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Bulimia e anorexia

SÁBADO E DOMINGO 04 E 05 DE JANEIRO DE 2014

JORNAL DE ARARAQUARA www.jornaldeararaquara.com.br

dão internação em SP

O seu filho ainda vai estudar aqui

B

alanço da Secretaria de Estado da Saúde mostra que a cada dois dias, em média, uma pessoa é internada por anorexia ou bulimia nos hospitais que atendem pelo SUS (Sistema Único de Saúde). São internações devido aos distúrbios alimentares. Em 2012, 165 pacientes precisaram de internação e 1.220 pacientes fizeram tratamento ambulatorial no Estado de São Paulo contra os dois distúrbios. Segundo a nutricionista Lara Natacci, do Programa Meu Prato Saudável, existe um consenso de que a vulnerabilidade genética aumenta os riscos, porém, pes-

quisas recentes apontam que também é comum entre os pacientes relatos de traumas ligados à alimentação. Outro fator importante é o padrão de beleza ligado à magreza que tem vigorado na indústria da moda desde os anos 60. De acordo com ela, pais e professores têm papel extremamente importante na prevenção dos distúrbios. “O grupo mais exposto ao desenvolvimento de transtornos alimentares é o de mulheres jovens, da fase da adolescência até o início da idade adulta. O trabalho preventivo pode acontecer em forma de seminários e conversas. O fato de se dialogar

sobre os transtornos alimentares e suas consequências na reprodução, na saúde óssea, na nutrição, na composição corporal e na performance é comprovadamente eficaz na prevenção”, afirma Lara. De acordo com a nutricionista quando se tem bulimia ou anorexia, a rapidez da intervenção será um dos fatores determinantes do sucesso do tratamento, é mais difícil reverter quadros instalados há muito tempo. 1) Ansiedade; 2) Fuga de situações que envolvam alimentação, como

almoços entre amigos; 3) Percepção de estar gordo, mesmo estando magro demais; 4) Resistência ao ganho ou manutenção do peso; 5) Restrição dietética exagerada; 6) Comportamento de pesagem ou medição excessiva, várias vezes ao dia; 7) Compulsão por exercícios físicos e dietas; 8) Depressão e insônia; 9) Uso excessivo do banheiro; 10) Excesso de autocrítica sobre o peso e o corpo; 11) Abuso de substâncias (álcool e outras drogas); 12) Uso descontrolado de laxantes e diuréticos.

oença que afeta uma em cada duas mil pessoas no Brasil, o ceratocone pode ser definido como uma deformação da córnea, provocando a percepção de imagens distorcidas, bem parecida com os sintomas de astigmatismo. É uma condição na qual o estroma corneano apresenta baixa rigidez, tornando-se mais elástico e fino, permitindo a formação de uma área abaulada mais protusa, com consequente irregularidade da curvatura corneana, ou seja, a córnea se fina e muda de forma, assumindo a forma de um cone. Isto afeta a maneira com que a luz entra no olho e chega à retina, alterando e distor-

cendo a visão. Em 10% dos casos, um transplante de córnea é a única solução, restando ao paciente entrar na fila de espera por uma doação. Além disso, se não tratada, pode levar à cegueira, Contudo, um tratamento que tem sido difundido e utilizado em pacientes que possuem condições para isso é o Cross-linking. Segundo o médico oftalmologista Dr. Thiago Pardo Pizarro, o cross-linking não representa a cura definitiva do ceratocone, mas tem o objetivo de deter a progressão e, com isto, conter a deterioração da visão e evitar a necessidade de um transplante. “O crosslinking refaz as ligações de colágeno da córnea, propor-

cionando um enrijecimento do tecido corneano e, consequentemente, a estabilização da doença, pois reduz significativamente a elasticidade e aumenta a resistência biomecânica do tecido. Com isso, a dificuldade na percepção das imagens passa a ser menor”, explica. O cross-linking do colágeno corneano é um procedimento que aumenta a rigidez corneana em até três vezes e pode estabilizar o ceratocone em mais de 90% dos casos. Também é indicado para casos de ectasia, que pode ocorrer em pacientes com ou sem evidência clínica pré-existente de ceratocone e pós-Lasik. “O ceratocone acomete pacien-

tes, geralmente na puberdade, com evolução até 35 a 40 anos, quando, na maioria dos casos, ocorre uma estabilização espontânea da alteração. O diagnóstico da doença é feito através de exames, durante a consulta de rotina, ou quando a pessoa já apresenta os sintomas e procura um médico. Por isso a visita regular ao oftalmologista é importante, pois podemos detectá-la logo no início, aumentando as chances de tratamento e recuperação da visão”. Visite regularmente seu oftalmologista e faça os exames de rotina, visando proteger e cuidar da saúde ocular. (e-mail: daniela@dbm assessoria.com.br)

