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Jornal

Vale e Região

DESPORTIVO o esporte levado a sério ANO 3 - N.22 - JANEIRO 2014

Foto: Divulgação

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HÓQUEI DE SÃO JOSÉ PARTICIPA DO BRASILEIRO

Foto: Tião Martins/PMSJC

Nos dias sete e oito de dezembro, três equipes de hóquei indoor de São José participaram, em Florianópolis, do Brasileiro de Hóquei Indoor 2013 nas categorias masculinas sub-14 e sub-17. Pg. 4

GANGNAM STYLE

Dos campos de Jacareí para a Coréia do Sul. O Atacante Wesley Maiolino é destaque no país asiático. Pg. 5

EVENTO OU ESPORTE?

Talita Leite assiste o Lakers no Staples Center, em Los Angeles e se impressiona com o evento. Pg. 3

BIKE E NATUREZA

Cerca de 2 mil ciclistas participaram da 14ª edição do Trip Bike São Francisco Xavier. Pg. 8

FALA FERA

BSL nos faz recordar de um ponta esquerda do Esperança FC, com o apelido de Ratinho. Pg. 3

Peneira em Mogi das Cruzes seleciona craques para Dr. Gerson Vielas mostrar o que fazer nas primeiras 24h representar a cidade em jogos oficiais. Pg. 2 de uma lesão. Pg. 2


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FOCO NA DOR: “PRICE” ção local e dano adicional. O controle dessa cascata deve ser feito de forma intensiva e os meios físicos são a forma mais eficiente de se fazer, respeintando-se a seqüência PRICE, a saber: P rotection (proteção); R est (descanso); I ce (gelo); C ompression (compressão); E levation (elevação).

POR DR. GERSON VIELAS

O

momento mais importante do tratamento de traumas no esporte são as primeiras 24 horas após a lesão. Quando ocorre um trauma esportivo, há, também lesão de vasos e sangramento local, o que leva a compressão de tecidos adjacentes, dimuição da oxigena-

O

O método PRICE nada mais é do que proteger a área lesionada de danos adicionais (contusões e outras injúrias), descansar a região machucada (imobilizações gessadas, enfaixamentos ou órteses), realizar a crioterapia (bolsas de gelo 20 minutos 03 X/dia

nos 03 primeiros dias após a lesão), compressão e elevação da região afetada para diminuição do edema e da dor focal. Devem ser evitados na fase aguda os fatores como: calor local, álcool (emulsões alcoólicas), atividade moderada ou intensa, massagens ou manipulação de tecidos moles, pois estes fatores podem aumentar o processo doloroso e inflamatório da região. Decorrido uma semana pós-trauma, pode-se iniciar uma carga leve de retorno ao treinamento, pois essa nova tendência deve-se às constatações de que o funcionamento do aparelho locomotor e o movimento em pequena intensidade, podem levar a uma recuperação melhor e mais acelerada de restabele-

ciemnto da articulação lesada. Além disso, normalmente, emprega-se o uso de medica-

ções anti-inflamatórias para um tratamento mais acelerado e benéfico ao atleta lesionado.

PENEIRÃO QUER SELECIONAR CRAQUES EM MOGI

s jovens talentos do futebol da região terão a oportunidade de mostrar o seu valor. Todas as segundas e quartas-feiras do mês de fevereiro, acontecerão em Mogi das Cruzes uma peneira onde será selecionado a equipe de futebol masculino que representará a cidade. Os trabalhos serão realizados a partir do dia 3, das 14 às 17 horas, no campo do Centro Esportivo do Socorro, e coordenados pelo técnico da equipe mogiana, Douglas Nahum. “Oferecer oportunidade para os talentos de nossa cidade é uma diretriz do trabalho desenvolvido pela SMEL e pelas equipes que são apoiadas. Com isso, além do incentivo à prática esportiva, também temos a chance do surgimento

jornaldesportivo@hotmail.com Rua Alecrins 166 Jd. das Indústrias - SJC (12) 98135-8080 / (12) 98175-2222 Diretor Geral Luis Fernando Andrade

fernando@jornaldesportivo.com.br

Diretor Comercial Flávio Emanuel Andrade

flavio@jornaldesportivo.com.br

de revelações”, destacou o secretário municipal de Esporte e Lazer, Nilo Guimarães. Podem participar jovens nascidos entre os anos 1994 e

