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Arquivo pessoal

Gladiston Jr revela a filosofia do Kung Fu Pág. 6

Fundado em 25 de janeiro de 2010 

Vale do Aço, segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010 – Ano I, número 2 – R$ 0,70

Tigre cede empate no fim Estado de Minas

O Ipatinga teve a chance de confirmar o bom momento e vencer mais um favorito ao título do Campeonato Mineiro. Depois de derrotar o time misto do Cruzeiro no Mineirão na rodada anterior, o Tigre vencia o Atlético até os 41 minutos do segundo tempo. Porém, Muriqui marcou e arrancou o empate por 1 a 1 no duelo deste domingo, no Mineirão, pela terceira rodada. Com o resultado, o Tigre soma quatro pontos e ocupa a sexta posição na tabela de classificação. Na próxima sexta-feira (12), o time do Vale do Aço volta a campo para enfrentar o Uberlândia, novamente no Mineirão. O Galo ocupa a quinta posição, com cinco pontos, a dois do líder Democrata de Valadares. Na próxima rodada, sábado que vem, encara o Uberaba, no Triângulo Mineiro. PÁGINA 10 Divulgação

Ipatinga deixa escapar a vitória ao levar o gol de empate aos 41 minutos do segundo tempo

Cruzeiro se impõe sobre o Villa

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M e m ó r i a

Vipcom

Estréia hoje a coluna de Orly Berger e Netinho: “Histórias do Futebol que a Bola não Conta”. Num sonho, a disputa entre o Faixa Azul e o Beira-Rio, na década de 80. Pág 9.

Jogadores Celestes saúdam a torcida

Programa será apresentado pelos jornalistas Fernando Silva, Sotero Rosa e Arthur Cunha

História Futebol Clube estréia na TVUNI Com a proposta de levar ao público lembranças e fatos que marcaram época no futebol brasileiro, o programa ‘História Futebol Clube’ inicia uma nova etapa a partir desta segunda-feira (8), na TV Uni de Coronel Fabriciano. O programa irá ao ar das 20h às 21h todas às segundas-feiras, com reprises aos sábados no mesmo horário, nos canais 27, 34 e 48. Será dividido em três blocos de 20 minutos e terá um convidado especial a cada edição, além da participação de membros da mídia esportiva e dirigentes do Vale do Aço. O História Futebol Clube será apresentado pelos jornalistas Fernando Silva, Sotero Rosa e Arthur Cunha. PÁGINA 3


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Vale do Aço, segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

EDITORIAL

crônica

Tigre mostra suas garras novamente O Ipatinga deu novamente uma demonstração de que pode ir longe no Campeonato Mineiro se os jogadores entrarem em campo concentrados e cientes do papel que cada deve exercer em campo. Neste domingo (7), diante do Atlético de Luxemburgo e da massa, o Tigre deixou a vitória escapar por pouco. Vencia o rival até os 41 minutos do segundo tempo- gol de Jajá-, porém, o gol de Muriqui amenizou a situação do time atleticano. Como o próprio técnico Gilson Kleina havia dito no início da semana, quando assumiu oficialmente o clube, era preciso manter a mesma pegada da goleada sobre o Cruzeiro. Afinal, do outro lado estava outro favorito ao título disposto a não facilitar as coisas. Muitos vão dizer que o time contou com a sorte para fazer o seu gol. Que não teve competência para segurar o resultado quando faltavam apenas alguns minutos. Porém não adiante lamentar o que foi feito ou o que deixou de fazer no duelo deste domingo. É olhar pra frente, respeitar os adversários que ainda virão, e acreditar que o título não é assim tão impossível. Ainda mais depois de vencer o Cruzeiro e empatar com o Atlético em pleno Mineirão.

O nome do atacante Alessandro é especulado como um dos possíveis reforços do Ipatinga

Com quem está a verdade? Como afirma Clovis Rossi em seu livro ‘O que é Jornalismo’, o jornalismo é uma eterna batalha pela conquista de mentes e corações das pessoas, sejam elas leitores, ouvintes ou telespectadores. Dentro dessa lógica, os veículos de comunicação buscam - cada um a sua maneira-, construir a história de forma que seu público alvo possa compreender a mensagem que lhes foram passadas. Em muitos casos, essas batalhas costumam produzir efeitos contrários quando a informação não é passada de forma correta, deixando

dúvidas quanto a sua veracidade. Casos como a tão falada e sonhada contratação do atacante Alessandro pelo Ipatinga. Após a diretoria do Atlético anunciar no começo da última semana que estava se desfazendo do jogador, surgiram informações de que duas equipes haviam manifestado interesse em sua aquisição, porém, os nomes dos times não foram divulgados. A partir desse episódio, as conversas foram para o campo da especulação e alguns importantes veículos de comunicação do Vale do Aço

