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ANTÓNIO CARLOS MONTEIRO ANTÓNIO PRÔA RUI PAULO FIGUEIREDO PÁGS.O7

A NOSSA BANCADA DE OPINIÃO PÁGS. 10/11

Nº64 - MAIO13 - ANO VI JORNAL MENSAL DE DISTRIBUIÇÃO GRATUITA jornaldelisboa@gmail.com

> Protocolo entre São Domingos de Benfica e Montepio Comercial e Industrial

> Eleições para Câmara de Lisboa | PÁG.07 PSD pode avançar com Carlos Barbosa Carlos Barbosa, presidente do ACP, é o nome que o PSD gostava de ver substituir Fernando Seara na corrida à Câmara de Lisboa. Teresa Leal Coelho é a terceira escolha.

Laços familiares, o PSD e um protocolo entre São Domingos de Benfica e o Montepio Comercial e Industrial unem o filho Rodrigo e o pai Daniel. Rodrigo Gonçalves, presidente de São Domingos de Benfica

DESTAQUE | PÁG. 04/05

> Nomeação para Parlamento | PÁG.06 Candidato do PSD à Estrela é “doutor” por engano Daniel Gonçalves, candidato do PSD às Avenidas Novas

Luís Newton Parreira foi nomeado assessor do grupo parlamentar do PSD como licenciado. Por “lapso”. Já em 2007, Newton Parreira “era”… engenheiro. Não é nem uma coisa, nem outra.

> São Nicolau | PÁG.9 Junta faz “Renascer” seniores da Freguesia As Novas Freguesias de Lisboa Até Setembro deste ano o Jornal de Lisboa vai dar a conhecer a “alma” das novas autarquias, com informação histórica, evolução de resultados eleitorais e tendência política. Nesta edição, Marvila e Misericórdia. Especial Novas Freguesias | PÁGS.02/03

A aposta do executivo de São Nicolau em políticas de reforço de qualidade de vida viu o programa “Renascer” dedicar especial atenção aos seniores da autarquia.


Projecção de voto para a Assembleia da República Análise Evolutiva Fonte: Barómetro Político Marktest Ficha técnica: http://www.marktest.com/wap/a/p/m~201301/ s~5/id~e9.aspx

Freguesia dE Marvila

Contrastes e multiculturalidade Marvila foi criada em 1959. Uma Freguesia de contrastes com um

e vertentes de uma forte multiculturalidade. O topónimo Marvila, de origem obscura, sugere a hipótese de poder derivar do árabe marbala, “solo abundante em arbustos, charneca”, sendo certo que as terras de Marvila pertenciam às mesquitas dos mouros de Lisboa quando a cidade foi conquistada em 1147 por D. Afonso Henriques, tendo-as este monarca doado a 9 de Dezembro de 1149 à Mitra desta cidade, como refere um estudo do Gabinete de Estudos Olisiponenses. Nestes terrenos foram construídos palácios, destacando-se os que pertenceram ao marquês de Abrantes e ao arcebispo de Lisboa, o imponente palácio da Mitra. Em 1785, surgiu em Marvila uma primeira fábrica de estamparia de chita, seguida de outras indústrias que se multiplicaram sobretudo depois da inauguração do caminho-de-ferro em 1856. Este desenvolvimento levou à criação de bairros e vilas para os operários, os quais contribuíram para que aí surgisse um importante movimento sindical que apoiou a implantação da República. O plano de urbanização de Chelas foi iniciado em 1965 e implementado a partir da década de 70 do século XX levando a que ocupasse 80% do território da Freguesia de Marvila, sendo uma das maiores intervenções urbanas de Lisboa.

forte carácter multicultural.

E

m 1959, foi criada a Freguesia de Marvila a partir das Freguesias de Olivais e do Beato, em terrenos que vão da zona ribeirinha do Poço do Bispo a Chelas, caracterizando-se pela grande heterogeneidade da sua paisagem, pelo contraste do desenvolvimento urbano e por fortes traços de multiculturalidade. Marvila preserva marcas de uma ruralidade ancestral e da industrialização que experimentou a partir dos finais do século XVIII e acelerada na segunda metade do século XIX, e é marcada por vastas e modernas urbanizações, a par de testemunhos da velha Marvila com azinhagas, hortas, edifícios religiosos, palácios, habitações operárias, unidades fabris e de armazenamento, muitos deles em adiantado estado de degradação, sobretudo nas zonas próximas do rio e da Estrada de Marvila. Traços que lhe evidenciam o seu actual contraste

Marvila * 80

PSD/CDS

(Actual presidente e Candidato do PS)

Luís Saldanha

Área: 629 hectares Residentes: 38 102 (Censos 2011)

50 40 30 20 10 0

1976 1979 1982 1985 1989 1993 1997 2001 2005 2009

Eleitores: 36 548 (Legislativas 2011) PS (+PCP e outros) PSD (AD) CDS (+PSD) PCP(FEPU; APU) BE

População residente

0 - 14 anos

1976

1979

1982

1985

1989

1993

1997

2001

2005

2009

37,75 8,03 5,09 33,41

32,15 18,96

32,15 17,33

25,36

64,05 21,80

64,84 18,40 5,19

65,12 23,71

54,82 25,33 7,57

43,76 25,84

41,64

43,83

33,22 22,58 2,64 25,00 6,82

21,46 45,02

4,40

15 - 24 anos

25 - 64 anos

16,95 6,65

65 ou mais anos

Total

H

M

HM

H

M

HM

H

M

HM

H

M

HM

H

M

38102

17954

20148

5258

2648

2610

4440

2212

2228

21208

10227

10981

7196

2867

4329

Básico

Nenhum

Nível de Instrução

1º Ciclo

2º Ciclo

Secundário

3º Ciclo

Pós-secundário

Superior

HM

H

HM

H

HM

H

HM

H

HM

H

HM

H

HM

H

7938

3281

11393

5448

5052

2712

6128

3086

4222

2018

403

215

2966

1194

Famílias clássicas residentes segundo a dimensão

Edifícios

C/ 1 pessoa

C/ 2 pessoas

C/ 3pessoas

C/ 4 pessoas

C/ 5 ou + pessoas

3114

4448

3219

2053

1361

Total

Com água canalizada

Sem água canalizada

Com sistema de drenagem de águas residuais

Sem sistema de drenagem de águas residuais

Com instalação de duce

Sem instalação de duche

Com estacionamento

Sem estacionamento

Proprietário ou co-proprietário

Arrendamento ou subarrendamento

14029

13995

34

14014

15

13877

152

2359

11646

6253

7265

Total 14195

Total 2233

Antes de 1919

de 1919 a 1945

de 1946 a 1970

de 1971 a 1990

de 1991 a 2011

1411

394

201

136

91

Alojamentos

Análise de resultado eleitoral 2009 NOVA FREGUESIA Marvila

Freguesias antigas Marvila

Eleições Autárquicas 2009 Resultados para Assembleias de Freguesia

Somatório dos resultados de 2009 de PS e de PCP

PS

PSD + CDS

% média

PCP

Nº de votos

% média

7617

4497

25,84

2951

10568

60,71

0 2

Diferença de votos em 2009 entre PSD+CDS e PS+PCP

População (Censos 2011)

Eleitores 2011

Saldo Esquerda: 6071

38 102

36 548

Fonte: Censos 2011

* Valores resultantes da soma da votação de cada partido/coligação na Freguesia de Marvila

Candidato

70 60 Valores percentuais (%)

Marvila Belarmino Silva

PS (+PCP e outros) PSD (AD) CDS (+PSD) PCP(FEPU; APU) BE


Índice de Expectativa Análise Evolutiva Fonte: Barómetro Político Marktest Ficha técnica:

MAIO13

http://www.marktest.com/wap/a/p/m~201301/ s~5/id~e9.aspx

Freguesia dA Misericórdia

“Filha” dos Descobrimentos A Misericórdia é verdadeiramente “filha” dos Descobrimentos.

reabilitação urbana” da actualidade. O aumento populacional levou a uma grande operação urbanística, iniciada em 1513 a partir da zona ribeirinha, levando a um crescimento para norte de ruas regularizadas, chegando à zona de São Roque, que atraiu a nobreza e a maior monumentalidade arquitectónica. Em 1551, a expansão territorial levou à criação da Freguesia da Encarnação, enquanto Santa Catarina é instituída em 1559, destacada da então Freguesia do Loreto e Mártires, desenvolvendo-se na encosta entre o Príncipe Real e a Boavista. A actual autarquia de São Paulo foi criada por carta régia do Cardeal Rei D. Henrique em 1566, nascendo na margem do rio e desenvolvendo-se em torno do Corpo Santo, com uma significativa relevância comercial, que levou a ser uma das primeiras a ser reconstruída no pós-terramoto. Cariz que passou a industrial, no século XIX, com o aterro da Boavista em 1855. A Freguesia das Mercês data de 1632, experimentou, depois de 1755, uma viragem no espaço e no edificado, consequência do abandono da zona pela nobreza, com a excepção do burguês Chiado. Que, a partir do século XIX, viu fixar-se a intelectualidade e que, mais tarde, se transformou num ícone cultural e boémio que, em certo sentido, ainda hoje perdura.

Um empreendimento na génese das autarquias agregadas.

