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Duque de Caxias - 26 de julho a 9 de agosto de 2012

FIGUEIRA RECEBE LIXO Terreno no Figueira está sendo usado como área de transbordo para o lixo produzido na cidade. População da região reclama de mau cheiro e trânsito pesado de caminhões nas ruas do bairro. Entenda a situação. PÁGINA 08

Volta às aulas em agosto

Frio em Duque de Caxias

Enfrentar a preguiça após um mês de férias não é tarefa fácil. Como estimular crianças a retomarem os estudos depois de semanas de folga? A resposta talvez seja investir em novos materiais e acessórios escolares

Enquanto as lojas oferecem promoções tentando acabar com o estoque de roupas de frio, o inverno parece enfim ter chegado à Baixada. Na última semana, casacos e cachecóis deixaram os armários para tomar as ruas de Caxias

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ESPORTE

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GUIA CULTURAL

CIDADE

Duque volta a competir na Série C Veja a programação cultural

Agência na Câmara é roubada

Depois de um mês de atraso, a Série C do Campeonato Brasileiro 2012 finalmente teve início. Começa a caminhada do Duque para voltar a segundona em 2013.

Confira a programação completa do que está acontecendo na cidade. Saiba tudo sobre exposições, shows e muito mais no Guia Cultural. Veja as promoções do Jornal de Caxias.

Usando coletes da Polícia Federal, assaltantes roubaram agência bancária que funciona no prédio do Legislativo Municipal. Cerca de 350 mil reais foram levados na ação criminosa.

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POLÍTICA

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POLÍTICA

Candidatos a vice-prefeito em campanha

Romário participa da campanha em Caxias

História mostra que o cargo é cobiçado e pode mudar os rumos de um projeto político

Craque fez caminhada no Calçadão em apoio à candidatura de Alexandre Cardoso

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e no futebol o segundo lugar em uma competição é motivo de brincadeiras entre os torcedores, na política o vice não é motivo de piada. O cargo é cobiçado e exige uma série de costuras políticas. Na escolha do vice, além de afinidades políticas e ideológicas, outros fatores interferem no processo. Tempo de rádio e televisão para a campanha, importância do partido no plano estadual e federal para atrair recursos para a futura administração e toda a conjuntura das coligações envolvidas na dis-

puta, são fatores que podem definir a indicação de um nome. E, em Duque de Caxias, não é diferente. Mas nem sempre a relação entre os companheiros de chapa é amistosa pós-eleições. O professor de História, Alexandre Marques, destaca um comportamento de rompimento na história política da cidade. - De 1994 pra cá, os vices-prefeitos, de maneira geral, entraram em rota de colisão contra o mandatário do momento na cidade. Atribuo a isso ao nosso sistema de coligações que na disputa mu-

nicipal aglutina colorações partidárias, mas que logo são desfeitas devido a projetos políticos diferentes – explica o professor. O pesquisador destaca ainda que os acordos fechados para a disputa estadual e federal, também impactam no plano municipal. Nas próximas eleições, a história se repete. Nomes que hoje estão em pontos opostos, já estiveram lado a lado no palanque, como é o caso do deputado federal Washington Reis (PMDB) que foi vice-prefeito de Zito (PP).

Vices de 2012 Em 2012, os vices das eleições em Duque de Caxias são Laury Villar (PDT) que está na chapa de Alexandre Cardoso (PSB); Jorge Amorelli (PSDC) em campanha com Zito (PP); Hugo Neto (DEM) com Samuquinha (PR) e Manoel Figueiredo (PRP) que entra na disputa junto com Washington Reis (PMDB). Ainda no páreo estão Allewerton da Silva (PSTU) que é companheiro de chapa de Florinda Lombardi do mesmo partido; Soneli Antunes (Psol) é candidata com Ivanete da Silva (Psol); Cristiano de Souza (PT do B) foi o escolhido por Dica (PSD); professor Roberto Muri (PTN) faz dobradinha com Marquinho Pessanha (PTN).

Divulgação

Divulgação

Vice em 2014

Hugo Melo (DEM) que está com Samuquinha Divulgação

Divulgação

Grandes figurões da política nacional de hoje, foram vices-candidatos no passado. O presidente do Senado José Sarney (PMDB), o prefeito de São Paulo Gilberto Kassab (PSD), os governadores de São Paulo e de Minas Gerais Geraldo Alckmin e Antônio Anastasia, ambos do (PSDB) são exemplos disso. José Sarney sucedeu Tancredo Neves, que morreu antes de ser empossado presidente do país, Kassab herdou a cadeira de prefeito do tucano José Serra, Alckmin tornou-se governador pela primeira vez com a morte Mário Covas (PSDB) e Anastasia é o fiel escudeiro do ex-governador e senador por Minas, Aécio Neves.

Vice de Zito Jorge Amorelli (PSDC)

Manoel Figueiredo (PRP), vice de Washington Reis

- O Alexandre merece essa oportunidade. Ele vai fazer uma administração diferente em Duque de Caxias, está na hora dessa cidade mudar – afirmou Romário.

Os deputados federais Alexandre Cardoso e Romário durante caminhada no Calçadão e nas ruas do Centro da cidade

Projeto de mudança Já Alexandre Cardoso, além de destacar o trabalho parlamentar realizado por Romário em projetos voltados para a pessoa com deficiência e o esporte, também enfatizou o projeto de mudança para a cidade.

