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Ano I - Edição 3 | Dezembro, 2009 - Janeiro, 2010 | Distribuição gratuita

jornal

Dia de Campo

®

O meio rural com informações produtivas

Turismo rural: sustentabilidade e lazer

Foto de Capa: Dulce Mazer

Este é um setor em franco desenvolvimento, responsável por modernas formas de ocupação econômica no campo, com a introdução de novas atividades familiares de reprodução, despertando valores culturais

Sexta edição do Empreendedor Rural encerra o ano em tom de crítica

Pág. 3

Norte do Paraná comemora boa colheita da uva em dezembro

Pág. 5

Balanço: Estimativa de safra recorde de soja para 2009/2010

Pág. 14 e15

Pág. 8e9

Mercado de leite deve manter crescimento em 2010

Pág. 11


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| Ano I - Edição 3 | Dezembro, 2009 - Janeiro, 2010 | Dia de Campo

Editorial Prezados leitores do Dia de Campo, desejamos a todos a esperança de um 2010 com muita saúde e cheio de realizações, com o meio rural altamente capacitado para a mais alta produtividade de todos os tempos, em todos os níveis, sempre pronto para promover a felicidade geral dos povos da Terra, com a mesa farta de alegria, paz e muita prosperidade, a partir do sagrado alimento, que nunca há de faltar em todos os lares. Neste Ano Novo, também, temos fé de que a produção rural brasileira fique longe das intempéries já enfrentadas em 2009, que tanto

prejudicaram muitos produtores em várias regiões dos Estado, com perdas econômico-financeiras e sociais

Prezados leitores do Dia de Campo, desejamos a todos a esperança de um 2010 com muita saúde e cheio de realizações irrecuperáveis. O seu jornal Dia de Campo, em sua breve história de vida, graças aos elogios por carta e telefonemas

Carta do Leitor

recebidos de nossos amigos leitores, parceiros e colaboradores, já demonstrou que está pronto para ilustrar, de modo objetivo, os melhores momentos da agricultura paranaense, nacional e internacional, levando a você informações em torno das novas técnicas e tecnologias disponíves para o avanço do meio rural como um todo. Com o propósito de contínua inovação editorial, na forma e no conteúdo, a partir desta edição de janeiro de 2010, nós do jornal Dia de Campo contamos com sua valiosa contribuição, no que se refere ao en-

vio de sugestões de pauta e opiniões, para que possamos atendê-lo com a satisfação de um jornal de primeira utilidade no campo do agronegócio. Destacamos que esta edição, propositadamente, contempla também o mês de dezembro de 2009, como forma de ajustarmos as datas de fechamento e impressão de nossas futuras edições, as quais deverão ser mantidas sempre na primeira semana de cada mês. Contando com a compreensão de todos os nossos parceiros e colaboradores, nossos sinceros agradecimentos e um FELIZ 2010!

Foto do Campo

Vida Rural Parabéns ao Jornal Dia de Campo, que, em suas primeiras edições, já se consolida como um dos mais importantes veículos de comunicação rural da nossa região. Gostei bastante da matéria com o músico André Siqueira, em novembro. É muito bom poder apreciar a nossa verdadeira cultura de raiz, apresentada de forma tão cativante. Um abraço a todos e continuem nesse caminho! Nestor Corrêa, Comerciante (Londrina-PR). O Dia de Campo agradece muito o carinho e reconhecimento de nossos leitores. E não deixe de ler a matéria sobre viola caipira no caderno Vida Rural, na página 13 desta edição. Um grande abraço!

Empreitada Jornalística Foi com muito prazer que recebi o Dia de Campo. De fato, um jornal bem produzido, em todos os sentidos, com matérias bem trabalhadas, dentro de uma paginação bastante agradável. Parabéns a todos da equipe do Jornal dia de Campo. Desejo muito sucesso nessa empreitada jornalística, na cobertura séria e responsável dos assuntos do mundo agropecuário. Regina Krauss, Jornalista (Londrina-PR). Obrigado pelos elogios, Regina. O Dia de Campo espera dar sequência a este trabalho, no intuito de agradar a todos os nossos leitores. Um forte abraço de toda a equipe do Dia de Campo.

Importante espaço Agropecuário O Jornal Dia de Campo, sem dúvida, veio preencher uma grande lacuna no jornalismo de agronegócios do Norte do Paraná. Espero um dia poder abrir suas páginas diariamente, pois desde sua primeira edição, posso dizer que é um jornal muito bem organizado em suas páginas, com um visual gráfico bastante arejado. Parabéns a todos e um feliz 2010. Eduardo Conceição, Agrônomo (Londrina-PR). O Dia de Campo, mais uma vez, agradece o apoio dos leitores. Nossa proposta é informá-los bem sempre, com um jornalismo de qualidade e seriedade. Muito obrigado e um grande abraço. Feliz 2010!

Foto enviada por Luzia Perusso (Londrina-PR) Impossível não perceber a beleza do girassol de 17 flores. A fotógrafa Luzia Perusso não perdeu tempo e clicou a bela planta. A fotografia foi feita num rancho da cidade de Itápolis-SP

Invista nesta ideia Seja parceiro do Jornal Dia de Campo. Invista em um excelente e lucrativo negócio, anunciando as atividades de sua empresa ao nosso público-alvo. anuncie@diadecampoonline.com.br

Frase

“Na cidade, o agricultor é visto como o algoz do meio ambiente. Nós temos que mudar isto!” Senadora Kátia Abreu, durante o “Encontro Estadual de Empreendedores e Líderes Rurais” de 2009

Feliz e próspero 2010! A equipe do Dia de Campo deseja a todos seus amigos e parceiros um Ano Novo com muita saúde, paz, harmonia e a certeza de muito sucesso em seus negócios Envie suas dúvidas, opiniões e sugestões para o Dia de Campo. E importante: mande também o seu nome completo, profissão e cidade onde vive. O Dia de Campo agradece a atenção e garante que fará o máximo para atender o maior número possível de leitores. O Dia de Campo poderá editar ou publicar, apenas, trechos das mensagens. contato@diadecampoonline.com.br

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Expediente

Av. São João, 1095, sala 4, Londrina-PR (43) 3337-0873 www.diadecampoonline.com.br contato@diadecampoonlie.com.br Jornalista responsável: Lino Tucunduva Neto (MTb: 1307-SP) Reportagem e edição: Dulce Mazer, Felipe Teixeira, Flávio Augusto, Mariana Fabre e Pedro Crusiol Projeto gráfico e diagramação: Flávio Augusto O Jornal Dia de Campo é uma publicação mensal da DC Comunicação e Editora Jornalística Ltda. CNPJ: 10.937.352/0001-21


Dia de Campo | Dezembro, 2009 - Janeiro, 2010 | Ano I - Edição 3 |

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O hotsite Orgânicos www.prefiraorganicos.com.br, do Mapa, registrou 6,8 mil acessos, no período de 1º de outubro a 17 de dezembro. (DC)

