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Autorizado a Circular em envelope Plastificado

O JORNAL AMARANTE de

DIRECTORA: Mª JOSÉ CUNHA

PORTUGAL

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ABERTO à hORA dE ALMOÇO

Quinta-feira, 30 de Junho 2011 | Nº 1623| Ano 31 | euro 0.80

Homenagem a Maria Amélia Laranjeira, fundadora do Centro Cultural de Amarante Memória evocativa da fundadora do CCA reuniu familiares, amigos e conhecidos numa homenagem repleta de emoção

Município de Amarante atribui Medalha de Honra a Eulália Macedo

Obras no túnel do Marão estão suspensas


2| O Jornal de Amarante

Espelho de Água por A. Magalhães

A primeira vez que mergulhei no rio Creio que o rio foi o meu terceiro irmão. Quando nasci, nasceu comigo uma irmãzinha, que haveria de morrer ao fim do trigésimo dia de vida. Não sei qual de nós nasceu primeiro, se fui eu ou se foi ela. Isso a minha mãe nunca mo disse nem lho perguntei. Morreu com um mês de vida, que é como que nunca tivesse vivido. E foi pena. E imaginei-a mulher bela como a mãe sempre fora, muito branca, com uns olhos de azul profundo, inteligente, sensível e boa. Mas isto são fantasias sentimentais, demasiado líricas, puras abstracções. O que seria e como seria o seu destino, só a vida é que o determinaria e modelaria. Morreu com trinta dias de vida, o que equivale a nunca ter passado por ela. O meu terceiro irmão foi, pois, o rio. O rio que corria ao fundo da várzea, meandroso, murmurante e belo. As margens, onde não havia praia de areia branca e fina, eram povoadas de densa vegetação própria dos rios: freixos, salgueiros, amieiros, e uns arbustedos de folha prateada e pontiaguda como a das oliveiras, a que se dá o nome de sazeiras. Havia um açude esbarrondado ao meio por onde corria, impetuoso, o grosso da torrente. Foi aqui, a montante desta açude, que eu vi pela primeira e única vez, o meu pai nadar, de costas, e com as mãos postas fora da água como se tivesse a rezar. Eu era muito novinho, quatro, cinco, seis anos? e isso foi um prodígio que me encantou. Passados uns anos, também aprendi a nadar. E aprendi por mim. Via como os outros faziam

e procurei imitá-los. Mas levou o seu tempo. Não conseguia sincronizar o movimento dos braços com o das pernas, e em vez de me deslocar afundavame na água. Um dia, porém, aconteceu. Nadei alguns metros e isso foi uma vitória que me encheu de alegria. Cresceu o meu amor-próprio ou a minha personalidade. E desde aí, o rio passou a ser o meu terceiro irmão. Nos meses de estio, ao varrear do sol, lá estava eu. Minha mãe ficava apreensiva e dizia-me sempre: “ Tem cuidado, rapaz! Olha que o rio, quando falou, disse que o que queria apanhar era os que não sabiam nadar, porque os que sabiam certos estavam. ” Eu ouvia-a e, calções e toalha na mão, lá ia ao recreio aprazível. O rio não era muito largo nem muito fundo naquele sítio. Eu nadava em círculo, muitas voltas dadas, seguro e feliz, e meia hora ou mais, saia da água, lasso, descontraído, com o peito mais largo, bem disposto comigo e com o mundo. Porém, havia algo que eu não conseguia fazer: mergulhar com os olhos abertos. Nadava de bruços, de costas, só com os pés, como um dia vi nadar o meu pai, mas mergulhar com os olhos abertos não era capaz. No entanto eu via a facilidade com que companheiros de ocasião o faziam. Que não custava nada, diziam divertidos. A água, nos olhos, não causava impressão desagradável nenhuma. Era até divertido ver a luz luarenta coada pela água esverdeada, as pedras e a areia do fundo do rio tinham um ar de irrealidade.

Era porreiro, diziam-me entusiasmados. Um dia, porém, tinha de acontecer. Enchi-me duma dose de coragem em duplicado, e com um esforço hercúleo deixei-me mergulhar de olhos abertos. E, milagre, não senti qualquer impressão desagradável nos olhos o que tanto temia, e vi uma paisagem nova submersa a uma luz suave dum luar verde. Os seixos, as pedras, a areia, do fundo do rio eram coisas encantadas há milhões de anos. Era impressionante a diferença no ar mítico que elas emitiam, comparadas com as coisas que o sol iluminava quando, passados uns instantes, eu emergia à tona da água e olhava o mundo. Apesar de tudo, não obstante a descoberta desta nova paisagem, eu nunca morri de amores pela sensação de mergulhar. Nunca a trocaria pelo lúdico prazer de nadar , olhos bem abertos à luz viva, real, dos seres e das coisas em liberdade. Não foi por acaso que a Natureza nos cotou com pulmões e não com guelras para respirar.

EDITORIAL Começou o Verão. É tempo de programar férias, usar roupas mais leves, passeios mais demorados pelas ruas e boa disposição pela manha com o sol a invadir as casas dando-lhes outra luz e outro cheiro. Começam nas revistas, nos noticiários, nos jornais as histórias cor-derosa das estrelas da televisão, da música, do futebol e do mundo da moda, que ocupam tantos e tantos seres como fuga ao pensamento das responsabilidades e preocupações diárias. Enquanto andamos distraídos, o Governo aprova as medidas que visam cumprir o memorando da Troika e que visam concretizar o respectivo programa eleitoral e que vai para além das medidas de

O JORNAL DE AMARANTE Propriedade Publitâmega - Publicações do Tâmega, Lda. Tiragem Média 3500 exemplares.

jornaldeamarante@iol.pt jornaldeamarante@gmail.com

austeridade acordadas. Quando se voltarem a concentrar no seu dia-adia e nas dificuldades a que terão de dar respostas aí sim, até à espinha dorsal vai dar um grito, voltarão à abertura dos noticiários e às capas de jornais o que realmente interessa e terá passado todo este folclore de vida de revista cor-de-rosa e sem sentido. A Grécia, destino de férias para muitos de sonho, viveu uma ilusão durante tempo demais. Nesta altura é também necessário reforçar e não descuidar as questões de segurança, pessoal e patrimonial. As férias e o ar mais descontraído favorecem quem vive do alheio e não quer viver de uma outra forma. Por isso, todo o cuidado é pouco.

Perante qualquer movimentação diferente, não devem ter receio em chamar as autoridades e alertar também vizinhos e conhecidos, pois em conjunto podem evitar a ocorrência de danos. Amarante vai também entrar em dois meses de festa, com iniciativas em diversos locais, para os amarantinos e para todos os que nos visitam. Aproveitem e desfrutem de todos esses momentos e eventos. Nesta semana em que se conhecerão os secretários e os subsecretários e o primeiro leque de medidas do novo governo, da toika e do seu programa eleitoral, é recomendável alguma atenção.

E esta, hem?...

(JN) Um norte-americano de 59 anos tentou roubar um dólar na caixa de uma Agência bancária para poder ser detido e enviado para a prisão. O objectivo era ser tratado no hospital Prisional a uma doença que necessitava de cuidados urgentes. James Varone, 59 anos, sem seguro de saúde, necessitava de ser internado urgentemente para tratar uma hérnia discal. Então,planeou um assalto a uma agência do Banco RCB, no estado da Carolina do Norte, nos EUA.