Laury Villar é candidato a vice prefeito na chapa Amor por Caxias

Cristiano de Souza (PT do B) na chapa com Dica

“F

oi o Alexandre quem me trouxe para a política, devo isso a ele”, disse o ex-jogador e, hoje deputado federal pelo (PSB), Romário. O Baixinho esteve em Duque de Caxias na sexta-feira, 20 de julho, e participou de caminhadas na campanha do também deputado federal, Alexandre Cardoso (PSB), para prefeito.

Outro que pretende entra na lista é Eduardo Pezão. O governador Sérgio Cabral sonha em ver o seu vice, no seu lugar em 1º de janeiro de 2015. Mas o sonho de Cabral, depende da realidade política que começa a ser desenhada a partir de outubro de 2012.

- Nosso projeto é de mudança. Queremos trazer para Duque de Caxias o melhor na saúde, na educação e na qualidade de vida. Por isso, estamos ao lado do

ex-presidente Lula, da presidente Dilma, do senador Lindberg Farias e do ministro Marcelo Crivella, o que há de melhor para essa cidade - destacou o candidato. Romário participou de caminhadas na Vila São Luís e no Calçadão do Centro. Por onde passou, o reforço do craque no time dos socialistas movimentou as ruas da cidade. Fãs pediram fotos e autógrafos do eterno camisa 11 da seleção, que de pronto foram atendidos.


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EDITORIAL

CIDADE

LEITOR

Dê a sua opinião

Veja também os textos de nossos colunistas que, como sempre, dão um tempero especial as nossas edições. Na coluna Conecta Caxias entenda as novidades da tecnologia; na Pitacolândia sempre uma rajada de informação sobre a vida social da cidade e a história bate ponto na Mais Caxia. Curta a a programação cultural da semana. Acompanhe a volta da Série C do

Caro Leitor, esse espaço é seu. Mande suas críticas e sugestões para nós. Vamos fazer, juntos, o Jornal de Caxias cada vez melhor.

Campeonato Brasileiro e como o Duque está indo na terceirona. Participe do Jornal de Caxias. Mande suas críticas, reclamações, dúvidas e sugestões para nós. Encaminhe para nossa equipe o problema da sua rua e do seu bairro. Sua participação é fundamental. Acesse www.jornaldecaxias.net ligue para nós no 2672-2189 ou esteja conosco nas redes sociais. Precisamos saber a sua opinião para continuar a melhorar

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Contamos com vocês! Boa leitura.

JORNAL DE CAXIAS, ONTEM

A edição do Jornal de Caxias de dezembro de 1995 trouxe um texto do colunista Jonas Freire que falava sobre a atenção na hora do voto. Reproduzimos a mensagem do articulista na íntegra, uma vez que o assunto continua atual. Este ano não vai ser igual àquele que passou. Não pode ser. A oportunidade de fazer diferente, e diferente por pelo menos quatro anos seguidos, está nas urnas. Vamos eleger novos vereadores para a nossa cidade e compete a cada um expressar seu desejo de mudança. O voto consciente deve ser uma lição que os pais passam para os filhos. Chega de ficar jogando conversa fora e de baixar o porrete em tudo e todos para na hora agá entregar o ouro ao bandido, votando “em qualquer um”. Esse tal de “qualquer um” já foi eleito várias vezes. Faz “qualquer coisa”, menos o que esperamos. Votar assim é suicídio. Quem vive em Caxias e sabe da força econômica dessa cidade deve mostrar sua indignação com o lenga-lenga da Câmara Municipal. O eleitor deve votar de olhos abertos, contra a “vista grossa” dos vereadores em relação ao Poder Executivo. Afinal, para que serve um vereador? Cabe-lhe acompanhar o orçamento municipal e a prestação de contas do prefeito. Mas qual a liberdade de um vereador de rabo preso com o prefeito? Cabe ao eleitor questionar de onde o candidato, ou o vereador está tirando tanta condição de favores impossíveis. Em geral essa conta já vem sendo paga pelo contribuinte. Ou seja, nós bancamos e eles ganham cartaz. Em 96, despache os come-come. No voto. Você merece.

MV3 - Mídia e Comunicação LTDA. CNPJ: 14.467.152/0001-03 / Inscr. Estadual: 79.515.787 O Jornal de Caxias é uma publicação semanal vendida apenas no município de Duque de Caxias pelo valor de R$ 1,00 Gráfica: Jornal do Comércio - 5.000 cópias

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Emerson Torres

diretor administrativo

Prestor

projeto gráfico

João Carpalhau

ilustração e diagramação

Fernando Rocha

editor-chefe

Alyne Costa

repórter

Rafael Barreto

repórter fotográfico

As colunas e artigos assinados são de responsabilidade de seus autores e não representam necessariamente a opnião do jornal.

Pitacolândia Poucas cidades no país sofreram tanto com estigmas quanto Duque de Caxias, em praticamente um bullying midiático ao longo dos anos. Primeiro nos tempos do lendário Tenório Cavalcanti, o Homem da Capa Preta, que foi um dos políticos mais conhecidos no país dos anos 40 a 60, responsável em grande parte por toda uma simbologia de faroeste caboclo na cidade. Figura polêmica que criou a mítica do cabra-macho protetor dos fracos, Tenório foi um dos deputados mais populares de sua época, sobretudo pelo voto dos milhares de nordestinos que chegaram aqui nas ondas migratórias nas décadas de quarenta a setenta. Essa fama de terra da pistolagem foi aproveitada e ainda mais reforçada sinistramente nos anos da ditadura militar pela imprensa sensacionalista, que endeusava a ação do Esquadrão da Morte, do Mão Branca e afins, e folclorizava a cidade com requintes de mundo cão. Um programa de rádio

CARTUM

Reprodução

Leia nesta edição do Jornal de Caxias sobre quem são os vices candidatos a prefeito da cidade, o assalto que levou R$ 350 mil de uma agência bancária na Câmara Municipal e a situação do lixo nas ruas.