A

nova Freguesia da Misericórdia tem a sua origem nos Descobrimentos quinhentistas, que levou à criação das quatro Freguesias que a integram: Encarnação, Santa Catarina, São Paulo e Mercês. Como refere o estudo “Nova Proposta Administrativa para Lisboa” do Gabinete de Estudos Olisiponenses, “o espaço entre o Bairro Alto e a Freguesia de São Paulo corresponde a uma parte da cidade que imperativos históricos, sobretudo demográficos e urbanísticos associados aos Descobrimentos, cindiram em Freguesias que cresceram e se multiplicaram no decurso dos séculos XVI e XVII”. Por isso, as Freguesias da Encarnação, Santa Catarina, São Paulo e Mercês “partilham traços de identidade cristalizados no traçado urbano e no edificado, com parcelas dos núcleos quinhentistas, sobrepostos pelo planeamento pombalino e pela

Misericórdia* 80

Candidata

Sta. Catarina

São Paulo

Candidato

Alberto Bento

do PS

Irene Lopes

Fernando

do PSD

Figueira

(Actual presidente)

Carla Madeira

(Actual presidente)

Duarte

Luís Carvalho

(Actual presidente)

(Actual presidente)

Área: 107 hectares

PS (+PCP e outros) PSD (AD) CDS (+PSD) PCP(FEPU; APU) BE

Residentes: 13 041 (Censos 2011) Eleitores: 13 897 (Legislativas 2011)

População residente

Nível de Instrução

0 - 14 anos

50 40 30 20 10 0

1976

1979

1982

1985

1989

1993

1997

2001

2005

2009

1976

1979

1982

1985

1989

1993

1997

2001

2005

2009

41,28 12,73 14, 98 21,17

27,76 42,58

31,83 37,01

52,99 39,84

60,2 26,84 7,73

58,01 36,49

48,76 33,27 9,7

27,61

34,72 29,26 4,85 14,9 9,02

44,22 30,74

26,02

22,45 42,63 33,9 30,36

5,55

15 - 24 anos

25 - 64 anos

13,34 8,17

65 ou mais anos

Total

H

M

HM

H

M

HM

H

M

HM

H

M

HM

H

M

13041

6075

6966

1374

711

663

1127

542

585

7368

3673

3695

3172

1149

2023

Básico

Nenhum

1º Ciclo

2º Ciclo

Secundário

3º Ciclo

HM

H

HM

H

HM

H

HM

H

1947

768

2865

1215

1117

579

1672

852

Famílias clássicas residentes segundo a dimensão

HM

Pós-secundário

Superior

H

HM

H

HM

H

928

306

172

3347

1561

Edifícios

C/ 1 pessoa

C/ 2 pessoas

C/ 3pessoas

C/ 4 pessoas

C/ 5 ou + pessoas

3003

2006

889

458

246

Total

Com água canalizada

Sem água canalizada

Com sistema de drenagem de águas residuais

Sem sistema de drenagem de águas residuais

Com instalação de duce

Sem instalação de duche

Com estacionamento

Sem estacionamento

Proprietário ou co-proprietário

Arrendamento ou subarrendamento

6281

6281

0

6281

0

6138

143

468

5799

2045

3895

Total 6602

Total 2233

Antes de 1919

de 1919 a 1945

de 1946 a 1970

de 1971 a 1990

de 1991 a 2011

1411

394

201

136

91

Alojamentos

Análise de resultado eleitoral 2009 NOVA FREGUESIA Misericórdia

Freguesias antigas Encarnação, Mercês, Stª. Catarina, S. Paulo

Somatório dos resultados de 2009 de PS e de PCP

Eleições Autárquicas 2009 Resultados para Assembleias de Freguesia PS

PSD + CDS

% média

PCP

Nº de votos

% média

3275

2272

30,74

996

4271

57,56

0 3

Diferença de votos em 2009 entre PSD+CDS e PS+PCP

População (Censos 2011)

Eleitores 2011

Saldo Esquerda: 1999

13 041

13 897

Fonte: Censos 2011

* Valores resultantes da soma da votação de cada partido/coligação em cada uma das Freguesias que integram a nova autarquia

Mercês

Alexandra

70 60 Valores percentuais (%)

Encarnação

PS (+PCP e outros) PSD (AD) CDS (+PSD) PCP(FEPU; APU) BE


> Renovar a Mouraria Oficinas de Ilustração

A associação Renovar a Mouraria está a organizar a segunda edição das Oficinas de Ilustração, estando abertas as inscrições. Esta iniciativa conta com a participação do ilustrador Nuno Saraiva destina-se a pais, avós e filhos, estando previstas sessões a 4, 11 e 18 de Maio.

> Negócio entre Montepio Comercial e Industrial e Junta de São Domingos de Benfica

Protocolo familiar

Tudo em família. A expressão sintetiza o protocolo estabelecido entre o Montepio Comercial e Industrial e a Junta de Freguesia de São Domingos de Benfica. A autarquia paga €1.000,00 por mês ao Montepio, que proporciona consultas médicas. Pagas.

O

pai, Daniel Gonçalves, candidato do PSD à Junta de Freguesia das Avenidas Novas, e o filho, Rodrigo Gonçalves, vice-presidente do PSD/Lisboa são as figuras que pairam sobre o protocolo estabelecido entre a Junta de Freguesia de São Domingos de Benfica e o Montepio Comercial e Industrial – Associação de Socorros Mútuos. Daniel Gonçalves é candidato do PSD à Junta de Freguesia das Avenidas Novas e tem uma antiga, constante e profunda relação com o Montepio Comercial e Industrial – Associação de Socorros Mútuos, assumindo o cargo de secretário-geral desta instituição… E é pai de Rodrigo Gonçalves. Rodrigo Gonçalves, para além de vice-presidente da comissão política concelhia do PSD de Lisboa, é ainda presidente da Junta de Freguesia de São Domingos de Benfica… e filho de Daniel Gonçalves. Agora, como a própria Junta de Freguesia de São Domingos de Benfica assume publicamente no seu sítio na Internet, aquela autarquia e o Montepio Comercial e Industrial celebraram um protocolo de cooperação (vêr imagem). Diz a autarquia que “no âmbito do Protocolo estabelecido entre a Junta de Freguesia de São Domingos de Benfica e o Montepio Comercial e Industrial – Associação de Socorros Mútuos, esta Junta vem oferecer mais serviços de atendimento médico aos seus fregueses, a preços sociais.” A autarquia informa ainda que as consultas disponibilizadas são de “várias especialidades”, nas “quintas-feiras das 14h00 às 16h00”. Mas, o executivo liderado por Rodrigo Gonçalves refere que “a utilização dos serviços requer a marcação prévia junto do M.C.I. – Associação de Socorros Mútuos e deverá ser feita prova do recenseamento na Freguesia de São Domingos de Benfica”. E “os valores variam de 15€ a 36€ por consulta”, sendo disponibilizado o número de telefone 21-3470552, que é do referido Montepio.

€1.000,00/mês O Jornal de Lisboa, apurou, entretanto, junto de fontes autárquicas que, embora o protocolo esteja “a ser pago, pelo menos, desde Janeiro deste ano”, de facto o documento ainda não tinha sido aprovado pelo executivo de São Domingos de Benfica “até meados de Abril”, apesar de “já ter ido três ou quatro vezes às reuniões” de executivo, mas “não foi aprovado por ter erros”. O que, salientam as nossas fontes, não foi obstáculo ao pagamento que a Junta de São Domingos de Benfica se obriga a fazer de “cerca de €1.000,00 por mês”. Para garantir que o Montepio Comercial e Industrial proporciona consultas médicas aos fregueses de São Domingos de Benfica. Pagas. As ligações da família Gonçalves ao Montepio Comercial e Industrial, de acordo com as nossas fontes, “vem de há muitos e longos anos”. Como sublinham as nossas fontes, autárquicas e ligadas àquela instituição de socorros mútuos. De facto, frisam, Daniel Gonçalves, candidato do PSD à Junta de Freguesia das Avenidas Novas e pai do ainda presidente de São Domingos de Benfica e número dois do PSD/Lisboa, é o “homem-forte” do Montepio, assumindo “durante muitos anos” o cargo de secretário-geral da instituição, sendo “verdadeiramente o responsável executivo” do Montepio Comercial e Industrial, que agora celebra um protocolo com a Junta de Freguesia presidida pelo seu filho Rodrigo, segundo o qual a autarquia – como salientam as nossas fontes - se obriga a “pagar €1.000,00 por mês” para que o Montepio permita aos recenseados naquela autarquia ter acesso a consultas médicas pagas. Cujos preços variam entre €15 e €36 euros, como o próprio executivo autárquico anuncia publicamente. Mas as ligações entre a Junta de Freguesia de São Domingos de Benfica e o Montepio Comercial e Industrial não se esgotam no facto de Daniel Gonçalves, conside-

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rado o “homem-forte” e “verdadeiramente o responsável executivo” do Montepio, ser pai de Rodrigo Gonçalves, ainda presidente daquela autarquia. Na realidade, já passaram pelos órgãos sociais do Montepio pessoas que colaboram ou colaboraram com a Junta de Freguesia de São Domingos de Benfica, e que as nossas fontes garantem ser “muito próximos” do autarca Rodrigo Gonçalves. Além de outros, salientam as nossas fontes, destaca-se Carlos Saúl Oliveira, que já foi colaborador avençado da autarquia – como o Jornal de Lisboa noticiou na edição de Outubro de 2011 – como prestador de “serviços de consultadoria de gestão”, primeiro individualmente e, posteriormente, em representação da empresa CSDO – Soluções e Estratégica Empresarial Lda. Por outro lado, um funcionário do Montepio Comercial e Industrial fez parte do executivo da Freguesia de São Domingos de Benfica, pelo menos, durante o mandato 2009-2013. Esse funcionário, de acordo com as nossas fontes, é “um velho e íntimo amigo de Rodrigo Gonçalves, que foi para o Montepio pela mão de Daniel Gonçalves e de Rodrigo Gonçalves.” A proximidade e confiança no funcionário do Montepio Pedro Ribeiro determinaram que Rodrigo Gonçalves o incluísse no executivo autárquico e o escolhesse como seu substituto legal, no âmbito das suas competências autárquicas. Funções que, referem as nossas fontes, Pedro Ribeiro terá exercido até “ao passado mês de Setembro”, data em que renunciou ao respectivo mandato e escassas semanas antes de ser contratado como assessor da mesma Junta de Freguesia de São Domingos de Benfica. O Jornal de Lisboa contactou com o Montepio Comercial e Industrial – Associação de Socorros Mútuos, com a Junta de Freguesia de São Domingos


MAIO13 Interior.aspx?content_id=52687). Ainda de acordo com aquele periódico, “a Procuradoria-Geral da República explica ao SOL que existe «um inquérito pendente», pelo que o caso «está em segredo de Justiça»”. A história, em síntese, é simples: o filho de Daniel Gonçalves indicou como sua a morada na Urbanização Encosta do Sol, Lt. 10, 2º Esq., 2560 Sobral de Monte Agraço, para efeitos de cálculo de subsídio de transporte em carro próprio. Porém, quando, a 28 de Agosto de 2007, Rodrigo Gonçalves vendeu o apartamento de Sobral de Monte Agraço, apesar de declarar na respectiva escritura que a sua morada é Av. Gomes Pereira, 56, 4º Dtº, em Lisboa, mantém a morada de Sobral de Monte Agraço junto dos serviços da Assembleia Municipal de Lisboa, que, assim, continuaram a calcular-lhe o subsídio de transporte a partir desta última morada.

