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Autorizado a Circular em envelope Plastificado

J. P .P. AMARANTE TAXA PAGA

PORTUGAL

OJORNAL AMARANTE

DE

32 anos de informação

Quinta-feira, 15 de Março 2012 | Nº 1660| Ano 32 | euro 0.80

DIRECTORA / Telma Pinto Ferreira

//// Destaques

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Fregim homenageia Combatentes do Ultramar /

P3

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Rui Guimarães triunfou em Moreira de Cónegos /

P14

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/// GRANDE ENTREVISTA

Cercimarante, Início das obras do Lar de Idosos

José Augusto Silveira, Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Amarante,

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P5

“A Misericórdia de Amarante tem estado na linha da frente” /P8-9

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O Jornal de Amarante / Quinta-feira, 15 de Março de 2012

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//// editorial

/ Telma Pinto Ferreira

director.jornaldeamarante@gmail.com

/ ’Espelho de Água’ por A. Magalhães A memória e eu

O direito à dignidade, através dos cuidados continuados Com o crescente envelhecimento da população, paralelamente ao agravamento das chamadas doenças crónicas, é nítido o aumento das situações de dependência funcional de uma parte expressiva da população. No nosso país, há um amplo número de doentes, nomeadamente os que sofrem, precisamente, de doenças crónicas ou incapacitantes, que estão completamente dependentes e, grande parte das vezes, em grande sofrimento físico e psicológico. Uma situação que, como se sabe, pode prolongar-se durante meses ou mesmo durante anos. Ora, a necessidade de dar resposta a este tipo de situações tem reforçado a urgência de construir uma resposta adequada por parte dos serviços sociais e de saúde. E, é precisamente aqui que surgem os “cuidados de saúde continuados”, designação dada aos cuidados de convalescença, recuperação e reintegração de doentes crónicos e pessoas em situação de dependência. Cuidados estes que, à luz do Decreto-Lei n.º101/2006, são vistos como um “conjunto de intervenções sequenciais de saúde e/ou de apoio social, decorrente de avaliação conjunta, centrado na recuperação global, entendida como o processo terapêutico e de apoio social, activo e contínuo que visa promover a autonomia, melhorando a funcionalidade da pessoa em situação de dependência através da sua reabilitação, readaptação e reinserção familiar e social”. De acordo com os especialistas

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de saúde, os cuidados continuados são destinados “a todos os cidadãos que deles necessitem, nomeadamente, pessoas de todas as idades com dependência funcional; doença crónica, ou com doença incurável em estado avançado e em fase final de vida”. É importante salientar que, por todo o mundo, nas duas últimas décadas do século XX, têm surgido estes serviços de saúde dedicados aos doentes crónicos. Um modelo de serviços que têm como referência países como o Canadá, Inglaterra, Estados Unidos ou, mais recentemente, Espanha. No entanto, e no caso específico do nossos país, só há cerca de 15 anos se tem dado uma atenção especial a esta problemática, tendo sido denominada, entre nós, de “cuidados continuados”. Fundamental, aqui, é perceber que, a forte aposta neste tipo de cuidados equivale a um reforço do direito à dignidade de todos os doentes, mas também das suas famílias. Trazendo esta temática para um exemplo local, O Jornal de Amarante dá a conhecer, nesta edição, nas páginas 8 e 9, a Unidade de Cuidados Continuados que está a ser construída na nossa cidade, sob a responsabilidade da Santa Casa da Misericórdia de Amarante. Em entrevista, o Provedor da Santa Casa, José Augusto Silveira, fala-nos desta obra e explica o que esta irá trazer à população de Amarante, no que aos cuidados de saúde diz respeito.

FOTO DA SEMANA

Serra da Aboboreira / 2011 Autoria: Paulo Teixeira Envie a sua fotografia sobre Amarante, ou algum evento, com legenda e autoria para: jornaldeamarante@gmail.com

O autor destas crónicas já tem muitos anos, tantos que até ele mesmo se admira de ainda estar vivo e de ter a persuasão de que os seus neurónios ainda funcionam. Bem sei que a autoconfiança na sua sanidade mental não é razão suficiente para confirmar as capacidades de raciocínio. Sem nada conhecer das doenças neurológicas, sua génese e evolução, dei-me ao cuidado de aferir pelo conteúdo de textos antigos pelos de agora, que a minha saúde mental não está mal de todo. Claro que a memória, que se não é responsável pela capacidade de raciocínio, é elemento indispensável que subjaz a ela, já não é mesma que era nos tempos em que eu era mais novo. Dizia Ferreira de Castro que as palavras, para as memórias enfraquecidas, eram como os animais de caça que não aparecem aos caçadores embora estes saibam que eles existem. Sei que há produtos farmacológicos para o tratamento de memórias enfraquecidas, penso porém que a melhor terapia será ainda o seu exercício persistente. Como todos os órgãos físicos do corpo humano carecem de exercício para o seu normal funcionamento, o mesmo acontece com a memória tentando não a deixar cair na atonia. E um dos melhores, se não o melhor, será a leitura quotidiana ou o exercício de actividades que lhe exijam esforço. Eu já vou tendo lapsos de memória, reconheço-o. Nem sempre a palavra que pretendo usar para exprimir uma ideia ou uma situação está ao bico da esferográfica e tenho de a substituir por outra que poderá ter a mesma acepção mas não a mesma fonética ou tonalidade que mentalmente lhe queria dar. Claro que quem lê não pode reconhecer a substituição que se operou, pois até eu mesmo, passado um tempo, não darei pelo fenómeno. Assim como as sete cores fundamentais podem subdivi-

dir-se em, centenas de milhares de tonalidades, também acontece o mesmo com as palavras. As acepções são múltiplas, e escolher aquelas que dão ênfase à frase, ou a harmonia, ou a acutilância, ou a veemência, é trabalho do escrevente que será mais ou menos árduo consoante for o seu talento ou aptidão para a palavra escrita. E isso também depende da ocasião ou da disposição física e mental para o acto de escrever. Perguntaram um dia a Aquilino Ribeiro quanto tempo lhe levava a escrever um romance. O mestre de Soutosa respondeu que “tanto poderiam ser quinze dias como quinze anos”. O fenómeno do parto das letras não obedece às leis fisiológicas animais que, esgotado o tempo da gestação, o parto tem de acontecer. A escrita requer condições próprias que não se medem pela bitola dos fenómenos físicos, embora o condicionem por vezes. A memória é uma espécie de espelho retrospectivo onde se refletem, à luz dum luar misterioso, aquelas imagens e situações que mais nos tocaram. Claro que ficam na memória as imagens de pessoas, coisas e situações, que mais fundo repercutiam na nossa sensibilidade, de bem ou de mal, mas que na memória se imprimiram. Memória e inteligência são facultadas distintas, mas é óbvio que as duas perfazem um todo que se completa. A inteligência é o dom criativo, o sentido crítico, a faculdade de equacionar e deduzir. A memória é a retentiva dos elementos necessários ao conhecimento sem os quais a inteligência seria inoperante. Sem quaisquer pretensões filosóficas ou outras, eu lançaria mão duma imagem dos metafísicos católicos: Padre, Filho e Espírito Santo, são três pessoas distintas que formam um Deus verdadeiro. Assim, inteligência e memória serão faculdades distintas entre si, mas juntas com outras formam a totalidade dum ser inigualável – o Homem.

ROSAS PARA A CECILINHA A Cecilinha partiu. Serena. Foi sempre assim em vida. Parece que a estou a ver, enquanto a campainha não tocava, sentada naquele banco comprido, a fazer a sua renda. Uma artista. Eu chegava, às vezes, mais cedo e olhava-a fascinada. Eu, que com as mãos fui sempre um desastre… Pequena, ligeira, sorridente. Um dia após outro… solícita, prestativa.

Fiquei com grande mágoa, porque quando arribei a Amarante (sou minhota de gema) Senti sempre o carinho da Cecilinha e, por isso, sinto muita tristeza. E gratidão. Pequenina, ligeira, prestativa, chegará? Não chega, eu sei. Há coisas que não se explicam por palavras. Não a esquecer é a melhor homenagem nesta hora de recordação. | Maria Salomé


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Fregim homenageia Combatentes do Ultramar Junta de Freguesia inaugurou, a 11 de Março, praça dedicada a todos os combatentes e descerrou placa com os nomes de dois soldados naturais da freguesia e mortos em combate. “Esta é sem dúvida uma justa homenagem aos nossos Combatentes do Ultramar”, referiu o presidente da junta de Fregim, Joaquim Castro. Uma freguesia que, no passado domingo, dia 11 de Março, inaugurou a “Praça dos Combatentes do Ultramar”, em memória de todos os homens que lutaram na Guerra Colonial, e descerrou uma placa com os nomes e datas de dois soldados naturais do lugar do Amarantinho, Fregim, mortos em combate. Uma homenagem preparada em conjunto com a Liga dos exCombatentes do núcleo da Lixa. Como contou ao Jornal de Amarante o presidente da junta, esta homenagem foi “bem recebida pelos familiares” de

Manuel Peixoto Mendes e António Ferreira Pinto. “Reconhecemos que os nossos conterrâneos se bateram por uma coisa e faleceram muito jovens. Por isso, esta homenagem era o mínimo que a junta de freguesia poderia ter feito. Quando comunicamos às famílias destes combatentes a nossa intenção de inaugurar uma Praça em memória dos mesmos, sentimos que nos apoiaram nesta nossa decisão. Julgo que não estavam à espera desta homenagem”, referiu Joaquim Castro. A Praça situa-se próximo do local onde estão sepultados os dois combatentes naturais da freguesia e próximo também da Igreja de Fregim.

Foram muitos os familiares e populares que se quiseram juntar a esta homenagem, onde também marcaram presença algumas figuras camarárias e também do Ministério da Defesa. Esta cerimónia iniciou-se com uma missa, às 11h00, na Igreja de Fregim, pela alma dos combatentes mortos. Seguiu-se a inauguração da Praça dos Combatentes do Ultramar e o descerrar da placa com os nomes dos combatentes Manuel Peixoto Mendes e António Ferreira Pinto. | Texto: Telma Pinto Ferreira | Fotografias: André Pinto

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Jovem manequim de Amarante destaca-se no mundo da Moda Com apenas 16 anos, Lien Vieira tem-se afirmado nas passerelles nacionais O nome sugere outra ideia mas Lien Vieira é natural de Amarante. Filha de mãe belga, a jovem amarantina, de apenas 16 anos, tem vindo a traçar um percurso firme no mundo da moda. Agenciada, em Portugal, pela Best Models, desde os 13 anos, só aos 15 começou a trabalhar. Quando questionada pelo Jornal de Amarante sobre as principais dificuldades desta profissão, a jovem modelo não hesita: “Diria que é manter o corpo em forma, principalmente porque os nossos horários são muito irregulares”. No entanto, “há que ter em atenção a alimentação que deve ser equilibrada; a prática de desporto; ter cuidados especiais com o cabelo, pele e dentes”. De entre os vários trabalhos que pode fazer enquanto modelo, a preferência de Lien recai sobre as passerelles. “Prefiro desfilar. Na passerelle temos de ser controladas e relaxadas, os movimentos, normalmente, não podem ser exagerados nem demasiado presos. É uma miscelânea de sentimentos, mas a adrenalina é imensa”, garante. Para além da Best Models, Lien Vieira é também agenciada pela View Management, em

Barcelona, e pela Why Not Model Management, em Milão, onde esteve a trabalhar durante o mês de Fevereiro deste ano. Em terras lusas, Lien Vieira tem feito já diversos trabalhos, com destaque para a participação no Portugal Fashion e na ModaLisboa. Foi também a cara do cartaz do Portugal Fashion Spring Summer 2012 e fez já editorias para diversas revistas de moda, como a Happy, Magnética Magazine, Bless Magazine e N’style. No que à ModaLisboa diz respeito, a jovem manequim participou, na passada semana, no evento, pelo terceiro ano consecutivo, mas reconhece que “estes desfiles são muitos exigentes”. Como qualquer jovem da sua idade, Lien gosta de ocupar os tempos livres “a andar de patins, na Ecopista; estar com os amigos e ir ao ginásio”. A jovem modelo é, neste momento, estudante do secundário. Quando ao futuro, “ainda não está nada decidido”. Com a quantidade de viagens que faz, Lien Vieira está, habitualmente, longe da família e dos amigos, mas também da sua cidade natal.

“As saudades da família e amigos acumulam, mas tento sempre manter a cabeça ocupada com trabalhos e castings, para conseguir passar melhor o tempo”, conta. Os pais de Lien, Hilde Deforche e Rui Vieira, explicam que, por vezes, “não é fácil” serem pais de uma modelo tão nova: “Às vezes, não é fácil. A nossa filha vai muitas vezes para longe e tem alturas que é mais difícil contactá-la, quando está a trabalhar, e ficamos a pensar: será que ela está bem? É também cansativo, porque vamos levar a Lien muito cedo à estação de comboio; outras vezes chega muito tarde”. Quando a filha Lien vai para o estrangeiro, “é preciso um voto de confiança muito grande porque está completamente por conta dela”, referem. Com 16 anos, Lien Vieira tem-se afirmado nas passerelles nacionais, mas o objectivo passa também por pisar, um dia, as passerelles internacionais. “Fazer carreira no estrangeiro é um dos meus grandes sonhos”, confessa. | Texto: Telma Pinto Ferreira

//// Lien Vieira no Portugal Fashion.