Em Campo Evento

Empreendedor Rural encerra 2009 em tom de crítica A sexta edição do Programa “Empreendedor Rural” recebeu milhares de agricultores de todo o Paraná e foi marcada por discursos graves Felipe Teixeira

Felipe Teixeira felipe@diadecampoonline.com.br

Apesar da simpática solenidade de abertura, o “Encontro Estadual de Empreendedores e Líderes Rurais” foi moldado por opiniões contundentes. Aproximadamente 3400 produtores rurais compareceram ao Expotrade, em Pinhais (região metropolitana de Curitiba-PR), no dia 27 de novembro para acompanhar as palestras do ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, e da presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Kátia Abreu. A programação, organizada pelo SENAR-PR e SEBRAE-PR, também apre-

“Na cidade, o agricultor é visto como o algoz do meio ambiente. Nós temos que mudar isto!” sentou os projetos de empreendedorismo implantados em edições anteriores e os 10 selecionados em 2009. Stephanes e Abreu não economizaram nas críticas aos ambientalistas e à falta de assistência no campo. “O ambientalista defende uma doutrina. Isso merece os nossos aplausos, mas não quer dizer que ele entenda de meio ambiente”, afirmou o ministro. Stephanes não se exaltou diante de temas polêmicos, porém não poupou nem mesmo o público. “Eu vejo os indígenas e outros grupos protestando por melhorias. Mas cadê os agricultores? Por que não fazer como na França? Lá eles colocam ovelhas e despejam leite nas ruas de Paris se for preciso!”, provocou. Por outro lado, a senadora Kátia Abreu, mais sutil na autocrítica, foi ovacionada a cada declaração. “Na cidade, o agricultor é visto como o algoz do meio ambiente. Nós temos que mudar isto! O país não se sustenta sem o agronegócio”, defendeu. “Não adianta

Stephanes não poupou das críticas nem mesmo o público presente no evento: “Eu vejo os indígenas e outros grupos protestando por melhorias. Mas cadê os agricultores?” querer cobrir novamente toda uma mata ciliar que já foi derrubada. Temos o dever de não devastarmos o que restou, mas nos pedir que recuemos com as áreas produtivas é um absurdo!”, exclamou a presidente do CNA a respeito das mudanças no código ambiental. Após as palestras, os participantes assistiram à apresentação dos projetos escolhidos na edição atual e nas anteriores, além de participar de debates e trocas de experiências nos programas Jovem Agricultor Aprendiz, Liderança Sindical e Mulher Atual, todos desenvolvidos pelo

Top 3 do concurso “Melhor Projeto Empreendedor Rural”

1º LUGAR - Projeto Frango Caipira Orgânico Ariane Amaral e Ari Amaral (Carlópolis-PR) 2º LUGAR - Projeto Plantação de Eucaliptos Wellington Ochner Casati (Cruzeiro do Sul-PR)

3º LUGAR - Projeto Reforma e Divisão de Pastagem João Batista Pereira (Godoy Moreira-PR)

sistema FAEP/SENAR Paraná. Em suma, o balanço do Empreendedor Rural 2009 foi positivo, mas, infelizmente, o “momento palanque” foi inevitável. Nas saudações iniciais, parte dos líderes políticos convidados ignorou o objetivo do evento e protagonizou ataques indiretos a exadministrações governamentais e atuais mandatos. Fora o fato de que ninguém se lembrou de chamar ao palco o atual secretário da Agricultura, Valter Bianchini, as declarações exacerbadas estamparam as principais publicações no dia seguinte e ofuscaram a temática do encontro.


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Energia

Pesquisa busca produção de biodiesel a partir de microalgas Parceria entre Iapar, Copel e Fapeagro terá duração de dois anos e aporte financeiro de R$ 2,2 milhões Mariana Fabre mariana@diadecampoonline.com.br

A busca por formas alternativas de energia é uma exigência cada vez maior da sociedade e, consequentemente, um objetivo das empresas ligadas ao setor. Tendo em vista esse cenário, o Instituto Agronômico do Paraná (IAPAR), a Companhia Paranaense de Energia (Copel) e a Fundação de Apoio à Pesquisa e ao Desenvolvimento do Agronegócio (Fapeagro) firmaram um convênio para promover pesquisas

Com alta capacidade de fotossíntese, as microalgas podem produzir cinco vezes mais óleo do que o dendê com microalgas, visando produção de biocombustível. De acordo com o coordenador do projeto de energias renováveis da Copel, Thulio Pereira, o objetivo da Companhia é estimular a pesquisa criando a infraestrutura necessária para que o Iapar desenvolva tecnologias de cultivo da espécie, buscando a extração do óleo. “A parceria prevê que o projeto terá duração de dois anos, com aporte de R$ 2,2 milhões. As pesquisas estão em fase inicial, selecionando as espécies mais produtivas”, explica. As microalgas só podem ser vistas através de lentes de grande ampliação. São organismos que vivem na água,

utilizam a luz solar para se desenvolver e são altamente produtivos. O interesse da pesquisa se concentra nas espécies que possuem elevado teor de lipídeo, óleo que pode ser usado como fonte de biodiesel. Mas, além dele, as microalgas também geram produtos para a alimentação humana e animal. Thulio Pereira ressalta como, ponto positivo, o fato das microalgas poderem ser produzidas em qualquer região do país, necessitando apenas de água e uma estrutura formada por tanques. Ainda são poucas as pesquisas relacionadas ao potencial da espécie paraproduçãodebiodiesel. No entanto, já é possível afirmar que, devido à sua alta capacidade de fotossíntese, as microalgas podem ser cinco vezes mais produtivas do que o dendê, oleaginosa com grande produtividade para biocombustível. Outra vantagem das microalgas é a facilidade para extração do óleo, que é obtido após a secagem e prensa das grandes massas que elas formam nas águas. Desafios - Mas a parceria também terá que vencer um desafio: o custo

Divulgação

Felipe Teixeira

Possibilidade de produção em qualquer região do país e alta produtividade são pontos positivos do cultivo de microalgas

elevado da produção. Isso ocorre devido à necessidade de construção de tanques específicos, denominados fotobiorreatores, para o cultivo das microalgas. Por esse motivo, o projeto terá pesquisas voltadas a um modelo de reservatório economicamente viável e a

técnicas mais adequadas para manejo e coleta das microalgas. “Os desafios da produção estão atrelados ao fato de as pesquisas com microalgas ainda estarem engatinhando em comparação com outras culturas, como a soja, por exemplo”, lembra Thulio Pereira.