Impressão: Metromídia Gráfica Importação e Comunicação Ltda. Circulação mensal e gratuíta Tiragem: 10 mil exemplares Distribuição: Jacareí, São José dos Campos, Sta. Branca, Igaratá, Sta. Isabel e Guararema, pólos esportivos, academias, comércio central, prédios, indústrias, condomínios. Os textos dos colunistas não refletem a opinião do jornal.

1996, que devem comparecer ao local de treinamento levando carteira de identidade, CPF e material para treinamento. Durante o ano, o time repre-

sentará Mogi das Cruzes em competições oficiais, como os Jogos Regionais, que acontecerão entre os dias 2 e 12 de julho, e os Jogos Abertos, entre 3

e 15 de novembro. Mais informações sobre a peneira de futebol podem ser obtidas pelo telefone 11 47985167.


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AMERICANOS ENTENDEM DE EVENTOS, NÓS DE ESPORTE! POR TALITA LEITE

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stou desde o dia 02 de janeiro em San Diego, uma bela cidade litorânea, localizada no estado da Califórnia, nos Estados Unidos da América. A viagem tem cunho educativo, mas faz parte do aprendizado conhecer cada cartão postal do Tio Sam. Dentro desse contexto, como amante do esporte, reservei um espaço em minha agenda para um programa um tanto quanto marcante. Na última terça-feira, dia 14 de janeiro, estive em Los Angeles, mais especificamente no Staples Center, a belíssima casa do badalado Los Angeles Lakers. É bem verdade que os Lakers estão em decadência, mas ainda assim, valeu a pena reservar algumas horas para essa nova experiência. Acompanhei in loco ao duelo entre

FALA FERA Benedicto Sérgio Lencioni

H

oje as pessoas estão todas melindrosas. Se um menino vai à escola e lhe dão um apelido, corre para a saía da mamãe e reclama. Bullying. É preciso procurar o promotor,

os donos da casa e o Cleveland Cavaliers, time do brasileiro Anderson Varejão. A emoção ficou reservada para o quarto e último período do embate. Os visitantes venceram pelo placar de 120 a 118, e a diferença mínima, obviamente deixou o público empolgado. Eu sou apaixonada pelo esporte, mas confesso, entendo muito pouco sobre o basquetebol e menos ainda sobre a milionária NBA. Mesmo assim, saí de Los Angeles com a sensação de que acrescentei mais uma experiência interessantíssima ao meu currículo. Os americanos, de fato, dominam como ninguém a indústria do entretenimento. Eles transformam produtos normais em grandes eventos, com pompa e circunstância. Staples Center é um lugar extremamente luxuoso, padrão FIFA eu diria. E o jogo de basquete, a propósito, foi apenas uma das atrações daquela noite. A execução do hino na-

cional norte-americano, por exemplo, me deixou com uma pontinha de inveja. Todos estavam em pé, voltados para a bandeira do país e cantando. Quem não sabia cantar, mantinha-se em silêncio. Bem diferente do nosso Brasil, onde lamentavelmente, muitos des-

respeitam o momento. Quando você faz uma viagem para qualquer lugar que seja, precisa estar aberto a novas realidades, disposto a conhecer novos costumes. Descobri que aquela velha máxima faz todo o sentido. Não existe esse papo de melhor ou

pior, somos apenas diferentes. A NBA é mesmo um show, mas convenhamos; não troco o calor do nosso povo, de jeito nenhum. No Brasil, cada torcedor é um evento em si. E isso, garanto, os americanos ainda não aprenderam a reproduzir.

