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Autorizado a Circular em envelope Plastificado

O JORNAL AMARANTE de

DIRECTORA: Mª JOSÉ CUNHA

PORTUGAL

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Rua Cândido dos Reis, 222 | 4600-055 AMARANTE Email: amarante@abreu.pt - Tel.: 255410100 - Fax: 255410109

ABERTO à hORA dE ALMOÇO

Quinta-feira, 20 de Outubro 2011 | Nº 1639| Ano 32 | euro 0.80

António Marinho e Pinto, Bastonário da Ordem dos Advogados

Restaurantes mostram o melhor da Gastronomia tradicional no “Amarante à Mesa”

“Não esquecerei jamais esta homenagem” Bastonário da Ordem dos Advogados homenageado pelo Rotary Club de Amarante


2| O Jornal de Amarante

EDITORIAL

CARICATURAS 1

3

É seráfico de falas, tão serenas, Que mais parecem de puro anjo. Se voa não sei. As asas não tem penas. E de música toca harpa e banjo.

Os anos não lhe fazem rugas ou mossa, Como granizo em chapa zincada. Mesmo que bata forte a saraivada Com a pedra mais vasta e grossa.

Veio do Olimpo, mas não de Atenas, E voou de posto e foi a arcanjo. E para o tal de falas amenas Mais fiel retrato não arranjo.

Ouvi-lo? Oiça-o quem queira e possa. Eu para ouvi-lo tenho a orelha fechada. Antes um trinado ou uma balada Mesmo que seja de voz insossa.

Não ri nem sorri o rosto angélico. Parece carregar saudade do paraíso Donde veio para o Olimpo novo.

Teve lugares altos, teve louvores. E também lhe rogaram pragas loucas Mesmo os que dele receberam favores.

Mas brande com denodo o gládio bélico E corta a direito, rápido e preciso, Na carne viva e inerme do povo.

Rosnaram vozes, e não foram poucas, Que ele foi causa de molestos dissabores, Mas a isso ele faz orelhas moucas.

2

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Este fala, fala, e tão longamente Que a gente de o ouvir até adormece. Lembra torneira aberta de fio dolente Com água a correr que até se esquece.

Este é príncipe da bola. Génio Do pontapé, do drible e da artimanha. No campo a correr ninguém o apanha, E fora dele dizem que é boémio.

É todo sorrisos e gestos de eloquente. Tem a felicidade de ser o que parece. De tão prolixo e vivaz, já toda a gente Diz que só tem o defeito de carregar no “esse”. Homens assim são precisos para entreter. Se não fosse eles como haveria de ser Nas tardes de televisão com certos jornais. Por isso se lhes dá o merecido destaque, Porque em Portugal há muito basbaque Sempre pronto para escutar os “tais”.

Penso que é mentira. É apenas o prémio De quem milhões de euros ganha. E se com as mulheres bem se amanha, Tudo faz parte da gente do mesmo grémio. Ninguém como ele para vender jornais Sejam de papel ou os das televisões São todos ávidos dele, a mim, a mim. Rei absoluto ou talvez mais, Ao pé dele todos os outros são anões, Com botas doiro, de prata ou de marfim. |Elmano Sabino| Junho 2011

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O JORNAL DE AMARANTE Propriedade Publitâmega - Publicações do Tâmega, Lda. Tiragem Média 3500 exemplares.

jornaldeamarante@iol.pt jornaldeamarante@gmail.com

Senhor Assinante regularize por favor a sua assinatura

Foi conhecido na passada quinta-feira, as linhas e traços gerais do Orçamento de Estado para 2012. Entre subida dos impostos, directos e indirectos, reduções de benefícios fiscais, diminuição de comparticipações, aumento de taxas, surge a suspensão dos subsídios de férias e natal dos funcionários e pensionistas da função pública. E da seguinte forma: para quem aufere um salário bruto ou pensão superior a mil euros, a suspensão dos dois subsídios é automática; aqueles que auferem entre quinhentos e mil euros, a suspensão de um dos subsídios é automática e a perda do segundo é progressiva. Disseram alguns economistas que com essa redução de despesa, perto de 80 por cento do “buraco” orçamental estaria “tapado”, mas logo a seguir descobre-se que afinal o dinheiro dos contribuintes não chega para fazer face a um novo buraco, mas desta feita, no BPN. Perguntamos, o BPN não foi vendido ao desbarato? Então porque têm os contribuintes de continuar a ser castigados com as suas dívidas? Há quem diga já que a suspensão dos subsídios de férias e de natal na função pública, veio para, afinal, ficar e que são o pronuncio de vários despedimentos no sector que o Governo pretende fazer, como uma das fases que serva a adopção de políticas cada vez mais liberais e que afastam o Estado, ou pretende cada vez mais afastar, das suas funções essenciais e das suas funções reguladoras. A entidade reguladora da saúde veio dizer que, se por cada mensagem ou por cada chamada efectuada por telemóvel pelos cidadãos, e considerando apenas um telemóvel, um cêntimo revertesse para o Ministério da Saúde, não seria necessário aumentar as taxas moderadoras, diminuir tão drasticamente

os transplantes e implementar as devidas comparticipações para as redes de cuidados continuados. Porem, ninguém ouviu!!! Os professores temem agora o fim da escola pública, medida aliás sempre defendida por Pedro Passos Coelho e já nem sequer se importam ou preocupam com o modelo de avaliação, adaptaram-se (ou mais ou menos) e aceitam. Mas realmente devem estar apreensivos, motivos não faltam, tarefa fácil não é o que poderão esperar os directores de escolas e de agrupamentos nos próximos tempos! As forças públicas, GNR, PSP e PJ devem proteger os cidadãos e os seus bens, devem reivindicar recursos humanos e logísticos, para actuarem contra e para prevenirem a criminalidade, se não têm meios, têm que os exigir, não podem ficar de braços cruzados. E os Magistrados não devem ter medo de ordenar que se investigue, que se previnam crimes, que as acções de vigilância sejam efectivas acções de vigilância, evitando o aumento da criminalidade, o Ministério da Administração Interna tem que ter noção do mundo real, do que acontece na sociedade e agir, pessoas com medo e deprimidas não beneficiam a economia! ; os vizinhos devem ajudar-se uns aos outros e protegerem-se mutuamente! Não cortem na segurança, na saúde e na educação, pelo contrário! São essas as armas para o desenvolvimento e para a sã convivência! Empresários (pequenos, médios e grandes) invistam na qualidade e diversificação, exportem, tentem internacionalizar os vossos produtos, para novos mercados! A banca deve ajudar e incentivar esse caminho! É o mínimo que pode e deve fazer! Cabe a cada um de nós, não desistir, ser vigilantes e estar atentos.

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Directora: Mª José Cunha Colaboradores: A. Magalhães, António Patrício, Carlos Carvalho, Costa Neves, Gabriel Carvalho, Hermínia Mendes, Hernâni Carneiro, Maria Rosa Pinto da Cunha, Mário Fernandes, Paulo Teixeira.net, João Pereira da Silva, Simão Marinho, Sónia Bastos, Raquel Marinho, Telma Pinto Ferreira Design e Paginação: Maria José Cunha Secretariado: Maria José Cunha Administração/Redacção/Departamento Comercial: Largo de S.Pedro, 2ºC, Apartado 75 - 4600-036 Amarante, Tels.: 255 432 301/255 432 313/ 255 432914 Registos: Ministério da Justiça/Instituto de Comunicação Social - 106941| Depósito Legal: 135757/99 Pessoa Colectiva: 500 886 644 Depósito Legal: 135757/99 Pessoa Colectiva Nº 500 886 644 Gerência: Joaquim José F. Machado, Eduardo Oliveira Pinheiro (detentor de mais de 10% do Capital) Tels.: 255 432 301/255 432 313/ 255 432 914

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O Jornal de Amarante Quinta-feira, 20 de Outubro 2011 | 3

ACTUALIDADE António Marinho e Pinto, Bastonário da Ordem dos Advogados

“De Amarante guardo as melhores recordações da minha vida”