deram como certa a contratação do atacante pelo Ipatinga. Certamente a notícia do ano. Por outro lado, uma das principais rádios da região entrou em contato com Alessandro e o mesmo ‘ainda’ não havia confirmado a informação. A diretoria ipatinguense também não havia se manifestado oficialmente até então, seja através da mídia ou pelo site do clube. Com tantas informações e suposições fica difícil saber quem está com a razão nesta história. A solução é esperar que os dirigentes do Ipatinga venham a público e coloquem um ponto fina neste

episódio. Afinal, os torcedores têm todo o direito de saber se o artilheiro Alessandro terá novamente a chance de proporcionar alegrias a nação quadricolor, assim como fez em 2007, ajudando o time a alcançar a inédita classificação para a elite do futebol brasileiro. Ou se dará prosseguimento à sua carreira em outro clube. Esperamos que a novela tenha um desfecho nesta semana e que o artilheiro Alessandro reencontre a felicidade no Vale do Aço, caso ele venha realmente a reforçar o Ipatinga.

CLASSIFICAÇÃO TIME

Expediente dIRETOR RESPONSÁVEL Fernando Benedito Jr. Jornalista responsável Anna Sylvia Rodrigues e Silva (MG 12319 JP) Editor Tim Soares O jornal Olé é uma publicação da A Gazeta Metropolitana Editora e Gráfica LTDA. CNPJ 07.366.171/0001-88

FALE CONOScO Telefone: 3827-0369. diariopopular.redacao@gmail.com ou diariopopular.comercial@gmail.com Administração e Redação Avenida JK, 1290, bairro Jardim Panorama, CEP 35.164-245. Oficina Rua Anápolis, 55, Veneza II, Ipatinga.

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4) América

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5) Atlético

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6) Ipatinga

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7) Uberaba

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8) Uberlândia

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9) América-TO

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11) Villa Nova

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12) Ituiutaba

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A memória do futebol agradece Com a proposta de levar ao público lembranças e fatos que marcaram época no futebol brasileiro, o programa ‘História Futebol Clube’ inicia uma nova etapa a partir desta segunda-feira (8), na TV Uni de Coronel Fabriciano. O programa irá ao ar das 20h às 21h todas às segundasfeiras, com reprises aos sábados no mesmo horário, nos canais 27, 34 e 48. Será dividido em três blocos de 20 minutos e terá um convidado especial a cada edição, além da participação de membros da mídia esportiva e dirigentes do Vale do Aço. A interação com o público será promovida via e-mail, MSN e telefone. O História Futebol Clube será apresentado pelos jornalistas Fernando Silva, Sotero Rosa e Arthur Cunha. Os três, inclusive, dividem espaço no programa Painel Esportivo, na mesma emissora. Idealizado por Fernando Silva, o programa começou a ser apresentado na rá-

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Passada essa fase, o desafio agora é tentar adaptá-lo à nova mídia, já que antes o programa era apresentado no rádio. Fernando Silva, porém, garante que isso não será problema. “Na televisão, o HFC será ainda mais completo, pois, ao contrário do rádio, na TV, teremos os reO programa cursos de imagem História Futebol a nosso dispor, Clube estréia p r i n c i p a l m e n te na mostragem nesta segunda- dos membros do feira na TV Uni programa, conrelembrando vidados e principalmente jogos e fatos e gols históricos. O personagens rádio é maravilhoO HFC será apresentado por Sotero Rosa, Fernando Silva (idealizador do programa) e Arthur Cunha que marcaram so e também cabe esse tipo de mídia, dio Vanguarda de Ipatinga em lar entre os brasileiros e seus Sugestão aceita, o HFC de esportes da TV época no futebol mas a TV lhe dá o brasileiro principal recurso abril de 2007. Amante da his- personagens. “O objetivo vi- pela Vanguarda durou pouco Uni, Fernando que é a imagem”, tória do futebol, Silva sugeriu sava atender à nova dinâmi- mais de um ano, encerrando- Silva sugeriu ao à ex-emissora que destinasse ca da grande mídia esportiva, se com a saída do jornalista companheiro de emissora, So- ressaltou. O convidado no prograum horário na programação que atualmente reserva pro- em junho de 2008. tero Rosa, a retomada do proesportiva aos domingos e as- gramas e quadros alusivos à grama. A idéia foi aceita pelo ma de estréia nesta segunsim promove debates sobre história do futebol e de outros Retomada mesmo e levada à direção da da-feira será o ex-jogador do momentos marcantes na his- esportes”, declarou Fernando Em novembro de 2009, emissora, que também não Cruzeiro e da seleção brasileira, Dirceu Lopes. tória do esporte mais popu- Silva. após já fazer parte da equipe impôs nenhuma restrição.

