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ANTÓNIO CARLOS MONTEIRO ANTÓNIO PRÔA RUI PAULO FIGUEIREDO PÁGS.04/O5

A NOSSA BANCADA DE OPINIÃO PÁGS. 10/11

Nº57 - OUTUBRO12 - ANO V JORNAL MENSAL DE DISTRIBUIÇÃO GRATUITA jornaldelisboa@gmail.com

> Ex-comandante da Autoridade Nacional de Protecção Civil

A Gebalis contratou o ex-comandante da Autoridade Nacional de Protecção Civil que está acusado pelo Ministério Público dos crimes de peculato e falsificação de documentos. Para a empresa municipal, “interessa-nos o serviço, o trabalho”. Helena Roseta ignorava contratação.

DESTAQUE | PÁG. 04

As Novas Freguesias de Lisboa

Até Setembro do próximo ano o Jornal de Lisboa vai dar a conhecer a “alma” das novas autarquias, com informação histórica, evolução de resultados eleitorais e tendência política. Nesta edição, Ajuda e Alcântara. Especial Novas Freguesias | PÁGS.02/03

> Entrevista a Fernando Braamcamp | PÁG.06 Eleições autárquicas serão “um terramoto para o PSD”

> Eleições até ao fim do ano | PÁG.05 PSD cria três núcleos residenciais

> São João de Deus | PÁG.07 Freguesia promove inserção profissional

“Com a reforma administrativa, não direi que é uma catástrofe, mas ficará perto de um terramoto para o PSD”. É assim que o presidente do Alto do Pina sintetiza o resultado das autárquicas do próximo ano.

Os social-democratas aprovaram a constituição de três núcleos residenciais. As eleições realizam-se até ao fim do ano. Já há quem queira assegurar “um lugar ao sol” nas eleições do próximo ano.

Promover a empregabilidade e apoiar os desempregados a regressarem ao mercado de trabalho é o objectivo do Gabinete de Inserção Profissional criado pela Junta de São João de Deus.


Projecção de voto para a Assembleia da República Análise Evolutiva Fonte: Barómetro Político Marktest

FREGUESIA DA AJUDA

> História

Ajuda aristocrática e proletária A nova Freguesia da Ajuda mantém o seu carácter popular,

de Abril de 1974, com os socialistas e, mais tarde, o PCP a dominarem as eleições autárquicas, conquistando a liderança da Freguesia. As referências mais antigas ao “Sítio da Ajuda” datam de 1550, a propósito de uma pequena ermida em honra de Nossa Senhora da Ajuda, tornando-se igreja paroquial no ano seguinte. Esta paróquia estendia-se desde Alcântara até Algés. Com a reforma administrativa de 1852, a Ajuda saiu do concelho de Belém, foi integrada no concelho de Lisboa como Freguesia autónoma. Depois do primeiro arranque urbanístico, no século XVIII, com a instalação da Família Real na zona e a construção do Palácio da Ajuda, o século XX aportou um novo período de desenvolvimento urbano, com a construção do Bairro Social da Ajuda-Boa-Hora, projecto da 1ª República concluído em 1930. Posteriormente, foram construídos os bairros sociais do Alto da Ajuda, do Caramão da Ajuda, do Casalinho da Ajuda e 2 de Maio, que acolheu a população que trabalhava na zona fabril de Alcântara.

depois de ter nascido nos braços da realeza.

O

s séculos XVIII e XX são datas que marcam a vida da Freguesia da Ajuda. Primeiro, com a instalação da realeza, depois com a construção de bairros sociais que moldaram a autarquia. A Ajuda é uma das Freguesias mais antigas do “termo de Lisboa”, que conseguiu manter uma identidade própria ao longo de mais de 200 anos, coexistindo o núcleo mais antigo ao longo da Calçada da Ajuda e na zona envolvente do Palácio da Ajuda, rica em património histórico, e os bairros sociais de arquitectura padronizada e de forte vivência popular. Uma influência, aliás, que determinou a sua evolução sociopolítica depois do 25

Ajuda 80

Presidente António Videira (PS) Mandatos PS 5; PCP-PEV 4; PSD 3; BE 1 Eleitores 5.183 (DGAI – Legislativas 2011) Área 315 hectares

0 - 14 anos

50 40 30 20 10 0

1976

1979

1982

1985

1989

1993

1997

2001

2005

2009

1976

1979

1982

1985

1989

1993

1997

2001

2005

2009

39,73 9,33 9,11 30,79

25,69 31,36

29,46 25,83

27,05

61,23 30,16

68,77 22,86 4,9

67,82 26,91

56,78 29,86 6,05

35,62 23,77

37,87

40,57

30,52 21,99 7,09 33,53 7,09

21,41 46,49

3,73

15 - 24 anos

25 - 64 anos

31,61 6,37

65 ou mais anos

Total

H

M

HM

H

M

HM

H

M

HM

H

M

HM

H

M

15584

7125

8459

1841

983

858

1392

670

722

7728

3674

4054

4623

1798

2825

Nível de Instrução

Básico

Nenhum

1º Ciclo

2º Ciclo

Pós-secundário

Superior

HM

H

HM

H

HM

H

HM

H

HM

H

HM

H

HM

H

2742

1141

4413

1905

1698

892

2374

1201

1927

929

270

158

2160

899

Famílias clássicas residentes segundo a dimensão Total 6982

Secundário

3º Ciclo

Edifícios

C/ 1 pessoa

C/ 2 pessoas

C/ 3pessoas

C/ 4 pessoas

C/ 5 ou + pessoas

2403

2370

1165

663

381

Total 2837

Antes de 1919

de 1919 a 1945

de 1946 a 1970

de 1971 a 1990

de 1991 a 2011

719

439

1352

205

122

Alojamentos Com água canalizada

Sem água canalizada

Com sistema de drenagem de águas residuais

Sem sistema de drenagem de águas residuais

Com instalação de duce

Sem instalação de duche

Com estacionamento

Sem estacionamento

Proprietário ou co-proprietário

Arrendamento ou subarrendamento

6890

14

6897

7

6800

104

695

6203

3195

3330

Análise de resultado eleitoral 2009 NOVA FREGUESIA

Freguesia antiga

Ajuda

Ajuda

Eleições Autárquicas 2009 Resultados para Assembleias de Freguesia PS

PSD + CDS

%

PCP

Partido Vencedor

Somatório dos resultados de 2009 de PS e de PCP

%

Diferença de votos em 2009 entre PSD+CDS e PS+PCP

População (Censos 2011)

Eleitores 2011

2952

1970

23,77

2620

PS

5572

67,23

Saldo Esquerda: 3602

15.584

15.183

0 2

Fonte: Censos 2011

População residente

PS (+PCP e outros) PSD (AD) CDS (+PSD) PCP(FEPU; APU) BE

70 60 Valores percentuais (%)

PS (+PCP e outros) PSD (AD) CDS (+PSD) PCP(FEPU; APU) BE


Índice de Expectativa Análise Evolutiva Fonte: Barómetro Político Marktest

OUTUBRO12

FREGUESIA DE ALCÂNTARA

> Vida milenar

Alcântara romana e industrial Uma ponte romana deu-lhe o nome árabe. A ribeira deu-lhe a

como pólos de agregação da população. Na segunda metade do século XVIII, Alcântara sofre uma forte industrialização, com a instalação de diversas manufacturas, e com as praias a servirem para a reparação de embarcações. A vertente industrial desta Freguesia foi, até ao terceiro quartel do século XX, uma realidade, nomeadamente no que se refere á produção de cal e tijolos. A grande alteração urbana desta Freguesia concretizou-se nos anos 60 do século passado, com a construção da actual ponte 25 de Abril, que implicou sensíveis alterações, designadamente demolições de prédios e oficinas e a construção de novas vias de acesso. Em 1959, com a última grande reforma político-administrativa de Lisboa, foram definidas as delimitações da Freguesia de Alcântara, que, com a nova divisão político-administrativa, sofrem ligeiras alterações.

faceta industrial. A ponte 25 de Abril mudou-lhe a paisagem.