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O político Tenório Cavalcanti, o mítico Homem da Capa Preta

de avassaladora audiência, por exemplo, Patrulha da Cidade, chegava a ter um personagem, motorista da linha Caxias-Mauá, que era a crônica diária das tragédias e do abandono da cidade – Dallas City, Terra de Marlboro, “cidade onde a galinha cisca pra frente”, indo por aí. Fora isso a cidade virou área de segurança nacional pelos militares, sem direito a voto, administrada por interventores e prefeitos biônicos durante anos, e com sua autoestima continua-

mente massacrada. É como se a soma de tudo isso fosse amalgamando uma carga pesada no ser caxiense. Até meados dos anos 90, falar que morava em Caxias era uma vergonha mesmo, constrangimento certo; e todo esse imaginário está impregnado em tudo o que foi feito e pensado na cidade desde muito tempo. Que cidade era essa? Que vergonha era essa? Porque os cidadão daqui carregam esse receio em viver e conhecer sua cidade? Porque o sonho da

juventude era ficar “bem de vida” e se mandar daqui? Esse quadro explica bastante porque Caxias teve um problema sério de identidade e amor-próprio durante muito anos... Esse estigma foi devastador para gerações inteiras de caxienses e resquícios concretos dele ainda persistem. Mas aos poucos a cidade está se redescobrindo, tentando ressignificar sua história e sua auto-imagem. E é nesse terreno do simbólico que dá para compreender a situação do Amiguzito e isso que alguns ainda chamam de governo. É justamente essa imagem de clientelismo, autoritarismo e tosquice que está em jogo e basta andar pelas ruas e conversar com a população para sentir que a ficha começou a cair de verdade. Essa política atrasada que está aí há décadas não é só nociva – é também simbolicamente vinculada ao passado atrasado e massacrante das periferias desse país imenso e desigual. O

momento de repensar as cidades é agora e o desespero dos nossos políticos é evidente por conta desse sopro de mudança. E é sempre bom lembrar que o que está sendo disputado no mundo atual com mais potência é justamente a ficção, o território do imaginário. E quando a rede Globo de televisão estreou uma novela que tinha a cidade como cenário, Senhora do Destino, muita gente ficou engasgada com aquela Caxias estéril e estereotipada, sem a força do que tanta gente sentiu e decidiu transportar para a arte e para a vida. Duque de Caxias é um rolo compressor esmagando sonhos de gerações de jovens há décadas, mas também é um potente liquidificador trabalhando para o futuro, processando muitas vitaminas mistas para a Cultura do mundo nesse século. Pode levar fé. Heraldo HB www.lurdinha.org


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Inverno enfim chega a Duque de Caxias

350 mil são roubados de agência na Câmara

Moradores estranham o frio na cidade e tiram cobertores, blusas e cachecóis do armário

Ação criminosa durou cerca de 10 minutos. Nenhum tiro foi disparado durante o assalto

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Cachecóis e casacos Sentir frio não é um hábito para os moradores da Baixada. A população está acostumada a enfrentar temperaturas altas, e termômetros que não raramente, marcam mais de 40 graus. - Apesar de gostar mais do verão, porque adoro praia e adoro me bronzear, acho bom variar de vez em quando, disse a agente comunitária Sônia Brandão, de 48 anos. Se o calor exige roupas leves e frescas, o inverno pede justamente o contrário e para os moradores, se agasalhar pode se tornar um problema. Assim como sair de casa.

Prestor

Cinco homens fortemente armados e usando coletes da Polícia Federal assaltaram, na terça-feira, 24 de julho, o caixa eletrônico do Banco do Brasil, que funciona dentro do prédio da Câmara Municipal de Duque de Caxias. De acordo com a assessoria da Câmara, foram levados cerca de R$ 350 mil.

Acostumada a altas temperaturas, a maioria dos caxienses se surpreendeu ao revelar que está aproveitando o frio, seja ficando mais tempo em casa ou arriscando no preparo de pratos típicos desta época do ano. Apesar de ter iniciado oficialmente no dia 20 de junho, parece que o auge do inverno só chegou agora. E este ano, trouxe uma surpresa: a chuva. A estação, considerada época de estiagem, teve dias de tempestades para a alegria de produtores rurais.

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sando coletes da Polícia Federal, assaltantes rendem vigilante e trancam funcionários dentro de agência bancária

nquanto as lojas oferecem promoções tentando acabar com o estoque de roupas de frio, o inverno parece enfim ter chegado à Baixada. Na última semana, casacos e cachecóis deixaram os armários para tomar as ruas de Caxias.

Sem levantar qualquer suspeita, os falsos policiais federais, armados com fuzis, entraram pela porta lateral da Câmara, onde somente vereadores têm acesso.

Moradores no Centro de Duque de Caxias usam agasalhos pesados nos dias de frio. Até o fim do inverno, situação será rotineira

- O inverno com certeza é mais chique. A gente pode usar casacos, cachecóis, botas. O problema é saber quando parar, divertiu-se a aposentada Dalva Vaz da Conceição, 74.

Ninguém ficou ferido Ao chegar a Câmara, os assaltantes se identificaram

Novo comportamento A estação também registra um novo comportamento do consumidor. Em dias ensolarados, é frequente os clientes buscarem sucos e saladas. No frio, sopas e caldos são os preferidos. - A gente aproveita este tempinho para comer coisas diferentes, preparar um caldinho. É hora de trocar o choppinho, tão amado por quem mora por aqui, pelo vinho. E desta forma a gente vai se aquecendo, brincou Bruno Pires, 28.

