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Jornal de Lousada.com

Propriedade: Pedestal d’Ideias, Lda | Diretor José Ferreira

1 de Março 2013 |

Edição n.º 64

Grande Entrevista

Nelson Oliveira Presidente da JS Lousada

“...infelizmente para a questão política concelhia, é uma JSD apática, sentada, para não dizer deitada ou em completa inatividade. ” Págs. 7 a 11

Camélias são já uma referência no concelho de Lousada Págs. 12 a 13

Nuno Ferreira é o candidato do PS a Meinedo

Equipa Sénior Caíde de Rei é o destaque da Semana

Pág. 4

Págs. 14, 15 e 16

CRIVO d’ideias, lda

De Comer e chorar por mais! Pág. 17

Confidências pela manhã “O nosso Presidente”

A magia das palavras com José Fanha Pág. 26

Pág. 24 e 25

Engenharia Construção

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Sexta Feira, 1 de Março de 2013 | Edição n.º 64

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Opinião

Trabalho do Associativismo nas Freguesias como Dinamização da Juventude Os jovens são, por natureza, a alavanca do futuro. Afirmo-o não por ser um jovem e me considerar parte dessa imensa força que desde sempre fez, e faz, mover, com extraordinária agilidade, eficácia e velocidade o mundo, adicionando uma singela capacidade de inovação, capacidade de risco, de aventura e, por fim, uma espetacular coragem de enfrentar quer os momentos de glória quer os momentos de desventura, pois um sorriso jovem desarma sempre qualquer movimento hostil. É, pois, neste contexto, que temos de encarar o presente e perspetivar o futuro. Os jovens representam o melhor que existe em qualquer parte do mundo. Lousada não é exceção, não foge a esse desiderato. O concelho onde nasci e resido é aquele que é considerado o mais jovem da Europa. Um orgulho para mim e para todos os Lousadenses, obviamente. Mais orgulhoso me sentiria se os jovens de Lousada tivessem as devidas oportunidades a que têm direito e infelizmente não têm. Mas isso deve-se à má visão política

e à falta de visão e orientação estratégica do atual executivo socialista que em áreas como o EMPREGO, por exemplo, pura e simplesmente, andou a dormir todos estes anos. Bom, mas se o que me traz aqui é o trabalho do Associativismo nas freguesias como Dinamização da Juventude, e sendo a mesma em Lousada um ativo assaz relevante, é importante referir que os jovens preponderam em todas as Associações do Concelho. De referir que em cada freguesia do concelho há uma ou mais do que uma associação, sendo as associações locais de cultura, recreação e desporto, fomentando igualmente o convívio, o que é muito importante e desviando os jovens de vidas menos eloquentes. É notória a ação dos jovens nos elencos diretivos e nas mais diferentes funções de uma qualquer Associação deste Nobre Concelho de Lousada. Quem tiver o cuidado de o percorrer, de falar com os dirigentes desportivos, com os associados e ouvir as pessoas das freguesias fica a saber que

José Carlos Silva

o Associativismo está bem vivo e que existe uma geração jovem que persiste e continua a lutar por ele. E bem.

JSD Lousada

Neste contexto, recordo o exemplar trabalho do candidato à Câmara Municipal de Lousada, Dr. Leonel Vieira, da Coligação Lousada Viva, que percorreu todo o concelho, freguesia a freguesia, associação a associação, tendo concluído que o executivo socialista abandonou completamente o Associativismo em Lousada. Ora, isto é extremamente grave, num concelho jovem, num concelho em que cada associação tem tanto fulgor jovem, num concelho onde a esperança está depositada nos jovens, a Câmara não pode abandonar o Associativismo! Algo está errado no concelho mais jovem de Lousada! É hora de acordar, executivo socialista.

Nota da redação:

a partir desta edição a periodicidade do jornal será Quinzenal

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Opinião

Um professor também pode sorrir?! Há dias, ouvi um professor mostrar o seu desagrado por ter de deixar de ser quem é para conseguir lecionar. “Noutros tempos”, dizia, “podia sorrir, e até dizer uma piada aos alunos sem perder o seu respeito, ganhando até a sua simpatia, o que beneficiava o processo ensino-aprendizagem”. Mas tudo mudou e, hoje, nalgumas turmas nem sorrir o professor pode, tem de se comportar como uma figura militar, disciplinadora. O que é triste! “Assim, não gosto de ser professor”, rematava. Vi ali, naquelas palavras, aquele que é o retrato da relação de muitos professores com os seus alunos. Então, o professor para lecionar tem de abandonar a sua personalidade, fingir ser uma pessoa diferente? E mesmo que o faça está longe de garantir o sucesso. Indigno-me quando vejo dedos a apontarem a responsabilidade da indisciplina aos professores, mesmo dentro da própria classe. “Não consegue impor-se, não tem autoridade…” são palavras recorrentes, como que descul-

pando a insolência dos alunos. Os professores têm de ser respeitados, independentemente da sua maneira de ser, se falam alto ou baixo, se sabem fazer cara de maus ou não… Se os professores não têm autoridade é porque lha tiraram! E como? Desculpando os atos dos alunos; vendo nos comportamentos insolentes estados patológicos, quando muitas vezes são simplesmente má educação; recusando medidas sancionatórias, com o argumento de que são traumatizantes para as crianças… Mas não é só! O desrespeito pelo trabalho dos professores começa no seio da família, onde os pais põem em causa o trabalho dos docentes, protegendo os filhos da sobrecarga de trabalho escolar, questionando os métodos do professor quando os resultados não são satisfatórios, desculpando o comportamento perturbador dos filhos com a influência dos colegas… As crianças e jovens nunca são responsabilizados.

gem o respeito dos filhos. Como podem os professores conseguir o respeito que os pais não têm? Simplesmente não podem. Rispidez, cara de mau, ausência de sorrisos… não resolvem este problema. E assim, os professores estão condenados à infelicidade, pois não fazem aquilo de que mais gostam, ensinar, assente numa relação humana e saudável com as crianças e jovens. Porque todo o professor que ensina sem o prazer da relação pedagógica com

os seus alunos é um mau professor. E a sociedade, as famíCidália Neto lias, o próprio sistema estão cidalianeto@gmail.com a alimentar a possibilidade de surgirem maus professores. Professores que sofrem e que muitas vezes acabam no consultório de um psiquiatra. E pedem-lhe estratégias para conseguir melhorar o aproveitamento dos alunos, quando bastava existir respeito. Pensem nisto!

Os próprios pais já não exi-

As Grândolas que Marcelo quer abafar A semana passada foi pródiga em acontecimentos envolvendo derrotas sucessivas para o Governo. Não é com regozijo que afirmo que Portugal e os portugueses souberam, preto no branco que a estratégia de “ir além da Troika”, a política do “custe o que custar” e o “não precisamos de mais tempo nem de mais dinheiro”, ruiu como um castelo de cartas, para mal do nosso futuro. E o que se faz quando algo corre mal? Muda-se? Não! Passos Coelho, Relvas e Gaspar querem continuar no mesmo caminho. No caminho mais do que óbvio que provoca o aumento da dívida, do défice e do desemprego. A isto, o povo responde com indignação. Ressurgiu “Grândola, Vila Morena”, ícone dos anos 70 da luta pela liberdade e agora assume-se como imagem da luta Portuguesa pela justiça social, protesto e liberdade económica. Grândolas entoadas em coro perante ministros e secretários de

estado como forma desesperada de demonstração do descontentamento de um povo que já vendeu todos os seus “anéis” e que ficará sem “dedos” se esta política continuar. O problema é que ainda ninguém percebeu que os “dedos” são fundamentais para trabalhar, produzir, crescer e pagar os compromissos assumidos e dessa forma, a real resposta está a nível europeu, numa elite controlada por senhores feudais que olham para Portugal de soslaio e tem nos nossos governantes, cúmplices de caminhada. Logicamente que a liberdade deve ser equitativa. As manifestações devem surgir, mas também devem respeitar outrem. Dessa forma, interromper ministros não será a melhor forma de demonstrar o desagrado numa democracia, ao contrário daquilo que pensavam até 2011 certas pessoas/organizações que neste momento sofrem na pele ainda piores mas compreensíveis manifestações de desagrado. Antes aplaudiam e incitavam. Agora fogem e condenam.

Por seu turno, surge a figura de Marcelo Rebelo de Sousa. No seu habitual espaço de promoção política, tenta desvalorizar a manifestação de 2 de março e as Grândolas. O pior é que critica o PSD por falta de “gestão política” e sugestiona taxativamente o bloqueio à manifestação das Grândolas, incitando a sua juventude partidária a servir de milícia pró-governo, aplaudindo, quiçá apoteoticamente, Passos, Relvas, Gaspar e outros. Uma opinião reveladora sobre o que um ex presidente do PSD pensa, sobre a utilidade da sua juventude partidária. Marcelo Rebelo de Sousa surpreendeu. Fez lembrar os tempos do seu padrinho – Marcelo Caetano, mas a isto, o povo continuará certamente a entoar a Grândola, custe o que custar, doa a quem doer. O som dos pés a marchar sobre a gravilha, audível no início da música de Zeca Afonso, será sempre uma realidade, mesmo num país descalço e a sangrar de tanta luta.

Nelson Oliveira JS Lousada


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Sociedade

PS já tem candidato para a Junta de Meinedo Com a sala do restaurante Vale do Sousa cheia de apoiantes e com os principais dirigentes do PS local, realizou-se, no passado dia 23, um jantar de homenagem a Agostinho Magalhães, ex-presidente da Junta de Freguesia de Meinedo. A iniciativa serviu ainda para apresentar Nuno Ferreira, o candidato do PS à presidência da Junta de Freguesia nas próximas eleições autárquicas.

O candidato realçou os eixos da sua candidatura, que assentará no reforço do apoio social às famílias; na captação de investimento, com a dinamização do emprego e mais incentivos às empresas; na valorização do melhor ativo que o

Sobre o trabalho a desenvolver se ganhar a presidência da freguesia, o candidato disse que a sua disponibilidade “é a face mais visível do combate pela seriedade, pela transparência e pela verdade na política. Defenderei as minhas

pretendo um programa empreendedor mas concretizável , ousado mas verdadeiro”. Para fazer esse programa, disse contar com o contributo de todos: “Oscultarei a sociedade e as associações, de forma a que seja um programa que vá

Concelho tem, a sua juventude; na potenciação do desporto, do turismo e da agricultura e, finalmente, no reforço da qualidade de vida e do ambiente.

ideias e lembrarei o que o PS fez no passado pela freguesia, relembrarei as pessoas, as promessas que foram feitas e não foram cumpridas”, afirmou. Garantiu, ainda, que não se vergará a “nada nem a ninguém e colocarei sempre em primeiro lugar Meinedo e os meinedenses”. Acrescentou que será “um defensor dos interesses da população” e se sente “preparado, motivado para liderar os destinos da nossa freguesia”.

ao encontro as necessidades das pessoas, dando atenção às nossas crianças e idosos”.

A abrir os discursos da noite, Agostinho Magalhães teceu duras críticas à gestão de Pedro Moreira, atual presidente da Junta de Freguesia de Meinedo. O antigo presidente da Junta considera que não vale tudo para vencer eleições e Pedro Moreira ganhou porque “prometeu mais”, acrescentando que em 2009 “ganhou quem mais prometeu e perdeu quem mais trabalhou. Perguntou ainda pela obra prometida, a farmácia e a praia fluvial, reiterando a necessidade de “retomar o rumo certo”. As primeiras palavras de Pedro Machado, candidato do PS à Câmara Municipal, foram de elogio a Agostinho Magalhães, considerando justo o “reconhecimento público por todo o seu trabalho, por todo o seu empenho e por tudo o que fez em prol da sua freguesia”, realçando a construção do Centro de Saúde, uma obra possível essencialmente graças a Agostinho Magalhães e ao ex-Presidente do PS Lousada José Santalha. O ainda vereador e candidato à presidência da Câmara aproveitou ainda para defender os pontos positivos da sua candidatura, dizendo que “nestes sete anos, conheço como ninguém a Câmara Municipal, todos os dossiês do Município como ninguém, consegui estar sempre perto das pessoas e revejome no trabalho do PS de Lousada, no trabalho que Jorge Magalhães fez à frente dos destinos de Lousada e estou convicto de que, para bem de Lousada, há que continuar esta dinâmica de desenvolvimento do concelho de Lousada”. No seu discurso, fez ainda o balanço dos anos de gestão socialista. “Nestes últimos 20 anos [Lousada] mudou para melhor a todos os níveis, no que respeita a acessibilidades, no ambiente, na área da educação, na área social… Toda a gente reconhece que Lousada mudou. Sempre com boas contas: Lousada tem uma dívida líquida de cerca de sete milhões de euros, estamos a pagar a 30 dias a empreiteiros e fornecedores e isto é fruto de uma gestão rigorosa e responsável, na qual me revejo e vou adotar”, disse.

“os magnetenses deixaram-se levar pelas falsas promessas e pela demagogia” Voltando a Meinedo, Pedro Machado, afirmou que em “os magnetenses deixaram-se levar pelas falsas promessas e pela demagogia; em 2009, o atual presidente tinha num cartaz ‘não prometo faço’, mas o mais curioso é que me disse há bem pouco tempo o seguinte: ‘o povo não quer saber de obras quer é boas palavras’. Acho isso de facto curioso”, frisou, acrescentando que Meinedo precisa de um presidente de junta “que esteja aqui de corpo e alma, uma pessoa séria, que ame esta freguesia, que esteja disponível de corpo e alma para avançar este projeto e, sobretudo, como diz o slogan, que esteja sempre pela verdade”, rematou. A fechar os discursos , Nuno Ferreira garantiu que o seu “empenho e dedicação será total para vencer a junta de Meinedo e vencer mais uma vez a Câmara de Lousada”. Elogiou o trabalho do homenageado, considerando que deixou a sua marca na freguesia.

Numa clara alusão crítica à gestão de Pedro Moreira, disse não viver “de ilusões, pretendo apresentar um projeto arrojado mas realista,

Em Breve na

José Ferreira

diretor@jornaldelousada.com


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Sociedade

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Jovens estão com Leonel Vieira Tomada de posse da JSD de Meinedo

N

o passado sábado, dia 23, a sala do restaurante Lagoa encheu-se para a cerimónia de tomada de posse do núcleo da JSD de Meinedo. Foram sobretudo jovens entusiastas que se juntaram para apoiar a nova equipa, numa manifestação de união e espírito de camaradagem. Pedro Ribeiro, ao assumir a liderança do grupo, garantiu que continuará a agir com a força e dinamismo que o caracterizam, mostrando-se incondicionalmente ao lado de Leonel Vieira, em quem acredita para valorizar a juventude lousadense. Joaquim Bessa, líder da JSD Lousada, estava visivelmente satisfeito com a força dos jovens de Meinedo e assegurou que é este dinamismo que caracteriza os núcleos da JSD nas freguesias do Concelho.

