional e nacional, assim como todos os municípios. “Trata-se de um incidente lamentável que demonstra falta de ética. As câmaras são acionistas da Globalgarve e, como tal, merecem mais respeito. O dinheiro que os municípios dão para a empresa não é só para a manutenção dos sítios, mas também para pagar os ordenados de quem lá trabalha”, salientou ao JA o presidente da câmara de Monchique, Rui André.

autarquia com a agência dificilmente será a mesma daqui para a frente”.

Autarcas não aceitam medida radical Quem também não ficou satisfeito com a decisão da Globalgarve foi o presidente da câmara de Albufeira, Desidério Silva, defendendo que “a situação devia ter sido institucionalmente gerida de outra forma”.s “Não fui informado do corte do serviço e a dívida não era muito grande, nem sequer justificava uma medida radical como tomou a Globalgarve”, referiu o autarca, sem querer precisar o montante que estava em causa. Por seu lado, a câmara de Portimão garante que estava em contacto com a agência e até já tinha comunicado que iria efetuar o pagamento no dia acordado, logo a seguir ao corte. “A questão é que a Glo-

PAULO BERNARDO, DIRETOR GERAL DA GLOBALGARVE, JUSTIFICA MEDIDA EXTREMA:

"Ato de desespero para cobrar meio milhão de euros" > SOFIA CAVACO SILVA O diretor geral da Globalgarve considera que a polémica em redor do corte dos serviços prestados às câmaras municipais “está a ter mais mediatismo do que devia”. “O nosso objetivo não é recorrer a este sistema. Foi só um alerta para a situação que a empresa vivia na altura, com pagamentos em dívida na ordem de um meio milhão de euros, pelo que já tínhamos os nossos serviços em vias de serem desligados por parte da PT, da Refer Telecom e da IBM”, justifica Paulo Bernardo. Em declarações ao JA, o responsável admite que a medida “foi mais um ato de desespero”, uma vez que “a IBM já estava a ameaçar levar os equipamentos desde maio”. Ainda assim, o diretor geral da Globalgarve acentua que já tinha sido enviado um ofício aos municípios a explicar a situação, tendo sido dado um prazo “até ao final de maio” para que houvesse uma resposta das autarquias. “Alguns municípios responderam às nossas solicitações e outros não responderam.

Então, a comissão executiva achou por bem suspender os serviços porque, senão, poderíamos colocar em causa não só os que tinham pago, assim como os que não tinham efetuado o pagamento”, frisa.

Globalgarve ainda tem 300 mil euros pendentes O corte dos serviços que afetou os sítios de sete autarquias estendeu-se entre os dias 1 e 3 deste mês, tendo já sido pagos “cerca de 200 mil euros neste período”, revela Paulo Bernardo. “Mas ainda temos cerca de 300 mil euros pendentes”, sublinha, dizendo que, para já, a dívida saldada é suficiente para estabilizar a situação da agência. A Globalgarve conta atualmente com nove pessoas a trabalhar e, segundo o diretor geral, atravessa uma fase complicada. Um dos principais problemas é a dívida acumulada de “municípios que já não pagavam há anos”, adianta o responsável, nomeando que apenas “Alcoutim, Aljezur, São Brás de Alportel e Tavira têm pago sempre a tempo e horas”.

Paulo Bernardo

balgarve tomou a decisão de cortar o serviço a todas as câmaras naquele dia (1 de junho) e também fomos atingidos, embora por um período de tempo muito curto”, adiantou ao JA o chefe do gabinete da presidência, Pedro Poucochinho, acrescentando que “a dívida era uma das mais baixas em atraso”. A mesma situação terá acontecido com a câmara de Silves, que também esteve algumas horas sem o sítio ativo. “O problema estava a ser resolvido e o pagamento estava previsto para o dia 1, mas apenas foi realizado no dia seguinte devido a questão administrativas”, justificou a responsável pelo gabinete da presidência, Sandra Moreira. Segundo a mesma responsável, a Globalgarve apenas cortou os serviços do município de Silves “porque quis tratar todas as câmaras da mesma forma”.


R [] British Airways abre rota direta Londres-Faro EGIONAL

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JORNAL do ALGARVE

O aeroporto de Faro tem uma nova rota que faz ligação direta ao centro de Londres. A rota é da responsabilidade da companhia aérea British Airways (BA) e foi inaugurada no passado dia 7 com o primeiro voo. Este voo vai funcionar de forma contínua às terças e quintas-feiras e aos domingos. A ligação London City Airport – Faro tem partida às 9h40 durante a semana, estando a aterragem prevista para as 12h35. Aos domingos o avião sai de Londres às 13h05 e aterra no Algarve às 16h00. Os voos para Londres partem de Faro às terças e quintas-feiras pelas 13h20 e aos domingos às 16h40. De acordo com as informações divulgadas pelo aeroporto de Faro, este serviço vai ser assegurado com um Embraer 190 de 98 lugares. Com o lançamento desta rota, a British Airways passa a ter uma oferta global para o Algarve de 143 mil lugares durante este ano. “Tem havido uma enorme demanda por destinos associados ao segmento Sol e Praia, a partir do aeroporto London City o que nos levou a incrementar a oferta dos destinos de verão para onde voamos. No entanto, existe ainda uma acentuada procura de destinos de férias durante todo o ano por isso escolhemos Faro devido ao seu clima temperado e pelas atividades de lazer que oferece", explicou o diretor geral comercial da BA CityFlyer, Luke Hayhoe. Os responsáveis adiantam ainda que com esta rota esperam captar novos segmentos de passageiros residentes na cidade Londres para produtos turísticos como o golfe, a saúde e bem-estar, a cultura e o turismo de negócios. PUB.

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"Turismo algarvio tem produtos bons mas entrou em recessão" Afirmou Fernando Perna, concluiu Vítor Neto Fernando Perna, especialista em turismo da Universidade do Algarve, a que preside ao respetivo Observatório, analisou o impacto do PO no setor do turismo. Fê-lo, disse, com base no modelo de análise, rigor conceptual, funcionalidade, comparação competitiva. Perna reiterou que o «Algarve quando fala de turismo não pode esquecer o ambiente». «Temos mesmo que o colocar em primeiro lugar. Tê-lo-emos cumprido?», interrogou. Outra componente a ter em conta, para si, é o de termos um setor privado dinamizado. Tê-lo-emos também com apoios escassos? Foi outra interrogação que deixou em aberto. Salientou, todavia, que o Algarve tem produtos bons. Destacou o golfe, as marinas, para concluir: qual então o desafio? Num quadro difícil 2007-2013, disse que urge diversificar os produtos, aumentar o volume de

negócios, internacionalizar o capital. Fernando Perna mostrou-se otimista num bom desempenho, no potencial do turismo regional, nas suas vantagens, no gasto médio superior em relação a outros destinos como por exemplo a Andaluzia próximo, Málaga. Quem se mostrou menos

otimista, foi Vítor Neto, outro membro da comissão diretiva do PO, presidente do NERA, antigo secretário de Estado da pasta em causa. Valorizou como empresário o crescimento da taxa de aproveitamento, do PO, adiantou mesmo que as candidaturas aprovadas foram justas, mas reiterou que o tu-

rismo do Algarve está a perder competitividade desde há 10 anos, quer em receitas, dormidas ou estadias e que esta tendência não está a ser alterada, podendo mesmo falar-se por isso de estagnação, quebra, que chegou mesmo à imobiliária. V.G.


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Algarve eliminou 86 parques ilegais de sucata desde 2008

FICÇÕES

[33.] Folhetim

José Carlos Barros

O dia em que o mar desapareceu De como o mar desapareceu e de como apareceu uma nave que pelo jeito há-se ser alienígena LUÍSA fica por algum tempo a olhar de longe a curva do caminho e o telhado de casa a adivinhar-se devagar a esta luz do lento amanhecer de meados de setembro, esta luz coada da alba a desprender-se das árvores e dos matos, esta leve exalação do ar humedecido a levantar-se nos muros virados ao nascente como se o mundo não tivesse acabado e o alvor pudesse ainda trazer por instantes a memória da cal e da água do tanque, o voo das aves, o rumor contínuo da sombra nas encostas da umbria. O tempo não avança. Esta mesma luz subia da praia quando Luísa compreendeu que ficara sozinha na esplanada das dunas e ouvia, como ouve agora à distância, o marulhar do levante na maré-vaza. A mesma luz do parque de estacionamento, noite ainda, poisada no tejadilho dos carros a anunciar mais um dia de verão. A mesma luz que fazia brilhar pequenos seixos na linha de rebentação quando correu pelo areal deserto e deixou de ver o mar. JOÃO desceu a escada a caminho da ria e estranhou a força da vazante. Uma leve cerração erguia-se no enraizamento da península e começava a ocultar em névoa a linha do horizonte, e depois os chapéus de sol mais distantes, e depois os cordeirinhos da praia e o eriçado irregular do estorno, e depois as estacas dos viveiros da fábrica, e depois o próprio azul ondulado das águas. Virou-se e olhou o pano da muralha a procurar um rosto ou uns braços apoiados no muro, uma criança que corresse no largo, um guarda-fiscal na atalaia da fortaleza a assestar os binóculos ao assoreamento da barra. Mas não havia ninguém, nenhum movimento, nenhuma sombra. Olhou o areal da península e deixou de ver o mar. Não havia ninguém à face da terra e o mar adivinhava-se apenas à distância no marulhar sobressaltado do levante. NA MANHÃ de meados de setembro, com uma aragem a correr a praia, Madalena adormeceu por instantes. Sonhou que uma nuvem se alargava no céu, primeiro só ligeiramente acinzentada, depois muito escura, e que os guardanapos engordurados das bolas de berlim e os pacotes azuis e amarelos das batatas fritas e os copos de plástico se levantavam no ar, e que o avião da publicidade se despenhava contra os pátios da torre de apartamentos, e que as motos de água da concessão de toldos se afundavam na linha de rebentação, e que a chuva e o vento abriam córregos no areal, e que as pessoas fugiam com as toalhas à cabeça a protegerem-se da limalha da tempestade imprevista. Acordou num sobressalto. Um silêncio espesso, denso, cerrado, misturava-se no fragor silente da ondulação. Olhou na direcção do mar. Mas o mar tinha desaparecido. E de súbito descobriu que estava sozinha no areal imenso. LOURENÇO olhava as amendoeiras alinhadas e os losangos de sombra da eira à espera que o tempo desatasse os seus nós e uma ave riscasse o céu da manhã ou um automóvel subisse a estrada do largo. Mas não havia um movimento, uma ligeira turvação do ar, nenhum ruído a sobrepor-se ao marulhar sobressaltado do levante. Uma luz baça debruava a empena escalavrada do armazém de frutas. A mesma luz que, horas antes, poisava nos azulejos da casa de banho da discoteca, no rosto de Catarina, na máquina registadora, no cartão de despesa. Só então compreendeu que o tempo tinha parado, que a luz não mudava, que a orbe se suspendera nos seus próprios fios. Subiu à açoteia da casa e olhou na direção do mar. Mas não havia mar. E não havia mais ninguém, nenhum rosto, nenhuma voz, entre a terra e o céu. (continua na próxima semana)

CCDR avança para trabalho de monitorização na área das sucatas e prepara-se para avançar com a limpeza de parques ilegais de resíduos derivados da construção > SOFIA CAVACO SILVA A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve (CCDR) tem vindo a trabalhar desde 2008 no programa de erradicação dos “parques de sucata”. O balanço deste trabalho foi apresentado na passada semana durante os workshops promovidos para assinalar a Semana do Ambiente. Ao JA, a diretora dos serviços de ambiente da CCDR, Maria José Nunes, explicou que após uma fase de identificação dos 94 espaços que funcionavam em toda a região como parques de sucata ilegais começou um trabalho direto com os exploradores e proprietários dos terrenos, que envolveu informação e sensibilização e até por vezes recurso a notificações oficiais que permitiram que em 2008 tivessem sido limpos 33 parques de sucata. Em 2009, os técnicos da CCDR confirmaram a erradicação de mais 27 parques e em 2010 foram limpos 26 parques. “Tudo isto foi limpo voluntariamente pelos exploradores, fruto da atuação da CCDR”, comentou Maria José Nunes, lembrando que os proprietários tiveram de apresentar comprovativos com indicação do volume de sucata retirada e os locais para onde os resíduos foram encaminhados. O programa permitiu ainda proceder ao licenciamento de locais com sucata e contribuiu para detetar atividades não licenciadas, nomeadamente estaleiros e oficinas mecânicas. A CCDR sublinha que além do impacto visual negativo que este tipo de parques tem nesta região predominantemente turística existem ainda os impactos ambientais resultantes dos componentes perigosos que estes resíduos acabam por verter para os solos e que podem afetar os recursos hídricos. “Os impactos ambientais associados à deposição ou armazenagem de sucata nos terrenos, principalmente dos veículos em fim de vida, visto que estes contêm materiais e componentes com características de perigo, nomeadamente combustíveis, óleos e mercúrio que apresentam perigosidade para a saúde e para o ambiente” explica a CCDR numa exposição sobre este programa que está agora patente na sala de exposições desta entidade sedeada em Faro. “Das visitas efetuadas, na sua maioria, foi detetada a incorreta gestão dos resíduos em terrenos não impermeabilizados, muitas vezes incluídos em zonas de Reserva Ecológica Nacional ou de Reserva Agrícola Nacional”, referem os responsáveis. O programa de erradicação dos parques de sucata termina este ano e neste momento a CCDR tem ainda oito situações por resolver. “São situações em que o explorador está ausente, em que há problemas sociais e de saúde dos respetivos exploradores, entre outros motivos”, refe-

re a diretora dos serviços de ambiente da CCDR acrescentando que os técnicos continuam empenhados em conseguir resolver estas oito situações dentro dos prazos. Não obstante, frisou que os parques que persistem já são pequenos e não tão preocupantes como outras situações que entretanto já foram resolvidas. “Tivemos parques de sucata em que foram retirados 250 carros”, comentou. Neste momento, a região conta com 31 operadores licenciados para gerir este tipo de resíduos, ou seja, veículos em fim de vida, metais ferrosos e não ferrosos, resíduos de equipamentos elétricos e eletrónicos”. A tecnologia já permite tratar e desmontar eficazmente a maior destes objetos, criando assim novas oportunidades de negócio e novas formas de valorização destes resíduos que podem ser reciclados e reutilizados. O Programa Operacional do Algarve (PO Algarve 21) tem verbas disponíveis para ajudar empresas especializadas nesta matéria a adaptarem-se às exigências legais e a aumentarem a sua capacidade de trabalho. Nesta área, o PO Algarve 21 ainda só apoiou uma empresa até ao mo-

mento mas espera poder acolher novas candidaturas na fase que vai abrir em outubro. Na área do ambiente, o PO Algarve 21 já apoiou 20 projetos que totalizam um investimento aprovado na ordem dos 4,5 milhões de euros e que se traduzem no apoio de 2,5 milhões de euros. Estes projetos concentram-se na área do solar térmicos, eficiência energética, resíduos e controlo da poluição do ar. Agora que esta fase da Operação de Resíduos que a Secretaria de Estado do Ambiente lançou está a chegar ao fim, a CCDR Algarve já está a preparar recursos, meios e estratégias para avançar para uma nova missão: a erradicação de parques ilegais de resíduos derivados da construção. A vice-presidente da CCDR Algarve, Ana Magalhães, admite que os recursos disponíveis são escassos, pelo que os responsáveis regionais estão a criar uma estrutura que vai contar com o apoio dos agentes do SEPNA da GNR e das autarquias para identificar situações e dar início a mais uma missão de limpeza ambiental.


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Detidos no estrangeiro com direito a advogado e informar família Um homem de 22 anos deslocou-se a outro país para assistir a um jogo de futebol. Depois do jogo, foi a um bar com amigos onde se viu envolvido em distúrbios, tendo sido detido. A polícia interrogou-o durante várias horas sem que estivesse presente um advogado. A Comissão Europeia propôs esta semana que todos os suspeitos – independentemente do lugar onde se encontrem na União Europeia – tenham o direito de acesso a um advogado desde o momento da sua detenção pela polícia até ao final do processo.

População da UE deverá atingir ponto máximo em 2040 A população da União Europeia deverá aumentar de 501 milhões de habitantes em 1 de janeiro de 2010 para 525 milhões em 2035, atingindo um ponto máximo de 526 milhões por volta de 2040, que vai diminuir progressivamente para se fixar em 517 milhões em 2060. A população da UE deverá igualmente continuar a envelhecer, passando a parcela dos mais de 65 anos de 17% em 2010 para 30% em 2060.