Os bandidos recolheram todos os malotes que haviam chegado em um carro-forte. Câmaras de segurança instaladas no interior da Câmara registraram a invasão.

À esquerda Dalva da Conceição e Sônia Brandão: “ o inverno com certeza é mais chique”. À direita, Bruno Pires: “ a gente aproveita este tempinho para preparar coisas diferentes”

Roubo causou tumulto no Legislativo, mas ninguém ficou ferido durante a ação dos bandidos. Vítimas ficaram presas por 25 minutos

e disseram que estavam ali para fazer uma investigação. Seguiram por um corredor que dá acesso à agência, no subsolo da Câmara. Ao chegarem ao local, onde já havia uma fila de funcionários, eles pediram que todos entrassem no banco. Renderam o vigilante, pegaram sua arma, assim como os celula-

res dos correntistas. Logo em seguida, pegaram os malotes com o dinheiro. Ao final da ação, que durou cerca de 10 minutos, trancaram as vítimas e levaram a chave. Ninguém ficou ferido. Ao saberem que o banco estava sendo assaltado, o clima de pânico tomou conta da Câmara. Funcionários

correram e acionaram uma patrulha do 15º BPM, que costuma ficar parada em frente à Casa Legislativa. Imediatamente, as policiais de plantão pediram reforço e em cerca de 10 minutos, outros militares chegaram ao local. As vítimas ficaram trancadas durante 25 minutos até um funcionário do

Banco do Brasil chegar e abrir a porta. As imagens foram enviadas para a Delegacia de Roubos e Furtos, em Pilares, Zona Norte do Rio, que está investigando o caso. A Polícia Federal também esteve no local e levou cópia das imagens.


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CIDADE

Lixo continua causando polêmica em Duque de Caxias e população reclama da indefinição

Desta vez,o problema é o destino dos resíduos. Terreno no bairro Figueira está servindo como área de transbordo para lixo domiciliar. Situação causa indignação entre moradores da região

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pesar de ter encerrado suas atividades em junho deste ano, o Aterro do Gramacho deixou um legado difícil de extinguir. Na última semana, a mídia divulgou imagens de caminhões despejando lixo em depósitos provisórios situados na principal avenida do bairro, a Monte Castelo. O flagrante mostrou filas de veículos lotados de detritos e motoristas que aguardavam até seis horas para darem um destino aos resíduos. Na última terça-feira, os cami-

nhões haviam sumido do local. Mas bastou um olhar mais atento para descobrir que o problema foi transferido – do outro lado da cidade, moradores da Figueira voltaram a sofrer as consequências de morar ao lado de um lixão improvisado em um terreno da Rua Araújo Guimarães. Um capítulo que deveria ter sido encerrado com o fechamento dos portões do Aterro de Gramacho, parece estar longe do fim. O lixo, a sujeira e o mau cheiro volta-

ram a fazer parte da rotina de Duque de Caxias. Desta vez, as vítimas são os moradores do bairro Figueira. - Nosso bairro não tem estrutura para receber os caminhões. Estou aqui desde que nasci, o asfalto não chegou, muito menos o saneamento. Mas lixo e caminhão não faltam, disse Elisabete Borges, 41 anos, moradora da Rua Araújo Guimarães, onde está localizado o terreno que serve de depósito provisório para o lixo.

Ratos e outros bichos peçonhentos Enquanto a solução definitiva para o problema não é dada, ratos, mosquitos e até urubus, revezam presença pelas ruas do bairro Figueira. A estudante Maria Fernanda da Silva, de 18 anos, mora ao lado do terreno usado como ponto de baldeação. Desde que os caminhões voltaram a depositar lixo no local, a vida se tornou impossível. - A gente tem que enxotar urubu do quintal e não pode deixar comida sem tampa que enche de mosquitos. Sem falar nestes caminhões que ficam entrando e saindo da rua correndo o risco de atropelar uma criança, indignou-se. Galpão cedido pela Comlurb à prefeitura de Caxias na Avenida Monte Castelo, no bairro Jardim Gramacho

Escola vizinha Um colégio para crianças na pré-escola, também sofre as consequências de estar situado a cem metros do terreno. De acordo com os moradores, o mau cheiro e os insetos fazem parte da rotina dos alunos.

O galpão que servia como depósito de material reciclado, agora funciona como ponto de baldeação para o lixo coletado em Caxias

- É um absurdo! Muitas crianças estudam ali. Sem contar a rede de esgoto, que não existe. Quando chove, os valões enchem e o esgoto volta para dentro das casas. Viver aqui está se tornando um pesadelo, comentou Isabel Rodrigues, 37 anos.

Prefeitura se posiciona A equipe do Jornal de Caxias entrou em contato com a Prefeitura, que garantiu que instalará um terceiro ponto para transbordo do lixo a fim de solucionar os problemas. Confira a resposta na íntegra. Moradores improvisam barricadas tentando evitar a passagem de caminhões

“Previsto para fechar em dezembro de 2012, o aterro Sanitário do Jardim Gramacho teve suas atividades encerradas de forma antecipada para junho deste ano pela Prefeitura do Rio de Janeiro. Com isso, as 865 toneladas de lixo produzidas diariamente na cidade passaram a ser levadas para o CTR Seropédica, que fica a 80 km de Caxias.

