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SEMANÁRIO

FUNDADOR: José Barão I DIRECTOR: Fernando Reis

SÁBADO, DIA 12 DE MARÇO

Homenagem a Marcelino Viegas O jornalista Marcelino Viegas, com décadas de relevantes serviços prestados ao futebol e futsal da nossa região, será homenageado no próximo dia 12, em S.Brás de Alportel, numa festa que conta com o apoio institucional da Associação de Futebol do Algarve. A qualidade e a competência revelada no exercício da atividade jornalística por Marcelino Viegas – a atravessar de momento alguns problemas de saúde – traduziram-se num contributo decisivo para a promoção do desporto algarvio, o que leva a AFA não apenas a aderir a esta Festa de Homenagem marcada para dia 12, em S.Brás de Alportel, como a dirigir um convite a toda a família do futebol e do futsal da nossa região, no sentido de prestarmos o justo tributo e reconhecimento a uma das figuras gradas da Imprensa algarvia. Dada a capacidade limitada da sala – Salão de Festas Guerreiro, no sítio do Bengado (S. Brás de Alportel) – importa referir que as inscrições deverão ser efetuadas até hoje, junto do jornalista Neto Gomes, principal mentor da Festa de Homenagem a Marcelino Viegas, ou do jornalista Armando Alves. Telefones: 912205648/ 936635907 Endereços electrónicos: otensemog@sapo.pt, josearmandoalves@gmail.com.

DE

Quinta-feira

I

MAIOR

EXP ANSÃO EXPANSÃO

10 de março de 2011 I ANO LIII - N.º 2815

I

Preço 1,10

DO

ALGAR VE ALGARVE

PORTE PAGO - TAXA PAGA

www.jornaldoalgarve.pt

Rui Mogo, presidente da Junta de Freguesia de Boliqueime (Loulé)

JOSÉ ESTEVENS, PRESIDENTE DA CÂMARA DE CASTRO MARIM:

"A freguesia precisa de desenvolvimento controlado e sustentável"

"Definimos uma estratégia que vai muito além de 2013"

P3

Restam apenas 36 dias para começar a cobrança na Via do Infante

Portagens podem custar mais de 395 euros por mês! P4

Associação de Turismo do Algarve e aeroporto satisfeitos com aposta

P 14/15

Jet2 lança duas novas rotas para Faro e espera trazer 350 mil para a região P6

Famílias do concelho de Tavira sem água há mais de um mês

Espectáculos para rir e chorar por mais até ao final do mês

Lagoa é palco do melhor humor nacional

Depósito que servia a Carrasqueira de Baixo deixou de funcionar. Nas 20 famílias há idosos, com mais de oitenta anos, que têm de ir buscar água a um poço localizado a centenas de metros P9

RADIS Dr. Jorge Pereira

Agora com TAC - Rx - Ecografia - Mamografia RX Panorâmico Dentário Acordos - Convenções ADSE - SAMS - CGD - PSP - CTT - TELECOM - ADMFA ADMG -MÚTUA PESCADORES - MEDIS SAMS QUADROS - MULTICARE Rua Aug. Carlos Palma n.º 71 r/c e 1.º Esq. - Tel. 281 322 606 em frente à farmácia do Montepio (Tavira)

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JORNAL do ALGARVE

SMS Carlos Albino

E DITORIAL 403

carlos-albino@sapo.pt

Carnaval, modelo esgotado Muitos assim pensam, mas nem todos dizem em voz alta que o modelo destes carnavais está esgotado. Como se fosse um país tropical, desfilam nestes três dias umas raparigas contratadas com umbigo à mostra, anel no umbigo e uma pétalas a tapar o bico dos seios, a desafiar frio de rachar, em cima de carros alegóricos que estão longe do que seja alegoria, sendo apenas ingénuos resultados de raciocínios analógicos, ainda assim a civilizar manifestações de barbárie recalcada a que se chama alegria e brincadeira mas que é, de modo geral, alegria triste e brincadeira sem sentido. Dá pena ver essas raparigas dos trópicos, com sorriso forçado e, sem dúvida à espera do cheque – não têm nada a ver com a terra, seja esta lá do Norte ou cá do Sul. Até nas terras, como no caso de Loulé, onde o carnaval já foi verdadeiro teatro de rua espontâneo, colocando-se em corso, o que, por certo durante séculos se fazia de forma dispersa e com excessos, os três dias deixaram de ser de mascarinhas, de festa cruzada, de crítica e representação cénica popular numa apoteose de flores de papel, música de bandas e grupos, para dar lugar a um impossível Rio de Janeiro sob nuvens de inverno que é estação de quando o sol é uma sorte. E assim se apagou uma tradição de séculos e se foi diluindo o pouco que o corso dela ainda foi conservando. A agravar, o êxito aparente dos desfiles tropicais mas grotescos embora iluminados por efémeras estrelas de telenovela de fatela pagas a peso de ouro apenas para que alguma televisão também efemeramente ajude ao prestígio falso de três dias, foram sendo imitados por todos os lados, perdendo-se em muitos casos a noção da saloice atroz e com cada carnaval assim estar a matar o outro e todos em conjunto acabarem por matar o que devia ser festa, divertimento e manifestação de alegria coletiva que deixou de ser – ficam os retratos e vídeos das criancinhas que mal percebem o porquê dos trajos ao lado de adultos sorumbáticos e com fatos de ir à missa. Digo já que esta crítica não tem nada a ver com moralismos, muito menos com os resultados de bilheteira que são escassos e não dão para cobrir o que a casa gasta – até defendo que o carnaval seja o momento de oportuno para desafio da falsa moral e dos falsos moralistas. É apenas para dizer com franqueza que o modelo deste “carnaval global” e que ou é igual em todo o lado ou não passa de imitação amacacada, está esgotado e caso queiram que o carnaval continue, algum esforço tem que ser feito para ir às origens e adaptá-las ou inseri-las na modernidade. Isso é trabalho para equipa onde esteja o antropólogo cultural, o homem de teatro e, claro está, um animador cultural encartado ou a sério e não mascarado. Não é show que se encomende a uma agência de shows. E numa região de turismo como é o Algarve, pelos carnavais que por aí houve, é caso para se adaptar com as devidas consequências aquele dito segundo o qual em casa de ferreiro, espeto de pau.

Flagrante constatação: O bem precioso que é o Pátio de Letras, em Faro – pelo ambiente, pelas iniciativas, pelo ar que se respira e pela constatação de que os milagres são feitos com coisas simples e na simplicidade mas, e aqui está o mas, com insinuante inteligência.

Não às portagens na Via do Infante

Está a aproximar-se o dia D para a introdução de portagens na Via do Infante. Dia 15 de abril ficarão colocados os dez pórticos para a respetiva cobrança, que deverá iniciar-se imediatamente depois. E de nada parecem valer os protestos dos autarcas, dos empresários e dos cidadãos, porque este governo é obsessivo nas suas ideias e tem a memória curta. Esquece-se depressa das promessas que faz. Afirmou-se repetidamente que não seriam introduzidas portagens na Via do Infante enquanto não houvesse uma estrada alternativa. Mas a nacional 125 continua a ser aquilo que é, uma rua cheia de rotundas e de perigos para os automobilistas que fazem dela uma das estradas mais mortais da Europa, e o governo, indiferente aos protestos, dá o dito por não dito e prepara-se para brindar os algarvios com uma taxa de circulação que pode vir a custar mais de 395 euros por mês, antes mesmo de estar concluída a denominada obra de requalificação da 125 que, no entanto, nunca conseguirá fazer desta estrada uma alternativa. Para além das consequências negativas que a introdução das portagens terá ao nível da economia regional, particularmente do turismo, no contexto de uma região fronteiriça, como a nossa, onde do lado espanhol se vai continuar a circular até Madrid sem qualquer custo, há outros aspetos que não podem deixar de ser, também, ponderados. Falamos dos dramas

Fernando Reis

pessoais que a intensificação do tráfico na 125 vai trazer, de novo, à ordem do dia, com o inevitável aumento do número de acidentes mortais e de uma verdade que vale a pena continuar a agitar; o facto de esta estrada se designar SCUT, por ter sido concebida “sem custos para o utente”. O governo conhece, aliás, todas as estas razões, mas ignora-as. A redução do défice tudo justifica, menos acabar com o despesismo do Estado e mexer no bolso dos especuladores – veja-se o caso do aumento dos combustíveis. Uma vergonha! – e dos que continuam a enriquecer em tempo de crise. Mesmo parecendo difícil esta causa, pelo ideário que sempre nos norteou e pelo bairrismo que tem sido bandeira de luta do Jornal do Algarve ao longo dos seus 54 anos de existência, penso que não devemos baixar os braços. A hora continua a ser de luta. Por isso, devemos mostrar toda nossa indignação e protestar por todos os meios legítimos ao nosso alcance, numa só voz, unidos numa só vontade; a de dizer não às portagens. Juntemo-nos à Comissão de Utentes da Via do Infante, passemos o protesto de boca em boca. Mobilizemos os jovens. Recorramos às redes sociais – Facebook e Twitter. Outras batalhas mais difíceis já se venceram. É preciso acreditar que podemos vencer esta!

A Ilha das Duas Primaveras Carlos Campaniço

Sociedade Editora do Algarve, Lda.

jornaldoalgarve@hotmail.com

contacte-nos:

Medalha de Mérito Turístico - Grau Ouro

VIPRENSA Sociedade Editora do Algarve, Lda. Pessoa Colectiva n.º 501 441 352 Capital Social: 60.000,00 Euros Fernando G. Reis: 50% Maria Luísa A. Travassos: 50% Registo ICS n.º 100969 ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE IMPRENSA

Editora Luísa Travassos Director Fernando Reis Direcção Financeira António Cabrita Redacção Domingos Viegas, José Cruz, Raquel Ponte, Rita Travassos (VRSA); Neto Gomes, Sofia Cavaco Silva (Delegação de Faro); Nuno Couto (Delegação de Portimão) redaccao@jornaldoalgarve.pt

faro@jornaldoalgarve.pt portimao@jornaldoalgarve.pt Colaboradores Almerinda Romeira, Ana Oliveira, Ana Viegas, Ângelo Cruz, António Manuel, António Montes, Arnaldo Casimiro Anica, Caldeira Romão, Carlos Alberto, Domingos Francisco, Eduardo Geraldo, Eduardo Palma, Emiliano Ramos, Fernando Cabrita, Fernando Graça, Hélder Bernardo, Hélder Carrasqueira, Horácio Neves Bacelada, João Paulo Guerreiro, João Xavier, Jorge Costa, José António Pires, José Azevedo, José Manuel Livramento, José Mestre, José Saúde, Júlio Farinha, Luigi Rolla, Luís Santos, Mendes Bota, Miguel Duarte, Miguel Jorge, Rita Pina, Rogério Bastos, Rui Marques, Silva Lucas, Teresa Cristina, Teodomiro Neto

Uma chuva de arrepio embraqueceu a alma da Cidade. Os comerciantes recolheram as suas mercadorias para dentro dos bazares, as carroças e mantas partiram num alanco, e a multidão que vagueava nas ruas pareceu ter esburacado as calçadas centenárias, com as suas línguas conversadoras, escondendo-se debaixo do chão. Em segundos, apenas água limpa das chuvas se passeava em corridinhas junto ao embarcadoiro. Quando as águas diluviais lavavam as ruas do cais, o mundo parecia começar de novo. Por tempestade diferente, a minha alma também. Carlos Campaniço nasceu em Safara, no concelho de Moura, em Setembro de 1973.

Correspondentes Angel Rebollo (Huelva), António Sustelo (Bélgica) Paginação electrónica Irene Salvador, Lídia Palma, Ana Reis Publicidade e Marketing Filomena Reis, filomena@jornaldoalgarve.pt Helena Reis, helena@jornaldoalgarve.pt

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Alzira Correia, portimao@jornaldoalgarve.pt Dep. Assinantes Ana Mendes assinantes@jornaldoalgarve.pt Publicidade, Redacção, Composição, Administração Rua Jornal do Algarve, 46 Apartado 23 8900 Vila Real de Santo António Telefs. 281 511 955 / 56 / 57 Telefax: 281 511 958 jornaldoalgarve@hotmail.com

Vive há catorze anos no Algarve. Da sua aldeia natal transporta a poesia das palavras alentejanas, do Algarve o ritmo do mar e estudioso do Mediterrâneo e de seus povos, neles se inspirou para escrever A Ilha das Duas Primaveras, este seu segundo romance. P.V.P.: 15 euros P. Assinante: 12 euros

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Distribuição: Pedaços de Mar, Lda

Delegação de Faro Telm. 914 462 327 faro@jornaldoalgarve.pt Delegação de Portimão: Quinta da Malata, Lote 3, Lj 2 Tel. 282418924/5 Fax: 282418858 portimao@jornaldoalgarve.pt

Depósito Legal n.º 9578-85 ISSN 0870-6433

Impressão: Imprejornal - Sociedade Impressão S.A.

Tiragem média semanal do último mês: 11 500 exemplares

Propriedade: Viprensa Sociedade Editora do Algarve, Lda. Rua Jornal do Algarve, 46 8900 Vila Real Santo António


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CTUALIDADE

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VOZ DO POVO

PODER LOCAL RUI MOGO, PRESIDENTE DA JUNTA DE FREGUESIA DE BOLIQUEIME (LOULÉ)

"A freguesia precisa de desenvolvimento controlado e sustentável" - afirma o presidente da Junta de Freguesia de Boliqueime, Rui Mogo. Em entrevista ao JA, diz que, apesar do corte orçamental, pretende promover a construção de um espaço para a força associativa da freguesia, que sublinha localizada em zona privilegiada a nível regional Jornal do Algarve - A atual crise, veio de alguma forma alterar o plano de trabalho que a sua equipa havia delineado no programa eleitoral? Rui Mogo – Todas as juntas de freguesia no nosso país sofreram uma redução nas transferências provenientes do Orçamento do Estado para o ano de 2011. Nos últimos anos, a delegação de competências veio dar às juntas de freguesia algumas receitas provenientes das autarquias com o propósito de resolver problemas em várias áreas, nomeadamente a manutenção de escolas, pequenas obras, reparação de caminhos ou estradas municipais, limpeza de valetas, entre outras. A redução das receitas das câmaras municipais leva a que muitas destas transferências para as juntas de freguesia sejam também reduzidas. A Junta de Freguesia de Boliqueime viu o seu orçamento bastante reduzido para o ano de 2011 e muito naturalmente para os anos que se avizinham, o que irá por em causa algumas obras que estavam planeadas para este mandato. J.A. - Quais os maiores problemas que diagnostica na freguesia neste momento? R.M. - A falta de uma rede de água e esgotos é sem dúvida a maior lacuna desta freguesia. Apesar de a câmara municipal ter apostado fortemente nessa área nos últimos anos, continua a ser ainda hoje, um problema que importa dar resposta em primeiro lugar. J.A. - Quais os projetos/obras previstos em que coloca um selo "prioritário" para a freguesia? R.M. – A colocação da rede de águas e saneamento básico é da inteira responsabilidade da autarquia de Loulé. No que

respeita a intervenções da responsabilidade da junta de freguesia, pretendemos levar por diante algumas obras no que respeita à pavimentação de caminhos ainda em terra batida e a construção de um espaço físico que dê resposta às necessidades do associativismo, onde se possam realizar manifestações de caráter cultural e afins.

"O PDM não serve os interesses da freguesia" J.A. - Na sua opinião e experiência, as regras de ordenamento do território vigentes são uma mais-valia ou são contraproducentes para o desenvolvimento de Boliqueime? R.M. – A freguesia de Boliqueime tem uma situação geográfica privilegiada em toda a região. Situa-se entre o Litoral e o Barrocal, no centro do Algarve, a um passo da A22, com respetivo nó de ligação e a 10 minutos de Vilamoura e Albufeira, princi-

pais destinos turísticos deste país. O atual Plano Diretor Municipal (PDM) não serve os interesses da freguesia e tem sido nos últimos 10 anos um obstáculo ao desenvolvimento desta parte do concelho, que todos reconhecem como sendo uma das mais promissoras pelas razões anteriormente apontadas. Tenho plena consciência que é importantíssimo para o desenvolvimento desta freguesia uma revisão do atual PDM, onde sejam efetuadas alterações significativas, nomeadamente no que respeita à possibilidade de construção em alguns locais onde já existem aglomerados populacionais com infraestruturas públicas implantadas. Esta freguesia precisa de desenvolvimento controlado e sustentável de forma a não vir a perder no futuro a qualidade de vida que possui e ao mesmo tempo acompanhar as freguesias vizinhas. J.A. - Qual a estratégia definida para o desenvolvimento económico da freguesia? R.M. - Temos aprovado um parque industrial, há aproximadamente três anos, e esperamos a todo o momento que a câmara municipal leve por diante as infraestruturas necessárias, nomeadamente o saneamento básico e a rede de águas, assim como as vias de comunicação para que os proprietários dos terrenos possam dar inicio à construção dos respetivos armazéns. Trata-se de um parque industrial planeado para dar emprego a duas mil pessoas, e que será certamente uma excelente forma de valorizar a freguesia em termos económicos, levando a população a ter uma melhor qualidade de vida.

Está disposto a pagar oito cêntimos por quilómetro na Via do Infante? Isaura Martins, auxiliar de ação médica Eu até nem tenho carta de condução, mas não posso deixar de manifestar a minha solidariedade para com os muitos algarvios que necessitam da Via do Infante para se deslocarem todos os dias para os seus postos de trabalho. Creio que muitos não terão outra alternativa e vão ter mesmo de circular na estrada nacional, que é muito mais lenta e perigosa... mas não se paga! Muitas famílias não conseguem suportar nem mais uma despesa...!

Alberto Costa, reformado Nem pensar. As estradas devem ser públicas e acessíveis a todas as pessoas. Afinal, nós já pagamos a sua construção e manutenção com os nossos impostos, que não têm parado de subir. Com todos estes aumentos, o que os governantes querem é acabar com as empresas e atirar as pessoas para o desemprego e miséria.

Mário Oliveira, empresário Não, porque acho que a Via do Infante foi construída como alternativa à EN 125 e as portagens são prejudiciais para quem vive e trabalhar cá. Vou começar a fazer como os outros: ou passo ao lado, ou pago.

Inês Quinta, funcionária pública Claro que não. Primeiro era preciso que a Via do Infante estivesse em condições para que pudéssemos querer pagar, coisa que não está. Ainda não sei como vou fazer mas possivelmente vou passar a usar as alternativas.

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RESTAM APENAS 36 DIAS PARA COMEÇAR A COBRANÇA NA VIA DO INFANTE

Portagens podem custar mais de 395 euros por mês! A circulação diária de um veículo na autoestrada que liga Lagos a Vila Real de Santo António, onde a partir de 15 de abril serão cobradas portagens, poderá ter um custo mensal superior a 395 euros. Para muitas empresas da região, o impacto da introdução de portagens na Via do Infante (A22) será arrasador, mesmo com os descontos previstos para os residentes > NUNO COUTO A contagem decrescente para a introdução de portagens na Via do Infante está em marcha. Até 15 de abril, deverão estar colocados os dez pórticos na estrada que atravessa todo o litoral da região (VER CAIXA) e começarão a ser cobradas portagens, que terão um custo médio de oito cêntimos por quilómetro. O JA fez as contas e chegou à conclusão de que, tendo em conta a extensão da Via do Infante, todo o percurso custará cerca de nove euros (8,97 euros). Ou seja, uma viagem de ida e volta passará a custar 17,94 euros! Continuando a fazer as contas, um condutor que circule diariamente nesta estrada, a partir de 15 de abril, poderá ter de

desembolsar 394,68 euros. E isto contabilizando apenas 22 dias de trabalho mensal! A verdade é que estes cálculos não são fáceis de fazer, porque dependem do tráfego e das rotas que cada condutor utiliza com mais frequência. Mesmo assim, estes dados já dão uma ideia do impacto que a introdução de portagens vai ter na vida da população e das empresas algarvias, que já se veem confrontadas com o aumento do preço dos combustíveis e uma crise no turismo que está a elevar o desemprego para níveis nunca antes vistos. Com as portagens, a situação tenderá a piorar ainda mais, principalmente para aqueles que utilizam a Via do Infante de uma forma mais intensiva. As empresas de transpor-

tes e de alugueres de veículos serão certamente as mais afetadas a partir de 15 de abril, mas também há muitos algarvios que fazem diariamente dezenas de quilómetros para chegar ao seu local de trabalho. Para estes, vai sobrar apenas uma de duas soluções: ou sacrificam mais uma parte do seu orçamento familiar no pagamento da portagem da Via do Infante ou perdem tempo e paciência na estrada nacional 125, onde ainda hoje continuam a morrer, em média, 30 pessoas por ano (segunda estrada mais mortífera do país). E quantas mais morrerão depois da introdução de portagens...?

A ruína para muitas empresas Para o presidente do Nú-

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EDITAL N.º 86/2011 HASTA PÚBLICA ALIENAÇÃO, EM DIREITO PLENO, DO EDIFÍCIO SITO NA RUA SILVA LOPES, N.º S. 35, 37 E 39 , EM LAGOS" Dr. Júlio José Monteiro Barroso, Presidente da Câmara Municipal de Lagos : Faz público que, em conformidade com o seu despacho datado de 25 de Fevereiro de 2011, exarado no uso da competência prevista na alínea f) do n.º 1 do art.º 64.º da Lei n.º 169/99 de 18/09, alterada pela Lei n.º 5-A/2005 de 11/01, delegada por deliberação tomada pela Câmara Municipal em sua reunião realizada em 28/10/2009, se vai proceder a hasta pública para alienação, em direito pleno, do edifício sito na Rua Silva Lopes, n.ºs 35, 37 e 39, em Lagos, freguesia de Santa Maria, Lagos. Valor Base de Licitação : 230 000, 00 • Esclarecimentos e obtenção do programa do procedimento: Para quaisquer esclarecimentos ou obtenção do programa do procedimento, deverão os interessados dirigir-se ao Gabinete do Munícipe – Edifício Paços do Concelho Séc. XXI, em Lagos, todos os dias úteis das 9h às 17h00 – telef. 282 771 700. Modalidades de pagamento : Numerário ou cheque; Local, data limite para apresentação de propostas : Gabinete do Munícipe – Edifício Paços do Concelho Séc. XXI, em Lagos, até às 17h00 do dia 4 de Abril de 2011. Local, data e hora da praça: Auditório do Edifício Paços do Concelho Séc. XXI, Praça do Munícipe, em Lagos, no dia 5 de Abril de 2011, pelas 11h. E, para geral conhecimento se publica este, e outros de igual teor, que vão ser afixados nos lugares públicos do costume. Lagos, 25 de Fevereiro de 2011 O Presidente da Câmara, Dr. Júlio José Monteiro Barroso Afixado em 28/02/2011 (Jornal do Algarve, 10/3/2011)

A fatura das portagens vai sair muito cara no final do mês para quem utiliza diária e intensivamente a Via do Infante

cleo Empresarial da Região do Algarve (NERA), Vítor Neto, além das questões de mobilidade e da sinistralidade rodoviária, a preocupação está nos custos decorrentes da introdução de portagens na Via do Infante, que “serão muito significativos” e podem significar a ruína de muitas empresas da região.“O mais grave é que ninguém estudou as consequências para as empresas e para o turismo da introdução das portagens”, lamentou o dirigente do NERA, em declarações esta semana à Antena 1. Segundo o empresário e exsecretário de Estado do Turismo, a cobrança de portagens “vai criar dificuldades e levantar obstáculos” à competi-tividade regional, podendo mesmo vir “a paralisar a região num momento já de si tão difícil”. O NERA é uma das nove entidades que formam a plataforma contra as portagens na Via do Infante, juntamente com a Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL), Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA), Associação do Comércio e Serviços da Região do Algarve (ACRAL), Associação dos Indus-

triais Hoteleiros e Similares do Algarve (AIHSA), Confederação dos Empresários do Algarve (CEAL), União dos Sindicatos dos Trabalhadores (UGT), Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP) e a Comissão de Utentes da Via do Infante. Para estas entidades, não faz qualquer sentido avançar com a cobrança de portagens no Algarve antes da conclusão das obras de requali-ficação da EN 125, que estão previstas terminar apenas em julho de 2012.

Regresso dos engarrafamentos e mais acidentes mortais Até lá, os condutores residentes na região terão direito a dez passagens gratuitas, mas nem isso cala o protesto dos algarvios contra as portagens. “Não há alternativa à Via do Infante. A EN 125 é, pelas suas características peculiares, uma das estradas onde mais se verificam acidentes mortais. Além disso, vai entrar em obras, o que irá dificultar ainda mais a circulação e, caso os automobilistas deixem de circular na via e passem a

frequentar preferencialmente a «Rua 125», o que se prevê desde já são engarrafamentos e um aumento da sinistralidade rodoviária”, alerta a comissão de utentes. Entretanto, em meados de janeiro, o deputado Miguel Freitas, intervindo em nome do grupo parlamentar do PS, pediu ao Governo para minorar os impactos negativos da introdução de portagens. O presidente do PS/Algarve defende a “isenção de toda a região do pagamento de portagens até junho de 2012”, altura em que deverá estar concluída a intervenção na estrada nacional 125, “o acesso rápido, acessível e sem pagamento de portagens à EN 125 para quem vem de Espanha, ou dos três concelhos transfronteiriços (Vila Real de Santo António, Castro Marim e Alcoutim) para Espanha” e “um investimento na própria Via do Infante que a qualifique e lhe dê melhores condições de mobilidade”. Resta saber se o Governo será sensível aos apelos que chegam de todos os quadrantes políticos, sociais e económicos da região do Algarve.

Onde serão colocados os pórticos? As obras para a instalação de pórticos estão a avançar a bom ritmo no Algarve. Isto, apesar de o Governo ainda estar a receber os autarcas servidos pela Via do Infante. Por enquanto, o Governo ainda não quer revelar os locais onde serão instalados os dez pórticos, porque admite alterar a localização após as consultas com os presidentes de câmara algarvios. Ainda assim, pelo movimento de homens e máquinas na Via do Infante - onde existem 20 nós de saídas -, é possível constatar que os pórticos serão colocados nas saídas de Mexilhoeira Grande/Autódromo, Alvor, Portimão/Monchique, Silves/Lagoa, Guia/IC1, Boliqueime, Faro/ /Aeroporto, Olhão, Tavira e Monte Gordo. N.C.