Câmara trava projetos da Junta de Meinedo Mas o discurso mais duro da noite coube a Pedro Moreira, Presidente da Junta de Meinedo, que se diz cansado dos entraves que a Câmara Municipal de Lousada tem colocado aos seus projetos. O autarca referiu-se em concreto ao Parque de Merendas, cuja candidatura ao programa Proder “esta-

va bem encaminhada, mas a Dra. Cristina Moreira vetou o projeto”, disse, acrescentando que “é preciso que as pessoas saibam o que está a acontecer”. Apesar da dureza da luta, Pedro Moreira não se deixa esmorecer e promete continuar a lutar com a força de sempre, mostrando-se ainda convicto de que, com a vitória de Leonel Vieira, tudo mudará. Também o Presidente do PSD Lousada, Agostinho Gaspar, se mostrou crítico em relação ao trabalho desenvolvido pelo executivo camarário socialista, considerando que Pedro Moreira surpreendeu pelo trabalho realizado, tendo em conta os entraves que tem enfrentado. Sobre a candidatura de Pedro Machado, disse que esta “não traz nada de novo para Lousada”. O também vereador da Coligação Lousada Viva considera que são necessárias políticas eficazes para a criação de emprego e qualificação dos lousadenses. O líder do Partido apelou ainda à mobilização de todos, mostrando-se satisfeito com a “participação espontânea dos jovens, que se movem por convicções próprias e não por pressões de familiares”. As primeiras palavras de Leonel Vieira, candidato pela Coligação Lousada Viva à presidência da Câmara Municipal de Lousada, foram também para os jovens, cujo dina-

mismo elogiou. “É necessário aproveitar o capital que é a juventude do Concelho e desenvolver verdadeiras políticas de juventude, que abranjam todos os jovens”, disse o Vereador, para quem as prioridades deverão centrar-se na formação e na criação de emprego.

Leonel Vieira mostrou-se convencido na vitória e afirmou contar com a colaboração de todos para a construção de um projeto autárquico consistente, abrangente e exequível.

Gab. Comunicação PSD Lousada

Educação e emprego preocupam Coligação Lousada Viva Gab. Comunicação PSD Lousada

T

endo como objetivo a elaboração do programa autárquico, no dia 18 de fevereiro, realizou-me, na sede do PSD Lousada, mais um debate, com a presença do Dr. Hélder Santos, professor universitário e membro do Conselho de Estudos de Geografia e Ordenamento do Território, que se encontra a realizar a sua tese doutoral no âmbito da Geografia da Inovação económica. Para o investigador, o momento presente, de crise económica, impõe uma nova forma de gestão, assente num planeamento estratégico e na definição de prioridades de intervenção. Para Hélder Santos, esta gestão deve ser participada: “Os cidadãos são o principal ativo de um concelho, devem participar na gestão au-

tárquica, pois o sucesso do concelho é o somatório do sucesso de cada um dos cidadãos”, afirmou. Relativamente a Lousada, colocou o enfoque nas áreas que a Coligação tem considerado prioritárias, mormente o desemprego, que tem registado uma subida significativa nos últimos tempos, e a educação, visto que o Concelho apresenta baixas taxas de escolaridade. A Coligação Lousada Viva tem aberto o diálogo à sociedade e espera realizar outros debates e ouvir as populações, à semelhança do que tem sido feito nos últimos meses, pois acredita que só assim o programa autárquico responderá aos anseios dos Lousadenses.


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Sociedade

Juventude Socialista faz entrega solidária de roupa à ACIP Secretariado da Juventude Socialista de Lousada

A Juventude Socialista de Lousada fez este sábado a entrega de roupa e livros, angariada na campanha de recolha, em vigor desde outubro passado. Ao longo dos últimos meses, os jovens socialistas percorreram o concelho de forma a angariarem

bens essenciais oferecidos pelos Lousadenses, destinados à população mais carenciada e nesse sentido a ACIP (Ave Cooperativa de Intervenção Psico-Social, CRL) foi a primeira instituição a receber

grande parte dos contributos recolhidos pelas 25 freguesias do concelho de Lousada. Uma instituição que apoia atualmente 110 famílias lousadenses e com um trabalho fundamental na nossa comunidade, recebeu estes contributos pela mão do seu pre-

sidente – Francisco Lima, nas suas instalações situadas na Avenida Cidade de Tulle. Após ter sido feita a entrega de roupa e livros, uma visita às suas

instalações e contacto com o pessoal técnico, a Juventude Socialista de Lousada acompanhada pelo vice presidente da CML – Pedro Machado e pela vereadora – Cristina Moreira, visitaram a obra extraordinária que está a ser levada a cabo por esta instituição, com o apoio da CM Lousada e que dará

À ACIP, a JS Lousada agradece a sua disponibilidade e o trabalho efetuado em prol dos Lousadenses assim como a todos os lousadenses que contribuíram para esta campanha que continuará a decorrer! Caso queiram contribuir, contactem-nos através do e-mail – js@ lousada.net

um contributo fundamental aos cidadãos portadores de deficiência – Casa da Boavista (Pias).

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O Jornal de Lousada convida o leitor a enviar para o nosso Jornal as notícias da sua freguesia. Para isso, basta enviar a notícia para o email jl@jornaldelousada.com ou via CTT para a morada: Trav. João Evangelista - Casa 12 r/c 4620-113 Covas Lousada


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Grande Entrevista

Jornal de Lousada.com 7 Em Breve na

Nelson Oliveira Presidente da Juventude Socialista do concelho de Lousada

“Pedro Machado é, de certeza absoluta, a pessoa mais preparada para dirigir os destinos de Lousada. ”

Nelson Oliveira tem 28 anos, é licenciado em Psicologia Clínica e possui pós-graduação em Neuropsicologia. A frequentar o mestrado em Gestão Autárquica, é ainda Presidente da Associação Nacional dos Jovens Autarcas Socialistas (ANJAS) e membro da Comissão Nacional da JS. Jornal de Lousada (JL) – Como surgiu a sua ligação e este interesse pela política? Nelson Oliveira (NO): A minha entrada na Juventude Socialista (JS) foi feita um pouco tarde, dado aquilo que é previsível em qualquer jovem que tenha um interesse fundamentado pela política, mas também foi por opção própria. Foi um início tardio por opção própria. Eu só entrei na JS, salvo erro, em 2009 (a tender para 2010). Preenchi a minha ficha e encaminhei-a para a Sede Nacional. Aí já fazia parte, efetivamente, da Assembleia Municipal – pois já tinha sido convidado anteriormente – e ao mesmo tempo também me tornei militante do Partido Socialista (PS).

JL – Assumiu logo uma posição com algum protagonismo. Podese dizer, então, que chegou tarde mas em grande?

NO: Ainda houve ali dois anos em que pertenci ao Secretariado de João Correia, meu amigo. E, pronto, as coisas foram-se desenvolvendo, também partindo muito do nosso trabalho na Assembleia Municipal, junto dos vários órgãos distritais e nacionais e logicamente no concelho.

JL – Enquanto líder da JS, como caracteriza a actual estrutura JS de Lousada? NO: A estrutura da JS Lousada é uma estrutura completamente renovada. Iniciou-se com o trabalho da Carla Dias – que foi um trabalho fundamental para alavancar a JS –, depois houve ali um hiato em termos de idades, em que ela não poderia continuar a assumir a presidência. Veio o João Correia e depois, naturalmente, entrei eu e consegui trazer comigo uma série de jovens, que são pessoas muito mais novas do que eu próprio. Portanto, são essas pessoas o futuro da JS e

é isso que se pretende.

JL – Quantos elementos tem a JS Lousada? NO: Neste momento, estamos a crescer bastante. Oficialmente cerca de 300 (a roçar os 400) militantes. Mas os números a nós não nos importam. O que nos importa mesmo é o trabalho e que as pessoas venham até nós, livre e espontaneamente. Claro que nós não somos uma estrutura estática e temos de estar em contacto permanente com os jovens. E isso faz-se pessoalmente. Se a pessoa viver em Lousada consegue estar perfeitamente em contacto connosco. Não preciso de estar de bandeira em punho para dizer que sou da JS ou de qualquer outra estrutura partidária.

JL – A JSD afirma não conhecer o trabalho levado a cabo pela JS. Referem apenas a existência de comunicados e de artigos que

surgem na imprensa. É verdade? Resume-se só a isto o vosso trabalho? NO: Não. Penso que a JSD tem estado muito desatenta – não me admira nada a desatenção crónica –, mas, por exemplo, ainda este fim de semana fizemos uma iniciativa a nível social. Reunimos durante quatro meses alguma roupa, numa campanha alargada, em que nós próprios íamos buscar roupa a casa das pessoas, porque estarmos parados à espera que as pessoas nos trouxessem roupa, livros ou material seria muito difícil. Em abono da verdade, fiquei muito surpreendido pela recolha que efetivamos. Entregámo-la, no passado sábado à tarde, à CIP. Chegou a um ponto que já estávamos a encher completamente a sala de roupa. E importa dizer que, nos próximos tempos, esta campanha não irá terminar, porque temos outras instituições para o fazer.


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O importante num elemento da JS é saber, primeiro de tudo o que é o PS, o que são os ideais de esquerda, principalmente numa altura como esta. É lógico que cada um é livre de pensar o que quer, mas estar presente em políticas de direita com este capitalismo desenfreado que estamos a viver atualmente é contraditório, sobretudo, estando os jovens a sofrer tanto com isso, inclusive com o desemprego, que tem atingido níveis estrondosos. Cada vez mais se nota a atitude de solidariedade entre as pessoas, que, como é lógico, não é uma atitude exclusiva das pessoas de esquerda, como a esquerda mais conservadora pretende, muitas vezes, dizer. Vejo que, cada vez mais, os jovens estão a tentar aderir a ideais de esquerda. Vê-se em muitos movimentos de indignados e movimentos livres de partidarismo que as pessoas lutam numa tentativa de igualdade entre todos.

JL – Focou a situação atual do País. Na sua opinião, terá o PS conduzido ou contribuído, também, para essa situação? NO: Claro e eu já referi isso. Já o assumi na própria Assembleia Municipal. Todos os governos, desde o 25 de abril – vamos falar apenas em aspetos democráticos – principalmente o Governo de Cavaco Silva e António Guterres, foram grandes responsáveis pela situação que estamos a viver, porque não souberam gerir o país. Geriramno quase que em mecanismos ciclicos e não contraciclicos como deveria ser. Nos tempos de maior receita e de maior expansão económica, convém que o país se resguarde um pouco de certos investimentos. Mas não. Havia dinheiro a entrar em Portugal e foi desperdiçado, sobretudo por esses dois governos. Depois foi quase uma “pescadinha de rabo na boca”: as situações começaram a surgir e a surgir. Portugal sempre com níveis de endividamento completamente astronómicos e tudo isso foi culminar no Governo de José Sócrates. Podia ter sido em todos os outros e digo isto porque existe sempre aquela tendência de culpar Sócrates por todo o mal que existe à face da Terra e eu acho que isso é perigoso em todos os aspetos políticos – assim como era perigoso culpar só Cavaco Silva ou só Durão Barroso. E muita gente esquece-se – e isso é que eu acho preocupante - que nos primeiros anos do Governo de Sócrates, o défice diminuiu, por exemplo. Uma série de situações foi melhorada. Foi um Governo até reformista, como foi, aliás, o próprio Governo de Cavaco Silva. Mas disseram-me, e isso é uma verdade inquestionável, que, em termos de Conselho Europeu, teria de começar a haver um investimento duro por parte das políticas públicas e isso foi seguido com o apanágio e a bandeira da própria Angela Merkel. Obviamente que depois não deu nos resultados previstos, pois saiu pior a emenda do que o soneto. Hoje em dia, estamos todos a pagar um pouco essa fatura. Austeridade custe o

que custar. Os resultados são mais do que conhecidos, ou seja, não está a resultar e estamos numa fase em que a solução para o país é uma solução governamental, mas é óbvio que este Governo não está a dar conta do recado e que tem pessoas incapazes. Mas, acima de tudo e fora de partidarismos, acho que é uma solução europeia que estará a faltar.

JL – Voltando a centrar-nos no concelho de Lousada. Estando o PS à frente da presidência de Lousada há 24 anos, que análise faz dessa gestão socialista de Jorge Magalhães? NO: Penso que foi uma gestão exemplar a todos os níveis. É lógico que todas as pessoas reconhecem isso mesmo e que reconhecem essa capacidade de Jorge Magalhães – e não só de Jorge Magalhães, mas também de todas as pessoas que o acompanharam ao longo destes 24 anos. É completamente pacífico afirmar que Lousada conseguiu dar o salto em termos evolutivos em relação a muitos outros concelhos, portanto é um trabalho meritório, de uma pessoa que sempre pensou pela sua cabeça e isso comprova-se mesmo na sua relação com o próprio PS. É uma pessoa que só pensou em Lousada, que é um pouco uma característica do próprio PS de Lousada, um partido muito local. E isso está refletido no próprio trabalho de Jorge Magalhães, que sempre elevou Lousada acima de qualquer interesse. E o resultado está à vista de todos.

JL – Quais são, na sua opinião, as obras emblemáticas que ficarão do executivo de Jorge Magalhães e como caracteriza o planeamento feito por esse executivo, tendo em conta que a oposição acusa o PS de falta de planeamento? NO: Haver falta de planeamento significaria dizer que,

por exemplo, Lousada se insere no conjunto de câmaras mais endividadas do país. E, como é óbvio, não está. Aliás a situação financeira de Lousada, e ao contrário do que o PSD e o CDS querem dizer, é excelente e isso mostra um planeamento muito sustentado. Caso contrário, aconteceria como tem acontecido na maior parte das câmaras aqui à volta, que estão com troikas sobre troikas, e onde houve, quiçá, um desenvolvimento desenfreado em certas alturas e se calhar um pouco eleitoralista, em que as pessoas para ganharem eleições fizeram investimentos à toa e depois as coisas complicaram-se. Vemos isso em Paços de Ferreira, Penafiel e Paredes. Já em Lousada houve mesmo esse planeamento sustentado, pelas 25 freguesias – e refiro isto, por ser outra das críticas feitas pela oposição. Logicamente que depois falam um pouco no centralismo, devido ao Complexo Desportivo – que é outra das críticas que não se percebe. Lousada, neste caso falando a nível desportivo, tem boas instalações por todos os pavilhões, falo por exemplo do pavilhão de Meinedo, que consegue comprovar a veracidade de todos esses casos. Portanto, eu penso que a principal marca é mesmo o desenvolvimento e um desenvolvimento sustentado. Não foi um desenvolvi-

mento à pressa, não foi um desenvolvimento partidário. Foi um desenvolvimento a pensar em todos os cidadãos e que conseguiu conduzir Lousada à situação em que hoje se encontra. É lógico que há sempre coisas a melhorar. A política não se esgota no mandato de Jorge Magalhães e por isso é que agora há o prosseguimento, com uma nova marca – penso que será de certeza absoluta com Pedro Machado, mas cabe aos lousadenses decidir isso –, mas Jorge Magalhães ficará com toda a certeza na história de Lousada.

JL – Um dos flagelos deste concelho é o desemprego. Na sua opinião, poderiam ter existido medidas mais ativas em termos de emprego ao longo dos últimos mandatos ou essas medidas existiram? NO: Eu vejo a questão do desemprego de um prisma muito próprio. A coisa que eu mais detesto em política são os chavões. «Vamos melhorar o desemprego em níveis bombásticos!» ou «Vamos fazer tudo e mais alguma coisa!». Isso é um chavão completamente desnecessário e o povo já nem liga. Porque não é com passos de mágica que se conseguem soluções. Agora, há efetivamente soluções a criar, por exemplo, estas medidas que foram apresentadas no final do ano de 2012 – medidas de apoio à economia – são medidas muito boas e dentro das possibilidades do concelho. Não é o próprio concelho, por si só, que vai acabar com o desemprego. Pode ajudar nisso, mas sozinho não consegue. Isto parte principalmente de iniciativas governamentais e isto vai ao encontro ao que há pouco falávamos relativamente ao país e da ajuda europeia. É lógico que os municípios podem dar os seus contributos na parte que lhe é destinada: benefícios fiscais, benefícios de isenção de impostos, como agora está a ser feito. E isso é algo que já está a ser feito e que deve ser feito. Não pode ser apenas uma medida eleitoralista.