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Biblioteca Municipal dedica meses de Março e Abril aos livros e à leitura A Biblioteca Municipal Albano Sardoeira, em Amarante, tem em curso diversas actividades relacionadas com os livros e a leitura. Denominada “Letras e Poesia”, a iniciativa está a decorrer durante o mês de Março e irá prolongar-se até ao final de Abril. Ao Jornal de Amarante, os Serviços da Biblioteca explicaram que, com esta actividade, pretendem “fomentar o

gosto pela leitura e incitar os leitores a frequentar a Biblioteca”. A título de exemplo, uma das actividades já realizadas, denominada “Café com Poesia”, teve como propósito “destacar importantes autores amarantinos menos conhecidos do grande público, como Rodrigo da Cunha, Maria do Carvalhal e António Carneiro”. Autores cujas poesias fo-

ram impressas em bases e colocadas em vários cafés da cidade. Depois da decoração de montras de estabelecimentos comerciais com livros; da celebração da semana da leitura; do Café com Poesia, seguem-se, entre 19 de Março e 30 de Abril, uma exposição sobre Matilde Rosa Araújo, designada “O destino das fadas” e realizada em colaboração com a Socieda-

de Portuguesa de Autores (SPA). A 21 de Março, será comemorado o Dia Mundial da Poesia com declamações de Maria Manuel do Carvalhal, pelas 19h00, e do actor Amílcar Silva, às 21h00. Já no dia 22 de Março, realizar-se-á um pedy-paper, cujo objectivo passa por conhecer a Biblioteca e a sua extensão de Vila Meã.

No mês de Abril, de 2 a 5, terá lugar o “atelier de Páscoa”, igualmente na extensão da Biblioteca em Vila Meã, onde também, a 24 de Abril, pelas 21h00, se fará a leitura e encenação de textos, com Fernando Soares. Todas estas actividades estão a ser realizadas em parceria com a rede de Bibliotecas escolares. | Telma Pinto Ferreira

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//// sociedade Feira de stocks cumpre objectivos no apoio ao Comércio de Amarante Evento foi organizado pela Associação Empresarial de Amarante, nos dias 9, 10 e 11 de Março.

Ainda que a altura seja de crise, a união dos comerciantes amarantinos, na IX edição do Stockoff, mostrou que é possível marcar a diferença. Cerca de 20 lojistas estiveram presentes nesta feira, entre os dias 9 e 11 do mês corrente, e baixaram ainda mais os preços dos seus produtos, com descontos a rondar os 70 por cento. Como era de esperar, e tal como se tem verificado em edições anteriores, o certame, realizado no Pavilhão Desportivo Municipal, recebeu milhares de visitantes. As vendas, essas, “superaram as expectativas”, de acordo com os comerciantes presentes. A organização esteve a cargo da Associação Empresarial de Amarante (AEA). Como em anos anteriores, o objectivo passou por escoar os stocks existentes nas lojas, atraindo, igualmente, os clientes “com preços mais atractivos”. De acordo com os lojistas presentes no stock-off, “a feira continua a ser uma excelente oportunidade de promover o Comércio de Proximidade” e de dar a conhecer as lojas a potenciais clientes. Desde roupa para Homem, Senhora e Criança, calçado, artigos desportivos, mobiliário, têxteislar e também produtos cosméticos, tudo se pôde encontrar nesta feira de stocks.

“satisfeita com o resultado do evento”. De acordo com o presidente da AEA, Luís Miguel Ribeiro, “as expectativas eram boas, mesmo num período de poucos recursos”. Ainda assim, “essas expectativas foram superadas”, contou. “As pessoas tiveram aqui uma excelente oportunidade de adquirir produtos de qualidade, a um preço mais baixo”, frisou. O número de expositores “foi satisfatório”, o que evidencia que “os comerciantes confiam nos eventos que a AEA prepara”, mas também “no êxito desses mesmos eventos”, referiu Luís Miguel Ribeiro. Apesar da crise que o país atravessa, e que está a atingir a actividade empresarial no geral, as vendas nesta IX feira de stocks tiveram uma resposta adequada. “O balanço é muito positivo”, garantiu o presidente. Para o dirigente, o objectivo de escoar stocks “foi conseguido”, tendo sido, desta forma, “um contributo muito importante para os lojistas amarantinos presentes”. O bom tempo que se fez sentir no fim-de-semana parece também ter ajudado ao sucesso deste evento.

Primeira edição de Stock-Off em Vila Meã A primeira feira de stocks de Vila Meã realizouse entre os dias 2 e 4 de março, nas instalações dos Bombeiros Voluntários, e teve um balanço final positivo. O objectivo do evento foi ajudar a dinamizar o comércio tradicional, proporcionando aos comerciantes o escoamento de alguns artigos que tinham em stock, e paralelamente atrair a população para adquirir vários produtos a preços atractivos. Na iniciativa participaram 20 expositores que disponibilizaram diversos artigos de qualidade com descontos até 70 por cento, nomeadamente vestuário para adultos e crianças, calçado, lingerie, cosmética, artigos de decoração, loiças, brinquedos, bijuteria, licores e doces regionais. A ideia deste evento surgiu de um projecto realizado por Beatriz Alves e Idalina Silva, duas recém licenciadas na área da comunicação. “Sabemos que a crise afecta toda a gente principalmente os comerciantes. O plano que desenvolvemos para este evento tem uma dupla função, por um lado dar a oportunidade aos comerciantes de poderem vender os seus artigos de stock, a um valor muito mais barato, e por outro lado promover os seus serviços e produtos através da publicidade”, revelam. Uma das principais preocupações das jovens é promover a união entre os comerciantes. “Com a nossa ajuda, se todos contribuírem para o mesmo evento, em termos de investimento

“Ainda há um longo caminho a percorrer, até atingirmos uma real igualdade de género” Partido Socialista (PS) comemorou Dia Internacional da Mulher

Organização faz “balanço positivo” Tal como os lojistas, a organização mostrou-se

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Feira da Primavera em Figueiró Santiago

No próximo dia 25 de Março, numa organização da Associação Casa do Povo de Figueiró Santiago, realiza-se a primeira ‘Feira da Primavera’, onde irão estar em destaque muitos produtos tradicionais, como as compotas, o mel, doçaria variada,

| Texto e Fotografia: Alberto Leite |Notícias de Figueiró

| Bruna Silva |Jornal de Vila Meã

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| Texto: Telma Pinto Ferreira | Fotografia: José Carvalho

mas também licores, frutos secos, legumes e arranjos florais. Ao contrário de outras feiras organizadas por esta Associação, este certame será aberto a todos os interessados que queiram expor os seus produtos. A participação é gratuita. O local escolhido para a realização do evento é a área envolvente à sede da Associação Casa do Povo de Figueiró Santiago, instalações onde estará um restaurante aberto para servir refeições por encomenda, que deverão ser pedidas até às 9h30 do dia 25 de Março, através do contacto 919 370 368. Esta feira terá início às 9h00 e o fecho está previsto para as 19h00.

acaba por compensar a toda a gente, pois é muito mais rentável”. As instalações dos Bombeiros Voluntário de Vila Meã foram o local escolhido para a realização do evento porque para além de terem boa localização e acessibilidades, mostrou ser o local mais indicado para o efeito, uma vez que promove um serviço local importante para o bem-estar da população. “Como o evento é uma feira para a promoção do comércio local achamos que os Bombeiros seriam as instalações ideais, pois ajudamos a instituição economicamente com o aluguer do espaço e a melhoria da imagem da organização, promovendo a aproximação com os vilameanenses”. As jovens revelaram que os expositores se mostraram satisfeitos com o resultado da iniciativa, e que seria interessante repeti-la. “Sabemos que pela parte dos participantes desta primeira edição existe a vontade de repetir e há outros interessados. Normalmente, este tipo de feiras ocorre após o fim do período de saldos. A acontecer, gostaríamos de contar com um maior número de participantes e, consequentemente, de alargar o espaço para um segundo pavilhão das instalações dos Bombeiros Voluntários de Vila Meã, que se mostraram sempre cooperantes e com certeza terão muito gosto em voltar a acolher a segunda edição da Feira de Stocks”, concluem.

“Esta é uma homenagem nossa a todas as Mulheres”, referiu a presidente da Comissão Política do Partido Socialista, Ercília Costa, que, no passado dia 8 de Março, juntamente com alguns militantes do Partido e da Juventude Socialista, percorreu as ruas da cidade de Amarante, distribuindo rosas às Mulheres. “Numa sociedade onde ainda há muito a fazer, para que deixe de constar no calendário a celebração deste dia, não podemos deixar de

recordar o papel de relevo que muitas mulheres e muitos homens assumiram, permitindo a igualdade de direitos de ambos os sexos. A data apenas simboliza a conquista da igualdade de direitos entre homens e mulheres, recusando a subordinação de um em relação ao outro, reconhecendo o papel da mulher na sociedade actual”, referiu Ercília Costa. Apesar da crescente afirmação na sociedade moderna, há, ainda, muitas mulheres que são vítimas de discriminação nos salários, na carreira profissional, ou mesmo no processo de selecção para um emprego. “Para vergonha de todos, muitas mulheres continuam a ser vítimas de violência doméstica e demasiadamente submissas. Ainda há um longo caminho a percorrer, até atingirmos uma real igualdade de género”, realçou a presidente da Comissão Política do PS. Este foi já o segundo ano que o PS de Amarante saiu à rua, para comemorar o Dia Internacional da Mulher, na tentativa de “lembrar as grandes conquistas das Mulheres”, ao longo da história, e “prestar homenagem a todas as mulheres que, no seu dia-a-dia, se vão afirmando nos diferentes papéis cívicos, familiares e profissionais que têm de assumir”. | Telma Pinto Ferreira


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//// sociedade

Círculo Lago Cerqueira assinalou sete anos de existência Publicação de livro sobre a I República em Amarante, compilação de fotografias antigas e um site sobre a história de Amarante são alguns dos projectos anunciados pela associação O Círculo Lago Cerqueira assinalou, a 3 de Março, sete anos de existência apresentando, em Assembleia Geral, um diversificado plano de actividades que pretende concretizar nos próximos anos. Para o presidente do Círculo Lago Cerqueira, Pedro Alves Pinto, a associação tem demonstrado, desde o início, grande dinâmica nas inúmeras iniciativas que tem promovido, fruto do empenho e dedicação de todos os que participam nas actividades que aquela associação tem concretizado, adiantando que o entusiasmo tem-se mantido e os projectos que acalentam revelam um forte espírito de iniciativa. “Somos uma associação empenhada no estudo e divulgação da memória e do que de mais significativo marca e faz a história da nossa terra. Sabemos que o

valor de Amarante é inesgotável e queremos realçar os aspectos que fazem desta terra um lugar fabuloso”, referiu. “Todo o trabalho que temos desenvolvido é resultado de uma grande dedicação e de um forte entusiasmo por perpetuar os acontecimentos e factos que fazem parte da identidade da nossa terra”, acrescentou, revelando que o Círculo Lago Cerqueira está a trabalhar afincadamente para a concretização de novos projectos. Para este ano, Pedro Alves Pinto, adiantou que o Círculo Lago Cerqueira está a preparar a publicação de um livro sobre o que de mais significativo aconteceu em Amarante durante a I República. A publicação deste livro, que decorre das comemorações do centenário da república, vai revelar também a personalidade e o contributo dos presidentes

e vereadores da Câmara de Amarante durante a I República. Entre os projectos do Círculo Lago Cerqueira, calendarizados para os próximos anos, Alves Pinto enumerou ainda a publicação de um livro sobre a toponímia de S. Gonçalo, um livro com a história das pastelarias e do doce conventual de Amarante, um livro bilingue sobre S. Gonçalo, uma compilação de fotografias antigas de Amarante, uma publicação com a evolução da publicidade no Século XX em Amarante e ainda um livro de memórias sobre as Festas do Junho. A comemoração do centenário da arborização da Serra do Marão também está incluída no plano de actividades e para assinalar essa data a associação já está a trabalhar na definição de dois Percursos Pedestres – PR de Covelo do Monte

e GR do Marão. Para este ano está ainda programada a edição do terceiro número da revista “Testemunhos”, que o Círculo Lago Cerqueira tem publicado com periodicidade bianual, com artigos de investigação e algumas revelações interessantes sobre a história de Amarante. Pedro Alves Pinto revelou ainda que a associação está a recolher e a compilar um vasto conjunto de dados para que nos próximos anos os possa disponibilizar num site que pretende desenvolver

sobre a história de Amarante. Do que se concretizou no último ano o presidente da direcção do Círculo Lago Cerqueira destacou as comemorações do Centenário da República, nomeadamente a publicação de quatro números do jornal “O Republicano” que recuperou as notícias do que aconteceu em Amarante e no país nos primeiros anos da república, a plantação na serra do Marão do Bosque “António do Lago Cerqueira” e a realização de uma marcha de montanha.