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POPULAÇÃO DAS ZONAS RURAIS ASSISTE IMPOTENTE À TRANSFERÊNCIA DE ESTABELECIMENTOS

FICÇÕES

Farmácias trocam aldeias pelas grandes localidades

[20.] Um desacerto

Os algarvios que habitam as pequenas localidades estão a ficar sem acesso a farmácias e, consequentemente, sem meios para aviarem medicamentos e medirem a tensão arterial. O último caso aconteceu em Odeceixe, onde a farmácia vai mudar-se para a sede do concelho, onde o negócio é mais atrativo. A câmara de Aljezur lamenta e condena a decisão do Infarmed, até porque a saúde das pessoas está em causa > NUNO COUTO A transferência de farmácias de pequenas localidades para as sedes de concelho está a colocar em causa a cobertura farmacêutica em diversas zonas do Algarve. Segundo apurou esta semana o JA, esta situação está a deixar muitas populações do interior sem acesso a uma farmácia, bem como aos conselhos de um farmacêutico, que é, em muitos casos, o único profissional de saúde disponível nestas localidades e que aconselha na toma de medicamentos e noutras situações. E a tendência é para esta situação piorar, uma vez que, com o novo regime jurídico, as farmácias estão a optar por instalar-se em zonas com muita população, pois são mais atrativas e lucrativas. É o caso de Odeceixe, uma freguesia de Aljezur, com menos de mil habitantes, que estão a ser confrontados com a transferência da única farmácia da localidade para a sede do concelho. A autorização da transferência da farmácia de Odeceixe

José Carlos Barros

HÁ MAIS DE MIL ANOS que em Cacela existem estruturas defensivas no local que hoje é ocupado pela fortaleza. As necessidades de defesa estavam essencialmente relacionadas com as investidas constantes de piratas e corsários. Era por mar que se faziam as viagens, que se desenvolvia o comércio, que se conheciam novas de um mundo distante, que Al-idrisi chegou também por inícios do século XII para escrever sobre as suas hortas e os seus campos de figueiras. Em terra, as viagens eram difíceis, perigosas, incómodas. Praticamente só os almocreves se atreviam à aventura de percorrer estradas e caminhos, enfrentando os perigos, o desconforto das poucas estalagens onde era possível pernoitar. E, se possível, viajavam em grupo, armados, sempre de pé-atrás. Só em meados do século XIX, no Algarve, começaram a ser construídas vias terrestres que se pudesse dizer benzate-deus. Mas o péssimo estado das estradas, ainda assim, não raro obrigava os viajantes a desmontar dos cavalos ou a sair dos trens para percorrer a pé partes significativas dos percursos.

A atual lei está a “empurrar” as farmácias para fora das aldeias, onde existem menos pessoas e, assim, menos lucros

para Aljezur (onde já existe um estabelecimento farmacêutico) foi dada pelo Infarmed, que é a autoridade nacional do medicamento e produtos de saúde, no final de fevereiro. Segundo a entidade, “o atual regime jurídico consagra o princípio da livre transferência de farmácias dentro do mesmo município”, mas a população e a câmara de Aljezur

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não se conformam com esta decisão, considerando que “não faz qualquer sentido deslocar farmácias deixando uma freguesia sem esse serviço”.

Câmaras e populações exigem ter uma palavra a dizer A autarquia de Aljezur critica ainda a atual legislação em vigor sobre a abertura e transferência de farmácias no interior do mesmo concelho, lamentando que essa decisão seja tomada sem consulta prévia à câmara municipal e respetiva junta de freguesia. “Não obstante a legislação não exigir uma consulta aos órgãos autárquicos e à população, não podemos deixar de

lamentar a postura e decisão do Infarmed, que classificamos como desrespeito pela população de Odeceixe ao ter autorizado a transferência da farmácia para Aljezur”, reage a autarquia, através de um comunicado assinado pelo presidente José Amarelinho. Segundo o autarca, “esta autorização é verdadeiramente incompreensível, penalizadora e lamentável”, constituindo “uma perda irreparável para a vila de Odeceixe”. “Lamentamos e condenamos o facto de que uma simples lei possa servir os interesses farmacêuticos, lesando gravemente o interesse de toda uma população”, conclui o presidente da autarquia aljezurense.

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Várias zonas rurais da região algarvia estão a ficar sem farmácias

Compreende-se, pois, a importância da chegada do comboio à capital da Região. Foi em 1889, no dia 21 de fevereiro, e compreende-se que os discursos da época considerassem esse dia como «gloriosíssimo» para a «História dos Modernos Progressos do Algarve». E compreende-se também que, logo algum tempo depois, começassem as reivindicações no sentido de estender o caminho de ferro até Vila Real de Santo António. Em 1897, de visita ao Algarve, D. Carlos haverá de deixar promessa de interceder junto do governo para que a pretensão das gentes do Sotavento viesse a cumprir-se. E não admirará, portanto, que a 14 de abril de 1906 as ruas de Vila Real de Santo António estivessem ornamentadas, que a Praça Marquês de Pombal tivesse sido iluminada para os festejos da noite, que a música festiva de várias filarmónicas se fizesse ouvir nos coretos, que os espanhóis tivessem chegado da outra margem do Guadiana para encher a Vila de movimento, ruído, alegria e salero. Não admira, claro, porque essa data marcava a chegada do comboio a Vila Real de Santo António, celebrando-se assim o fim do seu «vergonhoso isolamento» e abrindo-se perspectivas novas à economia e ao desenvolvimento. A chegada do comboio deixava longe, e no entanto tão perto, os episódios dessa aventura que era viajar pela Região, ou sair em direcção a Beja ou à capital do País. Em meados do século XIX, por exemplo, o Bispo do Algarve conta na Câmara dos Deputados como, nesse inverno de chuva e ribeiras caudalosas, demorou praticamente um mês para fazer a viagem de Lisboa a Faro, com partida a 23 de dezembro e chegada a 22 de janeiro do ano seguinte… HOJE, TANTOS ANOS DEPOIS, seria difícil imaginar o Algarve sem a Via do Infante. A estrada nacional 125 deixou há muito de ser uma estrada para passar a ser essencialmente uma rua. Uma rua perigosa onde, em média, morrem trinta pessoas por ano; uma rua congestionada, sobretudo no Verão; uma rua que junta automóveis e crianças a caminho das escolas, camiões e jovens e idosos a sair dos cafés ou das mercearias ou das casas com as portas abertas à faixa de rodagem. A introdução de portagens na Via do Infante, mais que um erro do ponto de vista da economia da Região e do país, significará sobretudo um desacerto com a História.


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ASSOCIAÇÃO DE TURISMO DO ALGARVE E AEROPORTO SATISFEITOS COM APOSTA

Jet2 lança duas novas rotas para Faro e espera trazer 350 mil para a região Qualidade de serviço e conforto a preços baixos é a receita com que a Jet2.com espera atrair perto de 350 mil passageiros ao Algarve durante este ano. Uma aposta que acreditam certeira face à procura do destino, à falta de segurança em destinos como a Tunísia e o Egito e à versatilidade, variedade de campos de golfe e qualidade da oferta turística do Algarve O Aeroporto Internacional de Faro vê o seu número de voos aumentar com a aposta que a companhia aérea de turismo de low fare, a Jet2. que aumentou o seu número de voos e de rotas para o Algarve. Em conferência de imprensa, os responsáveis da companhia justificaram este reforço com as expectativas de que a região continue a ser atrativa para o cliente britânico em tempos de recessão, sendo um destino próximo e seguro. A companhia tem rotas para

Faro desde 2005 e este ano lança as duas rotas Faro-Glasgow e Faro-Newcastle que já começaram a ser promovidas desde o passado mês de Julho e que começam a funcionar em abril. Blackpool, East Midlands, Edinburgh, Leeds e Manchester são as restantes rotas que a companhia já consolidou. A rota de Newcastle vai funcionar três vezes por semana, ou seja, às quintas-feiras, sábados e domingos, enquanto a rota para Glasgow vai funcionar em quatro dias: segundas,

Pescadores algarvios convocados para manifestação nacional A luta dos pescadores algarvios contra o novo código contributivo para a Segurança Social continua, tendo os estes aderido à manifestação nacional que se realiza no dia 19, em Lisboa. “Vamos juntar a nossa voz à de todos os outros trabalhadores, na grande manifestação nacional”, apela o Sindicato dos Trabalhadores da Pesca do Sul. “Todos juntos contra a diminuição dos nossos rendimentos familiares, contra a falta de apoios e incentivos ao setor da Pesca, exigindo uma outra política e outras medidas que apoiem o desenvolvimento da Pesca e contribua para dar combate ao défice da balança alimentar” é o argumento apresentado no folheto de divulgação que o sindicato está a utilizar para convocar o maior número de profissionais do setor na região.

quintas e sextas-feiras e aos domingos. “Orgulhamo-nos de ter um fantástico serviço ao cliente”, sublinha a general manager da Jet2.com, Janice Mather, acrescentando que a força da companhia está numa boa relação qualidade/preço dos serviços prestados. A companhia está a comercializar bilhetes a partir de 38,49 euros – viagem de ida com taxas incluídas -, definiu horários que estejam de acordo com as preferências dos clientes, tem lugares mais espaçosos que podem ser reservados, possibilidade de reserva de refeição quente e permite ao passageiro entregar bagagem até aos 22 quilos acrescidos de 10 quilos de bagagem de mão. A companhia tem vindo a trabalhar em sintonia com o Aeroporto de Faro e a Associação de Turismo do Algarve (ATA) em atividades promocionais do destino Algarve em solo britânico. Em curso está uma campanha de promoção dos campos de golfe algarvios. Para tornar o destino mais apetecível, estão a lançar promoções que estão a ser promovidas on-line. O diretor da ATA, Daniel

Queirós, considera que a parceria com a Jet2 tem sido positiva. “É uma companhia que tem vindo a apostar no Algarve a par de outras. Como tal temos um conjunto de iniciativas já em andamento e para o resto do ano que nos permitem estar muito otimistas quanto ao verão”, afirma. “Atendendo à aposta que a companhia está a fazer no Algarve estamos a fazer um esforço para acompanhar e dar um sinal à companhia para continuar a trabalhar com o Algarve”, acrescenta. Frisando a solidez do grupo que tem ainda mais duas áreas de negócio, Janice Mather sublinha ainda que a Jet2 tem ainda uma empresa de férias organizadas, a Jet2Holidays.com. A aposta no Algarve com o reforço de voos e de lugares da Jet2.com é acompanhada por um esforço da Jet2Holidays em encontrar unidades hoteleiras na região com quem possa criar parcerias e potenciar negócios. “Estamos muito felizes por oferecermos uma maior capacidade de Faro para o Reino Unido, e por continuarmos a nossa expansão para este importante destino”, refere o pre-

sidente executivo da companhia, Philip Meeson. “Faro provou ser um destino muito popular, não só pela marcação de férias de britânicos, que procuram o sol e os fantásticos campos de golfe, mas também para um número de clientes nossos que vivem no Algarve e nos arredores e que também querem ter a hipótese de regressar ao Reino Unido”, acrescenta.

Segurança frisada como ponto forte Para os responsáveis da Jet2.com, a segurança é um ponto determinante na escolha de viagens. A falta de segurança sentida pelos clientes nos destinos do Médio Oriente fizeram a companhia recuar nos voos que tinha reservados para a Tunísia e para o Egito. Uma decisão que pensam que se traduzirá num reforço do número de clientes que passarão a escolher o Algarve enquanto destino turístico para 2011. À margem da apresentação da Jet2.com, o diretor do Aeroporto de Faro, António Correia Mendes, disse que espera que “esta aposta tenha sido feita para além da crise no Médio Oriente”. “As companhias têm

procurado colocar os seus clientes em destinos seguros. É óbvio que nós em alguns pontos temos um produto semelhante ao que os outros destinos têm para oferecer e as companhias vão procurar-nos, mas não é uma questão assim tão linear”, comenta. No entanto, sublinha que o aeroporto tem capacidade para absorver um aumento de fluxo de passageiros.

Jet2 quer incitar algarvios a viajar até ao Reino Unido O aumento de capacidade de transporte da Jet2 para o Algarve tem ainda uma outra perspetiva: atrair algarvios para o Reino Unido. Nesse sentido, pretendem lançar campanhas que deem a conhecer os destinos de Blackpool, East Midlands, Edinburgh, Glasgow, Leeds, Manchester e Newcastle na região. A companhia apresenta soluções para organizar férias e reservar voos para o cliente português tão completas como as que estão preparadas para o cliente britânico. S.C.S.

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CÂMARA MUNICIPAL DE FARO

Centro de Oftalmologia do Algarve

EDITAL N.º 110/2011

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Dr. Eduardo Lares

José Macário Correia, Presidente da Câmara Municipal de Faro, TORNA PÚBLICO que o Município de Faro por deliberação de reunião de Câmara de 26/01/2011, decidiu aplicar o regime de renda apoiada, aos arrendamentos das habitações da Urbanização Municipal de Santo António do Alto, Carreira de Tiro e Avenida Cidade de Hayward, Ex-IGAPHE e dispersos num total de 175 fogos e proceder à actualização dos valores da renda apoiada num total de 194 fogos, a partir do dia 01 de Junho do corrente ano. Os arrendatários podem ser esclarecidos sobre a aplicação deste regime na Divisão de Acção Social da Câmara Municipal de Faro, em horário normal de expediente.

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E, para constar e legais efeitos se lavrou o presente edital e outros de igual teor, os quais vão ser afixados nos lugares públicos de estilo.

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“Regime de Renda Apoiada: Uniformização dos regimes de renda existentes no parque habitacional municipal e actualização dos valores mensais”

Paços do Município, 07 de Fevereiro de 2011 O Presidente da Câmara, José Macário Correia (Jornal do Algarve, 10/3/2011)


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Luís Gomes preside à Rede CIUMED - Cidades Médias da União Europeia

LUIS GOMES DEFENDE

"Requalificação das cidades traz desenvolvimento e riqueza" Rede CIUMED reuniu autarcas portugueses e espanhóis em Vila Real de Santo António > DOMINGOS VIEGAS Luís Gomes, presidente da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António, defendeu que a requalificação das cidades “pode ser uma forma de lutar contra a crise”. Para o edil vila-realense, as cidades “são os motores do crescimento económico e os grandes centros de mudança” e a sua atratividade “pode transformar-se numa forma de criar desenvolvimento e riqueza”. O autarca falava durante o workshop da Rede CIUMED – Cidades Médias da União Europeia, que decorreu na última sexta-feira, na cidade pombalina, sob o tema “A Reabilitação Urbana em Cidades Médias: Novos Desafios, Novas Oportunidades”, e que reuniu 10 municípios de Portugal e de Espanha. Luís Gomes, que também preside à Rede CIUMED, recor-

dou que no passado assistiu-se a “operações pesadíssimas de requalificação de edifícios” e “claramente deficitárias no âmbito da realização económica”. Neste sentido, o autarca defendeu que o setor da construção tradicional “tem que transformar o seu conceito” e “apostar numa requalificação urbana que responda aos novos desafios”, para que as cidades se tornem mais atrativas. O workshop contou com as intervenções de autarcas, e outros representantes, dos municípios de Beja, Loures, Olhão, Figueira da Foz, Guimarães, Leiria, Águeda, Vila Real de Santo António, bem como dos municípios espanhóis de Dos Hermanas e Torrelavega, que apresentaram exemplos de boas práticas levadas a cabo ao nível da reabilitação e renovação urbanas. Este encontro serviu também para debater o Programa

Jessica, apoio europeu conjunto para o investimento sustentável nas zonas urbanas, destinado ao desenvolvimento e regeneração urbana para o período de financiamento 2007-2013. Trata-se de uma iniciativa conjunta da Comissão Europeia, do Banco Europeu de Investimento e da Banca de Desenvolvimento do Conselho da Europa e permite às cidades beneficiarem de investimentos que combinam subsídios e empréstimos da UE. A CIUMED é uma rede de urbes médias que tem como principal objectivo “promover um sistema policêntrico e equilibrado de cidades que apostem no desenvolvimento sustentável e na constante melhoria da qualidade de vida dos seus cidadãos”. Atualmente a rede conta já com 25 sócios, na sua maioria autarquias, mas também outras instituições.

Silves acolhe 1º Cenáculo Regional do Algarve Realiza-se em Silves, nos próximos dias 11, 12 e 13 de março, o 1.º Cenáculo Regional do Algarve do Corpo Nacional de Escutas. Esta iniciativa, pioneira na nossa região, conta com o apoio da câmara de Silves, e é organizada pela Equipa Projeto Regional do referido corpo. Esta é uma atividade dirigida à IV secção de Escutas – Caminheiros e Companheiros, formada por jovens com idades compreendidas entre os 18 e 22 anos, e apresenta-se

como “um espaço informal que pretende promover e incentivar o debate entre escuteiros sobre temáticas com interesse para o desenvolvimento da secção, contribuindo, desta forma, para o desenvolvimento da mesma e, consequentemente, do progresso educacional escutista”. Estima-se que participem neste cenáculo regional cerca de 50 caminheiros-companheiros.


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MILHARES DE PESSOAS VISITARAM MONCHIQUE PARA PROVAR OS PRODUTOS “EXCLUSIVOS” DA SERRA

Feira dos Enchidos cumpre tradição O presunto, o chouriço e as morcelas, acompanhados pelo medronho e os pastéis de batata-doce, fizeram as delícias dos milhares de visitantes que no passado fim de semana acorreram à Feira dos Enchidos Tradicionais de Monchique A chuva e o frio não impediram que milhares de pessoas se deslocassem, nos passados dias 5 e 6, à vila de Monchique, onde desde 1994 se realiza uma das mostras gastronómicas mais emblemáticas da região do Algarve. A 18.ª edição da Feira dos Enchidos Tradicionais de Monchique não fugiu à regra e pelo recinto montado no heliporto municipal passaram os melhores produtos da serra, com destaque para os enchidos tradicionais, que fizeram as delícias dos visitantes. A feira, que contou este ano com cerca de 50 expositores, é dedicada a este produto de eleição da gastronomia de Monchique - os exclusivos enchidos derivados de carne

João Porfírio

> NUNO COUTO

A feira funciona como uma mostra dos melhores produtos da serra de Monchique

de porco preto e curados de acordo com os métodos tradicionais da região -, que fazem deste evento um dos mais procurados pelos apreciadores da boa gastronomia e dos sabores da serra. Para além dos

enchidos, a feira deu ainda a provar e saborear o verdadeiro gosto da tradição, fosse através de um copinho de medronho, uma colher de mel da região, uma fatia de pão caseiro ou, ainda, através de

Presunto, chouriço, morcela, molhos e farinheiras estão entre os produtos mais procurados e apreciados

um dos muitos doces típicos desta zona, como o pudim de mel, o bolo de tacho ou os pastéis de batata-doce. A Feira dos Enchidos Tradicionais de Monchique contou ainda com uma mostra gastro-

AUTARQUIA INCENTIVA CRIAÇÃO GASTRONÓMICA BASEADA NOS PRODUTOS DO CONCELHO

Albufeira escolhe doce típico entre 70 candidatos Éjá amanhã que será conhecida a proposta vencedora do concurso Doce Típico de Albufeira, uma iniciativa lançada pelo município para criar um doce de referência no concelho. A tarefa do júri não será fácil, com um total de 70 concorrentes ao primeiro prémio. O doce vencedor - cujos produtos terão obrigatoriamente de estar ligados ao concelho - será depois comercializado como o Doce Típico de Albufeira A confeção de um doce com produtos locais, como o figo, amêndoa, mel, laranja ou alfarroba, capaz de se tornar no doce de referência do concelho, é o mais recente desafio lançado pela câmara de Albufeira. Através do concurso Doce Típico de Albufeira, o município pretende dar a conhecer o património gastronómico e, mais especificamente, a doçaria local. O resultado do concurso será revelado amanhã, dia 11, numa cerimónia marcada para as 17h00, no Espaço Multiusos de Albufeira (EMA). Ao todo, a organização do concurso recebeu um total de 70 inscrições para a criação de um doce típico original, um número que excedeu largamente as expectativas da autarquia. Para os concorrentes, o dia “D” é já hoje, quinta-feira, pois até às 15h00 todos terão de confecionar um mínimo de dois exemplares do seu doce e entregá-los no EMA. “Este concurso de ideias lançou o desafio para a criação de um doce, cuja receita inclua alguns produtos ligados ao concelho”, explica a câmara de Albufeira, adiantando que o vencedor receberá 1.500 euros e verá o seu doce ser comercializado “por todas as pastelarias e doçarias do concelho”. Nessa altura, a autarquia também já terá escolhido um nome para o doce vencedor, “relacionado com a história e o património de Albufeira”.

nómica, onde participaram oito restaurantes do concelho, que apresentaram pratos típicos da serra, como feijão com couve, milhos com feijão, assado de porco preto, couve à Monchique ou ainda cachola de cebolada, papas com piques e fregeneco, entre outros. Este ano, a animação da festa esteve a cargo da Farra Fanfarra, Quim Barreiros (sábado) e a banda 7 Saias (domingo).

Matança do porco Outro dos pontos altos da feira foi a matança do porco, durante a inauguração do certame, um ritual ancestral que muitas famílias teimam em manter vivo. “Esta é uma tradição reveladora do saber adquirido ao

longo dos tempos, que tem passado de geração para geração, desempenhando uma função social relevante nas comunidades rurais, onde se apela à participação e ao trabalho coletivo, com atividades muito bem definidas para ambos os sexos”, explicou a organização. Por tudo isto, a feira tem catapultado a fama dos enchidos tradicionais da serra de Monchique pelo mundo fora, sendo hoje em dia uma das principais atividades económicas do município. Ao todo, existem já três fábricas de enchidos tradicionais no concelho, uma cozinha tradicional e dois processos em fase de conclusão para mais duas fábricas de enchidos.

MUNICÍPIO DE PORTIMÃO

AVISO O vencedor do concurso será revelado amanhã, sexta-feira, às 17h00, no EMA

Dinamização da gastronomia Destinado aos albufeirenses residentes, o concurso será avaliado por um júri de cinco elementos, constituído pelo presidente da Associação de Pasteleiros e Cozinheiros do Algarve, chefe Henrique Leandro, o gastrónomo Renato Costa, o responsável pelo curso de pastelaria da Escola de Hotelaria e Turismo do Algarve, chefe Filipe Martins, o jornalista Martim Cabral, e a chefe da divisão de turismo e desenvolvimento económico da câmara de Albufeira, Carla Ponte. Face à forte adesão ao concurso, a tarefa não se apresenta nada fácil para este júri, que terá de avaliar os doces de acordo com os critérios de “originalidade”, “degustação”, “apresentação”, “viabilidade de produção e comercialização a nível empresarial”, bem como “as condições de conservação e durabilidade”. Como não esperava tantas propostas a concurso, a autarquia está ainda a avaliar a possibilidade de valorizar as receitas melhores classificadas. A ideia é “criar as condições para a sua comercialização numa lógica de dinamização da gastronomia associada ao concelho de Albufeira, neste caso no ramo da doçaria”, afirma o município, que encara este concurso como “um importante contributo para a criação de mais uma possibilidade de negócio associada a Albufeira”. N.C.

LICENÇA ADMINISTRATIVA PARA ALTERAÇÃO À OPERAÇÃO DE LOTEAMENTO COM O ALVARÁ N.º 79/1973 SITA NA BEMPOSTA - ALVOR - PORTIMÃO, EM NOME DE BEMPOSTA, INVESTIMENTOS TURISTÍCOS DO ALGARVE S.A. De acordo com o despacho de 13 de Fevereiro de 2011, do Sr. Vereador José Francisco Sobral Luís, decorrerá um período de discussão pública, pelo prazo de 15 dias (após 8 dias, da data de publicação do presente aviso no Diário da República), durante o qual poderão os interessados apresentar por escrito, quaisquer reclamações, sugestões ou informações, dirigidas ao Sr. Presidente da Câmara Municipal de Portimão, relativamente às questões que possam ser consideradas no âmbito da respectiva operação de loteamento, conforme determina os art.º 22.º e art.º 27.º, do Decreto-Lei n.º 555/99, de 16 de Dezembro, com a nova redacção dada pelo Decreto - Lei n.º 26/10, de 30 de Março, e de acordo com o disposto no n.º 3 do artigo 77.º do Decreto-Lei n.º 380/99, de 22 de Setembro, com a nova redacção dada pelo Decreto – Lei n.º 46/ /2009, de 20 de Fevereiro. A alteração à Operação de Loteamento pode ser consultada na secretaria da Repartição Administrativa do Departamento Técnico de Planeamento e Urbanismo, Urbanização Quinta das Parreiras, lotes 29, 30 e 31 - Portimão, de 2.ª feira a 6.ª feira das 9.00h às 12.30h e das 14.00h às 17.30h. Portimão, 22 de Fevereiro de 2011. O Vereador Por Delegação do Presidente da Câmara José Francisco Sobral Luís (Jornal do Algarve, 10/3/2011)


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Mais de 20 famílias do concelho de Tavira estão há mais de um mês sem água Depósito que servia a Carrasqueira de Baixo deixou de funcionar. Há idosos, com mais de oitenta anos, que têm de ir buscar água a um poço localizado a centenas de metros > DOMINGOS VIEGAS Mais de duas dezenas de famílias da Carrasqueira de Baixo, na freguesia de Santa Catarina da Fonte do Bispo, concelho de Tavira, estão sem água há mais de um mês, desde que o depósito que abastecia a zona deixou de funcionar. As casas ainda não possuem ligação à rede pública, mas a população abastecia-se nas várias torneiras colocadas pela autarquia nos caminhos que serpenteiam aquela área de povoamento disperso da zona serrana do município tavirense. Entretanto, o depósito que abastecia as referidas torneiras deixou de funcionar e, entre a população, ninguém encontra explicação. Quem possui furo de captação de água vai conseguindo remediar a situação, mas cerca de metade das habitações está completamente privada de água. “Há mais de um mês que eu e o meu marido andamos a carregar garrafões de água desde S.Brás de Alportel. Isto é uma vergonha, em pleno século XXI e num país da União Europeia”, lamenta Cláudia Teixeira, que construiu a sua casa há cerca de três anos. “Na altura ainda pensei em

fazer uma cisterna, mas na Tavira Verde disseram-me que não valia a pena porque a ligação à rede pública já estava projetada e avançaria em breve”, conta a residente, explicando que, desde então, teve sempre que recorrer às bicas existentes no caminho. Mas a situação é ainda mais grave para os idosos, que representam a maioria da população da zona. O casal Marcelino Gago, de 81 anos, e a esposa, Matilde Cavaco, é um destes exemplos. Antes, utilizavam a torneira que têm perto da porta de casa. Agora, têm que carregar diariamente baldes e garrafões que vão encher a um poço localizado a várias centenas de metros. “De vez em quando ainda aparece alguma água nas bicas, mas desaparece logo. É uma tristeza”, diz Matilde Cavaco, interrompida de imediato pelo marido: “Mas porque é que a água chega aos montes que estão ali ao lado e aqui não?”, questiona, em desespero. Cláudia Teixeira recorda que a água é um bem essencial e considera mesmo que “é um crime, fazer uma coisa destas a estas pessoas”. Tanto para Cláudia Teixeira, como para

Há mais de um mês que Cláudia Teixeira experimenta diariamente as torneiras, na esperança de voltar a ver água a correr

outros residentes, nem sequer um furo é solução. “Não se pode fazer furos que estejam a menos de cem metros de distância uns dos outros, por isso, no meu caso e no de outros vizinhos, é impossível”, explica. John Willingham, outro dos residentes na zona, resolveu o problema da falta de ligação à rede pública com a construção de um tanque. No entan-

Centro Museológico do Alportel homenageia floresta Durante este mês, o Centro Museológico do Alportel está a desvendar a riqueza natural da Serra do Caldeirão com a exposição “Esta Floresta que somos” de Sónia Martins. Trata-se de uma iniciativa comemorativa do Ano Internacional da Floresta que permite conhecer um dos maiores tesouros algarvios através da arte.