JL – Na sua opinião, essas medidas já deviam ter sido tomadas há mais tempo? NO: Talvez. Ta m b é m tem de se pesar tudo. Gerir uma


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Câmara não é a mesma coisa que gerir uma casa ou uma família, uma pessoa tem que ter preponderância, tem que saber no que é que deverá investir e também tem de saber com que dinheiro deverá contar, com que receita. E, se calhar, Lousada está nesta situação de desafogo financeiro porque em alguns momentos conseguiu também arrecadar algum dinheiro e fazer obras sustentáveis para que pudesse também ganhar algum dinheiro a esse nível. Agora sim, mesmo ao nível dos princípios económicos, é altura de apostar a sério na economia local. Em alturas em que isso se calhar não era tão necessário, porque a economia estava boa, terá havido preocupação em arrecadar dinheiro e agora é, com certeza, a altura certa para o investir. Agora é o momento e não podemos fugir a isso. Desde 2008, que a economia tem caído e não só por culpa dos portugueses. Este foi um problema endémico por todo o mundo, que começou nos EUA e veio por aí fora. Por isso, essa questão que muito se aborda do “viver acima das possibilidades” chega a roçar a brincadeira, porque toda a gente com o seu trabalho justo e meritório pretende ter uma vida melhor. Se calhar na altura os bancos promoviam isso mesmo.

JL – Sendo Lousada um concelho jovem e estando a JS em permanente contacto com os próprios jovens, quais as preocupações centrais da JS? NO: O desemprego jovem é, neste momento, a questão mais importante que a JS se está a centrar. A velha questão do Governo preferir que os jovens emigrem não pode ser. É como se estivéssemos a dar o nosso ouro a outros países. O concelho, a região e o país têm que encontrar soluções e isso é função dos políticos. Os políticos não estão ali só para gerir minimamente o país. Não. Eles também estão ali para tomar decisões, muitas delas difíceis, mas que têm de tomar. Importa é que elas promovam o bem-estar não só de quem votou em si, mas de toda a população. Mais uma vez não é com chavões que lá vamos. Não basta dizer que estamos preocupados. A juventude precisa é de trabalho! Não precisa de muita preocupação em termos de juventude por si só. A partir do momento em que há trabalho, as políticas de juventude vão surgindo e sendo efetivadas. Em Lousada, uma aposta no desporto e na cultura é uma política de juventude, ou seja, as políticas não precisam de estar só viradas para o chavão muito bonito da juventude por si só. A juventude é a mesma coisa que os idosos. Fazem parte da população, são seres humanos e são lousadenses como todos os outros. Não vamos estar a inventar o que já está inventado. São precisas soluções práticas. Mas não ficamos por aqui. Além do desemprego, há depois a questão habitacional. Acho engraçado o candidato Leonel Vieira dizer que a reabilitação urbana não é uma prioridade. Não é só uma prioridade como é uma

prioridade total, porque há muitos edifícios em Lousada a precisarem de reabilitação. É lógico que houve sempre essa preocupação em termos urbanísticos, mas se calhar se houvesse investimento nessa área – e vai ser investido, pois é um dos objetivos da candidatura de Pedro Machado – poderia conseguir-se que que os jovens se fixassem muito mais no nosso concelho, em vez de terem de ir para outros. Para já, isso não está a acontecer, porque os censos o comprovam que até estamos a ter uma boa taxa populacional. As infraestruturas que temos, a reabilitação urbana, a aposta no emprego e principalmente em áreas fundamentais – que acho estranho ninguém ter dito isto mas, … – como o têxtil, o calçado ou a construção civil para um determinado tipo de população, a aposta na educação e formação das pessoas são aspectos e áreas fundamentais que não poderão fugir da perceção de quem comandar os destinos de Lousada, E acho estranho, até por parte do Presidente do PSD Lousada, Agostinho Gaspar, não conseguir identificar o principal cerne de Lousada em termos empresariais, quando ele próprio tem uma indústria têxtil. Mas é nisso que se deve apostar. É essa a tradição de Lousada, como em Felgueiras é o calçado ou como em Paços de Ferreira são os móveis. E depois, apostar também na inovação, nas indústrias criativas, uma área que depois irá abarcar todos esses setores.

JL – Contudo, uma elevada percentagem das empresas em Lousada não estão numa zona industrial. Deveriam existir políticas que incentivassem as empresas a deslocarem-se para uma zona industrial? NO: Nas iniciativas apresentadas em 2009 – e quem estivesse minimamente atento, e eu sei que o Jornal de Lousada esteve lá, pena foi não ter estado ninguém da oposição nesse

lançamento –, muitas das medidas tomadas vão ao encontro disso mesNO: promover o nível industrial, promover a redução de taxas…, tudo isso para ajudar as empresas. É lógico que também não podemos esperar que com passos de mágica – como disse há pouco – tudo volte ao normal. É lógico que não. Isto é um problema muito grave em todo o país, em toda a região europeia, portanto não será muito simples. Não vale a pena entrarmos em promessas desmesuradas.

JL – O vosso candidato já foi apresentado. Como classifica esta candidatura de Pedro Machado? NO: Pedro Machado é, de certeza absoluta, a pessoa mais preparada para dirigir os destinos de Lousada. Quando digo preparada… é porque o é mesmo! Já está em funções autárquicas de grande responsabilidade há oito anos, portanto, oito anos dão, de certeza, para ter o completo domínio de todos os assuntos. É uma pessoa capaz, credível, sensata – o que é fundamental –, ou seja, não entra em promessas desmesuradas, mas que também tem uma marca diferente, indo um pouco mais além, do que até o próprio Jorge Magalhães. Portanto, é uma pessoa interessante e que de certeza dará um bom contributo para Lousada.

JL – Como vê as críticas da oposição em torno de Pedro Machado, que o classificam não como “político”, mas sim um “mero técnico”? NO: Ainda bem que não o veem como político, porque a política da maneira que está vista por todos os cidadãos, lousadenses e não só, torna essa consideração tremendamente positiva para Pedro Machado. Pelo menos os lousadenses ficam a saber que é uma pessoa que não vai ceder a qualquer pretensiosismo ou a qualquer promessa fácil. Agora que está a chegar a altura das eleições isto vai ser uma

série de promessas e as pessoas têm de avaliar mesmo o que é exequível. As pessoas, mais do que os chavões, mais do que saber que se vai formar com o nome A, B, C ou D esta iniciativa, importa perceber como se irá fazer essa iniciativa, como é que isso se aplica, em quê que irá consistir, esses sim são os aspetos sobre os quais as pessoas devem questionar.

JL – Um dos argumentos da oposição assenta na ligação familiar entre Jorge Magalhães e Pedro Machado e, ainda, no “emprego familiar” existente na CM de Lousada. Poderá esse argumento prejudicar Pedro Machado nas eleições? NO: Não. Se isso é o argumento – e está a ser o argumento – pobre o PSD de Lousada e isto porquê?! Porque também há funcionários na CM de Lousada que também são familiares de pessoas do PSD e que são familiares do CDS e elas estão perfeitamente visíveis e não há problema nenhum. Portanto, isso é sempre uma falsa questão. Esse argumento em volta de Pedro Machado é uma questão que só foi levantada agora, não foi levantada em 2005, por exemplo. E porque é que não foi levantada em 2009?! Eu relembro, como já relembrei várias vezes, que Pedro Machado foi eleito pelo povo. Não foi lá colocado por ser familiar. O povo escolheu-o, neste caso, para número dois. Eu não gosto muito de falar dessa posição da JSD, mas foi desprestigiante aquela atitude do “emprego familiar” na Assembleia Municipal e que depois até foi completamente rebatida por Jorge Magalhães, que explicou tudo muito direitinho e de forma clara. Eu não sei porque é que, quando essa situação se levantou, não tentaram apurar a legalidade disso! Eu sei que eles acham que é legal, pois continuam a falar nessa situação, mas esses argumentos são pobres. Se vamos discutir


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Lousada por esses argumentos, no PSD também existem várias relações familiares. O Presidente do PSD é irmão de um deputado do PSD… Não há problema nenhum! Qual é o problema nisto? Num dos poucos concursos que houve agora para a CM de Lousada, eu estive a ver a listagem e uma das pessoas que entrou é familiar de um membro do PSD de Lousada e a meu ver isso não é problema nenhum. Infelizmente estão agarrados a essa ideia. É uma estratégia que só a eles diz respeito.

JL – O PSD tem ânsia do poder? NO: Essa acusação tem fundamento, não é mais um dos chavões que podemos ter levantado. E essa acusação da “ânsia do poder” é muito fácil de explicar. Quando um partido começa a mentir deliberadamente ou a omitir a verdade, seja nas Assembleias Municipais, seja em comunicados … Eu relembro várias questões, como por

pela Presidente do CDS - falarem acerca do seu candidato, há ali notórias preocupações que os lousadenses não podem deixar de ter. Quando ouço o Presidente do PSD dizer que a lei não pode ser um impeditivo para um Presidente da Câmara atuar eu pergunto-me que partido e que candidato são estes?! Será um candidato que não vai cumprir a lei? Eu penso que não, mas a verdade é que isto foi dito. Por parte do próprio CDS viu-se também uma insegurança, mesmo em torno da Coligação e lá foi argumentado que Leonel Vieira é conhecido e tal. Mas é conhecido pelos jornais. Eu sei que Pedro Machado é conhecido por todos os lousadenses! Se Leonel Vieira é conhecido como político, e toda a conotação que anda à volta do político, e através dos jornais é outra coisa. As pessoas também não precisam de estar sempre a vangloriar-se pela sua atividade associativa. Eu relembro, por exemplo, que Pedro Machado é, há largos anos, Presidente

tamente desprestigiante para a classe política. A posição do PS sempre foi uma posição frontal e única: nós somos contra a Reforma Administrativa. O que nós vimos por parte do PSD não foi isso. O que nós vimos por parte do PSD – e quem se lembra das últimas Assembleias concordará comigo – foi um partido instável que andou sempre de um lado para o outro com o seu parecer. Eu perguntome: «Que partido é este?». Se tinham uma proposta, apresentavam-na. Se a apresentassem, ela era votada e, aí sim, iríamos ver a quem se iria atribuir responsabilidades – porque para mim a responsabilidade é do PSD nacional. Se eles acharam que era redundante apresentarem ou não uma proposta, se calhar mais vale demitirem-se do seu papel de oposição, porque eles também foram eleitos por lousadenses para emitirem a sua posição. Eu penso – penso não, tenho a certeza – que os regimes não são totalitários, portanto se eles tinham alguma coisa

era algo que devia partir do Governo. Todas as Assembleias de Freguesias, à exceção de Caíde, tinham dito que não estavam de acordo. Portanto, nós próprios incitámo-nos a ouvir a população de Lousada e a resposta foi: “Não queremos”. Sim, o Governo deu oportunidade de cada concelho apresentar o seu parecer, mas até mesmo essa “oportunidade” de dar um parecer tinha regras e o problema estava aí, porque eram regras muito restritivas que não iam ao encontro ao pensamento da maioria da população. Dizerem-me agora – e esta é a mais absurda de todas – que em vez da união de freguesias de Cristelos, Ordem e Boim podíamos ter só Cristelos e Ordem. Para mim é perfeitamente igual, porque junta freguesias, sejam duas, três ou quatro. O que importava aqui era não se juntar nenhuma. Para mim, juntar A,B,C ou D ou juntar a C e a F é igual, porque, partindo do pressuposto que a população não o quis e que nós estamos aqui para defender os interesses da população que votou em nós, qualquer junção deixa de fazer sentido, seja a junção de duas, três ou quatro freguesias.

JL – Mas, por outro lado, o seu partido é a favor da Reforma Administrativa… NO: O meu partido é a favor da Reforma Administrativa nos sítios em que as pessoas votaram a favor. Guarda, Lisboa, Amadora… Posso dar uma série de exemplos em que se conseguiu fazer isso. Uma Reforma Administrativa com tempo seria minimamente pacífica – com tempo, mas com muito tempo mesmo. Como é lógico, também há o entrave da Troika, que exigiu aqui mundos e fundos, achando o seguinte «As freguesias são o parente pobre, portanto vamos atacar logo isto», mas com esta medida a poupança não vai ser nenhuma. exemplo, a questão dos “mil funcionários”… Está mais do que comprovado que a CM de Lousada não tem mil funcionários. Tem 357, mas estão sempre a bater na mesma tecla; a questão da dívida, que numa altura era de 20 milhões, mas que depois passou a 22 e a 25 milhões… e nós efetivamente sabemos que a dívida de Lousada é de oito milhões ponto qualquer coisa, ou seja, uma dívida baixíssima. Se formos a ver Paços de Ferreira, a dívida ultrapassa os cem milhões. Todas estas questões, ao nível da Reforma Administrativa, mostraram um PSD e um CDS completamente baralhados, sem saber quem deveriam respeitar mais, se haviam de respeitar mais os lousadenses ou se haviam de respeitar mais Miguel Relvas.

JL – Como caracteriza Leonel Vieira como candidato? NO: Pedro Machado é melhor, sem dúvida. Eu não vou tecer grandes considerações, mas quando eu ouço – e pegando apenas na opinião formulada tanto pelo Presidente do PSD, como

do Concelho Fiscal dos Bombeiros de Lousada – porque ninguém fala disto. E ele não levanta grandes ondas em torno disso. Não precisa de dizer que estamos em todos os movimentos. Como eu disse, no início desta entrevista, eu próprio já pertenci a imensas instituições lousadenses, antes de sequer pensar em estar na política. Mas parece que muita gente não. Parece que muita gente anda nas associações para depois conseguir usar isso como argumento a seu favor. Por exemplo, eu fui músico durante cerca de dez anos, na Banda Musical de Lousada, estive no hóquei e ainda estou, fui da Direção dos Bombeiros de Lousada, mas isso não é um argumento que uma pessoa possa usar para dar qualquer tipo de importância à sua candidatura. As pessoas veem-se pelo trabalho que fazem.

JL – Como classifica a posição da CM de Lousada relativamente à Reforma Administrativa das Freguesias? NO: Aquilo que se passou foi comple-

para apresentar, apresentavam-na e não desistiam só por estarem em minoria e julgarem que esse parecer não ia ser aprovado.

JL – Na sua opinião, esta Reforma Administrativa irá ter influência nestas eleições? Poderão as eleições sair prejudicadas?

JL – Está de acordo com este novo mapa?

NO: Acho que o grande perigo destas eleições é a abstenção. A população está completamente descrente da classe política e dos políticos e não falo apenas a nível local – porque aí as pessoas até se conseguem envolver um pouco mais. Vou-lhe dar um exemplo. Esta situação da limitação de mandatos é um circo. Uma pessoa que não veja o telejornal e que não queira saber de política qual é a opinião que tem disto? Menezes, para Seara… Porque é que têm de continuar? Jorge Magalhães é completamente a favor da limitação de mandatos. Aliás, em primeira mão, até posso dizer que neste último fim de semana a Comissão Nacional da JS e a JS tomaram uma posição oficial que foi baseada em duas moções – duas moções importantes até para o país. Uma foi uma moção de limitação de mandatos transversal aos cargos públicos (eleitos, neste caso), sejam eles

NO: Completamente em desacordo.