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Cercimarante, Início das obras do Lar de Idosos A Sociedade actual reclama uma necessidade crescente comprometida com a terceira idade. O envelhecimento da população Portuguesa vem-se acentuando, e as estatísticas mostram cada vez mais a diminuição da natalidade. Morrem mais Portugueses que nascem. Somos um País de velhos, é o que ouvimos e lemos, País em que a solidão marca a morte de idosos que se tem conhecimento meses depois, ou que tomámos conhecimento da morte de milhares de idosos só numa semana, mais de três mil, cujas causas para além do frio e das gripes, os entendidos também acentuam as dificuldades neste caos económico. Aquela vontade que muitos idosos demonstram em viver sozinhos, prescindindo quantas vezes do apoio familiar, sempre naquele estilo de independência, leva-me a ver em idosos que conheço, um sentido de resignação, ás vezes de quem não quer incomodar, é certo, mas sempre á espera do último recurso - a morte - como quem espera um prazo definido. A vontade de enfrentar muitos dos problemas que se colocam á terceira idade,

num contexto de ajudar a combater a rotina do “matar o tempo”, e conferir dignidade aos que durante a sua vida deram o contributo á Sociedade, a Cercimarante compromete-se com mais um projecto de apoio social e solidário, com a construção de um novo empreendimento - um Lar para Idosos, em Vinhais, Gatão, junto ao 2º Centro, em local privilegiado, sossegado e soalheiro, construído arquitectonicamente para uma vivência plena e adaptado às necessidades próprias da idade. Compreender os problemas sociais dos que não têm esperança, ou dos que a Família esquece e marginaliza, e quanta mais distância melhor, e para dar mais vida aos anos, ajudar a transmitir dignidade, o carinho e os afectos a uma geração que já cumpriu o seu papel na Sociedade, é este o desafio que irá nortear e valorizar o papel da Cercimarante nos vários projectos, com os quais diariamente se afirma, para as pessoas e para a sua cidadania plena. Damos conta que já tiveram início as obras do Lar de Idosos, em Gatão, e de uma maneira resumida vou deixar alguns aspectos que interessa dar a co-

nhecer. Na frente do edifício teremos amplos passeios e lugares de estacionamento, tanto para visitas como para ambulâncias e pessoas com mobilidade condicionada. Á frente das salas e quartos serão projectados espaços ajardinados e pavimentados, para o lazer dos idosos. Após o acesso ao interior, o utente terá ao seu dispor um átrio de distribuição para a área administrativa, atendimento e gabinete de saúde, assim como o acesso às salas e corredores para os quartos. A secretaria terá um balcão de atendimento, o gabinete de saúde situar-se-á na frente do edifício com ligação directa pelo átrio, e poderá servir para eventual atendimento urgente de idosos que vivam na proximidade do lar. A Sala de Estar e convívio situar-se-á do lado esquerdo da entrada, e projectada para este local, primeiro para garantir a autonomia de acesso para os utentes e espaço de convívio com familiares, e segundo distanciá-lo de zonas susceptíveis de perturbar os utentes nos seus quartos. A ligação ao espaço exterior ajardinado, será fundamental para o

ambiente que se pretende criar á volta não só deste espaço como também da sala das refeições. A sala de refeições, trata-se dum espaço amplo, poderá ser polivalente garantida através de um sistema de divisão do espaço com painéis amovíveis, garantindo assim um espaço mais acolhedor, complementada com estudos acústicos e de insonorização, ambiente e som. No primeiro bloco, ao nível da entrada, projectaram-se 4 quartos duplos e 2 individuais. No fim deste bloco de quartos haverá uma sala de estar para os idosos com uma pequena copa de apoio. No segundo bloco, numa cota mais baixa, teremos o 2º bloco de quartos, com 3 quartos duplos e 4 individuais, projectando-se igualmente outra sala de estar com copa, destinada a este grupo de quartos. O último bloco de quartos, composto por 3 quartos duplos e 4 individuais, o acesso é feito por rampa e escadas, e também uma sala de estar idêntica às restantes. Todos os núcleos de quartos terão um compartimento para rouparia, outro para despejos, além de espaço para banho de apoio. As salas, embora em pisos diferentes, estarão ligadas visualmente entre si. Todos os quartos terão quarto de banho completo, com base de chuveiro no pavimento, totalmente acessíveis para pessoas com cadeiras de rodas. No que se refere á acessibilidade para

pessoas com mobilidade condicionada o projecto contempla a largura dos corredores, espaços dentro dos quartos, execução de rampas e uma das camas terá acessibilidade total. O acesso ao edifício far-se-á pela rua existente, através de um novo percurso, que vai dar a um largo onde existirão lugares de estacionamento de viaturas e os acessos principais do edifício. O terreno destinado á implantação do Lar tem características óptimas, tanto pela sua exposição solar - virado a nascente e a sul, como protecção física e visual em relação á privacidade. Resta a acrescentar que todo o projecto foi executado dentro de uma óptica de optimização do espaço, em que as pessoas devem sentir que existe orga// nização e conforto dentro do espaço que utilizam. Para este empreendimento foram convidadas 13 empresas, responderam 5. O preço base foi de 805.535 euros, sendo esta empreitada adjudicada á firma J. Silva Faria, Lda, de Vila do Conde, por 758.846 euros. O prazo de construção é de 18 meses, e a fiscalização da obra é da firma A.S.P.P.Engenheiros, Lda, de Matosinhos. O empreendimento tem o apoio do Programa POPH com 60%, sendo o valor restante da responsabilidade da Cercimarante. | Hernâni Carneiro

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O Jornal de Amarante / Quinta-feira, 15 de Março de 2012

opinião e rubricas

06

//// política

Qualificar a democracia com prefácio amarantino Qualificar a democracia com prefácio amarantino É reconhecido que em democracia o papel de todos os agentes sociais é fundamental na construção de uma sociedade mais desenvolvida, onde o sentido colectivo assuma o cariz prioritário sobre as premissas individuais. Foi, aliás nesta óptica que Portugal construiu a sua democracia, após conquistar a sua liberdade – que, embora sem direito, lhe era negada. Somos, portanto, um exemplo extraordinário de mobilização na procura de soluções colectivas em torno do bem comum, que encontra em Abril o seu expoente máximo, mas que aí não se esgota. Portugal caminha ainda num processo de qualificação democrática, onde todos nós, cidadãos, somos chamados a intervir sobre diversas formas. Diria que neste processo contínuo de aperfeiçoamento democrático

encontramos dois estádios distintos de intervenção. Por um lado, existe a componente participativa de cada cidadão, seja em movimento individual ou numa lógica adstrita de participação colectiva. Por outro lado, a componente partidária que dá rosto às ideologias sobre as quais os agentes políticos desenvolvem as suas acções, marcadas pela sua lógica individual, mas que se encontra inscrita num paradigma mais geral – a ideologia política. Entendo que não é da mistura dos dois conceitos anteriormente apresentados que encontramos o caminho correcto para o desenvolvimento democrático. Sou, portanto, um convicto cidadão que não acredita em movimentos políticos. Não acredito porque estes forjam uma realidade alheia de uma ideológica e, portanto, são um instrumento perigoso para a proliferação dos interesses individuais sobre o colectivo.

É, neste sentido, que o futuro terá forçosamente de seguir por uma via que prime pela responsabilização por igual, entre aqueles que governam e todos os restantes cidadãos. Deste modo evitaremos uma inércia primária de culpabilização da classe política, como forma de disfarçar as responsabilidades de não (ou má) participação de cada um de nós. Não pode pagar o justo pelo pecador e nós cidadãos amarantinos, mais que todos os outros, temos a obrigação de enaltecer aqueles que de forma rigorosa exercem as suas responsabilidades autárquicas. Segundo o anuário financeiro publicado no inicio do mês de Fevereiro, Amarante ocupa o 14.º lugar entre os municípios de média dimensão em termos de eficiência financeira, sendo mesmo o primeiro no distrito do Porto. Este aspecto demonstra a capacidade de gestão autárquica que ao longo dos últimos anos tem acom-

panhado os responsáveis políticos na nossa cidade. É na conciliação entre uma gestão financeira rigorosa e uma aposta em áreas estratégicas para o desenvolvimento do concelho que Amarante encontra a chave mestra que a coloca na linha da frente entre os municípios da sua região. Todos reconhecemos que o país atravessa uma crise económica e social gravíssima. Sabemos, também, que o tempo é de emergência social, mas o exemplo da gestão autárquica levada a cabo em Amarante abre uma perspectiva de futuro para todos os jovens amarantinos. Sinto-me, enquanto socialista e amarantino, duplamente satisfeito com os resultados presentes no anuário financeiro. Satisfeito porque estes números são a prova clara que é possível, quando há rigor, construir políticas que promovem a desenvolvimento do território sem por em causa

/ Hugo Carvalho Presidente da JS Amarante o futuro das gerações vindouras. Mas sinto-me satisfeito, também, por saber que enquanto jovem não terei de pagar no futuro pela irresponsabilidade de políticas autárquicas no passado. E isto infelizmente não poderão dizer os jovens de muitos concelhos nossos vizinhos.

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A tal reforma O processo da Reforma Administrativa Territorial tem vindo a gerar polémica, mas sobretudo dúvidas entre os portugueses. A informação e, sobretudo, a contrainformação, tem tornado pouco claro e pouco esclarecedor a intenção e a necessidade desta reforma. Durante o exercício de funções do anterior Governo, liderado por José Sócrates, foi assumida a intenção de, simplesmente, se acabar com todas as freguesias que tivessem menos de mil habitantes, o que não mereceu grande contestação. Mais tarde, já quando se negociava com a Troika o conjunto de condições que teriam de vir a ser cumpridas pelo nosso país, a fim de se obter o resgate, o mesmo Partido Socialista exigiu que nesse conjunto de condições, o famoso Memorando, fizesse parte a aplicação da Reforma Administrativa Territorial. Para restaurar a credibilidade de Portugal temos de cumprir com todos os pontos desse memorando.

Regularmente temos cá os «senhores que nos resgataram» para verificar se estamos, ou não, a cumprir ponto a ponto com aquilo com que nos comprometemos. Não haja dúvidas, falhar no ponto desta reforma, como em qualquer outro ponto, seria romper com o memorando. No dia seguinte, por esse mundo fora, as manchetes diriam “Portugal não cumpriu”, atirando-nos de imediato para a posição grega. As notícias não iriam dizer “Portugal não cumpriu com um ponto, mas o resto está tudo bem”. E sabemos bem o que isto implicaria… Convém ainda realçar que, nesta matéria, nem sempre se tem dito a verdade. Tem surgido muita especulação, muita opinião de muitos que, quase de certeza, nem leram, por exemplo, a última proposta que chegou à Assembleia da República, tendo sido aprovada, e cuja discussão está agora na «especialidade». Diz-se que esta reforma vai acabar

com a proximidade dos serviços nas freguesias. É mentira. A única coisa que esta reforma extingue são cargos políticos. Aglomeram-se freguesias, passando a existir, para esse aglomerado, apenas uma assembleia e um Presidente de Junta. Os serviços continuam. Hoje existe um horário de funcionamento em cada Junta de Freguesia, que cada cidadão utiliza sempre que necessita. No futuro, continuará a existir. Além disso, aglomerar freguesias, vai possibilitar o crescimento de massa crítica, vai dar dimensão a esses espaços territoriais, fazendo com que, assim, possam ver aumentadas as suas competências. As freguesias não acabam, unem-se, ganhando dimensão, fazendo com que sobrevivam no século XXI e com que deixem, pelo aumento das suas capacidades, de ser mendigas das Câmaras Municipais. O processo é bem mais simples do que o que muitos querem fazer crer. E não se pode deixar de referir que,

além da proposta do Governo, apenas o Bloco de Esquerda apresentou uma proposta alternativa, honra lhes seja feita, mas que era inconstitucional. Estranhamente, ou não, o PS, que defendeu a inclusão desta reforma no memorando, que tanta celeuma tem levantado, não apresentou uma única solução alternativa. A verdade é que, e falando do caso de Amarante, mais importante do que ver quem tem razão, do que tentar levantar bandeiras partidárias, é perceber de que forma se consegue uma melhor aplicação desta reforma. Será fugindo às responsabilidades e fazendo com que seja um gabinete em Lisboa a definir como fica o território em Amarante? Ou deveria ser procurando entendimentos e fazendo com que, como é possível e preferível, seja Amarante, pelos seus órgãos a definilo? Claramente que a segunda é a melhor opção. Há coisas que valem mais do que qualquer símbolo partidário, do que qualquer teimosia política.

/ Carlos Carvalho Presidente da JSD Amarante

Amarante vale mais do que tudo o resto e, hoje e no futuro, política não tem de ser procurar qualquer coisinha para se fazer uma guerra, mas sim procurar entendimentos. Espero que saibamos pôr Amarante acima de qualquer interesse.