E

sta zona da hoje cidade de Lisboa tem uma história milenar. A ponte que lhe deu o nome foi construída durante a ocupação romana, mas o nome –Alcântara – só mais tarde lhe foi dado pelos árabes, aquando da ocupação da Península Ibéria. Uma aponte que permitia transpor a ribeira também chamada de Alcântara – agora enterrada e encanada –, que fazia fronteira com Lisboa. A importância da ribeira, do seu vale e da ponte constituíram a receita ideal para a instalação de pedreiras e fornos de cal, quintas solarengas e terrenos de cultivo, a par de núcleos conventuais com cercas e ermidas, que funcionaram

Alcântara 80

Presidente Isabel Leal de Faria (PSD) Mandatos PSD 4; PCP 4; PS 4; BE 1 Eleitores 13.385 (DGAI – Legislativas 2011) Área 439 hectares

0 - 14 anos

50 40 30 20 10 0

1976

1979

1982

1985

1989

1993

1997

2001

2005

2009

1976

1979

1982

1985

1989

1993

1997

2001

2005

2009

37,69 11,45 13,35 29,89

23,58 38,83

28,3 33,99

17,82 36,45

58,8 34,81

64,46 25,49 6,47

63,54 32,12

53,21 32,45 6,32

29,18 30,82

33,57

34,24

41,92

24,61 27,7 3,96 31,39 7,69

4,59

15 - 24 anos

25 - 64 anos

29,84 7,35

65 ou mais anos

Total

H

M

HM

H

M

HM

H

M

HM

H

M

HM

H

M

13943

6255

7688

1630

835

795

1134

582

552

7165

3331

3834

4014

1507

2507

Nível de Instrução

Básico

Nenhum

1º Ciclo

2º Ciclo

Pós-secundário

Superior

HM

H

HM

H

HM

H

HM

H

HM

H

HM

H

HM

H

2073

837

3108

1281

1275

679

2075

990

1927

920

302

165

3183

1383

Famílias clássicas residentes segundo a dimensão Total 6592

Secundário

3º Ciclo

Edifícios

C/ 1 pessoa

C/ 2 pessoas

C/ 3pessoas

C/ 4 pessoas

C/ 5 ou + pessoas

2475

2280

1028

563

246

Total 1659

Antes de 1919

de 1919 a 1945

de 1946 a 1970

de 1971 a 1990

de 1991 a 2011

532

340

543

138

106

Alojamentos Com água canalizada

Sem água canalizada

Com sistema de drenagem de águas residuais

Sem sistema de drenagem de águas residuais

Com instalação de duce

Sem instalação de duche

Com estacionamento

Sem estacionamento

Proprietário ou co-proprietário

Arrendamento ou subarrendamento

6521

5

6523

3

6420

106

883

5629

2773

3375

Análise de resultado eleitoral 2009 NOVA FREGUESIA

Freguesia antiga

Alcântara

Alcântara

Eleições Autárquicas 2009 Resultados para Assembleias de Freguesia PS

PSD + CDS

%

PCP

Partido Vencedor

Somatório dos resultados de 2009 de PS e de PCP

%

Diferença de votos em 2009 entre PSD+CDS e PS+PCP

População (Censos 2011)

Eleitores 2011

2140

2260

30,82

2188

PSD+CDS

4328

59,02

Saldo Esquerda: 2068

13.385

13.926

0 3

Fonte: Censos 2011

População residente

PS (+PCP e outros) PSD (AD) CDS (+PSD) PCP(FEPU; APU) BE

70 60 Valores percentuais (%)

PS (+PCP e outros) PSD (AD) CDS (+PSD) PCP(FEPU; APU) BE


> São Domingos e Campolide

Recolha selectiva de lixo

As Freguesias de Campolide e de São Domingos de Benfica já têm recolha selectiva de papel e embalagens às quartas-feiras. A recolha dos resíduos indiferenciados é às terças, quintas e sábados e as embalagens às segundas, sextas e sábados. O vidro continua a ser depositado nos vidrões que permanecem na via pública.

> Ex-comandante da Autoridade Nacional de Protecção Civil

Gebalis contrata acusado de peculato A Gebalis contratou um consultor acusado dos crimes de peculato e falsificação de documentos. A vereadora Helena Roseta desconhecia a decisão da administração.

A

empresa municipal Gebalis, que tem a responsabilidade de gestão dos bairros sociais de Lisboa, contratou um consultor de segurança que está acusado pelo Ministério Público dos crimes de peculato e de falsificação de documentos, confirmou ao Jornal de Lisboa o presidente daquela empresa Luís Natal Marques. De acordo com o presidente da Gebalis, a empresa tem necessidade em especialistas em matérias de segurança e de higiene. Por isso, refere Natal Marques é um “contrato para que ele nos ajude a resolver uma série de problemas, como incêndios em habitações, dar formação a moradores em segurança e para a elaboração de planos contingência”. Segundo Luís Natal Marques, Paulo Gil Martins, ex-presidente da Autoridade Nacional de Protecção Civil, está ao serviço desde o início do mês de Setembro, tendo o responsável pela administração da empresa frisado o curriculum e as reconhecidas competências do consultor agora contratado. Porque, salienta “a nós, interessa-nos o serviço, o trabalho”. Em nota enviada posteriormente, por e-mail ao Jornal de Lisboa, Natal Marques fez questão de sublinhar que “todos os procedimentos legais de contratação foram escrupulosamente verificados e garantidos.” Confrontado com a acusação do Ministério Público de peculato e falsificação de documentos, como aliás foi notícia divulgada generalizadamente pela Comunicação Social, Natal Marques pergunta, em jeito de resposta: “Houve algum julgamento do homem? Há alguma coisa que lhe pese no curriculum?” Natal Marques afirmou que a contratação do ex-comandante da Autoridade Nacional de Protecção Civil foi por ajuste directo e nega peremptoriamente qualquer relação de amizade com Paulo Gil Martins. Aliás, o presidente do conselho de administração a Gebalis asseverou ao Jornal de Lisboa que “se [Paulo Gil Martins]

fosse meu amigo, era um impedimento para ser colaborador da Gebalis”. Por último, Natal Marques afirmou que “penso que a vereadora [Helena Roseta] foi informada da contratação”. A acusação do Ministério Público a Paulo Gil Martins, divulgada em Fevereiro deste ano, é a conclusão do inquérito que se iniciou ainda em 2010. Na segunda quinzena de Novembro de 2010, a Polícia Judiciária efectuou buscas à casa de Paulo Gil Martins no âmbito de um inquérito ao desvio de 100 mil euros, entre 2007 e 2008. De acordo com o Jornal i [http://www1.ionline.pt/conteudo/92126-proteccao-civil-buscas-em-casa-gil-martins-apreendem-dois-ratos-computador-e-um-ipod], o alegado desvio terá sido efectuado “através de um esquema que consistia no aumento do número de pessoas que prestavam serviço na sala do comando nacional durante a época de incêndios, nos mapas mensais de remunerações. A direcção financeira da associação transferia o pagamento para uma corporação de bombeiros e esta, após pagar o pessoal que efectivamente tinha prestado serviço na sala de comando, entregava o resto ao comandante operacional.” Em Fevereiro do ano corrente, Ministério Público proferiu despacho de acusação contra Paulo Gil Martins, imputando-lhe crime de peculato e de falsificação de documentos, e deduziu um pedido de indemnização civil no valor de cerca de 116 mil euros, como então divulgou a Comunicação Social. Entretanto, Gil Martins foi suspenso das funções de comandante operacional nacional da ANPC por decisão do antigo ministro da Administração Interna, Rui Pereira, em Março do ano passado, tendo abandonado o cargo, a seu pedido, em Junho de 2011. O ex-comandante operacional da ANPC ficou ainda “suspenso de exercício de funções públicas ou de outras entidades que impliquem a gestão discricionária de dinheiros públicos”, de acordo com informação que, na altura, foi divulgada, nomeadamente, no Diário de Notícias [http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior. aspx?content_id=2331437]. A Vereadora da Habitação, Helena Roseta, soube da contratação pelo Jornal de Lisboa. E sublinha que “não é uma contratação da Câmara”. O Jornal de Lisboa tentou contactar com Paulo Gil Martins até ao fecho da presente edição, sem sucesso.