Dirceu Lopes prestigia estréia O programa História Futebol Clube terá um convidado de peso em sua nova fase na televisão. O ex-jogador Dirceu Lopes, que brilhou com a camisa do Cruzeiro nas décadas de 1960 e 70. Com seu 1,62 m, o Baixinho foi titular absoluto nos 12 anos em que atuou pela Raposa. Quem o viu jogar afirma que sua presença em campo era garantia de bom espetáculo e belos gols. Junto com Tostão, formou uma das maiores duplas ofensivas do mundo, comparável a Pelé e Coutinho, no Santos. Tem no currículo o título de campeão mineiro juvenil em 1964; pentacampeão mineiro 1965-1969; campeão da Taça Brasil em 1966; campeão da Copa Rio Branco pela seleção brasileira em 1967;

artilheiro do campeonato mineiro de 1966 (18 gols); tetracampeão mineiro 1972-1975; vice-campeão brasileiro em 1974 e 1975; eleito o melhor meia dos campeonatos brasileiros de 1970, 1971 e 1973. Com João Saldanha no comando da seleção brasileira, Dirceu Lopes era nome certo para a Copa do Mundo de 1970 no México, mas foi cortado pelo novo técnico Zagalo que alegou já haver ‘muitos jogadores para a sua posição’. Dirceu Lopes Mendes, de 65 anos, nasceu em Pedro Leopoldo, na região metropolitana de Belo Horizonte e também teve passagens por Fluminense, Flamengo, Uberlandia e Democrata de Governador Valadares. Com todos esses requisi-

tos, Sotero Rosa, responsável pelo convite, acredita que o programa de estréia tem tudo para ser um marco na emissora. Segundo ele, a participação do ex-craque do Cruzeiro dará a oportunidade de levar ao conhecimento dos mais jovens um pouco do que foi Dirceu Lopes. “Eu considero o Dirceu Lopes não só um grande jogador do futebol brasileiro, mas do futebol mundial. Era estremamente habilidoso e era capaz de fazer coisas incríveis com a bola nos pés. Além disso é preciso fazer justiça com jogador e mostrar à sociedade os feitos promovidos por esses esportes que infelizmente são esquecidos com o passar do tempo”, revela Sotero. A iniciativa de contar com o ex-craque foi bastante comemorada por Fernando Sil-

Vipcomm

O ex-craque Dirceu Lopes ao lado do treinador cruzeirense Adílson Batista va. “A escolha não poderia ter sido melhor. Nunca vimos ninguém questionar o futebol jogado por Dirceu. No Vale

do Aço, concluímos, que ele, A cada edição, o prograDirceu Lopes, tem mais fãs ma contará com convidados que o próprio Pelé, o maior especiais, entre eles ex-jogade todos”, garante Silva. dores, técnicos e dirigentes.


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Vale do Aço, segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Ta aqui o meu cartão O

jornalista Fernando Silva, graduado no UnilesteMG (Universidade do Leste de Minas Gerais), construiu sua carreira na mídia esportiva tendo o rádio como suporte. Trabalhou nos principais veículos de comunicaçãovoltados para o meio-, na região do Vale do Aço, e hoje atua como um dos apresentados do Programa ‘Painel Esportivo’ da TV Uni. Natural de Coronel Fabriciano, Fernando Silva, de 28 anos, é daqueles profissionais que demonstram amor pelo que faz, embora, às vezes, questione a pouca liberdade de pensamento dado aos jornalistas no meio esportivo. Assim como a maioria, começou a exercer a profissão de forma amadora na extinta Rádio Adefiva (comunitária) de Coronel Fabriciano, em 1998. Passou também pelas rádios Itatiaia e Vanguarda, onde obteve grande experiência atuando como repórter de campo, cobrindo os principais times de futebol Minas Gerais (Cruzeiro, Atlético e Ipatinga). E foi como repórter que ele conseguiu se identificar de forma mais eficaz com o público, criando em 2001 seu famoso bordão ‘Ta aqui o meu cartão, Olé: Faça um breve resumo de sua carreira como jornalista esportivo? Fernando Silva: Comecei de forma amadora na extinta Rádio Adefiva (comunitária) de Coronel Fabriciano, em 1998. Em março de 99, ingresseime como estagiário na Rádio Itatiaia, e em dezembro do mesmo ano fui contratado como repórter esportivo da emissora. Permaneci até outubro de 2001. No mês seguinte, me transferi para a Rádio Vanguarda, onde atuei como repórter, produtor, redator e apresentador até junho de 2008. Atuei também como estagiário na Assessoria de Imprensa na Câmara de Ipatinga em 2008, além de repórter, apresentador, redator e produtor esportivo na Rádio Tropical FM, de janeiro a junho de 2009. Fui também comentarista do programa Esporte em Dia, da TV Cultura de Ipatinga em 2005, além de redator, produtor e apresentador da TV Passageiro no segundo semestre de 2009.