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rubrica de educação

Um olhar sobre a educação

/ Dina Sanches Directora do AE de Amarante

Educar em contextos altamente instáveis é o desafio que a escola está obrigada a abraçar todos os dias. Desta, não se espera menos do que

a capacidade efetiva de se reinventar no seio de uma cultura educacional volátil, que, sendo intrinseca à própria arte de educar, está, por outro lado, sujeita a alterações sucessivas das estruturas curriculares e organizacionais. O que ocorreu no sistema educativo português nos últimos anos foi uma autentica revolução, necessaria, e feita com a coragem de quem acreditava saber que seria um dos caminhos possiveis para mais rápidamente resolver o fantasma dos altos níveis de insucesso e abandono escolares que se verificavam, ano após ano, nas nossas escolas. Estas, têm hoje um mandato claro para promover, ainda mais, uma educação de qualidade e o sucesso educativo de todos os alunos.

Percebe-se, pelas constantes medidas de politica educativa num curto espaço de tempo, que há uma necessidade incessante de dotar a população portuguesa de um maior grau de escolarização. Só assim poderemos ter individuos com capacidade de intervenção civica e sentido critico, indispensaveis ao exercicio pleno de uma cidadania ativa e consciente. Parece-me consensual a ideia de que um povo educado prospera, mesmo em condições adversas, ao contrario de um povo inculto que desperdiça os seus recursos e naturalmente fica mais pobre. Acredito piamente que uma sociedade culta, elegerá dirigentes honestos e competentes e será menos tolerante e permeável à corrupção. No entanto, as mudanças sucessivas

nas políticas educativas e consequentemente, a ausência de pontos de referência estáveis, a incerteza, a insegurança quanto aos valores vigentes e a instabilidade organizacional, estarão a conduzir-nos para algo mais do que a desmotivação generalizada que hoje se sente nas escolas? Se a resistencia à mudança, sabemos nós, é um dado adquirido na natureza humana, ela adquire especiais proporções quando não é entendida pelos profissionais, neste caso da educação, como refletida, discutida, amadurecida e aceite como necessária. Nesta “overdose” de mudanças, como podemos saber para onde ir? Ouvimos com muita frequência, que os alunos de hoje “não sabem nada”, porque não estudam e que por isso

desconhecem as materias consideradas essenciais, atribuindo-se à escola um facilitismo potenciador de um laxismo permanente de alguns alunos e desinteresse pelos assuntos escolares de alguns encarregados de educação. Por outro lado, a própria escola assume o insucesso educativo como um fracasso de toda a comunidade escolar, sem contudo dominar contextos exteriores que muito influenciam os alunos na forma como veem a escola Estou segura de que a falta de consensos e compromissos assumidos pelos diferentes agentes politicos quanto ao que consideram essencial, estarão na origem deste “imbróglio”. Será legitimo perguntar, que educação, que alunos e que país queremos.


O Jornal de Amarante / Quinta-feira, 15 de Março de 2012

rubricas

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saúde e bem-estar que tenta eliminar as causas de uma saúde prejudicada, e busca fortalecer o poder curativo básico que existe dentro do próprio corpo”. ANDREW TAYLOR STILL

/ Helder Monteiro Fisioterapeuta e Osteopata

“A osteopatia não é, apenas, uma abordagem mecanicista da doença, mas um sistema autêntico e efetivo

Um osteopata deve ter em mente um objetivo básico, quando examina um paciente: descobrir e corrigir aquilo que está estruturalmente incorreto e, sempre que possível, recuperar a função normal. A estrutura governa a função e esta, por sua vez, determina a estrutura. A partir do conhecimento das estruturas, e respetiva função, é que podemos apontar as falhas, quando essas existirem, com o objetivo de diagnosticar e tratar a real causa

da patologia e compreender a dor do paciente: 1. Analisando seus diferentes parâmetros; 2. Encontrar a origem dos sintomas por meio das diferentes estruturas do corpo humano: Parietal, Visceral e Crânio Sacra. A osteopatia visceral baseia-se em restabelecer a harmonia entre os movimentos de todos os órgãos e as estruturas que os envolvem, permitindo uma função normal do sistema visceral. Quando se quebra esta harmonia, por razões diversas, começam-se a acumular alterações (restrições) de mobilidade, que, lentamente, vão causando disfunções crónicas, crian-

do pontos de fixação e tensão anormais. A osteopatia visceral é uma terapia manual, com técnicas suaves, que trabalham com o sistema visceral, permitindo localizar e tratar pontos de tensão anormal. Através destas técnicas, promove-se a normalização do tónus visceral e tecidos circundantes, assim como a sua mobilidade. Dor cervical causada por hérnia do hiato, dor no ombro por congestão hepática e dor lombar por obstipação intestinal, são alguns exemplos das queixas associadas de “órgão versus estrutura”. A Osteopatia Sacro Craniana permite, após realizar um diagnóstico das diferentes anomalias, trabalhar sobre

as suturas cranianas, exercendo ligeiras pressões sobre a abóbada craniana ou, simplesmente, seguindo as tensões para fazer ceder bloqueios. A Osteopatia Craniana tem sido usada com sucesso na ajuda de problemas, tais como melhoria de todo o funcionamento do sistema nervoso central, eliminação de efeitos negativos de stress, depressão, fadiga crónica, alterações do nível de atenção, sinusite, tonturas, zumbidos, enxaquecas, cefaleias, dores de cabeça, torcicolos de repetição, problemas viscerais, disfunção da articulação temporo-mandibular, problemas de olhos, entre outros.

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espaço de direito

A impenhorabilidade do salário mínimo nacional

/ Marta Marinho Agente de Execução

Em tempos onde apenas se ouve falar de crise, actualmente justificação para todos os males da sociedade, verifica-se cada vez mais o incumprimento relativamente ao pagamento dos compromissos assumi-

dos no que se refere ao pagamento das prestações pela compra da casa, rendas, créditos ao consumo, quotas de condomínio, entre outros. Proponho-me por isso, falar de um pouco de um tema que, por vezes, suscita algumas dúvidas e confusões para todos aqueles que não conseguem cumprir pontualmente com os seus credores, a impenhorabilidade do salário mínimo nacional. O panorama da economia mundial levou a um aumento exponencial do número de processos executivos que se traduzem, na via pela qual alguém recorre aos tribunais para obter a cobrança de um crédito. Tais acções entopem actualmente os tribunais portugueses e é por isso, cada vez mais frequente ouvir-se falar em penhora de salários ou vencimentos. Não só

porque a lei assim o impoe mas também porque é uma forma rápida e cómoda de obter o pagamento. Todavia, não basta apenas ser detentor de um salário para que tal penhora opere de imediato. Como é do conhecimento geral, o salário mínimo é o mais baixo valor de salário que os empregadores podem legalmente pagar aos seus funcionários pelo tempo e esforço gastos na produção de bens e serviços. Tem assim, por finalidade, aumentar o nível de vida dos trabalhadores e reduzir a pobreza, assegurando o pagamento das necessidades básicas do quotidiano de cada agregado familiar pelo que, a penhora que recai sobre este rendimento tem obrigatóriamente que sofrer certas limitações. Tal procedimento e limitações quan-

titativas resultam de previsões legais, tentando evitar situações de probeza e assegurar que, apesar das dificuldades financeiras que os executados enfrentam para cumprir com os seus compromissos, consigam fazer face ao pagamento das suas despesas básicas e do seu agregado familiar, tais como, renda, àgua, luz, alimentação, vestuário, entre outras. Em Portugal, actualmente, o valor do salário mínimo nacional é de € 485,00, valor esse que, conforme resulta da própria lei civil, é impenhorável atentos todos os motivos que já foram expostos. Todavia, a impenhorabilidade deste valor sofre algumas excepções, nos casos em que o executado tem outros rendimentos ou então, se o crédito exequendo seja a título de alimentos.

Refira-se que a título de alimentos, temos como exemplo a pensão de alimentos a que um progenitor se obriga a pagar para sobrevivência de um filho menor, em regra, resultante de um processo de divórcio entre os progenitores. Caso esse que, assume especial importância e atenção no nosso ordenamento jurídico, uma vez que, estamos perante a protecção de interesses de menores. Não se pretende com os limites impostos à penhora do SMN fazer com que o executado se furte ao cumprimento das obrigações que assume em sociedade, o que por vezes acontece!!!, mas sim, evitar situações de pobreza extrema e salvaguardar o princípio da dignidade humana, constitucionalmente consagrado.

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rubrica de economia

Inovação – um ponto de viragem O nosso país enfrenta grandes desafios. Numa economia cada vez mais globalizada a batalha da competitividade é, hoje, uma tarefa prioritária. Neste particular devemos apostar na inovação. Inovar é trazer algo novo. Inovar no processo produtivo ou no produto de forma a trazer mais valor para o consumidor final e, assim, criar novas oportunidades. No meu entender, a educação assume-se como o grande desafio do país. Na “escola nova” de que o país precisa, tem que se ser capaz de dotar as “novas gerações” com os instrumentos de qualificação estratégica do futuro. Ao mesmo tempo, a “nova escola” tem de conseguir requalificar

as gerações mais antigas no sentido de uma maior profissionalidade e empregabilidade onde a formação de adultos assume uma importância estratégica também na redução do desemprego. Deve por isso, aliar ao domínio por excelência da tecnologia e das línguas a capacidade de, com criatividade e qualificação, conseguir novas soluções com maior valor acrescentado. Isto é inovar. Desta forma, as empresas, as universidades e centros de I&D, os chamados “centros de competência”, têm de ser orientados para a criação de valor. A sua meta deve ser criar, produzir e comercializar, na economia mundial, produtos e serviços de va-

lor acrescentado “made in Portugal” de forma a aproveitar a criatividade e os recursos endógenos do país, numa lógica de desenvolvimento autocentrado e sustentável. Isto também implica que a cooperação estratégica entre sectores, regiões, áreas de conhecimento, campos de tecnologia, não pode parar. Vivemos a era da cooperação em competição e os alicerces da “vantagem competitiva” passam por este caminho. Importa fazer da inovação o factor da mudança no país. A cada vez maior desertificação do interior, a incapacidade das cidades médias de protagonizarem uma atitude de catalisação de mudança, de

fixação de competências, de atracção de investimento empresarial, são realidades marcantes que confirmam a ausência duma lógica estratégica consistente. Não se pode conceber uma aposta na competitividade estratégica do país, sem entender e atender à coesão territorial, sendo, por isso, decisivo o sentido das efectivas apostas de desenvolvimento regional de consolidação de “clusters” de conhecimento sustentados. Por tudo isto, penso que a aposta na inovação é um ponto de viragem. Viragem do próprio ciclo económico desfavorável que terá de ocorrer por todo o país, em nome do desenvolvimento e da qualidade de vida.

/ Rui Canossa Professor de Economia


O Jornal de Amarante / Quinta-feira, 15 de Março de 2012

grande entrevista

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José Augusto Silveira, Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Amarante,

“A existência desta unidade irá acolher os doentes do nosso concelho permitindo às suas famílias uma presença mais assídua” A Santa Casa da Misericórdia de Amarante está a poucos meses de retomar os serviços de saúde na cidade. O Jornal de Amarante falou com o Provedor, José Augusto Silveira, sobre a nova Unidade de Cuidados Continuados, em fase de construção. Um projecto concebido para dar uma resposta mais eficaz às necessidades de saúde da população, cada vez mais dependente e envelhecida. Este empreendimento deverá estar concluído em Outubro próximo. O desejo manifestado é que esteja a funcionar em pleno, já em Janeiro de 2013. Por Telma Pinto Ferreira Fotografias: Maria José Cunha

O Jornal de Amarante (OJA): Trinta e seis anos depois, a Santa Casa da Misericórdia está próxima de retomar os serviços de saúde, com a construção de uma Unidade de Cuidados Continuados. Que expectativas tem em torno deste regresso? José Augusto Silveira (JAS): Começaria por dizer que, antecedendo este interregno de 36 anos, houve um período de mais de 400 anos, durante o qual o Hospital da Misericórdia foi o único estabelecimento de apoio à saúde no concelho de Amarante. A expectativa só pode ser o cumprimento da nossa missão, expressa nas obras de Misericórdia. OJA: A inauguração está prevista para quando? JAS: O empreendimento deverá estar totalmente concluído no próximo mês de Outubro. A inauguração será marcada em consonância com a assinatura do acordo a celebrar com a Administração Regional de Saúde, sem o qual a unidade não poderá funcionar. É, no entanto, nossa vontade que em Janeiro de 2013 esteja em pleno funcionamento. OJA: Mesmo numa altura de crise, a Santa Casa da Misericórdia não abdicou de apostar nesta obra? JAS: É numa altura de crise que um maior número de pessoas mais sofre e, ao longo dos séculos, as Misericórdias sempre souberam dar respostas. Um

concelho como Amarante, com uma elevada percentagem de pessoas com mais de sessenta e cinco anos, necessita de uma unidade de cuidados continuados, isto é, a prestação de cuidados de apoio social, de saúde de manutenção, de cuidados clínicos, de reabilitação e de apoio psicossocial, em regime de internamento.