Durante seis semanas “hibernei”, Forçado pelo mester, mas não só, (A vida não é sempre sol-e-dó!...) Porém, meio recomposto, voltei. Neste curto período de ausência, Muitas dezenas de declarações, De balancetes, de conciliações, “Ocuparam-me” quase em permanência. Acresce a tudo que o SNC (*) (Não me refiro à contabilidade!) Não tem andando bem, valha a verdade, Mas já “colabora”, como aqui se vê. Não pude opinar sobre a campanha, Nem sobre o resultado eleitoral; Fui um perdedor (para quê ter manha?!...) Espero que possa ter ganho Portugal; Mas pelo que ouvi, pelo que vou vendo, O caminho é neoliberal Que muitos dizem pode ser fatal, Com “casos” iguais ao que estou lendo Num jornal, de hoje, que passo a citar: “James Verone um banco assaltou (Num estado liberal isto se passou!) Para gratuitamente se poder tratar.” Um S.N.S. tal estado não tem, E o desempregado, com o corpo malsão, Outra via não vê senão a da prisão P’ra, lá, ser tratado. E esta, hem?...

| HM|

(*) Sistema Nervoso Central

27-06-2011 Turdetano

Directora: Mª José Cunha Colaboradores: A. Magalhães, António Patrício, Carlos Carvalho, Costa Neves, Gabriel Carvalho, Hermínia Mendes, Hernâni Carneiro, Maria Rosa Pinto da Cunha, Mário Fernandes, Paulo Teixeira.net, João Pereira da Silva, Simão Marinho, Sónia Bastos, Raquel Marinho, Telma Pinto Ferreira Design e Paginação: Maria José Cunha Secretariado: Maria José Cunha Administração/Redacção/Departamento Comercial: Largo de S.Pedro, 2ºC, Apartado 75 - 4600-036 Amarante, Tels.: 255 432 301/255 432 313/ 255 432914 Registos: Ministério da Justiça/Instituto de Comunicação Social - 106941| Depósito Legal: 135757/99 Pessoa Colectiva: 500 886 644 Depósito Legal: 135757/99 Pessoa Colectiva Nº 500 886 644 Gerência: Joaquim José F. Machado, Eduardo Oliveira Pinheiro (detentor de mais de 10% do Capital) Tels.: 255 432 301/255 432 313/ 255 432 914

Preço de Assinatura Continente 30,00 Euros | Estrangeiro 50,00 Euros

Porte Pago Avença – 4600 Amarante


O Jornal de Amarante Quinta-feira, 30 de Junho 2011 | 3

ACTUALIDADE

Maria Amélia Laranjeira homenageada no 30º aniversário do Centro Cultural de Amarante as como o teatro”. É com “orgulho” que o actual presidente do CCA diz olhar para as actuais instalações. Uma obra idealizada por Maria Amélia Laranjeira e que, “com o apoio da Autarquia de Amarante que sempre acreditou e apoiou o projecto”, ganhou forma e consistência. “Continuo a sonhar muito alto. Tenho como objectivo criar um Conservatório de música e dança de Ensino Superior, cá em Amarante. Temos estado muito empenhados nisso e continuamos esperançados na concretização deste desejo. Não temos a menor dúvida de que será uma maisvalia para crianças e jovens poderem chegar mais facilmente à Cultura”, defendeu. Discursos, biografia e actuações dos alunos do CCA “Uma pessoa dinâmica, cheia de força, vontade e com muito trabalho feito em prol da Cultura em Amarante”. É assim que o presidente da Direcção do Centro Cultural de Amarante, António Laranjeira Lima, descreve a mãe, Maria Amélia Laranjeira, homenageada na comemoração dos 30 anos do Centro Cultural de Amarante (CCA), uma casa que a própria fundou e à qual presidiu durante 15 anos consecutivos. A memória evocativa teve lugar no passado dia 25 de Junho, no Auditório do CCA. A homenagem juntou familiares, amigos e conhecidos de Maria Amélia Laranjeira, falecida há 15 anos, e que, numa tarde cheia de emoções, viram relembrada a mulher que fomentou práticas culturais em Amarante, numa época em que a cidade vivia centrada num eixo mais rural, apesar de ter sido o berço de muitas figuras que marcaram o panorama cul-

tural do último século, em Portugal. Mistura de emoções numa “justa homenagem” “Foi com grande emoção e satisfação que ouvi, esta tarde, tudo o que foi dito sobre a minha mãe. Obviamente, sinto, por um lado, alegria, mas por outro uma grande tristeza por não a ter presente. Esta homenagem é merecida por tudo o que fez pela Cultura na nossa terra”, referiu ao Jornal de Amarante António Laranjeira Lima, que se mostrou também satisfeito pela oportunidade que lhe foi dada, juntamente com os restantes membros da direcção do CCA, de dar continuidade ao trabalho e ao sonho da mãe, mas sobretudo por poder dar a oportunidade “às crianças e jovens amarantinos de terem um local onde o ensino é de qualidade, virado para a música, para a dança e para outras áre-

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Para homenagear Maria Amélia Laranjeira, foi preparada uma cerimónia com alguns discursos, um vídeo biográfico e actuações dos alunos do CCA. Frente a um auditório repleto, ouviram-se as palavras do presidente da Câmara Municipal de Amarante, Armindo Abreu, que abriu a cerimónia evocativa e teceu rasgados elogios a Maria Amélia Laranjeira. Em declarações ao Jornal de Amarante, o autarca considerou “ser esta uma justa homenagem” a alguém que “deu o pontapé de saída a um certo marasmo que

se vivia na altura”, a nível cultural. “A D. Maria Amélia Laranjeira era uma mulher exemplar, generosa e muito alegre. Criou o CCA, para as artes formativas, dança, música, folclore, teatro e cinema, com muitas dificuldades, mas nunca desistiu”, frisou. Para Armindo Abreu, homenagens como esta são “momentos importantes”, pois permitem “avivar a memória”, porque nos dias de hoje “temos tendência a fazer um exame negativo do que temos sido e não é bem assim”. Em todos os tempos “há bons exemplos de esforço e generosidade em favor da comunidade e a D. Maria Amélia é um exemplo disso mesmo”, afirmou. Sobre as instalações onde está sedeado o CCA, o presidente do município amarantino confirmou o empenho da autarquia em dar seguimento a este sonho. ““Ela foi a alma deste Centro Cultural e a Câmara Municipal de Amarante tinha uma dívida para com ela. Sempre lhe dissemos que um dia teria uma sede digna e fizemos-lhe justiça”, acrescentando que, “o Centro Cultural é uma instituição muito importante que também dinamiza economicamente o concelho de Amarante, através da criação de empregos”. Para além de Armindo Abreu, discursou a irmã de Maria Amélia Laranjeira. Num texto emotivo, Maria Júlia Miranda de Sousa recordou a irmã como uma

pessoa “atenta, dinamizadora, carinhosa e muito à frente do seu tempo”. Também Maria Salomé Alves Pereira, amiga da fundadora do CCA, relembrou o forte carácter e a dedicação à Cultura de Maria Amélia. Um discurso emocionado foi também proferido por António Laranjeira Lima que referiu ter “tido a melhor mãe do mundo”. Nesta memória evocativa foi exibido um pequeno vídeo biográfico de Maria Amélia Laranjeira, onde netos e amigos partilharam a convivência e admiração pela mulher que foi a alma do CCA, mas também um vídeo que ilustrou a actividade do Rancho Folclórico do CCA, considerado “a menina dos olhos” de Maria Amélia Laranjeira, mas que se extinguiu em 1992. Expressa ficou a vontade de recriar este rancho. Um facto muito aplaudido por todos os presentes. Para o final da tarde ficaram reservadas as actuações de alguns alunos do CCA. Piano, clarinete, violinos e ballet constituíram o leque de demonstrações do talento dos jovens alunos. Esta homenagem terminou com o descerramento da placa evocativa a Maria Amélia Laranjeira que empresta o nome ao Conservatório de Música e Academia de Dança do CCA. |Texto: Telma Pinto Ferreira | | Fotos: José Carvalho|


4 | O Jornal de Amarante

CLASSIFICADOS S. Gonçalo - Amarante Sr. Manuel dos Santos Teixeira

França - S. Gonçalo Amarante

AGRADECIMENTO

D. Maria Rosa Monteiro Guedes

Sua família vem por este meio, e muito reconhecidamente agradecer a todas as pessoas que participaram no funeral do saudoso extinto ou que, de qualquer outro modo, lhes manifestaram o seu pesar. Agradecem também a todas as pessoas que se dignaram assistir à missa de 7º dia. Pedem desculpa por qualquer falta involuntariamente cometida. Agência Funerária S. Pedro - 255432496 | 917534643 | 917578908

S. Gonçalo - Amarante D. Danatila Amélia da Silva Xavier

AGRADECIMENTO Sua família vem por este meio, e muito reconhecidamente agradecer a todas as pessoas que participaram no funeral da saudosa extinta ou que, de qualquer outro modo, lhes manifestaram o seu pesar. Agradecem também a todas as pessoas que se dignaram assistir à missa de 7º dia. Pedem desculpa por qualquer falta involuntariamente cometida. Agência Funerária S. Pedro - 255432496 | 917534643 | 917578908

