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DESENVOLVIMENTO

Usiminas comemora 48 anos de história Empresa que nasceu em Minas Gerais como uma siderúrgica, hoje está presente também em outros estados, e atua em mineração e logística, transformação do aço e bens de capital IPATINGA - Há mais de cinco décadas, quando um grupo de idealizadores percebeu que a indústria siderúrgica era essencial para o crescimento do país, o vilarejo Horto de Nossa Senhora – com aproximadamente 60 casas e 300 habitantes – não poderia imaginar o que lhe reservava o futuro. Alguns anos depois nascia a Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais S/A, a Usiminas, no local que viria a se tornar Ipatinga. No dia 26 de outubro, a companhia completa mais um período de história, chegando aos seus 48 anos. A empresa, que nasceu em Minas Gerais como uma siderúrgica, hoje está presente também em outros estados

brasileiros, como São Paulo, Rio Grande do Sul, Espírito Santo e Pernambuco. Além da siderurgia, ampliou sua atuação para os mercados de mineração e logística, transformação do aço e bens de capital. Destaque ainda como propulsora do desenvolvimento social das comunidades onde está presente, a Usiminas já se orgulha de tudo que realizou neste mais recente ciclo da sua trajetória (confira abaixo) e vislumbra para o 48º ano de vida um futuro promissor para seus negócios e para os cerca de 30 mil colaboradores que integram esse grupo. NEGÓCIOS Este ano, as empresas Usiminas deram im-

Até o final deste ano devem ser investidos R$ 3,2 bilhões e até 2014 serão R$ 14 bilhões nos projetos que já estão em curso

portantes passos, solidificando ainda mais seus posicionamentos no mercado e agregando valor aos seus negócios. Até o final deste ano devem ser investidos R$ 3,2 bilhões e até 2014 serão R$ 14 bilhões nos projetos que já estão em curso. Esses investimentos possibilitarão à Usimi-

nas adicionar 2,6 milhões de toneladas de produtos ao mercado, ampliando o atendimento aos setores-chave no crescimento do Brasil nos próximos anos, como automotivo, naval e de óleo e gás. Entre os principais projetos em curso estão a nova linha de galvani-

Mineração Usiminas inicia operação

Com novos investimentos, em 2015 a produção de minério deverá alcançar 29 milhões de toneladas

IPATINGA - Em junho deste ano, o Conselho de Administração da Usiminas aprovou a operação de transferência dos ativos que passariam a compor a Mineração Usiminas S.A, empresa de mineração e logística da Usiminas que tem a japonesa Sumitomo Corporation como sócio estratégico. O contrato definitivo entre as duas empresas foi assinado no mês de setembro. No capital da nova empresa, a Usiminas possui participação de 70%. A Sumitomo ficou com participação de 30%, mediante subscrição de novas ações no valor de até US$ 1,929 bilhão. Além do aporte, a Sumitomo, que é uma das maiores comercializadoras japonesas de commodities, vem agregar ao negócio expertise mercadológica, já que tem amplo conhecimento do mercado global de minério de ferro.

A Mineração Usiminas prevê o desenvolvimento de um projeto integrado que inclui a exploração e operação de ativos minerários na região de Serra Azul-MG, o desenvolvimento de atividades de logística relacionadas ao transporte de minério de ferro e a criação e elaboração de alternativas portuárias para exportação do minério de ferro produzido. O plano da Mineração Usiminas prevê investimentos de R$ 4,1 bilhões até 2015, que serão aplicados em projetos de instalações industriais, equipamentos, barragens e terminais de embarque, dentre outros. As minas, que produziram 5,5 milhões de toneladas de minério em 2009, fecharão 2010 com 7 milhões de toneladas. Com novos investimentos, em 2015 a produção de minério deverá alcançar 29 milhões de toneladas.

zação a quente da Unigal Usiminas, o CLC e a Coqueria 3, que acaba de ser instalada na Usina de Ipatinga. Em Cubatão está sendo instalada uma nova linha de tiras a quente, com capacidade de produção de 2,3 milhões de toneladas/ano. Na Mineração Usiminas - região de Serra Azul

(MG) - há investimentos estimados em R$ 4,1 bilhões até 2015 em projetos de instalações industriais, equipamentos, barragens, terminais de embarque, etc. A meta é aumentar a produção de minério de 7 milhões de toneladas/ano para 29 milhões de toneladas/ ano no período.