denunciar e sai na imprensa com alarde. Onde já se viu colocar apelido no menino? Não pode. E está armado o circo. No tempo que era aluno de grupo, receber e pôr apelido era uma brincadeira que não “machucava” ninguém, e todos se divertiam. Morria por ali, no recreio e pronto. Agora não. Não sei se isso é bom ou mal, mas antigamente, ninguém morria por causa disso, e a escola era “risonha e franca”. As diferenças eram resolvidas na escola. Se o servente não conseguia resolver, o professor assumia o comando. Se o professor via que era preciso

uma fala mais forte, levava para o Diretor. Todos tinham autoridade e a escola cumpria sua missão. Agora todos mandam e ninguém manda nada. Bullying é a palavra chave. A mãe e o pai correm para a escola e para o jornal, quando não vão para a TV. A pseudo “vítima” torna-se ainda mais fraca, porque não aprende a se defender; e vencer essas bobagens de criança. Mas, porque estou falando nisso? O que é que tem a haver com o esporte? É que no esporte surge sempre um apelido. Pelé. Garrincha e tantos outros que deram fama

e notoriedade aos jogadores. Foi o caso do senhor Ernesto Duarte, funcionário do antigo Centro de Saúde trazido de Jundiaí, pelo Alfredo Schurig, para jogar de ponta esquerda no Esperança Futebol Clube. Já veio com o apelido RATINHO. O apelido surgiu por ser uma pessoa miúda e, no campo era ligeiro e manhoso, contou Jobanito numa crônica. Conheci o senhor Ernesto na Rua Ruy Barbosa onde morávamos, por volta de 1943. Era de estatura baixa, usava sempre chapéu. Era pai do vereador e jornalista Manoel Duarte, do “Neto” que era meu

companheiro de rua, e do amigo Lúcio, do Banco Itaú. Eram seus companheiros de time Virgilio Carderelli, Arthur Napoleão de Moraes, Lubis, Rogélio Rodrigues e outros. Tenho uma foto desses jogadores em campo. Ficou conhecido como Ratinho e continuou sempre, até hoje. O apelido não era depreciativo, nem lhe causou algum trauma. Era um apelido carinhoso e que retratava bem a sua pessoa. No tempo que não havia esses fricotes de bullying as pessoas eram mais verdadeiras e humanas.

Início de partida entre LA Lakers e Cleveland Cavaliers no Staples Center


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POR ÍCARO LEAL

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Foto: Viviane Vaccari

os dias sete e oito de dezembro, três equipes de hóquei indoor de São José dos Campos participaram, em Florianópolis (SC), do Campeonato Brasileiro de Hóquei Indoor 2013 nas categorias masculinas sub-14 e sub-17. O balanço da participação dos times da cidade foi mais do que positivo. O Matias Hockey Club/ SJC participou apenas da categoria sub-17 e conseguiu o vice-campeonato do torneio, com duas vitórias e duas derrotas em quatro jogos disputados. Já o São José Hóquei teve representantes nas duas categorias. Na sub-17, ficou com o terceiro lugar. Em quatro jogos foram duas vitórias e duas derrotas. Mas o principal resultado foi obtido pela categoria sub-14, que conquistou o torneio com quatro vitórias em quatro jogos disputados. “Foi uma sensação única, de alegria em consequência de um bom trabalho. Eu, como atleta, nunca consegui ser campeã brasileira e ver meus atletas campeões foi sensacional”, conta a treinadora das equipes do São José Hóquei, Driellen Oliveira. Além das conquistas, o time sub-14 também dominou as estatísticas. Teve o artilheiro da competição, Luan Toledo, com nove gols, e o goleiro menos vazado, com João Pedro