“Um concelho como Amarante, com uma elevada percentagem de pessoas com mais de sessenta e cinco anos, necessita de uma unidade de cuidados continuados”

OJA: Que serviços serão disponibilizados nesta Unidade de Cuidados Continuados? JAS: A unidade contempla duas respostas. A primeira diz respeito à unidade de média duração e reabilitação, para a prestação de cuidados clínicos, de reabilitação e apoio psicossocial, a pessoas com perda transitória de autonomia potencialmente recuperável. Quanto à unidade de longa duração e manutenção é destinada ao internamento

de carácter temporário ou permanente, para prestar apoio social e cuidados de saúde de manutenção a pessoas que não reúnam condições para serem cuidadas no domicílio. Nestas unidades são assegurados os cuidados médicos diários e de enfermagem permanente, fisioterapia e terapia ocupacional, a prescrição e administração de fármacos, o apoio psicossocial, animação sócio-cultural, apoio no desempenho das actividades da vida diária e serviços de higiene, conforto e alimentação. OJA: Formar profissionais para trabalhar num local como este exige um esforço suplementar? JAS: Os serviços assentam na actuação de uma equipa multidisciplinar composta por especialistas profissionais. Tal como acontece nas diversas áreas da Instituição a formação merece especial atenção e sendo esta mais técnica exige um maior esforço.

“É nossa vontade que, em Janeiro de 2013, esta Unidade de Cuidados Continuados esteja em pleno funcionamento”


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grande entrevista

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//// A nova Unidade de Cuidados Continuados está a ser construída na Rua Mário Cal Brandão, em Amarante.

OJA: Esta unidade trará conforto à população amarantina, na medida em que evitará a deslocação para unidades de

“As Misericórdias Portuguesas, no dizer de muitos responsáveis, são a ‘almofada’ social do nosso país”

outras cidades? JAS: Os cuidados continuados

integrados pretendem ser um serviço de proximidade, embora integrado numa rede nacional. As pessoas, a maior parte saídas de um internamento hospitalar, são encaminhadas para a unidade mais próxima. A existência desta unidade irá acolher os doentes do nosso concelho que dela necessitem permitindo às suas famílias uma presença mais assídua. OJA: Os dados que ilustram o envelhecimento da população atestam a importância de existir uma unidade como esta? JAS: Há carências ao nível de cuidados de média e longa duração assim como de cuidados paliativos. Do aumento da esperança média de vida, decorre o aumento da prevalência de pessoas com doenças incapacitantes o que justifica a existência da Rede Na-

“Do aumento da esperança média de vida, decorre o aumento da prevalência de pessoas com doenças incapacitantes o que justifica a existência da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados

cional de Cuidados Continuados Integrados que, hoje, já ninguém põe em causa. OJA: Com esta obra, a região do Tâmega e Sousa irá ficar bem servida a nível de saúde? Quantos utentes irá abranger? JAS: Com o Centro Hospitalar Tâmega e Sousa do qual faz parte o novo hospital de Amarante, com esta unidade de cuidados continuados e de outras de menor dimensão nesta região e com a reorganização do ACES do Baixo Tâmega, podemos afirmar que a região fica bem servida. Resta esperar que os serviços respondam com eficiência. OJA: A Santa Casa da Misericórdia de Amarante tem mais projectos previstos para os

próximos tempos? JAS: Com a devolução pelo Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa do edifício do actual hospital estão previstas novas respostas na área da saúde decorrendo, nesta altura, negociações nesse sentido. OJA: Na qualidade de Provedor, como tem visto a actuação da Santa Casa, ao longo dos anos? JAS: As Misericórdias Portuguesas, no dizer de muitos responsáveis, são a “almofada” social do nosso país. A Misericórdia de Amarante tem estado na linha da frente.


O Jornal de Amarante / Quinta-feira, 15 de Março de 2012

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actualidade

//// sociedade

//// numismática

“Comemorar esta data é trazer o consumidor para a ordem do dia”

Plano Numismático 2012

A Associação para a Defesa dos Consumidores (DECO) está a levar a cabo várias iniciativas no Dia Mundial dos Direitos do Consumidor, hoje, 15 de Março. No dia em que se comemoram mundialmente os Direitos do Consumidor, 15 de Março, O Jornal de Amarante falou com a Associação para a Defesa dos Consumidores (DECO) para tentar perceber a importância desta celebração e que iniciativas estão a ser realizadas um pouco por todo o país. Para a DECO, esta data representa uma oportunidade importante para relembrar a importância dos direitos do consumidor e sobretudo a sua defesa. “Comemorar esta data é trazer o consumidor, muitas vezes o elo mais fraco da cadeia económica, para a ordem do dia”, esclareceu esta Associação. Em vários distritos do país, a DECO está a promover actividades que pretendem “informar e educar para o consumo”, dois dos direitos consagrados, através de inúmeras sessões de esclarecimentos para os consumidores mais jovens. Além disso, está também a apresentar alguns dos problemas mais comuns dos consumidores portugueses e a forma mais adequada de os resolver. Para além de todos os direitos, faz parte da missão da DECO informar os consumidores também sobre os seus deveres. “O consumidor tem, por exemplo, o dever de se associar para que possa ser representado e a

sua voz se faça ouvir junto das entidades competentes. O consumidor deve informar-se, ser activo e reclamar formalmente. Deve respeitar o meio ambiente e não esquecer os seus direitos”, frisou a DECO. O Dia Mundial dos Direitos do Consumidor é celebrado a 15 de Março, data em que, pela primeira vez, foi institucionalmente reconhecido, pelo então Presidente norte-americano John Kennedy, numa comunicação ao Congresso, em 1962. Em Portugal, os direitos dos consumidores são considerados direitos fundamentais dos cidadãos, estando consagrados na Constituição da República Portuguesa, art.º 60.º. Ao abrigo da Lei de Defesa do Consumidor vigente (Lei 24/96, de 31 de Julho, com sucessivas alterações), o consumidor tem direito à qualidade de bens e serviços; protecção da saúde e da segurança física; formação e educação para o consumo; informação para o consumo; protecção dos interesses económicos; prevenção e reparação dos danos patrimoniais ou não patrimoniais; protecção jurídica e a uma justiça acessível e pronta, mas também à representação e consulta. | Texto: Telma Pinto Ferreira

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Câmara requalifica campos de treino do Estádio Municipal A Câmara de Amarante de Amarante (CMA) vai requalificar os campos de treino do Estádio Municipal, tendo posto já a concurso a respectiva empreitada. De acordo com o projecto, serão criados dois campos de jogos (de futebol de 11 e de futebol de 7), dotados de relvado sintético, para que se garantam as condições gerais exigidas pela Federação Portuguesa de Futebol (FPF) para a prática da modalidade. A intervenção irá também incluir a requalificação dos balneários de apoio à prática desportiva dos escalões de formação, a construção de uma área técnica e de

sanitários públicos exteriores, a construção de rampas de acesso para utilização por pessoas com mobilidade condicionada e o aproveitamento do espaço interior da bancada central para a instalação de balneários de apoio. O preço-base da empreitada é de 1 milhão, 330 mil euros (IVA excluído), tendo sido fixado um prazo de execução de 180 dias. A consignação da obra está prevista para Junho e a conclusão dos trabalhos deverá acontecer em Dezembro.

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Cineclube de Amarante exibe o filme “Offside” O Irão visto num jogo de futebol. O Cineclube de Amarante exibe esta sexta-feira, 16 de Março, o filme “Offside” (Urso de Prata em Berlim, em 2006). O último realizado por Jafar Panahi, antes que as autoridades iranianas o censurassem por motivos políticos. Neste filme, inspirado num evento real sucedido com a filha de Panahi, vemos a forma como as mulheres iranianas estão impedidas de entrar em estádios de futebol. Ainda assim, em todos os jogos, algumas mais ousadas disfarçam-se de homens e fazem de tudo para enganar a polícia de costumes iraniana. Hoje, uma

rapariga é detida à entrada e vai ter que encarar a sua própria condição e arranjar subterfúgios para enganar as autoridades. Cineclube de Amarante Santa Luzia (por baixo dos CTT) Às 21h30 Offside – Fora de Jogo, De: Jafar Panahi Com: Sima Mobarak-Shahi, Safar Samandar, Shayesteh Irani, Género: Comédia Dramática Irão, 86 min.

Por lapso, na edição anterior, foi atribuída a organização do “Fórum do Sector Metalúrgico e Metalomecânico” ao Centro de Formação CENFIM de Amarante. Este Fórum foi realizado pela Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa. O CENFIM apenas cedeu as instalações para o evento.

10 Anos do Euro e 100 da Universidade de Lisboa As primeiras moedas postas a circular em 2012, ainda que ambas comemorativas, não podiam ser mais diferentes no que diz respeito ao respectivo curso legal (que significa, a capacidade de servir como meio de pagamento num dado espaço territorial); a de 2 Euro em toda a zona euro, a de 2,50 Euro circunscrita ao território português.

da face nacional é Helmut Andexlinger (profissional ao serviço da casa da moeda austríaca) e o da face comum é Luc Luycx. Cunhada em latão/cuproníquel, tem o diâmetro de 25,75mm e o peso de 8,5g. O diploma que lhe dá curso legal é a Portaria n.º 24/2012 de 26 de janeiro, do Ministério das Finanças.

2,50 Euro - Centenário da Universida-

2,00 Euro - 10.º Aniversário da Circulação do Euro

de de Lisboa

A pretexto do “X Aniversário da Circulação do Euro” e por proposta da Comissão Europeia, os 17 países da Zona Euro, em conjunto, assinalam tal evento com a cunhagem de uma moeda corrente de 2,00 Euro cuja procura originou longas e inusitadas filas junto do Banco de Portugal onde depressa esgotou. O desenho da face nacional, escolhido por cidadãos e residentes na área do euro, representa o papel desempenhado pela moeda euro [notas e moedas] nos últimos 10 anos no quotidiano das pessoas e evoca diversos aspetos tais como os cidadãos em si (representados por uma família de quatro pessoas), o comércio (barco), a indústria (fábrica) e a energia (torres eólicas). As doze estrelas envolvendo todo o desenho simbolizam a União Europeia e as legendas «Portugal» e «2002 - 2012» identificam o país emissor e indicam o período considerado (a diferença entre a moeda de um estado para a de outro estado reside apenas no nome do respectivo país escrito, é obvio, no idioma correspondente). A moeda tem o valor facial de 2,00 Euro e o limite de emissão de 500.000 moedas com acabamento normal, mais 10.000 com acabamento BNC e mais 10.000 com acabamento Proof. O autor do desenho

Para assinalar o “Centenário da Universidade de Lisboa” [esquecendo porém o da Universidade do Porto], fundada pelo decreto de 22 de Março de 1911 (seu artº. 1º., que se transcreve: «no Território da Republica além da Universidade de Coimbra já existente, são criadas mais duas Universidades – uma com sede em Lisboa e a outra no Porto»), foi cunhada uma moeda de 2,50 Euro onde estão representados no anverso o escudo português e a esfera armilar, uma caravela estilizada e a legenda «República Portuguesa» bem como o valor facial e no reverso o símbolo da universidade e a legenda «Centenário da Universidade de Lisboa 1911 -2011». A moeda é da autoria da escultora Ana Gorgulho, tem o valor facial de 2,50 Euro, o limite de emissão é de 100.000 moedas cunhadas em liga de cuproníquel com acabamento normal, a qual tem 10g de massa, o diâmetro de 28mm e bordo serrilhado. A esta, acresce uma cunhagem especial em prata com o limite de 5.000 moedas com acabamento proof, 12g de massa e no resto com características idênticas à da emissão normal. A Portaria n.º 851/2011 de 21 de Dezembro dá vida a esta moeda e integra-a, para efeitos legais, nas emissões de 2011. | António Mota fonte: INCM- Imprensa Nacional Casa da Moeda, Lisboa

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O Jornal de Amarante / Quinta-feira, 15 de Março de 2012

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//// freguesias amarantinas por Telma Pinto Ferreira | Fotografias: José Carvalho Ôlo

A paisagem silvestre e pura deixa adivinhar a beleza que S. Paio de Ôlo encerra. Este “belo vale, severo e amplo”, como alguém, um dia, descreveu a freguesia, situa-se a oito quilómetros da sede do concelho, na parte norte de Amarante. Com 437 habitantes, é, em termos demográficos, a sexta mais pequena do concelho e é a freguesia mais recente, pois foi criada somente em 1935, altura em que deixou de pertencer a Sanche. Do património natural invejável de Ôlo, destaca-se o rio com o mesmo nome desta terra, conhecido pela transparência da sua água que muitos visitantes atrai até à freguesia, para momentos de convívio e refrescantes banhos. Um rio onde abundam as trutas e no qual as margens acolhem muitos moinhos que, outrora, com a força da corrente, transformaram o milho em farinha. É nesta freguesia, essencialmente agrícola, que os seus habitantes nutrem um carinho especial pela terra. Souberam aproveitá-la, assim como a força das águas do rio, adoptando soluções energéticas não poluentes, com a ajuda de moinhos e azenhas.