comigo é no cordão’, inspirado no humorista Paraíba, do programa A Praça é Nossa, do SBT. A frase é pronunciada assim que a equipe- que ele cobre no jogo em questão-, faz um gol no time adversário. “Assim como o personagem Paraíba, que se apresenta dando seu cartão a uma pessoa, o jogador quando faz o gol também busca através do mesmo ato, mostrar que é importante e marcante para o goleiro e a torcida rival”, explica. Além de repórter, Fernando Silva exerceu ainda outras funções, como apresentador, redator e produtor esportivo, mostrando certo conhecimento e preparo para executar seu trabalho com competência. Foi responsável pelo projeto ‘História Futebol Clube’, criado em 2007 e que tinha como proposta contar a história daqueles que ajudaram a disseminar o esporte nos quatro cantos do Brasil. Entre essas e outras, Fernando Silva revela, em entrevista ao OLÉ, seu ídolo na imprensa esportiva, sua visão pessoal sobre a mídia na região e como deve o ano dos principais times de Minas Gerais e da seleção brasileira, que disputa- Fernando Silva, no Mineirão, às vésperas do jogo Brasil e Argentina em 2008, ao lado do rá a Copa do Mundo na África do Sul. também jornalista Paulo Vinícius Coelho, seu grande referencial na profissão

Olé: Como você classificaria o trabalho da imprensa esportiva no Vale do Aço? E da imprensa brasileira em geral? Fernando Silva: No Vale do Aço, o lado positivo é a constante revelação de profissionais acima da média, oriundos, na maioria dos casos, de profissionais devidamente graduados em jornalismo. O lado ruim é que nem sempre as oportunidades são dadas aos que realmente fazem comunicação social com responsabilidade. Em razão disso, identifico um jornalismo pouco investigativo, pouco informativo e pouco opinativo no Vale do Aço. Em nível nacional, não acredito em imprensa totalmente livre, e além disso, surge um novo problema: a democratização da informação também é mito no país, bem como a liberdade de imprensa e a imparcialidade no jornalismo. E ainda sobre a democratização, vivemos debaixo de um monopólio,

num país em que uma emissora de TV já elegeu um presidente no fim dos anos 80. No Brasil, há liberdade de ‘empresa’. Olé: Qual deveria ser o papel do jornalista esportivo? Fernando Silva: O proposto pelo mesmo, em juramento na formatura, de preferência: desempenhar com responsabilidade a sua função de informar, opinar e ouvir, dignificando sempre a profissão que escolheu, não se deixando ‘prostituir’ pelos muitos interesses inescrupulosos. Na sociedade atual, globalizada, o jornalista desempenha o papel mais importante: o de comunicar, sua maior marca. Tudo na vida está ligado á comunicação. Olé: O que torna o rádio tão atrativo para você? Fernando Silva: A informação e o entretenimento, além da linguagem responsável e, ao mesmo tem-

po, leve, ou seja, não-sisuda, conforme nos grandes centros e nem tanto no Vale do Aço, lamentavelmente. Por aqui, o rádio é extremamente e exageradamente musical, e pouco informativo. As músicas em excesso são a “obesidade” do rádio praticado em nossa região. Olé: Como surgiu a idéia do repórter do cartão? Fernando Silva: Em setembro de 2001, afastado da Itatiaia por 15 dias devido a motivos de saúde, comecei a pensar em um bordão para ser usado por mim mesmo durante o relato dos gols em que eu participava indiretamente como repórter de campo. Algumas pessoas me pediam para criar algo que pudesse me marcar profissionalmente. Naqueles dias, em meio a noticiários sobre o ‘11 de setembro’, assisti, de casa, A Praça é Nossa, do SBT, onde atua o humorista Zé Américo, que na época interpretava o per-

sonagem Paraíba. Este sempre se apresentava mostrando o seu cartão constantemente, numa forma de se dizer importante e especial no aspecto de diferenciado. De repente, associei (não sei por que) aquela atitude para diferenciar o autor dos gols em questão, em que o goleador se identifica ao goleiro rival. Paraíba apresentava o cartão para não ser esquecido, e quando (na minha imaginação) o jogador faz um gol, ele deve tornar-se inesquecível para quem o sofreu: torcida e principalmente goleiro rival. Porém, só estreei esse bordão, curiosamente, pela Rádio Vanguarda, em 4 de novembro de 2001, pela Série C do Brasileiro, em um jogo entre Ipatinga e Juazeiro-BA, no Ipatingão. Era minha estréia na emissora. O Tigre fez 2 a 0, com gols de Léo Medeiros, de pênalti (foi o primeiro cartão) e Alex Rossi. A repercussão foi boa e continuei com o bordão. Continua na página 5


Vale do Aço, segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010 Olé: E o programa História Futebol Clube? Fernando Silva: Surgiu na Rádio Vanguarda, em abril de 2007. Amante da história interminável do futebol sugeri à referida emissora que me destinasse um tempo na programação esportiva aos domingos em que eu pudesse falar do tema (história do futebol e seus grandes momentos e personagens), até mesmo para atender à nova dinâmica da grande mídia esportiva, que atualmente reserva programas e quadros alusivos à história do futebol e de outros esportes. Sugestão aceita, o HFC pela Vanguarda durou pouco mais de um ano, encerrando-se com a minha saída da emissora em junho de 2008. No final de novembro de 2009, após já fazer parte da equipe de esportes da TV Uni, sugeri ao companheiro de emissora e amigo, Sotero Rosa, a sociedade na criação do História Futebol Clube para a empresa em que estamos. Olé: Quem é sua referência no jornalismo esportivo e por quê? Fernando Silva: Paulo Vinícius Coelho, o PVC, da Espn Brasil, do Diário Lance! e da Folha de São Paulo... Pra mim, ele é o mais completo jornalista esportivo do país, mais bem informado, inteligente, articulado e coerentemente opinativo. Olé: Como você avalia a atuação dos dirigentes nas principais equipes e entidades do futebol brasileiro? Fernando Silva: Infelizmente uma parcela visa beneficiar apenas seus interesses pessoais e a sua imagem, esquecendo-se de fazer aquilo que o mesmo se propôs a