R ede U siminas A Usiminas lançou no mês de julho a Rede Usiminas, formada por um grupo de distribuidores, transformadores e centros de serviços que optam por trabalhar exclusivamente com os aços da marca Usiminas. A iniciativa, inédita no mercado brasileiro de aços planos, reúne dez empresas que, juntas, revendem 120 mil toneladas de aços por mês, em média. A parceria foi firmada através de contratos de exclusividade. As empresas participantes contam com atendimento diferenciado, dis-

pondo de melhor assistência técnica ao cliente final, treinamentos e inteligência comercial da Usiminas. Com a Rede Usiminas, a siderúrgica aumenta sua capilaridade de distribuição, já que seus produtos podem ser adquiridos em todo o País. A abrangência da Rede alcança 15 estados. As empresas parceiras são: Benafer, DCL, Fátima, Fercoi, Kofar, Lapefer, Magalhães, Nova Fátima, Paulifer e Soluções Usiminas. Outras empresas poderão ser convidadas a fazer parte ao grupo nos próximos anos.

EXPEDIENTE: Especial Indústrias Veiculação: Dia 26 de outubro Publicação do Diário Popular, de A Gazeta Metropolitana Editora e Gráfica Fotos: Divulgação Usiminas e Arquivo.


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CRESCIMENTO CONJUNTO

Usiminas Mecânica e Unigal também celebram aniversário Antiga Usimec completa quatro décadas de vida, enquanto a segunda chega aos seus primeiros 10 anos IPATINGA – A Usiminas Mecânica, empresa de bens de capital do Grupo Usiminas, tem um papel essencial na estratégia da empresa de agregar cada vez mais valor ao aço e oferecer soluções para atender às mais exigentes demandas do mercado. No Vale do Aço, a Usiminas Mecânica conta com fábricas em Ipatinga e Santana do Paraíso, e em São Paulo está localizada na cidade de Cubatão. Para atender às necessidades específicas de diversos segmentos industriais, a empresa possui as principais certificações e opera por Unidades de Negócios que atendem

aos mercados automobilístico, de cimento, construção civil, vagões ferroviários, geração de energia, manutenção eletromecânica, metalurgia, mineração, naval, não ferrosos, offshore, óleo e gás, papel e celulose, petroquímica, obras portuárias, siderurgia e de infraestrutura. Uma das principais características da Usiminas Mecânica é sua capacidade de oferecer soluções tecnológicas de forma rápida e flexível, que são executadas dentro das unidades de negócios, reduzindo prazos de contratação e interfaces. A economia de tempo e a redução de riscos

Uma das principais características da Usiminas Mecânica é sua capacidade de oferecer soluções tecnológicas de forma rápida e flexível

se transformam em antecipação de lucro para o cliente. UNIGAL Ao ser criada, a joint venture entre a Usiminas e a Nippon Steel renovou o compromisso da empresa de oferecer

aos seus clientes aços mais nobres, fabricados com avançada tecnologia siderúrgica. A Unigal – que conta com 70% de participação da Usiminas e 30% da Nippon – é responsável pelo processamento de bobinas a frio por meio da gal-

vanização por imersão a quente. A unidade recebe bobinas laminadas a frio não recozidas (full hard) da Linha Contínua de Decapagem e do Laminador a Frio da Usina de Ipatinga. Em seguida elas são processadas e

recebem em sua superfície camadas de zinco ou de liga zinco-ferro, conforme especificação dos clientes. Quase toda a produção da Unigal Usiminas é destinada à indústria automobilística, que necessita de chapas adequadas para receber pintura, com alta resistência à corrosão, boa estampabilidade e soldabilidade. E a empresa está se preparando para crescer. Com previsão de entrar em operação em 2011, a Unigal Usiminas vai inaugurar sua segunda linha de galvanização, que irá ampliar sua capacidade de produção em 550 mil toneladas por ano, que atualmente é de 480 mil. A nova unidade irá aumentar a capacidade da empresa para atender mercados aquecidos, como o de veículos automotores e linha branca.