O visitante é convidado a conhecer a floresta como um todo, fundamental para o equilíbrio do planeta e para a sobrevivência de todos os seus habitantes. O conhecimento é uma arma fundamental para a promoção da proteção e preservação do património natural e motivou esta exposição que também tem um cariz de sensibilização.

Câmara de Albufeira apoia bombeiros com 280 mil euros O município de Albufeira vai atribuir uma comparticipação financeira no valor de 280 mil euros à Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Albufeira, para o corrente ano, no âmbito do protocolo de colaboração assinado em 2006. “O apoio logístico e financeiro que a autarquia tem vindo a conceder a esta instituição tem-se revelado uma mais-valia para o bom funcionamento da mesma”, adianta a câmara. Segundo o presidente Desidério Silva, “desde o primeiro instante que entendemos

que os bombeiros voluntários necessitam de apoio e reconhecimento”. Esta parceria tem em linha de conta o acréscimo de trabalho na época de verão, relacionado com o fluxo de turistas que visitam Albufeira, que obriga os bombeiros voluntários a admitir novos elementos para o seu quadro permanente, com o objetivo de dar uma resposta adequada às necessidades concelho. Refira-se que o corpo opera ao nível do combate a incêndios, proteção civil, socorrismo, transporte de doentes, socorros a náufragos e falésias.

to, a solução revela-se bastante dispendiosa. “No inverno aproveito alguma água da chuva. Mas tenho sempre que comprar, pelo menos, um tanque de água por semana, que me custa 35 euros”, diz este cidadão inglês, que reside na Carrasqueira de Baixo há cer-

ca de dois anos. Para Wermer Van de Velde, que construiu a sua casa na mesma zona e passa ali metade do ano na companhia da mulher, trata-se de uma situação que “não é normal”. Este cidadão belga recorda que “as leis europeias dizem que toda a gente deve ter água em condições” e questiona: “Se há locais nesta zona que estão muito mais isolados e têm água, porque é que nós não temos?” Em julho do ano passado, as 26 famílias que residem na Carrasqueira de Baixo entregaram à empresa municipal Tavira Verde e à câmara municipal um abaixo-assinado a solicitar que a água da rede pública chegasse às suas casas. Até agora ainda não obtiveram qualquer resposta. Muitas zonas daquela área da freguesia de Santa Catarina da Fonte do Bispo também ainda não têm água da rede, mas, pelo menos, os depósitos que servem as respetivas populações continuam a funcionar.

Câmara e empresa municipal procuram solução Contactado pelo Jornal do Algarve, o presidente da Câmara Municipal de Tavira explicou que o depósito que abastecia aquela zona “está

num terreno que é propriedade de uma senhora” e que “agora há alguma dificuldade em negociar a continuidade do depósito naquele local”. Jorge Botelho admite que se trata de “uma situação urgente” e garante que, tanto a câmara como a empresa municipal Tavira Vede “já estão a avaliar várias soluções, de forma a encontrar uma alternativa para continuar a fornecer água às pessoas”. Questionado sobre o que é que falta para que os residentes daquela zona possam ter as suas casas ligadas diretamente à rede, o autarca foi perentório: “Antes de mais, tem que haver vontade das pessoas em ligarem os respetivos contadores à empresa Tavira Verde, para que o investimento seja rentável”. Jorge Botelho recorda que mais de 90 por cento do concelho “está salvaguardado através da rede primária”, mas explica que “não se podem levar a cabo investimentos de alargamento da rede, se não existir perspectiva de amortização” desses investimentos. “A Tavira Verde vai continuar a investir no alargamento da rede, mas também tem que haver alguma disponibilidade por parte das pessoas”, conclui o autarca.

Farenses convidados a limpar a Ria Formosa A Câmara Municipal de Faro está a desafiar os seus munícipes para a ação ecológica “Limpar a Ria Formosa” que se vai realizar no dia 19. Trata-se de uma iniciativa organizada pelo Centro Náutico da Praia de Faro que inclui a vertente de sensibilização e responsabilidade ambiental. Os participantes devem dirigir-se ao Centro Náutico da Praia de Faro pelas 9h00, altura em que está marcada a concentração, enquanto que os trabalhos de limpeza estão marcados para as 9h30 e deverão terminar pelas 13h30. Os participantes devem

levar chapéu, roupa adequada às condições climatéricas, calçado confortável, protetor solar, água e farnel.

“Se é frequentador deste espaço, chegou a hora de retribuir”, sublinha a autarquia.


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UNESCO distingue biblioteca e escolas olhanenses A Biblioteca Municipal de Olhão e duas escolhas do concelho foram distinguidas pela UNESCO com certificados entregues pessoalmente pela secretária executiva da Comissão Nacional da UNESCO em Portugal, Manuela Galhardo. A biblioteca olhanense recebeu o certificado de biblioteca associada da UNESCO e passa a ser a primeira do Algarve e sexta a nível nacional a receber esta distinção. O certificado visa reconhecer o mérito do trabalho desenvolvido por esta biblioteca com a organização de eventos e a promoção de uma interação crescente com o público local e visitante. Manuela Galhardo aproveitou ainda a presença no concelho de Olhão para entregar o certificado de adesão à Rede de Escolas Associadas da UNESCO às escolas EB 2,3 Alberto Iria e Secundária Francisco Fernando Lopes. Uma atribuição justificada pelo “trabalho desenvolvido em consonância com os desígnios defendidos por aquela organização em matéria de educação”. Durante a cerimónia foi apresentado “Formosa... Empreender com sustentabilidade”. Presente nas cerimónias de entrega das distinções, o vice-presidente da Câmara Municipal de Olhão, António Pina, frisou que existe um conceito que dirige as atividades desenvolvidas na biblioteca e que passa pelo assumi-la como um espaço de saber, partilha e de comunicação.

NOVO LIVRO

"A Casa da Oliveira", de Luís de Melo e Horta Luís de Melo e Horta, conhecido homem de letras, director que foi do "Jornal do Sotavento", que há pouco suspendeu a publicação, acaba de dar à estampa um novo livro ao qual deu título "A Casa da Oliveira". Neste relata o autor a história romanceada de uma família numerosa originária da cidade de Tavira e seus arredores que hoje se espalham por vários pontos do Algarve e outras províncias de Portugal. Na análise do conteúdo deste livro não é difícil saber de que família se trata. Trata-se da família do próprio autor, embora este apresente aqui com nomes supostos. São 285 páginas que contam a história daquela família no séc. XX, incluindo os que foramentretando nascendo e também os que a morte foi levando, ao mesmo tempo que se narram episódios da vida quotidiana, tudo muito bem explicado, o que as torna de leitura agradável que prende, sem dúvida, aqueles que a elas tiverem acesso. Estamos pois face a um livro romanceado que honra a literatura, nomeadamente a proveniente de autores algarvios, e que merece ser lido por aqueles que ao Algarve e às suas tradições dedicam a sua atenção. Arnaldo Casimiro Anica

A insustentável leveza do fado A companhia de dança Quorum Ballet apresentou dia 26 de Fevereiro, no TEMPO o espetáculo "Correr o Fado". Uma homenagem dançada a este género musical que tantas vezes define a identidade da alma lusa > ANA OLIVEIRA Entra-se no TEMPO e deparamo-nos com uma cenografia que não nos deixa indiferentes. Quatro cubos translúcidos, iluminados por uma luz azul, estão no palco, limitando o espaço sobre o linóleo branco. Ao fundo um paralelepípedo igualmente translúcido iluminado pela mesma luminosidade azul. Na vertical, criando a ilusão de uma parece, uma série de quadrados suspensos em vários tons de azul. Entram os músicos: Filipe Lucas na Guitarra Portuguesa, André Santos na viola e Max Ciuro na viola baixo. Começam a encantar-nos com os acordes iniciais de um fado, cantado ao vivo por Joana Melo. Os bailarinos entram e iluminam a cena. Não foi apenas a luz que aumentou a intensidade. Foi antes a vibração dos corpos, a energia, a carga dramática, a técnica apurada emanada daqueles corpos que iluminou o espetáculo do princípio ao fim. Nuno Cardoso concebeu um espetáculo de homenagem ao fado no qual se iluminou esta canção a partir da sua alma. E a sua alma encontra-se no riso das varinas, nas brigas entre os gingões, na dança dos corpos quando se enamoram, nas noites de paixão, de solidão e de desalento. Nuno Cardoso criou um espetáculo assente em fados que cantavam Lisboa, dançando a essência da Cidade Branca, presente nos sorrisos dos bailarinos na cumplicidade

"Correr o Fado" pela companhia de dança Quorum Ballet

dos olhares, nos voos dos corpos, dançando com a poesia presente nas palavras de Fernando Pessoa, Alexandre O'Neill, José Carlos Ary dos Santos, ou mesmo Amália. A companhia de dança Quorum Ballet trouxe-nos um espetáculo com a qualidade a que já nos habituou, dançando o fado de forma arrojada e inovadora. O privilégio de ter no palco os músicos e a cantora interpretando ao vivo os temas dançados confere uma força especial à própria dança. As coreografias foram concebidas tendo em vista a desmistificação desta canção como exclusiva do lamento ou da saudade. Nestas coreografias o fado vibra de vida, paixão e cor. A essência do fado vadio pode encontrar-se no suor destes bailarinos que amam, sofrem, vivem e sucumbem sob o peso das emo-

ções. De realçar os momentos em que a bailarina dança o fado Nem às Paredes Confesso, de Maximiano de Sousa, numa tina cheia de água. A sensação de sufoco de uma relação que não pode ser assumida é magistralmente apontada naquele plano em que quase se partilha o corpo nos dois estados e quase se sucumbe de amor. O outro momento intenso é quando se dança o fado Barco Negro de David Mourão Ferreira. Os bailarinos penetram do lado de dentro da parede falsa, de onde se vislumbram numa visão translúcida que revelam um sentimento ambíguo e de desespero. O fado em que a mulher do pescador não quer acreditar na sua morte é dançado sob uma chuva intensa, como se todo o corpo chorasse a trágica no-

tícia, é um momento de intensa emoção onde a própria cenografia chora com os corpos dos bailarinos a perda de um amante. O final é uma festa de emoções onde os elementos se fundem na dança. Os cubos abrem-se e os bailarinos podem mergulhar os corpos no líquido brilhante que contêm. É a euforia causada pela música porque "se ser fadista é ser triste, é ser lágrima prevista, se por mágoa o fado existe, então eu não sou fadista!" Dançado por Daniel Cardoso, Elson Ferreira, Filipe Narciso, Gonçalo Andrade, Inês Godinho, Inês Pedruco, Mathilde Gilhet e Theresa da Silva C., este espetáculo aliou o virtuosismo à emoção e arrebatou o público do TEMPO que o aplaudiu efusivamente. Uma vez mais, uma fantástica criação de Daniel Cardoso.

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VILA REAL DE SANTO ANTÓNIO

Splash celebram sexto aniversário a pensar no festival de dança A Companhia de Dança Splash, de Vila Real de Santo António, celebra o seu sexto aniversário no próximo dia 19, a partir das 21h30, com um espetáculo que decorrerá no Centro Cultural António Aleixo, apresentado por Mariana Paraizo, finalista do programa televisivo “Achas Que Sabes Dançar?”, e que contará com a atuação do grupo organizador e da banda C-H & Skills. Os bilhetes para este espetáculo custam 2,5 euros (para sócios da companhia), três euros (estudantes) e cinco euros (público em geral). A receita da festa reverterá para a organização da primeira edição do Festival Internacional de Dança Arte Sem Fronteiras, que a Companhia de Dança Splash levará a cabo entre os dias 25 de abril e 1 de maio. Este festival terá espetáculos em Vila Real de Santo António (no Centro Cultural António Aleixo), mas também em Castro Marim, Altura, Faro e Albufeira, es-

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A vereadora Filomena Sintra entregou os prémios a Lazarina Apolónia (Pendões) e à representante da loja Fresca (Estabelecimentos)

CASTRO MARIM

tes últimos, muito provavelmente ao ar livre. A organização já garantiu a presença dos grupos Dance 4 Fun (Sousel), O Corpo da Dança (Torres Novas), Madeira Ballet Theatre (Madeira), Academia do Imortal (Albufeira), Chas Pick (Ucrânia) e Doina (Moldávia). Durante o festival, haverá também um flash mob gigante em Vila Real de Santo António, na Praça Marquês de Pombal, e que promete colocar a população a dançar na rua.

Conhecidos os vencedores dos concursos dos Dias Medievais O Centro de Cultura e Desporto da Câmara Municipal de Castro Marim entregou no último sábado os prémios dos três concursos (pedões, estabelecimentos comercais e fotografia) organizados no âmbito da última edição dos Dias Medievais. A Loja Fresca conquistou o primeiro prémio (1250 euros) no âmbito da decoração de estabelecimentos, se-

guida da Padaria Madeira (1000 euros) e do restaurante Tasca Medieval (400 euros). Em relação ao concurso de pendões, o primeiro lugar foi para Lazarina Apolónia (100 euros), a Junta de Freguesia de Castro Marim conquistou o segundo lugar (75 euros) e a terceira posição foi para a Santa Casa da Misericórdia (50 euros). Quanto ao concurso de fotografia,

os prémios foram exclusivamente para participantes oriundos de Espanha. Os três primeiros classificados no capítulo dos melhores conjuntos de fotografias foram, por esta ordem, para António Diaz Carro (150 euros), José Luis Rua Nacher (100 euros) e Manuel Jesus Lago (50 euros). O prémio de melhor fotografia foi para Manuel Diaz Carro (75 euros).


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Comer ao longo do dia

> TERESA SOFIA SANCHO Segundo o último Inquérito Nacional de Saúde, editado em 2009, cerca de 1/3 da população residente em Portugal não toma refeições intercalares, isto é não come para além do pequeno-almoço, almoço e jantar. Esta proporção é mais elevada nos homens (31,3%) do que nas mulheres (24,5%), e parece aumentar ainda mais à medida que a idade avança, ou seja, a percentagem de jovens com menos de 15 anos e de indivíduos com 75 ou mais anos que não comem fora das 3 maiores refeições é de 7,5% e 40,0%, respectivamente. Comparando os resultados dos dois últimos inquéritos, 1998/ /99 e 2005/06, verifica-se um aumento da proporção de indivíduos que não come além das 3 refeições maiores, de 26,3% para 28,0%, sendo mais evidente nas mulheres. A alimentação saudável carateriza-se basicamente por ser completa, equilibrada e diversificada, mas a distribuição da totalidade dos alimentos a ingerir durante o dia deve garantir o desejá-

vel fracionamento. É aconselhável que o intervalo entre as refeições não exceda as três horas e meia e que o jejum nocturno seja limitado a 10 horas (exceto crianças), sendo portanto desejável fazer várias refeições ao longo do dia: pequeno-almoço, merenda(s) da manhã, almoço, merenda(s) da tarde, jantar e ceia. O número adequado de refeições ao longo do dia relaciona-se com melhor capacidade física e intelectual, maior capacidade de concentração, menor fadiga, sonolência e irritabilidade e portanto mais rendimento quer no desempenho escolar quer nas atividades laborais. Acresce, ainda, o seu papel favorável no controlo do mecanismo do apetite e da saciedade. O sistema de regulação do apetite/ /saciedade ao longo do dia comanda o número e horário de refeições que se fazem bem como a quantidade de alimentos que se consome. Enquanto o apetite corresponde à sensação de ter vontade de comer, induzindo a ingestão de alimentos, a saciedade consiste num aviso para parar de comer, dado ter sido atingida a plenitude do estômago. Efetivamente, sempre que se passam demasiadas horas sem comer (cinco, seis ou mais), instala-se um descontrolo no sistema de regulação do apetite/ /saciedade. Num intervalo grande entre refeições, acumula-se tanto apetite que este acaba por atingir características de fome voraz, o que conduz à ingestão de uma exagerada quantidade de alimentos. Esta ingestão de alimen-

tos, provocada muitas vezes pela hipoglicemia já instalada, faz-se acompanhar geralmente pelo consumo demasiado rápido dos alimentos e pela inadequação nutricional das escolhas alimentares, determinadas pelo que mais apetece comer para “matar” a fome. Sabendo que existe uma relação inversa entre o peso corporal/adiposidade e a frequência alimentar, não é difícil concluir que o número baixo de refeições ao longo do dia constitui um factor de risco para o excesso de gordura corporal. O equilíbrio orgânico obriga a que se mantenha um determinado nível de glicose circulante no sangue. Contudo, na privação de alimentos fornecedores de hidratos de carbono (arroz, batata, cereais, massas, pão, etc.) a glicemia vai baixando progressivamente, atingindo níveis em que o organismo tem que recorrer às suas reservas como forma alternativa de produzir glicose. O mecanismo de produção alternativa de glicose recorre prioritariamente ao tecido muscular, e secundariamente ao tecido gordo, contribuindo inevitavelmente para a destruição da massa magra e consequente desnutrição. A ideia de que “pular” refeições pode ajudar a emagrecer e a perder peso ou gordura é, pois, infundada e carente de base técnico-científica. A propósito da saciedade convém salientar que existem alimentos que saciam mais do que outros... O conhecido ditado popular “Peixe não puxa carroça” é um exemplo paradigmático do que acontece quando a digestão é mais fácil por ausência de excessiva gordura, o que do ponto de vista nutricional é considerado desejável,

tendo em conta a necessidade de realizar refeições frequentes. Porém, existem alimentos ricos em açúcares que são absorvidos tão rapidamente, caso dos doces, guloseimas e certos snacks, que em uma a duas horas após a sua ingestão já se tem “vontade de comer” novamente. Os alimentos que conferem uma saudável sensação de saciedade são ricos em fibras e permitem que a glicose chegue lentamente ao sangue, é o caso de alguns tipos de pão, massas, arroz, leguminosas, tostas e bolachas sem açúcar. O pequeno-almoço é uma refeição fundamental para quebrar o jejum nocturno e iniciar o dia com energia e com um bom controlo no sistema de regulação do apetite/ saciedade. Deve ser tomado, se possível, na primeira meia hora após levantar, em casa, à mesa e em família. Desta refeição devem obrigatoriamente fazer parte determinados grupos alimentares, fruta fresca da época, pão ou cereais (preferir os não/ pouco açucarados) e leite ou seus equivalentes (preferir meio-gordo), sem esquecer a imprescindível água a iniciar o dia. A(s) merenda(s) da manhã e da tarde constituem uma garantia para obter um bom nível de glicemia ao longo do dia, uma boa concentração e humor e ainda uma boa gestão do apetite, prevenindo a acumulação de fome para a refeição seguinte. Estas refeições podem ter uma constituição diversa dependendo do número de horas que medeiam as refeições imediatamente anterior e posterior, bem como a composição destas. Todavia, devem incluir uma peça de fruta fresca da época e/ /ou leite ou iogurte, se possível, acom-

Acabe com as mãos e pés frios de forma natural! O extracto de planta que faz o sangue fluir! Mãos e pés frios nunca mais! O extracto de planta que faz o sangue fluir Uma das descobertas mais interessantes dos últimos tempos é o ginkgo biloba, um extracto de planta que dilata os vasos sanguíneos e ajuda o aporte de oxigénio e nutrientes a todas as partes do corpo. Quando se fazem palavras cruzadas, o cérebro trabalha a grande velocidade para encontrar as respostas certas. As tarefas de concentração e reflexão requerem um enorme fornecimento de sangue ao cérebro, dado que o sangue transporta o oxigénio e os nutrientes necessários às células cerebrais. O músculo também está dependente de sangue, oxigénio e nutrientes, bem como qualquer outra função do nosso corpo. À medida que se envelhece, o fornecimento de sangue fica mais lento devido à formação gradual de placas no interior dos vasos sanguíneos. Tal afecta geralmente a memória, e a concentração torna-se também cada vez mais difícil. Os pés e as mãos podem arrefecer e muitas das funções do corpo ficam mais lentas. A boa notícia é que este problema pode ser resolvido através da administração de um extracto de planta designado ginkgo biloba.

Como funciona? O que contêm as folhas que tem a capacidade de melhorar a circulação? O segredo está nos flavona-glicósidos e nas terpeno-lactonas, que são as substâncias activas (flavonóides) com diversos efeitos biológicos. De um modo simples, o ginkgo biloba dilata (expande) os vasos sanguíneos, facilitando a passagem do sangue. O ginkgo biloba apresenta um outro efeito importante - torna o sangue menos viscoso. Tal facilita a circulação do sangue. Mãos e pés mais quentes Investigadores demonstraram que ginkgo biloba melhora o fornecimento de sangue às extremidades, tais como os pés e as mãos. A utilização de termografia, uma técnica particular de imagem que mostra as diferenças de temperatura com

cores diversas, permitiu aos investigadores demonstrar como as zonas frias se tornam quentes após a utilização de suplementos de ginkgo biloba. Por outras palavras, o acréscimo de fornecimento de sangue aumenta a temperatura nos dedos das mãos e pés.

Combate à demência Outra área que se mostra promissora é a prevenção de problemas como a Doença de Alzheimer. Estudos demonstram como pessoas em estados iniciais desta doença podem atrasar o desenrolar da doença. Deste modo, são capazes de se manter num estado inicial de doença, quando se esperaria que dependessem completamente de terceiros. Assim, ginkgo biloba ajuda no bemestar físico e mental e parece ser um meio extremamente útil na manutenção da saúde, especialmente durante o envelhecimento. Actualmente, não existem medicamentos capazes de igualar ginkgo biloba no que se refere à melhoria dos problemas circulatórios. Por este motivo, este suplemento é único.

Melhora a memória e a concentração Agora, se considerar o facto de que apenas o cérebro humano utiliza cerca de 20% do oxigénio consumido, não será difícil imaginar como ginkgo biloba pode melhorar o desempenho mental. As pessoas mais velhas que tomam este extracto apercebem-se de que conseguem lembrar-se mais facilmente de pormenores e que têm maior facilidade de concentração, mas existem outros benefícios associados à utilização de ginkgo biloba. O ginkgo biloba contribui também para o alívio de outros problemas relacionados com a má circulação como tonturas, zumbidos nos ouvidos e pernas pesadas.

panhado(s) de um alimento que contribua para a manutenção da glicemia (pão, bolacha ou cereais). Sempre que o intervalo entre a hora de jantar e a hora de deitar justifique, deverá ser feita uma ceia, a qual contribuirá para que o número de horas entre a última refeição de um dia e a primeira refeição do dia seguinte não ultrapasse as 10. Esta refeição será necessariamente leve, podendo ser constituída apenas por um iogurte, um copo de leite ou uma infusão de ervas, acompanhando facultativamente com pão, bolacha ou cereais. Considerando o desejável fracionamento alimentar, propomos que a distribuição calórica percentual ao longo do dia se realize dentro dos intervalos abaixo indicados, embora existam situações excepcionais determinadas por certos horários laborais: Pequeno-almoço: 15 a 20% Merenda(s) da manhã: 10 a 15% Almoço: 20 a 30% Merenda(s) da tarde: 10 a 15% Jantar: 20 a 25% Ceia: 0 a 10% Finalmente, resta-nos salientar a importância de repartir o que se come por cinco a sete refeições ao longo do dia, dependendo da idade, dos horários escolares/ laborais e de prática de actividade física. Os alimentos que se incluem numa refeição devem suprir as necessidades calóricas das horas imediatamente a seguir. A alimentação prepara, não repara! Nutricionista Departamento de Saúde Pública Administração Regional de Saúde do Algarve, IP

Como escolher um bom produto?

Existem vários suplementos disponíveis nas farmácias que ajudam a melhorar a circulação sanguínea. Estes podem parecer iguais mas estarem muito longe em termos de qualidade e eficácia. É por isso essencial ter em conta a matéria-prima utilizada. Tal foi claramente demonstrado no estudo Inglês publicado há alguns anos. Comparando 18 marcas de ginkgo biloba disponíveis comercialmente, os cientistas encontraram diferenças enormes quando compararam a actividade do extracto e o efeito protector. Alguns dos produtos que declaravam um elevado conteúdo em extracto de ginkgo biloba eram praticamente ineficazes. O suplemento que surgiu no topo da lista dos melhores foi BioActivo Biloba Forte, da Pharma Nord. A matéria prima utilizada neste suplemento foi considerada a melhor matéria-prima do mercado - a mais eficaz, de melhor absorção e de melhor qualidade. Apresenta também a particularidade de cada comprimido conter a dose diária necessária para um efeito óptimo (100mg por dia). Apenas um comprimido por dia contribui para uma circulação sanguínea saudável. Fonte: J Altern Complement Med. 2003 Oct;9(5):625-9. BioActivo Biloba Forte é um suplemento alimentar com ginkgo biloba que recebeu várias distinções. Melhora a circulação sanguínea, o funcionamento das funções e do bem estar físico geral.