“Esta homenagem é forte do ponto de vista emocional, do ponto de vista dos afectos e dos sentimentos que provoca. Não a esquecerei jamais, aliás, como também não esqueci esta terra onde nasci e dei os primeiros passos na cidadania, na direcção do conhecimento e das minhas opções de vida que vieram, mais tarde, a justificar, aqui, esta homenagem”, afirmou ao Jornal de Amarante o Bastonário da Ordem dos Advogados. Natural da freguesia de Vilã Chã, em Amarante, António Marinho e Pinto foi agraciado, no passado dia 11 de Outubro, pelo Rotary Club de Amarante. Como explicou o actual presidente, Fernando Ribeiro, o nome do Bastonário “foi unanimemente aceite por todos os companheiros do Rotary Club de Amarante” para lhe ser prestada esta homenagem. “É um amarantino de referência, com uma carreira extraordinária. Ficamos muito satisfeitos porque notamos emoção e alegria no seu discurso”, garantiu Fernando Ribeiro. Presentes nesta cerimónia dedicada a Marinho e Pinto estiveram muitos dos seus amigos e colegas de profissão. “Foi particularmente emocionante ter aqui amigos, velhos colegas da adolescência, colegas do Colégio de S. Gonçalo e de profissão a comungar este momento. De Amarante, guardo as

melhores recordações da minha vida e, hoje, sinto-me particularmente sensibilizado por esta homenagem ter sido feita pela minha terra, onde dei os primeiros passos como cidadão”, partilhou Marinho e Pinto. Salientando que a Advocacia tem conseguido resistir “às tentativas de a denegrir e subalternizar”, o Bastonário dirigiu palavras de agradecimento ao Rotary Club de Amarante, aos seus conterrâneos e amigos pessoais presentes e fez questão de estender esta distinção a todos os colegas da Comarca de Amarante. “Entendo esta homenagem não como sendo pessoal, mas como uma homenagem à Advocacia da nossa cidade e, por isso, envolvo todos os colegas desta comarca num abraço fraterno”, proferiu. “Homenagem mais do que merecida” No decorrer desta cerimónia, foi apresentado o curriculum vitae de António Marinho e Pinto por Pedro Cunha, membro do Rotary Club de Amarante, que expressou também algumas palavras ao Bastonário. “Homenageamos o profissional, o cidadão sério, corajoso, perseverante, responsável, coerente, determinado, polémico (às vezes), um homem que subiu na vida a pulso e que, hoje, é merecedor da nossa modesta homenagem. É um prazer prestar-lhe este tributo ao ci-

dadão amarantino, ao advogado, ao jornalista, ao escritor, ao homem público determinado, ao homem coerente que lutou pela democracia, ao Bastonário da Ordem dos Advogados. É com muita honra que lhe fazemos esta homenagem mais do que merecida”, aclarou Pedro Cunha. Sendo um dos clubes mais antigos e prestigiados do Distrito, o Rotary Club de Amarante tem quase 60 anos de existência. Nos últimos anos, tem vindo a distinguir personalidades da terra que, nas suas áreas de actuação, se têm evidenciado. Este ano, a escolha recaiu sobre o amarantino António Marinho e Pinto. Curriculum Vitae de referência António de Sousa Marinho e Pinto nasceu a 10 de Setembro de 1950, na freguesia de Vilã Chã, Amarante. Licenciado em Direito, iniciou a sua carreira como jornalista, tendo exercido funções de direcção na Agência Noticiosa Portuguesa (ANOP), entre 1979 e 1986, e depois na Lusa, entre 1984 e 1987. Foi assessor do Governo de Macau, entre 1987 e 1988, e voltou ao jornalismo, como redactor do Expresso, entre 1989 a 2006. Foi assistente convidado do Instituto Politécnico de Coimbra, entre 1994 e 1995, e na Universidade de Aveiro, até 2002, coordenou a Pós-Graduação em

Jornalismo Judiciário da Universidade Lusófona, em 2001, e foi professor auxiliar convidado na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, de 2005 a 2008. Activista contra a ditadura, foi membro do Movimento Democrático Estudantil (MDE), acabando preso pela PIDE, em Fevereiro de 1971. Em 1973, foi membro executivo da Comissão Pró-Reabertura da Associação Académica de Coimbra, aderindo por essa altura à Juventude Comunista Portuguesa. Depois do 25 de Abril de 1974, seria designado membro da Comissão Nacional para a Liberdade de Informação, em 1978, e eleito para a Direcção do Sindicato dos Jornalistas, em 1986. Na Ordem dos Advogados foi membro do Conselho Geral e presidente da Comissão de Direitos Humanos, entre 2002 e 2003. Em 2007, seria eleito o 24.º bastonário da Ordem, sendo reeleito em 2010. Proferiu várias conferências, assinou artigos no Expresso, no Boletim da Ordem dos Advogados, no Diário de Coimbra e publicou os livros “As faces da Justiça”, em 2003, “Dura Lex - Retratos da Justiça portuguesa”, em 2007, e “Um combate desigual”, em 2010. “A Justiça portuguesa não está ao serviço dos cidadãos” Instado pelo Jornal de Amarante a comentar o actual estado da Justiça em Portugal, o Bastonário da Ordem dos Ad-

vogados teceu duras críticas: “É mau e vai piorar porque não temos, da parte dos dirigentes políticos deste país, as opções mais consentâneas com o que deveria ser a Justiça no nosso país”. Marinho e Pinto acusou a actual equipa do Ministério da Justiça de “não estar preocupada em resolver os problemas da Justiça”, mas sim de estar “preocupada em escondê-los, em abafá-los com a propaganda e não em servir as necessidades de justiça dos cidadãos, das empresas”. Em vez disso, garante, “querem servir interesses particulares que se movem no mundo complexo da Justiça”, em Portugal. Marinho e Pinto garantiu, ainda, que o Ministério da Justiça “não está interessado em dignificar os tribunais como órgãos de soberania”, assim como “de querer tirar os litígios dos tribunais sem os resolver, como se eles lá estivessem por capricho”. Considera esta situação como “inadmissível” e constata com preocupação que “a Justiça portuguesa deveria estar ao serviço dos cidadãos e não está”. E, nas palavras do Bastonário da Ordem dos Advogados, com as opções que estão a ser tomadas pelo Ministério da Justiça, “ficará cada vez mais longe dos cidadãos e da cidadania”. | Telma Pinto Ferreira|


4 | O Jornal de Amarante

CLASSIFICADOS

Cartório Notarial de Amarante

Cartório Notarial de Amarante

A cargo da Licenciada OLGA MARIA DE CARVALHO SAMÕES, Notá-ria com o arquivo do extinto Cartório Público. Faço saber para efeitos de publicação na imprensa local, que neste Cartó-rio, no livro 269 a folhas 49 e seguintes, se encontra uma escritura de JUSTIFICAÇÃO de dezoito de Outubro de dois mil e onze, em que: FERNANDO MONTEIRO TEIXEIRA, NIF.165.985.488, e esposa MARIA ALICE RIBEIRO TEIXEIRA, NIF.165.985.496, casados sob o regime da comunhão geral de bens, ele natural da freguesia de Ansiães, concelho de Amarante, onde residem no lugar da Estrada e ela natural da fregue-sia de Teixeira, concelho de Baião. DECLARARAM: Que são donos e legítimos possuidores, com exclusão de outrem, de UM TERÇO do seguinte imóvel, no valor atribuído igual ao valor patrimonial correspondente de 4.334,78€: Prédio urbano, destinado habitação, composto de rés-do-chão com garagem, sala, quarto e quarto de banho e andar com quatro divisões, (três quartos, sala), cozinha, quarto de banho e despensa, com a superfície coberta de cem metros quadrados e logradouro com a área de quatrocentos e sessenta metros quadrados, sito no lugar da Estrada, freguesia de Ansiães, concelho de Amarante, a confrontar de Norte, com caminho de consortes, de Sul e Poente, com Manuel Augusto Pereira Nogueira e de Nascente, com Maria do Carmo Nogueira Teixeira, inscrito na matriz em nome de Maria da Glória Esteves Borges, uma das comproprietárias, sob o artigo 443. Que os primeiros outorgantes adquiriram em compropriedade com Maria da Glória Esteves Borges, viúva, residente no lugar do Peso, freguesia de Ansiães, concelho de Amarante e Manuel Augusto Gonçalves Briga casado com Maria Odete Teixeira Briga, residentes no aludido lugar da Estrada, na proporção de um terço para cada um, o terreno rústico com área total de quinhentos e sessenta metros quadrados, onde em conjunto edificaram o refe-rido prédio urbano, por compra verbal a Álvaro Ribeiro da Cunha e mulher Emília Esteves Ribeiro, também conhecida por Emília Ribeiro Esteves, resi-dentes no lugar do Eido, freguesia de Ansiães, concelho de Amarante, no ano de mil novecentos e setenta, em dia e mês que não podem precisar, tendo, nessa data iniciado o seu cultivo, não tendo, porém, sido reduzido a escritura pública esse contrato de compra e venda. Que a partir desse ano, em que se operou a tradição material do bem, vêm exercendo em nome próprio uma composse pacífica, contínua e pública, sem interrupção e ostensivamente, com conhecimento de toda a gente, através do cultivo, limpando e desbastando o mato, tendo posteriormente construído a referida casa, tendo feito obras de conservação e melhoramento, bem como pagando os respectivo impostos, suportando os encargos de limpeza. Que assim, adquiriram o seu direito de compropriedade por USUCAPIÃO. Está conforme. Cartório Notarial de Amarante, 18/10/2011 A Notária, a) Olga Maria de Carvalho Samões