Coqueria 3 tem capacidade para produzir 750 mil toneladas/ano IPATINGA - O primeiro dos quatro grandes investimentos em curso na Usiminas com foco em agregação de valor e redução de custos entrou em operação em setembro deste ano. Com aportes de R$ 707 milhões, a Coqueria 3 tem capacidade para produzir 750 mil toneladas de coque por ano. A entrada em operação da nova coqueria é o primeiro passo para a autossuficiência em coque na usina de Ipatinga, que deve ser alcançada em 2013. Até lá, a Coqueria 2 terá sido reformada, elevando a capacidade total de produção de coque na usina para aproximadamente 1,9 milhão de toneladas - 250 mil toneladas a mais do que a capacidade atual. Quan-

do as Coquerias 2 e 3 estiverem em plena operação, a Coqueria 1 - que está no fim da sua vida útil e opera desde a fundação da usina - será desativada. Com toda a demanda da usina de Ipatinga suprida pela produção própria de coque, a Usiminas amplia sua blindagem contra movimentos bruscos do preço do insumo no mercado externo. Além disso, a substituição das importações de coque poderá significar uma economia de até R$ 250 milhões por ano, considerando a cotação atual do insumo. Desenvolvida com tecnologia mais moderna do que a usada na construção das Coquerias 1 e 2, a Coqueria 3 proporcionará um melhor contro-

le operacional e ambiental, garantindo a redução dos níveis de emissões atmosféricas. Essas emissões ficarão abaixo do estabelecido na legislação ambiental (resolução CONAMA nº 382/2006). A nova coqueria faz parte de uma ampla agenda de investimentos da Usiminas com foco em agregação de valor e redução de custos. Estão previstos recursos da ordem de R$ 14 bilhões no período entre 2007 e 2014. Apenas os investimentos atualmente em curso possibilitarão à companhia adicionar 2,6 milhões de toneladas de produtos de maior valor agregado ao mercado, ampliando o atendimento aos setoreschave no crescimento do Brasil nos próximos anos, como automotivo, naval e de óleo e gás.

A nova coqueria faz parte de uma ampla agenda de investimentos da Usiminas com foco em agregação de valor e redução de custos

C ertifica ç ã o unificada A Usiminas recebeu, em março deste ano, uma única certificação ISO 9001: 2008 para suas duas usinas. A empresa é a primeira siderúrgica brasileira a ser certificada, de forma unificada, pelo órgão norueguês, Det Norske Veritas (DNV), uma das principais sociedades classificadoras do mundo. Essa certificação evidencia a integração da gestão da qualidade na empresa, no que diz respeito aos processos corporativos (comercialização, logística, assistência técnica, marketing, suprimentos etc), ou seja, significa que a Usiminas tem processos realizados sob os mesmos padrões, independente da localidade. Antes da obtenção dessa certificação unificada, a Usiminas foi uma das dez primeiras empresas no Brasil a obter a certificação ISO 9001, em 1992, por meio da Usina de Ipatinga. A Usina de Cubatão recebeu ISO 9001 em 1995.