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Efemérides

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CAMPANHA EM CURSO ATÉ AO FINAL DO ANO PERMITIRÁ REFORÇAR APOIO SOCIAL NA CIDADE DE LOULÉ AMÉRICO BRITO

Foi no dia 8 de março de 1830 que nasceu em São Bartolomeu de Messines, João de Deus. Universitário em Coimbra desde 1849, demorou 10 anos a completar o curso de Direito devido à sua vida de boémio, poeta, desenhador e violista, que lhe granjeou enorme estima entre os companheiros. Publica o seu primeiro poema em 1855, na Revista Académica. Não conseguindo ser advogado, tenta o jornalismo, dirigindo em Beja O Bejense, 1862-1864, e colaborando em jornais regionais. Chegou a exercer a advocacia na sua terra natal. Eleito deputado em 1869, devido à sua popularidade, fixou-se em Lisboa. Nesse ano publicou Flores do Campo. Com a Cartilha Maternal, 1876, que encerra novo método global de leitura, lançou uma campanha contra o analfabetismo, que deu ocasião para revelar a sua faceta de polemista bem-humorado. Publicou, além disso, Folhas Soltas, 1876, Foi no dia 12 de março de 1957 que morreu em Lisboa, Augusto da Silva Carvalho. Tinha nascido em Tavira no dia 13 de dezembro de 1861. Formou-se na Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa. Funcionário dos serviços de saúde e cirurgião nos hospitais lisboetas, foi vereador da Câmara Municipal de Lisboa e presidente da Sociedade das Ciências Médicas de Lisboa. Estudioso da história da medicina, publicou inúmeros trabalhos em revistas e jornais, versando a história hospitalar portuguesa, o ensino médico, as epidemias, as estações termais, os remédios de segredo, a imprensa médica, as influências estrangeiras na medicina portuguesa, etc. Os últimos quarenta anos de vida consagrou-os ao estudo da história da medicina e a diversas atividades de caráter social e cultural. Foi no dia 13 de março de 1942 que nasceu em Faro, Maria Madalena Barbosa. Passou parte da sua juventude em Luanda, casou cedo e foi mãe de seis filhos. Fundadora do Movimento de Libertação das Mulheres, o primeiro núcleo feminista português, esteve à frente de várias manifestações em prol da dignificação e da defesa dos direitos das mulheres e ficou para a história na célebre manifestação da “queima dos soutiens” (que não chegou a acontecer), no Parque Eduardo VII, em Lisboa, no dia 13 de janeiro de 1975, onde foi agredida, juntamente com outras manifestantes. Foi uma acérrima defensora da campanha do referendo para a despenalização do aborto. Representou Portugal e a União Europeia em inúmeras conferências internacionais e trabalhou na Comissão para a Cidadania e Igualdade do Género. No dia seguinte à sua morte foi lançado o seu livro Que Força É Essa (título inspirado na canção de Sérgio Godinho), em jeito de homenagem póstuma. Morreu em Lisboa no dia 21 de fevereiro de 2008. Foi no dia 16 de março de 1878 que nasceu em Olhão, José Carlos da Maia. Alistou-se na Armada com 19 anos de idade e desde cedo tomou parte otiva nas conspirações contra o regime monárquico, nomeadamente na preparação do 5 de Outubro de 1910. Fez parte do grupo de oficiais que assaltaram o Quartel de Marinheiros de Alcântara na madrugada de 4 de outubro e coube-lhe a honra desse ato de ousadia revolucionária que foi a abordagem do cruzador “D. Carlos”, o mais poderoso da Armada – ação esta que pesou decisivamente na viragem da relação de forças e por isso considerada por Machado Santos, no seu relatório, com “uma das mais brilhantes da Revolução”. Eleito deputado às Constituintes, de onde transitou para a Câmara dos Deputados, foi governador de Macau. No governo de Sidónio Pais foi ministro da Marinha. Em Janeiro de 1911 teve ação preponderante na repressão monárquica de Monsanto. Integrou o governo de José Relvas, sobraçando a pasta das Colónias. Afastado da atividade política, veio a ser assassinado na chamada “Noite Sangrenta”, revolução radical, em 19 de outubro de 1921. Foi no dia 27 de março de 1892 que nasceu em Faro, António Assis Esperança. Fundou e dirigiu em 1917 o semanário teatral A Crítica. Estreou-se com o romance Vertigem, 1919, e obteve o Prémio Ricardo Malheiros com o romance Servidão, 1946. Foi um dos fundadores da Sociedade Portuguesa de Escritores, em 1956. Com os seus livros de contos e romances, com os quais a partir da década de ’30 abordou os problemas sociais do Alentejo e do Algarve, tornou-se um dos percursores do neorrealismo. Com a peça Náufragos ganhou o Concurso de Obras Dramáticas do Teatro Nacional. A sua pela Noite de Natal, 1923, é uma tentativa de teatro regionalista. Outras obras de ficção: Dilúvio, 1932, Gente de Bem, 1939, Trinta Dinheiros, 1958, Pão Incerto, 1946, e Fronteiras, 1973. Morreu em Lisboa no dia 3 de março de 1975.

"Existir" apela à solidariedade a um euro O presidente da Existir, Paulo Graça, espera que a campanha consiga angariar cerca de 30 mil euros. Sendo a aposta no contributo de um euro por cidadão, as expectativas são de que esta campanha consiga tocar o espírito solidário de pelo menos 30 mil pessoas. O dinheiro será vital para a reabertura do refeitório social e para aumentar a capacidade de resposta na área social > SOFIA CAVACO SILVA A associação Existir está a lançar uma campanha de angariação de fundos para concluir as obras da sede, adquirir novos equipamentos e reabrir o refeitório social. “1 por todos e todos por 1 euro” é o nome desta campanha dirigida à sociedade civil e que está a ser divulgada nos mais variados meios de comunicação regionais e que a associação está a tentar levar para os canais de televisão nacionais. No Facebook foi criada uma página que difunde a campanha e explica a forma como cada cidadão pode ajudar. A par dos objetivos a que a direção da associação se propõe está ainda a necessidade de aumentar a capacidade de resposta perante um aumento significativo dos pedidos de ajuda para as mais diversas carências que afetam a comunidade atualmente. “Se todos contribuirmos com um euro, podemos todos marcar a diferença e ajudar quem mais necessita”, sublinha a Existir na divulgação da campanha. Esta iniciativa é explicada pelo presidente da direção da associação, Paulo Graça. “Como qualquer instituição, a Exis-

Os deputados Mendes Bota e Antonieta Guerreiro ficaram sensibilizados com o trabalho da associação que pretendem divulgar

tir luta sempre com problemas na área financeira porque embora seja apoiada com fundos estatais e comunitários, eles nunca chegam para os projetos que queremos desenvolver”, esclarece. Reabrir o refeitório social é uma vontade da associação que é justificada pelos crescentes pedidos de ajuda de cidadãos carenciados. “Temos essa vontade. Tivemos o refei-

tório social só que tivemos de fechar por falta de financiamento estatal e comunitário”, explica Paulo Graça. A associação é afilhada da primeira-dama, Maria Cavaco Silva, e espera poder aprofundar esse apadrinhamento nos próximos tempos. Paulo Graça diz que a nova direção está a passar por um período de reorganização da associação e pretende encetar contactos

com Maria Cavaco Silva convictos de que poderá ser determinante na promoção da campanha de solidariedade que está em curso. Os donativos podem ser entregues na sede da associação ou via CTT através dos seguintes dados: Associação Existir, Rua Assis Esperança, s/n.º 8100-543 Loulé, NIB: 0033.0000.00160766831.05 (Millennium).

Missão da Existir: Apoio social e combate à exclusão Fundada em Loulé em 1994, a associação Existir tem vindo a desenvolver respostas para os cidadãos portadores de deficiência ou com alguma incapacidade e apoio à população carenciada algarvia e tem utentes desde Luz de Tavira até Albufeira. Um dos trabalhos meritórios passa pela formação de cidadãos portadores de deficiência e ajudá-los a entrar para o mercado de trabalho, enquanto para as situações de maior incapacidade o objetivo é melhorar as condições de autonomia e a qualidade de vida. A Associação conta com 500 associados, 42 funcionários e 20 voluntários. Atualmente, conta com quatro valências, nomeadamente: a Unidade de Reabilitação e Formação Profissional, o Centro de Atividades Ocupacional Laboral, o Centro de Atividades de Tempos Livres (CATL) – Lua de Papel e o Banco Solidário. A Unidade de Reabilitação conta com 48 formandos com deficiência e o Centro de Atividades Ocupacional Laboral tem 32 utentes portadores de deficiência. O CATL recebe 30 crianças enquanto o Banco Solidário ajuda agregados familiares através do fornecimento de alimentos do Banco Alimentar e contabiliza perto de 200 utilizações mensais dos Balneários Sociais. A Lavandaria Social é utilizada por 88 agrega-

dos familiares. O presidente da direção da Existir, Paulo Graça, sublinha ainda o apoio dado ao nível do Banco de Roupa e de Móveis e apoio técnico. Atualmente, a Existir tem uma parceria com o Louletano que permitiu criar uma equipa de desporto adaptado de natação e atletismo que já entra em competições. Os pedidos de ajuda continuam a aumentar de forma exponencial e o impacto que esta associação tem na comunidade é real. Paulo Graça diz que para se perceber bem a dimensão do trabalho realizado pela Existir é preciso conhecer a instituição e vê-la funcionar. “É muito diferente falarmos de uma associação e depois ver a associação a funcionar”, comenta. Por isso mesmo, lança o convite para que todos os interessados visitem a instituição durante os dias úteis. Um convite aceite pelos deputados do PSD eleitos pelos algarvios, Mendes Bota e Antonieta Guerreiro, que passaram pela Existir na passada semana. No final da visita, disseram que foi uma experiência enriquecedora e esperam poder sensibilizar os poderes públicos para os projetos da associação e dar-lhe visibilidade que permita que a Existir continue a sua missão.


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JORNAL do ALGARVE

JOSÉ ESTEVENS EM ENTREVISTA AO JORNAL DO ALGARVE:

“Definimos uma estratégia para Castro Marim que vai muito além de 2013” José Estevens, eleito pelo PSD, preside a Câmara Municipal de Castro Marim desde 1998 (ganhou a primeira eleição em dezembro de 1997) e está a cumprir o seu último mandato, pois já não poderá recandidatar-se. O autarca recorda o início de todo este processo, fala do impulso que o seu executivo deu a Castro Marim nos últimos anos, da estratégia que está delineada para o concelho, bem como do que poderá ser o seu futuro pessoal a partir de 2013 > DOMINGOS VIEGAS Jornal do Algarve - Como é que surgiu a sua candidatura, em 1998, e a entrada para a vida política? José Estevens - O que me trouxe para a política activa, já um pouco fora de horas, porque estava então com 40 anos, foi um sentimento de indignação perante aquilo que vinha acontecendo na minha terra. Um sentimento percebido e conhecido por alguns amigos, que foram os responsáveis por me entusiasmar para esta missão. J.A. - Alguma vez tinha pensado em ser presidente da câmara? J. E. - Não. Era professor e, simultaneamente, fazia advocacia. Mas era uma pessoa atenta às coisas que aconteciam na minha terra. Castro Marim tinha deixado de respirar de um modo sadio e estava a atrofiar-se a um ritmo avassalador. A estrutura executiva que existia na Câmara Municipal tinha perdido o contacto com a realidade, estava concentrada no seu umbigo e via Castro Marim como um pequeno feudo, onde reinava a seu bel-prazer. Esta situação, além de representar um fator de entorpecimento ao desenvolvimento, vinha causando alguma indignação nas pessoas. E foi nesse contexto que me candidatei, encabeçando uma lista do PSD e acolhendo a simpatia da maioria dos castro-marinenses para um projeto que tem vindo a ser desenvolvido e que tem as suas linhas de força lançadas para os próximos anos. J.A. - Como assim? J.E. - Já não poderei recandidatar-me em 2013, por força do dispositivo legal, mas está estabelecida uma estratégia de desenvolvimento consubstanciada num conjunto de projetos e de ações que vão

muito além de 2013. Estou convencido que são os vetores essenciais para fazer de Castro Marim uma terra igual às outras, onde as pessoas vivem de um modo tranquilo, com acesso a serviços públicos de qualidade.

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Não queremos que o concelho esteja única e exclusivamente dependente do turismo

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J.A. - Quer explicar melhor essa estratégia? J.E. - É uma estratégia que assenta em tirar partido de um conjunto de fatores endógenos, ou seja, das características do território de Castro Marim ao nível da localização geográfica, condições climatéricas, diversidade de paisagens, património histórico e saberes tradicionais. Este território não passou pelo processo de devassa urbanística que aconteceu numa grande parte do Algarve e este facto é, hoje em dia, um valor em si mesmo. Por isso é que muitos investidores querem desenvolver projetos na área do turismo em Castro Marim. Alguns promotores, felizmente, colheram os ensinamentos do passado e posicionam-se num outro patamar, que não �� o dos patos bravos que assassinaram o Algarve. Falamos de projetos turísticos de última geração, bem integrados na paisagem, que não entram em conflito com os valores naturais do concelho. Este é o projeto âncora para Castro Marim. Depois, também queremos que esta oferta turística seja valorizada por aqueles fatores

endógenos que referi. Temos estado a preparar o concelho para isso. Mas não queremos que o concelho esteja única e exclusivamente dependente do turismo, que tem as suas vicissitudes e está muito dependente de meia dúzia de operadores internacionais. Queremos construir um produto que fuja à ditadura estabelecida pelos operadores mundiais. Por outro lado, é necessário que essa oferta incorpore o melhor das tradições de Castro Marim. Desta forma, também mantemos vivo um conjunto de atividades que só por si são geradoras de riqueza e de trabalho. J.A. - O que é que espera concretizar até 2013? J.E. - Temos cumprido as grandes promessas que fizemos aos castro-marinenses. Dotámos o concelho com uma rede de infraestruturas viárias e de equipamentos de educação de primeira qualidade. Tivemos a sorte de ver aprovada a candidatura ao POVT para a concretização do saneamento básico no concelho. São 24 milhões de euros que possibilitarão a conclusão da rede de saneamento básico. Mas também já fizémos uma obra admirável nesse âmbito. Por exemplo, falava-se muito do problema das ETAR de Altura e de Castro Marim, mas agora já ninguém fala porque já estão desativadas e os problemas estão resolvidos. Os nosso idosos passaram a ter a atenção e o carinho do executivo, através de projetos sociais, de saúde e de lazer, que transformaram a sua qualidade de vida. Lançámos um programa de habitação social, que entregou casas à população pela primeira vez. Estamos a recuperar o património monumental de Castro Marim, que tinha sido abandonado pelo executivo que me antecedeu. O Forte de S.Sebastião e

o Revelim de Santo António tinham sido transformados em autênticos sanitários públicos, mas hoje estão recuperados e são motivo de orgulho e de afirmação da auto-estima dos castro-marinenses. Brevemente, o castelo também vai ser alvo de uma profunda requalificação...

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Dotámos o concelho com uma rede de infraestruturas viárias e de equipamentos de educação de primeira qualidade

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J.A. - ...como é que está o projeto de requalificação do castelo? J.E. - É um processo que está em desenvolvimento. A possibilidade de abrirmos uma segunda porta, que tinha sido encerrada no século XVIII aquando da adaptação do castelo à Guerra da Restauração, obrigou-nos a fazer uma pausa em todo o processo. Mas essa questão está agora a chegar ao fim e, assim que estiver concluída, iremos ter as condições para encerrar o processo e avançar com a intervenção. Trata-se de uma requalificação com uma dimensão extraordinária. Começará no anel que evolve a colina que sustenta o castelo e terminará no interior do monumento, onde será criado um Centro de Interpretação da Ordem de Cristo. J.A. - Mas quando é que começarão as obras? J.E. - Gostaria que todo este processo estivesse encerrado e que o concurso fosse lançado ainda este ano, porque os castro-marinenses não podem esperar mais. É uma obra que deve avançar, por tudo o que

representa para o desenvolvimento de Castro Marim. Trata-se de um dos elementos âncora para que Castro Marim se constitua numa autêntica praça forte do turismo. J.A. - E quando é que os castro-marinenses podem começar a ver obra na Área de Negócios do Sotavento Algarvio (ANSA)? J.E. - Depois de um esforço incrível de combate à burocracia, temos o plano de pormenor da ANSA em fase de discussão pública. Após esta fase, passará a haver condições para que a Assembleia Municipal possa aprová-lo. Se não surgirem dificuldades de maior, penso que poderemos lançar os concursos no início do próximo ano e beneficiar de alguns meios que estão reservados no QREN.

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Em Castro Marim não há oposição. Há pessoas que se dedicam a dizer mal do que a Câmara faz (…) e a guerrear uns com os outros

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J.A. - Recentemente, falou do interesse da Refer e da CP Cargo em fixarem-se na ANSA. Já há mais empresas interessadas? J.E. - Trata-se de um projeto que irá abrir as portas ao desenvolvimento económico e à fixação de empresas que podem irradiar a sua atividade,

inclusivamente, num âmbito interregional. E a logística associada ao transporte ferroviário e rodoviário mostra bem a expressão da posição que Castro Marim pode ocupar, entre os mercados nacional e da Andaluzia. Têm sido muitas as empresas que mostraram interesse em fixar-se na ANSA, muitas delas interessadas em explorar a área da logística. E a área que temos disponível é, certamente, insuficiente para as pretensões que nos têm chegado.

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O PSD de Castro Marim tem jovens com condições para levar o concelho no rumo certo

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J.A. - O PSD já tem o perfil do candidato às próximas eleições? J.E. - O PSD, em Castro Marim, está muito bem porque tem um conjunto de jovens bem formados, tanto tecnicamente, como nos princípios da ética política. São jovens que têm condições para poder desenvolver o processo que está traçado para Castro Marim e que têm estado envolvidos neste trabalho. São pessoas que estão bem identificadas com aquilo que se pretende para Castro Marim, têm sido elementos ativos de todo este trabalho e têm todas as condições para levar o concelho no rumo certo depois de 2013. J.A. - Mas já há candidato?


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NTREVISTA

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J.E. - Ainda não debatemos esse assunto. Mas confortame saber que há várias pessoas com condições para poderem liderar esse trabalho. São pessoas que estão, uns há mais, outros há menos tempo, envolvidas no processo que iniciámos em 1998. Constituimos um grupo de trabalho com grande espírito de missão e de entreajuda, com muita vontade. É uma força extraordinária que Castro Marim tem.

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Penso manter uma política ativa [depois de 2013], o que não significa que tenha que ter um cargo político

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J.A. - Fala como se estivesse certo da vitória do PSD em 2013, mesmo sem o candidato José Estevens... J.E. - Em Castro Marim não há oposição. Há sim um grupo de pessoas que se dedica a dizer mal daquilo que a Câmara faz. A angústia em que vivem é bem percetível pelo modo como se comportam. Nem sequer é pelo modo como fazem política, porque não fazem nada disso. Continua a ser uma oposição mesquinha, tacanha, atrofiada, sem visão e sem dimensão ética. Não vejo que exista qualquer possibilidade de o PS se constituir como uma alternativa credível. São as mesmas pessoas de sempre e, agora, numa luta fratricida, que representa bem aquilo que os anima, ou seja, falar mal e guerrear uns com os outros. A oposição em Castro Marim não é um fator de crescimento, nem de desenvolvimento. Veja-se, como exemplo, a posição assumida no processo da Retur e noutros projetos estruturais, as atitudes tomadas em determinados assuntos da maior importância para o desenvolvimento do concelho. Ainda há pouco tempo a posição tomada contra a contração de um empréstimo para concretizar a obra do saneamento básico. São coisas que nos deixam estupefactos. J.A. - Quer dizer que o seu partido não teme a oposição? J.E. - Os nossos adversários têm sofrido uma grande erosão. Já estavam muito mal quando iniciámos este processo em 1998, porque viviam à sombra de um homem que liderava a Câmara Municipal. E de aí para cá não vejo que se tenha constituído uma alternativa em torno do PS em Castro Marim. Houve uma sucessão

de tentativas da parte do exvereador José Luís Domingos, que foi colhendo derrotas até se considerar que já não oferecia qualquer hipótese. Mais recentemente, surgiu como candidato um homem que, com o devido respeito, não tinha qualquer condição para assumir a Câmara Municipal. A partir de aí temos assistido a um desconcerto total. Vejase a situação ocorrida na Assembleia Municipal, onde os elementos eleitos pelo PS passaram a constituir duas bancadas, por um lado o doutor João Fernandes e por outro lado a presidente da Junta de Freguesia e líder do PS local, que denota uma grande ambição, mas não tem substância que lhe permita alimentar essa ambição. A expressão da sua bancada denota bem isso. O doutor João Fernandes conseguiu ter uma maioria à sua volta, constituída pelos membros do PS que catapul-tou para o seu lado. Isto mostra bem como o PS de Castro Marim é um autêntico frangalho.

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Com a saúde, disposição e vontade que tenho hoje, não me estou a ver nos bancos do jardim a jogar às cartas

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J.A. - Pensa continuar na política depois de 2013? J.E. - Não sei. E também é uma coisa que não me preocupa. Admito que ganhei mais interesse pela política e acho que devo continuar a dar o meu contributo, principalmente numa altura em que tanta gente foge da política. Não é fugindo das coisas que as podemos melhorar e não é através da crítica destrutiva e da fuga que podemos alterar o que quer que seja. Por isso, penso manter uma política ativa, o que não significa que tenha que ter um cargo político. Vou continuar muito atento e quero continuar a participar na vida política do meu país. E poderei fazê-lo de uma maneira ou de outra. Mas, sinceramente, não estou preocupado se o meu partido me vai pedir ou não para assumir outros desafios. E se for convidado terei que avaliar aquilo que me for pedido e se o meu perfil se adequa, porque não vale a pena aceitar fazer alguma coisa que não esteja de acordo com a minha natureza. J.A. - Estaria mais inclinado em continuar na política autárquica ou em enveredar por outra área?

J.E. - Não creio que deva fazer uma dicotomia desse tipo. Poderei continuar com o mesmo gosto e o mesmo afinco na política autárquica, ocupando qualquer outro cargo. Já testei a minha capacidade na política autárquica e penso que também terei a capacidade e o entusiasmo suficientes para poder desempenhar outros cargos. Mas, se for caso disso, é uma questão para ver na altura própria. De qualquer forma, é uma questão que não me preocupa, pois também há outras coisas que gosto de fazer. Desde a possibilidade de continuar a fazer advocacia, uma área que me apaixona, até outras hipóteses. Uma coisa é certa, com a saúde, disPUB

posição e vontade que tenho hoje, não me estou a ver, por exemplo, nos bancos do jardim a jogar às cartas. Vejo-me, sim, a produzir algo, de forma a contribuir para o enriquecimento da comunidade onde vivo. J.A. - Aceitaria encabeçar uma lista a outro concelho? J.E. - Não é um quadro em que tenha pensado até ao momento, mas não fecho nenhuma porta. Se houver desafios que o partido me venha a colocar, e como já referi, é preciso ver o meu perfil e se tenho motivação ou não para assumir esses desafios. Se estiveram de acordo com o meu perfil e houver motivação, muito bem. Se não for assim, muito bem na mesma.


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ESPOR ESPOR TO TO [[1615]] ESPORTO ESPORTO

VELA:

Tavira Sailing arranca com Campeonato Ibérico de i420 Cidade do Gilão transformada numa autêntica capital da vela, com seis competições nacionais e internacionais nos próximos meses. A primeira começou ontem Tavira acolhe desde ontem, quarta-feira, o Campeonato Ibérico da classe i420. Trata-se da primeira competição integrada no projeto Tavira Sailing que, com as cinco competições que ainda estão previstas até ao final de julho, está a transformar esta cidade algarvia numa autêntica capital da vela.

A cidade de Tavira vai acolher seis provas nacionais e internacionais até ao final de julho

Este Campeonato Ibérico, que decorre até ao próximo

domingo, é aberto a todos os barcos da classe 420, reúne

os melhores velejadores da Península Ibérica, daquela

classe, e é organizado pelo Clube Náutico de Tavira, com o apoio da Federação Portuguesa de Vela e da Real Federación Española de Vela. O Tavira Sailing prossegue em abril (entre os dias 23 e 26) com os Campeonatos de Portugal de Juniores, seguidos do Campeonato Nacional de i420 (de 25 a 29 de maio). Seguem-se os Campeonatos de Portugal de Juvenis (de 7 a 12 de junho), os Campeonatos Europeus de Optimist (entre os dias 2 e 10 de julho) e os Campeonatos Europeus de i420 (de 20 a 29 de julho). “Os objetivos do Tavira Sailing são realizar excelentes provas de cariz internacional e mostrar que Portugal

tem condições para acolher grandes eventos", referiu o presidente do Clube Naval de Tavira, Guilherme Ferreira, durante a apresentação do projeto, que decorreu recentemente em Lisboa. Jorge Botelho, presidente da câmara municipal, sublinhou que a vela “é uma área estratégica para o município” e que o atual executivo pretende que a cidade “se vire cada vez mais para a área náutica”. O projeto não se esgotará em 2011, pois já está garantido que Tavira vai acolher o Campeonato do Mundo da Juventude da ISAF (Federação Internacional de Vela), em 2014.

ATLETISMO:

Gil Eanes continua invicto na fase finalização A formação algarvia do Gil Eanes, de Lagos, somou a terceira vitória consecutiva na fase final do Campeonato Nacional da 1.ª Divisão, em andebol. No último fim-de-semana, as atuais campeãs nacionais começaram por derrotar a Juventude Lis (29-18), no sábado, e no domingo levaram de vencida a equipa do Alavarium (38-21). A quarta jornada desta fase final disputa-se já este sábado, com o Gil Eanes a receber o Colégio de Gaia, no Pavilhão da Escola Secundária Gil Eanes, a partir das 16h00.

Dina Amaral ganha Downhill de Sernancelhe Dina Amaral, da equipa MCF-XDream-São Brás de Alportel, ganhou a competição de elites femininas da primeira prova da Taça de Portugal da modalidade de downhill, disputada em Sernancelhe. João Estêvão, da Juvendude Desportiva Fontainhas/FreePortugal.com, do concelho de Albufeira, ganhou a competição de veteranos B.