A cargo da Licenciada OLGA MARIA DE CARVALHO SAMÕES, Notá-ria com o arquivo do extinto Cartório Público. Faço saber para efeitos de publicação na imprensa local, que neste Cartó-rio, no livro 269 a folhas 26 e seguintes, se encontra uma escritura de JUSTIFICAÇÃO de treze de Outubro de dois mil e onze, em que: ALBINO SOUSA FERREIRA, NIF.154.199.915, e esposa MARIA ADELAIDE RIBEIRO PEREIRA, NIF.150.149.492, casados sob o regime da comunhão de adquiridos, ele natural da freguesia de Mancelos e ela natu-ral da freguesia de Fregim, residentes na Rua de Mandim, nº 8, freguesia de Fregim, concelho de Amarante DECLARARAM: Que são donos e legítimos possuidores do seguinte imóvel: Prédio urbano, destinado habitação, composto de casa de rés-do-chão e andar, com a superfície coberta de cinquenta e nove metros quadrados, sito no lugar de Mandim, freguesia de Fregim, concelho de Amarante, inscrito na matriz sob o artigo 415. Que são ainda donos e legítimos possuidores, com exclusão de outrem, do logradouro com a área de oitocentos e cinquenta e um metros quadra-dos, contíguo ao supra referido prédio urbano e dele parte integrante, que confronta de Norte e Nascente com Rua das Giestas de sul com a Rua de Mandim, e Poente, com Emília de Jesus Pinto dos Reis, estando a totalidade da área já inscrita na matriz em nome do justificante marido sob o artigo 415. Que o referido prédio já se encontra descrito na Conservatória do Regis-to Predial de Amarante sob o número quatrocentos e dezasseis, registado a seu favor pela inscrição Ap.4 de 1981/07/22, quanto à área coberta de cin-quenta e nove metros quadrados não constando da mesma descrição qual-quer área descoberta, mas existindo na realidade a área de oitocentos e cin-quenta e um metros quadrados como logradouro. Que adquiriram tal logradouro, no ano de mil novecentos e setenta e sete, em dia e mês que não podem precisar, por compra verbal feita a Herédio Bal-bino Peixoto de Carvalho e esposa Maria Leonor Coelho Mesquita Carvalho, casados na comunhão geral de bens, residentes na Rua 5 de Outubro em Amarante, compra e venda que esta que nunca foi reduzida a escrito. Que, no entanto, e desde essa data, em todo prédio vêm praticando todos os actos conducentes ao aproveitamento de todas as suas utilidades, ocupan-do-o segundo os seus destinos e fins, em proveito próprio, posse que se man-teve sem qualquer oposição nem interrupção e com o conhecimento de toda a gente, comportando-se os possuidores como se fossem titulares do direito de propriedade plena sobre o referido prédio com área coberta e logradouro. Que nestes termos, detêm a posse em nome próprio, pacífica, contínua e pública por mais de vinte anos sobre o dito prédio, pelo que o adquiriram em parte por TÍTULO LEGÍTIMO e em parte por USUCAPIÃO. Está conforme Cartório Notarial de Amarante, 13/10/2011 A Notária, a) Olga Maria de Carvalho Samões

França - Gondar - Amarante

Sr. Eduardo Fernandes Monteiro AGRADECIMENTO

Sua família vem por este meio, e muito reconhecidamente agradecer a todas as pessoas que participaram no funeral do saudoso extinto ou que, de qualquer outro modo, lhes manifestaram o seu pesar. Agradecem também a todas as pessoas que se dignaram assistir à missa de 7º dia. Pedem desculpa por qualquer falta involuntariamente cometida. Agência Funerária S. Pedro - 255432496 | 917534643 | 917578908

Atenção Famílias Tomo conta de idosos, dia e noite, em minha casa com todas as condições de habitação, com muita responsabilidade, dedicação e carinho. contacto: 917065305 paula nunes - amarante

Cartório Notarial de Amarante A cargo da Licenciada OLGA MARIA DE CARVALHO SAMÕES, Notária com o arquivo do extinto Cartório Público. Faço saber para efeitos de publicação na imprensa local, que neste Cartório, no livro 269 a folhas 16 e seguintes, se encontra uma escritura de JUSTIFICAÇÃO de doze de Outubro de dois mil e onze, em que: Padre José Augusto Monteiro da Costa, solteiro, maior, natural da freguesia de Rebordões, concelho de santo Tirso, resi-dente na Rua de São Pedro, 749, freguesia de Aboim, concelho de Amarante, que outorga na qualidade de Pároco da freguesia de Aboim, concelho de Amarante, em nome e representação da “FÁBRICA DA IGREJA PAROQUIAL DA FREGUESIA DE SÃO PEDRO DE ABOIM, NIPC.503.657.921, com sede Rua de São Pedro, 749, da dita freguesia de Aboim. DECLAROU: Que a Fábrica da Igreja, sua representada é dona e legítima possuidora, do seguinte imóvel, no valor atribuído igual ao valor patrimonial de CINQUENTA E NOVE MIL, OITOCENTOS E NOVENTA EUROS. Prédio urbano - Igreja, composto edifício de um piso com três divisões, com a superfície coberta de cento e setenta e três metros quadrados, e logradouro com a área de oitocentos e vinte e cinco metros quadrados, sito na Rua de São Pedro, nº 749, fre-guesia da Aboim, concelho de Amarante, a confrontar de Norte, com José da Silva Moura Alves, de Sul, com Largo da Portela, de Nascente, com Laura Lopes Damásio e de Poente, com Rua de S. Pedro, omisso na Conservatória do Registo Predial de Amarante, inscrito na matriz em nome da justificante sob o artigo 503, com o valor patrimonial e igual atribuído de 59.890€. Que aquela Fábrica da Igreja sua representada, detém a posse do acima referido imóvel, em nome próprio, por doação verbal de todos os paroquianos daquela freguesia, desde tempos imemo-riais, estando assim no uso e fruição do referido prédio, nele tem vindo a praticar todos os actos conducentes ao aproveitamento de todas as suas utilidades, ocupando-o segundos os seus destinos e fins, em proveito próprio, posse que se manteve sem qualquer oposição nem interrupção e com o conhecimento de toda a gente, comportando-se a Fábrica da Igreja como se possuidora do direito de propriedade plena sobre o acima identificado prédio. Que nestes termos, a Fábrica da Igreja detém a posse em nome próprio, pacífica, contínua e pública por mais de vinte anos sobre o dito prédio, pelo que o adquiriu por USUCAPIÃO. Está conforme. Cartório Notarial de Amarante, 12/10/2011 A Notária, a) Olga Maria de Carvalho Samões


O Jornal de Amarante Quinta-feira, 20 de Outubro 2011 | 5

ACTUALIDADE Restaurantes mostram o melhor da gastronomia tradicional no “Amarante à mesa”

Iniciativa da Associação Empresarial de Amarante decorre até 20 de Novembro e envolve cerca de 30 restaurantes da cidade

De 15 de Outubro a 20 de Novembro, cerca de 30 restaurantes de Amarante servem o melhor da cozinha tradicional desta região, numa iniciativa da

Associação Empresarial local. A inauguração do “Amarante à mesa” teve lugar no passado sábado, com a transmissão em directo do programa Ter-

ra-a-Terra, da TSF, a propósito deste certame. Um debate moderado pelo jornalista Nuno Amaral da TSF. Nesta “conversa à mesa” da rádio sentaram-

se o presidente da Associação Empresarial, Luís Miguel Ribeiro; o presidente da Associação de Produtores de Vinho Verde (Proviverde), Castelo Branco; o presidente da Confraria dos Doces Conventuais, Luís Sardoeira; o proprietário do restaurante “Casa Coelho”, Filipe Coelho e o Historiógrafo de Amarante António Patrício. O “Amarante à mesa” envolve cerca de três dezenas de restaurantes, diversas tasquinhas típicas e as confeitarias da cidade num evento que pretende proporcionar às pessoas a degustação dos pratos típicos desta região, mantendo as ancestrais tradições no seu peculiar método de confecção. O tradicional cabrito assado, regado com o generoso vinho verde de Amarante e acompanhado do estaladiço pão de Padronelo, é servido à mesa valorizando o enorme potencial gastronómico desta região como um património a saborear. Para a sobremesa, não se dispensam os doces conventuais amarantinos, como as lérias, os papos d’anjo, as brisas do Tâmega ou até um S. Gonçalo.

Na ementa do “Amarante à mesa” constam o cabrito assado, a feijoada à moda de Amarante, a vitela, o vinho verde, o pão de Padronelo, o fumeiro e os doces conventuais. Nestes dias, os restaurantes vão recuperar algumas das receitas tradicionais indissociáveis do património gastronómico tão típico de Amarante. Ao longo do “Amarante à mesa” haverá muita animação, reviver de tradições, workshops, provas de vinho, tertúlias, actividades de lazer para que, em cada um dos fins-de-semana, haja um motivo diferente de interesse para acompanhar o prazer de sentar à mesa e saborear o melhor paladar da gastronomia amarantina. Ao longo destas cinco semanas, a gastronomia é a principal atracção num território cheio de motivos de interesse para passar bons momentos, desde a paisagem natural da imponente Serra do Marão e do rio Tâmega ao património histórico da rota do românico e ao ex-líbris do centro histórico, numa combinação perfeita de todos os sentidos.