JL – Ao não emitir uma proposta, Lousada não se terá perdido a oportunidade de evitar uma reorganização das freguesias a “régua e esquadro”? NO: Perdeu-se a oportunidade de se fazer uma coisa bem feita como se fez, por exemplo, em Lisboa. E a meu ver nunca se poderia ter feito o mesmo, devido ao pouco tempo, devido à rigidez das regras que eram exigidas, devido a uma série de procedimentos que se teriam de adotar em cima do joelho. A Câmara pediu às Assembleias de Freguesia para ouvir os pareceres. Nós tentamos aquilo que sempre dissemos: ouvir as populações. Aliás, na nossa opinião, isso


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Jornal de Lousada.com 11 muitos concelhos, sejam PS ou PSD – aqui também critico todos – a falarem de verbas que estão na ordem dos 15 mil euros. O que é que um jovem pode dar como opinião ou como um orçamento participativo, quando vai escolher uma obra para ser feita no valor de 15 mil euros? Nada. Isto é brincar. Portanto, se vamos fazer isto como meras operações de cosmética, mais vale não fazer. Quando fazemos é com seriedade e em condições.

JL – A JSD também referiu que, nas últimas eleições, a maior parte das mesas de voto jovem foram ganhas pela JSD. Poderá isso repetir-se?

deputados, vereadores, presidentes de junta, etc. Tem que haver uma ética na política e isso foi aprovado. E, hoje, essa é a posição oficial da JS. Como também é o regime de exclusividade para os deputados, porque não se pode continuar a ter advogados de manhã na Assembleia da República a aprovar leis e depois à tarde estão nos seus escritórios. Isto é inaceitável. Em Espanha, por exemplo, os deputados estão em regime de exclusividade. Outra questão, da qual não sou a favor e que também vai ser debatida, é a existência de deputados na Assembleia República sem experiência profissional. O que é que eles vão acrescentar? A pessoa pode ter estudado muito. Mas falta qualquer coisa. A Assembleia da República não pode ser um pouso de uma série de pessoas. Vamos pegar em exemplos: Mota Amaral. Há quantos anos está na Assembleia da República? E o mesmo se passa com deputados do PS, deputados do PCP. Tem de haver um pouco de ética e esta questão da limitação de mandatos, a diferença do “de” ou “da” é outra brincadeira. Se houvesse boa vontade política os tribunais escusavam de estar a sofrer estas pressões que estão a sofrer atualmente.

JL – Como vê a JSD do seu concelho? NO: Eu não teço grandes considerações acerca da JSD. O que eu vejo, por exemplo, nas Assembleias Municipais e, infelizmente para a questão política concelhia, é uma JSD apática, sentada, para não dizer deitada ou em completa inatividade. Isto não é “puxar a brasa à nossa sardinha”, mas a JS nessas Assembleias é muito interventiva, toma posições. Ainda vimos, na última Assembleia que para falar um pouco acerca do Plano Municipal da Juventude, não foi ninguém da JSD que foi lá falar… e, no entanto, eles es-

tavam lá. Portanto, alguma coisa se passa. Quando falam muito em políticas de Juventude, falam nos Conselhos Municipais de Juventude… Mas na apresentação do Plano Municipal de Juventude não vi lá ninguém a mostrar a sua posição.

JL – Essa é uma crítica por parte da JSD, o facto de nunca ter sido criado um Concelho Municipal da Juventude. NO: Eu posso falar-lhe sobre isso. Primeiro de tudo: os Concelhos Municipais da Juventude, antes de se dizer «Nós queremos!», é preciso saber o que são. E isso é uma diferença substancial. Eu sou a favor dos Concelhos Municipais da Juventude, totalmente. Isso é um ponto assente. Sou contra a forma como estão previstos, por um fator fundamental que é a inserção de juventudes partidárias nos concelhos municipais de juventude. As pessoas dizem que querem, sem saber em que é que isso consiste. Se lerem a maior parte dos estudos que há sobre a democracia participativa, todos eles dão uma derrota abismal a todos estes concelhos municipais e aos orçamentos participativos – que também é uma coisa boa, mas quando levados com seriedade. Existe uma série de questões que deitam completamente por terra a utilidade dos concelhos municipais de juventude, de saúde, etc. A situação fundamental é que começa tudo com a melhor das intenções, uma participação da população, mas chega a um ponto em que há a tentação do domínio político e partidário e de colocar juventudes partidárias nos concelhos municipais de juventude, o que é contraproducente. Por exemplo, o orçamento participativo – de que há pouco falava – é bom e importante, a população pode escolhê -lo… Mas é preciso mais. É preciso ter em conta as verbas disponíveis. Vejo

NO: Relativamente a 2009, muitos dos resultados que houve – e que ainda assim foram arrebatadores para o PS – já se iam verificando, muito pelo descontentamento em relação ao Governo. Portanto, houve de certeza um voto de protesto. E este ano pode acontecer o mesmo, mas no sentido contrário, dado que somos liderados por um Governo Social Democrata. E acho que possivelmente irá acontecer. Sendo o PS de Lousada uma estrutura pouco representativa nos órgãos nacionais, não se pode dizer o mesmo do PSD de Lousada. O PSD de Lousada é a cara deste Governo e isso notase nas Assembleias Municipais. Ainda na última, foi apresentada uma moção da CDU contra a privatização das águas. A abstenção por parte do PSD e do CDS disse muita coisa. A questão das águas é uma questão importantíssima. Já ofereceram muitos milhões à CM de Lousada por ela, mas nós não a quisemos nem a vamos vender, porque isso teria um custo brutal para as famílias lousadenses.

JL – Como vai preparar a JS a campanha nestas eleições? NO: A campanha da JS é uma campanha proativa. O que eu vejo, e dada a nossa participação política, é que a JS não é uma Juventude de colar cartazes. Faremos de tudo para ajudar a campanha, mas nós temos opinião própria. Não andamos aqui a toque de caixa do partido. O que eu noto é que as pessoas andam muito desatentas. Quando Sócrates estava a governar, nós fomos uma das principais vozes acusatórias das portagens na A42, por exemplo. Eu não tive qualquer problema em, diante do ministro da Economia, na altura do PS, chamarlhe à atenção acerca disso e pô-lo ocorrente do nosso desagrado. Nós estamos aqui para defender os lousadenses e para ter uma estratégia concertada com o PS. Também não vale a pena dizermos que somos completamente à parte do partido ou uma estrutura independente. Não. Nós somos socialistas, nós temos orgulho em dizer que somos do PS. Estamos aqui para apoiar Pedro Machado no que for. Agora dizer que a nossa ação na campanha se vai limitar a colar cartazes, isso não. Nós queremos melhorar a nossa participação na Assembleia Municipal, nós queremos melhorar a nossa participação junto dos jovens, nós queremos estar pre-

sentes nas listas de todos os órgãos eleitos, de todas as freguesias. Temos uma série de compromissos e atividades, como a visita a todas as freguesias, Quando dizem que somos uma Juventude de Gabinete, não é assim. Nós visitamos as freguesias todas, fizemos uma série de iniciativas não abarcadas no PS – nós é que levamos o PS connosco. Iremos continuar a dar ênfase à questão social, principalmente agora. É importante a solidariedade. É grave quando achamos que andamos na caridadezinha, como às vezes parece que muita gente assim o vê. E as funções das autarquias, a partir de 2013, terão que ser uma visão quase que silenciosa para com a solidariedade. As pessoas têm que ser ajudadas, mas não tem que se fazer grande apanágio com isso. Esta é uma questão essencial, relativamente à qual a JS terá um particular relevo e que eu sinto que estamos perante uma juventude responsável mediante, por exemplo, o desemprego jovem e mediante o apoio social que tem que ser dado ás famílias. Toda a atividade política terá de ser também uma atividade silenciosa para com essas pessoas e até para que os possamos compreender.

JL – Era importante para a JS ter um dos seus elementos presente na equipa que irá compor a CM de Lousada no próximo mandato e que venha a tornar-se vereador? NO: Importante é, mas nunca me verá nos jornais a dizer que o PS precisa de um vereador que seja da JS. Essa é uma questão que só cabe a Pedro Machado decidir. É algo positivo, mas não vejo isso como uma questão central. Estou contente com todo o trabalho da JS ao nível de todo o plano político. Há uma notória necessidade de dar continuidade ao nosso trabalho na Assembleia Municipal e para isso também já assumi o compromisso de que será dado mais espaço aos jovens para discutir na hora, cara a cara,… pois é disso que nós gostamos. Não é de nos escondermos atrás dos nossos líderes de bancada e não darmos a cara ou falarmos. Não. Nós queremos falar, queremos participar. É na casa da política que se faz política. É aí que se mostram as nossas iniciativas. É aí em todo o concelho, porque nós não precisamos de andar com uma bandeira em punho em festas ou o que seja a dizer que somos da JS. Cada pessoa e cada militante é uma voz. Nós estamos presentes todos os dias, em todo o lado, em cada militante, em cada simpatizante. Nós temos muitas pessoas que são socialistas, mas que não são militantes. O PS de Lousada é a própria personificação disso mesmo. Mas importa referir que ser ou não militante é algo acessório. Quem quiser ser militante é, quem não quiser não é.

Ana Camboa

anacamboa@jornaldelousada.com


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Camélias são já uma referência no concelho de Lousada O Festival das Camélias assume, de ano para ano, cada vez mais um papel preponderante no panorama turístico do concelho de Lousada. Na edição deste ano, a quarta, realizada no passado fim de semana na Quinta do Redolho de Cima, em Pias, foram milhares os visitantes acorreram ao concelho para apreciar um produto que se assume cada vez mais como um símbolo na região. Foram cerca de 6 mil pessoas que, optando pelo Fim de semana Gastronómico, pelo desfile das camélias, protagonizado por 14 lojas do Concelho e, essencialmente, pelo Festival das Camélias, visitaram Lousada entre os dias 22, 23 e 24 de Fevereiro. Na tarde de sábado, teve lugar a abertura da quarta edição do Festival, que, como referiu o vice-Presidente da Câmara Municipal, Pedro Machado, na cerimónia abertura, “tem assumido proporções cada vez maiores.”

dutos de outras áreas, como a gastronomia, por exemplo”. O Festival, em forma de concurso, contou com 14 mesas de camélias, que foram avaliadas para atribuição dos seguintes prémios: a melhor camélia de origem japónica, melhor camélia de origem portuguesa e melhor camélia de origem desconhecida. Respetivamente, os vencedores foram Rodrigo Mota Leitão, de Penafiel; a Quinta de Villar d’Allen, do Porto, e os lousadenses da Lousaplantas. José Barbosa, representante da última, mostrou-se bastante satisfeito com o prémio obtido. “É uma óptima forma de promover a nossa empresa e obter procura por parte das pessoas”, revelou. Sendo a segunda vez que participam no evento, o prémio foi algo inesperado, confessou José Barbosa. Por acaso, a camélia com que venceram o concurso foi comprada, porém, a Lousaplantas é também produtora e, segundo José Barbosa, o segredo para se conseguir belas camélias é o seguinte: “tempo, paciência e dedicação”.

“Este é um bom exemplo de um produto que conseguimos desen“Sem dúvida que Louvolver mesmo numa sada pode ser considealtura de crise” rado um grande jarA vereadora Cristina Moreira, que es- dim de Portugal” teve no evento também em representação da entidade Turismo Porto e Norte de Portugal, partilhou com o Jornal de Lousada a sua opinião. “É importante ver como este evento sobrevive e so-

Uma presença no júri do concurso foi, pela terceira vez consecutiva, Rosário Machado, diretora da Rota do Românico. Confessou-se admiradora de tudo o

como a Associação Portuguesa das Camélias faz parte de um movimento em torno desta flor, que envolve 20 países.

Estão registadas em Portugal 394 variedades de camélias Eduarda Paz, da Associação Portuguesa das Camélias, revelou que alguns investigadores, embora sem certeza, sugerem que as camélias chegaram a Portugal na altura dos Descobrimentos e hoje s ã o uma parte muito importante do património cultural português porque, embora plantadas, são elementos naturais. “Eventos como este são fundamentais para a promoção desse património e as camélias podem ser um potencial turístico para Lousada”, sugeriu Eduarda Paz. As camélias são originárias de países como a China, Japão e Vietname, porém, Portugal é um país onde já existem registadas 394 variedades de camélias e aparecem constantemente novas variedades. Qualquer pessoa pode registar uma camélia e nomeá-la, tendo em conta alguns parâmetros regulados pela instituição internacional que faz essa gestão. “Atualmente, qualquer pessoa tem uma a nascer camélia em sua casa, tal como acontecia há 200/300 anos e por isso podemos associar a camélia como um produto intrínseco de Lousada, uma vez que existe em abundância e tem uma importância histórica muito relevante. Por isso, pode perfeitamente ser um símbolo nosso”, defendeu a vereadora Cristina Moreira.

Chã, Compota e cor de Camélia

A mesa,com Rosário Machado, Eduarda Maio, Pedro Machado e Cristina Moreira

bretudo cresce”, adiantou a responsável pelo turismo lousadense, que acrescentou ainda: “Este é um bom exemplo de um produto que conseguimos desenvolver mesmo numa altura de crise. Tudo o que está aqui tem, do ponto de vista financeiro, um valor muito baixo. É a prova de que com pouco custo podemos realizar um evento de importância nacional, onde podemos chamar visitantes de todo o país e também de fora e que acabam também por vir consumir pro-

que é património e referiu que a escolha foi bastante difícil, até porque “Lousada é muito rica em espécies de camélias e em gente que dedicou e dedica a sua vida às camélias e esse é um elemento patrimonial muito interessante, por isso, sem dúvida, Lousada pode também ser considerado um grande jardim de Portugal”. Lousada faz parte, aliás, da exposição portuguesa de camélias desde 2010, tal

Li-

Também Dora Rocha, Presidente da Junta de Freguesia de Boim, que aproveitou para visitar a freguesia vizinha para apreciar as camélias na Quinta do Redolho de Cima, considera que “a camélia é um ótimo produto turístico, por ser algo bastante agradável, bonito e porque é um tipo de flor que, por ter várias variedades, permite vários arranjos e feitios para decoração e, além disso, serve também para criar outros produtos muito apreciados, como o chá e o bolo de camélia”. É precisamente disso que se aproveita António Maia, da Casa das Encosturas, em Cabeceiras de Basto, que criou um licor e uma compota de camélia. “Nós somos produtores de camélias, então, um dia, decidimos fazer a experiência de criar


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A Melhor Camélia de origem Japónica

estes produtos e resultou muito bem”, referiu o produtor. A título de exemplo, o licor e as compotas que António Maia trouxe para o Festival das camélias de 2012 esgotaram. Por isso mesmo, o produtor considera que “a camélia tem muito potencial económico porque, além de embelezarem as casas senhoriais, as camélias resultam também nestas deliciosas iguarias”.