Maia, que sofreu apenas dois gols. “Comecei a praticar o hóquei um mês antes do campeonato. Meus amigos me chamaram para treinar, pois já era goleiro de futsal. Ser campeão é algo sem explicação, quero ser por mais um ano”, disse o goleiro João Pedro Maia, do São José Hóquei. O período de 2013 foi um ano muito bom e importante para o hóquei joseense. A cidade colecionou títulos, principalmente a equipe do São José Hóquei. A equipe masculina sub-14 participou do Campeonato Paulista com três times e ficou com os três primeiros lugares do torneio. Na sub-17, o time também se sagrou campeão paulista. As meninas da categoria sub-14 ficaram com a medalha de ouro no torneio estadual. “Comecei o trabalho com o hóquei faz cinco meses, mas há cinco anos que eu sou jogadora do Matias Hockey Club. Com a saída da professora Cristiane Vergueiro, eu comecei a dirigir os times da secretária de hóquei indoor”, contou a atual treinadora Driellen Oliveira. O hóquei indoor foi inventado pelos alemães nos anos 50. A dificuldade de praticar o hóquei de grama, que é esporte olímpico, durante o intenso inverno europeu, fez com que muitos jogadores trocassem os gramados pelas quadras neste período. A adaptação também foi adotada pela Bélgica anos mais tarde, mas a modalidade

Equipe sub17 do Matias Hockey Club/SJC

Foto: Divulgação

EQUIPES DE SÃO JOSÉ CONSEGUEM RESULTADOS EXPRESSIVOS NO BRASILEIRO DE HÓQUEI INDOOR

Equipe sub-17 (amarelo), e sub-14 (azul) ao lado da treinadora Driellen Oliveira (rosa) foi reconhecida pela Federação Internacional de Hóquei (FIH) só em 1968. Nos dias atuais, a maioria dos países que praticam este esporte opta apenas por jogá-lo durante o inverno e no fim da estação retornam para os gramados. São os casos dos alemães e dos austríacos. Em relação ao hóquei sobre o gelo, a diferença é brutal. Apesar do nome e da lógica do jogo serem praticamente os mesmos, o hóquei indoor não é tão agressivo como o tradicional hóquei praticado nos países de inverno rigoroso como Canadá, Finlândia, Rússia, Estados Unidos e Noruega. Na quadra, nem mesmo os jogadores utilizam patins e as regras também não permitem o contato físico entre os atletas. As diferenças não param por ai. A bola é do tamanho de uma laranja e os tacos são parecidos com os de golfe. O goleiro utiliza uma proteção maior que os demais jogadores, que precisam apenas estar com protetor bucal e usando caneleiras. “Meu primeiro

contato com o esporte foi na faculdade. Um argentino chamado Carlos Tear o apresentou e recrutou alguns atletas. Por ser diferente, despertou meu interesse e desde então não largo mais”, comentou a treinadora da equipe. Segundo Driellen, existe um planejamento para haver uma maior divulgação do hóquei indoor em São José dos Campos. Atualmente, a divulgação da modalidade está sendo feita por meio das redes sociais e de jornais da cidade. “O hóquei infelizmente ainda é um esporte desconhecido para todos, mas acho que o futuro do esporte está na base que estamos montando. Creio que os meninos de hoje serão futuros atletas de seleção”, disse a treinadora. Voluntário e interessado em contribuir com o esporte, o professor de educação física Luis Rodolfo Saes acompanhou a equipe durante o torneio em Santa Catarina e falou sobre a ideia de valorizar esportes alternativos em São José dos Campos. “Meu contato com o hóquei veio através

da professora Driellen. Eu já tinha interesse em desenvolver esportes diferentes dos convencionais e falei para ela sobre meu interesse. Ela se colocou a disposição e me convidou para ir ao torneio. Com essa experiência que tive no hóquei, percebi que ele é um esporte promissor”, contou o professor. O resultado foi tão empolgante que Saes não quer parar por ai. Para ele o projeto do São José Rúgbi deve servir de espelho para alavancar outras modalidades, inclusive o hóquei indoor. “O rúgbi é um case de sucesso em São José dos Campos e no Vale do Paraíba. Nós profissionais do esporte, temos a obrigação de ampliar as modalidades esportivas para nossos jovens, tirando eles desse círculo vicioso dos esportes midiáticos”, exaltou Saes. O hóquei joseense já está se preparando para a Temporada 2014. Agora o foco da equipe será o Festival de Hóquei Indoor, que tem previsão de ser disputado neste primeiro semestre.