Acusado, investigado e indiciado

de Benfica, com Daniel Gonçalves e com Rodrigo Gonçalves, tentando obter esclarecimentos e oferecendo o contraditório, sem que tenha obtido qualquer resposta até ao fecho da presente edição.

Polémicas complicações A actividade política, partidária e autárquica, do filho do candidato do PSD à Junta de Freguesia das Avenidas Novas tem-se caracterizado por algumas situações polémicas. Ultimamente, Daniel Gonçalves viu o seu filho, autarca de São Domingos de Benfica, envolver-se numa situação de perda de mandato. Porque Rodrigo Gonçalves foi gerente da sua empresa STRONGSWOT – Global Business Consulting Lda, constituída em Janeiro de 2012, e não comunicou ao Tribunal Constitucional. Por outro lado, esta mesma empresa do vice-presidente do PSD/Lisboa presta serviços ao Grupo Águas de Portugal. Para estas situações, a Lei prevê a perda de mandato. Neste caso, a perda de mandato de Rodrigo Gonçalves. O filho de Daniel Gonçalves cedeu parte da sua quota no dia 01 de Janeiro de 2013, de acordo com registo realizado através da Empresa On-Line, e já depois de o Jornal de Lisboa o ter questionado sobre estes assuntos. Por outro lado, Rodrigo Gonçalves “está a ser investigado pelo Departamento de Investigação e Acção penal (DIAP)” por ser “suspeito de ter recebido indevidamente mais de 7.600 euros da Assembleia Municipal, a título de subsídio de transporte”, noticiou a edição online do semanário “Sol” no passado dia 23 de Junho de 2012 (http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/

Por outro lado, o vice-presidente do PSD de Lisboa está acusado, pelo Ministério Público, pelo crime de “ofensa à integridade física” por agressão ao ex-autarca de Benfica, Domingos Pires. Domingos Pires alega que foi agredido no dia 4 de Novembro de 2009, pelas 10h00, quando se preparava para visitar uma obra da Junta de Freguesia, conforme foi divulgado publicamente, nomeadamente através da internet. Nessa altura, como refere o Ministério Público na acusação a Rodrigo Gonçalves, “junto de si [Domingos Pires] parou o veículo BMW 79-ED-74, pertença” do presidente da Junta de São Domingos de Benfica, e de onde saíram Rodrigo Gonçalves e Pedro Reis, que “abeiraram-se do ofendido e começaram por desferir-lhe murros e pontapés pelo corpo, tendo o arguido Rodrigo se munido de um objecto não apurado, mas de natureza contundente, e com aquele atingiu-o [Domingos Pires] na cabeça, causando um corte que de imediato começou a jorrar sangue, levando [Domingos Pires] a cambalear”. Posteriormente, Rodrigo Gonçalves e Pedro Reis “conjuntamente continuaram a agredir o assistente [Domingos Pires] desferindo socos e pontapés pelo corpo.” Rodrigo Gonçalves, sendo considerado culpado, pode ter uma pena de prisão até quatro anos, como determina o nº 1, alínea a) do artigo 145º do Código Penal, porque Domingos Pires era, na altura, presidente da Junta de Freguesia de Benfica. A actividade da Junta de Freguesia de São Domingos de Benfica tem dominado a atenção da Polícia Judiciária (PJ). Contratos de avenças, contratos de trabalho e contratos de prestação de serviços são objecto de investigação da PJ, que solicitou informações sobre a “situação” de alguns colaboradores da Junta de Freguesia de São Domingos de Benfica. Estão neste rol as colaboradoras Patrícia O. C. B. e Patrícia A. M. G. R., com a PJ a pretender apurar a contratação e funções que desempenham na Junta de Freguesia. As interrogações da Polícia Judiciária quanto à Junta de São Domingos de Benfica, no âmbito da Lei de combate à corrupção e criminalidade económica e financeira, também se debruçam sobre a situação do deputado municipal de Lisboa Pedro Miguel Ribeiro Duarte dos Reis, que, segundo a documentação da autarquia é “coordenador da acção social” e “prestador de serviços”, e que entre 2006 e 2010 passou de prestador de serviços, a contratado a termo certo para voltar a ser prestador de serviços, com uma remuneração que começou nos €500,00 mensais, passando, em Outubro de 2011para os €2.000,00 por mês. Nesta investigação, a PJ também se debruça sobre o vínculo entre aquela autarquia e a empresa Csdo – Soluções e Estratégia Empresarial, Lda, que, de acordo com proposta do executivo, prestava serviços consultoria de gestão – SIADAP, cuja actividade, já vinha sendo desenvolvido por “Dr. Carlos Saúl” e terá sido este mesmo “Dr. Carlos Saúl” a indicar a empresa Csdo – Soluções e Estratégia Empresarial, Lda para fazer o que ele próprio vinha fazendo. Rodrigo Gonçalves, de acordo com a revista Sábado, está “indiciado tráfico de influências”. Segundo aquela publicação, que cita fontes da Polícia Judiciária, Rodrigo Gonçalves teve a intenção de se apropriar de 25 mil euros” destinados a concluir obras no jardim de infância “O Povo”, na Freguesia de São Domingos de Benfica.

0 5


N

o passado dia 28 de Março, foi publicada, em Diário da República, 2ª Série, nº 62, a nomeação do “licenciado” Luís Newton Parreira como assessor do grupo parlamentar social-democrata, de acordo com despacho do líder parlamentar laranja de 19 de Março, e com efeitos ao dia 1 do mesmo mês de Março. No dia 2 de Abril, o Jornal de Lisboa solicitou à Secretaria-Geral da Assembleia da República o documento que provasse a licenciatura de Luís Parreira. Solicitação que, nesse mesmo dia foi remetida para a direcção da bancada parlamentar do PSD. No dia 8 de Abril, o chefe de gabinete do presidente do grupo parlamentar do PSD respondeu por e-mail, afirmando ter-se tratado de um “lapso”, que, até, teria sido detectado pelo próprio nomeado. E a atestar esse facto, aquele responsável reencaminhou o e-mail que Parreira lhe enviara, e no qual referia que a “referência à minha pessoa na condição de licenciado, [é um] facto que não corresponde à realidade”. Razão que Luís Parreira invoca para “solicitar, com a maior urgência, a necessária correcção dessa informação”, embora o seu e-mail tivesse sido enviado nove dias depois da publicação em Diário da República, num sábado, às 4h26 da madrugada. E quatro dias depois de o Jornal de Lisboa ter solicitado a confirmação do seu grau académico. Esta não é a primeira vez que Luís Parreira é referido

> Nomeação como licenciado para assessor no Parlamento

Candidato do PSD à Estrela não é doutor, nem engenheiro Luís Parreira foi nomeado assessor do grupo parlamentar do PSD como sendo licenciado. Já em 2007, Parreira surge no Boletim Municipal como… engenheiro.

em publicações oficiais como tendo o grau de licenciatura. O Despacho n.º 87/P/2007, publicado no Boletim Municipal nº 648, de 29 de Março de 2007 da Câmara Municipal de Lisboa, Luís Parreira é tratado como “Engenheiro”. De facto, o então vereador do PSD Paulo Moreira exarou o seguinte despacho: “Nos termos do disposto no

A Obra da Ribeira das Naus

n.º 4 do artigo 73.º da Lei n.º 169/99, de 18 de Setembro, com a redacção introduzida pela Lei n.º 5-A/2002, de 11 de Janeiro, e considerando a delegação e subdelegação de competências do Senhor Presidente da Câmara Municipal constante do Despacho n.º 509/P/2005, de 15 de Novembro, sucessivamente alterado e republicado pelo Despacho n.º 67/P/2007, de 6 de Março, publicado no 1.º Suplemento ao Boletim Municipal n.º 682, de 2007/03/15, subdelego no Adjunto do meu Gabinete, Eng.º Luís Pedro Alves Caetano Newton Parreira, a competência para a prática de actos de administração ordinária do Gabinete, designadamente os seguintes: 1 - Administrar e gerir o pessoal (…)” Ora, de acordo com a afirmação de Luís Parreira, não sendo actualmente licenciado, por maioria de razão também não o seria em 2007.

Cidade para as famílias

Todos sabemos que se aproximam as eleições autárquicas e por essa

Portugal está a ficar velho. Lisboa está a ficar deserta. Mais importante

razão os autarcas apressam-se em mostrar obra.

que o défice do orçamento é o défice de natalidade.