“Lousada é um local para ser visitado, onde as camélias, conjugadas com, por exemplo, um Cozido à Portuguesa e um bom Vinho Verde são um excelente atrativo” No entanto, outros produtos surgem entre as várias montras de camélias, espalhadas pela exposição na Quinta do Redolho de Cima. Entre tantos sobressai o espumante de Vinho Verde Rosé da Quinta de Lourosa. “Trouxe apenas este vinho porque a sua cor sugere a cor de algumas camélias”, disse-nos Joana Castro. A enóloga e responsável pela gestão da Quinta de Lourosa, em Sousela, onde existem também muitas camélias entre as vinhas, juntou-se à iniciativa para mostrar que “Lousada é um local para ser visitado, onde as camélias, conjugadas com, por exemplo, um Cozido à Portuguesa e um bom Vinho Verde são um excelente atrativo”.

A Melhor Camélia Desconhecida

A Melhor Camélia de Origem Portuguesa

De resto, entre os vários visitantes encontramos também os comerciantes de camélias, que são presença assídua no Festival. António Soelha participou em todas as edições e por isso consegue perceber a importância que o evento ganhou desde a primeira edição: “É fundamental para divulgar este produto. Acho que poderá ser um bom símbolo para Lousada e para a região”. É isso mesmo que se pretende e foi também por isso que a entidade Turismo Porto e Norte de Portugal estimulou, já em 2010, a realização deste festival. Para Cristina Moreira, este evento é mais uma vez um bom exemplo em como cada concelho do Norte de Portugal pode aproveitar, “uma força da natureza endógena e promover um produto de forma sustentável”. Segundo a vereadora, “se cada concelho aproveitar essa força e se todos formarem uma parceria, podemos ter, quase semanalmente, eventos espalhados pela região Norte de Portugal”.

José Barbosa da empresa lousadense “Lousaplantas”

André Moreira

andremoreira@jornaldelousada.com


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Destaque da Semana

Destaque d

Caíde de Rei Spo

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undado em 1977, o Caíde de Rei Sport Club é relativamente recente no concelho de Lousada. Ainda assim é um dos poucos que sobrevive a uma crise que existe na generalidade das associações desportivas do Concelho e que leva à desistência da maioria das provas da Associação de Futebol do Porto (AFP). Apesar da ascensão do futebol amador concelhio, é neste momento o único clube de uma freguesia de Lousada inscrito na AFP. Esta semana, está em destaque no Jornal de Lousada.


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“Se todos ajudarem um bocadinho, não custa nada”. Foi sob

este lema que António Babo assumiu esta ápoca a presidência do Caíde de Rei Sport Club. “Só assim é possível tornar as coisas mais fáceis para manter este clube de pé”, assumiu o presidente ao Jornal de Lousada. Isso, e não gastar mais do que há, “é como gerir uma casa”, acrescentou. Quando partiu para este desafio, António Babo preocupou-se em arranjar pessoas que gostam do clube e que já passaram por lá, para colaborarem neste projeto. Para já o sucesso parece estar à vista: a equipa ocupa a terceira posição no campeonato, pode subir de divisão e nada disso foi planeado. “Nunca foi esse o nosso grande objetivo”, começou por dizer o treinador José Maciel, que acrescentou: “Inicialmente nesta divisão subiam apenas duas equipas mas parece que podem ser feitas alterações. As coisas estão a proporcionar-se, estamos em terceiro lugar, o campeonato está a correr bem, portanto vamos esperar. Uma subida, com tanta juventude neste primeiro ano em que estou aqui era muito agradável”.

“Relativamente aos objetivos delineados no início da época está a ser bastante positiva e poderá terminar ainda melhor” E é isso mesmo que se vê entre os atletas. Falamos com o mais velho, o mais novo e o capitão da equipa, Nando, com 37 anos; João, de 19, e Freitas, com 33. Nando assumiu a posição de jornalista e começou por perguntar a Freitas o que está a achar da época: “Muito positiva, estamos em terceiro lugar quando ninguém esperava”, respondeu o capitão. Tal como o treinador, também Freitas considera que existe nesta equipa muita amizade, muita vontade de ganhar e um bom balneário e esse é o principal segredo para o bom momento da equipa. Já o mais novo, João, pelo segundo ano na equipa, está a gostar bastante da experiência de jogar com estes colegas com quem tem aprendido muito. “Comparativamente com a formação está a ser uma experiência muito boa, tenho aprendido muito. Em relação aos juniores, é uma divisão má para mim porque é preciso mais força do que técnica e

José Maciel no Balneário a organizar o treino

A juventude é, aliás, o principal ponto de ordem neste clube. Para além da equipa sénior, o Caíde conta na sua formação com uma equipa de juniores, sendo que seis deles estão inscritos para jogar pela equipa principal e três já foram até utilizados. “O futuro do clube está seguro pela equipa dos juniores. Para o ano, faça ou não parte da equipa técnica, não vão faltar jogadores para o Caíde”, admitiu o treinador. Para além disso, outro dos objetivos da direção é fomentar um clube onde a equipa passe pelos jogadores na terra. Neste momento, existem oito jogadores naturais de Caíde e isso, segundo Maciel, é importante porque os jogadores trazem a família e mais gente de Caíde. José Maciel viu nascer este clube e, tal como o presidente António Babo, ajudou a construir inclusive o campo onde a equipa joga atualmente. Por isso mesmo, vê neste clube também uma família, onde a união do grupo e o espírito de trabalho são as principais armas, que lhe permitem esta boa época.

isso é mau para mim”, admitiu, entre risos. Na hora de trocar os papéis, foi a vez de Freitas perguntar a Nando o que está a achar da época. “Relativamente aos objetivos delineados no início da época está a ser bastante positiva e poderá terminar ainda melhor”, disse Nando, que aproveitou ainda para deixar uma mensagem a dois jogadores que saíram da equipa recentemente, Jorge e Guilherme, por quem a equipa irá fazer de tudo para terminar a época da melhor forma.

“Já vi vários jogos do campeonato concelhio e aquilo é um autêntico torneio” Atualmente a militar na segunda divisão do campeonato distrital da AFP e numa altura em que, pode dizer-se, o futebol amador concelhio está “na moda”, o Caíde poderia seguir os passos de outras freguesias do concelho mas a sua direção prefere não o fazer. Quando questionado sobre o porAntónio Babo e elementos da Direção do Clube quê, António Babo responde da seguinte forma: “Discor- ao dispor”, disse o Presidente. do totalmente do futebol amador. Acho que a câmara, ao patrocinar um campeonato inter-freguesias, “A vertente social da Câmara está a regredir no futebol 30 anos. tem de passar pela aposta no Já vi vários jogos do campeonato deposto e na juventude” concelhio e aquilo é um autêntico torneio.” O presidente refere que um António Babo sugere ainda que em campeonato deve ser rigoroso e isso vez de patrocinar um campeonato só é permitido por agora através na inter-freguesias, do qual já não é Associação de Futebol do Porto por- organizadora, o dinheiro gasto pela que existe pelo menos policiamen- Câmara daria para ter todas as to, mais organização e mais ordem. equipas dessas freguesias a particiAntónio Babo vai ainda mais longe par no campeonato da Associação e diz que este campeonato só serve de Futebol do Porto. “Hoje em dia para criar quezílias entre freguesias a câmara não apoia rigorosamente vizinhas porque, “quer queiramos nada e a vertente social da câmara quer não, uma boca mal dada num tem de passar pela aposta no dejogo é para criar confusão”. posto e na juventude. O complexo desportivo, por exemplo, é uma obra Também a Câmara Municipal é alvo lindíssima mas deveria estar disde críticas pelo facto de não apoiar ponível por todas as freguesias, ou mais um clube como o Caíde, pelo então, em vez de fazer aquele bloco, menos a nível de transportes e lo- fazia um sintético em todas as fregística, como acontece, por exemplo, guesias que têm campo de futebol”, com a Associação Desportiva de rematou. Lousada. “Se precisarmos de um autocarro para nos deslocarmos a um jogo ao domingo temos de pagar 40 “Quem anda no futebol ao motorista, o Lousada não paga sem querer chegar a lado nada; nós pagamos luz, água e tudo nenhum, com alegria e de o que faz parte da gestão do campo preferência com miúdos da de futebol, o Lousada não paga um terra, é nisto que dá” tostão, graças ao complexo que tem Mas voltando à boa época que o Caíde está a fazer, o presidente refere: “Isto é a aposta daquilo em que eu sempre acreditei no futebol. Quem anda no futebol sem querer chegar a lado nenhum, com alegria e de preferência com miúdos da terra, é nisto que dá”, terminou dizendo António Babo, visivelmente orgulhoso.

Nando, João e Freitas

André Moreira

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Fim de Semana Gastronómico

Cozido à Portuguesa

De comer e chorar por mais!

Ingredientes: Carne de vaca, adequada para cozer; meia galinha; 1 pé de porco, entrecosto, chispe; presunto, chouriço, farinheira, salpicão; toucinho salgado, bacon; orelheira fresca e fumada; couve portuguesa (penca) ou coração; cenouras, batatas, nabos;

O Cozido à Portuguesa e o leite-creme queimado foram “reis e senhores” da quarta edição dos Fins de Semana Gastronómicos, realizada em Lousada no último fim-de-semana. Este ano, foram 13 os restaurantes do concelho aderentes a esta iniciativa promovida pela Turismo Porto e Norte de Portugal.

sal e azeite q.b. Modo de preparação:

Durante a noite de sexta-feira e os dias de sábado e domingo, milhares de pessoas não resistiram em visitar Lousada para saborearem a magnífica iguaria que é o Cozido à Portuguesa e “adoçarem o bico” com um maravilhoso leite-creme. Depois de termos o cabrito assado e a sopa seca como pratos em destaque na edição de 2012 dos Fins de Semana Gastronómicos, a ideia de trazer o Cozido para a mesa tem que ver precisamente com a data, também ela diferente do ano passado. Essa é, aliás, uma das razões apontadas pela vereadora Cristina Moreira para a escolha deste ano: “O cabrito é muito bom mas também temos consciência que existem outros concelhos que têm o mesmo prato. Nós quisemos mudar de prato e ao mesmo tempo de altura. Não estamos a falar da altura do Folia, em abril/maio, mas sim de fevereiro, quando está muito frio e o cozido é um prato muito apreciado.” No restaurante Visconde, na Rua Visconde de Alentém, com as mesas repletas, os pedidos iam quase sempre no mesmo sentido: “sai um Cozido à Portuguesa!”, ouvia-se entre os homens de camisa preta, mestres na arte de bem servir. Para Samuel Teixeira, coproprietário deste estabelecimento, esta iniciativa é bastante importante, até porque, segundo o próprio, as raízes do restaurante vão ao encontro da cozinha típica, algo que os Finsde-Semana Gastronómicos pretendem, precisamente, promover. Aliás, Samuel aproveita a deixa para acrescentar que “o Visconde tem sempre como base, nos seus pratos, a cozinha típica e tradicional Portuguesa. Embora se pense em Lousada que o Visconde é um

1. Comece por cozer todas as carnes numa panela grande. As carnes que forem mais salgadas devem ficar de molho previamente umas horas e só depois se colocam a cozer.

Samuel Teixeira - Restaurante “O Visconde”

restaurante exclusivamente gourmet, não é verdade. Há influências gourmet e internacionais nos nossos pratos, mas sempre com base na cozinha portuguesa. Aos fins de semana, por exemplo, temos sempre o tradicional cabrito, lombo e vitela assados no forno e o Cozido à Portuguesa.” E é precisamente do Cozido à Portuguesa que queremos falar. Pode ler-se por exemplo na wikipédia que o “cozido é uma iguaria composta por uma miríade de vegetais, carnes e enchidos cozidos”. Não sendo isso, de certeza, uma novidade, importa referir que há várias maneiras de o fazer e contam muito as carnes que se escolhem e a sua qualidade. No Visconde, por exemplo, a qualidade da carne é uma constante ao longo do ano, que vem sempre do mesmo produtor ou talho. Porém, neste fim de semana, a carne era ainda mais especial porque coincidiu com a habitual matança do porco caseiro, adiantou-nos Samuel Teixeira. Para além de tudo, juntam-se ainda a este cozido algumas carnes que, não sendo propriamente da região, nomeadamente os enchidos que vêm de Trás-os-Montes, acrescentam a esta iguaria outro sabor. Para sobremesa trocou-se o salgado pelo doce e é então que che-

gamos ao leite-creme. Para um resultado de qualidade, Samuel Teixeira confessa não haver muitos segredos. Os ovos caseiros, cada vez mais difíceis de encontrar, principalmente numa grande quantidade, são essenciais para um bom resultado final. Para além disso, a torragem na parte superior do doce com um ferro tradicional é também importantíssima. Com uma mesa recheada de delícias e com uma decoração a rigor concentrada nas camélias – outra das estrelas do fim de semana – faltava então o néctar a acompanhar. O vinho verde da região é, como não podia deixar de ser, presença imprescindível na mesa. Num leque tão alargado de vinhos com qualidade em Lousada, a escolha foi para a Quinta de Lourosa. Um conjunto de iguarias que deixaram muitos, com certeza, a chorar por mais. Também Lousada esteve neste fim de semana carregada de bons ingredientes que tornaram o concelho num verdadeiro centro de lazer. Também de chorar por mais.

Para além do Visconde, os restaurantes aderentes aos Fins-desemana Gastronómicos foram os seguintes: Aldeia Nova e Campos Freire, em Aveleda; Brazão e Tico-Tico, no centro da vila. Participam ainda a Casa de Sedoura, em Boim; a Casa Ernesto, em Sta. Margarida; o Restaurante Estrada Real; no Torno, e os Três Irmãos, em Macieira. Os restaurantes Pedro e Inês, em Lodares; Quinta de Cedovezas, em Pias; Quinta do Caseiro, na freguesia da Ordem, e o Restaurante Retinha, em Nogueira. André Moreira

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2. Regue a água da cozedura com um fio de azeite e tempere a gosto. Por ordem de cozedura mais rápida, vão-se tirando os enchidos, depois as carnes de porco, e só no fim é que se retira a carne de vaca depois de bem cozida. 3. Aproveitando a mesma água de cozer as carnes, coloque os legumes. Quando estes estiverem cozidos, retire a panela do lume, deixando os legumes dentro. 4. Para servir, corte as carnes, disponha-as numa travessa com os respetivos legumes. Pode acompanhar com feijão branco, também cozido na água dos legumes, e arroz branco.

Leite-creme: Ingredientes: 1 litro de leite magro casca de limão pau de canela 350g de açúcar (para paladares menos gulosos podem usar apenas 200gr) 60g de farinha 6 gemas batidas Modo de preparação: Ferva o leite com a casca de limão e o pau de canela. Num tacho, misture o açúcar e a farinha e adicione pouco a pouco o leite fervido, até envolver toda a mistura que, mexendo sempre, deverá voltar ao lume para ferver até engrossar. Adicione, pouco a pouco, as gemas batidas ao creme e leve-o de novo ao lume, apenas 2 minutos para cozer as gemas, sem nunca deixar de bater. Coloque o leite-creme numa travessa e, depois de arrefecido, espalhe por cima um pouco de açúcar queime-o com uma pá própria.