Muitos homens podem se surpreender com a notícia de que o autoexame não é exclusividade feminina. Da mesma maneira que as mulheres devem tocar os seios à procura de anomalias, os homens devem fazer o autoexame testicular mensalmente. De acordo com Dr. Daher Chade, urologista do Instituto do Câncer de São Paulo e do Hospital Sírio Libanês, o autoexame testicular tem a função de encontrar nódulos, inchações e dores dentro do

escroto ou próximo aos testículos. “O hábito de conhecer o seu próprio corpo é muito importante para a detecção precoce de diversas doenças. Os tumores de testículo são pouco frequentes em relação a outros problemas de saúde, mas são dos principais no jovem. É preciso ficar atento para identificar o problema o quanto antes”, afirma. Uma vez detectado, um médico deve ser procurado imediatamente. Apesar da baixa incidên-

cia de casos - três a cinco para cada grupo de 100 mil indivíduos - o câncer de testículos tem como agravante ser mais comum entre jovens em idade produtiva. “Por atingir majoritariamente pessoas entre 15 e 50 anos de idade, sexualmente ativas, há chances de se confundir ou mascarar o câncer com outras doenças que podem ser transmitidas através do sexo ou mesmo com infecções”, adverte Daher. • Em pé, verificar a exis-

tência de alterações na pele escrotal. • Examinar cada testículo com ambas as mãos, os posicionando entre os dedos indicador, médio e polegar e fazendo movimentos giratórios. • Encontrar o epidídimo, pequena estrutura presente na parte de trás dos testículos, identificando-o para que não se confunda com uma massa suspeita. • Procurar por áreas endurecidas e nodulações.

(www.timecomunicacao.com.br)

arina Monaco, especialista da Alergoshop, fala sobre a importância de optar por repelentes hipoalergênicos e do gel pós-picada. Anvisa, Agência Nacional de Vigilância Sanitária, passou a exigir que os repelentes tenham um regulamento específico, além de rótulos mais claros para o consumidor. A ideia da Agência é aumentar o rigor sobre a venda deste produto que pode ser prejudicial à saúde de crianças e adolescentes principalmente devido a certas subs-

tâncias presentes neles, como a dietiltoluamida (DEET), responsável pelo odor que repele os mosquitos, mas que em excesso pode trazer danos à saúde da criança. “Especialmente agora com a chegada do verão, quando ficamos mais expostos à ambientes abertos, é importante que, na hora de escolher um repelente, saibamos optar por aqueles que sejam menos agressivos em suas formulações, como os hipoalergênicos”, afirma Marina Monaco, do departamento de Marketing

da Alergoshop, empresa especializada em produtos voltados especialmente para os alérgicos. O fato de crianças e adolescentes terem a pele mais sensível contribui para que elas desenvolvam alergias aos produtos convencionais. Por isso, o uso de produtos que utilizem químicas menos agressivas é tão importante. A Alergoshop, por exemplo, conta com uma série de produtos hipoalergênicos que inclui repelentes nos formatos spray, pulseiras à base de citronela, velas de Ci-

tronela e Andiroba, entre outros, e até mesmo um gel póspicada Alívio Sting para quem não conseguiu se prevenir das picadas. “Diante de uma vida agitada estamos cercados de preocupações e acabamos nos esquecendo de alguns detalhes, como passar o repelente antes de sair para um passeio com a família. Por isso a função do gel é aliviar e refrescar as coceiras, vermelhidão e inchaço ocasionados pela picada”.

Indícios de distúrbios:

Recuperação da visão D

No site do J.A. (www.jornaldeararaquara.com.br) a entrevista de “Protagonistas da História”. Leia e guarde os bons exemplos de cidadania.

Câncer de testículo

Repelentes: prevenção ou perigo? M

(www.luckyassessoria.com.br)

Edição 1078  
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