AGRADECIMENTO Sua família vem por este meio, e muito reconhecidamente agradecer a todas as pessoas que participaram no funeral da saudosa extinto ou que, de qualquer outro modo, lhes manifestaram o seu pesar. Agradecem também a todas as pessoas que se dignaram assistir à missa de 7º dia. Pedem desculpa por qualquer falta involuntariamente cometida. Agência Funerária S. Pedro - 255432496 | 917534643 | 917578908

Senhor Assinante regularize por favor a sua assinatura

Câmara Municipal de Amarante ANÚNCIO DE CONCURSO 1) DESIGNAÇÃO E ENDEREÇO OFICIAIS DA ENTIDADE ADJUDICANTE Organismo: Câmara Municipal de Amarante À atenção de: Departamento de Urbanismo e Planeamento Endereço: Alameda Teixeira de Pascoaes Código postal: 4600-011 Amarante Localidade/Cidade: Amarante País: Portugal Telefone: 255420 258 Fax: 255420 277 Correio electrónico: urbanismo@cm-amarante.pt Endereço internet (URL) 2) DESCRIÇÃO 2.1 Designação da Prestação de Serviço Concepção para elaboração de projecto de recuperação do Cine-Teatro de Amarante. 2.2 Local onde se realizará a prestação de serviços Concelho de Amarante. 4) INFORMAÇÕES DE CARÁCTER ADMINISTRATIVO 4.1) O processo do concurso e documentos complementares encontram-se disponíveis no portal www.compraspublicas.com da plataforma electrónica e físico no Departamento de Urbanismo e Planeamento. 4.2) Prazo para recepção de propostas O prazo limite para apresentação das propostas termina às 17:00 horas do dia 02 de Agosto do corrente ano. 4.3) Não é permitida a apresentação de propostas com variantes. Amarante, 24 de Junho de 2011. O PRESIDENTE DA CÂMARA, a) Dr. Armindo José da Cunha Abreu

Cartório Notarial de Amarante A cargo da Licenciada OLGA MARIA DE CARVALHO SAMÕES, Notária com o arquivo do extinto Cartório Público. Faço saber para efeitos de publicação na imprensa local, que neste Cartório, no livro 262 a folhas 47 e seguintes, se encontra uma escritura de JUSTIFICAÇÃO de vinte e dois Maio de dois mil e onze, em que: ANTÓNIO RIBEIRO TEIXEIRA, NIF.131.161.717 e esposa MARIA DA CONCEIÇÃO GONÇALVES CERQUEIRA, NIF.143.593.218, casados sob o regime da comunhão de adquiri-dos, ele natural da freguesia de Lufrei, concelho de Amarante, onde residem na Rua de Gateães, 602, e ela natural da freguesia de Vila Caiz, concelho de Amarante. DECLARARAM: Que são donos e legítimos possuidores, com exclusão de outrem, do seguinte imóvel, no valor atribuído igual ao valor patrimonial de QUARENTA MIL, OITOCENTOS E OITENTA EUROS:

Prédio urbano, destinado habitação, composto de casa de dois pisos, com a superfície coberta de cento e dezassete vírgula noventa metros quadrados e logradouro com a área de cinco mil, quinhentos e vinte e dois vírgula dez metros quadrados, sito na Calçada Cimo do Lugar, nº 602 – Gateães, freguesia de Lufrei, concelho de Amarante, a confrontar de Norte, com António Andrade, de Sul, com Rua de Gateães, de Nascente, com Calçada Cimo do Lugar e de Poente, com Rua Cimo de Lugar, omisso na Conservatória do Registo Predial de Amarante, inscrito na matriz em nome do justificante marido sob o artigo 361, com o valor patrimonial de 40.880€. Que no ano de mil novecentos e oitenta e três, em dia e mês que não podem precisar, compraram verbalmente, a Joaquim Moreira Reis e esposa Miquelina Rosa, casados na comunhão geral de bens, residentes que foram no lugar da Eira, freguesia de Lufrei, con-

celho de Amarante, o acima identificado prédio, com-pra e venda esta que nunca foi reduzida a escrito. Que, no entanto, e desde essa data, nele vêm praticando todos os actos conducentes ao aproveitamento de todas as suas utilida-des, ocupando-o segundos os seus destinos e fins, em proveito próprio, posse que se manteve sem qualquer oposição nem interrupção e com o conhecimento de toda a gente, comportando-se os possuidores, como se fossem titulares do direito de propriedade plena sobre o referido prédio. Que nestes termos, detêm a posse em nome próprio, pacífica, contínua e pública por mais de vinte anos sobre o dito prédio, pelo que o adquiriram por USUCAPIÃO. Está conforme. Cartório Notarial de Amarante, 22/06/2011 A Notária, a) Olga Maria de Carvalho Samões

ANÚNCIO 2ª Publicação ANA PINHEIRO Agente de Execução Cédula 3495 Tribunal Judicial de Amarante Execução Comum - Pagamento de Quantia Certa Proc. N.º 505/09.8TBAMT 3º Juízo Exequente: Metalomacedo – Serralharia Civil, Lda. Executado: Fátima Maria Ribeiro Ferreira Faz-se saber que, nos autos acima identificados, encontrase designado o próximo dia 14 de Julho de 2011, pelas 14h00, no Tribunal Judicial de Amarante, para a abertura de propostas que sejam entregues até esse momento na secretaria do Tribunal pelos interessados na compra do seguinte bem: Verba única: 1/8 do prédio urbano, composto de casa de rés-do-chão e andar, com a área total de 74M2, sito no

Lugar de Guimarei, freguesia de Fregim, concelho de Amarante, inscrito na matriz sob o artigo 57 e descrito na Conservatória do Registo Predial de Amarante pelo n.º 52/19851113. Valor base: €50.000,00 Serão aceites as propostas de valor igual ou superior a €35.000,00, correspondente a 70% do valor base. Só serão aceites as propostas que acompanhem cheque visado no valor de 20% do valor base à ordem da agente de execução, bem como, para o caso dos proponentes não se encontrarem presentes no dia da abertura, cópia do bilhete de identidade ou de cartão de identificação de pessoa colectiva. É fiel depositária que o deve mostrar a pedido, a executada Fátima Maria Ribeiro Ferreira, residente no Lugar de Guimarei, Fregim, Amarante. A Agente de Execução, Ana Pinheiro


O Jornal de Amarante Quinta-feira, 30 de Junho 2011 | 5

ACTUALIDADE Evento foi apresentado em Penafiel

Rota do Românico em Congresso a 28, 29 e 30 de Setembro O Presidente da Câmara Municipal de Amarante disse, a 16 de Junho, que o I Congresso Internacional da Rota do Românico “será um momento muito forte de afirmação regional”. Armindo Abreu falava, enquanto Presidente da Associação de Municípios do Baixo Tâmega, em Penafiel, na apresentação daquele evento, em que estiveram também presentes Alberto Santos, Presidente da VALSOUSA, Associação de Municípios do Vale do Sousa; Melchior Moreira, Presidente da Entidade de Turismo Porto e Norte de Portugal e Rosário Machado, Directora da Rota do Românico. Definindo o congresso como “histórico, que obriga à investigação”, Armindo Abreu salientou que ele “permitir-nos-á um regresso às origens, procurando-se que sejamos pessoas mais cultas e, logo, mais livres”. “Por outro lado, referiu, darnos-á a oportunidade de projectar no exterior a imagem da região, divulgando-a e atraindo públicos que possam ajudar ao crescimento económico”. O I Congresso Internacional da Rota do Românico terá lugar em Lousada nos dias 28, 29 e 30 de Setembro e terá como intervenientes especialistas nacionais e estrangeiros que abordarão temas como: “Românico e Território”; “Conservação e Salvaguarda do Património”; “Artes do Românico”; Touring Cultural – Boas Práticas; “Touring Cultural – Património” e “Património, Turismo e Economia”. Entre os objectivos do evento contam-se os de “Promover o Património como um recurso insubstituível e propulsor de

dinâmicas locais, regionais e nacionais; Proteger e valorizar o Património enquanto paradigma central da estratégia de desenvolvimento do território; Apresentar o Património de matriz românica como um exemplo magistral de identidade cultural e territorial; Fortalecer a atuação da Rota do Românico, constituindo-se como factor de coesão social e alavanca do desenvolvimento integrado do Tâmega e Sousa; Fomentar o desenvolvimento aliando-o ao reforço da atractividade turística da região, assente na dinamização de um produto, capaz de assumir um papel de excelência no âmbito do touring cultural e paisagístico; Incitar a uma de alargada discussão e reflexão, de carácter multidisciplinar, dedicadas ao Património e ao seu papel no desenvolvimento e promoção dos territórios”. Em texto contextualizador do Congresso, escreve-se: “Um território materializa a lembrança de um acontecimento. As suas marcas identitárias, expressas em criações e formas de apropriação do espaço pelo Homem, são reveladoras dos valores, modos de vida e experiências das comunidades que o construíram, habitaram e vivenciaram. Vestígio de uma memória colectiva e de uma identidade, o Património afirma-se como um recurso insubstituível e propulsor de dinâmicas locais, regionais e nacionais. A sua protecção, valorização e uso, seja com objectivos sociais, científicos ou didácticos, perfilam-se como paradigma central das estratégias de desenvolvimento do território.