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Sociedade

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Desfile de Moda com motivos de camélias

No domingo realizou-se o Desfile de Moda sob o tema das Camélias, em que participaram diversas lojas de Lousada. Os manequins mais novos desfilaram com propostas das lojas Ousados e Rebeldes, Traquinices, Girandola XPTO, Dr. Kid. As sugestões para a próxima estação estiveram a cargo da Mais Atrevida, Virtual Jeans, Fashion People, Baú das Prendas, To Dress. As óticas também marcaram presença com CDL - Casa dos Óculos, Óptica Piscar D’Olho, Multiópticas e D’Trivela, Instinto, Principal Noivas e empresa Torres & Ferraz.

Mais de 60 pessoas em rota turística e cultural no domingo A visita programada aos Jardins de Camélias realizou-se no domingo de manhã. Assim, mais de 60 pessoas participaram, de modo gratuito neste passeio promovido pela autarquia e em colaboração com as casas visitadas. As camélias são plantas de in-

verno, ornamentais ou de chá, em Portugal são conhecidas por japoneiras e em Lousada afirmam-se, cada vez mais, como imagem associada ao turismo, património e gastronomia. Cerca de 60 pessoas, provenientes de vários pontos do Norte do país, integraram a rota que percorreu na manhã de domingo alguns dos mais luxuriantes jardins do concelho, sob a orientação do cicerone António Assunção, recente vencedor de concurso internacional em Sintra. A visita teve início no Posto de Turismo, tendo a primeira paragem sido efetuada na Casa da Bouça, em Nogueira, do século XIX. Na Casa do Porto, em Santa Margarida, foi a paragem seguinte do grupo, que teve ainda oportunidade de efetuar uma breve visita à Senhora Aparecida, e contemplar a Torre de Vilar, integrada na Rota do Românico. Já em Meine-

do, o grupo teve oportunidade de visitar os jardins da Casa de Ronfe. No regresso à Vila, um sentimento generalizado: Lousada é um concelho com inúmeros atrativos que justifica novas visitas, certeza que o domingo gastronómico mais ajudou a consolidar.

Texto Gab. Imp. Cam. Mun. de Lousada


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Freguesias

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II Concurso de Atribuição de Bolsas de estudo pela Junta de Freguesia de Silvares No seguimento do que aconteceu no ano anterior, a Junta de Freguesia de Silvares irá atribuir este ano um total de 5 bolsas de estudo num valor individual de 150,00€ cada. Os candidatos podem ser todos os estudantes inscritos no ensino superior que residam na freguesia de Silvares há mais de 5 anos.

no ensino superior. A entrega da candidatura decorre até ao final do mês de Fevereiro. O Regulamento e ficha de Inscrição estão disponíveis no site da Junta, em www.silvares.pt, ou na Sede da Junta, no horário normal de atendimento.

Esta iniciativa, destina-se a apoiar os alunos mais carenciados que tenham bom aproveitamento no seu percurso formativo. O valor pode ser acumulado com outros de outras bolsas. Não sendo um valor significativo, será sempre um contributo para minorar as dificuldades com que muitas famílias se deparam para conseguirem manter os seus filhos

COOL DANCE –Grupo de Dança de Silvares comemora o seu terceiro aniversário dos grupos mais carismáticos e inovadores do grande panorama de grupos de dança em Lousada. Com a dedicação e liderança de Luciana Campos, o CoolDance tem tido a oportunidade de mostrar ao público a qualidade e a alegria das muitas danças que já foram ensaiadas pela Luciana e até por alguns dos elementos do Grupo.

No próximo dia 2 de Março, Sábado, pelas 21:30h, vai decorrer no Auditório Municipal de Lousada o III aniversário do Grupo de Dança de

Silvares – COOL DANCE. Com um percurso crescente, o Cool Dance tem-se afirmado como um

Era uma vez Portugal Vai acontecer no próximo fim de semana a estreia da peça de teatro “Era uma vez Portugal”, no dia em que se anuncia uma “revolta”... Não sentem que a história está a ser escrita, contada e vivida?! Assustador... mas alguém tem de fazer alguma coisa! Venham ao teatro! Rir é sempre o melhor remédio. O Cais de Caíde aposta na cultura!

Os grupos de dança são uma realidade que em Lousada assumiram uma afirmação inigualável. Apesar de estar radicado na freguesia de Silvares e dele fazerem parte muitas crianças e jovens de Silvares, uma das características mais vincadas do Cool Dance é a sua universalidade, pois há elementos de

muitas outras freguesias, tais como Pias, Nogueira, Aveleda, Meinedo, Boim, Cristelos, Macieira, etc e até de fora do concelho. O aniversário é sempre um momento importante de chegada e partida para novos projectos. Será também um momento de confraternização e festa, entre todos as crianças, pais e amigos da dança e deste grupo. Estão por isso todos convidados para a festa, que será como sempre um grande espectáculo.


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Vale do Sousa

Cerca de 3000 pessoas homenagearam Alberto Santos Realizou-se no passado dia 23 no parque de exposições de Penafiel um jantar com cerca de 3.000 pessoas, que marca o fim do ciclo autárquico de Alberto Santos e apresenta a candidatura de Antonino Sousa. O vice-presidente do PSD, Marco António Costa, afirmou que o antigo dirigente do CDS Antonino Sousa pode contar com o apoio social-democrata na candidatura à Câmara de Penafiel. “O Antonino Sousa é, sem dúvida, a nossa aposta e tem a nossa total confiança para continuar o trabalho extraordinário em Penafiel”, disse o dirigente. Marco António Costa referia-se ao facto de Antonino Sousa, atual vice -presidente do município, liderar a candidatura da coligação “Penafiel Quer” (PSD/CDS), como independente, apesar de ter sido, durante vários anos, dirigente democratacristão. Em novembro foi anunciado que Antonino Sousa se tinha desfiliado do CDS. O atual presidente da câmara, o social-democrata Alberto Santos, não se pode recandidatar devido à lei de limitação de mandatos. Para o vice-presidente do PSD, o candidato autárquico em Penafiel “tem muito a dar ao concelho”, destacando o trabalho realizado no contexto de coligação. “Esta não é uma coligação de dois partidos, é o partido de Penafiel e dos penafidelenses, porque tem pessoas de todas as áreas, que acreditam num projeto de desenvol-

vimento”, disse, acrescentando: “O concelho que encontramos hoje está modernizado e afirma-se no âmbito nacional. Penafiel é um concelho de referência em Portugal”. Também o vice-presidente do grupo parlamentar do CDS, João Almeida, comentou o bom entendimento da coligação em Penafiel, frisando “não ser fácil construir um projeto que, durante tantos anos, consiga manter uma confiança tão convicta do povo de um concelho”. “Vimos aqui para aprender muito com esta coligação”, afirmou o deputado democrata-cristão, ao mesmo tempo que agradecia ao atual presidente da câmara o trabalho realizado.

“Quero manifestar a enorme gratidão de todo o CDS ao Alberto Santos por ter liderado este projeto com tanta competência”, acrescentou.

Antonino Sousa sublinhou ser “uma grande honra e uma imensa responsabilidade” liderar a candidatura da coligação à autarquia.

O atual presidente do município disse sair da autarquia “em paz e com a consciência do dever cumprido”.

“Não tenho qualquer constrangimento e até me sinto confortável por ter sido indicado pelo PSD, apesar de ter sido militante do CDS durante vários anos”, destacou.

Para Alberto Santos, “o trabalho precisa de ser continuado por alguém capaz de liderar o concelho e que tenha experiência”. Voltando-se para Antonino Sousa, afirmou: “Acredito que és a pessoa certa”. “Com este abraço, como o da primeira vitória [em 2001], estamos a juntar o passado, o presente e o futuro”, acrescentou Alberto Santos.

O candidato disse ter assumido a candidatura, “porque há um trabalho e um património autárquico que tem de ser defendido e continuado”. Em Breve na

Lusa

Município de Penafiel poupa 10 milhões de euros em 3 anos Gab. Imp. Cam. Mun. de Penafiel

Prioridade é o apoio social

e em 2010.

O Município de Penafiel conseguiu pelo terceiro ano consecutivo aumentar a poupança, em cerca de 10 milhões de euros, por via da redução da despesa e dívida, fruto de um plano de poupança que tem vindo a aplicar ao longo destes 3 anos.

Estes resultados, evidenciam o esforço e o rigor financeiro, que em nenhum momento colocou em causa o apoio social a quem mais precisa, tendo vindo inclusive o Município de Penafiel a aplicar diversas medidas de apoio social, que já chegaram a mais de 15.000 pessoas.

Ao reduzir expressivamente, por via da poupança, a sua dívida em 2012 em mais de 5 milhões de euros, o Município de Penafiel deu um passo decisivo na consolidação das suas contas, que já contavam com uma redução superior a 3 milhões em 2011 e de na ordem de 1,5 milhões

Apesar do quadro de grandes dificuldades e constrangimentos económicos que o País atravessa, soube o Município de Penafiel manter a orientação politica de poupança, contenção e rigor na redução de despesa, que permitem apresentar

excelentes resultados financeiros, sem hipotecar o futuro do concelho. Para Alberto Santos “Pensar nos Penafidelenses é a nossa missão desde que fomos eleitos em 2001 e é nos momentos mais difíceis que devemos unir esforços e canalizar toda a nossa energia e experiência para o fazer. Durante este mandato fomos percebendo que se aproximavam tempos nada fáceis e tivemos de tomar medidas, nomeadamente através da poupança, para agora termos respostas concretas para os problemas reais com os quais somos confrontados todos os dias. Atuámos no tempo certo, afincadamen-

te, para preparar Penafiel para as exigências do presente e do futuro. Continuaremos sem vacilar no caminho do rigor, sem deixar de apoiar socialmente os Penafidelenses e continuaremos também a realizar as obras que se mostrem relevantes para o concelho, nomeadamente as que contem com apoio financeiro da União Europeia. Tenho muito orgulho na equipa técnica e política que me acompanha e na forma como estamos a preparar Penafiel para os novos desafios”.


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Desporto

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Paredes e Penafiel servidos por nova ETAR a partir de 2014 Paredes e Penafiel vão poder contar com uma nova ETAR a partir de 2014. O novo sistema Multimunicipal de Saneamento da Bacia do Sousa foi apresentado na Terça-feira, dia 26, numa cerimónia conjunta entre estes dois municípios e a SIMDOURO (empresa do grupo Águas de Portugal) e que ficou marcada pelo início da contagem decrescente dos 590 dias previstos para que a sua construção esteja concluída. A nova ETAR e os intercetores afluentes a construir em Paço de Sousa, Penafiel, representam um investimento de 17 milhões de euros e virão substituir ETAR de Castelões de Cepeda, em Paredes, que com 30 anos de vida se encontra já no final da sua vida útil. Os presidentes dos concelhos de Paredes e Penafiel, respetivamente Celso Ferreira e Alberto Santos, destacaram esta “vitória” depois de muitos anos de luta político-administrativa para conseguir esta que é “uma necessidade de saúde pública”

e que “vai melhorar significativamente a qualidade de vida dos cidadãos”. No entanto, as críticas fizeram-se ouvir apor parte do autarca de Paredes, que referiu que “não faz sentido que num país que tem autoestradas para tudo o que é lugarejo e num país onde se discute o TGV e aeroportos com três ou quatro pistas, haja ainda territórios onde não existe saneamento básico”. Já José Silva Carvalho, administrador da SIMDOURO, defende que este foi um processo muito difícil “porque são investimentos muito avultados, onde a ETAR e os intercetores têm que ser construídos em simultâneo, são 17 milhões de euros de investimento público, quando o contexto do país levou a que o governo tomasse medidas de suspensão total e geral de todos os investimentos públicos e houve realmente aqui uma exceção

para que este dinheiro fosse desbloqueado”. Esta nova ETAR beneficiará 65 mil pessoas e permitirá, através de soluções tecnologicamente avançadas e

sustentadas, garantir a preservação do meio ambiente e proporcionar às gerações atuais e futuras uma melhoria significativa da sua qualidade de vida.

Outras notícias da região no portal www.avozlocal.com e jornaldelousada.com

Lousada sagra-se campeão nacional de Sala sub12 e sub14

FP Hóquei

A

Associação Desportiva de Lousada sagrou-se campeã nacional de hóquei de Sala de sub12 e sub14. As formações lideradas por Pedro Valinhas venceram todos os jogos disputados no ENNA, conquistando com naturalidade os títulos nes-

tes dois escalões de formação. Em segundo lugar em ambas as provas ficou o Fut. Benfica, sagrando-se por isso vice-campeão nacional. O Fófó demonstrou em campo o resultado da aposta que tem realizado na formação, consolidado a cada ano que passa.

CAMIR, Carris e Lisbon Casuals deixaram igualmente boas indicações para o futuro, num evento marcado por uma competição saudável e pela boa disposição, com as equipas a protagonizarem fantásticas coreografias do hit Harlem Shake (acedam a http://www.facebook. com/events/130054317172712/

para votarem na vossa preferida!). Além da competição, a FPH levou a cabo a eleição da Dream Team, equipa constituída pelos melhores jogadores do ENNA, escolhidos pelos treinadores das equipas participantes no torneio.


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Desporto

Futebol

Inexperiência é fatal no resultado final. Sem marcar golos há 3 jogos ros que o Lousada tem vindo a atravessar. Num jogo em que o Lousada entrou melhor, logo com duas boas situações para marcar, onde a barra impediu e na recarga Michell, um recente reforço, não consegui fazer o golo. Aos 20 minutos Tó abre o marcador para os da casa. O 1-0 abalou o Lousada que não conseguiu reagir e fazer o empate antes do fim da primeira parte.

Paredes 2 – 0 Lousada A A.D.L. deslocou-se ao reduto do vizinho Paredes e não conseguiu pontuar nesta vigésima jornada. A quinta derrota consecutiva e o terceiro jogo sem marcar revelam as dificuldades e a crise que o clube lousadense atravessa neste momento principalmente com a saída de atletas da base nuclear da equipa devido aos problemas financei-

Na segunda metade o Lousada foi á procura do empate, mas as coisas não saíam bem no último passe. Até que aos 65 minutos Nogueira fez o 2-0 que sentenciou a partida. O Lousada praticamente resignou-se mas nunca deixando de lutar e deixar tudo em campo, enquanto o Paredes mais experiente, controlava o jogo deixando o tempo passar e assegurar no final da partida os 3 pontos.

posição nos seis primeiros classificados e assim a disputa da segunda fase para a subida. A equipa foi obrigada a alterar os objetivos iniciais muito devido á falta de verbas para segurar alguns dos atletas fundamentais para o objetivo da subida. O paradigma alterou-se e agora a aposta na formação e na “prata” da casa faz com que os resultados nesta fase não sejam os melhores mas o futuro poderá trazer bons proveitos. Na próxima jornada o Lousada recebe o Aliados de Lordelo que ocupa a 9ª posição. O jogo será realizado ás 15 horas no próximo domingo.