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fazer: administrar o clube do ‘coração’ com responsabilidade. Por isso sou a favor de uma maior prestação de contas e que o mesmo venha a ser responsabilizado se vier a causar prejuízos à entidade que dirige. Olé: O Ipatinga tem condição de brigar pelo título estadual e por uma vaga na elite do futebol brasileiro com o elenco atual? Fernando Silva: Se Cruzeiro e Atlético deixarem a competição em segundo plano as chances do Ipatinga aumentam consideravelmente, porém, não acredito que isso aconteça. Já na disputa da Série B, acredito que o Tigre deva fazer mais alguns investimentos para formar uma equipe em condições de brigar pelas primeiras posições, ou, a briga será novamente para tentar se manter na Série B. Olé: O Atlético tem time para ser campeão da Copa do Brasil e o Cruzeiro campeão da Taça Libertadores com o elenco que Vanderlei Luxemburgo e Adilson Batista, respectivamente, têm em mãos? E em quem você apostaria no Campeonato Mineiro? Fernando Silva: Ambos possuem times para ganhar os dois títulos. As chances do Galo são maiores na Copa do Brasil, pois a competição é mais limitada tecnicamente, além do fato de o Atlético ter uma tabela não muito difícil, pelo menos até a semifinal. Com relação ao estadual, se o Cruzeiro jogar a bola que mostrou contra o Ipatinga não vai muito longe. Depende de quantos titulares serão escalados por Adílson Batista no Mineiro e em quais jogos. Sendo assim, maiores chances para o tricampeonato azul (Cruzeiro).

Fernando Silva participando de programa esportivo Olé: O Brasil é favorito para vencer a Copa do Mundo? E como você, enquanto jornalista avalia o trabalho do técnico Dunga neste período à frente da seleção? Fernando Silva: O Brasil sempre será favorito em Copas do Mundo, mesmo que às vezes esteja desacreditado. Porém, a Seleção Brasileira é favorita pelo que joga, não pelas farras que alguns de seus jogadores realizam, até porque, não é ‘oktoberfest’, e nem ‘festa do cabide’, e sim, Copa do Mundo de futebol. Com Dunga, lembremos também que a Seleção empatou em casa com a Bolívia ( 0 a 0, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo, em casa). O Brasil tem vencido pelo talento, como sempre, de seus atletas (muitos, corretamente convocados), até porquê, a Seleção só sabe jogar no contraataque, quando os adversários lhe

dão espaço. Do contrário, como diria Galvão Bueno: “Haja coração!!!! Sobre Dunga, não é ele quem treina a Seleção... É a Seleção quem treina o Dunga, visto que ele nunca foi treinador até então. Os bons resultados só serão personificados como bom trabalho da atual comissão técnica se o título Mundial vier, do contrário, de nada adiantará ter vencido adversários como a Argentina, a Itália, a Inglaterra e o Uruguai. Olé: Qual jogador é mais decisivo: Diego Tardelli (Atlético) ou Kléber (Cruzeiro)? Se você fosse técnico da seleção brasileira e tivesse a chance de levar apenas um dos dois para a Copa do Mundo, quem você escolheria? Fernando Silva: Kléber seria o meu escolhido, embora tenha perdido um gol incrível na primeira partida da final da Libertadores

de 2009 contra o Estudiantes, na Argentina. Porém, o bom e goleador Diego Tardelli não me inspira segurança em jogos decisivos, inclusive para cobrar pênaltis, uma de suas especialidades. Se tivéssemos, na Seleção a valentia de Kléber durante a Copa da Alemanha, ao contrário da preguiça que se viu dos “astros do marketing”, iríamos mais longe, certamente. Olé: O Brasil está preparado para organizar a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos? Fernando Silva: Com investimentos e responsabilidade, sim. Ambos têm tudo para serem grandes eventos. Todavia, minha maior preocupação é com os excessos. É preciso uma interminável investigação de nossas autoridades. Espero muito mais do Ministério Público do que do Kaká, do Alexandre Pato, ou da Daiane dos Santos.


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Vale do Aço, segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010 Arquivo Pessoal

Verdade ou Mito?