Este Governo: até quando? O recente anúncio de mais medidas de austeridade e a reprovação colossal que estas mereceram por parte de todos os quadrantes da vida portuguesa culminaram com o anúncio da retirada do aumento da taxa social única no último Conselho de Estado. Do ponto de vista da gestão política de um Governo, a impreparação foi tão óbvia, que assistimos à debandada geral, até daqueles que sempre estiveram mais próximos do Primeiro Ministro. Pedro Passos Coelho e Paulo Portas revelaram-se especialmente perigosos para quem tem responsabilidade política e institucional na condução deste Governo. Por um lado, o Primeiro Ministro demonstrou que não tem a preparação técnica, a maturidade política e o sentido de Estado necessários para ocupar o cargo que ocupa. Desbaratou com uma declaração a roçar o amadorismo, todo o esforço de unidade nacional, que conseguiu em torno da necessidade de cumprir o acordado com a troika. Pior que a forma dessa declaração, foi o seu conteúdo. Pelo seu significado ideológico, pelo desprezo inadmissível e indisfarçável que demonstrou por todos aqueles que trabalham. Mais uma vez, e ao contrário de tudo aquilo que disse antes de ser eleito, ao invés de cortar na despesa, mais uma vez procurou na receita, e no garrote fiscal, a solução para sustentar uma politica que surpreende a própria troika, por ser mais troikista do que esta, exigindo aos portugueses sacrifícios muito para além do admissível. Por outro lado, Paulo Portas que muitos dizem ter sete vidas enquanto político, mostrou também

0 4

possuir duas caras. Ao mesmo tempo que os Ministros do CDS davam o aval para o aumento da TSU, Paulo Portas deu a entender uma aparente discordância com Passos Coelho, tendo como única preocupação a repercussão que poderia vir a ter na sua base eleitoral. Numa altura em que a coesão e determinação deveriam caracterizar o Governo que dirige Portugal numa crise profunda, estamos perante um Governo preso por arames, sem rumo, sem líder e sem estratégia. Perante um falhanço tão grande da política económica atualmente em vigor, e perante a inutilidade dos modelos financeiros de Vítor Gaspar, é exigida humildade suficiente para gerar novas plataformas de diálogo que permitissem voltar a sentar à mesa o Governo e todos aqueles que neste momento lhe voltaram as costas: os portugueses. Infelizmente, este é o PSD e o CDS a que os portugueses estão habituados. Quando era necessário incentivar o crescimento económico e aumentar a coesão e confiança dos portugueses, deparamo-nos com um cenário palco de ajustes de contas, jogos partidários e privatizações lesivas do nosso património. Até quando? Como os portugueses demonstraram no dia 15 de Setembro, quando saíram à rua de uma forma histórica, a tolerância para com este Governo diminuiu drasticamente. Esperemos não ter que saber, através do sentimento que brota das ruas, até que ponto. O Governo tem que mudar de atitude e de política. Se assim não for, os portugueses exigirão uma alternativa. Têm razão: não foram eles que falharam. Foi o Governo que falhou e os desiludiu. Rui Paulo Figueiredo Presidente da Concelhia do PS de Lisboa


> Criação de núcleos residenciais

> PSD: Corrida às Juntas

Concelhia “dá” PSD a autarca A comissão política laranja da capital “deu” literalmente a estrutura do PSD de Lisboa ao ainda presidente da Junta de Freguesia de São Domingos de Benfica. Porque aceitou criar o mega-núcleo ocidental.

A

comissão política concelhia do PSD de Lisboa aprovou a criação de três núcleos residenciais para a sua estrutura da capital, aceitando criar um mega núcleo que, na prática, entrega de bandeja a estrutura social-democrata da capital nas mãos do ainda presidente da Junta de Freguesia de São Domingos de Benfica. A estrutura agora aprovada divide a cidade em três núcleos: Oriental, Central e Ocidental. O primeiro integra as futuras novas Freguesias de Parque das Nações, Olivais, Santa Clara, Marvila, Beato, Penha de França, São Vicente de Fora e Areeiro. Por seu lado, o Núcleo Central abrange as novas autarquias de Campo de Ourique, Estrela, Santo António, Misericórdia, Santa Maria Maior, Alcântara, Ajuda e Belém.

Finalmente, o Núcleo Ocidental integra as novas Freguesia de Lumiar, Benfica, São Domingos de Benfica, Carnide, Campolide, Avenidas Novas, Campo Grande e Arroios. Daqui resulta que Rodrigo Silva, ex-presidente da antiga secção A do PSD de Lisboa que, alegadamente, controla cerca de 500 votos tem a vitória praticamente garantida nas eleições para a comissão política do núcleo oriental, passando assim ele – ou alguém por ele – a controlar a maior parte das mais populosas Freguesias de Lisboa. Fontes do PSD frisam a polémica interna com o facto de Rodrigo Gonçalves ser arguido e acusado em vários processos-crime e alvo de inquéritos-crime, como tem sido divulgado pela Comunicação Social. As eleições para os núcleos residências realizam-se até ao fim do ano.

Freguesias “seguras” tentam dirigentes

A

pesar de as eleições autárquicas se realizarem apenas dentro de um ano, o PSD/Lisboa já deu o tiro de partida para escolher candidatos. Aliás, quem tomou a iniciativa foi o próprio líder concelhio, que exigiu que os membros da comissão política sejam candidatos a Juntas. Em qualquer caso, a animação social-democrata é uma realidade, com alguns autarcas e dirigentes a forçarem o processo porque, segundo as nossas fontes, pretendem garantir uma candidatura a uma Junta considerada “segura”, leia-se uma autarquia em que o PSD tenha possibilidade de ganhar as eleições. Neste contexto, tem sido muito comentada nos bastidores laranjas a ambição de Rodrigo Gonçalves Silva em ser candidato à Junta de Freguesia da nova autarquia das Avenidas Novas ou ao Campo Grande, que passa a integrar o núcleo oriental do PSD, que aquele ainda autarca tem ambições de liderar ou controlar. No núcleo central, a futura Freguesia da Estrela tem como candidato assegurado, de acordo com as nossas fontes, Luís Newton Parreira, que já foi autarca na precedente Lapa. De acordo com as nossas fontes, ao avançar para a Junta da Estrela Luís Parreira resolve vários problemas: “obedece à exigência de Mauro Xavier”, que obriga os membros da comissão política a candidatar-se, garante “a candidatura a uma Junta em que o PSD tem boas possibilidades de ganhar” e consegue “impedir a candidatura do actual presidente” que Parreira já não queria que avançasse em 2009.

O Marquês

Baixa estrangulada?

Ficámos a saber antes das férias de Verão que o Dr. António Costa acha que pode ser tudo menos guarda-redes do Benfica. No entanto, esqueceu-se foi de dizer que não tinha jeito para rotundas, principalmente a do Marquês. A trapalhada começou quando não deu conhecimento à Câmara dos estudos que serviram de base à intervenção, o resultado da consulta pública ficou no segredo dos deuses e avançou para a obra, sem que a oposição tivesse conhecimento de qual era a versão final que ia para o terreno. Depois de gastar 750 mil euros, percebeu-se que se tinha esquecido dos sumidouros para as águas pluviais, porque um senhor de idade, com a quarta classe, chamou à atenção o Presidente da Câmara e os serviços. O primeiro dia de funcionamento da rotunda do Marquês foi um caos, se foi intencional, ou não, não sei. A verdade é que todos passámos a evitar, a partir desse dia, uma rotunda que até funcionava bem. Depois do primeiro dia, a confusão passou para a Av. da Liberdade, que está intransitável, e para outras vias, como a rua da Escola Politécnica. Ficámos com uma rotunda que só consegue funcionar com o trânsito de Domingo, pelo que a opção foi estrangularem as vias de acesso sem medir o impacto no resto da cidade. A ironia de tudo isto é que o homem que tem vocação para tudo, menos guarda-redes do Benfica, que quer ser secretário-geral do PS, mimetizou os piores defeitos do autarcas portugueses, que acham que embelezar as suas cidades e resolver os problemas de trânsito é fazer rotundas… Fiquei esclarecido quanto ao Dr. António Costa. Era bom que os portugueses e os lisboetas se esclarecessem também. António Carlos Monteiro Vereador do CDS-PP na CML