Elisabete Borges, 41 anos, moradora do bairro Figueira: “nosso bairro não tem estrutura para receber os caminhões”

Origem do problema O transtorno teve origem depois do fechamento do Aterro. A Comlurb cedeu à prefeitura um galpão que antes servia para depósito de recicláveis. O local foi transformado em ponto de baldeação para os resíduos coletados em Caxias, onde os detritos eram armazenados antes de seguirem para seu destino final – a Central de Tratamento de Seropédica.

Caminhão sai de de terreno usado como área de transbordo para o envio do lixo para Seropédica

Mas a medida, que deveria ser paliativa, acabou significando um novo transtorno para a vida do bairro Jardim Gramacho. Diante das manifestações dos moradores e denúncias da mídia, os caminhões foram redirecionados para o bairro Figueira, onde estão descarregando os resíduos em um terreno, que segundo os moradores, pertence à antiga empresa responsável pela coleta do lixo no município.

Toda a logística da cidade teve que ser mudada e se adequar a esta nova realidade. Devido a esta antecipação, a Comlurb garantiu um espaço no município para o transbordo do lixo, onde ele é acumulado para ser levado em veículo maiores para Seropédica. O Estado do Rio e a Prefeitura da cidade Rio também têm pontos de transferência de resíduos como este há décadas pela mesma razão.

Caminhões fazem fila na rua Araújo Guimarães para depositar o lixo no terreno antes de levá-lo para a CTR Seropédica, de acordo com a prefeitura

O espaço oferecido pela Comlurb, porém não é suficiente para o transbordo do lixo da cidade e a prefeitura instituiu outro terreno na Figueira para dividir esta função. Em breve um terceiro terreno também deverá ser utilizado.”


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MP exige monitoramento em Lixão fechado Mesmo com suas atividades encerradas Aterro do Jardim Gramacho exige atenção

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Ministério Público Federal em São João de Meriti está movendo uma ação civil pública com pedido de liminar exigindo o monitoramento rigoroso do Aterro de Gramacho.Apesar de ter suas atividades encerradas em junho deste ano, o lixão ainda é uma ameaça ao meio ambiente.

bendo 8,5 mil toneladas de detritos por dia, era de se esperar que o Aterro continuasse sofrendo efeitos colaterais mesmo após o fechamento. O terreno onde funcionava o lixão possui rachaduras, aumentando o risco de vazamento de chorume para a Baía de Guanabara. A ação civil foi uma forma encontrada pelo Ministério Público de tentar evitar futuras complicações para a região.

A decisão foi baseada em um relatório produzido pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea), que apontou possíveis falhas no monitoramento da parte hídrica do Aterro, podendo acarretar vazamentos de chorume para as águas da Baía de Guanabara. Os réus da ação são a Companhia Municipal de Limpeza Urbana do Rio (Comlurb), o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e a concessionária Nova Gramacho Energia Ambiental S/A, empresa que explorará o gás metano produzido pelo lixão durante os próximos 15 anos.

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A ação foi impetrada depois que foram encontradas possíveis falhas no monitoramento da parte hídrica. Segundo informado, as amostras de água para controle são coletadas já na Baía de Guanabara e o resultado alarmou as autoridades.

-O monitoramento tem que ser feito de forma mais completa e rígida. Queremos que as coletas sejam intensificadas, criando-se mais pontos de observação. Este procedimento não vai trazer um custo a mais. Pelo contrário, será mais eficaz, pois haverá mais chances de se

detectar vazamentos de chorume antes de um desastre ambiental. Então, por que não fazer?, disse o procurador da República, Renato Machado.

Chorume na Baía Depois de 34 anos rece-

Segundo a ação, a Comlurb (principal depositante do Aterro) repassou a exploração do biogás produzido pela decomposição do material orgânico à concessionária Novo Gramacho, sem exigir o monitoramento ambiental completo da área.

Depois de mais de 30 anos, no dia 03 de junho, foi descarregado o último caminhão de lixo no Aterro de Jardim Gramacho. O prefeito do Rio, Eduardo Paes e a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, oficializaram o encerramento das atividades do lixão, considerado o maior da América Latina. Não sem tristeza, catadores que trabalhavam no local aproveitaram para se despedir do que, durante anos, foi sua única fonte de sustento. Com o fim do aterro de Gramacho, as 8,5 mil toneladas de lixo da cidade do Rio de Janeiro foram transferidas para a Central de Tratamento de Resíduos de Seropédica. O restante proveniente de outros municípios foi encaminhado para a central de Nova Iguaçu enquanto a central de Paracambi não é inaugurada. O lixo do Rio continua a ser despejado na Baixada.

O Jardim do inimigo

4 faces do amor

Duas atrizes e dois atores se desdobram para viver os personagens Duda & Cacau, que lançam luz sobre quatro das diversas possibilidades do amor. No palco, eles contam e cantam suas próprias histórias através da música e da poesia de Ivan Lins. Local: Sesi Duque de Caxias, Rua Arthur Neiva, nº 100, 25 de Agosto. Sexta-feira (27/07) às 20h. Ingresso R$ 15. Classificação 16 anos. Informações: 3672-834

Festival cenáculo de teatro cristão

O espetáculo apresenta um jardim sinistro, com personagens reais que levam o espectador a ver-se em um espelho do cotidiano. O texto é narrado pelo proprietário do Jardim, O Acusador, interpretado pelo autor e diretor do espetáculo, Caíque Oliveira; que no decorrer da trama, persegue suas vítimas através da mente. Local: Teatro Raul Cortez, Praça do Pacificador, Centro. Sexta (03/08) e sábado (05/08) às 20h e domingo às 19h. Entrada R$30. Classificação livre. Maiores informações: 2771-3062

Shows Palco MPB

O Inea, por sua vez, responsável pela emissão das licenças ambientais para a concessionária, está sendo acusado de omissão por não exigir um monitoramento mais rígido.