Dia de Campo | Dezembro, 2009 - Janeiro, 2010 | Ano I - Edição 3 |

Agricultura

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Segundo a Conab, devido ao clima favorável a produção de milho vai crescer 4,9% em 2010, mesmo com uma área de plantio menor. (DC)

Fruticultura

Fim de ano com sabor de alívio Flávio Augusto

Embora danoso, o impacto das chuvas nos parreirais norte-paranaenses foi menor do que o esperado; produtores comemoram boa colheita em dezembro Flávio Augusto flavio@diadecampoonline.com.br

Além de muita chuva, as nuvens carregadas que encobriram os céus do norte do Paraná no segundo semestre de 2009 trouxeram aos viticultores da região um sentimento de insegurança. O medo era de que a dificuldade nos trabalhos de campo e a eventual necessidade de repodas nos parreirais atrasassem a safra em demasia. Tanto que, em agosto, esperavase que apenas 10% a 15% das uvas fossem colhidos em novembro e o restante em dezembro - normalmente, esse valor gira em torno de 30% a 40%. Para alívio da maioria dos

“A uva está comercializando bem, o mercado e a safra estão girando bem” produtores, no entanto, o impacto do tempo chuvoso na plantação foi um pouco mais ameno do que o previsto. “Cerca de 20% foram colhidos em novembro, com um preço um pouco acima da média, de R$3,00 a R$4,00 por Kg. Isso compensou a baixa produtividade, que, nesta safra, passou de 14 mil Kg/ha para cerca de 11 mil Kg/ ha”, explica Werner Genta, presidente da Associação Norte Paranaense de Estudos em Fruticultura (Anpef). Viticultor da cidade de MarialvaPR, na região de Maringá, José Rodrigues Garcia está há 22 anos na lida e conta que não teve grandes problemas com as chuvas. ”Só com o que estava muito maduro”, pondera. Contudo, acostumado a colher entre

20 e 25 toneladas, José diz que “essa safra caiu um pouquinho, a média vai ser de 17 toneladas”. Ainda assim, ele não desanima: “agora abriu o tempo, a venda está boa, está tudo sob controle. O que nós estamos precisando mesmo é Em agosto, o medo era de que a colheita se concentrasse em dezembro, que melhore um prejudicando os preços pelo excesso de uva no mercado pouco o preço”. Werner Genta ressalta, porém, que o preço abaixou um pouco, mas não muito, e está Produção de uva no no acima de R$2,00 por Kg. “É um preço norte do PR em 2008 razoável para os consumidores: a uva está comercializando bem, o mercado e a safra estão girando bem”. Valor Quantidade Rendimento Regiões Contraponto - Se, em Marialva, a safra tem corrido bem para o viticultor José Rodrigues Garcia, em Londrina-PR, o mau tempo castigou o pomar da família Muller. A propriedade de 5 alqueires fica no distrito rural da Warta, onde, segundo o serviço agrometeorológico do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), as chuvas foram ainda mais intensas do que em outros municípios da região. Eloy Müller, que, ao lado da esposa e do filho, administra o sítio e a vinícola da família, estima que, de 20 toneladas, a quantidade de uvas tiradas do pé em 2009 caiu pela metade. “Perdi tudo”, lamenta. “A gente produziu muito pouco por causa da chuva. Ela atrapalhou demais, foi muita umidade, muita doença. Alguns cachinhos ralinhos, que estavam amadurando, caíram tudo. Foi um ano atípico para toda a agricultura”, completa o produtor.

produzida (t)

Médio (Kg/ha)

(R$ 1.000,0)

Norte Central

57451

24416

86973

Norte Pioneiro

24391

18893

36155

Total do estado

101500

17500

146129

Fonte: Ipardes - Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Banco de Dados do Estado)


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Hortaliças

Baby Leaf é novidade no mercado de hortaliças Plantas colhidas precocemente têm atraído consumidores com seu sabor tenro e suave; estética também favorece o uso em bufês Divulgação

Mariana Fabre mariana@diadecampoonline.com.br

Na hora de comprar hortaliças, os consumidores brasileiros estão se deparando com uma novidade: o baby leaf. Colhidas precocemente, essas hortaliças são retiradas do campo antes do final do ciclo vegetativo. No Brasil, a cultura é muito recente, mas nos Estados Unidos, Europa e Japão esse mercado já está consolidado há cinco anos. Em Londrina-PR apenas três estabelecimentos comercializam esse tipo de hortaliça. De acordo com Ricardo Rotta, proprietário da BioPlanta, empresa de hidroponia localizada em Ivoti-RS, no Brasil o baby leaf é comercializado por pequenos produtores e ainda não atinge grande mercados. “Existe a tendência de aumento do consumo, mas ele é dirigido. O preço é mais elevado e, por isso, o consumo não se popularizou, está restrito a um público consumidor com maior poder aquisitivo e que busca alimentos com sabor e aspecto diferenciados”, comenta. O chefe da Unidade de Pesquisa e Desenvolvimento de São Roque da Agência Paulista de Tecnologia dos

“Esses fatores fazem do baby leaf uma ótima oportunidade para atrair crianças para o consumo de hortaliças” Agronegócios (UPD São Roque/APTA), Wilson Tivelli, explica que baby leaf não é sinônimo de mini-hortaliças. “Para a produção de mini-hortaliças há cultivares/híbridos específicos. Já no caso do baby leaf, as cultivares são as mesmas que normalmente os produtores cultivam, com a única diferença de que estas são colhidas precocemente”. Segundo Tivelli, como o baby leaf é preparado para a comercialização antes do final do ciclo vegetativo, o espaçamento para sua produção é menor do que o de hortaliças folhosas. Para o cultivo de baby leaf de alface são necessários em torno de 28 a 42 dias desde a semeadura até a colheita, exatamente a metade do tempo necessário

para a alface colhida no final do ciclo vegetativo. “Outro exemplo é a beterraba. A folhas jovens podem ser colhidas entre 28 e 50 dias após a semeadura. No cultivo tradicional as folhas de beterraba são raramente aproveitadas e o ciclo da cultura situa-se entre 90 e 110 dias”, relata Wilson Tivelli. Sabor diferenciado – De acordo com Ricardo Rotta, o sabor diferenciado do baby leaf deve-se ao fato de ela ser mais tenra e suave, além de possuir uma textura macia. Hortaliças folhosas como a rúcula, alface, chicória e almeirão são apropriadas para a produção de baby leaf. O cultivo da beterraba, uma hortaliça tuberosa, agrega valor ao mix de folhas na hora da comercialização devido à coloração de suas folhas e seu excelente sabor. Além do sabor, o aspecto é outra vantagem do baby leaf. Sua estética agradável tem atraído os bufês. “Todos esses fatores fazem do baby leaf uma ótima oportunidade para atrair as crianças para o consumo de hortaliças”, afirma Rotta. Serviço - Para mais informações sobre a produção de baby leaf, entre em contato com o Instituto Agronômico de Campinas (IAC), através do telefone (19) 3231-5422.