Foi recentemente inaugurada, pelo Dr. António Costa, parte da

Para além das dificuldades conjunturais, a vida nas cidades é

obra da Ribeira das Naus. Obra megalómana, que já custou uns

especialmente exigente. De forma quase paradoxal, as cidades

milhões e ainda vai custar outros mais, e que pretende, entre

são polo de atracção da população, mas são também espaços

outras coisas, criar um espelho de água junto ao torreão poente

de grande agressividade para quem nelas vive. Em Lisboa, o

do Terreiro do Paço.

futuro depende do seu dinamismo. E este, da capacidade de gerar

Digo que foi inaugurada parte porque a obra não está finalizada. Ou

novas ideias com novas pessoas. Lisboa tem de fazer uma aposta

seja, aposto que a mesma obra vai ser inaugurada várias vezes (como se já não

nas pessoas. Lisboa deve definir uma estratégia que transforme a capital numa cidade

bastasse a cerimónia de lançamento da primeira pedra…). Se pega esta moda pelo

familiarmente exemplar. O exemplo deve começar “em casa”. Por isso, a câmara municipal

País, as inaugurações passam a ser todos os dias e a todas as horas.

deve organizar os serviços de modo a que os seus funcionários possam compatibilizar as

Mais grave ainda, foi o que sucedeu imediatamente a seguir à inauguração:

responsabilidades profissionais com a família nomeadamente em termos de conjugação de

abateu o piso e começaram a surgir os buracos – é o que dá inaugurar as coisas à

horários. De seguida, importa “disseminar “ boas práticas de organização e conciliação com

pressa…

as empresas da cidade. A reabilitação urbana, nomeadamente as tipologias das habitações,

Ou então o Dr. António Costa assumiu aquilo que eu temia: para ele as ruas de

localização de equipamentos, estacionamento e usos, devem condicionadas a uma

Lisboa devem todas ter buracos e passou assim a inaugurar as obras já com os

estratégia de promoção da atractividade das famílias. A mobilidade é um factor crítico nas

buracos…

cidades e deve ser desenhada em função da facilitação da logística familiar.

Apesar do meu tom irónico, o assunto é sério - é com o nosso dinheiro as obras

Os equipamentos também devem ser repensados no sentido de proporcionar conforto

são feitas e, como é óbvio, esta forma de fazer as coisas revela o pouco cuidado

às famílias. A rede de infantários, escolas, equipamentos desportivos e culturais devem

com que se desperdiçam os recursos públicos.

adequar a oferta às necessidades, desde logo em termos geográficos e nos horários.

É preciso um novo paradigma de gestão autárquica que não assente no

O espaço público deve ser desenhado em função de uma oferta adequada para a

despesismo e que cuide das pessoas, em vez de fazer obras mal acabadas e já

utilização das famílias, fomentando a segurança e a apropriação.

com buracos. Já agora, porque não tapar os buracos nas ruas que já existem e por

Lisboa quer ser uma cidade competitiva mas acolhedora. Para novas ideias, para novas

onde todos temos de circular?

empresas, mas também para novas famílias.

António Carlos Monteiro Vereador do CDS-PP na CML

António Prôa Presidente do Grupo Municipal do PSD

0 6


Evolução da votação para as Assembleias de Freguesia no Concelho de Lisboa 60

Esquerda

50

Fonte: CNE. Obs.: 1979 e 1982 dados indisponíveis

Variação (%)

Direita

40 30

1976

1985

1989

1993

1997

2001

2005

1976

1985

1989

1993

1997

2001

2005

2009

55

51,28

51,55

56,23

53,42

47,11

54,93

56,1

35,28

46,37

44,43

38,54

40,7

47,91

44,44

39,33

2009

(PS+PCP e outros; 2009 inclui BE)

Direita (PSD+CDS)

Evolução da votação para a Câmara Municipal de Lisboa 60

Esquerda

50

Fonte: CNE. Obs.: 1979 e 1982 dados indisponíveis

Variação (%)

Direita

40 30

1976

1985

1989

1993

1997

2001

2005

2007

2009

1976

1985

1989

1993

1997

2001

2005

2007*

2009

51,75

45,48

49,17

56,64

51,88

41,53

45,9

56,05

56,64

34,18

44,78

42,18

34,1

39,26

49,68

48,34

36,22

38,69

Esquerda (PS+PCP e outros; 2009 inclui BE)

Direita (PSD+CDS)

> Eleições para a Câmara de Lisboa

PSD “pensa” em Carlos Barbosa para substituir Fernando Seara Carlos Barbosa está na calha para substituir Fernando Seara na corrida a Lisboa.

“F

ernando Seara era, em princípio, o candidato certo” para o PSD candidatar à Câmara de Lisboa. “É comunicativo, popular e o seu benfiquismo poderia fazer a diferença”, desabafam as fontes do PSD, que tinham como expectativa conseguir “disputar a Câmara a António Costa”. Porém, sublinham, as decisões judiciais – quer a providência cautelar interposta pelo movimento Revolução Branca, quer a rejeição do consequente recurso interposto pelo PSD e CDS – estão a provocar um “enorme e intenso desgaste” a Fernando Seara. Razão pela qual nos órgãos dirigentes do PSD concelhio e distrital já se fala em avançar com outro nome na corrida à edilidade. E, sustentam, “o melhor candi-

dato que o PSD poderia ter, neste cenário, é Carlos Barbosa”, presidente do Automóvel Clube de Portugal (ACP). Porque “tem uma personalidade aguerrida, facilidade de comunicação” e “consegue fazer frente e irritar” António Costa. Portanto, acreditam que o presidente do ACP “poderia fazer mossa ao PS, podendo levar a coligação PSD/CDS a ter um resultado muito próximo dos socialistas”. Depois de Barbosa, aparece o nome de Teresa Leal Coelho, mas que não recolhe o entusiasmo do presidente do ACP. A vice-presidente do grupo parlamentar do PSD pode vir a ser a candidata de recurso, caso Seara não avance e Barbosa recuse. Mas, para as nossas fontes, ���o PSD arrisca-se a ter um resultado igual ao de Fernando Negrão”. Ou seja, cerca de 18%

> Assistência Paroquial de Santos-o-Velho

Nova casa precisa de fundos

A

Assistência Paroquial de Santos-o-Velho organizou a iniciativa “Casa Humana” para inaugurar uma campanha de angariação de fundos para a construção da sua nova sede. Esta instituição dedica-se ao apoio à família e à comunidade e aposta na realização de um Novo Centro Social, que promova simultaneamente a reabilitação urbana da Freguesia. Para os responsáveis daquela instituição, “as carências da população residente nas áreas mais antigas da cidade são conhecidas, sendo os idosos e as crianças as faixas etárias onde é fundamental uma acção.”

Lx - Europa 2020 A liderança de António Costa em Lisboa afirma-se em todos os pormenores. Inclusive na projecção da cidade no contexto nacional e internacional. E a preparação de Lisboa para o acesso a fundos comunitários, nos

merece ser louvado. E é pena que outros atores, em especial o Governo, não tenham feito o mesmo. O Acordo de Parceria, que deverá ser assinado entre o Estado português e as instituições comunitárias, é de uma importância fulcral. Para defender os interesses nacionais

próximos anos, é um bom exemplo dessa capacidade de protagonizar

é fundamental ter bem identificadas as prioridades e as áreas de intervenção estratégicas.

a afirmação da cidade. De facto, debate-se, no quadro europeu, o novo

E a comunidade lisboeta identificou as suas. Com o objectivo de contribuir e influenciar a

ciclo de programação comunitária 2014-2020. Nas propostas que foram

acção governamental. Em prol do país e de Lisboa. Daí que esse trabalho efetuado pela

apresentadas, e que estão em discussão, está previsto um papel reforçado para as cidades na promoção do desenvolvimento sustentável da União Europeia, novos e inovadores instrumentos de políticas públicas e é defendido que

Câmara Municipal de Lisboa tenha dado origem a um importante documento denominado Lx - Europa 2020. E com um subtítulo que diz tudo: Lisboa no quadro do próximo período de programação comunitário. O documento assume-se como um contributo para o processo

a execução da Estratégia Europa 2020 exige uma parceria ativa entre cidadãos, empresas

em curso. É o resultado da parceira estabelecida com os atores da cidade. Identifica questões

e instituições sociais, bem como o envolvimento dos diferentes níveis de governação,

que são consideradas como fundamentais para promover o desenvolvimento de Lisboa, e,

nomeadamente as autarquias locais. Lisboa, consciente do seu papel, ciente das suas

pelo papel que esta assume, contribuir para o desenvolvimento de Portugal. Sinaliza também

responsabilidades e da relevância que os instrumentos de apoio comunitário podem ter na

tipologias e áreas de intervenção que foram identificadas, de forma ainda preliminar, como

implementação da estratégia de desenvolvimento da cidade, assumida em documentos

centrais na implementação da estratégia de desenvolvimento de Lisboa. Procura ter em Lisboa

como, por exemplo, o Plano Diretor Municipal (PDM) recentemente aprovado, entendeu criar

mais pessoas, mais emprego e melhor cidade. Este documento constitui, assim, o resultado

uma Equipa de Missão Lisboa/Europa 2020. Mas fez ainda mais. Procurou dinamizar uma

preliminar de um processo que deverá prosseguir e culminar na identificação e preparação dos

parceria ativa e participada com todos os agentes necessários e indispensáveis à elaboração

projetos concretos que darão resposta aos desafios que a cidade enfrenta. É um bom exemplo

e execução dos projetos estratégicos para a cidade, designadamente as instituições de ensino

de liderança política, de trabalho em rede, com a sociedade civicamente participativa, e de

superior, os agentes económicos, sociais e culturais, outras instituições públicas e do setor

afirmação de Lisboa no debate nacional e internacional.

social, que permita a execução de uma estratégia urbana integrada. Aquilo que Lisboa fez

Rui Paulo Figueiredo Presidente da Concelhia do PS de Lisboa

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(*) Eleições intercalares para a Câmara de Lisboa

Esquerda


> Freguesia da Lapa

Quiosque do Largo da Estrela

Por iniciativa do executivo da Lapa, a Câmara de Lisboa está a proceder à requalificação do quiosque do Jardim da Estrela. De acordo com a autarquia, a Câmara comprometeuse a recuperar e reinstalar o quiosque no mesmo sitio, mantendo a mesma traça e os mesmos motivos.