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JACAREIENSE WESLEY MAIOLINO RETORNA PARA A CORÉIA DO SUL E É DESTAQUE NA K LEAGUE CHALLENGE POR ÍCARO LEAL

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Foto: Divulgação

os campos de Jacareí para a Coréia do Sul. O Atacante Wesley Maiolino, conhecido no país asiático apenas como Alex, foi escolhido neste mês de dezembro para fazer parte da Seleção do Campeonato ‘K League Challenge’, espécie de segunda divisão da Coréia do Sul. O jacareiense foi um dos destaques do Goyang Hi FC na disputa do torneio e foi o único estrangeiro a conseguir este feito. O campeonato foi disputado por oito equipes e teve 35 partidas ao longo da Temporada 2013. Wesley foi um dos artilheiros da competição com

15 gols. Honraria dividida com Lee Keun-Ho e Lee Sang-Hyup, ambos do campeão Sangju Sangmu. A equipe do brasileiro, Goyang Hi FC, terminou a competição em sexto lugar com 41 pontos. “Jamais pensei que seria escolhido para a Seleção do Campeonato. Isso me motiva muito e sempre me motivou a entrar em campo”, exaltou o jogador. Não é a primeira vez que Wesley atua na Coréia do Sul. O primeiro convite para jogar no país surgiu no fim de 2009 e veio de forma inusitada. Após disputar a Copa São Paulo pelo Jacareí Atlético Clube, o atleta transferiu-se para o Primeira Camisa, de São José dos Campos. Ao fim da temporada, o clube joseense não conseguiu

Wesley foi artilheiro da K League Challenge atuando pelo Goyang Hi FC

se classificar para as finais dos torneios que disputou naquele ano. A solução encontrada pelo time foi dispensar os jogadores e prometer um novo contrato no início de fevereiro de 2010. Com as festas de fim de ano se aproximando e sem dinheiro, Wesley resolveu arrumar serviço temporário na Cipolatti, empresa fabricante de enfeites natalinos. Desanimado e sem perspectivas na carreira de jogador de futebol, pensou até mesmo em abandonar os gramados. “Já estava desanimado, foi então que recebi uma ligação na fábrica de um preparador físico do Primeira Camisa, que tinha ido para a Coréia do Sul trabalhar em um clube da primeira divisão. Ele me disse que foi procurado para indicar atacante para time da segunda divisão do país, lembrou de mim e perguntou se eu queria ir para a Coréia participar do teste”, relembrou. De início, o jogador pensou tratar-se de uma pegadinha ou algum tipo de brincadeira. Não contente com o primeiro contato, o preparador físico ligou novamente e insistiu na história. “Minhas pernas ficaram bambas. Conversei com meus pais, tirei o passaporte de emergência e fui fazer o teste sozinho. Nunca tinha andado de avião e não sabia se conseguiria chegar na Coréia do Sul. Eles me mandaram tudo e disse para mim mesmo que essa seria minha última tentativa no futebol. Se não conseguisse, voltaria para o Brasil e começaria a trabalhar em outra área. Mas, graças a Deus, deu tudo certo e consegui um contrato de dois anos. Foi a melhor oportunidade que tive durante minha

carreira”, contou o atacante. Em sua primeira passagem pelo país, o atacante defendeu o Ulsan Hyundai Mipo Dolphin FC nos anos de 2010 e 2011. Naquela oportunidade, o atleta foi campeão da ‘Korea National League’ e fez história ao ser o primeiro jogador estrangeiro a participar deste torneio. No fim de 2011, segundo seu empresário da época, o atacante teria chamado atenção e recebido proposta do futebol japonês, mas o negócio deu errado e o atleta viu a chance de jogar em um clube melhor ir por água abaixo. O atacante ainda fez testes no Sportverein Grödig, da Áustria, na tentativa de permanecer no exterior, mas sem muita escolha optou por retornar ao Brasil em 2012. “Minha volta não estava programada. Fui enganado pelo meu ex-empresário. Como fora do país acabou não dando certo, voltei ao Brasil. Tive rápidas passagens por São Caetano e Oeste, de Itápolis, mas faltou oportunidade de jogar. Como não sou conhecido no Brasil, os treinadores me deixavam de lado”, lamentou Wesley. Depois de praticamente não jogar no futebol brasileiro (fez apenas quatro jogos pelo São Caetano), Wesley viajou até Israel na esperança de dis-