Gladiston Jr mostrando algumas de suas habilidades para seus alunos

Pequeno grande mestre As artes marciais sempre foram vistas pelo timotense Gladiston de Assis Moreira Júnior como uma filosofia de vida como o mesmo gosta de dizer. Desde criança, Gladiston, de 29 anos, se sentiu atraído pelos ensinamentos da cultura oriental, seja em livros ou filmes. E descobriu na filosofia do Kung Fu, arte milenar chinesa, o caminho para desenvolver habilidades e técnicas de combate, utilizando o corpo e a mente como armas. O Kung-Fu, segundo Gladiston Junior, nasceu da necessidade  de sobrevivência dos antepassados na luta contra animais ferozes e contra inimigos. De acordo com ele, a arte, que já foi usada em guerras, não é voltada para competição. É um estilo de vida. “O maior mérito do Kung Fu é buscar pelo bem-estar físico e mental, conhecimento e dar a quem

o prática, coragem para enfrentar os desafios do dia-a-dia, que não são poucos”, afirma.

ficos de diversas áreas da ciência. Não tem limite de tempo. A última reciclagem com o Grão-Mestre do estilo foi de aproximadamente 30 horas em três dias”, revelou o professor Gladiston.

Rotina Apesar da correria diária entre trabalho, estudo e momentos de lazer, Gladiston Jr não abre mão de Estilo Tao T’ien Ti treinar pelo menos quatro vezes Dentre muitas outras correntes por semana, sempre filosóficas, GladisO professor as terças e quintaston Jr aderiu ao esGladiston Jr afirma feiras, além dos finais tilo ‘Tao T’ien Ti ‘, de semana, na aca- que o Kung Fu é que significa “Camidemia localizada no uma filosofia de vida nho do Céu e da Terbairro Funcionários, ra”. A base filosófica para quem o prática do estilo é baseada em Timóteo. Neste tempo, ele nos ensinamentos do leciona e também procura dediTaoísmo. E o método de combate car-se a treinos específicos, já que é baseado no círculo. constantemente é exigido em testes O intercâmbio é feito principalpromovidos por seus superiores. mente com outras academias de Mi“Meu treinamento é baseado nas Gerais, do Rio de Janeiro e do além da prática marcial, na conRio Grande do Sul. Segundo Glacentração e conhecimentos especídiston, no Vale do Aço ainda não

existe uma estrutura que interliga os variados estilos da arte chinesa. “Já em Minas e no Brasil sim”. Com relação a graduação, o professor afirma cada estilo de kung fu possui um sistema de graduação específico. “Em alguns estilos não se utilizam faixas, em outros, só faixas pretas e em alguns casos a faixa branca é a última, nesse caso simbolizando a purificação”, ressalta. Ensinamentos Mesmo estando alguns degraus à frente de seus discípulos, o professor Gladiston revela ser aberto ao dialogo e diz que sempre aprende algo novo a cada aula ou treino, mesmo quando os mais jovens. “Somos, acima de tudo, bons amigos. E posso afirma com certeza. O aluno aprende muito. O professor aprende mais”.

Conta a lenda que certa vez, um monge chinês -Ta Mo - subiu numa montanha e se pôs a contemplar o movimento dos animais, as posições que tomavam para a luta e a maneira como se defendiam dos ataques. Observando tais movimentos, desenvolveu um trabalho de adaptação desses animais para  o homem,  estruturando-os de acordo com as possibilidades físicas do homem. Assim nasceu o Kung Fu, como chamam os ocidentais esta luta chinesa. Esta arte marcial milenar vem orientando as pessoas, bem como ajudando os jovens a se direcionarem em disciplina, respeito com os colegas. De um modo geral, estrutura o corpo físico, em combinação com a mente, extravasando as ansiedades, angústias e stresses acumulados no dia-a-dia, fortalecendo-os. Pode ser praticado por adultos e crianças de ambos os sexos. Combina-se ginástica completa de todo o corpo, bem como movimentos, denominados Katis, onde compila-se, em sequências baseadas em movimentos de animais, mãos e pernas. Decorrentes das observações dos ataques dos animais, de onde originouse o Kung Fu, surgiram os vários estilos praticados no mundo, conseqüentes das mutações e adaptações para o ocidente. Hoje a realidade brasileira mostra uma arte marcial chinesa (Kung Fu), voltada para o bem estar físico e mental do praticante. Não há para o seguidor, na medida em que passa a conhecer o fundamento da doutrina, aspirações de ser um “lutador profissional”, seu treinamento é voltado para o relaxamento da mente e o desenvolvimento corpóreo, atribuindo-lhe saúde e bem estar.