> Comissão administrativa da Estrela

Luís Monteiro quer Freguesia ao serviço da população “Espírito de serviço” e “proximidade” à população. São as linhas mestras de Luís Monteiro para a nova Freguesia da Estrela.

O

candidato do PS à Freguesia da Estrela quer que a nova autarquia tenha no “espírito de serviço” a linha mestra da gestão política e social, que deve traduzir-se na gestão do novo executivo que vir a sair das próximas eleições autárquicas, previstas para depois do Verão. Em comunicado, Luís Monteiro, presidente da Junta de Freguesia de Santos-o-Velho e candidato socialista à autarquia da Estrela, defende uma actuação do futuro executivo da Estrela determinado por uma “defesa intransigente da população da Lapa, Prazeres e Santos-o-Velho”, apostando numa política “de proximidade”, e assume que “defenderei um modelo de governabilidade” que se oriente no combate à “solidão ou isolamento da população” e que se apoie na “rapidez e qualidade dos serviços”. Por outro lado, no âmbito da comissão ad-

ministrativa – em funções até à tomada de posse do executivo da Freguesia da Estrela –, Luís Monteiro assegura que se sente “liberto para discordar publicamente de qualquer situação que ponha em causa a população, os serviços e os funcionários” de todas as Freguesias que passam a integrar a nova autarquia da Estrela. Entretanto, a Freguesia de Santos-o-Velho, tem a decorrer a exposição sobre o actor Henrique Viana com o tema “ Ó Calinas, cala a boca“, cuja inauguração contou a participação de diversos actores, amigos e colegas que acompanharam a carreira daquela artista, que nasceu para o teatro na Sociedade Instrução Guilherme Coussoul. A Freguesia de Santos-O-Velho aproveitou esta exposição para homenagear o actor Octávio de Matos, o produtor Nunes Forte, a actriz Alina Vaz, a actriz e esposa do actor Graça Braz, o actor Alberto Villar e a actriz Isabel Amaro.

Sé Miúdos com férias na praia

A Freguesia da Sé já abriu as inscrições para a acção Praia-Campo deste ano, podendo os interessados procederem à inscrição dos seus filhos entre 2 e 23 de Maio. De 29 de Julho a 9 de Agosto, crianças dos 6 aos 12 anos vão desfrutar de praia, em Carcavelos, no período da manhã, e à tarde participar em diversas actividades. Os documentos necessários para a inscrição são: Cédula/BI/CC e Boletim de vacinas da criança, BI/CC e Cartão de Eleitor do Encarregado de Educação. Por outro lado, ara os mais velhos, no dia 18 de Maio realiza-se o Passeio da Primavera 2013, para cerca de 150 pessoas, gratuito, cujo destino é visitar a Aldeia Típica de José Franco, em Mafra, e almoçar, lanchar e conviver no Restaurante Estrela do Mar em Ribamar, perto da Ericeira.

DESAFIOS PARA LISBOA Chegou a Primavera

Renovação com alma

Lisboa, com a chegada da Primavera torna-se uma cidade muito simpática e afável. Vale a pena, olhar as plantas e as flores de Lisboa. Há ruas, jardins e miradoiros que se transformam em luz e cor. E os cheiros de Lisboa. Parabéns ao Arq. Ribeiro Teles pelo prémio, quase Nobel, da Arquitectura Paisagista. Fundamental a sua opinião sobre a cidade. No Porto de Lisboa, começam a chegar os navios de cruzeiros cheios de turistas. É bonito. Eu sei, que cada um destes turistas, fica 9h na cidade e gasta pouco mais de 100 euros na visita que nos faz. É pouco, podemos melhorar. Acredito, que a nova Presidente do Porto de Lisboa, Marina Ferreira, terá a lucidez e o empenho para garantir a qualidade deste produto de Lisboa. A alta competição no Ténis desembarca em Lisboa para o Open de Portugal no Estádio Nacional. Mais um grande evento que escolhe Lisboa por estes dias. E, tenho a certeza que as TV´s do mundo inteiro não vão deixar de referir a excelente organização do João Lagos. Na agenda, vamos marcar já uma sardinhada nas Festas de Lisboa. Numa cidade de bairros, todos tão bonitos, vai ser difícil escolher. Na Primavera, gosto/ quero estar em Lisboa. É uma experiência única, mas que todos os anos repetimos com novas aventuras...ou desventuras. João Pessoa e Costa

Em todas as primaveras Lisboa se renova; nas cores, nos espaços verdes, nos espaços qualificados que todos os anos se juntam aos muitos que a cidade oferece a quem a vive e a visita. Este ano não é exceção. Nesta primavera, tempo de renovação, um novo abraço se refez com o Tejo, na Ribeira das Naus. A cidade que se gere a si própria mantém e reforça a renovação e a esperança. Mas as gentes com que a cidade se faz continuam a ser o mais importante. E esta é que é a primavera que importa. Mas os tempos são contrários à primavera de Lisboa. Contrariam-na; dificultam-na; lutam contra ela. Como se a renovação fosse uma ameaça e não uma esperança. Como se as pessoas fossem apenas não alma e a razão de ser da cidade mas números vagos de cálculos incertos e de explicações incoerentes. Lisboa tem por isso um desafio a ganhar: mostrar como a sua primavera é o caminho que a renova para que os seus habitantes continuem a ser pessoas: com alma, com dignidade e com a solidariedade de quem está à sua volta. Porque a primavera é assim. Leonel Fadigas

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> Madalena

Dia da Criança

A Junta da Madalena vai celebrar o Dia Mundial da Criança com uma festa no Campo das Cebolas, no dia 31 de Maio, para as crianças residentes na autarquia e apara os alunos da Escola EB1 nº 75. Haverá insufláveis, pinturas faciais, animadores e muitos entretenimentos. Entretanto, mantêm-se em pleno as actividades de para os jovens e para os mais velhos.

MAIO13

> São Nicolau

Programa “Renascer” rejuvenesce Freguesia O executivo de São Nicolau quis fazer “Renascer” os seus seniores.

A

aposta do executivo de São Nicolau em políticas de reforço de qualidade de vida viu o programa “Renascer” dedicar especial atenção às freguesas da autarquia. Este programa, totalmente dedicado aos seniores da Freguesia, é uma realização da Junta local em parceria com a Associação Citador de Sonhos, que teve como objectivo promover a auto-estima e reforçar a sociabilização dos residentes. Assim, logo a abrir o evento, as senhoras beneficiaram de conselhos de uma profissional beleza e com usufruíram demonstrações de produtos e aconselhamento de cuidados faciais. Noutra vertente, uma técnica de Massoterapia, procedeu a tratamentos ou terapias em diferentes partes do corpo, como forma de aliviar o stress e a tensão, diminuir as dores musculares, controlar a dor, eliminar traumas físicos, melhorar

a circulação sanguínea e flexibilidade, promovendo a saúde e bem-estar. No período da tarde, o “Yoga do Riso” desenvolveu uma série de exercícios de respirações profundas (Pranayama) e exercícios de riso onde se trabalhou a interacção entre pessoas, o contacto visual e o riso sem motivo. A palestra esteve a cargo de José Micard Teixeira (Life Coach e Escritor) que aproveitou para apresentar o seu último livro “Os 6 segredos para viver melhor”. A palavra de ordem foi mostrar aos participantes que a vida pode ser diferente e melhor do que tem sido até hoje. Na vertente da “alma”, um psicólogo clínico realizou uma “viagem Psicodramática”, com o objectivo de promover uma melhoria qualitativa das relações entre os elementos da população sénior da Junta de Freguesia de são Nicolau, promovendo o desenvolvimento emocional, pessoal e social, a aquisição de estratégias relacionais mais gratificantes e a integração saudável em grupo. Por último, o evento foi encerrado com um concerto de “Interação com o mundo do som através das taças Tibetanas”, proferida por um professor de Reiki, Shiatsu, Homeopatia e Massagem Oriental.