O Património de matriz românica representa um exemplo magistral de identidade cultural e territorial. Modelo artístico associado à génese da Europa, o Românico assume significado maior no território do Tâmega e Sousa ao estar intimamente ligado às gentes e famílias que protagonizaram a fundação da Nacionalidade portuguesa. A conservação e promoção deste importante legado patrimonial tem norteado a actuação da Rota do Românico, procurando esta, numa missão mais ampla, constituir-se como factor de coesão social e alavanca do desenvolvimento integrado do Tâmega e Sousa. Um desenvolvimento que não se pode dissociar do reforço da atractividade turística da região, assente na dinamização de um

produto, a Rota do Românico, capaz de assumir um papel de excelência no âmbito do touring cultural e paisagístico. Ao considerar fundamental a investigação, o debate e a disseminação de conhecimento, a Rota do Românico pretende que este I Congresso Internacional do Românico constitua um momento de alargada discussão e reflexão, de caráter multidisciplinar, dedicado ao Património e ao seu papel no desenvolvimento e promoção dos territórios”. Amarante na Rota do Românico O Município de Amarante integra a “Rota do Românico” desde 12 de Março de 2010, data em que formalizou a sua adesão, em cerimónia que decorreu no

Município de Amarante atribui Medalha de Honra a Eulália Macedo A 8 de Julho, feriado municipal, Eulália Macedo será galardoada com a Medalha de Honra do Município, numa cerimónia que terá lugar no Salão Nobre do Edifício dos Paços do Concelho. A outorga desta distinção decorre de uma proposta de Armindo Abreu, Presidente da Câmara, apresentada ao Executivo Municipal, que a aprovou por unanimidade, em 21 de Março, precisamente no dia em que a escritora completava 90 anos. No texto que submeteu à Câmara, escreveu Armindo Abreu:

“Estes 90 anos são pontuados por um exemplo de cidadania e afirmação de amor à sua terra natal (…)”, acrescentando mais adiante: [Eulália Macedo] “(…) deixou o seu nome e deixa a sua personalidade esculpida em muitos e variados escritos, em muitas e variadas conferências para que foi convidada e que nunca recusou. Na sua obra escrita ressalta esta relação fraterna com o espaço social de Amarante, o seu olhar de fina ironia, a sua reflexão sobre os encantos e as frustrações da vida, a capacidade de a todos

compreender, a todos aceitar, a todos receber numa relação poética com as palavras e com as pessoas”. Maria Eulália Macedo nasceu na freguesia de S. Gonçalo, a 21 de Março de 1921. Teve uma infância e juventude marcadas pelo convívio com homens como Teixeira de Pascoaes, João Teixeira de Vasconcelos, escritores e artistas como Alexandre Pinheiro Torres e o pintor João de Vasconcelos. Em 1968 recebe o Prémio de Manuscritos de Poesia do S.N.I. pelo seu livro «Construção de

Vento Norte», publicando dois anos depois o seu segundo livro, «Raízes». Em 1971 publica em edições «Ática», «Histórias de Poucas Palavras», de contos e novelas. Segue-se, em 1994, «As Moradas Terrenas», numa edição de autor. Em 2009, com edição da Câmara Municipal de Amarante (2ª edição) é publicado «Histórias de Poucas Palavras». Eulália Macedo tem múltiplas publicações dispersas em jornais e revistas portuguesas e brasileiras.

Mosteiro de Travanca. Para além daquele mosteiro, foram seleccionados para integrar a Rota mais nove exemplares: o Mosteiro de Freixo de Baixo, as Igrejas de Gatão, de Gondar, de Jazente, de Lufrei, de Mancelos e de Telões, o Paço de D. Loba e a Ponte e Cruzeiro de Fundo de Rua, em Aboadela. Alargada ao Baixo Tâmega, fazem também parte da Rota do Românico os concelhos de Baião, Celorico de Basto, Cinfães, Marco de Canaveses e Resende. Informações detalhadas sobre o Congresso podem ser obtidas em www.rotadoromanico.com.

Ateliers de Férias de Verão na Biblioteca Municipal

Atelier de Informática 11 a 15 de Julho Atelier de materiais reciclados

25 a 29 de Julho Horário: 10.30 as 12.30 14.30 as 16.30 Idade: A partir dos 6 anos As inscrições para os ateliers podem ser feitas na recepção da biblioteca

municipal, por telefone ou e-mail.

O número mínimo de crianças é de 6 e o máximo de 10 por sessão.


6 | O Jornal de Amarante

ACTUALIDADE

Associação Desportiva de Amarante

Obras no túnel do Marão estão suspensas As obras do túnel do Marão estão paradas, desde o dia 27 de Junho do presente ano, e assim ficaram nos próximos 3 meses, afectando cerca de 1.400 trabalhadores.

A denúncia da suspensão da obra foi dada, aos trabalhadores, pelo presidente do Sindicato da Construção Civil de Portugal, Albano Ribeiro. A obra do túnel do Marão é

um investimento de 350 milhões de euros e foi concedida ao consórcio auto-estrada do Marão, liderado pela Somague, em 2008.

Carlos Macieira homenageado Enquadrada nas I Jornadas Internacionais Cães Busca e Salvamento, no dia 24 de Junho de 2011, pelas 21:30 no Centro Pastoral, foi prestada homenagem ao bombeiro Carlos Macieira, através do lançamento do livro “Um conto sem ponto”. Carlos Macieira perdeu a vida em Espanha num acidente de viação, quando regressava ao nosso país, depois de uma for-

mação com equipas cinotécnicas (cães de busca e salvamento), realizada em Barcelona. Após dois anos do seu falecimento, um grupo de bombeiros pôs mãos à obra e, através do contributo de José Luís Gonçalves e Gabriel Edgar Gomes, elaboraram um livro em honra de Carlos Macieira. Numa cerimónia em que estiveram presentes a família de

Carlos Macieira, bem como um grande número de bombeiros da secção de Amarante, entre outros representantes de instituições, as lágrimas e a saudade preencheram a sala. Numa sala cheia em que as palavras falhavam na hora de falar do Carlos, a cerimónia concluiu com um vídeo, que trouxe a emoção a todos os presentes.