Disse Armindo Abreu no encerramento do Congresso

Rota do Românico afirma coesão regional do Tâmega e Sousa “Os nossos Municípios são pequenos demais para continuarmos isolados e o caminho é criarmos maior coesão regional”, disse Armindo Abreu em Lousada. O Presidente da Associação de Municípios do Baixo Tâmega (e Presidente da Câmara de Amarante) falava no encerramento do I Congresso Internacional da Rota do Românico, que teve lugar no auditório municipal daquela vila do Vale do Sousa. “Quando reivindicamos para os nossos concelhos, acrescentou Armindo Abreu, somos os que temos mais carências, maiores necessidades, os que precisamos de mais apoio. Mas quando falamos para o exterior, aí já somos os que oferecemos melhores condições, os que podemos receber melhor, os que temos mais para oferecer. Porque este não é o caminho, a este discurso devemos contrapor maior coesão institucional”. Para Armindo Abreu, a Rota do Românico, enquanto produto turístico integrado da região do Tâmega e Sousa, é o exemplo da coesão que pode ser conseguida, classificando o caminho que está a ser seguido como “lento, mas seguro”.

Antes, na sessão de abertura do Congresso, o Presidente da Associação de Municípios do Baixo Tâmega referira-se ao evento como uma iniciativa que haveria de trazer prestígio e reconhecimento à região, enfatizando que “o poder autárquico em Portugal não serve apenas para fazer rotundas - como se a do Marquês, em Lisboa, ou da Boavista, no Porto, fossem um disparate – como alguns bons pensantes, e são muitos, sempre dispostos a cavalgar a onda do populismo e da demagogia, a ele e aos seus agentes se referem depreciativamente”. Armindo Abreu haveria também de lembrar que “na esmagadora maioria dos casos, os municípios envolvidos na ‘Rota do Românico’ não têm a tutela dos imóveis que a integram e, contudo, tornaram-se promotores do projecto porque entendem que a recuperação, a conservação e salvaguarda desse património é um bem inestimável que, com acções imateriais que o investigam e divulgam, reforça a nossa identidade e coesão, potenciando o desenvolvimento económico sustentável”.

Rota do Românico passa a ter 57 exemplares O I Congresso Internacional da Rota do Românico, que teve na sessão de abertura Francisco José Viegas, Secretário de Estado da Cultura, realizou-se ao longo de três dias e contou com a participação de diversos especialistas e estudiosos daquele estilo arquitectónico e artístico. Dividido em 10 painéis, entre os quais “Património e Território”, “Touring” Cultural - Património”, “Artes Românicas” “Património, Turismo e Economia”, o Congresso contou com 25 comunicações que hão-de, agora, ser vertidas para as actas, que, assegurou Alberto Santos, Presidente da Associação de Municípios do Vale do Sousa, serão publicadas até final do ano. O II Congresso Internacional da Rota do Românico, garantiu também Alberto Santos,

terá lugar em Março de 2013. Aos 21 exemplares com que começou a Rota do Românico, todos de municípios do Vale do Sousa, foram, entretanto, acrescentados 36 dos concelhos do Baixo Tâmega (Amarante, Baião, Celorico de Basto e Marco de Canaveses) e do Douro Sul (Cinfães e Resende).

Com um total de 57 exemplares, a Rota do Românico inclui 10 de Amarante: os Mosteiros de Travanca e de Freixo de Baixo, as Igrejas de Gatão, de Gondar, de Jazente, de Lufrei, de Mancelos e de Telões, Paço de D. Loba e a Ponte e Cruzeiro de Fundo de Rua, em Aboadela.


6 | O Jornal de Amarante

ACTUALIDADE

Escola Secundária/3 de Amarante

Celebrou o Dia do Diploma

A Escola Secundária/3 de Amarante celebrou, no dia 30 de Setembro, pelas 21 horas, o Dia do Diploma, entregando os respectivos diplomas aos seus alunos que concluíram o nível secundário de educação: aos alunos dos cursos científico-humanísticos, dos cursos profissionais, aos formandos dos cursos de educação e formação de adultos e aos adultos certificados em processo de reconhecimento, validação e certificação de competências, do

Centro Novas Oportunidades da escola. A escola aproveitou, ainda, a oportunidade para entregar o “Diploma de Mérito Ministério da Educação”, instituído pelo Ministério da Educação, através do Despacho nº 20 513/2008, e distinguir os alunos que se destacaram pela sua excelência no 3º ciclo do ensino básico e no ensino secundário, incluindo os cursos de educação e formação de jovens e os cursos profissionais, e que, por essa razão,

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passaram a integrar o Quadro de Mérito da escola e o seu Quadro de Honra. A cerimónia foi presidida pelo Senhor Director da Escola Secundária/3 de Amarante, Fernando Sampaio; na mesa de honra estiveram, também, a Senhora Vice-presidente da Câmara Municipal de Amarante, Octávia Clemente, a Presidente do Conselho Geral da escola, Julieta Freitas, o Presidente da Associação de Pais e Encarregados de Educação, Francisco Macedo, e dois dos alunos desta escola já distinguidos com o “Prémio de Mérito Ministério da Educação”, Mónica Mesquita e Marco André Dinis, e contou com a presença da maioria dos alunos que concluiu o nível secundário de educação e respectivos familiares, bem como diversos representantes de autoridades, instituições e empresas locais. Uma das alunas finalistas do ensino secundário, que passou a integrar o Quadro de Mérito, Maria Moita Carvalho, foi convidada para abrir a cerimónia, executando, ao piano, uma peça musical; a tuna da Facul-

ANÚNCIO 2ª PUBLICAÇÃO Ana Pinheiro Agente de Execução Cédula: 3495 Tribunal Judicial de Amarante Execução Comum – Pagamento de Quantia Certa Proc: Nº 206/04.3TBAMT-A 3º Juízo Exequente: Vincenzo Cardinale Executado: Rolando Mendes de Sousa e outros Faz-se saber que, nos autos acima identificados, encontrase designado o próximo dia 28 de Novembro de 2011, às 14h00, no Tribunal Judicial de

dade de Economia da Universidade do Porto encerrou a cerimónia. A lista dos alunos que passaram a integrar o Quadro de Mérito e o Quadro de Honra da

escola, bem como os alunos distinguidos com o “Diploma de Mérito Ministério da Educação”, encontra-se disponível no portal electrónico desta escola.

GRUPO DOS AMIGOS DA BIBLIOTECA MUSEU MUNICIPAL DE AMARANTE CONVOCATÓRIA ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA Ao abrigo do artigo 26.º dos estatutos, convocam-se os Srs. associados, para uma Assembleia-geral Extraordinária, a realizar no Museu Municipal, no dia 29 de Outubro, pelas 15 horas, com a seguinte Ordem de Trabalhos: 1 - Eleição dos Corpos Sociais para o biénio 2011 – 2012 e respectiva tomada de posse. 2 - Outros assuntos julgados pertinentes. Obs.: a) Se à hora marcada para não estiver presente a maioria dos associados inscritos, a referida Assembleia reunirá em 2ª convocatória, de acordo com o parágrafo segundo do Art. 27.º dos Estatutos, uma hora depois, no mesmo local, com o número de associados presentes. b) As listas candidatas poderão ser apresentadas até uma hora antes da 1.ª convocatória da Assembleia Geral, ficando expostas na mesma sala. Amarante, 10 de Outubro de 2011 O presidente da Mesa da Assembleia-Geral a) Artur Teófilo da Fonseca Freitas

Amarante, para abertura de propostas que sejam entregues até esse momento na secretaria do Tribunal pelos interessados na compra do seguinte imóvel: Verba única: Quinhão hereditário que o executado Rolando Mendes de Sousa detém, no prédio urbano composto de casa de rés-do-chão, andar e logradouro, com a área coberta de 123 m2 e área descoberta de 352 m2, destinado a habitação, sito no lugar da Boavista, freguesia de Cepelos, concelho de Amarante, inscrito na matriz sob o artigo 346 e descrito na Conservatória do Registo Predial de Amarante pela ficha nº 576/19951124 – Cepelos. Valor base: 55.000,00 euros. Serão aceites as propostas

de valor igual ou superior a 38.500,00 euros, correspondente a 70% do valor base. Só serão aceites as propostas que acompanhem cheque visado no valor de 5% do valor base à ordem da agente de execução, bem como, para o caso dos proponentes não se encontrarem presentes no dia da abertura, cópia do bilhete de identidade ou de cartão de identificação de pessoa colectiva. É fiel depositário que o deve mostrar a pedido, o executado Rolando Mendes de Sousa, residente na Urbanização da Boavista, lote 45, Cepelos, Amarante A Agente de Execução a) Ana Pinheiro

Facebook/ninajoias Rua 5 de Outubro, nº 74 Telef: 255 432315 – ninajoias@sapo.pt - AMARANTE