Vale do Aço, segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

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Sada Cruzeiro vence primeiro turno da Superliga e já pensa no Cimed Já com a cabeça na parti“O desafio agora é a equida contra o Cimed/Florianó- pe continuar com a mesma lipolis, que acontece nesta se- nha de jogo. Temos que megunda-feira (8), às 18h30, em lhorar algumas coisas, como Itabira, o Sada/Cruzeiro pou- o nosso bloqueio e defesa. pou alguns de seus jogadores Mas no primeiro turno o time no confronto de sábado con- mostrou muita raça, muitra o Álvares Cata vontade de gaTime mineiro bral/Vitória-ES. E nhar a cada partilidera a mesmo assim não da e os resultados encontrou dificul- competição foram muito sadades para vencer tisfatórios”, disse o adversário por 3 com os mesmos o técnico Marcelo sets a 0 (parciais 31 pontos do Mendez. de 25/12, 25/16 e O treinador rival desta 25/19). optou por uma Com isso, a segunda-feira formação diferenequipe mineira que pela rodada te na partida conlidera a Superliga de abertura do tra o Vitória. Com masculina com 31 a volta do ponteipontos, chegou a segundo turno ro Bruno Zanuto, 15 vitórias no turque se recuperano, tendo sofrido apenas uma va de lesão, Marcelo Mendes derrota. O Cimed vem na se- optou por colocar o atacante gunda posição com a mesma Samuel no lugar de Wallace, campanha, mas perde no set para descansar o oposto. Reaverage. nato Felizardo também foi

OTempo

poupado, com a entrada do central Pétrus, assim como o levantador Sandro com a atuação de Murilo Radke a partir do segundo set. Pedreira Com apenas uma derrota cada, Sada/Cruzeiro e Cimed/Florianópolis medem forças no ginásio Maestro Silvério Faustino, às 18h30, pela rodada de abertura do returno, com transmissão do canal Sportv. Boa oportunidade para o time celeste se vingar da derrota sofrida para os catarinenses no início da competição. Atual bicampeão da Superliga masculina, o time catarinense venceu o Cruzeiro na estréia do torneio, por 3 a 2, em uma grande partida, em Florianópolis. Se serve como inspiração para o Sada, a única derrota

No sábado, o Sada garantiu o título simbólico do primeiro turno da fase de classificação com uma vitória tranqüila sobre o Álvares Cabral da equipe do Florianópolis foi para um time mineiro: o Funadem-Montes Claros, jogando no Norte de Minas. “O fator casa tem pesado a nosso favor na Superliga. Fora de casa, ainda não temos jogado

do jeito que queríamos”, analisa o levantador Bruno Rezende, um dos destaques do time. A Superliga masculina conta com 17 equipes que se enfrentam em turno e returno.

Classificam-se para os playoffs (mata-mata), os oito melhores colocados. No sistema de pontuação da fase classificatória, o vencedor soma dois pontos por vitória e o perdedor acumula um ponto.

Minas embala e ganha mais uma partida Montes Claros Estado de Minas

Após um início de competição de altos e baixos, a equipe do Vivo-Minas parece que, finalmente, encontrou seu melhor jogo. Em partida realizada no sábado (6), na Arena JK, em Belo Horizonte, os mineiros conseguiram sua quarta vitória consecutiva ao derrotar o Volta Redonda-RJ por 3 a 1. No primeiro set, o time abriu boa vantagem sobre o adversário e conseguiu fechar sem dificuldades em 25 a 13. No segundo, a situação se inverteu: os cariocas forçaram um pouco mais o jogo e conseguiram abrir vantagem. No 17º ponto, o time de André Heller e companhia conseguiu empatar, mas, ainda assim, o Volta Redonda seguiu melhor e fechou em 25 a 23. Nos sets seguintes, novamen- Vitória já é a quarta seguida dos minatenistas na Superliga de Vôlei 2009/10 te o time minastenista conseguiu Com o resultado, o Minas soma ta posição na Superliga. Na próxi- tida de abertura do segundo turno larga vantagem e apenas administrou o placar, fechando em 25/16 e 11 vitórias e cinco derrotas e com ma rodada, os mineiros enfrentam acontece nesta terça-feira (9), às 27 pontos somados ocupa a quin- o Soya/Blumenau, em casa. A par- 18h, na Arena JK, em BH. 25/12, respectivamente.

vence fora

Uma das surpresas desta Superliga masculina, o Funadem-Montes Claros também fechou sua participação no primeiro turno do torneio com uma vitória. Jogando na casa do adversário (em Araçatuba/SP), o time do Norte de Minas enfrentou o Vôlei Futuro e venceu por 3 sets a 0, em uma partida bastante disputada, no sábado (6). O primeiro set foi o mais equilibrado deles, com a equipe mineira conseguindo a vitória (por 30 a 28) após muita disputa. Nos dois seguintes, os times permaneceram próximos no marcador. Entretanto, a equipe do Norte de Minas conseguiu errar menos e saiu vencedora, com parciais de 25/22 e 25/23. Com o resultado, o Montes Claros chegou a sua 14ª vitória (soma duas derrotas) na Superliga e ocupa a terceira posição com 30 pontos. Nesta terça-feira (9), o time do Norte de Minas enfrenta o SESI-SP, às 18h30, na capital paulista, pela rodada de abertura do segundo turno.


