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REPORTAGEM

pela sua visao de jogo e pelo passe preciso. Estreou-se em 1985, mas fez-se famoso antes: era o responsável por limpar as botas do mítico Kevin Keegan e claro que arranjou forma de as perder. Deu-se a conhecer assim aos funcionários do clube, que só o perdoavam pelo talento que tinha nos pés. Apesar do seu caracter caótico e problemático - que quase lhe custam a continuidade no Newcastle - Paul assina logo o seu primeiro contrato profissional e em três anos faz 107 jogos e marca 25 golos. A sua qualidade infinita, a elegância com a bola e a finta fácil cativaram logo os adeptos. Como era possível que aquele miúdo gordinho podia jogar tanto, mesmo com alguns “pneus” que lhe sobravam? Foi nomeado jovem do ano e despertou o interesse do Tottenham, que cometeu a loucura de pagar 2 milhões de libras por ele.

29/05/12

o Mundial de 90. Fez parte do onze ideal desse mundial. Gazza vivia na gloria, colaborou numa musica pop do grupo Lindisfarme e teve direito a dois videojogos. Entre golos e borracheiras dizia as suas virtudes “A cerveja, o chocolate e as mulheres. Nesta ordem”. Stan Syemour, presidente do Newcastle, definiu-o como “George Best sem cérebro”. Best rejeitou a comparação “Gascoigne não me chega nem aos cordões... Da garrafa”. O presidente do Sheffield foi mais longe: “se fosse meu filho, levava duas chapadas e ia para a cama sem comer”. A “chapada” não tardou em chegar. Na Lazio, lesionouse gravemente no joelho e entre escândalos nunca chegou a demonstrar a sua qualidade.

O destino talvez fosse outro, se Paul não decidisse curar a sua lesão nos bares de Roma: depois de uma violenta discussão, um Nos “Spurs” consolidou e evoluiu o seu cliente deixou-o inconsciente com um soco, talento. Na selecção inglesa foi o líder durante deitando-o ao chão. Os médicos disseram

Jornal Dez 29/05/12  

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