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12

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AD Oliveirense FC Felgueiras 1932 Paredes FC Pedras Rubras Lousada Santa Eulália Serzedelo Vila Real Aliados Lordelo Vila Meã Leça Rebordosa

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GM 26 37 30 29 25 29 17 25 21 27 16 17

GS 9 19 15 25 22 29 18 28 28 43 34 29

DG 17 18 15 4 3 0 -1 -3 -7 -16 -18 -12

www.bancadalousadense.wordpress.com bancadalousadense@gmail.com

O Lousada já assegurou uma

Futebol Amador 14ª Jornada AFALousada Domingo 03 de Março ASS Nevogilde 10H Esperanças Cabo FC 10H CRAC Sousela ADR Aveleda 10H Cristelos SC ADC Santa Margarida 10H Os Pienses ACR ADRC Valmesio 10H ADC Lodares GRDC Santo Estevão 15H CCRD Águias Figueiras CCR Covas

O campeonato de futebol amador de Lousada pausou no último fim-de-semana para dar lugar à segunda jornada da Liga do Vale do Sousa e Tâmega e às competições da Federação de Futebol Popular do Norte (FFPN) onde o Figueiras e o Nevogilde ainda lutam por um lugar na fase seguinte. Liga do Vale do Sousa e Tâmega Na Liga do Vale do Sousa e Tâmega, O Lodares foi a casa do Ordins perder por 4 – 2 e precisa de uma vitória na última jornada da fase de grupos para seguir em frente. Já o Aveleda colocou-se em boa posição para passar à próxima fase ao vencer em casa o Manhuncelos por 3 – 1. No grupo C, o Nevogilde, ainda com um jogo em atraso por não ter sido concluída a partida da primeira jornada contra o Freamunde, recebeu o Figueira e não foi além do empate a uma bola. O Figueiras, com a vitória forasteira contra o Maureles por 2 – 0, alinha-se na

primeira posição e parte em vantagem para passar a fase de grupos. No grupo E o Esperanças do Cabo voltou a perder, desta feita por 6-1 contra o Paço de Sousa e já não tem hipótese de seguir em frente. Em situação idêntica está o Stª. Margarida que com o primeiro conquistado frente ao 1º de Maio Figueiró (2 – 2) está também fora da prova. Finalmente, no grupo G, o Cristelos conseguiu a sua primeira vitória, frente ao Canelas por 3 – 0, e, caso o diferencial de golos seja o primeiro critério de desempate na igualdade de pontuação, ou ainda como melhor 2º classificado, tem ainda hipótese de passar à próxima fase. Taça da Federação Das duas equipas Lousadenses a participar ainda nas competições da FFPN, nomeadamente na Taça da Federação, apenas o Figueiras sonha ainda com a passagem à fase seguinte. Embora tenha sofrido uma pesada derrota frente aos

Leões Bairristas por 3 – 0, o Figueiras tem ainda hipótese de passar caso vença a ultima partida contra o Rio Largo (que tem também um ponto), e o Macieira de Vila do Conde perca ou empate contra os Leões Bairristas. Também em caso de empate o Figueiras pode passar mas aí terá de ser levado em conta o diferencial

Posição 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13

Equipas Cristelos SC ASS Nevogilde CCRD Águias de Figueiras ADR Aveleda AR Nogueira ADC Lodares ADC Santa Margarida CRAC Sousela Os Pienses ACR ADRC Valmesio Esperanças Cabo FC GRDC Santo Estêvão CCR Covas

de golos entre as equipas que terminem com igualdade pontual, neste caso, de dois pontos. Já o Nevogilde fica afastado da prova depois do empate a duas bolas nesta jornada contra o Aveleda de Vila do Conde.

Jogos Vitórias Empates Derrotas GM - GS Diferença 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12

10 8 7 7 6 6 5 4 4 3 3 1 0

0 3 3 3 2 2 3 5 2 2 1 2 0

2 1 2 2 4 4 4 3 6 7 8 9 12

24-Jun 25-Nov 22-Set 19-Dez 41 - 22 32 - 28 16 - 13 19 - 19 24 - 25 13 - 15 20 - 37 17 - 36 Set-48

18 14 13 7 19 4 3 0 -1 -2 -17 -19 -39


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Futsal

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Desporto

Não há Campeões sem a estrelinha de sorte (Gramidense 3 - 4 Meinedo) O Meinedo teve uma difícil deslocação a Gondomar para defrontar uma boa e organizada equipa do Gramidense. O Meinedo começou uma série importantíssima de quatro jogos com equipas do topo da tabela e logo com uma vitória fora de portas que abre boas expectativas para esta reta final da época. É também agora a única equipa só com vitorias nesta segunda volta, o que mostra a boa performance desta equipa - na época de estreia na divisão honra -que está a ser fantástica e começa agora a sonhar-se com algo inesperado. O Meinedo entrou no jogo ciente que não poderia errar defensivamente uma vez que não tinha na baliza Ganso, expulso na última jornada, sendo que a opção por um jogador de campo para ocupar essa posição era obrigatória, fragilizando a defensiva magnetense. O 1-0 ao intervalo para o Gramidense era espelho do jogo de cautela, numa primeira parte que as melhores oportunidades até foram para o Meinedo. Na segunda metade o Meinedo conseguiu entrar e revirar o marcador. Huguinho e Rafa marcaram e deram justiça ao resultado. Logo de seguida o Gramidense respondeu e Sequeira fez o 2-2 e o 3-2 proporcionando nova reviravolta e apontando o terceiro da conta pessoal. O Meinedo não se encolheu e Huguinho, novamente, fez o empate a três. A um

minuto do final, onde o empate parecia ser o desfecho do jogo, Rafa deu os três pontos ao Meinedo que soma agora 38 pontos antes da recepção ao Caxinas, com os mesmos pontos. Virar a página e pensar no líder Cruzeiro Santana (Ordem 8 - 6 Boavista) O Ordem recebeu o último classificado do campeonato e teve de puxar dos galões para conseguir vencer esta formação que se apresentou desinibida frente a um Ordem que deu esperanças tempo demais. O futsal por vezes pode trazer surpresas e o resultado mostra bem o que foi este jogo, onde só na parte final o Ordem conseguiu transportar para a quadra a sua supremacia finalizadora e a diferença na qualidade técnica dos atletas. O Ordem entrou no jogo um pouco relaxado o que deu ao Boavista esperança de um bom resultado. Os visitantes exploraram bastante o contra-ataque e foi daí que surgiu muito prejuízo para o Ordem. Sem conseguir entrar verdadeiramente no jogo, os Lousadenses vi-

ram o cronómetro a passar sempre na mesma desvantagem, até que André decidiu ser herói e protagonista. O “camisola” 20 apontou um hat-trick nos últimos minutos que revirou o jogo de 5-6 para 8-6. Uma boa lição para esta formação do Ordem que na próxima quarta-feira recebe o líder (Cruzeiro Santana) em jogo de atraso. A vitória põe o Ordem no pódio a dez jornadas do final do campeonato e onde cada jogo será uma final. Os níveis de concentração deveram estar no máximo em 1 AD Oliveirense todos os mo2 FC Felgueiras 1932 mentos para que no fim a 3 Paredes festa possa 4 FC Pedras Rubras ser feita e o 5 Lousada objetivo cum6 Santa Eulália prido. 7 8 9 10 11 12

Serzedelo Vila Real Aliados Lordelo Vila Meã Leça Rebordosa

P

J

V

43 42 34 34 31 29 23 23 22 21 13 12

20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20

12 13 9 10 8 8 6 7 5 5 2 2

E 7 3 7 4 7 5 5 2 7 6 7 6

D 1 4 4 6 5 7 9 11 8 9 11 12

GM GS DG 26 37 30 29 25 29 17 25 21 27 16 17

9 19 15 25 22 29 18 28 28 43 34 29

17 18 15 4 3 0 -1 -3 -7 -16 -18 -12

Na próxima jornada o Ordem irá também ao quase despromovido S. Sebastião e não poderá vacilar na espectacular luta www.bancadalousadense.wordpress.com bancadalousadense@gmail.com da subida.

Basquetebol Vitória justa para Cadetes femininos (A.C.R. Vigorosa 46 - Lousada A.C. 61) A equipa de Cadetes Femininos do Lousada A.C. estreou-se com uma justa vitória no Campeonato Distrital da 2ª Divisão da A.B.P.

A 1 minuto do fim estávamos a vencer por 1 ponto, com posse de bola, que concretizamos. Defendemos com toda a garra, para de seguida ganharmos a bola e sofrermos falta com direito a lance livre. Parcial de 12-16.

Iniciados masculinos vencem na receção ao Gaia (Lousada A.C. 47 – F.C. Gaia 37)

Cadetes masculinos vencem na Maia (Maia B.C. B 33 - Lousada A.C. / ILMAR 61)

No 7º jogo do Campeonato Distrital 2ª Divisão – 1ª Fase – Série A2 o Lousada recebeu e venceu a equipa do F.C. Gaia. Apresentamos uma boa percentagem de lançamentos, uma grande atitude defensiva e um bom jogo coletivo, vencendo justamente o parcial por 19-08.

Sabíamos que iriamos defrontar um adversário complicado com atletas tecnicamente evoluídos e neste sentido tentamos entrar no jogo concentrados e com muita agressividade. Trabalhamos a defesa pressionante a campo inteiro praticamente durante todo o jogo, factor que nos permitiu sermos mais agressivos na luta pela bola e desta forma causar alguma desorganização no ataque adversário. No 4º período conseguimos finalmente a vantagem no marcador que tanto ansiávamos, conseguindo vencer o jogo. No próximo domingo a equipa busca uma nova vitoria no jogo contra o FC Gaia.

Juniores femininos conseguem boa vitória (Lousada A.C./Gumus 54 – Maia B.C. 50) Ao recebermos a equipa do Maia, frente à qual já tínhamos disputado jogos na fase anterior, entramos em campo conscientes dos pontos portes do adversário e com a noção do que deveríamos fazer para pará-los. Fizemos um parcial de 4-0 no inicio do jogo, mas rapidamente o Maia, com triplos certeiros, equilibrou o jogo. Parcial de 10-15 no 1º período.

Iniciados femininos derrotados em Vila Pouca de Aguiar (C.T.M. Vila Pouca 50 - Lousada A.C. 27) No 8º jogo, do Inter-Associações, a equipa das iniciadas femininas do

Lousada A.C. deslocou-se ao Pavilhão do Vila Pouca de Aguiar, tendo saído derrotada.

MINIS 10 – 4ª Concentração Oficial da época desportiva 2012/13

Juniores masculinos dão boa réplica apesar da derrota (Dragon Force B 82 - Lousada A.C. 59)

Os Mini 10 do Lousada A.C. deslocaram-se a Matosinhos, no passado dia 24 de Janeiro (domingo), onde participaram na quarta concentração oficial da época desportiva 2012/2013.

Na passada 6ª Feira, a equipa de sub18 masculinos do Lousada AC iniciou a sua participação no campeonato distrital da 2ª divisão no gimnodesportivo do Lagarteiro frete à equipa “B” do Dragon Force. No 4º e decisivo período deixamos que equipa adversária se distanciasse no marcador muito por culpa de alguma fadiga física que estávamos a sentir. A equipa adversária conseguiu sempre imprimir um ritmo muito forte na partida e nós na parte final ressentimo-nos um pouco não conseguindo vencer o jogo.

PRÓXIMA JORNADA

Iniciados Masculinos: A.C.R. Vigorosa X Lousada A.C. – 2 Março às 14h30 Pav. E.B. 2,3 S. Romão Coronado; Iniciados Femininos: Lousada A.C. X N.C.R. Valongo – 2 Março às 14h45 Pav. Municipal de Lousada; Seniores Femininos: Lousada A.C. X Quinta Lombos – 2 Março às 16h45 Pav. Municipal de Lousada; Juniores Femininos: Diogo Cão X Lousada A.C. – 2 Março às 16h30 Pav. D. Agr. Escolas Diogo Cão; Cadetes Masculinos: Lousada A.C. X F.C. Gaia “A” – 3 Março às 9h00 Pav. Municipal de Lousada; Juniores B Masculinos: Lousada A.C. X A.C.R. Vigorosa – 3 Março às 11h00 Pav. Municipal de Lousada; Minis 10: 12 Horas de Minibasquete – 3 Março às 17h00 Pav. F.C. Gaia.


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Juventude

Confidências pela manhã com...

o nosso presidente

Miguel Ferreira vive em Lousada e tem 19 anos. Nasceu dia 10 de junho, Dia de Portugal, e tem um sonho… Miguel quer ser Presidente da República. Com esta ambição divide ainda a paixão pela Engenharia Mecânica. O jovem lousadense está a frequentar o ano zero, em Bragança, e ingressará no Ensino Superior no próximo ano. Contudo, nada o distrai o seu maior objetivo: o de conquistar a cadeira de Belém. Jornal de Lousada (JL) – Como surgiu essa vontade de um dia vir a ser Presidente da República (PR)? Miguel Ferreira (MF): Aos 14 anos, na minha festa de anos, estava a família toda lá em casa, e vi o Presidente da República a discursar na televisão. Nesse momento pensei para mim: «Se ele consegue porque é que eu não hei de conseguir?». Além do mais, faço anos no dia de Portugal, dia 10 de junho. Daí surgiu esta ideia na minha cabeça e que se mantém até aos dias de hoje.

JL – Mas ser Presidente da República não é fácil e exige alguns requisitos. Sabes quais são? MF: Por exemplo, para lá chegar tenho de ter o registo criminal limpo. Tenho de recolher 7500 assinaturas e tenho que dar o exemplo a todos os cidadãos. Te n h o de me “portar b e m” , cump r i r todas

as regras e cumprir a lei. Só assim, um dia, poderei concretizar esse meu sonho.

JL – Acreditas vir a conseguir concretizar esse sonho? MF: Acredito. Alguém tem de ser neste país, não é? Não existirão muitas pessoas com esta ambição. Em dez milhões de portugueses, cerca de dez mil anseiam vir a ocupar o cargo de Presidente da República. Por isso, sendo dez mil, tenho mais probabilidade de conseguir, do que se fôssemos dez milhões a sonhar com esse cargo.

JL – Para ti, é mais fácil ser Presidente da República do que Primeiro-Ministro? MF: Sem dúvida. O Primeiro - M i n i st ro não é tão visível e

é mais enxovalhado, por assim dizer. Já o Presidente da República é “aquela” personalidade. São cargos mesmo muito diferentes.

JL – Qual é a tua opinião sobre a conjuntura atual? MF: A meu ver, os sacrifícios que estamos a tomar têm de ser feitos. Apesar de não concordar com tudo, julgo que há sacrifícios que têm de ser feitos, para que consigamos levantar de novo este país. Não pode é

continuar a ser tudo “às mil maravilhas”, como foi até agora. Não vivemos em nenhum oásis.

JL – Qual o Presidente da República em que te revês? MF: No Presidente Aníbal Cavaco Silva.

JL – Que características é que ele tem que te cativam? MF: Julgo que ele é um presidente que está muito a par do povo, gosta de ouvir o povo. Muitas vezes, a comunicação social não mostra isso, mas sei que o Professor Aníbal Cavaco Silva ouve muito povo. E essa é uma das qualidades que um presidente deve ter.

JL – Mas também existem cidadãos que se manifestam contra o Professor Aníbal… MF: Como se manifestam contra outros. Não podemos agradar a todos.

JL – Essa tua ambição já te tem dado alguma visibilidade. Como surgiu o convite para ires partilhá-lo à TVI? MF: No Verão passado, criei a minha página no Facebook. E a TVI, não sei como, teve acesso a ela. Um dia, estava nas aulas e ligaram-me a dizer que iriam abordar um tema onde o meu sonho se enquadrava, que era: “A idade não me impede de sonhar”. E para o programa, pretendiam duas pessoas: uma mais jovem e uma com mais idade. Para a pessoa mais jovem lembraram-se de mim, porque são raros os jo-


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Juventude e Saúde

JL – Quais os apoios mais importantes que tens tido, para a concretização deste teu sonho? MF: Já tive um convite da JSD de Lousada, da JS e PS. Mostraram-se disponíveis para me apoiar em tudo o que eu precise. E isto é muito importante, pois dá-me ainda mais força para o futuro.