Número recorde de estudantes beneficia de bolsas Erasmus Mais de 213 mil estudantes obtiveram uma bolsa Erasmus para estudar no estrangeiro em 2009-2010. Trata-se de um novo recorde e de um aumento de 7,4 por cento em relação ao ano anterior. Os destinos mais populares foram a Espanha, França e Reino Unido, tendo sido a Espanha o país que enviou mais estudantes para o estrangeiro, seguida da França e Alemanha.

Comissão apresenta recomendações sobre crescimento e emprego A Comissão adotou uma série de recomendações para cada um dos 27 estados-membros – mais uma para o conjunto da zona do euro – a fim de os auxiliar na construção das suas políticas económica e social para que possam cumprir os seus compromissos em matéria de crescimento, emprego e finanças públicas.

Programa Operacional do Algarve com taxa positiva "Longe de estarmos satisfeitos, atingimos taxa positiva", disse João Faria, presidente da CCDR Algarve «Longe de estarmos satisfeitos, penso que tem havido nas aprovações uma taxa positiva», afirmou o presidente da CCDR Algarve, João Faria, durante o seminário que promoveu em Faro para apresentação de resultados do Programa Operacional Algarve 21. João Faria reiterou mesmo que houve progresso, recuperação, face à taxa conseguida de 46 por cento de compromissos. Quanto ao tipo de empresas que tem sido financiadas, realçou alguns serviços de hotelaria, a intervenção nas escolas e outras de carácter tecnológico, que desta forma puderam criar os seus loteamentos, que foram aprovados pelos respectivos PDMs. Outras áreas destacadas foram o ambiente, a requalificação do litoral, o comércio local, a criação artística, valorização dos recursos hídricos e a regeneração urbana, ou seja, a componente da valorização territorial. O Prof. Fernando Perna,

da Universidade do Algarve, debruçou-se sobre o impacto do PO no sector do turismo. Ma-cário Correia, membro da comissão directiva do Programa, enalteceu o papel do capital público na alavancagem da economia, preconizando que, com o aperto di-

tado pela Troika, urge investir sobretudo nas cidades, nos centros históricos, no seu saneamento, nas frentes ribeirinhas. Francisco Leal, outro membro da comissão, congratulou-se com o grau de compromisso atingido, essencialmente com as iniciativas

junto das escolas, para acabar com os regimes duplos, concluindo contudo que é necessário melhor estratégia para o desenvolvimento do Algarve, mais diversificado, com pescas, aquacultura. V.G.

Rota Vicentina vai estar pronta até início de 2012 A Rota Vicentina tem já uma proposta de traçado, que será apresentada publicamente a todas as pessoas que tenham interesse em conhecer melhor o projeto e em contribuir com sugestões e informações várias. Segundo apurou o JA, a Rota Vicentina é uma grande rota pedestre que será implementada até ao início de 2012, entre Santiago do Ca-

cém e Sagres, somando cerca de 300 quilómetros, entre o caminho histórico e o caminho dos pescadores. Inclui a colocação de sinalética, estruturas de apoio, conceção de mapas e guias, assim como um grande inves-

timento em promoção internacional. Neste âmbito, entre 27 de maio e 2 de julho, estão agendadas diversas ações de esclarecimento ao longo do território alentejano, para que haja oportunidade de apresen-

tar e debater o traçado de cada localidade com algum detalhe. As sessões para o Algarve ocorrerão mais tarde, em datas a comunicar oportunamente pela associação Almargem.

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HPA inaugura primeira “Hospital Central do Algarve unidade privada vai ser a nossa para tratamento de cancros principal batalha” O Hospital Particular do Algarve (HPA) vai abrir na segunda quinzena de julho a primeira unidade privada de tratamento oncológico, em Faro. O anúncio foi feito numa altura em que o HPA celebra o 15.º aniversário e comemora também dez anos sobre a criação da Unidade de Intervenção Cardiovascular A primeira unidade privada de tratamento oncológico da região vai ser inaugurada, na segunda semana de julho, em Faro, adiantou ao JA uma fonte do Hospital Particular do Algarve (HPA). O grupo, que detém mais duas unidades hospitalares na região, em Alvor e Portimão, pretende assim responder às necessidades dos doentes com vários tipos de cancro (mama, estômago, próstata, pulmão). Nas unidades de Faro e Alvor, os médicos do HPA já promovem consultas de oncologia, sendo agora dado mais um passo para melhorar os cuidados de saúde prestados aos doentes do foro oncológico. A unidade oncológica será instalada na unidade hospitalar de Faro, nas Gambelas, que conta com outras valências, como uma maternidade com suites, oito camas para cuidados intensivos e bloco operatório com nove salas de cirurgia e tecnologia para transmitir operações, entre outras. Com um corpo clínico de 125 médicos – algarvios, lisboetas, mas também ingleses, franceses, holandeses e alemães – o Hospital Particular do Algarve quer diferenciar-se pelo atendimento permanente de 24 horas e por oferecer valências médicas inexistentes na região associados ao turismo de saúde.

Dez anos a cuidar do coração dos algarvios No ano em que comemora o seu 15.º aniversário, o HPA também está em festa devido à celebração dos 10 anos desde a criação da Unidade de Intervenção Cardiovascular (UIC), que anda há uma década “a cuidar do coração dos algarvios”. “Esta unidade veio responder a uma lacuna de saúde na região do Algarve e dar rápida resposta a situações de perigo de vida, como é o caso do enfarte agudo do miocárdio, que necessita de tratamento em menos de três horas através de angioplastia (desobstrução da artéria do coração por cateterismo)”, adiantam os responsáveis, frisando que a UIC trata atualmente cerca 200 doentes da região sul por

ano e realiza mais de 600 exames diagnósticos. Segundo José Baptista, cardiologista do HPA, “o aparecimento da UIC veio modificar a esperança de vida de muitos doentes que de outra forma poderiam não ter tido acesso a estas técnicas de angioplastia”. O médico acrescenta ainda que, “até 2001 não existia nenhuma sala de hemodinâmica a sul de Setúbal, pelo que todos os doentes com enfarte do miocárdio ocorridos no Algarve tinham de ser transportados por ambulâncias ou por helicóptero para um hospital em Lisboa, facto que, para além dos elevados custos, impedia que doentes fossem tratados na janela de tempo mais eficaz para o seu tratamento”.

Afirmou ao Jornal do Algarve Cristóvão Norte, o mais novo recém-eleito deputado pelo círculo do Algarve. Paulo Sá, da CDU, licenciado em Moscovo, é outra das caras novas > VIEGAS GOMES «O Hospital Central do Algarve vai ser o nosso compromisso principal», afirmou ao Jornal do Algarve Cristóvão Norte, o mais jovem deputado pelo Círculo Eleitoral do Algarve, que irá em breve tomar posse, assim como os restantes eleitos. «Foi um compromisso eleitoral assumido por todos, entre eles Passos Coelho e, como tal, vai ser a nossa principal bandeira», acrescentou. Outras batalhas no mandato serão o crescimento económico da região e a luta contra o desemprego. «A taxa de desemprego atinge na região os 17 por cento. Por cada cinco trabalhadores há um no desemprego. Há hoje mais desempregados no verão do que anos atrás na época baixa. É contra este estado de coisas que nos vamos mobilizar», disse. A agricultura e as pescas são setores sensíveis para o novo deputado, que frisou que o agricultor no Algarve tem a mais avançada idade média do país na profissão, 58 anos. Cristóvão Norte sucede a seu pai, também deputado pelo PSD pelo mesmo círculo, em mandatos anteriores e até no da Constituinte. Cristóvão Norte tem 34 anos, é formado em Direito e

em Economia. Foi dirigente do Farense, membro da Assembleia Municipal de Faro (2000-2007), presidente da JSD Algarve, de 2004-2006, um dos principais impulsionadores da criação do curso de Medicina na Universidade do Algarve. Ultimamente era conselheiro nacional do PSD e chefe de gabinete de Macário Correia na Câmara Municipal de Faro. Outra cara nova no Parlamento é Paulo Sá, professor de Física na Universidade do Algarve (licenciado no ramo pela Universidade Estatal de Moscovo), 45 anos. Também para ele urge no Algarve diversificar a actividade económica, para além do turismo, nomeadamente as pescas e agricultura. O desemprego está também entre as suas principais preocupações, sobretudo entre os jovens (um em cada três jovens está desempregado, refere). Paulo Sá concretizou o sonho do PCP, que era o de recuperar um deputado pelo círculo, o que aconteceu em 1987. O novo deputado é membro da Comissão Concelhia de Faro do PCP e membro da Assembleia Municipal da cidade. Outras caras novas são Elsa Cordeiro do PSD, vereadora na Câmara de Tavira, e Pedro Roque, também pelo PSD.

POLÉMICA ADENSA-SE

Coligação vai nomear novo governador civil? A questão coloca-se, pois só em Setembro estará concluído o levantamento da administração central, local e regional a extinguir Irá o novo Governo de coligação nomear novo governador civil para o distrito? A questão é polémica e não deixa de colocar-se, uma vez que o PSD já demonstrou interesse em reduzir em pelo menos 50 por cento o número de organismos do Estado, mas só em final de Setembro a coligação terá pronto o levantamento da dimensão da administração central, local e regional. Por isso, Jornal do Algarve coloca a questão: valerá a pena? Macário Correia, presidente da Câmara Municipal de Faro e presidente da AMAL, acha que não, que não vale a pena. O conselho executivo da AMAL, a que preside, comunicou já a Passos Coelho a vontade em receber competências daquele órgão, nomeadamente a nível de proteção civil, mobilidade, transportes, segurança, monotorização do planeamento. Todos os presidentes de câmara algarvios (16) mostram-se dispostos a arcar com essas

responsabilidades. Macário Correia adiantou mesmo que é a AMAL o organismo descentralizado próprio para responder por essas funções, tendo capacidade até para gerir fundos comunitários. O autarca mencionou ainda que tudo se deverá passar sem admitir mais pessoal. A mesma opinião tem Santana Lopes, que a este respeito, adiantou. «Faço votos para que não sejam nomeados novos governadores civis. Está previsto na lei quem os deve substituir nos seus impedimentos. Se forem nomeados novos «apparatchiks», será mais difícil acabar de vez com o cargo», disse. Entretanto é o tenente-coronel Silva Gomes que vem desempenhando o cargo de governador civil de Faro. Este militar fá-lo devido ao impedimento de Isilda Gomes, que se candidatou a deputada e não foi eleita. V.G.


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MAIS ESPAÇO E CONDIÇÕES EM PROL DE UM FUTURO PROMISSOR

São Brás de Alportel inaugura sede da junta de freguesia no Dia de Portugal > SOFIA CAVACO SILVA A Junta de Freguesia de São Brás de Alportel inaugurou a nova sede, no passado dia 10, perante cerca de uma centena de pessoas da terra. A obra foi construída no espaço de um ano e teve um custo total de 535 mil euros. “Não houve atraso nem derrapagem de orçamento” frisou o presidente desta junta de freguesia, David Gonçalves, ao JA, lembrando que a autarquia assumiu cerca de 40 por cento dos custos. O edifício vai permitir aglomerar uma série de serviços que até agora eram realizados em sítios dispersos porque as

anteriores instalações não tinham dimensão suficiente. Além dos serviços administrativos vão ser disponibilizados serviços como na área da saúde e da formação, entre outros. “É mais uma casa para o povo de São Brás de Alportel”, disse David Gonçalves, garantindo que dentro em breve serão divulgadas atividades que vão deitar por terra qualquer dúvida sobre a importância deste edifício. Ainda que não tenha divulgado os projetos e eventos que tem em carteira para os próximos tempos, o presidente da Junta de Freguesia de São Brás de Alportel adiantou que já esta semana

o edifício vai acolher uma sessão de doação de sangue realizada pela Associação de Dadores de Sangue do Sotavento. A inauguração contou com uma sessão solene em que foram proferidos vários discursos. O edil de São Brás de Alportel, António Eusébio, aproveitou o momento para lembrar que esta obra foi ansiada durante muito tempo por muitas gerações. Uma obra que se justifica numa freguesia dinâmica e viva cuja comunidade merece que lhe sejam dadas condições dignas. O respeito pela população e a preservação da identida-

David Gonçalves cortou a fita inaugural ladeado pelo presidente da Câmara Municipal de São Brás, António Eusébio, e pelo governador civil, Silva Gomes

de da freguesia foram outros aspetos evidenciados por An-

tónio Eusébio como justificadores do investimento reali-

zado neste edifício na atual conjuntura económica.

EQUIPAS DE COMBATE A INCÊNDIOS ESTÃO ATIVAS 24 HORAS POR DIA

Monchique aperta vigilância contra fogos florestais Numa altura em que o concelho está novamente sob risco muito elevado de incêndio, a câmara de Monchique decidiu apoiar equipas de combate dos bombeiros que vigiam a floresta dia e noite, para garantir que as chamas não voltam a devorar

o município, como aconteceu em 2003 e 2004. Desde então, Monchique tem ficado fora do mapa dos incêndios, o que, por outro lado, eleva ainda mais o risco fogos de grande dimensão

> NUNO COUTO “O problema está a crescer de ano para ano”, alerta ao JA o presidente da câmara de Monchique, referindo-se à matéria combustível que se vem acumulando nas matas e florestas do concelho, desde 2003 e 2004, altura em que as chamas devoraram mais de 80 por cento do município. Segundo Rui André, o facto de Monchique não ter sido afetado por incêndios de grandes dimensões nos últimos sete anos, “deve ser motivo de satisfação, mas também aumenta consideravelmente a nossa preocupação e o risco de fogos”. Assim sendo, para enfrentar um verão que se prevê quente e muito complicado, a câmara de Monchique reforçou o apoio às equipas de combate a incêndios dos bombeiros voluntários, cujo dispositivo já está em marcha desde o passado 15 de maio, estendendo-se até 15 de outubro. “Estas equipas vão estar ativas 24 horas por dia para prevenir qualquer incidente no concelho”, destaca Rui André, frisando que o apoio aos bom-

Rui André reconhece que o risco de um incêndio de grandes dimensões em Monchique é muito elevado

beiros é assegurado pela autarquia porque “o subsídio diário atribuído pela Autoridade Nacional de Proteção Civil não é suficiente para fazer face às despesas com recrutamento, alimentação e demais encargos”. Desta forma, a câmara de Monchique assumiu a responsabilidade e atribuiu um subsídio complementar de quase 36

mil euros à Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Monchique, que servirá para suportar as equipas de combate a incêndios.

Dispositivo montado para prevenir e reagir O dispositivo apoiado pela autarquia é constituído por duas equipas de combate a incêndios florestais, com cin-

co elementos cada, estando uma sediada em Monchique e outra em Marmelete. Tem, ainda, uma equipa de logística de apoio ao combate, composta por três elementos. “Além disso, temos um grande dispositivo montado para prevenir e responder rapidamente aos fogos, desde a GNR aos bombeiros, passando pelas equipas da câmara,

os jovens voluntários e os tropas do exército”, realça o presidente da autarquia. Rui André revela ainda ao JA que a câmara de Monchique acaba de assinar um protocolo com a Associação dos Produtores Florestais do Barlavento Algarvio (ASPAFLOBAL), com vista a “colocar desempregados e beneficiários do rendimento mínimo a limpar a floresta no concelho”. Segundo o autarca, esta iniciativa vai arrancar ainda este mês com dez pessoas a darem este “valioso contributo para a sociedade”. “Este é um investimento e um esforço financeiro substancial, mas de extrema necessidade para todo o município”, reforça o presidente da câmara de Monchique. Rui André salienta ainda que a autarquia continua a

realizar diversas ações de limpezas e desmatações, com especial atenção às bermas das estradas municipais. Por outro lado, o autarca sublinha que já foi realizado um grande trabalho de limpeza e construção de faixa de gestão de combustível em redor de Alferce, no passado mês de abril, enquanto que na aldeia dos Casais, na freguesia de Marmelete, foi executada outra faixa de proteção a esta localidade em colaboração com o exército português. Esta última operação envolveu mais de 160 militares e incidiu em zonas onde existe um maior risco para as pessoas e as suas casas. Entretanto, o JA sabe que cerca de 140 homens do exército vão permanecer durante os meses mais secos e quentes na serra de Monchique “para o que der e vier”.