Época de kitesurf começa em Faro A nova temporada de kitesuf começa com o Downwind Kitesurf Cidade de Faro, que se disputa nos próximos dias 26 e 27. No primeiro dia, os participantes vão deslocar-se ao longo da costa, e perto de terra, sem qualquer preocupação relacionada com classificações. No domingo terá lugar a competição, com início em Quarteira e final na Praia de Faro, junto ao Centro Náutico.

Lagoa e Portimão preparam passeio de cicloturismo e de BTT Já se encontram abertas as inscrições para a quinta edição do Passeio de Cicloturismo Lagoa – Portimão, que este ano acolhe pela primeira vez a modalidade de BTT e que terá lugar no domingo, dia 20. Com partida marcada para as 9h30 junto ao Pavilhão Desportivo Jacinto Correia, em Lagoa, os participantes são esperados cerca das 12h00 na Zona Ribeirinha de Portimão, onde terminará o passeio. Os interessados deverão enviar a ficha de inscrição, disponível no sítio www.cmportimao.pt, até ao dia 17, para a seguinte morada: Câmara Municipal de Lagoa, Pavilhão Gimnodesportivo, 8401-851. É ainda possível enviar a inscrição por por fax (282 341 314).

Ana Dias terceira no Crosse das Amendoeiras Kiprono Menjo ganhou a prova masculina pela terceira vez A algarvia Ana Dias obteve a terceira posição na prova feminina da 34.ª edição do Crosse das Amendoeiras, disputado no último domingo na Aldeia das Açoteias, Albufeira, conseguido assim ser a portuguesa melhor classificada. A atleta da casa do Benfica de Faro cortou a meta atrás da irlandesa Fionnuala Britton, segunda classificada, e da húngara Aniko Kalovics, vencedora da prova feminina. Anália Rosa (Maratona), foi a segunda melhor portuguesa, ao classificar-se na quarta posição. Na prova masculina, o queniano Kiprono Menjo conseguiu o terceiro triunfo da sua carreira nas Açoteias (já tinha ganho em 2008 e em 2009). Manuel Damião (Conforlimpa) ficou na segunda posição, seguido de Licínio Pimentel (3.º), Marco Morgado (4.º), José Rocha (5.º) e Nuno Costa (6.º).

Outros vencedores Benjamins A masc.: Diogo Portugal (Santaluziense); Benjamins A fem.: Ana Mestre (Oriental de Pechão); Benjamins B masc.: Bernardo Quiassaca (Areias S.João); Benjamins B fem.: Juliana Guerreiro (Nùcleo Sportinguista Faro); Infantis masc.: Carlos Neves (CD Nave); Infantis fem.: Ana Rita Cunha (Faro XXI); Iniciados masc.: Tiago Epaminondas (Oriental Pechão); Iniciados fem.: Rosário Silva (NAR Messejana); Juvenis masc.: Rúben Laurindo (Atlético Olhão); Juvenis fem.: Carla Covelo (Faro XXI); Juniores masc.: Thomas Solberg (Nor.); Juniores fem.:

Luís Forra/Lusa

ANDEBOL FEMININO: 1.ª DIVISÃO

Ana Dias subiu ao pódio nas Açoteias

Tânia Chagas (Oriental de Pechão); Vetenanos fem.: Anabela Moreira (CD Quarteira); Veteranos I: Carlos Calado (CR Praia da Salema); Veteranos II: Álvaro Rodrigues (Alturense); Veteranos III: José Santos (JD Neves); Veteranos IV: Mário Santos (Areias S.João); Veteranos V: Adriano André (Areias S.João).


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ESPORTO

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2.ª DIVISÃO 2.ª DIVISÃO 2.ª DIVISÃO 2.ª DIVISÃO 2.ª DIVISÃO

Partida de Carnaval

Algarvios mereciam melhor sorte Local: Estádio S.Luís (Faro). Árbitro: Quitério Almeida (Lisboa). Farense: Serrão; Caniggia, Ricardo Calado, Mamadou, Joshua, Bilro (Bruno Martins, 89'), Luís Afonso, David Justo, Barão (Adérito, 78'), Bruno Carvalho e Zambujo. Treinador: João de Deus. Praiense: André; João Borges, Ibraim, Danilson, Luís Gonçalves, Maia, Queirós, Marco Soares (Mauro, int.), Paulo Monteiro (Ruben, 72'), Jorge Lopes e André Silva. Treinador: Francisco Barão. Ao intervalo: 1-0. Golos: David Justo (38') e André Silva (75'). Disciplina: Cartão amarelo a Danilson (16' e 79'), Bilro

PRAIENSE 1

JOSÉ LUÍS SILVA

FARENSE 1

(42') e Ibraim (87').Cartão vermelho a Danilson (79'). O Farense merecia os três pontos, mas acabou por pecar demasiado na finalização. Depois de se colocarem em van-

tagem, os pupilos de João de Deus permitiram o empate do Praiense e já não foram capazes de retificar, nem sequer no período (cerca de 10 minutos) em que jogaram em superioridade numérica.

Local: Estádio Eng. Carlos Salema (Marvila, Lisboa). Árbitro: Fábio Veríssimo (Leiria). Oriental: Leão; Amorim (Daniel, 73'), Sandro, Calado, Burguete, Tiago Mota, Ramón, Mendonça, Taroco, Afonso (Moutinho, 73') e Santiago (Miguel Paixão, int.). Treinador: Carlos Manuel. Lagoa: Ricardo; Janita (Dieng, 57'), Ivo Nicolau, Codó, João Vítor, Candeias (Júlio,

LAGOA 1

64'), Pituca, David Rosa, Mário Pessoa (Peter Gauczer, 71'), João Boiças e Atabu. Treinador: Luís Coelho. Ao intervalo: 0-0. Golos: Afonso (52'), Ivo Nicolau (67') e Mendonça (72'). Disciplina: Cartão amarelo a Janita (17'), J.Vítor (26'), Afonso (53'), T.Mota (55'), J.Boiças (71'), P.Gauczer (77'), Taroco (88'), Pituca (90+4') e Leão (90+5'). Cartão vermelho a

Local: Estádio Municipal de Loulé. Árbitro: João Roque (Portalegre). Louletano: Bruno Lúcio; Eugénio, Fausto, Cordeiro, Dante (Koki Kazama, 87'), Fábio Teixeira (Nicola, 87'), João Reis, Alberto, Bafode (Bruninho, 82'), Ben e Fábio Marques. Treinador: Paulo Renato. Casa Pia: Crespo; Tiago, Coito, Marinheiro (Canha, 15'), Zinho, Hugo, Telmo (Mamadu, 62'), Gonçalo, Nascimento,

Ramón (61'). O Lagoa ainda conseguiu deixar a ideia de que poderia pontuar em Marvila, mas as alterações levadas a cabo por Carlos Manuel e a tarde infeliz do guarda-redes Ricardo deitaram por terra as esperanças dos algarvios, num jogo bastante fraco. O Lagoa caiu para a última posição.

Local: Estádio Municipal de Lagos. Árbitro: Marco Trombinhas (Beja). Esp. Lagos: Fábio Sapateiro; Pedro Alexandre, Edson, González (Hernâni, 85'), Alex (Hugo Batísta, 67'), Nélson, André (Totóia, 65'), Balizas, Bruno, Marocas e Avton. Treinador: Paulo Nunes. Pescadores: Hernâni; Ricardo Aires, França, Bryan, Luís Carlos, Levi, Luís Lopo, Mané (Adilson,68'), Diogo (Cali, 80'), Bruno e Paulo David (Paulo Costa, 63'). Treinador: (a equipa está

Resultados da 22.ª Jornada Académica 0 U.Leiria FC Porto 2 V.Guimarães Marítimo 0 RioAve V.Setúbal 0 OLHANENSE Sporting 1 Beira-Mar Sp. Braga 2 Benfica P. Ferreira Naval PORTIMON. Nacional CLASSIFICAÇÃO J FC Porto 22 Benfica 22 Sporting 22 V.Guimarães 22 P. Ferreira 21 Sp. Braga 22 U.Leiria 22 Nacional 21 OLHANENSE 22 RioAve 22 Beira-Mar 22 Académica 22 Marítimo 22 V.Setúbal 22 Naval 21 PORTIMON. 21

V 20 17 10 9 8 9 8 8 6 7 5 6 5 4 3 3

E 2 0 6 5 8 4 5 5 10 5 10 6 7 8 6 5

D M S 0 51 7 5 45 19 6 33 25 8 25 28 5 22 22 9 36 29 9 19 25 8 18 23 6 19 21 10 22 26 7 23 25 10 27 35 10 21 25 10 17 31 12 18 37 13 19 37

Próxima 23.ª V.Guimarães-V.Setúbal; Naval-Marítimo; OLHANENSE-Sp. Braga; Beira-Mar-P. Ferreira; Nacional-Académica; U.Leiria-FC Porto; BenficaPORTIMONENSE; RioAve-Sporting.

0 0 1 0 0 1

P 62 51 36 32 32 31 29 29 28 26 25 24 22 20 15 14

JUNIORES

2.ª DIVISÃO - ZONA SUL

1ª DIV. PERMANÊNCIA

3 2 1 4 0 1 0 1

CLASSIFICAÇÃO J Atlético 22 Mafra 22 Torreense 22 Madalena 22 Carregado 22 Operário 21 Juv.Evora 21 Pinhalnov. 22 Reguengos 22 Oriental 22 LOULETANO 22 FARENSE 22 Casa Pia 22 Real 22 Praiense 22 LAGOA 22

P 52 43 43 35 34 34 33 32 29 28 26 23 20 17 13 13

V 15 12 13 10 10 9 8 8 9 7 6 4 5 4 2 3

E 7 7 4 5 4 7 9 8 2 7 8 11 5 5 7 4

D M S 0 37 15 3 42 27 5 28 16 7 25 19 8 35 31 5 30 27 4 20 15 6 26 25 11 29 33 8 27 28 8 25 26 7 19 24 12 25 38 13 18 30 13 18 37 15 15 28

Próxima 23.ª Praiense-Reguengos; Mafra-LOULETANO; Casa Pia-Madalena; Atlético-Real; Carregado-Juv.Evora; Pinhalnov. - Oriental; LAGOA-Torreense; Operário-FARENSE.

Paulo Renato olhou mil vezes para o banco, mas não viu condições para mudar toda a

3.ª DIVISÃO - SÉRIE F Resultados da 21.ª Jornada Moura 0 Aljustrelense Odemirense 1 U. Montemor MESSINENSE 0 Sesimbra ESP. LAGOS 1 P. Caparica F.Barreiro 1 Vendas Novas Folgou C. Piedade

CLASSIFICAÇÃO J Vendas Novas 19 ESP. LAGOS 20 Moura 19 Sesimbra 19 Aljustrelense 19 F.Barreiro 19 U. Montemor 19 Odemirense 19 P. Caparica 19 MESSINENSE 19 C. Piedade 19

E 3 4 7 4 8 5 5 5 5 3 5

PESCADORES 2

sem treinador, depois da saída de Rui Maside). Ao intervalo: 1-1. Golos: R.Aires (5'), González (38') e França (53', g.p.). Disciplina: Cartão amarelo

a Diogo (30'), L.Lopo (38'), Balizas (39' e 52'), Mané (41'), L.Carlos (70'), Bryan (72'), França (86') e Hernâni (90+4' e 90+5'). Cartão vermelho a Hernâni (90+5').

Largo Santana n.º 1 Apartado 102 8800 TAVIRA Telf.: 281320 240 Fax: 281 325 523 radiogilao@net.vodafone.pt

0 0 4 2 2

SÉNIORES

Resultados da 3.ª jornada INTERNAC. 2 Belenenses V.Setúbal 5 Estoril

2.ª I DIVISÃO DIVISÃO 0 1

CLASSIFICAÇÃO V 12 10 8 9 7 8 6 6 6 5 1

equipa, tão mal, tão descrente e tão pouco disponível, se mostrou a equipa do Louletano, num jogo que mais parecia uma partida de Carnaval…que os jogadores algarvios estavam a fazer. Jogaram muito mal e nada fizeram, porque há coisas que os treinadores não podem fazer, para merecer ao menos o empate, contra um Casa Pia fraquíssimo. Péssima arbitragem. Neto Gomes

FUTSAL NACIONAL

SÉNIORES Resultados da 22.ª Jornada Reguengos 0 Mafra LOULETANO 1 Casa Pia Madalena 1 Atlético Real 0 Carregado Juv.Evora 0 Pinhalnov. Oriental 2 LAGOA Torreense 2 Operário FARENSE 1 Praiense

Pauleta e Hélio Vaz (Pedro Augusto, 70'). Treinador: José Viriato. Ao intervalo: 0-1. Golos: Eugénio (26', p.b.), Ben (49') e Pedro Augusto (85', g.p.). Disciplina: Cartão amarelo a Alberto (55'), Eugénio (60'), Fábio Marques (61'), Hélio Vaz (69'), Cordeiro (75'), Tiago (80') e Pauleta (88').

3.ª DIVISÃO 3.ª DIVISÃO 3.ª DIVISÃO

FUTEBOL NACIONAL I LIGA

CASA PIA 2

ESP. LAGOS 1

Lagoa já é lanterna vermelha ORIENTAL 2

LOULETANO 1

D 4 6 4 6 4 6 8 8 8 11 13

M S 41 21 37 27 34 24 31 16 26 18 21 18 26 27 26 29 25 29 16 29 11 56

P 39 34 31 31 29 29 23 23 23 18 8

Próxima 22.ª U. Montemor-Moura; Sesimbra-Odemirense; P. Caparica-MESSINENSE; Vendas Novas -C. Piedade; Aljustrelense-F.Barreiro; Folga-ESP. LAGOS.

V.Setúbal INTERNACIONAL Belenenses Estoril

J V E D M S P 3 3 3 3

3 1 1 0

0 1 0 1

Próxima 4.ª Belenenses-Estoril; INTERNACIONAL -V.Setúbal

0 1 2 2

8 4 2 3

2 3 4 8

9 4 3 1

3.ª I DIVISÃO DIVISÃO

Resultados da 17.ª Jornada Independentes 6 Vila Verde S. João 6 LOULETANO Torpedos 2 Boa Esperança Operário 4 SL Olivais Leões Porto Salvo 9 CPCD Loures 2 Amarense ALBUFEIRA F. 0 Cascais

5 2 3 3 3 2 4

Resultados da 17.ª Jornada STO ESTEVÃO 4 Nacional 5 Capelense 4 Sassoeiros 3 Piedense 9 SAPALENSE 4 Quinta Lombos 4 INTER-VIVOS 2 Quinta Conde 11 Aljustrelense 0 ACAD.ALGARVE 2 SONÂMBULOS 2 Fabril 2 Vinhais 1

CLASSIFICAÇÃO J Leões PortSalvo 17 Operário 17 SL Olivais 17 Loures 17 Torpedos 17 Cascais 17 Amarense 17 ALBUFEIRA F. 17 S. João 17 Boa Esperança 17 CPCD 17 LOULETANO 17 Vila Verde 17 Independentes 17

P 47 40 39 34 29 28 26 22 21 17 16 11 10 5

CLASSIFICAÇÃO J Quinta Lombos 17 Fabril 17 Vinhais 17 Sassoeiros 17 Quinta Conde 17 SONÂMBULOS 17 Capelense 17 INTER-VIVOS 17 Nacional 17 STO ESTEVÃO 17 ACAD.ALGAR. 17 Piedense 17 SAPALENSE 17 Aljustrelense 17

V 15 13 12 10 9 9 8 7 7 5 5 3 3 1

E 2 1 3 4 2 1 2 1 0 2 1 2 1 2

D M S 0 107 29 3 78 54 2 91 51 3 73 47 6 59 54 7 67 66 7 66 62 9 55 61 10 55 68 10 47 69 11 58 80 12 50 79 13 53 84 14 42 97

Próxima 18.ª Boa Esperança-Loures; Cascais-Torpedos; LOULETANO-CPCD; SL Olivais-ALBUFEIRA F.; Vila Verde-Operário; Independentes-Leões Porto Salvo; Amarense-S. João.

V 14 14 12 10 10 7 6 7 7 5 4 4 3 0

E 2 1 3 3 0 4 6 3 1 3 5 0 1 0

D M S 1 95 42 2 71 37 2 82 43 4 71 44 7 83 59 6 57 47 5 66 67 7 54 45 9 62 68 9 43 56 8 32 48 13 48 66 13 46 97 17 20 111

Próxima 18.ª INTER-VIVOS-SAPALENSE; Vinhais-Quinta do Conde; Aljustrelense-Quinta dos Lombos; SONÂMBULOS-SANTO ESTEVÃO; ACAD.ALGARVE-Piedense Sassoeiros-Fabril;Nacional-Capelense.

P 44 43 39 33 30 25 24 24 22 18 17 12 10 0


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ESPORTO

10 I março I 2011

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JORNAL do ALGARVE

I DISTRITAL I DISTRITAL I DISTRITAL I DISTRITAL I DISTRITAL

Emoções fortes

FUTEBOL DISTRITAL I DIVISÃO

II DIVISÃO

Resultados da 22ª Jornada Guia 2 Moncarapach. Almancilense 1 Castromarin. Lusitano VRSA 3 Campinense Quarteira 2 Faro e Benfica Silves 0 Armacenenses Culatrense 1 Imortal Odiáxere 1 Quarteirense Ferreiras 2 Aljezurense

2 0 3 2 0 0 1 0

CLASSIFICAÇÃO J Quarteirense 22 Lusitano VRSA 22 Ferreiras 22 Silves 22 Odiáxere 22 Campinense 22 Quarteira 22 Armacenenses 22 Guia 22 Culatrense 22 Castromar. 22 Faro e Benfica 22 Almancilense 22 Imortal 22 Aljezurense 22 Moncarapach. 22

P 55 53 48 44 40 39 34 26 23 23 21 19 19 15 13 12

V 17 17 15 13 12 10 8 6 5 6 6 4 4 4 3 2

E 4 2 3 5 4 9 10 8 8 5 3 7 7 3 4 6

D 1 3 4 4 6 3 4 8 9 11 13 11 11 15 15 14

M S 38 9 64 20 37 16 53 19 45 24 34 19 28 24 26 23 31 42 15 32 19 36 23 39 18 39 20 50 17 47 19 48

Próxima 23ª Campinense-Guia; Moncarapachense -Almancilense;Faro e Benfica-Lusitano VRSA; Quarteirense-Quarteira; Aljezurense-Silves; Armacenenses-Culatrense; Imortal-Odiáxere; Castromarinense-Ferreiras;

Resultados da 19.ª Jornada Gin.Tavira 4 11 Esperanças Quarteirense B 2 Padernense Alvorense 2 Serrano Santaluziense 5 Monchiquense Machados 0 Sambrazense Estombarenses 3 Bensafrim

1 0 1 1 1 0

CLASSIFICAÇÃO J Alvorense 19 Sambrazense 19 Santaluziense 19 Estombarenses 19 Gin.Tavira 19 Serrano 19 Machados 19 Padernense 19 Quarteirense B 19 Bensafrim 19 Monchiquense 19 11 Esperanças 19

P 41 38 34 33 31 29 28 24 21 15 14 14

V 13 12 10 10 10 8 8 6 6 3 4 4

E 2 2 4 3 1 5 4 6 3 6 2 2

D M S 4 37 20 5 35 21 5 38 24 6 32 25 8 26 23 6 21 21 7 23 18 7 34 30 10 26 38 10 25 38 13 24 45 13 23 41

Próxima 20.ª Gin.Tavira-Estombarenses; 11 Esperanças-Quarteirense B;Monchiquense-Alvorense; Sambrazense-Santaluziense;Padernense-Machados; Serrano-Bensafrim

LUSITANO 3 Local: Campo Francisco Gomes Socorro (VRSA). Árbitro: Fernando Santos. Lusitano VRSA: Edgar Raposo; Guilherme, Nuno Silva, Carlos Neves (Hélder, 29') e Daniel Gomes (Paim, 68'); António (Cris Baiano, 60'), Júlio Madeira, Marco Nuno e Bruno Conduto; Edgar Rosa e Nélson Afonseca. Treinador: Ivo Soares. Campinense: Joel; Sílvio, Xavier, Miguel Teixeira e Ricardo Sousa; Mário Costa (Tiago Botelho, 75'), Vítor Quadros, Padinha e Dani; Garrana e Diamantino. Treinador: José Miguel. Ao intervalo: 1-1. Golos: Carlos Neves (28'), Diamantino (42' e 59'), Mário Costa (61'), Afonseca (71') e Edgar Rosa (86', g.p.).

Líder escorrega, mas não cai ODIÁXERE 1 Local: Campo Rossio das Eiras (Odiáxere). Árbitro: Sílvia Domingos. Odiáxere: Hugo Prudêncio; João Paulo, Roberto, Noel, Janita, Joãozinho (Sérgio Brito, 52'), Madeira, Hagi, Vitinha (Luís Lamy, 64'), Filipe Borges e Bruno Boiças (Miguel, 70'). Treinador: Toni Seromenho. Quarteirense: Pereira; Diogo, Rui Graça, Idalécio, Marquito (Anderson, 59'), Vila, Trindade, Mindo, Van Damme, Carôlo e Filhó. Treinador: Marito. Ao intervalo: 1-1. Golos: Vila (37') e João Paulo (42'). Disciplina: Cartão amarelo a Joãozinho (41'), Miguel (79'), Idalécio (87'), Filhó (88') e Pereira (90').

QUARTEIRENSE 1

ARMACENENSES 0

Marcos (67'), Oceano (73'), Joel (85') e Ricardo Sequeira (88'). O Silves foi sempre a equipa mais ofensiva, mas nunca conseguiu ultrapassar a bem organizada defesa da equipa do Armacenenses, que apostou em explorar o contra-ataque, mas também sem resultados práticos. A GNR destacou para este dérbi concelhio um contingente da sua Unidade de Intervenção, que deixou estupefactos os cerca de cem espectadores que assistiram ao jogo. José Nobre

Justa divisão de pontos QUARTEIRA 2 Local: Estádio Municipal de Quarteira. Árbitro: Luís Costa. Quarteira: Miguel; Cambuta, Madeira (Moki, 60'), Fábio Marques e Cristiano; Marcel, Hugo, Filipe Nunes (Túlio Benje, 85') e Luís Pina; Oleirinha (Edir, 60') e Carvalho. Treinador: Luís Resende. Faro e Benfica: Nuno; Baresi, Maia, Uva e Pepe (Jaime, 63'); Luís Viegas, Cissé (Totti, 70') e Pinto; Marco (Romeiro, 81'), Joel e Galinha. Treinador: João Clara. Ao intervalo: 1-0. Golos: Filipe Nunes (40'), Galinha (60'), Moki (70') e Romeiro (89'). Disciplina: Cartão amarelo a Galinha (40'), Marcel (53') e Cambuta (85').

Lusitano e Campinense proporcionaram um excelente jogo de futebol, carregado de emoção e onde a incerteza quanto ao resultado final manteve-se até ao derradeiro apito do árbitro. Os comandados de Ivo Soares entraram melhor no jogo e, pela produção dos primeiros 30 minutos, justificaram a vantagem obtida com o golo de Carlos Neves. A resposta do Campinense não se fez esperar. Com Garrana no comando das operações ofensivas, os pupilos de José Miguel foram gradualmente tomando conta do meio campo e, já perto do intervalo, Dia-

Marco Nuno ganha em velocidade aos defesas do Campinense

mantino restabeleceu a igualdade. No reatamento, e quando se esperava uma reação dos pombalinos ao golo sofrido, foram os forasteiros que, em quinze minutos de excelente futebol, marcaram por duas vezes, através de Diamantino e de Mário Costa. Sem margem para erro,

FERREIRAS 2 Local: Estádio da Nora (Ferreiras). Árbitro: Filipe Gonçalves. Ferreiras: Nélio; Luís Ferreira (Nuno Mendes, 71'), Wilson, Pedro Colaço, Calú, Jorge, Flávio Lança (Pedro Diogo, 88'), Ricardo Pereira, Peixinho, Pedro Casimiro (Flávio Manuel, 66') e Pias. Treinaor: Ricardo Moreira. Aljezurense: Tôco; Jorge, Hugo (Pedro, 59'), Côco, Pinto, Kiki, Djiga, Dino, Anderson, João Almeida (Rafa, 46') e Casinhas. Treinador: Luís Miguel. Ao intervalo: 0-0.

os jogadores do Lusitano, apesar da desvantagem, não baixaram os braços. Nelson Afonseca, primeiro, e Edgar Rosa, depois, marcaram os golos que devolveram a igualdade a um jogo impróprio para cardíacos e onde ninguém merecia perder. Ricardo Gutierrez

ALJEZURENSE 0

Golos: Wilson (54') e Pias (56'). Disciplina: Cartão amarelo a Djiga (26'), Tiago (43'), Jorge (57'), Hugo (65'), Ricardo Pereira (61') e Rafa (84'). O Ferreiras dominou de fio a pavio e chegou a dar-se ao luxo de desperdiçar uma grande penalidade, ainda na primeira parte. O Aljezurense defendeu o nulo com unhas e dentes enquanto pôde, mas os locais acabariam por resolver o jogo com dois golos de rajada marcados no início da segunda parte. Até ao final, o Ferreiras continuou a dominar e a desperdiçar ocasiões de golo. António Agapito

Pecou por escasso CULATRENSE 1

Muita parra e pouca uva Local: Estádio Dr. Francisco Vieira (Silves). Árbitro: Pedro Sancho. Silves: César; Salvador, Toni, Ricardo Sequeira, João Teodoro (Marcos, 46'), Hernâni, Bráulio, Oliveira (Mica Júnior, 77'), Mica, Carlinhos (Pipi, 66') e Nélson Peres. Treinador: Calú. Armacenenses: Palminha; Marcos, Rui Guerreiro, Copos, Catita, Jimmy, Pisco (Rui Monteiro, 60'), Oceano, Aaron (Tiago, 78'), Miguel Oliveira e Joel. Treinador: Carlos Simões. Disciplina: Cartão amarelo a Miguel Oliveira (31'),

Disciplina: Cartão amarelo a Diamantino (15'), Sílvio (86') e Garrana (90+3'). Cartão vermelho direto a Garrana (90+5').