Cuidados no cultivo do Baby Leaf

- Recomenda-se o cultivo em ambiente protegido - Cuidado deve ser redobrado nas fases iniciais de desenvolvimento, pois não há tempo para recuperação - Pós-colheita também requer cuidados, tanto no manejo quanto na embalagem - O baby leaf é vendido separadamente ou em uma combinação conhecida como mix de folhas


Dia de Campo | Dezembro, 2009 - Janeiro, 2010 | Ano I - Edição 3 |

Agronegócio

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Em 2010, a colheita de cana no Paraná deve cair de 53 milhões para 42 milhões segundo previsões da Alcopar. (DC)

Sucroalcooleiro Panorama do mercado sucroalcooleiro

Chuva causa queda na produção de cana-de-açúcar

- O volume de cana processada na segunda quinzena do mês de novembro foi 16,12% menor que no mesmo período da safra anterior. O acumulado na industrialização do açúcar atingiu o volume de 27,43 milhões de toneladas, 9,27% a mais que no mesmo período de 2008 - O volume de etanol acumulado até o final de novembro chegou a 21,5 bilhões de litros, 8,32% a menos que no mesmo período - A região centro-sul é responsável por cerca de 90% da produção nacional de cana-de-açúcar - O Brasil é líder mundial na produção de biocombustíveis e o maior exportador de etanol

Clima instável reduz fabricação de etanol, mas produção açucareira acumulada é 9,27% maior dulce@diadecampoonline.com.br

O preço do álcool hidratado na bomba deve ficar mais caro nas próximas semanas. O aumento é atribuído à queda de rendimento na colheita de cana-de-açúcar, aliada à redução das vendas do etanol, em novembro, e à aproximação do período de entressafra. O acumulado na industrialização do açúcar atingiu o volume de 27,43 milhões de toneladas, 9,27% a mais que no mesmo período de 2008. A redução do consumo de hidratado no mercado doméstico chegou a 10,32%, em novembro. Em outubro haviam sido vendidos 1,55 bilhões de litros do álcool hidratado. O principal fator foi mesmo o excesso de chuva, o que resultou em queda na moagem. Usinas prejudicadas com menor tempo para moagem anunciaram o desejo

Chuva causa queda na produção de canade-açúcar e etanol, mas anidro para gasolina é garantido de antecipar a safra 2010/2011, ou ainda continuar moendo durante a entressafra. O volume de cana processada na segunda quinzena do mês de novembro foi 16,12% menor que no mesmo período da safra anterior. Álcool anidro - A redução não compromete a distribuição do anidro, que representa 35% de todo etanol

produzido e compõe 25% da gasolina, ficou garantido pelas usinas. O volume de combustível acumulado até o final de novembro chegou a 21,5 bilhões de litros. A expectativa da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica) é que o álcool produzido em toda a safra 2009/2010 atinja 23,37 bilhões de litros. No Brasil, cerca de 60% das usinas são mistas. Essas unidades variam sua produção, não somente em função de contratos já estabelecidos, que é o caso do anidro, mas também em função do preço do açúcar e do álcool. Segundo o presidente da Unica, Marcos Sawaya Yank, “o etanol é uma commodity agrícola, altamente influenciada pelo clima e produzida durante sete meses para ser vendida o ano todo. Ao contrário do mercado de açúcar, a rigidez das regras de comercialização de etanol gera pouca liquidez e enorme volatilidade num mercado primitivo que só funciona no spot diário de preços”. Exportação de açúcar - A queda na safra indiana de cana-de-açúcar influenciou diretamente o aumento na produção da commodity. O volume de exportações para a Índia, país que recebeu 2,91 milhões de toneladas do produto brasileiro, aumentou cerca de 9.000%, comparado à safra anterior. O maior consumidor mundial de açúcar prorrogou, em outubro, a isenção de tarifas sobre as importações de açúcar demerara (não refinado), desde que possa exportar volume equivalente de açúcar refinado num prazo de três anos. O objetivo do governo indiano é garantir a importação e evitar o agravamento da escassez do produto, causada pela instabilidade climática.

Dulce Mazer

Dulce Mazer

- A produção açucareira corresponde a 43,89% da lavoura de cana acumulada no período na região centro-sul

Excesso de chuva nos canaviais provoca redução de rendimento da lavoura


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Reportagem Especial: Balanço 2009

Estimativa de safra recorde de soja para 2009/2010

Mariana Fabre mariana@diadecampoonline.com.br

Em dezembro, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou o terceiro levantamento do Acompanhamento da Safra Brasileira de Grãos 2009/2010. A estimativa é de que a área plantada alcance 47.977,9 mil hectares, um aumento de 0,7% em relação à safra 2008/2009. Confirmando-se as condições climáticas favoráveis, a produção brasileira de grãos poderá atingir um volume de 140,6 milhões de toneladas, um incremento de 4% em comparação à safra anterior. Já em relação à produtividade, estima-se um aumento de 3,3%, chegando a 2.930 kg/hectare na safra 2009/2010.

“Com a confirmação da área estimada e condições climáticas favoráveis, a produção de soja será recorde” Nesta safra, a Conab estima um aumento da área plantada com soja em todo o país. Somente no Paraná se prevê um crescimento de 7,7% em relação ao ano anterior. Na safra 2008/2009 a área ocupada pela soja no estado foi de 4.069,2 mil hectares e a previsão é de que na safra 2009/2010 a área seja de 4.382,5 mil hectares. De acordo com o engenheiro agrônomo do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento do Paraná, Otmar Hubner, as principais causas dessa

ampliação foram o menor custo por hectare da soja em comparação ao milho, os baixos preços do milho e a maior liquidez da oleaginosa. Estima-se que o Paraná irá produzir 13.147,5 mil toneladas de soja nesta safra, um aumento de 38,3% em relação ao ano anterior. A produtividade no estado também deve aumentar, passando de 2.337 kg/hectare para 3.000 kg/hectare nesta safra. “Com a confirmação da área estimada e das condições climáticas favoráveis, a produção de soja será recorde”, exalta Otmar Hubner. Na safra 2009/2010 o Paraná registra uma redução de 27,2% na área plantada com milho, passando de 1.268,9 mil hectares na safra 2008/2009 para 923,8 mil hectares nesta safra. Com o aumento de 34% na produtividade, a produção estimada para a safra 2009/2010 é de 6.362,2 mil toneladas, 2,5% a menos do que na safra anterior. Já em relação ao trigo, as condições climáticas não foram favoráveis durante esta safra. Segundo o engenheiro agrônomo do Deral, o excesso de chuvas prejudicou a produtividade do grão, que teve uma redução de 28,3% em relação ao ano anterior. Apesar do aumento de 14% da área plantada no Paraná, as perdas causadas pela chuva resultaram em uma produção de 2.525,9 mil toneladas na safra 2009/2010, o que representa uma redução de 17,7% em relação à safra anterior. Ao contrário das previsões anteriores, o levantamento mais recente da Conab indica para os meses de dezembro, janeiro e fevereiro a ocorrência de chuvas dentro da média na região Sul do país, o que aumenta a apreensão com relação aos possíveis veranicos em janeiro e fevereiro.