Aterro do Gramacho fecha definitivamente suas portas

Imagens de catadores de material recicláveis no Aterro Sanitário de Jardim Gramacho quando funcionava

Teatro

do, a Black Bird conta com um repertório bastante variado, composto de músicas de todas as fases dos Beatles, além de sucessos da carreira solo de seus integrantes. No currículo, 15 anos de estrada e mais de 1000 shows. Local: Praça de Alimentação do Caxias Shopping, Rodovia Washington Luiz, 2895. Quinta-feira (26/07), às 19h. Entrada Franca.Telefone: 2430-5110.

TomaRock na Lira

Comemorando o mês mundial do rock, a próxima edição do TomaRock terá shows com bandas covers do korn, red hot chili peppers, guns n roses, além de dj’s e outras atrações. Local: Espaço Cultural Lira de Ouro, Rua José Veríssimo da Costa, 72, Centro. Domingo (29/07), às 15h. Ingresso: R$ 10.

Matanza no Recreativo Caxiense O I Festival Cenáculo de Teatro Cristão apresentará gratuitamente dez produções com a temática cristã e/ou social oriundos do Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo e Paraná, que concorrerão a prêmios em categorias técnicas e religiosas. Além das apresentações, os intervalos do festival serão preenchidos com jogos de improviso, louvores com a Comunidade Kerissein e orações. Local: Teatro Raul Cortez, Praça do Pacificador, Centro. Sábado (28/07) e domingo (29/07) às das 10h às 19h. Entrada Franca. Classificação livre. Maiores informações: www.cenaculociateatral.blogspot.com

O SESI Cultural apresenta o Palco MPB, com artistas de sucesso da música popular brasileira. Venha curtir um grande show com a gente. Transmissão pela MPB FM – 90,3. . Local: Sesi Duque de Caxias, Rua Arthur Neiva, nº 100, 25 de Agosto. Segunda-feira (30/07) às 19h. Entrada franca. Classificação 16 anos. Informações: 3672-834

Black Bird no shopping O espetáculo é gratuito e faz parte do projeto Palco Caxias. Considerada a melhor banda cover do grupo de Liverpool no Brasil e uma das melhores do mun-

A banda sobre aos palcos, em única apresentação, no Recreativo Caxiense, para mais uma edição do Rock Hero. O evento terá ainda duas outras bancas se apresentando em dois palcos diferentes. Local: Recreativo Caxiense, Rua Manoel Vieira, 397, Centro. Domingo (05/08), às 15h. Informações: 2671-0580.

Amigos do Samba O grupo Amigos do Samba promete honrar o publico

com o melhor do gênero na Lira de Ouro. Entrada franca. Classificação 16 anos. Local: Rua Sebastião de Oliveira, 72 – Centro – Duque de Caxias. CEP 25045-348

Infantil

xias, Rua Arthur Neiva, nº 100, 25 de Agosto. Domingo (29/07) às 15h. Entrada Franca. Classificação Livre. Informações: 3672-834

Filme

Um conto para rosa

Cineclube Cederj

De volta ao sótão de seus avós depois de muitos anos e tomada por lembranças de sua infância, Rosa volta a ser criança e reencontra vários personagens mágicos, que povoam os inesquecíveis contos de fada. . Local: Sesi Duque de Caxias, Rua Arthur Neiva, nº 100, 25 de Agosto. Domingo (29/07) às 17h. Ingresso R$ 10. Classificação Livre. Informações: 3672-834

Que tal assistir gratuitamente a um bom filme no Museu Ciência e Vida? Com o Projeto Cineclube Cederj, o público do museu poderá assistir uma vasta programação de filmes e documentários.

Dança Festival de Quadrilhas

A LIQUABAFERJ, juntamente com o B.E.M., apresenta um grande espetáculo de cores, coreografias e músicas que resgata a tradição das quadrilhas juninas. Local: Sesi Duque de Ca-

No mês de julho, o filme em cartaz será A invenção de Hugo Cabret, de Martin Scorsese. Local: Museu Ciência e Vida, Rua Aílton da Costa, s/n, 25 de Agosto. Entrada Franca. Exibições às terças (14h30), quintas (14h30), sábados (13h30) e domingos (14h30). Informações: 2671-7797 Envie seu evento para nossa equipe: divulgacao@jornalcaxias.com.br


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MAIS CAXIAS

SEU DINHEIRO

25 de Agosto de Duque de Caxias

Volta às aulas: opções de material agradam

Um dos poucos bairros planejados da cidade, quando foi loteado, possuía uma pedreira onde hoje está instalada uma praça e parte da UNIGRANRIO. Os engenheiros Vicenzo Barrese e

Acervo do Instituto Histórico da Câmara Munkicipal

A cidade de Duque de Caxias possui um importante e vistoso cartão de visitas: chegando pela Rodovia Washington Luiz, entrando pela Avenida Brigadeiro Lima e Silva depara-se com o bairro 25 de agosto. Urbanizado, organizado e com todos os serviços públicos funcionando. Diferente, muito diferente, dos outros bairros da cidade.

Este bairro era parte da Fazenda Engenho Velho, conhecida como Fazenda das Macieiras. Entre 1940 e 1942 ela foi vendida para a Empresa de Melhoramento Duque de Caxias LTDA que em 1951 loteou a antiga fazenda. Curiosamente, Braulino Reis, o corretor responsável pelo divisão das terras, era também tabelião do Terceiro Ofício de Notas de Duque de Caxias e mais tarde, tornou-se prefeito da cidade e deputado estadual.