Secção de Andebol A secção de Andebol da A.D.A encerrou de forma oficial a época 2010/2011 com a realização de um Convívio/Churrasco no dia 25 de Junho entre os atletas, pais, treinadores e dirigentes da modalidade. O Convívio reuniu mais de uma centena de pessoas e proporcionou momentos de alegria, confraternização e saudável convívio entre todos os presentes. Aproveitando o momento os responsáveis técnicos do andebol da A.D.A aproveitaram para fazer um balanço da época que agora finda. JA: Como fazem o Balanço da época que agora termina? Ricardo Teixeira: A secção de andebol para a época 2010/2011 deu um passo importante no seu projecto, nomeadamente no que à formação e fomentação do andebol nas camadas mais jovens diz respeito. Foi uma época muito positiva, mas muito longa e de muito trabalho. Arrancamos a actividade no final de Agosto com as nossas equipas de formação (iniciados masculinos, juvenis masculinos e juvenis femininos) a competir nos Campeonatos Nacionais da 2ª divisão e a equipa sénior a competir no acesso ao Campeonato Nacional da 3ª Divisão. Também participamos na Taça Primavera e na Taça de Encerramento, ambas organizadas pela Associação de Andebol do Porto. No total realizamos 101 jogos, tendo obtido alguns resultados relevantes (Iniciados masculinos - 2º na Taça de Encerramento; Juvenis Masculinos – 2º na Prova complementar do Campeonato Nacional da 2ª Divisão; e Juvenis Femininos – 3º na Taça Primavera). Nos diversos escalões de formação tivemos um total de 67 atletas federados. Relativamente aos mais novos (Bambis e Minis) temos perto de 4 dezenas de atletas entre os 6 e os 11 anos os quais participaram em 3 Festand’s. JA: Quais os melhores momentos e quais as maiores dificuldades que enfrentaram? RT: A organização do III Festand ada.andebol para Bambis e Minis foi um evento que teve bastante sucesso, conseguimos trazer para Amarante equipas das mais diversas cidades para poder participar nesta festa do Andebol em que os mais pequenos são os grandes protagonistas. O I mega churrasco família ada.andebol,

também teve um impacto grande junto dos nossos atletas pois além deles estavam presentes pais, amigos, dirigentes, treinadores para a despedida desta época em festa. No início de 2011 fizemos divulgação e captação de atletas entre os 6 e os 11, e foi muito gratificante, quase de um dia para o outro, termos juntado um grupo de 40 atletas Bambis/Minis. Relativamente às dificuldades, elas são sempre muitas, mas com alguma habilidade e esforço conseguimos contorná-las. Das dificuldades apenas destacava três, a falta de transporte para os jogos, a qual tem sido ultrapassada com a colaboração dos pais. Relativamente aos treinos, também temos necessidade de mais horas disponíveis para a modalidade, uma vez que as existentes são poucas para os escalões que possuímos, treinando por vezes três escalões ao mesmo tempo. E finalmente os patrocínios, em que cada vez mais temos dificuldades em manter os existentes e em conseguir arranjar novos, de forma a poder dar continuidade à prática do Andebol em Amarante. Aproveito para agradecer a todas as Instituições Públicas e Empresas Privadas que nos apoiaram, quer logisticamente, quer financeiramente, nesta época, a qual não seria possível sem o apoio delas. JA: Quais são as expectativas para a nova época? RT: Para a próxima época queremos manter todos os escalões (Bambis/ Minis, Iniciados Masculinos, Juvenis Masculinos, Seniores Masculinos e Juvenis Femininos), mas também formar a equipa de Infantis Masculinos, a qual já testamos a viabilidade no torneio de Vila Real agora em Junho e tentar que os minis participem no Campeonato Regional para além dos Festand’s. Temos noção que ainda iremos ter mais dificuldades, mas se queremos ter as nossas equipas mais competitivas, com uma formação de maior qualidade temos que ter funcionais todos os escalões, evitando que os atletas saltem de escalão em escalão.

Convocatória Nos termos da alínea A) do Artigo 20º do Estatutos, convoco todos os Associados da Associação Desportiva de Amarante, no pleno uso dos seus direitos, para reunirem, em Assembleia Geral Ordinária, a realizar pelas 21h30 do dia 15 do mês de Julho, na Sede Social desta Colectividade, sita no antigo parque de campismo, com a seguinte Ordem de Trabalhos: 1. Eleição dos Corpos Gerentes para o Triénio 2011/2014; 2. Discussão de assuntos de interesse da Colectividade. Se à hora marcada não estiver reunido o número suficiente de Associados, esta Assembleia iniciar-se-á meia hora depois com o número de Associados presentes. Amarante, 27 de Junho de 2011 O Presidente da Assembleia Geral a) António Alcino Norte Simões

Facebook/ninajoias Rua 5 de Outubro, nº 74 Telef: 255 432315 – ninajoias@sapo.pt - AMARANTE


O Jornal de Amarante Quinta-feira, 30 de Junho 2011 | 7

ACTUALIDADE

Arranque da sétima edição do Programa Formação PME na Associação Empresarial de Amarante

Está já em marcha a sétima edição do ‘Programa Formação para Pequenas e Médias Empresas’ (PME), gerido pela Associação Empresarial de Portugal (AEP) e que tem como entidade parceira, para a região do Baixo Tâmega, a Associação Empresarial de Amarante (AEA). Num total de 32 empre-

sas, esta edição arranca já com 21, estando as restantes 11 à espera de aprovação. Para assinalar o arranque deste Programa, a AEA organizou, no passado dia 22 de Junho, uma sessão onde, simbolicamente, as empresas aprovadas assinaram um contrato. Um acto simbólico presidido por

dois representantes da AEP, Paula Silvestre e António Pêgo; pelo presidente da Direcção da AEA, Luís Miguel Ribeiro; pelo coordenador do ‘Programa Formação PME’ na AEA, José Luís Gaspar, e por vários empresários, técnicos e consultores interessados em perceber melhor a metodologia deste Programa, mas também as mais-valias de que podem usufruir. Como explicou a coordenadora do Programa na AEP, Paula Silvestre, “contribuir para a competitividade das empresas, através do desenvolvimento de competências pessoais e organizacionais, promovendo a excelência dos seus recursos humanos” é o objectivo do ‘Formação PME’. Paula Silvestre acrescentou, ainda, que “cada intervenção é adaptada às necessidades específicas de cada empresa, através de uma metodologia prática, centrada em resultados”, no sentido de melhorar a performance estratégica e operacional, “de uma

forma objectiva, mensurável e sustentável”. Na sua intervenção, o director-geral do Departamento da Formação e Conhecimento da AEP, António Pêgo, referiu que o Programa “tem correspondido aos diferentes contextos empresariais”, uma vez que tem tido a “capacidade de se adaptar e de corresponder a cada uma das realidades”. Destacou “a capacidade que as entidades têm para poderem desenvolver o ‘Formação PME’, tendo tecido elogios à forma como a AEA tem actuado ao longo destes anos. Também José Luís Gaspar, aquando da abertura desta sessão solene, havia já relembrado a “frutuosa colaboração entre a AEA e a AEP”, que soma já 14 anos. O coordenador desta Formação, na AEA, frisou que a intervenção nas empresas só terá sucesso “se existir receptividade por parte dos empresários”, pelo que deixou um apelo para que “aproveitem e este-

jam disponíveis para receber o Programa nas suas empresas”. José Luís Gaspar esclareceu que, nesta sétima edição, “a intervenção será mais focada nas micro empresas”. O encerramento desta cerimónia ficou a cargo do presidente da AEA, para quem o ‘Formação PME’ “é um “importante incentivo para as empresas”. Segundo o dirigente associativo, as empresas que participaram com a AEA, em edições anteriores, “ainda sentem, actualmente, efeitos positivos a muitos níveis, como a organização, melhor qualidade dos serviços e produtos, mas também colaboradores mais qualificados”. Luís Miguel Ribeiro frisou que “este trabalho feito em conjunto é o caminho” para que “empresários e empresas enfrentem melhor os desafios que todos têm consciência que uma economia global acarreta”.

Organizado pelos CNO’s do Baixo Tâmega e Vale do Sousa,

“Novos Caminhos para a Empregabilidade” debatidos no 7º Encontro Regional de Centros Novas Oportunidades Tendo como tema central o papel dos Centros Novas Oportunidades (CNO) e “Os Novos Caminhos para a Empregabilidade”, os CNO’s do Baixo Tâmega e Vale do Sousa realizaram, pela sétima vez desde que se constituiu a rede Territorial para a Qualificação, o ‘Encontro Regional dos CNO’s do Tâmega e Sousa. Um encontro que teve lugar no auditório do Centro Pastoral de Amarante, no passado dia 16 de Junho. A convite do director do CNO da Associação Empresarial de Amarante, José Luís Gaspar; do director do CNO da Escola Secundária de Amarante, Fernando Sampaio e do director do CNO da Escola Profissional António do Lago Cerqueira, Paulo Pinto, a equipa técnico-pedagógica e muitos ex-formandos participaram neste colóquio. A abertura da sessão esteve a cargo do presidente do município amarantino, Armindo Abreu, que abordou a candidatura apresentada ao “Pacto para a