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D E S E N VO LV I M E N TO S U S T E N TĂ V E L

Fomento Ă  economia local Nilmar Lage

Iniciativas colaboram para fortalecer fornecedores do Vale do Aço, sem deixar de lado a ação social IPATINGA - A Usiminas jå promoveu este ano uma sÊrie de iniciativas com o objetivo de fomentar a economia e promover o desenvolvimento dos parceiros da região. Nesse sentido, a siderúrgica lançou no mês de agosto uma iniciativa inÊdita, passando a vender aço diretamente para pequenas e mÊdias empresas por meio do Programa de Fomento Industrial do Vale do Aço. Com as vendas sendo realizadas na região, o custo da aquisição dos aços planos utilizados pelas empresas, por fatores logísticos, serå menor, ampliando a competitividade do produto final produzido por essas companhias.

Segundo o diretor de Relaçþes Institucionais da Usiminas, Eduardo Lery Vieira, essas empresas poderĂŁo gerar mais empregos e investimentos futuros na medida em que se tornarem maiores. “Este ĂŠ o verdadeiro desenvolvimento sustentĂĄvel, em todas as suas dimensĂľes. Este ĂŠ o modelo de crescimento que queremos instigar, sempre em parceria com os demais agentes econĂ´micos e com o poder pĂşblicoâ€?, define Vieira. Para o presidente da AgĂŞncia de Desenvolvimento de Ipatinga – ADI, ElĂ­sio Cacildo Vieira, a iniciativa vai fortalecer a sustentabilidade empresarial, na medida em que repre-

Mais de cem entidades assistenciais receberam as 41.219 peças de roupas doadas pelos colaboradores das empresas do Grupo

sentarå uma redução de custo significativa para os empresårios locais e, consequentemente, os permitirå realizar novos investimentos em seus negócios. FORNECEDORES LOCAIS Ainda dentro de uma

perspectiva de estímulo à criação de um cinturão de desenvolvimento sustentåvel no Vale do Aço, a Usiminas possui uma política de priorização de empresas regionais para contratos de fornecimento de bens e serviços. Nos primeiros seis

meses deste ano, o número de fornecedores da companhia sediados em Ipatinga, Coronel Fabriciano, Timóteo e Santana do Paraíso (MG) alcançou 359 empresas, representando 33% de todos os parceiros comerciais do Grupo da si-

derúrgica em Minas Gerais. Com o propósito de movimentar os negócios e gerar desenvolvimento para a região, a política de priorização vem rendendo frutos às empresas do Vale do Aço. No dia 22 de julho, a Usiminas fechou contrato com nove companhias da årea de caldeiraria e usinagem mÊdia e pesada, no valor de R$ 80 milhþes anuais, por três anos. Os contratos de longo prazo são positivos tanto para a Usiminas como para os empreendedores locais. Enquanto a siderúrgica pode realizar um planejamento de compras anual e garantir um fornecimento regular, os fornecedores têm mais condiçþes de delinear seus investimentos e mensurar retornos, jå que terão a garantia da prestação de serviço durante um período maior.

ArcelorMittal Inox Brasil.

66 anos com o vigor de quem inova e se renova a cada dia.

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C U LT U R A E M E I O A M B I E N T E

Novo destino aos coprodutos Ao reutilizar resíduos de sua produção em obras de pavimentação, Usiminas dá lição de economia e reciclagem IPATINGA - Na Usiminas, o que à primeira vista parece ser resíduo, tem destino certo e grande utilidade nas indústrias de pavimentação, cerâmica, cimento e fundição. Originados do processo siderúrgico, os chamados coprodutos – como o óxido de ferro, escórias de alto-forno e de aciaria, lama da galvanização e sucata metálica – têm ganhado cada vez mais mercado, apresentando-se como opção mais sustentável e economicamente viável. No Vale do Aço, as

obras de pavimentação entre Ipatinga/Revés do Belém/Pingo D’Água, conduzidas pelo Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG) por meio do programa Proacesso, são exemplo da utilização dos coprodutos da siderúrgica. Cerca de 200 mil toneladas de escória de aciaria da Usina de Ipatinga estão sendo utilizadas em 40 km de asfalto. Em 2009, a Usiminas utilizou internamente mais de 880 mil toneladas de coprodutos e co-