O Jornal de Amarante Quinta-feira, 20 de Outubro 2011 | 7

ACTUALIDADE

Mesa de Vindimas em Gatão

Venho agradecer-lhe o convite que; em boa hora, me fez para este encontro de “Amigos do Tinto de Amarante” que me proporcionou um agradável dia, diferente e bem passado. Aquele almoço no alpendre do Restaurante Amarantinho, ao ar livre, quase em cima da vinha, num ambiente de sossego, pacifica-nos, em contacto com a natureza de que artificialmente nos exilamos para sobreviver nas capitais do betão e poluição. O restaurante estava fechado, mas o Sr.Joaquim Pinheiro quis aí ser o cozinheiro deste almoço para os amigos e convenceu. Não vai ser fácil esquecer a excelência daquele molho que envolvia a carne, mostrando a sofisticação da alta escola suíça, mas também a mão de mestre de quem sabia muito bem o que estava a fazer. O Sr.Joaquim Ferreira, o dono do restaurante, também é viticultor e, enquanto bebíamos o tinto, mostrou-me o que era “o adeus do vinho”, que eu tinha aprendido com os técnicos como sendo “o fim de boca”. Gostei da expressão: o adeus tem a nostalgia de quem se separa de um amigo, é palavra mais suave do que fim, que é mais concreta e diz, sem mais nada, o que acabou. Aliás aquela expressão técnica é a tradução do “ fin de bouche” dos franceses e não é de admirar que eu tenha ficado encantado com o “adeus”, que é afectivo. Os portugueses usam uma palavra que é sempre imperfeitamente traduzida para outras línguas: a saudade, que nasceu, quer nos que partiam e partem para longe à procura de novos mundos, quer nos que no cais se despediam. E despedem . São séculos de adeus, de nostalgia, de fado. Um golo de bom vinho deixa na boca a saudade que leva a outro golo. Obrigado, Sr.Joaquim Ferreira pelo que me ensinou. Nascemos no mesmo ano e ficaremos ligados pelo “adeus do vinho”. Retribui-lhe ensinando-lhe o que era o “ rosário do vinho”. Até há pouco também

não eu sabia o que era. Foi um amigo espanhol que me explicou que era aquela carreirinha de bolhas que se encostam às paredes do copo. Nestas coisas do vinho estamos sempre a aprender. Partimos para a Quinta do Assento e o Confrade, no caminho, mostrou-me a casa que a D. Henriqueta Facão tinha cedido para escola, onde tinha tirado a instrução primária . Eu nunca a tinha visto, mas conhecia-a desde os fins dos anos sessenta, porque a sua dona então oferecia-me Verde tinto da sua quinta de Gatão. Vinha em garrafas de espumante, com a fermentação maloláctica feita na garrafa, com a rolha bem segura por arames, mas mesmo assim estourava com a forte garrafa, nos dias mais quentes. Bebia-o numa malga branca, para ver o borbulhar da intensa e persistente espuma cor de rosa, medir com satisfação o vermelho a escorrer nas paredes, cheirarlhe o pujante aroma e finalmente sentir o prazer da agulha entre ondas do marcante sabor, que toma conta de toda a boca e que acaba num “adeus” muito longo com taninos novos a marcar. O caseiro dizia que tinha muito Azal Tinto para lhe dar alma e Vinhão para lhe dar cor. Saber de séculos! Com um dia luminoso, neste Outubro de Verão atrasado, foi muito agradável sentir a frescura da adega com os seus lagares de granito da Quinta do Assento, em pleno Gatão, onde sabiamente o seu dono, como viticultor convicto, quis fazer esta “ mesa de vindimas”. Éramos uma dúzia a falar em torno do destino do tinto de Amarante e todos estivemos de acordo com a fama e prestígio deste vinho que rotulava Amarante como grande terra de tintos. Muita água correu no Vale do Tâmega, décadas de anos passaram, as modas mudaram. A reestruturação das vinhas foi um importante salto qualitativo, que começou a verse na década de noventa. Muito

havia a falar dos vinhos brancos, mas o tema bem escolhido eram os tintos. Não podemos deixar de falar do Vinhão, como a casta tinta dominante em toda a Região dos Vinhos Verdes e que hoje até já aparece entre os vinhos monovarietais desta Região. Julgo poder dizer que foi dominante a ideia que uma boa casta tintureira não devia andar só, em nome do equilíbrio de aromas e sabores, em nome da diferenciação dos vinhos e do necessário acerto com o paladar dos consumidores das novas gerações, que, neste caso tão especial dos Verdes tintos, não dispensa, antes exige a iniciação dos noviços. Falou-se do abandono da agricultura, que nos leva à miséria de ter que importar uma grande parte do que comemos, enquanto nos emprestarem dinheiro para tal, mas afirmou-se que o Vinho Verde continua a desempenhar, graças ao heroísmo anónimo dos viticultores, o seu papel na economia regional e nacional, estando a dar na última década um contributo na exportação, que tem sido crescente todos os anos. Suor e lágrimas dos viticultores que amam e ocupam a sua terra com enorme determinação de muitos séculos. Falamos da Proviverde, associação de viticultores, cuja direcção estava presente, e das necessidades de união e de algumas iniciativas que a possam animar e juntar os viticultores. Todos falaram com interesse durante o encontro, mas a certa altura sentimos a garganta seca e passamos das palavras aos actos. Abriram-se as garrafas e as senhoras presentes trouxeram para a mesa caldo verde com “ tora”, boroa, bolinhos de bacalhau, rissóis, bola e até presunto de quinta, que tinham preparado para este encontro. Bem hajam! Abriram -se garrafas de 2010, mas também de colheitas mais antigas, para comparar. Entre outros, tive a oportunidade de provar o vinho da marca “ Fregim”

do meu Confrade, Eng. Pinto da Cunha, que tem 60% de Vinhão e 20 % de Azal Tinto, bem como o “ Encostas da Lage” da Sr.ª D. Isabel Cardoso, viticultora que me contou que tem um bardo só com Azal Tinto. Eu, que tinha escrito há dias que o Azal Tinto estava em extinção por desconhecimento e por moda e que talvez o arrojo de alguém ainda o salvasse do extermínio, ouvi com agrado estas informações ao vivo, da boca de viticultores da margem norte do Vale do Tâmega e aproveitei para sentir a diferença e equilíbrio no nariz e na boca. Não posso deixar de invocar o “ Quinta do Cabo”, também de Gatão, do Eng. Manuel Montenegro, que me surpreendeu, pelo aroma, cor escura e corpo, com especial nota para a os seus taninos mais macios, durante o tal “adeus do vinho”. E até tive a agradável surpresa de provar o “ Palmirinha”, um vinho feito de uvas biológicas do meu Confrade, o Prof. Fernando Paiva pessoa de grande convicção e rigor nesta tese. Os vinhos deste tipo ainda não são muitos, mas é notável que esta inovação já exista em Gatão. Procurem saber mais sobre estes vinhos do futuro, especialmente os jovens. Como sobremesa, rematamos com o “Encosta da Lage”, da casta Espadeiro, de bonito e cristalino rosado, com um nariz e uma boca de tanta qualidade, que até aqueles que ainda dizem que não gostam de Vinho Verde, sem nunca o terem provado (e são cada vez menos), o beberiam deliciados, desde que só lhe mostrássemos a garrafa no fim. Ficariam convertidos! Já agora uma curiosidade. Apesar da cor rosada, não quebramos a regra do dia, porque esta casta está classificada como tinta. Raridades que os urbanos do Porto, como eu, não encontram, infelizmente, nos supermercados. O meu anfitrião tinha me dito que mantinha na sua vinha a antiga diversidade de castas de Verde tinto numa posição consciente e assumida de purista e militante, que quer preservar nesta sua reserva a realidade que as modas, às vezes sem consciência, querem alterar. Redobrou o meu interesse, quando, já noite escura, nos levou para ao pé das pipas de carvalho francês, para provar o vinho novo, o seu futuro “ Quinta do Assento”, colheita de 2011. Com o “mascoto” deu um jeito no esquiço de madeira para o aliviar e de caneca fina de porcelana branca na mão, com mestria, bateu o vinho que jorrava do orifício do referido esquiço daquela pipa. Tínhamos perante os olhos o mítico tinto novo de Gatão do lavrador, que tingiu generosamente a grande caneca. Provamos todos pela mesma caneca, irmãmente, cumprindo com alegria este ritual, onde pairava o antigo espírito de Gatão, que temos que transmitir aos mais novos ao jeito de praxe. E não foi só uma cerimónia para “homens de barba rija”, porque as senhoras não ficaram nada atrás. Foi uma convicta comunhão, mili-