Domínio de fio a pavio

As equipas evidenciaram muitas cautelas na primeira meia hora de jogo, não arriscaram muito, até que Vila surgiu na área a cabecear com êxito, após cruzamento de Trindade, inaugurando o marcador para o Quarteirense. Só que, apenas cinco minutos depois, João Paulo restabelecia a igualdade. O líder Quarteirense foi depois mais ofensivo na segunda parte, mas não mostrou capacidade para ultrapassar o último reduto do Odiáxere, equipa que também, a espaços, chegou a ameaçar o golo. O empate acaba por ser um resultado justíssimo. O Quarteirense mantém dois pontos de vantagem sobre o Lusitano, que também não foi além do empate. Carlos Farinha

SILVES 0

CAMPINENSE 3

Local: Complexo Desportivo da Penha (Faro). Arbitro: Carlos Cabral. Culaterense: Raul; Hélio, Né, Micael e Bodião; Setenta, Rui (Amílcar, 72') e Tiago Faísca; Calquinha (Sérgio, 86'), Jaime (Tiago, 86') e Nuno. Treinador: Geraldo Carmo. Imortal: Armindo; Cláudio, Duarte, João Guerreiro (Canito, 68') e Claudinho; Sandro (Pedro, 68'), Gonçalo Sequeira (Aladje, 45') e Rui Sacramento; Josimar, Pipoca e Décio. Treinador: Nuno Ramos. Ao intervalo: 1-0. Golo: Hélio (8', g.p.).

IMORTAL 0

Disciplina: Cartão amarelo a Bodião (24'), Calquinhas (65') e Tiago (65'); Duarte (48'), João Guerreiro (8'), Rui Sacramento (90+1') e Pipoca (72'). Resultado escasso para um Culaterense que mandou no jogo desde o inicio e marcou o único golo aos oito minutos (de grande penalidade). Ao intervalo, o Imortal podia ter ido para os balneários com um resultado mais pesado, tantas foram as oportunidades desperdiçadas pelos dianteiros da casa (destaque para a excelente exibição do “guardião” Armindo). Este “filme” voltou a repetir-se na segunda parte. Jorge H. Sampaio

Muita luta GUIA 2 MONCARAPACHENSE 2

FARO E BENFICA 2

Muito respeitinho entre as duas equipas nos vinte minutos iniciais, mas, a partir daí, o jogo começou a conhecer mais dinâmica e as ações ofensivas e oportunidades de golo surgiram com frequência. Os locais preferiam o ataque planeado e os forasteiros o contra-ataque, mas ambos esbanjavam as situações criadas, principalmente os farenses, que foram perdulários até ao tutano. Quem não marca sofre e os locais acabaram por abrir o ativo através de Filipe Nunes, antes do intervalo. No reatamento, mais perdidas dos forasteiro, que acabaram por empatar. Os da casa desempataram pouco depois, mas, já perto do final, os visitantes tornaram a igualar. Bernadino Martins

Local: Complexo Desportivo Arsénio Catuna (Guia). Árbitro: Flávio Lima. Guia: Nuno Benedito; Cabral, Edgar, Marquinhos, Luís Gonçalves, Américo, Chico, Nuno Costa, João Ruaça (Ramón, 73'), Adriano e Mário José (Pedro Rodrigues, 84'). Treinador: Rui Clemente. Moncarapachense: Inácio; João Afonso (André Correia, 27'), Walter (Carlos Reis, 61'), Bruno, João Pedro, António Lelo, Diogo, Vítor Russo, Luís Mendes, Luís Cavaco e Sérgio Borges. Treinador: Miguel Serôdio. Ao intervalo: 1-1. Golos: Diogo (32'), Nuno Costa (41'), Adriano (55') e Luís Cavaco (73').

Disciplina: Cartão amarelo a Edgar (4' e 71'), Diogo (24'), Luís Mendes (53'), Chico (65'), N. Costa (76'), M. José (76'), V. Russo (81') e Américo (90'). Cartão vermelho a Edgar (71') e Adriano (86'). Um erro da defesa local permitiu que o Moncarapachense se colocasse em vantagem à passagem da meia-hora e depois de o Guia ter enviado uma bola à barra. O Guia reagiu, empatou antes do intervalo e deu a volta ao resultado no início da segunda parte. Edgar foi expulso pouco depois, o Guia fica reduzido a 10 jogadores e o Moncarapachense aproveitou para restabelecer a igualdade, num jogo de muita luta pela conquista dos três pontos. D.A.


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ESPORTO

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FUTEBOL DISTRITAL JUNIORES BARLAVENTO

BARLAVENTO Resultados da 17.ª Jornada Guia 1 Alvorense Messinense 3 Silves Lagoa 8 Monchiquense Imortal 5 Esp.Lagos Folgou Armacenenses

1 0 1 0

J V

Imortal 16 14 Lagoa 16 11 Esp.Lagos 16 11 Armacenenses 16 7 Messinense 16 6 Silves 16 6 Alvorense 16 2 Guia 16 2 Monchiquense 16 2

1.ª DIVISÃO

Resultados da 13ª Jornada Lusitano VRSA 2 Ferreiras Farense 5 Quarteirense S.Luís 2 Almancilense 1.º Janeiro 2 Marítimo Olh.

3 0 0 3

J V

E D M S P

2 4 2 3 1 1 4 4 1

0 100 21 1 56 14 3 58 21 6 32 31 9 34 31 9 17 44 10 23 44 10 14 60 13 14 82

44 37 35 24 19 19 10 10 7

Ferreiras 14 Lusit VRSA 14 Quarteirense 14 S.Luís 14 Farense 14 Maritimo Olh. 14 Almancilense 14 1.º Janeiro 14

11 9 7 7 6 4 2 1

2.ª DIVISÃO

Resultados da 17ª Jornada Silves 2 S.Luís Portimonense 3 Lusit. VRSA Lagoa 5 Messinense Ferreiras 4 Odiáxere Olhanense 4 Farense Esp.Lagos 3 Internacional

0 0 1 4 1 5

CLASSIFICAÇÃO

CLASSIFICAÇÃO

CLASSIFICAÇÃO

INICIADOS

JUVENIS

E D M S P

1 2 5 1 2 2 3 2

2 3 2 6 6 8 9 11

52 39 27 28 41 26 11 10

19 18 18 26 33 44 36 40

34 29 26 22 20 14 9 5

J V

Olhanense 16 Portimonense 17 Internacional 17 Odiáxere 16 Lusit. VRSA 17 Esp.Lagos 17 S.Luís 17 Ferreiras 17 Farense 17 Lagoa 17 Silves 17 Messinense 17

13 11 10 10 9 9 8 7 7 4 1 1

1 3 3 3 0 0 2 3 1 2 3 1

2 3 4 3 8 8 7 7 9 11 13 15

73 37 43 42 35 23 33 37 39 27 14 20

15 22 22 29 30 28 29 34 34 43 48 89

40 36 33 33 27 27 26 24 22 14 6 4

SÉRIE A 8 1 0 3

CLASSIFICAÇÃO 11 8 7 5 5 4 3 3 0

E D M S P

0 2 2 3 0 1 4 0 0

1 1 2 4 7 6 5 9 11

1 2 1 1 1 2

E D M S P

Marítimo Olh. 17 17 0 0 73 15 51 Imortal 17 12 3 2 76 15 39 Gin.Tavira 17 12 3 2 50 12 39 Quarteirense 17 11 4 2 53 24 37 Louletano 17 10 4 3 65 21 34 1.º Janeiro 17 7 4 6 41 24 25 Castromar. 18 7 1 10 33 68 22 Guia 18 6 3 9 27 33 21 Armacenenses 17 6 2 9 31 37 20 Ferreiras 18 6 0 12 29 52 18 Alvorense 18 5 1 12 24 69 16 Bensafrim 17 1 0 16 18 70 3 CHECUL 18 0 1 17 14 94 1 Próxima 20ª Ferreiras-CHECUL; Castromarinense-Armacenenses; Bensafrim-1.º Janeiro; Gin.Tavira-Alvorense; Imortal-Guia Marítimo Olh.-Quarteirense Folga Louletano

J V

2.ª SOTAVENTO

Resultados da 17ª Jornada Alvorense 0 Esp.Lagos Guia 9 Messinense Padernense 1 Quarteirense Portimonense 0 Silves Odiáxere 2 Monchiquense Folgou Ferreiras

1 0 4 3 0

CLASSIFICAÇÃO E D M S P

Quarteirense 15 12 3 0 48 5 Portimonense 15 12 1 2 68 13 Odiáxere 15 11 2 2 73 9 Farense 15 10 5 0 39 7 Olhanense 15 8 2 5 23 21 Ferreiras 15 5 3 7 35 31 Lagoa 15 5 2 8 18 31 S.Luís 15 4 3 8 23 24 Imortal 15 3 2 10 10 51 Armacenenses 14 3 1 10 10 61 Internacional 14 2 2 10 9 23 Gin.Tavira 15 1 0 14 3 83 Próxima 16ª Lagoa-Portimonense; Ferreiras -Internacional; Odiáxere-Imortal Gin.Tavira-Farense; Olhanense-Armacenenses; Quarteirense-S.Luís

39 37 35 35 26 18 17 15 11 10 8 3

J V

Silves 15 15 Guia 16 13 Messinense 15 9 Esp.Lagos 15 8 Portimonense 16 8 Monchiquense 16 7 Alvorense 16 5 Odiáxere 15 5 Quarteirense 15 4 Ferreiras 15 2 Padernense 16 1

Resultados da 17ª Jornada Farense 0 1.º Janeiro 0 Montenegro Castromarinense Louletano Beira Mar Lusitano VRSA 7 Almancilense 0 Marítimo Olh. Salir Folgou Bias CLASSIFICAÇÃO

E D M S P

0 1 1 2 1 3 3 2 2 1 0

0 2 5 5 7 6 8 8 9 12 15

72 68 23 27 42 24 30 13 28 10 16

4 13 46 18 31 29 34 22 36 60 60

45 40 28 26 25 24 18 17 14 7 3

Próxima 18ª Ferreiras-Odiáxere; Quarteirense-Guia; Silves-Padernense; Esp.LagosPortimonense; Messinense-Monchiquense Folga Alvorense

J V

E D M S P

1.º Janeiro 11 9 2 0 38 6 29 Maritimo Olh. 12 7 1 4 29 22 22 Montenegro 10 6 3 1 25 13 21 Louletano 11 5 2 4 21 18 17 Farense 9 4 2 3 10 15 14 Almancilense 12 3 1 8 19 34 10 Bias 11 1 2 8 12 28 5 Lusit. VRSA 10 1 1 8 12 30 4 FOLGA 0 0 0 0 0 0 0 Beira Mar 0 0 0 0 0 0 0 Salir 0 0 0 0 0 0 0 Castromar. 0 0 0 0 0 0 0 Próxima 18ª Farense-Maritimo Olh.; Beira Mar-Montenegro; Almancilense-Louletano Bias-Lusitano VRSA; CastromarinenseSalir; Folga 1.º Janeiro

INFANTIS (FUT. 7)

Resultados da 13ª Jornada Imortal 1 Lusitano VRSA 1.º Janeiro 2 Louletano Ferreiras 2 Quarteirense Esp.Lagos 0 Olhanense FOLGA

12 11 11 12 12 11 12 12 11

4 1 3 4

2.ª BARLAVENTO

Resultados da 15ª Jornada Lagoa 1 Ferreiras Internacional 0 Olhanense Imortal 0 Quarteirense Farense 2 Odiáxere Armacenenses 4 Gin.Tavira Portimonense 4 S.Luís CLASSIFICAÇÃO

J V

INFANTIS

Lusit.o VRSA Olhanense Esp.Lagos Ferreiras Louletano Messinense Quarteirense 1.º Janeiro Imortal

3

CLASSIFICAÇÃO E D M S P

Próxima 18ª Silves-Esp.Lagos; S.Luís-Portimonense Odiáxere-Lagoa; Farense-Ferreiras Lusit. VRSA-Olhanense Messinense-Internacional

J V

1.ª DIVISÃO

Resultados da 19ª Jornada Ferreiras 2 Castromar. Armacenenses Louletano 1.º Janeiro 2 Marítimo Olh. Alvorense 4 Bensafrim Guia 1 Gin.Tavira CHECUL 0 Quarteirense Folgou Imortal

67 6 41 2 31 19 26 12 17 28 15 24 14 24 12 59 5 54

33 26 23 18 15 13 13 9 0

SÉRIE B

Resultados da 18.ª Jornada Monchiquense 1 Odiáxere EF J.Moutinho 12 Alvorense Esp.Lagos 0 Lagoa Aljezurense 3 CB Portimão Folgou Portimonense CLASSIFICAÇÃO J V Portimonense 16 14 Odiáxere 16 11 Lagoa 16 10 EF J.Moutinho 16 9 Monchiquense 16 8 Esp.Lagos 16 7 Alvorense 16 3 Aljezurense 16 3 CB Portimão 16 3

E D M S 1 1 114 20 1 4 48 27 2 4 86 44 0 7 77 54 0 8 49 61 0 9 42 49 2 11 29 90 1 12 47 100 1 12 24 71

6 0 4 3

P 43 34 32 27 24 21 11 10 10

SÉRIE C

Resultados da 18.ª Jornada Guia 1 Odiáxere Ferreiras 3 Armacenenses Silves 4 Lagoa EF J.Moutinho 0 Portimonense Folgou CB Portimão CLASSIFICAÇÃO J V Odiáxere 16 14 Silves 16 12 CB Portimão 16 11 Portimonense 16 9 Armacenenses 16 8 Ferreiras 16 6 Lagoa 16 4 Guia 16 1 EF J.Moutinho 16 0

E 2 1 0 2 2 1 3 2 1

5 5 0 8

D M S P 0 99 16 44 3 61 17 37 5 111 31 33 5 62 32 29 6 50 45 26 9 46 61 19 9 36 74 15 13 32 100 5 15 10 131 1

CLASSIFICAÇÃO J V Guia 16 15 Imortal 16 11 Padernense 16 10 Almancilense 16 8 Alto Colina 16 7 Odiáxere 16 6 Quarteirense 16 4 AC Salir 15 4 Ferreiras 15 0

SÉRIE E

SÉRIE D

Resultados da 18.ª Jornada Almancilense 0 Alto Colina Odiáxere 4 Imortal Ferreiras 1 Quarteirense Guia 8 AC Salir Folgou Padernense E D M 0 1 106 1 4 78 2 4 46 0 8 34 1 8 60 2 8 50 3 9 30 0 11 38 3 12 17

S 25 45 31 50 42 48 61 79 78

7 1 1 1

P 45 34 32 24 22 20 15 12 3

Resultados da 18.ª Jornada Imortal 3 Ger. Génios Internacional 10 Montenegro Farense 10 S.Luís Sporting Faro 8 Louletano Folgou EF Faro CLASSIFICAÇÃO J V Sporting Faro 15 13 Ger. Génios 16 11 Internacional 16 10 EF Faro 16 10 Farense 15 7 Louletano 16 7 Montenegro 16 3 Imortal 14 2 S.Luís 16 1

E D M S 2 0 116 25 2 3 72 32 1 5 72 37 1 5 62 42 2 6 73 42 1 8 45 42 2 11 38 98 1 11 42 77 0 15 22 147

4 0 1 2

P 41 35 31 31 23 22 11 7 3

Resultados da 18.ª Jornada Montenegro 5 Gin.Tavira Maritimo Olh. 3 S.Luis Lusitano VRSA 8 Ger. Génios Folgou Farense e Olhanense CLASSIFICAÇÃO J V Farense 14 12 Olhanense 14 9 S.Luís 14 9 Montenegro 14 8 Gin.Tavira 14 6 Ger. Génios 14 4 Lusitano VRSA 14 3 Marítimo Olh. 14 0

SÉRIE F 2 14 4

Resultados da 18.ª Jornada Gin.Tavira 6 Bias 4 Vaqueiros 4 4 ao Cubo 2 Moncarap. Marítimo Beira Mar Lusitano VRSA Folgou Castromarinense

P 36 29 28 26 20 13 10 1

CLASSIFICAÇÃO J V E D M S Lusitano VRSA 15 11 2 2 86 26 Beira Mar 14 11 1 2 91 19 Marítimo Olh. 15 9 5 1 61 34 Bias 15 10 1 4 78 35 Gin.Tavira 16 8 0 8 46 50 Moncarap. 15 7 0 8 47 47 Vaqueiros 16 3 1 12 37 100 4 ao Cubo 16 2 3 11 29 83 Castromarin. 16 0 3 13 19 100

E D M S 0 2 59 16 2 3 44 26 1 4 62 31 2 4 68 25 2 6 78 40 1 9 40 54 1 10 45 68 1 13 7 143

P 35 34 32 31 24 21 10 9 3

Próxima 14ª Louletano-Imortal; Quarteirense-1.º Janeiro; Ferreiras-Esp.Lagos Messinense-Olhanense Folga Lusitano VRSA

BENJAMINS A SÉRIE B

SÉRIE A

SÉRIE C

Resultados da 11.ª Jornada EF J.Moutinho 7 Monchiquense 0 Esp.Lagos 5 CB Portimão 3 Infante Sagres 0 Odiáxere 7 Alvorense Portimonense

Resultados da 15.ª Jornada Esp.Lagos 1 Ferreiras Lagoa 10 Guia CB Portimão 9 Armacenenses Silves 2 Messinense Folgou Bellavista

CLASSIFICAÇÃO J V Portimonense 9 9 Esp.Lagos 9 7 EF J.Moutinho 10 7 Odiáxere 9 5 CB Portimão 10 4 Monchiquense 9 1 Infante Sagres 10 0 Alvorense 0 0

CLASSIFICAÇÃO J V Ferreiras 14 12 CB Portimão 13 11 Messinense 13 9 Lagoa 13 8 Bellavista 12 5 Armacenenses 13 4 Silves 14 3 Esp.Lagos 13 2 Guia 13 1

E D M S 0 0 87 7 0 2 74 20 0 3 46 19 0 4 44 25 0 6 37 23 0 8 16 83 0 10 7 134 0 0 0 0

P 27 21 21 15 12 3 0 0

Próxima Jornada 12ª. CB Portimão-Portimonense Monchiquense-Inf. Sagres; OdiáxereEsp.Lagos; EF J.Moutinho-Alvorense

E D M S 1 1 54 15 0 2 91 12 1 3 58 36 1 4 64 37 2 5 43 38 1 8 29 45 2 9 32 49 0 11 29 62 0 12 15 121

P 37 33 28 25 17 13 11 6 3

Próxima Jornada 16ª. Guia-Esp.Lagos; Armacenenses-Lagoa CB Portimão-Silves; Ferreiras-Bellavista Folga Messinense

BENJAMINS B SÉRIE C 6 1 3 1

Resultados da 15.ª Jornada 4 ao Cubo 1 Olhanense Montenegro 5 EF Faro S.Luís 1 Ger. Génios Gin.Tavira 3 Farense Lusitano VRSA 3 1.º Janeiro

CLASSIFICAÇÃO J V Imortal 14 12 S.Luis 14 12 Louletano 13 11 EF Faro 14 8 Sporting Faro 12 7 Lusitano VRSA 13 4 Esp.Lagos 13 2 Montenegro 13 2 Ferreiras 14 0 1.º Janeiro 0 0

P 36 36 33 24 21 13 7 7 1 0

CLASSIFICAÇÃO J V Olhanense 15 15 Lusitano VRSA 15 12 EF Faro 15 10 Ger.Génios 15 8 Gin.Tavira 15 5 Farense 15 5 S.Luís 15 4 1.º Janeiro 15 4 4 ao Cubo 15 2 Montenegro 15 2

Próxima Jornada 16ª. 1.º Janeiro-Imortal; Louletano-Esp.Lagos Montenegro-S.Luís; Sporting Faro-Ferreiras; EF Faro-Lusitano VRSA

CLASSIFICAÇÃO J V Louletano 13 12 Ger. Génios 14 10 Quarteirense 13 9 Imortal 13 8 Alto Colina 13 6 Almancilense 13 6 Ferreiras 13 3 Salir 13 2 Padernense 13 0

E D M S 1 0 103 8 1 3 87 22 2 2 97 18 1 4 88 26 1 6 71 29 0 7 45 35 0 10 27 107 0 11 11 122 0 13 2 164

SÉRIE D 0 0 2 2

P 37 31 29 25 19 18 9 6 0

Próxima Jornada 16ª. Padernense-Almancilense Ger. Génios-Louletano; QuarteirenseImortal; Ferreiras-Alto Colina Folga Salir

SÉRIE E

Resultados da 11.ª Jornada Farense 0 Montenegro S.Luís 5 EF Faro Sporting Faro 0 Ger. Génios 1.º Janeiro 1 Quarteirense CLASSIFICAÇÃO J V S.Luís 11 9 Ger. Génios 11 8 1.º Janeiro 11 7 EF Faro 11 6 Sporting Faro 11 5 Montenegro 11 4 Farense 11 2 Quarteirense 11 1

E D M 1 1 63 0 3 43 0 4 38 0 5 29 2 4 39 1 6 31 0 9 22 0 10 10

S 13 17 34 26 29 46 42 68

SÉRIE A

2 0 4 0

Resultados da 15.ª Jornada Olhanense 9 Maritimo Olh. 0 Bias 0 Gin.Tavira 5 Lusitano VRSA 19 Moncarap. 0 Castromar. Beira Mar Folgou Fuzeta

Resultados da 15.ª Jornada Alvorense Silves Alto Colina 2 EF J.Moutinho Esp.Lagos 0 Portimonense Lagoa 8 Aljezurense Odiáxere 4 Armacenenses

P 28 24 21 18 17 13 6 3

CLASSIFICAÇÃO J V Lusitano VRSA 12 12 Olhanense 11 9 Gin.Tavira 12 9 Maritimo Olh. 12 6 Fuzeta 12 5 Moncarap. 11 3 Bias 10 1 Castromar. 12 0 Beira Mar 0 0

CLASSIFICAÇÃO J V E D M S Portimonense 13 12 1 0 110 18 EF J.Moutinho 13 11 2 0 86 16 Esp.Lagos 14 10 1 3 71 23 Armacenenses 13 7 0 6 43 32 Lagoa 14 6 0 8 47 62 Odiáxere 14 5 0 9 47 74 Alto Colina 13 4 0 9 27 48 Silves 13 3 0 10 26 85 Aljezurense 13 0 0 13 17 116 Alvorense 0 0 0 0 0 0 Próxima Jornada 16ª. Alvorense-Odiaxere; Portimonense-Alto Colina; Aljezurense-Esp.Lagos Silves-Lagoa; EF J.Moutinho-Armacenenses

Próxima Jornada 12ª. EF Faro-Quarteirense, Montenegro-Sporting Faro; Ger. Génios- S.Luís Farense-1.º Janeiro

E D M S 0 0 123 8 0 2 159 9 0 3 90 28 0 6 31 52 0 7 49 40 0 8 14 90 1 8 6 97 1 11 5 153 0 0 0 0

P 36 27 27 18 15 9 4 1 0

Próxima Jornada 16ª. Gin.Tavira-Olhanense; Fuzeta-Bias Lusitano VRSA-Castromarinense; Maritimo Olh.-Beira Mar; Folga Moncarapachense

(FUT. 7 )

SÉRIE B 4 2 2 3 P 37 35 31 21 18 15 12 9 0 0

Resultados da 15.ª Jornada EF J.Moutinho 0 Ferreiras Esp.Lagos 8 Louletano Alto Colina 5 Quarteirense Internacional 8 Salir Padernense 1 Imortal

2 2 1 2 5

CLASSIFICAÇÃO J V E D M S P Ferreiras 15 14 0 1 99 9 42 Alto Colina 15 10 1 4 90 33 31 EF J.Moutinho 15 10 1 4 60 26 31 Quarteirense 15 9 2 4 52 35 29 Esp.Lagos 15 9 1 5 61 31 28 Imortal 15 7 1 7 50 40 22 Internacional 15 5 1 9 35 52 16 Louletano 15 3 2 10 23 68 11 Padernense 15 1 2 12 18 93 5 Salir 15 1 1 13 26 127 4 Próxima Jornada 16ª. Louletano-EF J.Moutinho; Quarteirense-Esp.Lagos; Imortal-Internacional; Ferreiras -Salir; Alto Colina-Padernense

FUTSAL DISTRITAL

SÉRIE D

S 21 15 11 28 27 55 80 41 87 0

Resultados da 15.ª Jornada Almancilense 5 Salir Louletano 13 Padernense Quarteirense 2 Ger. Génios Imortal 6 Alto Colina Folgou Ferreiras

(FUT. 7 )

Resultados da 15.ª Jornada 1.º Janeiro Sporting Esp.Lagos 0 EF Faro S.Luís 4 Louletano Ferreiras 0 Montenegro Imortal 12 Lusitano VRSA E D M 0 2 79 0 2 71 0 2 63 0 6 44 0 5 40 1 8 21 1 10 20 1 10 14 1 13 13 0 0 0

8 1 2 3

BENJAMINS B

(FUT. 7 )

E D M 0 0 170 0 3 77 2 3 93 2 5 52 4 6 40 1 9 18 1 10 28 1 10 23 3 10 19 2 11 21

11 4 3 2 0 S 9 25 40 37 67 55 73 73 80 82

Próxima Jornada 16ª. 4 ao Cubo-Lusitano VRSA Ger. Génios -Montenegro Farense-S.Luis; Olhanense-Gin.Tavira EF Faro-1.º Janeiro

P 45 36 32 26 19 16 13 13 9 8

1.ª DIVISÃO

2.ª DIVISÃO

SENIORES FEM.

JUNIORES MASC.

JUNIORES FEM.