Um dos maiores projetos da empresa na área de educação ambiental, o Xerimbabo chegou, em 2010, pela primeira vez à cidade de Itatiaiuçu, local da Usiminas Mineração

mercializou aproximadamente 3,3 milhões de toneladas para as indústrias de pavimentação, cerâmica, cimento e fundição. Só para a pa-

vimentação foram destinadas cerca de 1 milhão de toneladas de agregados, originadas de escória de aciaria. Na pavimentação das

obras da Coqueria 3 e da nova linha de galvanização a quente, em Ipatinga, foram utilizadas, entre janeiro e maio deste ano, 37 mil toneladas de

agregados siderúrgicos, gerados a partir da escória de aciaria. Em Cubatão, no mesmo período, foram consumidas 220 mil toneladas nos pavimentos da obra de instalação da nova linha de tiras a quente. A utilização dos agregados representa uma economia de mais de R$ 10 milhões para a siderúrgica, só nos quatro primeiros meses do ano. Esse seria o valor que a Usiminas teria que desembolsar se optasse por utilizar a brita nessas obras, cujo valor gira em torno de R$ 45,00 a tonelada. E a expectativa é que a Usiminas venda, ao longo de 2010, cerca 1,3 milhão de toneladas desse coproduto.

Melhores práticas ambientais

Entraram em operação no mês de junho, os quatro painéis de divulgação da qualidade do ar que estão sendo instalados pela Usiminas em Ipatinga

A Usiminas está entre as dez empresas brasileiras com as melhores práticas ambientais de 2010. A eleição foi feita pela Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil (ADVB-SP), que concedeu às contempladas o Prêmio Top Ambiental, no mês de setembro.

Surgido na esteira da Eco-92, realizada no Rio de Janeiro em 1992 e que marcou a crescente preocupação mundial com temas ambientais, o Prêmio Top Ambiental é destinado às empresas estatais e privadas altamente comprometidas com práticas de sustentabilidade. Para

escolher as dez melhores em gestão ambiental, a ADVB-SP utilizou uma série de critérios de avaliação, que inclui análises das atividades ambientais da empresa divulgadas pela internet: documentos, matérias jornalísticas veiculadas pela mídia em geral e por publicações es-

Desde 1993, contribuição para o desenvolvimento cultural IPATINGA - Desde 1993, a Usiminas investe em cultura por meio das leis de incentivo. Nesses 17 anos, por meio do Instituto Cultural Usiminas, a siderúrgica apoiou mais de 1.500 projetos culturais, investindo quase R$ 190 milhões. O investimento está focado no desenvolvimento da cadeia produtiva da cultura: infraestrutura (criação, manutenção, restauração ou revitalização de espaços culturais); produção (investimento em pesquisa de novas linguagens, diversidade cultural e manutenção de grupos artísticos) e formação (artística, de gestores, produtores culturais e plateias). Com números tão expressivos, a Usiminas se destaca como a maior investidora em cultura em Minas Gerais, se-

gundo ranking da Secretaria de Estado da Cultura, e está entre os 10 maiores investidores em cultura do país, de acordo com dados do Ministério da Cultura. ZÉLIA OLGUIN Com equipamentos de iluminação mais modernos, nova sinalização da fachada, instalações elétricas, palco e telhado revitalizados, o Teatro Zélia Olguin reabriu suas portas para a comunidade em outubro, mesmo mês em que comemora seu aniversário de 16 anos. Realizada com recursos da Usiminas, essa foi a mais completa reforma já realizada na história do Teatro. Depois de todos esses anos de atividades ininterruptas, o espaço – palco de mais de 800 espetáculos – passou por uma pausa

de cinco meses, tempo necessário para modernizar o local. Para a realização das melhorias no espaço, com capacidade de 206 lugares, foram investidos R$ 291 mil. Considerado marco cultural da cidade, o Teatro Zélia Olguin, assim como os outros espaços do Instituto, vem se destacando como importante ferramenta de democratização da cultura. Com entrada gratuita ou a preços populares, as iniciativas culturais apresentadas em seu palco já reuniram mais de 400 mil espectadores e 3 mil artistas. De acordo com a diretora do Instituto Cultural Usiminas, Mariana Martins, o Teatro é referência para a comunidade. “Aqui a população tem espaço tanto para assistir as apresentações quanto para apre-

pecializadas, entrevistas com stakeholders envolvidos na ação específica e histórico da companhia no desenvolvimento e apoio às ações socioambientais de relevância. Os premiados deste ano foram escolhidos dentro de um universo de 39 empresas.