tante e crente na nossa identidade. Obrigado, Dr. Castelo Branco Marinho, por ter tido a inteligência de nos proporcionar um dia tão diferente e puro, em volta do que culturalmente somos. De propósito não falo só de mim, porque se viu bem a satisfação de todos. E foi tão bom que qualquer dia temos que fazer uma cerimónia de iniciação com ritual especial para um grupo de jovens, raparigas e rapazes, maiores de 18 anos. Com Gatão tinto do lavrador! O encontro não ficou por aqui, porque a Direcção da Proviverde quis mostrar-me, com orgulho bem justificado, a sua sede, que ultrapassou as minhas expectativas, pelo digno edifício da segunda metade do Séc. XVI, situado na zona histórica. Entramos e sentamo-nos, falando de iniciativas. Na rua passava a Eng.ª Verónica, viu-nos e juntou-se a nós, desta vez todos com um copo do bom Verde branco de Amarante. Apresentaram-ma como uma jovem apreciadora de Vinho Verde tinto,o que me surpreendeu agradavelmente. Ela achou interessante fazermos ali à noite periodicamente encontros do Vinho Verde e prometeu ajudar a trazer amigos e amigas da sua geração. Sugeri que a cooperação da Proviverde com os Grupos Concelhios da Confraria do Vinho Verde de Amarante e até mesmo do Marco de Canavezes poderia ajudar nesta ideia de animação e lembrei que a Confraria do Vinho Verde, sem prejuízo da Rota do Vinho Verde, gostaria de ajudar na concepção dos Caminhos do Vinho Verde, complementares da Rota, mas com âmbito mais concelhio ou inter-concelhio, e porque não, ligado à promoção de cada Sub-região. Renovo os meus agradecimentos e peço-lhe que transmita aos participantes desta “mesa de vindima” a minha solidariedade e o meu agrado por ter tido o privilégio de ter passado um dia tão especial em tão boa companhia, aceitando-me como um “ amigo do tinto de Amarante”. Estas palavras são uma carta aberta e amiga aos participantes deste encontro e aos de boa vontade, que saberão entender a minha mensagem. Pelo Vinho Verde! |Luis Gusmão Rodrigues |

P.S: Luís Gusmão Rodrigues é o Grão Mestre da Confraria do Vinho Verde. Foi presidente do Instituto da Vinha e do Vinho (I.V.V) e, actualmente dedica-se a tempo inteiro à Confraria e à sua representação em organismos similares espalhados pelos países vitinícolas da Europa. A confraria do Vinho Verde tem um grupo constituído em Amarante que, em colaboração com a PROVIVERDE têm em plano uma série de actividades a desenvolver que visam sobremaneira a promoção e a dignificação do Vinho Verde da sub região de Amarante. A primeira iniciativa terá lugar na próxima sexta-feira na sede da PROVIVERDE em Amarante às 22 h.


8 | O Jornal de Amarante

Cons(c)elhos saudáveis por Abel Afonso, Militante do PSD

“Conta-me histórias”. por Gabriel Edgar Gomes

“Amarante ciclável”

A exigência do rigor

O PSD, pela voz do deputado Pedro Roque, quer que o Governo promova a mobilidade ciclável a nível nacional. Acho esta iniciativa altamente louvável e com inúmeras vantagens para a saúde, para o ambiente, para as finanças portuguesas diminuindo a importação de combustíveis fosseis. É evidente a necessidade de alterar a mentalidade dos portugueses para que assumam comportamentos e estilos de vida diferentes que levem à promoção do uso da bicicleta porque mais saudáveis e menos poluentes do meio ambiente. Em época de eleições autárquicas em Amarante fala-se, sempre, na promessa de implementar transportes públicos não poluentes, da mobilidade, em geral, e das ruas sem trânsito automóvel. Não acredito que Amarante venha a possuir nos próximos anos transportes públicos e muito menos transportes públicos não poluentes mas seria de

A semana passada ficou marcada pela comunicação ao país, por parte do nosso primeiro-ministro, anunciando algumas orientações do Orçamento de Estado para o ano de 2012. Como é de conhecimento geral, Portugal atravessa um dos momentos mais negros e instáveis da já longa história que nos está assimilada. Fruto de incompetência e ingerência por parte de governos anteriores, o nosso país foi-se endividando, gastando de forma irresponsável, caindo neste pântano, levando consigo a produção, bem como a nossa qualidade de vida. Fazendo uma pequena retrospectiva histórica, o ano de 1974 marca o fim do Estado Novo, dando origem a um novo paradigma político. Com os ideais do socialismo, o Estado passa, ao longo dos tempos, a ser o maior empregador da nação. A riqueza, outrora criada no antigo regime, agora posteriormente no engrandecimento da empresa pública, na criação de cargos, aumento de funcionários, tal como serviços. O Estado é actualmente o grande absorvedor da riqueza gerada pelos nossos impostos e contribuições. Excesso de empresas públicas, prejuízos demasiados e constantes, tornaram a situação insustentável. Neste sentido, Pedro Passos Coelho não tinha alternativa. A Irlanda do Norte cortou também de forma abrupta nos salários e já sente melhoria económica. Há sensivelmente um ano atrás, Vitor Bento, economista e presidente da SIBS, já tinha defendido que o caminho mais rápido para aumentar a competitividade da economia portuguesa no quadro da moeda única era uma redução nominal dos custos do trabalho de 20% a 30%. O país não tem forma de continuar a financiar-se nos mercados. Dependente dos empréstimos da UE e FMI, que por seu lado dependem da nossa capacidade para cumprir as metas do défice que ficaram expressas no memorando de entendimento. Neste contexto é exigido um ri-

explorar a ideia da produção de Biodisel e a sua utilização nos veículos camarários com vantagens ambientais e económicos. Grande parte do Concelho, na minha opinião, é ciclável apesar do declive repare-se, como exemplo, a recente ciclovia na ex-linha ferroviária. Evidentemente, ter-se-ia de redefinir o papel da bicicleta na rede viária, no código da estrada e as correspondentes alterações adaptáveis dessa mesma rede viária. Brevemente, teremos vários concelhos adaptados ao uso quotidiano da bicicleta e motociclos eléctricos como principal meio de transporte. Usa-se e abusa-se do automóvel com as consequências negativas, de todos conhecidos; é tempo de procurar alternativas, eventualmente, menos cómodo mas vantajoso noutros aspectos como dar mais saúde, anos de vida, para que o ganho da longevidade verificado nas últimas décadas, seja na maio-

ria dos casos, um ganho em vida autónoma. Concordo, inteiramente, com o encerramento ao trânsito automóvel em determinadas ruas da cidade. Não será esta a razão de menos comércio, pelo contrário, deveria haver mais ruas sem trânsito, permitindo longas áreas pedonais para adultos e crianças, bicicletas, motociclos não poluentes e também adaptar o comércio tradicional a esta nova realidade com tripla vantagem: saúde, ambiente e comércio. Não devemos propor soluções antigas para problemas futuros.

INCURSÕES, por Maria Hermengarda Afonso

Ao presidente da JSD... Hoje, o meu apontamento é motivado pela leitura da crónica publicada neste Jornal, na semana passada, “ Generalizar é erro”. Aproveito para elucidar quem a escreveu sobre o que é cobardia: Ser cobarde é ter medo, é virar as costas perante o óbvio daquilo que precisa de ser enfrentado; ser cobarde é ser cego intelectual, moral e social; não tomar uma atitude quando necessário; não assumir os erros, nem enfrentá-los de frente. Ser cobarde é omitir a verdade, é se esquivar. É atacar sabendo que o adversário não poderá defender-se. Como sabe esse tipo de comportamento é frequente no seu meio político, os seus “amigos”da actual Comissão Politica do PSD, jantavam em grupo, pela socapa da noite, tirando o tapete ao então Presidente da Comissão, e sabe por quê? Porque esses e talvez também lhe sirva a carapuça, esses sim não sabem lidar com a diferença, não assumem res-

ponsabilidades, desconhecem o significado da palavra humildade; porque prepotentes; porque fingiam lealdade; porque acham que a força supera a sabedoria; porque fazem tráfico de influências; porque criam falsas promessas; porque compram amizades; porque os fins justificam os meios; e tudo isto para lhe dizer que quem escreve publicamente a sua opinião não faz parte desse leque de personagens (pessoa integra e leal aos seus princípios éticos e morais). Cobardes são os que se encobrem sob as normas; é esconder no meio de quatro paredes a ignorância, o erro linguístico, não o denunciando publicamente; cobardia é enganar o eleitor com a incompetência que vos rege, cobardia é quando um petiz, aprendiz de vereador, quer dar lições de comportamento cívico e politico a D. José Policarpo. Já imprudente é aquele que sabendo não ter talento, conhecimento, nem tolerância, insiste na conquista de um pelouro

para o qual aqueles atributos são indispensáveis. Ora esta associação de cobardia com imprudência é absolutamente explosiva e contra indicada para o exercício de qualquer cargo público, finalmente, é aquele que se esconde nos artefactos à espera que os outros saiam em sua defesa. Devemos ser coerentes com a verdade, só nos engrandecemos cumprindo o nosso dever de cidadãos. Martin Luther King: A cobardia coloca a questão: ‘É seguro?’ O comodismo coloca a questão: ‘É popular?’ A etiqueta coloca a questão: ‘É elegante?’ Mas a consciência coloca a questão, ‘É correcto?’ E chega uma altura em que temos de tomar uma posição que não é segura, não é elegante, não é popular, mas o temos de fazer porque a nossa consciência nos diz que é essa a atitude correcta.