É importante, aqui, referir que, em meados do século XX, foi aqui construída uma barragem que fornecia electricidade para a sede de concelho, entretanto desactivada. Esta pequena construção constituiu para a freguesia e para os seus visitantes um local de interesse turístico e de lazer.É também aqui que a actividade empresarial se vai desenvolvendo, ainda que timidamente, com cerca de “seis empresas”. Por cá, os sectores com mais destaque, de acordo com o presidente da junta, Manuel António Ribeiro, “são a construção civil e a distribuição de produtos alimentares”. Mesmo num cenário de crise, as empresas existentes “vão funcionado bem”. Relativamente ao Património construído, salienta-se a Igreja Matriz de Ôlo, de construção moderna, mas simples, não se afastando do convencional, construída de raiz em 1936. Para além da Igreja, destacam-se também as Alminhas, painéis de azulejo cravados na rocha, representando cenas religiosas, e que existem vários lugares da freguesia. Terra de muitas tradições, Ôlo tem como pratos típicos o cozido à portuguesa, cabrito assado, arroz de cabidela e fumeiro. E, é também na Gas-

tronomia que esta freguesia dá cartas, com a realização da já aclamada “Feira das Papas de Ôlo”. Um evento que se realiza no fim-de-semana antes da entrada na Quaresma. Esta Feira tem como atracção as famosas Papas (nabo; couve e sarrabulho). Mas, nem só as papas constituem a ementa desta feira, pois existem os petiscos, o vinho verde da Terra e alguns produtos artesanais. Esta actividade tem, de ano para ano, vindo a ganhar popularidade, projectando o nome da freguesia não só a nível nacional, como também além-fronteiras. No que ao artesanato diz respeito, a tecelagem e a cestaria constitui os dois melhores exemplos do que se faz na terra. Em termos culturais, Ôlo é, ao longo do ano, palco de várias iniciativas promovidas não só pela junta de freguesia, como também pela Associação Desportiva e Cénica de Ôlo. O “Trial do Ôlo” é exemplo de um evento realizado em parceria e que permite aos amantes de Todo-o-Terreno, momentos de pura adrenalina numa das mais belas Serras de Portugal - a serra do Marão.

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//// agenda A 16 de Março, Secretário de Estado Adjunto da Economia e do Desenvolvimento Regional preside cerimónia de assinatura de Acordo de Cooperação Empresarial As 13 Associações Empresariais do Tâmega, a região mais desfavorecida e com os piores indicadores económicos e sociais da Comunidade Europeia, vão selar, esta sexta-feira, 16 de Março de 2012, um acordo de cooperação empresarial numa cerimónia que contará com o alto patrocínio do Secretário de Estado Adjunto da Economia e do desenvolvimento Regional, António Almeida Henriques. Nesse mesmo dia, serão visitadas algumas das maiores empresas do sector metalúrgico da região e do país e decorrerá ainda um Fórum para a Competitividade da Região do Tâmega, no Centro Pastoral de Amarante, às 15h00, que além da presença do Secretário de Estado contará também com a participação do Vicepresidente da Associação Empresarial de Portugal, Paulo Nunes de Almeida e do Administrador Executivo da Agência para o Investimento e Comércio Externo Português, José Vital Moreira.

A 16 de Março, Primeira Mostra de Doces Conventuais e Doces em Miniatura Das 10h30 às 16h30, no Largo da Igreja da Misericórdia, terá lugar a

//// gastronomia - Receita da Semana primeira Mostra de Doces Conventuais e Doces em Miniatura.

A 18 de Março, Caminhada “Dia da Árvore” A Junta de Freguesia de Cepelos, conjuntamente com o Grupo Desportivo de Cepelos e a Associação Viver Canadelo e Serra do Marão, realiza, no próximo dia 18 de Março, a Caminhada “Dia da Árvore”, das 9h30 até ao 12h30. A concentração é feita às 9h30, junto às Piscinas Municipais de Amarante. O almoço está marcado para a Sede da Junta de Freguesia de Cepelos, com um custo de 5€ por pessoa. À tarde, pelas 16h00, terá lugar a plantação de árvores. A 24 de Março, APD organiza acção de formação/ sensibilização com o tema “Desmistificar a diferença” A Comissão Dinamizadora da Delegação Local de Amarante da Associação Portuguesa de Deficientes (APD) realiza, a 24 de Março, pelas 15h00, uma acção de formação/ sensibilização com o tema “Desmistificar a diferença”, na sala polivalente da Casa da Juventude. A sessão será conduzida por Joana Costa, psicóloga com especialização em Psicopatologia e Psicoterapias dinâmicas e Inês Afonso, psicóloga com especialização em Neuropsicologia Clínica.

Esta formação tem como temas principais: - Definição de doença mental; - Autismo; - Síndrome de Down; - Paralisia Cerebral; - Síndrome alcoólica Fetal. A inscrição neste evento é gratuita mas obrigatória, por razões logísticas. A ficha de inscrição deverá ser enviada até ao dia 17 de Março, para o e-mail amarante.apd@gmail.com. A 25 de Março, Primeira Marcha de Montanha nas Rotas das Estações Arqueológicas da Aboboreira A Associação Viver Canadelo e Serra do Marão realiza, no dia 25 de Março, mais uma Marcha de Montanha. Local: Escola Primária Aldeia Velha (S. Simão) Local de Concentração: Parque Florestal de Amarante (para caminheiros que tenham dificuldade em chegar ao local) Marcha com cerca de 13 KM, Grau de Dificuldade Baixo. PROGRAMA: 09h00: Recepção aos caminheiros 09h30: Inicio da Marcha 13h00: Almoço na Escola Primária Inscrições: 5 Antas com almoço incluído. As inscrições podem ser feitas através do e-mail: vivercanadelo@hotmail.com. (Envie-nos a informação para: jornaldeamarante@gmail.com)

Entrecosto no Forno

Ingredientes: - 1,300 kgs de entrecosto - 1 colher de (sopa) de massa de pimentão ou colorau doce - 2 dl de vinho branco - 2 colheres de (sopa) de azeite - 1 colher de (sopa) cheia de banha - 800 grs de batatas pequeninas - Sal q.b. - 6 grãos de pimenta - 5 dentes de alho - 1 folha de louro sem o veio. Preparação: Tempere a carne com os alhos o sal, o louro, a pimenta, louro e o colorau

previamente pisados até formar uma pasta e deixe marinar Disponha as batatas previamente descascadas num tabuleiro e tempere com pimenta moída no momento, sal e colorau. Coloque a carne em cima das batatas e regue com a banha derretida o azeite e o vinho e leve ao forno durante cerca de 45 minutos. Acrescente um pouco de vinho ou água caso o molho dimínua. Decore com gomos de limão. (Envie-nos a sua receita para: jornaldeamarante@gmail.com)


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necrologia e classificados

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necrologia e classificados

Canadelo- Amarante AGRADECIMENTO

Sr. Luciano Conde Sua família vem por este meio, e muito reconhecidamente agradecer a todas as pessoas que participaram no funeral do saudoso extinto ou que, de qualquer outro modo, lhes manifestaram o seu pesar. Agradecem também a todas as pessoas que se dignaram assistir à missa de 7º dia. Pedem desculpa por qualquer falta involuntariamente cometida.

Agência Funerária S. Pedro - 255432496 | 917534643 | 917578908

CARTÓRIO NOTARIAL NOTÁRIA PAULA SÁ CERTIFICO, para efeitos de publicação, que por escritura do dia seis de Março de dois mil e doze, lavrada a folhas 15 do Livro 3-D, deste Cartório, MANUEL ANTÓNIO DE BABO e mulher MARIA FLORA DE MACEDO, casados no regime de comunhão geral, naturais respectivamente da freguesia de Freixo de Baixo e da freguesia de Freixo de Cima, ambas do cencelho de Amarante, residentes na segunda na Avenida do Alto da Lixa, nº 1461, contribuintes 124830544 e 124829864, declaram que são donos e legítimos possuidores, com exclu-

São Gonçalo - Amarante

fregim - Amarante

AGRADECIMENTO

AGRADECIMENTO

Sr. António Augusto da Silva Ferreira

Sr. José Teixeira

Sua família vem por este meio, e muito reconhecidamente agradecer a todas as pessoas que participaram no funeral do saudoso extinto ou que, de qualquer outro modo, lhes manifestaram o seu pesar. Agradecem também a todas as pessoas que se dignaram assistir à missa de 7º dia. Pedem desculpa por qualquer falta involuntariamente cometida.

mente cometida.

são de outrem, do seguinte: Prédio urbano sito em Trouxainho, freguesia de Mancelos, concelho de Amarante, composto por casa de rés-do-chão e andar, para habitação, com a área coberta de quarenta e seis metros quadrados, a confrontar do norte, sul, nascente e poente com o proprietário, inscrito na respectiva matriz predial, em nome de António Pinto Peixoto, sob o artigo 426, não descritivo na Conservatória do Registo Predial de Amarante, conforme certidão que arquivo. Que este prédio adveio à posse dos justificantes, por compra verbal, a António Pinto Peixoto e mulher Olinda de Jesus, casados no regime da co-

Sua família vem por este meio, e muito reconhecidamente agradecer a todas as pessoas que participaram no funeral do saudoso extinto ou que, de qualquer outro modo, lhes manifestaram o seu pesar. Agradecem também a todas as pessoas que se dignaram assistir à missa de 7º dia. Pedem desculpa por qualquer falta involuntaria-

munhão geral, residentes em Arrifana, freguesia de Freixo de Cima, concelho de Amarante, em data que não podem precisar do ano de mil novecentos e cinquenta e oito, transmissão esta meramente verbal, inexistindo portanto qualquer título formal que a possa comprovar. Que, desde essa data, têm possuído o dito prédio em nome próprio e sem a menor oposição de quem quer que seja, desde o seu início, posse que sempre exerceram sem interrupção e ostensivamente, à vista e com conhecimento de toda a gente e traduzida na habitação da casa, na sua conservação, ampliação, bem como em todos os demais actos materiais de fruição, sendo, por isso, uma posse pacífica, porque exercida sem violência, contínua e pública. Como esta posse assim exercida, durante mais de vinte anos, o foi sempre de forma correspondente ao exercício do direito de propriedade, acabaram por adquirir o prédio por usucapião, que invocam para justificar o direito de propriedade para fins de registo predial, dado que deste modo de aquisição não pode ser comprovado extrajudicialmente de outra forma. Que, desta forma, justificam a aquisição do aludido imóvel por usucapião. ESTÁ CONFORME O ORIGINAL. Felgueiras, 06 de Março de 2012. A Notária, a) Paula Sá

Agência Funerária S. Pedro - 255432496 | 917534643 | 917578908

São Gonçalo- Amarante

Tribunal Judicial de Amarante 2º Juizo 1ª Publicação - Anúncio

AGRADECIMENTO

Dª Cecília Teixeira Sua família vem por este meio, e muito reconhecidamente agradecer a todas as pessoas que participaram no funeral da saudosa extinta ou que, de qualquer outro modo, lhes manifestaram o seu pesar. Agradecem também a todas as pessoas que se dignaram assistir à missa de 7º dia. Pedem desculpa por qualquer falta involuntariamente cometida.

Agência Funerária S. Pedro - 255432496 | 917534643 | 917578908

Serviços: - Preparação do corpo com vista a umas exéquias dignas dentro de todos os requisitos exigidos por lei. - Atendimento rápido e imediato, com resposta em tempo real, todos os dias e a qualquer hora, ao longo de todo o ano. - Tratamos da transladação para qualquer parte do país e do estrangeiro. - Tratamos dos serviços religiosos e cemitério. - Tratamos de cremações. - Tratamos de todo o tipo de documentação relacionada com segurança social, caixa nacional de aposentações, centro nacional de pensões e outra. - Tratamos de todos os serviços relacionados com o arranjo de jazigos e sepulturas, lápides e todos os formatos e gravações manuais ou à máquina, de epitáfios. - Veículos exclusivos para transporte de familiares e acompanhantes.