Resultados da 15.ª Jornada GEJUPSE 6 Atalaia 5 U.Lagos 4 S.Pedro 0 CP Messines 2 Silves 1 Alte Fuzeta Pedra Mourinha 13 Olhos D’Água 3 Putos da Rua 5 Carvoeirense 4 CLASSIFICAÇÃO J V E D M S P CP Messines 15 11 3 1 56 35 36 U.Lagos 15 9 3 3 59 36 30 Atalaia 15 9 3 3 58 38 30 Fuzeta 14 7 4 3 60 47 25 Pedra Mourinha 15 7 1 7 55 54 22 Putos da Rua 14 6 1 7 50 58 19 S.Pedro 15 5 4 6 49 43 19 Carvoeirense 15 5 3 7 57 58 18 Silves 15 4 4 7 38 34 16 GEJUPSE 15 4 3 8 47 61 15 Olhos D’Ãgua 14 3 0 11 61 102 9 Alte 14 2 3 9 38 62 9 Próxima 15.ª GEJUPSE-Atalaia; U.Lagos-S.Pedro CP Messines-Silves; Alte-Fuzeta; Pedra Mourinha-Olhos D’Água; Putos da RuaCarvoeirense

Resultados da 13.ª Jornada Pechão 3 Covil Dragão 2 Porches 3 Leões 5 Tunes 0 Bonjoanenses 3

Resultados da 16.ª Jornada Alte 2 Padernense 7 U.Lagos 1 CHE Lagoense 4 Folgou Putos da Rua, Machados

Resultados da 12.ª Jornada GEJUPSE Olhos d’Água CHECUL Quart. 7 Padernense 2 Armacenenses 7 CHE Lagoense 1 S.Pedro 11 Machados 2 Folgou Putos da Rua

CLASSIFICAÇÃO J V E D M S P

CLASSIFICAÇÃO J V Padernense 12 10 CHE Lagoense 12 6 Machados 11 4 Putos da Rua 11 3 Alte 11 3 U.Lagos 11 0

Resultados da 20.ª Jornada 1.º Janeiro 1 GEJUPSE 10 Albufeira Futsal 8 Bonjoanenses 7 Alte 9 Sonâmbulos 1 C Benfica VRSA 3 Olhos D’Água 7 Louletano 7 Sapalense 2 Boavista 2 P. Mourinha 7 CLASSIFICAÇÃO J V E D M S P GEJUPSE 20 16 2 2 126 43 50 Alte 20 16 1 3 158 55 49 Albuf. Futsal 20 15 2 3 145 61 47 Louletano 20 11 3 6 75 53 36 Olhos D’Água 20 11 1 8 120 80 34 C Benf. VRSA 20 10 3 7 77 81 33 Sapalense 20 10 2 8 99 79 32 Sonâmbulos 20 7 3 10 76 78 24 1.º Janeiro 20 6 2 12 85 108 20 P. Mourinha 20 3 4 13 49 100 13 Bonjoanenses 20 1 3 16 47 170 6 Boavista 20 0 2 18 34 183 2 Próxima 21.ª Bonjoanenses-1.º Janeiro; Sapalense-Albufeira Futsal; Pedra Mourinha-Alte Sonâmbulos-C Benfica VRSA; Olhos D’Ãgua-Louletano; Boavista-GEJUPSE

Covil Dragão 13 Pechão 13 Bonjoanenses 13 Porches 13 Tunes 13 Leões 13

Próxima 14.ª Covil Dragão Leões Porches

9 8 7 6 5 3

0 4 1 4 1 5 0 7 0 8 0 10

63 55 35 46 50 43

35 27 43 25 34 22 60 18 60 15 60 9

Tunes Pechão Bonjoanenses

E 1 4 4 4 1 2

D 1 2 3 4 7 9

Próxima 17.ª U.Lagos-Machados Padernense -Putos da Rua Folga Alte e CHE Lagoense

M S 61 13 39 18 25 23 26 22 14 37 8 60

P 31 22 16 13 10 2

CLASSIFICAÇÃO J V S.Pedro 10 10 CHECUL Quart. 11 8 Armacenenses 11 7 CHE Lagoense 11 6 Putos da Rua 10 6 GEJUPSE 10 5 Padernense 11 3 Olhos D’Ãgua 10 1 Machados 10 0

E 0 0 0 1 0 1 0 0 0

D 0 3 4 4 4 4 8 9 10

M 98 61 46 39 41 36 36 26 18

S P 22 30 28 24 28 21 27 19 30 18 42 16 62 9 69 3 93 0

Próxima 13.ª Machados -Putos da Rua; Olhos D’Água-CHECUL Quart.; Padernense-Armacenenses; CHE Lagoense-S.Pedro. Folga GEJUPSE


O

10 I março I 2011

PINIÃO

[20]

www.jornaldoalgarve.pt

JORNAL do ALGARVE

Novos desafios da escola pública

> João Viegas

Que ninguém tenha a veleidade de pensar que os alunos do século XXI são os mesmos que tivemos há uma ou duas décadas atrás. Hoje a Escola defronta-se com problemas desafios que só serão passíveis de ser concretizados no dia em que todos entendam que a Escola tem dentro de si um papel

de instrução mas também e tão importante, de Formação, Pessoal dos nossos jovens. Existe hoje uma Escola Social e uma Escola Instrutiva. As escolas recebem alunos que sabem o que querem e com projectos de vida definidos, mas também e cada vez em maior numero alunos que não

CRÓNICA DE UM OUTRO ALGARVE

Aquele abraço para ti, Marcelino!

> João Leal

Sonho comum nos perseguiu vida em fora, mas muitas implicações, gozos, problemas e anseios, concretizado neste comum prosseguido e perseguido que foi a Comunicação Social e o darmos o nosso esforço empenhado na construção de um mundo melhor do que aquele que os nossos "verdes anos" de então, nos dera. Uma amizade fraterna, que vem de há mais de sessenta anos, quando vieste da tua "serra verde", ali em pleno Caldeirão, entre o Alportel e o Barranco do Velho, para te instalares no Bairro de São Pedro e termos o honrado título de "costeletas". Nesta hora de tão profundo significado, meu caro Marcelino, de seu nome completo José Marcelino Viegas, nascido na zona rural do concelho de São Brás de Alportel, verdadeiro, sacrificado e explorado jornalista profissional, em que vives um angustiante drama, que outros escritores também o conheceram, trazemos-te em público e nestas colunas onde durante anos e anos militaste com determinação e empenho, o nosso solidário abraço e todo o afecto ("nesta terra e hora de afetos", como diz o nosso comum companheiro e amigo Neto Gomes), de quem muito te estima. A vida é, por vezes e para alguns, como contigo tem vindo a acontecer, bem madrasta e dolorosa. Esta jornada de homenagem a viver no Bengado, nesse ainda autêntico Algarve, que tu defendes "com unhas e dentes", que o mesmo é dizer "contra ventos e marés", comportando todo o potencial que albergas, é a tradução plena de que, apresar de tudo e por tudo, valeu a pena. "Força Marcelino!", o "milagre" há-de acontecer! Esta esperança que albergamos é a oferenda maior que, do coração, te transportamos!

Faro - Carnaval, tempos idos Era um tempo imemorável que agitava a cidade e a fazia convergir, de modo próprio, nas noites de quintas feiras, sábados e domingos, para a "Calle Mayor", a capitalidade algarvia da Rua de Santo António, numa festiva, participada e vivente comunhão de gentes, desde o Alto Rodes à Sé e do Bom João à Penha. O Carnaval comportava um vasto número de brincadeiras que perduram na memória dos que por aqui viveram até aos anos 60 do século passado. Eram os "fins de tarde", quando a malta se libertava das aulas e convergia para a Rua de Santo António, então e durante muitos anos, como rua não pedonal, para pregar as "partidas" aos transeuntes e fazer a "galhofa" em torno dos percalços que, muitas vezes, como nos aconteceu "se virava o feitiço contra o feiticeiro". Ainda parece sentir, ao fim ou princípio, conforme a posição em que nos coloquemos, a "bicadeira" que apanhámos do respeitosos e respeitado Sr. Coronel Dentinho, ali entre os desaparecidos BNU (Banco Nacional Ultramarino) e a "Cibele", por causa da "mola e do chapéu... Mas eram as noites de "mascarinhas", com uma multidão a encher as ruas da baixa, para ver desfilar as "máscaras" rumo às inúmeras e, em grande parte infelizmente desaparecidas, Sociedade Recreativas - o Clube Recreativo 20 de Janeiro, na Rua do Alportel; o "Sport Lisboa" (hoje Sport Faro e Benfica), no Teatro Lethes e a Sociedade Recreativa Musical Farense (o musical, do Cabo Santos), ambos na Rua de Portugal; o Clube Popular de Faro (o "Grémio"), no Terreiro do Bispo (Largo da Palmeira); o Ginásio Clube (na Rua Ivens) e o elítico e então selectivo Clube Farense, na Rua de Santo António. Foram-no também as "cégadas"; os populares mascarados (quem não se recorda do "Charlot", que o pintor naife Artur Costa replicava à maravilha a imortal figura criada por Charles Chaplin ou o engraxador "Marreco", pela sua deficiência física, a replicar de "gorila", o Paquito ("Rabineto"), dos "balhadores maiores" que o folclore algarvio teve, etc; umas batalhas de flores que não conheceram continuidade; era o apetitoso "galo do Entrudo", de comer e chorar por mais... Carvanal em Faro, de há décadas, uma saudade, que se recorda.

têm nem objectivos nem projectos nem "sonhos". Sendo Escola pública terão os agentes educativos que "acudir" às duas situações e dar aos 1.ºs os caminhos das aprendizagens, até onde possam e sejam capazes quer os professores quer os alunos e aos segundos, competências que não puderam ser adquiridas em casa mas que temos a obrigação de concretizá-las. Pena é que o Estado nem sempre tenha visto ou tido o cuidado necessário de entender o papel da Escola como algo de tão fundamental para o futuro do país. Não se pode continuar a debitar um ensino com estratégias pedagógicas liceais em alunos que têm graus de desmotivação impressionantes e expectativas perante a Escola nulas ou quase nulas. É preci-

so e urgente mudar conceitos de ensino/aprendizagem e trabalho cooperativo entre os profissionais do ensino e as instituições próximas como seja Autarquias, CPCJ, Centros de Saúde, Polícias, etc... A Escola não está isolado no mundo nem pode continuar a debaterse com problemas que não são "só" da Escola mas de todos. O desafio assumido através do Programa 2015, não é mais que um desafio protocolar do Estado português com os Estados da União Europeia que vai muito para além deste ou daquele governo, é supranacional e requer por parte de todos, um esforço adicional (mais um), para que os nossos alunos obtenham níveis de competência e capacidades que elevem os níveis de ensino, numa lógica urgente de

escolaridade mínima de 18 anos e/ou 12 anos de escolaridade obrigatória. Mais um apelo terá que ser feito; que as metas pedidas às Escolas portuguesas até ao ano de 2015, não sejam nem fictícias nem para tranquilidade das consciências, elas tenham efectivamente, por detrás dos "números" a verdadeira qualidade e sucesso desejáveis quando não, correremos o risco de mais uma vez, darmos um pontapé que apesar de parecer para golo, irá mais uma vez ser um "fora de jogo", e assim, mais um campeonato perdido, só que com consequências mais graves para o futuro de todos nós, do que propriamente a perda de um "qualquer" Campeonato de Futebol. Mas sim a perda, mais uma vez da nossa dignidade como povo.

E de novo, Cachopo... e poesia E de novo Cachopo. As coisas acontecem, eu estou presente, e relato-as. Aconteceu mesmo na tal aldeia serrenha, perdida entre os montes. Para lá chegar, defrontamo-nos com curvas e contracurvas, mas também com o deslumbre que a natureza nos oferece. Num dia de chuva cerrada, intensa e contínua. O Padre Carlos de Aquino, autor do livro “Raízes”, presentemente sacerdote em Silves, decidiu fazer em Cachopo a apresentação do mesmo, porque tendo sido pároco nas freguesias de Giões, Vaqueiros, Martim Longo e Cachopo, grande parte dos poemas do livro nasceram aí, nesse perímetro de interioridade algarvia. E ainda, porque pretendeu oferecer a receita da venda do livro ao seu Centro Paroquial. Tive a honra de apresentar o livro, que certamente vai ser apreciado como fazendo parte da grande poesia, em que se destaca a importância da Palavra como revelação e como força significante e redentora. Se toda a poesia é uma tentativa de recuperar o sentido das palavras, e acentuar a relação que estabelecem entre os homens, esta prossegue esse caminho, dandonos a palavra na sua mais perfeita essencialidade. Este padre e poeta algarvio, que apresenta uma poesia com a beleza do transcendente, apresenta-nos também o homem na sua antagonia de grandeza e fragilidade, porém na sua incansável busca do divino. A poesia de Carlos de Aquino não desmerecerá figurar ao lado de outros ilustres algarvios como Teresa Rita Lopes, Ramos Rosa ou Casimiro de Brito. Apraz-me assinalar, que apesar do dia diluviano, e das pessoas da serra, não serem o público, dito alvo, destes eventos, o salão estava cheio, contrariamente a muitos eventos do mesmo teor a terem lugar nas cidades, tema tratado na estimável crónica SMS, deste jornal, onde se lamenta a falta de público em acontecimentos, relacionados com a cultura. Mas demos lugar à poesia, com alguns poemas de “Raízes”, porque melhor que inter-

> Maria Solange Este vens Estev

pretá-la, ou defini-la, é lê-la. AOS POETAS É quando as palavras ganham sangue e carne e sabem falar de infinito semear plenitude e gemer com a dor cantar de libertação que o escrito é poesia. Nela há o ensejo de eternidade E porque poeta é tanto quem escreve como aquele que lê é mentira quando alguém pensar que retraiu o que é de todos: a poesia! EM ALCOUTIM Sem horas marcadas o murmúrio do rio é canto em mim. Olho o horizonte, imenso, largo inunda-me uma paz sem fim e sinto a tua presença no abraço do vento. VIAGEM Brilha-nos a lerdice de chegar ao prometido Mas falta-nos o ensejo de um óbulo de conversa Paramos esquecidos e o tempo pára connosco Os outros perdem-se na paisagem o caminho parece infinito parece de mortos, a viagem. Estou em crer, que também a poesia do Padre Carlos de Aquino, poderia inaugurar “Um São Lourenço da Poesia”, ideia muito do meu agrado.


A

GENDA

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JORNAL do ALGARVE

[ATIVIDADES CULTURAIS]

FARO Biblioteca Municipal SER VIÇO EDUCATIVO Atividades Permanentes [Menores de 14] PARA GRUPOS Mergulhar nas Estórias Hora do Conto + Atividade Creches, Jardins de Infância, Escolas e Atl’s: 3ª a 6ª feira - 10:00 e 14:00 PARA O PÚBLICO EM GERAL “… e com pós de perlimpimpim… a tarde chega ao fim!!!!!” Sala do Conto - 2ª, 3ª e 4.ª - 18:00 5as feiras - Clube dos Pais (Pais e Avós contam histórias) - 18:00 Sábados: 16:00 NA BEBÉTECA - 6as feiras - 18:00 TEMPO PARA BRINCAR Atividades na Ecoteca, Jogos, Pinturas, Colagens, Desenhos e mais atividades! 2ª feiras e sábados - 14:00»19:00 3.ª feiras a 6.ª feiras - 09:30»19:00 BIBLIOTECA FORA DE PORTAS Quinzenalmente sessões de leitura animada na Pediatria do Hospital de Faro para as crianças hospitalizadas, dinamizadas pela equipa da Biblioteca PORTIMÃO Biblioteca Municipal Sábados Infantis: Ateliês de música, dança e contos. SÁBADOS INFANTIS 12 - História dos Instrumentos - Percussões Tradicionais - Dos 3 aos 5 anos de idade Casa das Artes - 11h00 19 - Dança para Miúdos Dos 6 aos 24 meses e dos 25 aos 48 meses de idade Casa das Artes - 11h00 e 12h00 19 - Grandes e Pequenos - "O meu Pai" Dos 4 aos 10 anos de idade Biblioteca Municipal Manuel Teixeira Gomes - 16h00 QUINTA PEDAGÓGICA 9h30-17h30 - 3ª a 6ª feira 10h00-17h30 - Fins-de-Semana 12 - 11h00 - Atelier Alimentação dos Animais 12 -15h00 - Ateliê "O barro na Quinta" 19 - 11h00 - Ateliê " Do Trigo ao pão" 19 - 15h00 - Passeios de Égua / burro / pónei TAVIRA BIBLIOTECA MUNICIPAL ALVARO DE CAMPOS Hora do Conto "Ao abrir o livro..." Terças e quintas-feiras | 10h30 e 14h00 Do pré-escolar ao 2.º ciclo e outros grupos Zás... O que o Livro nos Traz... "Biodiversidade" Sextas-feiras | 10h30 e 14h00 1.º e 2.º ciclos e outros grupos . O Baú das Letras Um baú... histórias para partilhar… Sábados | 16h00 Grupos que manifestem interesse na actividade Ao encontro da Biblioteca... Quartas-feiras: 10h00 Sextas-feiras: 14h00 Grupos de pelo menos 10 pessoas VILA REAL DE SANTO ANTÓNIO Biblioteca Municipal António Vicente Campinas > Conta lá! - Hora do conto Seg. a sex. às 10h30 "Apaixonados” – de Rebecca Dautremer Ter. e qui. “À volta das histórias tradicionais” *Marcações Biblioteca ou pelo telef. 281 510 050 > Às 4 na Biblioteca Ter. a sex. às 16h00

ACONTECIMENTOS I LIVRO Conto, manualidades, jogos educativos, filmes, etc. >Sábados na Biblioteca Sábado às 15h00 Criações plásticas; História Virtual; História em Power Point; Filme. > Visitas acompanhadas à exposição – “Plantas que curam. Usos e saberes na medicina popular” Centro de Investigação e Informação do Património de Cacela >Visitas acompanhadas a Cacela Velha > Visita guiada à Biblioteca Municipal Vicente Campinas, seg. a sex.

[CONFERÊNCIAS] 10 - "Empreendedorismo no Feminino", 17h00, Pátio de Letras, Faro. 11 - "Fotojornalismo", 22h00, Pátio de Letras, Faro. 12>13 - Workfoto de Jornalismo, 10h00-13h00, 14h00-17h00, Pátio de Letras, Faro. 13 - Triplo Concerto de BEETHOVEN, 17h00, Audição comentada por João Miguel Cunha, Pátio de Letras, Faro.

[DANÇA] 16 - A Nova Bailarina, no Teatro Lethes, em Faro. 19 - Maiorca, Companhia Paulo Ribeiro, 21h30, no Teatro Municipal de Portimão. > Comemorações do 6.º aniversário da Companhia de Dança "Splash", 21h30, no Centro Cultural António Aleixo, Vila Real de Santo António.

[DESPORTO]

13 - X Grande Prémio de Bensafrim, 10h00, junto ao Clube Bensafrim, Lagos. 9 a 12 - Tavira Sailing, 1ª prova – o Campeonato Ibérico de 420, Clube Náutico de Tavira.

[EXPOSIÇÕES] Até 11 - Exposição coletiva de arte moderna e contemporânea intitulada “Grandes da Pintura de Língua Portuguesa”, no Salão Nobre do HPP Hospital de Santa Maria de Faro. Até 21 - Exposição coletiva "Amendoeiras aos Molhos", na Casa do Povo de Santo Estêvão, Tavira. Até 25 - Exposição "As cores do poema", de Vieira Calado, mostra de poesia ilustrada exclusivamente com meios informáticos, todos os dias, entre as 10h00 e as 14h00 e as 19h00 e as 22h00, na galeria-restaurante Artebúrguer, na Vila da Luz (Lagos). Até 26 - "No ansejo da tarde ao cair da noite" exposição Luíz Taquelim, Sala 1, de 2.ª a sábado, 12h às 20h,no Centro Cultural de Lagos . > "Local - Coleção de Arte Contemporânea de Lagos", de segunda a sábado, 12h00-20h00, no Centro Cultural de Lagos. De 4 a 26 - Exposição de pintura de Monika Matias, segunda a sexta, 10h30-16h30, na Galeria Municipal de Albufeira. Até 30 - Exposição de Desenhos "Strangeworld" de Tânia Sacramento, segunda a sábado, 10h3016h30, na Galeria de Arte Pintor Samora Barros, Albufeira. Até 31 - Exposição: Silos Islâmicos da Barrada Aljezur, 09h00/13h00 e 14h00/17h30, encerra aos sábados, domingos e feriados, Associação de Defesa do Património Histórico e Arqueologico de Aljezur. > Exposição de fotografia "Visões Efémeras" de Margarida Fuertes, segunda a sexta, na Biblioteca Municipal António Vicente Campinas, VRSA. > Exposição "Memento Mar Menor", segunda a sex-

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10 I março I 2011

Exposição colectiva "Amendoeiras aos Molhos", na Casa do Povo de Santo Estêvão, Tavira.

ta, na Biblioteca Municipal António Vicente Campinas, VRSA. > Exposição "Indústria Conserveira em VRSA" e Exposição "Artes Litográficas", 09h30> 12h30 - 14h00> 16h30 (segunda a sexta), no Arquivo Histórico Municipal, VRSA. > Exposição de Banda Desenhada sobre a vida de Aristides Sousa Mendes, no Salão Multiusos da Junta de Freguesia de Santa Luzia, Tavira. > Exposição "Finis Portugalliae - Nos Confins de Portugal", 10h00-19h00, Revelim de Santo António, Castro Marim. De 4 a 31 - Exposição de Fotografia do Património do Concelho de Alcoutim, na Casa dos Condes, Alcoutim. Até 2/4 - Exposição de Fotografia "Lapso de tempo de Luís Ramos, terça a sábado, 10h00-12h30, 14h00-17h30, no Museu Municipal de Tavira, Palácio da Galeria, Tavira. Até 6/4 - Exposição colectiva "Infante Dom Henrique", terça a sexta-feira e domingo 12h00-16h00, na Galeria Santo António em Monchique. Até 10/4 - Exposição de pintura e desenho de Orlando Pompeu, Espaço+Sala 1, Galeria Municipal de Aljezur. > Exposição de pintura de João Bernardo, Espaço+ Sala Leitura, na Galeria Municipal de Aljezur. Até 18/6 - Exposição "Cidade e Mundos Rurais", terça a sábado, 10h00-12h30 e das 14h00-17h30, Museu Municipal de Tavira. Até 30/6 - Exposição Temporária "Outras viagens, outros Olhares", no Museu Municipal de Arqueologia, Albufeira. Até 31/7 - Exposições "Sabores da Europa" e "Azeite - Saberes com sabor", terça 14h30-18h00, quarta a domingo, 10h00-18h00, Museu de Portimão. > Exposição "Taste of Europe", terça, 14h30-18h00, quarta a domingo, 10h00-18h00, no Museu de Portimão. Até 10/9 - Exposição "Dez Monumentais Esculturas Britânicas", coleção Berardo, diariamente, Cerro da Vila, Vilamoura, Loulé. EXPOSIÇÕES PERMANENTES > Pinturas de Cliff Martin Tuson, todos os dias, 10h00-22h00, Galeria Lynne Tuson, Bensafrim, Lagos. Museu de Portimão Terça-feira: 14h30-18h00 Quarta a domingo: 10h00-18h00 Permanente "Exposição “Portimão – Território e Identidade” Exposição "Algarve - Do reino à região" Até 5/3 - "Do Gharb ao Algarve: Uma sociedade islâmica no Ocidente", Câmara Municipal de Silves. Até 18/07 - "Cidades e Mundos Rurais", Museu Municipal, Tavira. Até 14/05/2012 - "Sombra e Luz - O Século XIX no Algarve", Museu do Trajo, São Brás de Alportel. Até 18/05/2012 - "Alcoutim, Terra de Fronteira", Câmara Municipal de Alcoutim. Diariamente Galeria de Arte de Vila Sol Art & Nature Vila Sol, Vilamoura Galeria de Pintura ATT - Exposição Coletiva São Lourenço, Almancil

[FESTAS E FESTIVAIS] 12 e 19 - XI Festival de Artes Infantil e Juvenil de Albufeira, 16h00, no Auditório Municipal de Albufeira. 12 a 31 - Humorfest 2011 - Festival de Humor, Auditório Municipal de Lagoa. 12 - Espetáculo de ARtes Circenses, 21h00, no Centro Cultural de Lagos. 17 - "Pedro o Louco" de Jean Luc Godard, 21h30, no Teatro Municipal de Portimão.

[FEIRAS E MERCADOS] 19 - Mostra de Artesanato, Centro Cultural António Aleixo, VRSto. António. 13 - Feira do Pão Quente e do Queijo Fresco, 11h00-19h00, Vaqueiros - Alcoutim. VELHARIAS 12 - Albufeira, Alcantarilha (Silves), Vila Real de Santo António. 13 - Ferragudo (Lagoa), Chinicato (Lagos), Loulé, MERCADOS 10 - Vaqueiros (Alcoutim), 11 - Monchique. 12 - Castro Marim, Cortelha (Loulé), Loulé, S. Brás de Alportel.

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[LIVRO]

Guia Prático das Urgências Familiares Anne Geoffroy O qque ue esta altar na sua caixa estavva a ffaltar de primeir os-socorr os primeiros-socorr os-socorros Está na companhia de um amigo e, de repente, ele tem um enfarte. Será que sabe o que fazer, que cuidados deve prestar-lhe e que poderão salvar-lhe a vida? Outro exemplo: o seu filho sofre queimaduras graves. O que fazer enquanto aguarda pela ambulância? Tem de ser prático. A qualquer momento, pode acontecer algo que coloque em perigo a vida de alguém que lhe é próximo ou que se encontra simplesmente no mesmo local que o leitor. Este guia claro e completo, de fácil consulta, ensiná-loá a agir da melhor forma em qualquer situação. Se este livro estiver sempre consigo, o leitor nunca será apanhado desprevenido. Eis o que estava a faltar na sua caixa de primeiros-socorros! Um guia útil que todos devemos ter. Para além dos conselhos que devemos seguir em caso de urgência, esta obra apresenta ainda uma série de informações sobre remédios caseiros que curam as doenças mais comuns, como, por exemplo, a obstipação nasal, a laringite, a gastrenterite, etc. Conselhos práticos que evitarão as idas constantes ao médico! Um guia que deve ler com toda a atenção e trazer preciosamente consigo. Ele permitir-lhe-á ora tratar dos problemas de saúde menos graves ora acudir nos casos de doenças de maior gravidade. Quem sabe se em breve não irá salvar uma vida? Arte de Viver 13 - Estoi (Faro), Lagoa 14 - Algos (Silves), 15 - Caliços (Albufeira), 16 - Quarteira (Loulé),

[TEATRO ]

Revista à portuguesa “Aqui não há crise” pelo Boa Esperança Atlético Clube Portimonense 5ª e 6ª às 21h00; Sáb. e Dom. às 15h30 e 21h300 Boa Esperança Atlético Clube Portimonense Marés

Lua Nova sex, 4 mar.