Panorâmica do bairro Jardim 25 de agosto. Ao fundo Avevida Brigadeiro Lima e Silva, espaço da atual Praça Governador Roberto da Silveira

José Gaspar Corrêa Meyer, o projetaram e o lotearam com a preocupação de padronizar as futuras construções. Este recurso encareceu os lotes e fez com que pessoas mais abastadas ali se instalassem, ao contrário do que ocorreu no restante da cidade que foram ocupados por pessoas com menos recursos. A antiga pedreira forneceu pedras para o calçamen-

to da Rio-Petrópolis, atual Presidente Kennedy, e para algumas ruas do bairro. No início da década de 50, a luz chegou através de um “puxadinho” que vinha de Vigário Geral. Água encanada só chegaria em 1960. Até hoje muitos moradores do bairro mantém seu poços. Em 1953 a Empresa de Melhoramentos doou para a cidade a “Casa dos Prefeitos” situada na rua Piauí e no

ano seguinte o terreno onde foi construído o “Maracanãzinho de Caxias”, batizado como Estádio Municipal de Duque de Caxias, atual Vila Olímpica. Na época, Duque de Caxias era administrada por Braulino Reis. Em 1957 a prefeitura instalou-se na Praça do Riachuelo, atual Praça Governador Roberto Silveira. João Bicheiro construiu sua mansão onde hoje é o Banco Bradesco e, em 1969, a Câmara

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Em pesquisa pelo Centro, o Jornal de Caxias descobriu que dá para agradar a garotada

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nfrentar a preguiça após um mês de férias não é tarefa fácil. Como estimular crianças e adolescentes a retomarem os estudos depois de semanas de folga? A resposta talvez seja investir em novos materiais e acessórios escolares como forma de incentivo. Lápis, canetas, cadernos, as opções são variadas e feitas para todas as idades, gostos e principalmente bolsos, como a equipe do Jornal de Caxias descobriu na última semana em visita ao Calçadão do município. Confira os preços na matéria a seguir

e esteja previna-se antes de sair para as compras e agradar a garotada.

o que saem são cadernos, fichários, coisas bem básicas, disse.

O retorno ao segundo semestre do ano letivo já foi mais lucrativo para o comércio. Segundo Eraldo Júnior, gerente de papelaria, as compras de volta às aulas já representou 30% do lucro nesta época do ano, mas com o tempo, foi perdendo força.

Apesar da mudança, ainda existem pais que apostam em novos acessórios escolares para agradar os filhos e conseguir levá-los para a escola satisfeitos. A estratégia pode dar certo, caso o consumidor estipule os gastos antes de sair de casa.

- A volta às aulas de agosto não é tão intensa como no início do ano. A gente aproveita esta época para fazer reposição dos produtos, mas

São centenas de opções para todos os bolsos. Um fichário novo pode sair por até R$ 110, mas existem alternativas que custam R$ 29,90. Os produtos com personagens infantis que caíram no gosto da meninada geralmente custam um pouquinho a mais. A lancheira da Galinha Pintadinha está saindo por R$ 49,99. Já dos palhaços Patati Patatá está a R$ 39,90.

Municipal ocupou o prédio atual. Após mais de cinco décadas poderíamos fazer a seguinte indagação: por que outros bairros que surgiram na mesma época não tiveram a mesma atenção do poder público e, consequentemente, não se desenvolveram da mesma forma? Alexandre Marques alxmarques@ig.com.br

Preços de livros didáticos ficaram entre 8% e 10% mais caros na cidade

De acordo com o gerente de uma livraria, Washington Luiz Ribeiro Oliveira, o preço do material escolar não sofreu muita alteração desde o início do ano, mas o mesmo não se pode dizer dos livros didáticos.

Clientes observam fachada e fazem pesquisa de preço de produtos

-O valor do material escolar não sofreu muita alteração. Na verdade, vale a pena comprar agora porque muita coisa está em promoção. Mas os livros sofreram em média uma alta de 8% a 10% em relação ao início do ano escolar, contou. A dona-de-casa Carla Ferreira dará uma forcinha para que Manuela, de quatro anos, volte para a escola sem reclamar. Ela se prepa-

rou para comprar novos lápis e até uma nova mochila para a menina. - De qualquer maneira é preciso repor algumas coisas. Um lápis, uma borracha, e como este ano a situação está melhor, vamos aproveitar e comprar uma mochila nova também. Ela tem se comportado bem na escola e tem se mostrado interessada. Acho importante incentivar, concluiu.


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CONECTA CAXIAS

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CIDADE

Diretoria promove mudanças na Grande Rio

Divulgue na web Página no Facebook

Do carnavalesco ao presidente, novidades na agremiação movimentam toda a escola

A A coluna desta semana vai ensinar a melhorar a divulgação de seu trabalho na internet. Pode ser bar, restaurante, loja, centro social, bloco carnavalesco, consultório médico, escola, universidade, entre outros. São várias as maneiras para alavancar as visitas e é muito fácil preparar tudo.

Seu trabalho/projeto no Google Maps

Acadêmicos do Grande Rio entrará na Marquês de Sapucaí em 2013 apresentando grandes mudanças.Do carro de som à rainha de bateria, novidades pegaram de surpresa os foliões caxienses.