8-

Vale do Aço, segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Cruzeiro vence Villa Nova sem fazer esforço Vipcomm

Wellington Paulista (à dir) comemora com o lateral-direito Marcos

Tupi pulveriza a Caldense em casa Jogando no estádio Radialista Mário Helênio, em Juiz de Fora, o Tupi superou a Caldense, com direto a goleada. Aplicou 5 a 1 na equipe de Poços de Caldas, no sábado (6), pela terceira rodada do Campeonato Mineiro, com direito a show particular do atacante Ademilson, autor de três gols

na partida. No primeiro tempo, Marcelinho abriu o placar para o Galo Carijó aos 13 minutos. Ademilson ampliou dez minutos depois. Raniery marcou o gol de honra da Caldense, aos 32 minutos. Na etapa final, Ian, aos 20, e Ademilson, aos 21 e aos 30

minutos, fecharam o placar em 5 a 1 para o Tupi. Na próxima rodada, o time de Juiz de Fora, que chegou aos seis pontos, encara o América, sexta-feira, em Belo Horizonte. Já a Caldense, que soma dois pontos, pega o Cruzeiro em Poços de Caldas, no sábado de carnaval.

Mesmo jogando com um time misto, o Cruzeiro derrotou com muita facilidade o Villa Nova por 4 a 2 neste sábado (6), no Mineirão, pela terceira rodada do Campeonato Mineiro e foi a seis pontos. Enquanto isso, o Leão de Nova Lima permanece com um ponto e nas últimas colocações. Wellington Paulista e Bernardo, no primeiro tempo, e Thiago Ribeiro e Jonathan, no segundo, marcaram os gols cruzeirenses. O Villa Nova descontou com Marinho, de pênalti, e Warley. As atenções na Toca da Raposa II se voltam agora para a Copa Libertadores. Na quarta-feira, o Cruzeiro enfrenta o Vélez Sársfield em Buenos Aires em sua estreia na fase de grupos. Por sua vez, o Villa Nova passa a ser preparar para a partida de quinta-feira, em Nova Lima, contra o Ituiutaba, pela quarta rodada do Estadual. O Cruzeiro controlou a partida no primeiro tempo e conseguiu levar a vantagem de 2 a 1 para o intervalo. O mistão colocado em campo por Adílson Batista sentiu um pouco o desentrosamento, mas criou as melhores oportunidades, comandado pelo garoto Bernardo. O placar foi aberto logo aos seis minutos. Bernardo levantou a bola na área, Marcos escorou de cabeça e, dentro da

pequena área, Wellington Pau- Bernardo. Aos 13, ele levantou lista completou para as redes. na área e Cláudio Caçapa quaEm desvantagem, o Villa se marcou de cabeça. Já aos 19, Nova saiu ao ataque e se apro- o meia tentou novamente em veitou de algumas falhas coleti- chute direto e o goleiro Rafael vas para levar perigo ao gol de pegou firme. Fábio. Pelo lado do Cruzeiro, O terceiro gol nasceu de Bernardo seguia sendo o desta- uma jogada individual de Thiaque, inclusive nas go Ribeiro pela faltas. Ele obri- Raposa faz 4 a 2 direita. Ele partiu gou Rafael a fazer no Leão de Nova em velocidade, duas defesas aos driblou dois marLima e agora cadores e dispa16 e aos 28. O Cruzeiro volta novamente rou uma bomba ampliou o placar as atenções no ângulo direito aos 28 minutos. de Rafael. para a Taça Cláudio CaçaDepois do gol pa roubou a bola Libertadores cruzeirense, Adílna saída do Villa nesta quarta-feira son Batista trocou Nova, Bernardo Bernardo, que recebeu na área e bateu com saiu aplaudido, pelo lateral-diviolência no ângulo direito do reito Jonathan. A mudança regoleiro Rafael. sultou na volta de Pedro Ken O Villa Nova teve um pê- para o meio-campo. Já no Villa nalti a seu favor aos 33 minu- Nova, do interino Vacari, o extos. Marinho cobrou com cate- selecionável Warley substituiu goria aos 35, deslocou Fábio e Marinho. diminuiu para 2 a 1. Com sete jogadores titulares O Cruzeiro voltou do inter- em campo, o Cruzeiro passeou valo com Marquinhos Paraná diante do Villa Nova nos mino lugar de Marcos e Thiago nutos finais e o quarto gol preRibeiro na vaga de Anderson miou a maior qualidade. Thiago Lessa. A partir das alterações, Ribeiro cruzou da direita, JonaPedro Ken passou a jogar im- than cortou o defensor e dispaprovisado na lateral-direita. O rou um chute no ângulo direito Villa Nova só mexeu aos 13: de Rafael para fazer 4 a 1. Emerson no posto de SergiAos 43 minutos, Warley nho. mostrou categoria ao marcar o Os celestes se mantiveram segundo gol do Villa Nova. De superiores na partida, mas bus- fora da área, ele tocou colocacavam o gol sem empolgação. do no canto esquerdo de Fábio. O perigo maior do Cruzeiro es- Porém já era tarde para qualtava nas cobranças de falta de quer reação.


08-02-2010 - Cópia