Arquivo DC / Eduardo Cavalari

Em ano chuvoso, milho cedeu espaço para a soja e produtores de trigo sofreram com o prejuízo nas lavouras

Números - Na safra 2009/2010, Paraná deve aumentar 7,7% da área plantada com soja; a produtividade no estado também deve subir, passando de 2.337 kg/hectare para 3.000 kg/hectare

Dulce Mazer

Qualidade do trigo foi prejudicada pelo excesso de chuvas; no Paraná, 25% da produção é considerada de baixo padrão


Dia de Campo | Dezembro, 2009 - Janeiro, 2010 | Ano I - Edição 3 |

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Pecuária Estimativa da Safra Paranaense Safra

2009: ano de prejuízos para a suinocultura

2008/2009

2009/2010

Variação

8.792,3

8.887,2

1,1%

Mariana Fabre

2.837

3.251

14,6%

mariana@diadecampoonline.com.br

24.946,4

28.892,3

15,8%

Área produzida (mil ha) Média de Produtividade (kg/ha) Produção (mil t)

“Nós tivemos um ano extremamente difícil”, resume Leoclides Bisognin, vice-presidente da Associação Regional dos Suinocultores do Oeste do Paraná. Os reflexos da crise econômica mundial fizeram os preços da carne suína despencarem. Além da crise, os suinocultores brasileiros ainda enfrentaram prejuízos causados pelo surgimento da Gripe A, amplamente

Dulce Mazer

“Em função da crise econômica mundial e da gripe, os preços caíram quase 30% em 2009”

Com redução na área plantada, produção de milho no Paraná deve ser 2,5% menor nesta safra

Pecuária

Crise prejudicou exportação de carne bovina Mariana Fabre mariana@diadecampoonline.com.br

Em função da crise econômica mundial, o mercado da pecuária bovina no Brasil enfrentou um cenário desfavorável em 2009, principalmente na questão das exportações, tendo em vista que muitos países compradores de carne bovina brasileira tiveram dificuldade de acesso a crédito e enfrentaram diminuição no consu-

“A expectativa é de que em breve o Paraná se torne um estado livre da febre aftosa sem vacinação” mo. “2009 não foi um ano fácil para a agropecuária brasileira”, lamenta Alexandre Kireeff, presidente da Sociedade Rural do Paraná. De acordo com Kireeff, a variação negativa dos preços praticados ao longo do ano, que tiveram uma redução de 12%, também prejudicou

os produtores. “Isso ocorreu devido à valorização do Real e à crise que afetou o mercado internacional”, explica. Outro fator que dificultou a situação dos produtores foi o fortalecimento da concentração de indústrias frigoríficas, setor que, segundo Kireeff, caminha para se tornar um oligopólio no Brasil. “Essa situação é desfavorável aos produtores e será objeto de atenção da Sociedade Rural do Paraná em 2010”, afirma. Já em relação à questão sanitária, o Paraná tem motivos para comemorar, pois em 2009 todas as etapas de vacinação foram realizadas com sucesso. “A expectativa é de que em breve, possivelmente em 2010, o Paraná se torne um estado livre da febre aftosa sem vacinação”, ressalta Alexandre Kireeff. Segundo o presidente da Sociedade Rural do Paraná, o mercado internacional não sinaliza por preços mais favoráveis em 2010 e a situação do exportador brasileiro pode se complicar ainda mais devido à relação cambial. Os produtores deverão se amparar no mercado interno para garantir a comercialização da produção, já que em 2010 a expectativa é de que os preços sejam regulares.

divulgada como “gripe suína”. Apesar da contaminação com o vírus da nova gripe não estar relacionado à carne suína, o nome popular da doença causou grande diminuição no consumo. De acordo com Leoclides Bisognin, o Brasil fechou o ano exportando em

torno de 600 mil toneladas de carne suína, índice similar ao de 2005. “As exportações foram um pouco superiores às de 2008, mas o valor obtido foi muito menor. Em função da crise mundial e da gripe, os preços caíram quase 30% em 2009”, salienta Bisognin. Em 2008, a tonelada da carne suína era vendida por cerca de R$ 3 mil, mas este ano foi comercializada a R$ 1,8 mil, o que diminuiu a renda do produtor. Em dezembro, devido às festas de final de ano, geralmente há uma explosão no consumo de carne suína. Mas isso não ocorreu em 2009. Os produtores aumentaram a produção, o que não foi acompanhado por um aumento do consumo. Consequentemente haverá sobra de produto e os preços devem continuar desfavoráveis ao produtor. “Até março e abril não vemos um futuro promissor, pelo contrário. Os meses de janeiro, fevereiro e março são extremamente quentes e o consumo de carne suína diminui. Estamos pessimistas e não esperamos, em curto prazo, uma reação nos preços”, explica.


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Entrevista

Mercado da soja é tema de curso para profissionais do campo Com 30 anos de experiência em grandes companhias do setor, Michel Abrão ministra curso voltado para produtores e acadêmicos Felipe Teixeira felipe@diadecampoonline.com.br

Se termos como Balance Sheet, Domestic Premium ou Comparativo Crush x Export soam estranhos a você, sojicultor ou acadêmico de agronomia, então é melhor se inscrever no curso “O Mercado da Soja na visão de um comprador”. Além do vocabulário específico do segmento, Michel Abrão, criador e ministrante do projeto, aborda diversos aspectos relacionados à precificação da soja. Na passagem pela Associação Comercial e Industrial de Londrina (ACIL), Abrão falou mais sobre o tema ao Jornal Dia de Campo. Dia de Campo: Quando e como você iniciou o curso? Michel Abrão: Foi há três anos, quando o ministrei pela primeira vez na Universidade Estadual de Maringá. Como eu tenho muito conhecimento prático atuando no mercado da soja, senti que precisava compartilhar es-

A agricultura brasileira é competitiva, mas a questão comercial ainda é um dos deslizes cometidos pelos produtores tas informações. Logo que comecei, eu coloquei termos básicos e a maioria não conhecia. Percebi que a falta de informação sobre o assunto era grande e isso me assustou. DC: Qual o perfil do público que normalmente o procura? MA: É bem heterogêneo. Desde estudantes até técnicos, donos de empresas e pessoas que trabalham há anos com o mercado, mas ainda não compreendem a razão pela qual muitas variáveis oscilam e qual a influência delas no preço final do produto. Eu costumo dizer que não é um curso, é transferência de conhecimento prático. Eu não encaminho para dados muito técnicos para não confundir, mesmo porque o intuito é abrir o campo de visão dos participantes. DC: Em sua fala, você criticou o

fato de um estudante de agronomia se formar sem ter conhecimento do mercado das principais commodities. Você sugere uma saída? MA: Não tem outro jeito. As universidades que possuem o curso de agronomia devem criar cadeiras específicas para que o aluno saia de lá sabendo pelo menos o básico de mercado de soja, trigo e milho. Este tripé é fundamental. O que eu vejo quando eles vêm ao curso é que, muitas vezes, eles não sabem como e onde buscar as informações principais do mercado. Outra coisa: não adianta conhecer o vocabulário do setor e não compreender o porquê aqueles termos todos têm tanto impacto no cotidiano de compra e venda da produção. DC: O que o produtor rural pode fazer para se tornar menos dependente das informações passadas pelas trades? MA: A agricultura brasileira é competitiva, mas a questão comercial ainda é um dos deslizes cometidos pelos produtores. Infelizmente, uma minoria tem o conhecimento de mercado necessário para atuar. O produtor perde boas oportunidades de precificar a sua produção por falta de informação. Hoje, por meio da Internet, ele pode ter acesso a todos os índices, tabelas e relatórios publicados por ministérios da agricultura de todo o mundo. Então, a mudança deve vir primeiramente do produtor, porque, além deste curso que eu ministro, eu não vi outra iniciativa semelhante no país. Não dá para esperar que cursos iguais a este sejam criados a fim de resolver o problema, tem que arregaçar as mangas e buscar as informações.