A começar pelo presidente da Escola. Helinho Ribeiro deixou o cargo e no lugar, foi empossado o engenheiro Edson Alexandre. A agremiação também fechou acordo com o carnavalesco Roberto Szaniecki,

que entra no lugar de Cahê Rodrigues, e com a porta bandeira Verônica Barbosa Limeira, que formará com o mestre sala Luiz Felipe o primeiro casal a entrar na Avenida para defender a bandeira da Escola.

Acompanhe as mudanças:

Enredo

É como um site dentro do Facebook. A partir de uma página, se alguém estiver em seu estabelecimento, também pode divulgar para os amigos da rede social através do “check-in”.

A escola de samba Acadêmicos do Grande Rio divulgou, no último dia 17 de julho, a sinopse do enredo para 2013. Com “Amo o Rio e vou à luta: Ouro Negro sem disputa... Contra a injustiça em defesa do Rio” o carnavalesco Roberto Szaniecki defenderá a escola falando dos direitos sobre os royalties do petróleo.

http://www.facebook.com/pages/create.php

Você na Wikipédia

Carnavalesco

Você pode criar a localização de seu comércio no Google Maps. Lá, lista endereço, telefone, site e horário de funcionamento. h t t p : / / w w w. g o o g l e. com/places/

Quando busca alguma palavra no Google, entre os primeiros resultados está sempre a Wikipédia (que funciona como uma enciclopédia virtual), por isso seu projeto tem que estar lá. Sugiro que crie uma conta e utilize as informações da

O novo carnavalesco da Escola de Samba Acadêmicos do Grande Rio, Roberto Szaniecki, polonês naturalizado brasileiro, volta à agremiação de Caxias pela terceira vez. Szaniecki substitui Cahê Rodrigues que pediu desligamento da Grande Rio em março deste ano. Cahê já confirmou sua participação em 2013 na agremiação paulistana Vai Vai.

“Lira de Ouro”, como um bom exemplo para criar a sua base de informações.

Rainha de bateria sem definição

http://pt.wikipedia.org

A apresentadora e atriz Ana Furtado confirmou oficialmente que não terá agenda para continuar na posição de rainha de bateria da Grande Rio. Ana foi rainha da Grande Rio em 2012. A diretoria ainda não informou qual musa passará a ocupar a posição de rainha da escola.

Arthur William www.arturoilha.com.br

Novo intérprete Emerson Dias é o novo intérprete oficial da Grande Rio para o carnaval 2013. O cantor, leva o sobrenome ‘Dias’ em homenagem a seu tio que o lançou como cantor, o também intérprete Celino Dias. Ele assume a vaga deixada por Wantuir Oliveira, que deixou a escola no dia 28 de maio.

De volta às origens

Acima: Fachada da quadra da escola e ensaio técnico realizado pela escola para o carnaval de 2012

Verônica Barbosa Limeira estava na União da Ilha até o ano passado. A porta bandeira volta para a Grande Rio depois de 12 anos afastada. Ela é nascida em Duque de Caxias e estreou na Marquês de Sapucaí quando tinha apenas 9 anos. Além da União da Ilha,Verônica passou também pela Imperatriz Leopoldinense.


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ESPORTE

Duque de Caxias volta a disputar a Série C

No total, 20 clubes aguardavam o início do Campeonato que dá acesso a segundona

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epois de um mês de atraso, a Série C do Campeonato Brasileiro 2012 finalmente teve início. O presidente do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), Rubens Approbato, deu despacho favorável à liberação do início da competição, paralisada após pedido do Santo André/SP. Os 20 clubes que estão na disputa da Série C estavam na expectativa de

jogarem desde o dia 27 de maio. O imbróglio começou quando a CBF acatou a liminar da Justiça Comum gaúcha para incluir o Brasil de Pelotas/RS na Série C. O Santo André, que automaticamente perdeu a vaga, entrou com Mandado de Garantia para não se ver fora da competição. No dia 22 de maio, pediu que as duas

últimas divisões do futebol nacional não começassem enquanto a briga jurídica não se resolvesse. E foi o que aconteceu. Com uma chuva de liminares da Justiça Comum, a situação complicou ainda mais. Após um acordo entre CBF e Rio Branco/AC, que o incluiu na Série C, Treze/ PB e Araguaína/TO entraram com ações questionan-

do o acordo. Após parte do imbróglio resolvido, com o Rio Branco e Araguaína retirando suas ações, e ainda a derrota do Brasil de Pelotas já no Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, o Santo André pediu ao STJD que as competições fossem iniciadas, o Treze/ PB se recusou a tirar o processo da Justiça Comum. Para liberar a competi-

ção, a CBF pagou a multa máxima prevista, de R$ 2.488 milhões, ao Tribunal de Justiça da Paraíba (TJ/ PB), que constava no caso de a entidade não incluir o Treze na Série C. O depósito, feito em consignação, se deu em uma conta aberta pelo TJ/PB. Diante dessa medida, o presidente do STJD acatou o pedido de início da disputa.

Divulgação

Duque enfrenta o Chapecoense no próximo sábado, 28 de julho, em Caxias

Comissão técnica do Duque de Caxias que tem o desafio de colocar o time de volta na Série B do Brasileirão

Pela quarta rodada da Série C, o Duque de Caxias foi até o Serra Dourada, em Goiânia, e acabou sendo derrotado pelo Vila Nova por 4 a 1, no domingo, dia 22 de julho.Com o resultado, o Tricolor da Baixada caiu para nona colocação no Grupo B com apenas três pontos ganhos. Pela quinta rodada, o Duque de Caxias volta a atuar no Marrentão, e recebe a equipe do Chapecoense, no sábado, dia 28, às 16 horas.

Jornal de Caxias Edição 185  

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