putar o campeonato nacional daquele país em 2013, mas a equipe perdeu a inscrição para o torneio e Wesley teria que treinar até a próxima oportunidade. A ideia não agradou muito o jogador, que novamente pensou em retornar ao Brasil. Foi então que surgiu nova oportunidade para voltar ao futebol sul-coreano. “Ter voltado para a Coréia foi um sonho realizado. Sempre gostei e queria ter uma nova oportunidade de voltar para lá. Como tinha acabado de voltar, tive medo de não conseguir jogar como antes, porque passei um ano jogando no Brasil”, lembrou o jogador. Wesley ‘Alex’ Maiolino retorna neste mês de janeiro para a Coréia do Sul após o recesso de fim de ano. O jogador revelou ter recebido propostas de outros clubes da Coréia e de outros países, mas vacinado adota um tom mais cauteloso para tratar desses assuntos. “Meu futuro está indefinido, recebi umas propostas de outros clubes na Coréia do Sul e de fora. Mas tenho ainda um ano de contrato com o Goyang Hi FC e, enquanto não estiver nada definido, vou me apresentar normalmente ao meu clube, treinar e fazer a pré-temporada com a equipe”, exaltou.


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PAPARAZZI

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Foto: Bruno Ruas/Portal do Rugby

fato mesmo que saber encontrar a alegria na alegria dos outros, é o segredo da felicidade, ainda mais quando isso vem com a amizade. Nossos afazeres devem ser sempre um momento de grande alegria e realização. A cada tarefa que executamos, devemos deixar transparecer sempre essa força. Esses felizes campeões sabem muito bem disso.

Carolina Pires em Hollywood

Sra. Ilma Guimerá e Moisés Duque Foto: Rugby de Calcinha

A linda Amanda Santos

Edna Santini é a melhor do Brasil

Deise Filha da Mastery Gráfica

Jujuca novo reforço do Real

Wesley Maiolino O atacante jacareiense, foi escolhido no mês de dezembro para fazer parte da Seleção do Campeonato ‘K League Challenge’, espécie de segunda divisão da Coréia do Sul. Um dos destaques do Goyang Hi FC na disputa do torneio, ele foi o único estrangeiro a conseguir este feito.

O divertido Renato Santos

Os irmãos Alexandre e Anderson

Nilson Miranda, o Magrão na tela da Band

Marcelo Bosco e Tatiana Patry

Rubem Guedes da Rubinho Auto Escola

Maria Eduarda, futura aluna do Rubinho

Alessandro Piuzinho


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SÃO JOSÉ E JACAREÍ SE DESTACAM NO TROFÉU BRASIL DE RUGBY

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pamentos para as categorias de base M15 a M19) e a desistëncia da entidade em sediar o Troféu Mundial Júnior (o Mundial B da categoria) em 2015. A entidade entendeu que existe a necessidade de fortalecer a base antes de tentar gerenciar um evento assim. O primeiro prêmio da noite foi na verdade, a en-

Foto: Bruno Ruas/Portal do Rugby

festa começou com a divulgação de alguns marcos de 2013 e seguiu para as novidades que aguardam os Rugbiers nesse ano, como a possibilidade de estender a bolsa Taylor-Michel Etlin para as jovens promessas do Rugby feminino, a formação de uma parceria com a Unilever para criar acam-