Sites básicos para conhecer o mercado* - Pregão noturno da Bolsa de Chicago: www.cmegroup.com - Relatórios publicados pela USDA: www.fas.usda.gov Informações: (43) 3376-0770 michel.abrao@sercomtel.com.br *ambos possuem tradução p/ português

Pedro Crusiol

Após atuar em importantes multinacionais, Michel decidiu compartilhar o conhecimento em curso sobre o mercado da soja

Mural Agrícola Bolsa de Cereais e Mercadorias de Londrina - Cotações do dia 08/01/2010 Preços Tipo/Praça Produto Mercado Máximo Mínimo Londrina Café - PR. Benefic. 60 Kg Safra 09/10 Feijão Carioca - T.1 60 Kg. Milho - 60 Kg

Soja - 60 Kg

Trigo - 60 Kg PH - 80

Tipo 6 Duro - B/C. Tipo 7 Riado - B/C. Tipo 7 S/D - B/C. Apucarana Ivaiporã Londrina Cascavel Maringá Ponta Grossa Cascavel Maringá Ponta Grossa Cascavel Maringá

245,00 212,00 185,00 48,00 45,00 55,00 15,50 15,50 16,00 42,00 42,00 42,00 28,20 28,20

250,00 217,00 190,00 50,00 50,00 60,00 16,00 16,00 16,50 43,00 43,00 43,00 28,80 28,80

Cotação - Café - NY - em centaos de US$/libra - peso Fechamento Anterior Diferencial Fechamento Abertura Mês/Ano março - 10 maio - 10 julho - 10

3,60 3,30 3,05

145,50 147,05 148,30

142,45 143,75 145,80

141,90 143,75 145,25

Calmo

Calmo

Calmo

Calmo Calmo Variação %

2,54 2,30 2,10

Fonte - CMA

OBS: Cafés que apresetarem gosto de terra, secador e aparência chuvada e barrenta, terão deságil compatível à incidência dos mesmos


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Pecuária

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Segundo dados do IBGE, PIB da agropecuária teve queda de 9% no terceiro trimestre de 2009 em relação ao mesmo período do ano passado. (DC)

Orgânicos

Avanço da Pecuária Orgânica ganha novos adeptos no país Há seis anos no Brasil, a pecuária orgânica utiliza métodos socialmente responsáveis de produção Abpo / Divulgação

Felipe Teixeira felipe@diadecampoonline.com.br

A pecuária orgânica ocupa uma área de mais de 110 mil hectares com 55 mil cabeças de gado

Imagine o gado livre para repousar em campo aberto, tratado com homeopatia e alimentado a base de vegetais cultivados sem a utilização de agrotóxicos. Estas são algumas características da pecuária orgânica. O termo é recente e foi adotado da política de proibição do uso de pesticidas inorgânicos nos alimentos. Se, à primeira vista, o modelo orgânico de pecuária foi considerado uma iniciativa de órgãos ambientalistas para combater o modo de produção intensivo, hoje sabe-se que é uma alternativa de integração da atividade animal à produção vegetal, conforme explica o pesquisador do Instituto Ambiental do Paraná

O modelo orgânico de pecuária é uma alternativa de integração da atividade animal à produção vegetal Entenda o modelo orgânico da pecuária (IAPAR), Moacir Roberto Darolt. “Ela otimiza a reciclagem dos nutrientes, causa menor dependência de insumos externos e potencializa os benefícios da integração”. Segundo Darolt, são três os pilares que a consolidam: a alimentação, o tratamento veterinário e o manejo do rebanho. “Recomenda-se que os alimentos oferecidos ao animal sejam orgânicos e sejam cultivados na propriedade, por meio da manutenção de pastagens. Quanto à saúde, a homeopatia reduz custos e tem sido aplicada com bons resultados”. Mas sem um manejo adequado, os pontos citados de nada valem. “As instalações devem facilitar a movimentação dos animais, o acesso à água e ao alimento. É importante também dizer que as mutilações, maus tratos e a aplicação de estimulantes vão totalmente contra os

- A Pecuária Orgânica foi desenvolvida no Brasil em 2001 por pecuaristas do Pantanal - O termo foi adotado da política de proibição do uso de pesticidas inorgânicos nos alimentos - O repouso animal em campo aberto com tratamento homeopático e a alimentação à base de vegetais, cultivados sem a utilização de agrotóxicos numa espécie de integração, são as principais características da pecuária orgânica -A Associação Brasileira de Pecuária Orgânica (ABPO) envolve 20 fazendas e ocupa uma área de mais de 110 mil hectares, com um rebanho estimado em 55 mil cabeças de gado

preceitos da pecuária orgânica”, complementou o pesquisador. Em 2004, pecuaristas do Pantanal implantaram o novo sistema de produção no país. Hoje, anualmente, cerca de 1000 animais são abatidos desta forma na bacia pantaneira. Pode

parecer pouco perto dos 500 mil criados na região pelo método extensivo, porém o crescimento tem se intensificado. Tanto que a Associação Brasileira de Pecuária Orgânica (ABPO) já certificou dez fazendas somente no Mato Grosso do Sul e avalia outras 12 áreas

a serem certificadas. Leonardo Leite de Barros, presidente da ABPO, explica como a atividade é organizada no estado. “Neste sistema, você tem todo o processo produtivo regulamentado, ou seja, todas as atividades, do nascimento ao abate do boi, são catalogadas”. Barros diferencia a pecuária orgânica da convencional com base nos aspectos naturais, sociais e produtivos. “Nós respeitamos as áreas de reserva legal, os nossos trabalhadores ao garantir os benefícios de direito e aplicamos a rastreabilidade absoluta, nos dedicando ao bem estar animal sem o uso de agrotóxicos”. Visto com desconfiança por produtores que desafiam as normas sanitárias e socioambientais, o boi orgânico se tornou realidade no Brasil e avança a passos largos para conquistar o mercado interno ainda cercado de preconceito quanto ao emprego das formas responsáveis de produção.


