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Gravataí, 12/06/2012 - Pág. 9

Polícia

Polícia realiza força-tarefa para prender estupradores DPs estão trabalhando junto e montaram perfil de criminosos. Um invade a casa, estupra e rouba. Outro, sequestra as mulheres para estuprar

D

esde o mês de maio, quando um levantamento feito com exclusividade pelo JG apontou 29 casos de estupros em apenas três meses, a Polícia Civil de Gravataí vem trabalhando para esclarecer esta série de casos. E para botar os criminosos na cadeia, a 1ª Delegacia de Polícia Regional Metropolitana (DPRM), deflagrou uma força-tarefa que inclui três DPs e já conseguiu descobrir que pelo menos dois grupos estão agindo neste tipo de crime. Segundo a titular da 1ª DPRM, Adriana Regina da Costa, a Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM), a 2ª Delegacia de Polícia de Gravataí e a 1ª Delegacia de Polícia de Cachoeirinha estão trabalhando conjuntamente. Ela aponta que o trabalho não é nada fácil, mas que os agentes já conseguiram juntar partes do que considera um grande quebra-cabeça e que estão fechando o cerco a estes criminosos. Conforme publicado pelo JG na edição 1415, os casos são variados e incluem, desde

bebês até pessoas idosas, ocorrendo nos mais variados bairros e diferentes horários. Um dos casos mais violentos aconteceu na madrugada de 16 de abril, na Vila Rica. A vítima, de 57 anos, além de ser estuprada por dois jovens, foi empalada, ou seja, teve um pedaço de madeira enfiado através de suas partes íntimas. Ela foi encaminhada ao hospital sendo imediatamente operada, pois apresentava perfuração intestinal. Depois, passou por mais duas cirurgias. Pelo apurado, muitos casos são isolados, como a equipe de investigações acredita ser o da Vila Rica. Já outros estão ocorrendo em série, ou seja, os mesmos criminosos seguem atacando várias vítimas. – Cada caso que entra em nosso sistema através do Boletim de Ocorrência é investigado e muitos apresentam semelhanças. Reunimos estes e conseguimos montar o perfil de pelo menos quatro criminosos – declarou a delegada Adriana, que responde interinamente pela DEAM.

Foto Patricia Mello/JG

Delegada regional Adriana montou força-tarefa

Um estupra e rouba Um dos criminosos, de acordo com a delegada, age sozinho e de certa forma, até metodicamente. – Ele invade a casa, estupra a vítima e após a

Estupro Art. 213. Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso: Pena Reclusão, de 6 (seis) a 10 (dez) anos. § 1o Se da conduta resulta lesão corporal de natureza grave ou se a vítima é menor de 18 (dezoito) ou maior de 14 (catorze) anos: Pena - reclusão, de 8 (oito) a 12 (doze) anos. § 2o Se da conduta resulta morte: Pena - reclusão, de 12 (doze) a 30 (trinta) anos.” (NR)

Discussão acaba em morte no Morada do Vale II Júlio César Pires Gomes, de 29 anos, morreu após ser atingido por disparos de arma de fogo. O crime aconteceu na tarde de sábado, no bairro Morada do Vale II. De acordo com o chefe de investigações da 1ª Delegacia de Polícia, Jair Gonçalves, pelo apurado

até o momento, a vítima estaria na frente de sua casa conversando com outro homem, por volta das 17h30. – No meio da conversa, eles discutiram e o outro homem teria sacado o revólver e atirado – revelou. Gomes chegou a ser

rouba. Em apenas um dos casos ele atacou a vítima na rua, mas também a estuprou e roubou – detalhou. Ataque em trio Em outro caso, a polícia descobriu que pelo

socorrido por uma pessoa que passava pelo local e encaminhado até o Hospital Padre Jeremias, onde veio a falecer. – Já tomamos o depoimento das testemunhas e conseguimos identificar o suspeito. Agora, vamos tomar as medidas cabíveis – acrescentou.

menos três estupradores costumam agir juntos. Eles sequestram mulheres, todas com faixa etária entre 18 e 22 anos, levando estas para um determinado local. Após o estupro, costumam largar as vítimas no mesmo local de onde as pegaram ou próximo a casa destas. – Neste caso, costumam utilizar veículos diferentes, levando as mulheres para um local ainda não sabido. Lá, as ameaçam das mais variadas formas para que não procurem a polícia, ficando inclusive com o celular destas como forma de pressão psicológica – revelou a delegada. Um identificado De acordo com Adriana, que prefere não falar em números, pelo menos um estuprador está identificado. Mas prefere não revelar de qual caso. – Estamos realizando um trabalho investigativo e falar em nomes nesta fase é complicado, pois acaba atrapalhando. Certo é que as investigações seguem sendo feitas e, com certeza, logo vamos dar uma resposta para a sociedade – disse.

Medo e vergonha A delegada pede que as vítimas de estupros, que não tenham medo ou vergonha pelo ocorrido e que denunciem, pois somente assim, o criminoso será desmascarado e punido, de acordo com a lei. – Sei que o estupro é um dos piores crimes, mas as vítimas não devem levar em consideração o medo ou a vergonha, pois são vítimas, quem está errado é o agressor. Devem sim procurar a polícia e asseguro, que serão tratadas com respeito – enfatizou. Risco à saúde Adriana alerta as vítimas que, quanto mais cedo procurarem ajuda, melhor, principalmente na questão relacionada à saúde. – Elas devem fazer exames, como o do HIV, entre outros, para que sejam identificadas doenças sexualmente transmissíveis. Além disso, também são encaminhadas para tratamento psicológico, havendo necessidade – acrescentou.

Trio usando roupas da polícia invade sítio Três homens invadiram um sítio localizado na Neópolis e roubaram três armas do proprietário do local, um empresário que é também colecionador de armas. Para ter

acesso franqueado, um dos criminosos estava utilizando o fardamento completo da Brigada Militar e os outros dois, coletes da Polícia Civil. De acordo com o

sargento Eraldo Brum, do Setor de Inteligência (SI) do 17° BPM, a polícia realizou buscas nas áreas próximas ao local do crime, mas não conseguiu identificar os criminosos.

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ANO 8 - EDIÇÃO 1445ª - DIÁRIO - TERÇA-FEIRA - 12 DE JUNHO DE 2012 - R$ 1,00  

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