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INVESTIMENTO DE 300 MILHÕES ALIA GOLFE, HOTEL DE CINCO ESTRELAS E TURISMO RESIDENCIAL EM LAGOS

Último grande "resort" algarvio à beira-mar Agora que a legislação está mais apertada, o Onyria Beach & Golf Resort deverá ser o último grande empreendimento de luxo construído com vista privilegiada sobre o mar algarvio. Este domingo foi inaugurado o novo campo de golfe dos Palmares, na Meia Praia, em Lagos, estando ainda prevista a construção de um hotel de cinco estrelas e 460 unidades de turismo residencial. O investimento atinge os 300 milhões de euros > NUNO COUTO “Há 25 anos comprei a Quinta da Marinha (Cascais) e o resultado foi excecional. Quero fazer o mesmo nos Palmares, através de um grande projeto que interliga a hotelaria de qualidade e o golfe”, disse este domingo o empresário José Carlos Pinto Coelho, do grupo Onyria, durante a inauguração do campo de golfe de 27 buracos na Meia Praia, em Lagos. O empresário adiantou que este projeto de grande dimensão envolve um investimento de 300 milhões de euros e, para além do campo de golfe renovado, integra ainda um hotel de cinco estrelas - cuja abertura está prevista para o verão de 2013 - e 463 unidades de turismo residencial. A

construção do novo hotel, com 172 quartos (todos com vista para o mar), arranca ainda este ano, assim como as unidades de turismo residencial. “O Onyria Palmares Beach & Golf Resort beneficia de uma localização única, com uma vista deslumbrante para a Meia Praia e a Ria de Alvor. É um local que possibilita uma experiência exclusiva e rara no país”, salientou José Carlos Pinto Coelho, recordando que “a legislação já não permite construções tão perto do mar no Algarve”. Face a esta oportunidade, o empresário quer aproveitar a sua experiência na Quinta da Marinha, o resort de luxo que desenvolveu em Cascais, para tornar também “mundialmente conhecido” o projeto da Meia Praia.

O empreendimento dos Palmares “é um dos últimos e genuínos «resorts» algarvios na primeira linha de água”

O projeto inclui campo de golfe de 27 buracos, hotel de cinco estrelas e 463 unidades de turismo residencial

Isto porque, segundo o responsável, o projeto dos Palmares “é um dos últimos e genuínos resorts algarvios na primeira linha de água”, ocupando uma área de cerca de 200 hectares, estando projetado com uma densidade de construção de 5,5 por cento.

Meia Praia acolhe projetos de quatro e cinco estrelas O presidente da câmara de Lagos, Júlio Barroso, explicou que o novo resort que está a nascer na Meia Praia (onde já existia um campo de golfe), assim como outros projetos previstos para o mesmo local, resultam do Plano de Urbanização da Meia Praia, “aprovado por todas as entidades competentes”. “Este plano permite a construção de hotéis de quatro e cinco estrelas neste espaço turístico de excelência, sendo um instrumento do ordenamento fundamental para o desenvolvimento do município de Lagos”, realçou o autarca, sublinhando que “todos os projetos respeitam as regras ambientais e do urbanismo”. “É uma grande vitória para o futuro de Lagos”, reforçou Júlio Barroso, acrescentando que o concelho - que

Cacela Velha recupera arte de caiar Cacela Velha vai comemorar o “Dia da Cal”, no próximo domingo, dia 19, com uma intervenção que a Associação de Defesa Reabilitação e Investigação do Património Natural e Cultural de Cacela vai realizar durante todo o dia. Os participantes vão ser convidados a caiar, uma atividade típica do Sul do país e que está a cair em desuso. Os responsáveis explicam que esta iniciativa tem como objetivos principais o esclarecimento e o ensino das técnicas de caiação, bem como das principais vantagens, económicas, culturais e ecológicas, inerentes à sua utilização, a troca de conhecimentos e experiências relacionadas com o uso da cal, a sensibilização para o seu emprego especialmente nos casos de conservação e reabilitação e a animação da aldeia em torno de um evento que beneficiará a sua imagem e conservação. Esta é uma iniciativa que vem no seguimento de outras atividades semelhantes realizadas em Alte e na Escola do Malhão. As inscrições estão abertas até ao dia 16 e podem ser encaminhadas para a organização por correio eletrónico (adrip.cacela@gmail.com) ou por telefone (281 952 434).

até há poucos anos não tinha qualquer unidade hotelaria de quatro e cinco estrelas - “vê desta forma melhorada a sua imagem e a sua marca”. Por último, o ex-secretário de Estado do Turismo, Bernardo Trindade, afirmou que a inauguração do campo de golfe dos Palmares resulta de uma boa aposta que o país tem de continuar a fazer no golfe. “Trata-se de um setor responsável por 500 milhões de euros em receitas diretas e indiretas, além de empregar centenas de milhares de pessoas em todo o país”, referiu, concluindo que “estes projetos devem PUB

continuar a ser apoiados, porque representam exatamente o que o país precisa”. Entre os últimos grandes investimentos na hotelaria em Lagos destaca-se a inauguração, em 2009, do Hotel Vila Galé Lagos (quatro estrelas), estando também já em funcionamento o Cascade Resort Lagos (cinco estrelas) e em fase de abertura o Yellow Lagos Meia Praia (cinco estrelas). Para além destas, estão ainda previstas outras unidades hoteleiras para Lagos, que totalizam um investimento na ordem dos mil milhões de euros.


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INSTITUIÇÃO DE APOIO AOS MAIS DESFAVORECIDOS ALERTA PARA ESCALADA DOS SEM-ABRIGO

Número de pessoas que vivem na rua está a aumentar O número de pessoas sem-abrigo e de famílias carenciadas, bem como o consumo de álcool e a criminalidade, podem vir a aumentar rapidamente no Algarve devido ao custo de vida e à escalada do desemprego. O alerta parte dos responsáveis do GRATO, uma instituição que já apoia diretamente milhares de pessoas em situação desesperante em Portimão e arredores. A instituição oferece a todos os utentes a possibilidade de tomar banho, fazer a barba, comer uma refeição, encontrar apoio psicológico e terapêutico. E até há uma casa de apoio que já permitiu tirar sete pessoas da rua > NUNO COUTO Não existem números oficiais na região do Algarve sobre o número de pessoas que vivem nas ruas. Até porque é muito difícil contá-las, uma vez que a maioria não se fixa num local e encontra refúgio em casas devolutas e sem quaisquer condições, longe da vista e dos corações das pessoas. E há também quem pareça preferir ignorar a sua existência...! Mas quem anda há anos na rua a ajudar os sem-abrigo, como o psicólogo Luís Norte, que trabalha há mais de uma década no GRATO – Grupo de Apoio aos Toxicodependentes, tem uma noção deste drama. “Só na cidade de Portimão, as nossas estimativas apontam para a existência entre 50 a 75 sem-abrigo, um número que deverá aumentar ainda mais nos próximos tempos devido à crise e à falta de empregos”, refere ao JA. Criada há 16 anos com o objetivo principal de ajudar os toxicodependentes, a GRATO depressa alargou os seus serviços a pessoas desfavorecidas, apresentando-se hoje como “uma porta aberta para todos aqueles que precisam de ajuda aos níveis pessoal, social e profissional”. “Chegam aqui pessoas com os mais variados problemas: famílias que foram despejadas das suas casas, adultos que perderam o emprego, idosos

cuja reforma não dá para pagar os medicamentos, mulheres que não têm comida para alimentar as crianças, alcoólicos e toxicodependentes que perderam a esperança, pais desiludidos com os filhos, etc.”, conta Luís Norte, que desde o ano 2000 já acompanhou cerca de 1.200 utentes, dos 14 aos 78 anos, incluindo famílias inteiras.

“É notória a emergência da pobreza” “Apesar de todas elas terem problemas diferentes, todas estas pessoas têm em comum uma coisa: a dor! E não sabem lidar com essas situações. Por isso, a GRATO pretende ser uma porta amiga que tenta encontrar soluções para resolver os seus problemas”, refere o psicólogo. Luís Norte é uma das 17 pessoas que faz parte da equipa de intervenção direta, que tem como missão deslocar-se semanalmente a locais considerados de risco no concelho de Portimão para fornecer informação sobre o que a instituição tem para oferecer. “O nosso grande objetivo é tirar as pessoas da rua, para depois voltar a inseri-las na comunidade. Para isso, ajudamo-las a tornarem-se novamente autónomas, com capacidade de voltarem ao mundo do trabalho”, frisa. O apoio aos mais desfavorecidos e aos sem-abrigo materializa-se, entre outras

ações, através da distribuição de alimentos, provenientes do banco alimentar contra a fome. “É notória a emergência da pobreza e com isso o crescimento da população que recorre à nossa instituição a fim de conseguir satisfazer as suas necessidades básicas de alimentação”, refere a presidente do GRATO. Maria Júlia Travessa revela mesmo ao JA que, face à atual conjuntura do país, “somos capazes de dar alimentos a muitas famílias que muitas vezes só dispõem desta ajuda para se alimentarem durante o mês”.

Ir ao encontro das necessidades dos mais carenciados Para além da distribuição de alimentos, a instituição serve ainda uma média de 50 jantares diários, através da recolha dos excedentes de escolas e restaurantes do município de Portimão. O GRATO dispõe também de um espaço destinado à manutenção diária da higiene pessoal para os sem-abrigo. Aqui, os utentes podem encontrar um chuveiro com água quente, champô, gel-duche, giletes e espuma de barbear. E tudo gratuito! Por outro lado, a instituição tem uma casa de apoio onde vivem atualmente sete utentes que, de outro modo, viveriam na rua. O GRATO acompanha ain-

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frontados com obstáculos a vários níveis, nomeadamente, falta de equipamentos de infância, habitações insuficientes, dificuldades no ingresso no mercado de trabalho por falta de qualificações escolares e profissionais, entre outras”, salienta Maria Júlia Travessa.

Situação pode agravar-se ainda mais

O GRATO foi criado há 16 anos com o objetivo de ajudar os toxicodependentes, mas depressa alargou os seus serviços a pessoas desfavorecidas

da cerca de 450 famílias (num total de 1.300 pessoas), das 1.047 que beneficiam do Rendimento Social de Inserção (RSI) no concelho de Portimão. Outro projeto que abriu recentemente foi a creche na Cruz da Parteira, que acolhe 33 crianças de famílias carenciadas. “A nossa equipa procura desenvolver uma intervenção comunitária, que vá ao encontro das necessidades dos utentes, realizando acompanhamentos familiares, visitas domiciliárias, articulação com entidades locais e realização

de ações de sensibilização, além do apoio psicológico”, adianta Maria Júlia Travessa. A presidente do GRATO adianta com alegria que o resultado deste trabalho tem sido a integração de indivíduos no mercado de emprego, a colocação de crianças em equipamentos de infância e o encaminhamento de vários carenciados para a área da saúde. Porém, as dificuldades que os “anjos” da instituição têm de ultrapassar são diárias, conforme explica a responsável: “Todos os dias somos con-

Apesar de todos os esforços para combater a pobreza extrema na região, o psicólogo Luís Norte também teme que a situação das famílias piore ainda mais. “Tudo aponta para um crescimento ainda maior do desemprego nos próximos tempos, que irá resultar num aumento dos problemas sociais, principalmente o consumo de álcool e a criminalidade, que têm vindo a disparar no Algarve”, refere. Por fim, perguntámos aos responsáveis do GRATO se o Algarve é uma região solidária? “Somos solidários quando temos para dar. O problema é que cada vez mais pessoas atravessam dificuldades e, assim, têm menos para oferecer aos outros”, alertam. E a presidente da instituição avisa mesmo que “várias IPSS de outras regiões do país já fecharam por causa da falta de apoios, nomeadamente para creches”. “É impossível continuar a suportar os custos destes equipamentos e serviços se os pedidos de ajuda continuarem a aumentar ao ritmo do último ano”, conclui Maria Júlia Travessa, admitindo que “o GRATO está a rebentar pelas costuras e não poderá ajudar muitas mais pessoas”.


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A HISTÓRIA DE DOIS SEM-ABRIGO NAS RUAS DE PORTIMÃO

Em busca de uma nova vida José Carlos, 43 anos, e Carlos Valdir, 56, são dois utentes do GRATO que não precisam de nomes fictícios, porque não têm vergonha dos homens que se tornaram. Após uma vida recheada de altos e baixos, um ainda vive na rua, enquanto que o outro está na casa de apoio da instituição. Ambos são acompanhados pela instituição, que os quer transformar em mais dois casos de sucesso. Para isso, falta apenas encontrar um trabalho para que possam suportar a renda de uma casa e, assim, voltarem a recuperar a alegria de viver > NUNO COUTO 06h00. Apagam-se as luzes da cidade e nascem os primeiros raios de sol. Ao lado da igreja de Nossa Senhora do Amparo, relativamente bem escondida entre os prédios que a cercam, está a “casa” improvisada de um sem-abrigo. Trata-se de uma tenda e nela “mora” José Carlos, 43 anos, que se apressa a desmontar tudo para “não dar nas vistas e não incomodar a vizinhança”. “Monto e desmonto a tenda todos os dias há já uns dois meses. Mas é só até encontrar um trabalho”, esclarece, lançando um sorriso que ganha a dimensão de um sonho. “Trabalhar. É só o que eu quero... uma oportunidade para trabalhar e ganhar a minha independência”, desabafa o sem-abrigo de Portimão, que se viu nesta situação devido a desavenças familiares e à falta de empregos, depois de um passado ligado à droga. Apesar da postura humilde e sincera, João não parece muito confortável quando lhe pedimos para nos contar a sua

história de vida. Ainda assim, o diálogo é fácil. “Quer que lhe conte o quê? Tudo, desde o princípio até ao fim?”, pergunta. “O mais importante é que agora estou no caminho certo. Só falta mesmo um trabalho para mudar de vida”, sublinha. No GRATO, José Carlos toma um banho diário, faz a barba e também consola o estômago e a alma. “Tenho as condições mínimas para viver minimamente bem. Só falta mesmo sair da rua e começar uma nova vida. Aí já podia ver mais vezes os meus filhos que estão no Montijo”, refere, não conseguindo disfarçar a emoção no seu rosto.

"A força que me atirou ao chão vai agora levantar-me" “O problema é que ninguém quer dar um emprego a um sem-abrigo”, lamenta José Carlos, que deixou de estudar aos 16 anos e foi pai logo no ano a seguir. Aos 25 anos, os problemas familiares tornaram-se mais uma desculpa para o uso de drogas, uma “morte lenta” que

conseguiu driblar depois de ter cumprido duas penas de prisão por tráfico e consumo de droga. “Já lá vão treze anos sem drogas”, refere. Pelo meio, viveu na Holanda e no Brasil, onde foi desde empregado de hotel até vendedor de rua. Há dois anos, regressou do Brasil, onde já vivia na rua, para voltar para Portimão. “Agora, quero lutar por uma vida nova. Só peço uma oportunidade”, evidencia. Quem também pede apenas uma oportunidade para dar uma volta à sua vida é João Valdir, 56 anos, um sem-abrigo que encontrou refúgio temporário na casa de apoio do GRATO, em Portimão, juntamente com outras seis pessoas nas mesmas condições. “Usei e abusei das drogas dos 16 aos 50 anos, até ser preso seis anos e dois meses. Bati no fundo e a culpa foi toda minha. Agora, a mesma força que me atirou ao chão vai servir para me ajudar a levantarme”, adianta, com uma atitude muito otimista, depois de ter saído da cadeia no ano passado. “Tive a sorte de ter chega-

José Carlos (à direita da imagem) e João Valdir (esquerda) são acompanhados pelo psicólogo Luís Norte (centro) no GRATO

do à GRATO e ter alguns trabalhos temporários, pois, até essa altura, estava constantemente a ser ignorado pelas pessoas”, comenta, frisando que é muito difícil encontrar um trabalho fixo, “por causa da idade e da carga preconceituosa que os outros põem em nós”.

"Basta uma oportunidade" Apesar de tudo, João Valdir não pensa em desistir outra vez da vida. Aos 56 anos, está a planear regressar à escola já no próximo ano letivo para completar o 12.º ano. E talvez até vá mais longe: “Quero morrer com um diploma de licen-

ciado em sociologia”, afiança, referindo que quer ser um exemplo para todos os que passam pela mesma situação. “Basta uma oportunidade para que muitas destas pessoas em dificuldades mudem de caminho e sigam uma nova vida. Só é pena que muitas outras continuem a fazer de conta que nós não existimos”, remata João Valdir. Estes são apenas dois casos de sucesso que o GRATO acompanha e que os técnicos depositam muita confiança. Depois de uma vida cheia de pedras no caminho, José Carlos e João Valdir querem agora usá-las para um dia construírem o seu castelo...!

Para os outros sem-abrigo que se seguirem, o psicólogo Luís Norte tem também um sonho, que passa pela construção de um refeitório social e um albergue temporário. “Bastava que cada um dos 50 mil habitantes de Portimão contribuísse com cinco euros por ano. Assim, reunia-se 250 mil euros que seriam usados para tirar as pessoas das ruas, uma situação que é humilhante para o sem-abrigo e também para a imagem da região”, afirma, acrescentando que “Portimão podia ficar conhecida como a primeira cidade em Portugal que acabou com o problema dos sem-abrigo”.