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Leite

Mercado de leite deve manter o crescimento em 2010 O consumo no setor brasileiro de lácteos deve crescer uma média de 3% ao ano até 2012, diz pesquisa Divulgação

Felipe Teixeira felipe@diadecampoonline.com.br

No atual cenário de crise econômica mundial, perspectivas positivas para qualquer setor em 2010 não constam nas previsões. Porém, as estatísticas de consumo de leite no mundo destoam dos números relacionados a muitos produtos, nos quais ocorre uma estagnação ou queda em valores absolutos. Segundo pesquisa realizada pela Tetra Pak Dairy Index, de 2008 para 2009, o consumo de leite e outros lácteos líquidos (refrigerados ou não) deve crescer 1,3% e atingir 263 bilhões de litros. “No período pré-crise, o consumo (de leite) nos chamados países emergentes já era maior. Eles demoraram a sentir os efeitos, mas, por outro lado, conseguiram sair mais rápido do período de recessão quando comparados aos desenvolvidos. Então a retomada do crescimento é natural”, analisou Rodrigo Alvim, presidente da Comissão Nacional de Pecuária de Leite (CNPL) da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Ao contrário do pífio desempenho consumidor no Primeiro Mundo, o mercado de lácteos no Brasil, assim como o de outras nações emergentes avançadas, resistiu à crise e chegou aos 10,3 bilhões de litros, aumento de 2,5%. Atualmente, o país é o quinto maior exportador e o sexto maior produtor mundial de leite. De acordo com Alvim, as boas posições ocupadas no ranking entre os maiores se devem a uma soma

O Brasil ocupa a sexta posição mundial na produção de leite e apresenta potencial de crescimento. de fatores, que propiciam tal destaque. “Apesar de ter um consumo per capita considerado baixo, 140 litros por ano, em relação à Argentina e ao Uruguai, o Brasil cresceu de maneira sustentável nos últimos anos, tem condições territoriais e climáticas favoráveis, além de um significativo mercado doméstico”, elencou Alvim. Entre 2009 e 2012, segundo as in-

Raio-X do Mercado Leiteiro

“O país tem condição territorial e climática favorável, além de um significativo mercado doméstico”

- De 2008 para 2009, o consumo mundial de leite deve crescer 1,3% e atingir 263 bilhões de litros - O Brasil é o 5º maior exportador e o 6º maior produtor mundial de leite - 10,3 bilhões de litros de leite foram consumidos no Brasil em 2009 - O consumo per capita no país é de 140 litros por ano

formações do levantamento, espera-se que o brasileiro compre - Até 2012, o consumo brasileiro de leite deve crescer uma média de 3% ao ano ainda mais o produto e eleve em 3% a média de consumo ao ano, - De acordo com o Censo Agropecuário 2006, Minas Gerais é o maior produtor nacional de índice que acompanha a perleite, com 27,9% da produção total, seguido de Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina spectiva de ampliação na Índia (2,2%) e na China (7,1%) e contraria a previsível queda de 0,6% nos Estados Unidos e no Reino Unido. No entanto, o presidente da CNPL adverte que, na verdade, 2009 foi atípico para a pecuária leiteira e nos próximos anos não haverá um desenvolvimento extraordinário do setor, mas a retomada no ritmo de crescimento antes da crise. “Os preços dos produtos lácteos, leiase leite em pó, no mercado internacional, variavam por volta de 2 mil dólares a tonelada no mês de agosto e já atingiram mais de 4 mil dólares a tonelada no Norte da Europa em novembro. Todos estes indicadores sinalizam que no ano que vem a situação volte à normalidade”.


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A Sociedade Rural do Paraná procura artista plástico para o monumento que representará os 50 anos da ExpoLondrina. Contato: (43) 3378-2000. (DC)

Vida Rural Viola Caipira

Divulgação

Viola de papel

Dulce Mazer dulce@diadecampoonline.com.br

Uma preciosidade nas livrarias é o livro com DVD Violeiros do Brasil, coletânea que resulta do projeto Memória Brasileira. Além de belíssi-

Além de fotos, o livro apresenta histórias e curiosidades sobre 11 dos mais importantes violeiros do país

mas fotos, o livro apresenta a história e curiosidades sobre 11 dos mais importantes violeiros do país: Adelmo

Arcoverde, Almir Sater, Braz da Viola, Ivan Vilela, Passoca, Paulo Freire, Pena Branca, Pereira da Viola, Roberto Correa, Tavinho Moura e Zé Mulato & Cassiano. O prefacio é de Inezita Barroso, com edição de Adriana Amback e Myriam Taubkin, além de fotos de Angélica Del Nery. A curiosidade é que a coletânea traz uma lista de verbetes e apêndice com informações sobre instrumentistas de todo o país, como área de atuação e endereço. A lista apresenta os mais importantes violeiros do Brasil e entre eles está André Siqueira, mestre da viola radicado em Londrina e expoente da atual fase da viola no Brasil. Serviço - Violeiros do Brasil, da editora Myriam Taubkin, a R$ 60 o livro e R$ 39,30 o DVD na Livraria Cultura. Ainda não disponíveis nas principais bibliotecas públicas da região.

Divulgação

Coletânea contempla grandes instrumentistas brasileiros

Violeiros do Brasil, coletânea com grandes instrumentistas e suas histórias


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Reportagem de Capa: Turismo

Turismo rural: lazer e trabalho para empreendedores Sustentabilidade é a palavra-chave neste segmento econômico, cultural e ambiental Lino Tucunduva lino@diadecampoonline.com.br

Dulce Mazer

O meio rural, já há algum tempo, vem sendo visto e aproveitado de várias formas. Além do aspecto produtivo, com suas inúmeras alterações tecnológicas quanto ao uso do solo e preservação dos espaços, também o aspecto ocupacional vem demonstrando destacadas mudanças, enquanto setor de negócios cultural, de lazer, entretenimento e extensão acadêmico-educacional relacionado com o turismo. Aos poucos, o turismo rural vem mudando o desenho do campo, m u i to

diferente do que anteriormente se atribuía como simplesmente um lugar de vida rústica, com trabalhos pesados. Assim como as grandes cidades vão se emoldurando em meio a sofisticados projetos arquitetônicos visíveis em prédios, casas, ruas, avenidas e parques, também as áreas rurais têm apresentado transformações nesse mesmo sentido. Seus contornos naturais, preservados, aos poucos vão recebendo o que se chama de “novas definições” estéticas, apropriadas para receber a visita de pessoas de todas as partes do mundo, interessadas em “descobrir” novas emoções promovidas pela natureza. A vida atribulada das grandes cidades tem provocado a fuga de muito citadinos, despertando o interesse em explorar melhor o mundo campestre. E no Brasil, são inúmeras as instalações com moderna infraestrutura hoteleira, prontas para atender à de-

manda do tempo livre e de lazer de todos que pretendem um contato mais estreito com a natureza, em busca de novas energias física e mental. Sustentabilidade – Segundo Aline Nunes de Oliveira, geógrafa

“O turismo rural tem proporcionado a volta às origens, onde a pessoa saboreia todos os valores” e turismóloga, mestranda em Geografia pela Universidade Estadual de Londrina, “o turismo rural tem proporcionado a volta às origens, onde a pessoa põe a mão na terra, sente o ar puro do campo, vive de fato a natureza, saboreando todos os valores ambientais, muitas vezes nunca experimentados”. O ecoturismo está dentro do turismo rural, onde se busca acoplar

várias atividades ecológicas - caminhadas em trilhas interpretativas, esportes de aventura, arvorismo, entre outras -, que garantam a conservação do meio ambiente a ser explorado, enquanto atrativo permanente para o turista. “Na verdade, o turismo rural deve sempre levar a idéia de sustentabilidade, ou seja, do lado econômico, fazendo com que gere renda para os proprietários; no aspecto cultural, a valorização dos dados sócio-histórico-ecológicos agregados ao desenvolvimento político-cultural das pessoas; e do lado ambiental, preservando os mananciais hidrográficos, cachoeiras e lagos, tudo dentro de uma consciência ecológica, de modo a elevar ainda mais o espírito de aventura”, afirma Aline.

