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Bom Despacho (MG),27 Novembro a 3 Dezembro 2016

DESTAQUE

Chuvas de novembro: Mas afinal de contas, cuidado com as obras “achado não é roubado”? FERNANDO BRANCO

ÍTALO COUTINHO

Em alguns locais do País, como São Paulo e próximo à capital paulista, o nível de chuva já está 52% maior do que o esperado. Essas previsões são feitas a partir de dados históricos coletados há mais de 100 anos e também estudos de climatologia. Para quem há dois anos estava agonizando com a falta, o excesso pede cuidados. É comum o solo reter mais água por não ter uma evaporação suficiente. Essa retenção vai trazer alguns perigos, dentre eles desmoronamentos de barrancos, queda de edificações e danos nas vias públicas. Começa com trincas no terreno ou na estrutura e pode vir a desabar rapidamente. Além disso existem as enchentes e o acúmulo de água em terrenos e vias públicas como ruas e avenidas. Para os motoristas é preciso cautela e jamais tentar enfrentar. Nunca se sabe o nível da água, que pode afetar o motor e inundar o veículo. Em Belo Horizonte, recentemente uma BMW de mais de R$

100 mil ficou totalmente tomada pelas águas em bairro da periferia. Essas águas trazem acúmulo de doenças e não servem para banho ou consumo. Pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) desenvolveram uma metodologia com softwares livres para análise de riscos nos períodos chuvosos. "A ideia de usar dados e softwares livres foi para possibilitar que a metodologia possa ser utilizada de forma prática e confiável por gestores públicos de municípios brasileiros que ainda não possuem mapeamentos de áreas suscetíveis a deslizamentos de terra e que muitas vezes sofrem com esse tipo de problema", disse Pedro Ivo Camarinha, doutorando no Inpe e um dos autores da

metodologia, à Agência Fapesp. A metodologia utiliza um sistema de processamento de informações georreferenciadas chamado Spring, desenvolvido pelo INPE e disponibilizado gratuitamente na Internet, além de um banco de dados geomorfométricos do Brasil, denominado Topodata, também criado pelo Inpe a partir de dados da missão Shuttle Radar Topography Mission (SRTM). Ao se deparar com indícios de desabamentos, enchentes e acúmulo de água, chame a Defesa Civil e a Prefeitura. Eles estão preparados para dar suporte a famílias desabrigadas e tomar as medidas corretas de segurança. Ítalo Coutinho, engenheiro, MSc, PMP

Fonte: http://agencia.fapesp.br/inpe_desenvolve_metodologia_para_mapear_risco_de_deslizamento_de_terra/20888/

Semifinal do Municipal Sub 23 terá bons jogos

FABIANO OLIVEIRA Neste fim de semana tem a rodada do segundo jogo da semifinal do Municipal Sub 23. No primeiro jogo da semifinal, sábado passado, a Associação empatou em casa com o Cristalino por 3x3. No domingo o Operário foi ao Engenho do Ribeiro e venceu o Recreativo por 2x0. Agora o time joga em casa contra o próprio Recreativo podendo perder até de dois a zero. A partida será neste sábado, às 16h, no estádio Pedro de Almeida Filho. Já o Cristalino recebe a Associação no domingo

podendo até empatar que vai à final. Resumo da campanha do tricolor do São José Até o momento o Operário fez a melhor campanha da competição. Em quatro jogos teve dois empates: Famorine 1x1 Operário e Recreativo 2x2 Operário. E duas vitórias: Operário 5x0 Cristalino e Recreativo 0x2 Operário. A equipe tem o melhor ataque com 10 gols e a melhor defesa com 3 gols sofridos. Além disso possui também o artilheiro até o momento, o atacante Romário e o goleiro menos vazado, o André. O Operário é o único time que foi ao engenho do Ribeiro jogar duas vezes. A

equipe está invicta na competição, foi a melhor no geral na 1ª fase. Tem saldo de 2,5 gols feitos por partida e 0,75 de gols sofridos. O time base é formado por André, Marcos, John, Dioninho, Rafael, Virgílio, João Vitor, David, Romário, Déé e Johnata. Os suplentes são Renan, Ryan, Léo, Vitinho, Paulinho, Fabrício e Weverton. Jogadores do elenco: Guilherme (goleiro), Pedro Henrique, Gustavo Santos, Igor, Netinho e Katulé. A comissão técnica é formada por Douglas Willian (técnico), Diuliano (auxiliar técnico), Bráulio (preparador físico), Graia (massagista) e Vanderlei (diretor). Fabiano Oliveira, repórter, comentarista e cronista esportivo

Na correria em que vivemos, perder objetos se tornou algo comum. É difícil encontrar alguém que já não tenha perdido algo, na maioria das vezes o telefone celular. E, é claro, se há alguém que perdeu, há também alguém que encontrou. Nesse passo, certamente você, leitor, já se deparou com a frase “achado não é roubado!”. Mas, será que a frase está correta? Primeiramente, é importante esclarecer que roubo e furto são infrações diversas. Naquele, a subtração se dá mediante violência ou grave ameaça, enquanto neste há apenas a subtração. Assim, o correto seria dizer “achado não é furtado”, pois roubo jamais poderia ser. De qualquer modo, quando alguém encontra algum objeto perdido e dele se apropria não comete crime de furto, muito menos de roubo. Mas isso não significa que se possa apropriar de qualquer objeto encontrado. A lei penal prevê a infração

penal denominada apropriação de coisa alheia achada, prevista no art. 169, inciso II, do Código Penal brasileiro, cuja pena é de um mês a um ano de detenção, ou multa. Referida lei penal prescreve que aquele que encontra objeto alheio perdido tem prazo de 15 dias para devolvê-lo ao dono, e, não o conhecendo, deverá, no mesmo prazo, entregá-lo à autoridade competente, sob pena de responder pelo crime do art. 169, inciso II, do CPB. Mas, cuidado, não se pode confundir perdido com esquecido. Um objeto é perdido quando o proprietário não sabe onde o deixou, ao passo que o objeto esquecido pode ser encontrado pelo proprietário tão logo se

lembre dele. Assim, se alguém esquece o seu telefone celular no balcão de uma loja, de um bar, de uma boate, e alguém dele se apropria antes de o proprietário retornar ao local para buscá-lo, responderá por crime de furto (cuja pena é de 1 a 4 anos de reclusão), e não de apropriação indébita de coisa alheia achada, porque, nesse caso, o objeto não foi perdido, mas apenas esquecido. Enfim, o ditado popular está parcialmente correto: “achado não é roubado”, mas quando se acha algo, nasce a obrigação moral e legal de devolver. Achar e não devolver é crime. Fernando Branco é bacharel em Direito e servidor público estadual

Jornal negocios 1438 pags 1 a 12  
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