Empregabilidade”, como uma oferta qualificada de formação. O autarca defendeu que o CNO é dos programas mais válidos que existem. “E quem os torna válidos”, referiu, “são os actores que lhes dão corpo”. Daí a importância destes encontros regionais “para que seja avaliado e colhido o que de melhor têm feitos cada um destes Centros”. Este sétimo encontro foi dividido em dois painéis. O primeiro teve como oradores uma representante da Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa, Cristina Moreira; a directora do Instituto de Emprego e Formação Profissional do Norte (IEFP), Maria Luísa Barreto e contou também com o testemunho do empresário António Coutinho, presidente do Grupo MCoutinho. Cristina Moreira abordou o Plano de Desenvolvimento Social, um contributo para perceber o que tem sido implementado em cada concelho, a fim

de se combater o desemprego, que a representante da Comunidade Intermunicipal apelidou “como um dos maiores flagelos do século”. Aclarou, ainda, que os 12 presidentes dos concelhos, que constituem a Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa, “estão preocupados com os níveis de desemprego”, pelo que se têm empenhado em “averiguar os níveis de empregabilidade”. A abordagem do mercado de trabalho, o seu funcionamento, os níveis de empregabilidade e os números que ilustram o desemprego na região, foram assuntos explanados pela directora do IEFP do Norte. Maria Luísa Barreto considera mesmo que “a fragilidade deste desemprego é tremenda”. Na sua intervenção, abordou também o papel dos CNO’s pela sua proximidade à população, mas também a sua importância na formação e educação na vida da população e no ingresso no mercado de trabalho.

Na intervenção de António Coutinho, o empresário partilhou a visão e experiência à frente de um Grupo com mais de 800 colaboradores. O presidente do Grupo MCoutinho referiu que “o factor humano é importante dentro de casa empresa” e que “mais importante do que contratar é integrar, explicar a visão e os objectivos a cada novo colaborador”. Considerado um exemplo de um empresário de sucesso, António Coutinho frisou que continua “a apostar fortemente na qualificação dos funcionários”, pois sente este procedimento como um reforço “na realização pessoal e valorização curricular” de cada um dos colaboradores, ao mesmo tempo que potencia “um nivelamento das qualificações” dentro do Grupo a que preside. O empresário da região do Tâmega e Sousa defendeu que “os cursos técnicos não podem ser considerados como uma oportunidade menor”, uma vez que são tão válidos como

os cursos superiores, e preparam com uma componente prática mais forte os alunos, o que para o mercado de trabalho se “afigura como um passo muito importante”. Terminou a sua apresentação com a divulgação de três testemunhos de colaboradores da MCoutinho que relataram a sua experiência e as mais-valias que arrecadaram ao ingressar nos CNO’s. “Centro Novas Oportunidades / Qualificação e Empregabilidade” Quanto ao segundo e último painel deste encontro, este foi dedicado ao tema “Centro Novas Oportunidades / Qualificação e Empregabilidade”. Como oradores teve três representantes de entidades empregadoras do Tâmega, que relataram a sua experiência como empregadores, numa altura em que o mercado de trabalho enfrenta tantas fragilidades.


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Jorge Magalhães Mendes Vereador PSD

Centros Escolares em Amarante

Na reunião da Câmara Municipal de Amarante, do passado dia 30 de Maio, constou o seguinte ponto na ordem de trabalhos: PRESIDÊNCIA E VEREAÇÃO.“Carta Educativa”.- (Proposta do Senhor Vereador Abel Coelho) Na realidade, o que se fez foi análise, discussão e votação de um documento designado “Avaliação e Monitorização da Carta Educativa”. A consequência mais importante deste documento é a redução do número de centros escolares previstos na Carta Educativa de 18 para 11. No que diz respeito às freguesias de Mancelos, Real, Ataíde e Oliveira, pode ler-se no documento: “A escola básica do Troxainho drenará preferencialmente para o Centro Escolar de Figueiró e a de Felgueiras drenará maioritariamente para o de Vila Meã, podendo algumas crianças preferir o Centro Escolar de Travanca visto este Centro possuir margem de crescimento. Encerrarão as duas escolas básicas de Mancelos, as EB1 de Avenida – Ataíde, de Penedos – Oliveira e Sta Comba – Real e ainda os Jardins-de-infância de Ataíde e de Real, admitindo-se que algumas crianças do sul da freguesia de Man-

celos, dada a proximidade, optem pelo Jardim-de-infância do novo Centro Escola”. O que o executivo PS (leia-se Presidente de Câmara e Vereadores eleitos pelo PS) propôs foi dividir a freguesia de Mancelos (entre as 4, a de maior em extensão territorial e uma das mais populosas do Concelho), não honrar a promessa eleitoral da construção do Centro Escolar de Ataíde/Oliveira e encerrar a Escola de Sta. Comba, após vários investimentos nesta última e que tem 2 salas não utilizadas. De salientar que este documento que foi aprovado pelo executivo PS, com votos contra dos Vereadores do PSD - reflecte alterações significativas “no ordenamento da rede educativa anteriormente aprovado, designadamente a criação ou o encerramento de novos estabelecimentos de educação pré-escolar e de ensino”, ou seja, verifica-se o que refere o DL 7/2003, de 15 de Janeiro, no seu artigo 20º. Por consequência, no respeito pela lei, deveria ter-se revisto, e não avaliado/monitorizado, a Carta Educativa, o que obrigaria, entre outros passos, a “ratificação governamental, mediante parecer prévio vinculativo do Ministério da Educação”. Porquê a apresentação deste documento em véspera de eleições legislativas? No seu programa eleitoral de candidatura “orgulho! mais amarante!” dia 11 de Outubro vote PS”, o actual Presidente de Câmara, Dr. Armindo Abreu, e os seus Vereadores comprometeram-se ao seguinte: “Estamos já na fase seguinte: A da construção dos centros escolares na sequência da aprovação da carta educativa”. É caso para perguntar: mas que é isto? Como é possível em Maio de 2011 alterarem a rede educativa através de um documento (diga-se de

péssima qualidade técnica)? Como é possível que, na reunião de 30 de Maio de 2011, o Sr. Vereador com o pelouro da Educação tenha afirmado que “o Projecto de Arquitectura do Centro Escolar de Vila Meã já está feito?” Afinal por quanto tempo o programa do PS existiu? Foi só para mostrar e iludir o povo? Além da falta de respeito institucional! Sobre o programa eleitoral do PS, vale ainda a pena citar: “Bem sabemos que a negociação com as juntas de freguesia vai ser preponderante na localização rigorosa dos novos Centros. (…) mas é evidente que tem que haver diálogo…” É caso para perguntar: onde tem estado a negociação e o diálogo? Vale a pena uma nota sobre a verdade dos números. Na reunião da Assembleia Municipal de 24 de Junho de 2011, o Sr. Presidente da Câmara afirmou que “em Mancelos o Jardimde-Infância tem apenas 5 crianças com 3 anos”. No período aberto ao público, um Mancelense presente na referida reunião afirmou que “o Infantário de Mancelos tem apenas 2 salas, as crianças são colocadas por ordem decrescente de idade e só havia vagas para 5 crianças com 3 anos.” Existe um provérbio popular para isto... Relativamente aos Centros Escolares e ao documento apresentado pelo executivo PS, deixo aqui algumas notas (não se trata do conteúdo integral) sobre a declaração de voto dos Vereadores do PSD: 1. A presente proposta afigura-senos como manifestamente ilegal, em virtude de, por consubstanciar uma alteraç��o significativa no ordenamento da rede educativa anteriormente aprovado, configurar efectivamente uma revisão da Carta Educativa, não cumprindo, porém, os requisitos legais para o efeito, previstos desig-

nadamente no artigo 20º do DL nº 7/2003, de 15 de Janeiro; 2. Não foi previamente estabelecida, no executivo, uma metodologia adequada à complexidade do problema; 3. Este processo carecia de uma discussão prévia, séria e aprofundada, no sentido de mobilizar os agrupamentos escolares, os professores e os pais/encarregados de educação no reordenamento da rede educativa, até porque são os principais destinatários da mesma; 4. Uma lentidão nas candidaturas da Câmara Municipal aos programas de financiamento que outras Câmaras souberam aproveitar, mereceria uma tentativa de concertação prévia com os Vereadores do PSD e Presidentes das Juntas de Freguesia, sendo lamentável que tal não tenha ocorrido; 5. Foram criadas expectativas nas populações (particularmente para os futuros pais/encarregados de educação), para agora as defraudar quanto à localização dos centros escolares, nomeadamente em relação às freguesias de Ataíde, Oliveira, Vila Chã, Figueiró (Santa Cristina), Mancelos; 6. O documento com o título “Avaliação e Monitorização da Carta Educativa do Concelho de Amarante 2011” tem graves lacunas, de que salientamos: a. O documento não inclui as “boas práticas”, ou seja, não fundamenta, em momento algum, qual o melhor modelo para um concelho do interior e com uma grande dispersão urbana, para que possamos comparar e inferir conclusões devidamente fundamentadas (nem tem uma única referencia bibliográfica sobre o tema nacional ou internacional); b. A coesão territorial é totalmente ignorada, uma vez que, sem qualquer critério fundamentado, se dispersa,