Foi durante o mandato de Pedro Santana Lopes à frente da Câmara Municipal de Lisboa que a Baixa foi abordada de forma sistemática e com um desígnio. Neste período foi preparado o essencial da candidatura da Baixa a património da humanidade. Na sequencia do projecto de candidatura da Baixa ao reconhecimento da UNESCO, já no mandato de Carmona Rodrigues e pela mão da vereadora Maria José Nogueira Pinto, é elaborado o Plano de Revitalização da Baixa-Chiado que dá corpo a esse projecto com um ambicioso programa de recuperação do coração de Lisboa. Mais recentemente, em 2010, o vereador Manuel Salgado (que tinha colaborado com o plano de Maria José Nogueira Pinto) apresenta e faz aprovar o Plano de Salvaguarda da Baixa Pombalina. No entanto, continua a assistir-se à decadência do centro da capital. O comércio – ex-libris da Baixa –, salvo honrosas excepções, está decrépito. Há muito que os escritórios, bancos e repartições públicas abandonaram escolheram outras localizações. Os habitantes são escassos e em alojamentos degradados. E o qual a acção da Câmara Municipal de Lisboa? Primeiro dificultou a circulação automóvel na zona ribeirinha inibindo o seu acesso à Baixa. Agora, do lado oposto – na Avenida da Liberdade – repete a receita, dificultando também o acesso automóvel à Baixa. Assiste-se ao insólito de haver milhares de lugares de estacionamento para automóveis (alguns de construção recente e outros planeados para construção) e de ser quase impossível lá chegar. O automóvel com meio de apoio ao comércio e restauração da Baixa é importante para contrariar a sua decadência e como instrumento de promoção da competitividade com outras zonas comerciais da cidade. Diferente é o abusivo e prejudicial trânsito de atravessamento da Baixa. É esse equilíbrio que falta encontrar. É esse meio termo que a Câmara parece ignorar. Mas a Baixa precisa de mais. Primeiro, de uma estratégia de revitalização, depois de empenho e, sobretudo, de equilíbrio e bom senso na intervenção. Uma coisa é certa: A Baixa não pode ser estrangulada. António Prôa Presidente do Grupo Municipal do PSD

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“Estamos num ciclo eleitoral desvantajoso. A história eleitoral demonstra que, quando se pretende enviar um aviso sério ao Governo, utiliza-se as eleições autárquicas”

> Fernando Braamcamp, presidente da Junta de Freguesia do Alto do Pina

Autárquicas são “terramoto” “Com a reforma administrativa, não direi que é uma catástrofe, mas ficará perto de um terramoto para o PSD”. A frase é do presidente do Alto do Pina.

O

que lhe resta para fazer neste ano? Dos meus objectivos eleitorais, estou a acabar a renovação do edifício da sede da Junta de Freguesia e gostaria de deixar uma creche para a Freguesia. A creche é um assunto mais complicado porque, além do imóvel, que a Câmara não faculta, põe-se também uma questão logística, que passa por encontrar um parceiro institucional, que poderia ser a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. Temos, na Freguesia, défice de dois equipamentos de apoio a crianças e às famílias: precisamos de uma creche e de um jardim-de-infância, quer de acordo com estudos da Santa Casa, como da Câmara de Lisboa. O António Costa já me garantiu que iria fazê-los. Mas não faz. Há ainda tempo útil para fazer um destes equipamentos neste mandato? Tenho muitas dúvidas. Dos objectivos que me propus na campanha, só me falta este: o parque de estacionamento foi feito, o centro de dia foi feito, a dignificação dos serviços administrativos da Junta está em conclusão, o posto clínico vai ser melhorado. Foram compromissos que estão cumpridos. Para além da creche, quais são ainda as necessidades desta Freguesia? As necessidades passam pela higiene urbana, pelo melhoramento das vias e pela qualidade de vida dos fregueses. Os nossos jardins, estão a ser bem tratados, mas falta-

-lhes o apontamento que proporcione saber bem viver no Alto do Pina. Para nós, a qualidade de vida depende do espaço que nos rodeia. E o Alto do Pina, como é regra na cidade, em matéria de higiene urbana é esquecido, em matéria de arranjos é ignorado… Esquecido por quem? Fundamentalmente pela Câmara de Lisboa. Dou-lhe um exemplo. Tivemos um problema com as ervas… Não lembra a ninguém que as ervas cresçam até um metro de altura, e a Junta é que tem de andar a pôr herbicida por conta da Câmara…

deveria ser o fundamento. O que entendo é que as Freguesias deveriam ter mais meios para intervirem no seu espaço geográfico, o que certamente melhorava a cidade. Gostava de ser candidato à nova Junta de Freguesia do Areeiro? Claro que gostava de continuar este trabalho. Tenho algumas ideias para uma futura Freguesia do Areeiro. Estarei disposto se o partido entender que sou o candidato com melhores qualidades. Do ponto de vista prático, far-lhe-ia falta uma coligação com o CDS? Não me faz falta coligações. Faz-me falta bons elementos.

Essa questão leva-nos para outra: a reforma administrativa. Concorda com o novo modelo de divisão político-administrativa de Lisboa? Não estou contra a reforma administrativa. Tenho algum receio dos resultados da reforma administrativa. Deveríamos fazer uma experiência piloto, juntando, em associação, algumas freguesias, por exemplo as da Baixa, para criarem sinergias e poderem desenvolver um trabalho melhor na respectiva área geográfica. Por outro lado, esta reforma define como modelo ideal uma freguesia com cerca de 20 mil eleitores. Então, porque não divide as Freguesias com cerca de 40 mil eleitores, como Olivais, São Domingos de Benfica ou Benfica?

Que expectativa tem para os resultados das eleições autárquicas do próximo ano em Lisboa? Com a reforma administrativa, não direi que é uma catástrofe, mas ficará perto de um terramoto para o PSD. Estamos num ciclo eleitoral desvantajoso. A história eleitoral demonstra que, quando se pretende enviar um aviso sério ao Governo, utiliza-se as eleições autárquicas ou para o Parlamento Europeu para – como se costuma dizer – mostrar um cartão amarelo ao Governo. É o que vai acontecer nas autárquicas, não para punir os autarcas, mas para punir o Governo. As autárquicas serão a primeira eleição que o povo pode utilizar para castigar e mandar um aviso ao Governo.

Concorda com a fusão das Freguesias do Alto do Pina e de São João de Deus? Juntar por juntar, porque matematicamente se entende que as autarquias devem ter 20 mil eleitores, não

Isso significa o PSD ficar com quantas Juntas de Freguesia? Das 24, com muita sorte, muita sorte… vamos perder a maioria que detínhamos.

Almoce connosco

A H N I Z CO A CASEIRBOR

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A S M O B O A PORTUGUÊS

SOPA PRATO DO DIA BEBIDA SOBREMESA

Estamos no Centro Social Laura Alves Confiança ● Simpatia

Calçada do Moinho de Vento, nº 1-D (Junto à Junta de Freguesia de São José) 969018803 - 938107855 - 9166223344

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> Carpintaria de São Lázaro

Espaço cultural a concurso

A Câmara de Lisboa abriu um concurso internacional para a concessão do edifício da antiga Carpintaria de São Lázaro, para instalação de um espaço dedicado à cultura no centro da cidade. As candidaturas estão abertas até 10 de Outubro (http://www. bizgov.pt).

> Penha de França

Jazz na praça

A Junta de Freguesia da Penha de França está a organizar a II edição do “Jazz na Praça”, cujo calendário vai até ao próximo dia 12 de Outubro, com concertos na Praça Paiva Couceiro. Guitolão e Budda Power Blues animam Outubro na aquela autarquia.

> São João de Deus

Freguesia promove inserção profissional Promover a empregabilidade e apoiar a reinserção no mercado de trabalho é o objectivo do Gabinete de Inserção Profissional criado por São João de Deus.