Funerárias do Tâmega, Lda: 255424422 | 917643062 | 919449561 | 917502997

Bustelo - Amarante AGRADECIMENTO

Sr. José da Silva Pereira Sua família vem por este meio, e muito reconhecidamente agradecer a todas as pessoas que participaram no funeral do saudoso extinto ou que, de qualquer outro modo, lhes manifestaram o seu pesar. Agradecem também a todas as pessoas que se dignaram assistir à missa de 7º dia. Pedem desculpa por qualquer falta involuntariamente cometida. Funerárias do Tâmega, Lda: 255424422 | 917643062 | 919449561 | 917502997

Processo: 543/10.8TBAMT Acção de processo Sumário N/Referência: 2816669 Data: 29-02-2012 Autor: Maria Elisa de Jesus Maia e outro(s)… Réu: Manuel Gomes da Costa Oliveira e outro(s)… Nos autos acima identificados, correm éditos de 30 dias, contados da data da segunda e última publicação deste anúncio, citando:

Réu: Gustavo Augusto Gonçalves, filho(a) de , , , domicílio: Rua da Taipa, Nº 203, Freixo de Cima, 4600-000 Amarante Com última residência conhecida na(s) morada(s) indicada(s) para, no prazo de 20 dias, decorrido que seja o dos éditos, contestar, querendo, a acção, com a cominação de que falta de contestação importa a confissão dos factos articulados pelo(s) autor(es) e que em substância o pedido consiste Tudo como melhor consta do du-

plicado da petição inicial que se encontra nesta Secretaria, à disposição do cintando. O prazo acima indicado suspende-se, no entanto, nas férias judiciais, Fica advertido de que é obrigatória a constituição de mandatário judicial. O Juiz de Direito a) Dr. João Manuel Araújo O Oficial de Justiça a) Ana Maria Gonçalves P. Cardoso

Tribunal Judicial de Amarante 2º Juizo 1ª Publicação - Anúncio Processo: 159/12.4TBAMT Divórcio Sem Consentimento do Outro Cônjuge Autor: Eva Lurdes Carvalho Machado Réu: Manuel Joaquim Ribeiro Costa Nos autos acima identificados, correm éditos de 30 dias, contados da data da segunda e útlima publicação do anúncio, cintando o(a) ré(u) Manuel Joa-

quim Ribeiro Costa, com última residência conhecida em domicílio: Rua de Guimarei N.º 302, Fregim, 4600-591 AMARANTE, para no prazo de 30 dias, decorrido que seja o dos éditos, contestar, querendo, a presente acção, com a indicação de que a falta de contestação não importa a confissão dois factos articulados pelo(s) autor(es) e que em substância o pedido consiste, tudo como melhor consta

do duplicado da petição inicial que se encontra nesta Secretaria, à disposição do cintando. Fica advertido de que é obrigatória a constituição de mandatário judicial. Amarante, 06-03-2012 N/Referência: 2826119 O Juiz de Direito a) Dr. João Manuel Araújo O Oficial de Justiça a) Ana Maria Gonçalves P. Cardoso


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classificados

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classificados

Comunicado do Partido Socialista de Amarante Considerando que: - O memorando de entendimento assinado entre o Estado Português, a Comissão Europeia, o Banco Central Europeu e o Fundo Monetário Internacional é para respeitar e executar na garantia de que direitos básicos das populações não sejam afetados ou, pelo menos, sejam minimizados; - O Poder Local, não podendo deixar de ser mexido e ajustado a novas necessidades, não pode ser abalroado por vontades trôpegas de afirmação política; - Qualquer tentativa de reorganização e administração do território deve ser precedida de uma abordagem global desse território, começando na regionalização, passando pelo papel das CIMs e dos Municípios, para que se possa acabar nas freguesias; - Da discussão pública do “Documento Verde” ressaltou a necessidade primeira de definir atribuições e competências das atuais estruturas políticas locais e daquelas que se pretende fortalecer, bem como a aprovação de uma nova lei das finanças locais; - O território não pode ser definido, nem em função de critérios quilométricos, nem muito menos de cega abordagem censitária; - Os órgãos municipais, Assembleia Municipal e Câmara Municipal, não têm qualquer tutela sobre as autarquias de freguesia que possuem legitimidade política e dignidade constitucional próprias; - O compromisso do memorando de “redução significativa do número de autarquias” visa a

redução significativa da despesa e, se possível, que seja conjugada com o aumento da eficácia; - Já foi assumido pelo governo que deste reajustamento administrativo das freguesias não resulta qualquer poupança e é garantido pelas Associações de Municípios e de Freguesias que haverá perda de eficácia; - O território de Amarante, pela sua extensão, diversidade e especificidade não comporta a aplicação dos critérios definidos pela Lei 44/XII já aprovada em Conselho de Ministros A Comissão Política Concelhia do Partido Socialista, auscultando a opinião dos presidentes de junta eleitos nas listas do partido, assim como os cabeças de lista não eleitos, DELIBEROU: 1. Afirmar que a Lei 44/XII, em processo de aprovação, está em completo antagonismo, na forma e no conteúdo com o preconizado nos considerandos. Por isso 2. Não aceitar qualquer agregação das freguesias que não se inclua num processo de reorganização administrativa do território. 3. Não colaborar, no seio da Assembleia Municipal e/ou Câmara Municipal, no trabalho de agregação de freguesias enquanto o processo não envolver o território nacional, nos seus vários domínios, e não cumprir o espírito e a letra do memorando. 4. Nada a opor a que cada freguesia, por iniciativa concertada com as freguesias vizinhas, decida desencadear o processo de agregação.

COOPERTÂMEGA CONVOCATÓRIA

Ao abrigo do disposto no artigo 9º dos Estatutos desta Cooperativa, convoco os senhores cooperantes para reunirem em Assembleia – Geral Ordinária, a realizar na sua sede social, sita na Rua Dr. Miguel Pinto Martins, desta cidade, no próximo dia 30 de Março de 2012, pelas 20h30, com a seguinte : ORDEM DE TRABALHOS 1- Leitura e Aprovação da Acta da reunião anterior; 2- Apreciação, discussão e votação do Relatório e Contas do ano de 2011;

3- Outros assuntos de interesse para a Cooperativa. Não comparecendo o número legal de associados à hora indicada, a Assembleia reunirá meia hora depois com qualquer número, nos termos do artigo 9 nº 2 dos Estatutos, para o que fica desde já convocada. Amarante, 10 Março de 2012 O Presidente da Mesa da Assembleia Geral: a) Luís Miguel Ribeiro

ASSOCIAÇÃO EMPRESARIAL DE AMARANTE CONVOCATÓRIA

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Bombeiros Voluntários de Amarante Convocatória Assembleia Geral Ordinária Nos termos da Lei e dos Estatutos da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Amarante, ao abrigo da alínea c) do número 2 do artigo 47º, convoco todos os sócios para a Assembleia Geral Ordinária, a realizar no próximo dia 29 de Março, pelas 20:30 Horas, na sede da Associação, sita na Av. 1º de Maio, nesta Cidade de Amarante, com a seguinte: Ordem de trabalhos Ponto Um – Discussão e aprovação do Relatório e Contas de Gerência do ano de 2011 e Parecer do Conselho Fiscal.

Ponto Dois – Trinta minutos para discussão de outros assuntos de interesse para a Associação. Não comparecendo o número legal de Associados, a Assembleia Geral funcionará trinta minutos mais tarde, qualquer que seja o número de Associados presentes, em conformidade com o número 1 do artº 49º dos Estatutos. Amarante, 09 de Março de 2012 O Presidente da Assembleia Geral, a) Dr. Pedro Leonel Dias Marques Cunha

Banda Musical de Amarante Convocatória Na qualidade de Presidente da Assembleia da Associação denominada “Banda Musical de Amarante”, Associação de utilidade pública, com sede no Edifício do Salto, 2ª. Cave, nº.24, 4600-281 – Amarante, contribuinte nº. 501.403.19, nos termos dos respectivos estatutos e ainda de acordo com o disposto nos artigos 171º e seguintes do Código Civil, convoco uma Assembleia-geral para o próximo dia 24 do corrente mês de Março, pelas 14.30 horas, na sede da associação, com a seguinte ordem de trabalhos:

Ponto único: Apreciação, discussão e aprovação do relatório e contas do ano de 2011; Não se verificando número legal de presenças – metade – para a Assembleia funcionar (nº.1 do art. 175º do Código Civil), esta reunir-se-á meia hora depois (15.00 horas) no mesmo local e com qualquer número de presenças, mantendo-se a ordem de trabalhos. O presidente da Assembleia-geral a) Arnaldo Teixeira Pinto da Costa

Infantário Creche O Miúdo Convocatória Assembleia Geral

Ao abrigo do nº 1 do art.º 28º dos Estatutos do Infantário Creche O Miúdo, convoco uma Assembleia-Geral Ordinária para o dia 21 de março de 2011,quarta feira, pelas 20H30m, na sua Sede, situada na Rua de Guimarães, 643, com a seguinte ordem de trabalhos: 1- Aprovação da ata da última sessão da assembleia geral.

Ao abrigo do disposto nos artigos 17 nº 2 e 20 nº 2 dos Estatutos desta Associação, convoco os senhores associados para reunirem em Assembleia – Geral Ordinária, a realizar na sua sede social, sita na Rua Dr. Miguel Pinto Martins, nº 90, desta cidade, no próximo dia 30 de Março de 2012, pelas 21h00, com a seguinte : ORDEM DE TRABALHOS 1- Leitura e Aprovação da Acta da reunião anterior; 2- Apreciação, discussão e votação do Relatório e Contas do ano de 2010; 3- Outros assuntos.

Não comparecendo o número legal de associados à hora indicada, a Assembleia reunirá meia hora depois com qualquer número, nos termos do artigo 19 nº 1 dos Estatutos, para o que fica desde já convocada. Amarante, 12 de Março de 2012 O Presidente da Mesa da Assembleia Geral: a) José Teixeira Mendes

2- Discussão e votação do Relatório e Contas 2011, bem como do Parecer do Conselho Fiscal. 3- Outros assuntos de interesse para a Instituição. NOTA: A reunião iniciar-se-á meia hora mais tarde com qualquer número de sócios se, à hora marcada, não estiver presente a maioria simples dos associados (nº3 do art.28º dos Estatutos). Amarante, 09 de março de 2011 O Presidente da Assembleia Geral a) Avelino Teixeira Carmo


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desporto

//// natação

Este fim-de-semana,

Torneio Zonal de Infantis em Vila Meã Realiza-se na Piscina Municipal de Vila Meã, em Amarante, entre sexta-feira e domingo, 16 a 18 de Março, o Torneio Zonal de Infantis Norte, com a participação de nadadores da Associação de Natação do Norte de Portugal, Associação de Natação de Aveiro, Associação de Natação de Coimbra, Associação de Regional de Natação do Nordeste e Associação de Natação do Minho. Participam 289 atletas (139 masculinos e 150 femininos) em representação de 42 clubes: Académico de Viseu, Associação Desportiva de Fafe, Académica de Coimbra, Clube Desportivo de Estarreja, Clube Desportivo Feirense, Clube Desportivo de Campinho, Clube Fluvial Portuense, Clube Fluvial Vilacondense, Clube Galitos de Aveiro, Clube Natação de Vagos, Clube Natação Interior Norte, Clube Natação de Valongo, Clube Náutico Académico de Coimbra, Clube Náutico de Miranda do Corvo, Clube de Natação da Maia, Clube de Vouzela, Colégio Liceal de Santa Maria de Lamas, Associação CADES, EM Desportos Barcelos, Escola Desportiva Limiana, Escola Desportiva de Viana, Estamos Juntos, Foca Clube de

Natação de Felgueiras, FC Porto, Gespaços, Ginásio Clube de Vila Real, Ginásio Clube Figueirense, Ginásio Clube de Santo Tirso, Famalicão, Grupo Recreativo O Vigor da Mocidade, Junta de Freguesia de Paião, Leixões Sport Clube, Lousada Século XXI, S. Pedro do Sul, SCC/Oryzon Energias, Sport Algés e Águeda, Sport Clube de Mirandela, Sporting Clube de Aveiro, Sporting Clube de Braga, Sporting Clube de Espinho, Viana Natação Clube e Vitória de Guimarães. Inaugurada em Novembro de 2007, a Piscina Municipal de Vila Meã recebe frequentemente provas oficiais de natação pura e jogos de polo aquático. Programa: 16 de março: 16h00 17 de março: 09h00 e 16h00 18 de março: 09h00 e 16h00

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//// btt

Rui Guimarães triunfou em Moreira de Cónegos Betetista amarantino dos Terríveis Clube Aventura conquistou primeiro lugar do XCO Internacional O atleta Rui Guimarães (Terríveis-TomobikeMetalocardoso) foi o mais forte na categoria de Veteranos A no XCO Internacional de Moreira de Cónegos, que decorreu no concelho de Guimarães, no passado domingo, 11 de Março. O betetista dos Terríveis Clube Aventura de Amarante conquistou o primeiro lugar numa prova que encarou com optimismo. “A pista era bastante técnica, mas consegui tirar partido disso. Já no ano passado tinha participado na categoria de Elite, por isso, esta pista já não me era desconhecida. Mesmo assim, apliquei-me e dei o meu melhor. Fiquei muito satisfeito com este resultado”, contou Rui Guimarães. O atleta amarantino referiu que este é o primeiro ano em que está a alinhar na classe dos Veteranos A. Ainda assim, garantiu, “tem corrido tudo como planeado”. Em Moreira de Cónegos, e desde a primeira volta, o atleta destacou-se da concorrência, não tendo dado qualquer hipótese aos adversários. Terminou completamente isolado. “Quero levar o nome da minha equipa [Terríveis Clube Aventura de Amarante] ao mais alto ní-

Propriedade: Publitâmega - Publicações do Tâmega, Lda. Tiragem Média 3500 exemplares.