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gor orçamental, ou o país confronta uma situação mais caótica para a maioria dos portugueses, estando em causa até a dependência nacional. O artigo 9º da Constituição da República Portuguesa consagra as tarefas fundamentais do Estado, sendo a primeira “garantir a independência nacional e criar condições políticas, económicas, sociais e culturais que a promovam”. A cada dia que passa, fruto da multiculturalidade, a identidade europeia vai esmorecendo. Fala-se, também, cada vez mais do federalismo europeu. Uma Europa unida, liderada pela Alemanha e França, retratando o império franco-alemão, com o objectivo de absorver pequenas economias europeias. Quando se fala tanto de uma possível falência da Grécia, podendo eclipsar-se como país, é urgente Portugal cortar nas despesas, acompanhando com uma forte aposta na nossa economia, aumentado de forma natural a exportação. Proteger e promover as nossas principais produções, com fez e bem o governo, nomeadamente no sector vinícola e pescas, é essencial para a nossa recuperação económica, bem como para a nossa independência enquanto nação. São medidas nada populares que causam, logicamente, indignação e protesto. Não poderíamos continuar neste desleixo do “deixa andar”. Como proferiu Passos Coelho, as medidas do orçamento são dele, mas o défice que as obriga não.

Madalena - Amarante

Sr. Manuel Ribeiro Teixeira AGRADECIMENTO Sua família vem por este meio, e muito reconhecidamente agradecer a todas as pessoas que participaram no funeral do saudoso extinto ou que, de qualquer outro modo, lhes manifestaram o seu pesar. Agradecem também a todas as pessoas que se dignaram assistir à missa de 7º dia. Pedem desculpa por qualquer falta involuntariamente cometida. Funerárias do Tâmega, Lda: 255424422 | 917643062 | 919449561 | 917502997


O Jornal de Amarante Quinta-feira, 20 de Outubro 2011 | 9

“No arco da ponte” por António Patrício

A santa serpe e o bicho São Jorge

Parece estranho o título deste modesto escrito mas, quem tem memória e uns longos anos a pesar nas costas, – não é bem o meu caso –, recorda que era, com esta frase, que as pessoas do povo se referiam à presença da serpe e do São Jorge aquando da festa e procissão do Corpus Christi. A festividade do Corpus Christi remonta ao séc. XIII e está ligada ao dogma da transubstanciação, ou seja, o pão de trigo sem fermento após a consagração, na celebração da eucaristia, transforma-se em Corpo de Cristo e é, esse Corpo de Cristo, que é publicamente apresentado aquando da procissão que, normalmente percorre as principais artérias do burgo. A religião católica para ressalvar o poder do bem sobre o mal, neste caso o poder do Corpo de Cristo sobre o poder de Satanás, permitiu a inclusão na procissão maior do seu calendário litúrgico um animal mitológico – serpe, coca, cuca ou cucafera – figura medonha, de aspecto agressivo, dentes e garras enormes e uma cauda em forma de seta, em luta que perdeu, com o representante de bem, São Jorge, que montado no seu cavalo a submeteu ao esconjuro da imobilidade e da morte. A lenda deste animal mitológico não é cá de Amarante, nem de Monção, nem das terras galegas, é geral, é do mundo e diz mais ou menos o seguinte. Em tempos remotos nas profundezas dos rios habitava um animal enorme, temeroso e sanguinário que se alimentava de raparigas e mulheres quando estas, nas suas lides domésticas, iam ao rio lavar os seus pertences. Não havia ninguém capaz de deter tal fera pois, só o seu aspecto era aterrador. Tantas e tantas fez que, um dia, acabou por atacar a própria mulher de São Jorge. Este temível, justiceiro e valente guerreiro

não gostou que a sua mulher tivesse sido atacada e jurou vingança. Ajaezou-se com as melhores armas, rogou a ajuda prodigiosa de Deus e investiu contra a serpe com tamanho denodo e valentia – não conhecida até então aos humanos – que acabou por ferir de morte o tenebroso animal. O povo e a Igreja como gesto grado e grato da vitória do bem sobre o mal, do prodígio divino sobre a carnificina satânica, incluíram estas duas figuras na procissão do Corpus Christi, mantendo vivo, para além dos tempos na memória dos crentes, este exemplo de coragem e de fé. Em Amarante, estas figuras, percorreram as ruas, aquando a procissão, até finais dos anos quarenta do passado séc. XX, com pompa e circunstância. Esta procissão era totalmente a expensas da Câmara Municipal (era a principal festa da vila) onde, Presidente e Vereação, tomavam parte devidamente trajados – capa, faixa e vara – logo a seguir ao palio. Estas duas históricas figuras deixaram ser incorporados neste acto público de manifestação religiosa, não se sabe muito bem porquê. Sabe-se, isso sim, é que quando “alguém” mandou arrumar o São Jorge e a serpe, tal ordem não foi totalmente satisfeita e, por rasgo de consciência, o São Jorge acabou à cuidada guarda de uma prestigiada, nobre e douta Família Amarantina e, a serpe, recolheu às arrecadações húmidas e bafientas, qual masmorra da idade média, da então Câmara Municipal. Lembra-me bem dela na cozinha dos frades – ao tempo arrecadação – coberta de pó e teias de aranha, com muitos rasgões na carapaça, totalmente votada ao abandono e ao desprezo, assim como, algumas esculturas hoje expostas no museu municipal, corriam os finais dos anos sessenta do passado séc. XX. A bem da história e memória dos homens, o São Jorge, ainda cumprimenta quem o visita, de lança na mão, olhar incisivo, encostado à parede no hall de entrada, hirto e firme afrontando o tempo e honrando a Casa que o recolheu. A serpe tomou um rasto difícil de seguir, ou quase impossível, apesar de ter cabeça, garras e cauda de dragão em corpo de tartaruga não intimidou ou intimida quem lhe chamou ou chama sua. Em terras de Monção e não

só, um acto público – procissão e luta – aquando das festividades do Corpus Christi, mais como factor promocional (turístico) e pagão do que propriamente o acto religioso que esteve na origem da sua inclusão na procissão maior da Igreja – procissão desprovida de andores e figurantes – ou seja, a perseguição e luta de São Jorge, imagem do bem, contra a serpe, sedenta de sangue e morte, imagem física e terrena do mal, continua a escrever páginas de história e a ser fonte de inspiração. Amarante bem podia, de novo, apreciar estas duas figuras bastando, para tal, sem ferir susceptibilidades e amores adquiridos (direito de usucapião), haver um entendimento e porque não um agradecimento notório a quem zelosamente recolhe o São Jorge e, quem sabe, um prodígio no sentido da serpe voltar a aparecer por terras de Tamice e a fazer companhia ao seu eterno inimigo – coabitação pacífica – em lugar público e condições de conservação adequadas. Não é proibido sonhar e, parafraseando o poeta “...sempre que um homem sonha o mundo pula e avança...” tudo é possível, assim os homens, na sua admirável capacidade de partilha de bens e saberes assim o entendam e queiram. Voltando aos ditos referentes às festividades do Corpus Christi dos anos quarenta, como seria engraçado ouvir-se de novo: - Fui a Amarante em dia de Corpus Christi e vi a santa serpe e o bicho São Jorge. Tudo isto faz parte da história de um povo que parece ter perdido a memória ou então não sabe ou não quer voltar um pouco atrás e recolher os ensinamentos e os exemplos que os nossos de antanho criaram, usufruíram e nos legaram. Os caminhos do futuro são os trilhados no passado e continuados no presente com as melhorias bastantes e precisas. Ainda bem que há gente que sonha e de manhã, quando acorda, tenta fazer do sonho realidade, se bem que, não seja fácil mas possível. Como Amarantino estou disponível, atento e solidário na concretização deste sonho, para bem da história e da memória de, todos quantos, a sabem preservar e pretendem continuar a escrevê-la

TAÇA DE PORTUGAL

Estoril, 3 – Vila Meã, 1 Vila Meã caiu de pé Jogo no Estádio António Coimbra da Mota, com arbitragem de Nuno Almeida da AF do Algarve Estoril: Mário Matos, Anderson Luís, Lameirão, Gonçalo e Tinoco (Fabrício, 77), Adilson, Erick, Rodrigo Dantas, Alexandre Huaw (Gerson, 56), Licá e Carlos Eduardo (Bruno Di Paula, 71) Treinador: Marco Silva Vila Meã: Torcato, Mário Alves, Daniel, Miguel e Pinheiro, Mauro (Pedrinho,66), Calvino, André Santos (Couto, 46), Luís (Anciães, 56), Mica e Areias Treinador: Manuel Monteiro Ao intervalo: 1 – 0 Golos: Rodrigo Dantas (27), Carlos Eduardo (47), Fabrício (86) e Anciães (88) Amarelos: Pinheiro (25), Carlos Eduardo (30), Daniel (60) e Mica (65) Avinhava-se bastante difícil a tarefa do Vila Meã, na sua deslocação ao terreno do Estoril, equipa da Liga Orangina, por tanto com outros atributos mesmo a jogar com uma formação secundária, já que o técnico Marco Silva deixou de fora seis titulares

de fora, mas o Vila Meã, não se intimidou e procurou fazer o seu futebol, proporcionando um bom espectáculo de futebol. O Estoril marcaria à passagem do minuto 27, dando alguma justeza ao que se tinha passado no jogo. O Vila Meã não se desmoronou, e chegou também a ter criado alguns calafrios à defensiva visitada. Mesmo tendo o domínio do jogo o resultado até ao final da primeira parte não sofreria mais nenhuma alteração. A segunda parte começou com o segundo golo do Estoril, o que poderia ter como resultado final o desmoronamento da formação vilameanense, só que foi puro engano, já que seis minutos volvidos o Estoril apanhou um grande susto ao ver uma bola a embater na trave da baliza à guarda de Mário Matos. O resultado final seria fechado já na parte final do encontro, já que o Estoril chegou ao terceiro golo, para quase na resposta o Vila Meã marcaria o seu tento de honra, que pelo que fez durante toda a partida, digase que bem o mereceu.