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poiar os residentes com mais carências, designadamente os desempregados, a enfrentarem e a ultrapassarem as dificuldades económicas e de empregabilidade são alguns dos fundamentos para a Junta de Freguesia de São João de Deus ter criado o Gabinete de Inserção Profissional (GIP). A aposta do executivo desta autarquia tem ainda em consideração as dificuldades existentes actualmente no acesso ao mercado de trabalho, como consequência da crise económica e financeira que varre o país. O GIP é um serviço concebido e implementado para apoiar jovens e adultos desempregados na definição ou desenvolvimento do seu percurso de inserção ou reinserção no mercado de trabalho, em estreita coo-

peração com o Centro de Emprego das Picoas. Este gabinete desenvolve diversas actividades, de entre as quais se destacam o apoio à procura activa de emprego, através de divulgação e pesquisa de ofertas, da elaboração de curricula vitae e preparação de entrevistas. Por outro lado, o GIP procede ainda ao encaminhamento para formação profissional, apoiando as empresas com informação sobre as medidas de apoio à contratação, captação de ofertas de emprego, divulgação das ofertas de emprego junto da população desempregada e triagem e encaminhamento de candidatos.

No âmbito do GIP, a autarquia celebrou um protocolo com uma empresa de formação profissional certificada pela Direcção-Geral do Emprego e das Relações do Trabalho, que consiste na realização de acções de formação Profissional Financiada, sem custos para os desempregados, que contribuem para melhorar a empregabilidade dos utentes do GIP. Por outro lado, está em elaboração um sítio do Gabinete de Inserção Profissional para complementar as actividades daquele gabinete, e que tem como principais objectivos disponibilizar a todos informações sobre políticas activas de emprego e empreendedorismo, formação profissional, procura activa de emprego, ofertas de emprego. A par daquelas iniciativas, a Junta de São João de Deus está a criar o banco de candidatos a emprego do GIP, recolhendo as informações dos utentes, quando se inscrevem no GIP, com base nas entrevistas de inscrição, aglutinando o maior número de elementos possíveis sobre os candidatos, por forma a poder caracterizar-se correctamente o perfil profissional. O GIP proporciona ainda, através da iniciativa “iflexi webcv”, a possibilidade de os seus utentes do GIP criarem um site pessoal de forma gratuita, podendo enriquecer o currículo com vídeo CV, imagens, documentos, etc., chamando a atenção das empresas e dos recrutadores, o que aumenta as probabilidades de empregabilidade.

> Freguesia dos Anjos

Outono animado

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executivo da Junta dos Anjos tem um calendário de eventos que pretende animar o Outono naquela autarquia. Assim, em parceria com o Clube Recreativo dos Anjos, vão realizar-se diversas actividades para a população mais velha da Freguesia. Deste programa constam matiné dançante, o “BailAnjos”, que irá proporcionar várias tardes de alegria na companhia de boa música acompanhado de lanche. Por outro lado, as noites de fados, com caldo ver-

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de e chouriço também estão agendadas, além de uma noite dedicada aos jovens, com actividades direccionadas àquela faixa etária. Entretanto, Setembro foi o mês da praia-campo sénior que decorreu de 3 a 7, cm manhãs na praia do Tamariz e tardes dedicadas a diversas acções de lazer e cultura. Para os mais novos, a Junta dos Anjos proporcionou a experiência única de dois dias radicais, no Campo Jovem, em Tomar, onde praticaram actividades radicais, como escalada, slide, canoagem, entre outras.


> Orçamento participativo

Votações até ao fim de Outubro

Até 31 de Outubro, os cidadãos de Lisboa podem votar nos projetos que querem concretizar na cidade, com a verba de 2,5 milhões de euros da 5.ª edição do Orçamento Participativo de Lisboa. A listagem dos 231 projetos a votação está disponível no Portal da Participação da Câmara - www.lisboaparticipa.pt

OUTUBRO12 A Palavra de Deus

Caminho da Paz Assim diz o Deus dos Exércitos: Por este meio se expiará a culpa de Portugal: quando tirardes o pecado diante de mim, quando fizeres todas as pedras do altar como pedras de cal que foram pulverizadas, de modo que se derrubarão os cultos idólatras e os pedestais incensários, e se deixardes de amar Mamom, e não esconderdes o olhar da vossa própria carne, então, se o fizerdes, farei paz convosco, e terá de acontecer, naquele dia, que repreenderei o Devorador entre vós, e ainda o Destruidor de entre vós. E naquele dia, terá de acontecer que o SENHOR DEUS voltará a sua atenção, novamente, para o Leviatã, a Besta que sobe do mar, o grande monstro marinho que há no mar, e o trespassará para vós. E naquele dia terá de acontecer que se tocará uma grande buzina e os que estiverem perecendo no pasto abominável e os que estiverem dispersos nas terras da idolatria, a Síria e o Egipto, certamente chegarão e se curvarão diante de DEUS no seu santo monte. E vossos filhos dispersos, que se afastaram de vós, fugindo do pecado, certamente retornarão com alegria, trazendo para vós óleo de unção novo. E nos dias vindouros, esta terra lançará raízes, produzirá flores e realmente florescerá, e eles simplesmente encherão de frutos a superfície do solo produtivo. E a pastagem deixará de estar só e abandonada qual ermo, e as ovelhas sem seu pastor. E as apascentarei, pois ainda que seus pastores tenham sido como lobos disfarçados e lhes tenham tirado a carne e a pele, as encherei de novo, com o fôlego do meu Espírito Santo, e terão boas novas de alegria, pois a minha Palavra habitará nelas. E vós me sereis por Filhos, e Eu vos serei por Pai. Assim falou o SENHOR. Ismael Ferreira Membro da Assembleia Metropolitana de Lisboa do PSD

> Freguesia de Campolide

António Costa inaugurou espaço multiusos O presidente da Câmara de Lisboa presidiu à inauguração simbólica do espaço multiusos da Freguesia de Campolide. Agora, a autarquia conta com um instalações e serviços renovados para os residentes.

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ntónio Costa, presidente da Câmara de Lisboa, inaugurou uma das obras emblemáticas da Junta de Freguesia de Campolide: o espaço multiusos. Este novo equipamento, totalmente renovado, conta com um auditório renovado, biblioteca, sala de informática, posto médico, centro de estudos e Banco Alimentar. Este equipamento foi uma aposta deste executivo para dotar a autarquia de instalações mais funcionais e com melhor qualidade, que permitissem a prestação de serviços de melhor qualidade aos residentes. Depois da inauguração, com o presidente local, André Couto, António Costa percorreu os equipamentos, os serviços que ali funcionam e as novas valências das instalações. Este espaço multiuso integra o Auditório Adácio Pestana, que acolhe múltiplas iniciativas culturais promovidas pela JFC, como peças de teatro, concertos, exposições, actividades de animação com crianças ou desportivas, como as do programa de envelhecimento activo e saudável.

Funciona igualmente nestas instalações e por reivindicação antiga dos mais velhos, a Sala de Informática. Por outro lado, um dos serviços mais procurados deste equipamento é o Posto Médico da Freguesia, que oferece à população serviços médicos a um custo acessível. Devidamente registado na Entidade Reguladora da Saúde, tem especialistas em Clínica Geral e Medicina Dentária, Fisioterapia, Psicologia ou Massagem Terapêutica, entre outras, além do posto de Enfermagem. O Celeiro Solidário da Junta de Freguesia de Campolide é outro serviço instalado no espaço multiusos, com grande relevância sobretudo para os fregueses com maiores carências. O Celeiro Solidário é uma campanha permanente de captação e doação de alimentos não perecíveis, complemento do “Zero Desperdício”, bem como o Banco Alimentar da Paróquia de Santo António de Campolide, que trocou anteriores instalações degradadas e com frequentes problemas de segurança por uma sala disponibilizada pelo executivo da Freguesia, garantindo assim melhores condições para a prossecução da sua obra.

Campo Grande Verão sénior Os residentes mais idosos do Campo Grande tiveram umas férias com grande animação. O executivo da Junta do Campo Grande organizou o a acção praiacampo sénior, proporcionando aos seus moradores mais idosos idas à Praia do Tamariz, no Estoril. Este ano, A Junta do Campo Grande integrou ainda nesta acçãoos utentes que que participam no Projecto Envelhecimento Activo e Saudável. Assim, cerca de setenta pessoas, usufruíram deste programa que, para além da praia, incluiu várias visitas a museus, ao Panteão Nacional, Torre de Belém, Museu da RTP, Igreja de Santa Engrácia, entre outros, além do Jardim Zoológico. Neste caso, a Junta de Freguesia e a Administração do recinto, assinaram um Protocolo, ficando as entradas mais baratas e com direito a transporte no teleférico.