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Preço de Assinatura Continente 30,00 Euros Estrangeiro 50,00 Euros

vel”, frisou Rui Guimarães. O colega de equipa Rafael Moura (Terríveis-Tomobike-Metalocardoso) também alinhou nesta partida. No entanto, e fruto de uma avaria, foi obrigado a abandonar a prova, logo na primeira volta. Na terceira corrida do dia, alinhou Luís Leite (Terríveis-Tomobike-Metalocardoso) que, partindo da segunda fila da grelha, e numa corrida cautelosa, recuperou e foi sexto, na categoria de Juniores. Para além da corrida de Veteranos A, realizaramse também as corridas das categorias Veteranos B e C, C3, Cadetes e Juniores. Este XCO Internacional de Moreira de Cónegos foi precedido por uma corrida de BTT de desporto escolar, que juntou cerca de 400 alunos de escolas de Entre o Douro e Minho. No total do fim-de-semana, foram perto de 600 os betetistas que participaram nesta prova.

| Texto: Telma Pinto Ferreira | Fotografia: Luís Neto

//// Rui Guimarães com o dorsal 301.

Director: Telma Pinto Ferreira | Director-Adjunto: Paula Freitas | Sub-director: Osvaldo Magalhães Redactores: Telma Pinto Ferreira; Vânia Pinheiro; Bruna Silva; Alberto Leite, Mário Fernandes Colaboradores: A. Magalhães, António Patrício, Carlos Carvalho, Hernâni Carneiro, João Pereira da Silva, Simão Marinho, Sónia Bastos, Raquel Marinho, Angelina Teixeira, Rui Canossa, Hélder Monteiro, João de Queiroz Pinto, Paula Freitas, Olga Freitas, Dina Sanches Fotografia: José Carvalho; Carlos Moura; Mário Fernandes, Paulo Teixeira; Telma Pinto Ferreira; Vânia Pinheiro Parcerias: Notícias de Figueiró, Jornal de Vila Meã, Rádio N (NFM - 89.2) Paginação: Maria José Cunha | Departamento Comercial e Secretariado: Maria José Cunha Redacção: Rua Viela dos Lodos, 4, S.Gonçalo, 4600-111, Amarante Tels.: 255 410 240 Edição: Coopertâmega, Cooperativa de Serviços de Consultoria, Formação, Gestão e Eventos, SRL / NIF: 509488838 Registos: Ministério da Justiça/Instituto de Comunicação Social - 106941| Depósito Legal: 135757/99 (Nota: A opinião expressa nos artigos assinados pode não corresponder forçosamente à da direcção do jornal)

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O Jornal de Amarante / Quinta-feira, 15 de Março de 2012

desporto

////

15

futebol - 2ª Divisão Nacional

Amarantinos com más recordações açorianas Madalena, 2 – Amarante, 0 Amarantinos com más recordações açorianas Madalena, 2 – Amarante, 0 Jogo no Campo do Bom Jesus, em são Mateus do Pico, com arbitragem de Hugo Silva da Associação de Futebol de Lisboa Madalena: Hugo Cardoso, Rui Alberto, Samiro, Kiki e Lino (Wilson, 83), Braima, Orlando, Demba, MAruca (Frazão, 74), Luís Tavares e David Nunez (Sequeira, 92) Treinador: Manuel Matias Amarante: Celso, Pedro Carneiro, André Pires (Pedro Miguel,83), Carlos Castro e Bispo, Bruno Alves, Tiago Martins, Tiago Rodrigues (Miguel, 66), Diogo Lamelas (Tiago Silva, 84), Marquinhos e Quim Ao intervalo: 0 – 0 Golos: Demba (63) e David Nunez (79) Amarelos: Braima (38) e Celso (88) Foi com péssimas condições atmosféricas que o Amarante defrontou o Madalena, naquela que foi a última deslocação aos Açores, nesta época, com muito vento e chuva. Pode dizer-se que os amarantinos não têm

boas recordações da sua deslocação aos Açores, já que os três jogos realizados terminaram em três derrotas. Na primeira parte, e mesmo jogando contra o vento, o Madalena, no primeiro quarto de hora, deteve o comando do jogo, criando duas boas ocasiões para inaugurar o marcador, já que o Amarante demorou a adaptar-se ao Campo e às condições atmosféricas. Passados os 15 minutos iniciais, a equipa amarantina subiu as suas linhas e acabou por equilibrar o jogo, tendo criado algumas ocasiões excelentes de golo para se adiantar no marcador. Deixou, para trás, a mala pata das suas deslocações anteriores às ilhas açorianas, mas a sorte a não querer nada com os avançados amarantinos. Na segunda parte, o Amarante sentiu mais dificuldades, já que jogava contra o vento e com os locais mais habituados às condições atmosféricas, foram mais perigosos. Ao minuto 10, Braima, na cobrança de um livre directo, quase em posição frontal não deu hipóteses a Celso, fazendo o primeiro golo da partida. A formação

amarantina não se desuniu e soube reagir bem à desvantagem no marcador, e Quim quase fazia o empate, mas com o vento a desviar a trajectória da bola e a evitar o empate. A meio da etapa complementar, surgiu o caso do jogo, com Diogo Lamelas a ser pontapeado dentro da área, mas o árbitro a mandar seguir, conCLASSIFICAÇÃO siderando que Pos o jogador ama- Equipa rantino foi car1 Tondela regado dentro 2 Sp Espinho da lei. E um mal 3 Boavista nunca vem só, já 4 Operário que à entrada do 5 Amarante último quarto de 6 Coimbrões hora, num lance 7 São João Ver de contra ataque, 8 Gondomar David Nunez fez 9 Al Lordelo o segundo golo 10 Cinfães dos açorianos. O 11 Padroense Amarante ainda 12 Anadia conseguiu res13 Angrense ponder à desvan14 Paredes tagem, que digase era injusta, e 15 Ol Bairro ainda criou mais 16 Madalena

algumas boas situações, mas era dia não para os avançados amarantinos, já que a sorte não esteve do lado da equipa. A partida terminaria com o marcador a mostrar dois golos para os açorianos, numa partida importunada pelas más condições atmosféricas, e com o Amarante a ter razões de queixa da equipa de arbitragem que viajou desde Lisboa, já que fez clara vista grossa a uma grande penalida-

de a favor da formação amarantina, que poderia ter dado empate e, por consequência, poderia ter influenciado o resultado final. | Mário Fernandes RESULTADOS 23 Jornada

2012-03-11

Madalena 2 - Amarante 0 Anadia 1 - Coimbrões 2 Angrense 0 - Gondomar 1 Cinfães 1 - Operário 0 Ol Bairro 0 - Boavista 3 Padroense 1 -Sp Espinho 2 Paredes 1 - Tondela 1 São João Ver 3 - Al Lordelo 2

PT

J

49

V

23

E

15

D 4

GM GS

4

38

17

49

23

15

4

4

37

23

42

23

13

3

7

25

22

234ª Jornada

2012/0318

Al Lordelo - Tondela Boavista - Amarante Coimbrões - Angrense

40

23

11

7

5

24

16

Gondomar - São João Ver

36

23

10

6

7

32

23

Madalena - Cinfães

33

23

7

12

4

25

24

33

23

10

3

10

29

38

33

23

7

12

4

20

26

32

23

9

5

9

35

28

32

23

9

5

9

28

33

29

22

8

5

9

33

36

27

23

7

6

10

35

34

22

23

5

7

11

28

34

18

23

5

3

15

23

41

18

22

4

6

12

21

30

15

23

4

3

16

24

42

Ol Bairro - Paredes Operário - Padroense Sp Espinho - Anadia RESULTADOS 22ª Jornada

2012-03-10

Alpendorada 0 - Sousense 0 Cesarense 0 - Infesta 4 Leça 1 - Vila Real 1 Serzedelo 2 - Mêda 0 Sp Lamego 1 - Grijó 2 Vila Meã 0 - Rebordosa 0

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////

futebol - 3ª Divisão Nacional

Nulo favorece o Rebordosa Vila Meã, 0 – Rebordosa, 0 Jogo No Estádio Municipal de Vila Meã, com arbitragem de Arnaldo Araújo da Associação de Futebol de Vila Real. Vila Meã: Nélson, Daniel, Miguel André Santos (Mika, 46) e Pinheiro, Lemos, Artur (João, 67), Calvino, Areias, Mesquita e Moura (Jonas, 62) Treinador: Paulo César Rebordosa: Adriano, Arnaldo, Ricardo, Nani (Litos, 55) e Gustavo, Sousa (Gomes, 91), Hugo Costa, Pinto, Carlos, Vítor e Barros (Alex, 93) Treinador: Djão Ao intervalo: 0 - 0 Amarelos: Sousa (24), André Santos (26), Calvino (27), Barros (42), Miguel (53), João (88), Gustavo (88), Pinto (93), Arnaldo (93) e Alex (95) O Vila Meã recebeu, no seu terreno, a formação do Rebordosa, tendo empatado a zero bolas, numa boa partida de futebol. Na primeira parte, o Vila Meã foi superior ao seu adversário, que jogava cartada importante nesta partida, já

que só dependia de si próprio para ficar nos primeiros seis lugares, e com a formação da casa a acalentar algumas esperanças para chegar ao sexto posto, tarefa que não era nada fácil, já que dependia de terceiros. Apesar do domínio exercido, não conseguiu materializar em golos esse ascendente, na primeira parte. A segunda parte trouxe um Rebordosa mais afoito no ataque, e a obrigar os vilameanenses a ter bastantes cautelas defensivas, já que os visitantes quando se abeiravam da baliza contrária criavam bastante perigo, e a não terem a calma necessária para conseguirem inaugurar o marcador. Mesmo assim, o resultado final acaba por ser mais proveitoso para os rebordenses, já que com o ponto conquistado, conseguiram manter a sexta posição na tabela, o que lhes garante a disputa ao nacional da segunda divisão nacional. Arbitragem com alguns erros, mas sem influência no resultado final. | Mário Fernandes

resultados FADA CLASSIFICAÇÃO - 1ª Divisão

Pos

Equipa

RESULTADOS - 1ª Divisão

PT

J

V

E

D

GM

GS

18ª Jornada 2012-02-26

1

Gatão A

39

16

12

3

1

46

14

2

Padronelo

38

16

12

2

2

52

14

3

Madalena

36

17

11

3

3

40

23

4

Cepelos

33

16

9

6

1

38

13

Gatão A

5

Lufrei

33

17

10

3

4

33

25

Padronelo

6

Freixo de Baixo

31

17

9

4

4

24

21

7

Estradinha

26

17

7

5

5

32

25

8

Vilarinho

16

16

5

1

10

32

54

9

Gondar

14

16

4

2

10

26

33

10 Aboadela

14

17

3

5

9

17

11 Maltezes

12

17

3

3

11

18

12 Estrelas da Paz

7

17

2

1

14

16

56

13 Fridão

5

17

1

2

14

17

49

PT

J

V

E

D

GM

GS

Equipa

0

Maltezes

Estradinha

0

-

4

Madalena

Aboadela

0

-

0

Estrelas da Paz

1

-

2

Lufrei

8

-

2

Vilarinho

1

-

0

Cepelos

Fridão

Descansa - Gondar

RESULTADOS - 1ª Divisão 19ª Jornada 2012-02-26

3/18/2012

32

Freixo de Baixo

Maltezes

-

Estradinha

32

Madalena

-

Aboadela

Fridão

-

Estrelas da Paz

Gondar

-

Gatão A

Vilarinho

-

Padronelo

ARCA

40

17

13

1

3

44

16

2

Vila Garcia

37

17

12

1

4

47

21

3

Mancelos

32

17

9

5

3

33

19

4

Louredo

29

15

9

2

4

28

22

5

Ôlo

23

17

6

5

6

32

30

6

Travanca

23

17

6

5

6

26

24

7

Lomba

22

16

6

4

6

29

32

8

Murgido

22

17

7

1

9

28

31

9

Várzea

21

16

6

3

7

29

29

10 Carneiro

17

17

5

2

10

34

51

11 Vila Chã

16

16

4

4

8

25

39

12 Bustelo

10

16

3

1

12

21

43

13 Ansiães

10

16

2

4

10

22

41

Filial: R.Dr. António Manuel Cerqueira Magro 4615-594 Borba de Godim | Email: pedrocostaseguros-lixa@iol.pt

-

-

1

Sede: Av. 1º Maio, nº26 - 4600-012 Amarante Telf/Fax: 255433420 | Email: pedrocostaseguros@iol.pt

1

Cepelos

CLASSIFICAÇÃO - 2ª Divisão Pos

3/10/2012

Freixo de Baixo

Descansa - Lufrei

RESULTADOS - 2ª Divisão 18ª Jornada 2012-02-26

3/11/2012

Lomba

2

-

1

ARCA

Travanca

1

-

3

Carneiro

Ôlo

4

-

0

Murgido

Vila Garcia

1

-

0

Mancelos

Bustelo

0

-

1

Louredo

1

-

3

Ansiães

Várzea

Descansa - Vila Chã

RESULTADOS - 2ª Divisão 19ª Jornada 2012-02-26

3/17/2012

Ansiães

-

Lomba Travanca

ARCA

-

Carneiro

-

Ôlo

Murgido

-

Vila Garcia

-

Bustelo

Vila Chã

Descansa - Mancelos

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JA nº.1660  

15 de Março de 2012

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