> Campolide

Crianças falam, adultos ouvem

A

s crianças da Freguesia de Campolide falaram. E os adultos ouviram. Graças a uma nova forma de debate e divulgação de ideias. Inédita em Portugal. A Escola Mestre Querubim Lapa, de Campolide, participou numa iniciativa inédita no nosso País de debater e divulgar ideias, permitindo, neste caso, que as crianças digam o que lhes vai na alma. E os adultos oiçam. Esta nova forma de comunicação, com origem na TED (tecnologia, entretenimento e design), organização sem fins lucrativos, utiliza o formato de conferência e é actualmente utilizado para debater e divulgar ideias relevantes. Conta com a participação de um público interessado de acordo com as temáticas e com especialistas de diferentes áreas científicas, artísticas ou filosóficas. Esta iniciativa inédita em Portugal designou-se TEDXKids e lançou um desafio a todas as escolas convidadas, o de ilustrarem a famosa mala LA GA BAG. Como resultado deste desafio criativo a escola Mestre Querubim Lapa entrou no mundo das Conferências TED, levando algumas crianças do 4º ano. Como toda a conferência foi acompanhada através da net, viabilizou-se a possibilidade de todos os alunos verem e reverem os conteúdos de toda a palestra. Discutiu-se o bairro, a rua, a família, a solidariedade e acima de tudo o Futuro. Foram as vozes das crianças de Campolide que falaram pela Freguesia e que impuseram com toda a legitimida-

de a agenda deste dia tão especial. Desenvolveram-se diferentes workshops, nomeadamente o “ Street Art”, em que se pintou sem molduras, em que se repensou a tonalidade das cores e o resultado foi um universo mais colorido. A Robótica chamou os cientistas existentes na plateia bem como o workshop através do Scrakch. A música envolveu todos os participantes através da voz de Tiago Bettencourt. A conferência contou também com a experiência do mundo dos adultos como Ângelo Nobre, chefe de serviço de cirurgia cardio-toráxica nos hospitais dos Lusíadas e Santa Maria, o músico mexicano Ian Carlo Mendoza, a luso-brasileira especialista em astronomia Rosa Doran. Fica, assim, demonstrada a necessidade de facultar às crianças e jovens o acesso ao debate profícuo, como forma de cultivar hábitos de reflexão e respeito pelos diferentes pontos de vista em que as ideias se estruturam e complementam.

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Um projecto para a Estrela Por Luís Filipe Monteiro >> Candidato do PS à Freguesia da Estrela, Presidente da Freguesia de Santos-o-Velho

A

Junta de Freguesia de Santos-oVelho enquanto autarquia atenta às necessidades da comunidade e no âmbito da sua filosofia de proximidade, organizou e estruturou a sua intervenção sociocultural através da criação de um Projecto que pudesse dar respostas integradas à população da freguesia, não excluindo qualquer cidadão de outra freguesia que a ele se dirija. Deste modo, criou, em 2001, o Gabinete de Apoio à Família (GAF) que operacionaliza a sua ação em diferentes áreas: Atendimento/Acompanhamento social; Acompanhamento Psicológico e Psicopedagógico; Prevenção Primária; Envelhecimento Ativo e Saudável; Parentalidade; e Desenvolvimento comunitário. Na sua intervenção quotidiana, o GAF disponibiliza um conjunto de respostas: transporte social (apoio na deslocação a diversos serviços); lavandaria; banco de roupa e brinquedos; balneários públicos; banco de ajudas técnicas (fraldas, resguardos, cadeiras de rodas,…); serviço de apoio a deslocação de doentes (protocolo com os Bombeiros Voluntários); PCAAC (programa comunitário de ajuda alimentar a carenciados); projectos de desenvolvimento de competências pessoais e sociais com crianças, jovens e adultos; TPE (técnicas de procura de emprego); Apoio Jurídico; Projecto Intervir (que engloba diversas actividades/projectos no âmbito da prevenção primária), atendimento social, consultas de psicologia e acompanhamento psicopedagógico; arte-terapia; e acompanhamento psicossocial a famílias. Relativamente à metodologia de acção, o GAF cultiva uma relação de grande proximidade com a comunidade, centrada nas necessidades e potencialidades de cada Pessoa e numa estratégia de intervenção assente em três pressupostos: a participação, a abordagem multidimensional e o partenariado. Ao nível dos recursos humanos, o GAF conta com uma equipa multidisciplinar constituída por 5 técnicos: uma assistente social, uma antropóloga com especialização em relações étnicas e culturais, um técnico de ciências sociais, uma psicóloga educacional e psicoterapeuta e uma psicóloga criminal do comportamento desviante e da exclusão social.


MAIO13

D

Democracia de proximidade Por Pedro Ramos Almeida >> Advogado - Membro do Secretariado do PS/FAUL epois de mais uma remodelação, é no mínimo curioso verificar que em pastas cruciais do

certo está Lisboa que compreendeu a importância da proximidade. O sucesso do envolvimento e participação

Governo estão agora académicos que não viviam em Portugal. Em Toronto, Bruxelas ou

nos Orçamentos Participativos, as reuniões descentralizadas da Câmara Municipal, as novas plataformas

Florença, o Primeiro-Ministro, que não hesita em recomendar o caminho da emigração

tecnológicas de relacionamento com os munícipes nas mais diversas áreas e, com particular destaque, a

aos portugueses, continua ironicamente a recrutar fora do país. Sem prejuízo do seu mérito

estruturante reforma administrativa das freguesias de Lisboa, demonstram isso mesmo. Ao contrário da

académico mas tendo presente o fracasso já evidenciado nos resultados das primeiras

disparatada lei de extinção de freguesias do Governo, no concelho de Lisboa não se receou a descentralização e

escolhas, é caso para perguntar se uma opinião no Facebook, Blog ou Jornal ou uma análise

a reforma administrativa foi feita como deve ser. Partindo de um estudo universitário, passando por um acordo

técnica sobre uma folha de Excel são suficientes para garantir uma identificação mínima

político e pelo envolvimento das populações, as novas juntas de freguesias de Lisboa, decididas com critério e

com o quotidiano dos portugueses que possa garantir a desejável eficácia da ação governativa? Não existirá entre

séria legitimidade democrática, ganham dimensão mas também uma nova dignidade, com mais competências

as “elites” sempre disponíveis para comentar, gente em Portugal disponível para a espinhosa missão de governar?

e meios e, assim, uma capacidade superior para corresponder às necessidades das pessoas. Porque é aqui, onde

No momento em que a relação das pessoas com a Democracia se encontra fragilizada e se impõe a reinvenção da

encontramos genuíno e altruístico serviço público, que está a total proximidade de quem anda na rua todos os

política e dos modelos de intervenção e participação, não é certamente aconselhável desconsiderar nas escolhas

dias, em contato direto e sem uma muralha de jornalistas, assessores e guarda-costas, de quem ouve os anseios,

que se fazem o fator da proximidade. Em primeiro lugar, porque é a proximidade que mais facilmente garante a

as preocupações e, tantas vezes nos tempos que vivemos, o desespero das pessoas que já não têm como pagar para

reconstrução da confiança com os cidadãos nos sistemas de representatividade e, por outro lado, é a proximidade

poderem viver. E ao contrário de outras instâncias de poder, aqui o que se pode investir tem retorno garantido em

que confere uma melhor sensibilidade para a compreensão dos problemas e desafios e assim garante as melhores

satisfação e melhoria da vida das pessoas.

decisões. Nestes casos ou dos candidatos a Câmaras Municipais paraquedistas que facilmente substituem

Talvez por isso, alguns Ministros que insistem em relativizar a realidade dura e crua dos portugueses, antes

a sua “paixão” por uma terra por outra ao lado ou uns Kms mais abaixo, ou mesmo os Deputados europeus

de o serem, ganhariam em acrescentar aos doutoramentos alguns anos de tirocínio numa Junta de Freguesia.

que se perpetuam na vivência de Bruxelas, podemos questionar se determinadas escolhas não diminuem a

Seguramente alguns erros nunca seriam cometidos e a nossa democracia ficaria a ganhar com menos ministros

pretendida credibilidade, legitimidade e eficácia do nosso sistema de representação democrática. No caminho

remodelados (ou à espera de remodelação) e mais ministros bem sucedidos.

É

A Propaganda da “boa gestão” de Lisboa Por João Gonçalves Pereira >> Deputado do CDS/PP já um lugar comum ouvirmos referências elogiosas à gestão autárquica de Lisboa, fruto da

impedem a autarquia lisboeta de agir com eficácia na repavimentação das ruas destruídas, na manutenção de

imagem criada, e criteriosamente alimentada, de uma Cidade que tem sido alvo de uma boa

prédios municipais, na intervenção urgente em áreas degradadas, ou em acções mais frequentes de salubridade

gestão por parte do actual executivo municipal. Face a esta bem organizada campanha de

e limpeza urbana não são, no entanto, extensivas às empresas municipais… Por exemplo: na EMEL – Empresa

intoxicação política, um lisboeta desatento seria levado a pensar que, afinal, nem tudo são

Municipal de Mobilidade e Estacionamento, abre-se um concurso público no valor de mais de quatrocentos mil

más notícias! Afinal, Lisboa está na moda, como atestam os milhares de turistas que, desde

euros. Esse concurso é para criar mais parques de estacionamento, tão carente que está o centro de Lisboa de

o aeroporto ao terminal de cruzeiros, diariamente afluem a Lisboa, à procura da tipicidade

lugares para estacionar? Não! É para os serviços de limpeza da Sede da Empresa! E como se resolve o problema

de uma Lisboa secular, envolta numa luz única e embalada por um clima ameno. E o que

do estacionamento na cidade? Na estratégia da EMEL – empresa municipal com a sede impecavelmente limpa

encontram esses turistas, bem como os lisboetas que circulam por Lisboa? Uma cidade que não cuida do seu

por uma qualquer empresa que ganhou o faraónico concurso público - o problema resolve-se aumentando

património, com prédios a cair diariamente, com zonas quase intransitáveis, fruto de pavimentos destruídos

ferozmente as tarifas, por forma a desincentivar o lisboeta de ter viatura própria ou de circular com ela! Mais

e da prática generalizada de estacionamento indisciplinado, uma cidade que acumula lixo nas paredes e nos

um exemplo: a EPUL – Empresa Pública Municipal de Urbanização de Lisboa, antes mesmo da Assembleia

passeios, uma câmara que altera os sentidos do trânsito todos os meses… E nem a meteorologia adversa de um

Municipal de Lisboa se pronunciar e votar a proposta da Câmara Municipal sobre a extinção da EPUL, já a nova

inverno particularmente rigoroso serve como argumento para este abandono a que o actual executivo municipal