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> Santa Casa

Novos engraxadores

O projecto “Tradição Engraxadores”, iniciativa da Misericórdia de Lisboa, destina-se a reabilitar a profissão de engraxador. Depois de um período experimental, a equipa do “Tradição Engraxadores” quer levar este serviço a sedes e condomínios de empresas, para que os seu colaboradores usufruam de um serviço exclusivo e cómodo.

> Solidariedade

Junta da Lapa cria banco de livros escolares Promover o sucesso escolar e apoiar as famílias da Freguesia são

OUTUBRO12

DESAFIOS

PARA LISBOA

fundamentos do banco do livro escolar da Lapa.

Economia criativa

aposta num percurso escolar de sucesso das crianças residentes na Freguesia tem sido o objectivo das políticas desenvolvidas pela Junta da Lapa especialmente dirigidas aos jovens e às famílias residentes. Agora, o executivo da Lapa criou o banco do livro escolar, que simulta-

A recente iniciativa, em Lisboa, de abrir o comércio de rua à noite foi um sucesso. Os comerciantes gostaram porque venderam, os clientes ficaram satisfeitos porque compraram com melhor preço e sobretudo porque se divertiram. Tudo correu bem. Organização, bom ambiente, excelente marketing das empresas e da cidade e bons resultados. Lisboa dispõe de activos diferenciadores que podem constituir interessantes oportunidades de futuro e que hoje, todavia não estão suficientemente aproveitados. Em primeiro lugar a qualidade do seu território. É verdade que muitas vezes maltratada. Nos últimos tempos muito suja. As possibilidades de acrescentar valor à Av. da Liberdade, à Baixa-Chiado, ao Cais do Sodré, a Belém entre outros locais da cidade são enormes. Temos que fortalecer a economia tradicional local, com iniciativas e visões novas. Temos de encontrar novos métodos de trabalho e novos instrumentos de urbanismo e ordenamento do território. No momento em que os Governos nacionais estão a perder a capacidade para inovar e dirigir a sociedade, cabe às Autarquias e às organizações locais encontrar a melhor forma de potenciar parcerias para aumentar a competitividade económica. João Pessoa e Costa

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neamente promove o sucesso escolar e apoia as famílias, contribuindo, designadamente, para a poupança dos agregados familiares nos gastos com os materiais escolares, além de permitir a reutilização de livros escolares usados e apelar ao sentimento de conservação das crianças. Assim, a Junta de Freguesia da Lapa implementou o Banco de Livros Escolares da Lapa, tendo recebido doações de livros escolares usados, do 1º ao 12º ano de escolaridades, e emprestando-os gratuitamente a alunos que precisem deles. Os interessados na atribuição de livros escolares devem fazer o pedido na Junta de Freguesia da Lapa, mediante o preenchimento de um formulário próprio e a apresentação do cartão de aluno e da declaração do escalão de abono de família. Entretanto, no âmbito do Projeto Zero Desperdício, e tendo em consideração as necessidades das famílias com mais necessidades, a Junta de Freguesia da Lapa realizou a a campanha “Da Lapa para a Lapa” durante os dias 24, 25, 26, 27 e 28 de Setembro, recolhendo os alimentos em que se tem sentido maior falta no apoio àquelas famílias, como azeite e leite. Os bens alimentares recebidos foram doados a instituições que distribuem o apoio do Banco Alimentar Contra a Fome, na Freguesia da Lapa, e às famílias apoiadas pelo Projecto Zero Desperdício.

> Freguesia da Sé

Torneio de sueca Inter-feguesias

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s Juntas de Freguesia da Sé, do Socorro e de São José vão realizar, em Outubro, um Torneio de Sueca Inter-Freguesias. Esta actividade surge no âmbito do Programa Envelhecimento Activo e Saudável promovido pelo Departamento de Desenvolvimento Social - Divisão de Acção Social e Saúde da Câmara de Lisboa, que é concretizado por cada uma destas Juntas de Freguesia e insere-se nas comemorações do mês do idoso. Por outro lado, o executivo da Sé continua a apoiar

a sua população carenciada com alimentos provenientes do Programa Comunitário de Apoio Alimentar a Carenciados 2012, que nesta segunda fase irá auxiliar os trinta e cinco benificiários com quinze produtos: massa esparguete, massa cotovelo, pevide, açúcar, manteiga, queijo fundido, arroz, cereal de pequeno-almoço, tostas, bolacha de água e sal, atum, feijão encarnado, tomate pelado, salsichas e azeite. Produtos que serão entregues pelos serviços sociais da Junta de Freguesia.

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Bons sinais Lisboa, a Baixa, a Avenida, o Bairro Alto, tudo de portas abertas à noite. Os bares e as lojas. Este sinal que Lisboa dá de modernidade e de ajustamento às novas realidades sociais que emergem deste mundo agitado em que vivemos, e no qual se moldam as soluções para os problemas que teremos que obrigatoriamente resolver, é um sinal positivo. É uma resposta que vai ao encontro do que é hoje a vida urbana, do que são hoje alguns modos novos de viver e usufruir a cidade como espaço de habitar, de trabalhar e de cultura. A modernização que Lisboa vem tendo nos últimos tempos tem criado condições para surgirem no seu interior e nalgumas das suas áreas mais emblemáticas focos de animação urbana que devem ser apoiados e replicados. A saída da crise pela dinamização da economia e Lisboa mostra como, alguns nichos de comércio e o turismo, podem ser agentes muito ativos dessa dinamização. Um bom sinal nos tempos que correm. Leonel Fadigas


OUTUBRO12

Opção ideológica ou técnica?

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Por Luís Miguel Larcher >> Professor Universitário

e há muito tenho vindo a criticar a falta de ideologia na política portuguesa. Há opções de natureza económica e financeira que dependem das leituras ideológicas feitas da sociedade – do que deve ser, nas suas características e modo de viver -, mas se procurarmos a linha ideológica dos partidos nos seus programas, encontramos um misto de panfleto publicitário com o politicamente correcto, ou seja, um produto vendável. Daí que seja perceptível não se perceber o rumo que este governo está a dar à sociedade portuguesa, sobretudo à economia e às finanças e a sua visão do conceito de função pública. Dentro do PSD convivem social-democratas e liberais – ou neo-liberais – com visões divergentes da sociedade mas convergentes no exercício do poder. Como as eleições se fulanizaram, quando os militantes votaram em Passos Coelho ou em Rangel, ou em Ferreira Leite, Marques Mendes ou Luís Filipe Menezes, esqueceram-se de perguntar e equacionar no seu voto a visão ideológica de cada um deles. Daí que quem votou em Passos Coelho, dentro do partido ou no PSD nas legislativas, sufragou uma visão ideológica liberal. Esta foi uma opção livre, e vinculativa, dos militantes do PSD e dos portugueses. Os eixos do programa do governo e as decisões sobre a resposta a dar à crise, com os pacotes de austeridade, são lógicos. A redução da intervenção do Estado na sociedade, com a consequente redução dos seus serviços, e a opção pela iniciativa privada e a privatização do aparelho produtivo e das funções do bem comum, fazem parte da ideologia liberal ou neo-liberal. Agora, há duas questões que me bailam na mente e que perturbam esta linearidade do pensamento. Será que a socie-

dade portuguesa está preparada para viver num estado liberal, a prescindir da visão do estado como elemento comum a todos os portugueses, fonte de igualdade e referência para os serviços necessários para todos terem acesso ao bem comum? Não acredito. Nos momentos de crise, em que os interesses particulares devem ficar em segundo plano, as pessoas continuam a procurar a solução para os seus problemas, e a própria sobrevivência, no estado. Foi assim com a crise financeira, em que em todo o mundo as pessoas procuraram a solução na intervenção dos estados, é assim na actual crise europeia, em que as pessoas e as instituições querem estados que tenham força e poder para apresentarem e sustentarem soluções. E as propostas do governo para novas medidas de austeridade, foram consequência da tal visão liberal da sociedade ou tão simplesmente soluções tecnicamente exequíveis, mesmo que à custa do sacrifício exagerado e destruição da esperança e da dignidade das pessoas? Não gosto, confesso, de governantes que agem de acordo com as suas agendas de popularidade e têm medo de agir, tal como me é insuportável um governo insensível e que não tenha referências humanistas nas suas decisões. Não quero viver numa sociedade em que a minha dignidade e sobrevivência dependam da minha conta bancária, nem numa em que as agendas políticas sirvam os interesses dos partidos e não os das pessoas. Não quero uma sociedade dominada pelos arautos da desgraça, mas também não quero uma sociedade que crie leis que esqueçam o direito natural ao trabalho e a uma vida digna. Apesar de tudo, como todos os portugueses, continuo a preferir a esperança à ruptura e a acreditar que há políticos e técnicos competentes com soluções justas e alicerces do futuro.