Matheus Cruz agradecendo ao prêmio de melhor jogador junior do ano passado

trega do prêmio cedido pelo IRB para as conquistas do Sr. Ange Guimerá, dado a Eduardo Mufarrej por ocasião da convenção da entidade em Dublin, em novembro de 2013. A Sra. Ilma Guimerá recebeu o prêmio e fez um belo discurso agradecendo a todos por mais uma vez reconhecer o trabalho inestimável de seu marido. Na premiação com categorias muito equilibradas, houve pouco espaço para unanimidades. Uma das poucas foi Moisés Duque, do São José, que se consolidou como grande talento do Sevens nacional, ao vencer o prêmio pela terceira vez seguida. O Jacareí por sua vez, mostrou que o sólido tra-

balho com as bases surtiu efeito, levando o prêmio de clube revelação (no ano em que jogará a elite estadual e a Copa do Brasil pela primeira vez), melhor jogador junior e revelação do Sevens, cedidos respectivamente para Matheus Cruz e Lucas Drudi. Pelo prêmio, Cruz recebeu a bolsa Taylor-Michel Etlin, que permitirá ao jogador treinar e jogar por um ano na Nova Zelândia, e aprimorar ainda mais os seus talentos, seguindo os passos de João Bello, que venceu ano passado. A CBRu adiantou que pretende ceder a bolsa para a categoria feminina no ano que vem, um incentivo a mais para as atletas que estão começando! No feminino, Edna San-

tini levou o prêmio de melhor jogadora pela primeira vez para São José, mantendo a hegemonia das paulistas nessa categoria, mas na revelação, venceu Rachel Kochmann do Charrua, levando o troféu pela segunda vez para o sul, que está se mostrando um celeiro de novos talentos. Veja a lista completa dos vencedores de todas as categorias no site www.portaldorugby.com.br que inclusive ganhou o prêmio de melhor mídia especializada. Fonte: Portal do Rugby

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diretoria do São José Desportivo anunciou na tarde do dia 21 deste mês a contratação do comandante da Seleção Brasileira Feminina, Luiz Augusto Zanon, como o novo técnico do São José, que disputa o NBB. Ele, que vai acumular os dois cargos, chega para substituir Edvar Simões. Treinador da seleção há menos de um ano (ele assumiu em 28 de março), Zanon conquistou o títu-

lo invicto do Campeonato Sul-Americano e garantiu a vaga do Brasil no Campeonato Mundial da Turquia. Zanon se apresentou em São José dos Campos no dia 22, às 10h, para dirigir o treino da equipe no ginásio da Associação Esportiva. O novo técnico já acumula 2 vitórias em 2 jogos e seu próximo compromisso será em casa, contra a equipe do Minas no dia 30 de janeiro às 20h, no ginásio Lineu de Moura.

Foto: Divulgação

TÉCNICO DA SELEÇÃO FEMININA DE BASQUETE TREINA O SÃO JOSÉ NO NBB

Treinador da seleção há menos de um ano, Zanon agora também é do São José


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Foto: Tião Martins/PMSJC

CICLISTAS DA REGIÃO ENFRENTAM 55 KM DE PURA BELEZA NATURAL

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erca de 2 mil ciclistas participaram no dia 26 de janeiro, da 14ª edição do Trip Bike São Francisco Xavier. O passeio, que foi gratuito aos participantes, teve saída às 7h do Urbanova. Foram 55 quilômetros percorridos, em sua maioria em estradas de terra com muitas subidas. Isto, em meio à exuberante paisagem da serra da Mantiqueira. O grupo chegou a São Francisco Xavier por volta das

Bikers da região desfrutaram das belezas do percurso entre São José dos Campos e São Francisco Xavier 14 h, na Praça Cônego Antonio Manzi. Ali, os bikers foram recebidos com música e muita empolgação da popula-

ção local. Durante todo o percurso, os participantes tiveram apoio logístico da Prefeitura

com equipes das secretarias de Transportes e a de Esportes e Lazer. Foram também disponibilizados três caminhões de

suporte, duas ambulâncias e distribuição gratuita de água e lanches. O evento teve apoio também da polícia militar.

Jornal Desportivo - Janeiro 2014  
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