Fazer o bem sem olhar a quem No meio de uma crise sem precedentes no Algarve, ainda há quem continue a lutar a favor dos mais fracos. É o caso do GRATO, que presta vários serviços de apoio a 450 famílias carenciadas As 37 pessoas que trabalham no GRATO entre psicólogos, assistentes sociais, monitores, educadoras de infância, auxiliares de educação, animadores e administrativos – aprenderam a lidar com a dor diariamente. “É o que fazemos aqui, através do contacto pessoal e do acompanhamento que mantemos com os utentes. E procuramos respostas concretas para os problemas das pessoas”, salienta Luís Norte. Uma das principais atividades da instituição é a distribuição de géneros alimentares, provenientes do banco alimentar contra a fome. Ao mesmo tempo, o GRATO distribui diariamente géneros alimentares a famílias carenciadas do concelho de Portimão, que são provenientes de

um protocolo que a instituição tem com o Programa Comunitário de Ajuda Alimentar a Carenciados. Por seu lado, a instituição tem uma equipa de seis pessoas que faz intervenções de rua, deslocando-se periodicamente a locais onde se concentra a população toxicodependente, alcoólica e sem-abrigo. O objetivo é “endireitar” a vida destas pessoas, promovendo uma mudança de comportamentos e encaminhando-as para o GRATO. Nas instalações localizadas perto da zona ribeirinha de Portimão, a instituição oferece ainda aos utentes, de forma gratuita, a oportunidade de fazerem a sua higiene completa. N.C.

A instituição apoia pessoas carenciadas de todas as idades, dos mais novos aos idosos


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Compositor de “Cidade Maravilhosa” ao vivo em Albufeira Um dos mais conceituados artistas brasileiros vai estar em Albufeira para um concerto que se adivinha único. Ivan Lins, cantor e compositor com mais de 40 anos de carreira, promete brindar os fãs com os grandes sucessos que têm acompanhado gerações pelo mundo fora. O Hotel Grande Real Santa Eulália é o local escolhido para, dia 16 de julho, pelas 22h00, receber o atual artista brasileiro com mais álbuns gravados no exterior. O compositor é conhecido pelos diversos Grammys que recebeu, pelas inúmeras gravações da sua obra pelo mundo, pela harmonia das suas músicas, e pelos arranjos refinados e fáceis de gostar. Ivan tem uma grande lista de sucessos, entre eles os temas “Abre Alas”, “Madalena”, “Somos Todos Iguais essa Noite”, “Começar de Novo”, “Cidade Maravilhosa” e “Acariocando”. Este é mais um evento Allgarve em parceria com a câmara de Albufeira, Turismo do Algarve e Grupo Grande Real. Os bilhetes podem ser adquiridos pelo preço de 25 euros.

“Motards” com encontro marcado em Santa Bárbara de Nexe O sítio de Mata Lobos, em Santa Bárbara de Nexe, vai receber a 17.ª Concentração Nacional de Motos do Moto Malta de Faro a partir de amanhã e termina no domingo. O recinto abre às 18h00 de sexta-feira e o palco vai contar com as atuações das bandas Groove Line, Six Irish Men e UnderFear. Além dos espetáculos, os participantes podem ainda assistir a diferentes shows e animações que vão decorrer durante o dia e aceder à piscina que está no recinto. No sábado de manhã, pelas 10h00, realizam-se os treino do Mini-Motocross e para a tarde estão programados jogos tradicionais e as provas do 5.º Troféu de Mini-Motocross. A animação noturna tem início às 21h00, com circo de rua, enquanto que o palco de concertos abre às 23h00, com os Vide Versus, The Dixie Boys e Bohemius. O encontro termina no domingo, depois do almoço e da entrega de lembranças dos motards inscritos.


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"Educação no Verão" está de regresso a Albufeira A iniciativa “Educação no verão” está de volta a Albufeira, de 4 de julho a 26 de agosto, para animar as férias dos mais novos. Os alunos das escolas básicas do 1.º ciclo do concelho têm à sua disposição quatro campos de férias quinzenais, pensados especialmente para as suas idades. As cerca de 200 crianças previstas por campo vão ocupar os seus tempos livres a praticar basquetebol, natação, futebol, ginástica acrobática, karaté,

capoeira, judo, beachvolley, vela, danças de salão, folk dance e hip-hop. Para além do desporto, a educação ambiental, a expressão plástica, música, informática, história, culinária, jogos de grupo, teatro e olaria também irão preencher os dias destes jovens. Esta iniciativa da autarquia tem por finalidade “contribuir para o desenvolvimento integral das crianças do concelho, através da prática desportiva e da expressão criativa e cultural”.

Vila do Bispo organiza "verão desportivo"" para mais jovens No âmbito do projeto “Verão Desportivo, Férias no Verão”, a câmara de Vila do Bispo organiza, de 27 de junho a 31 de agosto, uma série de atividades que incluem muito desporto e muita praia para os mais jovens. O programa, destinado a crianças dos seis aos 16 anos, vai decorrer de segunda a sexta-feira, das 9h30 às 16h00, e a câmara municipal garante o transporte, seguro, almoço e o acompanhamento das crianças por técnicos da autarquia. As inscrições já estão abertas e são limitadas a 49 participantes. Estas só são válidas depois de efetuado o respetivo pagamento e a ficha de inscrição devidamente assinada pelo encarregado de educação e entregue no Centro Cultural de Vila do Bispo. Futebol, voleibol, percursos de obstáculos, jogos coletivos, construções na areia, raquetes, estafetas na água, petanca, malha, jogos com água, corridas na areia e jogos tradicionais são algumas das iniciativas previstas no âmbito deste projeto.

Câmara de Lagos e professores promovem Caminhada em Família No próximo domingo, dia 19 de junho, vai ter lugar uma pequena caminhada, entre outras ações, para alunos do 1º ciclo e respetivas famílias que queiram participar nesta atividade desportiva, cujo lema é “Ser ativo é divertido!” A iniciativa, que terá início às 10h00, no estádio municipal de Lagos, está a ser organizada pela autarquia, integrada no projeto “Escola Ativa”, em colaboração com os professores das Atividades Extra Curriculares - AECs (Atividade Física e Desportiva, Música, Inglês e outras áreas), das várias escolas do concelho. O projeto Escola Ativa, ao qual a câmara de Lagos aderiu, está inserido no Programa Contra a Obesidade Infantil na Região do Algarve e visa “promover a atividade física e os hábitos de vida saudável junto das crianças da educação préescolar e dos alunos do ensino básico.

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“Num período em que os pais se encontram mais ocupados com a sua atividade profissional, procuramos criar as condições para que os seus educandos ocupem o tempo livre de forma saudável e enriquecedora. Este apoio social à família, possibilita que os pais possam trabalhar mantendo os filhos ocupados em atividades educacionais”, afirma José Carlos Rolo, vice-presidente do município.


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Para qualquer esclarecimento adicional, contactar a Área Administrativa e do Património, telefone nº. 289 790 400 ou pelo email – ccalg.adm-pat@creditoagricola.pt. (Jornal do Algarve, 16/6/2011)


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Haja saúde em Portugal

> Germano Couto*

Como profissional da Saúde não podia ficar indiferente a um ciclo de desafios que visa a realização de reflexões pessoais participadas e aglutinadoras sobre as problemáticas da Sociedade e da Enfermagem. A crise financeira mundial, originada pela especulação imobiliária nos EUA e respectivos créditos subprime, teve, e tem, repercussões em quase todos os elementos e dinâmicas do quotidiano social. E como relacionamos esta crise com a Enfermagem? Primeiro, pensamos no seu impacto directo na capacidade financeira das organizações de saúde e nos próprios recursos do Estado para honrar o compromisso assumido com cada enfermeiro: uma retribuição justa pelo trabalho desenvolvido. Segundo, reflectimos sobre o funcionamento dos mercados financeiros e qual é a sua possível relação com a Enfermagem.

Em vez de analisarmos como é que a instabilidade nestes mercados se repercute na Enfermagem, nos enfermeiros e na qualidade dos cuidados de saúde (e de vida) dos portugueses, procuramos inferir de que forma é que a Enfermagem pode influenciar o comportamento destes. Na mesma semana da estreia em Portugal do filme “Wall Street: Money Never Sleeps” de Oliver Stone (2010), o Presidente do Tribunal Constitucional, o Primeiro-Ministro e o Líder do PSD, pronunciaram-se sobre a importância e o impacto dos mercados nas políticas económicas e sociais do País. Um País com uma balança comercial cronicamente deficitária; com graves problemas estruturais, no que respeita à criação de riqueza e capacidade para inovar, e onde o endividamento externo é uma inevitabilidade para efeitos de dinamização da economia.

Vila-a-dentro, porque não?

> Viegas Gomes

Dália Paulo, directora Regional da Cultura, na sua condição de candidata a deputada, fez nestas mesmas páginas a síntese da política cultural para o Algarve, do que tem sido feito nos vários domínios dessa mesma política. De acordo com as suas palavras, ficámos a saber que na área da arqueologia essa mesma política se dirigiu diríamos quase em exclusivo à recuperação da Fortaleza de Sagres, como peso maior da nossa história, extremo sul de onde saíram os Descobrimentos. Nada temos a opor ao programa prosseguido. À estratégia delineada. As verbas são poucas, pedir para estender a manta no caso é como que pedir quase que o impossível. Penso todavia que nós portugueses não corremos paralelos neste domínio ao que se passa na Europa sobretudo a Setentrional. Aí a recuperação das cidades medievais são também uma prioridade. Com uma Vila-a-Dentro, em Faro, em mau estado, com fracturas das muralhas, com uma porta barbacã entaipada, por abrir, tão importante como o Arco da Vila, em altura, em largura, voltada para a Ria, creio que a oportunidade desta iniciativa exigir-se-ia, poderia pedir um esforço complementar, uma parceria entre a Câmara Municipal e a Direcção Regional com verbas por exemplo do QREN. Aliás, do meu ponto de vista, historicamente uma cidade medieval como esta é tão importante como a Fortaleza. Em termos de arqueologia medieval, as muralhas são o símbolo resguardado d e uma iden-

tidade urbana, recolhida no seu interior, com vida própria, profissões diversas, uma hierarquia urbana nascente. As muralhas são muitas das vezes o lugar do berço, o ponto de nascença, de uma colectividade e do desenvolvimento da sua vida democrática. O verdadeiro laboratório de experimentação da modernidade urbana. Por todas estas razões, penso que se devia ter ido um pouco mais longe no domínio da arqueologia. As verbas são escassas, eu bem sei, mas urge fazer uma tentativa de esforço suplementar. As cidades amuralhadas põem-nos diante da problemática da expansão das cidades, da simbologia da génese da sua liberdade, da sua independência, da sua autonomia. O Algarve deve por isso ter mais vida histórica para além dos Descobrimentos. Se a Fortaleza de Sagres é um lugar mítico da história, a Vila-a-Dentro é o símbolo da expansão das cidades algarvias, da sua arquitectura urbana. Ambas foram objecto de ataque do mesmo pirata dos mares, Francis Drake. O que se passa neste domínio em França, nas cidades medievais que conheço, Carcassonne, Beziers, Poitiers, o que se passa semelhantemente em Espanha, em Ávila, Cáceres, demonstra que em Portugal não tem havido o acompanhamento necessário, que se desejava, neste particular e que o Algarve, como evidente, não é diferente do que se passa no resto do País. Nota: O autor não escreveu o artigo ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

Os mercados têm “especulado”, e muito, sobre a capacidade de um bem ou serviço gerar riqueza no futuro. Definem um custo para o mesmo, com base no valor que crêem que este representa para os potenciais clientes. As empresas operam num país, não obstante a globalização, e a sua consequente internacionalização. A situação da empresa nessa mesma nação é extremamente diferente da vivida pelas sucursais noutros países, dada a cultura imperante, as leis em vigor, ao ambiente geral, para o qual os níveis de saúde da população desempenham um papel de relevo. Uma população saudável é uma população capacitada para trabalhar e gerar riqueza. Colocamos, então, a questão: qual o impacto da Enfermagem nos níveis de saúde da população? A resposta não é sim-

ples! Presentemente, podemos formular com base em… especulações. É imperativo analisar, quanto antes, o que é que a população portuguesa carece e demanda em termos de cuidados de saúde. É essencial reconhecer, politicamente, que a quantidade e a qualidade de Enfermagem são estruturais para os níveis de saúde das populações. É indispensável ver que indicadores utilizam para monitorizar o estado dessa mesma Enfermagem. Partindo destas correlações, os níveis desses indicadores podem servir para estimar a parcela do nível de saúde da população sensível aos cuidados de Enfermagem. Quando os mercados voltarem a pretender avaliar, em Portugal, o “ambiente” para os negócios, e analisarem para esse efeito o nível de saúde e a qualidade de vida da população, têm

que medir também indicadores de estrutura, processo e resultado próprios da Enfermagem, introduzindo a mesma enquanto variável a atender nessas avaliações. Logo, no panorama actual, são lançados dois tipos de desafios à Enfermagem em Portugal: demonstrar a sua relevância para os níveis de saúde e qualidade de vida dos portugueses, e a importância destes indicadores para a fidedignidade das avaliações feitas pelos mercados financeiros na análise do ambiente para negócios em Portugal. Haja desafios! Haja ambiente para negócios! Haja saúde em Portugal! *Presidente da Secção Regional Norte da Ordem dos Enfermeiros Nota: O autor não escreveu o artigo ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

CRÓNICA DE UM OUTRO ALGARVE

Referência de dois "homens" da EVA São duas as figuras que marcaram a vida farense naqueles anos 30, 40 e 50 do século passado e cuja lembrança nos deperta a memória quer por razões de afectividade, como pela "veneração" que lhe votávamos na meninice e no imaginário que nela povoavam como "homens de eleição" Figuras afinal hoje quase esquecidas para além de um círculo de familiares, amigos e companheiros, mas cujo anonimato se pode considerar como a multidão imensa e ignota que dez a vida, a essência e a vivência desta urbe de Faro, hoje a viver uma notória decadência, que nos fustiga e atormenta. > João Leal Nunca, em tempo algum, soubemos os seus verdadeiros nomes, assim considerados como aqueles de designação oficial, mas que eram e ficaram para a história quotidiana, como uma identidade mais directa e autêntica. Ambos os focados nesta nossa crónica de hoje residiam na zona onde nascemos e morámos até ao casamento ou seja nesta área da Ribeira ampla, assim a considerando desde a doca até à Estrada de Loulé, também designada por EN 125 ou Estrada de Sagres, a curta distância um do outro, já que o "sr. Mendonça" residia na Rua Infante D. Henrique (Rua da Carreira, "a minha rua", se bem que nascido na Rua Miguel Bombarda) e o "sr. João Correio do Sul" morava na vizinha Rua Sebastião Teles. Talvez o trabalharem para a mesma entidade patronal, a EVA (Empresa de Viação do Algarve), que então ocupava uma extensa área na primeira destas artérias, hoje votada a um total abandono e à acção implacável do tempo. O "sr. Mendonça", pai do querido amigo e devotado regionalista Hélder Sobral Mendonça, que foi funcionário superior da ex-Emissora Nacional (RDP) e um "costeleta" (aluno da Escola Tomaz Cabreira) assumido e de uma outra colega, cujo nome já olvidámos. Natural de Loulé (era um indefectível louletano e uma grande honra sua e um título de que se orgulhava foi "homem amador" nos anos 30 e 10, o que define bem a sua veneração à Mãe Soberana e os seus dotes físicos. Sebastião Mendonça víamo-lo com todo o empenho, saber e competência no seu mister ligado às "camionetas" da EVA, a quem votava um carinho especial. O seu colega "João Correio do Sul" era o "chaufer" na maior ligação rodoviária de então, ou seja, entre Faro e Cacilhas, saindo de qualquer dos destinos pela manhã e chegando ao final cerca das 7 horas da tarde, num percurso pelas sinuosas curvas da EN 2, ao longo da Serra do Caldeirão e almoço ou "bucha" em Ferreira do Alentejo. Donde lhe proveio a alcunha de "Correio do Sul" numa referência ao jornal que infelizmente encerrou com a morte do seu saudoso director, o dr. Mário Lyster Franco? Difíceis eram as ligações e o conhecimento directo dos factos que ocorriam no País e no Mundo, já que apenas existiam, para alguns, por questões económicas, as telefonias, recorrendo-se muitas vezes à construção de "galenas" ou aos jornais quem na sua grande maioria, só chegavam no dia seguinte e que, não raro, se liam, numa partilha comungada, nas barbearias, nas sociedades recreativas, etc. Pois muitas das notícias se ouviam, como as que se referiam à evolução da trágica II Guerra Mundial e outras por via oral, da boca do "sr. João Correio do Sul", quando parava o motor da sua camioneta e tinha o seu público fiel e pontual a aguardá-lo pelas 19 horas à chegada, na "estação rodoviária", a gare de então, junto à oficina de latoaria e congéneres d sr. Barracha, no início da Avenida da República/rua da Alfândega ou no lado contrário, na Rua Conselheiro Bivar, também dita do Chiado (por ali se situarem então os Grandes Armazéns do Chiado) ou da Carreira (por nela circularem as camionetas, com ligação aos vários pontos do Algarve ou a Lisboa). Duas figuras de honestos e respeitados trabalhadores da EVA, que são lembrança de uma Faro daqueles tempos e a cuja memória saudosa prestamos a nossa homenagem. Nota: O autor não escreveu o artigo ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.