Nilmar Laje

Teatro Zélia Olguin reabriu suas portas para a comunidade em outubro, mesmo mês em que comemora seu aniversário de 16 anos

sentar sua arte”. Na plateia o espaço também é democrático, para todas as idades. Desde as iniciativas

S érie M P B

da Ação Educativa – voltada principalmente para o público escolar, com o objetivo de promover a inclusão, formação e

desenvolvimento do cidadão por meio da cultura – até a Campanha de Popularização do Teatro e da Dança.

Em abril deste ano, estreou no Centro Cultural Usiminas, em Ipatinga, o “Circuito Série MPB”. O projeto, inédito, é patrocinado pela Usiminas por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura, e já levou ao público do Vale do Aço grandes nomes da música brasileira. A primeira edição da iniciativa, criada com o intuito de democratizar o acesso à cultura, foi dedicada aos músicos mineiros: Fernanda Takai, Vander Lee, Lô Borges e Flávio Venturini. Já a segunda, trouxe o samba como tema, apresentando Martn’ália, Diogo Nogueira e Luiz Melodia.


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66 ANOS

Felicidade no trabalho Guia da Revista Exame apontou que ArcelorMittal, no setor de Metalurgia e Siderurgia, possui os funcionários mais satisfeitos no trabalho TIMÓTEO – A ArcelorMittal Inox Brasil está comemorando, este ano, 66 anos de desenvolvimento e preocupação com o meio ambiente. Mas não é só com o meio ambiente que a empresa se preocupa. Os funcionários da grande empresa também recebem toda a atenção e foi por isso que a ArcelorMittal Inox Brasil foi escolhida, pelo Guia Você S/A, da Re-

vista Exame, a empresa, no setor de Metalurgia e Siderurgia, que possui os funcionários mais felizes com o trabalho. Divulgado no mês passado, a empresa recebeu a nota 84,8 no Índice de Felicidade no Trabalho (IFT), que tem como média 78,17. A avaliação é feita nas empresas que possuem mais de 1.500 funcionários. A ArcelorMittal Inox Brasil pos-

sui, atualmente, 2.666 funcionários e 171 executivos, sendo que deste total 94% são homens e 6% mulheres. A idade média dos funcionários é 39 anos. Em 2010, participaram do processo 541 empresas, que juntas empregam 1.400.00 pessoas. “Essa premiação mostra que as ações estão sendo reconhecidas não somente fora da empresa, os empregados também reconhecem o nosso esforço. Isso é um orgulho para nós”, comemorou Paulo Magalhães, presidente da ArcelorMittal Inox Brasil. Dentro da avaliação, que elegeu as 150 melhores empresas para trabalhar, a ArcelorMittal

“Essa premiação mostra que as ações estão sendo reconhecidas não somente fora da empresa, os empregados também reconhecem o nosso esforço. Isso é um orgulho para nós”.

Paulo Magalhães, presidente da ArcelorMittal Inox Brasil

n ú meros

84,8 É a nota no Índice de Felicidade, cuja média é 78,17

39 anos É a idade média dos funcionários

2.666 É o número de funcionários da ArcelorMittal Inox Brasil

171 É a quantidade de executivos

83,7%

É o índice dos funcionários que se disseram satisfeitos e motivados

Tradicional cantata realizada pela Fundação Arcelor, braço social da empresa: além do acompanhamento da saúde aos funcionários, comunidade também se beneficia