Administração desta Empresa Municipal, recentemente nomeada pela autarquia, na sequência da demissão da

votou a cidade: outras cidades, em Portugal e no mundo, são igualmente sujeitas a duras intempéries sem que

equipa anterior, decide adjudicar mais de duzentos e sessenta mil euros num contrato por ajuste directo com

estejam constantemente prédios a cair ou a apresentar sinais claros de rotura, ou sem que circular pela cidade

uma “experimentada” consultora “na matéria”, para, alegadamente, apoiar os funcionários da EPUL no processo

seja, para automobilistas e motociclistas, uma aventura permanente para evitar as consequências da destruição

de extinção! Em claro contraste com a imagem de boa gestão da Câmara Municipal de Lisboa que se tenta passar,

dos pavimentos. Não será certamente Lisboa a única cidade sujeita a restrições orçamentais que justifiquem, por

esta é uma pequena amostra do total desgoverno e desorientação que, talvez pela indefinição quanto ao futuro

exemplo, a falta de limpeza em muitos dos seus bairros mais procurados por muitos visitantes! Ou que justifiquem

político de alguns dos figurantes, caracteriza o actual executivo municipal! Mas alegrem-se os lisboetas: já de

as condições em que obras municipais esperadas há anos, como era o arranjo da Ribeira das Naus, foi devolvida

seguida, em ambiente pré-eleitoral que já começou, toda a cidade vai ser apressadamente limpa, alcatroada e

à população! Em que se corrigem erros de concepção, ou de construção, alcatroando parte do empedrado,

alindada, para eleitor ver, e para que a campanha de imagem da boa gestão autárquica possa ser intensificada e

indo de remendo em remendo, de buraco em buraco, até ao Terreiro do Paço. As restrições orçamentais que

aplaudida! Lisboa, merece que se vire a página ao socialismo experimentalista e propagandístico!

A Baixa, eis a questão Por António Manuel >> Presidente da Freguesia de São Nicolau

O

que presidiu ao Plano de

propus que se condicionasse a aprovação

(Rua da Madalena), alargando essa estratégia

Pormenor e Salvaguarda da Baixa

do Plano à reabilitação de dois quarteirões –

a outras ruas da Baixa, ou mesmo até a de

foi a reabilitação do seu edificado

modelo, uma espécie de frente de reabilitação

João Soares relativamente ao Rossio ou, a

e a regeneração da sua atividade

alargada, que servisse de exemplo para toda

de Abecassis com a recuperação da área

económica e habitacional; não

a área do Plano , nomeadamente para se

ardida do Chiado. Temos, hoje, uma Baixa

foi transformá-la num condomínio fechado

cumprir o equilíbrio de usos estabelecido no

com cerca de 80 hotéis licenciados, à volta

de hotéis de charme, ligados a fundos

regulamento (1/3 para comércio ou lojas, 1/3

de 30 para serem licenciados e perto de 130

imobiliários (nacionais e estrangeiros) –

para os serviços e 1/3 para a habitação), mas

se tivermos em consideração as colinas do

que, num verdadeiro veni, vidi , vici estão a

tal nunca aconteceu! Teria sido preferível

Chiado e de Alfama/Castelo. São ao todo

destruir o tecido económico e social da Baixa.

continuar a intervenção de Santana Lopes

3 000 camas, à custa de desalojamento de

Tinha razão quando em Dezembro de 2010,

que reabilitou uma rua de uma ponta à outra

moradores e do desaparecimento de lojas

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MAIO13

N

Mudar as políticas de Educação e Cultura em Lisboa Por Modesto Navarro >> Deputado Municipal do PCP na Assembleia Municipal de Lisboa a educação, é bom recordar o que o PCP fez quando teve a responsabilidade desse

importantes nas áreas do património e museus. Não tem uma política adequada e fundamental na identidade

pelouro na Câmara Municipal e o que o PSD e o PS destruíram nos últimos mandatos,

e história da cidade, na evolução positiva das populações dos bairros e freguesias. O movimento associativo

desde 2001: ampla ligação de trabalho dos serviços às escolas e juntas de freguesia;

popular continuou abandonado. Na preparação de uma iniciativa de uma comissão da Assembleia Municipal,

acção coordenada na construção e melhoria de jardins-de-infância e de escolas;

a realizar em 2 de Junho, no S. Jorge, intitulada 1ª Mostra Cultural de Lisboa, apenas seis das estruturas locais e

apoio a projectos e programas das escolas; realização de programas sócio-educativos,

populares vão participar.

na sensibilização e educação pelo teatro, música, literatura, dança, artes plásticas,

Por um lado, a ausência de projectos, apoios e incentivos às colectividades, clubes e outras associações locais

património, ciência e outras áreas, dos jardins-de-infância e ciclos ao ensino secundário,

fez-se notar neste levantamento de escassas participações. Por outro lado, ficou evidente que a política cultural

envolvendo cerca de 800 professores e 9 000 crianças e jovens em cada ano lectivo, com equipas que incluíam à

da Câmara PS se destina a clientelas e elites, quando Lisboa tem grandes, médias e pequenas colectividades

volta de cem especialistas e animadores; edição de livros e outros materiais com interesse para as escolas, entre

e associações que não são apoiadas, que resistem com grandes dificuldades e correm novos perigos, face à lei

outras actividades. Nos serviços de educação, em 1990, quando o PCP assumiu o pelouro, as preocupações eram

dos despejos e a outras medidas governamentais nos impostos e no cerceamento de actividades associativas.

básicas, com os cadernos, os lápis, as loiças e cozinhas; e tudo mudou na política da Câmara, introduzindo novas

Faltam políticas sérias no apoio às actividades e projectos das escolas, na educação, na motivação, na defesa e

práticas e abrindo portas a realizações como o Fórum das Experiências Educativas, as Marchas Infantis, a Festa

impulsionamento do ensino público, no combate à destruição operada pelos governos de direita, que atinge as

da Criança, grandes concertos de música e outras acções que marcaram a década de 1990/2000. Hoje, na política

escolas, os alunos e os professores. Faltam políticas e projectos verdadeiramente populares, na área da cultura,

da Câmara de maioria PS prevalecem os apoios na alimentação e nos transportes, nas circunstâncias de crise

na defesa do património, musealização, identidade e conhecimento da cidade, na criação e realização de

violenta que atinge as crianças, os jovens e as famílias, o que, em si, nestas áreas, é positivo. Nos transportes a

projectos culturais que envolvam intelectuais, estruturas artísticas, criadores e associações locais, na evolução

Câmara deveria ter apostado numa frota de autocarros próprios. Foi o que defendemos. Sobem as dotações do

e desenvolvimento cultural, cívico, social e participativo das populações locais, nas freguesias e bairros. Nestas

pelouro todos os anos, para estas duas frentes, enquanto o governo PSD/CDS-PP abandona e destrói o ensino

áreas da educação, ensino e cultura, a Câmara de maioria PS tem falhado porque, a par da cobertura que é

público. A Câmara actual do PS facilitou e apoiou os grandes agrupamentos de escolas e o aumento de alunos

dada a governo central na ausência de políticas sociais, no aumento do desemprego e do mal-estar violento e

por turma, entre outros aspectos da política dos governos PS e PSD/CDS-PP que foram e são negativos. Favorece

inaceitável, prevalecem as opções contrárias aos legítimos interesses e necessidades dos trabalhadores e das

a privatização do ensino e não ajuda a criar condições para o pleno desenvolvimento e aprendizagem das

populações dos bairros e freguesias. Torna-se necessária a discussão destas frentes e questões. Está em curso a

crianças e jovens. Na cultura, as frentes principais de diversão, do espectáculo, das festas e iniciativas de apoio

elaboração do programa e propostas da CDU, para que as políticas do município mudem e se tornem compatíveis

a intelectuais e apoiantes do PS e de António Costa são assumidas e realizadas nomeadamente pela EGEAC. O

com a Constituição da República Portuguesa e com as exigências de uma cidade que se quer livre, activa e

pelouro da cultura, na reestruturação dos serviços do município, atingiu negativamente estruturas e profissionais

transformadora de um quotidiano cada vez mais difícil e mesmo insustentável.

S

A Comunicação Social, os comentadores e o País Por Luís Miguel Larcher >> Professor Universitário e há ilusão que deixei de ter, talvez fruto da experiência ou do pragmatismo sobre os

mas, se como entretenimento são aborrecidos e entediantes, num País em crise, que precisa de norte, de

paradigmas sobre as quais se construiu e se define a democracia em Portugal, é a de ver a

experiência e ideias estruturadas sobre os problemas reais dos portugueses, é uma catástrofe. Porquê? Porque

comunicação social assumir-se como educadora e formadora da sociedade. Não no sentido

não têm competência técnica, não têm ideias e papagueiam ideias de outros numa vacuidade de argumentação

do paternalismo, de má memória, mas de formação de consciências, de afirmação dos

e sustentação.

direitos das pessoas, da capacidade de entender e debater a realidade, sobretudo ensinar a

Dos que foram governantes, e hoje comentadores, quantos são de boa memória e deixaram obra feita, consistente

discernir para onde se quer ir e que futuro construir.

e um rumo a médio prazo para Portugal? Ou seja, aqueles que têm ideias sobre os problemas, reflexão sobre

A realidade, essa, submete a pessoa à mediocridade da comunicação social, às leituras e

linhas de acção, projectos de alteração e modernização, e que mundo fora são reconhecidos e dão a Portugal

opiniões ideológicas ou corporativas da realidade em vez das notícias sobre os factos e a afirmação obsessiva

um espaço no debate sobre as diversas vertentes da humanidade e do mundo, deram lugar a boys nos governos

de modas e de pessoas modelo ou referência de tendências. Numa infantilização da sociedade, numa

e agora dão o lugar a esses mesmos boys como opinadores. Resultado: o debate centra-se nas tricas e nas invejas,

instrumentalização da sua opinião e até da implementação de uma ditadura sobre o que é correcto e moderno

em vez de nas ideias e nas soluções para os problemas, sempre em nome do primado do político, seja lá isso o

e o antiquado e incorrecto ao nível de valores e organização da sociedade. Nada tenho quanto à profusão de

que for. Porque é que a comunicação social faz isto? Porque é mais fácil arranjar quem modere debates sobre

comentadores na TV, mas não deixo de perguntar para que é que servem e qual a bondade da sua participação,

minudências e tricas partidárias, em vez de apostarem em jornalistas preparados que saibam colocar questões,

em detrimento de outros.