JL – A nível político, tens alguma filiação partidária? MF: Eu não gosto muito de falar disso, mas tenho de admitir que sou mais de direita.

JL – Vais ingressar no Ensino Superior para o próximo ano e escolheste o curso de Engenharia Mecânica. O nosso futuro Presidente da República poderá ter noções de Mecânica. Isso é útil para o país? MF: Não sei, poderá ser. Por exemplo, numa visita de Estado, se o carro avariar, poderei ajudar a compô-lo. Mas gosto de Mecânica. Sempre gostei e julgo que é conciliável.

JL – Se não conseguires alcançar esse sonho de ser Presidente da República, qual será a alternativa? MF: Este sonho de ser Presidente só poderá ser concretizado quando eu tiver, no mínimo, 35 anos. Por isso, até lá, vou continuar a estudar. Como disse, o meu sonho também passa pela Mecânica. No entanto, sei que, hoje em dia, é muito difícil ser Engenheiro Mecânico em Portugal. Por outro lado, não queria sair do país, porque sou muito Patriota. Por isso, se não houver alternativa irei ficar a trabalhar na empresa dos meus pais.

mudar a vida de dez milhões de pessoas. MF: Como jovem gosto de sair à noite, gosto de futebol, gosto de música – andei numa escola de música. Faço tudo o que um jovem faz, se calhar com mais noção das coisas, porque não posso estragar a minha vida, nem ter registo criminal.

JL – Entre as pessoas, já és reconhecido e associado a esse teu sonho? MF: Sim, claro. Até já me criaram um nome de praxe. Quando lá chegar, serei o “Caloiro Presidente”. Tenho dois amigos cantores, lá de Bragança, que já se ofereceram para fazer a música para a minha campanha eleitoral. Por exemplo, depois de ter ido à TVI, fui a um bar e muitas pessoas se dirigiram a mim como “Sr. Presidente” e eu fiquei a olhar muito admirado, porque nem as conhecia. É óbvio que fiquei mais popular, mas isso também implica mais responsabilidade.

Ú

Onicomicose (micose da unha) O que é? A onicomicose é uma infecção causada por fungos que atinge as unhas. As fontes de infecção podem ser o solo, animais, outras pessoas ou alicates e tesouras contaminados. As unhas mais afetadas são as dos pés, devido ao ambiente húmido, escuro e aquecido que favorece o crescimento dos fungos.

Manifestações clínicas

MF: Futebol.

A onicomicose pode manifestar-se de diferentes formas, dependendo, em parte, do local (na unha) onde começou a infeção.

JL – Já praticaste? MF: Sim, já joguei futebol. Joguei no Campeonato Amador de Lousada. Esta última época não pude participar por estar em Bragança. Mas quando voltar gostava de continuar a jogar futebol.

JL – É caso para dizer que vais conquistar o país a partir de Bragança? MF: Espero que sim. E assim começar de Norte a Sul.

JL – E já tens a preocupação de começar a reunir votos?

MF: Sim, tenho algumas, mas tenho de me manter como estou. Tenho uma e chega.

JL – Que qualidades é que deve ter a tua Primeira-Dama?

JL – Quantos fãs é que já tens na tua página?

MF: Ela tem muitas, mas a sinceridade deve ser uma delas.

MF: 668. Ainda faltam muitos para os 7500, mas ainda estamos numa fase inicial. Até fazer 35 anos, ainda faltam muitos anos.

JL – Uma vez o cargo de Presidente da República, quais as primeiras medidas que implementavas?

SA

JL – Qual o teu desporto favorito?

MF: Sim, claro. Durante a semana, lá em Bragança, falo com as pessoas e quem não sabe do meu sonho, fica a saber. Já tenho, por exemplo, três administradores da minha página no Twitter e no Facebook, que fazem por divulgar a minha página a nível nacional, o que é muito positivo.

JL – Com a visibilidade e popularidade que tens ganho, tens tido muitas candidatas a Primeira-Dama?

Virgínia Neto

virginiajpn@gmail.com

JL – Fala-nos um pouco de ti. Como és? DE

vens que têm um sonho como este para o futuro. Agarrei a oportunidade e fui lá.

JL – E como caracterizas o concelho de Lousada?

Descolamento da borda livre: a unha descola do seu leito, geralmente iniciando pelos cantos e fica oca. Pode haver acúmulo de material sob a unha. É a forma mais frequente. Espessamento: as unhas aumentam de espessura, ficando endurecidas e grossas. Esta forma, pode se acompanhar de dor e levar ao aspecto de “unha em telha”. Leuconíquia: manchas brancas na superfície da unha. Destruição e deformidades:a unha fica frágil e quebradiça. Paroníquia: o contorno ungueal fica inflamado, inchado e avermelhado, causando dor e originando um problema na formação da unha, que cresce ondulada e com alterações na superfície.

Como evitar? Para prevenir a micose nas unhas é importante ter alguns cuidados de higiene. Siga os seguintes conselhos: • Não ande descalço em pisos constantemente húmidos (balnearios, saunas). • Evite mexer com a terra sem usar luvas.

MF: A primeira medida que eu tomava era tirar os carros aos políticos. Não faz sentido uma pessoa do povo ir trabalhar no seu próprio carro e um político – que tem mais posses financeiras – ir trabalhar num carro do Estado e com motoristas. Está errado e há muitos gastos com isso. Pouco a pouco, migalha a migalha, conseguimos poupar muito em Portugal. Em segundo lugar, dava o subsídio de desemprego aos empresários. Porque há muitos empresários que fazem tudo pela sua empresa e um dia, se a empresa abrir a falência, eles não são recompensados por esse esforço, ou seja, ficam sem rendimentos. Em terceiro lugar, reduzia o número de deputados no Parlamento. Acho que já lá estão muito, até demais.

MF: É um concelho jovem. No meu ponto de vista é um concelho com os olhos para o futuro, sobretudo a partir da JS e da JSD.

• Use somente o seu material de manicure e, de preferência, não curte as cutículas.

JL – O que é que achas que falta aqui no concelho?

• Evite usar calçados fechados.

JL – Contudo, os poderes do Presidente da República não se cingem muito a essas ações. Gostavas que o Presidente da República tivesse poderes mais fortes?

JL – Como sabes, 2013 é ano de eleições autárquicas. Pedro Machado ou Leonel Vieira, para que lado te inclinas?

MF: Isto é um “pau de dois bicos”. Por um lado, claro que podiam ser mais fortes. Mas, por outro, não é só uma pessoa que vai decidir tanta coisa em Portugal. Julgo que não são tantos os poderes que ele tem, por isso mesmo. Porque não poderia ser só ele a determinar tanta coisa ou a

MF: Este concelho, apesar de ser jovem, já foi mais. Está a envelhecer um pouco. Não se de que modo seria possível incentivar a natalidade no concelho – porque não há dinheiro – mas seria importante fazê-lo.

JL – Achas que o concelho está num bom rumo? MF: Sinto que sim. Como disse, o concelho está com olhos para o futuro.

MF: Inclino-me mais para o lado de Leonel Vieira.

JL – Aos 35 anos irás realizar a tua primeira candidatura ao cargo de Presidente da República? Fica aqui essa promessa? MF: Fica, de certeza.

• Use meias de algodão ao invés de tecido sintético. • Observe a pele e o pelo de seus animais de estimação (cães e gatos). Qualquer alteração como descamação ou falhas no pelo procure o veterinário.

Tratamento O tipo de tratamento vai depender da extensão da micose e deve ser determinado pelo médico. Os medicamentos utilizados para o tratamento podem ser de uso local, como cremes, soluções ou vernizes; e/ou oral (comprimidos ou cápsulas). Os sinais de melhora demoram a aparecer, pois dependem do crescimento da unha, que é muito lento. As unhas dos pés podem levar cerca de 12 meses para se renovarem totalmente e o tratamento deve ser mantido durante todo este tempo. A persistência é fundamental para o sucesso do tratamento.


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Cultura

A magia das Palavras, com José Fanha A iniciativa “A Festa da leitura”, do Agrupamento de Escolas Lousada Oeste, teve início com a presença do escritor José Fanha, que guardou para o concelho de Lousada a celebração do seu aniversário, apresentando também o seu novo Livro, “José Fanha, poesia”. Para a diretora do Agrupamento, Ernestina sousa, esta festa visa incutir nos alunos o gosto pela leitura e também é uma forma de trazer a comunidade educativa à escola (os pais, os alunos e familiares e os parceiros do Agrupamento). “ A escola é nova, tem dois anos de vida, queremos abri-la à comunidade e fazer com que os alunos ganhem um bocadinho mais de gosto para tudo o que tem a ver com a leitura; para isso, teremos escritores, cartoonistas… para nos ajudarem a incutir mais interesse nos alunos”, referiu a diretora. O vereador da Educação, Eduardo Vilar, destacou a importância de ser José Fanha a iniciar a Festa da Leitura: “Num dia de aniversário, partilhar este momento connosco é de uma nobreza, uma disponibilidade que nos marca e nos encanta, é um pequeno momento que nos vai deixar marcas importantes para o futuro”. O autarca salientou ainda a importância da escola como a base de uma boa educação: “é na escola que criamos público, quer seja para o teatro, para a música, quer seja para a cultura e ciência, quer seja até para sermos homens e mulheres de bem”, disse.

Luís Ângelo Fernandes, professor bibliotecário, destaca a importância de o Agrupamento escolar ser o único na região do Vale do Sousa a ter a designação A Ler +: “Não é qualquer escola ou qualquer agrupamento que o tem, é um reconhecimento nacional das boas práticas de leitura que aqui se têm desenvolvido”, referiu. A importância da poesia, segundo Luís Ângelo, no atual momento de crise de valores e de incoerência,

reside no assumir de uma auntenticidade de vida, de liberdade, de inconformismos, sendo fomentadora de rebeldias: “José Fanha é, como todos os poetas, um insubmisso, agindo contra as tiranias”. Para o Bibliotecário, “O Homem reside no poema e a poesia é o último reduto da nossa esperança”. Emocionado pelo calor da receção, José Fanha referiu sentir-se em família no concelho de Lousada: “Já sou meio lousadense”, disse. O poeta sente-se cúmplice no processo de desenvolvimento da leitura em Portugal, sobretudo junto dos mais novos. Relevou também a importância de existirem mais de 5000 bibliotecas e o trabalho das autarquias na dinamização das mesmas: “É tão bonito chegar a várias partes do país e ver a biblioteca cheia; há teatro, há cinema, há a hora do conto, exposições, é uma vivência fantástica, uma filosofia nova; no nosso tempo os livros estavam fechados à chave, hoje é para mexer e tirar os livros do sítio e não os arrumar”.

O Ilustrador Cartonista Onofre Varela a fazer a caricatura de José Fanha

Durante a noite, o poeta foi entoando os seus poemas, urdidos ao longo da vida e que espelham as suas vivências. Damos especial destaque ao poema “Ser Português”, que saltou para a ribalta já há alguns anos, quando o autor participou no concurso “A vaca Cornélia”. Não perca a magia das palavras de José Fanha na LousadaTV.

Em Breve na


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Lazer

Sudoku Nível Fácil

Anedotas Uma loira vai ao jardim zoológico. Passa por uma jaula e vê um cartaz onde se lia “Cuidado: leão!” Ela olha para a jaula por um bocado e depois segue caminho. Dali a pouco passa por uma jaula e vê um cartaz onde se lia “Cuidado: tigre!” Olha para a jaula por um bocado e depois segue caminho. Mais um bocado e encontra uma jaula com um cartaz onde se lia “Cuidado: urso!” Ela olha para a jaula por um bocado e depois segue caminho. Mais um pouco e encontra uma outra jaula com um cartaz onde se lia “Cuidado: tinta fresca!” Ela olha para a jaula por um bocado e de repente desata a correr e a gritar desesperadamente: - A tinta fresca soltou-se! A tinta fresca anda à solta!

Uma mulher chega ao pé do marido e pergunta-lhe furiosa: - Encontrei um papel no bolso das tuas calças com o nome Sila e um número a acompanhar. - Acalma-te, querida. Sila é o nome do cavalo que apostei a semana passada, e o número é o só o número da aposta. No dia seguinte quando o marido chega a casa, a mulher dá-lhe uma estalada. - Porque fizeste isso? -pergunta o marido. - O teu cavalo telefonou hoje à tarde! Rubrica:

CINEMA Estreia dia 28 de Fevereiro

Programação •Entrevista Leonel Vieira - Cand. Coligação Lousada Viva à Câmara Municipal de Lousada •Concerto de Carnaval Conservatório Vale do Sousa •Almoço com empresários •Fábio da Casa dos Segredos no From Ibiza Club, em Lousada •Entrevista Pedro Machado - Cand. PS / Lousada à Câmara • O destaque da Semana Juv. Desportiva de Meinedo •Entrevista Agostinho Gaspar - Presid. PSD Lousada •Adersousa entrega contratos programa •Pontos de Vista: Convenção das freguesias Coligação Lousada Viva •Concerto de Reis pelo Conservatório Vale do Sousa •Vídeo do Natal em Lousada Todos os dias atualizamos o seu canal, não perca tudo o que se passa no seu concelho!

O Último Desafio: Após cair em desgraça em Los Angeles devido a uma operação fracassada, Ray Owens parte para o interior e assume a posição de xerife numa pequena cidade na fronteira dos Estados Unidos com o México. O que ele não esperava era que um poderoso homem das drogas, que escapou recentemente da prisão, quisesse cruzar a fronteira exatamente na cidade onde trabalha. Para enfrentá-lo, Ray precisa reunir todo o pessoal que tem à disposição. Quarta Divisão: Um dia, uma criança de 9 anos, Martim Cabral e Melo, desaparece do colégio privado onde estuda. A Quarta Divisão da Polícia monta uma grande operação de busca por toda a cidade para o encontrar. Todas as hipóteses são possíveis: O que aconteceu? Este é o ponto de partida para uma complexa teia de acontecimentos, que vai revelar a verdadeira faceta de quem menos se espera. Agora Fico Bem: Tessa tem 17 anos e uma paixão pela vida. Quando lhe é diagnosticada uma doença terminal, Tessa decide utilizar cada momento da sua vida. Com a ajuda da sua amiga Zoey, cria uma lista daquilo que uma adolescente normal devia experimentar, incluindo perder a virgindade e tomar drogas, e começa a pô-la em prática. Enquanto a sua família lida com o medo e a tristeza, cada um à sua maneira, Tessa explora um mundo totalmente novo, acabando por se apaixona-se por Adam, o seu novo vizinho, uma experiência que não estava na lista mas que acaba por ser a mais emocionante de todas. Zarafa: Um ancião africano conta às crianças que o rodeiam uma antiga história. Livremente inspirado na verdadeira história da girafa oferecida pelo Paxá do Egipto ao Rei de França em 1827, o filme conta a odisseia de Zarafa, uma girafa capturada, e as tentativas de um menino de dez anos, Maki, para levar Zarafa de volta ao Sudão.

Pontos de Venda do Jornal Puro Flow - Silvares Lousada Quiosque Impulso Rua Lúcia Lousada Tabacaria Quiosque - Pias

Tempo

Soluções do Sudoku



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