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Atropelamentos de bicicleta no centro pedonal de VRSA “Mobilidade em Meio Urbano”

Branca Castro*

São mais do que aqueles que pensamos!... Há dias um grupo de seis crianças com idades compreendidas entre 1 e 8 anos de idade, brincavam tranquilamente na zona pedonal de VRSA, mais propriamente na Rua 5 de Outubro e suas mães sentadas numa das esplanadas desta rua, julgavam zelar pela segurança de seus filhos, quando subitamente o pânico se instalou. Um indivíduo que circulava a grande velocidade, atropelara uma das crianças! O cenário era horrível! O choro gritante e aflitivo da criança chamara a atenção para o sucedido e a imagem era dramática. A criança enro-

lada no chão debaixo da bicicleta e o indivíduo que a conduzia ainda em cima dela. O sangue jorrava sem se saber muito bem de onde vinha. A mãe correu em seu auxílio, pegou o filho nos braços e pediu desesperadamente ajuda aos presentes para se deslocar ao serviço de urgência. Um senhor no local disponibilizou-se e conduziu-a rapidamente para as urgências. Felizmente os danos físicos causados pelo atropelamento, foram apenas um golpe na cabeça, onde a criança acabou por ser suturada com alguns pontos, para além de alguns arranhões no resto do corpo. Os danos psicológicos, não os conseguimos contabilizar!

A Campina de Faro

Fernando Santos Pessoa*

Nota: O autor não escreveu o artigo ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

É importante participar, divulgar para que se tomem as medidas necessárias à resolução destes problemas. A grande importância de uma eficiente gestão do espaço público, uma boa implementação ao nível do planeamento dos modos suaves de mobilidade (velocípede, peão), espelha-se na existência deste tipo de conflitos ou não. Segundo diversos estudos desenvolvidos um pouco por toda a Europa, através de inquéritos feitos à população, chegou-se à conclusão que o principal requisito que os utilizadores esperam dos modos de deslocação é a segurança, seguidos de outros como a ligação, o conforto, o custo, a qualidade, o tempo etc. Curiosamente, no centro de VRSA, apenas na Rua Teófilo Braga é interdita a circulação a velocípedes e ainda assim elas lá andam. Não se trata de pretender interditar ou desencorajar a cir-

culação de bicicletas, muito pelo contrário, somos cientes da importância deste modo de deslocação, mas queremos fazê-lo com regras. Encorajar a bicicleta é obrigatoriamente falar do território em que ela se deve movimentar, ordenado, calmo, acessível também aos peões. Deixo assim alguns contributos para uma reflexão sobre mobilidade em zonas pedonais: “Os percursos cicláveis à cota do passeio provocam conflitos permanentes e acidentes com peões.” Existe uma longa lista de estudos de segurança rodoviária que provam que é a solução que provoca mais e mais graves acidentes. A utilização do passeio para implementação de percursos cicláveis tem sido uma solução muito criticada nos últimos anos. “Por inúmeras razões técnicas devidamente catalogadas a mais importante das quais é a segurança dos peões e ciclistas, importa não encorajar a mistura de ciclistas e peões.” “É especialmente inapropriado sinalizar um passeio

como via partilhada ou espaço de pista ciclável.” “É importante reconhecer que a existência ou implementação de passeios extremamente largos não torna necessariamente segura a utilização de bicicleta no passeio.” Passeios mais largos podem encorajar o aumento da velocidade das bicicletas e podem aumentar os conflitos com os peões ou objectos fixos. Do ponto de vista da equidade de distribuição do espaço público a ideia de partilha de espaço por peões e bicicletas também tem vindo a ser progressivamente rejeitada. “Passeios partilhados entre peões e ciclistas ao nível do passeio são uma invenção do planeamento de tráfego orientada para os carros que foi a tónica das décadas recentes. Andar de bicicleta nos passeios é perigoso em qualquer dos casos (legalizado ou não).” É necessário uma abordagem mais holística do problema! * Mestranda em Gestão do Território, na área de especialização de Planeamento e Ordenamento do Território Nota: O autor não escreveu o artigo ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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Há uns quarenta anos assistiu-se a um dos mais graves crimes ecológicos e económicos do território português, que foi a progressiva destruição da campina ou “baixa” de Loures, nos arredores de Lisboa, onde se situavam alguns dos melhores solos agrícolas de que dispúnhamos. Estradas, auto estradas, urbanizações, a pouco e pouco foi sendo ocupado uma zona de produção de frescos que beneficiaria toda a área metropolitana da capital. Recordo-me de um engenheiro da construção de estradas se queixar do custo a mais que estava a ter com o aterro para a fundação da rodovia, porque os solos eram tão fundos – chegava a haver perto de 2 m de profundidade de solo agrícola-que era difícil conseguir a estabilização da faixa. Décadas depois, tendo sido reconhecido unanimemente o que foi a perda daquela zona agrícola, está a passar-se o mesmo com a campina de Faro, perante a impunidade dos seus autores e perante o silêncio ou a indiferença da opinião pública e das autoridades que deviam zelar pela sua defesa. A campina de Faro é a grande zona agrícola da área da capital do Algarve, uma vasta extensão plana, com fácil mobilização dos solos, com recurso a água de rega, possibilitando que uma política agrícola bem estruturada e pensada para o bem público (que não temos mas que devíamos exigir, se fossemos uma sociedade consciente) venha a abastecer os mercados urbanos e a exportação com culturas de frescos e frutas. Em vez disso sobre a campina de Faro estendem-se e projectam-se estradas em aterro quando deveriam ser em viaduto, ignorando os corredores rodoviários já existentes que podiam servir de eixo ás novas rodovias; aumentam as urbanizações, como manchas de óleo, mesmo sobre zonas encharcadiças, ao sabor dos interesses dos investidores, quando a cidade deveria ser estruturada tendo também em conta os recursos naturais; o Rio Seco é objecto de projectos de redefinição do seu curso e das suas características – e aquilo que poderia ser um eixo fundamental de uma estrutura ecológica urbana que ninguém pensa em erguer, transforma-se num canal de escoamento artificializado, cortando os meandros e corrigindo as suas características naturais por métodos hidráulicos ultrapassados. Há mais de 30 anos assisti a uma Câmara Municipal de uma pequena cidade alemã recusar um projecto hidráulico deste tipo e exigir a correcção ecológica da sua ribeira... Haverá quem diga que recusaram a “modernidade” ...ou seremos nós que continuamos, por cá, com a mentalidade 50 anos atrasada? È preciso que a opinião publica se informe e se mobilize para defender a sua terra, e o caso da campina de Faro é um excelente pretexto para estimular essa participação, já que nem a Câmara Municipal mostra sinais públicos de querer tomar posição, apesar de ter à frente um Presidente que é também arquitecto paisagista… *Arquitecto paisagista

Afinal as mães estavam enganadas. As crianças não estavam em segurança na zona pedonal de VRSA. Segundo testemunhas no local, este cenário repete-se a cada dia.” O centro de VRSA compreende um espaço pedonal, livre de circulação automóvel, agradável e atractivo onde peões e velocípedes disputam a sua circulação. O espaço é comum a ambos os modos de deslocação e melhor sem regras, onde cada um toma os comportamentos anárquicos que quer, pondo em risco ou não o próximo. Devemos explicar às crianças que não devem também brincar no passeio? Ou devemos levá-las para o parque? Já agora qual? Afinal onde podemos estar em segurança com os nossos filhos? Aqueles momentos aflitivos fizeram-me clarificar alguns conceitos, que havia lido há poucos dias, num artigo sobre mobilidade em meio urbano, no âmbito de um trabalho de investigação que estou a realizar sobre esta temática. Segundo alguns estudos, só uma muito pequena parte dos acidentes de bicicleta são comunicados às autoridades policiais, aproximadamente 3%. Conscientes desta fraca participação avançamos para um diagnóstico: eles existem, mas as autoridades não chegam a ter conhecimento devido à atitude passiva dos intervenientes e os órgãos competentes ficam impedidos de intervir por falta de dados estatísticos consideráveis.


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Conto de Cidália Ferreira Bicho distinguido com Prémio Revelação da APE A docente do Colégio Internacional de Vilamoura, Cidália Ferreira Bicho venceu, em ex-aequo com mais duas escritoras, o prémio Revelação – Literatura para Infância e Juventude que foi promovido pela Associação Portuguesa de Escritores (APE) . O juri nacional composto por Alice Vieira, Cristina Norton, Rui Cardoso Martins e José Correia Tavares considerou que o trabalho “As pequenas fortunas do Lobo Lobão” que Cidália Ferreira Bicho apresentou a concurso se destacava entre os 23 trabalhos que foram candidatados. Este prémio foi acolhido pela equipa do Colégio Internacional de Vilamoura (CIV) com agrado. “O CIV é conhecido pelo seu modelo de educação e pelos resultados alcançado nas mais diversas áreas científicas e culturais pelos seus alunos e professores ao longo de várias gerações”, lê-se no comunicado enviado às redações. “O incentivo para colocar em livro estas e muitas outras histórias que tem vindo a desenvolver de há uma década para cá tinha já sido lançado por colegas e alunos com os quais as partilha”, refere a direção do Colégio frisando que o interesse de Cidália Bicho pelos contos “não é de hoje”. “Os contos tradicionais fazem parte da minha infância e das minhas raízes. A leitura e a escrita só acontecem mais tarde na escola e com o precioso, quase mágico, incentivo da Biblioteca Itinerante da Fundação Calouste Gulbenkian”, refere a escritora. Com esta distinção agora alcançada, Cidália Bicho vê agora concretizada a possibilidade de publicar o conto premiado através da editora Babel.

Galeria Vale do Lobo apresenta exposição “Fio, linha, tensão”

A exposição da conceituada artista alemã Claudia Kallscheuer, organizada em colaboração com o Centro Cultural São Lourenço, apresenta uma original seleção de trabalhos que primam pela originalidade, onde a agulha e a linha substituem os tradicionais pincéis e lápis. Esta exposição em Vale do Lobo, que será a primeira mostra da artista em Portugal, pretende provocar uma certa tensão entre o abstrato gestual e os objetos triviais, ilustrando assim a verdadeira essência do seu trabalho. Panos usados, velharias, sacos de chá, são alguns dos elementos utilizados nos seus trabalhos criativos e que prometem surpreender os mais ávidos apreciadores de arte. A exposição “Fio, linha, tensão” de Claudia Kallscheuer estará patente ao público até dia 15 de agosto, de segunda a sábado, das 10h00 às 19h00.

Aljezur acolhe exposição de artistas amigos de Artur Bual Está patente até 31 de junho, no Espaço +, em Aljezur, uma exposição coletiva de pintura, escultura e fotografia de artistas do círculo artístico e cultural Artur Bual. Esta iniciativa, que conta com a presença de 39 artistas e 78 trabalhos, é uma organização do município de Aljezur e do Círculo Artístico Artur Bual e uma consequência direta do protocolo de cooperação cultural estabelecido entre as autarquias de Aljezur e Amadora. Dos artistas presentes surgem nomes como Alves Dias, Eduardo Nascimento, Fernanda Páscoa, Denise, Jorge Bandeira, Ludgero Rolo, Manuel Leite, Miguel Petchrousry, Vítor Alves, Victor Lages, mas merece destaque um conjunto de quatro pinturas abstratas de

Música e dança animam verão de Albufeira As noites de grande animação estão de regresso ao Largo Eng.º Duarte Pacheco, na cidade de Albufeira. Durante a época balnear, muitos serão os artistas a subir ao palco para exibir a sua arte Todas as quartas-feiras, de junho a setembro, o Largo Eng.º Duarte Pacheco vai passar a acolher a atuação de um grupo regional, a partir das 22h30. A Academia Artística de Dança Soul foi ontem (15) a protagonista do primeiro espetáculo de animação desta época balnear. No dia 22 de junho, a dança volta a ser rainha com a atuação da Academia de Dança do Imortal Desportivo Clube. Fundada em 2005, esta associação local vai trazer ao centro da cidade uma amostra do que é possível fazer com o corpo e com a alma. As marchas populares também vão passar pelo Largo Eng.º Duarte Pacheco. No dia 29 de junho, a Associação do Rancho Folclórico Amigos de Ferreiras e o Grupo de Marchas da ACRODA- Associação Cultural e Recreativa de Olhos de Água – vão celebrar a quadra com muita música, desfiles e animação.

Artur Bual. Com esta exposição que tem como comissário o presidente do círculo Artur Bual, o arquiteto Jorge Bandeira, faz-se uma singela e justa homenagem aquele que foi um dos maiores artistas plástico do século, XX, Artur Bual. Entretanto, está também patente ao público, na galeria municipal em Aljezur, a exposição “Matemática e a Natureza”. Apresenta um conjunto de cartazes que mostram algumas das situações onde a matemática surge, na natureza. A mostra, organizada pela Associação de Professores de Matemática, é apresentada em Aljezur pela escola EBI/Ji de Aljezur.

Alunos da terceira idade expõem na galeria de Albufeira A galeria municipal de Albufeira está a exibir os trabalhos de artes plásticas elaborados pelos alunos do polo de Albufeira da Universidade do Algarve para a Terceira Idade (UATI). Peças em cerâmica, tapeçaria, desenho, pintura ou artes decorativas podem ser contempladas até 2 de julho. A exposição reúne os trabalhos elaborados ao longo do ano, nas disciplinas de pintura (em seda e em tela), cerâmica e olaria, arraiolos, e artes decorativas. Os seniores do concelho que frequentam o instituto veem, assim, os seus dotes artísticos reconhecidos e cumprem algumas realizações pessoais. A exposição pode ser vista de segunda a sexta, das 10h30 às 16h30, na galeria municipal. O polo de Albufeira da UATI nasceu de um protocolo firmado em 1996, entre a câmara municipal, a UATI e a Associação dos Amigos de Albufeira. Tratando-se de uma instituição sem fins lucrativos, desenvolve a sua área de ação em torno da divulgação, organização e direção de atividades de caráter cultural, formativo e recreativo.

Refira-se que esta quintafeira, 16, o Largo Cais Herculano também vai servir de cenário a um espetáculo musical. O grupo ‘Entretenga’ apresenta-se ao vivo, às 22h00, PUB

neste local privilegiado à beira mar para fazer ouvir o seu repertório de música tradicional portuguesa. “Sempre com um espírito festivo, os artistas prometem

fazer as delícias dos milhares de pessoas que, todos os anos, escolhem o centro antigo da cidade para passar os seus serões”, acentua a autarquia.


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Gente de Dublin invade o TEMPO no Festival Cidades Invisíveis > SOFIA CAVACO SILVA

“Elas ou Eu!!!” apresenta-se dia 22

Comédia musical à brasileira em Castro Marim “Elas ou Eu!!!” é o nome do espetáculo que a companhia O Teatro Novo do Brasil vai levar à Biblioteca Municipal de Castro Marim no próximo dia 22, a partir das 21h30. O público é convidado a assistir a uma comédia musical em que o enredo começa quando a empregada doméstica tenta convencer o patrão de que ele é um péssimo ator. O problema avoluma-se porque a peça começa exatamente no dia anterior à estreia de uma peça em que o “patrão” participa. Na base desta missão que a empregada assume está a mágoa de também ter sido atriz em tempos remotos e estar disposta a ir até às últimas consequências para se tornar uma atriz mundialmente famosa. Deste ponto de partida seguem-se uma série de episódios que têm vindo a espalhar gargalhadas de Norte a Sul de Portugal.