Associação Desportiva de Amarante

Comunicado A Associação Desportiva de Amarante vem desta forma informar os seus associados e simpatizantes da situação vivida com a vertente de formação da secção de Atletismo. A Direcção da A.D.A, após a sua eleição, reuniu com os responsáveis de todas as modalidades do clube e apresentou a orgânica que pretendia para o clube, visando a equidade entre secções, tendo esta sido no geral bem acolhida. Os responsáveis do atletismo, vertente de formação, apresentaram por sua vez uma contra-proposta que não se enquadrava no espírito da Associação ao pretender para esta secção de formação autonomia e dessa forma rejeitada liminarmente pela Direcção.

Esta no entanto ficou a aguardar, tal como combinado, pela posição dos referidos responsáveis. Após demora e vários contactos infrutíferos a Direcção foi informada a 27 de Setembro que o técnico e responsáveis não pretendiam continuar no seio da Associação. Três dias após este facto constatou-se através do site da AAP que os atletas da formação da A.D.A já se tinham transferido para outros clubes. Informamos que é nossa intenção continuar a formar jovens amarantinos no atletismo pelo que se encontra neste momento a tentar reorganizar a vertente de formação da secção de atletismo. Amarante, 13 de Outubro de 2011

OS AMIGOS DAS AZENHAS ASSEMBLEIA GERAL - CONVOCATÓRIA Nos termos da lei dos estatutos, convoco todos os Associados da Associação Cultural e recreativa “Os Amigos das Azenhas”, para reunirem em Assembleia Geral Ordinária, no dia 22 de Outubro de 2011, pelas 14,30 horas, na Sede da mesma (Azenhas), a fim de deliberarem, sobre a seguinte Ordem de Trabalhos: 1 – Discussão e aprovação do relatório de contas da actual Direcção, com o parecer do Conselho Fiscal. 2 – Outros assuntos de interesse para a Associação. Amarante, 06 de Outubro de 2011 O Presidente da Mesa da Assembleia - a) Joaquim Artur Pereira Correia


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Biblioteca Municipal Albano Sardoeira

A Águia e a Renascença Portuguesa no contexto da Republica No próximo dia 5 de Novembro, pelas 15h 230 m, vai ter lugar na Biblioteca Municipal Albano Sardoeira a inauguração da exposição A ÁGUIA E A RENASCENÇA PORTUGUESA NO CONTEXTO DA REPUBLICA. Trata-se de uma exposição documental, que integra manuscritos de personalidades ligadas à Renascença Portuguesa ou contemporâneas deste movimento (Teixeira de Pascoaes, António Carneiro, Augusto Casimiro, Leonardo Coimbra, Raul Brandão, Guerra Junqueiro, Frederico Garcia Lorca, Miguel de Unamuno, Fernando Pessoa, António Sérgio, Carolina Michaelis) assim como documentos iconográficos. Esta mostra vai estar patente até final do mês de Novembro. Paralelamente a esta iniciativa vão decorrer conferências integradas no IV Colóquio Luso Galaico sobre a Saudade: Professor José Carlos Seabra Pereira*, OUTRAS VISÕES DA SAUDADE; Luísa Malato**, ENERGIA, OUTRO NOME DA SAUDADE: O TEATRO CRÍTICO DO PADRE FEIJO; 17h00: Lançamentos - Revista Nova Águia nº 8: O PENSAMENTO DA CULTURA DE LÍNGUA PORTUGUESA Antologia A ÁGUIA & A REPÚBLICA: 100 ANOS DEPOIS - Maria Celeste Natário, TEIXEIRA DE PASCOAES: SAUDADE, FÍSICA E METAFÍSICA • José Carlos Seabra Pereira é Doutor pelas Universidades de Poitiers e de Coimbra. Professor da Faculdade de Letras de Coimbra e da Universidade Católica, investiga e lecciona nas áreas de Teoria Literária,

Literatura Portuguesa Moderna e Estudos Pessoanos. Dirige o Centro Interuniversitário de Estudos Camonianos e a Casa da Escrita (Coimbra). Ensaísta de referência para autores e temas do Decadentismo e do Simbolismo, do Neo-Romantismo e do Modernismo, tem integrado com frequência os júris dos mais importantes prémios literários (Camões, Leya, APE, Círculo de Leitores, etc.). Entre as suas publicações destacam-se: “L’action littéraire et l’œuvre poétique de Joao de Barros”, Poitiers, 1984, 794 pp.; “O Essencial sobre António Nobre”, Lisboa, INCM, 2001; “O Neo-Romantismo na Poesia Portuguesa (1900-1925)”, Lisboa, INCM (no prelo); “António Nobre - Projecto e Destino”, Porto, Ed. Caixotim, 2000; “Do Fim-de-século ao Modernismo” (vol. VI de História da Literatura Portuguesa), Lisboa, Publ. Alfa, 2002. Obras editadas na IUC: O Mundo à Minha Procura. Ruben A. Trinta Anos Depois (Estudos) Para um Rúben Global. Catálogo Bibliográfico Documental ** Professora Luísa Malato, é doutorada em Literatura Comparada pela UP (1999). Tem como principais áreas de investigação a Literatura portuguesa (séculos XVIII/XIX); Literatura Comparada; Teoria da Literatura; Retórica. No âmbito dos seus trabalhos tem várias piblicações.

Cinema Teixeira de Pascoaes 6ªs feiras às 21:30 Telefone: 255 431 084 Programação de Outubro 21 de Outubro Carlos Título original: Carlos De:Olivier Assayas Com:Edgar Ramírez, Fadi Abi Samra, Ahmad Kaabour, Christoph Bach Género:Drama, Thriller, Crime Classificação:M/12 FRA/ALE, 2010, Cores, 163 min Estreia nacional: 2 de Junho de 2011 A história de Ilich Ramírez Sánchez (Édgar Ramírez), conhecido também como Carlos, o “Chacal”. Revolucionário venezuelano intimamente ligado ao terrorismo internacional durante as décadas de 70 e 80, desde o activismo pró-palestino ao Exército Vermelho japonês, ele foi, na época, procurado pelas mais importantes polícias secretas do mundo. Por muitos considerado um idealista e por outros um simples mercenário, o filme retrata o seu trajecto enigmático e contraditório até ser capturado em Cartum, Sudão, a 14 de Agosto de 1994, e levado para França, onde foi condenado a prisão perpétua. Realizado pelo francês Olivier Assayas, é a versão curta para cinema, feita a partir das cinco horas da série televisiva.

Vi do Éden um pedaço Nas faldas de S. Simão! Ao N. e à A.

Convidado para um evento, Em semana deles recheada (Quatro décadas de casamento; Festa da mãe; e churrascada, Em casa de um meu sobrinho, Por um amigo preparada), No sábado, pus-me a caminho, Com o trajecto memoriado, E, à hora combinada, Paro junto de um portão, D’uma quintinha, onde um cão Ladra que alguém é chegado. -Não, não pode ser aqui, (Tão deleitosa aparência!?...), Estou a ver que me perdi… Enganei-me!... Paciência!... Marcha à ré e, eis senão quando, Oiço voz familiar, Fácil de identificar, De não muito longe bradando: -É pá, já t’abro a portada! E, c’uma mão apontada, E a outra a gesticular, O autómato faz accionar; (Afinal não me enganei Como a pensar cheguei!) E lá vem o anfitrião Fazer-nos a recepção;

Entro e, extasiado, Sinto um frémito de gozo: Que paraíso acabado, Multicolor e frondoso, Onde as pequenas vivendas, Integradas na paisagem, Mais parecem duas prendas Penduradas na ramagem! Neste Outono, a quem o Verão Está a usurpar espaço, Vi do Éden um pedaço Nas faldas de S. Simão! 08/10/2011 Turdetano


JA nº.1639