Que limites para a Freguesia Parque das Nações?

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Por João Gonçalves Pereira >> Deputado do CDS/PP

CDS/PP, desde cedo acompanhou a luta dos habitantes e comerciantes do Parque das Nações pela criação da sua própria Freguesia, defendendo a lógica da integração em Lisboa de toda comunidade, uma vez que a mesma se encontra dividida formalmente por 2 municípios. Por pressentir que tal aspiração era desejada pela esmagadora maioria da população residente, manifestámos a nossa concordância firme, que não se ficou por meras frases de circunstância. Com a abertura da reforma administrativa da capital, defendemos um projeto de reforma mais ambiciosa e maximizada da cidade, em 9 “robustas” Freguesias, sem deixar de apoiar a causa da Freguesia do Parque das Nações, num único concelho. Face à proposta da Câmara Municipal apoiada pelo PS e PSD que foi aprovada, ser omissa em relação à parcela de território pertencente a Loures, a Concelhia de Lisboa do CDS/PP tomou as rédeas do processo, alargando a nossa proposta no Parlamento para 11 Freguesias (novas freguesias do Parque das Nações e de Telheiras). Fomos a primeira força política a defender a existência da Freguesia do Parque das Nações, que compreendia a área da Matinha até ao rio Trancão, respeitando a Zona de Intervenção da Expo 98, sem agregar territórios adjacentes como acabou por ser aprovado na Assembleia da República. A futura freguesia, agregará ao atual Parque, uma faixa de território pertencente a Stª Mª dos Olivais, alargando a fronteira poente até à Avenida Infante D. Henrique, decisão administrativa tomada sem auscultar as populações em questão. É absolutamente lamentável! Por falta de afinidade infra estrutural e nos equipamentos urbanos, e porque não dizê-lo ao nível socioeconómico, resultará uma autarquia em que conviverão realidades opostas. A nascente da linha ferroviária, teremos, um bairro recente, de reconhecida identidade comunitária própria que impediu a sua divisão, possuindo um património arquitetónico de

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referência e um nível de serviços públicos de excelência. É de destacar um inovador sistema de recolha automática e seletiva de resíduos urbanos; o florescente comércio local; assim como a média etária versus estado civil dos residentes que vem assegurando o aumento demográfico. Tal como na quantidade e tipo de estabelecimentos, apresenta crescimento sem paralelo no resto da cidade Do outro lado, temos uma zona agradável, mas um pouco descaraterizada, que compreende a oriente alguns bairros de habitação social, com uma população envelhecida, e que não têm qualquer ligação com a zona de intervenção da Expo98. Para além disso, existem dificuldades operacionais, designadamente na recolha de resíduos que implicam dois sistemas: um feito à superfície, recorrendo a veículos motorizados, e outro subterrâneo que recorre às mais modernas técnicas de recolha de resíduos. Se o bloco central insistir nesta junção, isso não deve significar que as duas parcelas de território venham a viver de costas voltadas, mas obrigará seguramente a futura Junta a desafios mais exigentes, como a duplicação de serviços para prestar uma única competência de saneamento e a encontrar em conjunto com o Ministério da Educação, solução para a crónica falta de vagas no ensino público local que se irá complicar. Paradoxalmente, Santa Maria dos Olivais, perante o erro no futuro Mapa da Cidade que lhe subtraía território a norte (a que agora a Portela entende como seu) reclamou e bem, pelo sucedido. Mas nunca se ouviu publicamente qualquer protesto de um membro dessa Junta, face à amputação da faixa territorial a nascente. Perante o impasse neste processo legislativo e existindo vontade política, seria possível reanalisar esta matéria com bom senso e de modo racional que alterasse os limites propostos. Estou convicto de que não se procederá dessa maneira, perdendo-se a derradeira oportunidade, de também no Parque das Nações se ir mais longe na reforma em curso.


OUTUBRO12

Defender o futuro de Lisboa e do País

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Por Modesto Navarro >> Deputado Municipal do PCP na Assembleia Municipal de Lisboa

presentámos recentemente na Assembleia Municipal de Lisboa uma moção contra as novas medidas de austeridade anunciadas pelo primeiro-ministro e pelo ministro das finanças do actual governo do PSD e do CDS-PP. Governo que tem à frente um primeiro-ministro cada vez mais isolado e um rapaz da escola de Chicago que fala mal a nossa língua, não entende a realidade portuguesa nem a quer entender, porque tem na cabeça o modelo que os ultraliberais americanos lá encaixaram para executar em qualquer parte do mundo. Triste sina a nossa. Cada vez mais incompetência, insensibilidade, cumprimento obtuso e determinista das orientações de quem dirige Portugal como se fosse um protectorado. Falhanço óbvio e anunciadíssimo do chamado ataque ao deficit, subida real deste para 6,6% maior contracção do aparelho produtivo e das actividades económicas, depois de tantos sacrifícios impostos. Roubo de salários, de reformas e pensões, destruição mais acentuada de pequenas e médias empresas, cortes de apoios sociais, ataque aos direitos à saúde, à educação e à habitação, entre outras medidas contra os trabalhadores, os jovens, os desempregados e os que vivem na tristeza e na miséria. Ataque às famílias e ao equilíbrio que é já de tentativa de sobrevivência, criação de condições para o aumento brutal da emigração que é, em grande maioria, de quadros qualificados e jovens que são formados com o dinheiro das famílias e do povo português e que vão trabalhar para outros países e economias. A tal dívida tornou-se grande negócio e dispara cada vez mais. O país afundase, os protestos vão desde as forças políticas consequentes aos sindicatos e às confederações empresariais. Parte destas contestam mesmo o que é proposto na taxa social, por inutilidade na criação de emprego e maior redução do consumo. Alarga-se imenso o clamor e a exigência de uma política de afirmação nacional, de necessidade de independência, de patriotismo e de dignidade. Trata-se de resistir e de lutar, porque assim não podemos continuar. Trata-se

de defender e fazer valer a Constituição da República. Face a uma realidade tão evidente, só se afunda quem quer no barranco dos incompetentes e dos servidores a todo o custo de interesses que nos são estranhos e que são inimigos da nossa independência e capacidade de avançar. A cidade de Lisboa é profundamente afectada por esta situação que se agrava e agravará ainda mais, se não for travada. Por isso se manifestou de forma impressionante nas recentes iniciativas que marcaram de forma decisiva o caminho a seguir. Os trabalhadores da função pública, de vários sectores do comércio, da restauração e das outras empresas sofrem já as consequências brutais de medidas anteriores e agora fica em risco o mínimo da sua sobrevivência. Pode preverse o encerramento de mais pequenas e médias empresas, mais desemprego e o agravamento da vida dos que já estão desempregados, dos que enfrentam enormes dificuldades no quotidiano de Lisboa. Assim, apresentámos uma moção que foi aprovada e que deve ser portadora da vontade dos eleitos que defendem a cidade, os seus trabalhadores, habitantes, empresários e os que já não conseguem ter um mínimo de condições para viver. É necessária uma enorme mudança na economia, na política social, na qualidade de vida, no emprego, no desenvolvimento livre e democrático de Portugal perante a Europa e o mundo. É necessário renegociar a dívida, promover os incentivos e o aumento da produção nacional, criar condições de trabalho e de vida para os lisboetas e para os portugueses. Não estamos vencidos nem estamos sós. Por isso, aí estivemos e estaremos nas ruas e nas praças de Lisboa e do país, nas iniciativas de protesto e de luta, para que esta situação de pesadelo acabe e para que seja possível olhar o futuro com dignidade, com esperança e com orgulho de sermos portugueses de corpo inteiro, em liberdade e em democracia. Liberdade e democracia que conquistámos em 25 de Abril de 1974 e que não queremos perder.