LAGOS:

Aldeia da Senhora do Forte comemora 18.º aniversário É já no próximo dia 18 que vai ter lugar a tradicional Festa da Aldeia da Senhora do Forte, evento promovido pelo Grupo de Amigos de Lagos (GAL) e que conta com o apoio da autarquia. Esta festa pretende assinalar o 18.º aniversário da inauguração da aldeia, que pode ser visitada no Museu Municipal de Lagos Dr. José Formosinho. O programa, que se inicia às 17h00, com a concentração dos convidados no Museu Municipal, inclui uma “visita” à aldeia, um pequeno concerto com o Grupo Coral “Brumas do Mar” e o lançamento de um livro sobre esta importante povoação. Para além da animação, a festa encerra com a já habitual partilha do Bolo da Festa, como sempre, confecionado e oferecido pelo mestre pasteleiro Alberto Costa. A aldeia da Senhora do Forte foi construída por Pedro Reis, ao longo de três anos e meio e 5.300 horas, e doada ao Museu de Lagos, em 1993. PUB

VILA REAL DE SANTO ANTÓNIO

ALTURA/MONTE GORDO

Música, teatro, cinema, literatura, uma exposição e até, quem sabe, cerveja Guinness, serão os ingredientes da terceira edição do Festival Cidades Invisíveis, que decorrerá no Teatro Municipal de Portimão (TEMPO), de hoje, dia 16, a 25 deste mês. Como já deve ter adivinhado, o tema deste ano vai ser a cidade irlandesa de Dublin, depois de Buenos Aires e Istambul terem sido as cidades debaixo de todas as atenções nas edições anteriores. Por isso, o “Bloomsday”, feriado nacional na Irlanda em que se celebra o escritor James Joyce, será assinalado em 16 de junho no TEMPO, com a inauguração da exposição “A Century of News Photography”, organizada pela Biblioteca Nacional da Irlanda, e que assinala o centenário do jornal “Irish Independent”. A exposição, patente até 2 de julho, apresenta 30 imagens do espólio, que retratam acontecimentos históricos, políticos e sociais na Irlanda

do século XX. Na abertura da mostra, marcada para as 19h00, haverá um concerto de música irlandesa, com Linda Scanlon, de entrada livre. Em termos de música, o TEMPO apresentará ainda duas outras propostas, a primeira no dia 17, às 22h00, no espaço do Café Concerto, quando atuar o quarteto Sheela na Gig. A entrada é gratuita. A outra proposta musical terá lugar no último dia do festival, dia 25, às 21h30, num concerto no grande auditório, com os Beoga, uma das mais conhecidas bandas de música

tradicional irlandesa. Este espetáculo está integrado no programa Allgarve’11 e os bilhetes custam 15 euros, com descontos.

Teatro, cinema e tertúlia No que diz respeito ao teatro, a proposta é também de grande qualidade. “Porque não leu Ulisses? Ulisses é Dublin”: este é o ponto de partida para “The Company”, uma jovem companhia de teatro irlandesa que pegou no livro mais importante da literatura irlandesa, “Ulisses” de James Joyce, procurando, com a peça “As you are now so once were

we”, explorar a forma como o romancista reinventa a cidade e as suas gentes - mas atenção, trata-se de uma peça sobre a experiência de leitura de “Ulisses” e não sobre a intriga do próprio “Ulisses”. A peça sobe ao palco do grande auditório no dia 22, às 21h30, será interpretada em inglês e legendada em português e tem bilhetes a 10 euros, com os descontos habituais do TEMPO. O festival inclui ainda um ciclo de cinema, com a exibição, nos dias 16 a 18, sempre às 21h00 e no pequeno auditório, dos filmes “Brisa de Mudança”, de Ken Loach, “No Mesmo Tom”, de John Carney e, finalmente, “As Irmãs de Maria Madalena”, de Peter Mullan. A entrada é gratuita mediante levantamento prévio de bilhete. No dia 18, às 19h00, o TEMPO convida todos para a sua Comunidade de Leitores, uma tertúlia no terraço, dinamizada por João Ventura, onde se irá conversar sobre o livro “Dublinesca”, de Enrique Vila-Matas. A participação é gratuita e limitada a 30 pessoas.

Museu de Portimão revela histórias do mar aos mais novos O museu de Portimão volta a propor aos mais novos uma semana diferente, à descoberta das histórias do mar e dos seus habitantes, através de um programa especial para ocupação dos seus tempos livres. Dirigida a jovens dos sete aos 12 anos, a iniciativa pretende proporcionar “umas férias de verão diferentes e divertidas a partir de vivências no museu de Portimão, estimulando a sua criatividade, a capacidade de expressão e o trabalho em grupo, com um conjunto de atividades pedagógicas de caráter lúdico relacionadas

com a envolvente marítima de Portimão”. O programa será dividido por dois grupos diários (das 9h30 às 12h00 e das 14h30 às 17h00) com um máximo de 15 participantes cada, e tem por tema principal “Formas e seres marinhos”, através da modelação, utilizando a técnica do papier maché. As inscrições individuais, a realizar diretamente no museu, custam sete euros e os interessados deverão optar por um dos seguintes períodos: 27 de junho a 1 de julho; 4 a 8 de julho; 11 a 15 de julho; 18 a 22 de julho; e 25 a 29 de julho.

DE 15 A 21 JUNHO * NOVILHO COZER KG

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AZEITE VIRGEM EXTRA CLÁSSICO, SUAVE GALLO 0,75LT

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*PRODUTOS NÃO DISPONÍVEIS NA LOJA INTERMARCHE EM MONTE GORDO SALVO RUPTURA DE STOCKS OU ERRO TIPOGRÁFICO

UAlg leva curso sobre guerra e paz à Biblioteca de Tavira A Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da Universidade do Algarve e o Regimento de Infantaria N.º 1 de Tavira abriram as inscrições para o curso de Verão que vai realizar em Tavira entre 18 e 29 julho. “Da Guerra e da Paz, Perspetivas Contemporâneas” é o nome deste curso livre dirigido a estudantes universitários e à população em geral, que é

composto por dez palestras proferidas por oradores convidados especializados, como é o caso do historiador algarvio António Rosa Mendes, que vai falar sobre a defesa do Algarve entre os séculos XII e XIX. A organização sublinha que este curso tem como objetivo “fornecer aos alunos uma compreensão alargada de fatores relacionados com a guerra e com a manutenção da

paz”. Jogos de Poder na História da Guerra do Peloponeso, geopolítica, nível estratégico da guerra, nível político e nível tático, o imaginário da guerra em textos de literatura portuguesa, a guerra na tradição oral portuguesa e internacional, Portugal e o Mediterrâneo numa perspetiva de defesa nacional, a Europa e a Gestão de Crises Humani-

tárias, os militares e os meios de comunicação social, a guerra de África e o papel dos militares no 25 de abril são alguns dos temas que vão ser explorados ao longo das duas semanas em que o curso vai ser lecionado. Os interessados podem solicitar mais informações ou enviar as inscrições através do correio eletrónico, para cursotavira2011@ualg.pt.


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16 I junho I 2011 www.jornaldoalgarve.pt

ESPOR TO [21] ESPORTO

Castro Marim acolhe festival de patinagem artística

São Brás recebe campeonato regional de escalada de Boulder A Associação de Montanhismo e Escalada do Algarve (AMEA) vai realizar o primeiro campeonato regional do Algarve de Escalada Boulder no próximo dia 19. O encontro realiza-se no Pavilhão da Escola Secundária José Belchior Viegas com as provas a terem início a partir das 11h30. “Este é o primeiro campeonato do género organizado pela AMEA e talvez das poucas provas organizadas no Algarve, dentro desta modalidade da escalada, sendo objetivo principal desta competição a divulgação da moda-

lidade junto da região e de todos os praticantes existentes”, refere a organização. Importa referir que a prova vai decorrer sob a égide da Federação Portuguesa de Montanhismo e Escalada. Os resultados finais dos escalões infantis, iniciados, juvenis e juniores vão ser conhecidos às 14h20, altura em que os atletas dos escalões seniores arrancam para a competição que lhes compete. Os resultados finais do escalão de seniores será afixado às 17h00.

BTT no Azinhal A Associação Recreativa e Cultural “Azinhal” (ARCA) organiza, no próximo dia 19, a segunda edição do Passeio BTT pelos “Trilhos do Azinhal”, com início marcado para as oito da manhã naquela localidade do concelho de Castro Marim. Este passeio de bicicletas todo-o-terreno é constituído por dois percursos, de 25km (dificuldade fácil) e 40 km (dificuldade moderada). Para mais informações, os interessados podem contactar a ARCA através de telefone (933466812 e 965807273), fax (281495189) e correio eletrónico (arcazinhal@gmail.com).

“Castro Marim sobre Rodas” é o Festival de verão de Patinagem Artística que se vai realizar no pavilhão municipal de Castro Marim no próximo dia 18, a partir das 18h30. O festival vai contar com a participação de atletas dos seguintes clubes: Card – Portimão, Grupo Desportivo Diana – Évora, Grupo Desportivo Fabril – Barreiro, Clube Futebol Sassoeiros – Torres Novas, Sociedade Filarmónica Recreativa União Alhos Verdense – Alhos Vedros, Patinagem Clube de Tavira e Roller de Lagos Clube de Patinagem. A organização espera receber mais de uma centena de jovens atletas com idades compreendidas entre os seis e os 12 anos. O evento é organizado pelo Grupo Desportivo, Recreativo e Cultural Leões do Sul Futebol Clube e tem apostado na modalidade com a sua escola de patinagem, que durante este ano arrancou com o projeto “Vamos Patinar”. O evento é apoiado pela Câmara Municipal e pela Junta de Freguesia de Castro Marim.

A organização espera receber mais de uma centena de jovens atletas, entre os seis e os doze anos

ÚNICO CIRCUITO MUNDIAL QUE REÚNE TODAS AS VARIANTES DOS DESPORTOS MOTORIZADOS

Autódromo avança com pista todo-o-terreno Depois da pista principal (2008) e do kartódromo (2010), o Autódromo Internacional do Algarve inaugurou esta terça-feira o Off Road Park, uma pista de todo-o-terreno que promete "levantar poeira" na região. Segundo o mentor de todo o projeto, Paulo Pinheiro, o circuito de Portimão torna-se assim o único no mundo que integra as três valências do desporto motorizado: velocidade, ralis e todo-o-terreno > NUNO COUTO A inauguração oficial do Off Road Park do Autódromo Internacional do Algarve (AIA), na terça-feira, foi “mais um passo na concretização dos vários projetos que integram o Algarve Motor Park”, adiantou Paulo Pinheiro. O administrador da Parkalgar realçou que 80 por cento do complexo será concretizado “até ao final deste ano”, depois da inauguração da pista principal, em novembro de 2008, e do kartódromo internacional, no ano passado. “A pista de todo-o-terreno era a única valência que faltava. Será um complemento às

estruturas já existentes, reunindo num só local todas as variantes do automobilismo e motociclismo: velocidade, todo-o-terreno e ralis”, adiantou o responsável, evidenciando que “não há nenhum circuito no mundo que reúna todas estas valências num só sítio”. Para além dos equipamentos já referidos, Paulo Pinheiro revelou ainda que foi inaugurada este ano a central fotovoltaica, estando ainda prevista a conclusão, até ao final de 2011, do complexo de apartamentos. Já a abertura do hotel está marcada para o próximo dia 30 de novembro. “Só falta mesmo avançar

Características da pista O Off Road Park foi construído numa uma área de 317 mil metros quadrados e tem uma extensão de aproximadamente cinco quilómetros. Esta pista vai poder ser utilizada para testes de veículos todo-o-terreno automóvel e moto, SUV e ralis, mas também para a realização de eventos e passeios. Tem algumas particularidades como zonas de riachos, zonas artificiais de obstáculos, vários tipos de traçado, etc. Faz igualmente parte desta infraestrutura uma pista para motos com base numa especial de provas de Enduro.

A pista de todo-o-terreno foi inaugurada na terça-feira no Autódromo Internacional do Algarve

com o parque tecnológico”, salientou o mentor do AIA, acrescentando que continuam as negociações para atrair “oito ou nove marcas e fabricantes”. Paulo Pinheiro sublinhou ainda que, apesar da crise financeira, “o AIA tem registado uma taxa de ocupação de 90 por cento este ano, estando já

o calendário cheio até maio de 2012”. Por seu lado, o presidente da câmara de Portimão referiu que o “autódromo tem vindo a revelar-se uma enorme mais valia para a região”, com taxas de ocupação muito elevadas, “ajudando desta forma a complementar a oferta turística do Algarve”.


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GENDA

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JORNAL do ALGARVE

[ATIVIDADES CULTURAIS]

FARO Biblioteca Municipal PARA GRUPOS Mergulhar nas Estórias Hora do Conto + Atividade Creches, Jardins de Infância, Escolas e Atl’s: 3ª a 6ª feira - 10h00 e 14h00 PARA O PÚBLICO EM GERAL “...e com pós de perlimpimpim… a tarde chega ao fim!!!!!” Hora do conto na Sala do Conto - 2ª, 3ª e 4.ª - 18h00 5as feiras - Clube dos Pais (Pais e Avós contam histórias) - 18h00; sábados: 16h00 NA BEBÉTECA 6as feiras - 18:00 TEMPO PARA BRINCAR Atividades na Ecoteca, 2ª feiras e sábados - 14h00»19h:00 3.ª feiras a 6 a feiras - 09h30»19h00 PORTIMÃO QUINTA PEDAGÓGICA 9h30-17h30 - 3ª a 6ª feira 10h00-17h30 - Fins-de-Semana TAVIRA BIBLIOTECA MUNICIPAL ALVARO DE CAMPOS «Hora do Conto “Ao Abrir o Livro...”» Terças e quintas-feiras, 10h30 e 14h00 Público-alvo: Do pré-escolar ao 2º ciclo e outros grupos que tenham interesse na área. Baú das Letras Sábados, 15h30 | Público-Alvo: Pais e filhos Visita-Guiada ao Espaço: «Ao Encontro da Biblioteca…» [Marcação prévia deverá ser efectuada, no mínimo, com 15 dias de antecedência] Quarta-feira, 10h00 | sexta-feira, 14h00 «Histórias de Alegrias, Birras e Mimos!» Quintas-feiras, 10h30 e 15h30 [Duração: 1 hora] Ateliê «Rimas Traquinas» Sextas-feiras, 17h00 [Duração: 1 hora] VILA REAL DE SANTO ANTÓNIO Biblioteca Municipal António Vicente Campinas Até 30 junho Conta lá! - Hora do conto 10h30 (terça a sexta) Quarta e sexta “Vasco e o castelo de areia” de Liane Payne Terça e quinta Contos e lendas Às 4 na Biblioteca Conto, manualidades, jogos educativos, filmes, etc. 16h00 (terça a sexta) Sábados na Biblioteca Criações plásticas; História Virtual; História em Power Point; Filme - 15h00 (sábado) 16 - Clube de Leitura “Livros Mexidos”, com o autor Mário Vargas Llosa, 18h00, Biblioteca Municipal Vicente Campinas, VRSA 17 - Tertúlia no Baixo Guadiana ”Junho, o mês da criança”, dinamizada pelo Jornal do Baixo Guadiana, 17h30, Biblioteca Municipal Vicente Campinas. 18 - Ciclo de Conferências para a Juventude "Adolescência, família e a construção de si", Lia Pappámikail 19h00, Casa Manuel Teixeira Gomes, Portimão 24 - Apresentação do livro Memórias, Um Combate pela Liberdade – II Vol. de Edmundo Pedro, 18h00, no Auditório da Biblioteca Municipal Vicente Campinas em Vila Real de Santo António.

[APRESENTAÇÃO] 18 -Apresentação do livro histórico "Restauração dos algarves pelos Heróis de Faro e Olhão", 16h00, na Sociedade Recreativa Olhanense, Olhão. 24 - Apresentação do livro Memórias, Um Combate pela Liberdade – II Vol. de Edmundo Pedro, 18h00, no Auditório da Biblioteca Municipal Vicente Campinas em Vila Real de Santo António.

[DANÇA]

17 - Mulheres que nos habitam, 21h30, no Teatro Lethes, Faro, 22 - Academia de Dança - Imortal Desportivo Clube, 22h30, no Largo eng. Duarte Pacheco, Albufeira. 25 - Correr o Fado, Quorum Ballet, 21h30, no Teatro Chá Dançante e Desfile de Marchas 15h00-Casa do Povo em Moncarapacho, Olhão 19 - Fernando Amores 26 - Jorge Miguel

ACONTECIMENTOS I LIVRO

[DESPORTO] 18 - IV Meeting de Albufeira - Município de Albufeira, 17h00-19h00, Pista de Atletismo do Estádio Municipal de Albufeira. De 18 a 26 - Portimão 2011 Internacional Tournament U14, Complexo Municipal de Ténis de Portimão. Até 19 - Ténis – Prova Internacional Sub.14 Singulares Masculinos e Femininos / Pares Masculinos e Femininos, 9h00, Campos de Ténis do Complexo Desportivo de VRSA 19 a 25 - Copa Foot21 – 4.ªEdição – 2011 9h00> 13h00 / 14h00> 20h00, Complexo Desportivo de Vila Real de Santo António De 22 a 26 - Portimão Portugal Match Cup, Marina, Portimão. De 23 a 26 - XXXII Semana Vela Lagos - 3.ª Prova Campeonato Nacional Slalom Lagos, 12h00, Cais da Solaria, Lagos. 25 - III Torneio de Futevolei da Praia de Faro, praia de Faro.