divide e ataca a identidade cultural de freguesias como, por exemplo, Mancelos; c. Neste documento não são acautelados os interesses das crianças, uma vez que nunca é referido, por exemplo, o tempo médio das deslocações de e para o centro escolar; d. O documento não contempla todas as freguesias do concelho (por exemplo, Gondar, Fridão, Rebordelo, Vila Caiz, Fregim e Louredo), denunciando apenas a intenção de mais tarde se avaliar a situação; e. Nas conclusões do documento refere-se “no respeito pela relação custo/benefício”, que, em momento algum se desenvolve e justifica, ferindo tecnicamente de morte o referido documento. 7. A Câmara Municipal não propõe qualquer intervenção na redefinição dos actuais agrupamentos nem na sua área de influência, uma vez que ficou adiada para Amarante a Resolução do Conselho de Ministros nº 44/2010, pelo que o documento proposto, enquanto não for feita aquela redefinição, é absolutamente inoportuno e será sempre incompleto/deficiente. Somos um país com mais de 800 anos de história, que deveria ser também de maturidade na acção. Os partidos políticos podem ter visões diferentes sobre diferentes matérias. Mas as decisões devem tomar-se devidamente fundamentadas, com a devida competência técnica, baseadas numa relação de confiança com os munícipes e no respeito pelo programa eleitoral com que os partidos se apresentam. Em política não vale tudo. Ocorrências como esta deveriam levar os partidos políticos, nomeadamente o PS, a fazerem uma introspecção da sua própria conduta política, em vez de falarem da casa alheia.

Festa de encerramento da época desportiva do A.F.C. O Amarante Futebol Clube, levou a efeito na passada sexta-feira, dia 24, na Quinta das Fontainhas a festa de encerramento da época desportiva 2009/2010, que engloba não só o futebol sénior, mas todos os escalões de formação da colectividade amarantina. A data não poderia ter sido mais feliz, já que coincidiu com as comemorações do São João, um santo bastante popular por estas bandas, e que reuniu um número muito agradável de sócios e simpatizantes amarantinos. Em declarações ao JA o Presidente da Direcção mostrouse muito contente com o evento, tendo afirmado: “Efectivamente hoje foi aquilo que nós consideramos a festa convívio de encerramento de um ano de trabalho, em que estiveram envolvidos cerca de trezentos jovens, a fazer desporto, agregados ao Amarante F.C.. o Ano passado assim o fizemos,

e entendemos que o final de uma época deve ser coroado com um momento de partilha, de união e também de alegria. E é esta festa que nós procuramos promover no final da época, para que todos se sintam felizes, com um bom ambiente, de camaradagem, de amizade mais fortalecida, e com o espírito de poderem continuar com esta vontade e de se formarem desportivamente. Juntamos directores, treinadores e atletas, os pais, os patrocinadores, gente amiga, muita gente, que poderia ter sido mais, mas de qualquer forma estou satisfeito, dada a adesão dos sócios e simpatizantes….” Em relação à planificação da próxima época o Presidente do Amarante F.C. disse à nossa reportagem que em linhas gerais, já está pensada e delineada. “A próxima época não está devidamente planeada, no en-

tanto já está mais ou menos pensada. Já fomos eleitos para novo mandato, vamos tomar posse no dia 8 de Julho, mas já estamos a trabalhar, já estamos a preparar em certa medida a nova época. Em termos de futebol sénior, estamos a amadurecer e a cimentar a ideia que tivemos na época passada de fazer uma equipa B do Amarante Futebol Clube, e em principio tudo se conjuga para que ela surja, já nesta nova época, e só dependerá da vontade dos nossos jovens atletas, ou ex-atletas, que queiram representar o Amarante Futebol Clube na sua equipa B. A equipa sénior, a equipa principal, vai disputar a segunda divisão nacional, fomos os campeões da série B da terceira divisão e estamos agora a preparar a equipa para disputar a segunda divisão nacional. A grande base da equipa será constituída por atletas

que já representaram a equipa do Amarante Futebol Clube na última época. Atletas que deram provas, atletas de quem a equipa técnica gostou, e a direcção também. Já renovamos com doze atletas que jogaram no Amarante Futebol Clube na última época, e o plantel terá no máximo dezoito atletas, já que os restantes serão oriundos da tal equipa B de que falamos, que sempre que necessários, serão chamados à convocatória da equipa A. Estamos ainda à procura de alguns atletas, no máximo dois ou três, falta-nos acertar em definitivo o acordo com o Vitória de Guimarães, que será para perdurar, e em princípio deverão vir três, um que já cá esteve na última época, que é o Diogo Lamelas, e mais dois atletas que nós mostramos vontade que nos fossem cedidos. Julgo que durante esta semana será confirmado em definitivo absoluto esta parceria

com o Vitória, e depois, vamos contratar mais dois ou três jogadores, um deles é um segundo ponta de lança, já que é primordial a sua contratação, já que só temos um, e talvez um segundo guarda-redes que ainda não está em definitivo decidido que será”. Assim o plantel amarantino conta para já com os seguintes jogadores: Tiago Silva, Carlos Castro, Rochinha, Miguel, Bruno Teixeira, Celso, Bispo, Pedro Carneiro, Marcos, André Pires, César e Tiago Martins. Para o presidente da direcção do Amarante Futebol Clube, os objectivos do Amarante para a próxima época é classificar-se na primeira metade da tabela classificativa, para assim conseguir-se estabilizar na segunda divisão nacional, mas cumprindo sempre com o orçamento delineado.


O Jornal de Amarante Quinta-feira, 30 de Junho 2011 | 9

Cons(c)elhos saudáveis por Abel Afonso, Médico

Comportamentos e estilos de vida (II) A Obesidade é um factor predisponente para outras doenças como por exemplo: a Diabetes e a Sindroma da Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS).• Segundo o observatório da Diabetes, ela custa por ano aos portugueses milhões de euros. Portugal tem mais de 900 mil diabéticos, o equivalente a 11,7% da população entre 20 e 79 anos, isto quer dizer que o caminho é prevenir, educar e controlar. É urgente adoptar uma política de educação alimentar que deve iniciar-se no seio da família e manter-se na escola, passando pela prática de uma medicina familiar mais educativa e mais preventiva. A escola deve ser de excelência e nessa qualidade tem de praticar uma boa alimentação, uma alimentação racional e equilibrada. A autarquia pode ter um papel importante no contributo desta excelência escolar e conseguir mesmo, em alguns casos, inverter ónus da questão, ou seja, ser a criança a portadora da mensagem para educar os pais nos hábitos alimentares.• Os exemplos da Diabetes e da SAOS identificada por roncopatia enquanto dorme e por sonolência diurna excessiva, reflectindo 9 a 24% da população adulta de meia-idade, causadora de frequentes acidentes de viação, sendo por si só, razões suficientes para a adopção de uma política educativa alimentar, complementada por políticas autárquicas preventivas da obesidade, facilitadoras da actividade física que, inevitavelmente, mudariam os hábitos e costumes de muitas pessoas, se o ambiente que as rodeia a isso as impulsionasse. O ambiente contribui decididamente para a construção de um concelho mais ou menos saudável. Os comportamentos e estilos de vida estão condicionados ao que nos rodeia, influenciando grandemente o presente e o futuro do nosso bemestar.• A actividade

física e desportiva poderá ser um instrumento de transformação profunda da vida na cidade. É urgente articular o desporto com as politicas de turismo, de ambiente e de desenvolvimento autárquico. Promover a actividade desportiva de diversas formas e por variadas razões (saúde, turismo promocional e económico).• O sedentarismo é um dos comportamentos morbidogénicos que mais afecta a sociedade e com custos socioeconómicos elevadíssimos; tem de ser combatido de qualquer forma para diminuir a sua alta prevalência; impõe-se por isso procurar novos meios (a nível nacional, intermunicipal e local), idealizar uma prática acessível a toda a comunidade, independentemente da faixa etária. Tem havido um alheamento dos decisores políticos em relação a esta matéria com consequências ainda mais graves futuramente. Devemos construir para o futuro uma autarquia agilizada, indutora de estilos de vida activos com claros benefícios na saúde física e mental e potenciadora no que diz respeito às suas competências e atribuições. Apostar em políticas adaptadas às especificidades territoriais em função da sua geografia (montanha, rio, lagos...) e de acordo com a demografia regional (jovens, reformados, desempregados) escolar. Apostar numa oferta desportiva que seja uma marca regional para a promoção do concelho, como por exemplo: futsal. Prática desportiva esta com imensos praticantes de todas as idades e que facilmente se construiria uma equipa competitiva a nível nacional sem necessidade de grandes recursos económicos.

