Issuu on Google+

Empresรกrio amplia loja e garante boa qualidade e preรงo baixo em seus produtos


Elétrica, Eletrônica, Refrigeração e Automoção

ÍDER

Bosh Latina

LETRÔNICA

Consul

LETRÔNICA

(92) 3224-1070 / 9604-1725 / 91985882 Rua: Andirás, n°01 / Presidente Figueiredo - AM http.www.hotfrog.com.br/empresas/líder-eletronica

Brastemp Electrolux

a visita! Faça-nos um

Moises Escobar Rodrigues Técnico em Eletrônica


O AGRICULTOR QUE CONTRIBUIU PARA A HISTÓRIA DE BALBINA

Relatos de Sebastião Souza de Alencar 64 anos, agricultor um dos primeiros moradores da Vila de Balbina que conheceu o Padre Calleri, foi testemunha do surgimento da BR 174, viu a hidrelétrica de Balbina surgir e hoje vive na esquecida Vila de Balbina A aposentada faz um apelo ao poder público para que haja melhoria no ensino de crianças, adolescentes e jovens da vila


Moradora reclama da falta de estrutura do Programa de Educação Tutorial da cidade

O

Programa de Educação Tutorial (PET) é um programa do governo federal que tem a finalidade de estimular atividades de pesquisa, ensino e extensão universitária aos jovens dando a eles uma oportunidade para ingressar em faculdade, mas não é isso que o programa está oferecendo aos jovens da Vila de Balbina. Segundo a aposentada Francisca Xavier, de 78 anos de idade e moradora há mais de 30 anos da vila, os jovens não possuem uniforme adequado para que possam ir à escola e não possuem alimentação apropriada. “Os jovens e adolescentes

não tem ocupação e o PET, um programa de educação não funciona como deveria, muitos jovens ainda não tem incentivo para os estudos”, reclama a m o r a d o r a . Dona Francisca afirma ainda que além dos jovens, as crianças da vila também não possuem estrutura adequada para que possam estudar com qualidade.Ela possui um neto que passou mal devido a merenda escolar oferecida pela escola da prefeitura, “eu tenho um neto que participa deste projeto e um dia passou mal com dor de estômago e foi parar no hospital, o médico disse que foi o mingau que fez mal, pois todo dia as

crianças comem a mesma coisa, a merenda escolar é doada pela Prefeitura”, relata a aposentada. Atualmente cerca de 220 estudantes entre crianças, adolescentes e jovens participam do Projeto Caminho da Cidadania e dos cursos do SENAI e o Pro Jovem, mas infelizmente ainda existem muitos jovens nas drogas e na marginalidade. Segundo relatos de dona Francisca que mora próximo da escola, o ginásio esportivo do local não possui iluminação e isso facilita para que vândalos invadam a escola e usem drogas no interior do prédio, ela afirma que não há policiamento no local para garantir a segurança da população, “os guardas municipais são omissos e se ausentam do ambiente de trabalho, de primeiro tínhamos uma ronda policial, porém hoje é muito difícil, estamos tentando com o prefeito um acordo para que alguém

zele porque não há policiamento, nem guardas municipais, para zelar pelo patrimônio”, afirma revmoradoraoltada a . Para a melhoria da situação em que muitas crianças, adolescentes e jovens enfrentam para conseguir estudar, dona Francisa que possui doze netos pequenos que

participam do projeto Caminho pela Cidadania e dois adolescentesque participam do Projovem faz um apelo aos governantes por melhor estrutura de ensino para esses alunos. “O apelo que hoje faço para os nossos governantes é que venham fiscalizar a escola, e olhar por nós que nos sentimos esquecidos por eles e só somos lembrados durante o período da eleição, que eles façam algo para que as crianças, adolescentes e jovens não se percam nas drogas”, ressalta.


SEBASTIÃO SOUZA DE ALENCAR, O AGRICULTOR QUE CONTRIBUIU PARA A HISTÓRIA DE BALBINA Relatos do agricultor de 64 anos um dos primeiros m o r a d o r e s d a Vi l a d e Balbina que conheceu o Padre Calleri, foi testemunha do surgimento da BR 174, viu a hidrelétrica de Balbina surgir e hoje vive n a e s q u e c i d a Vi l a d e Balbina. Chegada em Balbina O meu pai era nordestino e já tinha escolhido a Cachoeira Morena a 36 km de Balbina para morar porque achou um lugar sossegado, com terras férteis e muito boas para a produção agrícola. Com um ritmo de nordestino levou meu irmão e eu para trabalhar na lavoura, e como nós morávamos na Cachoeira Morena navegávamos por ali, e sempre que alguém precisava fazer o trabalho de transportar pessoas e mercadorias, nos contratava. Certo dia, uma equipe do governo do Estado chegou à cidade em uma lancha que tinha como nome Pedro Bacelar, a

embarcação trazia engenheiros e geólogos para fazer um estudo para a construção da hidrelétrica de Balbina. E x p e d i ç ã o d o P a d re Calleri No final do ano de 1968,ocorreuum fato muito importante para a construção da rodovia, na época eu fazia transporte em barquinhos de madeira de pessoas e mercadorias da Cachoeira Morena até o Abonari.Os índios ameaçavam não deixar a equipe de topografia continuar com o trabalho porque eles achavam que iriam desmatar a floresta. Para pacificar os índios, a expedição do Padre Calleri foi contratada, experiente nesse processo de pacificação e através do trabalho da expedição, todos acreditavam que os índios iam permitir que a construção da BR 174 acontecesse. Nesse período eu levei os trabalhadores da mata para um recesso enquanto o padre fazia contato com os índios para iniciar a pacificação, o padre