[DIVERSOS ] 18 - Desfile e Mostra Etnográfica 21h30, Praça da República, Tavira. 22 - Moda Tavira 2011, 22h00, Praça da República, Tavira.

[EXPOSIÇÕES] Até 17 - Exposição de pintura de Ceco, na Junta de Freguesia de Odeceixe, Aljezur. Até 18 - Exposição "Cidade e Mundos Rurais", terça a sábado, 10h00-12h30 e das 14h00-17h30, Museu Municipal de Tavira. Até 19 - Exposição de pintura "O Anel de Nibelungo" de Pedro Leal Filipe, terça a sexta, na Galeria Municipal Trem, Faro. Até 22 - Exposição de pintura “Aquarium” de Jorge Calero, 9h30> 18h30 (segunda a sexta), 14h00> 18h30 (sábado), Biblioteca Municipal Vicente Campinas, VRSA Até 23 - Mostra "Percurso para a integração" da autoria da ASMAL, terça a sexta, na Biblioteca Municipal Lídia Jorge, Albufeira. Até 25 - Exposição "c/o Poste Restante", da fotógrafa Kärsti Stiege, no Museu Municipal deTavira. Até 27 - Exposição de pintura "O mar" de José Maria Castizo, segunda a sábado, na Galeria de Arte Pintor Samora Barros, Albufeira. Até 30 - Exposição Temporária "Outras viagens, outros Olhares", no Museu Municipal de Arqueologia, Albufeira. > "O grande pasteleiro" - Desenhos e pinturas de Timo Dillner, segunda a sexta, 10h00-13h00, 15h00-19h00, "A Galeria", Lagos. > Deodato "Velhos e Coisas desse Tempo", segunda a sábado (Sala 1), no Centro Cultural de Lagos. > LOCAL - Coleção de Arte Contemporânea de Lagos, de segunda a sábado (Sala 2), no Centro Cultural de Lagos. > Exposição de pintura "Cromoesfera" de Gonçalo Faro, segunda a sábado, no Posto Municipal de Exposições, Lagos. Biblioteca Municipal Vicente Campinas, VRSA > Exposição de Escultura – “Memento Mar Memor” de José Coelho, 9h30> 18h30 (segunda a sexta), 14h00> 18h30 (sábado) >Exposição de fotografia "Uma Visão acerca dos Problemas Sociais", turma CEF de Informática da Escola Secundária com o Apoio do Projeto Escolhas Vivas, 9h30> 18h30 (segunda a sexta), 14h00> 18h30 (sábado) >Exposição de Rua Artêxtil – O Comércio de VRSA está na moda!, Centro Histórico de Vila Real de Santo António > Exposição “Indústria Conserveira em VRSA” Exposição “Artes Litográficas”, 09h30>12h30 / 14h00> 16h30 (segunda a sexta), Arquivo Histórico Municipal, VRSA > Exposição “Plantas que curam. Usos e saberes na medicina popular”, 9h30> 13h00 / 14h00> 16h30 (segunda a sexta-feira), Centro de Investigação e Informação do Património de Cacela Até 2/7 - Exposição "Universos conceptuais" de Orlando Pompeu, Sala de Exposições Temporárias, no Convento de S. José, Lagoa. Até 30/7 - Exposição de Arte Urbana Artur, 17h0020h00, 21h00-23h00, LAC (antiga cadeia de Lagos), Lagos.

16 I junho I 2011 Exposição de pintura "O Anel de Nibelungo" de Pedro Leal Filipe, na Galeria Municipal Trem, Faro

Até 31/7 - Exposições "Sabores da Europa" e "Azeite - Saberes com sabor", terça 14h30-18h00, quarta a domingo, 10h00-18h00, Museu de Portimão. > Exposição "Arte Submersa", terça a domingo, no Museu de Portimão. Até 10/9 - Exposição "Dez Monumentais Esculturas Britânicas", coleção Berardo, diariamente, Cerro da Vila, Vilamoura, Loulé. Até 30/9 - "Tutti Frutti", de Joana Vasconcelos, na Gare do Aeroporto Internacional de Faro, Faro. Até 8/10 - Exposição "Fora de Escala", Desenhos e Esculturas , com obras inéditas de Manuel Baptista, no Centro Cultural de Lagos. Até 31/10 - Exposição de usos e costumes da Serra de Monchique, todos os dias, no Parque da Mina, Caldas de Monchique, Monchique. EXPOSIÇÕES PERMANENTES Exposição "Algarve - Do Reino à Região" Até 18/7 - "Cidades e Mundos Rurais", Museu Municipal Tavira. Até 14/05/2012 - "Sombra e Luz - O Século XIX no Algarve", Museu do Trajo, São Brás de Alportel. Até 18/05/2012 - "Alcoutim, Terra de Fronteira", Câmara Municipal de Alcoutim. Diariamente Galeria de Arte de Vila Sol Art & Nature Vila Sol - Vilamoura Galeria de Pintura ATT Exposição Colectiva São Lourenço - Almancil

[FESTAS E FESTIVAIS] De 22 a 25 - Festival MED, Zona Histórica, Loulé. 25 - Festival de Folclore e Feira de Artesanato de Martim Longo, Largo da Junta, Martim Longo, Alcoutim, Até 3/7 - 3.ª Mostra Gastronómica de Cacela "Entre a serra e o Mar", restaurantes aderentes, Vila Nova de Cacela, Vila Real de Santo António. Até 29 - Santos Populares, diversas localidades: 29 - Albufeira. 19 e 26 - Lagos 23 e 28 - Calçadão Quarteira , Loulé. 18, 23, 25 - Portimão. 23 e 25 - Tavira 23 - Casa do Povo em Moncarapacho, Olhão. Até 25 - Festival Cidades Invisiveis: Gente de Dublin TEMPO - Teatro Municipal de Portimão 17 - KAFFEE FOLK, SHEILA NA GIG 22h00, Café - Concerto 25 - BEOGA 21h30, Grande Auditório Nuno Mergulhão 22 - As You Are Now So Once Were We, The Company 21h30, Grande Auditório Nuno Mergulhão

[FEIRAS E MERCADOS] 20 e 27 - Mostra Artesanal Almadrava, 18h00, 24h00, Jardim das Palmeiras, Tavira Até 30 - O Cabaz da Horta em Vila Real de Santo António, produtos provenientes de hortas locais, produzidos tradicionalmente e chegam ao consumidor a um preço de 10 €, com 8 a 9Kg, 10h00> 13h00 (Quarta-feira), Associação Cultural de Vila Real de Santo António Até 15/10 - FIESA - Festival Internacional de Esculturas em Areia, Tema "Animalandia", Pêra-Silves. VELHARIAS 18 - Albufeira, Silves, 19 - Portimão, S. Brás de Alportel. MERCADOS 16 - Alte (Loulé) 17 - Guia (Albufeira), 18 - Loulé, S. Brás de Alportel, Tavira. 19 - Vila Nova de Cacela. 20 - Aljezur, Silves 21 - Caliços (Albufeira), 22 - Quarteira (Loulé)

[TEATRO ] 17, 18 - A Tempestade (ACTA), 21h30, no Teatro das Figuras, Faro. Em exibição Revista à Portuguesa “… Livra!!! Sai d'baixo” Clube de Instrução e Recreio Mexilhoeirense Sessões: 6ª feira e Sábados: 21h30 Revista à portuguesa “Aqui não há crise” Sessões: 5ª e 6ª às 21h00 Sábados e Domingos às 15h30 e 21h300 Boa Esperança Atlético Clube Portimonense

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[LIVRO]

Inocente de Scott Turow A muito aguardada continuação de Presumível Inocente, o êxito de vendas do escritor best-seller do New York Times, que constituiu um marco neste género literário. Mais de vinte anos depois de Rusty Sabich e Tommy Molto se terem enfrentado no julgamento por homicídio qualificado de Presumível Inocente, os dois homens defrontam-se novamente num fascinante duelo psicológico. Quando Sabich, agora juiz de um tribunal de apelação, encontra a sua mulher morta em circunstâncias misteriosas, Molto acusa-o de homicídio pela segunda vez, pondo em marcha um julgamento que nos mostra Turow no seu melhor — e uma sala de audiências tensa e explosiva. Com a sua característica percepção das verdades sombrias da mente humana e das complexidades do sistema de justiça criminal, Scott Turow volta a provar que alguns livros simplesmente nos obrigam a ler pela noite fora, ansiosos por sabermos quem é o criminoso. Scott Turow é autor de oito obras de ficção, entre as quais Danos Pessoais, Erros Reversíveis, O Medo dos Bravos, Juiz Por Um Fio e o famoso thriller Presumível Inocente, que foi adaptado para o cinema por Alan J. Pakula e que conta com Harrison Ford como protagonista, entre outros actores de renome. Os livros de Turow estão traduzidos em mais de vinte e cinco línguas e já venderam mais de vinte e cinco milhões de exemplares em todo o mundo. Ele escreve também ensaios e artigos de opinião para publicações como o New York Times, o Washington Post, a Vanity Fair, o The New Yorker, a Playboy e o The Atlantic. Crítica: «O novo romance de Scott Turow é a versão do El Dorado do leitor de ficção: um mistério à volta de um crime/drama de sala de audiências que não conseguimos parar de ler e que é também um tesouro literário, escrito numa linguagem clara, com uma percepção genuína das personagens. Quando acabei de o ler, senti-me espantado e realizado, como só acontece quando lemos autores no auge dos seus poderes. Ponham este livro na vossa lista de obras a não perder.» Stephen King Publicações Europa-América

Marés Vila R. Sto António Faro/Olhão Qui. 2011-06-16 03:34 3.24 Preia-mar 09:44 0.79 Baixa-mar 15:51 3.45 Preia-mar 22:16 0.68 Baixa-mar Sex. 2011-06-17 04:19 3.22 Preia-mar 10:25 0.80 Baixa-mar 16:35 3.45 Preia-mar 22:58 0.71 Baixa-mar Sab. 2011-06-18 05:02 3.16 Preia-mar 11:04 0.84 Baixa-mar 17:17 3.39 Preia-mar 23:38 0.78 Baixa-mar Dom. 2011-06-19 05:43 3.06 Preia-mar 11:42 0.91 Baixa-mar 17:58 3.29 Preia-mar Seg. 2011-06-20 00:17 0.88 Baixa-mar 06:24 2.94 Preia-mar 12:20 1.00 Baixa-mar 18:40 3.15 Preia-mar Ter. 2011-06-21 00:57 0.99 Baixa-mar 07:08 2.80 Preia-mar 13:02 1.13 Baixa-mar 19:23 2.98 Preia-mar Qua. 2011-06-22 01:41 1.10 Baixa-mar 07:56 2.67 Preia-mar 13:50 1.27 Baixa-mar 20:10 2.82 Preia-mar

Qui. 2011-06-16 03:34 3.21 Preia-mar 09:26 0.70 Baixa-mar 15:55 3.43 Preia-mar 21:59 0.59 Baixa-mar Sex. 2011-06-17 04:21 3.17 Preia-mar 10:09 0.72 Baixa-mar 16:41 3.42 Preia-mar 22:42 0.63 Baixa-mar Sab. 2011-06-18 05:04 3.10 Preia-mar 10:50 0.78 Baixa-mar 17:24 3.35 Preia-mar 23:24 0.72 Baixa-mar Dom. 2011-06-19 05:46 3.00 Preia-mar 11:29 0.88 Baixa-mar 18:05 3.24 Preia-mar Seg. 2011-06-20 00:04 0.85 Baixa-mar 06:26 2.89 Preia-mar 12:08 1.01 Baixa-mar 18:46 3.10 Preia-mar Ter. 2011-06-21 00:44 0.99 Baixa-mar 07:08 2.78 Preia-mar 12:49 1.14 Baixa-mar 19:28 2.95 Preia-mar Qua. 2011-06-22 01:27 1.13 Baixa-mar 07:53 2.68 Preia-mar 13:36 1.28 Baixa-mar 20:14 2.80 Preia-mar

Lagos

Qui. 2011-06-16 03:20 3.27 Preia-mar 09:17 0.70 Baixa-mar 15:37 3.54 Preia-mar 21:51 0.56 Baixa-mar Sex, 2011-06-17 04:06 3.24 Preia-mar 10:00 0.72 Baixa-mar 16:22 3.52 Preia-mar 22:34 0.60 Baixa-mar Sab, 2011-06-18 04:51 3.17 Preia-mar 10:41 0.78 Baixa-mar 17:05 3.45 Preia-mar 23:17 0.69 Baixa-mar Dom, 2011-06-19 05:34 3.08 Preia-mar 11:23 0.89 Baixa-mar 17:47 3.33 Preia-mar 23:59 0.82 Baixa-mar Seg, 2011-06-20 06:17 2.96 Preia-mar 12:05 1.01 Baixa-mar 18:30 3.18 Preia-mar Ter, 2011-06-21 00:43 0.96 Baixa-mar 07:00 2.83 Preia-mar 12:49 1.15 Baixa-mar 19:14 3.02 Preia-mar Qua, 2011-06-22 01:28 1.10 Baixa-mar 07:46 2.71 Preia-mar 13:38 1.29 Baixa-mar 20:01 2.85 Preia-mar


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GENDA

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JORNAL do ALGARVE

CINEMAS I MÚSICA FARMÁCIAS I CRÍTICA

PREVISÕES

Hoje - Céu limpo. Vento moderado a forte. Temp min. 20º máx. 30º Sexta-feira - Céu limpo. Vento moderado a forte. Temp min. 18º máx. 30º Sábado - Céu limpo. Vento moderado. Temp min. 19º máx. 31º Domingo - Céu limpo. Vento moderado. Temp min. 21º máx. 30º

[CINEMAS]

[FARMÁCIAS]

FARO Cineclube de Faro Instituto Português da Juventude Sede ao ar livre - 22h00 22 - "Quem tem medo de Virgina Woolf" SBC CINEMAS - Fórum Algarve 16 a 22 junho Sala 1 “A Águia da Nona Legião” ESTREIA 14h15, 16h45, 19h15, 21h50 (diariamente) 00h30 (sexta e sábado) “Arthur e a Guerra dos 2 Mundos” VP: 11h00 (sábado e domingo) Sala 2 “Winx 2” Versão Portuguesa: 10h15, 12h20 (sábado e domingo) “Um Sonho de Rapariga” ESTREIA 15h05, 17h15, 19h25, 22h00 (diariamente) 00.25 (sexta e dábado) Sala 3 “Piratas dasCaraíbas – por Estranhas Marés” Sala 3: 15h20, 18h15, 21h10 (diariamente) 00h05 (sexta e sábado) “HOP” VP: 10h25 (sábado e domingo) Sala 4 “A Ressaca 2” 14h35, 16h55, 19h20, 21h40 (diariamente) 00h10 (sexta e sábado) “Gnomeu e Julieta” Versão Portuguesa: 10h00, 12h00 (sábado e domingo) Sala 5 “X-MEN: O início” 10h10 (Sábado e Domingo) 13h00, 15h45, 18h45, 21h30 (diariamente) 00.20 (sexta e sábado) Sala 6 “A Ressaca 2” 13h35, 21h00 (diariamente) 23h30 (sexta e sábado) “Thor” 18h30 (diariamente) “Água aos Elefantes” 15h55 (diariamente) “Rango" Versão Portuguesa: 10h20 (sábado e domingo) Sala 7 “Destino Infernal” 23h30 (diariamente) “Kung Fu Panda 2” Versão Portuguesa 10h50, 12h55 (sábado e domingo) 15h00, 17h05, 19h10, 21h20 (diariamente) Sala 8 “Trust – Perigo Online” 13h50, 18h55 (diariamente) “Velocidade Furiosa 5” 16h10, 21h15 (diariamente) 00h00 (sexta e sábado) “Rio” Sala 8: 10h30 (sábado e domingo) Sala 9 “Winnie the Pooh” Versão Portuguesa 10h40 (sábado e domingo) “Arthur” 13h15, 18h40 (diariamente) 00h15 (sexta e sábado) “A Árvore da Vida” 15h40, 21h05 (diariamente) GUIA Algarve Shopping 16 a 22 junho Sala 1 "Piratas das Caraíbas por Estranhas Marés" 12h40, 15h30, 18:20, 21:10, 00h00* - qui a qua Sala 2 "O Panda do Kung Fu 2" 13h00, 15h00, 17h10, 19h10 - Qui a qua "O Panda do Kung Fu 2" VO 21h45, 00h15* - Qui a qua Sala 3 "Velocidade Furiosa 5" 13h10, 15h45, 18h25, 21h05,

ALBUFEIRA > 16, 17 - Piedade; 18 a 23 - Alves de Sousa. ALCOUTIM > 16 a 22 - Caimoto. ALJEZUR > 16 a 22 - Furtado. ALMANCIL > 16 a 19 - Paula; 20 a 22 - Nobre Passos. ARMAÇÃO DE PÊRA > 16,17 - Edite; 18 a 22 - Sousa Coelho. CASTRO MARIM > 16 a 23 - Moderna. FARO > 16 - Alexandre; 17 - Crespo Santos; 18 - Palma Batista; 19 - Almeida; 20 - Do Montepio; 21 - Higiene; 22 - Caniné. LAGOA > 16, 17 - Sousa Pires; 18 a 22 - Lagoa. LAGOS > 16 - Silva; 17 - Telo; 18 - Neves; 19 - Ribeiro Lopes; 20 - A Lacobrigense; 21 - Silva; 22 - Telo. LOULÉ > 16 - Avenida; 16 - Martins; 18 - Chagas; 19 - Pinheiro; 20 - Pinto; 21 - Avenida; 22 - Martins. MONCHIQUE > 16 a 19 - Hygia; 20 a 22 - Moderna. ODECEIXE > 16 a 22 - Odeceixense. OLHÃO > 16 - Pacheco; 17 - Progresso; 18 - Olhanense; 19 - Nobre Sousa; 20 - Brito; 21 - Rocha; 22 - Pacheco. PORTIMÃO > 16 - Moderna; 17 - Carvalho; 18 - Rosa Nunes; 19 - Amparo; 20 - Arade; 21 - Guilherme Dias; 22 Central. QUARTEIRA > 16, 17 - Maria Paula; 18 a 22 - Miguel Calçada. SAGRES > 16 a 22 - Sagres. S. BARTOLOMEU MESSINES > 16 a 19 - Algarve; 20 a 22 - Sequeira Correia. SÃO BRÁS DE ALPORTEL > 16 - S. Brás; 17 - Dias Neves; 18 - S. Brás; 19 - Dias Neves; 20 - S. Brás; 21 - Dias Neves; 22 - S. Brás. SILVES - 16 a 18 - Cruz de Portugal; 19 a 22 - Guerreiro. TAVIRA > 16 - Do Montepio; 17 - Maria Aboim; 18, 19 - Central; 20 - Felix Franco; 21 - Sousa; 22 - Do Montepio. VILA DO BISPO > 16 a 22 - Vila do Bispo. VILA REAL DE SANTO ANTÓNIO > 16, 17 - Carmo; 18 a 22 - Pombalina.