Inox Brasil ficou panhas preventicom o Destaque A empresa oferece aos seus vas. em Saúde, o que A Arcelorfuncionários plano de saúde significa que a emMittal Inox Bragratuito, vacinas para funcionários sil conquistou presa tem as prátie dependentes, check-up anual, também a 5ª mecas mais completas da categoria e ginástica laboral, treinamento de lhor pontuação é a que mais inves- ergonomia, refeições balanceadas com entre as maiote na saúde e quares companhias. acompanhamento de nutricionista, De acordo com a lidade de vida dos programa de reeducação alimentar, avaliação do Ínempregados entre as empresas inscrilanches e academia dice de Qualidatas na edição desde no Ambiente ano. te de Trabalho A empresa ofe- Divulgado no mês passado, a empresa (IQAT), 90,4% rece aos seus funrecebeu a nota 84,8 no Índice de dos funcionários cionários plano de dizem se identifiFelicidade no Trabalho (IFT), que tem car com a empresaúde gratuito, vacinas para funcio- como média 78,17. A avaliação é feita sa. Já no quesito nários e depennas empresas que possuem mais de satisfação e motidentes, check-up 1.500 funcionários vação, 83,7% se anual, ginástica ladisseram satisfeiboral, treinamentos e motivados. reeducação alimentar, to de ergonomia, refei- lanches todos os dias em 83,2% acreditam no deções balanceadas com todas as unidades, acade- senvolvimento da empreacompanhamento de nu- mia para quem trabalha sa e 87,2% aprovam seus tricionista, programa de no turno da noite e cam- lideres.

Guerra fiscal agrava perda de competitividade TIMÓTEO - No primeiro semestre, a produção foi equivalente à de 2008, indicando a retomada do nível de atividade. Porém, a geração de caixa (Ebitda) vem se mantendo em níveis bem abaixo, atingindo apenas cerca de 45%, mostrando que a rentabilidade não foi ainda recuperada. A causa desse desequilíbrio está claramente associada à perda de competitividade do País, devido principalmente: à contínua valorização do real frente ao dólar; aumento dos custos decorrentes de uma inflação de cerca de 4,5%, ainda alta para os padrões internacionais, e que

não tem conseguido ser absorvida pelo mercado. Esse cenário de perda de competitividade tem sido ainda agravado com a guerra fiscal entre alguns estados brasileiros não produtores de aço. Eles têm concedido incentivos fiscais para importações via seus portos, o que acaba favorecendo os produtores externos, num cenário mundial do aço com grandes excedentes de oferta. Claramente isso tem levado à queda de preços e perda de market share pelas usinas brasileiras para fazer frente as estas crescentes importações. Com o elevado nível das

importações e uma cadeia super estocada, a empresa já trabalha com queda no volume de produção neste último trimestre, motivando a paralisação temporária de alguns equipamentos na Usina. Essa é uma ação de curto prazo, visando à redução de estoques, pois a ArcelorMittal Inox Brasil continua a buscar novos mercados internos e externos, para assegurar o seu negócio. Em longo e médio prazos, a ArcelorMittal Inox Brasil se mantém atenta às oportunidades e investe na abertura de novos mercados, principalmente frente

ao Pré-Sal. Outra grande iniciativa é o projeto Copa do Mundo 2014, que tem a missão de apresentar soluções disponíveis em aço para a Copa de 2014 e para as Olimpíadas de 2016, ambas a serem realizadas no Brasil. O projeto envolve profissionais das unidades brasileiras da ArcelorMittal e uma série de ações que já estão em andamento, como o mapeamento das possibilidades de negócios e dos principais atores (governo, projetistas, construtores e outros), o desenvolvimento de uma base de dados compartilhados e a elaboração de estratégia de comunicação.