O Jornal Dia de Campo agradece à Pousada das Alamandas,em Rolândia-PR, pela prestabilidade em permitir à repórter Dulce Mazer fotografar as suas instalações


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Um misto de produção técnico-cultural e lazer Dulce Mazer

Lino Tucunduva lino@diadecampoonline.com.br

Há algumas décadas a industrialização urbana vem contribuindo para a alteração das atividades rurais, com a introdução de novas tecnologias em máquinas, equipamentos, implementos e insumos agrícolas modernos. Com isto, muitos produtores, que antes investiam boa parte de seu dia na efetiva produção da lavoura e criações, hoje se veem obrigados a compartilhar seu tempo ocioso com inovações culturais. Frente a isto, muitos pequenos e médios produtores, tornaram suas propriedades um misto de produção agrícola e local de lazer, simultaneamente. Estas alterações nas atividades passaram a ser um suplemento na renda de muitas famílias rurais - em muitos casos o orçamento principal da propriedade. O resultado positivo desta pluriatividade rural tem sido observada, já em grande escala, em muitas regiões dos estados brasileiros.

Passar finais de semana, feriados prolongados, ou mesmo férias no meio rural, já é um hábito em franco desenvolvimento na cultura das pessoas, em substituição às áreas urbanas litorâneas. Para Fabio Thomas Soares, proprietário do Rancho Amaporanga, próximo ao rio Tibagi, na região do município de Londrina, “a experiência nos tem dado bons resultados, neste misto de produção agropecuária com as atividades de lazer”. Com apenas 10 alqueires de área, há três anos que Fábio vem atendendo a pequenos grupos de pessoas, que procuram sua propriedade para a realização de eventos, festas e confraternizações, oferecendo, ao que ele mesmo denomina: “um encontro com a natureza”, tudo dentro de muito conforto e segurança. Viagens técnicas - Pousadas, recantos, ranchos, estâncias, fazendasescolas, entre outras inúmeras denominações, são termos que, por si só, têm conduzido muitos turistas ao meio rural. E para dar conta desta demanda

Dulce Mazer

“A experiência nos tem dado bons resultados, neste misto de agropecuária com atividades de lazer”

Na Rota do Café e do Agronegócio O norte do Paraná tem se despontado como região altamente produtiva no setor agropecuário com grandes transformações em seus espaços geopolíticos de desenvolvimento. A área rural já é tida como um forte produto à disposição de todos que mantêm uma relação direta e indireta com o campo. A última novidade em termos de aproveitamento desses espaços, foi a criação do projeto Rota do Café e do Agronegócio (novembro 2009), que veio para consagrar, dentro de um enfoque técnicocientífico, o interesse de todos

os ruralistas brasileiros e estrangeiros na busca de novos conhecimentos de gestão de propriedade e produtividade agropecuária, bem como modernas técnicas de manejo. No rol das atividades turísticas, a Rota do Café e do Agronegócio é mais um modo prático de se conjugar a implementação das últimas novidades tecnológicas no campo e o conhecimento rural, estabelecendo uma grande rede de contato entre os mais diferentes tipos de especialistas do agronegócio. Mais informações no site www. rotadocafe.tur.br. (LT)

crescente, muitas agências de turismo já vêm se especializando no atendimento, seja para viagens a passeio, descanso e entretenimento, bem como deslocamentos em grupos acadêmicos e profissionais em estudos, com a finalidade de aperfeiçoamento técnico-científico sobre a produção de diversas culturas agropecuárias inovadoras. O turismo rural, aos poucos vem abrindo um leque de oportunidades, com a oferta das mais diversas linhas de viagem. Uma nova forma de agregar valores ao produtor rural, estudantes e pesquisadores, são as viagens técnicas, que proporcionam a ampliação do conhecimento junto a cursos de capacitação nas propriedades. Segundo Emanuel Ribeiro Junior, gerente do departamento de turismo agrícola da agência Terra Nova Agricultural Tours, em Londrina, “as experiências vivenciadas durante as viagens técnicas, seja no Brasil ou no exterior, geram a comparação de desempenhos, motivando os participantes a aplicarem os conhecimentos adquiridos, promovendo grandes transformações em seus negócios”. A procura por este tipo de turismo tem aumentado muito nos últimos tempos. De acordo com Junior, a cada ano, são cerca de mil passageiros para eventos no Brasil e uma média de 250 para o exterior, sempre acompanhados de um guia técnico e um intérprete.


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Culinária

Presente ao paladar Aprenda como preparar uma deliciosa e autêntica paleta de cordeiro; quem dá a receita é Taico, renomado chef londrinense Dulce Mazer dulce@diadecampoonline.com.br

Faça um envelope com duas folhas de papel alumínio, coloque dentro a paleta e todos os ingredientes, espalhando um

Paleta de cordeiro do Chef Taico

- Para quatro pessoas você vai precisar de: - Uma paleta de cordeiro, entre 1Kg e 1,2Kg - 4 ramos de alecrim

O Chef Taico há 7 anos apresenta um programa de culinária na Multi TV

- 100 gr. manteiga salgada - 200 ml. vinho branco seco - 1 colh. chá de sal - Pimenta do reino

pouco do tempero por - Papel alumínio toda a peça de paleta. Feche o envelope e coloque na churrasqueira em fogo in- vinagre ou suco de limão. tenso por duas horas a duas horas Serviço - Para outras dicas e meia. Como a carne do cordeiro é adocicada, o vinho branco vai dar acesse o site do Taico, onde você um toque agridoce ao assado, mas vai encontrar até 60 receitas com a bebida pode ser substituída por fotos: www.cheftaico.com.

O vinho branco na receita dá um toque agridoce à carne adocicada do cordeiro

Agenda

Confira os principais eventos agropecuários programados para o mês de janeiro e fevereiro SENAR - Capacitação de Instrutores 19 de janeiro Curitiba - PR (41) 3362-0166

61ª Festa do Figo e 16ª Expogoiaba 15 a 31 de janeiro Valinhos - SP www.festadofigo.com.br/2010

26ª Feira e Festa da Ovelha 28 a 31 de janeiro Pinheiro Machado - RS (53) 3248-1600 / 3248-1564 www.feovelha.com.br

XXIII Rodeio Crioulo 30 de janeiro a 07 de fevereiro Vacaria - RS www.rodeiodevacaria.com.br

13ª Jornada de Atualização em Agricultura de Precisão 11 a 15 de janeiro Piracicaba – SP (19) 3417-6604 cdt@fealq.org.br

XXXIII Congresso Paulista de Fitopatologia 02 a 05 de fevereiro Ituverava - SP (16) 3729-9060 www.cpfito.com.br


Jornal Dia de Campo – nº 03