"A Árvore da Vida" 23h35* - Qui a qua Sala 4 "A Árvore da Vida" 12h45, 15h35, 18h35, 21h20, 00h05* - Qui a qua Sala 5 "Rio" 13h20, 15h55 - Qui a qua "A Minha Versão do Amor" 18:10, 21:00, 23:40* - Qui a qua Sala 6 "O Castor" 13h05, 15h10, 17h15, 19h20, 21h40, 23h50* - Qui a qua Sala 7 "X-Men: O Início" 12h55, 15h40, 18h30, 21h15, 23h55* - Qui a qua Sala 8 "A Ressaca II" 12h50, 14h55, 17h05, 19h15, 21h25, 23h45* - Qui a qua Sala 9 "A Águia da Nona Legião" 13h30, 16h00, 18h40, 21h30, 00h10* - Qui a qua * Sessão Válida 6ª, sáb e 4ª

OLHÃO ALGARCINE 16 a 22 junho Sala 1 "O Panda do Kung Fu 2" Sexta, segunda, terça e quarta - 15:35/17:35/19:35/21:35 Quinta/sábado/domingo - 10:35/ 13:35/15:35/17:35/19:35/21:35 Sex/sáb - 23:35 Sala 2 "A Ressaca parte II" Sexta, segunda, terça e quarta15:30/18:30/21:30 Quinta/sábado/domingo - 13:00/ 15:30/18:30/21:30 Sex/sáb - 23;45 Sala 3 "Sem identidade" Diariamente - 15:25/18:25/21:25 Sex/sáb - 23:50 PORTIMÃO ALGARCINE - Portimão 16 a 22 junho Sala 1 "O Panda do Kung Fu 2" Diariamente - 14:00/15:30 /18:00/20:00 "A Ressaca Parte II" Diariamente - 21:30 Sex/sáb - 00:00 Sala 2 "X-Men O Ínicio" Diariamente - 15:45/18:15/21:45 Sex/sáb - 00:00 CASTELLO-LOPES 16 a 22 junho Sala 1 "O Panda do Kung Fu" 12h50, 15h00, 17h10, 19h20, 21h40, 0h00* - Qui a qua Sala 2 "X-Men: O Início" 13h00, 15h50, 18h40, 21h30, 00h20* - Qui a qua

Sala 3 "Sem Identidade" 12h55, 15h40, 18h20 - Qui a qua "Velocidade Furiosa 5" 21h10, 23h50* - Qui a qua Sala 4 "Cliente de Risco" 13h20, 16h00, 18h45, 21h50, 00h20* - Qui a qua Sala 5 "A Ressaca II" 13h10, 15h20, 17h30, 19h40, 22h00, 00h10* - Qui a qua Sala 6 "Piratas das Caraíbas por Estranhas Marés" 12h45, 15h35, 18h25, 21h20, 00h15* - Qui a qua * Sessão Válida 6ª, sáb e 4ª

TAVIRA Cine-Teatro António Pinheiro 21h30 16 - "Os Dois da [Nova] Vaga" 19 - "Tropa de Elite 2: O Inimigo agora é outro"

[MÚSICA] 17 - Concerto "Jazz com todos", 21h30, no Centro Cultural de Lagos. > Jean Paul Rena, 22h00, no Pátio de Letras, Faro. 18 - Mafalda Arnauth, 22h00, no Auditório Municipal de Lagoa. > Concerto pelo conjunto coral da academia de Música de Lagos, 21h00, Igreja de S. Sebastião, Lagos. > Aurea - Jantar Concerto, 20h00, no Casino de Vilamoura, Loulé. 21 - Concerto de encerramento do ano lectivo do Conservatório de Albufeira, 21h00, no Auditório Municipal de Albufeira. 23 - Recital de música, "Guitarradas", com Raimundo Seixas e Zoran Stojanovic, 22h00, na Casa Manuel Teixeira Gomes, Portimão. 24 - Zé Praia - Fado Coimbra, 21h30, no Auditório Municipal de Lagos. > Concerto por Rão Kyao (aberto à população), 22h00, Quartel da Atalaia, Tavira. Concertos «Música nas Igrejas» Ermida de São Sebastião, 18h00 18 - Luís Conceição / Rui Rosa Fados e clarinete 25 - Fados, Canto Durante o mês Espetáculo "Crazy Cabaret", 22h30, no Casino de Vilamoura, Loulé. Espetáculo "Divas", 22h30, no Hotel Algarve Casino, Praia da Rocha, Portimão. Espetáculo "Golden 80's", 22h30, no Casino de Monte Gordo, Monte Gordo, VRSAntónio.

Serviço permanente (24h): Alcantarilha (Maria Sequeira), Algoz (Monteiro), Alvor (Alvor), Areias S. João (Godinho Belo), Boliqueime (Cruz Ramos), Carvoeiro (Neves Furtado), Estoi (Ossónoba), Fuzeta (Mendes Segundo), Montenegro (Assunção), Praia da Luz (Praia da Luz), Vilamoura (Silva), Luz de Tavira (Maria Isabel), Monte Gordo (Internacional), S. Marcos da Serra (São Marcos), Guia (Neves Silva), Odiáxere (Moreira Barata), Estômbar (Vieira Santos), Alte (Horta Figueiredo), Sta. Catarina da Fonte do Bispo (Bota), Conceição de Faro (Leonardo), Praia da Rocha (Palma Santos), Ferragudo (Oliveira Mar-tins), Ferreiras (Marques Silva), Mexilhoeira Grande (Ilda), Patacão (Huguette Ribeiro), Sta. Bárbara de Nexe (Coelho), Sta. Luzia (Picoito), Sto. Estêvão (Cesário Tavares), Olhos de Água (Olhos d'Água), Pêra (Paula Santos), Moncarapacho (Soares), Benafim (Rodrigues), Pechão (Pechão), Aeroporto de Faro, Portimão (Três Bicos), Conceição de Tavira (Conceição), Vila Nova de Cacela (Cacela).

16 I junho I 2011 www.jornaldoalgarve.pt

[AVARIAS]

E agora Fernando para algo completamente mau

Proença

Escrevo no dia de reflexão. Acho piada a quem o inventou: se as eleições fossem uma coisa muito excitante seria como penetrar no olho de um furacão (tudo coisas que me contam que eu, o mais perto que estive de um foi quando o navio mercante onde eu ia naufragou no meio do Pacífico. Mentira). Ou seja: quinze dias para ver arruadas (palavra horrível) na TV, líderes a beijarem criancinhas e peixeiras: um dia para assentar o pó (o tal dia da reflexão) e depois mais duas semanas para declarações do vencedores, e dos vencedores que perdem. Muito vento; calma; muito vento. Mas digam lá se não é uma seca, aguentar os dias seguintes às eleições? Em que toda a gente ganha qualquer coisa? Aliás é uma característica de todos os partidos essa a das boa e má notícias. A boa notícia é que ganhámos: a má é que embora perdendo também se ganhou. Se ganhou, ganhou mas mesmo assim não é tudo. Ganhou mas por números que ninguém esperava. Se perdeu também ganhou. Ganhou por que, quando toda a gente pensava que ia ter um mau resultado as coisas correram bem subindo um ponto percentual em relação aos piores resultados de mil novecentos e noventa mesmo descendo em relação às sondagens. Aqui não há árbitro para se desculparem como no futebol mas um português nunca perde. Agora as coisas que realmente importam: descobri noutro dia no meio daquilo a que chamam publicidade institucional (com os anúncios a teatro e bailado, ditos num tom de quem nos está a avisar que lhe devemos dinheiro), na RTP2, descobri dizia eu, que a empresa deu agora em empacotar os DVD`s, de umas entrevistas que Fátima Campos Ferreira fez a uns putativos salvadores de Portugal. Vi uns excertos das ditas; tudo muito positivo, gente cheia de projectos, mais para os seus negócios particulares mas isso sou eu a falar. Pois digo-vos que se a RTP vende aquilo, ou quer vender aquilo é por que existe a vaga possibilidade de alguém comprar e eu tenho uma certa ideia de quem os vai pedir: a mesma brigada do reumático que entope os fóruns de opinião de todos os canais. Malta reformada (geralmente homens, o que não abona em nada este nosso lado da barricada) que tem sempre uma ideia forte sobre como se há-de substituir a classe política. Sobre o tão fácil que seria pagar todas as nossas dívidas ao estrangeiro, aumentarmos a produtividade, mantendo o ensino gratuito, se eles fossem o primeiro ministro, cargo que ocupariam a título de absoluto diletantismo, não cobrando nada. Afinal de contas já escrevi sobre estes desgraçados fóruns. Mas nunca é tarde para avisar os meus três leitores, que se não vão muito à bola com esta salvadora malta, é favor prepararem-se para uns meses de sacrifícios. Nas manhãs dos canais de notícias não vai ver outra coisa. Só para acabar: depois de vender DVS´s da Fátima Campos Ferreira só a colecção completa do 70x7 dobrada para açoreano.


JA COLABORA NA RECICLA GEM ECICLAGEM O Jornal do Algar Algarvve está a colaborar na reciclagem de papel, reutilizando e utilizando sobras. Desta fforma orma pre prett endemos sensibilizar os nossos leit ores para a luta contra o plástico leitores (utilizado por div er sos jornais e re vistas diver ersos revistas na eexpedição xpedição por correio) e para a necessidade de se def ender o meio ambient e. defender ambiente.

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REDACÇÃO/ADMINISTRAÇÃO/PUBLICIDADE Tels. 281511955/6/7 - Fax 281511958 - e-mail: jornaldoalgarve@hotmail.com; faro@jornaldoalgarve.pt; portimao@jornaldoalgarve.pt Rua Jornal do Algarve, 46 - Apartado 23 8900-315 VILA REAL DE SANTO ANTÓNIO

Centro Histórico de Faro vai ter novos hotéis Associação de Comércio da Zona Histórica afirma que mais haveria se houvesse política de estímulos e contra-partidas inerentes a isso

Aljezur assume compromisso rumo ao desenvolvimento sustentável No âmbito do processo da Agenda 21 Local, o município de Aljezur assinou no passado dia 6 de junho, em cerimónia simbólica nos paços do concelho, uma carta de compromisso a qual estabelece, de forma partilhada com os agentes locais e pessoas interessadas, os vetores fundamentais de uma “visão estratégica” para o concelho, até 2021, assim como os princípios orientadores com vista à definição de um plano de ação. “Trabalhar em prol de um concelho cada vez mais desenvolvido, estruturado e ordenado, protetor e respeitador da natureza, satisfazendo as necessidades do concelho, reconhecer o valor e o potencial do património cultural, natural, fomentando, nomeadamente a adopção de um turismo sustentável e de natureza”, são alguns dos compromissos assumidos. Também ao nível da governação local, assume-se o compromisso de “estimular a participação das entidades públicas e privadas e dos munícipes na resolução de problemas e na concretização de ambições conjuntas, promovendo decisões conscientes e ajustadas à realidade do concelho”. Pretende-se agora que este processo de mobilização local para a definição de um plano de ação tenha continuidade através da realização de reuniões temáticas, rumo a um desenvolvimento cada vez mais sustentável do concelho de Aljezur.

O Centro Histórico de Faro vai poder contar em breve com pelo menos mais duas novas unidades hoteleiras. Trata-se da Casa da Alagoa e do Hotel Aqua-Ria. A primeira unidade irá abrir no chamado Jardim da Alagoa (Praça Alexandre Herculano), a segunda na Rua D. Francisco Gomes. Em ambos casos trata-se de aproveitamento de antigas casas senhoriais que estão agora a ser preparadas, mantendo a fachada original, para receberem novos hotéis. A primeira é iniciativa de três jovens empresários (Nuno Oliveira, Diogo Perry, Nuno Almeida Fernandes), que resolveram adquirir e recuperar um edifício nobre pertencente à família Sousa Coutinho ( Júdice Fialho) para ali instalar o primeiro hostel de Faro. As obras decorrem, estando previstas para breve a sua conclusão. O hostel dedicar-se-á sobretudo ao visitante jovem, tendo em vista o turismo de natureza que a cidade oferece e que se desenha bem perto da localização desta instalação hoteleira. O hostel é uma nova modalidade de residência em que Portugal ocupa lugar privile-

giado. A outra instalação vai ter lugar num prédio oitocentista em plena Baixa da cidade. Já lá esteve o célebre restaurante Cabaz da Fruta, pertencente a João Sota, hoje está o Costa Algarvia, da família Elvino, a mesma que nos andares superiores vai levantar o Aqua-Ria. As obras no interior já começaram, pararam para

que o Verão não estorve o movimento do restaurante, recomeçarão a 15 de Outubro, até serem concluídas. A Associação de Comércio da Zona Histórico, independente das destas iniciativas, disse ao Jornal do Algarve, que muitas mais poderiam ter acontecido se houvesse por parte da Câmara um conjunto de estímulos para

quem quisesse investir no Centro Histórico, como por exemplo oferta de contra-partidas fora da zona histórica, como acontece na Baixa-Chiado, em Lisboa. A Associação adiantou mesmo que o empreendorismo existe na cidade não sendo necessário procurá-lo no Brasil ou na Argentina. V.G.

Lagos incentiva hortas nas varandas das casas Se tiver um cantinho na varanda do seu apartamento, que apanhe algumas horas de sol por dia, pode cultivar alguns alimentos de forma orgânica e quase gratuita. Esse é o principal objetivo da iniciativa “Como elaborar uma horta na varanda?” Aprender a produzir em pequenos espaços, através de um método apropriado que permite maior produção por área, é o grande objetivo da Oficina Biohorta em Varandas, que terá lugar no próximo domingo, dia 19, em Lagos. Esta iniciativa, cuja organização está a cargo da câmara de Lagos e da empresa Biosite.com, vai decorrer no Viveiro Municipal (junto à Escola EB 2/3 Tecnopolis), entre as 10h00 e as 17h30, e ensinará como elaborar uma horta numa varanda. Do programa desta oficina constam informações como: “preparação do solo: compostagem e minhocompostagem”; “contentores apropriados”; “sementeiras e plantação - rotações e calendário”; “elaboração do plano da horta”, entre outras.

O preço da inscrição é de 40 euros e inclui manual, certificado e a elaboração prática de uma horta em contentores.

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Edição nº2829 | 16 Junho  

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