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66 ANOS

Avanço e qualidade de vida para a população Parceria entre a ArcelorMittal e o município de Timóteo sempre foi intensa, franca e respeitosa TIMÓTEO – Hoje chamada ArcelorMittal Inox Brasil, a companhia Aços Especiais de Itabira (Acesita) nasceu de uma ideia audaciosa dos engenheiros Amyntas Jacques de Moraes, Percival Farqhuar e Athos de Lemos Rache. Difícil mensurar com exatidão a coragem necessária para desbravar um território onde quase tudo ainda era mata virgem, com o propósito de construir uma usina de aços especiais. Ainda mais em 1944.

O desafio era inédito no Brasil, que em fase de industrialização, encontrava dificuldades para abastecer seu mercado durante a II Guerra Mundial. Mas como ensina a sabedoria do matuto mineiro, não basta uma boa semente se a terra não for fértil. É justamente esta a explicação do imenso sucesso da empresa: uma boa ideia, que encontrou no então povoado de Timóteo as condições necessárias para se consolidar.

Aprendizes: por meio de programas de profissionalização, a Arcelor colabora para inserção de jovens no mercado de trabalho

Desta época até hoje, muita coisa mudou. Atualmente somos uma das vinte cidades mais importantes de Minas Gerais, tanto no aspecto econômico quanto social e cultural. Junto com o crescimento, também aparecem os desafios. Se a parceria entre empresa, população e administração municipal nos permitiu chegar ao que somos hoje, se torna mais importante ainda diante do futuro que queremos construir. “A ArcelorMittal faz parte de nossa história, de nossa identidade, juntos chegamos até aqui e cada vez mais estaremos unidos para avançar. A empresa sempre foi reconhecida por seu compromisso social, e estará conosco fazendo o bem para toda a população de Timóteo. A passagem de mais um aniversário deve ser vista como mais um marco desse profundo relacionamento”, avaliou o prefeito de Timóteo, Sérgio Mendes. “Reconhecemos a importância do grupo ArcelorMittal no sentido de construirmos um relacionamento cordial, franco, respeitoso, solidário e progressista, incluindo a empresa de forma substancial em todos os projetos importantes para a população de Timóteo”, complementou o viceprefeito Marcelo Afonso. Uma parceria cada vez mais sólida, tanto nas dificuldades como também nos êxitos, respeitando a política da empresa sem perder de vista o devido amparo social para com a

Arquivo

comunidade e seus trabalhadores. “Grandes projetos são aguardados pela população, e o atual governo já está trabalhando para que os mesmos se estabeleçam dentro dos próximos 24 meses”, complementa. A mesma ousadia que impulsionou os fundadores a escolher Timóteo como berço e lar da sonhada indústria siderúrgica é esperada de seus atuais acionistas, diretores e colaboradores para intensificar cada vez mais o vínculo social com a comunidade que se formou em seu redor. Afinal, uma amizade de tantos anos, mais do que duradoura, é indissolúvel.

SANEAMENTO Entre os maiores projetos a serem desenvolvidos, está a implantação imediata do Plano Municipal de Saneamento Ambiental, que trata dos sistemas de abastecimento de água, coleta, tratamento e destinação final do esgoto em 100% do município. O projeto vem sendo cobrado pela sociedade civil organizada e pela própria ArcelorMittal. Através da Secretaria Municipal de Planejamento e Gestão, com participação efetiva da Câmara Municipal de Timóteo, o executivo espera que ainda em 2010 seja aprovado o Plano Municipal de Saneamento, garantindo que até 2014 Timóteo tenha saúde, respeito ao Meio Ambiente e ampliação do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).

“A ArcelorMittal faz parte de nossa história, de nossa identidade, juntos chegamos até aqui e cada vez mais estaremos unidos para avançar. A empresa sempre foi reconhecida por seu compromisso social, e estará conosco fazendo o bem para toda a população de Timóteo”. Sérgio Mendes, prefeito de Timóteo. Se hoje a cidade de Timóteo é um orgulho compartilhado entre seu povo e a empresa, os desafios também sempre foram mútuos, e essa

parceria só tende a se fortalecer. É essencial para a cidade poder contar com esgotamento sanitário e abastecimento de água 100% concluídos.


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