Juventude Socialista de Amarante, por Gabriel Carvalho

Nós Europeus No ensaio “A Ideia de Europa”, George Steiner, diz-nos: «A Europa é feita de cafetarias, de cafés. Estes vão da cafetaria preferida de Pessoa, em Lisboa, aos cafés de Odessa frequentados pelos gangsters de Isaac Babel. Vão dos cafés de Copenhaga, onde Kierkegaard passava nos seus passeios concentrados, aos balcões de Palermo. […] Desenhe-se o mapa das cafetarias e obter-se-á um dos marcadores essenciais da ‘ideia de Europa’». Propões assim, uma necessária reflexão do que é a Europa, como se construiu, e permite-nos, neste tempo de enorme turbulência e desorientação, uma reflexão acerca do futuro do projecto europeu, enquanto espaço de paz e prosperidade, tendo como base a solidariedade. De facto, muito do que é hoje a Europa, fez-se nesses mesmos cafés e cafetarias, enquanto espaços de pensamento, de partilha e discussão de ideias, enquanto espaço público. Por outro lado, verifica-se actualmente a ausência deste tema das discussões nos cafés, que se constata nesta nossa comunidade, e até na nacional, e certamente estará ausente dos cafés de Berlim, Paris ou Roma, em sentido inverso, imagino, à dos cafés de Atenas, de onde sairão impropérios lançados aos senhores que mandam na Europa, que se entretêm nos jogos políticos nacionais, acreditando, mesmo os maiores, que controlam as suas fronteiras, físicas ou virtuais, que são autónomos no mundo em rede e globalizado, e fortes no seu unilateralismo. A Europa, por muito que não queiramos, está presente em quase todos os actos da nossa vida, desde o controle da água que bebemos, e da composição dos materiais da roupa que vestimos, às questões tão concretas e do dia-a-dia, por cada euro que gastamos, contudo desfasada das grandes decisões que condicionam as opções nacionais na turbulência financeira dos mercados internacionais, e portanto inversa ao tempo que consumimos a discuti-la e à

profundidade da sua discussão, nos cafés e cafetarias, mas sobretudo nos mais nobres espaços da democracia, e nos momentos em que mais deveria ser discutida – os actos eleitorais. Voltando umas semanas atrás, podemos perguntar quais as questões levantadas pelos partidos que ora nos governam – PSD e CDS-PP, que debate fizeram sobre os seus problemas, que são os nossos, que ideias sobre a Europa lançaram. Por miopia, interesse imediato, ou talvez incapacidade, infelizmente, esses partidos arredaram-se dessa discussão. Além de grave, e de corresponder ao interesse imediato em período eleitoral, não reconhecer a dimensão europeia e internacional da crise nacional, aliadas à primeira crise da dívida soberana da história, e à crise do euro, enquanto moeda com escala internacional, competitiva em relação ao dólar e ao yuan, a moeda chinesa, é no campo do esclarecimento dos eleitores, uma falha reveladora ou da incapacidade de análise integrada de diversos factores, o que não acredito, ou apenas um puro calculismo inconsequente, que obrigará o Senhor Primeiro Ministro Passos Coelho a invocar as crises europeia e internacional, mais cedo ou mais tarde, e provavelmente pelas piores razões. Espero que essas razões não se verifiquem. De resto, o PSD tem sempre muita dificuldade em olhar de frente para a Europa. Nas últimas eleições europeias aproveitou o momento, não para esclarecer os eleitores e apresentar propostas, mas como uma espécie de eleições intercalares, prejudicial, esquecem-se ao aprofundamento da democracia nas instituições europeias, nomeadamente o Parlamento Europeu, órgão representativo de todos os povos europeus. Acredito profundamente na Europa e no projecto europeu, acredito que voltando aos princípios fundadores deste espaço dos povos europeus encontraremos muitas das soluções para os problemas actuais, muitas das soluções para o povo grego, o irlandês, o português e os restantes povos, com base nos pactos de solidariedade e em laços políticos fortes, capazes de enfrentar problemas futuros, basta para tal, transformar a União em unidade efectiva, e não um conjunto de interesses nacionais, reveladores da pequena dimensão de cada um.

INCURSÕES, por Maria Hermengarda Afonso Militante do PSD Jazente - Amarante

Politicamente falando Todos os que só desejam interesse na amizade, afastam dela o seu mais doce vínculo. Segundo Kant “A amizade é semelhante a um bom café. Uma vez frio, não se aquece sem perder bastante do primitivo sabor”. Os novos amigos, aqueles que criamos, depois de certa idade, e pelos quais procuramos substituir os outros, os da infância, estão numa relação de causa efeito como os óculos para os olhos, os dentes postiços para a dentição juvenil e a bengala para as pernas da nossa juventude. O que habitualmente chamamos amigos e amizades não são mais do que conhecimentos e familiaridades contraídos quer por alguma circunstância quer por algum interesse. Nestas amizades deve-se andar de rédeas na mão, com prudência e cautela. Os dignos da nossa amizade são raros. De resto, tudo o que é bom é raro e nada é mais difícil do

que achar alguma coisa que seja, em seu género, perfeita em tudo. O ser humano, geralmente, não conhece nada de bom na amizade senão o que lhe interessa e tratam os seus amigos como os animais, estimando mais aqueles de quem esperam obter proveito. Ora é exactamente com “amigos” desses que nos deparamos, politicamente falando, na sociedade amarantina. Há personagens nesta mesma sociedade que são uma súmula de defeitos. São presumidos, cobardes, mesquinhos, convencidos, provincianos e tacanhos (qual Dâmaso Salcede) cuja única preocupação na vida é um lugar autárquico-político. Representam o novo-riquismo e pensam-se “chics a valer”. Têm lapsos de memória e revelam uma enorme falta de cultura política/social/ solidária; são o símbolo do político imbecil, hipócrita, oportunista e inculto.

O mostrar vontade de se aproximar e conviver com certos social-democratas, é por si só motivo de comentários pouco abonatórios dos tais paladinos da moral, que não têm pejo em usar, tudo fazendo para os afastar, como se de leprosos se tratassem, metaforicamente falando é claro. Os tais “paladinos da moral ” estão é, sempre, receosos de afirmações politicas comprometedoras, pois são politicamente medíocres e contribuem para uma atmosfera de ódio, de inveja e de desejo de vingança. Fazem parte das estruturas partidárias cuja campanha é “claustrofobia democrática” e aprovaram a “lei da rolha”. Esquecem-se de quão bom é criticar nos outros aquilo que nós próprios fazemos. A desumanização do Homem, a sua dissolução moral e a sua intranquilidade deteriora-os na inteligência.

D. Maria Graça Jesus Teixeira Magalhães AGRADECIMENTO Sua família vem por este meio, e muito reconhecidamente agradecer a todas as pessoas que participaram no funeral do saudoso extinto ou que, de qualquer outro modo, lhes manifestaram o seu pesar. Agradecem também a todas as pessoas que se dignaram assistir à missa de 7º dia. Pedem desculpa por qualquer falta involuntariamente cometida. Funerárias do Tâmega, Lda: 255424422 | 917643062 | 919449561 | 917502997


10 | O Jornal de Amarante


JA nº.1623