teorizem sobre o futuro e orientem a reflexão para as causas reais dos problemas, as soluções exequíveis e

A maioria representam os partidos, e o seu discurso, avaliações e análises coincidem com as dos partidos;

consequentes e, sobretudo, para ideias que, pela sua sustentação e credibilidade de quem as profere, sirvam de

alguns ainda têm no cv o facto de terem pertencido a um governo ou terem sido dirigentes da cúpula partidária,

lufada de ar fresco neste beco sem saída em que as crises e a austeridade colocaram Portugal e os portugueses e mostrem uma luz ao fundo do túnel. Faz falta quem ensine as pessoas. Que as forme, as informe, as ajude a construírem uma consciência crítica, as torne capazes de separarem o trigo

históricas ligadas ao imaginário da Baixa

respeitar nem a filosofia, nem os documentos

do joio e recusem os políticos impreparados, incompetentes, frutos dos aparelhos partidários e com notoriedade

(veja-se, a propósito, o que se passou com

estratégicos de referência do Plano. Podemos

que a TV lhes dá, e apoiem aqueles que servem o povo da mesma forma e com o mesmo empenho com que

o desaparecimento do último correeiro em

dizer é uma espécie de inconstitucionalidade

investiram na sua formação académica e profissional, na qualidade do seu trabalho e na consciência que cada

2008 na Rua dos Correeiros para dar lugar a

relativamente ao Plano de Salvaguarda

pessoa é “o cliente especial, que deve ser o centro do seu trabalho, deve sentir-se satisfeito e respeitado, deve ter

um hotel de Charme dum fundo imobiliário

aprovado em Dezembro de 2010. Em 2010 a

direito à sua dignidade humana e a um futuro”.

espanhol, do que se passou recentemente na

Baixa batia no fundo e, por isso, fez-se o Plano,

Quem sabe fazer isto: formar e trabalhar? Muita gente, infelizmente poucos nos ganhadores dos partidos. Portugal

Praça da Figueira com outro hotel de charme e

agora é atirada aos fundos imobiliários; se

tem futuro, apesar dos últimos governos e do comportamento irresponsável e criticável de muitos dirigentes aos

do que se está a passar com o hotel de Charme

não se mudar de caminho temo que a Baixa se

diversos níveis das empresas, sindicatos, partidos, do estado, magistrados, bancos, autarcas e jornalistas. O que

que está licenciado para um quarteirão

perca irremediavelmente porque contra esta

é preciso é coragem para enfrentarem todos estes verdadeiros poderes e investirem na concepção de dignidade

inteiro – o quarteirão Corpus Christi). Esta

febre hoteleira não há volta a dar, nem plano

humana e de solidariedade. Há muita gente que já o crê, agora é altura de avançar, não como novas causas de

reabilitação sem alma e sem rosto não está a

que resista.

problemas mas artífices de soluções, na construção de uma nova sociedade e do tal País em que todos queremos viver.

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ficha técnica Director Francisco Morais Barros Editor Colunas de Opinião - Comunicação Unipessoal, Lda. Rua Francisco Metrass, nº 8, 3º Dtº, 1350-142 Lisboa Portugal Jornalista Estagiário António Serrano Costa

Repórter Fotográfico Miguel Reis Aires Paginação Paulo Vasco Silva Propriedade Francisco Morais Barros Impressão Grafedisport

Tel 21-8884039 | NIPC 508360900 | Nº de Registo na ERC 125327 | Depósito Legal: 270155/08 | Tiragem mínima: 15.000 exemplares | Periodicidade: Mensal As opiniões expressas nos artigos de Opinião são exclusiva responsabilidade dos seus autores

> Alto do Pina

> Encarnação

Promover o envelhecimento saudável Autarquia prepara nova O envelhecimento da população impõe políticas dirigidas aos mais velhos. Freguesia do Areeiro

A

Freguesia da Encarnação tem registado, ao longo dos últimos anos, o acentuar do envelhecimento da sua população. Um fenómeno de índole universal que é um factor de preocupação tendo em consideração as condições existentes nos aglomerados urbanos, que colocam dificuldades de mobilidade da população com mais idade e ou deficiência. Por isso, a Freguesia da Encarnação aposta num envelhecimento saudável, dando relevância à interacção multidimensional entre saúde física, saúde mental, independência na vida diária, integração social, suporte familiar e independência económica. Uma necessidade, de acordo com a Junta local, para que haja condições para as pessoas que integram as faixas etárias, correspondentes às de-

signadas terceiras e quartas idades, não venham a sentir-se, ainda mais marginalizadas e excluídas. Para isso, a Junta da Encarnação promove iniciativas, tendentes a fomentar a desejada participação desses segmentos populacionais, no aproveitamento e gestão dos respectivos tempos de lazer e na sua participação e integração social o mais aprofundadamente possível. Neste contexto, este projecto tem a funcionar semanalmente actividades como aulas de mobilidade, informática e Internet, assim como o Centro de Artes BA Senios, aulas de hidroginástica, intervenção individualizada de fisioterapia, acupunctura, apoio psicológico, Academia Musical Sénior com aulas de guitarra e viola, o Grupo de Teatro BA Senior e palestras e acções de formação, além de actividades no exterior.

> Combate ao desemprego

Graça apoia empreendedorismo

A

Junta de Freguesia da Graça está desenvolver acções de esclarecimento e estímulo subordinadas ao tema “Como desenvolver o seu próprio negócio”. Esta iniciativa é enquadrada em políticas de dinamização que a Junta da Graça organiza, designadamente acções formativas para dotar a população de informação relevante, favorecer a troca de experiências e aumentar a rede de contactos das pessoas que se encontram desempregadas ou à procura de melhores condições de trabalho. Entretanto, teve lugar uma reunião entre a Junta da Graça e a Direção do Centro Educativo da Bela Vista, com o objectivo de serem definidas soluções e propostas para uma participação mais activa e maior envolvimento dos jovens com a vida da comunidade da Graça.No plano da requalificação, teve inicio a recuperação dos passeios da Rua Voz do Operário. No que se refere ao apoio a sectores da população com mais necessidade de apoio, a Junta da Graça organizou, mais uma vez, um posto de recepção de declarações de IRS, com funcionamento duas vezes por semana.

Campo Grande Páscoa “reciclada” Este ano a Junta do Campo Grande tomou a iniciativa de celebrar a Páscoa no Jardim de Infância da autarquia sensibilizando e ensinando para a necessidade da reciclagem. Assim, todos os trabalhos das crianças que frequentam aquele equipamento, foram realizados com material reciclado e de desperdício. Os meninos realizaram um trabalho no âmbito das expressões, com caixas de ovos vazias e papel reciclado, em que construíram um coelho da Páscoa, símbolo de fertilidade, assim como os ovos de Páscoa. Por outro lado, a Junta do Campo Grande apoiou as crianças da Escola do Ensino Básico “Coruchéus”, na deslocação à Casa Fernando Pessoa no âmbito do programa “Pequenos Pessoas.

A

Junta de Freguesia do Alto do Pina está a adaptar a sua estrutura funcional e organizacional à nova estrutura autárquica, definida pela reforma da divisão político-administrativa de Lisboa. Assim, o executivo da Freguesia do Alto do Pina quer, de acordo com o seu presidente Fernando Braamcamp, “desenvolver e preparar” a autarquia para a “nova realidade da Freguesia do Areeiro”. Para isso, refere o autarca e recandidato à nova Freguesia, o executivo do Alto do Pina está a remodelar a sua orgânica, criando, na zona desta extinta Freguesia, “um pólo de serviços, quer administrativos, quer de atendimento ao público, como acção social, posto clínico e outros”. Por outro lado, Fernando Braamcamp pretende que no actual espaço físico do Alto do Pina existam espaço para aí poderem instalar e funcionar os novos serviços que terão de ser prestados no âmbito do alargamento de competências das novas Freguesias. O autarca sublinha que “foi intenção do executivo do Alto do Pina, independentemente de quem venha a ganhar as eleições, bem como da escolha da futura sede, deixar a agora extinta Freguesia do Alto do Pina com o equipamento necessário para fazer face as necessidades da população.”

> São João de Brito Maio com coisas da alma

A

Freguesia de São João de Brito tem um mês de Maio dedicado verdadeiramente às coisas da alma. Dia 13, a palestra sobre “Portugal Católico”, debruça-se sobre “Fátima e a Fé em tempos de crise”, para no dia seguinte se realizar uma visita á Igreja de São Julião e, depois, um passeio pela linda praça do Terreiro do Paço. Dia 18 há “Passeio Mistério” e dia 20 “a Eterna Beleza da Música” vai tocar trechos de Bizet, Mozart e Verdi, entre outros. A 22, realiza-se a visita à exposição de artes e artesanato, no Hotel Roma, enquanto dois dias depois a “Casa da Cerca”, em Almada, recebe os residentes de São João de Brito. A dia 27, fala-se da “Pintura antes da Fotografia” e, a fechar o mês, há um passeio à Tapada das necessidades.

MEDICINA DO TRABALHO E ASSISTÊNCIA MÉDICA DOMICILIÁRIA 1 2


Edição de Maio do Jornal de Lisboa