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29/05/12

CANTONA” Texto: Ricardo Sacramento Fotos: Maisfutebol

É

ric Daniel Pierre Cantona, nascido a 24 de maio de 1966 em Marselha, é hoje em dia ator, diretor e treinador de futebol de praia, mas o que o marca é o seu passado como um grande ex-futebolista francês. Polémico e habilidoso, recebeu diversos apelidos que retratam sua personalidade e talento “L’Enfant Terrible”, “The Genious”, “The Bad boy” e “Eric, the King”. O atacante francês iniciou a sua carreira no Auxerre, em 1983, e antes de se transferir para o futebol inglês, atuou em várias equipas francesas: Martigues, Marseille, Bordeux, Montpellier e Nimes. Ao lado dos seus inúmeros feitos desportivos, há um rol de inglórias suspensões, castigos, lesões e problemas profissionais, que impediram Cantona de ser efetivamente aquilo que ele era, um dos melhores jogadores de futebol de todos os tempos. Esse falhanço foi fruto dos seus «Mauvais esprits», ou que os franceses chamam de «espíritos malignos», esse mau génio de onde lhe advinha a insubmissão e a indisciplina, tudo o que impediu de brilhar em todo o seu esplendor, de conquistar uma competição europeia ou jogar um Campeonato do Mundo. Com a camisola dos red devils, iniciou o período áureo da sua carreira, conquistando campeonato sobre campeonato e tornando-se o mestre da orquestra de Ferguson. Depois de ter sido campeão no Leeds em 1992, ajudou o Man. United na conquista do primeiro campeonato desde 1968. Campeão em 1993, 1994, 1996 e 1997, Cantona era sinónimo de sucesso em terras inglesas. Éric é considerado um dos principais responsáveis pelo ressurgimento

do Manchester United nos anos 90, clube onde se tornou ídolo e dono da lendária camisola com número 7, que pertenceu a alguns dos principais atletas da história do clube e que foi herdada posteriormente por Cristiano Ronaldo. Pela primeira vez um francês brilhava do outro lado do canal, e os nacionalistas adeptos do Manchester adoravam a sua estrela gaulesa. Em Old Trafford as bancadas do «Teatro dos Sonhos», ou nos outros campos de Inglaterra, os red devils demonstravam o seu amor. Os sucessos continuaram, e Cantona era premiado com o prémio de melhor jogador da FA Premier League em 1994, para coroar a época onde o United tinha conquistado o treble: FA Premier League, FA CUP e Charity Shield. Contudo foi também em Inglaterra que viveu a sua maior frustrações na carreira, quando foi suspenso durante nove meses após agredir um adepto do Crystal Palace em Janeiro de 1995, ato este que o levou posteriormente a ser retirado da convocatória que se seguiu da seleção Francesa, a qual acabaria vencedora do campeonato do Mundo de 1998. Transtornado com a notícia que o impedia de participar no Mundial, Cantona decide terminar o seu ciclo futebolístico no auge da sua carreira, em 1997 com apenas trinta anos. Seria posteriormente eleito o melhor jogador da história do Manchester United, superando nomes como Bobby Charlton e George Best. Atualmente, além de treinador da Seleção Francesa de futebol de areia, onde conquistou o único título mundial da equipa, é desde 19 de janeiro de 2011 o diretor de futebol do tradicional New York Cosmos.

Jornal Dez 29/05/12  

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