observou o meu trabalho me convidou para trabalhar com ele, gostei porque eles traziam um motor de polpa novo e ninguém na expedição sabia manusear o motor, e durante três dias eu treinei um deles para manusear a máquina. Também ajudei a conduzir eles do acampamento para uma bifurcação do Abonari que os índios apelidaram de “maloca queimada”, era um local muito bonito cheio de plantações de cana, banana, que os índios abandonaram porque morreu um índio doente de gripe, então queimaram tudo e fizeram uma maloca mais na frente, e até lá eu conduzi o padre e a expedição e combinamos que no dia 16 de dezembro encontraria o padre em Manaus para vir de helicóptero e trabalhar na expedição. Nessa mesma época eu levei os trabalhadores da construção da rodovia para Manaus e recebi um intimato, já que naquela época era difícil encontrar alguém que fizesse o serviço de exploração de minério para a

Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CEPRM). Nesse período trouxe dois jovens que estava fazendo o trabalho com eles subindo o Rio Uatumã depois da Cachoeira Morena, já próximo ao Pitinga, no percurso encontramos o mateiro e um dos sobreviventes da expedição Padre Calleri descendo em uma canoa muito pequena quase se alagando, como já o conhecia, ele nos contou a história que teve um desentendimento com o padre e tinha abandonado a expedição, por isso que ele vinha daquele jeito, e um dos

geólogos ofereceu carona nós íamos até o Pitinga, e depois voltávamos pois ele corria o risco de afundar com um barco tão pequeno pelas corredeiras que nós já havíamos passado. Ele aceitou o convite, nós pernoitamos na foz do Abonari e este homem não conseguiu dormir passou a noite com insônia, e quando retornamos para Manaus, não teve mais como viajar, pois já tinha certeza que o padre tinha morrido. Quando o mateiro chegou a cidade a polícia o levou para interrogá-lo, eu também participei do interrogatório por ter dado carona para ele.


Foi terrível a história do Padre Calleri, pelo que me recordo é mais ou menos isso. Hoje eu me orgulho por ter participado desse momento histórico, de desenvolvimento de Presidente Figueiredo, naquela época não existia o Município de Itapiranga e Urucará porque essa mina do Pitinga se procurar o Livro O Massacre que conta a história do Padre Calleri, verão o meu nome relacionado e toda essa historia que estou contando, e eu me alegro por ter participado da descoberta da maior jazida de céu aberto que é a mina do Pitinga. Desenvolvimento da Vila de Balbina

Com a construção da hidrelétrica tudo na vila mudou, nos primeiros dias quando cheguei à cidade não tínhamos médico e nem escola. Através da hidrelétrica tivemos mais oportunidade de trabalho, o dinheiro começou a circular. Durante a construção ocorreu o impacto ambiental, mas também trouxe o progresso tanto que querem criar agora o município de Balbina, se os í n d i o s a i n d a predominassem aqui não teríamos evoluído tanto. Atualmente comparo a Vila de Balbina com o tempo em que foi criada, essa vila já foi muito linda e conservada, quem era funcionário da empresa tinha toda uma

estrutura, segurança, boas escolas. Como o ensino médio que naquela época não existia em Presidente Figueiredo, fundei uma Escola Municipal no município, as margens do rio Uatumã como eu não era prestador de serviço, não tinha o direito de morar na vila e nem meus filhos tinham o direito de estudar na escola da vila, mas tínhamos acesso a assistência médica. Hoje Balbina mesmo com desastre ecológico, ofereceà população uma grande quantidade de peixes, mais de 50% dos moradores sobrevivem da pesca, que chamam de predatória, mas é profissional. Mesmo assim, a fartura que existia

antes hoje não tem mais. Para a parte administrativa da vila falta força de vontade para ajudar as pessoas a melhorarem de vida, caso haja união, a situação de muita gente pode melhorar. A administração pública deixa a desejar, porque o que Balbina hoje necessita é muito alto para os cofres de Presidente Figueiredo, o que a vila arrecada através de energia não é suficiente para sua sobrevivência, o que me deixa triste é que em época de eleição prometem soluções para os nossos problemas, eu me sinto um objeto de interesse só para conseguir o meu voto. Eu já fiz parte da Câmara de Vereadores do município e realizei com a ajuda dos outros vereadores alguns projetos. Em minha opinião, a melhor solução para Balbina é a emancipação,

através dela existe a possibilidade de haver desmatamento sem agredir bruscamente o meio ambiente ocorrendo com isso a sustentabilidade para o morador que vive as margens do rio. O apelo que faço hoje como morador de muitos anos da Vila, é que as autoridades olhassem para nós com carinho. Nós moramos na hidrelétrica e pagamos uma conta muito alta de energia, mas infelizmente ainda sofremos com o apagão, e quando a energia retorna ainda queima nossos utensílios e saímos prejudicados diante da situação. A maioria dos moradores são “taxados” como irresponsáveis porque vivem na inadimplência, porém na minha opinião são os heróis da Vila de Balbina.


PONTES EMPREENDIMENTOS Tel. 92 3324.1229

Supermercado Tel. 92 3324.1229

Materiais de Construção Tel. 92 3324.1820


8813-1977

Endereรงo: Br 174, Km 126. Comunidade Jardim Floresta - Presidente Figueiredo Telefone: (92) 9245.2372 / 9415.0583 (Proprietรกrios: Alberto e Ocilene Santana)



Jornal de Figueiredo