O território é a nossa casa

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Por Marcos Sá >> Membro da Comissão Política Nacional do PS e Diretor do Jornal “Acção Socialista”

Lei n.º 22/2012, de 30 de Maio, veio consumar definitivamente a autêntica trapalhada que é a reorganização administrativa do poder local. Passado um ano, nem se vê fusão de municípios, nem nova lei de competências, nem nova lei eleitoral. Resta uma lei que, desfazendo todas as orientações do livro verde que teoricamente a inspirava, veio abrir unicamente a caça à freguesia. Esqueceramse das diferenças demográficas, das raízes históricas, do serviço público prestado às pessoas ou se há, de facto, vantagens financeiras efectivas. A lógica agora é: olhem para a lei e retalhem o vosso território, a nossa casa. A verdade é que não tiveram a coragem de efectuar a fusão de nenhum município! E nem os mais indefectíveis amigos do Governo são entusiastas desta cruzada anti-freguesias! A razão é simples: não se estudou o território das autarquias, tendo em conta a sua visão histórica, social e de coesão económica. Seria interessante ouvir o Ministro da Tutela explicar como pode ser planeada

uma reorganização das freguesias, em qualquer parte do mundo, sem se conhecer previamente quais serão as suas novas competências e novos meios? Não deveria esta lei de «extermínio» ter sido precedida da lei de alteração de competências, ou pelo menos debatida em simultâneo, para que as decisões pudessem ser tomadas nas autarquias com rigor e seriedade. Recordo que foi o que aconteceu em Lisboa… Curioso é também verificar o argumento invocado pelos partidos da coligação do Governo para desistir da alteração da lei eleitoral autárquica, por se basear na proximidade do ato eleitoral em 2013. Mas será que para alterar os territórios das freguesias, que interfere profundamente nas geometrias eleitorais e nos mecanismos de representação local, estamos a tempo? Seguramente que não. O nosso futuro será o que decidirmos hoje. Más decisões terão consequências gravíssimas no nosso futuro colectivo. O território é a nossa casa.

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Manifesto! Pim!!! Por Francisco Morais Barros

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asta pum basta!!! Uma geração que consente deixar-se representar por um Agapito é uma geração que nunca o foi. É um coio d’indigentes, d’indignos e de cegos! É uma resma de charlatães e de vendidos, e só pode parir abaixo de zero! Abaixo a geração! Morra o Agapito, morra! Pim! Uma geração com um Agapito a cavalo é um burro impotente! Uma geração com um Agapito ao leme é uma canoa em seco! O Agapito é um cigano! O Agapito é meio cigano! O Agapito é um habilidoso! O Agapito veste-se mal! O Agapito usa ceroulas de malha! O Agapito especula e inocula os concubinos! O Agapito é Agapito! O Agapito é Silva! Morra o Agapito, morra! Pim! O Agapito é um ciganão! Não é preciso ir pró Rossio pra se ser pantomineiro, basta ser-se pantomineiro! Não é preciso disfarçar-se pra se ser salteador, basta ser como o Agapito! Basta não ter escrúpulos nem morais, nem artísticos, nem humanos! Basta andar com as modas, com as políticas e com as opiniões! Basta usar o tal sorrisinho, basta ser muito delicado, e usar coco e olhos meigos! Basta ser Judas! Basta ser Agapito! Morra o Agapito, morra! Pim! O Agapito nu é horroroso! O Agapito cheira mal da boca! Morra o Agapito, morra! Pim! O Agapito é o escárnio da consciência! Se o Agapito é português eu quero ser espanhol! O Agapito é a vergonha da intelectualidade portuguesa! O Agapito é a meta da decadência mental! E ainda há quem não core quando diz admirar o Agapito! E ainda há quem lhe estenda a mão! E quem lhe lave a roupa! E quem tenha dó do Agapito! E ainda há quem duvide que o Agapito não vale nada, e que não sabe nada, e que nem é inteligente, nem decente, nem zero! Morra o Agapito, morra! Pim! Obs. – Se Almada vivesse e perdesse um segundo com o PSD/Lisboa, este bem poderia ser o seu “Manifesto”. Com uma… duas excepções… Digo eu.

> Formação

EPAD renova programa Leonardo Da Vinci Programa Leonardo Da Vinci promove mobilidade dos estudantes.

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Escola Profissional de Artes, Tecnologias e Desporto (EPA) renovou, para o ano lectivo de 2012-2013, o programa Leonardo Da Vinci que promove a mobilidade transfronteiriça de estudantes e estimula a aquisição de novas e diversificadas competências. A renovação deste programa fundamenta-se no sucesso que constituíram as vivências além-fronteiras para a comunidade EPAD provenientes dos estágios na Finlândia, Suécia e Badajoz, revelando-se a iniciativa um sucesso. O Programa Leonardo Da Vinci renova-se nos próximos 2 anos lectivos, dado que a Agência Nacional aprovou novamente a

candidatura da EPAD, acrescentando ao ‘Programa Mobilidades’ França como destino. Entretanto, a EPAD associou-se à NoSchool, um novo conceito educativo. O conjunto de tutores desta ‘escola’ estabelece a ponte entre um aluno com uma ‘excelente ideia’ ou um ‘óptimo produto’, uma empresa investidora parceira/produtora e o mercado a que o produto se destina, apoiando todo o percurso, desde a avaliação e consolidação da ideia, seu desenvolvimento, implementação, produção, comunicação e marketing. A NoSchool disponibilizou cinquenta bolsas de estudo para alunos que queiram dar continuidade a projectos futuristas.

São Nicolau Curso de Português para Erasmus A Junta de Freguesia de São Nicolau em parceria com a Erasmus Organization de Lisboa está a realizar um curso low-cost de língua portuguesa para estrangeiros. Este curso tem como objectivo facultar a aprendizagem da língua portuguesa promovendo a integração dos estudantes estrangeiros mais eficientemente na comunidade local e possam mais facilmente desempenhar as suas actividades académicas, para as quais, o domínio da língua é uma condição essencial. A pertinência deste projecto decorre do fato de Lisboa ser a maior cidade universitária do país e de se afirmar, cada vez mais, como uma cidade Erasmus; dos cerca de cinco mil estudantes Erasmus que escolheram a capital para estudar, uma significativa parte escolheu a Baixa para residir. Fenómeno ao qual não será estranho o facto de, à semelhança de Barcelona, a Baixa Pombalina estar a assentar o seu modelo de reabilitação nas suas características únicas de atracção da população jovem. Esta parceria integra-se numa estratégia global de afirmação do coração da cidade e da sua multiculturalidade.

> São João de Brito

Rainhas diferentes

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Junta de São João de Brito vai apresentar as “Rainhas que fizeram a diferença” aos lisboetas, no próximo dia 29. Dias antes, 23, o executivo da Junta propõe uma exposição sobre o riso, enquanto dia 9 há uma visita ao Museu da Cerveja e dia 15 olha-se para “A Vida Humana”. Dia 4 é dedicado aos animais, e a segunda-feira seguinte fala-se de Bizet e quatro dias depois prova-se a cozinha do Perú. O Facebook é explicado dia 22, depois de, dia 14, se assistir à Festa das Vindimas em Bucelas.

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Novo Marquês

> Madalena

Fado republicano

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Junta de Freguesia da Madalena vai celebrar a implantação da República da forma mais alfacinha: o executivo da Freguesia da Madalena organizou uma noite de Fados para comemorar o 5 de Outubro, quando se completam 102 anos sobre a implantação do regime republicano no nosso país. Esta iniciativa realiza-se nas Escadinhas de Santa Justa, dia 5, pelas 21h00.

Campolide Mais parques infantis A Freguesia de Campolide vai ter, até ao fim do primeiro trimestre de 2012, mais quatro parques infantis, garantiu o vereador do Ambiente e Espaços Verdes, José Sá Fernandes. Aquele responsável referiu que a autarquia terá em breve quatro novos parques infantis: um atrás do restaurante “A Valenciana” e outro na Quinta José Pinto, que serão construídos ainda este ano, tal como um terceiro junto aos Jardins de Campolide. De acordo com Sá Fernandes, está previsto construir outro equipamento na Quinta da BelaFlor, n o primeiro trimestre de 2013.

Por Manuel João Ramos

Pé de Página


JDL57-Out2012