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Lagos

Qui, 2011-03-03 01:41 3.19 Preia-mar 08:03 0.81 Baixa-mar 14:04 3.09 Preia-mar 20:08 0.83 Baixa-mar Sex, 2011-03-04 02:15 3.28 Preia-mar 08:33 0.76 Baixa-mar 14:35 3.17 Preia-mar 20:39 0.76 Baixa-mar Sab, 2011-03-05 02:47 3.33 Preia-mar 09:00 0.73 Baixa-mar 15:04 3.22 Preia-mar 21:08 0.72 Baixa-mar Dom, 2011-03-06 03:16 3.33 Preia-mar 09:27 0.73 Baixa-mar 15:32 3.22 Preia-mar 21:37 0.72 Baixa-mar Seg, 2011-03-07 03:45 3.29 Preia-mar 09:54 0.76 Baixa-mar 16:00 3.18 Preia-mar 22:07 0.76 Baixa-mar Ter, 2011-03-08 04:14 3.20 Preia-mar 10:21 0.82 Baixa-mar 16:28 3.11 Preia-mar 22:37 0.84 Baixa-mar Qua, 2011-03-09 04:44 3.08 Preia-mar 10:49 0.91 Baixa-mar 16:58 3.00 Preia-mar 23:09 0.95 Baixa-mar

Qui, 2011-03-03 01:31 3.26 Preia-mar 07:44 0.80 Baixa-mar 13:53 3.11 Preia-mar 19:49 0.82 Baixa-mar Sex, 2011-03-04 02:04 3.35 Preia-mar 08:12 0.71 Baixa-mar 14:22 3.20 Preia-mar 20:19 0.73 Baixa-mar Sab, 2011-03-05 02:34 3.40 Preia-mar 08:39 0.66 Baixa-mar 14:51 3.25 Preia-mar 20:47 0.68 Baixa-mar Dom, 2011-03-06 03:03 3.41 Preia-mar 09:07 0.65 Baixa-mar 15:19 3.27 Preia-mar 21:16 0.68 Baixa-mar Seg, 2011-03-07 03:32 3.37 Preia-mar 09:34 0.69 Baixa-mar 15:47 3.23 Preia-mar 21:46 0.74 Baixa-mar Ter, 2011-03-08 04:01 3.28 Preia-mar 10:03 0.78 Baixa-mar 16:16 3.15 Preia-mar 22:16 0.84 Baixa-mar Qua, 2011-03-09 04:31 3.14 Preia-mar 10:32 0.91 Baixa-mar 16:47 3.04 Preia-mar 22:48 0.98 Baixa-mar

Qui, 2011-03-03 01:44 3.21 Preia-mar 07:48 0.79 Baixa-mar 14:01 3.07 Preia-mar 19:55 0.80 Baixa-mar Sex, 2011-03-04 02:17 3.28 Preia-mar 08:18 0.71 Baixa-mar 14:33 3.15 Preia-mar 20:25 0.72 Baixa-mar Sab, 2011-03-05 02:50 3.33 Preia-mar 08:46 0.66 Baixa-mar 15:04 3.20 Preia-mar 20:54 0.67 Baixa-mar Dom, 2011-03-06 03:20 3.33 Preia-mar 09:13 0.66 Baixa-mar 15:34 3.21 Preia-mar 21:22 0.67 Baixa-mar Seg, 2011-03-07 03:50 3.29 Preia-mar 09:39 0.69 Baixa-mar 16:04 3.18 Preia-mar 21:50 0.72 Baixa-mar Ter, 2011-03-08 04:19 3.20 Preia-mar 10:07 0.76 Baixa-mar 16:33 3.11 Preia-mar 22:20 0.81 Baixa-mar Qua, 2011-03-09 04:48 3.08 Preia-mar 10:36 0.88 Baixa-mar 17:03 3.01 Preia-mar 22:54 0.94 Baixa-mar


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UBLICIDADE

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JORNAL do ALGARVE

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JORNAL do ALGARVE Ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território COMISSÃO DE COORDENAÇÃO E DESENVOLVIMENTO REGIONAL DO ALGARVE

Acompanhamento público Projecto: “NDT da Quinta da Ombria” Proponente: Quinta da Ombria - Fundo Especial Fechado de Investimento Imobiliário Licenciador: Câmara Municipal de Loulé Na sequência do procedimento de Avaliação de Impacte Ambiental do Estudo Prévio e nos termos e efeitos do preceituado no art. 24.º do Decreto-Lei n.º 69/2000, de 3 de Maio, com as alterações introduzidas pelo DL 197/2005, de 8 de Novembro, o Relatório de Conformidade Ambiental do Projecto de Execução do “NDT da Quinta da Ombria” encontra-se disponível para ser consultado, durante 10 dias úteis, de 10 a 23 de Março de 2011, nos seguintes locais: Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve Largo de S. Francisco, nº 39 8000-142 Faro Agência Portuguesa do Ambiente Rua da Murgueira, 9/9A Apartado 7585 2611- 865 Amadora

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Funerais, TTrasladações rasladações e Cremações R. Jacinto José de Andrade, n.º 73 8900-313 Vila Real de Santo António Tel/Fax 281 542 835

Telem. 966 208 591 - 913 328 44

SER VIÇO PERMANENTE SERVIÇO

MUTUALIDADE POPULAR - A.M. SEDE SOCIAL - Largo Terreiro do Bispo, 1-1º - FARO 1.ª ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA --- CONVOCAÇÃO --Usando da competência que me confere a alínea b) do n.º 2 do Artigo 47-º dos Estatutos convoco os Senhores Associados da Mutualidade Popular - A.M., para reunirem na sua Sede Social em Assembleia Geral Ordinária no próximo dia 30 de Março pelas 17 Horas, com a seguinte Ordem de Trabalhos: APRECIAÇÃO, DISCUSSÃO E VOTAÇÃO DO RELATÓRIO E CONTAS DA DIRECÇÃO E O PARECER DO CONSELHO FISCAL DA GERÊNCIA DE 2010

Câmara Municipal de Loulé Praça da Republica 8100-270 Loulé O Sumário Executivo pode ser também consultado na Junta de Freguesia de Querença, encontrando-se também disponível na Internet (www.ccdralg.pt). NoâmbitodoprocessodoAcompanhamentoPúblico,opúblicointeressado, desde que devidamente identificado, poderá apresentar por escrito uma exposição contendo quaisquer informações ou dados factuais relevantes sobre impactes negativos causados pelo projecto, a qual deverá ser enviada directamente à CCDR Algarve, até ao dia 23 de Março de 2011. Faro, 28 de Fevereiro de 2011 O Presidente João Varejão Faria (Jornal do Algarve, 10/3/2011)

Como determina o n.º 1 do Artigo 51.º dos Estatutos, a Assembleia Geral só poderá funcionar à hora indicada com presenças. Faro, 3 de Março de 2011 O Presidente da Assembleia Geral a) Dr. António Rui Diógenes de Noronha e Ferreira NOTA: Os documentos da Gerência de 2010 encontram-se patentes na Secretaria desta Associação, para apreciação dos Senhores Associados, durante 8 dias que antecedem a data da realização desta Assembleia Geral. (Jornal do Algarve, 10/3/2011)


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GENDA

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JORNAL do ALGARVE

CINEMAS I MÚSICA FARMÁCIAS I CRÍTICA

PREVISÕES

[FARMÁCIAS]

[CINEMAS] GUIA Algarve Shopping 10 a 16 março Sala 1 "Zé Colmeia" 13h00, 15h00, 17h00, 19h00 - Qui a Qua "O Dilema" 21h15, 23h45* - Qui a Qua Sala 2 "Rango" 13:15, 16:00, 18:35, 21:35 - Qui a Qua "Rango" 0h05 - Qui a Qua Sala 3 "Indomável" 13h25, 16h05, 18h25, 21h00, 23h30* - Qui a Qua Sala 4 "Época das Bruxas" 12h55, 15h05, 17h10, 19h15, 21:40, 00:10* - Qui a Qua Sala 5 "Tens a Certeza?" 12h50, 15h45, 18h20, 21h10 23:40* - Qui a Qua Sala 6 "O Cisne Negro " 13:05, 15:50, 18:15 - Qui a Qua "127 Horas" 21h45, 00h15* - Qui a Qua Sala 7 "O Discurso do Rei" 13h10, 15h55, 18h30, 21h20, 23h50* - Qui a Qua Sala 8 "Os Agentes do Destino" 13:30, 16:10, 18:40, 21:30, 00:00* - Qui a Qua Sala 9 "O Ritual"

Hoje - Céu pouco nublado c/possibilidades de chuva. Vento fraco. Temp min. 12º máx. 17º Sexta-feira - Céu nublado. Vento moderado. Temp min. 12º máx. 16º Sábado - Céu nublado com períodos de chuva. Vento fraco. Temp min. 11º máx. 16º Domingo - Céu geralmente limpo. Vento fraco. Temp min. 10º máx. 16º

"Tens a Certeza?" 13h20, 16h15, 18h45, 21h25, 23:55* - Qui a Qua * Sessão Válida Sex, Sab e Seg

PORTIMÃO 17 - "Pedro o Louco" , 21h30 18 - "O Anjo Exterminador", 21h00 TEMPO- Teatro Municipal de Portimão Pequeno Auditório CASTELLO-LOPES 10 a 16 março Sala 1 "Zé Colmeia" 13h10, 15h20, 17h30, 19h30 -Qui a Qua "Indomável" 21h50, 00h10* - Qui a Qua Sala 2 "Os Agentes do Destino" 13:40, 16:20, 18:50, 21:40, 00:00* - Qui a Qua Sala 3 "O Dilema" 23:55* - Qui a Qua "Rango"

GLÓRIA FUTEBOL CLUBE VILA REAL DE SANTO ANTÓNIO

CONVOCATÓRIA Ao abrigo do Art.º 6.º dos Estatutos edo Art.º 27.º do Regulamento Interno, convoco a Assembleia Geral a reunir ordinariamente no dia 28 de Março, pelas 20,30 Horas, na sala de Cinema do Clube, com a seguinte Ordem de Trabalhos: 1º - Apreciação e votação do relatório e contas da Direcção e Parecer do Conselho Fiscal referente ao ano de 2010 2º - Informações Não havendo número legal de sócios para o funcionamento da Assembleia à hora marcada, funcionará a mesma meia hora depois com qualquer número de sócios. Vila Real de Santo António, 7 de Março de 2011 O Presidente da Assembleia Geral, António José Cabrita Mendes (Jornal do Algarve, 10/3/2011)

rádio guadiana A onda continua! www.radioguadianafm.com Telefone 281 512 337 - Fax 281 512 338 - Vila Real de Santo António

13:30, 16:00, 18:40, 21:30 - Qui a Qua Sala 4 "Tens a Certeza?" 13:00, 15:40, 18:30, 21:20, 23:50* - Qui a Qua Sala 5 "127 Horas" 13:50, 16:10, 19:00, 22:00, 00:15* - Qui a Qua Sala 6 "O Discurso do Rei" 13:20, 15:50, 18:20, 21:10, 23:40* - Qui a Qua * Sessão válida Sex e Sáb

TAVIRA Cine-teatro António Pinheiro 21h30 10 - "Mammuth" de Christian Carion 13 - "A Rede Social" de David Fincher

[MÚSICA] 11 - Nuno Prata, 22h00, no Café Concerto do TEMPO - Teatro Municipal de Portimão. > Concerto de Música Rock - com One Step Ahead, The Quest e Livin'Paradies, 21h30, no Centro Cultural de Lagos. > Concerto pela Orquestra do Algarve, 21h30, na Igreja do Carmo, Tavira. > Concerto pela Orquestra do Algarve, 21h30, no Auditório Municipal de Albufeira. 12 - "Bzzz, Bzzz, Bzzz", A união faz a força, 16h00 e 18h00, no Auditório Municipal de Olhão. 13 - Ciclo de Concertos Promenade Contos Musicados "A Fogueira de Inverno, de Prokofiev", 15h30, no Auditório Municipal de Lagoa. 17 - Hermeto Pascoal e Aline Morena Duo, 21h30, no Teatro das Figuras, Faro. 19 - Maiorca, Companhia Paulo Ribeiro, 21h30, TEMPO - Teatro Municipal de Portimão |Grande Auditório Nuno Mergulhão. Concertos "Música nas Igrejas" 18h00 - Tavira 12 - Duo Cantabile, Ermida de São Sebastião 19 - Fados Marianos Ermida de São Sebastião 26 - Duo Tanguissimo Ermida de São Sebastião Diariamente - Espectáculo "Divina Comédia", 22h30, encerra às segundas e terças, no Casino de Monte Gordo. - Espectáculo "Os 4 elementos do Zodíaco", 22h30, encerra às segundas e terças, na Praia da Rocha Hotel Algarve Casino, Portimão. Até Abril - "Fado ao Jantar", todos os domingos, no Restaurante A Vela, Carvoeiro, Lagoa.

ALBUFEIRA > 10, 11 - Alves de Sousa; 12 a 16 - Santos Pinto. ALCOUTIM > 10 a 16 - Caimoto. ALJEZUR > 10 a 16 - Furtado. ALMANCIL > 10 a 13 - Paula; 14 a 16 - Nobre Passos. ARMAÇÃO DE PÊRA > 10, 11 - Edite; 12 a 16 - Sousa Coelho. CASTRO MARIM > 10 a 16 - Moderna. FARO > 10 - Crespo; 11 - Palma Batista; 12 - Almeida; 13 - Do Montepio; 14 - Higiene; 15 - Caniné; 16 - Pereira Gago. LAGOA > 10, 11 - Lagoa; 12 a 16 - José Maceta. LAGOS > 10 - Neves; 11 - Ribeiro Lopes; 12 - A Lacobrigense; 13 - Silva; 14 - Telo; 15 - Neves; 16 - Ribeiro Lopes. LOULÉ > 10 - Chagas; 11 - Pinheiro; 12 - Pinto; 13 - Avenida; 14 - Martins; 15 - Chagas; 16 - Pinheiro. MONCHIQUE > 10 a 13 - Hygia; 14 a 16 - Moderna. ODECEIXE > 10 a 16 - Odeceixense. OLHÃO > 10 - Brito; 11 - Rocha; 12 Pacheco; 13 - Progresso; 14 Olhanense; 15 - Nobre Sousa; 16 Brito. PORTIMÃO > 10 - Central; 11 - Pedra Mourinha; 12 - Moderna; 13 - Carvalho; 14 - Rosa Nunes; 15 - Amparo; 16 - Arade. QUARTEIRA > 10, 11 - Miguel Calçada; 12 a 16 - Algarve. SAGRES > 10 a 16 - Sagres. S. BARTOLOMEU MESSINES > 10 a 13 - Algarve; 14 a 16 - Sequeira Correia. SÃO BRÁS DE ALPORTEL - 10 - S. Brás; 11 - Dias Neves; 12 a 14 - S. Brás; 15 - Dias Neves; 16 - S. Brás. SILVES - 10 a 12 - Guerreiro; 13 a 16 - A.S.M. João Deus. TAVIRA - 10 - Maria Aboim; 11 - Central; 12, 13 - Felix Franco; 14 - Sousa; 15 - Do Montepio; 16 - Maria Aboim. VILA DO BISPO - 10 a 16 - Vila do Bispo. VILA REAL DE SANTO ANTÓNIO - 10, 11 - Pombalina; 12 a 16 - Carrilho. Serviço permanente (24h): Alcantarilha (Maria Sequeira), Algoz (Monteiro), Alvor (Alvor), Areias S. João (Godinho Belo), Boliqueime (Cruz Ramos), Carvoeiro (Neves Furtado), Estoi (Ossónoba), Fuzeta (Mendes Segundo), Montenegro (Assunção), Praia da Luz (Praia da Luz), Vilamoura (Silva), Luz de Tavira (Maria Isabel), Monte Gordo (Internacional), S. Marcos da Serra (São Marcos), Guia (Neves Silva), Odiáxere (Moreira Barata), Estômbar (Vieira Santos), Alte (Horta Figueiredo), Sta. Catarina da Fonte do Bispo (Bota), Conceição de Faro (Leonardo), Praia da Rocha (Palma Santos), Ferragudo (Oliveira Martins), Ferreiras (Marques Silva), Mexilhoeira Grande (Ilda), Patacão (Huguette Ribeiro), Sta. Bárbara de Nexe (Coelho), Sta. Luzia (Picoito), Sto. Estêvão (Cesário Tavares), Olhos de Água (Olhos d'Água), Pêra (Paula Santos), Moncarapacho (Soares), Benafim (Rodrigues), Pechão (Pechão), Aeroporto de Faro, Portimão (Três Bicos), Conceição de Tavira (Conceição), Vila Nova de Cacela (Cacela).

10 I março I 2011 www.jornaldoalgarve.pt

[AVARIAS]

Realmente sobre casamento

Fernando Proença

Como é que nós sabemos que vai haver um casamento real (William com Midletton) mesmo sem sabermos que vai haver um casamento real? Quando vos aparecem umas personagens que desconhecíamos ou que semidesconhecíamos (Sousa Lara não é propriamente um desconhecido, embora não o seja - digo eu - pelas melhores razões), a falarem, com uma cara de fastio, certamente por saberem que estão a ser vistos pelo horroroso povo português. Nessa altura, e só nessa altura, preocupem-se com o que lhes digo. Fala-se da vida da aristocracia. E não é só a expressão magoada de quem está a fazer um frete, de quem merecia viver em Espanha ou em Inglaterra em vez de definhar nesta choldra. É também de quem diz a palavra. " 'tá a ver?", com a dicção que só está ao alcance de uns poucos. Não dizem, 'tá a ver, com um tê muito marcado por que pode induzir em erro a quem ouve. Podem pensar que se trata de um vulgar lisboeta que não sabe pronunciar o es de estar. Ao mesmo tempo sabem que se disserem está a ver, demasiado sonoro, podem indiciar estar-se em presença de um português médio, que tem como única ambição chegar vivo ao Natal a falar bem português. Para acabar importa precisar que o final da frase também tem o seu segredo. O "ver" não pode ter uma interrogação muito marcada. Deve ser dita de uma forma distendida, mesmo comendo letras ou pontuação. E um aristocrata não tem nem pode ter nunca a ideia de que deve falar um português correto. Um aristocrata está muito acima disso, bem o mostraram Sousa Lara e uma não sei quantos presidente ou uma coisa dessas de mandar numa putativa comissão do protocolo português. Mostraram quando a perguntas postas pelo jornalista sobre quem ia ou não ia ao casamento, optaram (como se houvesse opção) por dizer com os olhos muito abertos: " 'tá a ver, há a necessidade de situarmos este casamento…". Neste preciso momento em que eu, vendo o que me trazia a televisão, desloquei o meu pensamento (que nessa altura andava longe de mim - em Faro mais precisamente) para o rés do chão dos aposentos reais de Vila Viçosa, onde estão os cavalos, mas não me perguntem porquê, talvez por eles serem animais inteligentes, muitas vezes mais inteligentes e simpáticos que os humanos. Também devo notar que nesta fase a aristocracia portuguesa se aproxima muito de uma certa zona difusa da sociedade portuguesa, habitualmente designada por tias de Cascais (não sei se a expressão ainda está em uso, tenho saído pouco de casa), derivado ao facto deste segmento da população se sentir muito à vontade, quanto a comer letras das palavras, mais concretamente na palavra, "telefonar", que deixou há muito de se falar (e provavelmente escrever) assim, sendo substituída por "tefnar". Sobre o modo como o dizem, teria que começar agora outro artigo…


JA COLABORA NA RECICLA GEM ECICLAGEM O Jornal do Algar Algarvve está a colaborar na reciclagem de papel, reutilizando e utilizando sobras. Desta fforma orma pre prett endemos sensibilizar os nossos leit ores para a luta contra o plástico leitores (utilizado por div er sos jornais e re vistas diver ersos revistas na eexpedição xpedição por correio) e para a necessidade de se def ender o meio ambient e. defender ambiente.

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ESPETÁCULOS PARA RIR E CHORAR POR MAIS ATÉ AO FINAL DO MÊS

Lagoa é palco do melhor humor nacional Entre os dias 12 e 31, o Auditório Municipal de Lagoa torna-se palco do melhor humor que se faz em Portugal. A edição deste ano do Humorfest promete continuar a provocar gargalhadas com diversos espetáculos da melhor comédia > NUNO COUTO O humor volta a marcar presença na cidade de Lagoa, com seis espetáculos agendados para o auditório municipal, nos dias 12, 19, 20, 26, 27 e 31deste mês. O Humorfest 2011 arranca já no próximo sábado, às 21h30, com “Assim Também Eu!”, uma história hilariante trazida até terras algarvias pela companhia de teatro Nós-Mesmos. Simão Rubim, João Marta e Vanessa Agapito compõem o

elenco desta peça, em que se improvisa meticulosamente sobre velhas famílias de Foz Côa, Platão e Shakespeare. Nos dias 19 (21h30) e 20 (16h00), sobem ao palco do auditório municipal de Lagoa o Teatro de Comédia, com “Vamos Contar Mentiras”. A peça tem como cabeças de cartaz os populares atores Octávio de Matos e Luís Aleluia, assim como Isabel Damatta, Paulo Oliveira, Ana Roque e Diogo Cruz, e é acima de tudo um merecido tributo a dois dos

mais conceituados nomes do teatro da comédia nacional: Raul Solnado e Armando Cortez. Mais tarde, nos dias 26 (21h30) e 27 (16h00), a ACTA – Companhia de Teatro do Algarve apresenta “O Primeiro”, uma comédia que conta com cinco personagens (quatro homens e uma mulher), que formam uma fila a partir de uma linha desenhada no chão. Com textos de Israel Horowitz e encenação de Elisabete Martins, esta peça mostra o

confronto divertido, mas contundente, quando as personagens “lutam” para ser o primeiro nessa fila que formam para nada. “No plano filosófico, a peça desnuda o ridículo da aparente substância de alguns confrontos que acontecem entre indivíduos em sociedade”, adianta a organização. O Humorfest 2001 termina no dia 31, às 21h30, com “O Herdeiro de Vila-Vinhos e Paumole”, pelo grupo portimonense Barraca Armada.

A comédia “Assim Também Eu!” dá o pontapé de saída do festival de humor, já no próximo sábado, dia 12

PROGRAMA PROLONGA-SE ATÉ DEZEMBRO COM CONCEITO "ALLGARVE NATIONS"

Allgarve 2011 já subiu ao palco O Allgarve 2011 arrancou no dia 5 com um espetáculo que levou ao palco alguns dos artistas nacionais que constam no programa de eventos desta quinta edição. Joana Amendoeira, Viviane, Rui Veloso, António Zambujo, Mafalda Arnauth e a Orquestra do Algarve subiram ao palco do Teatro das Figuras, em Faro, e deixaram subir um pouco do pano sobre a qualidade dos eventos que vão animar o Algarve durante este ano com o selo Allgarve. Este ano o programa abraça um novo conceito designado por "Allgarve Nations", que vai permitir que cada edição se dedique a um mercado emissor de turistas. Em 2011, o Allgarve Nations dedica-se ao principal mercado emissor do Algarve, o Reino Unido, uma decisão da equipa de programação que irá traduzir-se no programa na presença de vários artistas do Reino Unido que vão cruzar a sua experiência com os artistas nacionais. Na área da arte contemporânea, as atenções viram-se para o Cerro da Vila, em Vilamoura, que vai acolher onze monumentais esculturas britânicas da coleção Berardo, enquanto que na área desportiva o selo Allgarve vai ser associado aos

eventos do WRC Vodafone Rally de Portugal, o Portugal Masters e o Campeonato do Mundo de Superbikes. Na gastronomia mantêm-se os eventos Allgarve Gourmet, no Museu de Portimão, o Cataplana Experiência, na Marina de Vilamoura, e o concurso de cataplana com vários restaurantes da região. Já o Allgarve Gourmet sai do Festival do Marisco para dar lugar a sessões culinárias no Mercado de Olhão. Olhão vai ainda contar com um espetáculo de animação de rua protagonizado pela companhia espanhola Sarruga. A companhia francesa Pipototal e a companhia inglesa Bash Street Company vão animar Tavira, e os Les Colporteurs vão passar em Julho pelos concelhos de Olhão, Faro, São Brás de Alportel, Tavira e Loulé. O Allgarve Clássico tem o seu momento alto marcado para julho, com um concerto onde a portuguesa Sofia Escobar e o tenor britânico John Addison vão homenagear o compositor inglês Andrew Lloyd Webber acompanhados pela Orquestra do Algarve. O espetáculo está marcado para o palco de Vale do Lobo, onde soarão os temas do Fantasma da Ópera, Jesus Christ Superstar e Evita, espetáculo que o coordenador do programa

Allgarve, Augusto Miranda aponta como um dos momentos altos da programação desta edição. Para o Allgarve Pop/World estão já confirmados os espetáculos dos Lamb, Viviane, Rui Veloso, Carminho, Áurea, Mafalda Arnauth e Morcheeba, que vão passar pelo Centro de Congressos do Arade, em julho.Está ainda em fase de confirmação um espetáculo de Paco de Lucia. O Allgarve Jazz tem o seu primeiro momento a 14 de abril, quando a Duke Ellington Orchestra subir ao palco do TEMPO. John Pizzarelli irá atuar em Lagoa no mês de julho e Peter King e Norma Winstone vão protagonizar o último momento do Allgarve 2011, em Faro, no mês de dezembro. Vários eventos produzidos pelas autarquias algarvias vão contar com a promoção do Allgarve, nomeadamente o Festival Med, a Noite Branca de Loulé, a Concentração Internacional de Motos de Faro, os Dias Medievais de Castro Marim, a Feira Medieval de Silves e o Festival Al-buhera. Reforçar os fatores de atracão do destino Algarve, criar novas oportunidades de usufruto cultural e contribuir para esbater a sazonalidade turística, continuam a ser os principais objetivos deste programa de valorização turística do Algarve. Para que um programa desta dimensão se con-

cretize, o Turismo de Portugal reservou um milhão de euros que estão a ser complementados com sinergias promovidas pela equipa de coordenação com as autarquias da região, unidades hoteleiras e empresas. Este ano, a equipa está ainda a tentar conseguir o patrocínio de empresas nacionais como é o caso da EDP e da TMN. Augusto Miranda diz que o orçamento previsível para esta quinta edição do Allgarve ronda os três milhões de euros, resultantes de investimento público e privado. A equipa de coordenação está a tentar congregar esforços para que a oferta cultural da região não diminua.

Turismo do Algarve

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Edição nº2816 | 10 Março 2011